MINISTÉRIO DA SAÚDE DO PERU NOTIFICA DESCOBERTA DE NOVA LINHAGEM DA VARIANTE ÔMICRON

Peru identifica nova linhagem da variante Ômicron

Segundo o Instituto Nacional de Saúde do país, a cepa BA.1.22 não apresenta mutações novas ou diferentes das anteriores

Apesar de mais transmissível, a Ômicron se mostrou menos grave em pessoas vacinadasApesar de mais transmissível, a Ômicron se mostrou menos grave em pessoas vacinadas FREEPIK

O Ministério da Saúde do Peru notificou na quinta-feira (5) a descoberta de uma nova linhagem da variante Ômicron do coronavírus que circula por várias regiões do seu território chamada BA.1.22 e que foi identificada no departamento de Tacna, no sul do país.

“A nova linhagem BA.1.22 é o produto da evolução natural do vírus na população peruana e foi identificada principalmente na região de Tacna, mas já foram detectados casos em Loreto, Arequipa, Moquegua, Puno e Lima”, detalhou o ministério em um comunicado.

A equipe de vigilância genômica do Instituto Nacional de Saúde (INS) foi a responsável por detectar essa nova linhagem, que não apresenta mutações novas ou diferentes das anteriores (ou previamente registradas) da Ômicron.

Com esta descoberta, já existem dez linhagens que foram identificadas e propostas pelo laboratório de vigilância genômica do Instituto Nacional de Saúde do Peru para registro e foram aceitas pelo comitê internacional PANGO no Reino Unido.

“A vigilância genômica é usada para tomar decisões de saúde pública e fortalecer o controle da epidemia diante do surgimento de novos mutantes do vírus SARS-CoV-2 em território nacional”, disse o chefe deste laboratório, Carlos Padilla.

O Instituto Nacional de Saúde destacou que, desde a chegada da variante Ômicron ao Peru em dezembro do ano passado, o sequenciamento genômico permitiu observar as novas alterações ou mutações que esta variante sofre devido às múltiplas infecções registradas.

Em seus últimos informes, o Ministério da Saúde indicou que foram registrados 240 casos de Covid-19 e cinco pessoas morreram em decorrência da doença durante a terça-feira (3).

Em relação às vacinas, o Peru soma 16,2 milhões de pessoas imunizadas com as três doses, o que representa 56,9% de sua população.

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MÉDICOS EXPLICAM QUE A ÔMICRON AFETA AS CÉLULAS DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES E TEM ALTA CAPACIDADE DE DISSEMINAÇÃO

Médicos explicam os motivos para o crescimento da variante Ômicron no Brasil

Cepa afeta mais as células das vias aéreas superiores e tem alta capacidade de disseminação

Karina Toledo

da Agência Fapesp

Brasil tem apresentado recordes sucessivos de casos diários de Covid-19Brasil tem apresentado recordes sucessivos de casos diários de Covid-19Foto: Myke Sena/MS

“Cepa de Deus”, “vírus vacinal” e “presente de Natal antecipado” foram alguns dos termos usados para descrever a variante Ômicron do SARS-CoV-2 no fim de 2021, quando ela foi identificada na África do Sul.

Estudos têm sugerido que essa linhagem do novo coronavírus é de fato menos agressiva que as anteriores, entre outros fatores, por ter uma capacidade menor de invadir o tecido pulmonar. Por outro lado, a maior afinidade com as células das vias aéreas superiores parece ter conferido à Ômicron um poder de disseminação que tem sido comparado ao do sarampo – um dos patógenos mais contagiosos já descritos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Ômicron contamina cem pessoas a cada três segundos no mundo.

No Brasil isso tem se refletido em recordes sucessivos de casos diários de Covid-19. Somente na sexta-feira (28), foram registradas 269.968 novas infecções. A média móvel de casos nos sete dias anteriores foi de 25.034.806.

Para especialistas ouvidos pela Agência Fapesp, o fato de o número de internações e mortes por Covid-19 não estar crescendo na mesma proporção deve-se mais à imunidade prévia da população – seja pela vacinação ou por infecções anteriores – do que às características intrínsecas do vírus.

“Nos indivíduos não vacinados a doença não é tão leve, podendo causar óbitos e lesões importantes. A questão é que esse vírus tem encontrado um hospedeiro diferente, que já não é virgem de exposição”, afirma o médico Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Esta também é a opinião de Elnara Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. “É uma variante muito parecida com as anteriores. A questão é que no Brasil a gente tem a felicidade de ter uma população com uma boa cobertura vacinal. O único paciente que precisei intubar nesta onda, até o momento, não era imunizado. E ele desenvolveu uma pneumonia por SARS-CoV-2 com trombose de microcirculação clássica. Na grande maioria dos atendidos, a doença teve um curso bom e considero a vacina a grande responsável”, diz.

Em parceria com os colegas do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, entre eles Saldiva, Negri foi uma das primeiras pessoas no mundo a levantar a hipótese de que distúrbios de coagulação sanguínea estariam na base dos sintomas mais graves da Covid-19 – entre eles insuficiência respiratória e fibrose pulmonar. Ela ressalta que mesmo entre pessoas vacinadas, principalmente em idosos e indivíduos com comorbidades, a Ômicron pode causar coagulopatia.

“Se ao redor do sexto dia de sintomas, em vez de melhorar, o paciente começar a ter febre, dor lombar e uma piora no cansaço ou mal-estar é hora de ir ao médico e colher exames para ver se há coagulopatia”, alerta.

O infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP, destaca que nos locais em que a cobertura vacinal é mais baixa o número de hospitalizados por pela doença tem aumentado de forma significativa.

Um exemplo é o Distrito Federal, onde a taxa de ocupação dos leitos nas unidades de terapia intensiva (UTIs) atingiu novamente 100%. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do DF, 90% dos internados por Covid-19 não se vacinaram ou estão com a imunização incompleta.

Em outros seis estados – Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte – a ocupação nas UTIs está acima de 80%. No caso das UTIs pediátricas a situação já é crítica em pelo menos três estados: Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte.

A tendência também é de alta no número de mortes: foram 284 nesta segunda-feira (31), totalizando 627.138 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de mortes também aumentou em mais de 200% em relação a duas semanas atrás.

Voo às cegas

Os especialistas consultados pela reportagem afirmam que a escassez de testes para diagnóstico e o apagão de dados no Ministério da Saúde – causado por um ataque cibernético ocorrido no dia 10 de dezembro – têm dificultado avaliar com precisão como a onda da Ômicron está evoluindo no país.

“A gente está meio perdido em relação à taxa de letalidade, por exemplo, que é uma informação importantíssima e que pode ajudar a convencer as pessoas a se vacinar”, diz Saldiva.

Segundo o pesquisador, o problema também é reflexo do baixo investimento em vigilância epidemiológica nos estados. “No auge da pandemia, a falta de recursos humanos foi suprida aqui no estado de São Paulo pela comunidade acadêmica, que trabalhou de forma voluntária. Mas as equipes agora se desmobilizaram”, conta.

Na semana passada, segundo pesquisadores do Imperial College London, do Reino Unido, a taxa de transmissão do SARS-CoV-2 no Brasil chegou a 1,78 – o maior índice desde julho de 2020. Isso significa que cada cem pessoas infectadas estão transmitindo o vírus para outras 178. O grupo britânico não calculava o índice para o Brasil desde dezembro de 2021, devido ao apagão de dados no Ministério da Saúde.

Estimativas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, apontam que o Brasil pode atingir o pico de 1,3 milhão de infectados por dia pela Covid-19 em meados de fevereiro. As projeções incluem não só casos positivos confirmados, mas também estimativas de quem se infectou e nem chegou a testar.

O que mudou

Na primeira onda da pandemia, em 2020, a perda de olfato e paladar era considerada um dos principais indícios de infecção pelo SARS-CoV-2. Negri conta que esse sintoma já não tem sido observado e, por outro lado, a dor de garganta passou a ser algo bem mais recorrente. “Febre e tosse ainda são comuns. Alguns pacientes também apresentam diarreia”, relata.

A pediatra Ana Escobar relata algo parecido entre as crianças, a maioria ainda não vacinada. “Começa em geral com uma dor de garganta, depois febre – que pode chegar a 39°C e durar dois ou três dias –, dor de cabeça e no corpo. Lá pelo quarto dia a criança já está bem. Às vezes, a tosse se mantém até o décimo dia”, conta.

Embora nessa população a apresentação da doença não tenha mudado de forma significativa, destaca a médica, a quantidade de crianças acometidas é proporcionalmente muito maior com a Ômicron. “Então é normal que aumentem também as internações, principalmente entre aquelas que têm alguma patologia de base, como doenças pulmonares crônicas, reumatológicas ou câncer”.

Werther Brunow de Carvalho, coordenador das UTIs pediátricas e neonatais do Instituto da Criança, vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ressalta que a Ômicron – assim como as cepas anteriores – pode causar síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, condição caracterizada por febre persistente e inflamação em diversos órgãos, como coração, intestino e pulmão.

“O percentual de crianças que desenvolve a síndrome é menor com a Ômicron, mas pode acontecer. E por isso não há dúvida de que devemos vacinar”, afirma Carvalho.

O médico conta que no Hospital Santa Catarina, onde também atua, o número de crianças atendidas com sintomas de infecção respiratória dobrou em janeiro em relação ao mês anterior. “Além do SARS-CoV-2, há casos de influenza, rinovírus, parainfluenza e vírus sincicial respiratório”, conta.

As gestantes e as puérperas seguem sendo uma das populações de maior risco para as formas graves da Covid-19, informa a obstetra Rossana Pulcineli, professora da USP e integrante do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr). Dados divulgados pelo grupo no ano passado, antes da chegada da Ômicron, apontam que a chance de óbito de uma gestante não vacinada é 526% maior do que a de uma completamente imunizada.

“Entre as hospitalizadas sem vacina, 15% faleceram. O número cai para 9% entre as que receberam uma dose do imunizante e para 3% entre as com o esquema vacinal completo”, conta.

Segundo a médica, embora a Ômicron cause quadros mais leves, principalmente nas gestantes imunizadas, o número de internações por síndrome gripal voltou a crescer nessa população, passando de 147 em novembro para 1.643 em janeiro, segundo os dados mais recentes do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

Entre as hospitalizadas, 43,5% têm diagnóstico confirmado de Covid-19, 4,8% de gripe (influenza H3N2) e em 51,6% a causa não foi definida, o que reflete a baixa disponibilidade de testes para diagnóstico.

“Já é sabido que gestante responde mal à influenza e não houve monitoramento nenhum quando os casos começaram a aumentar. Ficamos semanas sem dados atualizados em um momento crítico como este”, diz Pulcineli, que também ressalta a importância de as gestantes tomarem a terceira dose da vacina.

No que se refere a tratamentos com eficácia comprovada, Kallás conta que já há dois aprovados para uso no país: o antiviral remdesivir e os anticorpos monoclonais. “Mas são medicamentos caros e não tem sido feito um esforço por parte do governo para torná-los acessíveis à população”, conta.

Confira orientações do Ministério da Saúde diante do diagnóstico de Covid-19

Fonte: CNN

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QUEROGA DIZ QUE NÃO SE PODE BAIXAR A GUARDA EM MEIO AO AVANÇO DOS CASOS DA VARIANTE ÔMICROM PELO PAÍS

Queiroga aponta avanço da 2ª dose e do reforço vacinal para conter Ômicron

Um dia após aprovação dos autotestes pela Anvisa, ministro da Saúde também defendeu estratégia para ampliar capacidade de diagnóstico

Isabelle Saleme

Pauline Almeida

da CNN

Rio de Janeiro

Ministro Marcelo QueirogaMinistro Marcelo QueirogaWalterson Rosa/MS

Em meio ao avanço dos casos da variante Ômicron pelo país, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que não se pode “baixar a guarda”.

“Nós experimentamos um aumento exponencial de casos, que é uma característica dessa variante. Também temos um aumento de óbitos. Esperamos que esse aumento de óbitos não seja proporcional ao número de casos, que seja semelhante ao que tenha acontecido com o Reino Unido, Espanha, Portugal”, afirmou neste sábado (29), em agenda no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a prioridade do Ministério da Saúde no combate à nova onda de contágio é avançar com aplicação da segunda dose da vacina para quem está com o calendário em atraso e também com a dose de reforço.

Testagem

Um dia após a liberação do autoteste de Covid-19 pela Anvisa, Marcelo Queiroga disse que vê o exame como um aliado nesse momento de alta nos casos. “A sociedade pode buscar as farmácias, realizar o autoteste, que é uma iniciativa que se soma às políticas públicas para ampliar a capacidade de testagem”, avaliou.

O ministro apontou que a falta de insumos para diagnóstico é um problema mundial, mas minimizou a questão e destacou a fabricação nacional.

“No Brasil, hoje, nós temos a produção de testes internalizada, aqui mesmo a Fiocruz, Biomanguinhos, produz o teste rápido de antígeno, o RT-PCR. Nós estamos entregando aos estados. Essa atribuição não é só do Ministério da Saúde, é também dos estados e municípios. Há estados brasileiros que têm orçamentos maiores que muitos países. Temos que trabalhar juntos”, defendeu.

Reforço nos hospitais

Marcelo Queiroga esteve no Rio de Janeiro neste sábado para negociar a abertura de leitos. Nessa semana, o governo federal autorizou a manutenção, até o dia 28 de fevereiro, de 14 mil vagas de UTI nos estados e no Distrito Federal. A princípio, elas existiriam apenas até o início do próximo mês.

Além disso, o Ministério da Saúde prometeu a reabertura de 6,5 mil novos leitos de terapia intensiva até março. Segundo dados levantados pela CNN, pelo menos seis estados e o Distrito Federal têm mais de 70% das UTIs para Covid ocupadas.

Queiroga disse que a capital fluminense vai poder contar com mais 235 leitos nos próximos dez dias. No início da manhã, ele esteve no Hospital Federal de Bonsucesso para verificar a obra de recuperação do prédio atingido por um incêndio em outubro de 2020. Segundo o ministro, a reforma está pronta e agora só falta a contratação de profissionais para que sejam reabertos 135 leitos, entre enfermaria e UTI.

Na sequência, Queiroga visitou o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ. “Agora a que assistimos um aumento dos casos da Ômicron, é possível que tenhamos uma pressão maior sobre o sistema de saúde. É necessário que esses leitos voltem a funcionar”, colocou.

Fonte: CNN
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AVANÇO DA OMICRON PODE CAUSAR SURTO DE INTERNAÇÕES NOS EUA

EUA temem surto de internações com avanço da Ômicron

Consultor da Casa Branca disse que o alto grau de contágio da cepa é uma variante determinante para o sistema de saúde

INTERNACIONAL

 Do R7, com informações da Reuters

Número de casos nos Estados Unidos está em alta com disseminação da Ômicron

MARCO BELLO / REUTERS – 29.7.2020

Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, disse neste domingo (2) que ainda há perigo de um surto de hospitalizações devido a um grande número de casos de coronavírus, apesar de os dados iniciais sugerirem que a variante Ômicron da Covid-19 é menos severa.

“A única dificuldade é que se você tiver tantos casos, mesmo que a taxa de hospitalização seja menor com a Ômicron do que com a Delta, ainda há o perigo de que você tenha um surto de hospitalizações que possa sobrecarregar o sistema de saúde”, disse Fauci em entrevista à CNN.

A variante Ômicron foi estimada em 58,6% dos casos de coronavírus em circulação nos Estados Unidos em 25 de dezembro, de acordo com dados dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA).

A chegada repentina da Ômicron trouxe números de casos recordes a países ao redor do globo e limitou as festividades de Ano-Novo em todo o mundo.

“Certamente haverá muito mais casos porque esta é uma variante muito mais transmissível do que a Delta”, disse Fauci à CNN.

No entanto, “parece, de fato, que [Ômicron] pode ser menos grave, pelo menos a partir de dados que coletamos da África do Sul, do Reino Unido e até mesmo alguns dados preliminares daqui dos Estados Unidos“, comenta Fauci.

O consultor da Casa Branca acrescentou que o CDC dará um esclarecimento sobre se as pessoas com Covid-19 devem testar negativo para deixar o isolamento, após confusão na semana passada sobre a orientação que permitiria que as pessoas deixassem o isolamento após cinco dias sem sintomas.

O CDC reduziu o período de isolamento recomendado a pessoas assintomáticas com Covid-19 para cinco dias. A política não exige testes para confirmar se uma pessoa pode ou não transmitir a doença antes de voltar ao trabalho ou socializar, fazendo com que alguns especialistas levantem perguntas.

“Você está certo. Tem havido alguma preocupação sobre por que não pedimos às pessoas naquele período de cinco dias para fazer o teste. Isso é algo que agora está sendo considerado”, disse Fauci à ABC News em uma entrevista separada no domingo.

As autoridades dos EUA registraram, pelo menos, 346.869 novos casos de coronavírus no sábado (1º), de acordo com a apuração da Reuters.

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SEGUNDO INFORMOU GOVERNO ITALIANO, VIGÊNCIA DO PASSAPORTE SANITÁRIO SERÁ AMPLIADA POR CAUSA DA VARIANTE

Ômicron: Itália amplia exigência de passaporte sanitário por variante

Cidadãos do país começarão a apresentar comprovante vacinal em locais como hotéis, academias e em transportes públicos

Itália tem mais de 600 mil casos ativos de Covid-19

FILIPPO MONTEFORTE/AFP – 23.12.2021

O governo italiano informou nesta quarta-feira (29) que ampliará a vigência do passaporte de vacinação para transportes, hotéis, áreas externas, congressos, piscinas e academias, a fim de tentar conter o aumento dos casos de Covid-19 por causa da variante Ômicron.

A medida entrará em vigor no dia 10 de janeiro, segundo o decreto-lei que “introduz medidas urgentes para conter a propagação da epidemia de Covid-19”, aprovado em um conselho de ministros presidido por Mario Draghi.

Até agora, para viajar de trem e avião bastava a apresentação de um passaporte sanitário “básico”, que poderia ser obtido com um teste negativo. Já o passaporte vacinal, chamado na Itália de “passaporte sanitário reforçado”, só pode ser obtido com o esquema de vacinação completo, ou se a pessoa tiver se curado da Covid-19.

O governo também decidiu suprimir a quarentena de dez dias para vacinados ou curados de Covid que tiveram contato com algum caso positivo. Já os não vacinados terão que seguir cumprindo os 10 dias.

A flexibilização das regras de quarentena tem como objetivo evitar a paralisação de certos setores, como o de transportes, no qual o grande número de funcionários em quarentena levou ao cancelamento de muitas viagens de trem.

Nesta quarta-feira, a Itália registrou 98.020 novos contágios de Covid e contabilizava mais de 600 mil casos ativos da doença.

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GOVERNO DA HOLANDA DÁ INÍCIO A LOCKDOWN EM MEIO AO MEDO DE DISSEMINAÇÃO DA VARIANTE ÔMICRON

Holanda começa lockdown de Natal e Ano Novo por causa da Ômicron

Estabelecimentos como supermercados, farmácias e postos de gasolina poderão seguir abertos; medida vai até 14 de janeiro

INTERNACIONAL

 Do R7, com informações da Reuters e EFE

Comércio de Roterdã, na Holanda, será fechado por causa do lockdown

MARK DE SWAN/AFP – 18.12.2021

O governo da Holanda dá início neste domingo (19) a um lockdown em que tudo menos lojas essenciais seriam fechadas, em meio ao medo pela disseminação da variante Ômicron do coronavírus. O lockdown vai se estender pelo Natal e Ano Novo e vai até 14 de janeiro, pelo menos, com o fechamento de todas as atividades não essenciais no país, assim como de escolas e universidades.

Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro interino, Mark Rutte, explicou que poderão seguir abertos estabelecimentos como supermercados, farmácias e postos de gasolina, enquanto restaurantes, cinemas, teatros e academias deverão parar atividades.

Além disso, será permitido um número máximo de dois visitantes em cada residência por dia, com exceção do período de 24 a 26 de dezembro e da noite de Réveillon.

No centro da cidade de Leiden, cerca de 20 quilômetros nos arredores de Haia, as pessoas foram às ruas principais para fazer compras de última hora. Havia filas no lado de fora de algumas lojas, como de brinquedos, tratamento de pele de luxo ou cosméticos.

“É normalmente movimentado antes do Natal, mas está mais do que o normal”, disse Ali Windster, gerente de uma loja de cosméticos, à Reuters.

Carla Nekeman estava no balcão estocando cosméticos. “Este lockdown é horrível, estou comprando várias coisas que preciso e não consigo comprar no supermercado. Tenho que ficar na fila em todos os lugares”, disse Nekeman.

Já na terça-feira o governo ordenou que o fechamento entre às 17h e às 5h de bares, restaurantes e a maioria das lojas, introduzido no final de novembro, continuaria até 14 de janeiro.

O primeiro-ministro, Mark Rutte, disse na ocasião que a Ômicron poderia ser a variante dominante do coronavírus na Holanda até janeiro.

Na sexta-feira, o Instituto Nacional de Saúde Pública (RIVM) relatou 15.433 novos casos de Covid-19, queda de cerca de 25% em relação a uma semana atrás – mas ainda acima do pico de qualquer outra onda.

A temida nova onda de infecções pela Ômicron pode colocar mais pressão no sistema de saúde do país, que já está adiando a maioria dos tratamentos de rotina e cancelando todas as operações não urgentes para lidar com os pacientes de Covid-19.

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BOAS NOTÍCIAS: CIENTISTA BRASILEIRO QUE SEQUENCIOU A VARIANTE ÔMICROM É ELEITO UM DOS 10 CIENTISTAS DO ANO

O cientista brasileiro Túlio de Oliveira que trabalha na África no Sul, identificou a ômicron e deu o alerta para o mundo, que foi eleito pela renomada revista Nature como uma das dez personalidades científicas do ano é o nosso destaque desta sexta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS. Leia o artigo completo a seguir e conheça o trabalho desse brilhante cientista brasileiro.

Brasileiro que identificou a ômicron é eleito um dos 10 cientistas do ano

Que orgulho para a nossa ciência! O cientista que identificou a ômicron e deu o alerta para o mundo é um brasileiro e ele foi eleito pela renomada revista Nature como uma das dez personalidades científicas do ano.

O nome dele é Túlio de Oliveira, justamente o pesquisador que avisou sobre a chegada da variante da Covid. Ele sequenciou a variante na África no Sul, onde trabalha com sua equipe.

Lá eles identificaram dezenas de mutações potencialmente preocupantes e deram o alerta para proteger vidas.

Responsável por outra variante

O texto da Natrure lembra que Túlio Oliveira é um rastreador de variantes e diz que o pesquisador brasileiro e sua equipe do Krisp (KwaZulu-Natal Research and Innovation Sequencing Platform), na Universidade de KwaZulu-Natal, na África do Sul, também foram os responsáveis por identificar e avisar sobre outra variante de preocupação: a beta.

Em outras palavras, das cinco variantes de preocupação apontadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), Túlio Oliveira teve participação no sequenciamento e descoberta de duas delas.

Outras doenças

A Nature elogia a plataforma Krisp, liderada pelo brasileiro.

Diz que os cientistas de lá tem rastreado agentes patogênicos relacionados à dengue, zika, Aids e tuberculose, mas que nunca “foram sequenciadas tantas amostras diferentes do mesmo vírus num período de tempo tão curto”.

E lembra que as descobertas dele não foram vistas com bons olhos logo que saíram:

“O papel de Oliveira em anunciar duas variantes de preocupação lhe deu a reputação de dar más notícias. Quando o anúncio da Omicron trouxe novas proibições de viagens, alguns sul-africanos, incluindo políticos, questionaram o direito de Oliveira de fazer tais declarações. Algumas pessoas até veem a comunidade de vigilância genômica como o inimigo. Mas, ele diz: “Não somos os inimigos, somos o oposto”, afirmou a Nature.

Parabéns

Dá um orgulho incrível ver um brasileiro no centro das atenções internacionai por ajudar o mundo nesse período tão difícil de pandemia.

E logo um cientista, área de extrema importância que recebe tão pouco apoio governamental.

Obrigado Túlio Oliveira, você é Só Notícia Boa!

Com informações da Nature

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REPRESENTAÇÃO COMPUTADORIZADA DA VARIANTE ÔMICRON MOSTRA MAIS QUE O DOBRO DE MUTAÇÃO DA DELTA

Por Fabio Manzano, g1

 

Representação mostra diferenças nas mutações entre a variante delta e ômicron do coronavírus — Foto: Cortesia Hospital Bambino Gesù de RomaRepresentação mostra diferenças nas mutações entre a variante delta e ômicron do coronavírus — Foto: Cortesia Hospital Bambino Gesù de Roma

A primeira imagem da variante ômicron do coronavírus revelou mais que o dobro de mutações que a da variante delta. Veja no modelo acima.

representação computadorizada desta nova cepa foi feita por pesquisadores do hospital Bambino Gesù de Roma, na Itália, que disseram ainda ser cedo para tirar conclusões (leia mais adiante).

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi identificada pela primeira vez na África do Sul, pelo sistema de vigilância das autoridades sanitárias do país.

No modelo divulgado pelo hospital italiano – que destaca a proteína S (spike) – é possível notar uma maior concentração de mutações (os pontos vermelhos, com maior variabilidade, e a área cinza onde não há variação).

A proteína S é a que forma a “coroa” do vírus, e funciona como “chave” na hora de se acoplar às células humanas para sua replicação e infecção – é nela que muitas vacinas agem.

Ainda é cedo para conclusões

Os pesquisadores do hospital Bambino Gesù disseram, em um comunicado, que o modelo tridimensional revela “muito mais mutações” na ômicron, mas que ainda é cedo para tirar conclusões.

“[Ter mais mutações] não quer dizer automaticamente que são mais perigosas, diz simplesmente que o vírus se adaptou mais uma vez à espécie humana gerando outra variante”, disseram em nota.

“Outros estudos nos dirão se essa adaptação é neutra, menos ou mais perigosa”, afirmaram os pesquisadores.

A imagem foi feita a partir do sequenciamento da nova variante que foi compartilhado com a comunidade científica.

Os dados que serviram de base para a modelagem foram majoritariamente produzidos por pesquisadores de Botsuana, África do Sul e Hong Kong.

Origem da variante

A variante ômicron – também chamada B.1.1529 – foi reportada à OMS em 24 de novembro de 2021 pela África do Sul.

O primeiro caso confirmado da B.1.1529 foi de uma amostra coletada em 9 de novembro de 2021. De acordo com OMS, a variante apresenta um “grande número de mutações”, algumas preocupantes.

“Evidências preliminares sugerem uma alta no risco de reinfecção com a variante, comparada com as outras versões do coronavírus”, disse a agência de Saúde das Nações Unidas em um comunicado.

Nas últimas semanas, as infecções do coronavírus vinham aumentado abruptamente no país, o que coincide com a detecção da nova variante B.1.1529.

A situação epidemiológica no país tem sido caracterizada por três picos de casos notificados, sendo que o último era com a variante delta.

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CIÊNCIAS: SAIBA TUDO QUE JÁ SE SABE SOBRE A NOVA VARIANTE DO SARS-CO-V-2, ÔMICRON

Diante de uma nova variante do Sars-coV-2, mais conhecida por Ômicron, cientistas de universidades e institutos da África do Sul foram questionados sobre o poder de contaminação, de causar doenças graves, o quanto as vacinas já aplicadas podem proteger a população contra essa variante e outras dúvidas que o artigo a seguir tenta esclarecer. Então leia o artigo completo e tire suas dúvidas!

  • *PROF. WOLFGANG PREISER, CATHRINE SCHEEPERS, JINAL BHIMAN, MARIETJIE VENTER E TULIO DE OLIVEIRA | THE CONVERSATION

 ATUALIZADO EM 

Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)

Desde o início da pandemia de Covid-19, a Rede de Vigilância Genômica na África do Sul tem monitorado as mudanças no Sars-CoV-2. Essa foi uma ferramenta valiosa para entender melhor como o vírus se espalhou. No final de 2020, a rede detectou uma nova linhagem de vírus, 501Y.V2, que mais tarde ficou conhecida como a variante beta. Agora, uma nova variante do Sars-CoV-2 foi identificada — B.1.1.529.

A Organização Mundial da Saúde [OMS] declarou que é uma variante de preocupação e atribuiu a ela o nome de ômicron. Para nos ajudar a entender melhor, Ozayr Patel, do The Conversation África, pediu a cientistas que compartilhassem o que sabem.

A busca por variantes requer um esforço concentrado. A África do Sul e o Reino Unido foram os primeiros grandes países a implementar esforços nacionais de vigilância genômica para o Sars-CoV-2, já em abril de 2020.

A caça de variantes, por mais empolgante que pareça, é realizada por meio do sequenciamento do genoma inteiro de amostras que deram positivo para o vírus. Esse processo envolve verificar todas as sequências obtidas em busca de diferenças em relação ao que sabemos que está circulando na África do Sul e no mundo. Quando vemos várias diferenças, isso imediatamente levanta uma bandeira vermelha e investigamos mais para confirmar o que notamos.

Felizmente, a África do Sul está bem preparada para isso. E graças a um repositório central de resultados de laboratórios do setor público no Serviço Nacional de Laboratório de Saúde (NGS-SA), além de boas ligações com laboratórios privados, o Centro Provincial de Dados de Saúde da Província do Cabo Ocidental e a expertise com o estado da arte em modelagem.

Além disso, a África do Sul tem vários laboratórios que podem cultivar e estudar o vírus real e descobrir até que ponto os anticorpos, formados em resposta a vacinação ou infecção anterior, são capazes de neutralizar o novo vírus. Esses dados nos permitirão caracterizá-lo.

A variante beta se espalhou com muito mais eficiência entre as pessoas em comparação com o “tipo selvagem” ou “ancestral” do Sars-CoV-2 e causou a segunda onda pandêmica na África do Sul. Portanto, foi classificada como uma cepa de preocupação. Durante 2021, outra variante de preocupação, chamada delta, se espalhou por grande parte do mundo, incluindo a África do Sul, onde causou uma terceira onda pandêmica.

]Proteína spike da superfície das células do Sars-CoV-2 causa alterações nas células dos vasos sanguíneos do coração (Foto: British Heart Foundation )77 amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham a variante ômicron (Foto: British Heart Foundation )

Muito recentemente, o sequenciamento de rotina pelos laboratórios membros da Rede para Vigilância Genômica detectou uma nova linhagem de vírus, chamada B.1.1.529, na África do Sul. Setenta e sete amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham esse vírus. [A variante] Também foi relatada em pequenos números em Botswana e Hong Kong. O caso de Hong Kong é supostamente um viajante da África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde deu a B.1.1.529 o nome de Ômicron e classificou-a como uma variante de preocupação, como beta e delta.

Por que a África do Sul está gerando variantes preocupantes?

Não sabemos com certeza. Certamente parece ser mais do que apenas o resultado de esforços conjuntos para monitorar o vírus circulante. Uma teoria é que pessoas com sistema imunológico altamente comprometido e que apresentam infecção ativa prolongada porque não conseguem eliminar o vírus podem ser a fonte de novas variantes virais.

O pressuposto é que algum grau de “pressão imunológica” (o que significa uma resposta imunológica que não é forte o suficiente para eliminar o vírus, mas exerce algum grau de pressão seletiva que “força” o vírus a evoluir) cria as condições para o surgimento de novas variantes .

Apesar de um programa de tratamento antirretroviral avançado para pessoas que vivem com HIV, muitos indivíduos na África do Sul têm a doença por HIV em estágio avançado e não estão em um tratamento eficaz. Vários casos clínicos foram investigados que suportam essa hipótese, mas ainda há muito a ser aprendido.

Por que essa variante é preocupante?

A resposta curta é: não sabemos. A resposta longa é, B.1.1.529 carrega certas mutações que são preocupantes. Elas não foram observadas nessa combinação antes, e a proteína spike [de pico] sozinha tem mais de 30 mutações. Isso é importante porque a proteína de pico compõe a maioria das vacinas.

Também podemos dizer que B.1.1.529 tem um perfil genético muito diferente de outras variantes circulantes de interesse e preocupação. Não parece ser “filha da delta” ou “neta da beta”, mas representa uma nova linhagem do Sars-CoV-2.

Algumas de suas alterações genéticas são conhecidas a partir de outras variantes e sabemos que podem afetar a transmissibilidade ou permitir a evasão imunológica, mas muitas são novas e ainda não foram estudadas. Embora possamos fazer algumas previsões, ainda estamos estudando até que ponto as mutações influenciarão seu comportamento.

Queremos saber sobre a transmissibilidade, a gravidade da doença e a capacidade do vírus de “escapar” da resposta imune em pessoas vacinadas ou recuperadas [da Covid-19]. Estamos estudando isso de duas maneiras.

Em primeiro lugar, estudos epidemiológicos cuidadosos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados, e assim por diante.

Estudo nos EUA mostrou que proteção de vacinas contra Covid-19 caiu em 8 meses (Foto: World Health Organization )Estudos epidemiológicos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados (Foto: World Health Organization )

Ao mesmo tempo, estudos de laboratório examinam as propriedades do vírus. Suas características de crescimento viral são comparadas com as de outras variantes e é determinado quão bem o vírus pode ser neutralizado por anticorpos encontrados no sangue de indivíduos vacinados ou recuperados.

No final, o significado total das mudanças genéticas observadas em B.1.1.529 se tornará aparente quando os resultados de todos esses diferentes tipos de estudos forem considerados. É um empreendimento complexo, exigente e caro, que se estenderá por meses, mas indispensável para entender melhor o vírus e traçar as melhores estratégias para combatê-lo.

As primeiras indicações indicam que esta variante cause sintomas diferentes ou doença mais grave?

Não há evidências de quaisquer diferenças clínicas ainda. O que se sabe é que os casos de infecção B.1.1.529 aumentaram rapidamente em Gauteng, onde a quarta onda pandêmica do país parece estar começando. Isso sugere uma fácil transmissibilidade, embora em um contexto de intervenções não farmacêuticas muito relaxadas e baixo número de casos. Portanto, não podemos realmente dizer ainda se B.1.1.529 é transmitida de forma mais eficiente do que a variante de preocupação antes prevalente, a delta.

Covid-19 tem maior probabilidade de se manifestar como doença grave, muitas vezes com risco de vida, em idosos e indivíduos com doenças crônicas. Mas os grupos populacionais mais expostos a um novo vírus em geral são os mais jovens, que circulam mais e geralmente são saudáveis. Se B.1.1.529 se espalhar ainda mais, levará um tempo antes que seus efeitos, em termos de gravidade da doença, possam ser avaliados.

Felizmente, parece que todos os testes de diagnóstico verificados até agora são capazes de identificar o novo vírus. Melhor ainda, alguns ensaios comerciais amplamente usados mostram um padrão específico: duas das três sequências do genoma alvo são positivas, mas a terceira não. É como se a nova variante marcasse consistentemente duas das três caixas no teste existente.

Isso pode servir como um marcador para B.1.1.529, o que significa que podemos estimar rapidamente a proporção de casos positivos devido à infecção por B.1.1.529 por dia e por área. Isso é muito útil para monitorar a propagação do vírus quase em tempo real.

As vacinas atuais podem proteger contra a nova variante?

Novamente, não sabemos. Os casos conhecidos incluem indivíduos vacinados. No entanto, aprendemos que a proteção imunológica fornecida pela vacinação diminui com o tempo e não protege tanto contra infecções, mas sim contra doenças graves e morte. Uma das análises epidemiológicas iniciadas está analisando quantas pessoas vacinadas foram infectadas com B.1.1.529.

A possibilidade de que B.1.1.529 possa escapar da resposta imune é desconcertante. A expectativa é que as altas taxas de soroprevalência — pessoas que já foram infectadas — encontradas por vários estudos forneçam um grau de “imunidade natural” por pelo menos um período.

Em última análise, tudo o que se sabe sobre B.1.1.529 até agora destaca que a vacinação universal ainda é nossa melhor aposta contra a Covid-19 grave e, juntamente com intervenções não farmacêuticas, contribuirá muito para ajudar o sistema de saúde a lidar com a próxima onda.

*Prof. Wolfgang Preiser é chefe da Divisão de Virologia Médica da Universidade de Stellenbosch; Cathrine Scheepers é cientista médica sênior da Universidade de Witwatersrand; Jinal Bhiman é cientista médica principal do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD); Marietjie Venter é chefe do Programa de Zoonoses, Arbo e Vírus Respiratórios e professora do Departamento de Virologia Médica da Universidade de Pretória; e Tulio de Oliveira é diretor do KRISP – Plataforma de Sequenciamento de Inovação e Pesquisa KwaZulu-Natal, da Universidade de KwaZulu-Natal

Fonte: Revista Galileu
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SECRETÁRIO DOS EUA AGRADECEU EM NOME DO GOVENO DO PAÍS A ÁFRICA DO SUL PELA TRANSPARÊNCIA NAS INFORMAÇÕES SOBRE A VARIANTE ÔMICRON

EUA agradecem África do Sul pela transparência sobre a Ômicron

Secretário de Estado dos EUA conversou com ministra sul-africana para agradecer colaboração entre as nações

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Antony Blinken agradeceu colaboração da África do Sul

HENRY ROMERO/REUTERS – 30.4.2015

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, agradeceu neste sábado (27), em nome do governo do país, a África do Sul pela transparência na divulgação das informações sobre a variante ômicron do novo coronavírus.

Blinken conversou por telefone com a ministra das Relações Exteriores e Cooperação sul-africana, Naledi Pandor, a quem transmitiu o “apreço” pela colaboração em matéria de saúde pública entre as duas nações, segundo informou o Departamento de Estado Americano, por meio de comunicado.

Blinken fez menção à importância da “rápida identificação” da nova variante por pesquisadores que trabalham na África do Sul.

A cepa, que foi batizada de Ômicron pela OMS (Organização Mundial da Saúde), preocupa a comunidade científica por causa do elevado número de mutações que apresenta, algumas que já tinham sido observadas em outras variantes, como a beta, mas dessa vez, que são vistas juntas.

Vários países do mundo e, inclusive, a União Europeia, decidiram suspender os voos procedentes de países do sul da África, especialmente, de África do Sul e Botsuana, ou elevaram as restrições para pessoas que chegam dessas regiões.

Fonte: R7

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PRESIDENTE DA ÁFRICA DO SUL CRITICOU A POSTURA DE NAÇÕES EUROPEIAS E CONTINENTE AMERICANO POR FECHAMENTO DAS FROTEIRAS PARA O PAÍS

África do Sul questiona fechamento de fronteiras por variante Ômicron

Para o presidente Cyril Ramaphosa, restrições aplicadas a países africanos estão em desacordo com compromissos firmados no G20

INTERNACIONAL

Do R7, com EFE

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul

TOBIAS SCHWARZ/REUTERS – 27.9.2021

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, criticou neste domingo (28) a postura adotada por nações europeias e do continente americano que fecharam as fronteiras para países da África após a descoberta da Ômicron, nova variante do coronavírus.

“Estamos profundamente decepcionados com a decisão de vários países de proibir viagens de países do sul da África, incluindo o nosso, após a identificação da variante Ômicron”, disse Ramaphosa.

Além disso, o presidente destacou que o isolamento do continente africano está em desacordo com o compromisso firmado no G20. “Este é um afastamento claro e completamente injustificado do compromisso que muitos desses países assumiram na reunião dos países do G20, em Roma, no mês passado”, disse.

O ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla, criticou na sexta-feira (26) a resposta internacional à detecção da nova variante. Em entrevista coletiva concedida de maneira virtual, o integrante do governo admitiu que o medo e a preocupação são “esperados”, mas que “parte da reação é injustificada”.

“Eu me refiro aqui, especificamente, à reação dos países da Europa, o Reino Unido e outros”, afirmou Phaahla. “Sentimos que é o enfoque incorreto, na direção equivocada, que vai contra as normas aconselhadas pela OMS [Organização Mundial da Saúde]. Achamos que os líderes de alguns países estão encontrando bodes expiatórios para lidar com aquilo que é um problema mundial”, completou.

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BRASIL FECHARÁ AS FRONTEIRAS AÉREAS PARA SEIS PAÍSES DA ÁFRICA DEVIDO A NOVA VARIANTE ÔMICRON

Brasil vai restringir voos vindos de 6 países da África

Restrição para passageiros da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue entrará em vigor a partir da próxima segunda-feira

João de Marida CNN

Em São Paulo

O ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África devido à nova variante do coronavírus chamada Ômicron. Segundo o ministro, a medida entrará em vigor a partir da próxima segunda-feira (29).

“O Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África em virtude da nova variante do coronavírus. Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia naquele país. Portaria será publicada amanhã e deverá vigorar a partir de segunda-feira”, escreveu o ministro nas redes sociais.

O ministro explicou que a decisão foi tomada em conjunto e será assinada pela Casa Civil, Ministério da Infraestrutura, Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo Ciro Nogueira, a restrição atingirá os passageiros oriundos de: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A linhagem B.1.1.529 do novo coronavírus foi classificada nesta sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação.

Identificada em múltiplos países, segundo a OMS, a variante Ômicron tem preocupado cientistas por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. A cepa foi encontrada na África do Sul, em Botsuana, em Hong Kong e na Bélgica.

Segundo levantamento feito pela CNN ao longo desta sexta-feira (26), pelo menos outras 23 nações já haviam anunciado bloqueios totais ou parciais a viajantes vindos de países do sul da África.

Variante Ômicron no Brasil

Até o momento, não há registros da variante no Brasil. Porém, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou à CNN nesta sexta-feira (26) que há a possibilidade de a variante Ômicron já estar circulando no país.

“Realmente a possibilidade existe, não temos como dizer que é zero chance de já estar no Brasil, que não é possível. A possibilidade de termos algum caso que não tenha sido identificado existe, é uma possibilidade, mas até o momento não existe.”, afirma Barra Torres.

A Anvisa recomendou nesta sexta-feira medidas de restrição para voos, a decisão vale para viajantes procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Segundo Barra Torres, a medida de restrição de voos provenientes de países africanos visa “mitigar ou atrasar ao máximo” a chegada da nova variante ao Brasil.

“É importante que a população se conscientize que a pandemia ainda não acabou, o apito final deste jogo ainda não foi dado. Nós temos sim uma cultura vacinal muito forte, temos milhões de pessoas aderindo voluntariamente à vacinação. Se a vacinação fosse um candidato e a eleição fosse hoje, a vacina venceria em primeiro turno, o candidato do momento é a vacina.Temos como evitar mantendo uma cultura de vacinação forte”, explicou o diretor da Anvisa.

(*Com informações de Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo)

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IDENTIFICADO EM MOSSORÓ VARIANTE DELTA DO CORONAVIRUS

Variante Delta do coronavírus é identificada em Mossoró

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Anastácia Vaz

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) identificou uma variante delta do novo coronavírus em quatro coletadas entre os dias 27 e 30 de agosto, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Como a unidade acadêmica já havia comprovado uma nova variante no município de Natal, em agosto, a diretora do IMT-UFRN, Selma Jerônimo, alerta para o indicativo de que a variante está circulando pelo estado.

De um total de oito coletadas, a quatro confirmaram a presença da variante delta em Mossoró. O resultado final do sequenciamento foi realizado no dia 12 de setembro, cujo trabalho foi desenvolvido pelo IMT-UFRN com recursos de projeto de pesquisa e colaboração com o Getúlio Sales Diagnósticos. Atualmente, a unidade sequenciou 64 genomas do SARS-CoV-2 proveniente de diluentes do Rio Grande do Norte e prevê realizar uma análise de mais 96 autos.

“A confirmação da delta em Mossoró demonstra a capacidade de transmissão da variante”, avalia Selma Jerônimo, considerando que a identificação de novas variantes é frequente, em virtude da fácil mutação do RNA do vírus. Nessa perspectiva, um cientista reforça que é preciso manter os cuidados na prevenção, como o uso de máscara, distanciamento social e a higiene das mãos, bem como cumprir com o esquema de vacinação contra a covid-19.

A UFRN já realizou 177.303 mil testes de RT-PCR, sendo 151.803 mil pelo IMT-UFRN e 12 mil pela Faculdade de Ciências da Saúde (Facisa-UFRN), além de 13.500 mil testes sorológicos. O Instituto de Medicina Tropical também realiza um estudo de soroprevalência em parceria com uma Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), para avaliar a quantidade de pessoas com resposta de defesa ao vírus, entre vacinadas e como que teve infecção natural pela covid-19 .

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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DOIS CASOS DE VARIANTE MU ORIGINÁRIA DA COLÔMBIA SÃO CONFIRMADOS NO AMAZONAS

Amazonas confirma dois casos da variante Mu, originária da Colômbia

Pacientes são uma idosa e seu neto que vivem na fronteira com país vizinho

Carol Queiroz

da CNN

Em Manaus

Amazonas confirma dois casos da variante Mu, originária da Colômbia | CNN BrasilAmazonas confirma dois casos de variante da Colômbia | CNN 

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas identificou dois casos da variante Mu da Covid-19, originária da Colômbia. Os casos são de moradores da região de Tabatinga, que faz fronteira com o país vizinho.

Os pacientes são uma mulher, de 73 anos, e o neto dela, de 10 anos. A criança não teve sintomas. Já a idosa apresentou febre, tosse e falta de ar, mas passa bem.

É possível que as duas pessoas tenham tido contato com parentes que moram na cidade de Leticia, na Colômbia, onde a variante Mu foi identificada pela primeira vez, em janeiro deste ano.

Para as cidades brasileiras fronteiriças, o governo do Amazonas enviou kits de diagnóstico contendo testes RT-PCR, testes antígenos, insumos e equipamentos de proteção individual, além de 3 mil doses da vacina da Janssen, de dose única, para imunização da população local.

Além do Amazonas, o estado de Minas Gerais também já registrou casos da variante Mu.

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CIENTISTAS DA ÁFRICA DO SUL DETECTARAM NOVA VARIANTE DO CORONAVIRUS COM DIVERSAS MUTAÇÕES

Cientistas estudam nova variante do coronavírus na África do Sul

Ainda não se sabe se cepa conhecida como C.1.2 é mais contagiosa ou capaz de superar a imunidade fornecida pelas vacinas

Variante já se disseminou pela maioria das províncias sul-africanas

FREEPIK

Cientistas da África do Sul detectaram uma nova variante do coronavírus com diversas mutações, mas ainda não determinaram se ela é mais contagiosa ou capaz de superar a imunidade fornecida pelas vacinas ou uma infecção anterior.

A nova variante, conhecida com C.1.2, foi detectada primeiramente em maio e já se disseminou pela maioria das províncias sul-africanas e por sete outros países da África, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com pesquisas ainda não submetidas à revisão da comunidade científica.Ela contém muitas mutações associadas a outras variantes com uma transmissibilidade acentuada e uma sensibilidade reduzida a anticorpos neutralizadores, mas estas ocorrem em uma mistura diferente, e os cientistas ainda não têm certeza de como elas afetam o comportamento do vírus. Testes de laboratório estão em andamento para determinar o quão bem a variante é neutralizada por anticorpos.

A África do Sul foi o primeiro país a detectar a variante Beta, uma de somente quatro classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variantes de preocupação”.

Acredita-se que a Beta se espalha mais facilmente do que a versão original do coronavírus que causa a covid-19, e existem indícios de que as vacinas têm menos efeito contra ela, o que leva alguns países a restringirem viagens de e para a África do Sul.

Richard Lessells, especialista em doenças infecciosas e um dos autores da pesquisa sobre a C.1.2, disse que o surgimento desta mostra que “esta pandemia está longe do fim e que este vírus ainda está explorando maneiras de possivelmente ficar melhor em nos infectar”.

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IDENTIFICADO TERCEIRO CASO DE CONTAMINAÇÃO PELA VARIANTE DELTA EM NATAL

Terceiro caso de contaminação pela variante Delta é identificado em Natal

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Redes Sociais

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou, nesta sexta-feira (27), que foi identificado o terceiro caso de contaminação por variante Delta do coronavírus no Rio Grande do Norte.

Por meio de nota, um Sesap explicou que o paciente é do sexo masculino e tem relação familiar com um dos dois primeiros casos identificados com uma variante Delta. “A contaminação do paciente foi constatada no dia 10 de agosto. Ele tomou 1ª dose de vacina contra Covid-19 em 22 de julho e está em boas condições clínicas”, disse a nota.

A secretaria informou ainda que “todos os contatos possíveis no ambiente de trabalho já foram identificados, não registrando os sintomas de contaminação e seguindo sendo monitorados”.

Outros casos

Na terça-feira (24), o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) já havia divulgado a identificação da variante Delta do novo coronavírus  em duas coletadas no dia 8 de agosto em Natal, no Rio Grande do Norte. De acordo com a diretora do IMT, Selma Jerônimo, a identificação de variantes é frequente, em virtude da fácil mutação do RNA do vírus, motivo pelo qual as pessoas devem manter os cuidados na prevenção e tomar a vacina contra a covid-19. “A diminuição da presença do vírus entre as pessoas é via de controlar o surgimento de novas variantes”, afirma.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal emitiu uma nota, nesta semana, informando que as duas primeiras pessoas que testaram positivo para covid-19, com contaminação pela variante Delta, não tomam vacina contra a doença . Segundo a massa, a nova cepa foi identificada em duas mulheres.

Uma delas tem 32 anos e reside em outro estado. A SMS informou que ela chegou a Natal no dia 5 de agosto e apresentou os sintomas na mesma data. Ela segue sem internação. Já a outra paciente tem 57 anos e é moradora de Natal. Ela não apresenta histórico de viagem, mas começou a sintomas em 8 de agosto e está internada em uma unidade hospitalar. “Ambos os casos não dissipação contra um Covid-19”, destacou-se um SMS.

A variante delta do novo coronavírus atualmente é prevalente nos Estados Unidos e no Reino Unido. No Brasil, já foi encontrada em outros estados, entre eles Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. A identificação da variante foi realizada por meio do sequenciamento das coletadas, trabalho desenvolvido pelo IMT / UFRN com recursos de projeto de pesquisa e colaboração do laboratório Getúlio Sales Diagnósticos. Atualmente, a unidade sequenciou e está analisando 64 genomas do SARS-CoV-2 provenientes de Ds do Rio Grande do Norte.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE ESTÁ RASTREANDO CONTATOS DAS PACIENTES QUE FORAM CONFIRMDAS COM VARIANTE DELTA NO ESTADO

Por G1 RN

 

Variante delta — Foto: Getty Images via BBCVariante delta — Foto: Getty Images via BBC

A Secretaria de Saúde Natal está rastreando os contatos das pacientes que foram confirmadas com a variante delta no Rio Grande do Norte na terça-feira (24). Uma delas é uma mulher de 57 anos, mora em Natal, e está internada em uma unidade hospitalar. Segundo a SMS, ela não estava vacinada.

Ela não apresenta histórico de viagem e apresentou os sintomas iniciais em 8 de agosto. Segundo a SMS, ainda não é possível afirmar que seja transmissão comunitária, já que o caso ainda está sendo investigado. Isso só será possível caso se confirme que não se sabe a origem da infecção.

A outra pessoas confirmada também é uma mulher e não tem relação com a outra paciente. Ela tem 32 anos e apresentou os primeiros sintomas ao chegar na capital potiguar em 5 de agosto. Ela não precisou de internação.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/Natal) está investigando os possíveis contatos dos pacientes, para viabilizar o rastreio, e intensificar a busca da variante de modo a evitar novas contaminações.

A rede assistencial de Natal informou que se mantém vigilante em relação a novos casos e reforlou a necessidade da população tomar as duas doses da vacina – com exceção da Janssen, que é de uma dose apenas.

“A nova variante, de acordo com estudos, apresenta algum bloqueio imunológico mediante um esquema vacinal completo, com duas doses, por ter maior transmissibilidade”, esclarece Juliana Araújo, Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde de Natal.

A SMS Natal reitera que o município vai oferecer toda a assistência necessária e apoio nas investigações dos contatos, bem como no surgimento de novos casos. Além disso, também pede que sejam mantidos os cuidados como uso de máscara, distanciamento social, uso de álcool e demais medidas de biossegurança.

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SESAP REFORÇA NECESSIDADE DE VACINAÇÃO APÓS IDENTIFICAÇÃO DA VARIANTE DELTA NO ESTADO

Com variante Delta identificada no RN, Sesap reforça necessidade de vacinação

Redação / Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Arquivo / Wilson Moreno / PMM

Após o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) confirmar a identificação da variante Delta do novo coronavírus no estado potiguar , a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reforçou a necessidade da população manter os cuidados sanitários e buscar a vacinação contra a covid-19. “Tanto a primeira como a segunda dose. Os estudos mostram a eficácia das vacinas disponíveis no enfrentamento da variante Delta”, disse a secretaria, por meio de nota.

A Sesap ainda esclareceu que está acompanhando os dois casos de contaminação pela variante. “As duas são de mulheres, moradoras da Região Metropolitana de Natal. O material foi coletado no dia 8 de agosto. A Sesap foi notificada pelo IMT de forma concomitante com uma divulgação do fato à sociedade potiguar, tendo iniciado os procedimentos técnicos tão logo revelou mais informações, porém ainda aguarda os laudos oficiais a respeito do material investigado pelo Instituto “, informou.

Segundo o IMT, a identificação da variante foi realizada por meio do sequenciamento das coletadas. O resultado do foi finalizado nessa segunda-feira (23), quando foi possível confirmar a presença dessa variante no estado potiguar. A variante delta do novo coronavírus atualmente é prevalente nos Estados Unidos e no Reino Unido. No Brasil, já foi encontrada em outros estados, entre eles Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco. O IMT-UFRN sequenciou e está analisando 64 genomas do SARS-CoV-2 provenientes de dele do RN.

Nesta terça-feira (24), a diretora do IMT, Selma Jerônimo, afirmou que a identificação de variantes é frequente, em virtude da fácil mutação do RNA do vírus, motivo pelo qual as pessoas devem manter os cuidados na prevenção e tomar a vacina contra a covid-19. “A diminuição da presença do vírus entre as pessoas é via de controlar o surgimento de novas variantes”, afirma.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícia

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SEGUNDO MINISTRO DA SAÚDE DO REINO UNIDO, A VARIANTE DELTA É 40% MAIS TRANSMISSÍVEL DO QUE O CORONAVIRUS PADRÃO

Variante Delta é 40% mais transmissível, aponta Reino Unido

Informação foi dada pelo ministro da Saúde, que ressaltou que as duas doses de vacina devem proteger contra essa cepa

SAÚDE  

Do R7, com AFP

A cepa indiana, agora chamada de Delta, já é predominante no Reino Unido

EFE/EPA/ANDY RAIN/ARCHIVO

A variante Delta, como agora é chamada a cepa indiana, é 40% mais transmissível do que o coronavírus padrão, afirmou o ministro da Saúde do Reino Unido Matt Hancock, conforme publicado neste domingo (6) no jornal britânico The Guardian. O dado, segundo ele, pode adiar a flexibilização das restrições na região, previstas a partir do dia 21.

Essa variante havia sido avaliada entre 30% e 100% mais transmissível do que a chamada variante Alfa, a primeira identificada no mundo, então chamada de variante do Reino Unido, ressalta o jornal, destacando que o ministro, com informações mais recentes, cravou a porcertagem de 40%.

Cerca de 52% da população já foi vacinada com as duas doses. O Reino Unido foi o primeiro do mundo Ocidental a iniciar a imunização, em 8 de dezembro. A variante Delta já é predominante na região. É a nação mais afetada da Europa, com cerca de 128 mil mortes. Administrou pelo menos uma primeira dose da vacina anticovid a mais de 40 milhões de pessoas e mais de 27 milhões já receberam uma segunda dose.

Apesar do aumento no número de novos casos de covid-19 nos últimos dias, que ultrapassa os 5 mil registrados diariamente, o número de internações permanece estável, acrescentou Hancock. A maioria das internações refere-se a pacientes que não foram vacinados, assegurou.

Fonte: R7
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MORRE NO RN PACIENTE COM SUSPEITA DA VARIANTE INDIANA DA COVID-19

Por G1 RN

 

Paciente com suspeita da variante indiana da Covid morre no RN | Rio Grande do Norte | G1Um paciente com suspeita da variante indiana da Covid-19 morreu no Rio Grande do Norte. A morte ocorreu na segunda-feira (31), mas foi informada nesta quarta (2) pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

A Sesap não esclareceu se esse é um dos dois casos suspeitos da variante indiana que já eram investigados no estado, ou se trata-se de um terceiro caso suspeito.

Em nota, a secretaria afirmou que o paciente que morreu é um homem, de 29 anos, que esteve no Maranhão. “Com RT-PCR confirmado para Covid-19, o paciente foi hospitalizado, e encontrava-se internado em isolamento em terapia intensiva, instável e com suporte ventilatório, recebendo toda assistência que o caso requer, porém foi a óbito na segunda-feira (31)”, diz a nota.

Casos suspeitos no RN

A Sesap divulgou na terça-feira (1º) que o estado tinha dois casos suspeitos da variante indiana. Em nota emitida na terça, informou que “os pacientes se encontram em isolamento, cumprindo os protocolos, assim como as pessoas que tiveram contato com os enfermos. As amostras serão enviadas para a Fiocruz e IEC – Instituto Evandro Chagas com a finalidade de investigar possível contaminação pela nova variante no Estado“.

Porém, nesta quarta-feira (2), a Sesap afirmou que “apenas um paciente suspeito de estar infectado pela Cepa B.1.617, conhecida popularmente como Cepa indiana teve a mostra enviada para análise”.

“A amostra do paciente entrou nos critérios do Ministério da Saúde para a realização do sequenciamento genético que está sendo providenciado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (LACEN-RN) e foi enviada para o Instituto Evandro Chagas no Pará. O resultado deverá sair em breve”, diz a nota.

Casos confirmados no Brasil

Brasil tem até o momento oito casos confirmados da variante indiana: seis deles no Maranhão (cinco estão em quarentena dentro do navio e um deles está internado em São Luís), um no Rio de Janeiro (de um passageiro vindo da Índia e que desembarcou em São Paulo) e um em Juiz de Fora (também viajou ao país asiático e chegou ao Brasil via Guarulhos-SP).

Ceará teve um caso suspeito descartado na variante indiana, assim como o Distrito Federal, onde o paciente segue sendo investigado mesmo após ter testado negativo para Covid-19.

Variante indiana

De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), a B.1.617 é mais contagiosa em uma comparação inicial com a variante britânica, mas ainda é investigado se ela está relacionada a quadros mais graves de Covid-19 e se ela aumenta o risco de reinfecção.

Apesar de ter sido notada no ano passado, foi somente em 10 de maio que a OMS classificou a variante B.1.617 como “preocupação global”.

Acredita-se que variante se dissemine mais rápido. No entanto, cientistas ainda não sabem dizer se é mais letal e se tem maior transmissibilidade.

Fonte: G1 RN

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REINO UNIDO TEME DISSEMINAÇÃO DA VARIANTE DO NOVO CORONAVIRUS DETECTADO NA ÍNDIA

Reino Unido está apreensivo com variante do coronavírus da Índia

Boris Johnson afirmou que não descarta que países retomem restrições locais de circulação nas próximas semanas

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Boris afirmou que serão feitas reuniões para decidir próximas etapas da flexibilização na região

PARLAMENTO DO REINO UNIDO/JESSICA TAYLOR/DIVULGAÇÃO VIA REUTERS

O Reino Unido teme a disseminação da variante do novo coronavirus detectada primeiramente na Índia, e não descarta nada no que diz respeito a retomar restrições locais, disse o primeiro-ministro, Boris Johnson, nesta quinta-feira (13).

Johnson delineou uma rota de saída do lockdown “cautelosa, mas irreversível” para a Inglaterra, e a próxima etapa está planejada para a próxima semana. Ele alertou que novas variantes, como a B.1.617.2, ameaçam este plano.

“Estamos apreensivos com ela, ela está se disseminando”, disse Johnson, acrescentando que haverá reuniões ainda nesta quinta-feira para debater o que fazer. “Não estamos descartando nada”, garantiu.

Houve uma disparada de casos da variante no noroeste da Inglaterra, e políticos locais pedem uma mudança de diretriz para que todo adulto da área possa receber uma vacina, mesmo que não cumpra os critérios que priorizam por faixa etária.

O conselho local da cidade de Blackburn disse que clínicas de vacinação contra covid-19 adicionais serão abertas na semana que vem para acelerar a inoculação, mas negou reportagens segundo as quais vacinas estarão amplamente disponíveis para todas as pessoas acima de 18 anos da área, dizendo que a habilitação para se vacinar seguirá a diretriz atual.

Depois do lockdown de covid-19 inicial da Inglaterra, Johnson buscou uma abordagem regional para restrições que acabou não funcionando, e mais dois lockdowns nacionais foram adotados.

Fonte: R7
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PESQUISADORES CHILENOS ENCONTRARAM EM ALPACAS UM ATICORPO CAPAZ DE COMBATER PRINCIPAIS VARIANTES DO CORONAVIRUS

Anticorpo da alpaca combate principais variantes da covid-19

Cientistas chilenos descobriram que células de defesa do animal protegem contra variantes brasileira, britânica e sul-africana

INTERNACIONAL

Do R7

Anticorpo extraído das alpacas pode ser aliado na luta contra o novo coronavírus

RONALD WITTEK / EFE – EPA – ARQUIVO

Um grupo de pesquisadores chilenos que, em 2020, encontrou em alpacas um anticorpo contra a covid-19 descobriu agora que ele também é capaz de combater as variantes brasileira, britânica e sul-africana do novo coronavírus, informou nesta quarta-feira (14) a Universidade Austral do Chile (UACh).

Em abril de 2020, os pesquisadores da UACh que conduzem esse estudo em parceria com cientistas australianos e europeus, conseguiram identificar e produzir, a partir do sistema imune do animal, células de defesa contra o vírus isolando um “anticorpo poderoso” capaz de neutralizar a infecção.

O anticorpo W25 da alpaca Buddha “é um dos melhores neutralizadores que existe e é estável diante de nebulização e de condições extremas de temperatura, o que o torna uma excelente opção terapêutica”, explicou a instituição em comunicado.

Os novos resultados obtidos em conjunto com a Universidade de Queensland, na Austrália, mostraram que o anticorpo, além de ser capaz de combater as variantes sul-africana e britânica, é capaz de se ligar fortemente à proteína spike da brasileira, o que indica um potencial efeito neutralizador sobre a cepa, que será avaliado nas próximas semanas.

Falta de investimentos

A equipe liderada por Alejandro Rojas, chefe do Laboratório de Biotecnologia Médica da UACh, lamentou que, apesar de sua importância, a pesquisa não está recebendo o apoio financeiro necessário para testar as descobertas na prática.

O estudo recebeu um investimento de 200 milhões de pesos chilenos (cerca de US$ 282 mil) do governo regional de Valdivia, no sul do Chile, mas ainda são necessários de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões para desenvolver as milhares de doses necessárias de um medicamento e iniciar os estudos clínicos no Chile, segundo a UACh.

O objetivo é levar este anticorpo sintético aos pacientes de uma forma segura e eficaz, que será avaliada nos próximos meses com o apoio da equipe de Daniel Watterson, da Universidade de Queensland, e de Kellie Ann Jurado, da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos).

Os cientistas pediram que o presidente chileno, Sebastián Piñera, apoie a iniciativa e busque apoio de órgãos públicos e do setor privado para angariar fundos.

“Se tivessem nos apoiado um ano atrás, já poderíamos estar em fase de testes clínicos e colaborando com as ações sanitárias. Os anticorpos desenvolvidos em camelídeos são, a nível mundial, uma possível alternativa terapêutica”, afirmou Rojas no comunicado.

“Os cientistas da Universidade de Gent, na Bélgica, desenvolveram um anticorpo neutralizante muito semelhante ao chileno. No entanto, conseguiram um investimento de mais de US$ 50 milhões para o desenvolvimento, entre contribuições públicas e privadas”, acrescentou Rojas.

Fonte: R7

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PACIENTE DE 90 ANOS EM NOVA YORK É O PRIMEIRO CASO DE VARIANTE BRASILEIRA NO ESTADO

NY anuncia primeiro caso de variante brasileira de coronavírus

Governador Andrew Cuomo anunciou que vírus foi detectado em paciente de 90 anos e sem histórico de viagens

INTERNACIONAL 

Karla Dunder, do R7

Andrew Cuomo, governador de NY, anuncia variante brasileira do coronavírus no estadoAndrew Cuomo, governador de NY, anuncia variante brasileira do coronavírus no estadoPETER FOLEY/EFE/ 27.03.2020

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou no sábado (20) o primeiro caso da P1, conhecida como variante brasileira de coronavírus no estado. O caso foi identificado por especialistas do hospital Monte Sinai e depois confirmado pelo departamento de saúde.

De acordo com o anúncio do governador, a variante foi encontrada em uma pessoa de 90 anos, que não teve a identidade revelada, moradora do Brooklyn e sem históricos de viagens recentes. Ainda não se sabe como contraiu essa variante do vírus.

“A detecção da variante brasileira aqui em Nova York reforça ainda mais a importância de tomar todas as medidas adequadas para continuar a proteger sua saúde”, escreveu o governador no comunicado. “Embora seja normal que um vírus sofra mutação, a melhor maneira de se proteger é continuar a usar uma máscara bem ajustada, evitar grandes multidões, distância social, lavar as mãos e ser vacinado quando for sua vez”.

A “variante brasileira” foi detectada pela primeira vez nos Estados Unidos no dia 25 de janeiro, no Minnesota. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, estão em análise atualmente 48 casos nos Estados Unidos. Desde maio de 2020 os brasileiros ou pessoas que estiveram no país não estão autorizadas a entrar no país.

A P1 foi designada como “preocupante”, o que significa que há evidências de ser mais transmissível, causar doenças mais graves e potencial de redução da eficácia de tratamentos ou vacinas.

Fonte: R7

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PESQUISADORES BRASILEIROS DESCOBRIRAM A CIRCULAÇÃO NO PAÍS DE UMA NOVA VARIANTE DO CORONAVIRUS

Pesquisadores descobrem nova variante do coronavírus que já circula no país

Chamada de N.9, ela já foi encontrada em 11 estados e está concentrada no Nordeste do Brasil

Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro

12 de março de 2021 às 16:38

Pesquisa com vacina contra Covid-19 da biofarmacêutica CureVac em Tuebingen, AlePesquisa com vacina contra Covid-19 da biofarmacêutica CureVac em Tuebingen, AlemanhaFoto: Andreas Gebert/Reuters (12.mar.2020)

Pesquisadores brasileiros descobriram a circulação no Brasil de uma nova variante do novo coronavírus, o vírus causador da Covid-19.

Ela foi encontrada e informada em uma comunicação conjunta de dois grupos, a Rede Corona-ômica, responsável por sequenciamento genético, e por instituições parceiras do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), e tem sido chamada de N.9.

A linhagem preocupa os cientistas porque ela contém a mutação E484K, na proteína S, a mesma presente nas variantes de preocupação amazônica, britânica e sul-africana.

As três variantes de preocupação estão associadas a um índice maior de transmissibilidade do novo coronavírus, e pesquisadores ainda investigam a capacidade delas de escape dos anticorpos. As primeiras amostras com essa variante no país são de novembro e foram encontradas em São Paulo.

Em um artigo pré-publicado por pesquisadores da Fiocruz, que utilizaram a metodologia conhecida como relógio molecular, estima que tenha surgido entre junho e setembro, e se espalhou por estados do Sul, Sudeste, Norte e Nordeste.

O artigo classifica a variante como de baixa prevalência, porque foi encontrada em 3% das amostras analisadas, isto é, 35 genomas. Depois de ter sido encontrada no dia 11 de novembro em São Paulo, logo se espalharia, com detecções em amostras de Santa Catarina, Amazonas, Pará, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe.

Coordenador da Rede Corona-ômica, o virologista Fernando Spilki demonstra preocupação com a possibilidade de a variante ter maior transmissibilidade, e entende que a falta de medidas de controle é responsável pela propagação de variantes do vírus.

“O excesso de pessoas nas ruas, as aglomerações, a falta de uso de máscaras provoca esse tipo de reação, o vírus encontra mais hospedeiros. É claro que a vacinação também vai ajudar a evitar que processos como esses ocorram, mas as projeções mostram que os primeiros casos ocorreram entre junho e setembro, um período no qual ainda não havia vacinação disponível”, explica o especialista.

Sobre a baixa incidência encontrada na pesquisa, o pesquisador entende que ainda é cedo para ter conclusões. “Podem ser as primeiras detecções, um volume baixo, mas já está distribuída entre vários estados”, conclui Spilki.

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VARIANTE É O NOVO DESAFIO NA LUTA CONTRA COVID-19 QUE JÁ COMPLETA UM ANO

Luta contra Covid-19 completa um ano com vacinas e variantes como desafio

Anna Satie, da CNN em São Paulo

11 de fevereiro de 2021 às 05:00

Movimento na PaulistaMovimento na Avenida Paulista durante a pandemia da Covid-19Foto: RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em 11 de fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu nome à doença causada pelo novo coronavírus, que, na época, contaminara 43 mil pessoas e matara outras mil — até então, apenas uma dessas fora da China.

Um ano depois, a Covid-19 (abreviação para “CoronaVirus Disease 2019”, “doença do coronavírus” em inglês) infectou mais de 107 milhões e causou 2,3 milhões de mortes em todo o globo, fora os impactos econômicos e sociais.

Nesses doze meses, o mundo conseguiu, através da ciência, um feito impressionante: em um curto prazo, desenvolveu-se uma vacina capaz de prevenir ou ao menos abrandar o desenvolvimento da Covid-19 em pacientes que têm contato com o novo coronavírus.

“A gente imaginava que a vacina demoraria muito mais, e agora, estamos caminhando para ver o impacto da vacinação”, afirma, à CNN, o médico infectologista Marcelo Otsuka.

No Brasil, duas vacinas já foram aprovadas para uso emergencial: a Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac e utilizada no país em parceria com o Instituto Butantan; e a vacina de Oxford, da AstraZeneca, no país em associação com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao redor do mundo, outras fórmulas foram desenvolvidas e estão sendo utilizadas. A vacina da Pfizer e da BioNTech, uma das primerias aprovadas no mundo, já foi apresentada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em um pedido de registro definitivo e aguarda uma resposta das autoridades sanitárias brasileiras.

Há ainda outras, como a russa Sputnik V e a indiana Covaxin, que também estão no radar para a vacinação no Brasil.

Variantes

Nos últimos meses, surgiu também um desafio à vacina como solução final para a pandemia. Um não, mas vários: as chamadas “variantes” do novo coronavírus, linhagens mais ou menos diferentes da cepa original do vírus, em um processo com efeitos ainda desconhecidos.

Em entrevista à CNN, o infectologista Alexandre Naime Barbosa, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), vê o início da imunização com esperança, mas diz que esse não é, ainda, o fim da pandemia.

“Temos que lembrar que os vírus são extremamente adaptáveis”, disse. “As variações que estão aparecendo mostram que o vírus está mudando e isso é um perigo para as vacinas. Vamos ter que aprender a correr atrás do prejuízo, fazer com que as vacinas sejam eficazes contra várias cepas, como as vacinas da Influenza”.

“A vacina não é a resposta final porque ainda estamos lidando com um vírus que não conhecemos direito e que está apresentando mutações que podem resultar na perda de eficácia da vacina. Enquanto não entendemos isso, não podemos decretar que a vacina é o fim da pandemia”, continuou.

Sem tratamento milagroso

Os especialistas ouvidos pela CNN também citaram que, desde o início da pandemia, muitos medicamentos sem eficácia comprovada foram apontados para o tratamento da doença. Eles acreditam que esse discurso esteja perdendo força.

“A gente viveu uma fase de absurdo obscurantismo na medicina, com a prescrição de vários medicamentos que não mostraram eficácia”, disse. “Apesar de muitos defenderem e usarem [esses remédios], acho que os médicos estão superando esse paradigma”, disse Barbosa, da Unesp.

“A ideia do ‘tratamento precoce’ está sendo abandonada, acredito que haja consenso que não tem um antiviral. No início, o uso era muito mais indiscriminado”, argumenta Júlio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz. “Hoje, conseguimos tratar melhor os pacientes e lidar melhor com a doença”.

Mais do que uma doença respiratória

Para além dos números, o entendimento sobre a doença também evoluiu rapidamente.

“Muitas coisas mudaram desde o início da pandemia. Descobrimos que a Covid não é só uma doença respiratória, mas sistêmica”, disse Alexandre Naime Barbosa, da Unesp.

“Ela tem, principalmente, sintomas respiratórios, mas pode ter efeitos desastrosos no sistema nervoso central, causar alterações cardiológicas e gastrointestinais”, explica o professor.

Essa característica também foi ressaltada pelo infectologista Marcelo Otsuka.

“A gente não entendia a extensão da doença em outros órgãos além do pulmão, como os rins e o sistema nervoso. Hoje a gente observa que o vírus tem capacidade de provocar sequelas até em quem tem manifestações mais leves, como alterações cognitivas e relacionadas ao olfato e paladar”, afirmou.

Junto com essa compreensão, também mudaram as orientações para prevenção do contágio.

“Todo mundo deu prioridade, inicialmente, ao álcool em gel, antes do uso da máscara”, relembra Barbosa. “Hoje temos o conhecimento de que a transmissão acontece principalmente por gotículas, usar a máscara é mais importante do que lavar as mãos. A transmissão por contato pode acontecer, mas não é a forma mais comum”.

Júlio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz, também destacou esse ponto.

“No início da pandemia, foi bastante difundido que só profissionais de saúde tinham que usar a máscara. Nesse último ano, isso mudou bastante”, disse. “O uso da máscara foi incorporado ao nosso hábito social, inclusive agora de máscaras com maior barreira”.

O médico também lembra outra suposição que o tempo desbancou. “Tinham muitos questionamentos se os países tropicais teriam a doença por causa do clima, que o impacto seria mais severo em países mais frios. Mas o vírus provou que não respeita muito essa questão de clima, quente e frio, úmido ou seco. O contato e as medidas preventivas são o que afetam a transmissão”.

Avanços da ciência

Os médicos disseram que a pandemia gerou, indiretamente, alguns benefícios.

Júlio Croda, pesquisador da Fiocruz, ressalta que a Covid-19 permitiu com que uma plataforma inédita de vacinas fosse usada, a que se baseia em RNA mensageiro —presente nas vacinas da Pfizer e Moderna, duas das mais eficazes na proteção contra a doença.

“O aumento de leitos de terapia intensiva também foi um ganho importante. Temos hoje uma infraestrutura melhor, não só de capacidade, mas também de testes e diagnósticos. Esses são alguns ganhos secundários que irão permanecer”, disse.

Para Barbosa, o ganho principal foi a percepção geral da importância da ciência. “Tivemos previsões que não se basearam em nada sólido e se mostraram desastrosas. Essa pandemia nos ensina a ser mais humildes e a escutar mais a ciência para termos ferramentas rápidas e efetivas que mudem o curso de uma pandemia. Isso fica de lição”.

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PARA EVITAR VARIANTE DO CORONAVIRUS, MINISTRO BRITÂNICO RESTRINGE VOOS DE 14 PAÍSES, INCLUSIVE DO BRASIL

Ministro britânico diz que veto de voos do Brasil é ‘precaução’

Restrição atinge 14 países da América Latina e Portugal com o objetivo de evitar entrada de variante do coronavírus

INTERNACIONAL

 Da EFE

Ministro britânico defende restrição de voos brasileiros e de outros países

TOBY MELVILLE / REUTERS – 8.6.2020

O ministro dos Transportes do Reino Unido, Grant Shapps, defendeu nesta sexta-feira (15) a decisão de vetar voos de Portugal e da América do Sul para evitar que a variante do coronavírus detectada no Brasil impactasse o plano de vacinação do país.

A partir de hoje, voos de Portugal e de 14 países da América do Sul estão proibidos devido a receios por temor a esta nova variante, a terceira detectada no mundo, depois da localizada no sudeste da Inglaterra e na África do Sul.

O ministro esclareceu, em declaração à emissora Sky News, que os cientistas “não estão dizendo que as vacinas não serão eficazes contra a cepa”, mas que é preciso tomar precauções o mais rápido possível.

“Estamos nessa etapa avançada (da vacinação), chegamos até agora, temos vacinas nos braços de três milhões de britânicos, isso é mais do que França, Espanha, Alemanha, Itália juntas, e não queremos tropeçar neste momento”, afirmou.

“Foi por isso que tomei a decisão, como medida adicional, de proibir totalmente esses voos”, insistiu Shapps.

Desde hoje, estão suspensas pelo Ministério dos Transportes as chegadas da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, além de Portugal e Cabo Verde por causa de seus laços estreitos com o Brasil.

Shapps informou ontem que o governo tomou a “decisão urgente” de vetar essas viagens em função dos “testes de uma nova variante no Brasil”, da qual não se sabe se é mais infecciosa ou se tem resistência às vacinas atuais.

Fonte: R7
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