PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE UMA POSSÍVEL INVASÃO AOS SISTEMAS DIGITAIS FOI ENCAMINHADO PELO TSE À POLÍCIA FEDERAL APÓS SEGUNDO TURNO EM 2018

TSE pediu à PF apuração sobre invasão 10 dias após segundo turno em 2018

Um pedido encaminhado para a Polícia Federal no dia 7 de novembro de 2018 solicitava investigação sobre uma possível invasão aos sistemas digitais

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 04 de agosto de 2021 às 21:34

TSE pediu à PF apuração sobre invasão 10 dias após segundo turno em 2018

O então secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2018, Giuseppe Dutra Janino, encaminhou à Polícia Federal no dia 7 de novembro de 2018 um pedido para a PF investigar uma invasão aos sistemas digitais da corte.

A carta foi elaborada a pedido da então presidente do TSE, Rosa Weber, a partir do recebimento de uma denúncia feita por um hacker ao portal de notícias “Techmundo”. Weber pediu que a Secretaria de Tecnologia analisasse o caso.

No documento, o secretário de tecnologia avalia ser necessário a abertura de uma investigação pela Polícia Federal uma vez que “existe a possibilidade de manipulação de arquivos de configuração que alimentam o software da urna”.

Ofício Giuseppe Janino

Veja abaixo os detalhes do documento:

– Trata-se de informar acerca do recebimento de denúncia de acesso indevido de dados relativos aos sistemas eleitorais e ao projeto do hardware da UE2018. tal denúncia foi encaminhada por e-mail a assessoria de comunicação deste tribunal, a qual solicitou esclarecimentos sobre o teor do e-mail encaminhado pelo sr. Felipe Payão, identificado como repórter do portal “Techmundo”.

– Tal conteúdo evidencia o acesso indevido dos seguintes dados: 1) Código-fonte completo do Gedai UE possivelmente da versão usada nas eleições 2018, porém sem assinaturas da cerimônia de lacração; 2) chaves e credenciais de acesso a servidores usadas pelo Gedai UE; 3) senhas para oficialização dos sistemas, candidaturas e horário eleitoral utilizadas para eleição suplementar 2018 de Aperibé/RJ; 4) manual técnico da impressora de votos desenvolvidas pelo FIT; 5) manual do QR Code do boletim de urna.

– Não há evidência de acesso indevido do código fonte do software da urna – Uenux, embora exista evidência de acesso indevido de código comum entre o Gedai-UE e o Unenux.

– Com relação ao material acessado indevidamente, o impacto é o seguinte:

1) o manual do QR-Code já é de domínio público e encontra-se publicado na Internet;

2) o manual da impressora de votos não possui informação sensível uma vez que trata-se da documentação de um protótipo que nunca entrou em operação – o seu caráter sigiloso se deve a uma relação contratual entre o FIT e a Quattro Eletronica;

3) as senhas de oficialização permitem, a alteração de dados de partidos e candidatos “até mesmo a sua exclusão” no contexto de um processo eleitoral. Ou seja, no caso concreto afeta apenas a eleição suplementar 2018 de Aperibé/RJ;

4) as credenciais de acesso aos servidores usados pelo Gedai UE podem permitir que alguém dentro na intranet da Justiça Eleitoral consiga copiar os dados de eleitores e candidatos que alimentam as urnas n, mas sem a capacidade de adulterá-los;

5) as chaves usadas pelo Gedai ainda requerem uma análise de risco mais detalhada isso porque parte das chaves são geradas no momento da lacração e os acesos indevido diz respeito ao material presente no ambiente de desenvolvimento, ou seja, o software lacrado usa chaves diferentes na hipótese de serem as mesmas existe a possibilidade de manipulação de arquivos de configuração que alimentam o software da urna;

6) o código fonte do Gedai acompanhado de seus binários compilados permite a importação de dados oficiais das eleições e carregamento de urnas com esses dados contudo o software de urna utilizado não tem as assinaturas oficiais da lacração que fica evidenciado pelo LED de segurança da urna e pelos procedimentos de verificação de hash e assinatura; também não seria possível a geração de um boletim de urna válido para a totalização a partir disso;

7) diante desse cenário solicita-se a abertura de inquérito policial junto a Polícia Federal para apuração dos fatos;

8) Outras providencias já estão em andamento nessa STI para sanar as fragilidades que resultaram nesse acesso indevido assim como tornar os sistemas expostos ainda mais seguros;

9) Finalmente, alerta-se sobre a necessidade de tramitação urgente desse processo.

A própria nota enviada pelo secretário de tecnologia ressalta que, apesar do risco de ter havido material acessado indevidamente, tal ato seria incapaz de alterar o resultado das eleições de 2018.

Procurado, o TSE não se manifestou.

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POSSÍVEL CASO DE MUCORMICOSE (FUNGO NEGRO) É ACOMPANHADO PELA SECRETARIA DE SAÚDE DE JOINVILLE

Secretaria de Saúde de Joinville acompanha possível caso de ‘fungo negro’ na cidade

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde emitiu uma comunicação de risco sobre um provável caso de mucormicose (fungo negro) em um paciente de Joinville, no Norte de Santa Catarina

A situação já estava sendo acompanhada pela equipe de Vigilância em Saúde do município desde que foi cogitada a hipótese do diagnóstico.

O caso é de um homem, de 52 anos, morador da zona Norte da cidade, com histórico de comorbidades (diabetes mellitus e artrite reumatoide). No dia 20 de fevereiro, ele apresentou sintomas gripais e realizou o teste de antígeno no dia 23, confirmando o diagnóstico para Covid-19.

Em 19 de março, em função de uma fraqueza generalizada relacionada com a Covid-19, foi internado em um hospital da rede particular. Teve alta no dia 4 de abril, com melhora geral do quadro de saúde.

Por ter apresentado cetoacidose diabética, uma complicação metabólica caracterizada por fatores relacionados com a diabetes, o paciente teve uma celulite facial, que prejudicou parcialmente a clareza da visão.

Nova internação

Por este motivo, ele iniciou imediatamente acompanhamento com médico especialista. O homem então foi internado novamente no dia 21 de maio, para realização de procedimento cirúrgico, que foi efetivado no dia 26 deste mês.

Atualmente, o paciente segue internado em unidade hospitalar particular, com monitoramento constante da Secretaria Municipal da Saúde, por meio da equipe da Vigilância em Saúde. As informações seguem sendo compartilhadas com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Estado da Saúde.

Mucormicose

O termo fungo negro é popularmente utilizado para se referir à mucormicose, uma infecção causada por um fungo da classe Zygomycetes e ordem Mucorales.

É considerada uma infecção fúngica grave e rara, originária de microrganismos que vivem em diversos ambientes, particularmente no solo com matéria orgânica em decomposição, como folhas, adubo ou madeira.

A mucormicose é contraída por pessoas que entram em contato com os esporos fúngicos. Indivíduos diabéticos, com doenças onco-hematológicas ou que utilizam medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis à contaminação.

Em casos graves, a mucormicose pode evoluir para coma e óbito. A infecção, que geralmente se manifesta na pele, pode espalhar-se para outras partes do corpo.

Geralmente, o tratamento é realizado com intervenção cirúrgica para remover os tecidos infectados ou mortos. Em alguns pacientes, a evolução da doença pode resultar na retirada de parte da mandíbula ou do olho.

Também há tratamento medicamentoso, que pode envolver um período de 4 a 6 semanas de terapia antifúngica intravenosa, dependendo do quadro clínico do paciente.

Em nível mundial, diversos estudos estão sendo realizados para verificar possíveis relações entre a mucormicose e pacientes com Covid-19, especialmente os que apresentam comorbidades e quadros imunodreprimidos.

Fonte: R7
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SOBRE UMA POSSÍVEL CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, MANDETTA DIZ “ESTÁ PRONTO”

Estou pronto’, diz Mandetta à CNN sobre possível candidatura à Presidência

De acordo com o ex-ministro, o primeiro ato de Pazuello como chefe da pasta já tirou credibilidade dele

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

Atualizado 08 de maio de 2021 às 00:14

Estou pronto', diz Mandetta sobre possível candidatura à Presidência

Em entrevista exclusiva à CNN, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) afirmou que “está pronto” para uma possível candidatura à Presidência da República nas eleições de 2022.

“O meu nome está aqui, eu não sou candidato de mim. Eu quero um projeto para a gente defender ideias. Se perguntar para mim, você está pronto? Eu estou pronto. Se perguntar para mim, você vai, você tem coragem para ir para uma das campanhas mais sórdidas, baixas, invasivas, pelos comentários do presidente e do filho do presidente, eu estou pronto”

Luiz Henrique Mandetta

“Eu pertenço a um partido político que tem ideais a apresentar, tenho mais de 35 anos, sou nascido aqui no Brasil, estou em dia com minhas obrigações eleitorais, ou seja, reúno as obrigações básicas [para se candidatar à presidência]”, prosseguiu o ex-ministro da Saúde.

Na avaliação de Mandetta, tanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entram na corrida eleitoral já desgastados. Para o médico, ambos têm “passados que serão lembrados por todos os brasileiros”.

O ex-ministro entende que tanto Lula como Bolsonaro estão no “teto” e, por isso, não há uma tendência para expansão de base eleitoral.

Especificamente sobre o atual chefe do Executivo, Mandetta acredita que Bolsonaro não será reeleito.

“O Collor foi o primeiro a não se reeleger. Ele [Bolsonaro] vai ser o segundo, porque, primeiro, ele precisa terminar o mandato para pensar em reeleição. Agora, espero que ele não continue, porque ele não está à altura do cargo”, afirmou.

Sobre uma terceira via para as eleições presidenciais, o ex-ministro afirmou que ela só confirmará se houver anseio da população.

Pazuello

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta disse ter a impressão de que o general Eduardo Pazuello está “com medo de ser inquirido” na Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia de Covid-19.

Para o médico ortopedista, o militar — que também foi ministro da Saúde — tem medo de saber o que será revelado a cerca das decisões tomadas por ele. Mandetta ressaltou também que o primeiro ato de Pazuello como chefe da pasta já tirou a credibilidade dele, que foi a tentativa de mudar a forma de divulgação dos números da Covid-19 no Brasil.

“Ele [Pazuello] se submeteu a um papel de retirar as funções do Ministério da Saúde. O primeiro ato dele foi de não divulgar números. Teve que vir ordem do STF para divulgar os números. Ele perdeu a credibilidade na saída”, afirmou.

Além de esconder dados, Mandetta avalia que Pazuello também promoveu o uso da hidroxicloroquina – remédio sem eficácia comprovada contra Covid-19 –, não adquiriu as vacinas que lhe foram ofertadas, desistiu de todo plano de testagem brasileiro e deixou de analisar as novas cepas que surgiam.

“Fez um trabalho de baixa qualidade e sempre com muita subserviência”, declarou.

Fonte: CNN

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AUTOCONHECIMENTO: SERÁ REALMENTE POSSÍVEL MANTER UMA INTIMIDADE GENUÍNA E UMA COMUNICAÇÃO HONESTA ANO APÓS ANO?

Em toda evolução há fracassos antes que algo novo surja. Todas as alegrias e tristezas que os casais enfrentam para se ver face a face  são uma experiência rica, que pode nos levar adiante num território não mapeado. Aprender a se relacionar conscientemente vai muito além da nossa satisfação pessoal. Quando o casal não honra nem aprecia um ao outro, prejudicam seu casamento e criam um vórtice de dor que atravessa gerações. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e entender como foi a evolução dos relacionamentos ao longo da evolução da humanidade e assim ter condições de corrigir erros de percurso baseado em toda essa experiência.

RELACIONAMENTOS  CONSCIENTES

John Welwood*

Com os problemas que os casais enfrentam hoje, as pessoas se perguntam como agir num empreendimento tão difícil. Será realmente possível estabelecer intimidade genuína e comunicação honesta, e mantê-las ano após ano? Ou isso será apenas uma fantasia? Agora que permanecer solteiro tornou-se uma alternativa mais aceitável, qual é o objetivo de atravessar o tumulto e a luta que um relacionamento de longo prazo impõe?

Até recentemente, família, sociedade e religião determinavam a forma e a função do relacionamento e do casamento em particular. A família escolhia ou vetava o parceiro. O casal tinha um conjunto definido de papéis dentro de uma família ampla de pais, avós, primos, tios e tias. A família tinha lugar num clã, que era parte de nações maiores que compartilhavam valores sociais, morais e religiosos. Situado no centro dessa rede ampla, o casamento tinha contexto e propósito bem definidos; dava apoio à sociedade e a sociedade o apoiava.

Nas palavras do antigo livro chinês da sabedoria, o I Ching, “a família é a sociedade em embrião [e] o alicerce da família é o relacionamento entre marido e mulher”.

Hoje, pela primeira vez na história, as relações de um casal carecem de diretrizes claras e de um significado social atrativo. Nunca antes os casais tinham sido unidades tão autônomas, separados da família maior, da comunidade e de valores compartilhados, como também de ensinamentos espirituais que ajudavam a encontrar um lugar no Cosmo. Se, como afirmou Margareth Mead, “não há sociedade no mundo onde as pessoas permaneceram casadas sem enormes pressões da comunidade para fazê-lo”, o que manterá os casais juntos, agora que as pressões desapareceram?

Como restaram poucas razões extrínsecas convincentes para duas pessoas compartilharem uma jornada de vida, só as qualidades internas de amor e conexão podem manter um casal unido. Isso significa que as pessoas devem se analisar como nunca antes. É importante avaliar como é essa nova situação. Estamos em território desconhecido. Se estamos com dificuldade de encontrar o nosso caminho, podemos parar de nos culpar; a culpa não é nossa.

Infelizmente, a maioria de nós tem pouca consciência do que temos de enfrentar. Iludidos por imagens populares de casamentos fáceis e destituídos de percepção histórica, presumimos que o casamento foi legado da forma como conhecemos, ou que os casais de antigamente tinham uma chave que nós perdemos. Contudo, ao olhar para a história dos relacionamentos, não encontramos harmonia. O que a história do casamento revela é desentendimento e mesmo brutalidade. Ao longo da maior parte da história ele raramente foi uma instituição harmoniosa.

Nossas dificuldades com os relacionamentos refletem um problema de todas as épocas e extratos sociais: a necessidade de resolver o conflito entre suas duas metades – os modos masculino e feminino de ser. A consciência, que evolui integrando elementos aparentemente contraditórios, dará um salto enorme quando transformar o velho antagonismo homem-mulher numa aliança criativa. Nossas lutas com a intimidade, que parecem tão desencorajadoras, são– a partir dessa perspectiva evolutiva mais ampla – o principal veículo para esse importante avanço.

Sem uma noção de história, presumimos que nossas tentativas de combinar o amor romântico, o prazer do sexo e o compromisso monogâmico num mesmo relacionamento são naturais. Contudo, nenhuma sociedade tentou ou foi bem-sucedida em reunir amor, sexo e casamento. A dificuldade de uni-los levou pensadores como Margaret Mead a concluir: “O casamento norte-americano ideal é […] uma das formas mais difíceis de casamento que a raça humana já tentou.” Sem entender a enormidade disso, vamos ter ressentimentos quando nossos relacionamentos não funcionarem. Para encontrar rumo ter uma visão clara de como proceder, precisamos entender que tentamos fazer algo nunca feito antes.

Perspectivas históricas

Nas origens da humanidade, há pouca evidência de que o amor entre casais tivesse um lugar importante, e não conseguimos detectar claramente o papel original do casamento. As antigas sociedades se centravam no poder mágico do feminino, a Grande Mãe, a fértil fonte de vida. Como os homens não eram percebidos como pais das crianças, não tinham papel importante na família. A palavra matrimônio – literalmente “herança da mulher” – veio a significar casamento presumivelmente porque um homem tinha que se casar com uma mulher para ter uma propriedade. A propriedade era das mulheres (porque  provavelmente foram as primeiras a cultivar a terra e a organizar comunidades para cuidar das crianças) e era transmitida pelo lado feminino Quando os homens dominaram a agricultura, as ferramentas e o armazenamento de alimentos, indo de caçadores a lavradores, desenvolveram um novo modo de consciência, menos dependente das rotinas de sobrevivência do corpo e da terra. À medida que esse novo modo ganhou ascendência, foi usado contra o feminino, estabelecendo uma forma institucionalizada de domínio que hoje é conhecido como sistema patriarcal.

A Grécia antiga pouco fez para melhorar a relação homem-mulher. Os homens se casavam para procriar, ter uma dona de casa obediente e adquirir propriedades, mas davam pouco valor ao amor da esposa. Platão foi o primeiro a proclamar a enobrecedora virtude do amor, mas o objeto apropriado desse amor não era a mulher, e sim os homens jovens.

Embora os antigos romanos tivessem mais apetite erótico como casal, tinham pouca noção de amor baseado no respeito mútuo. O pai possuía esposa e filhos como propriedade e podia legalmente fazer o que quisesse com eles, inclusive condená-los à morte, sob certas circunstâncias. Durante os últimos anos do Império Romano as mulheres ganharam mais direitos, mas o casamento se desintegrou quando homens e mulheres buscaram cada vez mais o prazer sexual fora de suas fronteiras.

Após esta fase, era de se esperar que o Cristianismo tornasse salutar as relações entre casais. Porém, os antigos cristãos mostravam um grande desprezo pelas mulheres, o sexo e o casamento. Os gregos reuniram amor e sexo homossexual; os romanos uniram sexo e casamento; e o Cristianismo antigo separou os três. A Igreja considerava o celibato um ideal; tolerava o casamento com relutância, mas advertia, nas palavras de São Jerônimo: “Aquele que ama ardentemente sua própria esposa é um adúltero.” Aparentemente o homem era virtuoso se amasse o próximo, mas execrado se amasse a esposa.

Como um homem podia amar a descendente de Eva, culpada pela queda da humanidade? A literatura  eclesiástica descrevia a mulher em termos como “portal do inferno, confusão para o homem, besta insaciável, uma ansiedade contínua, uma guerra incessante, uma ruína diária”. Durante a Inquisição a Igreja estabeleceu o terror contra a mulher que detivesse propriedades e poder.

Um frade do século XV, em suas Regras de Casamento, exortou os maridos: “Repreenda-a severamente, intimide-a e aterrorize-a. E se isso ainda não funcionar […] pegue uma  vara e bata-lhe com força”.

No período medieval as mulheres eram consideradas propriedade. Os casamentos eram arranjados entre famílias; os pais escolhiam a esposa dos filhos com base nas posses, no status e na linhagem. O pai era um pequeno rei e a família, os súditos.

Quando o respeito pelo feminino tinha atingido um ponto tão baixo, houve uma grande mudança: a propagação do amor romântico – algo radicalmente novo – pelos trovadores de Provença no século XII. O feminino voltou a ser objeto de veneração. As regras do jogo entre homens e mulheres mudaram da conquista para o galanteio. Pela primeira vez a ternura e a gentileza, o respeito, a fidelidade e os sentimentos românticos se tornaram ideais nas relações. Nunca antes a sociedade havia  aprovado, o sequer concedido, essa legitimidade ao sentimento romântico.

Contudo, o amor cortês continuou a dividir amor e sexo, assim como amor e casamento. O cavalheiro se apaixonava por uma dama casada. Este tipo de “amor puro” era incompatível com o sexo. Os amantes podiam se tocar, beijar e acariciar, mas o ato sexual era considerado falso amor. Nas palavras de um trovador, “pouco ou nada sabe do serviço de mulheres quem deseje possuir sua dama inteiramente”. Com a conquista sexual descartada, as provações para conquistar o amor de uma dama tornaram-se uma senda de caráter, desenvolvimento e purificação. A qualidade refinada do amor era o que permitiria ao homem realizar o ideal de se tornar um cavalheiro. Apesar das inovações radicais, era uma noção de relacionamento romântico distorcida e idealizada.

Duas principais influências sobre a poesia amorosa trovadoresca parecem ser responsáveis por isso: a heresia dos cátaros, uma seita cristã que adorava o divino feminino e “Os antigos romanos tinham pouca noção de amor baseado no respeito mútuo. O pai possuía esposa e filhos como propriedade. Durante os últimos anos do Império Romano as mulheres ganharam mais direitos, mas o casamento se desintegrou quando homens e mulheres buscaram cada vez mais o prazer sexual fora de suas fronteiras.” condenava o contato sexual com mulheres (o amor era algo celestial, não manchado pelo desejo); e a tradição sufi de poesia devocional escrita para Deus, personificado e adorado como o amado. Ela proporcionou um molde ao amor secular por uma mulher. tornaram-se uma senda de caráter, desenvolvimento e purificação. A qualidade refinada do amor era o que permitiria ao homem realizar o ideal de se tornar um cavalheiro. Apesar das inovações radicais, era uma noção de relacionamento romântico distorcida e idealizada.

Até hoje podemos ver essa distorção em letras de canções de amor. O“ amor puro” se mantinha separado da realização sexual, e também era considerado incompatível com o casamento, como mostra uma famosa decisão dos Tribunais do Amor, que estabeleciam as convenções do romance: “Declaramos que o amor não pode exercer poderes entre duas pessoas que sejam casadas. Os amantes dão tudo ao outro livremente, se qualquer compulsão ou necessidade mas as pessoas casadas têm o dever de ceder aos desejos do outro.”

Assim, amor e casamento, paixão celestial e realização terrena foram estabelecidos como uma trágica contradição, que ao longo do tempo inúmeros amantes atormentados só conseguiram resolver através da morte.

Somente na era vitoriana a sociedade tentou unir amor e casamento. Como os trovadores, os vitorianos idealizavam a mulher e viam seu amor como enobrecedor da natureza mais abjeta do homem, não como amante clandestina, mas como esposa. Porém, as mulheres tinham que pagar um alto preço por esse status: a negação da sexualidade. A mulher que desfrutasse ou mesmo fizesse alusão ao sexo era considerada decaída; não podia servir como “anjo da casa”, que elevava os homens e a sociedade com suas virtudes. Ao tentar introduzir o amor romântico no casamento, os vitorianos retiraram completamente o fogo da relação. O prazer sexual estava relegado às casas de prostituição vitorianas.

Na Revolução Industrial, no final do século XIX, os pais saíam de casa para trabalhar, e a antiga estrutura de autoridade patriarcal se esfacelou. Os filhos buscaram liberdade na escolha de parceiros. Um método radical – o namoro – apareceu nos anos 1920, dando um golpe fatal no controle dos pais. Ao mesmo tempo, uma nova consciência feminina surgiu e as mulheres buscaram direitos. As mulheres geralmente percebem melhor que os homens como o amor, o sexo e o compromisso podem aprofundar uma relação. Quando as mulheres finalmente puderam mostrar o que elas queriam do casamento, as relações entraram em uma nova era.

“O mito de  Eros e Psique aponta a separação entre amor e consciência. O casamento tradicional tem sido como o amor no escuro, e só pode pros- seguir no piloto automático. Agora que não funciona mais, estamos passando as provações de Psique.”

O próximo passo

Será possível ter um compromisso profundo e duradouro junto com o amor romântico, a liberdade individual e a paixão sexual num mesmo relacionamento? Estamos buscando uma meta impossível? O que exatamente estamos tentando realizar?

Ao olhar para a história, fica claro que a maioria dos casais tentou viver sem compartilhar intimidade. Hoje, porém, buscamos um relacionamento pleno, mental, emocional, sexual e espiritualmente. Isso é extremamente saudável. Apesar das dificuldades, a tentativa de reunir amor, sexo e casamento é um avanço essencial no caminho evolutivo. Se bem-sucedida, resulta em algo novo: intimidade genuína, onde dois parceiros dividem aspirações e sentimentos profundos e se conhecem mais plenamente.

Esse tipo de intimidade é um passo importante na cura da oposição  masculino-feminino e na união das duas metades da humanidade. Precisamos dessa cura para sobre viver e ficar em paz. O mundo sofre um grave desequilíbrio; milhares de anos em busca de explorar a terra e o feminino  criaram uma ferida profunda na consciência humana. Ninguém consegue escapar de seus efeitos, que perpassam nossa vida interna e externa. Internamente há uma divisão entre mente e corpo, intelecto e sentimento, poder e ternura, fazer e ser. Externamente vemos a destruição da natureza em todo o planeta. Se o potencial evolutivo do amor é curar divisões e trazer plenitude, fica claro, ao olhar para a história, que ele ainda precisa ser realizado. A genuína união entre masculino e feminino deve ocorrer no plano interno, dentro de nós, e externo, entre casais.

O casamento moderno, apesar de contribuições como igualdade e flexibilidade de funções, levou a becos sem saída. O casamento tradicional sufocava a liberdade, mas nos anos a lamparina ele foge, e ela enfrenta uma série de provações para reencontrá-lo. Depois das provações o casal se une de maneira ampla, e seu amor prossegue à luz do dia.

O mito aponta a separação entre consciência (Psique) e amor (Eros). O casamento tradicional tem sido como o amor no escuro, e só pode prosseguir no piloto automático. Agora que não funciona mais, estamos passando as provações de Psique.

Aprender a se relacionar conscientemente vai muito além da nossa satisfação pessoal. Quando o casal não honra nem aprecia um ao outro, prejudicam seu casamento e criam um vórtice de dor que atravessa gerações. Os filhos reproduzem essa dor em suas próprias famílias e no mundo. Juntando essas feridas e seus efeitos, tem-se toda uma sociedade em sofrimento. Assim, encarar o outro de forma honesta é um passo essencial na limpeza da desordem no planeta. Se pudermos encarar nossas dificuldades com os relacionamentos como parte de uma evolução humana e planetária, podemos parar de nos repreender pelos fracassos e usar o sofrimento de maneira consciente, como ferramenta para despertar. Em toda evolução há fracassos antes que algo novo surja. Todas as alegrias e tristezas que os casais enfrentam para se ver face a face são uma experiência rica, que pode nos levar adiante num território não mapeado.

As gerações futuras encontrarão seu caminho mais facilmente com o que fazemos agora. Se nós enfrentarmos esses desafios, usando-os como oportunidade de explorar nossos poderes mais profundos e de expandir a visão de quem somos, podemos  desenvolver a sabedoria que nossa era precisa, e ver nascer uma nova visão de amor e comunidade – ajudando a nos iluminar como indivíduos e, nesse processo, a moldar um novo mundo.

Fonte: Revista Sophia –ano 19-nº 89

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MICROBIOLOGISTA REFORÇA A INPORTÂNCIA DAS RESTRIÇÕES JÁ QUE É QUASE IMPERCEPTÍVEL UMA REINFECÇÃO

É possível que a pessoa se reinfecte e nem perceba”, diz microbiologista

A microbiologista Natalia Pasternak reforçou a importância das restrições, visto que ainda há poucos dados sobre reinfecções de Covid-19

*Produzido por Renata Souza, da CNN, em São Paulo

04 de abril de 2021 às 18:43

A microbiologista Natalia Pasternak explicou as reinfecções de Covid

Em entrevista à CNN, a microbiologista Natalia Pasternak afirmou que ainda não há dados robustos sobre as reinfecções de Covid-19, o que aumenta a necessidade de seguir as medidas preventivas. 

“É possível que a pessoa se reinfecte e nem perceba. Ela pode ter um nível de proteção que a impeça de ficar doente por uma segunda vez, mas será que isso impede a transmissão? Ainda não sabemos”, explicou a microbiologista.

“Como não temos essa resposta de uma maneira muito esclarecedora, aconselhamos que mesmo quem já teve o vírus comporte-se como quem não teve.”

Com o aumento nas taxas de mortalidade e ocupação no número de leitos de UTI por conta do vírus, Pasternak reforça a preocupação com a parcela da população que não respeita as restrições.

“É muito preocupante ainda haver um grande número de pessoas que não se deu conta da responsabilidade como cidadão, de colaborar com essas medidas preventivas”, afirmou. “Não existe uma boa prevenção da doença sem uma mudança de comportamento por parte da população.”

Fonte: CNN

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O CAPITÓLIO SEDE DO CONGRESSO PODERÁ SER ALVO DE UM NOVO ATENTADO EM DISCURSO DE BIDEN

Polícia alerta para possível ataque ao Capitólio em discurso de Biden

Sessão conjunta da Câmara e do Senado, que ainda não foi marcada, poderia ser alvo de extremistas mais uma vez

INTERNACIONAL

DA EFE 

O Capitólio, sede do Congresso, poderia ser alvo de um novo atentado

SHAWN THEW / EFE – EPA – 8.2.2021

A chefe da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos, Yogananda Pittman, alertou nesta quinta-feira (25) sobre um possível plano de extremistas para atacar o edifício do Congresso quando o presidente Joe Biden pronunciar seu primeiro discurso diante das duas câmaras legislativas, ainda sem data definida.

“Sabemos que membros de milícias que estiveram presentes no dia 6 de janeiro manifestaram seus desejos de atacar o Capitólio e matar o máximo de membros (do Congresso) possível, com uma ligação com o discurso sobre o Estado da União, sobre o qual sabemos que ainda não há uma data definida”, disse Pittman.

No dia 6 de janeiro, centenas de apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio enquanto as duas câmaras realizavam uma sessão conjunta para certificar a vitória eleitoral de Biden, que ainda não havia sido reconhecida pelo ex-mandatário. Cinco pessoas morreram durante o ataque.

Esquema de segurança

Com base nas informações da polícia, Pittman considera “prudente” que as forças de segurança do Capitólio mantenham as medidas de segurança.

Após o ataque à sede do Congresso, as autoridades instalaram várias barreiras ao redor do edifício e mobilizaram a Guarda Nacional, uma corporação militar da reserva.

Pittman frisou que os extremistas que invadiram o Capitólio não estavam apenas interessados em atacar legisladores e agentes de segurança, mas também “queriam enviar uma mensagem simbólica à nação sobre quem estava a cargo do processo legislativo”, advertiu.

De acordo com a imprensa americana, a expectativa é que Biden faça o seu discurso, semelhante ao do Estado da União (como ainda não completou um ano no poder, focaria em explicar os planos e realizações nas primeiras semanas de governo), em sessão conjunta do Congresso, depois da aprovação de um terceiro pacote de estímulo econômico em meio à pandemia.

Pittman, que substituiu o antigo chefe da Polícia do Capitólio, Steven Sund, após a demissão depois do ataque, disse que os serviços secretos reunidos antes do ataque mostraram que não havia “nenhuma ameaça crível”.

“Foi insinuado que o departamento não sabia ou ignorava informações cruciais que indicavam que ocorreria um ataque da magnitude que vivemos em 6 de janeiro”, afirmou, acrescentou que tal informação nunca existiu.

“Embora soubéssememos da probabilidade de violência por parte de extremistas, nenhuma ameaça crível indicava que dezenas de milhares atacariam o Capitólio dos EUA, nem as informações recebidas pelo FBI ou qualquer outro parceiro de segurança indicavam tal ameaça”, argumentou.

Fonte: R7
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NEGÓCIOS: O BRASIL É UM POSSÍVEL CELEIRO DA MODA SUSTENTÁVEL, NA VISÃO DO HERDEIRO DA CHANEL

Chanel: herdeiro vê Brasil como possível celeiro de moda sustentável

Estadão Conteúdo

30 de agosto de 2020 às 11:12

Chanel: herdeiro vê Brasil como possível celeiro de moda sustentável | CNN Brasil
Herdeiro da grife francesa Chanel, uma das principais marcas de luxo do mundo, David Wertheimer acredita que o Brasil pode ser um celeiro para exportar práticas sustentáveis aplicadas à moda para o mundo todo. Membro da quinta geração da família à frente do império de luxo, o executivo lidera um fundo de investimentos que vai garimpar práticas sustentáveis para produção de roupas, sapatos e acessórios – e já está de olho em pelo menos dois negócios no Brasil.

Embora os contratos ainda não estejam fechados, por aqui o fundo que Wertheimer montou em parceria com o banco suíço Mirabaud tem interesse em tecnologias extraídas da cana-de-açúcar que possam substituir outros materiais usados em sapatos, como o plástico e a borracha não orgânica. “Estamos olhando para um conjunto de marcas que são completamente sustentáveis, ligadas à cana-de-açúcar, usando couro reciclável e outros materiais reciclados”, disse o empresário, em entrevista ao Estadão.

O fundo, que está em fase adiantada de captação, deve concentrar o equivalente a R$ 1,3 bilhão. Na mira de Wertheimer estão tanto marcas já estabelecidas quanto iniciativas em estágio mais embrionário, que receberiam cheques menores, dentro do conceito de venture capital. Para encontrar boas práticas no País, o fundo procurou a ajuda do Instituto E, comando pelo empresário Oskar Metsavaht, dono da Osklen, que há mais de 20 anos desenvolve práticas ambientalmente corretas.

A busca do fundo pela moda sustentável vai se espalhar também pela Europa e pela Ásia. E canais de venda que reforcem o posicionamento sustentável das marcas também estão na mira de Wertheimer. “Também procuramos novas formas de vender online, de comunicação para facilitar as negociações e olhamos como as pessoas vão abordar o consumo daqui em diante”, disse o empresário. Entre as referências do empresário nesse sentido é a marca francesa de calçados Veja, que montou linha de produção sustentável no Brasil (por aqui, a marca chama-se Vert).

O esforço para unir moda e sustentabilidade faz sentido, já que o setor é o segundo mais poluente do mundo. De acordo com artigo publicado na revista Nature em abril, 20% da poluição de água pelo setor industrial está concentrada na produção de têxteis, que responde por 35% das micropartículas de plástico que vão parar no fundo do mar todos os anos. As redes de fast-fashion, que pregam uma moda de uso rápido e descartável, contribuíram para que a produção de roupas dobrasse em 20 anos – o que amplia o desafio de descarte de materiais.

Luxo acessível

Sem se afastar totalmente do DNA da Chanel, Wertheimer quer focar no que se chama de “luxo acessível” – conceito que, cada vez mais, estará ligado a empresas que têm um impacto reduzido para a sociedade e a natureza. “O novo luxo é ser sustentável. A minha visão é que sustentabilidade é a chave para todas as marcas que virão no futuro.”

Wertheimer acompanha as discussões sobre o desmatamento da Amazônia, mas não quis comentar o tema diretamente. “O que eu posso dizer é que, no meu setor, vou tentar fazer os melhores investimentos, os mais sustentáveis e os que têm melhor impacto para a população.”

Osklen, Vert e a sustentabilidade ‘possível’

Uma das principais referências quando o assunto é a associação de moda e sustentabilidade, o empresário Oskar Metsavaht, fundador da Osklen, diz que as marcas devem abraçar a causa sustentável sem perder de vista a viabilidade financeira do negócio. É melhor escalar a montanha pouco a pouco do que tentar atingir o topo em um tiro só – assim, não se regride na busca de práticas menos poluentes nem a empresa é obrigada a fechar as portas.

O conceito defendido por Metsavaht é “as sustainable as possible”, ou seja, uma atuação tão sustentável quanto possível. Ele lembra o caso de um desenvolvimento, anos atrás, de uma camiseta da Osklen feita 100% de algodão orgânico, mas cujo preço final – mesmo para uma marca premium – era inviável para o cliente. Depois disso, ele percebeu que é melhor dar passos mais curtos.

“A gente tinha duas opções: ou parar o projeto ou fazer de outra forma. E com 80% de algodão normal e 20% orgânico, vimos que era viável”, lembra Metsavaht. “O importante é ser transparente: é a pessoa olhar e ter a informação sobre a composição daquela peça.”

A orientação sustentável da Osklen começou em 1998, a partir de uma parceria da Embrapa para plantar algodão orgânico. Desde então, a companhia evoluiu sua cadeia produtiva para trabalhar com uma variedade de matérias-primas e processos alternativos – como tecido feito a partir de garrafas pet recicladas, “couro” de escama de peixe e desenvolvimento de tinturas naturais – e recebeu vários reconhecimentos internacionais por seu trabalho.

Apesar de a Osklen ter sido vendida para o grupo Alpargatas – que também é dono das sandálias Havaianas -, Metsavaht continua a atuar como diretor criativo da marca. Ele não dá apenas o direcionamento sobre as últimas tendências de moda, mas continua a tocar projetos para ampliar a “pegada” sustentável da empresa.

Brasil + França

Transparência também é o nome do jogo na marca francesa Veja – que é conhecida no Brasil como Vert. A companhia, que é sucesso entre os jovens “descolados” na Europa, desenvolveu toda a sua cadeia de produção no Brasil. O algodão é orgânico, plantado no Nordeste, e a borracha é extraída de forma sustentável na floresta Amazônica. “Mas isso não quer dizer que sejamos perfeitos. E a gente deixa isso claro”, afirma o gestor de cadeias produtivas e inovação da marca, Beto Bina.

Além de olhar de perto sua cadeia de produção, a Veja também tem cuidado para que seu êxito de vendas não acabe gerando impacto desproporcional no meio ambiente. “O crescimento foi bem orgânico, a empresa nunca foi alavancada por investidores externos ou investiu em marketing para trazer consumidores de maneira artificial”, diz. “A gente nunca vai fazer anúncio pago.”

O conceito se estende ainda à questão da governança e do tratamento dos funcionários. O fato de o Brasil ter leis trabalhistas sólidas influenciou a escolha da Veja pelo País. “Isso seria mais difícil de fazer na China ou na Índia, por exemplo”, explica Bina.

Fonte: CNN

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EM MUDANÇA NO SITE, OMS ADMITIU A POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DO COVID-19 PELO AR, PRINCIPALMENTE EM AMBIENTES FECHADOS

OMS revisa alerta para possível transmissão do coronavírus pelo ar

Entidade refaz documento sobre modos de propagação da covid-19 e admite que, em determinadas condições, o vírus pode ter transmissão aérea

SAÚDE

Da EFE

Transmissão aérea pode acontecer em locais com muitas pessoas, diz a OMS Transmissão aérea pode acontecer em locais com muitas pessoas, diz a OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) modificou nesta quinta-feira (9) o site de informações sobre a covid-19 para admitir a possibilidade de transmissão aérea do novo coronavírus, principalmente em ambientes fechados e em determinadas circunstâncias.

“Tem havido surtos de covid-19 em certos lugares fechados, como restaurantes, boates, locais de oração ou áreas de trabalho onde as pessoas gritavam, falavam ou cantavam”, onde a transmissão por via aérea “não pode ser descartada”, destaca o comunicado.

O portal acrescenta que este tipo de contágio pode ter ocorrido em ambientes mal ventilados, onde pessoas com coronavírus puderam passar um longo período de tempo com outras pessoas.

A OMS acrescenta que são necessários mais estudos “urgentes” para investigar este tipo de transmissão, embora ressalte que por agora a principal via de transmissão comprovada é através do contato com pequenas gotas expelidas por pessoas infectadas quando estas tossem ou espirram.

“A transmissão por gotículas respiratórias pode ocorrer quando uma pessoa está próxima (cerca de 1 metro) de uma pessoa infectada com sintomas como tosse ou espirro ou que esteja falando ou cantando. Nessas circunstâncias, gotículas que podem conter o vírus podem atingir a boca, nariz ou olhos de uma pessoa suscetível e resultar numa infecção”, diz o documento da OMS.

Esta transmissão também seria possível se estas gotículas permanecessem em determinadas superfícies (móveis, maçanetas, grades), passassem pelo contato com outras pessoas e tocassem os olhos, nariz ou boca.

Alerta de especialistas

Na terça-feira passada, os especialistas da OMS anteciparam em entrevista coletiva que não descartavam uma possível transmissão aérea do vírus (que o tornaria muito mais contagioso) sob certas condições, em resposta aos pedidos de mais de 200 cientistas para que esta possível via de infecção seja investigada.

O jornal The New York Times publicou na segunda-feira uma carta aberta na qual 239 cientistas exigiam que a OMS levasse mais a sério a hipótese de transmissão por via aérea do coronavírus SARS-CoV-2 e enfatizavam que os padrões de distanciamento social da Covid-19 eram insuficientes.

Fonte: El País

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