BOAS NOTÍCIAS: CHEGA AO BRASIL A VACINA DA JANSSEN, EFICAZ CONTRA VARIANTES

A expectativa à chegada da vacina da Janssen no Brasil é muito grande, já que é comprovadamente eficaz contra variantes e requer apenas uma dose. A pesquisa publicada na Nature determinou que a vacina da Johnson & Johnson ativou as respostas imunológicas contra a cepa COVID-19 original, bem como as variantes Alfa, Beta, Gama e Epsilon. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa ótima notícia!

Vacina da Janssen que chega ao Brasil é eficaz contra variantes: dose única

Foto: Divulgação

 

A vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, que está sendo aguardada no Brasil, produz várias respostas imunológicas que permitem que ela seja eficaz contra diferentes variantes do vírus, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira, 9.

A pesquisa, publicada na Nature como uma amostra acelerada de um artigo, determinou que a vacina da Johnson & Johnson ativou as respostas imunológicas contra a cepa COVID-19 original, bem como as variantes Alfa, Beta, Gama e Epsilon.

O estudo concluiu que a vacina Johnson & Johnson “ofereceu forte proteção contra casos sintomáticos” de COVID-19 na África do Sul e no Brasil, onde as variantes causaram a maioria dos casos sequenciados.

Pesquisa

Os pesquisadores estudaram as respostas imunológicas celulares e de anticorpos de 20 voluntários com idades entre 18 e 55 anos.

O estudo descobriu que menos anticorpos neutralizantes apareceram na luta contra as variantes Beta e Gama, encontradas pela Nature

primeira vez na África do Sul e no Brasil, respectivamente, quando comparadas à cepa COVID-19 original.

O estudo determinou que uma única dose da vacina da Johnson & Johnson protegeu contra COVID-19 grave em 86 por cento dos participantes nos Estados Unidos, 88 por cento daqueles no Brasil e 82 por cento na África do Sul.

Desde que a Food and Drug Administration emitiu uma autorização de uso de emergência para a vacina Johnson & Johnson em fevereiro, mais de 11,2 milhões de doses da vacina foram administradas nos EUA.

Chegada no Brasil

O Brasil aguarda a chegada de 3 milhões de doses ainda agora em junho. O imunizante foi aprovado pela Anvisa no Brasil em 31 de março.

Além disso, o Ministério da Saúde assinou um acordo com a Janssen para a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da empresa, com previsão inicial de entrega de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

O imunizante da Janssen, que é atualmente utilizado nos países da União Europeia, nos Estados Unidos e na África do Sul, recebeu, no Brasil, certificado de boas práticas da Anvisa.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, o risco de reações alérgicas à vacina da Janssen é considerado extremamente baixo, especialmente quando se refere a choques anafiláticos.

O imunizante não tem compostos que podem causar reações alérgicas fortes, como antibióticos, adjuvantes ou conservantes, aditivos utilizados para potencializar a resposta imune, segundo o CDC. Eles também podem estar nos demais imunobiológicos.

Com informações do TheHill/Nature e Diário do Nordeste

Fonte: Só Notícia Boa

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O GOVERNO DO PERU ANUNCIOU PRORROGAÇÃO NA SUSPENSÃO DE VOOS DO BRASIL ATÉ 14 DE MARÇO

Peru prorroga suspensão de voos do Brasil até o dia 14 de março

Restrição terminava neste domingo (28), mas governo tenta evitar no país a disseminação da variante brasileira do coronavírus

BRASIL

 Do R7

Aeroporto de Cumbica vazio em maio do ano passado em razão de restrições

FERNANDO BIZERRA / EFE – 25.5.2020

O governo do Peru anunciou neste domingo (28) a prorrogação até o dia 14 de março da suspensão de voos originários do Brasil. A medida é uma forma de prevenção contra a disseminação da variante brasileira do novo coronavírus.

A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial do governo peruano.  “Resolve-se prorrogar, de 1º a 14 de março, a suspensão dos voos de passageiros procedentes do Brasil”, afirma a publicação. Antes, a suspensão estava marcada para terminar neste domingo.

O Peru é apenas um dos países com suspensão de voos do Brasil. A lista inclui ainda Portugal, Reino Unido, Itália, Colômbia, Turquia, Israel e África do Sul.

Fonte: R7
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UFRN CONFIMA CIRCULAÇAO DE NOVAS VARIANTES DO CORONAVIRUS NO RIO GRANDE DO NORTE

Por G1 RN

 

UFRN confirma variantes do Coronavírus no RN
UFRN confirma variantes do Coronavírus no RN

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) confirmou neste sábado (20) que novas variantes do coronavírus estão circulando no Rio Grande do Norte. A pesquisa foi realizada por meio do sequenciamento genético e está analisando 91 amostras do SARS-CoV-2, provenientes do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

De acordo com o IMT, com materiais genéticos coletados nos meses de dezembro de 2020 e janeiro e fevereiro de 2021, foi possível identificar a linhagem P1, que foi inicialmente encontrada em Manaus, além da linhagem P2, descrita no Rio de Janeiro e que está se disseminando pelo Brasil.

diretora do IMT-UFRN, Selma Jerônimo, conta que as amostras foram coletadas em dezembro de 2020 e as variantes vêm circulando no Nordeste desde esse período, o que mostra a importância da manutenção da vigilância. Como as novas mutações do vírus estão associadas a uma possível maior dispersão, ela também reforça a importância das medidas de prevenção, como distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscaras.

A pesquisa foi financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pelo Ministério da Educação (MEC), com a colaboração de pesquisadores do Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC-MCTI), Ana Tereza Vasconcelos; do IMT-UFRN, Selma Jerônimo e Francisco Freire; do Departamento de Biologia Celular e Genética (DBG-UFRN), Lucymara Fassarella Agnez Lima e Katia Castanho Scortecci; além do Laboratório de Biologia Molecular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), coronavírus — Foto: Anastácia Vaz

Selma Jerônimo também alertou sobre o “aumento importante” na quantidade de testes positivos para Covid-19 desde dezembro de 2020, chegando a 64% de exames positivos realizados pela unidade em fevereiro de 2021.

Sesap faz alerta

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) recebeu a confirmação sobre a circulação das novas linhagens do SARS-CoV-2, o que faz o estado entrar em alerta. “O governo do estado e a Sesap reforçam a importância de intensificar todas as medidas de controle da transmissão do vírus, evitando aglomerações, intensificando as medidas de vigilância, isolamento de todos os sintomáticos, o reforço do isolamento social, o uso correto da máscara em todos os espaços públicos e privados para que a gente consiga conter essa segunda onda e reduzir o número de casos e consequentemente de internação, nesse momento em que a lotação dos hospitais públicos e privados encontram-se nos seus limites máximos”, disse Cipriano Maia, secretário de Estado da Saúde Pública.

Fonte: G1 RN

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EM TAIWAN, VIAJANTES VINDOS OU COM PASSAGENS PARA O BRASIL FARÃO QUARENTENA

Taiwan confirma três casos da variante covid-19 do Brasil

Ministro da saúde determina que brasileiros ou pessoas que estiveram por aqui fiquem de quarentena em lugar isolado

INTERNACIONAL

 por Reuters

A partir de quarta viajantes vindos ou com passagem no Brasil farão quarentena
WALLACE WOON/EFE/EPA

O governo de Taiwan confirmou neste domingo (21) que foram diagnosticados três casos da variante brasileira da covid-19. Com isso, todas que chegaram do Brasil vão ter de passar por quarentena a partir dessa semana.

O ministro da Saúde, Chen Shih-chung, afirmou que três pessoas firam diagnosticadas com novo coronavírus no mês passado e só no último sábado foi confirmada que era pela P.1, como é chamada a mutação do Amazonas. Os infectados estão sendo tratados em hospitais.

Chen acrescentou que a partir da meia-noite da próxima quarta-feira, qualquer pessoa que chegue do Brasil em Taiwan ou que tenha estado no Brasil nos últimos 14 dias deve ficar em quarentena em um local fechado por duas semanas. Assim como as chegadas da Grã-Bretanha e da África do Sul, já que também devem ser evitadas a propagação de variantes encontradas lá.

As pessoas que chegam a Taiwan dos outros países devem ficar em quarentena em casa por 14 dias. Elas são acompanhadas de perto pelas autoridades para garantir que não saiam de casa.

A pandemia matou 245.977 pessoas no Brasil, o pior número de mortes fora dos Estados Unidos.

O Brasil tem mais de 10 milhões de casos confirmados de coronavírus, já que uma nova variante descoberta na Amazônia ameaça devastar ainda mais um país onde as inoculações foram suspensas em muitas cidades por falta de vacinas.

Taiwan manteve a pandemia sob controle graças à prevenção precoce e eficaz, incluindo o fechamento de suas fronteiras. Existem apenas 40 casos ativos em tratamento em hospitais.

Fonte: R7
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SAÚDE: TUDO QUE QUEM JÁ TEVE COVID-19 PRECISA SABER

Anticorpos, vacinas, variantes: o que pessoas que já tiveram Covid devem saber

Jacqueline Howard, Zamira Rahim, Maggie Fox, Jen Christensen, Amanda Sealy e Michael Nedelman, da CNN
05 de fevereiro de 2021 às 10:57 | Atualizado 05 de fevereiro de 2021 às 11:30
Pesquisa, laboratório, ciência, imunidade, covid-19Foto: Trnava University/Unsplash

Você pode ser uma das mais de 9,3 milhões de pessoas no Brasil que contrairam o novo coronavírus desde o início da pandemia, e quando se trata de vacinas contra a Covid-19, novas variantes ou risco de reinfecções, dúvidas podem surgir sobre a doença ainda estudada em todo o mundo.

“Continuamos aprendendo um ano após o início da pandemia”, diz à CNN, a médica Becky Smith, diretora de Prevenção e Controle de Infecções e especialista em doenças infecciosas do Duke University Hospital, dos Estados Unidos.

Por causa de novos aprendizados a cada dia, médicos avaliam que existem descobertas importantes que pessoas já infectadas pela Covid-19 devem saber.

Qual é o risco de reinfecção?

O risco de reinfecção “parece ser muito baixo” e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirmam que “o risco de reinfecção é ‘baixo’ nos primeiros 90 dias após a pessoa contrair a Covid-19″, comenta Smith. Embora raras, as chances existem.

“Com base no que sabemos de vírus semelhantes, algumas reinfecções são esperadas”, pontua o CDC dos Estados Unidos, em seu site.

“O risco de reinfecção continua baixo, mas temos que estar vigilantes com o surgimento de novas variantes”, salienta à CNN, Antônio Crespo, diretor médico de doenças infecciosas do Orlando Health Medical Group.

O novo coronavírus, que causa a Covid-19, mudou com o tempo, assim como todos os outros vírus. Através dessas mutações, surgiram outras variantes.

Os cientistas não estão surpresos ao ver o coronavírus mudando e evoluindo, pois é o que os vírus fazem para sobreviverem. Com tanta propagação não controlada pelos Estados Unidos e outras partes do mundo, o vírus tem muitas oportunidades para mutações.

Até agora, três variantes que circulam ao redor do mundo foram identificadas e estão recebendo muita atenção: a variante B.1.1.7, descoberta pela primeira vez no Reino Unido; a B.1.351, identificada pela primeira vez na África do Sul; e a P.1, que surgiu no Brasil.

As variantes do novo coronavírus que circulam globalmente devem se tornar mais dominantes nos Estados Unidos na primavera, espera Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca na semana passada.

A diretora do CDC, Rochelle Walensky, frisa que todos os casos de covid-19 nos Estados Unidos agora deveriam ser tratados como se fossem causados ??por uma das recentes variantes do coronavírus identificadas.

Outra razão pela qual o risco de reinfecção permanece um tanto misterioso é o fato de ainda não estar claro por quanto tempo os anticorpos da covid-19 podem durar no organismo.

Quanto tempo os anticorpos duram?

Anticorpos são proteínas que o corpo produz logo após a infecção. Eles ajudam a combatê-la e auxiliam na proteção contra reinfecções.

“O que sabemos é que, quando alguém é infectado pela Covid-19, a pessoa consegue anticorpos que podem durar”, disse Crespo. “Mas agora a nova ciência que está surgindo é a de que algumas das variantes do coronavírus podem escapar dos anticorpos e ser potencialmente infecciosas para alguém já infectado com uma variante conhecida”, alerta.

Becky Smith disse que em um grande estudo com mais de 12 mil profissionais de saúde nos hospitais da Universidade de Oxford, no Reino Unido, poucos pacientes com anticorpos com covid-19 foram infectados pela segunda vez durante um período de seis meses. Esse estudo, publicado no New England Journal of Medicine em dezembro, sugere que os anticorpos estão associados a “um risco substancialmente menor de reinfecção”.

“Aqueles que desenvolveram reinfecção tinham infecções assintomáticas”, disse Smith, por email. Ela acrescenta que as evidências da experiência do hospital onde trabalha no gerenciamento de profissionais de saúde infectados por covid-19, sugerem que os anticorpos provavelmente protegem contra reinfecção.

“Até o momento, cerca de 0,5% dos profissionais de saúde experimentaram eventos de reinfecção, embora reconheçamos não ter verificado sistematicamente os anticorpos como no estudo de Oxford”, calcula Smith, que não estava envolvida no estudo.

Pessoas infectadas com Covid-19 provavelmente estarão protegidas contra o contágio novamente por pelo menos cinco meses, de acordo com um novo estudo conduzido pela Public Health England.

O estudo – ainda não revisado por pares – descobriu que a infecção anterior foi associada a um risco 83% menor de reinfecção, em comparação com pessoas não infectadas anteriormente.

Por outro lado, os pesquisadores alertaram que a proteção não era absoluta, o que significa que algumas pessoas pegam o vírus novamente e que não está claro quanto tempo dura a imunidade.

Também é possível que aqueles que têm algum grau de imunidade contra o vírus ainda sejam capazes de transportá-lo no nariz ou na garganta e, portanto, transmiti-lo a outras pessoas.

Eu já tive Covid-19. Preciso tomar vacina?

As autoridades de saúde e os médicos incentivam as pessoas já infectadas a serem vacinadas. Dados de ensaios clínicos em estágio final sugerem que as vacinas são seguras e ajudaram a proteger as pessoas com infecções anteriores contra a reinfecção. Isso, independentemente do grau anterior, caso tenha sido leve ou grave.

“Mesmo se alguém já teve covid-19, minha recomendação é ser vacinado assim que a vacina estiver disponível para essa pessoa”, orienta Smith.

“Está muito claro que as duas vacinas disponíveis oferecem um alto nível de proteção, medido nos títulos de anticorpos neutralizantes. Isso pode ser particularmente importante para pessoas que tiveram uma infecção assintomática ou leve”, completa. “Ter um nível mais alto de títulos de anticorpos irá protegê-lo por mais tempo”.

Smith acrescentou que as vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna, autorizadas para uso emergencial nos Estados Unidos, parecem fornecer proteção contra as variantes emergentes do coronavírus que circulam ao redor do mundo.

“Não temos certeza se a imunidade natural protegerá alguém de ser infectado com as novas cepas”, disse Smith.

Uma pessoa que está atualmente doente com Covid-19 deve, no entanto, esperar para receber a vacina depois que os sintomas desaparecerem e puderem sair do isolamento. Não há tempo mínimo recomendado entre a infecção e a vacinação.

Além disso, não há dados de segurança sobre pessoas que receberam terapia com anticorpos ou plasma convalescente para tratar uma infecção por Covid-19. Como a reinfecção parece ser incomum nos 90 dias após a infecção inicial, como precaução, o CDC recomenda que a pessoa espere pelo menos 90 dias.

Não há dados que mostrem que uma vacina protegeria alguém que foi exposto recentemente. Uma pessoa não está totalmente protegida até uma ou duas semanas após receber a segunda dose da vacina.

Eu preciso tomar duas doses da vacina?

As vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna autorizadas para uso emergencial nos Estados Unidos são administradas em duas doses, com 21 e 28 dias de intervalo, respectivamente.

Atualmente, é recomendado que as pessoas sigam esse esquema de vacinação até que mais pesquisas sejam realizadas e as autoridades de saúde recomendem o contrário.

“O conceito de dar apenas uma vacina de reforço para aqueles que tiveram infecção natural foi levantado como uma forma de preservar o fornecimento limitado de vacina e torná-la disponível para aqueles que nunca desenvolveram a infecção”, explica Smith.

Algumas evidências em um artigo pré-impresso, postado no servidor online “medrxiv.org”, na segunda-feira (1º), descobriu que depois de receberem apenas uma injeção da vacina Covid-19, as pessoas previamente infectadas com o vírus tendiam a possuir níveis de anticorpos que eram igual ou superior ao das pessoas que receberam as duas doses, mas nunca foram infectadas anteriormente. O estudo não especifica quais vacinas os participantes receberam.

“Logicamente, as pessoas que tiveram infecção provavelmente começarão com uma linha de base de algum anticorpo neutralizante detectável, então você não está começando do zero como faria para indivíduos que nunca tiveram covid-19”, esclarece Smith.

“No entanto, como a quantidade de anticorpos neutralizantes diminui com o tempo, isso precisa ser cuidadosamente estudado antes de ser lançado”, complementa. “Precisamos de dados para determinar o momento ideal de reforço da infecção natural e se a duração da proteção é equivalente à proteção que você obtém com duas doses da vacina”.

Smith acrescentou que as variantes do coronavírus também parecem ser um risco.

“Também não temos certeza sobre as cepas variantes e como os anticorpos desenvolvidos a partir de uma infecção natural protegem alguém contra uma nova cepa. As vacinas foram testadas e oferecem proteção com base em dados limitados”, disse. “Finalmente, esta abordagem exigiria que os pacientes testassem os anticorpos antes da vacinação e isso pode não estar disponível para todos”.

Eu ainda posso estar sentindo efeitos persistentes do Covid-19?

Muitos dos infectados por Covid-19 podem apresentar sintomas por semanas ou meses.

“Os pacientes podem sentir fadigas severas e persistentes, dores de cabeça, ‘névoa cerebral’, comprometimento ou dificuldade cognitiva leve para pensar ou se concentrar, dores nas articulações, tosse, falta de ar, febres intermitentes, alterações no paladar e no olfato, entre outros sintomas”, avisa Smith. “Esses sintomas persistentes podem durar até 12 semanas e muitos dizem que aumentam e diminuem ou vêm e vão durante esse tempo.”

Se você sofre de sintomas permanentes de covid-19, isso pode depender da gravidade da doença que você tem.

“Algumas pessoas têm sintomas leves e se recuperam rapidamente e não têm grandes problemas. Um dos efeitos colaterais que vimos com frequência é a fadiga crônica”, pontua Crespo.

“Parece que, com pacientes com covid-19, sintomas comuns podem durar vários meses”, acrescentou. “Além disso, se os pacientes tiveram envolvimento pulmonar significativo com pneumonia grave, podem ter dificuldade em se recuperar daquela falta de ar persistente, tosse e cansaço fácil”.

Crespo frisa que, mesmo que a pessoa tenha efeitos prolongados, ainda é importante tomar a vacina contra a covid-19 quando chegar a vez dela.

“Eles deveriam tomar a vacina”, disse. “Não creio que efeitos prolongados tenham um efeito particular na resposta à vacina”.

Fonte: CNN Brasil

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GOVERNO DA FRANÇA ANUNCIOU O FECHAMENTO DAS FRONTEIRAS PARA VIAJANTES DE FORA DA UNIÃO EUROPEIA

França fecha fronteiras para países de fora da União Europeia

País tenta evitar chegada de variantes do coronavírus e presidente não quer decretar novo lockdown para frear coronavírus

INTERNACIONAL  

Da Ansa

França vai fechar fronteiras para viajantes fora da União Europeia

YOAN VALAT/EFE/EPA – 25.1.2020

O governo da França anunciou nesta sexta-feira (29) o fechamento de suas fronteiras para viajantes provenientes de fora da União Europeia, em uma tentativa de conter a disseminação de novas cepas do coronavírus.

A medida entra em vigor neste domingo (31) e só abre exceção para viagens consideradas “essenciais”. “As entradas e saídas de nosso território com destino ou proveniência em um país externo à União Europeia serão vetadas, salvo motivos imperativos”, disse o primeiro-ministro Jean Castex.

A proibição chega enquanto o presidente Emmanuel Macron tenta evitar a imposição de um terceiro lockdown na França, que totaliza cerca de 3,2 milhões de casos e quase 76 mil óbitos na pandemia. “Os próximos dias serão decisivos”, disse Castex após uma reunião do conselho de defesa sanitária.

Viajantes provenientes dos outros 26 países da União Europeia, com exceção de trabalhadores pendulares, terão de apresentar exame RT-PCR negativo.

A exigência já estava em vigor para chegadas aéreas e marítimas, mas agora também valerá nas fronteiras terrestres.

Fonte: R7
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PARA CONTER VARIANTES DO CORONAVIRUS QUE INFECTOU HUMANOS, DINAMARCA SACRIFICARÁ 17 MILHÕES DE ANIMAIS

Dinamarca sacrificará 17 milhões de animais para conter variante do coronavírus que infectou humanos

A nova cepa colocaria em perigo a eficácia da futura vacina, segundo as autoridades do país escandinavo

NUÑO DOMÍNGUEZ
|BELÉN DOMÍNGUEZ CEBRIÁN

05 NOV 2020 – 20:55 BRT

Visons abatidos numa fazenda de Farre, no sul da península de Jutlândia (Dinamarca).Visons abatidos numa fazenda de Farre, no sul da península de Jutlândia (Dinamarca).JACOB GRONHOLT-PEDERSEN

 

O Governo da Dinamarca ordenou sacrificar milhões de visons (animais semelhantes a doninhas) após a detecção de uma nova mutação do coronavírus SARS-CoV-2 que se espalhou entre as fazendas de criação e infectou humanos. Há pelo menos 12 pessoas contagiadas por essa nova variante do vírus na península da Jutlândia ―a parte continental que faz fronteira com a Alemanha. Segundo as autoridades dinamarquesas, essa versão do vírus representa um sério risco para a saúde pública, já que poderia se expandir pela Europa e ameaçar a eficácia das futuras vacinas contra o coronavírus.

Nesta quinta-feira, o Governo do país escandinavo anunciou o confinamento rigoroso de sete municípios do norte da península de Jutlândia devido a contágios feitos por essa variante do vírus. As medidas afetam 280.000 habitantes. Restaurantes, bares, colégios, centros culturais e esportivos serão fechados por pelo menos quatro semanas, enquanto as escolas infantis ficarão abertas.

A nova variante do vírus “poderia ter consequências devastadoras para a pandemia no mundo inteiro”, advertiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em declarações pela Internet. “Um vírus que sofreu mutação corre o risco de se propagar em outros países. A situação é muito séria”, afirmou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou no Twitter que está ciente das informações sobre a mutação do vírus nos visons da Dinamarca e que mantém comunicação constante com as autoridades do país.

O Governo implementou um programa para que os criadores de visons sacrifiquem seus animais com a ajuda, se for necessário, da polícia e do exército. Estima-se que seja preciso matar 17 milhões de exemplares, a quantidade total criada por ano para abastecer a indústria de peles do país, o primeiro produtor mundial. Há mais de mil fazendas espalhadas pelo território, e em pelo menos em 207 delas foi detectada a transmissão do coronavírus entre visons.

Meses atrás, a Holanda concluiu que o novo coronavírus podia ser transmitido dos criadores de visons para os animais, e destes para os humanos, o que levou a um sacrifício maciço de exemplares. Na Espanha, um surto de coronavírus obrigou o abate dos quase 10.000 animais de uma fazenda de La Puebla de Valverde, em Teruel, pelas mesmas razões.

Um dos fatores que podem tornar um vírus mais perigoso é a sua passagem de uma espécie a outra. Um único vírus que entra numa célula é capaz de produzir dezenas de milhares de cópias de si mesmo. O vírus precisa da maquinaria biológica de seu novo hóspede para ler e copiar sua sequência genética ―nesse caso, formada por quase 30.000 letras de RNA. Neste processo ocorrem erros de cópia, as mutações, que podem mudar a fisionomia do microrganismo. Se essas novas variantes passarem novamente para outra espécie (nesse caso, a humana), o sistema imune pode não saber identificá-las e combatê-las com efetividade, mesmo que a pessoa tenha sido vacinada contra uma versão prévia do mesmo vírus. Isso é o que poderia acontecer na Dinamarca, segundo as autoridades.

O Governo acredita que a nova variante do vírus continuará se propagando entre pessoas. E que cerca da metade de todos os infectados de Jutlândia do norte já sejam portadores dessa nova versão do patógeno, de acordo com um relatório do Instituto Sorológico da Dinamarca. O documento explica que o novo vírus oriundo do vison tem até sete novas mutações. Todas estão na proteína spike (conhecida como “proteína S”), que forma as protuberâncias do vírus e serve como uma chave para que ele possa abrir a fechadura das células humanas e infectá-las. Até agora, foram registradas pelo menos 12 pessoas infectadas com uma variante do vírus procedente de visons, que possui quatro mutações novas nessa proteína. Quatro dessas pessoas têm vínculos com pelo menos três fazendas de visons, informou o Instituto. Segundo o organismo, “estudos de laboratório” provaram que as pessoas infectadas por esse vírus desenvolveriam anticorpos menos efetivos contra essa nova variante. “Isso é preocupante, já que poderia afetar potencialmente a eficácia de uma futura vacina contra a covid-19”, afirma o documento. Muitas das vacinas que estão sendo desenvolvidas buscam garantir que o sistema imune aprenda a reconhecer a proteína S do coronavírus. Portanto, existe a possibilidade de que um novo vírus com uma proteína S ligeiramente diferente possa infectar inclusive pessoas que tenham sido vacinadas.

As autoridades dinamarquesas consideram que o surto começou antes do verão, provavelmente quando algum trabalhador de uma fazenda de visons contagiou um animal. A infecção se espalhou rapidamente pelas fazendas da Jutlândia, afetando quase 200 propriedades. Em junho, o vírus passou dos visons aos humanos e provocou vários surtos na população local, incluindo num lar de idosos. O Instituto considera que prosseguir com a atividade dessas fazendas representa um grave risco para a saúde pública, e por isso recomenda a eliminação de todos os animais.

O Ministério da Agricultura publicou um mapa com todas as fazendas afetadas e colocou em marcha um plano de ajuda para os criadores que devem exterminar seus exemplares. O sacrifício custará cerca de 700 milhões de euros (4,5 bilhões de reais) aos cofres públicos, segundo a Reuters.

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