ALESP PUNE FERNADO CURY SOB ACUSAÇÃO DE ASSÉDIO DEPOIS DE APALPAR COLEGA

Alesp afasta Fernando Cury por seis meses por assédio depois de apalpar colega

Pena foi aprovada de forma unânime com 86 votos, nesta quinta-feira

Victória Cócolo, da CNN, em São Paulo

Atualizado 01 de abril de 2021 às 21:54

Alesp afasta Fernando Cury por seis meses por assédio depois de apalpar colega

O deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) foi punido com afastamento de seis meses sem salário e gabinete, por assediar a deputada Isa Penna (PSOL) em dezembro de 2020. A decisão foi tomada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quinta-feira (1º).

O plenário aprovou a punição de forma unânime com 86 votos. A votação desta quinta foi uma ampliação da pena determinada pelo Conselho de Ética, de 119 dias de suspensão de mandato, aprovada no dia 5 de março — considerada a mais branda em discussão, na época.

O prazo de 119 dias havia sido estabelecido para evitar a dissolução do gabinete do parlamentar, o que ocorre a partir de 120 fora do parlamento. Com a decisão, deve tomar posse o suplente, o padre Afonso Lobato (PV). A convocação deve ser publicada no Diário Oficial na próxima semana.

Em nota, Cury afirmou receber a decisão com “serenidade e de forma respeitosa”

Apalpada em meio ao plenário

Em dezembro de 2020, Isa pena conversava com um membro da mesa diretora da Alesp, em meio à sessão de votação de orçamento do Estado, quando Cury se aproximou por trás e a apalpou na altura do seio. Câmaras de segurança flagraram a cena.

Na época, o deputado disse que o toque se tratava de um abraço e que se sentia triste e constrangido pela acusação.

Sobre a decisão desta quinta, Isa Penna disse que, apesar de não ser a pena ideal, é uma vitória a ser comemorada.

“É a primeira vez na história do Brasil que um deputado, homem no poder, é sancionado por cometer assédio e a gente sabe como a violência de gênero na política é recorrente”, afirmou a deputada.

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PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL RENUNCIA AO CARGO

André Brandão renuncia ao cargo de presidente do Banco do Brasil

A saída do executivo acontecerá no dia 1º de abril, após seis meses à frente da instituição

Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo

 Atualizado 18 de março de 2021 às 20:37

O novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão

O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (18). A saída do executivo acontecerá no dia 1º de abril, apenas seis meses após ter assumido o comando da instituição, de acordo com fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo o documento, Brandão entregou a renúncia ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do conselho do BB, Hélio Lima Magalhães.

nome escolhido pelo governo para substituir Brandão no cargo é Fausto de Andrade Ribeiro, presidente da BB Administradora de Consórcios desde setembro de 2020.

As conversas sobre a possível saída de Brandão começaram pouco depois de Bolsonaro anunciar, em suas redes sociais, que haveria troca no comando da Petrobras, com a saída de Roberto Castello Branco para entrada do general Joaquim Luna e Silva. Na ocasião, o presidente disse “semana que vem tem mais”.

Brandão chegou a reclamar com Guedes de que estaria sem condições para trabalhar diante das especulações sobre sua saída do cargo. Por causa do rumor de mercado, as ações do banco recuaram 5% no dia 26 de fevereiro.

Em janeiro, Bolsonaro já teria tentado demitir Brandão, depois que o BB anunciou um plano de economia que incluía o fechamento de 361 agências e cerca de 5 mil demissões voluntárias.

Dança das cadeiras

Brandão, que é ex-presidente do HSBC, substituiu Rubem Novaes no comando do Banco do Brasil, em setembro do ano passado. Novaes disse, em entrevista à CNN, que saiu por causa dos conflitos políticos de Brasília e por acreditar que o banco precisa de um executivo mais afinado com as inovações tecnológicas necessárias para enfrentar a concorrência das fintechs.

Não me adaptei à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília“, afirmou Novaes.

O executivo teve atritos com o alto escalão do governo e enfrentou dificuldades para levar adiante os planos de privatizar o banco.

Fonte: CNN

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