TECNOLOGIA: PLATAFORMA ROBÓTICA DE POUSO E DECOLAGEM PORTÁTIL É A NOVIDADE PARA DRONES

Uma plataforma robótica de pouso e decolagem portátil e dobrável, de fácil manuseio e transporte, com auto nivelamento inercial que disponibiliza uma superfície plana independente do perfil e inclinação do terreno, projetado pela Terra Jump Drones é o destaque desta quinta-feira, aqui na coluna TECNOLOGIA. A Terra Jump Drones, empresa mineira especializada em escaneamento aéreo de estruturas em solo, desenvolveu uma tecnologia pioneira, que tem o objetivo de resolver alguns desafios enfrentados pelos pilotos desse tipo de aeronave. Então leia o artigo completo a seguir e conheça todos os detalhes!

Terra Jump Drones cria equipamento para melhorar decolagem e pouso de drones

Empreendedor busca investidores para produção de plataforma inteligente

Terra Jump Drones cria equipamento para melhorar decolagem e pouso de drones

 

A Terra Jump Drones, empresa mineira especializada em escaneamento aéreo de estruturas em solo, desenvolveu uma tecnologia pioneira, que tem o objetivo de resolver alguns desafios enfrentados pelos pilotos desse tipo de aeronave, relacionados à decolagem e à aterrissagem, etapas que expõem o equipamento a grandes riscos. A inovação é uma plataforma robótica de pouso e decolagem portátil e dobrável, de fácil manuseio e transporte, com auto nivelamento inercial que disponibiliza uma superfície plana independente do perfil e inclinação do terreno.

“Os drones são, muitas vezes, utilizados em terrenos desnivelados e de difícil acesso. Assim, os desafios enfrentados pelos pilotos remotos incluem desde a poeira, obstáculos e inclinação do terreno até interferências eletromagnéticas. Criamos uma superfície plana que elimina completamente esses obstáculos, garantindo segurança e eficiência ao voo”, destaca o especialista em gestão de Tecnologia da Informação, Anísio Júnior, sócio fundador da Terra Jump Drones.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de drones registrados no Brasil cresceu 11,3%, sendo que em 2021 foram 90.030 novos equipamentos no País

A novidade tem grande potencial de negócios no mercado de drones, que segue promissor e com previsão de continuar aquecido. É o que aponta o estudo Drone Market Report 2021-2026, publicado pela Drone Industry Insights (Droneii), empresa alemã especializada em pesquisas para esse setor. A projeção é de que o mercado movimente cerca de US$ 44,1 bilhões até 2024. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de drones registrados no Brasil cresceu 11,3%, sendo que em 2021 foram 90.030 novos equipamentos no País. Em 2020 foram registrados 79.858 veículos aéreos não tripulados. Em 2017, a quantidade de drones na América Latina, somente da marca DJI, maior fabricante mundial do setor, ultrapassou os 6 milhões.

Experiência transformada em inovação
À frente da Terra Jump desde 2016, juntamente com sua sócia Denise Diniz, arquiteta urbanista, especializada em Geoprocessamento, Anísio buscou aprimorar os conhecimentos sobre as RPAs (Aeronaves Remotamente Pilotadas – do inglês) e estruturar a empresa de maneira a criar processos bem definidos de planejamento, execução dos voos, processamento e entregas de qualidade aos clientes, seguindo a regulamentação vigente.

Motivado pelas pesquisas, uma de suas grandes criações foi um processo estruturado de precificação dos serviços executados por drone. “Essa era uma indefinição constantemente apresentada nas feiras e palestras do setor, que sempre participamos”, pontua.

Porém, como a veia do inventor sempre pulsou em Anísio, ele começou a se dedicar ao desenvolvimento de ferramentas e processos ainda não criados na área, entre eles, os softwares de automação e ferramentas de campo.

Foi nesse momento que ele se debruçou em estudos para solucionar as dificuldades enfrentadas no seu dia a dia, em serviços de campo realizados pela Terra Jump. “Trabalhar em um terreno acidentado e empoeirado, é sempre desafiador para se pousar um drone, sem que o risco da capotagem e impacto com obstáculos esteja presente. Já tive perdas financeiras devido a esses problemas. Foi aí que surgiu a ideia da Terra Landing, que possui uma inteligência eletrônica capaz de revolucionar o setor”, explica.

Para desenvolver a plataforma, Anísio se dedicou por mais de dois anos, a estudos e testes. O registro da patente da Terra Landing está em análise na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, sigla em inglês), entidade internacional de Direito Internacional Público com sede em Genebra, integrante do Sistema das Nações Unidas. O processo também está em andamento no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), autarquia federal vinculada ao Ministério da Economia, responsável pelo aperfeiçoamento, disseminação e gestão do sistema brasileiro de concessão e garantia de direitos de propriedade intelectual para a indústria. Agora, o inventor busca parceiros para viabilizar a produção e comercialização da plataforma em escala no mercado nacional e latino-americano.

A Terra Jump foi criada para oferecer soluções a partir de imagens aéreas, integração de sistemas, consultoria, treinamento e gestão, focada em atender às necessidades dos clientes e parceiros com qualidade, precisão e de acordo com a regulamentação do setor. Possui expertise para atuar na mineração, construção civil e agronegócio.

Em seu portfólio há serviços como mapeamento aéreo, levantamento planialtimétrico, medição de estruturas, ortomosaico modelos 3D para projetos e engenharia reversa, volumetria, georreferenciamento de imóveis rurais e urbanos, inspeção, imagens para análise ambiental, publicidade, dentre outros.

Fonte: Inforchannel

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