GOVERNO DO RN TERÁ QUE DEVOLVER R$ 19 MILHÕES QUE NÃO FORAM USADOS NA OBRA DA BARRAGEM DE OITICICA

Ministério do Desenvolvimento Regional cobra do Governo do RN devolução de quase R$ 19 milhões que não foram usados nas obras de Oiticica

 

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, encaminhou mais um ofício (veja aqui o documento) à governadora Fátima Bezerra cobrando a devolução de quase R$ 19 milhões que deveriam ter sido usados nas obras da Barragem de Oticica e estão bloqueados por decisões judiciais.

A cobrança leva em consideração uma decisão do Ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vedou a utilização de recursos da conta vinculada à obra da Barragem de Oiticica para quitação outras obrigações. O ministério cobra a devolução dos recursos até a conclusão da obra que está 91% construída.

Esta não é a primeira vez que o ministério faz essa cobrança ao executivo estadual. O ofício mais recente, datado de 04 de maio de 2021 faz referências a outros dois ofícios sobre a mesma questão datados de julho (veja aqui) e agosto (veja aqui) de 2020.

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MÉDICO INTENSIVISTA DO INCOR EXPLICA QUAIS OS PROCEDIMENTOS ADOTADOS PARA RECUPERAR A BAIXA OXIGENAÇÃO DOS PACIENTES

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Carlos Carvalho afirma que o ECMO é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo

Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

08 de maio de 2021 às 10:23

Diretor da UTI do Incor explica os tratamentos respiratórios para a Covid-19

Nesta semana, o Brasil perdeu o ator, diretor, roteirista e humorista Paulo Gustavo, 42 anos, pela Covid-19. Internado desde 13 de março, o artista fazia uso do ECMO, uma técnica de oxigenação por membrana extracorporal.

O médico intensivista e diretor da UTI respiratória do Incor, Dr. Carlos Carvalho, que tratou Paulo Gustavo nos últimos 10 dias de internação, explica, em entrevista à CNN, quais são os procedimentos adotados nos hospitais para recuperar a baixa oxigenação dos pacientes.

Carvalho diz que os protocolos começam com a medição da taxa de oxigenação, que é feita por um oxímetro. Quando a taxa fica abaixo do nível normal, é necessário que o paciente receba a suplementação do oxigênio via um cateter nasal que leva o oxigênio adicional aos alvéolos dos pulmões. Se isso não for suficiente para se adequar, o paciente é colocado em uma máscara que, segundo Carvalho, oferece uma quantidade maior de oxigênio ao indivíduo.

“Ou seja, eu aumento a concentração de oxigênio no ar que estou liberando para o paciente respirar. Se ainda não for o suficiente, usamos um tipo de máscara oficial que tem uma bolsinha que se enche de oxigênio e, com isso, fica oferecendo ainda mais [oxigênio]”, afirma.

Depois da adoção da máscara, há ainda protocolos de ventilação não invasiva, ou seja, que não requer intubação, uma vez que o respirador artifical é conectado com o pulmão do paciente através de uma máscara.

“Se isso não for suficiente, o paciente precisa de intubação. Para fazer a intubação, ele tem que estar dormindo e analgesiado para não sentir o desconforto que esta técnica traz. Mas esta técnica é salvadora. Coloca-se um tubo de um plástico especial que conecta a via externa com a traquéia, que levará o ar para os pulmões.”

O médico explica que em nosso dia a dia nós respiramos uma atmosfera com 20% de oxigênio, mas quando o indivíduo é intubado significa que esta porcentagem já não é suficiente e se faz necessário trabalhar com concentrações mais altas de oxigênio no ar. “Com a ventilação mecânica, eu consigo controlar de 21% a 100% e, quando eu tenho que intubar, o paciente está tão grave que eu preciso de 100%. À medida que eu vou tratando e ele vai melhorando, eu posso ir diminuindo.”

Quadro com linha do tempo de tratamentos feitos com Paulo GustavoQuadro com linha do tempo de tratamentos feitos em Paulo Gustavo Foto: Reprodução / CNN

Já o ECMO, segundo o médico, é usado quando nem a taxa de 100% da ventilação mecânica é capaz de manter a oxigenação do indivíduo. “Quando nem essas ações funcionam, a ECMO é uma opção. Ela é um sistema que imita pulmão e estas membranas fininhas chamadas de alvéolos, onde o ar chega pela respiração, o sangue passa pelo batimento cardíaco e esse contato entre o ar e o sangue promove a troca do oxigênio e a saída do gás carbônico”, explica.

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NO REINO UNIDO, EPI’S USADOS POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE SÃO TRANSFORMADOS EM CADEIRAS ESCOLARES ENTRE OUTROS OBJETOS

Hospitais transformam EPIs em cadeiras escolares no Reino Unido

Máquina compacta máscaras e aventais usados pelos profissionais da saúde para fabricar vários outros objetos de plástico

TECNOLOGIA E CIÊNCIA J

oão Melo, Do R7*

Cinco hospitais já estão fazendo essa transformação

DIVULGAÇÃO/THERMAL COMPACTION GROUP

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) está utilizando uma tecnologia para transformar em cadeiras escolares os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras usadas para a prevenção contra o contágio da covid-19 e aventais.

Para fazer esta transformação, o Thermal Compaction Group, empresa do País de Gales, desenvolveu uma máquina capaz de compactar sacos com grandes quantidades de EPIs em blocos de plásticos em apenas uma hora, fazendo com que este material possa ser reutilizado.

Os blocos possuem cerca de um metro de comprimento e, após serem processados, podem ser utilizados como matéria-prima para uma grande variedade de produtos, como cadeiras escolares e caixas de ferramentas, entre outros objetos.

A máquina é especializada em compactar o polipropileno, exatamente o material utilizado na produção dos EPIs, e já está sendo utilizada em um hospital no País de Gales, e em quatro hospitais na Inglaterra.

Plásticos são compactados em blocos

“Estamos retirando o que é designado como plástico descartável de um fluxo de resíduos muito caro para o NHS, recuperando o plástico e transformando-o em uma fonte inerte de polipropileno que é, em seguida, reutilizado em vários produtos”, destacou Matt Rapson, diretor ambiental do Thermal Compaction Group, em entrevista à Sky News.

A empresa afirma que outros 11 hospitais administrados pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido receberão as máquinas que diminuem o tamanho do lixo em cerca de 85% durante o processo de compactação.

Roz Davies, gerente do Royal Cornwall Hospital, afirma que a instituição utiliza cerca de 10 mil máscaras por dia, e espera que essa tecnologia mude a forma como o Reino Unido de maneira geral lida com EPIs descartáveis.

“O uso de máscaras cresceu extraordinariamente este ano, mas agora temos a opção de reciclá-las, assim como outros itens como capas de teatro e aventais que antes seriam transportados para fora da Cornualha para incineração especializada”, destacou Davies.

Fonte: R7
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RN ESTÁ COM NÍVEL CRÍTICO DE ESTOQUE DE ANESTÉSICO E BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES USADOS EM PACIENTES QUE PRECISAM SER ENTUBADOS EM UTIS

Por Igor Jácome, G1 RN

 

No RN, MPF cobra fornecimento de medicamento contra câncer - Unicat — Foto: Reprodução/Inter TV CabugiNo RN, MPF cobra fornecimento de medicamento contra câncer – Unicat —

O Rio Grande do Norte está com nível crítico de estoque de medicamentos anestésicos e bloqueadores neuromusculares usados na sedação de pacientes em leitos críticos de Covid-19 e outras doenças que precisam ser intubados em UTIs, por exemplo. Segundo levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) na semana passada (12 a 18 de julho), dos 22 remédios pesquisados, 16 estavam com estoques totalmente zerados e apenas três contavam com estoque para três dias ou mais.

De acordo com o Conass, o RN estava entre os seis estados com a situação mais preocupante no país. A situação teria se agravado por causa do aumento expressivo de internamentos, provocados pela Covid-19. Somente em junho, o país teria usado quantidade superior à de todo o ano de 2019. Os remédios são usados, por exemplo, em pacientes internados em UTIs, intubados, usando ventilação mecânica, como os infectados pelo coronavírus.

Nesta sexta-feira (23), o diretor técnico da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), Thiago Vieira, afirmou queo estado recebeu uma remessa enviada pelo Ministério da Saúde e, por isso, ainda conta com estoque disponível para cerca de 10 dias a 12 dias. A previsão leva em consideração número de internados, tendência de queda e média de consumo por paciente.

Segundo a pesquisa do Conass, medicamentos como a “Fentanila, Citrato 0,05 mg/ml” que tem um consumo médio mensal de 56,2 mil ampolas estava com estoque suficiente para apenas meio dia, na semana passada. O Brometo de Rocurônio, usado na intubação traqueal – procedimento usado em pacientes graves de Covid-19, por exemplo, estava zerado. O consumo médio mensal, de acordo com o levantamento, é de 30,2 mil ampolas. Utilizado em sedações em unidades de terapia intensiva (UTI), o Midazolam 5 mg/ml era o medicamento com mais estoque.

“A situação é crítica no país inteiro em virtude de termos um ‘boom’ de internações e não termos fornecedores com os quantitativos que todo o país precisa. Na semana passada o governo federal pegou esses mesmos medicamentos em um país vizinho, que foi o Uruguai, para mandar para o Rio Grande do Sul e para Santa Catarina. Hoje a indústria nacional não consegue dar conta da quantidade de insumos necessários para manter os pacientes que estão em leitos críticos, intubados, de maneira confortável”, considerou Thiago Vieira.

De acordo com ele, a pandemia também atrapalhou a importação dos sais usados na produção dos medicamentos e a indústria não consegue entregar a quantidade solicitada pelos estados. O estado espera receber mais uma remessa na próxima semana.

“Não temos notícias de falta atualmente nos hospitais. Pode haver uma falta pontual de algum medicamento, mas com a disponibilidade de um substituto”, considerou.

Fonte: G1 RN
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