PRESIDENTE DOS EUA PROPÔS UTILIZAR BENS CONFISCADOS DOS BILIONÁRIOS RUSSOS PARA COMPENSAR A UCRÂNIA PELOS DANOS CAUSADOS PELA INVASÃO DAS TROPAS DE MOSCOU

Biden propõe transferir para a Ucrânia bens confiscados de bilionários russos

Presidente americano chamou oligarcas de ‘caras malvados’ e ainda pediu ao Congresso que autorize o repasse de US$ 33 bilhões em ajuda à Ucrânia

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em pronunciamento sobre a guerra na Ucrânia

REPRODUÇÃO/ YOUTUBE – CASA BRANCA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, propôs nesta quinta-feira (28) utilizar os bens confiscados dos bilionários russos, a quem chamou de “caras malvados” para compensar a Ucrânia pelos danos provocados pela invasão das tropas de Moscou ao país. A declaração ocorreu em anúncio feito na Casa Branca.

Essa proposta, um endurecimento da posição de Washington frente a Moscou, será acompanhada de novas ajudas militares a Kiev, também anunciadas por Biden nesta quinta-feira.

O líder americano ainda pediu ao Congresso que autorize o repasse de 33 bilhões de dólares (R$ 165 bilhões) em ajuda à Ucrânia, sendo 20 bilhões de dólares (R$ 100 bilhões) em ajuda militar.

Do total, 8,5 bilhões de dólares ajudarão o governo ucraniano a responder à crise imediata”, enquanto cerca de 3 bilhões de dólares são necessários para financiar assistência humanitária e lidar com o choque global de preços de abastecimento de alimentos resultante da invasão russa

“Nós não estamos atacando a Rússia, estamos ajudando a Ucrânia a se defender da agressão que sofre. (…) Nós devemos ajudar os ucranianos a lutarem pelo seu território ou estaremos do lado das agressões russas”, apontou. O presidente ainda disse que as ações humanitárias feitas pelos EUA para ajudar os ucranianos irão continuar, como o com o envio de alimentos, água e remédios.

Biden citou um “sistema de segurança de longo prazo”, estratégia para continuar ajudando a Ucrânia contra as ameaças e agressões da Rússia. Ele garantiu que os refugiados ucrânianos são bem-vindos nos EUA e que receberão vistos de entrada.

O governo americano já concedeu mais de 3 bilhões de dólares (R$ 15 bilhões) em armamento à Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. A Casa Branca busca agora obter financiamento suficiente do Congresso para poder estender essa assistência até outubro.

Os países da União Europeia confiscaram até agora mais de 30 bilhões de dólares (R$ 150 bilhões) em ativos russos, dos quais 7 bilhões (R$ 35 bilhões) são de bens de luxo pertencentes a bilionários (iates, obras de arte, imóveis e helicópteros), disse a Casa Branca.

“Nao pertmitiremos que a Rússia intimide os países ocidentais por conta das sanções. As ameaças não irão vencer”, completou o líder americano. Para ele “a energia não é só uma commodity, mas uma arma dos russos que está sendo usada para intimidar e chantagear outras nações.”

O governo dos Estados Unidos “bloqueou barcos e aviões no valor de mais de 1 bilhão de dólares, e congelou centenas de milhões de dólares das elites russas em contas americanas”.

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O PRESIDENTE DOS EUA AFIRMA QUE APESAR DE MOSCOU ANUNCIAR RETIRADA DAS TROPAS DAS FRONTEIRAS HÁ UM RISCO ELEVADO DE INVASÃO DA UCRÂNIA POR PARTE RÚSSIA

Biden diz que risco de a Rússia invadir a Ucrânia é muito elevado

Segundo o presidente americano, Moscou não está retirando as tropas da fronteira, mas reforçando o número de militares

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

ALEX WONG / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (17) que o risco de a Rússia invadir a Ucrânia é “muito elevado”, apesar do anúncio de Moscou de mais retiradas de tropas da fronteira.

A ameaça é “muito alta, porque eles não retiraram nenhuma de suas tropas. Eles moveram mais tropas”, disse Biden a repórteres na Casa Branca.

“Temos motivos para acreditar que eles estão fazendo uma operação de pretexto para ter uma desculpa para entrar.”

“Todas as indicações que temos são de que eles estão preparados para entrar na Ucrânia, atacar a Ucrânia”, insistiu.

“Minha percepção é que isso vai acontecer nos próximos dias.”

Biden disse que ainda não leu uma nova resposta escrita do presidente russo, Vladimir Putin, às propostas dos EUA para uma saída diplomática da crise.

As forças militares russas cercaram grande parte das fronteiras da Ucrânia como parte de uma tentativa de derrubar as políticas pró-ocidentais do país, incluindo seu objetivo de longo prazo de ingressar na Otan.

No entanto, disse que não tem planos de ligar para o presidente russo.

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OTAN ACREDITA QUE HÁ ESPAÇO PARA OTIMISMO PRUDENTE E SINAIS DA PARTE DE MOSCOU EM MANTER ESFORÇOS DIPLOMÁTICOS

Otan expressa “otimismo prudente” sobre Ucrânia após anúncio russo de retirada parcial de tropas

Secretário-geral da aliança militar afirma que ainda não há sinais concretos de desescalada da tensão na fronteira ucraniana

Militares russos durante exercícios na cordilheira de Kuzminsky, na região sul de RostovMilitares russos durante exercícios na cordilheira de Kuzminsky, na região sul de Rostov
SERGEY PIVOVAROV/REUTERS – 26.01.2022

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou nesta terça-feira (15) que a Rússia está dando a entender que deseja dialogar, o que gera um “otimismo prudente”, mas destacou que ainda não há sinais concretos de desescalada na fronteira com a Ucrânia.

“Acreditamos que há espaço para um otimismo prudente, há sinais da parte de Moscou sobre seu interesse em manter os esforços diplomáticos”, disse Stoltenberg, para quem a transferência de tropas russas da fronteira não representa uma desescalada real.

Mais cedo, a Rússia anunciou a retirada parcial das tropas estacionadas nas proximidades da fronteira com a Ucrânia.

Em uma entrevista coletiva em Bruxelas, Stoltenberg explicou que as tropas russas deixaram na área equipamentos pesados e infraestrutura militar, e que isso permitiria um rápido retorno das tropas às proximidades da fronteira.

Dessa maneira, o secretário-geral da Otan acrescentou que “até agora não vimos uma desescalada, nem vimos sinais de redução da presença militar da Rússia nas fronteiras da Ucrânia”.

“Vamos continuar monitorando e acompanhando de perto tudo que a Rússia está fazendo”, disse.

A decisão da Rússia de concentrar quase 100 mil soldados e equipamento bélico nas fronteiras do país com a Ucrânia, no fim de 2021, provocou muita preocupação sobre uma possível invasão do território ucraniano.

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EM APOIO A OTAN OS EUA ENVIARÃO 3.000 SOLDADOS AO LESTE EUROPEU

EUA enviarão 3.000 soldados ao Leste Europeu, em apoio à Otan

Governo americano nega que movimentação de tropas seja para um eventual conflito entre Rússia e Ucrânia

INTERNACIONAL

por AFP

Cerca de 1.000 soldados americanos que estão na Alemanha irão para a Romênia

ALUN THOMAS / DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA VIA AFP – 31.1.2022

Os Estados Unidos enviarão 3.000 militares a vários países da Europa Oriental em apoio às forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), informou a imprensa americana nesta quarta-feira (2), citando funcionários do governo não identificados.

“Segundo as instruções do presidente e de acordo com as recomendações do secretário [da Defesa, Lloyd] Austin, o departamento vai reposicionar mais ao leste algumas unidades estacionadas na Europa”, afirmou um dos funcionários.

“Essas forças não vão lutar na Ucrânia”, enfatizou. “Esses movimentos não são permanentes. Respondem às circunstâncias atuais.”

Desse total, cerca de 1.000 soldados serão transferidos da Alemanha para a Romênia e outros 2.000 partirão da grande base americana de Fort Bragg, na Carolina do Norte, para a Alemanha e a Polônia, acrescentaram as mesmas fontes.

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INSTALAÇÕES ESTRATÉGICA DO CAZAQUISTÃO ESTÃO SENDO PROTEGIDAS POR TROPAS LIDERADAS PELA RÚSSIA, APÓS ONDA DE PROTESTOS NO PAÍS

Cazaquistão promete eliminar ‘terroristas’ após onda de protestos

Autoridades afirmam que tropas da aliança militar liderada pela Rússia estão protegendo instalações estratégicas do país

INTERNACIONAL 

por Reuters

EM 09/01/2022 – 19H11

Ao menos 164 pessoas morreram durante protestos

ABDUAZIZ MADYAROV/AFP – 05.01.2022

As autoridades do Cazaquistão disseram, neste domingo (9), que a situação no país já está se estabilizando, após o período de maior agitação política em 30 anos de independência, e que tropas da aliança militar liderada pela Rússia estão protegendo instalações estratégicas da nação.

Oficiais de segurança afirmaram ao presidente Kassym-Jomart Tokayev que seguem as operações de “limpeza” no país, uma ex-república soviética da Ásia Central que faz fronteira com a Rússia e a China e tem na produção de petróleo seu carro-chefe.

Milhares de pessoas foram detidas e prédios públicos foram incendiados durante protestos em massa contra o governo na semana passada. Tokayev emitiu ordens de atirar para matar e assim acabar com os distúrbios, causados por “bandidos” e “terroristas”, segundo ele.o prévi

O canal de TV estatal Khabar 24 disse que 164 pessoas foram mortas, informaram as agências de notícias Tass e Sputnik. Mas o Ministério da Saúde não confirmou as informações, alegando ser assunto de polícia. Já as forças policiais disseram à Reuters que o ministério deve ser consultado.

A convite de Tokayev, a CSTO (Organização do Tratado de Segurança Coletiva), liderada pela Rússia, enviou tropas para restaurar a ordem, uma intervenção que ocorre em meio a um momento de alta tensão nas relações entre Rússia e EUA, às vésperas das negociações entre esses dois países a respeito da crise na Ucrânia.

“Uma série de instalações estratégicas agora estão sob proteção do contingente de manutenção da paz dos Estados-membros da CSTO”, disse o gabinete presidencial, detalhando o briefing de segurança emitido por Tokayev

Fonte: R7

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ACONTECERAM NOVOS CONFRONTOS NO CAZAQUISTÃO APÓS CHEGADA DE TROPAS LIDERADAS PELA RÚSSIA

Cazaquistão tem novos combates após chegada de tropas russas

Após dia de distúrbios contra o governo, que já deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos, conflito recomeçou

Dezenas de carros foram incendiados em um estacionamento em Almaty

ALEXANDER BOGDANOV / AFP – 6.1.2022

Novos confrontos aconteceram nesta quinta-feira (6) em Almaty, a principal cidade do Cazaquistão, após a chegada de tropas lideradas pela Rússia para ajudar o governo a acabar com os distúrbios, que já deixam dezenas de mortos e centenas de feridos.

Rajadas de tiros puderam ser ouvidas na zona central da cidade, no dia seguinte a um surto de violência, com prédios do governo incendiados e saques de lojas, informou um jornalista da AFP.

Polícia mata dezenas de manifestantes no Cazaquistão

A mobilização começou a se espalhar no domingo por várias províncias deste país da Ásia central pelo aumento dos preços do gás e chegou a Almaty.

Uma manifestante de 58 anos, que pediu anonimato, disse que houve confrontos perto da residência presidencial entre os manifestantes e a polícia, que disparava munição real. “Vimos pessoas mortas”, contou à AFP.

Governo busca soluções

Segundo contas oficiais, mais de 1.000 pessoas ficaram feridas nos distúrbios e cerca de 400 estão hospitalizadas, 62 delas na UTI.

De acordo com o governo, citado por agências russas, 18 membros das forças de segurança morreram, dois deles encontrados decapitados e 748 ficaram feridos.

O presidente do Cazaquistão, Kassym Jomart Tokayev, pediu ajuda para combater o que classificou como uma revolta de “grupos terroristas”, que acusou terem recebido “treinamento no exterior”.

A vizinha Rússia e seus aliados da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) anunciaram o envio ao Cazaquistão do primeiro contingente de uma “força coletiva de manutenção da paz” e os primeiros soldados chegaram ao destino nesta quinta.

Para tentar amenizar a crise, o governo anunciou que imporia um limite aos preços do combustível, que estará em vigor por 80 dias para “estabilizar a situação socioeconômica”.

Esta é a maior mobilização em décadas neste país que foi governado de 1989 até 2019 por Nursultán Nazarbáyev, considerado o mentor do atual presidente.

Tokayev tentou acalmar a situação anunciando a renúncia do gabinete, sem nenhum efeito.

Comunicações são limitadas

Para controlar a situação, o governo impôs um toque de recolher e declarou estado de emergência.

No entanto, não existe um panorama completo da situação, já que há complicações nas comunicações, um bloqueio dos sinais de celulares, cortes da internet e de vários serviços de troca de mensagens.

A porta-voz do Banco Central, Oljassa Ramazanova, anunciou a suspensão do trabalho de todas as instituições financeiras do país, .

Os aeroportos de Almaty, das cidades de Aktobe e Aktau e da capital Nursultán não estavam funcionando hoje após o cancelamento dos voos no dia anterior.

Como consequência do caos, o preço do urânio, do qual o Cazaquistão é um dos principais produtores mundiais, subiu bruscamente, enquanto os preços das empresas nacionais despencaram na bolsa de Londres.

O país também é um centro de exploração de bitcoins, uma atividade que também está sofrendo uma forte queda.

O ex-presidente Nursultán Nazarbáyev, de 81 anos, é alvo de parte da indignação dos manifestantes e em muitos protestos escuta-se o slogan “Fora velho!”, em referência à sua influência na política.

EUA pedem solução ‘pacífica’

A União Europeia (UE) expressou sua “preocupação” pela situação e os Estados Unidos pediram uma solução “pacífica”.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, alertou as tropas russas enviadas ao Cazaquistão para que não tentem tomar o controle das instituições do país, afirmando que o mundo estará atento para qualquer violação dos direitos humanos.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu a todas as partes para “se absterem da violência”.

O Cazaquistão, um país onde há pouca tolerância à oposição, é um aliado-chave da Rússia, mas também busca ter relações fluidas com o Ocidente e a China.

Para o líder da oposição cazaque com base na França, Mukhtar Ablyazov, o regime cazaque se aproxima do fim.

“Acho que é o fim do regime, a questão é quanto tempo vai demorar”, disse. “Pode durar mais um ano, mas tudo pode mudar em duas semanas”, refletiu Ablyazov durante uma entrevista em Paris para a AFP.

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VÍNCULO DO TALIBÃS COM AL-QAEDA CAUSA PREOCUPAÇÃO E GENERAIS DOS EUA ACONSELHAM A PERMANÊNCIA DE TROPAS PARA FORTALECER GOVERNO AFEGÃO

EUA: Generais dizem que sugeriram permanência no Afeganistão

Militares do alto escalão das Forças Armadas americanas teriam aconselhado a manutenção de 2.500 soldados no país

INTERNACIONAL

 por AFP

Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)POOL/GETTY IMAGES NORTH AAMMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 28.9.2021

Generais do mais alto escalão das Forças Armadas dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira (28) que aconselharam a manutenção de tropas no Afeganistão para fortalecer o governo afegão e manifestaram preocupação quanto à possibilidade da continuidade do vínculo entre os talibãs e a organização jihadista Al-Qaeda.

O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, e o general Kenneth McKenzie, que lidera o Comando Central dos Estados Unidos que abrange o Afeganistão, disseram que tinham recomendado pessoalmente a manutenção de aproximadamente 2.500 soldados americanos no país asiático.

O presidente Joe Biden ordenou, em abril, a retirada completa das forças americanas do Afeganistão antes de 11 de setembro, mantendo o estabelecido no acordo alcançado com os talibãs por seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump.

Milley, McKenzie e o secretário de Defesa, Lloyd Austin, falaram nesta terça na Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o fim da mobilização de tropas americanas no Afeganistão.

Ao ser questionado se a retirada dos militares e a evacuação caótica de civis em Cabul tinham prejudicado a imagem internacional dos Estados Unidos, Milley disse que aliados e adversários estavam revisando “intensamente” a credibilidade da Casa Branca.

“Creio que ‘prejuízo’ é uma palavra que poderia ser utilizada”, afirmou o militar.

Milley ressaltou que os talibãs “eram e continuam sendo uma organização terrorista, e que ainda não romperam completamente os laços com a Al-Qaeda”, a rede que usou o Afeganistão como base para planejar os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.

“Resta saber se os talibãs conseguirão ou não consolidar o poder, ou se o país se fragmentará novamente em uma guerra civil”, disse Milley. “Contudo, devemos continuar protegendo o povo americano dos ataques terroristas que possam surgir do Afeganistão”, afirmou.

“Uma rede Al-Qaeda ou um grupo Estado Islâmico reconstituídos com aspirações de atacar os Estados Unidos é uma possibilidade muito real”, advertiu o general aos senadores, apesar de admitir que ainda “é muito cedo para determinar a sua capacidade”.

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PRIMEIRA CAPITAL DE PROVÍNCIA DO AFEGANISTÃO É TOMADA PELO TALIBÃS

Talibãs tomam sua primeira capital de província do Afeganistão

Governo afegão luta para evitar que o grupo terrorista domine cidades após retirada de tropas estrangeiras do país

INTERNACIONAL

por AFP

Tomada de capital acontece após saída de tropas estrangeiras do país

AREF KARIMI / AFPTV / AFP

Os talibãs tomaram, nesta sexta-feira (6), sua primeira capital de província desde que lançaram uma ofensiva coincidindo com a saída das tropas estrangeiras do Afeganistão, um grande revés para o governo, que tenta evitar que várias cidades caiam nas mãos dos insurgentes.

“A cidade de Zaranj, capital da provincia de Nimroz, foi tomada pelos talibãs”, declarou à AFP Roh Gul Khairzad, vice-governadora da província. Segundo explicou, a cidade (sudoeste do Afeganistão, perto da fronteira com o Irã) caiu “sem resistência”.

Nas redes sociais, foram publicados vídeos que mostram os insurgentes pelas ruas da cidade, entre aplausos dos moradores. A veracidade desses vídeos não foi comprovada.

Enquanto isso, em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a enviada da ONU para o Afeganistão, Deborah Lyons, pediu aos talibãs para acabarem com esses “ataques contra as cidades” e ao Conselho que lance uma advertência “inequívoca”.

Chefe de comunicação do governo assassinado

Horas antes, os talibãs reivindicaram o assassinato do chefe do Serviço de Comunicação do governo afegão, Dawa Khan Menapal, depois de alertarem que realizariam operações contra altos cargos em resposta à intensificação dos bombardeios.

O homicídio de uma das principais vozes do governo acontece depois de mais um dia de intensos combates no Afeganistão, onde a guerra atinge Cabul pela primeira vez em meses.

“Infelizmente, os brutais e selvagens terroristas cometeram um novo ato covarde e mataram um patriota afegão que resistia à propaganda inimiga (…), Dawa Khan Menapal, durante a oração de sexta-feira” na capital, declarou o porta-voz do Ministério, Mirwais Stanikzai, em mensagem enviada à imprensa pelo aplicativo WhatsApp.

O jornalista Dawa Khan Menapal era popular na pequena comunidade de imprensa de Cabul, conhecido por ridicularizar os talibãs nas redes sociais. Antes do atual cargo, havia sido porta-voz adjunto do presidente afegão, Ashraf Ghani. Os talibãs assumiram o assassinato.

“Há alguns minutos, o chefe do centro de imprensa e informação do governo de Cabul foi assassinado em um ataque especial realizado pelos mujahedines”, confirmou seu porta-voz, Zabihullah Mujahid, pelo mesmo aplicativo de mensagens.

Na quarta-feira (4), os insurgentes haviam prometido lançar novas operações de represália contra membros do alto escalão do governo.

Esta ameaça foi feita logo após de assumirem a autoria do ataque cometido na terça, também em Cabul, contra a residência do ministro da Defesa, general Bismillah Mohammadi. A ofensiva deixou pelo menos oito mortos, mas o ministro saiu ileso.

Nos últimos dias, as forças afegãs e do Exército americano lançaram vários ataques aéreos no território, na tentativa de conter o avanço dos talibãs em vários centros urbanos importantes.

Os talibãs já assumiram o controle de amplas áreas rurais e de importantes postos fronteiriços nos últimos meses, em uma ofensiva lançada após o início da retirada das forças militares estrangeiras até então estacionadas no país. A saída dessas tropas deve ser concluída até 31 de agosto.

Depois de encontrarem pouca resistência nas zonas rurais, há vários dias os talibãs dirigem suas ofensivas contra grandes centros urbanos, sitiando várias capitais de província.

“Não temos mais nada”

O governo continua mobilizando suas forças aéreas contra as posições talibãs. Nesta sexta, o ministro da Defesa garantiu que mais de 400 insurgentes foram “eliminados” nas últimas 24 horas.

Ambos os lados costumam exagerar nas baixas sofridas em batalha, divulgando balanços quase impossíveis de serem verificados de forma independente.

Embora afirme estar causando danos importantes aos talibãs, o Exército continuará a evacuar a população das capitais provinciais, nas quais seus adversários já entraram. Centenas de milhares de civis foram forçados a fugir nas últimas semanas.

Nas redes sociais, inúmeros vídeos mostram os estragos dos combates na cidade de Lashkar Gah (sul). Entre as imagens, vê uma importante área comercial em chamas.

Em um comunicado, o grupo humanitário Ação contra a Fome disse que seus escritórios foram atingidos por um “ataque aéreo” nesta cidade, esta semana, apesar de seu telhado estar sinalizado como sendo de uma ONG.

Na cidade de Herat, no oeste do país, um fluxo contínuo de moradores deixa suas casas, antecipando-se a um eventual ataque do governo às posições controladas pelos talibãs.

“Fomos todos embora”, contou Ahmad Zia, que morava na parte oeste da terceira maior cidade do Afeganistão. “Não temos mais nada e não sabemos para onde ir”, desabafou na entrevista à AFP.

Fonte: R7
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OS EUA CONTINUARÃO COM ATAQUES AÉREOS EM APOIO ÀS FORÇAS AFEGÃS CONTRA AS OFENSIVAS DO TALIBÃ

EUA planejam novos bombardeios no Afeganistão para reprimir Talibã

Retirada das tropas norte-americana permitiu que o grupo radical conseguisse dominar diversas áreas do território afegão

INTERNACIONAL

por AFP

Estados Unidos planejam seguir com ataques aéreos para combater o Talibã no AfeganistãoEstados Unidos planejam seguir com ataques aéreos para combater o Talibã no Afeganistão

MATTHEW FREEMAN/MARINHA DOS EUA/DIVULGAÇÃO VIA REUTERS

Os Estados Unidos continuarão seus ataques aéreos em apoio às forças afegãs se o Talibã continuar a ofensiva que realiza desde o início de maio, alertou neste domingo (25) o chefe das operações militares dos Estados Unidos no país.

“Os Estados Unidos intensificaram seus ataques aéreos em apoio às forças afegãs nos últimos dias e estamos prontos para continuar com esse alto nível de apoio nos próximos dias, se os talibãs continuarem seus ataques”, disse o general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central do Exército dos EUA (Centcom).

Os talibãs apreenderam grandes áreas rurais do Afeganistão durante uma ofensiva nos últimos três meses, coincidindo com o início da retirada final das forças internacionais, agora quase completa.

As forças afegãs ofereceram pouca resistência e basicamente controlam apenas as capitais provinciais e as principais estradas .

“Gostaria de ser claro, o governo do Afeganistão será submetido a testes  nos próximos dias, o Talibã está tentando tornar sua campanha irreversível. Eles estão errados”, disse o general McKenzie.

Como chefe da Centcom, que supervisiona as atividades militares dos EUA em 20 países no Oriente Médio e na Ásia Central e do Sul, McKenzie liderou operações militares no Afeganistão desde 12 de julho, quando terminou o comando do general Austin Scott Miller.

O recente avanço relâmpago dos talibãs gerou temores de que eles voltem a tomar o poder, quase 20 anos depois de serem derrubados por uma coalizão internacional – liderada pelos EUA –  devido à recusa em entregar o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, após os ataques de 11 de setembro.

Fonte: R7
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DEPOIS DE 20 ANOS TROPAS AMERICANAS DEIXARÃO O AFEGANISTÃO

Como fica o Afeganistão depois da saída das tropas dos EUA e da Otan

País foi invadido após o 11 de setembro em uma tentativa de combater o terrorismo e de estabelecer uma democracia

INTERNACIONAL 

 Giovanna Orlando, do R7

Depois de 20 anos, americanos deixarão o Afeganistão

LUCAS JACKSON/REUTERS

Há 20 anos, os Estados Unidos sofreram o pior ataque terrorista da história do país, com a derrubada das Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro. O atentado de autoria da Al-Qaeda, grupo radical árabe, deixou quase 3 mil mortos e teve um impacto direto na geopolítica mundial.

Como resultado, o governo norte-americano enviou militares para o Afeganistão, onde o líder do grupo terrorista, Osama Bin Laden, estaria escondido. A missão teve o apoio da ONU e dos países que fazem parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em 2011, o extremista foi capturado e morto, mas as Forças Armadas dos EUA continuaram ocupando o país.

Além da missão de eliminar o líder da Al-Qaeda, havia também o objetivo de instaurar a democracia no país, que enfrentava uma guerra civil contra o grupo Talibã, formado por fundamentalistas religiosos adeptos de uma leitura radical do Alcorão, o livro sagrado do Islã.

Agora, em 2021, o presidente Joe Biden anunciou a retirada de todas as tropas que atuam em território afegão. A saída dos norte-americanos e dos europeus já começou e a Base de Bagram, um dos principais centros operacionais da missão já foi entregue.

A situação no Afeganistão nunca foi simples e anos de ocupação e intervenções internacionais não mitigaram os problemas políticos, econômicos e sociais. A questão agora é: com a saída das tropas internacionais, como fica a situação do Afeganistão?

A criação do talibã

O talibã é um grupo fundamentalista religioso fundado nos anos 90 que defende a visão e leitura mais radical e fiel do Alcorão. Para eles, a sociedade deve viver da forma que foi ensinada pelo profeta Maomé e que se afasta dos princípios ocidentais e mais progressistas, como a igualdade entre homens e mulheres, direitos humanos e liberdade de expressão.

“Em sua fundação, o talibã teve o apoio do exército paquistanês, que queria restabelecer a ordem no Afeganistão e controlar o fluxo de imigrantes que chegava no país”, explica o professor de Relações Internacionais da ESPM, Gunther Rudzit.

O grupo conseguiu o controle em boa parte do território afegão, principalmente na região sul, e buscava o controle total do país para garantir que a sociedade fosse regida a partir das leis islâmicas.

Nos anos 90, os religiosos encontraram outro grupo que compartilhava a mesma doutrina, a Al-Qaeda, e se aproximou dos terroristas. “Durante a caçada dos americanos, o talibã foi acusado de ajudar a proteger Bin Laden e entrou no radar de grupos perigosos para os Estados Unidos”, diz o professor de Relações Internacionais da FGV, Leonardo Paz.

Depois de se instalar no Afeganistão, os Estados Unidos começaram a articular uma forma de instaurar uma democracia, com eleições populares, um governo central estável e alguma forma de desenvolvimento na região.

“Existe a filosofia política nos Estados Unidos naquela época de que o mundo seria mais seguro se todos os países fossem democracias”, diz Paz. “Uma maneira de estabilizar o Oriente Médio é fazendo com que os governos autoritários se tornassem democráticos. Eles derrubaram os governos e construíram novos que eram a imagem de uma democracia ocidental.”

O problema é que esses governos são frágeis e nem todo o país segue as normas democráticas. Mesmo com a presença dos americanos e europeus no território, o talibã e o radicalismo religioso nunca deixaram de existir.

“Eles subestimaram dramaticamente a capacidade de criar uma democracia em um país que nunca teve isso”, diz Paz. “A democracia não está funcionando bem, tem problemas de corrupção, estruturas, conflitos, tem uma guerra civil no país. Como você deixa um país nessa situação?”

Depois da morte de Bin Laden, o governo norte-americano não sinalizou que deixaria o Afeganistão. Por anos, tentaram negociar termos de rendição e paz com o talibã, mas sem sucesso.

Antes de ser presidente, Joe Biden foi vice de Barack Obama e visitou o Afeganistão para avaliar a situação local. Na visita, ele constatou que o problema era maior do que os norte-americanos podiam lidar, porém, os militares convenceram tanto a gestão de Obama quanto a gestão de Donald Trump da necessidade de continuar na região.

“Os militares não queriam que parecesse que eles estavam abandonando o país e que perderam a guerra, como foi no Vietnã”, explica Rudzit.

Com a chegada de Biden ao poder, uma data foi firmada e a retirada das tropas se tornou real. O prazo estabelecido foi até o dia 11 de setembro deste ano, data em que se completam 20 anos do ataque às Torres Gêmeas.

“O Biden percebeu, com a sua experiência em Washington no comitê das Forças Armadas e como vice-presidente, que um acordo nunca seria alcançado”, diz o professor da ESPM.

A tomada do controle

Desde que os EUA começaram a deixar o Afeganistão, o talibã vem conquistando partes significativas do território. O governo de Cabul, eleito com a intervenção internacional, pode não sobreviver e cair, deixando o país na mão dos religiosos fundamentalistas.

“Na visão ocidental, o pior cenário é o talibã controlar o país inteiro”, afirma Rudzit.

Enquanto o resto do mundo pode rejeitar o governo talibã, o país pode passar por um período de estabilidade interna, com menos grupos guerrilheiros surgindo e uma trégua na guerra civil. O grande problema é o retrocesso nos direitos humanos, das mulheres e grupos minoritários.

Segundo agências russas, um representante do talibã afirmou que o grupo rebelde já controla 90% das fronteiras do Afeganistão. O grupo se apodera de territórios rurais vastos, postos fronteiriços importantes e cercam as grandes cidades, controladas pelo governo.

Apesar dos avanços, o presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Mark Milley, disse que a vitória dos religiosos está longe de ser certa. O talibã não controla ainda nenhuma das cidades importantes, onde a maior parte da população vive.

O presidente dos EUA, Joe Biden, também disse que a tomada do poder pelo Talibã “não é inevitável”.

Fonte: R7
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TALIBÃ ASSUME GRANDE PARTE DO TERRITÓRIO AFEGÃO COINCIDINDO COM A RETIRADA DAS TROPAS ESTRANGEIRAS

Avanço dos talibãs no Afeganistão gera preocupação internacional

Após saída das tropas americanas, houve avanço do grupo radical; Índia evacua os funcionários do consulado

INTERNACIONAL

Da AFP

Militantes do Talibã no Afeganistão: avanço preocupa comunidade internacional

GHULAMULLAN HABIBI / EFE-EPA – 6.2.2020

Um sistema de defesa capaz de interceptar foguetes e mísseis foi implantado no aeroporto de Cabul, a rota de saída para os estrangeiros no Afeganistão, mais um sinal da preocupação com o avanço do Talibã, que também se traduz na evacuação, pela Índia, de seus funcionários de um consulado.

O Talibã assumiu o controle de grandes porções do território afegão nos últimos dois meses, durante uma ofensiva coincidindo com a retirada final das tropas estrangeiras no Afeganistão. Privadas do apoio aéreo americano, as forças afegãs oferecem pouca resistência.

Atualmente, as forças afegãs só controlam as estradas principais e as capitais provinciais, várias das quais estão cercadas pelos insurgentes, aumentando o temor de que ataquem em breve Cabul ou seu aeroporto.

Vários distritos nas províncias vizinhas de Cabul, localizadas em um raio de 100 km da capital, caíram nas mãos do Talibã.

“O sistema de defesa aérea recém-instalado está operacional em Cabul desde as 2h00 deste domingo”, informou o ministério do Interior afegão. “Esse sistema se mostrou útil em todo o mundo para repelir ataques de mísseis e foguetes”, acrescentou.

O ministério não forneceu detalhes sobre o tipo de sistema implantado ou sua localização. Mas seu porta-voz, Tariq Arian, disse à AFP que o sistema foi instalado no aeroporto de Cabul para proteger apenas as instalações do aeroporto.

O sistema de defesa aérea “nos foi dado por nossos amigos estrangeiros. É uma tecnologia muito complicada. No momento, nossos amigos estrangeiros estão fazendo com que funcione enquanto adquirimos o conhecimento para usá-lo”, declarou Omar Shinwari, porta-voz das forças de segurança afegãs, sem especificar qual o país doou o material.

Durante seus 20 anos de presença no Afeganistão, o Exército americano implantou em suas bases diversos sistemas C-RAM (contra-foguetes, artilharia e morteiros), capazes de detectar e destruir projéteis. Este tipo de sistema foi implantado em particular na enorme base de Bagram, 50 km ao norte de Cabul, devolvida no início de julho às forças afegãs.

Diplomatas evacuados

O Talibã lançou, em diversas ocasiões, ataques com foguetes e morteiros contra o governo ou as forças estrangeiras, enquanto o grupo rival Estado Islâmico (EI) realizou um ataque do tipo em Cabul em 2020.

A Turquia se comprometeu a garantir a segurança do aeroporto de Cabul quando todas as tropas americanas e da OTAN deixarem o país, prazo previsto para 31 de agosto.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan indicou na sexta-feira que Ancara e Washington concordaram com as “modalidades” do esquema.

Preocupada com os combates perto de Kandahar, a Índia anunciou que evacuou os funcionários indianos de seu consulado na grande cidade no sul do Afeganistão.

A província de Kandahar, local de nascimento e fortaleza histórica do Talibã, tem sido palco de intensos combates recentemente. Os insurgentes tomaram o distrito-chave de Panjwai, a cerca de 15 km da cidade de Kandahar no início de julho, e na sexta-feira atacaram uma prisão nos arredores da capital provincial antes de serem repelidos.

“O Consulado Geral da Índia (em Kandahar) não foi fechado. No entanto, devido aos intensos combates perto da cidade de Kandahar, sua equipe indiana foi retirada por enquanto”, disse o ministério das Relações Exteriores da Índia. “Esta é uma medida puramente temporária, até que a situação se estabilize. O consulado continua a funcionar graças ao seu pessoal local”, garantiu.

De acordo com uma fonte de segurança em Cabul, cerca de cinquenta indianos da equipe do consulado, incluindo seis diplomatas, foram evacuados de Kandahar, sem informações sobre seu destino, Cabul ou Nova Delhi.

Nos últimos dias, devido aos combates no norte do Afeganistão, a Rússia fechou seu consulado em Mazar-i-Sharif, capital da província de Balkh e um dos principais centros urbanos afegãos, próximo à fronteira com o Afeganistão.

Pequim aconselhou recentemente seus cidadãos a deixarem o país e evacuou 210 deles no início de julho.

Neste domingo, o porta-voz das forças de segurança afegãs tentou tranquilizar, negando que o Talibã controle 85% do território afegão, como afirma.

“Isso não é verdade. Os combates continuam na maioria das áreas” que o Talibã afirma controlar, disse Shinwari.

Fonte: R7
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SEGUNDO BIDEN, GOVERNO DO AFEGANISTÃO TEM CAPACIDADE PARA SE SUSTENTAR APÓS RETIRADA DOS SOLDADOS AMERICANOS

Biden acredita que governo afegão se sustentará após saída dos EUA

Autoridades dos dois países temem um avanço do grupo Talibã após retirada das tropas norte-americanas

INTERNACIONAL

Da EFE

Autoridades dos dois países teme ofensivas do grupo Talibã nos próximos meses

FE/EPA/SAMUEL CORUM

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (2) que o governo do Afeganistão tem capacidade para se sustentar após a retirada dos soldados americanos de seu território, apesar da ameaça do Talibã.

Biden foi questionado sobre a retirada dos EUA no final de um discurso na Casa Branca sobre o desemprego e horas depois de saber que as forças dos EUA haviam transferido o controle da base aérea de Bagram, sua principal instalação militar no Afeganistão, para as autoridades afegãs.

“Reunimo-nos com o governo afegão aqui na Casa Branca, no Salão Oval, creio que eles têm capacidade para manter o governo”, declarou o presidente americano, que lembrou que as forças armadas do seu país ficaram destacadas em solo afegão por 20 anos.

Por outro lado, expressou preocupação com o fato de as autoridades afegãs terem de lidar com uma série de questões internas e ressaltou que precisam gerar apoio em nível nacional para sustentar o governo.

Biden também foi questionado se os EUA fornecerão assistência para proteger a capital afegã diante das previsões de que ela pode cair nas mãos do Talibã nos próximos seis meses, ao que respondeu que seu país planejou “um capacidade de longo prazo que poderia agregar valor”

Ainda assim, enfatizou que “os afegãos terão que ser capazes de fazer isso sozinhos com a Força Aérea que têm” e que os EUA estão ajudando a manter.

A retirada dos soldados americanos começou em 1º de maio e deve ser concluída até 11 de setembro, por ocasião do 20º aniversário dos ataques terroristas contra os EUA.

As forças americanas e da OTAN têm evacuado gradualmente todas as suas bases no país, deixando para o fim suas principais fortificações, como a base de Bagram, entregue esta sexta-feira, e a base de Cabul, que ainda abriga as tropas da Aliança Atlântica.

Biden destacou nesta sexta-feira que a retirada das forças americanas está ocorrendo de acordo com o planejado e que não será totalmente concluída nos próximos dias, embora queira ter certeza de que haverá tempo suficiente para concluí-la até setembro.

Nesse sentido, explicou que algumas tropas americanas continuarão no país asiático em setembro dentro do processo de “redução racional” com os aliados.

Depois de ser questionado três vezes por jornalistas sobre o Afeganistão, Biden ficou exasperado e disse: “Não vou responder a mais perguntas sobre o Afeganistão”.

Em seguida, visivelmente irritado, acrescentou: “Olhem, é 4 de julho… Este é um fim de semana de feriado, vou comemorá-lo, temos coisas importantes acontecendo”.

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PRESIDENTE AFEGÃO E O PRINCIPAL NEGOCIADOR DO GOVERNO COM OS TALIBÃS VISITARÃO A CASA BRANCA AINDA EM JUNHO

Presidente afegão e negociador do talibã visitarão Casa Branca

 Estados Unidos planejam retirar todas as suas forças do país árabe até 11 de setembro de 2021

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidente afegão Ashraf Ghani visitará a Casa Branca em 25 de junho

WAKIL KOHSAR/AFP – 19.11.2020

O presidente afegão Ashraf Ghani e o principal negociador do governo nas negociações com os talibãs, Abdullah Abdullah, visitarão a Casa Branca em 25 de junho, anunciou neste domingo (20) a porta-voz de Joe Biden, Jen Psaki.

“A visita do presidente Ghani e do Dr. Abdullah destacará a parceria duradoura entre Estados Unidos e Afeganistão, enquanto a retirada militar continua”, disse Psaki em um comunicado.

Os Estados Unidos planejam retirar todas as suas forças do Afeganistão até 11 de setembro de 2021. Esses ataques levaram Washington a derrubar o regime do Talibã, lar dos extremistas do Al-Qaeda que realizaram os ataques nos Estados Unidos.

Desde o anúncio, as operações de retirada se aceleraram e já foram concluídas em mais de 50%.

Mas ainda existem pontos de tensão, especialmente em relação ao destino de cerca de 18.000 afegãos que trabalharam com as forças americanas, alguns como intérpretes, que esperam obter vistos de imigração para os Estados Unidos por medo de retaliação se o Talibã voltar ao poder.

O governo Biden não considera necessário evacuar esse pessoal neste momento, e promove a concessão de vistos especiais, embora o Pentágono tenha indicado há várias semanas que está se preparando para uma evacuação em massa.

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PENTÁGONO INFORMOU QUE ESTÁ REDUZINDO TROPAS E UNIDADES DE DEFESA AÉREA ENVIADAS AO ARIENTE MÉDIO

EUA reduzem tropas e baterias antimísseis no Oriente Médio

Segundo comandante, a decisão foi tomada em coordenação com as nações onde o exército norte-americano está atuando

INTERNACIONAL

por AFP

Soldados do exército norte-americano

FADEL SENNA / AFP

O Pentágono informou nesta sexta-feira (18) que está reduzindo o número de tropas e unidades de defesa aérea enviadas ao Oriente Médio, confirmando uma informação do The Wall Street Journal sobre a realocação de oito baterias antimísseis terra-ar Patriot para fora da região.

“Esta decisão foi tomada em estreita coordenação com as nações anfitriãs e com a intenção de preservar nossa capacidade de cumprir nossos compromissos de segurança”, declarou a porta-voz do Pentágono, a comandante Jessica McNulty, por mensagem.

McNulty disse que algumas das unidades estavam sendo transferidas para outros países e algumas irã voltar aos Estados Unidos para manutenção. Ela não revelou para onde as unidades transferidas estavam sendo enviadas.

A mudança ocorre em um momento em que o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, busca aliviar as tensões com o Irã, após uma escalada perigosa em 2019 que resultou no aumento da presença militar americana em toda a região.

O Wall Street Journal disse que as baterias antimísseis Patriot estavam sendo retiradas do Iraque, Kuwait, Jordânia e Arábia Saudita, e que um sistema antimísseis separado, chamado THAAD, também estava sendo enviado à Arábia Saudita.

Cada bateria requer centenas de soldados e civis para operá-la e dar suporte.

“Mantemos uma posição forte de força na região apropriada à ameaça e estamos convencidos de que essas mudanças não afetam negativamente nossos interesses de segurança nacional”, declarou McNulty.

As forças americanas estão ajustando rapidamente sua presença global à medida que se retiram do Afeganistão, enxergando atualmente uma maior ameaça da China na região da Ásia-Pacífico.

O Pentágono também reduziu sua presença de tropas no Iraque no ano passado para 2.500 soldados, apoiando as forças iraquianas em sua luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

O Irã ainda é visto como uma grande ameaça no Oriente Médio, mas o governo Biden está em negociações para restaurar o acordo nuclear com Teerã e buscar impedir seu desenvolvimento para uso potencial de armas.

Fonte: R7
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GOVERNADOR DE MANAUS PEDE REFORÇO DA FORÇA NACIONAL PARA RESTABELECER A PAZ APÓS ATAQUES DE CRIMINOSOS NA CAPITAL

Ministro da Justiça anuncia envio da Força Nacional a Manaus após ataques

A pedido do governador Wilson Lima (PSC), reforço do efetivo será enviado pelo governo federal após incêndios a ônibus, viaturas e ambulâncias na cidade

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 07 de junho de 2021 às 21:27

Ministro da Justiça anuncia envio da Força Nacional a Manaus após ataques

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, anunciou nesta segunda-feira (7) o envio de tropas da Força Nacional para Manaus após ataques criminosos com incêndios em ônibus, viaturas e ambulâncias na última madrugada.

Segundo Torres afirmou em uma rede social, o uso das tropas da Força Nacional foi pedido pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e visa “ajudar no restabelecimento da paz e da ordem na capital do estado”.

Até o momento, as forças policiais no estado prenderam 31 pessoas suspeitas de envolvimento com os ataques.

Os moradores de Manaus estavam sem transporte público na manhã desta segunda-feira (7). De acordo com o governo estadual, a onda de violência foi ordenada dentro de um presídio após a morte de um traficante.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Louismar Bonates, afirmou à imprensa que entre os presos estão alguns dos líderes que comandavam os ataques. Nas ações, duas armas de fogo foram apreendidas, entre elas uma metralhadora.

Para manter a situação controlada, mais de 40 barreiras de fiscalização foram montadas em toda a cidade para abordagens e vistorias de veículos. “O objetivo é vistoriar os carros para verificar se não estão levando combustível ou alguma arma de fogo. Um dos objetivos e determinação do governador Wilson Lima é que essas ações da polícia cheguem ao interior do estado”, disse Bonates.

A visita a presídios está suspensa por tempo indeterminado justamente por conta da situação. O presidente da Assembleia Legislativa do estado, Roberto Cidade, enviou um ofício no domingo (6) à presidência da República para pedir intervenção das Forças Armadas em Manaus.

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OS EUA ENVIARÃO REFORÇOS TEMPORÁRIOS AO AFEGANISTÃO PARA RETIRADA DAS FORÇAS DE COALIZÃO

EUA enviarão reforços para garantir saída de tropas do Afeganistão

Operação logística para a retirada de soldados norte-americanos e da Otan do país deve durar cerca de 3 meses

INTERNACIONAL

 Da AFP

Comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio, general Kenneth McKenzie

PHIL STEWART/REUTERS – 09.07.2019

Os Estados Unidos enviarão reforços temporários ao Afeganistão para proteger a retirada das forças da coalizão internacional, informou nesta quinta-feira (22) o comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio, general Kenneth McKenzie, ante uma comissão do Senado americano.

Cerca de 2,5 mil soldados americanos, além de mais de 16 mil contratistas civis e suas equipes, deixarão o Afeganistão. A eles se somam a cerca de 7 mil soldados da Otan, que dependem dos militares americanos para o transporte de tropas e equipamentos. Essa grande e delicada operação de logística requer ao menos três meses para que os militares a concluam de forma ordenada e segura.

McKenzie reconheceu que o talibã é mais numeroso atualmente do que em 2011, e estimou suas fileiras em 50 mil combatentes. Também afirmou que os rebeldes controlam hoje uma parte maior do território afegão do que há 10 anos.

Fonte: R7
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SECRETÁRIO DE ESTADO AMERICANO CHEGA AO AFEGANISTÃO PARA APRESENTAR PLANO DE RETIRADA DE TODAS AS TROPAS DO PAÍS

Secretário de Estado dos EUA vai ao Afeganistão discutir saída de tropas

Viagem não estava na agenda oficial de chefe da diplomacia norte-americana e acontece um dia após anúncio de Joe Biden

INTERNACIONAL

 Do R7

Secretário de Estado americano, Antony Blinken, em visita oficial ao Afeganistão

AFGHAN PRESIDENTIAL PALACE / AFP

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, chegou nesta quinta-feira (15) ao Afeganistão para uma visita surpresa, durante a qual apresentará o plano do governo Joe Biden de retirada de todas as tropas do país até 11 de setembro, quando os atentados de 2001 completam 20 anos.

A viagem, que não estava na agenda oficial, acontece um dia depois do anúncio do presidente dos Estados Unidos sobre a retirada de tropas, que acontecerá quatro meses depois da data limite de 1º de maio estabelecida pelo acordo do ex-presidente Donald Trump com os talibãs em fevereiro de 2020.

Blinken se reuniu com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e comandantes militares americanos no Afeganistão para debater o anúncio de Biden de que chegou o momento de “acabar com a guerra mais longa dos Estados Unidos”, que começou em 2001.

“Quero demonstrar com minha visita que permanece em vigor o compromisso dos Estados Unidos com a República Islâmica e o povo do Afeganistão”, afirmou o secretário de Estado após a reunião com o presidente afegão.

“A aliança está mudando, mas a aliança persiste”, completou.

Durante outra reunião com o primeiro-ministro Abdallah Abdallah, que lidera a delegação afegã nas negociações de paz com os talibãs, Blinken disse que “começa um novo capítulo que estamos escrevendo juntos”.

Washington mantém 2.500 soldados no Afeganistão, que integram a missão da Otan no país da Ásia Central.

Antes do encontro com Ghani, Blinken se reuniu na embaixada dos Estados Unidos em Cabul com vários comandantes militares americanos.

“O que vocês e seus antecessores fizeram nos últimos 20 anos é realmente extraordinário”, afirmou o chefe da diplomacia.

A notícia da retirada das tropas americanas gerou certa surpresa no Afeganistão e muitos analistas acreditam que pode levar o país a uma nova guerra civil ou permitir o retorno ao poder dos talibãs, que foram derrubados no fim de 2001.

“Podemos perder tudo pelo que trabalhamos e lutamos juntos durante os últimos 20 anos e isto pode colocar em risco a segurança de todos no Afeganistão”, lamentou Metra Mehran, ativista em Cabul dos direitos das mulheres.

Washington, no entanto, considera que chegou o momento da retirada militar, após 20 anos de guerra e 2.400 soldados mortos.

“Não podemos seguir o ciclo de estender ou expandir nossa presença militar no Afeganistão esperando criar as condições ideais para uma retirada”, afirmou Biden na quarta-feira.

Mas o adiamento da retirada em quatro meses irritou os insurgentes afegãos.

“Isto abre o caminho para os mujahedines do Emirado Islâmico para que façam ações em resposta”, afirmaram os talibãs em um comunicado divulgado após a chegada de Blinken ao Afeganistão.

O porta-voz dos insurgentes, Zabihullah Mujahid, advertiu que “se o acordo for quebrado e as forças estrangeiras fracassarem em abandonar o país na data estabelecida, isto agravará os problemas e aqueles que não respeitaram o acordo assumirão as responsabilidades”.

Os confrontos entre o exército afegão e os talibãs não param, apesar de meses de negociações de paz entre os dois lados no Catar.

Há uma década, os Estados Unidos tinham 100 mil soldados no Afeganistão. No fim da presidência Trump, o número caiu para 2,5 mil. Em fevereiro, a Otan contava com quase 10 mil soldados no país.

Fonte: R7
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EUA ACERTARAM COM O IRAQUE A RETIRADA DAS ÚLTIMAS TROPAS NO PAÍS

EUA definem retirada das últimas tropas de combate no Iraque

Militares norte-americanos foram enviados ao país do Oriente Médio para combater extremistas islâmicos

INTERNACIONAL

Da AFP

Acordo foi feito durante reunião virrtualAcordo foi feito durante reunião virrtual
AHMAD AL-RUBAYE / AFP

Os Estados Unidos acertaram, nesta quarta-feira (7), com o Iraque a retirada de todas as tropas de combate que permanecem implantadas no país para combater os extremistas islâmicos. Um pequeno contingente de treinamento, porém, continuará no país.

“As partes confirmaram que a missão dos Estados Unidos e as forças da coalizão entraram em uma transição focada no treinamento e aconselhamento, permitindo assim a redistribuição de quaisquer tropas de combate restantes no Iraque, para o qual o cronograma será estabelecido em um diálogo técnico”, anunciaram os países em um comunicado conjunto após uma reunião virtual.

O anúncio ocorre em um momento em que as forças dos EUA recebem ataques de foguetes quase diários, atribuídos a milícias paramilitares xiitas ligadas ao Irã, o que levou Biden a ordenar ataques aéreos contra acampamentos na Síria.

Mas Biden, em uma rara concordância com seu antecessor, Donald Trump, está buscando acabar com uma política conhecida como “guerras sem fim”.

Trump havia determinado uma redução do contingente no Iraque e no Afeganistão em seus últimos meses no poder e, em 15 de janeiro, as tropas americanas em cada país haviam sido reduzidas a 2.500 soldados.

O ex-presidente democrata Barack Obama ordenou a retirada de todas as tropas do país no Iraque, mas voltou a enviar tropas após a brutal ofensiva do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

De acordo com o comunicado conjunto, “a transição das forças dos Estados Unidos e outros contingentes internacionais das operações de combate para treinamento, equipamento e assistência às Forças de Segurança Iraquianas reflete o sucesso desta parceria estratégica”.

O Iraque prometeu proteger as bases com pessoal americano que, segundo Washington, está presente “apenas como um apoio aos esforços do Iraque para combater o EI”.

Fonte: R7
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