O GENERAL JOAQUIM SILVA E LUNA É O INDICADO DE BOLSONARO PARA PRESIDÊNCIA DA PETROBRÁS

Bolsonaro indica general Joaquim Silva e Luna para presidência da Petrobras

André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo

Atualizado 19 de fevereiro de 2021 às 21:49

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo indicou o general Joaquim Silva e Luna para substituir o cargo do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ele também vai atuar no conselho de administração da estatal. A decisão foi comunicada por meio de suas redes sociais.

Para assumir o cargo de CEO, Luna precisará ter a aprovação do conselho de administração da companhia. Caso a indicação não seja aceita, o presidente da república pode destituir o conselho e montar outro.

Joaquim Luna é general da reserva do Exército e ocupava a presidência da usina de Itaipu. Antes, ocupou o cargo de ministro da Defesa no governo do ex-presidente Michel Temer. Ele foi o primeiro militar a sentar na cadeira do Ministério, criado em 1999.

Castello Branco está no comando da Petrobras desde o início do governo de Jair Bolsonaro e foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Na nota, assinada pela assessoria de comunicação social do Governo Federal, Bolsonaro afirmou que Luna assumirá o cargo após o “encerramento do ciclo, superior a dois anos, do atual presidente”.

O mandato de Castello Branco se encerra em março. O conselho de administração deve se reunir na terça-feira para discutir a troca.

A Petrobras, por meio de fato relevante, afirmou que recebeu o ofício para a substituição do governo, mas não foi além.

“A Petrobras esclarece que o presidente Roberto Castello Branco e demais Diretores Executivos da
empresa tem mandato vigente até o dia 20 de março de 2021. A Petrobras informa que novos fatos relevantes serão oportunamente divulgados ao mercado”, diz a nota.

O anúncio acontece após Bolsonaro demonstrar descontentamento com a atual política de reajustes da estatal. Em sua tradicional live de quinta-feira, Bolsonaro já deu sinais de que estava preparando mudanças. Nesta sexta-feira (19), em Pernambuco, foi ainda mais incisivo.

“Anuncio que teremos mudanças, sim, na Petrobras. Jamais vamos interferir nessa grande empresa, na sua política de preço, mas o povo não pode ser surpreendido com certos reajustes”, disse Bolsonaro. “Faça-os, mas com previsibilidade. É isso que nós queremos.”

As falas do presidente repercutiram no mercado nesta sexta-feira (19). As ações da Petrobras lideraram as quedas no Ibovespa: as preferenciais caíram 7,92%, enquanto as ordinárias, que dão direito a voto, recuaram 6,63%.

Mercado surpreso

Para o economista-chefe da corretora Necton, André Perfeito, caso a mudança seja feita dessa maneira abrupta, Bolsonaro “deu um perigoso passo fora da agenda que o sustenta no poder abrindo espaço para especulações sobre suas convicções liberais de fato.”

Para Henrique Esteter, analista da corretora Guide, foi “uma inteferência maior do que se esperava”. Antes, se imaginava uma mudança na política de preços, já que o presidente vinha se posicionando contra as altas.

Por isso, Esteter acredita que a mudança pode tornar a Petrobras mais uma vez um braço do governo no controle de preços dos combustíveis, tirando o foco da lucratividade e crescimento.

“A empresa vinha caminhando muito bem nos últimos meses e Castello Branco estava fazendo um trabalho fantástico”, diz ele.

Para Rafael Panonko, analista-chefe da Toro Investimentos, o discurso do presidente foi contraditório ao da atitude. Segundo Panonko, a interferência política na gestão vai fazer com que as ações despenquem ainda mais na próxima segunda-feira.

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SAI UM BANDIDO ENTRA UM LADRÃO NADA MUDA NO PERFIL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Arthur Lira (PP-AL) é eleito presidente da Câmara dos Deputados

Publicado em 01.02.2021

Marcelo Camargo | Agência Brasil

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara em votação em primeiro turno.

Com 302 votos recebidos, Lira comandará a Casa pelos próximos dois anos.

O posto de presidente da Câmara dos Deputados é estratégico para o governo federal por estabelecer as pautas que irão ao plenário e, consequentemente, ditar o ritmo de votações.

Lira derrotou outros sete candidatos: Baleia Rossi (MDB-SP), Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante- MG), Fábio Ramalho (MDB-MG), General Paternelli (MDB-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, Arthur Lira foi candidato oficial de 11 siglas: PP (40), PL (43), PSL (53), Pros (11), PSC (10), Republicanos (32), Avante (8), Patriota (6), PSD (35), PTB (11) e Podemos (10).

Perfil

Arthur Lira tem 51 anos e iniciou sua carreira na política em 1992, como vereador de Maceió (AL). Permaneceu no cargo por dois anos e se candidatou como deputado estadual do Alagoas, em 1998. Lira foi reeleito em 2002 e 2006.

O político se filiou a pelo menos cinco partidos – PFL (atual DEM), PSDB, PTB e PMN, até se tornar membro do Partido Progressista (PP), em 2009.

Este é o terceiro mandato consecutivo como deputado federal. Conhecido por ser líder do Centrão, Lira foi um dos responsáveis por aproximar o bloco do presidente Jair Bolsonaro.

Professor, cristão, colunista, e redator. Amo ciências políticas, sou conservador e nordestino com orgulho.

Fonte: Conexão Política

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A VOTAÇÃO PARA PRESIDÊNCIA DO SENADO ACONTECE NESTA SEGUNA FEIRA (1º), ASSIM COMO A DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Entenda como será a eleição para a presidência do Senado

Da CNN, em São Paulo

01 de fevereiro de 2021 às 05:00

Entenda como será a eleição para a presidência do Senado
Assim como a eleição para a Presidência da Câmara dos Deputados, a votação no Senado acontece nesta segunda-feira (1º). A expecativa é que comece entre 16h e 17h. 

81 senadores vão votar presencialmente em cédulas de papel. O quórum mínimo é de 41 senadores.

A eleição pode ser definida em primeiro turno, caso o candidato ganhe com maioria simples de 41 votos. Se nenhum deles conseguir esse número de votos, haverá segundo turno com os dois mais votados.

Nesse último caso, eles também serão eleitos com maioria simples, porém em caso de empate o vencedor será aquele com mais legislaturas. Caso o empate persista, a vitória vai para o mais velho.

Disputa

Os principais candidatos na disputa pela Presidência do Senado são Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS). O atual presidente é Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Fonte: CNN

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O PRESIDENTE DO TSE ROBERTO BARROSO, FOI ESCOLHIDO PARA DECIDIR COMO SERÁ A VOTAÇÃO PARA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Barroso é escolhido para decidir como será votação para a presidência da Câmara

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

20 de janeiro de 2021 às 16:28

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto BarrosoO presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (15.out.2020)

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado relator de uma ação apresentada pelo PDT para contestar a definição de uma votação presencial para definir o presidente da Câmara dos Deputados, no próximo dia 1º.

Em razão do recesso judiciário, o processo foi encaminhado ao gabinete da ministra rosa Weber, vice-presidente da corte, que está de plantão.

A data e o formato da eleição foram decididos pela Mesa Diretora da Câmara na última segunda (18). O partido pede que o Supremo defina que a eleição seja realizada de forma parcialmente remota.

Na ação, a sigla pede uma medida liminar para derrubar a decisão da Mesa Diretora e requer um “sistema híbrido” de votação, que inclua a possibilidade do voto remoto. Ainda de acordo com o partido, a Câmara realizou votações em 2020 a partir de um sistema remoto de votação, com o voto à distância por aplicativo de celular.

Para a eleição do próximo dia 1º, o PDT propõe um sistema que ofereça a possibilidade de votos presenciais e à distância. O partindo quer também garantir a adoção de um sistema de votação híbrido.

“Há a estimativa de 3 mil pessoas transitando na Câmara no dia da eleição, a aglomeração causa riscos devido à pandemia da Covid-19. Com um modelo híbrido, deputados do grupo de risco podem votar pela internet. Quem quiser, poderia votar presencialmente”, diz o partido em trecho da ação.

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SEGUNDO MAIA, O GOVERNO DE BOLSONARO NÃO POUPARÁ ESFORÇOS PARA DERROTAR O CNDIDATO À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA APOIADO POR ELE

Maia sobre eleição na Câmara: “Governo vai jogar pesado e rasgar seu discurso”

Larissa Rodrigues, da CNN, em Brasília

 Atualizado 09 de dezembro de 2020 às 18:58

Deputado Federal Rodrigo Maia - Portal da Câmara dos Deputados

 

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governo do presidente Jair Bolsonaro não poupará esforços para derrotar o candidato a ser apoiado por ele e que disputará à presidência da Casa, em fevereiro de 2021.

Maia conversou com a imprensa ao chegar na Casa no início tarde, minutos antes do lançamento oficial da candidatura de Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo Palácio do Planalto.

Ao ser questionado sobre quando divulgará o nome de um candidato que contará com seu apoio, Maia disse que o nome tem de sair “rápido”, mas que essa demora mostra que nesse momento existe apenas um candidato ligado ao Governo Federal.

“Nós vamos construir um candidato pela liberdade da Câmara. É bom que fica claro que o Bolsonaro tem seu candidato e que nós vamos construir uma candidatura que não é de esquerda nem de direita, mas a favor do diálogo e liberdade da Casa”, afirmou.

Para Rodrigo Maia, “se dois meses antes alguém ganhasse a disputa, não precisava de eleição”. “A gente já viu boca de urna errar. Nossa pressa não é pelo nome e sim para construir esse movimento que amplia a participação dos partidos e da sociedade”, argumentou.

Perguntado se uma demora pode gerar crises entre os partidos e candidatos que pertencem ao grupo partidário mais ligado a ele, Maia afirmou que o nome não será imposto e sim escolhido entre todos.

“Eu não vou escolher, eu vou escolher junto com um grupo de partido e de deputados que respeito e admiro. Essa escolha é coletiva e demora. Não é imposição minha, do meu partido ou do presidente da República. Às vezes dá conflito, alguns se sentem preteridos, outros mais fortes, no final vai afunilar para escolher um. Nessa Casa aqui ninguém vence sozinho”, completou.

Perguntado sobre o uso de emendas em troca de votos para a presidência da Câmara, Maia respondeu: “Olha, o Orçamento impositivo ele precisa ser executado se o governo não executar ele vai estar cometendo um crime. O orçamento livre o governo pode trabalhar, sempre respeitando a distribuição por regiões brasileiras”.

Ele ainda acrescentou: “O governo está desesperado para tomar conta da presidência da Câmara dos Deputados, o governo está desesperado para desorganizar de uma vez por todas a agenda do meio ambiente, o governo está de uma vez por todas interessado em flexibilizar a venda e a entrega de armas nesse país outras agendas que desrespeitam a sociedade brasileira e as minorias”

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PODCAST: PARA TIRA RODRIGO MAIA DA PRESIDÊNCIA E TER ALIADOS NA CÂMARA,GOVERNO NEGOCIA CARGOS E MINISTÉRIOS

 

Governo negocia cargos para tirar Maia e ter aliado na presidência da Câmara

SEXTA, 04/12/2020, 08:33

Conversa de Política – Andréia Sadi

Andréia Sadi é cotada para jornal da Globo e se muda para cidade do namorado – TV Foco

Andréia Sadi diz que a intenção é ter alguém no cargo que faça o que o Planalto quer, assim como acontece com os ministros. ‘Maia é alinhado com a pauta econômica, mas não é aliado do governo’, explica. Por isso, segundo ela, há uma mobilização para emplacar Arthur Lira (PP-AL), que inclui negociação de cargos e ministérios. Ela destaca ainda que a expectativa é que o Supremo ache um caminho para permitir que Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre possam concorrer à reeleição na Câmara e no Senado, respectivamente.

Fonte: CBN

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SE PERDER AS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DEIXARAR A PRESIDÊNCIA, DIZ MADURO

 

Maduro diz que deixará presidência se perder eleições legislativas

População venezuelana vai às urnas no próximo domingo (6); atualmente, a oposição controla o Parlamento do país sob o comando de Guaidó

INTERNACIONAL

Da EFE

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

EFE/EPA/Miraflores press

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (1°) que deixará o cargo se a oposição ganhar as eleições legislativas do próximo domingo (6), embora a ala majoritária de seus detratores, liderada por Juan Guaidó, não participe do pleito por considerá-lo fraudulento.

“Digo ao povo: deixo meu destino em suas mãos. Se a oposição voltar a ganhar, deixarei a presidência. Se a oposição ganhar as eleições, não ficarei mais aqui. Deixo meu destino nas mãos do povo da Venezuela”, disse Maduro em um ato de campanha de seus correligionários em Caracas.

A proposta, de acordo com ele, é um “desafio” proposto por alguns dos líderes da oposição que participarão da votação, como o ex-candidato presidencial Javier Bertucci e o secretário do partido Ação Democrática (AD), Bernabé Gutiérrez.

Américas registram 1,5 milhão de casos de covid em 7 dias

“Dizem que no próximo domingo haverá um plebiscito (…) a toda a oposição eu digo: aceito o desafio. No próximo domingo, eu aceito o desafio, vamos ver quem ganha. Se vencermos, vamos em frente”, acrescentou o presidente venezuelano.

Embora os líderes tradicionais anti-chavistas não sejam candidatos nesta eleição, alguns dos maiores partidos da oposição participarão por terem sofrido mudanças em suas diretorias, com a entrada de militantes que haviam sido expulsos por, supostamente, terem feito acordos secretos com o governo.

Maduro não fez nenhuma menção a este aspecto, uma das razões pelas quais o processo não é visto como democrático pela União Europeia e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), e em vez disso ressaltou que estava confiante em conseguir “uma grande vitória” no domingo.

“Me perdoem por ser rude, mas já chega, mais cinco anos com a oposição liderando a Assembleia, não, assim não (…) Se a oposição conseguir mais votos do que a gente e ganhar as eleições no domingo, então vamos tomar outro caminho, estou aceitando o desafio, estou aceitando o desafio com coragem”, reiterou.

Atualmente, a oposição venezuelana controla o Parlamento sob o comando de Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países.

 

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MAIA ARTICULA BLOCO DE OITO PARTIDOS PARA SUCESSÃO DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA, MAS GOVERNO APOSTA EM IMPLOSÃO

Governo aposta em implosão de bloco de Maia

 

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 30 de novembro de 2020 às 20:46

Estou "namorando" Rodrigo Maia; é um parceiro, diz Bolsonaro | Exame

O governo aposta na implosão do bloco de oito partidos (DEM, PSDB, MDB, Cidadania, PT, PCdoB, PDT e PSB) que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articula para a sucessão da presidência da Câmara. 

Na ponta do lápis, as legendas unidas carregariam cerca de 350 votos para o candidato a ser escolhido pelo grupo, mas governistas com quem a CNN conversou nos últimos dias avaliam que o grupo capitaneado não conseguirá chegar unido no dia 1 de fevereiro, data da eleição.

A aposta maior continua sendo na vitória do candidato preferido pelo Palácio do Planalto, Arthur Lira, líder do PP.

A avaliação dos governistas se dá dentro de dois cenários. Primeiro, considerando que Rodrigo Maia não conseguirá o aval jurídico para se candidatar para tentar seu quarto mandato consecutivo.A leitura é a de que o escolhido do bloco não terá os votos do restante do grupo uma vez que se sentiriam traídos por Maia que, segundo os governistas, prometeu a mais de um candidato a vaga.

Assim, a avaliação é a de que haveria um racha no grupo. Além disso, governistas dizem que é alto o grau de traições caso isso não ocorra por peculiaridades dentro de cada legenda e bancada.

No PSDB, por exemplo, calcula-se que metade da bancada de 31 deputados não votaria em Maia. O motivo é uma disputa interna ocorrida em 2019 quando o deputado Celso Sabino foi apoiado por Arthur Lira para assumir a liderança da Maioria na Câmara, mas o grupo mais próximo a Maia atuou para desfazer o acordo.

Além disso, parte dos tucanos está incomodada com a aproximação de Maia dos potenciais candidatos a presidente em 2022, como Sergio Moro e Luciano Huck.

João Doria, governador de São Paulo, não só pretende disputar como se isso ocorrer entrega o governo paulista ao vice, Rodrigo Garcia, do DEM.

No Republicanos, a avaliação dos governistas é a de que o nome do partido, Marcos Pereira, atual vice-presidente da Câmara, sofreria pressão do segmento evangélico para desistir de uma candidatura contra o governo.

Pereira e a legenda são ligados a esse segmento que tem muita proximidade com o presidente. Ademais, a sigla é a mesma de dois filhos do presidente, Carlos e Flávio, e a mesma de Marcelo Crivella e Celso Russomano, dois candidatos que o presidente apoiou –e perdeu— nessas eleições.

O PSL, segunda maior bancada da casa com 41 deputados, a situação é peculiar. Metade é bolsonarista e não votaria em  um candidato de Maia de qualquer modo.

A outra metade é ligada a Bivar, mas governistas garantem que se ele não for o candidato do bloco, todos migrarão automaticamente para a candidatura de Lira.

Baleia Rossi seria o nome do MDB no bloco, mas há resistência a seu nome por parte da esquerda uma vez que ele é muito ligado ao ex-presidente Michel Temer, artífice do impeachment de Dilma Rousseff.

Os paulistas, maior bancada da Câmara com 80 deputados, também têm resistência a fortalecer a legenda, minoritária dentro da bancada paulista.

Um outro nome do grupo, Agnaldo Ribeiro, relator da reforma tributária e próximo a Maia, é visto também com um longo caminho a se viabilizar, tendo em vista que sua própria bancada fechou com Arthur Lira.

O governo também avalia que a ideia de que toda a esquerda ao presidente Jair Bolsonaro marchará unida com Rodrigo Maia não prevalecerá.

No PSB, por exemplo, a conta é a de que mais da metade (17) da bancada de 31 deputados está com Lira. O segundo turno das eleições municipais neste domingo reforçaram esse elo, uma vez que Lira foi o principal articulador de JHC, candidato eleito pelo PSB em Maceió.

O governo tem trabalhado também os votos dos petistas, a maior bancada da casa com 54 deputados. A estratégia, porém, vem sendo feita por integrantes da própria base aliada com um discurso em duas frentes.

Primeiro, o de que Rodrigo Maia sempre foi oposição ao PT, ao passo que Lira integrou a base aliada dos governos petistas.

Segundo, que Maia teria compromisso muito maior com a agenda liberal a qual o PT se opõe do que Lira. Em suma, o governo avalia que Maia só tem fechado mesmo os votos do PC do B, que tem nove deputados. E que o prazo final para a formação dos blocos é o dia 1 de fevereiro às 11h.

STF

Os governistas também desenham um terreno arenoso para o caso de Rodrigo Maia conseguir o aval do Supremo Tribunal Federal para se candidatar.

Primeiro porque avalia-se que o bloco se diluiria tendo em vista que o que o mantém unido é a expectativa dos partidos de encabeçar o grupo. Nesse sentido, considerar-se-iam traídos por Maia e não o apoiariam.

Mas mesmo antes da decisão final do STF, os governistas já traçam suas estratégias para que a corte não interfira na disputa.

Os partidos da base articulam, por exemplo, a elaboração de um documento no qual se manifestariam contrariamente ao julgamento por considerarem que se trata de interferência de um poder em outro.

Pretendem também apontar o precedente que uma decisão favorável a Maia poderia abrir para eleições em geral, como para prefeitos, vereadores, governadores e até mesmo para presidente.

O julgamento no plenário virtual começa nesta sexta-feira e há uma expectativa grande no governo de que algum ministro peça vista.

Se isso ocorrer, o processo vai para o julgamento físico mas tão somente após o ministro que pedir vista liberar o processo e ainda assim o presidente da corte, Luiz Fux, pautá-lo. Se isso ocorrer, uma liminar poderá autorizar as candidaturas.

Se isso ocorrer, os governistas irão apostar em um discurso beligerante contra Maia focada na necessidade de alternância de poder na casa.

Isso porque Maia preside a Câmara desde 14 de julho de 2016, quando venceu a eleição após a renúncia de Eduardo Cunha. Depois, disputou e venceu as eleições de 1 de fevereiro de 2017 e de 2019.

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ESPECIALISTAS RECOMENDAM PRAGMATISMO AO GOVERNO BOLSONARO NAS RELAÇÕES COM BIDEN

Por Lucas Vidigal, G1

 

Vitória de Biden deve provocar mudanças nas relações diplomáticas entre Brasil e EUA

Vitória de Biden deve provocar mudanças nas relações diplomáticas entre Brasil e EUA

O futuro das relações entre Brasil e Estados Unidos com Joe Biden na Casa Branca depende da capacidade do governo brasileiro de abandonar o apoio personalista a Donald Trump e adotar uma postura pragmática com o novo presidente americano, segundo especialistas ouvidos pelo G1 sobre o que muda entre Brasília e Washington a partir de agora.

“Vai depender do grau de pragmatismo que o Brasil vai apresentar em relação a Biden. Caso o governo sinalize que o aliado são os EUA, e não Trump, as relações podem se encaminhar bem”, analisa Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Desde o começo da campanha presidencial nos EUA, o presidente Jair Bolsonaro não escondeu a torcida pela reeleição de Trump, quem ele diz considerar um amigo.

O brasileiro também demonstrou publicamente irritação com as declarações de Biden sobre impor “consequências econômicas” ao Brasil caso o país não pare de “derrubar a floresta”. A fala do democrata foi interpretada pelo Planalto e por aliados bolsonaristas como um ataque à soberania

Para o professor de relações internacionais Juliano Cortinhas, da Universidade de Brasília (UnB), o alinhamento automático do governo brasileiro à pessoa de Trump não foi benéfico e coloca o Brasil sob risco de isolamento.

“Individualizar política externa é um erro imenso, e isso certamente isola o Brasil com a vitória de Biden”, critica.

Na visão de Carlos Gustavo Poggio, doutor em relações internacionais e professor da Faap, divergências entre Bolsonaro e Biden não necessariamente vão se traduzir em uma relação ruim entre Brasília e Washington. Para ele, o governo brasileiro deve caminhar rumo a uma via pragmática.

“É difícil fazer qualquer previsão. A gente pode esperar, porém, que o Brasil faça uma política mais pragmática. Na política interna já vemos essa mudança”, analisa.

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Veja abaixo o que muda e o que deve ficar igual na relação entre Brasil e EUA com Biden na Casa Branca:

Veja abaixo o que muda e o que deve ficar igual na relação entre Brasil e EUA com Biden na Casa Branca:

O que tende a mudar

Meio ambiente

Biden deve se unir a outros países, especialmente os da União Europeia, para pressionar governos a reduzir emissões de carbono e aumentar a preservação. Se o desmatamento e as queimadas nos ecossistemas brasileiros piorarem, os EUA podem fazer coro às pressões sobre o Planalto.

No entanto, para o professor Juliano Cortinhas, da UnB, a aplicação de medidas econômicas, como sanções, é difícil de ir adiante porque envolve uma série de negociações internas. Ele não descarta, porém, que a Casa Branca e o Congresso decidam adotar esse tipo de pressão sobre o Brasil.

“A aplicação de sanções não é algo automático, mas é mais possível que elas venham com Biden do que com Trump”, avalia Cortinhas.

Direitos humanos

Com a mudança na Casa Branca, sai uma abordagem mais conservadora por parte dos EUA, como a defesa do direito à vida desde a concepção, e ganham força questões relativas aos direitos da mulher e de minorias.

Assim, devem ficar mais raros gestos como a assinatura do documento conhecido como Declaração de Genebra, assinado pelo Brasil e por países como Hungria e Egito. Entre outras coisas, o documento repudia o aborto.

Também deve haver maior pressão dos EUA sobre a qualidade das democracias no mundo. Biden já disse que quer se encontrar com líderes de outros países na Conferência pela Democracia. Nesse encontro proposto, as lideranças devem debater temas como combate à corrupção e ao autoritarismo.

Quando era vice-presidente, Biden entregou, em 2014, à então presidente Dilma Rousseff uma série de documentos sobre a ditadura militar brasileira, com relatórios americanos sobre censura, tortura e assassinatos.

Na avaliação de Carlos Gustavo Poggio, da Faap, esses fatores podem significar um ponto de pressão sobre o Brasil, dependendo do quão positivas ou negativas estiverem as relações com os EUA.

“Os EUA só assinariam um acordo novo com o Brasil se houvesse mudanças na questão de direitos humanos”, afirma Poggio.

Covid-19

Caso a pandemia continue nos próximos meses com a mesma gravidade, o presidente eleito deve adotar medidas nacionais de restrições, inclusive a obrigatoriedade do uso da máscara. Isso aumentará a pressão internacional para que o Brasil reforce as políticas de combate ao coronavírus.

Para ajudar o Brasil no auge da pandemia, Trump enviou respiradores e estoques de hidroxicloroquina — medicamento que já se mostrou ineficaz para tratar a Covid-19, segundo diversas pesquisas. Inclusive, nem mesmo o republicano tomou o medicamento quando se infectou com o novo coronavírus.

Não está claro ainda se haverá alguma política dos EUA sob Biden de ajudar o Brasil caso a pandemia volte a piorar no país. Outra questão que precisará ser acompanhada nos próximos meses é o papel do governo americano na produção e distribuição de vacinas para outros países.

O que NÃO tende a mudar

Venezuela

Embora possa haver uma mudança no tom da Casa Branca, o repúdio ao regime de Nicolás Maduro é um dos poucos consensos entre republicanos e a ala majoritária do Partido Democrata, mais moderada, da qual Biden faz parte. Portanto, o Brasil deve continuar próximo dos EUA na pressão por mudanças no governo venezuelano.

“A pressão sobre a Venezuela continua, inclusive com discurso militarizado. Mas os venezuelanos têm apoio de milícias russas, o que não é um problema simples de resolver”, avalia Juliano Cortinhas.

China e 5G

Durante a campanha, Biden também subiu o tom com o governo de Xi Jinping, em uma mostra de que as rusgas entre Washington e Pequim devem continuar. Assim, a Casa Branca deve manter os questionamentos sobre segurança da informação do 5G oferecido pela chinesa Huawei durante os anos em que o assunto estiver em pauta no Brasil.

Para Leonardo Paz, da FGV, a China é outro tema que une as alas mais tradicionais democratas e republicanas. Segundo o pesquisador, possivelmente os EUA vão manter a pressão sobre as decisões do Brasil sobre a Huawei e o 5G — e é a resposta das autoridades brasileiras que vão ditar os rumos da discussão.

“Esse é um assunto muito sério, e não dá para ignorar a questão em torno da empresa chinesa. Mas vale lembrar que o último evento envolvendo espionagem e comunicação ocorreu em 2013 pelos EUA sob o governo do democrata Barack Obama. E a presidente brasileira à época era Dilma [Rousseff]”, comenta Paz.

Comércio e acordos

A não ser que a relação se deteriore muito, os acordos assinados no governo Trump, como o de salvaguardas tecnológicas para a Base de Alcântara (MA), devem continuar valendo. Novas iniciativas dependerão da capacidade de diálogo entre Biden e Bolsonaro.

Porém, segundo os professores ouvidos pelo G1, os recentes acordos beneficiaram mais os EUA do que o Brasil. Não houve, na avaliação deles, grandes parcerias no governo Trump que tenham trazido novidades significativas ao país.

“Houve muitos tapinhas nas costas, mas sem mudanças estruturais. Não vi ganhos concretos chegarem ao Brasil”, analisa Carlos Gustavo Poggio, da Faap.

Fonte: G1
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O FUTURO DE MAIA NA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA E A DESIDRATAÇÃO DO CENTRÃO

Em Off: a desidratação do Centrão e o futuro de Maia na presidência da Câmara

Da CNN

14 de outubro de 2020 às 10:34

Governista, Rodrigo Maia se nega a defender o legado de Temer na eleição | Brasil | EL PAÍS Brasil

No quadro Em Off desta quarta-feira (14), na CNN Rádio, Daniela Lima analisou a nova debandada do bloco do Centrão, que é liderado por Arthur Lira (PP-AL), e a sucessão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na terça-feira (13), PTB e o Pros decidiram deixar o grupo e se unir ao PSL, que tem a maior bancada da Câmara, ao lado do PT, movimento que desidrata ainda mais o bloco depois da saída de MDB e DEM, em julho.

“Essa debandada no bloco dele [Arthur Lira] é uma sinalização de que uma parte dos partidos com os quais contava para ter voto e apoio na briga pela presidência da Câmara está voltando seus olhos para Maia”, disse a jornalista.

De acordo com Lima, há alguns dias Maia recebeu uma proposta de acordo em torno da presidência da Comissão Mista de Orçamento, na qual ele cederia a vaga para um nome indicado por Lira, mas teria sido bastante claro sobre o tema.

“Não tem acordo, vou para a briga e vou com tudo”, Maia teria dito a interlocutores, o que a jornalista disse ser um sinal de que, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) libere, o deputado disputará com toda força a presidência da Casa.

Fonte: CNN

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NO DEBATE ENTRE OS CANDIDATOS À VICE-PRESIDÊNCIA DOS EUA O COMBATE À PANDEMIA FOI O PRINCIPAL ASSUNTO

 

EUA: combate à pandemia domina debate entre candidatos a vice

Mike Pence (Republicano) e Kamala Harris (Democrata) se enfrentaram por uma hora e meia na Universidade de Utah, na cidade de Salt Lake City

INTERNACIONAL

Do R7

Barreira de acrílico separou os candidatos à vice-presidência dos EUA

Morry Gash/Pool via REUTERS/07-10-2020

A atuação do governo Trump durante a pandemia de coronavírus foi o tema central do único debate entre os candidatos à vice-presidência dos EUA. Separados por uma barreira de acrílico, Mike Pence (Republicano) e Kamala Harris (Democrata) se enfrentaram durante uma hora e meia em um debate que ganhou maior relevância após Donald Trump ser diagnosticado com covid-19.

Mike Pence, atual vice-presidente, defendeu a gestão do governo Trump no combate à pandemia e afirmou que o presidente colocou a saúde do povo norte-americano em primeiro lugar desde o início. Pence disse que uma vacina deve ficar pronta até o final do ano e acusou a adversária de alimentar uma desconfiança em relação à imunização. Kamala Harris afirmou que o presidente Trump e o vice sabiam da gravidade de situação no final de janeiro, mas esconderam a verdade da população, o que resultou em mortes e na perda de milhões de empregos.

Questionado pela mediadora Susan Page, do jornal USA Today, se o povo merece saber a condição de saúde do presidente, Mike Pence afirmou que Trump foi transparente desde que soube que estava com covid-19. Kamala Harris concordou que o povo dos EUA merece saber o estado de saúde do presidente e citou a notícia divulgada pelo jornal The New York Times de que Trump pagou apenas 750 dólares em impostos no ano de 2016. Pence defendeu o presidente e disse que a notícia não é verdadeira.

A relação com a China também causou divergências entre os dois candidatos. Pence voltou a acusar o país asiático de causar a pandemia e defendeu a atitude de Trump de fechar as fronteiras para os chineses para evitar a propagação do vírus. A candidata democrata afirmou que a China não deve ser tratada como adversária e que o presidente Xi Jinping é mais respeitado no mundo do que Donald Trump.

SITUAÇÃO ECONÔMICA E EMPREGOS

Outro tema do debate que causou atrito entre os candidatos. Kamala Harris disse que o governo Trump foi um desastre e afirmou que Biden mede a força da economia dos EUA pela quantidade de pessoas empregadas, enquanto o atual presidente avalia pela situação dos mais ricos. A senadora pela Califórnia afirmou que Biden irá investir em infraestrutura, educação e ciência, algo que foi abandonado pelo atual governo.

Mike Pence disse que Joe Biden irá aumentar os impostos, que no atual governo a renda média das famílias norte-americanas cresceu 4% e acrescentou que Trump irá reformular o Obamacare. O candidato republicano afirmou que Biden quer acabar com o fracking, que é um método de extração de combustíveis fósseis. Kamala Harris negou essa possibilidade e disse que Biden não irá aumentar os impostos de quem ganha menos de 400 mil dólares por ano.

MUDANÇA CLIMÁTICA

Assim como aconteceu no debate entre Donald Trump e Joe Biden, os candidatos à vice-presidência dos EUA discordaram da maneira como o país tem lidado com a questão ambiental. Pence reforçou a posição do governo de sair do Acordo de Paris e que voltar acabará com milhares de empregos. Kamala Harris defende o Acordo e acusou Trump de negar a ciência e os efeitos causados pelo aquecimento global.

SUPREMA CORTE E QUESTÃO RACIAL

A indicação de Amy Coney Barrett à Suprema Corte também causou discordância entres os candidatos. Pence elogiou a juíza, defendeu que Trump faça a nomeação ainda este ano e acusou os democratas de quererem aumentar as vagas na Corte para colocarem magistrados liberais. Harris afirmou que a indicação para a vaga de Ruth Bader Ginsburg deve ser feita pelo próximo presidente.

Sobre os conflitos raciais que ocorreram nos EUA nos últimos meses, a democrata acusou Trump de defender supremacistas brancos, afirmou que os protestos são legítimos e disse que Biden irá proibir a técnica de sufocamento que causou a morte de George Floyd. Pence afirmou que Trump sempre condenou supremacistas brancos e que os protesto recentes foram violentos e destrutivos. O vice-presidente disse que não há racismo estrutural nos Estados Unidos e na polícia.

Na próxima semana, no dia 15 de outubro, Donald Trump e Joe Biden vão participar do segundo debate, em Miami, na Flórida. No dia 22 de outubro, o último debate entre os candidatos à presidência dos EUA ocorrerá na cidade de Nashville, no Tennessee.

 

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SE O COVID-19 AFASTAR TRUMP DA PRESIDÊNCIA, O QUE PODERÁ ACONTECER?

 

O que pode acontecer se covid-19 afastar Trump da presidência?

A Casa Branca informou que Trump está bem e continuará trabalhando nas dependências do hospital. Seus representantes afirmaram também que não haverá transferência temporária de poder para o vice, Mike Pence. A situação, no entanto, levanta uma série de perguntas sobre o que pode acontecer a seguir

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

A chapa de Donald Trump e Mike Pence foi confirmada pelo Partido Republicano em agosto

A poucas semanas da eleição presidencial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, testou positivo para o coronavírus.

Trump está sendo tratado no hospital militar Walter Reed, nas cercanias de Washington. Aos 74 anos e tecnicamente obeso, o presidente é considerado grupo de risco para a doença.

A Casa Branca informou que o presidente está bem e continuará trabalhando nas dependências do hospital. Seus representantes afirmaram também que não haverá transferência temporária de poder para o vice, Mike Pence.

A situação, no entanto, levanta uma série de perguntas sobre o que pode acontecer a seguir.

Quais eventos de campanha Trump perderá?

Trump precisa se isolar por pelo menos 10 dias, contados a partir do teste que confirmou a covid-19, em 1º de outubro. Assim, pode ser que ele esteja apto a participar do próximo debate presidencial, agendado para 15 de outubro.

Até o momento, no entanto, acredita-se que esse segundo debate, marcado para acontecer em Miami, será cancelado ou convertido em evento online.

Os eventos de campanha que Trump tinha previstos para esse período devem ser cancelados ou adiados. Um comício que ocorreria na Flórida e uma videoconferência com idosos vulneráveis já foram cancelados.

Em qual circunstância a eleição poderia ser adiada?

O período de isolamento de Trump nitidamente tem efeitos em sua possibilidade de fazer comícios. Por isso, foi levantada a questão sobre se a eleição poderia ser adiada.

A eleição presidencial dos EUA é realizada, por lei, na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro, a cada quatro anos. Neste ano, portanto, será em 3 de novembro.

Uma eventual mudança na data caberia ao Poder Legislativo dos EUA, não ao presidente. Seria necessário um apoio da maioria dos parlamentares nas Casas do Congresso para votar a favor de qualquer mudança de data. Isso é considerado improvável, visto que teria que passar pela Câmara, que é controlada pelos democratas.

Mesmo se houvesse uma mudança na data da eleição, no entanto, a Constituição dos EUA determina que um mandato presidencial dura apenas quatro anos. Portanto, o mandato do presidente Trump terminaria automaticamente ao meio-dia de 20 de janeiro de 2021.

Mudar essa data exigiria uma emenda à Constituição, que teria que ser aprovada por dois terços dos parlamentares, e depois por três quartos dos estados americanos, o que também é considerado improvável.

O que aconteceria se o presidente Trump ficasse incapacitado?

Até a sexta-feira (02/10), as informações são de que o presidente Trump tem “sintomas leves”. Se em algum momento houver uma avaliação de que ele não está em capacidade de cumprir as obrigações como presidente, há previsão de substituição temporária na Constituição dos EUA.

A 25ª Emenda permite que um presidente entregue o poder ao vice-presidente, o que significa que Mike Pence se tornaria presidente interino. Assim que estivesse novamente em condições, Trump poderia retomar seu posto.

Se o presidente ficasse em uma situação de saúde ruim para conseguir entregar o poder, o gabinete e o vice-presidente poderiam declará-lo incapaz de continuar, e o vice assumiria o cargo.

Supondo que Pence também ficasse incapacitado, a Lei de Sucessão Presidencial prevê que o próximo na linha de sucessão é o presidente da Câmara dos Representantes, atualmente a democrata Nancy Pelosi. Especialistas na Constituição americana apontam que essa eventual transferência de poder levaria a batalhas legais.

Se ela não quisesse ou não pudesse assumir a função, seria entregue ao senador republicano Charles E Grassley, de 87 anos, que é presidente pro tempore do Senado dos EUA. Isso também enfrentaria desafios legais.

Um presidente já foi considerado incapacitado antes?

Em 1985, quando o presidente Ronald Reagan estava no hospital para uma cirurgia de câncer, ele deixou seu vice-presidente, George H. W. Bush (Bush pai), no comando.

Em 2002 e 2007, o presidente George W. Bush fez a mesma coisa com seu vice-presidente quando ele foi sedado durante colonoscopias de rotina.

Se Trump não pudesse se candidatar às eleições, qual nome iria à votação?

Se, por qualquer motivo, um candidato escolhido por um partido como seu candidato presidencial não puder cumprir essa função, há procedimentos claros que podem ser adotados.

Embora o vice-presidente Mike Pence assumisse inicialmente as funções presidenciais, ele não se tornaria necessariamente o candidato à presidência do Partido Republicano.

Segundo as regras do partido, os 168 membros do Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês) votariam para eleger um novo candidato à presidência, com Mike Pence como um dos prováveis ​​candidatos.

Se Pence fosse escolhido, um novo companheiro de chapa teria de ser selecionado como vice da chapa republicana à Casa Branca.

Depois da seleção oficial dos candidatos, nunca aconteceu de os partidos Republicano e Democrata promoverem a substituição.

Como ficariam os votos antecipados?

Nesse ponto há muita incerteza, segundo os especialistas, já que milhões de votos por correspondência já foram enviados. A votação antecipada, pessoalmente, também começou em alguns estados.

A votação provavelmente continuaria com o nome do candidato incapacitado ainda nas cédulas, segundo Rick Hasen, professor de direito na Universidade da Califórnia, Irvine.

Mas há dúvidas sobre se as leis estaduais permitem que as pessoas indicadas para votar no colégio eleitoral dos EUA votem no candidato substituto.

E sobre mudar o nome do candidato, se ele se retirar da disputa?

“O presidente Trump certamente permanecerá na cédula, não importa o que aconteça”, escreve Richard Pildes, professor de direito com experiência em eleições.

Ele ressalta que, em tese, o Partido Republicano poderia buscar uma ordem judicial para mudar o nome de um candidato, mas na prática não haveria tempo.

Fonte: R7

 

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PARA PRESIDÊNCIA DO CREA É REELEITA ADALGISA DIAS

Engenheira Ana Adalgisa é reeleita para presidência do CREA

 DIVERSOS

Foto: divulgação

A Comissão Eleitoral Regional (CER) confirmou, na tarde desta sexta-feira (2), o resultado final das Eleições do Sistema Confea/Crea e Mútua no Rio Grande do Norte. A engenheira civil Ana Adalgisa Dias Paulino recebeu aprovação de 811 profissionais dos 1138 votantes e foi reeleita para o segundo mandato à frente da presidência do Conselho. Adalgisa teve 71,26% do total dos votos válidos, enquanto o engenheiro civil Luiz Cláudio dos Santos Lima obteve 316 votos, 28,64% do total.

Para diretor geral da Mútua venceu o engenheiro mecânico Márcio Sá com 717 votos e Almir Mariano para diretor administrativo com 737 votos. Para a presidência do Confea, venceu no RN, o engenheiro civil Paulo Guimarães com 609 votos e Joel Krüguer, atual presidente do Confea, recebeu 388 votos.

Em uma eleição atípica, devido à pandemia do Covid-19, os candidatos tiveram que apresentar suas propostas para o Conselho e realizar a campanha para as Eleições por meio das mídias sociais. “Essa campanha foi extremamente diferente de tudo que já vivemos, pois não tivemos o contato olho no olho para preservar a integridade dos profissionais diante da pandemia. As redes sociais foram nossas aliadas para mostrar o trabalho desenvolvido e tudo que ainda queremos fazer pelas áreas de engenharia, agronomia e geociências do RN”, ressaltou Ana Adalgisa que é a terceira mulher a presidir o Crea do RN.

Em um dia de movimentação tranquila em todas as sessões, os profissionais que foram às urnas nesta quinta-feira, 1º de outubro, em Natal e no interior, não enfrentaram filas. “Apesar da pandemia, os eleitores compareceram às urnas, mas não houve filas e tudo transcorreu dentro da normalidade”, comentou Ricelle Carvalho, servidora do Conselho e secretária da mesa 5, localizada no prédio anexo da sede em Natal.
A campanha de 2020, que começou em março, teve que ser remarcada duas vezes, devido ao aumento dos números de casos do novo Coronavirus em todo país. “Tivemos um processo eleitoral tranquilo baseado na transparência e na preocupação em oferecer segurança aos profissionais que vieram participar do pleito”, destacou a assessora jurídica da comissão eleitoral regional do Crea-RN, Rakel Xavier.
Afastada desde o início de março quando começou o período eleitoral, a engenharia civil Ana Adalgisa Dias reassume o mandato na próxima segunda-feira, 5 de outubro e conclui em 31 de dezembro. No início de janeiro de 2021, Ana Adalgisa Dias assume o segundo mandato para mais três anos à frente do Conselho.

Fonte: Blog do BG
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DONALD TRUMP E JOE BIDEN TROCAM ACUSAÇÕES, EM PRIMEIRO DEBATE TENSO EM OHIO

 

Em 1º debate tenso, Donald Trump e Joe Biden trocam acusações

Falta de propostas e ofensas entre os candidatos à presidência dos EUA ditaram o ritmo do encontro realizado na Universidade de Cleveland, em Ohio

INTERNACIONAL

Do R7

Trump e Biden irão se enfrentar em mais dois debates

Brian Snyder/REUTERS/29-09-2020

O primeiro debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos realizado nesta terça-feira (29) foi marcado pela troca de acusações entre Donald Trump (Republicano) e Joe Biden (Democrata). Durante uma hora e meia, os adversários discutiram sobre o combate ao coronavírus, saúde pública, economia, conflitos étnicos e o processo eleitoral.

No começo do debate, questionado pelo mediador Chris Wallace sobre a indicação de Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, Donald Trump elogiou a juíza e afirmou que tem o direito de indicar um novo nome já que ainda tem mais três meses de mandato. Joe Biden disse que a indicação deveria ser feita pelo próximo presidente e que teme que Amy Barrett contribua para o fim do programa Obamacare, que amplia o serviço de saúde pública e é contestado pelo Partido Republicano. Após essa declaração, os dois candidatos tiveram forte discussão sobre a questão de saúde pública e tiveram que ser interrompidos pelo mediador.

Em relação à pandemia do novo coronavírus, Trump defendeu a sua gestão, voltou a acusar a China de espalhar o vírus e afirmou que tomou a atitude certa de fechar as fronteiras, mesmo sendo acusado de xenófobo pelos democratas. Segundo Donald Trump, se ele não tivesse fechado as fronteiras, os EUA teriam dois milhões de mortos. Joe Biden acusou Trump de não ter um plano para proteger as pessoas e as empresas, que o presidente sabia da gravidade da situação desde fevereiro, mas não tomou nenhuma atitude.

Trump também defendeu a reabertura da economia, a volta às aulas e acusou governadores democratas de fecharem a economia em seus Estados por interesse político. Biden disse que é preciso ter um protocolo de segurança sanitária para que os pequenos empresários possam voltar a trabalhar e lembrou da declaração de Trump pedindo que as pessoas ingerissem água sanitária para evitar a contaminação.

PAGAMENTO DE IMPOSTOS

Questionado sobre a reportagem do jornal The New York Times que o acusa de ter pago apenas 750 dólares em impostos no ano de 2016, Trump rebateu a publicação e afirmou que pagou milhões em impostos nos últimos anos. Biden disse que o presidente paga menos impostos do que um professor norte-americano e afirmou que irá mudar a tributação nos EUA para favorecer os mais pobres.

QUESTÃO RACIAL

Um dos temas mais quentes do debate foi a situação das minorias étnicas e os protestos no país após a morte de pessoas negras. Biden acusou Trump de ser racista, disse que é preciso ter igualdade e justiça social para diminuir a tensão nos EUA. Segundo o candidato democrata, há um desequilíbrio na sociedade norte-americana no tratamento aos negros e minorias étnicas e relembrou a defesa do presidente a supremacistas brancos em 2017. Trump disse que Biden já deu declarações contra os negros, que é o republicano mais avaliado pela comunidade negra e acusou o adversário de não defender a lei e a ordem por ter medo de perder o apoio da extrema-esquerda. Ainda dentro deste bloco, Trump também atacou a família do democrata ao acusar um dos filhos de Biden de ter sido expulso do exército pelo uso de drogas.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Os incêndios florestais que têm atingido Estados da Costa Oeste também foram tema do debate. Trump afirmou que seu governo tem feito um trabalho ‘fenomenal’ na questão climática, mas que não pode destruir as empresas do país. Segundo o presidente, o Acordo de Paris foi um desastre para os Estados Unidos. Trump disse que tem um projeto de plantar um bilhão de árvores e que é preciso ter uma gestão melhor nas florestas dos EUA. Biden afirmou que é possível criar empregos e diminuir a emissão de poluentes ao mesmo tempo. O candidato democrata afirmou que as florestas tropicais no Brasil estão sendo destruídas e que os EUA deveriam ajudar no combate ao desmatamento com um pacote de 20 bilhões de dólares.

ELEIÇÕES

O último ponto do debate foi sobre o processo eleitoral e a polêmica votação pelo correio. Joe Biden pediu que as pessoas votem, disse que é preciso ter medidas de segurança sanitária para os eleitores que quiseram votar presencialmente e que não há evidências de que o voto por correio possa ser fraudado. O democrata também acusou o adversário de não aceitar o resultado da eleição caso seja derrotado e afirmou que se preocupa com a possibilidade da eleição parar na Suprema Corte. Trump voltou a contestar o sistema eleitoral, disse que a votação por correio será um desastre, que haverá manipulação na contagem e criticou o fato dos votos serem apurados até o dia 10 de novembro, uma semana após a eleição. De acordo com o Trump, há três dias foram encontradas cédulas de votação no lixo.

PRÓXIMOS ENCONTROS

Donald Trump e Joe Biden irão se encontrar em mais dois debates nas próximas semanas: no dia 15 de outubro, em Miami, na Flórida, e em 22 de outubro, na cidade de Nashville, no Tennessee. No dia de 7 outubro haverá um debate entre os candidatos a vice Mike Pence (Republicano) e Kamala Harris (Democrata) em Salt Lake City, em Utah.

Fonte: R7

 

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POR UNIDADE CONTRA PARTIDO DE EVO MORALES, PRESIDENTA INTERINA DA BOLÍVIA DESISTE DE SUA CANDIDATURA

Eleições na Bolívia têm reviravolta com desistência da presidenta por unidade contra o partido de Evo

Em discurso de três minutos pelas redes sociais, Jeanine Áñez conclama os bolivianos à unidade “para que Morales não ganhe”

FERNANDO MOLINA

La Paz – 18 SEP 2020 – 09:09 BRT

Jeanine Áñez anunciou sua desistência acompanhada de seus aliados políticos.Jeanine Áñez anunciou sua desistência acompanhada de seus aliados políticos.REDES SOCIALES

A presidenta interina da Bolívia, Jeanine Áñez, retirou sua candidatura para as eleições presidenciais de 18 de outubro depois de aparecer apenas em quarto lugar numa pesquisa. O mesmo levantamento atribuiu a Luis Arce, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente Evo Morales, as intenções de voto suficientes para vencer em primeiro turno.

“Hoje abandono minha candidatura à presidência da Bolívia para cuidar da democracia. Não é um sacrifício, é uma honra, porque o faço perante o risco de que o voto democrático se divida entre vários candidatos, e que por consequência desta divisão o MAS acabe ganhando a eleição. Faço isso pela unidade dos que amamos a democracia. Faço isso para ajudar a vitória dos que não queremos a ditadura… Se não nos unirmos, Morales volta”, disse Áñez em um vídeo de pouco mais de três minutos que publicou nas redes sociais. Estava acompanhada do seu candidato a vice, o empresário Samuel Doria Medina, e de outros líderes da sua aliança.m

Na última quarta-feira, uma consultoria eleitoral que goza de grande credibilidade entre os adversários de Morales —no ano passado, as autoridades eleitorais da época a proibiram de divulgar seus resultados pela televisão— informou que Arce tem 40% da preferência eleitoral, enquanto seu adversário mais próximo, o ex-presidente Carlos Mesa, contava com 26%. A lei boliviana estabelece a vitória em primeiro turno do candidato que obtiver pelo menos 40% dos votos, desde que com margem superior a 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.

Este resultado indica que Arce é capaz de deter a mudança política extraeleitoral que está em andamento no país desde a derrocada de Morales, em novembro passado, e que conta com o respaldo das classes médias urbanas e as elites tradicionais do país. Este processo busca diminuir o peso do Estado, aumentar a participação da empresa privada, “retomar a república”, em substituição ao Estado Plurinacional criado no período anterior e, sobretudo, “deter o MAS”. Esse partido esquerdista é acusado de ter promovido fraudes na eleição anterior de 2019, que acabou sendo anulada, de liderar uma “ditadura” e de cometer violações aos direitos humanos. Na imprensa, o MAS é habitualmente apontado como o “inimigo público número um” e um “câncer” para a democracia boliviana.

A constatação de que Arce pode vencer causou um sismo nas redes sociais. Os usuários “antievistas” arremeteram contra os políticos de sua corrente por não terem apresentado uma frente unida. Além de Mesa e Añez, outros dois políticos candidataram-se “contra o MAS”: Luis Fernando Camacho, líder dos protestos que antecederam à queda de Morales e favorito em Santa Cruz, a segunda região com mais eleitores do país, e o ex-presidente direitista Jorge Quiroga.

O gesto de Añez e de Doria Medina foi acolhido com alívio e alegria por quem procura concentrar o voto anti-MAS em Mesa, que nas anuladas eleições do ano passado já havia sido beneficiado por esse tipo de respaldo, chamado, também na Bolívia, de “voto útil”. Em seu discurso de renúncia à candidatura, Áñez não apoiou diretamente Mesa, a quem até pouco antes questionava por sua suposta falta de caráter para enfrentar o MAS e por ter colaborado com o ex-presidente Morales.

Alguns analistas consideram que, como o eleitorado da presidenta se concentrava sobretudo no leste da Bolívia (departamentos de Santa Cruz e Beni), sua retirada beneficiará Camacho, e não a Mesa, de modo que sua desistência não obteria o efeito de concentrar o voto e impedir o triunfo de Arce em primeiro turno. Esse objetivo fica ainda mais complicado levando-se em conta que as cédulas eleitorais já estão impressas, com o nome e a foto de Áñez.

“Esta ação atende a um acordo de políticos contra a vontade das pessoas. Cheira a negócios. Cheira a [busca de] impunidade para os responsáveis pela compra com superfaturamento de respiradores e para os responsáveis pelos massacres de novembro”, declarou a este jornal Sebastián Michel, porta-voz do MAS.

Áñez, que presidia o Senado, assumiu a presidência depois que Evo Morales renunciou, sob pressão dos militares, deixando um vazio de poder. Suas primeiras medidas foram controlar os protestos dos seguidores do ex-presidente, com um saldo de mais de 30 mortos, tomar medidas a favor dos empresários do leste boliviano. À frente de uma coalizão de vários partidos de centro-direita, a presidenta interina parecia a candidata com maiores chances de liderar o “voto da mudança”. Mas a pandemia cruzou o seu caminho e a obrigou a administrar por oito meses, e em uma situação de máxima urgência, um Estado que sempre foi ineficiente e desorganizado, e que nunca contou com bons serviços de saúde.

O que mais prejudicou sua imagem, entretanto, foram os escândalos de corrupção que eclodiram durante sua gestão, em particular um relacionado à compra superfaturada de 170 respiradores espanhóis pelo Ministério da Saúde. Por causa disso, o então ministro Marcelo Navajas se encontra em prisão domiciliar.

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O AUTORITÁRIO LUKASHENKO DIZ QUE SÓ DEIXARÁ O PODER PELA LEI

 

Lukashenko garante que não deixará presidência de Belarus

Presidente afirma que foi eleito e que só ele pode defender o país. Protestos contra reeleição foram reprimidos violentamente e oposição foi presa

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Lukashenko diz que não vai deixar o poder

O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, deixou voltou a afirmar nesta quinta-feira (10) que não abrirá mão do poder, pois ele, segundo declarou, não foi eleito para abandonar o cargo.

“Deixe-me dizer-lhe como homem, para ser muito claro. Meus críticos costumam dizer: ele (para Lukashenko) não quer deixar o poder. Não foi para isso que as pessoas me escolheram”, disse o mandatário, ao apresentar o novo procurador-geral, Andriy Shved, de acordo com a agência oficial BelTA.

“Não nos é dado o poder para pegá-lo, jogá-lo fora e entregá-lo”, disse Lukashenko, após um mês de intensos protestos da oposição e de cidadãos nas ruas do país exigindo sua renúncia.

O líder autoritário já afirmou esta semana em entrevista à imprensa russa que “só ele” podia agora defender Belarus.

“Farei isso com ou sem vocês. Isso é com vocês, mas vocês não vão me dobrar. Se quiserem ficar ao meu lado e salvar o país, façam, se não quiserem, não traiam”, afirmou o presidente aos promotores presentes na apresentação de Shved.

Lukashenko admitiu que “mais cedo ou mais tarde outros tomarão o poder, mas terá de ser pela lei e não por pressão nas ruas”, insistiu o presidente, no cargo há 26 anos.

Reeleição gerou protestos

O presidente de Belarus, que venceu as eleições presidenciais do mês passado com 80,1% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral Central, resultado considerado fraudulento pela oposição e por grande parte da comunidade internacional, sugeriu também a necessidade de uma maior dureza da Procuradoria perante os protestos nas ruas.

As forças de segurança do regime de Lukashenko reprimiram duramente as manifestações pacíficas nas últimas semanas, com milhares de detenções, muitas vezes com uso de violência, e em meio a denúncias de maus-tratos e até tortura.

Além disso, a maioria dos líderes da oposição está exilada ou detida.

 

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