PAPA FRANCISCO NEGA INFORMAÇÃO DE UMA POSSÍVEL RENÚNCIA

Papa Francisco desmente rumores de possível renúncia

A agência Reuters publicou uma entrevista na qual o pontífice nega qualquer plano de deixar o cargo a curto prazo

Na entrevista, Francisco voltou a condenar o aborto e compará-lo a um assassinato

Na entrevista, Francisco voltou a condenar o aborto e compará-lo a um assassinato | Foto: Reprodução/Vatican News

Portais de todo o mundo noticiaram, nos últimos meses, rumores de que o papa Francisco estaria planejando renunciar em breve, principalmente em razão de problemas de saúde. A agência Reuters, no entanto, publicou nesta segunda-feira, 4, uma entrevista na qual o papa nega a informação. Pelo contrário, ele disse que irá ao Canadá neste mês e que planeja ir a Moscou e a Kiev o mais rápido possível, depois de voltar do continente americano.

De acordo com os boatos propagados na mídia, a renúncia estaria prevista para o fim de agosto, quando cardeais de todo o mundo irão se reunir para discutir uma nova Constituição do Vaticano, haverá uma cerimônia para empossar novos cardeais e uma visita à cidade italiana de L’Aquila, associada ao papa Celestino V, que renunciou ao papado em 1294.

Segundo a Reuters, Jorge Bergoglio, 85 anos, riu da pergunta e disse que “nunca passou pela minha cabeça” renunciar. “Por enquanto, não; por enquanto, não. Realmente”, enfatizou o pontífice. No entanto, voltou a repetir que poderia renunciar algum dia se a saúde debilitada tornasse impossível para ele dirigir a Igreja — algo quase impensável antes de Bento XVI.

Francisco também negou que esteja com câncer e deu detalhes de sua enfermidade no joelho, que fez com que, em maio, aparecesse em uma cadeira de rodas e cancelasse a viagem programada para junho ao Congo e ao Sudão. Ele disse ter sofrido “uma pequena fratura” no joelho quando deu um passo em falso enquanto um ligamento estava inflamado e que não quer uma operação, porque a anestesia geral na cirurgia no colón do ano passado teve efeitos colaterais negativos.

Papa volta a condenar o aborto

O papa argentino também repetiu sua condenação ao aborto, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos rever uma posição de 49 anos e delegar aos Estados a competência para legislar sobre o tema. Comparou o aborto a “contratar um assassino de aluguel” e lançou uma pergunta ao repórter da Reuters: “É legítimo, é certo eliminar uma vida humana para resolver um problema?”.

Questionado sobre o fato de políticos católicos norte-americanos, como o próprio Joe Biden e a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, defenderem o aborto, Francisco preferiu não polemizar: “Quando a Igreja perde sua natureza pastoral, quando um bispo perde sua natureza pastoral, isso causa um problema político. Isso é tudo o que posso dizer”.

Continuar lendo PAPA FRANCISCO NEGA INFORMAÇÃO DE UMA POSSÍVEL RENÚNCIA

MINISTRO DA ECONOMIA DA ARGENTINA ANUNCIOU DEMISSÃO DO CARGO

Ministro da Economia da Argentina renuncia ao cargo

Martín Guzmán estava na liderança da pasta desde 2019; presidente do país, Alberto Fernández, não comentou decisão

Martín Guzmán em pronunciamento no mês de junhoMartín Guzmán em pronunciamento no mês de junhoJUAN MABROMATA/AFP – 7.6.2022

O ministro argentino da Economia, Martín Guzmán, anunciou neste sábado (2) sua demissão do cargo, em carta ao presidente Alberto Fernández.

“Eu me dirijo ao senhor por motivo de apresentar minha demissão do cargo de ministro da Economia”, que ocupava desde 10 de dezembro de 2019, diz a carta, divulgada na conta de Guzmán no Twitter.

Enfrentando a resistência de boa parte do Partido Justicialista (peronista), de situação, Guzmán assinalou que, para seu substituto, será primordial que trabalhe em um acordo político dentro da coalizão governante.

Em uma economia assolada por uma inflação de mais de 60% em 12 meses e pela desvalorização da moeda argentina, o peso, Guzmán disse que, a partir de agora, “será fundamental continuar fortalecendo a consistência macroeconômica, incluindo as políticas fiscal, monetária, de financiamento, cambial e energética”.

Terceira maior economia da América Latina, atrás do Brasil e do México, a Argentina acertou com o FMI (Fundo Monetário Internacional) um empréstimo de facilidades estendidas, conhecido como SAF, para liquidar os 44 bilhões de dólares desembolsados no âmbito de um crédito acordado há quatro anos de 57 bilhões de dólares, o maior da história do fundo.

Guzmán liderou as negociações com o FMI para alcançar esse acordo, que enfrentou a resistência de parte do governismo, liderado pela vice-presidente, Cristina Fernández, e conseguiu evitar que o país entrasse em default.

“Com a profunda convicção e confiança em minha visão sobre o caminho que a Argentina deve seguir, continuarei trabalhando e agindo por uma pátria mais justa, livre e soberana”, acrescentou o ministro em sua carta de demissão.

O presidente Alberto Fernández ainda não se pronunciou sobre a saída de um dos principais colaboradores do seu gabinete.

Continuar lendo MINISTRO DA ECONOMIA DA ARGENTINA ANUNCIOU DEMISSÃO DO CARGO

VARIEDADES: ATUAL PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ MAURO COELHO ACABA DE RENUNCIAR O CARGO

José Mauro Coelho renuncia ao cargo de presidente da Petrobras

Coelho deixa a estatal em meio à crise entre a companhia e o governo sobre os reajustes no preço dos combustíveis

Fabrício Julião

do CNN Brasil Business

em São Paulo

 

José Mauro Coelho renunciou ao cargo de presidente da Petrobras nesta segunda-feira (20). A decisão ocorre três dias após um novo reajuste no preço dos combustíveis e em meio à pressão do governo.

Coelho foi demitido há um mês, mas o processo de checagem do candidato indicado a ser seu substituto, Caio Paes de Andrade, ainda não teve fim. O conselheiro Fernando Borges assume interinamente o comando da Petrobras, após indicação do presidente do Conselho de Administração da empresa, Márcio Weber.

Além de deixar a presidência da estatal, Coelho também renunciou ao cargo de membro do Conselho, conforme divulgado pela Petrobras.

As sucessivas altas no preço dos combustíveis levaram o governo a buscar medidas para arrefecer o preço cobrado nas bombas. Na semana passada, o projeto de lei que estabeleceu um teto de 17% sobre o ICMS foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Com o novo reajuste no preço do diesel, o governo federal discute incluir na PEC dos Combustíveis uma espécie de auxílio para motoristas e caminhoneiros.

PEC dos combustíveis

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na semana passada o texto-base do projeto de lei que estabelece um teto de 17% para o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis.

O projeto foi aprovado por 307 votos a favor e 1 contra, na terceira vez que a Câmara votou a medida. O texto contém mudanças em relação às alterações propostas pelo Senado, mas o mecanismo que busca proteger e garantir os mínimos constitucionais à saúde, educação e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi mantido.

Este item foi incluído após os estados alegarem que uma menor arrecadação do ICMS sobre combustíveis geraria impactos no repasse de verbas à educação, saúde e aos municípios.

Já o ressarcimento vai ser feito com base na perda global do imposto, ou seja, o total das perdas de arrecadação de ICMS do estado ou do Distrito Federal é que irá compor o saldo a ser deduzido pela União.

Subsídio a motoristas

Com o reajuste no preço do diesel, o governo federal discute incluir na PEC dos Combustíveis uma espécie de auxílio para motoristas e caminhoneiros.

Na votação do projeto de lei aprovado na semana passada, que estabeleceu um teto de 17% sobre o ICMS, um dos destaques incluía a criação de um benefício de até R$ 300 para categorias de transporte.

A iniciativa, que já teria recebido sinal verde da equipe econômica, poderia ter um impacto fiscal de R$ 4,5 bilhões, segundo cálculos feitos por integrantes da base aliada.

Pagamento de dividendos

Também nesta segunda-feira (20), a Petrobras realiza o pagamento da primeira parcela da remuneração aos acionistas da empresa.

Com isso, o governo receberá R$ 8,8 bilhões de dividendos em razão do lucro estatal. Isso porque a União é a maior acionista da companhia e deverá receber um total de R$ 32 bilhões em dividendos até julho.

Fonte: CNN

Continuar lendo VARIEDADES: ATUAL PRESIDENTE DA PETROBRAS JOSÉ MAURO COELHO ACABA DE RENUNCIAR O CARGO

DEPUTADO ARTHUR DO VAL RENUNCIA CARGO APÓS CONSELHO DE ÉTICA APROVAR PROCESSO QUE PODERIA GERAR CASSAÇÃO DO SEU MANDATO

Por Rodrigo Rodrigues,

g1 SP — São Paulo

 

O deputado Arthur Do Val no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo, em 12 de abril — Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOO deputado Arthur Do Val no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo, em 12 de abril — Foto: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O deputado Arthur do Val (União Brasil) renunciou nesta quarta-feira (20) ao cargo de deputado estadual após o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alespaprovar, por unanimidade, o processo que poderia gerar a cassação do seu mandato.

“Sem o mandato, os deputados agora serão obrigados a discutir apenas os meus direitos políticos e vai ficar claro que eles querem na verdade é me tirar das próximas eleições”, disse do Val em nota divulgada no início da tarde.

“Estou sendo vítima de um processo injusto e arbitrário dentro da Alesp. O amplo direito a defesa foi ignorado pelos deputados, que promovem uma perseguição política. Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim, para que não vejam seus votos sendo subjugados pela Assembleia. Mas não pensem que desisti, continuarei lutando pelos meus direitos.”

Mesmo deixando o cargo, se o processo de cassação dele for aprovado no plenário da Alesp, ele pode ficar inelegível por oito anos segundo a Lei da Ficha Limpa.

Na nota de renúncia divulgada nesta quarta (20), o parlamentar disse que “continuará lutando pelos seus direitos” políticos.

“Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim, para que não vejam seus votos sendo subjugados pela Assembleia. Mas não pensem que desisti, continuarei lutando pelos meus direitos”, disse Arthur do Val.

Conselho de Ética da Alesp

Os nove membros do conselho acataram o parecer do relator Delegado Olim (PP), que viu quebra de decoro parlamentar no deputado após a divulgação de áudios machistas sobre refugiadas ucranianas, vazados no início de março, durante viagem para suposta ajuda humanitária ao país.

Após a aprovação do parecer no colegiado, o processo seguiu para a Mesa Diretora da Casa, que ainda não tinha definido data para a votação em plenário da proposta da cassação, em formato de projeto de resolução.

Para que o mandato de Arthur do Val fosse cassado, pelo menos 48 dos 94 deputados estaduais da Alesp teriam que votar a favor do relatório aprovado pelo Conselho de Ética.

g1 procurou a AI da Alesp para saber qual a situação atual do processo de cassação contra Arthur do Val na Casa após a renúncia, mas a Mesa Diretora disse que o deputado ainda não protocolou a carta deixando o cargo. Por isso, não se sabe ainda qual a tramitação que o processo de cassação terá após o parlamentar deixar o cargo.

Sessão tumultuada

A sessão que aprovou o relatório contra o deputado foi marcada por tumulto, em 12 de abril. A militância do MBL, movimento do qual Do Val faz parte, compareceu à Alesp durante a votação. Com cartazes, gritaram na porta do local da reunião “Não à cassação”. Policiais militares lotaram os corredores da Casa para tentar impedir alguma confusão.

Mulheres ucranianas que vivem no Brasil e que pedem a punição do parlamentar também estiveram presentes naquela reunião, onde o parlamentar admitiu que erro ao enviar mensagens com conteúdos sexistas aos amigos.

Conselho de Ética da Alesp vota pela cassação de Arthur do Val

“Eu errei, ponto final. Quero pedir desculpas principalmente às mulheres ucranianas que estão aqui. Agora, vamos ser sinceros. Todo mundo sabe que esse processo de cassação não é pelo que eu disse, mas por quem disse. A verdade é que todos aqui me odeiam. Esse processo não é pelos meus defeitos, mas por minhas virtudes”, disse Arthur do Val.

“Vocês vão cortar minha cabeça, mas vão nascer outras no lugar”, afirmou ainda.

Continuar lendo DEPUTADO ARTHUR DO VAL RENUNCIA CARGO APÓS CONSELHO DE ÉTICA APROVAR PROCESSO QUE PODERIA GERAR CASSAÇÃO DO SEU MANDATO

GOVERNADOR DO TOCANTINS RENUNCIA O CARGO HORAS ANTES DA VOTAÇÃO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT

Por g1 Tocantins

 

Governador do Tocantins Mauro Carlesse renunciou ao cargo — Foto: Esequias Araújo/Governo do TocantinsGovernador do Tocantins Mauro Carlesse renunciou ao cargo — Foto: Esequias Araújo/Governo do Tocantins

O governador afastado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), renunciou ao cargo na tarde desta sexta-feira (11) na Assembleia Legislativa. O documento com o pedido foi protocolado pelo advogado Juvenal Klayber, por volta das 15h, duas horas antes do segundo turno da votação no processo de impeachment que levaria a abertura de um Tribunal Misto para julgar o governador por crimes de responsabilidade.

Com a renúncia, o processo de impeachment não deve continuar. Isso porque nesta situação há a chamada ‘perda de objeto’, uma vez que ele não está mais no cargo que poderia perder. Na sessão, haverá a leitura da carta de renúncia, que o g1 vai transmitir ao vivo.

No pedido de renúncia, ele afirma que tomou a decisão para “apresentar de forma tranquila e serena sua defesa junto ao Poder Judiciário em relação às injustas e inverídicas acusações que lhe foram imputadas”.Pedido de renúncia do governador afastado Mauro Carlesse — Foto: Reprodução/Assessoria de Mauro CarlessePedido de renúncia do governador afastado Mauro Carlesse — Foto: Reprodução/Assessoria de Mauro Carlesse

Segundo a assessoria de imprensa do governador, ele enviou uma mensagem que deve ser lida durante a sessão extraordinária na qual a votação do segundo turno do impeachment aconteceria. Logo em seguida, será convocada uma sessão solene para a posse do vice-governador como novo títular.

As acusações do impeachment eram baseadas na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o afastou do cargo em outubro do ano passado. As investigações são da Polícia Federal e apontam participação de Carlesse em um esquema de recebimento de propinas e também interferência política na Polícia Civil.

Após a votação em primeiro turno, na quinta-feira (10), o governador emitiu uma nota oficial dizendo não concordar com a votação da Assembleia e afirmando sua inocência. Ele tinha dito que continuaria a debater o caso judicialmente.

Vice assume definitivamente

Desde outubro de 2021, quando Carlesse foi afastado pelo STJ, o governo do Tocantins é exercido pelo vice-governador, Wanderlei Barbosa (Sem partido). Com a renúncia, Wanderlei deixa de ser o governador em exercício e se torna titular do cargo. Deve ser realizada uma cerimônia solene para a posse dele.

Desde que assumiu, Wanderlei rompeu a relação com Carlesse e realizou uma reforma administrativa no primeiro escalão que levou à troca de praticamente todo o secretariado. Ele também herdou a base de apoio que Carlesse tinha na Assembleia Legislativa. No começo da semana, 21 dos 24 deputados estaduais assinaram um manifesto de apoio a Wanderlei.

Histórico político

Mauro Carlesse assumiu o Poder Executivo do Tocantins de forma inesperada em 2018, sem nunca ter sequer sido cogitado como pré-candidato ao Palácio Araguaia.

Ele era presidente da Assembleia Legislativa e acabou na cadeira de governador porque Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV), então governador e vice, foram cassados por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. Os dois foram condenados por uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2014.

Após a cassação, Carlesse assumiu o mandato de forma interina e conseguiu se manter no cargo em uma eleição suplementar e depois novamente na eleição geral daquele ano.

O governo dele foi marcado por polêmicas, a mais emblemática delas sendo a mudança no manual de conduta da Polícia Civil. O documento ficou conhecido como ‘decreto da mordaça’ por proibir a divulgação de nomes de suspeitos de crimes e criticas a autoridades. Mais tarde, este seria um dos elementos citados na investigação que levou ao afastamento dele.

Continuar lendo GOVERNADOR DO TOCANTINS RENUNCIA O CARGO HORAS ANTES DA VOTAÇÃO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT

CERCA DE 52 COORDENADORES E CONSULTORES DA CAPES PEDEM RENÚNCIA COLETIVA DOS CARGOS

Por g1 — São Paulo

 

52 coordenadores e consultores da Capes pedem renúncia coletiva dos cargos
52 coordenadores e consultores da Capes pedem renúncia coletiva dos cargos

Um grupo de 6 coordenadores e 46 consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pediu renúncia coletiva de seus cargos nesta segunda-feira (29).

Órgão ligado ao Ministério da Educação, a Capes é responsável por avaliar os programas de pós-graduação de mestrado e doutorado no país, autorizando ou não o seu funcionamento.

Os pesquisadores que pediram para serem desligados são das áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística e de Física e Astronomia.

Em uma carta aberta enviada à direção da Capes, os servidores atribuem a sua decisão à falta de apoio e respaldo ao trabalho deles.

O documento ainda lista outros motivos, como a falta de ação da Capes para a retomada da avaliação quadrienal, que está paralisada por uma decisão judicial liminar.

Ao g1, pesquisadores também apontaram mudança na prioridade da direção da entidade ao, segundo eles, se preocupar mais com a abertura de novos cursos à distância do que com a avaliação dos que estão hoje em funcionamento (veja mais abaixo).

A reportagem procurou a autarquia, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido retorno.

Num primeiro momento, três coordenadores de matemática e 28 consultores renunciaram a seus cargos. Em seguida, outros 3 coordenadores e 18 pesquisadores de física se juntaram ao grupo.

Entenda a importância das avaliações

Os coordenadores de área da Capes são responsáveis pela avaliação de cursos de mestrado e doutorado. As avaliações englobam tanto a proposta de novos cursos, chamada de Apresentação de Propostas de Cursos Novos (APCN), quanto a permanência daqueles que já integram o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

avaliação quadrienal é a realizada periodicamente pelas coordenações de área para verificar se os cursos terão reconhecimento renovado para continuar funcionando até a próxima avaliação.

Avaliação quadrienal paralisada e fim de mandato

Em 22 de setembro, o Ministério Público Federal (MPF) conseguiu uma liminar concedida pela Justiça Federal que suspendia imediatamente a avaliação quadrienal dos programas de pós stricto sensu (mestrado e doutorado) em andamento.

O MPF argumenta que apurou ilícitos nos critérios adotados pela Capes no ranqueamento dos programas de pós no Brasil e nas normas usadas para a concessão de bolsas.

A Procuradoria pediu ainda que a Capes apresentasse, em 30 dias, a relação completa dos “critérios de avaliação”, “tipos de produção/estratos” e as “notas de corte” utilizados para avaliar os cursos.

De acordo com os pesquisadores ouvidos pelo g1, a entidade não entrou com recurso no tempo hábil e se manifestou apenas cerca de dois meses após a liminar passar a valer, mantendo o processo avaliatório paralisado nesse período.

Diante desse cenário, os demissionários afirmam que as avaliações que estavam sendo feitas pelos coordenadores e consultores não serão finalizadas antes do final do mandato quadrienal atual, previsto para acabar entre o final de abril e começo de maio de 2022.

Segundo o pesquisador Gregório Pacelli, que era coordenador de Matemática, esse foi o principal motivo que levou à renúncia coletiva. “Não temos solução, não temos avaliação. Então, ficar por mais seis meses seria um desgaste”, afirmou.

Mudança de prioridades

O também pesquisador Fernando Lázaro Freire Jr., que ocupava a coordenação da área de Física e Astronomia, afirmou ao g1 que a prioridade da autarquia é a criação de cursos EaD: “A atual direção da Capes não tem a avaliação como uma prioridade e, sim, a abertura de novos cursos, especialmente aqueles da modalidade de ensino à distância, para todas as áreas”.

A questão também foi apontada na carta assinada pelos demissionários. Além do curto prazo estabelecido para avaliar os parâmetros de cursos para as 49 áreas, “o EaD definitivamente não é a modalidade de ensino dos melhores programas de pós-graduação no mundo”.

Coordenadores e consultores demissionários

De acordo com Gregório Pacelli, os coordenadores não possuem vínculo com a Capes. Eles são eleitos entre si e não há compensação financeira pelos serviços prestados. Uma vez que a renúncia seja oficializada no Diário Oficial da União, os coordenadores permanecem nas instituições com as quais possuem vínculo.

Os consultores, por sua vez, precisam assinar termos de confidencialidade com a autarquia, mas também não possuem vínculo profissional, e foram eleitos pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior para ocupar os cargos em questão.

São eles:

Coordenadores de matemática

  1. Gregório Pacelli Feitosa Bessa
  2. Roberto Imbuzeiro Moraes Felinto de Oliveira
  3. Sandra Augusta Santos

Consultores da área Matemática

  1. Alexandre Loureiro Madureira
  2. Alexandre Tavares Baraviera
  3. Antônio Carlos Gardel Leitão
  4. Carlos Hoppen
  5. César Javier Niche Mazzeo
  6. Daniel Marinho Pellegrino
  7. Diego Ribeiro Moreira
  8. Dimitar Kolev Dimitrov
  9. Edgard Pimentel
  10. Eduardo de Siqueira Esteves
  11. Elias Alfredo Gudiño Rojas
  12. Elias Salomão Helou
  13. Gabriela Del Vale Planas
  14. Glaydston de Carvalho Bento
  15. Gregório Manoel Silva Neto
  16. Hedibert Freitas Lopes
  17. Jaqueline Godoy Mesquita
  18. João Xavier da Cruz Neto
  19. Klaus Leite Pinto Vasconcellos
  20. Márcio Gomes Soares
  21. Marcos Oliveira Prates
  22. Maria Amélia Salazar Pinzón
  23. Maria Aparecida Soares Ruas
  24. Pablo Braz e Silva
  25. Paolo Piccione
  26. Paulo Alexandre de Souza
  27. Paulo José da Silva e Silva
  28. Plamen Emilov Koshlukov

Coordenadores de Física

  1. Fernando Lázaro Freire Jr.
  2. Alberto Saa
  3. Rubem Sommer

Consultores da área Física

  1. Alex Antonelli,
  2. Ângela Burlamaqui Klautau
  3. Antonio Gomes de Souza Filho
  4. Anderson Stevens Leonidas Gomes
  5. Antonio Zelaquett Khoury
  6. Francisco Anacleto Barros Fidelis de Moura
  7. George Emanuel Avraam Matsas
  8. Leandro Salazar de Paula
  9. Marco Cremona
  10. Marcos Gomes Eleutério da Luz
  11. Pedro Luis Grande
  12. Renata Zukanovich Funchal
  13. Roberto Cid Fernandes Junior
  14. Roberto Vieira Martins
  15. Rodrigo Gribel Lacerda
  16. Saulo Carneiro de Souza Silva
  17. Tobias Frederico
  18. Valtencir Zucolotto

Fonte: CNN

Continuar lendo CERCA DE 52 COORDENADORES E CONSULTORES DA CAPES PEDEM RENÚNCIA COLETIVA DOS CARGOS

PRIMEIRA -MINISTRA DA SUÉCIA FOI FORÇADA A RENUNCIAR HORAS DEPOIS DE SER NOMEADA

Nova primeira-ministra da Suécia renuncia horas após ser nomeada

Magdalena Andersson deixou o cargo depois de perder apoio político e ver o orçamento planejado ser rejeitado pelo Parlamento

INTERNACIONAL

 por AFP

Magdalena Andersson foi a primeira mulher eleita como premiê da SuéciaMagdalena Andersson foi a primeira mulher eleita como premiê da Suécia TT NEWS AGENCY/AFP – 24.11.2021

Menos de oito horas depois de ser eleita pelo Parlamento, a nova primeira-ministra sueca Magdalena Andersson foi forçada a renunciar nesta quarta-feira (24) após ter o orçamento desaprovado pelo Parlamento e perder aliados ecologistas do governo.

“Há uma prática constitucional segundo a qual um governo de coalizão renuncia quando um partido sai. Não quero liderar um governo cuja legitimidade esteja em questão”, declarou a líder social-democrata, acrescentando que espera ser reeleita em uma votação futura.

Andersson havia se tornado a primeira mulher eleita para o cargo de primeira-ministra na Suécia, depois de fechar um acordo de última hora com o Partido de Esquerda na terça-feira (23) para aumentar as pensões em troca de seu apoio na votação de quarta-feira.

Mas o pequeno partido de centro retirou seu apoio ao orçamento de Andersson, devido às concessões feitas à esquerda, resultando em votos insuficientes para aprovar o orçamento no Parlamento.

Andersson, de 54 anos, era até agora ministra das Finanças no governo do primeiro-ministro Stefan Löfven, que renunciou em novembro após sete anos no cargo.

Fonte: R7

Continuar lendo PRIMEIRA -MINISTRA DA SUÉCIA FOI FORÇADA A RENUNCIAR HORAS DEPOIS DE SER NOMEADA

PRIMEIRO-MINISTRO SUECO RENUNCIA E MINISTRA DAS FINANÇAS DEVE SUBSTITUÍ-LO

Premiê da Suécia renuncia, e país pode ter primeira mulher no cargo

Magdalena Andersson precisará do voto favorável do Parlamento, em uma data ainda não definida, para tornar-se chefe do governo

Primeiro-ministro da Suécia entrega a renúncia ao cargo ao presidente do Parlamento, Andreas Norlen

ANDERS WIKLUND / TT NEWS AGENCY / AFP

O primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, apresentou sua renúncia nesta quarta-feira (10), o que ativa o processo de sucessão, pelo qual a ministra das Finanças, Magdalena Andersson, deve substituí-lo até as eleições do próximo ano. O país nunca teve uma primeira-ministra.

Após sete anos no cargo, o líder social-democrata se viu enfraquecido por uma crise política em meados de 2021. Em agosto, anunciou que renunciaria em novembro, um ano antes das eleições, marcadas para setembro de 2022.

“O povo sueco quer uma sucessão rápida”, disse Löfven, que se despediu em Bruxelas no fim de outubro ao mesmo tempo que a chanceler alemã, Angela Merkel.

Esse ex-soldador de 64 anos com jeito de boxeador devolveu o poder à esquerda em 2014, repetindo-se como primeiro-ministro depois de uma aproximação com a centro-direita nas eleições de 2018.

Hábil negociador, conseguiu, segundo especialistas, devolver seu partido – então “em completo caos” – aos trilhos.

“Mas nunca foi considerado um líder visionário”, embora “precisássemos dele quando o partido estava em apuros, e ele fez um bom trabalho”, explicou Anders Sannerstedt, professor de ciência política da Universidade de Lund, em entrevista à AFP.

Em seu governo, Löfven teve de enfrentar o crescimento da extrema direita, uma crise migratória e sanitária, e assumiu até o fim uma estratégia divergente da adotada pela Suécia em relação à Covid-19.

Sua posição se enfraqueceu em junho, após uma inédita votação de desconfiança que pôs fim ao seu governo. A medida foi promovida pelo Partido de Esquerda, em protesto contra o projeto de liberalização dos aluguéis.

Após uma semana de crise, Stefan Löfven foi devolvido ao cargo pelo Parlamento em 7 de julho, mas permaneceu em uma posição frágil. Essa situação o levou a antecipar a renúncia.

Agora liderados por Magdalena Andersson, os social-democratas enfrentarão o partido conservador Moderados, de Ulf Kristersson, que se aproximou da sigla anti-imigração Democratas da Suécia (SD), de Jimmie Åkesson, e está disposto a governar com seu apoio no Parlamento.

Para se tornar a primeira mulher chefe de governo da Suécia, Andersson não pode ser rejeitada pela maioria absoluta (175 cadeiras, do total de 349) dos membros do Parlamento.

Para isso, Andersson deve garantir o apoio conjunto de seus aliados verdes e de outros dois partidos – o de Esquerda e o de Centro –, buscando conjugar interesses com frequência divergentes.

Fonte: R7

Continuar lendo PRIMEIRO-MINISTRO SUECO RENUNCIA E MINISTRA DAS FINANÇAS DEVE SUBSTITUÍ-LO

OPINIÃO: DEPOIS DE VIR À TONA O SISTEMA DE RACHADINHA JÁ CIRCULA NO SENADO A POSSIBILIDADE DE ALCOLUMBRE RENUNCIAR

Desesperado, Alcolumbre chega ao fim do poço e deve renunciar para não ser cassado

Davi Alcolumbre - Foto: Agência SenadoDavi Alcolumbre – Foto: Agência Senado

Depois que o seu esquema de “rachadinha” foi exposto pela revista Veja, já começa a circular no Senado a possibilidade de renúncia do senador Davi Alcolumbre.

Relembre: O senador nomeou 6 assessoras de gabinete, das quais ele embolsava mais de 90% do salário delas, pelo menos uma confessou ter sido nomeada com salário de R$ 14.000,00 do qual ela recebia apenas R$ 1.350,00, ou seja, menos de 10%. Ao todo, o esquema desviou dois milhões de reais.

Amplamente documentada com extratos e depoimentos das vítimas, isso já seria mais do que suficiente para cassação de um parlamentar. Mas, não para por aí: no início do mês de outubro, Alcolumbre foi objeto de várias acusações de nepotismo cruzado, rachadinha e desvio de dinheiro público (de salário) envolvendo uma autoridade do Judiciário do seu estado, o Amapá.

Para completar o inferno astral do senador Alcolumbre, o seu colega de Sergipe, senador Alessandro Vieira apresentou uma notícia crime pedindo que o Supremo Tribunal Federal investigue as acusações.

Isso, na verdade, é “uma sentença de morte política”, porque dificilmente Alcolumbre vai se safar dessa situação. A saída seria Alcolumbre renunciar ao mandato, evitando assim ao menos a perda de direitos políticos por oito anos.

Não se vê mais nem traços daquele senador que agia como um leão feroz barrando a nomeação de um ministro do STF e andando com o peito estufado pelos corredores do Senado.

Foto de Eduardo Negrão

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de “Terrorismo Global” e “México pecado ao sul do Rio Grande” ambos pela Scortecci Editora.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo OPINIÃO: DEPOIS DE VIR À TONA O SISTEMA DE RACHADINHA JÁ CIRCULA NO SENADO A POSSIBILIDADE DE ALCOLUMBRE RENUNCIAR

MENSAGEM DE RENÚNCIA DE TODO GABINETE MINISTERIAL DO PERU FOI TRANSMITIDA PELA TELEVISÃO ESTATAL PARA TODO PAÍS

Presidente do Peru anuncia renúncia de todo gabinete

Ministros deixaram os cargos dois meses depois de assumir o poder; nova equipe pode ser divulgada nas próximas horas

INTERNACIONAL

 por AFP

Pedro Castillo se reunirá com nova equipe ministerial ainda nesta quarta-feira (6)

ERNESTO BENAVIDES / AFP – 15.6.2021

O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta quarta-feira (6) a renúncia do primeiro-ministro e de todo o gabinete ministerial, dois meses após ter assumido o cargo, em uma mensagem inesperada transmitida pela televisão estatal para todo o país.

“Informo ao país que no dia de hoje aceitamos a renúncia do presidente do Conselho de Ministros, Guido Bellido Ugarte, a quem agradeço pelos serviços prestados”, declarou Castillo durante o breve pronunciamento.

A renúncia do primeiro-ministro também afeta o restante do gabinete, de acordo com as normas locais. Bellido foi nomeado em 29 de julho para chefiar o primeiro gabinete do governo esquerdista de Castillo.

O presidente evitou dar detalhes sobre a renúncia e anunciou que o novo chefe de gabinete e seus membros se reunirão à noite, a partir das 20h (22h no horário de Brasília).

Mas, em sua carta de renúncia, publicada pela imprensa, Bellido indica que está se afastando do Executivo a pedido de Castillo.

“Tendo cumprido todas as funções correspondentes à instituição, apresento minha irrevogável renúncia ao cargo da Presidência do Conselho de Ministros conforme o senhor solicitou”, diz na carta Bellido, que voltará ao Congresso para exercer funções como parlamentar do partido Peru Livre.

Bellido é um membro linha-dura do governante Peru Livre, um pequeno partido marxista-leninista que, para surpresa geral, conquistou a presidência do Peru com Castillo, vencendo a candidata de direita Keiko Fujimori em votação apertada em 6 de junho, após uma campanha marcada pela polarização.

Durante o breve pronunciamento, Castillo reiterou sua invocação aos setores econômicos, políticos e sociais “à mais ampla unidade para alcançar objetivos comuns”, como a reativação econômica.

“É hora de colocar o Peru acima de todas as ideologias e posições partidárias isoladas”, enfatizou o presidente, um professor rural, que usava seu típico chapéu de palha.

Continuar lendo MENSAGEM DE RENÚNCIA DE TODO GABINETE MINISTERIAL DO PERU FOI TRANSMITIDA PELA TELEVISÃO ESTATAL PARA TODO PAÍS

PARTIDO DEMOCRATA DO ARIZONA PEDE RENÚNCIA DE SENADOR ACUSADO DE ABUSO SEXUAL

Partido pede renúncia de senador democrata acusado de abuso

Tony Navarrete teria ligado e pedido desculpas à vítima, atualmente com 16 anos, informa reportagem norte-americana

INTERNACIONAL

Do R7

Na imagem, senador estadual Tony Navarrete

REPRODUÇÃO TWITTER

O partido Democrata do Arizona, nos Estados Unidos, pediu a renúncia imediata do senador estadual Tony Navarrete, ligado à legenda, acusado de abusar sexualmente de um menino durante anos.

A solicitação foi publicada nesta sexta-feira (6) nas redes sociais do partido. “Abusos desse tipo são intoleráveis e nossos corações estão com as vítimas”, afirma a nota.

De acordo com reportagens veiculadas na imprensa norte-americana, o senador foi acusado de abusar repetidamente de um menino com quem conviveu durante vários anos. Uma das matérias fala que a vítima, atualmente com 16 anos, disse aos detetives que Navarrete tocou seus órgãos genitais com as mãos e a boca, desde os 12 ou 13 até os 15 anos

Em uma ligação gravada pela polícia, Navarrete pediu desculpas ao adolescente e disse que se arrepende de suas ações, contou a Fox News.

O governador republicano do Arizona, Doug Ducey, também pediu a renúncia do senador. “Minhas orações são com as jovens vítimas e seus entes queridos durante este período traumático”, disse.

Fonte: R7
Continuar lendo PARTIDO DEMOCRATA DO ARIZONA PEDE RENÚNCIA DE SENADOR ACUSADO DE ABUSO SEXUAL

DEFICIÊNCIA EM VACINAÇÃO CAUSA CRÍTICA AO GOVERNO DA GUATEMALA

Entidades pedem renúncia do presidente da Guatemala

Com vacinação ainda deficiente, entidades criticam gestão do presidente Alejandro Giammattei

INTERNACIONAL 

Da EFE

A Guatemala tem uma das vacinações mais lentas da América Latina

ESTEBAN BIBA / EFE – ARQUIVO

Diversas organizações sociais exigiram neste sábado (3) a renúncia do presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, devido à gestão da pandemia, além da falta de vacinas contra a covid-19 no país

A aliança Convergência para os Direitos Humanos, formada por 11 organizações sociais, divulgou um comunicado pedindo “a renúncia imediata” de Giammattei e “das autoridades do Ministério da Saúde” guatemalteco.

“Este é o governo com maior orçamento atribuído, o que lhe permitiria enfrentar vários dos impactos da pandemia, mas os recursos foram difamados ou acabaram no bolso das pessoas, principalmente do círculo fechado de Alejandro Giammattei”, diz o comunicado.

As organizações afirmaram que “a incapacidade” do governo de Giammattei “só aumentou a pobreza, a pobreza extrema e a desnutrição no país”.

“Depois de um ano e meio no poder, Alejandro Giammattei deu sinais suficientes de ter trilhado o caminho de buscar e ampliar a corrupção e a impunidade, acima da proteção da população”, acrescenta o comunicado.

 

Índia passa de 400 mil mortes por covid-19

A aliança Convergência para os Direitos Humanos é formada pelas entidades Justicia Ya, a Fundação Myrna Mack, a União Nacional de Mulheres Guatemaltecas, o Instituto de Estudos Comparativos em Ciências Criminais da Guatemala, a Unidade de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, o Centro para Análise Forense e Ciências Aplicadas e Equipe de Estudos Comunitários e Ação Psicossocial, entre outros.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Guatemala registrou pouco mais de 750 mortes por covid-19 nos últimos 15 dias, em um dos períodos mais letais da doença desde março de 2020.

As 750 mortes equivalem a 8% do total de vítimas da doença no país, que na última atualização, ontem, somava 9.350 óbitos.

O país governado por Alejandro Giammattei, com 16,3 milhões de habitantes, tem um dos piores registros de vacinação do continente, segundo índices de organismos internacionais.

De acordo com dados oficiais, uma em cada duas crianças na Guatemala sofre de desnutrição e 59% da população vive abaixo da linha da pobreza.

Fonte: R7
Continuar lendo DEFICIÊNCIA EM VACINAÇÃO CAUSA CRÍTICA AO GOVERNO DA GUATEMALA

PARTIDO TRABALHISTA PEDIU A RENÚNCIA DO MINISTRO DA SAÚDE DO REINO UNIDO APÓS REVELAÇÃO DE CASO EXTRACONJUGAL COM UMA ASSESSORA

Oposição britânica pede saída de ministro que teve caso revelado

Foto publicada no tabloide The Sun mostra Matt Hancock aos beijos com sua assessora enquanto nova cepa devastava o país

INTERNACIONAL

Da EFE

Em nota à imprensa, Hancock pediu desculpas e admitiu que "decepcionou as pessoas"

ALKIS KONSTANTINIDIS/ REUTERS – 2.4.2019

A principal legenda opositora do Reino Unido, o Partido Trabalhista, solicitou nesta sexta-feira (25) a renúncia do ministro da Saúde, Matt Hancock, por “abuso de poder” e “conflito de interesses”, após ter sido revelado que o político mantinha uma relação extraconjugal com uma assessora a quem contratou com recursos públicos.

Hancock virou centro de um escândalo hoje depois que o tablóide The Sun publicou em sua capa uma foto do ministro abraçando e beijando sua assessora, Gina Coladangelo, no momento em que a nova variante Delta devastava o Reino Unido no último mês de maio e a população era solicitada a manter distanciamento social.

Em nota à imprensa, o ministro britânico pediu desculpas por não respeitar o distanciamento e admitiu que “decepcionou as pessoas”.

“Continuo focado em trabalhar para tirar este país desta pandemia e gostaria de ter privacidade para minha família em questões pessoais”, acrescentou o comunicado de Hancock.

Por sua vez, um porta-voz da residência oficial de Downing Street disse nesta sexta-feira que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, aceitou o pedido de desculpas de Hancock por quebrar as regras sobre distanciamento social e que considera o assunto “encerrado”.

A fonte oficial destacou ainda que o chefe do governo confia em seu ministro da Saúde.

Em declarações a jornalistas, a presidente honorária do Trabalhismo, Anneliese Dodds, opinou que as atitudes de Hancock deveriam provocar sua saída do governo britânico.

“Se Matt Hancock teve um relacionamento secreto com sua assessora em seu escritório, que ele pessoalmente nomeou para uma posição financiada pelo contribuinte, é um claro abuso de poder e conflito de interesses”, destacou.

“Sua posição é completamente insustentável. Boris Johnson deveria demiti-lo”, acrescentou.

Hancock, casado há 15 anos, foi flagrado pelas câmeras de segurança de seu gabinete na tarde de 6 de maio, dia em que o parlamento estava concentrado nas eleições locais.

“Ele a colocou em um papel tão importante, financiado com recursos públicos, e isso é o que eles fazem no horário de expediente, quando todos estão trabalhando duro”, disse um funcionário ao “The Sun”, que garantiu que o casal já havia sido flagrado antes.

Essa acusação vem no pior momento político para Hancock, que passou por várias crises recentemente, como os vazamentos de uma mensagem de Johnson chamando-o de “inútil” e de um vídeo em que a própria rainha Elizabeth 2ª se referia a ele como “pobre homem”.

A posição de Hancock como Ministro da Saúde “está por um fio”, de acordo com o “The Sun”, já que ele foi anteriormente acusado de mentir sobre a gestão da pandemia; e até de malversação de dinheiro público, já que seu ex-vizinho ganhou um contrato milionário para fazer testes de covid-19, apesar de não ter experiência.

Fonte: R7
Continuar lendo PARTIDO TRABALHISTA PEDIU A RENÚNCIA DO MINISTRO DA SAÚDE DO REINO UNIDO APÓS REVELAÇÃO DE CASO EXTRACONJUGAL COM UMA ASSESSORA

PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL RENUNCIA AO CARGO

André Brandão renuncia ao cargo de presidente do Banco do Brasil

A saída do executivo acontecerá no dia 1º de abril, após seis meses à frente da instituição

Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo

 Atualizado 18 de março de 2021 às 20:37

O novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão

O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (18). A saída do executivo acontecerá no dia 1º de abril, apenas seis meses após ter assumido o comando da instituição, de acordo com fato relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo o documento, Brandão entregou a renúncia ao presidente Jair Bolsonaro, ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao presidente do conselho do BB, Hélio Lima Magalhães.

nome escolhido pelo governo para substituir Brandão no cargo é Fausto de Andrade Ribeiro, presidente da BB Administradora de Consórcios desde setembro de 2020.

As conversas sobre a possível saída de Brandão começaram pouco depois de Bolsonaro anunciar, em suas redes sociais, que haveria troca no comando da Petrobras, com a saída de Roberto Castello Branco para entrada do general Joaquim Luna e Silva. Na ocasião, o presidente disse “semana que vem tem mais”.

Brandão chegou a reclamar com Guedes de que estaria sem condições para trabalhar diante das especulações sobre sua saída do cargo. Por causa do rumor de mercado, as ações do banco recuaram 5% no dia 26 de fevereiro.

Em janeiro, Bolsonaro já teria tentado demitir Brandão, depois que o BB anunciou um plano de economia que incluía o fechamento de 361 agências e cerca de 5 mil demissões voluntárias.

Dança das cadeiras

Brandão, que é ex-presidente do HSBC, substituiu Rubem Novaes no comando do Banco do Brasil, em setembro do ano passado. Novaes disse, em entrevista à CNN, que saiu por causa dos conflitos políticos de Brasília e por acreditar que o banco precisa de um executivo mais afinado com as inovações tecnológicas necessárias para enfrentar a concorrência das fintechs.

Não me adaptei à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília“, afirmou Novaes.

O executivo teve atritos com o alto escalão do governo e enfrentou dificuldades para levar adiante os planos de privatizar o banco.

Fonte: CNN

Continuar lendo PRESIDENTE DO BANCO DO BRASIL RENUNCIA AO CARGO

O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PEDIU O FIM DO GOLPE DE ESTADO EM MIANMAR

Biden anuncia sanções a Mianmar e exige renúncia de militares

Presidente dos EUA pediu fim do golpe militar no país asiático e disse que o resultado da última eleição deve ser respeitado

INTERNACIONAL

 Da EFE

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu fim do golpe de Estado em Mianmar

MICHAEL REYNOLDS / POOL VIA EFE – EPA – 10.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (10) a imposição de sanções econômicas a membros do governo militar que tomou o poder na semana passada em Mianmar, e insistiu que os militares “devem renunciar”.

Os militares de Mianmar “devem renunciar ao poder tomado e demonstrar respeito pela vontade do povo, expressada nas eleições de 8 de novembro”, comentou Biden em discurso na Casa Branca.

“Identificaremos uma primeira rodada de alvos nesta semana, e também vamos impor fortes controles às exportações”, acrescentou o mandatário americano.

Em concreto, Biden anunciou o congelamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) que o governo de Mianmar tem nos EUA para evitar que o dinheiro “seja controlado pelos generais”.

Golpe militar

No dia 2 de fevereiro, um dia após a revolta militar, o governo de Biden classificou o ato como golpe de Estado e anunciou que restringiria a ajuda voltada às autoridades de Mianmar, mais ainda mantendo a assistência humanitária à população, incluindo a minoria rohingya.

Desde o golpe de Estado, ao menos 190 pessoas foram detidas e 19 delas foram liberadas depois, informou nesta quarta-feira a Associação para a Assistência de Presos Políticos em Mianmar.

Fonte: R7
Continuar lendo O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PEDIU O FIM DO GOLPE DE ESTADO EM MIANMAR

PRIMEIRO MINISTRO DA ITÁLIA RENUNCIOU AO CARGO EM MEIO À PANDEMIA

Entenda a crise política na Itália que levou à renúncia do premiê

Giuseppe Conte perdeu maioria no Senado e tenta formar coalisão para 3º governo. Enquanto isso, outros partidos almejam cargo

INTERNACIONAL

Giovanna Orlando, do R7

Giuseppe Conte renunciou ao cargo de primeiro-ministro em meio à pandemia de covid-19 na Itália
YARA NARDI/REUTERS – 19.1.2020

No meio de uma pandemia e um entrave para conseguir vacinas, a Itália entrou também em uma crise política. Na última terça-feira (26), o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou que renunciava ao cargo e agora atua como premiê interino do país, enquanto busca uma nova base de apoio no Parlamento para voltar a governar.

“O premiê só é premiê pelo apoio que ele tem no Parlamento e no Senado”, resume o professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), Kai Enno Lehmann.

Conte perdeu na semana passada o apoio do Senado italiano depois que o ex-premiê, Matteo Renzi, deixou a coalizão, que garantia maioria absoluta ao primeiro-ministro, por não concordar com a forma como o governo italiano está gerenciando a pandemia e a recessão econômica.

A covid-19 afetou governos, economias e a popularidade de líderes antes queridos pelo mundo, mas Conte havia conseguido se manter estável durante a primeira onda no país. Segundo o professor, a aprovação do premiê chegava a 70%, com discursos sobre a importância do isolamento e distanciamento social e fechamento de comércio não essencial, mas “é difícil sustentar esse discurso por meses”, analisa.

Com uma pandemia que volta ainda pior em novas ondas, a população passou a exigir mais do governo. Atualmente, o país enfrenta imbróglios para conseguir vacinas e pretende processar a farmacêutica AstraZeneca por não entregar as doses prometidas.

Sem maioria, sem governo

Sem a maioria no Senado, Conte perdeu a governabilidade e as chances de aprovar projetos de lei.

Na Itália, não é incomum ouvir que primeiros-ministros renunciaram e tentaram reorganizar a base de apoio. E essa, inclusive, é a segunda vez que Conte faz isso. Em 2019, o premiê perdeu o apoio dos partidos de direita, com quem tinha uma coalizão, e renunciou. Ele voltou ao poder depois de conseguir formar uma maioria com partidos de centro e esquerda. Agora, ele precisa encontrar um caminho para voltar ao poder.

Autoridades na Itália alertam para possível ‘situação descontrolada

“O país tem um histórico de instabilidade entre primeiros-ministros, e apenas Silvio Berlusconi conseguiu terminar o mandato sem renunciar alguma vez desde a Segunda Guerra Mundial”, elucida o professor. Em todos os outros mandatos houve algum tipo de instabilidade que forçou os mandatários a renunciarem.

Até 1994, a Itália tinha um partido comunista muito popular, mas nenhuma sigla queria entrar em coalizão com eles. Com isso, para encontrar uma maioria eram formadas alianças com partidos menores ou o partido cristão democrata em troca de favores, cargos e privilégios, o que criou um sistema instável no país.

Mesmo com reformas políticas, institucionais e no sistema eleitoral, esse sistema continua vigente e a instabilidade nunca foi vencida. “Você pode mudar o sistema, mas quem já está dentro continua sendo quem já era”, diz o professor.

Como fica a Itália?

Conte continua trabalhando como premiê interino, mas não tem poder para tomar decisões que precisem ser votadas. Ele continua buscando apoio para conseguir uma maioria no Senado, o que não deve ser uma tarefa tão difícil, aponta o especialista.

“Ele tem os argumentos, é só usar”, diz. E, de fato, Conte pode tentar argumentar de vários lados para conseguir formar uma base.

De um lado, a pandemia não permite que o poder fique vacante tanto tempo, já que decisões precisam ser tomadas o tempo inteiro para garantir a estabilidade do poder, e a necessidade de negociar com empresas fabricantes de vacinas torna urgente a resolução da crise.

De outro lado, está a possibilidade de o presidente Sergio Mattarella convocar novas eleições caso uma solução interna não seja apresentada, e ninguém, nem os políticos e nem a população, querem uma eleição no momento.

Caso Conte falhe na tarefa de formar um novo governo com maioria no parlamento, “o presidente decide se dá outra chance ou se encarrega essa tarefa a outro político, ou se convoca novas eleições”, explica o especialista.

Até agora, Conte enfrenta dificuldades em organizar o terceiro governo, e Matteo Renzi, do Itália Viva, já está de olho no cargo, além de partidos como o antissemita Movimento 5 Estrelas e o centro-esquerdista Partido Democrático (PD), segundo a Ansa.

Fonte: R7
Continuar lendo PRIMEIRO MINISTRO DA ITÁLIA RENUNCIOU AO CARGO EM MEIO À PANDEMIA

APÓS ALEGAÇÕES DE QUE HAVIA RECEBIDO A VACINA ANTES DOS GRUPOS PRIORITÁRIOS, CHEFE DO ESTADO -MAIOR DA ESPANHA RENUNCIA AO CARGO

Chefe do Estado-Maior espanhol renuncia após acusação de furar fila da vacina

Da Reuters

 Atualizado 23 de janeiro de 2021 às 18:23

O chefe do Estado-maior da Espanha, Miguel Angel VillaroyaO chefe do Estado-maior da Espanha, Miguel Angel Villaroya

O chefe do Estado-maior da Espanha renunciou ao cargo neste sábado (23), após as alegações de que havia recebido a vacina contra Covid-19 antes dos grupos prioritários.

A ministra da Defesa, Margarita Robles, pediu explicações ao general Miguel Angel Villaroya, chefe do Estado-Maior de Defesa do país, depois dos relatos da mídia na última sexta-feira (22) sobre a sua vacinação.

Em um comunicado sobre a demissão do general, o Ministério da Defesa indicou, mas não afirmou explicitamente, que Villaroya havia sido vacinado. “O general nunca pretendeu tirar proveito de privilégios injustificáveis que manchariam a imagem das Forças Armadas e colocariam em dúvida a sua honra”, disse.

Ainda de acordo com o órgão, “Villaroya tomou decisões que considerou corretas, mas que prejudicaram a imagem pública das Forças Armadas”.

No início da pandemia, o general comentou na mídia o papel dos militares em ajudar na limpeza dos asilos e no cuidado com os idosos residentes.

Os espanhóis reagiram com indignação à notícia. Outros líderes militares também foram acusados de se vacinarem antes do indicado pelo plano de vacinação do país.

“General Villarroya e outros colegas, meu companheiro tem 67 anos, tem Alzheimer e é cego. Estamos esperando a vacina. Um balconista e uma ex-enfermeira e nós estamos no primeiro grupo. Você é mais importante?” tweetou um usuário com o nome de @ Marcosendra1.

As taxas de infecção em todo o país aumentou desde o final de dezembro. Foram 42.885 novos casos adicionados à contagem na sexta-feira, elevando o número a um total de 2.499.560 casos. Mais 400 novas mortes foram notificadas, contabilizando um total de 55.441 vítimas do vírus.

Continuar lendo APÓS ALEGAÇÕES DE QUE HAVIA RECEBIDO A VACINA ANTES DOS GRUPOS PRIORITÁRIOS, CHEFE DO ESTADO -MAIOR DA ESPANHA RENUNCIA AO CARGO

FLÁVIO BOLSONARO RENUNCIOU O CARGO DE TERCEIRO -SECRETÁRIO DA MESA DIRETOTA DO SENADO

Flávio Bolsonaro renuncia a cargo na Mesa Diretora do Senado

 POLÍTICA

Flávio Bolsonaro renuncia a cargo na Mesa Diretora do Senado - Jornal MidiamaxO senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente da República, renunciou ao cargo de terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (21) pela assessoria de imprensa do senador, que não havia informado o motivo da renúncia até a publicação desta reportagem.

Flávio Bolsonaro encaminhou no dia 11 deste mês um ofício ao presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP,) informando que não iria mais ocupar o cargo a partir do dia 14.

A renúncia do senador pelo Rio de Janeiro acontece pouco mais de um mês antes das eleições que vão decidir a sucessão na presidência do Senado, além da renovação da Mesa Diretora.

Alcolumbre vem se reunindo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em busca de apoio para um indicado seu para a presidência do Senado.

O atual presidente da Casa saiu em defesa de Flávio em determinados momentos, quando a investigação do Ministério Público sobre o esquema das rachadinhas começou a ganhar força.

Em dezembro do ano passado, Alcolumbre havia dito que o filho 01 do presidente era “bem intencionado” e que não devia ser enquadrado pelo Conselho de Ética pois as acusações se referiam ao período anterior a seu mandato no Senado.

No início de novembro deste ano, Flávio Bolsonaro foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sob acusação de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio.

A denúncia, apresentada ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça, se refere à suposta “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde exerceu o mandato de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

A cada nova denúncia e acusação, cresce a pressão, principalmente por parte de partidos de oposição, pela instauração de um processo no Conselho de Ética no Senado, o que ainda não aconteceu.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo FLÁVIO BOLSONARO RENUNCIOU O CARGO DE TERCEIRO -SECRETÁRIO DA MESA DIRETOTA DO SENADO

COM RENÚNCIA DO MINISTRO DO INTERIOR, GOVERNO PERUANO TEM PRIMEIRA BAIXA

Governo peruano tem 1ª baixa com renuncia do ministro do Interior

Rubén Vargas permaneceu apenas 14 dias no cargo em meio a um contexto de mal-estar entre ex-comandantes militares e policiais

INTERNACIONAL

Da AFP

Presidente do Peru, Francisco Sagasti

REUTERS/Sebastian Castaneda – 19.11.2020

O ministro peruano do Interior, Rubén Vargas, renunciou nesta quarta-feira (2), após receber criticas por uma reforma policial, tornando-se a primeira baixa do novo governo de Francisco Sagasti.

Vargas permaneceu apenas 14 dias no cargo e entregou sua carta de renúncia à presidente do Conselho de Ministros, Violeta Bermúdez, após ser duramente questionado pela oposição parlamentar e pela imprensa por causa de uma proposta de reforma do chefe da polícia e outros 17 generais como parte de uma renovação institucional.

Francisco Rafael Sagasti é o terceiro presidente do Peru em uma semana

“Apresento ao seu gabinete minha renúncia imediata como titular do Ministério do Interior. Somos totalmente conscientes de que esta gestão para melhorar nossa Polícia Nacional do Peru não se esgota com a designação de um ministro”, escreveu Vargas em carta difundida por jornalistas nas redes sociais.

O Congesso preparava um pedido de interpelação, seguido de uma eventual censura nos próximos dias.

Em sua carta, Vargas defendeu as demissões da cúpula policial e ressaltou que ocorreram para que a polícia recuperasse a confiança da cidadania.

A renúncia ocorre em um contexto de mal-estar entre ex-comandantes militares e policiais pela forma como o governo pretende reformar a polícia.

A isto se soma o boato de uma greve da polícia em repúdio à medida e denúncias de corrupção.

Vargas é o sexto ministro do Interior do Peru de 2020, um reflexo da crise institucional que o país atravessa.

A covid-19 atingiu de forma notável a polícia: mais de 500 agentes morreram e 33.700 se contagiaram, segundo cifras oficiais.

O presidente Sagasti ordenou em 24 de novembro uma reforma policial para a qual nomeou um novo chefe na instituição e deu baixa a 18 generais.

As mudanças foram apresentadas como reação à violenta repressão contra manifestantes, que deixou dois jovens mortos e mais de uma centena de feridos durante os protestos de 14 de novembro contra o governo de Manuel Merino, que durou apenas cinco dias.

O ministro demissionário tinha assumido a pasta em 19 de novembro e o presidente Sagasti lhe tinha ratificado sua confiança no domingo, descartando uma renúncia.

“Não estamos para entradas, saídas, nem jogos de xadrez em um momento tão crítico por um grupo de oficiais inconformados, a maioria dos quais é questionada”, disse o presidente em entrevista a quatro emissoras de televisão.

Fonte: R7

Continuar lendo COM RENÚNCIA DO MINISTRO DO INTERIOR, GOVERNO PERUANO TEM PRIMEIRA BAIXA

APÓS RENÚNCIA DE EVO MORALES, COMO SERÁ O PRIMEIRO PLEITO NA BOLÍVIA?

Eleições na Bolívia: como será o primeiro pleito após renúncia de Evo Morales?

Sob acusações de fraudes, o ex-presidente deixou o cargo, mas análises posteriores concluíram que auditoria da OEA que colocou a votação em questão estava incorreto. Agora, o partido de Morales chega às novas eleições como favorito

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

A Bolivia teve muitos protestos populares no último ano

Getty Images

Era quase meia-noite de 20 de outubro de 2019, data em que foram realizadas as últimas eleições nacionais da Bolívia, e o país ainda não sabia se Evo Morales permaneceria na Presidência.

Um ano depois do cancelamento daquela polêmica eleição, os bolivianos voltam às urnas neste domingo para decidir quem será o primeiro presidente eleito após os quase 14 anos de governo de Morales e após o mandato interino de Jeanine Áñez.

Morales renunciou em 10 de novembro em meio a uma mobilização social que, somada ao motim de grande parte dos policiais bolivianos e ao pedido de renúncia feito pelas Forças Armadas, acabou por destituí-lo do poder.

Depois um ano marcado pela pandemia do coronavírus, as eleições deste domingo chegam com o partido fundado por Morales, o Movimento pelo Socialismo (MAS), como favorito nas pesquisas, com o candidato Luis Arce Catacora.

Catacora foi Ministro da Economia e Finanças de Morales por quase todo seu mandato (exceto por dois anos devido ao câncer) e lidera as intenções de voto, mas em uma situação bem diferente da época em que a vitória do MAS era garantida com mais de 60% dos votos.

As pesquisas de opinião na Bolívia colocam em segundo lugar Carlos Mesa, ex-presidente e jornalista que, desde 2019, se tornou o maior adversário do MAS. E em terceiro lugar vem Luis Fernando Camacho, conhecido como o “Bolsonaro boliviano” e um dos líderes da revolta que contribuiu para a queda de Morales.

O que aconteceu nas últimas eleições?

Morales renunciou à presidência 21 dias após as eleições do ano passado, em meio a uma onda de protestos de rua acusando-o de fraudes eleitorais.

Uma auditoria realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou que havia ocorrido irregularidades nas votações e que os resultados não eram confiáveis.

No entanto, a OEA não constatou ocorrência de fraudes, e diversos estudos acadêmicos em 2020 analisaram o método utilizado pela entidade e chegaram à conclusão que as análises da organização estavam incorretas.

No entanto, a auditoria da OEA continua sendo um dos principais argumentos dos detratores de Morales que o acusam de trapacear nas eleições de 2019.

Uma missão de observadores da União Europeia chegou a propor a realização de um segundo turno. Ambos os eventos multiplicaram a suscetibilidade e a crise política da época.

Em 10 de novembro, horas depois dos resultados preliminares dessa auditoria da OEA, Morales renunciou à Presidência, denunciando ter sido vítima de um golpe.

Dois dias depois, Jeanine Áñez assumiu, e sua posse foi endossada pelo Tribunal Constitucional da Bolívia. Menos de 48 horas após a saudação do Palácio do Governo, ela disse à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que seu principal objetivo era convocar novas eleições e que não concorreria nelas.

Porém, em janeiro deste ano, ela tomou uma decisão contrária e decidiu ser candidata, em uma época em que as pesquisas lhe davam altos índices de aprovação.

Áñez acabou renunciando à candidatura no final de setembro, diante do seu fraco desempenho nas pesquisas. Ela disse ter feito isso para que “Evo não voltasse”.

Decisão semelhante foi tomada por dois outros partidos políticos que retiraram suas candidaturas menos de duas semanas antes das eleições.

Durante o governo de transição, foram tomadas decisões que iam além do restabelecimento de um mandato constitucional. Por exemplo, grande parte do serviço diplomático foi alterado, e as relações com países como Cuba e Venezuela foram rompidas.

E as mudanças dos titulares de cargos governamentais foram constantes e não foram livres de escândalos de corrupção.

Foi golpe ou não foi golpe?

Desde a renúncia de Morales, a controvérsia sobre se sua saída foi um golpe ou não está no centro da polarização política no país.

“Golpe” é uma das palavras que o ex-presidente repete com insistência, e seus seguidores o apoiam. Morales agora está na Argentina, depois de ter ido inicialmente para o México e passado por Cuba.

Morales foi encurralado a tal ponto que o anúncio de sua renúncia foi feito no Chapare (centro da Bolívia), onde sempre foi invencível nas urnas.

Com milhares de seus seguidores em estado de alerta, ele afirmou que a Polícia e os militares o abandonaram e garantiu que o golpe contra ele tinha sido bem sucedido.

Poucos dias antes houve um grande motim policial, e nas horas antes de sua queda as Forças Armadas “sugeriram” que ele se afastasse.

A maior central sindical do país também pediu sua renúncia, e os protestos contra ele se mantiveram intensos por três semanas, deixando cidades como La Paz e Santa Cruz paralisadas.

Sebastián Michel, ex-vice-ministro de Morales e agora porta-voz da campanha de Catacora, enumera diferentes razões que ele diz terem resultado no sucesso do que ele chama de golpe contra o ex-presidente.

“Foi uma conspiração política em que subornos foram feitos a comandantes das Forças Armadas e da Polícia Nacional. Não é um golpe de todos os militares, mas de alguns comandantes”, disse ele à BBC News Mundo.

Michel acredita que o ocorrido causou uma perda significativa da legitimidade dos militares perante a sociedade boliviana e que por isso “são repudiados na rua”.

“Um elemento central é que as Forças Armadas não podem pedir a renúncia de um governo. É o mesmo que se você estivesse na rua e um ladrão com uma arma se aproximasse de você e pedisse sua carteira. Quando você a entrega, não é uma transferência voluntária, ele está roubando você”, acrescenta.

O porta-voz inclui entre seus argumentos a polêmica sucessão presidencial que levou Áñez ao poder e as mortes ocorridas nos dias após a renúncia de Morales, que ainda não foram esclarecidas.

‘Recuperação da democracia’

Muito diferente da leitura do porta-voz do partido de Evo Morales é a opinião de Javier Issa, atual vice-ministro do Regime do Interior da Bolívia.

“A sucessão foi constitucional. Em nenhum momento houve golpe. Há renúncias expressas do ex-presidente, do ex-vice-presidente e do ex-presidente do Senado”, diz à BBC News Mundo.

Issa acrescenta que o que aconteceu há um ano foi um ato de “recuperação da democracia”, já que, diz ele, o MAS havia “criado um esquema para governar por muito mais tempo”.

“Não havia independência de poderes quando o senhor Morales era presidente. Todos os poderes e instituições estavam a serviço do caudilho”, afirma.

Issa afirma que durante os 14 anos de governo de Evo, foram “montados” processos contra todos os adversários políticos. “Eles judicializaram a política”, conclui.

Violência

Mais de vinte pessoas morreram nos conflitos sociais que eclodiram após a renúncia de Morales, e o governo Áñez é questionado por isso.

Também ocorreram pelo menos duas mortes antes da renúncia do ex-presidente, mas os organismos internacionais observam uma diferença: as forças de segurança do Estado participaram dos eventos subsequentes.

“Há fortes indícios de uso excessivo e desproporcional da força dos militares e da polícia. Por isso, nosso apelo é esclarecer esses fatos”, disse María José Veramendi, pesquisadora da Anistia Internacional para a América do Sul.

A especialista coordenou uma equipe que fez trabalho de campo junto aos familiares das vítimas, autoridades judiciárias e governamentais. Ela aponta que um decreto presidencial que na época isentava as Forças Armadas de responsabilidade criminal é “uma violação de direito internacional”.

“Infelizmente, no período em que vigorou, ocorreram as mortes”, acrescenta.

Veramendi lembra, no entanto, que também durante o mandato de Morales e seus antecessores também ocorreram violações de direitos humanos.

“Todos devem ser investigados e punidos. Em nosso relatório, afirmamos expressamente que certas ações ocorreram antes das eleições de 20 de outubro de 2019. Por isso, a crise de impunidade no país deve ser enfrentada”, afirma.

E o coronavírus?

Menos de cinco meses depois do terremoto político que atingiu a Bolívia, o coronavírus chegou ao país e mudou tudo.

As eleições para escolher o sucessor de Morales aconteceriam no início de maio, depois foram adiadas para agosto e, finalmente, serão realizadas em 18 de outubro de 2020.

A quarentena e as restrições para evitar contágios significaram um golpe terrível para a economia do país e para a situação financeira dos bolivianos.

A principal reivindicação dos apoiadores de Morales era a realização das eleições o mais rápido possível para “redirecionar o país”. Mas, com a covid-19, a batalha política se concentrou nas responsabilidades pela emergência sanitária.

A atual governo diz que Morales deixou uma herança de pouco investimento em saúde, enquanto apoiadores do ex-presidente dizem que governo Áñez está sendo incompetente no enfrentamento da crise de saúde e da crise econômica.

E agora?

Morales não deixou de ser uma referência na política boliviana e sua influência está longe de desaparecer.

Em uma de suas falas públicas mais recente, ele afirmou que, se seu partido vencer as eleições, “no dia seguinte” ele estará de volta à Bolívia.

Porém, vários dirigentes sindicais e agricultores que acreditam que é hora de virar a página e construir novas lideranças.

Mesmo o candidato de seu partido repete que será ele quem governará a Bolívia em caso de vitória, e não o ex-presidente.

Fonte: R7

Continuar lendo APÓS RENÚNCIA DE EVO MORALES, COMO SERÁ O PRIMEIRO PLEITO NA BOLÍVIA?

EM MEIO A CRISE POLÍTICA PRESIDENTE DO QUIRGUISTÃO RENUNCIA AO CARGO

 

Presidente do Quirguistão renuncia ao cargo em meio a crise política

Com a saída de Sooronbay Jeenbekov, país será liderado por um governo interino que tem até três meses para realizar novas eleições

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Presidente do Quirguistão renuncia ao cargo

Sultan Dosaliev/Serviço de Imprensa da Presidência do
Quirguistão/Divulgação via REUTERS – 4.10.2020

O presidente do Quirguistão, Sooronbay Jeenbekov, apresentou nesta quinta-feira (15) a renúncia do cargo, alegando ser uma tentativa para tirar a antiga república soviética de uma crise política e institucional iniciada após as eleições parlamentares do último dia 4.

“A integridade do país, a unidade da nossa população e a paz na sociedade são tudo para mim. Eu não me apego ao poder, não quero que a história se lembre de mim como o presidente que derramou sangue e atirou nos cidadãos. Por isso, tomei a decisão de renunciar”, disse o mandatário, em declarações veiculadas pela agência de notícias local AKIpress.

De acordo com a Constituição do Quirguistão, o presidente do Parlamento, Kanat Isaev, assumirá a presidência do país de maneira interina até a realização de novas eleições, que precisam acontecer em, no máximo, três meses.

No poder desde novembro de 2017, Jeenbekov já havia anunciado a intenção de entregar o cargo, mas antecipou que só o faria se os deputados aprovassem a formação de um novo governo e se houvesse pacificação nos protestos nas ruas de Biskek, capital do país.

A antiga república soviética, que se tornou independente em 1991, está em grave crise desde o pleito do dia 4, depois que apenas duas forças opositoras conseguiram cadeira no Parlamento, o que gerou acusações de fraude pelos partidos que não superaram a barreira dos 7% os votos, mínima para eleger representantes.

O resultado gerou conflitos nas ruas já no dia seguinte. Até o momento, o saldo dos distúrbios são uma morte e milhares de pessoas feridas.

A Comissão Eleitoral Central do Quirguistão anulou o resultado o dia seguinte à divulgação, mas os protestos não pararam e se intensificaram diante da cobrança de lideranças opositoras de que fosse aberto processo de impeachment do presidente, ou que o próprio líder renunciasse.

Continuar lendo EM MEIO A CRISE POLÍTICA PRESIDENTE DO QUIRGUISTÃO RENUNCIA AO CARGO

COM MENOS DE UM MÊS APÓS TER ASSUMIDO PREMIÊ DO LÍBANO RENUNCIA

 

Premiê do Líbano renuncia menos de 1 mês após ter assumido

Mustapha Adib assumiu o cargo depois que cúpula do governo renunciou após explosão em porto de Beirute, que deixou quase 200 mortos

INTERNACIONAL

Da EFE

Adib renuncia menos de um mês após assumir cargo

Mohamed Azakir/Reuters – 26.9.2020

O primeiro-ministro do Líbano, Mustapha Adib, renunciou neste sábado (26) ao cargo e à missão de formar um governo, menos de um mês depois de ter sido empossado em meio a uma grande crise, após uma explosão no porto de Beirute, que matou quase 200 pessoas.

O escritório da presidência libanesa informou através do Twitter que Adib transmitiu ao presidente do país, Michel Aoun, sua decisão de renunciar à missão de formar o governo após uma reunião realizada no palácio presidencial.

Adib foi nomeado em 31 de agosto para formar dentro de 15 dias um governo que pudesse realizar as reformas exigidas no Líbano diante da situação extrema atingida pela explosão do porto da capital. A tragédia levou à queda do ex-premiê, Hasan Diab, e a um ultimato da comunidade internacional liderada pela França.

Isso, no entanto, não foi suficiente para que Adib conseguisse formar um governo de técnicos diante da insistência dos partidos políticos em manter suas cotas de ministros no poder executivo. No início desta semana, o agora ex-primeiro-ministro já havia advertido sobre o agravamento e aprofundamento da crise devido a atrasos na composição.

O próprio Aoun assumiu o desafio do agora ex-primeiro ministro e propôs a eliminação das cotas sectárias para os ministérios e acusou diretamente os grupos xiitas Amal e Hezbollah de dificultar que um novo governo seja montado. “Se o governo não for formado, iremos para o inferno”, afirmou ele em entrevista coletiva.

O Líbano está passando por sua pior crise desde a guerra civil que terminou em 1990, com a inflação subindo acima de 50%, a moeda desvalorizada no mercado paralelo por mais de cinco vezes seu preço oficial.

Continuar lendo COM MENOS DE UM MÊS APÓS TER ASSUMIDO PREMIÊ DO LÍBANO RENUNCIA

ALEGANDO PROBLEMAS DE SAÚDE, PRIMEIRO-MINISTRO DO JAPÃO RENUNCIA O CARGO

 

Primeiro-ministro do Japão renuncia ao cargo por problema de saúde

Shinzo Abe sofre de uma doença intestinal inflamatória e decidiu deixar o governo para continuar o tratamento

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Shinzo Abe ocupava o cargo de primeiro-ministro desde 2012

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, renunciou nesta sexta-feira (28) ao cargo devido a problemas de saúde, encerrando um período à frente da terceira maior economia do mundo, durante o qual ele procurou retomar o crescimento, reforçar a defesa e impulsionar seu perfil global.

Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro pediu desculpa aos japoneses por não conseguir concluir o mandato e afirmou que não há uma data exata para deixar o cargo.

Abe tem lutado contra a doença colite ulcerosa há anos e duas visitas recentes ao hospital em uma semana levantaram questões sobre se ele poderia permanecer no cargo até o final de seu mandato, em setembro de 2021.

Shinzo Abe não queria causar problemas ao se demitir repentinamente, mas sua condição havia reaparecido e estava em risco de piorar, informou a agência de notícias Jiji.

A renúncia irá desencadear uma corrida pela liderança no Partido Liberal Democrático, e o vencedor deve ser formalmente eleito no parlamento. O novo líder do partido manterá o cargo pelo resto do mandato de Abe.

Quem quer que ganhe a votação do partido provavelmente manterá as políticas de Abe enquanto o Japão luta contra o impacto do novo coronavírus, mas pode ter problemas em repetir a longevidade política de Abe.

Longevidade no cargo

Na segunda-feira (24), Abe, que estava no cargo desde 2012, ultrapassou o recorde de mais longo mandato consecutivo como premiê estabelecido por seu tio-avô Eisaku Sato há meio século.

A renúncia de Abe também ocorre em meio a um ambiente geopolítico incerto, incluindo uma intensificação do confronto entre os Estados Unidos e a China e antes da eleição presidencial dos EUA em novembro.

 

Continuar lendo ALEGANDO PROBLEMAS DE SAÚDE, PRIMEIRO-MINISTRO DO JAPÃO RENUNCIA O CARGO

BOAS NOTÍCIAS: UMA GRATA SURPRESA PARA ALUNOS QUE DOARAM DINHEIRO DA FORMATURA

Na coluna BOAS NOTÍCIAS desta terça-feira véspera de Natal não poderia haver uma história mais emocionante para celebrar essa data que é sinônimo de compaixão e solidariedade. Num belo gesto de solidariedade alunos de uma escola em Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, resolveram doar todo o dinheiro que haviam arrecadado para sua formatura, para pagar o tratamento médico do filho da professora, diagnosticado com uma doença autoimune que causa dores e feridas. Mas acabaram tendo uma outra bela surpresa. Leia a reportagem completa a seguir e siaba que surpresa foi essa!

Alunos doam dinheiro da formatura pra salvar filho de professora e têm surpresa

Professora chora com a doação - Foto: reprodução / Facebook

Professora chora com a doação – Foto: reprodução / Facebook

Veja como solidariedade gera solidariedade. Alunos de uma escola pública doaram o dinheiro que arrecadaram para a festa de formatura pra pagar o tratamento médico do filho da professora, diagnosticado com uma doença autoimune que causa dores e feridas.

A boa ação dos estudantes logo se espalhou pela cidade, comoveu a população e empresários da região decidiram fazer uma surpresa: Eles pagaram a festa de formatura da turma.

O caso aconteceu na cidade de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, no Mato Grosso.

Como

Para pagar a festa de formatura, os alunos venderam rifas e fizeram economias.

“Não pensamos tanto pelo lado de não ter uma comemoração da nossa sala. Pensamos mais em ajudar a professora que estava precisando. Foi uma coisa simples. Lançamos no grupo e todo mundo concordou”, contou o estudante Athur Felipe Sales Cayres, de 17 anos, ao G1.

Eles não quiseram divulgar o valor arrecadado.

Emoção

A professora Lucilene Ezequiel ficou surpresa com atitude dos alunos.

“Quando eles começaram a falar não tive reação, só chorei, pois foi uma mistura de dó, porque sei que para eles [a formatura] é importante e alegria, pois de alguma forma fiz diferença para eles. Temos visto tantas coisas tristes, desrespeito ao professor, que nos sentimos desmotivado, mas o que esses alunos fizeram foi tão bonito que esquecemos dessas coisas”, ressaltou.

Lucilene dá aulas há 8 anos. Ela trabalha em duas escolas e tenta dar o melhor de si para passar o conhecimento aos alunos.

Os estudantes disseram que a ação foi uma forma de recompensar tudo o que Lucilene fez para eles durante o ano letivo.

“Ela sempre foi muito dócil, carinhosa, sempre foi uma ótima professora para nós… sempre nos tratou muito bem. Isso também é para mudar a visão da sociedade sobre a escola pública”, pontuou o aluno Fillipe Lima Scarparo, de 17 anos.

O filho da professora

Enzo Gomes,  filho de Lucilene, tem 7 anos. Assim que foi diagnosticado, ele começou o tratamento em Cuiabá, mas logo depois a família precisou levá-lo para um especialista em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

A professora contou que no início do tratamento Enzo chorava e gritava todos os dias na hora de tomar banho.

“Antes quando eu ia tomar banho doía muito as pernas, os pés. Agora a dor é mais nas pernas mesmo”, contou Enzo.

O problema aumentou quando a família soube quanto custaria o tratamento.

“Comecei a entrar em desespero. Aí a médica disse que ele precisava de uma vacina. A vacina custa R$ 8,4 mil e agora eu não tenho dinheiro para comprar. Fui na Defensoria Pública e o promotor mandou uma carta ao estado para fornecer o medicamento e eles liberaram”, explicou.

Lucilene disse que os gastos ainda são muito altos.

Além dos medicamentos caros e vacina, é preciso fazer muitos exames, que ela tem custeado com doações.

Gratidão

A ação dos alunos mudou a vida de Enzo e da mãe também.

“A atitude deles faz a gente entender que o mundo ainda vale a pena, que ainda há esperança e que no meio de tanta maldade ainda há pessoas boas, que têm um bom coração”, disse a professora.

A doença do garoto não tem cura, mas está controlada.

“Estou muito feliz pelo que eles fizeram, deram todo o dinheiro para mim, para eu poder melhorar. Fico muito agradecido por todos terem me ajudado nesses momentos difíceis. Eu sei que agora minha vida vai ser muito feliz por causa deles”, agradeceu.

Festa de formatura que alunos ganharam - Foto: divulgação

Festa de formatura que alunos ganharam – Foto: divulgação

Professora na sala - Foto: Lorena Segala/TVCAProfessora na sala – Foto: Lorena Segala/TVCA

Enzo, filho da professora - Foto: Lucilene Ezequiel/Arquivo pessoal
Enzo, filho da professora – Foto: Lucilene Ezequiel/Arquivo pessoal

Com informações do G1

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo BOAS NOTÍCIAS: UMA GRATA SURPRESA PARA ALUNOS QUE DOARAM DINHEIRO DA FORMATURA

GEOPOLÍTICA: OS BASTIDORES DO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS HORAS ANTES DA RENÚNCIA DE EVO MORALES

Na coluna GEOPOLÍTCA desta terça-feira temos em primeira mão toda a verdadeira história dos bastidores do alto comando das Forças Armadas Boliviana das últimas horas de tensão que antecederam a renúncia de Evo Morales e quase culminou com uma revolução. Leia o artigo completo a seguir e entenda como tudo aconteceu!

Fiel a Evo hasta el final, Kaliman sacó a las tropas amenazado por su Estado Mayor

El general del Ejército Grover Rojas fue uno de los protagonistas de las horas cruciales en las que las amenazas a la población derivaron en la imploración de tener a los soldados en las calles de todo el país.

domingo, 01 de diciembre de 2019 · 00:24

“¡Compatriotas, primero la patria y siempre la patria!”. El entonces comandante de las Fuerzas Armadas, Williams Kaliman, anunciaba de esa forma que las tropas saldrían a resguardar a la población ante las amenazas de grupos violentos afines a Evo Morales. Eran las 21:00 del lunes 11 de noviembre, cuando los ciudadanos vivían momentos de extrema zozobra.

En esa conferencia de prensa que ofreció, Kaliman estaba rodeado de todos los generales de su Estado Mayor, pero no lo acompañaban ahí en señal de respaldo. Minutos antes de salir ante las cámaras,  los militares lo amenazaron con arrestarlo y tomar el mando si no sacaba a los soldados a las calles.

Ese fue el desenlace de un día en el que los militares del Alto Mando Militar y su consejo superior, integrado por generales de las tres fuerzas (Ejército, Fuerza Aérea y Armada), pasaron horas tensas por “la pasividad e indiferencia de Kaliman”.

El relato de lo que pasó el 11 de noviembre nace de algunos miembros del Estado Mayor  que estuvieron cerca de Kaliman. Ellos hablaron con Página Siete.

Dos noticias dieron la alerta a los generales para levantarse contra Kaliman:  El aviso de un alzamiento de los coroneles del Ejército (amotinamiento) en el que se pretendía arrestar a los generales, tomar el mando y sacar a las tropas  a las calles; y la “sumisión y obediencia” de Kaliman y del comandante de la Fuerza Aérea, Jorge Terceros, a Evo Morales, Álvaro García Linera y a Javier Zavaleta, pese a que éstos ya habían renunciado un día antes a la Presidencia, Vicepresidencia y Ministerio de Defensa, respectivamente.

A las 18:45 de ese lunes todos los generales y almirantes de las FFAA se reunieron de emergencia en la oficina del Jefe de Operaciones, en el piso 4 del Comando, en  la zona de Obrajes.

El país estaba convulsionado. Tras la renuncia de Morales a la presidencia, el domingo 10 de noviembre,  grupos masistas  quemaron en La Paz 64 buses PumaKatari y casas de autoridades. El lunes  incendiaron decenas de estaciones policiales, ante la mirada absorta de sus efectivos que intentaban resguardar la Plaza Murillo con los recursos que podían.

Pero Kaliman no daba señales y la población vivía momentos de terror. Incluso la que hasta ese día era presidenta del Senado,  Jeanine Añez, lo había  conminado públicamente  a que saque a sus tropas. En un video, le muestra la carta del entonces comandante de la Policía, Vladimir Calderón, quien afirma que sus efectivos ya no son suficientes y que fueron rebasados por las turbas.

“No queremos muertos. Si hay alguna persona que cae en este país, después de esta solicitud escrita del comandante, es de su entera responsabilidad”, le dijo.

 Lo que no esperaba Kaliman

Los generales del Estado Mayor, reunidos, decidieron subir al sexto piso del Comando, al despacho de Kaliman. “Lo increpamos por su extrema pasividad y obediencia a ciegas a Evo Morales. Le dijimos sobre los peligros que se cernían contra las Fuerzas Armadas y particularmente contra la población boliviana”, contó uno de los generales de División.

El comandante estaba acompañado del Jefe del Estado Mayor, Flavio Arce; el inspector de las FFAA, Jorge Fernández; y el general Terceros de la Fuerza Aérea.

Ante todo el panorama hostil que le explicaron,  Kaliman respondió que la Policía aún no había sido rebasada y que además esperaba órdenes de Zavaleta.

Esto encolerizó a los generales. Uno de ellos, Grover Rojas, se paró delante del comandante. “En este momento debe convocar a una conferencia de prensa y ordenar que los soldados salgan a proteger al pueblo. ¡¿No ve que el pueblo está  llorando y usted viendo televisión?!”, le cuestionó.

Morales felicita al nuevo comandante Kaliman. Enero de 2019.

Foto: ArchivoLos otros camaradas que estaban a su lado trataron de calmarlo, pero Rojas insistió: “Si esta noche los coroneles nos toman presos, desde usted hasta el último general vamos a ir a la cárcel, eso no le voy a permitir jamás”, le advirtió.

El almirante Arce se puso entre Kaliman y Rojas, trató de apaciguar la situación, pero los ánimos ya estaban caldeados, cuentan los generales consultados.

El general Rojas le había mandando una carta a Kaliman a las 14:32 de ese 11 de noviembre, en la que le pide que cumpla con lo que dicta la Constitución Política del Estado (CPE) y le reprocha el hecho de que “jamás” pidió consejos ni se reunió con su Estado Mayor.

“Finalmente, señor general, como general de División del Estado, como soldado profesional del Ejército, no puedo ser indiferente a la realidad que atraviesa el pueblo boliviano, del cual somos parte y nos debemos a él. Debo recordarle nuestro principio y trilogía: Dios, patria y hogar, que por más de 30 años juramos preservarla” (ver la foto).

El comandante jamás le respondió, pero  tuvo a Rojas frente a sus ojos horas después cuando éste le presionaba para que saque las tropas a cuidar a la gente.

Este medio llamó a Rojas para corroborar lo que pasó. El general dijo que por ahora no puede dar declaraciones y hará conocer todo a su debido tiempo. “Esa noche yo sólo cumplí con mi deber, nada más”, aseveró y confirmó la autenticidad de la carta. Página Siete también llamó a Kaliman, pero ante insistentes llamadas a su celular no respondió.

El comandante de las FFAA, que hasta ese día se había mostrado firme y decidido, se quebró delante de su Estado Mayor, se tomó la cabeza con las dos manos y por primera vez pidió a gritos que le aconsejen.

El temor de los generales y almirantes del Estado Mayor era que Kaliman “se diera la vuelta” a último momento y ordenara  públicamente otra cosa y no la salida de los soldados a las calles. “Si sucedía eso, otra iba a ser la historia para el comandante y para todo el Alto Mando, todos estábamos en la punta de un precipicio y Kaliman nos iba a dar el último empujón”, afirma un general de División del Ejército.

“Las Fuerzas Armadas harán operaciones conjuntas con la Policía  para evitar sangre y luto a la familia boliviana, empleando en forma proporcional la fuerza contra los actos de grupos vandálicos que causan terror en la población, recordando que nunca las FFAA abrirán fuego contra ella”, sentenció públicamente Kaliman esa noche.

Militares   en la avenida 6 de Marzo, El Alto, hace 2 semanas.

Foto: Freddy Barragán / Página Siete

Las llamadas de Evo

Esa parecía una señal de que la institución castrense estaba al lado del pueblo, pero además esa parecía una señal de que Kaliman dejaba de ser el profeta del proceso del MAS y comenzaba a abogar por la tranquilidad de Bolivia.

Sin embargo, los generales de su Estado Mayor afirman todo lo contrario. “Si eso pasó el domingo fue decisión de él, le pidió la renuncia sin haber hablado con nosotros. Pero era difícil de creer, pensamos que había algo oculto”, cuenta el general de la FAB.

Las siguientes horas al pedido de renuncia de Morales, Kaliman seguía recibiendo llamadas de él. “Le hablaba de ‘hermano, Evo’, ‘hermano Presidente’. Seguía recibiendo órdenes el lunes, eso nos molestó mucho”, recuerda otro entrevistado.

Otra cosa que fastidió a los oficiales fue la visita de Zavaleta al Comando en Jefe. “El lunes en la tarde su coche blanco estaba en Obrajes, en el garaje. Nos preguntamos qué hacía el que ya no era Ministro de Defensa reunido con Kaliman”, dice un general.

En ese encuentro Zavaleta le reclamó al comandante por qué sacó a los soldados a resguardar los bienes públicos mediante el plan Sebastián Pagador, si Morales nunca lo había instruido. De hecho, circuló una carta en la que el exministro aseguraba que nunca ordenó que se ejecute esa acción militar.

La noche del lunes, los generales, con el uniforme de combate, esperaban al comandante en la testera de un salón del Estado Mayor de Miraflores. Los periodistas y camarógrafos ya estaban en el lugar.

Kaliman entró con unos papeles en la mano, saludó  a los generales y se volvió a salir. “En ese momento pensamos que se iba a dar la vuelta. Lo hacía y nosotros lo arrestábamos delante de todos”, cuenta un militar.

Había nerviosismo no sólo en el Estado Mayor, sino  en los hogares, donde las familias aguardaban la palabra de Kaliman. Los soldados salieron y esa noche un alivio inundó la ciudad. Muchos agradecieron “el valor” de Kaliman, pero los generales aseguran que el verdadero coraje lo tuvieron Rojas y otros cuantos que “pensaron en Bolivia”.
Kaliman, “el soldado del MAS”

Williams Kaliman fue el militar más apegado al gobierno de Evo Morales, desde que era comandante del Ejército hasta sus últimas horas como comandante de las Fuerzas Armadas. A continuación algunas de sus frases célebres dedicadas al MAS.

1  “Sólo un hombre con alta visión de futuro y que vistió nuestro sagrado uniforme sabe cómo ser un verdadero patriota y sabe cómo querer a nuestro glorioso Ejército”, en referencia a Morales (noviembre de 2018).

2 Kaliman se declaró “un soldado del proceso de cambio” al asumir como comandante de las Fuerzas Armadas. “No, no estamos hablando de política, estamos hablando de que nuestra institución siempre estará en los procesos de cambio positivos para nuestro país” (enero de 2019).

3 “Las Fuerzas Armadas nacimos durante la lucha contra la colonia y moriremos anticolonialistas porque es nuestro orgullo y nuestra razón de vida (…). Las Fuerzas Armadas son del pueblo y trabajan para el pueblo porque apoyamos  la nacionalización de los hidrocarburos y las políticas de Estado que favorecen a los más necesitados” (agosto de 2019).

4  “A nuestros gratuitos detractores antinacionalistas, que por su apetito de poder piden cambiar la estructura vertical, la disciplina y la jerarquía de las Fuerzas Armadas, con oscuras intenciones. Decirles a estos antipatrias que la institución más antigua del Estado, creada bajo el fragor de los cañones y forjadora del Estado, jamás permitirá que esto suceda” (agosto de 2019).

 5  En todos sus discursos llamaba a Evo Morales “hermano”. Kaliman ocupó cargo importantes en la institución, como estar al mando de la Fuerza de Tarea Conjunta (FTC), de erradicación de coca en el Chapare, bastión del expresidente del país.

Fonte: Pagina Siete

 

TRADUÇÃO DO ARTIGO PARA O PORTUGUÊS

 

Fiel a Evo até o fim, Kaliman retirou as tropas ameaçadas por seu Estado Maior Geral

O general do exército Grover Rojas foi um dos protagonistas das horas cruciais em que as ameaças à população resultaram na implantação de soldados nas ruas em todo o país.

Fiel a Evo hasta el final, Kaliman sacó a las tropas amenazado por su Estado MayorKaliman y su Estado Mayor; detrás de él, Grover Rojas, la noche del 11 de noviembre.

“Compatriotas, primeiro o país e sempre o país!” O então comandante das Forças Armadas, Williams Kaliman, anunciou assim que as tropas iriam proteger a população contra as ameaças de grupos violentos relacionados a Evo Morales. Era 21:00 da segunda-feira, 11 de novembro, quando os cidadãos viviam momentos de extrema ansiedade. Na conferência de imprensa que ele ofereceu, Kaliman estava cercado por todos os generais de seu Estado Maior, mas eles não o acompanharam lá como sinal de apoio. Minutos antes de aparecer diante das câmeras, os militares ameaçavam prendê-lo e assumir o comando se ele não levasse os soldados para as ruas. Esse foi o resultado de um dia em que os militares do Alto Comando Militar e seu conselho superior, composto por generais das três forças (Exército, Força Aérea e Marinha), passaram horas tensas pela “passividade e indiferença de Kaliman”. A história do que aconteceu em 11 de novembro vem de alguns membros do Estado Maior que estavam perto de Kaliman. Eles conversaram com a página sete. Duas notícias alertaram os generais a se oporem a Kaliman: O aviso de um levante dos coronéis do Exército (motim) no qual eles pretendiam prender os generais, assumir o comando e levar as tropas para as ruas; e a “submissão e obediência” de Kaliman e do comandante da Força Aérea, Jorge Terceros, a Evo Morales, Álvaro García Linera e Javier Zavaleta, apesar de já terem renunciado um dia antes da Presidência, Vice-Presidência e Ministério da Defesa respectivamente. Às 18h45 da segunda-feira, todos os generais e almirantes das Forças Armadas se reuniram no escritório do Chefe de Operações, no 4º andar do Comando, na área de Obrajes.

O país estava convulsionado. Após a renúncia de Morales à presidência, no domingo, 10 de novembro, grupos de massa queimaram 64 ônibus e casas da PumaKatari em La Paz. Na segunda-feira, eles queimaram dezenas de delegacias de polícia, antes do olhar absorvido de suas tropas tentando proteger a Plaza Murillo com os recursos que podiam. Mas Kaliman não deu sinais e a população estava passando por momentos de terror. Até aquele que era presidente do Senado até aquele dia, Jeanine Añez, o havia exortado publicamente a retirar suas tropas. Em um vídeo, ele mostra a carta do então comandante da polícia, Vladimir Calderón, que afirma que suas tropas não são mais suficientes e foram sobrecarregadas por multidões. “Nós não queremos mortos. Se houver alguém que caia neste país, após esse pedido por escrito do comandante, é de sua exclusiva responsabilidade ”, afirmou.

O que Kaliman não esperava


Os generais do Estado Maior, reunidos, decidiram subir ao sexto andar do Comando, para o escritório de Kaliman. “Nós o incrível por sua extrema passividade e obediência cega a Evo Morales. Contamos a ele sobre os perigos que pairavam contra as Forças Armadas e, particularmente, contra a população boliviana ”, disse um dos generais da Divisão. O comandante estava acompanhado pelo chefe de gabinete, Flavio Arce; o inspetor das Forças Armadas, Jorge Fernández; e terço geral da força aérea. Primeiro de tudo o panorama hostil que lhe foi explicado, Kaliman respondeu que a Polícia ainda não havia sido excedida e que ele também estava aguardando ordens de Zavaleta. Isso irritou os generais. Um deles, Grover Rojas, estava na frente do comandante. “Nesse momento, ele deve convocar uma conferência de imprensa e ordenar que os soldados saiam para proteger o povo. Você não vê que a cidade está chorando e você está assistindo TV?! ”Ele perguntou.

Morales parabeniza o novo comandante Kaliman. Janeiro 2019 Foto: Arquivo

Os outros camaradas que estavam ao seu lado tentaram acalmá-lo, mas Rojas insistiu: “Se hoje à noite os coronéis nos levarem prisioneiros, de você até o último general iremos para a cadeia, que eu nunca vou permitir”, alertou. .  O almirante Arce ficou entre Kaliman e Rojas, tentou acalmar a situação, mas o clima já estava aquecido, disseram os generais consultados. O general Rojas enviou uma carta a Kaliman às 14h32 do dia 11 de novembro, na qual pedia que ele cumprisse o que a Constituição Política do Estado (CPE) dita e o reprovava pelo fato de “nunca” Ele pediu conselhos ou encontrou-se com o Estado Maior.

“Finalmente, senhor general, como general da divisão estadual, como soldado profissional do exército, não posso ser indiferente à realidade pela qual o povo boliviano está passando, do qual fazemos parte e devemos isso a ele. Devo lembrá-lo de nosso princípio e trilogia: Deus, país e lar, que há mais de 30 anos juramos preservá-lo ”(ver foto). O comandante nunca respondeu, mas ele tinha Rojas diante de seus olhos horas depois, quando o pressionou para retirar as tropas para cuidar do povo. Essa mídia ligou para Rojas para corroborar o que aconteceu. O general disse que, por enquanto, ele não pode dar declarações e divulgará tudo no devido tempo. “Naquela noite, cumpri meu dever, nada mais”, disse ele e confirmou a autenticidade da carta. A página sete também ligou para Kaliman, mas, com ligações persistentes para o celular, ele não atendeu.

De um momento para outro, um silêncio incomodava todos no escritório de Kaliman. “Todos nós gritamos para ele por dentro que uma vez que ele ordenou que as tropas partissem em nível nacional”, diz um general da Força Aérea. O comandante das Forças Armadas, que até aquele dia estava firme e determinado, desmoronou na frente de seu Estado Maior, pegou a cabeça com as duas mãos e, pela primeira vez, pediu gritos para aconselhá-lo. O medo dos generais e almirantes do Estado Maior era que Kaliman “se virasse” no último momento e pedisse publicamente outra coisa, e não a saída dos soldados para as ruas. “Se isso acontecesse, outra seria a história para o comandante e para todo o Alto Comando, estávamos todos no topo de um penhasco e Kaliman nos daria o último empurrão”, diz um general da Divisão do Exército. “As Forças Armadas realizarão operações conjuntas com a Polícia para evitar sangue e luto pela família boliviana, usando proporcionalmente a força contra atos de grupos de vandalismo que causam terror na população, lembrando que as Forças Armadas nunca abrirão fogo sobre ela” Kaliman condenou publicamente naquela noite.

Militar na Avenida 6 de Marzo, El Alto, há 2 semanas. Foto: Freddy Barragan / Página Sete

Las llamadas de Evo

Às 16:50 de domingo, 10 de novembro, Evo Morales renunciou à Presidência do Estado, de Chapare, em Cochabamba. Uma hora antes, Kaliman e o Alto Comando Militar pediram publicamente que ele se demitisse “pela pacificação do país”. Isso parecia um sinal de que a instituição militar ficava próxima à cidade, mas também parecia que Kaliman não era mais o profeta do processo do MAS e começou a advogar pela tranquilidade da Bolívia. No entanto, os generais de seu Estado Maior afirmam o contrário. “Se isso aconteceu no domingo, foi uma decisão dele, ele pediu a demissão sem ter falado conosco. Mas era difícil de acreditar, pensávamos que havia algo escondido ”, diz o general da FAB. Nas horas seguintes ao pedido de demissão de Morales, Kaliman continuou a receber ligações dele. “Eu estava falando sobre ‘irmão, Evo’, ‘irmão presidente’. Ainda estava recebendo pedidos na segunda-feira, o que nos incomodou muito ”, lembra outro entrevistado. Outra coisa que incomodou os oficiais foi a visita de Zavaleta ao comando principal. Na segunda-feira à tarde, seu carro branco estava em Obrajes, na garagem. Imaginamos o que aquele que não era mais o ministro da Defesa se encontrou com Kaliman ”, diz um general.

Naquele encontro, Zavaleta exigiu do comandante por que ele retirou os soldados para proteger os bens públicos através do plano de Sebastian Pagador, se Morales nunca o havia instruído. De fato, circulou uma carta na qual o ex-ministro disse que nunca ordenou a realização de uma ação militar.

Na segunda-feira à noite, os generais, de uniforme de combate, aguardavam o comandante na frente de um salão do Estado Maior de Miraflores. Jornalistas e cinegrafistas já estavam lá. Kaliman entrou com alguns papéis na mão, cumprimentou os generais e saiu novamente. “Naquele momento, pensamos que ele iria se virar. Ele fez isso e nós o prendemos na frente de todos ”, diz um militar. Havia nervosismo não apenas no Estado Maior, mas também nos lares, onde as famílias aguardavam a palavra de Kaliman. Os soldados foram embora e naquela noite um alívio inundou a cidade. Muitos agradeceram “o valor” de Kaliman, mas os generais dizem que a verdadeira coragem foi Rojas e outros que “pensaram na Bolívia”.

Kaliman, “o soldado do MAS”  Williams Kaliman foi o militar mais ligado ao governo de Evo Morales, desde que comandou o Exército até suas últimas horas como comandante das Forças Armadas. Aqui estão algumas de suas famosas frases dedicadas ao MAS.

1 “Somente um homem com uma alta visão do futuro e que usava nosso uniforme sagrado sabe como ser um verdadeiro patriota e sabe amar nosso glorioso exército”, referindo-se a Morales (novembro de 2018).

2 Kaliman se declarou “um soldado do processo de mudança” assumindo como comandante das Forças Armadas. “Não, não estamos falando de política, estamos falando de nossa instituição sempre estará nos processos de mudança positiva para o nosso país” (janeiro de 2019).

3 “As Forças Armadas nasceram durante a luta contra a colônia e morreremos anticolonialistas porque é nosso orgulho e nossa razão de vida (…). As Forças Armadas pertencem ao povo e trabalham para o povo, porque apoiamos a nacionalização de hidrocarbonetos e políticas estaduais que favorecem os mais necessitados ”(agosto de 2019).

4 “Aos nossos detratores anti-nacionalistas livres, que, por seu apetite pelo poder, pedem para mudar a estrutura vertical, a disciplina e a hierarquia das Forças Armadas, com intenções obscuras. Dizendo a esses antipatrícios que a instituição mais antiga do Estado, criada sob o calor dos canhões e falsificadores do Estado, nunca permitirá que isso aconteça ”(agosto de 2019).  

5 Em todos os seus discursos, ele chamou Evo Morales de “irmão”. Kaliman ocupou posições importantes na instituição, como estar no comando da Força-Tarefa Conjunta (FTC), pela erradicação da coca em Chapare, a fortaleza do ex-presidente do país.

Fonte: Pagina Siete

Continuar lendo GEOPOLÍTICA: OS BASTIDORES DO ALTO COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS HORAS ANTES DA RENÚNCIA DE EVO MORALES

GEOPOLÍTICA: A VERDADE SOBRE A REVOLUÇÃO NA BOLÍVIA

Caro(a) leitor(a),

Todos os brasileiros precisam saber a verdade sobre o que realmente está acontecendo na Bolívia, pois esta é a maior lição e o melhor exemplo que podemos ter do que é um governo ditatorial socialista. Um governo que se utiliza dos instrumentos da democracia para implementar um projeto de poder e nele se eternizar a custa do sacrifício, do retrocesso e da miséria alheia. Um governo reducionista que relegou a economia do país a monocultura da coca e a custa do tráfico de drogas. Que condenou o seu povo a ignorância e ao sub-emprego. Já dizia um grande filósofo: “Os inteligentes aprendem com os erros dos outros, os medíocres aprende com os seus próprios erros e os imbecis nunca aprendem”. Por isso o povo brasileiro tem a oportunidade de aprender com os erros dos nossos irmãos vizinhos, que já é bastante triste e cruel e não deixar que essa miséria humana também chegue até aqui!

“Esse é o momento mais delicado, um novo presidente e novas eleições. Os delinquentes, com o dinheiro do povo, continuam espalhando terror e morte por aqui. Naão se pode confiar neles porque eles doutrinaram os camponeses e pessoas pobres contra o cidadão comum, e vai ser difícil retirar essa crença. E ainda falam de golpe, um narcogoverno do pior”.

“Eles continuam a guerra do terror. Queimaram 63 ônibus, há dois quarteirões da minha casa que estavam na garagem da empresa. Eles, com pedras, quebraram todos os vidros das casas da vizinhança. São pagos pelo governo de Evos Morales”. (Uma brasileira que mora na Bolívia e está aterrorizada e trancada em sua casa há mais de uma semana).

Essa é a verdade sobre Evo Morales!

Essa é a turba da destruição de Evo Morales!

Fonte: Uma brasileira que mora na Bolívia

Continuar lendo GEOPOLÍTICA: A VERDADE SOBRE A REVOLUÇÃO NA BOLÍVIA

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar