PRIMEIRO-MINISTRO BRITÂNICO ENFRENTA UMA NOVA DOR DE CABEÇA POLÍTICA

Governo de Boris Johnson enfrenta novo escândalo sexual

Integrante do Partido Conservador, o mesmo do primeiro-ministro, é acusado de apalpar dois homens quando estava bêbado

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em reunião da Otan, nesta quinta (30)

GABRIEL BOUYS/AFP – 30.06.2022

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, enfrenta uma nova dor de cabeça política nesta sexta-feira (1), após a renúncia de um importante membro do Partido Conservador acusado de assediar dois homens quando estava bêbado.

Chris Pincher, responsável pela disciplina de voto parlamentar dos deputados conservadores, renunciou depois das acusações de que apalpou dois homens, um novo escândalo político para o chefe de Governo já enfraquecido.

Na carta de renúncia, com data de quinta-feira (30), Pincher afirma que deixa o cargo depois de beber “demais” e “envergonhar a mim e a outras pessoas” na noite anterior.De acordo com a imprensa britânica, o deputado conservador, de 52 anos, foi acusado de apalpar dois homens, incluindo um deputado, em um clube privado do centro de Londres, o Carlton Club, o que provocou reclamações no Partido Conservador.

Pincher renunciou ao posto de responsável pela disciplina do partido, mas continua como deputado, o que motivou pedidos de expulsão e de uma investigação interna.

“Os ‘tories’ não devem ignorar uma possível agressão sexual”, tuitou Angela Rayner, a número dois do Partido Trabalhista, principal formação de oposição.

Este caso é o mais recente em uma série de escândalos similares no Partido Conservador nos últimos meses.

Em maio, um deputado suspeito de estupro foi detido e depois libertado sob fiança. Em abril, outro deputado conservador renunciou depois que foi flagrado assistindo um vídeo pornô em seu smartphone durante uma sessão do Parlamento. E um ex-deputado foi condenado em maio a 18 meses de prisão por agredir sexualmente uma adolescente de 15 anos.

O governo de Boris Johnson também foi abalado pelo escândalo das festas celebradas em Downing Street, apesar das restrições determinadas pelo governo durante a pandemia de Covid.

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CRIMINALIDADE: SEGUNDO MINISTÉRIO, APENAS 10% DOS CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL NO BRASIL SÃO DENUNCIADOS

Apenas 10% dos casos de violência sexual infantil são denunciados no Brasil, segundo ministério

Foto: Reprodução/Pixabay

Só nos quatro primeiros meses de 2022, foram registradas 4.486 denúncias de abuso sexual sofridas por crianças e adolescentes no país, de acordo com balanço do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O número alto – cerca de 37 por dia – pode ser ainda maior, já que, ainda segundo a pasta, apenas 10 em cada 100 casos de vulnerabilidade, coação e medo são denunciados.

No caso da exploração sexual infantil, a subnotificação é ainda maior, com denúncia de apenas 7%. “Temos um silêncio de 93% dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, isso porque a sociedade tem uma visão muito distorcida desse crime, que é confundido com a prostituição, algo que não é ilegal no Brasil”, comenta Eva Dengler, gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil, instituição internacional de proteção à infância.

De acordo com a pasta, na pandemia houve um crescimento de denúncias pelo Disque 100. Foram 18.681 entre janeiro e dezembro de 2021. O cenário da violação que aparece com maior frequência nas denúncias é a residência da vítima e do suspeito (8.494), a casa da vítima (3.330) e a casa do suspeito (3.098). O padrasto e a madrasta (2.617) e o pai (2.443) e a mãe (2.044) estão entre os maiores suspeitos nos casos. Em quase 60% dos registros, a vítima tinha entre 10 e 17 anos. Em cerca de 74%, a violação é contra meninas.

Fonte: Blog do BG

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MENINA EM SANTA CATARINA QUE SOFRIA ABUSO SEXUAL USA BILHETE PARA PEDIR AJUDA

Por Andrielli Zambonin e Caroline Borges, g1 SC e NSC TV

 

Menina entrega bilhete a monitor de transporte escolar relatando abuso e padrasto é preso em SC — Foto: Polícia Civil/DivulgaçãoMenina entrega bilhete a monitor de transporte escolar relatando abuso e padrasto é preso em SC — Foto: Polícia Civil/Divulgação

menina de 10 anos que entregou um bilhete ao monitor do transporte escolar relatando ser vítima de abuso sexual em Chapecó, no Oeste, afirmou à Polícia Civil que a violência ocorria desde o início do ano, mas que a última situação aconteceu na semana passada. O papel entregue pela garota ao homem que estava no veículo dizia “Me ajuda eu esto sofrendo abuso sexual do meu pai [sic]”.

Segundo o delegado Éder Matte, após o pedido de socorro da vítima, que aconteceu na segunda-feira (9), mas foi divulgado na quinta-feira (12), o padrasto dela, de 55 anos, foi preso preventivamente. Em depoimento, o homem negou o crime. A Polícia Civil trata o caso como estupro de vulnerável consumado.

Conforme Matte, a menina contou que os abusos ocorriam na casa da família, quando a mãe saía para trabalhar como diarista. A mulher também foi ouvida e disse às autoridades que não sabia dos abusos.

“É padrasto dela, mas ela chama de pai porque, na verdade, eles convivem junto desde que ela era muito pequena”, informou o delegado.

O caso chegou à polícia após o monitor de transporte procurar a escola em que a vítima estuda. A unidade de educação, então, entrou em contato com o Conselho Tutelar, que acionou as autoridades. A previsão é de que o inquérito seja concluído até o fim da próxima semana.

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IBGE VAI DIVULGAR INDICADORES REFERENTE A ORIENTAÇÃO SEXUAL AUTODECLARADA NA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE

De forma inédita, IBGE vai divulgar dados sobre orientação sexual da população

Informações sobre orientação sexual foram incluídas na Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2019, que será divulgada no dia 25 de maio

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

De acordo com o IBGE, a coleta dessa informação na PNS faz parte do escopo da Política Nacional de Saúde Integral LGBT, instituída em 2011De acordo com o IBGE, a coleta dessa informação na PNS faz parte do escopo da Política Nacional de Saúde Integral LGBT, instituída em 2011Pixabay

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quinta-feira (24), que irá divulgar em maio indicadores referentes à orientação sexual autodeclarada na Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2019 em parceria com o Ministério da Saúde. De forma inédita, os indicadores foram levantados no módulo sobre atividade sexual do inquérito nacional.

A PNS, que inclui temas relacionados à saúde da população, assim como os impactos nos serviços de saúde brasileiros, será divulgada no dia 25 de maio. A segunda edição atualiza os dados da primeira pesquisa realizada em 2013 e inclui novos temas, como a pergunta sobre orientação sexual voltada a pessoas com 18 anos ou mais.

Promoção à saúde LGBTQIA+

De acordo com o IBGE, a coleta dessa informação na PNS faz parte do escopo da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Política Nacional de Saúde Integral LGBT), instituída em 2011.

A política tem como objetivo geral promover a saúde integral dessa população, eliminando a discriminação e o preconceito institucionais e contribuindo para a redução das desigualdades.

A inclusão do tema na PNS contribui para a elaboração de políticas públicas voltadas para essa população e para o monitoramento de potenciais desigualdades de aspectos sociais e de saúde, segundo as diferentes orientações sexuais. Além de fomentar a construção do conhecimento científico relacionado ao tema.

MPF pediu inclusão do tema no censo

Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública na Justiça Federal no Acre, para que o IBGE incluísse campos para identificação de identidade de gênero e de orientação sexual nos questionários do Censo 2022, assim como nos próximos censos demográficos.

A ação foi ajuizada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão Lucas Costa Almeida Dias, após representação do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público do Estado do Acre. Para o MPF, a informação estatística cumpre um  papel significativo na efetivação de políticas públicas por evidenciar questões sociais ainda latentes.

No entanto, o IBGE argumenta que o Censo Demográfico, realizado de 10 em 10 anos, não é a pesquisa adequada para sondagem ou investigação de identidade de gênero e de orientação sexual, uma vez que a metodologia de coleta das informações do censo permite que um morador responda por ele e pelos demais residentes de um domicílio. O instituto afirma que devido ao caráter sensível e privado da informação, as perguntas sobre a orientação sexual só podem ser respondidas pelo próprio indivíduo.

O IBGE também informou que a Defensoria Pública da União solicitou a contagem da população transexual através do Censo 2020, adiado para 2022 devido à pandemia de Covid-19 e escassez de recursos, e que o pedido foi considerado “improcedente” na Justiça, que acatou aos argumentos do instituto.

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ENTENDA A POLÊMICA CAUSADA PELO PROJETO DE LEI “NÃO DIGA GAY” NA FLÓRIDA

Projeto de lei na Flórida conhecido como “Não Diga Gay” gera polêmica; entenda

A medida, que tem o objetivo de proibir o ensino sobre orientação sexual e identidade de gênero nas salas de aula, foi aprovado no Senado e aguarda decisão do governador republicano Ron DeSantis

Da CNN em Espanhol*

Bandeiras do movimento LGBTQI+Bandeiras do movimento LGBTQI+Foto: Unsplash/Daniel James

O Senado da Flórida, controlado pelo Partido Republicano, aprovou o projeto de lei HB 1557, intitulado “Direitos dos Pais na Educação” e conhecido popularmente como “Don’t Say Gay” (“Não Diga Gay”, em português). O projeto, no entanto, vem causado polêmica no estado americano.

Na terça-feira (8), o PL foi aprovado com 22 votos a favor e 17 contra. Ele tem o objetivo de proibir o ensino sobre orientação sexual e identidade de gênero nas salas de aula.

Agora, o polêmico projeto de lei foi enviado à mesa do governador republicano Ron DeSantis, que se manifestou em seu apoio à medida.

Se aprovado por DeSantis, um conservador convicto que tem um histórico de apoiar medidas anti-LGBTQ no estado, o projeto entraria em vigor em julho.

Seu escritório recusou o pedido da CNN para comentar a aprovação do Senado, apontando para comentários que ele fez na semana passada sobre a legislação.

O que o projeto de lei propõe?

De acordo com a legislação, os distritos escolares “não podem incentivar a discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas séries primárias ou de maneira inadequada para a idade ou desenvolvimento dos alunos”. No entanto, o texto não deixa claro o que seria considerado “idade” ou “desenvolvimento” apropriado.

Além disso, a medida exigiria que os distritos “adotem procedimentos para notificar os pais de um aluno se houver uma mudança relacionada à saúde, bem-estar mental, emocional ou físico”.

O deputado estadual republicano Joe Harding, co-patrocinador do projeto na Câmara dos Deputados da Flórida, disse anteriormente à CNN que o projeto visa desencorajar os funcionários da escola a perguntar sobre a identidade de gênero ou pronomes de um aluno sem incluir seus pais na conversa.

Desaprovação

Os opositores argumentaram que a proibição teria um impacto negativo em uma comunidade já marginalizada. Eles apontaram dados que mostram que os jovens LGBTQ possuem taxas mais baixas de tentativa de suicídio quando têm acesso a espaços de afirmação.

Além disso, os defensores da comunidade LGBTQ argumentam que isso pode levar os pais de alguns alunos a aprender sobre sua orientação ou identidade sexual sem o conhecimento ou consentimento do aluno.

Eles também temem que o projeto restrinja a capacidade dos estudantes de falar confidencialmente com os conselheiros escolares, alguns dos quais são o único recurso de saúde mental disponível para eles.

As escolas já são ambientes hostis para crianças LGBTQ nos Estados Unidos: quase 33% dos estudantes LGBTQ de 13 a 21 anos disseram que perderam um dia de aula no decorrer de um mês porque se sentiram inseguros ou desconfortáveis, e mais de 77% disseram que evitaram ir a eventos extracurriculares da escola porque se sentiam inseguros ou desconfortáveis, de acordo com a mais recente Pesquisa Nacional de Clima Escolar divulgada pela Rede de Educação Gay, Lésbica e Heterossexual, em 2019.

De acordo com o relatório GLSEN, 98,8% dos estudantes LGBTQ disseram que ouviram “gay” usado de forma negativa, e mais de 95% deles ouviram insultos homofóbicos na escola.

Os opositores do projeto denunciaram uma legislação que permite aos pais entrar com ações civis contra o distrito escolar por qualquer possível violação de suas regras, argumentando que isso abriria a porta para os educadores enfrentarem um bombardeio e litígios intermináveis.

A legislação atraiu escrutínio de democratas no estado e em outros lugares, incluindo o presidente Joe Biden,  que prometeu no mês passado proteger os jovens LGBTQ de tais medidas.

Reação dos alunos

Os membros da Geração Z (definidos como pessoas nascidas entre 1997 e 2012) lideraram por semanas grandes manifestações e greves escolares em protesto contra o projeto de lei “Não diga gay”.

Os adolescentes viajaram para Tallahassee, capital da Flórida, para se reunir com legisladores e defender o veto à legislação.

“Queríamos mostrar ao nosso governo que isso não vai parar”, disse Will Larkins, um adolescente da Flórida que organizou uma paralisação em massa em sua escola de ensino médio. “As pessoas são as que estão no poder [sic] e o que elas estão fazendo não nos representa, especialmente os grupos marginalizados.”

Estudantes de todo o estado saíram de suas salas de aula em protesto contra o projeto de lei “Não diga gay” neste mês.

“Não vamos ficar em silêncio”, disse o estudante do ensino médio CJ Walden ao The Miami Herald . “Sempre existiremos. Mesmo que a lei entre em vigor.”

*Com informações de Scottie Andrew, Devan Cole e Zachary B. Wolf, da CNN.

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CAMPANHA PERMANENTE DE ENFRENTAMENTO AO ASSÉDIO E A VIOLÊNCIA SEXUAL É CRIADA PELA CÂMARA MUNICIPAL DA CAPITAL POTIGUAR

Câmara de Natal cria campanha permanente de enfrentamento ao assédio e à violência sexual

25 fev 2022

Câmara Municipal cria campanha permanente contra o assédio e a violência sexual | Câmara Municipal de Natal

Na sessão ordinária desta feira,24), o projeto de lei de lei de campanha Divane (PT) é um projeto permanente de enfrentamento ao assédio e à violência sexual, proposta do Basílio do Poder Executivo. providências para que o tema não seja tratado apenas em dados especiais ou diante de fatos extremos que venham a público pela imprensa.
“Sim, nosso município tem uma campanha permanente de projeto de enfrentamento ao assédio e à violência sexual no enfrentamento de Natal, justamente porque é um tema recorrente, de violações objetivas, cabendo ao município diuturnamente. Entendemos que, de forma e tão forte, não conseguiremos a enfrentar uma questão tão forte e tão forte na sociedade”, justificou um propositor

 

Entre as várias propostas no texto do projeto de lei estão a criação e distribuição de cartilhas; iniciativas para o empoderamento de mulheres, para que denuncie as violências sofridas; de políticas públicas para o atendimento das vítimas e formação permanente dos servidores e prestadores de serviços do Município, sobre divulgação assedio e violência sexual.

Os vereadores em plenário são aprovados ainda sobre o projeto lei do vereador Ériko Jácome (MDB), que possuem parcerias com autorização para o Poder Público Municipal fazer para a instalação de comedouros e bebes para animais de rua. “Agradeço aos colegas parlamentares pelo apoio. Esse projeto salvará a vida de muitos cães e gatos de rua”, disse o autor do PL.

Também em segunda discussão os projetos de vereadores Raniere Barbosa (Avante que institui a Semana de Conscientização sobre a Distrofia Muscular Duchenne); e Kleber Fernandes (PSDB), que institui a Semana de Prevenção e Combate AVC (Acidente Vascular Cerebral) no âmbito do município de Natal.

Fonte: Política em Foco
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CIDADANIA EXPULSOU DO PARTIDO DEPUTADO ACUSADO DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL CONTRA DEPUTADA DO PSOL

Cidadania expulsa deputado Fernando Cury do partido após caso de importunação sexual

Decisão foi por recomendação do Conselho de Ética após caso de importunação sexual contra a deputada Isa Penna (PSOL); parlamentar pode recorrer da decisão

Anna Gabriela Costada CNN*

em São Paulo

Relator propôs suspender mandatado de Cury (E) por 6 meses; à direita, o momento em que ele toca a colega Isa PennaRelator propôs suspender mandatado de Cury (E) por 6 meses; à direita, o momento em que ele toca a colega Isa PennaFoto: Reprodução/Alesp

O Cidadania expulsou, na noite desta segunda-feira (22), o deputado estadual Fernando Cury do quadro de filiados do partido. A decisão foi tomada por recomendação do Conselho de Ética da sigla devido ao caso de importunação sexual contra a também deputada estadual Isa Penna (PSOL), ocorrido há quase um ano. O parlamentar tem direito de recorrer da decisão.

“O Diretório do Cidadania de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (22), por 27 votos a 3, expulsar do partido o deputado estadual Fernando Cury, flagrado pelas câmeras da Assembleia Legislativa apalpando em plenário a colega Isa Penna, do PSOL”, afirmou o partido por meio de uma nota.

Segundo o Cidadania, o Conselho de Ética Nacional do partido já havia se manifestado pela expulsão, mas o parlamentar conseguiu atrasar o procedimento recorrendo ao judiciário.

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, elogiou a decisão e lamentou que a solução tenha levado tanto tempo.

“Demorou. Já deveríamos ter resolvido isso. Lamentavelmente, ele foi ao judiciário discutir uma questão que é político-partidária e obteve liminar adiando um processo que deveria ser mais ágil. Eu diria até que deveria ser sumário pela gravidade da falta. O diretório de São Paulo fez justiça”, disse.

Fernando Cury ainda poderá recorrer da decisão de São Paulo ao Diretório Nacional. Ele se manifestou nesta segunda-feira por meio de uma nota oficial.

“Em relação à reunião marcada pelo Cidadania hoje para oficializar meu processo de desligamento do partido, venho por esta nota afirmar que, no meu entendimento, esse processo está, mais uma vez, atropelando o devido processo legal para criar um fato político.Não há o intuito de se fazer justiça pois, caso fosse essa a intenção, aguardariam o término dos prazos dos recursos na ação judicial para dar andamento a este processo”, disse.

A decisão interna do partido foi tomada com ampla vantagem, mas demorou quase dez meses para alcançar consenso. Assinado por Alisson Luiz Micoski, titular do Conselho de Ética do Cidadania, o parecer pela expulsão foi divulgado no dia 10 de janeiro.

Cury segue como deputado até o fim de seu mandato ou de outra decisão diferente da Alesp. A expulsão do partido não implica em nenhum tipo de cassação.

Caso

Em 21 de dezembro de 2020, as câmeras do circuito interno da Assembleia Legislativa de São Paulo flagraram o parlamentar colocando as mãos nos seios da colega que, por estar de costas pra ele, não pôde impedir. Punido internamente na Casa, Cury ficou suspenso de suas atividades parlamentares por 180 dias.

Cury ainda responde pela acusação de importunação sexual apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Ele já é réu no processo, que aguarda as considerações da defesa.

Leia a nota de Isa Penna na íntegra:

Hoje o partido Cidadania não respondeu a mim, não respondeu ao Fernando Cury. Hoje o Cidadania respondeu a todas mulheres que se sentiram assediadas junto comigo quase um ano atrás.
Sou uma deputada e entendo a demora desse resultado. A demora, no entanto, sempre me faz pensar mas nas mulheres que nunca verão seus assediadores sendo punidos – seja porque não há respostas efetivas das instituições.  Eu seguirei na luta para não haja espaço para outros Fernando Cury, um exemplo do que não se deve fazer nem com as câmeras televisionando tudo, nem nos corredores de ônibus, nos becos, vielas, nos espaços de trabalho e nos lares do Brasil.
Sigo com força porque a vitória de hoje é democrática e também uma vitória feminista!  Afinal um homem eleito deve (ou deveria) entender que assédio é assédio.  Estamos há um ano das eleições no país, que isso também reflita nos candidatos, em quem os partidos irão apoiar e principalmente que tenha igualdade de gênero nas casas legislativas do país todo. Que o Fernando Cury entenda que ele não responde mais a mim e sim à sociedade e ao ministério público.

Leia a nota de Fernando Cury na íntegra:

Em relação à reunião marcada pelo Cidadania hoje para oficializar meu processo de desligamento do partido, venho por esta nota afirmar que, no meu entendimento, esse processo está, mais uma vez, atropelando o devido processo legal para criar um fato político. Não há o intuito de se fazer justiça pois, caso fosse essa a intenção, aguardariam o término dos prazos dos recursos na ação judicial para dar andamento a este processo.Temos uma apelação para ser julgada e também um agravo de instrumento para ser apreciado. O Cidadania apresentou as contra razões da minha apelação, mas querem fazer uma manobra criando um fato político para me expulsar antecipadamente, antes do julgamento desta.Caso o TJDF entenda que a competência é do Conselho de Ética  Estadual, e não Nacional do Cidadania, minha expulsão será cancelada. Outro fato importante é que o Sr. Roberto Freire, presidente do Partido, estaria impedido por já  ter pré-julgado o caso. Reforço que o partido busca apenas um fato político, pois a justiça ainda nem declarou minha sentença.Ajudei o Cidadania, na ampliação  e representação no interior de São Paulo, o partido cresceu e hoje tem relevância no cenário político estadual e não somente na capital e grande SP. Espero, por respeito, que ao menos seja julgada minha apelação e também o agravo de instrumento antes que esse jogo de cartas marcadas vire um fato político. Reforço que o  processo de desligamento é antidemocrático.Acredito na justiça e, assim que o TJDF reverter a decisão do partido, buscarei minha reparação.

(Com informações de Adriana Ferraz, do Estadão Conteúdo)

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PODCAST: SEGUNDO PESQUISA, CERCA DE 9% DAS MULHERES BRASILEIRAS JÁ SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL NA VIDA

Por g1

 

Em livro sobre cultura do estupro, Ana Paula Araújo relata abuso

O podcast Abuso estreia nesta quinta-feira no Globoplay, no g1 e na Deezer. A jornalista Ana Paula Araújo mergulhou neste tema para publicar o livro “Abuso: A cultura do estupro no Brasil” (Globo Livros), que ganha sua versão em podcast, com seis episódios, publicados sempre às quintas-feiras.

Segundo dados da Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), divulgada em maio deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, cerca de 9% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência sexual na vida.

Produzido pelo Jornalismo da Globo, o podcast tem roteiro da Rádio Novelo. Os seis episódios narram a história de mulheres que passaram por episódios de violência sexual no Brasil e o “fantasma” do medo que mulheres têm de serem abusadas. O caso da adolescente Fernanda é o fio condutor do programa. No ano em que prestaria vestibular, ela foi abordada por um homem que anunciou um assalto e a violentou.

Ao lado da história de Fernanda, cada episódio apresenta outras mulheres que passaram por situações de abuso, muitas delas dentro da própria casa.

Para denunciar e buscar ajuda em casos de violência contra a mulher, ligue 180.

O que são podcasts?

Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.

Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…

Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

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PROJETO CONTRA EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA E ADOLESCENTE É APROVADO POR VEREADORES DE NATAL

Vereadores aprovam projeto contra exploração sexual de crianças e adolescentes

02 set 2021

Vereadores aprovam projeto contra exploração sexual de crianças e adolescentes - Tribuna de Noticias

Para fortalecer a política de combate à exploração e violência sexual infantil, a Câmara Municipal de Natal aprovou em regime de urgência, durante sessão ordinária nesta quarta-feira (01), um texto de autoria da vereadora Camila Araújo (PSD), que cria o Centro de Referência em Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual.

“Temos leis que tratam de programas e campanhas de conscientização e combate a este tipo de violência. Porém, ainda não existe em Natal um equipamento que coloque em prática a legislação. O projeto, então, chega para preencher essa lacuna com a instituição do Centro de Referência”, defendeu a vereadora Camila Araújo.

Já o vereador Felipe Alves (PDT) encartou uma emenda à matéria que estabelece prioridade para o setor no Executivo com a criação do Centro. “Trata-se de uma realidade para a qual não podemos fechar os olhos e existe uma carência muito grande de políticas efetivas que combatam a exploração sexual contra crianças e adolescentes na capital potiguar”.

Na sequência, também em regime de urgência, o plenário deu parecer favorável a uma proposição do vereador Pedro Gorki (PCdoB) que institui a Política Municipal de Gestão Paritária. “Esta iniciativa vem justamente para reconhecer a dívida histórica do Estado Brasileiro com diversos segmentos da sociedade que nunca foram ouvidos na formulação e acompanhamento das políticas públicas, especialmente negras e negros, indígenas e mulheres. Portanto, a intenção é enfrentar a desigualdade violenta imposta ao nosso povo”, pontuou.

Ao final da sessão, os parlamentares acataram, em segunda discussão, um projeto apresentado pelo vereador Robson Carvalho (PDT), que determina obrigações e impõe sanções em casos de atropelamento de animais. “Esta Lei estabelece a qualquer cidadão, no âmbito do município de Natal, que cause ou presencie atropelamento de animal em vias públicas a obrigatoriedade da prestação de socorro”, explicou Robson.

Fonte: Política em Foco
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PARTIDO DEMOCRATA DO ARIZONA PEDE RENÚNCIA DE SENADOR ACUSADO DE ABUSO SEXUAL

Partido pede renúncia de senador democrata acusado de abuso

Tony Navarrete teria ligado e pedido desculpas à vítima, atualmente com 16 anos, informa reportagem norte-americana

INTERNACIONAL

Do R7

Na imagem, senador estadual Tony Navarrete

REPRODUÇÃO TWITTER

O partido Democrata do Arizona, nos Estados Unidos, pediu a renúncia imediata do senador estadual Tony Navarrete, ligado à legenda, acusado de abusar sexualmente de um menino durante anos.

A solicitação foi publicada nesta sexta-feira (6) nas redes sociais do partido. “Abusos desse tipo são intoleráveis e nossos corações estão com as vítimas”, afirma a nota.

De acordo com reportagens veiculadas na imprensa norte-americana, o senador foi acusado de abusar repetidamente de um menino com quem conviveu durante vários anos. Uma das matérias fala que a vítima, atualmente com 16 anos, disse aos detetives que Navarrete tocou seus órgãos genitais com as mãos e a boca, desde os 12 ou 13 até os 15 anos

Em uma ligação gravada pela polícia, Navarrete pediu desculpas ao adolescente e disse que se arrepende de suas ações, contou a Fox News.

O governador republicano do Arizona, Doug Ducey, também pediu a renúncia do senador. “Minhas orações são com as jovens vítimas e seus entes queridos durante este período traumático”, disse.

Fonte: R7
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GOVERNADOR DE NY É ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL POR ASSISTENTE

Assistente do governador de NY registra queixa criminal por assédio

Mulher acusa Andrew Cuomo de ter apalpado seus seios por baixo da blusa no escritório dele em novembro de 2020

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Governador de Nova York, Andrew Cuomo, acusado de assédio por 11 mulheres

JOHANNES EISELE / AFP

Uma mulher que acusa o governador de Nova York, Andrew Cuomo, de assédio sexual entrou com uma queixa criminal contra o político, informou à AFP um funcionário do gabinete de polícia do condado de Albany nesta sexta-feira (6), levantando a possibilidade de que ele seja indiciado.

A vítima não teve a identidade revelada, mas trabalha como assistente de Cuomo. Ela relata que estava no escritório do político, em novembro de 2020, quando ele apalpou seus seios sob sua blusa.

A acusação faz parte do relatório divulgado, na última terça-feira (3), pela Procuradora Geral do estado de Nova York, Letitia James. Segundo o documento, o político teria assediado sexualmente 11 funcionárias públicas, de gestões anteriores e atuais.  Desde então, pelo menos cinco procuradores distritais abriram investigações sobre seu comportamento.

O relatório também acusa Cuomo de criar um local de trabalho tóxico para as mulheres e de retaliar pelo menos uma de suas acusadoras.

Cuomo rejeitou os pedidos do presidente Joe Biden e de outros democratas para renunciar ao cargo, mas os legisladores estaduais estão tentando impeachment.

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PRESIDENTE DOS EUA DISSE QUE GOVERNADOR DE NOVA YORK DEVERIA RENUNCIAR APÓS DENÚNCIAS DE ASSÉDIO SEXUAL

Biden diz que governador de NY deveria renunciar

Presidente afirmou que Andrew Cuomo, seu amigo e companheiro de partido, tem de sair após denúncias de assédio sexual

INTERNACIONAL

Do R7

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que o governador de Nova York, o também democrata Andrew Cuomo, deveria renunciar ao cargo após a divulgação de uma investigação que mostrou que Cuomo assediou sexualmente diversas mulheres.

Biden respondeu que “sim” a um jornalista na Casa Branca se o governador, que está no terceiro mandato, deveria deixar o cargo. O presidente, no entanto, não falou que ele deveria ser retirado caso se recusasse a sair.

Cuomo está sob investigação por parte da promotoria do Estado e prometeu lutar contra as acusações. Segundo ele, o relatório da acusação é “tendencioso” e os “fatos são muito diferentes do que foi relatado”.

Ao longo dos últimos meses, Biden tinha evitado comentar as acusações contra Cuomo, de quem é amigo há muitos anos. Enquanto isso, o governador foi se isolando cada vez mais do restante do Partido Democrata.

O presidente afirmou que não falou com Cuomo e que não leu o relatório completo feito pela promotoria de Nova York. “Tudo que eu sei é o resultado final”, contou.

Outra antiga aliada do governador que se afastou dele nesta terça-feira foi a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. “Como sempre, aplaudo as mulheres que trouxeram a verdade à tona. Reconhecendo o amor que ele tem por Nova York e o respeito que ele tem pelo cargo que ocupa, peço que ele renuncie”, disse a democrata, em um comunicado.

Fonte: R7
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SEGUNDO IBGE, 73% DOS 69 MIL POTIGUARES MAIORES DE 18 ANOS QUE JÁ SOFRERAM VIOLÊNCIA SEXUAL SÃO MULHERES

Por G1 RN

 

Maioria dos registros de violência aconteceu contra mulheres — Foto: PixabayMaioria dos registros de violência aconteceu contra mulheres — Foto: Pixabay

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE apontou que 169 mil pessoas maiores de 18 anos que moram no Rio Grande do Norte atualmente já sofreram algum tipo de violência sexual durante a vida. O número representa 6,4% da população potiguar nesse grupo de idade.

O relatório com o dado consta no volume 5 da PNS de 2019, que foi publicada pelo IBGE na sexta-feira (7).

Desse total de 169 mil pessoas que já tiveram alguma violência sexual, 124 mil são mulheres, que representa 73% do total – quase três vezes o número de homens44 mil.

A pesquisa considera violência sexual quando uma pessoa for “tocada, manipulada, beijada ou teve parte do corpo expostas contra a vontade, foi ameaçada ou forçada a ter relações sexuais ou quaisquer atos sexuais contra a vontade”.

Faixa etária da pessoas que já sofreram violência sexual
Rio Grande do Norte
Total de pessoas27.00027.00062.00062.00057.00057.00022.00022.00018 a 29 anos30 a 39 anos40 a 59 anos60 anos ou mais020k40k60k80k
Fonte: IBGE

No Nordeste, o número estimado de mulheres que sofreram violência sexual é de 1,8 milhão, também três vezes maior que o de homens (612 mil).

No Brasil, essa diferença é ainda maior: de quatro vezes. Em todo o Brasil, 7,4 milhões de mulheres relataram ter sofrido esse tipo de violência, enquanto o número de homens foi de 1,8 milhão.

Violência física e psicológica

Além da violência sexual, a PNS também retratou que no Rio Grande do Norte 478 mil pessoas maiores de 18 anos já sofreram ou violência física ou psicológica no período de 12 meses anterior à pesquisa, que foi realizada em 2019. Isso equivale a 18,3% da população do estado nessa faixa de idade.

Desse total, 15,2% das pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em razão da violência que sofreram, aponta o IBGE. Ou seja, 73 mil potiguares.

A maioria dessas agressões foram psicológicas: 453 mil pessoas.

Isso significa que elas foram: ofendidas, humilhadas ou ridicularizadas na frente de outras pessoas; foram alvo de grito ou xingamento; sofreram ameaças, ofensas, xingamento ou tiveram suas imagens expostas sem seu consentimento por meio de mídias sociais; receberam ameaça verbal de feri-la ou alguém importante para esta pessoa a recebeu; ou teve algo destruído de propósito por outra pessoa.

Considerando apenas a violência física, foram 101 mil potiguares que relataram ter passado por uma situação desse tipo – 3,9% da população nessa faixa de idade.

Fonte: G1 RN
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GOVERNADOR DE NOVA YORK DIZ QUE NÃO VAI RENUNCIAR AO CARGO, APÓS SER ACUSADO DE ASSÉDIO SEXUAL

Acusado de assédio, governador de Nova York diz que não irá renunciar

Três mulheres já acusaram publicamente o democrata Andrew Cuomo de assédio sexual e condutas inapropriadas

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Cuomo também é acusado de reter número de mortes de covid-19 no Estado

SETH WENG / POOL VIA AFP – 22.2.2021

O governador de Nova York (EUA), Andrew Cuomo, disse nesta quarta-feira (3) que não irá renunciar ao cargo, após ser acusado de assédio sexual por três mulheres, duas das quais trabalharam para ele recentemente

“Não vou renunciar”, disse Cuomo, em sua primeira entrevista coletiva após a divulgação das acusações, que vieram a público desde a semana passada.

O governador democrata pediu desculpas por sua conduta e pediu aos moradores do estado de Nova York “que esperem o resultado da investigação da promotora-geral estadual antes de formar sua opinião” sobre o corrido.

“Agi de uma maneira que fez com que as pessoas se sentisse incomodadas, mas não foi intencional”, afirmou Cuomo, de 63 anos. “Me sinto horrível com tudo isso e estou francamente envergonhado”, disse ele, com olhos marejados de lágrimas e voz trêmula.

“Nunca toquei nenhuma pessoa de maneira inapropriada”, ressaltou ele. “Certamente nunca tive intenção de ofender, prejudicar ou causar dor a alguém”. O governador disse que irá cooperar “totalmente” com a investigação independente que será feita pela procuradora-geral do estado, Letitia James.

Declínio de Cuomo

O escândalo fez Cuomo cair em desgraça nas últimas semanas. No ano passado, ele se ganhou muito destaque nos EUA por sua atuação no combate à pandemia de covid-19 em Nova York, um dos estados mais afetados no primeiro semestre.

Vários analistas acreditavam que ele iria formar parte do governo do presidente Joe Biden após o fim do ano que vem, quando acaba seu mandato, mas agora muitos membros de seu partido pedem sua renúncia.

Cuomo já vinha sendo alvo de críticas por ter retido informações sobre o número de mortes por coronavírus nas casas de repouso para idosos de Nova York. Na segunda-feira, ele autorizou formalmente que seja investigado, depois que duas ex-funcionárias o acusaram de condutas inapropriadas.

Horas depois, outra mulher, Anna Ruch, de 33 anos, que ao contrário das outras denunciantes nunca trabalhou com o governador, disse ao New York Times que durante um casamento em 2019, Cuomo colocou a mão em seu ombro e quando ela tirou, segurou seu rosto com as duas mãos e perguntou se poderia beijá-la.

“Estava tão confusa, chocada e envergonhada”, disse ela ao jornal. “Que só virei a cabeça e fiquei sem palavras”.

Políticos democratas e republicanos se uniram às denunciantes e associações contra o assédio contra o assédio para exigir a saída do governador, cujo terceiro mandato termina no fim de 2022. Em teoria, Cuomo poderia se candidatar mais uma vez para um quarto período de 4 anos.

“Se essas acusações estiverem certas, ele não pode governar” disse na terça o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, também do Partido Democrata e um antigo rival de Cuomo.

Fonte: R7

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