PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE UMA POSSÍVEL INVASÃO AOS SISTEMAS DIGITAIS FOI ENCAMINHADO PELO TSE À POLÍCIA FEDERAL APÓS SEGUNDO TURNO EM 2018

TSE pediu à PF apuração sobre invasão 10 dias após segundo turno em 2018

Um pedido encaminhado para a Polícia Federal no dia 7 de novembro de 2018 solicitava investigação sobre uma possível invasão aos sistemas digitais

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 04 de agosto de 2021 às 21:34

TSE pediu à PF apuração sobre invasão 10 dias após segundo turno em 2018

O então secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2018, Giuseppe Dutra Janino, encaminhou à Polícia Federal no dia 7 de novembro de 2018 um pedido para a PF investigar uma invasão aos sistemas digitais da corte.

A carta foi elaborada a pedido da então presidente do TSE, Rosa Weber, a partir do recebimento de uma denúncia feita por um hacker ao portal de notícias “Techmundo”. Weber pediu que a Secretaria de Tecnologia analisasse o caso.

No documento, o secretário de tecnologia avalia ser necessário a abertura de uma investigação pela Polícia Federal uma vez que “existe a possibilidade de manipulação de arquivos de configuração que alimentam o software da urna”.

Ofício Giuseppe Janino

Veja abaixo os detalhes do documento:

– Trata-se de informar acerca do recebimento de denúncia de acesso indevido de dados relativos aos sistemas eleitorais e ao projeto do hardware da UE2018. tal denúncia foi encaminhada por e-mail a assessoria de comunicação deste tribunal, a qual solicitou esclarecimentos sobre o teor do e-mail encaminhado pelo sr. Felipe Payão, identificado como repórter do portal “Techmundo”.

– Tal conteúdo evidencia o acesso indevido dos seguintes dados: 1) Código-fonte completo do Gedai UE possivelmente da versão usada nas eleições 2018, porém sem assinaturas da cerimônia de lacração; 2) chaves e credenciais de acesso a servidores usadas pelo Gedai UE; 3) senhas para oficialização dos sistemas, candidaturas e horário eleitoral utilizadas para eleição suplementar 2018 de Aperibé/RJ; 4) manual técnico da impressora de votos desenvolvidas pelo FIT; 5) manual do QR Code do boletim de urna.

– Não há evidência de acesso indevido do código fonte do software da urna – Uenux, embora exista evidência de acesso indevido de código comum entre o Gedai-UE e o Unenux.

– Com relação ao material acessado indevidamente, o impacto é o seguinte:

1) o manual do QR-Code já é de domínio público e encontra-se publicado na Internet;

2) o manual da impressora de votos não possui informação sensível uma vez que trata-se da documentação de um protótipo que nunca entrou em operação – o seu caráter sigiloso se deve a uma relação contratual entre o FIT e a Quattro Eletronica;

3) as senhas de oficialização permitem, a alteração de dados de partidos e candidatos “até mesmo a sua exclusão” no contexto de um processo eleitoral. Ou seja, no caso concreto afeta apenas a eleição suplementar 2018 de Aperibé/RJ;

4) as credenciais de acesso aos servidores usados pelo Gedai UE podem permitir que alguém dentro na intranet da Justiça Eleitoral consiga copiar os dados de eleitores e candidatos que alimentam as urnas n, mas sem a capacidade de adulterá-los;

5) as chaves usadas pelo Gedai ainda requerem uma análise de risco mais detalhada isso porque parte das chaves são geradas no momento da lacração e os acesos indevido diz respeito ao material presente no ambiente de desenvolvimento, ou seja, o software lacrado usa chaves diferentes na hipótese de serem as mesmas existe a possibilidade de manipulação de arquivos de configuração que alimentam o software da urna;

6) o código fonte do Gedai acompanhado de seus binários compilados permite a importação de dados oficiais das eleições e carregamento de urnas com esses dados contudo o software de urna utilizado não tem as assinaturas oficiais da lacração que fica evidenciado pelo LED de segurança da urna e pelos procedimentos de verificação de hash e assinatura; também não seria possível a geração de um boletim de urna válido para a totalização a partir disso;

7) diante desse cenário solicita-se a abertura de inquérito policial junto a Polícia Federal para apuração dos fatos;

8) Outras providencias já estão em andamento nessa STI para sanar as fragilidades que resultaram nesse acesso indevido assim como tornar os sistemas expostos ainda mais seguros;

9) Finalmente, alerta-se sobre a necessidade de tramitação urgente desse processo.

A própria nota enviada pelo secretário de tecnologia ressalta que, apesar do risco de ter havido material acessado indevidamente, tal ato seria incapaz de alterar o resultado das eleições de 2018.

Procurado, o TSE não se manifestou.

Continuar lendo PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE UMA POSSÍVEL INVASÃO AOS SISTEMAS DIGITAIS FOI ENCAMINHADO PELO TSE À POLÍCIA FEDERAL APÓS SEGUNDO TURNO EM 2018

POLICIAL: PF CUMPRE MANDADOS NO RN CONTRA SUSPEITOS DE FRAUDES NO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Por G1 RN
 

Polícia Federal cumpriu mandados em Mossoró, Tibau e Grossos nesta quinta-feira (8) — Foto: PF/Divulgação

Polícia Federal cumpriu mandados em Mossoró, Tibau e Grossos nesta quinta-feira (8) — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um suposto grupo criminoso que teria fraudado o Auxílio Emergencial e recebido quase R$ 15 mil indevidamente no Rio Grande do Norte.

Cerca de 20 policiais federais cumpriram 4 mandados de busca e apreensão nas cidades de Mossoró, Tibau e Grossos, na Região Oeste Potiguar, nesta quinta-feira (8), dentro da Operação Espúrio.

Segundo a corporação, as investigações começaram em fevereiro, a partir da análise de notícias de fraudes ao Auxílio Emergencial na Base Nacional de Fraudes ao Auxílio Emergencial, que centraliza as contestações de beneficiários à Caixa Econômica Federal.

Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Mossoró, Tibau e Grossos, no Oeste potiguar, dentro da Operação Espúrio. — Foto: PF/Divulgação

Segundo os investigadores, o grupo realizava o cadastro de terceiros para receber o benefício emergencial por meio do aplicativo Caixa Tem e, após a concessão do auxílio, os valores eram movimentados para contas controladas pelos integrantes da quadrilha por meio de transferências eletrônicas ou de pagamentos de boletos.

De acordo com a PF, até agora, foram identificadas 28 parcelas indevidas do Auxílio Emergencial, totalizando prejuízo de mais de R$ 15 mil aos cofres públicos.

“Os envolvidos responderão pelos crimes de furto qualificado e estelionato qualificado, cujas penas, somadas, podem alcançar 14 anos e 8 meses de reclusão”, informou a PF.

Fonte: G1 RN
Continuar lendo POLICIAL: PF CUMPRE MANDADOS NO RN CONTRA SUSPEITOS DE FRAUDES NO AUXÍLIO EMERGENCIAL

RELATOR DA CPI DA PANDEMIA RENAN CALHEIROS É INDICIADO PELA PF POR CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO

PF indicia Renan Calheiros por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Investigações apontam que senador pediu e recebeu R$ 1 milhão em propina da Odebrecht em 2012; defesa diz estar confiante no arquivamento da investigação

Teo Cury e Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

 Atualizado 03 de julho de 2021 às 15:47

Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia, trocou farpas com governistasO senador Renan Calheiros (MDB-AL) é relator da CPI da PandemiaFoto: Jefferson Rudy – 29.abr.2021/Agência Senado

A Polícia Federal indiciou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o senador, que hoje é relator da CPI da Pandemia, pediu e recebeu R$ 1 milhão em propina da Odebrecht em 2012.

O dinheiro, de acordo com os investigadores, teria sido pago em troca de o senador atuar pela aprovação de uma resolução que restringia incentivos fiscais a produtos importados que vinham sendo concedidos pelos Estados com o objetivo de beneficiar a Braskem.

Os investigadores apontam que o senador, identificado com o codinome “Justiça” no sistema da Odebrecht, recebeu, por intermédio de um funcionário de seu operador financeiro, o dinheiro no dia 31 de maio de 2012, no bairro Mooca, em São Paulo (SP).

Em nota, o advogado Luís Henrique Machado, que atua na defesa do senador, informou estar confiante de que a investigação será arquivada por acreditar que as apurações estão baseadas apenas em depoimento de delatores (leia mais abaixo).

“Ao final de complexa investigação criminal, verificou-se a existência de elementos probatórios concretos de autoria e materialidade para se atestar a presença de indícios suficientes de que o Senador da República José Renan Vasconcelos Calheiros, no exercício de mandatos sucessivos de Senador da República desde 1995, juntamente com outras pessoas, cometeu o delito de corrupção passiva ao solicitar e receber pagamentos indevidos no montante de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), no dia 31.05.2012, ano em que não foi candidato nas eleições, no contexto da aprovação do Projeto de Resolução do Senado nº 72/2010, convertido na Resolução do Senado Federal nº 13/2012”, escreveu o delegado no relatório.

O inquérito foi aberto pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2017 a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e com base na delação premiada de ex-executivos do grupo Odebrecht.

O relatório de 110 páginas, assinado pelo delegado Vinicius Venturini, foi enviado ao STF nesta quinta-feira (1º). Fachin, responsável pelo inquérito na Corte, deve agora enviar o caso para a PGR analisar o relatório concluído pela PF e decidir se denuncia o senador ou se arquiva a investigação.

Nota da defesa de Renan Calheiros

“O Senador Renan Calheiros é investigado desde 2009 pela Procuradoria-Geral da República. Sob o aspecto investigativo, a sua vida foi devassada e jamais foi encontrado qualquer indício de ilicitude sobre os seus atos. Nunca tratou, tampouco autorizou ou consentiu que terceiros falassem em seu nome. Por fim, importante salientar que aproximadamente dois terços das investigações contra o Senador já foram arquivadas por falta de provas. Assim como os demais inquéritos, a Defesa está confiante que a investigação da Odebrecht também será arquivada, até porque nenhuma prova foi produzida em desfavor do Senador, restando, somente, a palavra isolada dos delatores.”

Mais tarde, o senador enviou a jornalistas uma nota, se dizendo “surpreso” com a decisão da Polícia Federal, que, segundo ele, “não tem competência” para indiciá-lo.

“A Polícia Federal não tem competência para indiciar senador. Apenas o STF. Essa investigação está aberta desde março de 2017 e como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação.”

E finaliza: “Estou surpreso que justamente  agora, quando a PF, instituição de Estado, abre investigação sobre a Precisa para facilitar Habeas Corpus do vendedor da vacina da propina e garantir seu silêncio na CPI. Mas não irei me intimidar. Os culpados pelas mortes, pelo atraso das vacinas, pela cloroquina e pela propina irão pagar”.

Fonte: CNN

Continuar lendo RELATOR DA CPI DA PANDEMIA RENAN CALHEIROS É INDICIADO PELA PF POR CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO

COMPORTAMENTO: DESCONTROLADO POR NÃO OBTER PROVAS CONTRA O GOVERNO, RENAN CALHEIROS FAZ FALSA ACUSAÇÃO CONTRA A PF

Em flagrante ataque histérico, Renan faz falsa acusação contra a PF e toma invertida (veja o vídeo)

Renan Calheiros - Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoRenan Calheiros 

Um vídeo flagra o exato momento em que o senador Renan Calheiros acusa a Polícia Federal de agir para proteger o empresário Francisco Maximiano, dono da empresa farmacêutica Precisa, representante do laboratório indiano Bharat Biotech no Brasil.

O fato aconteceu nesta quinta-feira (1º), durante sessão da CPI, quando Calheiros disse que Maximiano, deveria ter prestado depoimento nesta data, o que acabou cancelado após o mesmo receber um habeas corpus pelo direito de permanecer em silêncio.

“O Sr. Maximiano teve contra si aberta uma investigação na Policia Federal e essa investigação serviu de base para a concessão do hábeas corpus pela ministra Rosa Weber, numa burla”, disse o parlamentar alagoano, sendo imediatamente repreendido pelos senadores governistas

Ao citar o termo “burla”, Renan faz uma acusação gravíssima, e basta uma rápida pesquisa em qualquer dicionário da língua portuguesa para compreender que “burla” significa “ação para enganar, embuste, ação dolosa; fraude”.

Estaria Renan Calheiros desesperado por não obter uma única prova contra o governo e, em meio a um ataque histérico, descontando tantos anos de investigação da PF contra ele mesmo, em dezenas de inquéritos e processos em que é réu?

Veja o vídeo:

 

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo COMPORTAMENTO: DESCONTROLADO POR NÃO OBTER PROVAS CONTRA O GOVERNO, RENAN CALHEIROS FAZ FALSA ACUSAÇÃO CONTRA A PF

POLÍTICA: SEGUNDO ONYX LORENZONI, BOLSONARO QUER QUE A PF INVESTIGUE DEPUTADO QUE INVENTOU A “SUPOSTA ” CORRUPÇÃO NO CONTRATO PARA COMPRA DA VACINA COVAXIN

Onyx desmascara deputado e Bolsonaro aciona a PF (veja o vídeo)

Onyx Lorenzoni - Foto: Alan Santos/PROnyx Lorenzoni – Foto: Alan Santos/PR

Nesta quarta-feira, 23, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, revelou que o presidente Jair Bolsonaro quer que a Polícia Federal abra um processo para investigar as declarações do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) que inventou a suposta “corrupção” no contrato para a compra da vacina indiana Covaxin.

“O presidente da República, Jair Bolsonaro, determinou que a Polícia Federal abra uma investigação sobre as declarações do deputado Luís Miranda, sobre as atividades do seu irmão, servidor do Ministério da Saúde, e sobre todas essas circunstâncias expostas no dia de hoje”, disse Onyx.

Segundo Onyx, será aberto um processo interdisciplinar na Controladoria-Geral da União para investigar as atividades de Luís Ricardo.

O parlamentar teve acesso direto e indevido aos contratos firmados pelo Ministério da Saúde.

Em fortes palavras, o ministro não poupou críticas ao deputado:

“Deus tá vendo [ele] mentir deslavadamente. […] Vai ter que pagar, vai ter que se ver conosco”.

Confira:

Continuar lendo POLÍTICA: SEGUNDO ONYX LORENZONI, BOLSONARO QUER QUE A PF INVESTIGUE DEPUTADO QUE INVENTOU A “SUPOSTA ” CORRUPÇÃO NO CONTRATO PARA COMPRA DA VACINA COVAXIN

POLICIAL: DESVIO DE VERBAS PARA COMBATE À PANDEMIA EM ALAGOAS SERÁ INVESTIGADO PELA PF

PF investiga desvios de verbas para combate à pandemia em Alagoas, de Renan Filho

Fotomontagem: Reprodução InternetFotomontagem: Reprodução Internet

Foi deflagrada nesta quinta-feira (17), a Operação Sufocamento, realizada em conjunto pela Polícia Federal, o Ministério Púbico Federal e a Controladoria Geral da União, para investigar o desvio de verbas federais destinadas ao combate à COVID-19, no hospital de Campanha de Girau do Ponciano, em Alagoas.

No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Alagoas, governado por Renan Filho, envolvendo auditores da CGU e 80 policiais federais.

Segundo a CGU, a investigação comprovou que um grupo criminoso simulou dois processos de dispensa de licitação na Prefeitura de Girau do Ponciano, para o fornecimento de uma central de gases e respiradores mecânicos voltados ao tratamento de pacientes com COVID. A compra teria sido realizada por intermédio de duas empresas sediadas no Rio de Janeiro que atuam no ramo do comércio de blocos de cimento.

O prefeito de Girau do Ponciano é aliado do senador Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia.

Enquanto isso, como diz o senador Marcos Rogério, a “CPI da cortina de fumaça” de Renan Calheiros, o pai de “Renanzinho” e Omar Aziz, desvia o verdadeiro foco e segue perseguindo membros do governo e inventando narrativas as mais absurdas possíveis.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo POLICIAL: DESVIO DE VERBAS PARA COMBATE À PANDEMIA EM ALAGOAS SERÁ INVESTIGADO PELA PF

ANÁLISE POLÍTICA: PF INDICA FINANCIAMENTO DA CLAQUE BOLSONARISTA QUE PGR TENTA BLINDAR, POR FELIPE MOURA BRASIL

A nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA desta quarta-feira trás o comentarista político Felipe Moura Brasil, o âncora do Salve, Salve, BandNews, comentando sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de retirar o sigilo do inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento das investigações, enquanto a Polícia Federal defendeu aprofundar as apurações. Convido você a assistir o vídeo completo a seguir e tirar suas conclusões!

Fonte:

Continuar lendo ANÁLISE POLÍTICA: PF INDICA FINANCIAMENTO DA CLAQUE BOLSONARISTA QUE PGR TENTA BLINDAR, POR FELIPE MOURA BRASIL

POLICIAL: SEGUNDO BOLSONARO, HÁ 65 AÇÕES PARA CGU,PF E OUTROS ÓRGÃOS INVESTIGAREM SOBRE DESVIOS DE RECURSO DA COVID-19

CGU, PF e outros órgãos investigam em parceria 65 ações para apurar desvio de recursos da Covid-19

Foto: Divulgação/PFFoto: Divulgação/PF

Enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 segue ignorando o rombo deixado por governadores e prefeitos no combate ao coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais, nesta segunda-feira (7), que há 65 ações da Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF) e outros órgãos públicos para apurar irregularidades na utilização de verbas federais destinadas ao enfrentamento da pandemia, nos últimos meses.

“Nos últimos dias, a Controladoria Geral da União, Polícia Federal – PF e outros órgãos públicos continuam realizando ações de combate à irregularidades nos repasses de recursos da Saúde aos estados e municípios.

São mais de 65 ações nos últimos meses.

Mais informações diárias sobre temas diversificados em nosso Telegram: “Jair M. Bolsonaro 1”.”, informou o presidente.Imagem em destaqueA “Operação Sangria”, no Amazonas, por exemplo, já está na quarta fase.

A “Operação Palude” foi deflagrada no final de maio e investiga desvio de recursos públicos no município Sergipe, em 2020. Segundo denúncias que chegaram à PF, houve fraude no procedimento adotado para a contratação de empresas responsáveis pela sanitização e desinfecção de espaços públicos e privados, com grande circulação de pessoas na cidade de Pacatuba. A CGU elaborou aprofundada análise sobre a regularidade das contratações suspeitas, a execução dos serviços e a destinação dos recursos ao município, no montante R$ 1,07 milhão, o que equivale a 65% do total das verbas recebidas para o controle da pandemia.

A “Operação Entrelaçados”, no Piauí, foi desencadeada também no final de maio e apura irregularidades na compra de equipamentos de proteção individual, suprimentos hospitalares, medicamentos e testes rápidos para detecção de Covid-19. Doze mandados de busca e apreensão já foram efetuados.

“A licitação foi do tipo menor preço por item, envolveu o valor total de R$ 1.242.694,00 e foi referente à aquisição de 33 itens, entre equipamentos de proteção individual, suprimentos hospitalares, medicamentos e testes rápidos para detecção da covid-19. A aquisição foi custeada com recursos federais do Fundo Nacional de Saúde”, informa a CGU.

Ainda de acordo com o órgão, as análises revelaram sobrepreço na contratação, estimado em R$ 696.536,00, vínculos entre as empresas contratadas, ausência de pesquisa de preços para a definição dos valores máximos admitidos para os 33 itens licitados, além de irregularidades no processo licitatório.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo POLICIAL: SEGUNDO BOLSONARO, HÁ 65 AÇÕES PARA CGU,PF E OUTROS ÓRGÃOS INVESTIGAREM SOBRE DESVIOS DE RECURSO DA COVID-19

SECRETÁRIO DE SAÚDE DO AMAZONAS FOI PRESO PELA PF NO AEROPORTO DE MANAUS

 

Alvo da PF, secretário da Saúde do Amazonas é preso no aeroporto de Manaus

Marcellus Campelo voltava de Campinas onde cumpria agenda particular

Vianey Bentes, da CNN, em Brasília

Atualizado 02 de junho de 2021 às 18:19

Alvo da PF, secretário da Saúde do Amazonas é preso no aeroporto de Manaus

O secretário da Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Manaus nesta quarta-feira (2). Alvo de operação, ele voltava de Campinas onde cumpria agenda particular. Ele se apresentou e foi preso, segundo a Superintedência da PF no estado.

A PF deflagrou nesta quarta a Operação Sangria contra a alta cúpula do governo do Amazonas por desvios na Saúde. São cumpridos 25 mandados judiciais expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os policiais estiveram na casa do governador Wilson Lima (PSC), que enfrentaria, também nesta quarta, o julgamento de uma denúncia no Superior Tribunal de Justiça — a análise foi adiada.

Foram exedidos 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária cumpridos nas cidades de Manaus (AM) e Porto Alegre (RS), além de sequestro de bens e valores, que, somados, alcançam a quantia de R$ 22.837.552,24. Em Manaus, a PF foi recebida a tiros pelo filho de um dos investigados, um empresário.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do estado.

As irregularidades envolvem um hospital de campanha. Segundo as investigações, o local não atende às necessidades básicas de assistência de combate à Covid e ainda coloca os funcionários em risco de contaminação.

Ainda segundo a PF, contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, firmados em janeiro de 2021 pelo governo amazonense para o hospital de campanha, têm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os investigados devem responder por crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa. As penas podem chegar a 24 anos de reclusão.

Fonte: CNN

 

Continuar lendo SECRETÁRIO DE SAÚDE DO AMAZONAS FOI PRESO PELA PF NO AEROPORTO DE MANAUS

CORRUPÇÃO DE JUÍZES E GOVERNOS FORAM REVELADAS POR SERGIO CABRAL EM DELAÇÃO DE 900 PÁGINAS

Em delação de 900 páginas, Cabral teria revelado corrupção de governo e juízes

PF conclui que o “relato é coerente”; CNN teve acesso ao material

Maria Mazzei e Leandro Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

 Atualizado 17 de maio de 2021 às 19:07

Em delação de 900 páginas, Cabral teria revelado corrupção de governo e juízes

Em acordo de delação premiada fechado com a Polícia Federal, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral teria revelado, em 900 páginas, os esquemas de corrupção construídos e mantidos por ele durante os oito anos que comandou o Estado.

Preso desde 2016 e condenado a 342 anos, 9 meses e 16 dias de prisão – totalizando 18 condenações -, o homem que foi eleito em 2009 como um dos 100 brasileiros mais influentes e que tinha pretensões ao cargo de Presidente da República, hoje tenta apenas conseguir cumprir sua pena em casa.

Cabral foi ouvido cerca de 10 vezes, entre setembro e dezembro de 2019, por dois delegados da Superintendência da PF do Rio de Janeiro. Todo o conteúdo foi gravado em DVDs e cada anexo deu origem a um relatório policial. Em cada um desses documentos o objetivo dos investigadores foi o de verificar se havia coerência nas narrativas.

Para levar adiante a possibilidade de delação, antes, os policiais verificaram datas, documentos entregues por Cabral, nomes de envolvidos, processos em andamento na Justiça e checaram o compartilhamento de provas de outros casos investigados e que se cruzam aos fatos delatados. Após esse processo, os investigadores concluíram que o “relato é coerente”.

O material foi homologado, em fevereiro de 2020, no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo fato de autoridades com foro privilegiado serem citadas, e dividido em 19 inquéritos. Contudo, seis meses depois, o então presidente da Suprema Corte, ministro Dias Toffoli, decidiu pelo arquivamento de 12 inquéritos.

Dos sete restantes, dois estão em andamento no STF – um é processo -, dois foram remetidos ao STJ e arquivados posteriormente e outros três ainda não têm decisão.

Apesar da decisão da Justiça pelos arquivamentos, para a PF fica a pergunta: Por que não apurar os relatos trazidos por Cabral antes de arquivá-los, sem nem permitir uma investigação com mais profundidade?

No entanto, outros 20 “novos casos criminais”, como se referem os investigadores da PF, em setembro do ano passado, começaram a ser apurados pelos delegados, com a autorização do ministro Edson Fachin. Atualmentem este novo conteúdo está sob avaliação do STF.

Na última semana, Fachin marcou para que o plenário virtual da Corte decida, entre os dias 21 e 28 de maio, se esse novo conteúdo da delação de Cabral deve ser considerado válido ou não.

Na sexta-feira (14) a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer contra investigação do conteúdo da delação de Cabral, reiterando que a delação segue inválida. Para a PGR o ex-governador “não age de boa-fé”.

Em setembro de 2020, os advogados de Cabral entraram com recurso para destravar a decisão de arquivamento dos 12 inquéritos. O pedido está na mesa da ministra Rosa Weber.

Além do conteúdo ao qual a CNN teve acesso, Cabral entregou à PF e-mails, comprovantes de passagens aéreas e hospedagens de hotéis, conversas e agendas – algumas já até apreendidas em operações da Lava Jato.

Ao analisar as 900 páginas é possível perceber que alguns relatos feitos pelo ex-governador do Rio conseguem explicar contextos que chegaram até a ser divulgados pela imprensa no passado, mas que, conforme afirmou Cabral à PF, esconderiam pagamentos de propina para barrar investigações e supostas compras de decisões da Justiça e de apoio político dos partidos.

Os capítulos narrados por Cabral mostrariam a capacidade de articulação dele para cooptar, manipular e comprar pessoas para atender seus interesses. Muitas vezes, Sérgio, como era chamado pelos mais próximos, se envolvia na trama para, supostamente, “ajudar” um amigo apenas para ter a dívida pelo favor.

E foi assim que esse homem que sabia muito sobre muita gente, teria se mantido anos no poder e, de acordo com ele, conseguido articulações importantes na política nacional. Isso porque conforme os relatos do próprio ex-governador do Rio, ele estaria diretamente envolvido no financiamento de campanhas eleitorais e também admitiu ter sido o interlocutor com importantes empresários que teriam pago propinas milionárias.

Além de grande influência política, Cabral também teria concentrado seus esforços para enriquecer em cifras que chocaram os investigadores. Mesmo que afirme ter revelado tudo, a Polícia Federal tem certeza que muito do dinheiro desviado por ele, nunca será nem localizado.

Fonte: CNN

Continuar lendo CORRUPÇÃO DE JUÍZES E GOVERNOS FORAM REVELADAS POR SERGIO CABRAL EM DELAÇÃO DE 900 PÁGINAS

MINISTRO DO STF EDSON FACHIN NEGOU PEDIDO DA PF PARA ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O TAMBÉM MINISTRO DIAS TOFFOLI

Fachin nega pedido da PF para abertura de inquérito contra Toffoli

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral acusou o ministro do STF Dias Toffoli de recebimento de propina por decisões judiciais

Thais Arbex

Por Thais Arbex, CNN  

 Atualizado 14 de maio de 2021 às 21:50

Fachin nega pedido da PF para abertura de inquérito contra Toffoli

 O minsitro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (14) pedido da Polícia Federal para abertura de inquérito contra o também ministro Dias Toffoli com base na delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. A CNN teve acesso à decisão, que está sob sigilo.

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral acusou o ministro do STF Dias Toffoli de recebimento de propina por decisões judiciais.

Fachin também proibiu a polícia de executar qualquer ato de investigação a partir da delação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que embasava o pedido da PF, até que o plenário do Supremo decida sobre a validade da colaboração premiada.

“Determino, com fundamento nos incisos I e V do art. 21 do RISTF, ‘ad referendum’ do Plenário, que a autoridade policial se abstenha de tomar qualquer providência ou promover qualquer diligência direta ou indiretamente inserida ou em conexão ao âmbito da colaboração premiada em tela até que se ultime o julgamento antes mencionado.”

Fachin marcou para o próximo dia 21 o julgamento no plenário virtual do STF sobre a validade da delação de Cabral. Relator da Lava Jato no Supremo, Fachin homologou a delação de Cabral à PF em fevereiro de 2020.

A PGR (Procuradoria-Geral da República), porém, recorreu e pediu para o Supremo invalidar o acordo da PF com o ex-governador. Nesta sexta-feira (13), a PGR reiterou a manifestação contrária ao acordo.

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo um pedido de abertura de inquérito para investigar Toffoli, com base no acordo de colaboração premiada de Cabral. O ex-governador afirma que o ministro teria recebido R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro nega ter recebido qualquer recurso.

Logo depois da divulgação do pedido da PF, na terça (11), Toffoli afirmou, por meio da assessoria de imprensa do STF,  não ter conhecimento dos fatos mencionados e disse que jamais recebeu os supostos valores ilegais” e disse refutar a “possibilidade de ter atuado para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções.”

Continuar lendo MINISTRO DO STF EDSON FACHIN NEGOU PEDIDO DA PF PARA ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O TAMBÉM MINISTRO DIAS TOFFOLI

PONTO DE VISTA: SE A PF CHEGOU ONDE CHEGOU COM ESSE CASO É MUITO PROVÁVEL QUE TENHAMOS UM DOS MAIORES BANDIDOS QUE ESSE PAÍS JÁ PRODUZIU. UM TAL DE DIAS TOFFOLI!

Caro(a) leitor(a),

Tenho dito e repetido aqui que a mentira a cada dia tem as pernas mais curtas e que, muito em breve estará andando de cadeira de rodas, pois não terá mais pernas. O ministro Dias Toffoli, vez por outro tem os holofotes da notícia voltados para si. Várias denúncias envolvendo-o em corrupção já rondaram o ministro por diversas vezes e sempre envolvendo também a sua esposa e seu escritório de advocacia, como foi o caso dos repasses de R$ 50 mil mensais da conta dela para a sua, como se fosse um mensalão. Existe um ditado que diz: “Quando o povo diz, ou foi, ou é, ou será e outro que diz: “Onde há fumaça há fogo” e isso nunca dá errado. Por isso, não acho estranho, nem fora de propósito a Polícia Federal investigar um ministro do STF. Até porque para a PF chegar até o STF pedindo algo assim é porque as evidências devem ser muito fortes e se assim for esse ministro é um dos maiores bandidos e mau caráter que esse país já produziu. E só merece mofar na cadeia. 

PF pede ao STF para investigar Toffoli por suspeita de venda de decisões

Publicado em 11.05.2021

Marcelo Camargo | Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de autorização para investigar supostos repasses ilegais ao ministro Dias Toffoli.

O pleito da PF tem como base o acordo de colaboração premiada de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro.

De acordo com a coluna Painel, Cabral acusa Toffoli de receber R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Vale lembrar que Toffoli foi ministro da Corte eleitoral de 2012 a 2016, tendo exercido o cargo de presidente do Tribunal entre maio de 2014 a maio de 2016.

Ainda segundo o ex-governador, as propinas foram pagas nos anos de 2014 e 2015 e operacionalizados por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do estado.

Os repasses ilegais ainda teriam sido feitos no escritório da mulher de Toffoli, a advogada Roberta Rangel.

É a primeira vez na história que a PF solicita ao STF abertura de apuração que envolve um ministro da própria Suprema Corte.

A ação faz parte de um novo pacote de inquéritos que serão instaurados a partir da análise da delação de Sérgio Cabral, condenado a mais de 300 anos de prisão por diversos crimes relacionados à corrupção.

OUTRO LADO

A assessoria de Dias Toffoli rechaçou a acusação e garantiu que o ministro não tem conhecimento dos fatos mencionados pelo ex-mandatário do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com a equipe, o ministro jamais atuou para favorecer qualquer pessoa no exercício de suas funções enquanto magistrado.

Continuar lendo PONTO DE VISTA: SE A PF CHEGOU ONDE CHEGOU COM ESSE CASO É MUITO PROVÁVEL QUE TENHAMOS UM DOS MAIORES BANDIDOS QUE ESSE PAÍS JÁ PRODUZIU. UM TAL DE DIAS TOFFOLI!

EM DEPOIMENTO À PF, EX-MINISTRO DA SAÚDE EDUARDO PAZUELLO CULPA SERVIDORES E GOVERNADOR DO AMAZONAS PELA CRISE DE OXIGÊNIO NO ESTADO

Depoimento de Pazuello à PF culpa servidores e governo do Amazonas por erros

Depoimento foi prestado dentro do inquérito que investiga a responsabilidade de sua gestão na crise do oxigênio de Manaus no início do ano e foi obtido pela CNN

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 27 de abril de 2021 às 20:27

Depoimento de Pazuello à PF culpa servidores e governo do Amazonas por erros

Principal alvo da CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello traçou em um depoimento à Polícia Federal no dia 4 de fevereiro parte de sua estratégia de defesa que levará à comissão.

O depoimento foi prestado dentro do inquérito que investiga a responsabilidade de sua gestão na crise do oxigênio de Manaus no início do ano e foi obtido pela CNN. Em oito páginas, destacam-se basicamente dois pontos:

  • a atribuição de responsabilidade pelo caos no Amazonas ao governo do estado;
  • a atribuição de responsabilidade a servidores da pasta pelo que o ex-ministro classificou como dois erros que geraram grande polêmica.

Um dos erros seria o TrateCov, aplicativo desenvolvido pelo ministério para ajudar médicos a identificar diagnósticos de Covid-19 que saiu do ar dias depois por sugerir a indicação de remédios sem comprovação científica.

O aplicativo é alvo também da CPI e já entrou na primeira lista de assuntos de requerimentos apresentada pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

No depoimento, Pazuello disse “que o aplicativo foi disponibilizado cerca de dois dias depois, tendo sido imediatamente tirado do ar ao ser identificado uma falha; que a falha consistia em indicação no uso da hidroxicloroquina, diante de sintomas que não tinham relação com a Covid; que o objetivo do aplicativo não era a recomendação do medicamento, mas auxiliar o médico no diagnóstico; que, quando o médico optasse pelo medicamento, o aplicativo sugeriria a posologia ideal; que o desenvolvedor do aplicativo, servidor do Ministério da Saúde, responsável pela falha, seja pessoal ou por invasão, foi ouvido e imediatamente afastado; que o declarante não sabe dizer o nome do servidor; que o aplicativo foi projetado para uso exclusivo de médicos, sem acesso da população em geral; que entre as razões para a retirada do ar do aplicativo estava o acesso aberto a qualquer pessoa da população”.

Pazuello também disse que o ministério não recomenda a hidroxicloroquina e que segue as recomendações do Conselho Federal da Saúde. Disse também que só enviou o medicamento para estados e municípios que pediram.

“Que o Ministério da Saúde não tem protocolo para uso de qualquer medicamento, estando aí incluída a hidroxicloroquina; que o Ministério da Saúde publica estudos científicos com caráter informativo para profissionais da saúde a respeito da eficácia de diversos medicamentos. Inclusive da hidroxicloroquina para tratamento de doenças, inclusive do Covid; que as orientações do Ministério da Saúde são baseadas nas orientações do Conselho Federal de Medicina; que o Ministério da Saúde apenas disponibiliza os medicamentos tais como hidroxicloroquina e outros, em razão de demandas dos estados e municípios, ficando a cargo de médicos locais receitarem para os pacientes; que, para que haja o envio de qualquer medicamento por parte do Ministério da Saúde, é necessário que haja uma pactuação prévia com Conass e Conasems, que não existe o envio de medicamentos por parte do Ministério da Saúde sem a demanda prévia do estado”.

Pazuello também atribui a outro erro de um servidor do Ministério da Saúde o fato de ter subsidiado a Advocacia-Geral da União (AGU) com uma informação que, da forma como acabou sendo apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), compromete o ex-ministro.

A AGU, tendo por base informação do ministério, informou ao STF que o então ministro soube do colapso do oxigênio no dia 8 de janeiro depois que a White Martins, principal fornecedora de oxigênio para o Amazonas, encaminhou um e-mail à pasta. Pazuello disse à PF que esse documento nunca foi entregue diretamente ao ministério, mas sim à Secretaria de Saúde do Amazonas.

“Que questionado acerca do recebimento de documento da White Martins notificando a respeito de possível insuficiência no fornecimento de oxigênio para a demanda existente no estado do Amazonas, explicou que: o documento mencionado nunca foi entregue oficialmente ao Ministério da Saúde, bem como a empresa nunca realizou contatos informais com representantes do ministério; que, questionado sobre a existência de relatório do Ministério da Saúde que cita o referido documento, explicou que houve equívoco por parte de um servidor do Ministério da Saúde ao subsidiar a AGU com informações que foram apresentadas na ADPF 756; que o equívoco se deu em virtude do prazo exíguo de 48 horas para a apresentação da resposta junto ao STF; que o documento chegou ao conhecimento do Ministério da Saúde via secretário da Saúde do estado do Amazonas quando da busca de elementos para apresentação de resposta ao Supremo Tribunal Federal por intermédio da AGU na ADPF 756”.

A menção ao estado do Amazonas também é feita quando a PF questiona quando de fato Pazuello soube da crise de oxigênio no estado. Em uma primeira reunião com o governador no dia 4 nada foi informado, segundo o então ministro da Saúde.

“Que no dia 4 o declarante convocou uma reunião com o governador do Estado e sua equipe, oportunidade na qual foi discutida a apresentação das demandas e necessidades do Estado e conhecimento da organização hospitalar do Estado;(…) que não foi identificada nem apresentada nenhuma demanda pela falta de oxigênio”.

Em outra reunião, no dia 6, o mesmo teria ocorrido e a situação ficou assim até o dia 7 à noite.

“Que no dia 06, aproveitando a estada do governador em Brasília, o declarante convocou uma reunião com todos os secretários e com a equipe que retornou de Manaus para a apresentação da situação verificada em Manaus; que nessa reunião não houve qualquer menção sobre a falta de oxigênio na cidade de Manaus, por parte do governador do Estado; que no dia 7 foram desenvolvidas várias ações por parte do ministério para atender às demandas que foram verificadas; que até o dia 7 à noite o Ministério da Saúde não havia recebido qualquer tipo de informação, seja por e-mail, telefone, WhatsApp, oficio, ou qualquer conversa informal acerca da possível falta de oxigênio em Manaus-AM”.

Pazuello diz que o assunto oxigênio só foi tratado pela primeira vez com ele no dia 8 pela manhã, mas ainda sem referência a um eventual colapso.

“Que no dia 8 pela manhã o declarante recebeu uma ligação do secretário de Saúde do Estado do Amazonas, o qual solicitou tão somente o transporte de 150 cilindros de oxigênio de Belém – PA para Manaus – AM, sem qualquer referência ao colapso no fornecimento de oxigênio.”

O colapso só foi informado, segundo o ex-ministro, no dia 10 de janeiro. “Que no dia 10, domingo, às 21 horas, o declarante realizou uma reunião com o governador do Estado do Amazonas, oportunidade na qual foi relatado um problema de abastecimento de oxigênio no Estado do Amazonas.”

Outro lado

Confira o posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas:

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) esclarece que todas as informações sobre a atuação do Governo do Estado e do Governo Federal na crise de oxigênio já foram prestadas à Polícia Federal pelo secretário de Saúde, Marcellus Campêlo.

Ressalte-se que a primeira vez que a empresa White Martins levou ao conhecimento da secretaria que estava com dificuldade no abastecimento de oxigênio foi em 7 de janeiro de 2021. Ainda assim, a reunião foi para informar sobre aumento no consumo e para pedir apoio logístico do governo para suprir a necessidade  naquele momento.

Na noite do mesmo dia, o secretário de Saúde ligou para o ministro Eduardo Pazzuelo, que o orientou a acionar o Comando Conjunto das Forças Armadas no Estado a fim de solicitar apoio no transporte de oxigênio até Manaus, o que foi providenciado no dia seguinte.

As  informações com detalhe cronológico dos fatos constam no depoimento do secretário ao qual essa emissora também já teve acesso.

Continuar lendo EM DEPOIMENTO À PF, EX-MINISTRO DA SAÚDE EDUARDO PAZUELLO CULPA SERVIDORES E GOVERNADOR DO AMAZONAS PELA CRISE DE OXIGÊNIO NO ESTADO

BOULOS SERÁ ENQUADRADO NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL POR TUÍTE FAZENDO ANALOGIA ENTRE BOLSONARO E O REI LUÍS XIV

PF intima Boulos por tuíte crítico a Bolsonaro

Político do PSOL prestará depoimento em um inquérito aberto a pedido do Ministério da Justiça para enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 21 de abril de 2021 às 13:37

PF intima Boulos por tuíte crítico a Bolsonaro

A Polícia Federal intimou Guilherme Boulos, integrante do PSOL, a prestar um depoimento em um inquérito aberto a pedido do Ministério da Justiça para enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional.

O motivo foi um tuíte que ele fez em 2020 fazendo uma analogia entre o presidente Jair Bolsonaro e o rei Luís XIV em razão da declaração de Bolsonaro “Eu sou a Constituição”. No tuíte Boulos escreveu:

“”O Estado sou eu” (Luís XIV, rei absolutista no século 17). “Eu sou a Constituição” (Jair Bolsonaro, hoje de manhã). Entendeu onde ele quer levar o Brasil?”

Tuíte de Boulos sobre Jair Bolsonaro

À CNN, Boulos disse nesta quarta que a intimação é “um disparate” e que vai reforçar as críticas ao governo no depoimento.

“Fiz uma analogia história e o Ministério pediu uma investigação contra mim. É um disparate. É uma perseguição. Não vou me intimidar. Só reforça ideia de sermos cada vez mais fortes na oposição ao governo. Não vamos aceitar e vou reforçar minhas críticas ao governo”, disse Boulos à CNN.

Ele terá que se apresentar na superintendência da PF em São Paulo no dia 29, às 16 horas.

Fonte: CNN

Continuar lendo BOULOS SERÁ ENQUADRADO NA LEI DE SEGURANÇA NACIONAL POR TUÍTE FAZENDO ANALOGIA ENTRE BOLSONARO E O REI LUÍS XIV

A MINISTRA DO STF CÁRMEN LÚCIA FOI A SORTEADA RELATORA DA NOTÍCIA- CRIME APRESENTADA NA CORTE CONTRA O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE

Cármen Lúcia é sorteada relatora de ação da PF contra Salles

O então chefe da PF no Amazonas Alexandre Saraiva solicitou nesta quarta-feira (14) que o Supremo investigue Salles

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

 Atualizado 16 de abril de 2021 às 18:13

Cármen Lúcia é sorteada relatora de ação da PF contra Ricardo Salles

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteada relatora da notícia-crime apresentada na Corte contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O então chefe da PF no Amazonas Alexandre Saraiva solicitou nesta quarta-feira (14) que o Supremo investigue Salles. A notícia-crime enviada ao STF é assinada pelo próprio Saraiva.

Nela, a PF pede que haja apuração contra Salles por obstrução de investigação criminal. Ele aponta que o ministro atuou para auxiliar alvos de uma operação de extração ilegal de madeira.

Na quinta-feira (15), após o pedido de investigação, o novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu tirar o comando da superintendência do Amazonas das mãos de Alexandre Saraiva. O novo superintendente da PF na região será Leandro Almada da Costa.

Ação contra madeireiros

A Polícia Federal no Amazonas enviou ao Supremo, na última quarta-feira (14), notícia-crime contra Salles e o senador Telmário Mota (PROS-RR).

No documento, Alexandre Saraiva afirma que 200 mil metros cúbicos de madeira extraídas ilegalmente no valor de R$ 130 milhões foram apreendidos pela instituição. Segundo ele, tanto Salles quanto o senador teriam feito declarações contrárias à operação e defendido a legalidade do material e da ação dos madeireiros.

Para Saraiva, “os dois usaram o argumento de que as terras de onde foi retirada a madeira está autorizada para extração”. No entanto, de acordo com as investigações, as terras são de grilagem.

Quanto ao senador Telmário Mota, a PF diz que ele teria “citado em redes sociais acusações diretas ao delegado Alexandre Saraiva, o que seria uma vingança contra a operação da PF”, segundo o texto da notícia-crime.

Ainda segundo a PF,  Salles e Telmário “tinham uma parceria com o setor madeireiro, com intuito de atrapalhar as investigações de crimes ambientais” – Salles teria se reunido com madeireiros para tratar do assunto e realizar postagens  defendendo uma solução para o caso.

Notícia-crime é um recurso utilizado para chamar atenção das autoridades quanto ao ilícito.

À CNN, o ministério afirmou que “a resposta será dada em juízo”. Já Telmário afirmou estar “convicto que a notícia-crime será arquivada de plano pelo MPF”.

Continuar lendo A MINISTRA DO STF CÁRMEN LÚCIA FOI A SORTEADA RELATORA DA NOTÍCIA- CRIME APRESENTADA NA CORTE CONTRA O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE

BOLSONARO PEDE AO DIRETOR-GERAL DA PF PARA DESCOBRIR QUEM MANDOU MATÁ-LO

Bolsonaro pede a novo diretor-geral da PF para ressuscitar caso Adélio

Presidente da República foi alvo de uma facada durante campanha eleitoral de 2018 na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

07 de abril de 2021 às 19:42 | Atualizado 07 de abril de 2021 às 19:59

Adélio Bispo de Oliveira é escoltado por policiais federais em aeroporto de Juiz

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se encontrou com o novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, na semana passada em Brasília.

Estava presente no encontro também o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, antes mesmo de sua posse.

Na conversa, segundo relatos, o presidente disse que ele teria liberdade de atuação, mas fez um pedido: que descobrisse quem quis matá-lo. Uma referência à tentativa de assassinato do presidente durante a campanha eleitoral de 2018, quando Adélio Bispo o deu uma facada. O episódio aconteceu no dia 6 de setembro em Juiz de Fora.

Nos dois inquéritos abertos pela Polícia Federal para investigar o caso, a avaliação foi a de que Adélio planejou e executou o crime sozinho. A PF agora aguarda uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para ter acesso aos celulares dos advogados que defenderam Adélio.

Procurados, a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto e a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça não se manifestaram. A PF não se manifestou.

Fonte: CNN

Continuar lendo BOLSONARO PEDE AO DIRETOR-GERAL DA PF PARA DESCOBRIR QUEM MANDOU MATÁ-LO

UTILIDADE PÚBLICA: PF REABRE INSCRIÇÕES DE CONCURSO APENAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Concurso da Polícia Federal 2021 vai reabrir as inscrições

29 mar 2021

Concurso da Polícia Federal 2021 vai reabrir as inscrições | Correio de Minas

O concurso público da Polícia Federal (Concurso PF 2021) vai reabrir as inscrições. A informação foi confirmada pelo Ministério Público Federal (MPF).

O novo prazo de inscrições, no entanto, não será aberto a todos. Segundo o MPF, o novo prazo de inscrições será apenas para Pessoas com Deficiência (PcD). Para isso, deverão se inscrever apresentando um laudo médico simples, subscrito por um único médico e emitido nos últimos 12 meses.

O MPF, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), firmou a decisão de reabertura do prazo para PcD através de um acordo judicial com a União. Isso aconteceu em audiência de conciliação do dia 24 de março.

O acordo estabelece que a PF e o Cebraspe comuniquem um novo prazo de inscrição, que será de três dias. O MPF especifica que, na retificação a ser publicada, a apresentação do laudo multidisciplinar deverá ser exigida em momento anterior à perícia médica, realizada em fase própria do concurso.

Fonte: Política em Foco
Continuar lendo UTILIDADE PÚBLICA: PF REABRE INSCRIÇÕES DE CONCURSO APENAS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

POLICIAL: HACKER SUSPEITO DE VAZAR DADOS PESSOAIS DE BRASILEIROS É PRESO PELA PF

Polícia Federal prende hacker suspeito de vazar dados pessoais de brasileiros

A PF prendeu o suspeito que obteve, divulgou e comercializou os dados. Um segundo hacker que vendia as informações foi identificado

Vianey Bentes, da CNN Brasil, em Brasília
 Atualizado 19 de março de 2021 às 09:06
Operação da Polícia FederalPolícia prende suspeito de megavazamento de dadosFoto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal prendeu preventivamente nesta sexta-feira (19) um hacker em Uberlândia, Minas Gerais, além de cumprir cinco mandados de busca e apreensão na mesma cidade e em Petrolina (Pernambuco) durante a operação “Deepwater”, que investiga a obtenção, divulgação e comercialização de dados pessoais de brasileiros e de várias autoridades.

Segundo as investigações que iniciaram em 2021, através da internet, dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas, como CPF e CNPJ,  nomes completos e endereços foram disponibilizados ilegalmente na internet através de um fórum especializado em trocas de informações sobre atividades cibernéticas.

Parte desses dados sigilosos foram divulgados gratuitamente por um integrante do grupo, e o restante comercializado. Os pagamentos eram feitos por meio de criptomoedas.

A Polícia Federal identificou e prendeu o suspeito que obteve, divulgou e comercializou os dados. As investigações que levaram a prisão do hacker foram da Divisão de Inteligência da PF de Brasília. Um segundo hacker que estaria vendendo os dados por meio de suas redes sociais foi identificado.

As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, após representação feita à Polícia Federal solicitando as medidas.

Fonte: CNN

Continuar lendo POLICIAL: HACKER SUSPEITO DE VAZAR DADOS PESSOAIS DE BRASILEIROS É PRESO PELA PF

DESEMBARGADORES ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DE WITZEL SÃO ALVOS NA OPERAÇÃO DA PF

PF deflagra operação contra desembargadores envolvidos no esquema de corrupção de Witzel

PF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV GloboPF cumpre mandado no Leblon — Foto: Anderson Salles/TV Globo

Na manhã desta terça-feira, 02, a Polícia Federal deu inicio a Operação Mais Valia, um desdobramento da Operação Tris in Idem, que em agosto de 2020 afastou do cargo o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Desta vez, desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT-RJ) e empresários são investigados.

O Ministério Público Federal (MPF) apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema criminoso supostamente instalado no governo Witzel.

No total, a PF está cumprindo 11 mandados de prisão.

Witzel é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

O Esquema

De acordo com as investigações, o TRT fazia parte de um dos núcleos de esquema de corrupção no governo Witzel.

Esse núcleo beneficiaria Organizações Sociais (OSs) que tinham valores a receber do estado por serviços prestados em anos anteriores, os chamados “restos a pagar”.

Todas as informações investigadas fazem parte da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos.

Entenda como funcionava o esquema:

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo DESEMBARGADORES ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DE WITZEL SÃO ALVOS NA OPERAÇÃO DA PF

HELDER BARBALHO É ALVO DE INDICIAMENTO DA PF NO PARÁ POR SUSPEITA DE COMPRA IRREGULAR DE RESPIRADORES

PF pede indiciamento de governador do Pará sob suspeita de compra irregular de respiradores

Resultado de imagem para PF pede indiciamento de governador do Pará sob suspeita de compra irregular de respiradores

A Polícia Federal decidiu pedir o indiciamento do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que foi alvo de três operações para investigar desvios de dinheiro público em contratos da área de saúde em 2020. O pedido de indiciamento refere-se à primeira delas, batizada Para Bellum, deflagrada em junho para investigar a compra de respiradores pulmonares para tratamento da Covid-19 por R$ 50,2 milhões. A PF já indiciou outros investigados na operação e pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorização para indiciar o governador, segundo a Folha apurou. Barbalho nega as acusações.

Segundo a polícia, o governo do Pará teria direcionado o contrato de compra dos respiradores, feita sem licitação e com pagamento adiantado de metade do valor, mesmo com atraso na entrega dos equipamentos. A PF não comentou a decisão pelo indiciamento nem deu maiores detalhes sobre as acusações. Em 2020, ao divulgar a operação, disse que os crimes investigados incluem fraude a licitação, falsidade documental e ideológica e corrupção ativa e passiva.

Na época, o STJ autorizou o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e no Distrito Federal. Em uma segunda fase da operação, chamada Matinta Perera, duas semanas mais tarde, foram cumpridos outros sete mandados de busca e apreensão. Além das suspeitas de direcionamento da licitação, parte dos respiradores entregues eram de um modelo diferente do contratado e não serviam para o tratamento da Covid-19.

Em nota, a assessoria do governador disse que as denúncias de problemas nos respiradores foram feitas pelo próprio governo estadual. “Além de denunciar, [o governo] bloqueou os bens dos fornecedores enquanto não teve ressarcido todo o valor de entrada na compra”, diz o texto, completando que os valores foram devolvidos ao estado. “Tudo isso ocorreu antes da manifestação ou da ação de qualquer órgão de controle”, continua o governo, defendendo que as investigações não provam “envolvimento do governador em nenhum ato ilegal ou antiético”.

A terceira operação sobre o governo do estado, em setembro, investigou contratos entre o governo e organizações sociais, que previam ações como administração de hospitais públicos do Pará, incluindo os hospitais de campanha montados após o início da pandemia. Segundo a PF, a ação visou “desarticular organização criminosa”. Além de Helder Barbalho, são investigados “empresários, o operador financeiro do grupo e integrantes da cúpula do governo do Pará”.

Na nota enviada à Folha neste domingo (7), o governo do Pará diz que “demonstra, sim, uma atuação proativa de quem teve e tem como prioridade a proteção da saúde dos paraenses”. “O Governo do Pará informa que foi o próprio Estado que denunciou, no ato da conferência dos equipamentos, os fornecedores pela entrega de respiradores pulmonares que não funcionavam para a Covid-19”, afirma a nota.

“Além de denunciar, bloqueou os bens dos fornecedores enquanto não teve ressarcido todo o valor da entrada da compra, R$ 25 milhões que foram integralmente devolvidos ao erário. Tudo isso ocorreu antes da manifestação ou da ação de qualquer órgão de controle. Para o governo do estado, o relatório não prova envolvimento do governador em nenhum ato ilegal ou antiético. Por fim, o governo ressalta que demonstra sim uma atuação proativa, de quem teve e tem como prioridade a proteção da saúde dos paraenses.”

FOLHAPRESS

Fonte: El País

Continuar lendo HELDER BARBALHO É ALVO DE INDICIAMENTO DA PF NO PARÁ POR SUSPEITA DE COMPRA IRREGULAR DE RESPIRADORES

ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PF ESTÁ NO ENCALÇO DE ESTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA NA AMAZÔNIA

Em defesa da Floresta Amazônica, PF está no encalço da extração ilegal de madeira

Em uma operação conjunta, chamada Arquimedes, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal vem investigando o que pode ser o maior esquema de extração e transporte ilegal de madeira da Amazônia.

Até o momento, foram identificadas 61 madeireiras suspeitas de operar em um mercado irregular, mas o número pode aumentar conforme o prosseguimento das investigações.

Segundo os documentos obtidos e analisados pelos investigadores, os donos das madeireiras pagavam propina para agilizar licenças de uso de áreas de manejo, impedir fiscalizações, e conseguir que áreas protegidas fossem classificadas como áreas com permissão de uso para extração de madeira, além da falsificação de documentos que informavam origem falsa das madeiras retiradas de áreas de preservação e de reservas indígenas.

Conforme averiguado até o momento, os pagamentos de propina eram feitos a engenheiros florestais, empresários e servidores do Ipaam (Instituto de proteção Ambiental do Amazonas).

A operação está em sua segunda fase, sendo que a primeira ocorreu em 2017. Na segunda fase, o ex-diretor de Ipaam, Fábio Rodrigues Marques, foi preso.

No total, foram 23 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de prisão temporária e 109 mandados de buscas e apreensões. O Ministério Público Federal já apresentou 24 denúncias à justiça e, inclusive, já houve condenação.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PF ESTÁ NO ENCALÇO DE ESTRAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA NA AMAZÔNIA

SOBRE O DEPOIMENTO PRESENCIAL QUE APURA INTERFERÊNCIA NA PF, BOLSONARO ABRIU MÃO

Bolsonaro abre mão de prestar depoimento presencial sobre interferência na PF

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília
 Atualizado 26 de novembro de 2020 às 17:40
NADA A TEMER: Bolsonaro abre mão de prestar depoimento presencial sobre interferência na PF - MATO GROSSO MAIS NOTÍCIAS

O Supremo Tribunal Federal (STF) foi informado pela Advocacia-Geral da União (AGU) nesta quinta-feira (26) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abriu mão de prestar depoimento presencial no inquérito que apura se ele tentou interferir na autonomia da Polícia Federal.

“Assim, o Peticionante vem, respeitosamente, a presença de V. Exa., declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial no referido despacho”, disse a AGU.

A Advocacia informou ainda que “roga pronto encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final a ser submetido, ato contínuo, ainda dentro da prorrogação em curso, ao Ministério Público Federal”.

Segundo a AGU, “a publicização do inteiro teor de gravação da Reunião Ministerial de 22 de abril de 2020 demonstrou completamente infundadas quaisquer das ilações que deram ensejo ao presente Inquérito, o mesmo valendo para todos os demais elementos probatórios coletados nos presentes autos.”

Em outubro, o ministro Alexandre de Moraes, novo relator após a aposentadoria de Celso de Mello, solicitou que a Polícia Federal se manifestasse  sobre o andamento das investigações do inquérito.

A decisão atendeu a um pedido da defesa do ex-ministro Sergio Moro, que também é investigado no inquérito.

A investigação está parada no aguardo de uma outra decisão do STF, relacionada ao formato do depoimento do presidente Jair Bolsonaro à PF.

Então relator do caso, o ministro Celso de Mello votou pela definição de um depoimento presencial – foi o último voto de Mello antes da aposentadoria.

A Advocacia-Geral da União quer que Bolsonaro possa se manifestar por escrito.

“A defesa do ex-ministro Sergio Moro recebe com surpresa o declínio do presidente da República de atender à determinação para depor em inquérito no qual é investigado. A negativa de prestar esclarecimentos, por escrito ou presencialmente, surge sem justificativa aparente e contrasta com os elementos reunidos pela investigação, que demandam explicação por parte do presidente da República”, afirmou Rodrigo Sánchez Rios, advogado do ex-ministro Sergio Moro no STF.

Documento na íntegra

AGU Bolsonaro STF
Foto: Reprodução
AGU Bolsonaro STF

Fonte: CNN

Continuar lendo SOBRE O DEPOIMENTO PRESENCIAL QUE APURA INTERFERÊNCIA NA PF, BOLSONARO ABRIU MÃO

POLICIAL: PF CUMPRE MANDADOS NO RN, EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA DESVIOS DE DINHEIRO EM PERFURAÇÃO DE POÇOS

Operação da PF que investiga desvio de dinheiro para perfuração de poços cumpre mandados no RN

 POLÍCIA

Em João Pessoa, um dos mandados de busca e apreensão é cumprido em um condomínio de luxo — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Pelo menos 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quarta-feira (25) em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com a PF, a Operação “Poço Sem Fundo”, investiga desvio de dinheiro destinado à perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

Em João Pessoa, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram um dos mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano. Também estão sendo cumpridos mandados no prédio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na capital. Pelo menos 70 policiais e sete auditores participam da ação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o DNOCS, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, por meio de procedimentos de licitação, envolviam o montante de cerca de R$ 54 milhões.

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

O órgão explica que apura também a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras. Quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados, segundo a PF.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo POLICIAL: PF CUMPRE MANDADOS NO RN, EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA DESVIOS DE DINHEIRO EM PERFURAÇÃO DE POÇOS

HACKER QUE INVADIU O SISTEMA DO STJ FOI INDENTIFICADO PELA PF, AFIRMA BOLSONARO

Bolsonaro afirma que PF identificou hacker que invadiu sistema do STJ

Da CNN, em São Paulo

05 de novembro de 2020 às 23:21

Na live que costuma fazer às quintas-feiras (5), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que conversou com o diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, sobre o ataque cibernético que Superior Tribunal de Justiça (STJ) sofreu na terça-feira (3). De acordo com Bolsonaro, Rolando disse que o hacker já foi identificado.

Após identificação da invasão, as sessões virtuais do Tribunal foram suspensas e só vão ser retomadas depois que a segurança na rede for totalmente restabelecida.

Além do STJ, o Ministério da Saúde e o governo do Distrito Federal apresentaram inconsistências no sistema digital nesta quinta-feira (5).

Embora ainda não esteja confirmada a correlação dos ataques, as invasões já geraram sinal de alerta em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçaram os protocolos de segurança, mesmo sem indícios de anormalidade no sistema.

Fonte: CNN
Continuar lendo HACKER QUE INVADIU O SISTEMA DO STJ FOI INDENTIFICADO PELA PF, AFIRMA BOLSONARO

PARA RESPONDER AS CRÍTICAS QUE O PÁIS SOFRE NA ÁREA AMBIENTAL, VICE-PRESIDENTE LEVA COMITIVA DE EMBAIXADORES PARA CONHECER A AMAZÔNIA

Por Carolina Diniz, G1 AM

 

Hamilton Mourão concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), em Manaus. — Foto: Carolina Diniz/G1 AMHamilton Mourão concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (5), em Manaus.

No segundo dia de visita ao Amazonas, a comitiva de embaixadores e ministros, liderada pelo vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, visitou o ponto turístico do encontro dos rios Negro e Solimões, além da superintendência regional da Polícia Federal em Manaus e áreas rurais com iniciativas de agricultura sustentável na região metropolitana.

Segundo Mourão, as reuniões e visitas realizadas se preocuparam em expor a complexidade dos desafios da Amazônia ocidental e estratégias do governo para preservar e desenvolver a região. A tentativa do governo, com a comitiva, é responder críticas que País sofre na área ambiental.

Nesta quarta, a comitiva sobrevoou áreas da Amazônia, mas o roteiro deixou de fora o Sul do estado, região mais afetada pelas queimadas e desmatamento. Neste ano, o Amazonas já registra o maior número de queimadas da história.

“Vimos como o conhecimento científico e o emprego das tecnologias de ponta estão permitindo monitoramento cada vez mais eficaz das atividades ilícitas e combate aos crimes ambientais, fundiários, mineração e tráfico de drogas”, explicou.

A viagem foi organizada após oito países europeus enviarem uma carta ao vice-presidente afirmando que a alta do desmatamento poderia dificultar a importação de produtos brasileiros. Mourão preside o Conselho da Amazônia.

Na parte da manhã, o grupo visitou uma fazenda no município de Iranduba, distante 29 km da capital, para conhecer iniciativas sustentáveis para exploração das riquezas naturais do Amazonas. Na ocasião, segundo Mourão, os chefes de missão diplomática conheceram empreendedores que investem na sustentabilidade, entre outras iniciativas.

Em pronunciamento para imprensa, no final da tarde, Mourão citou as altas taxas de internação por Covid-19 no Amazonas, para justificar medidas adicionais de precaução e restrição de contato mais próximo com comunidades locais.

Ações de combate

Mourão segue cumprindo agenda no Amazonas
Mourão segue cumprindo agenda no Amazonas

Em entrevista coletiva, o vice-presidente falou sobre os atuais planos de ação para combater o desmatamento ilegal na Amazônia, que está diretamente ligado ao número de incêndios na região. A mesa estava composta ainda pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que respondeu ao G1 sobre as ações realizadas nas áreas federais – que correspondem a 81% da região desmatada no sul do estado.

Segundo Lima, o Estado tem trabalhado em parceria com órgãos federais, como Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), Polícia Federal e Exército Brasileiro, e que a maior dificuldade é a falta de regularização fundiária. “Esse é um problema histórico. Quando não tenho titularização de uma terra, fica difícil punir o responsável por aquele desmatamento”, pontuou.

Mourão respondeu que o objetivo do governo é “estrangular” o comércio ilegal de madeira – apontado como principal causa de desmatamento nas áreas federais localizadas no Amazonas – e fechar os canais de escoamento do material ilícito, para que o infrator não consiga vender a madeira ilegal. O tema da fiscalização fundiária também foi tratado pelo ministro Ricardo Sales.

O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, aproveitou a oportunidade para explicar o que havia dito nesta quarta-feira (4) quando se referiu às queimadas na Amazônia como ‘fogueirinhas’.

“Se eu achasse que as queimadas eram fogueirinhas, eu não estava aqui e nem estava no conselho federal da Amazônia Legal”, disse. “O que eu quis dizer é que quando se atribui à Amazônia e a nós incêndios gigantescos, não corresponde com a verdade, porque temos 85% da Amazônia preservada”, acrescentou.

Na Amazônia, Heleno diz que se floresta estivesse em chamas, fumaça seria vista em Londres
Na Amazônia, Heleno diz que se floresta estivesse em chamas, fumaça seria vista em Londres

O embaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye, se pronunciou ao fim da coletiva de imprensa e destacou a disposição do governo em abrir um diálogo em relação à atual situação da Amazônia.

“Somos gratos porque estamos começando nosso diálogo. Não estou falando totalmente em nome de todos, porque não concordamos com minha fala necessariamente, mas todos aqui estamos de acordo que estamos começando, sim, um diálogo. Se já tivermos começado vamos consolidar as relações e amizades acerca da amazônia”, declarou.

Segundo o embaixador, os países que estavam representados por doze embaixadores e diplomatas, querem realizar parceria com a região amazônica. Joseph mencionou ainda, que o grupo de doze diplomatas e embaixadores não compartilham da mesma opinião a respeito do que foi visto até o momento durante a viagem.

Embaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye. — Foto: Carolina Diniz/G1 AMEmbaixador da África do Sul, Joseph Mashimbye.

Fonte: G1
Continuar lendo PARA RESPONDER AS CRÍTICAS QUE O PÁIS SOFRE NA ÁREA AMBIENTAL, VICE-PRESIDENTE LEVA COMITIVA DE EMBAIXADORES PARA CONHECER A AMAZÔNIA

POLÍTICA: ERA PRA PAGAR OS FUNCIONÁRIOS O DINHEIRO QUE A PF ENCONTROU NA CUECA DE CHICO RODRIGUES

 

Senador pediu para ir ao banheiro, mas volume no short chamou a atenção da PF

Pressionado a se licenciar do mandato, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) começou a montar uma estratégia de defesa para tentar conquistar o apoio dos colegas e evitar o afastamento dele.

Em mensagem enviada a senadores, ele disse que “nunca tinha sido acordado pela polícia” e que, “num ato de impulso, protegi o dinheiro do pagamento das pessoas que trabalham comigo.”

Senadores que receberam a mensagem avaliam que a explicação de Chico Rodrigues vai ser questionada e que ele precisa comprovar principalmente a origem do dinheiro que estava em sua casa. Se não disser a origem, a avaliação é que o dinheiro seria ilegal.

Com 30 anos de Congresso, Chico Rodrigues tem histórico de envolvimento com corrupção

Na mensagem encaminhada a seus colegas nos últimos dias, ele afirmou que reagiu de impulso porque foi acordado “em meio a pessoas estranhas em meu quarto”.

Ele acrescenta, nas mensagens, que reagiu daquela forma porque “se levassem aquele dinheiro ninguém iria receber naquela semana”. Segundo afirmou o senador a colegas, “não era dinheiro de corrupção.”

Em uma operação da Polícia Federal, que investiga desvio de recursos de combate ao coronavírus em Roraima, o senador Chico Rodrigues foi flagrado pelos agentes federais escondendo mais de R$ 33 mil na cueca.

O caso acabou levando o ministro Luís Roberto Barroso a decidir pelo afastamento do senador por 90 dias, medida que vai ser analisada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (21).

No Senado, um grupo de senadores não quer dar aval à decisão de Barroso, alegando que foi uma medida monocrática e que um ministro do STF não poderia afastar um senador nestas condições. O temor destes senadores, porém, é a mensagem que será passada para a população ao salvarem um colega que escondia dinheiro na cueca.

Imagem do relatório da PF mostra momento em que dinheiro foi encontrado na cueca do senador Chico Rodrigues — Foto: Reprodução/PF

Imagem do relatório da PF mostra momento em que dinheiro foi encontrado na cueca do senador Chico Rodrigues — Foto: Reprodução/PF

Na busca de se explicar para esses colegas, Chico Rodrigues decidiu enviar a mensagem para senadores, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No texto, ele diz ainda que só conseguiu falar agora com seus pares “porque estava sem forças e ainda estou”.

Ele acrescentou que “fui massacrado pelo meu silêncio, fui ridicularizado, fui humilhado”.

Em sua defesa, ele diz que “jamais desviaria dinheiro público” e que não é “chefe de uma organização criminosa”. Afirmou ainda que “nenhum centavo” das suas emendas parlamentares foi “sequer licitado”. As investigações da PF apontam, porém, que o senador teria envolvimento no desvio de recursos destinados ao combate ao coronavírus.

No final da mensagem, ele pede tempo para se explicar e para que não o “condenem previamente”, acrescentando que o inquérito não revelaria nenhum crime que teria sido cometido por ele. Chico Rodrigues encerra o texto dizendo que estava protegendo seu próprio dinheiro e pede que o “julguem de maneira sábia.”

Fonte: G1
Continuar lendo POLÍTICA: ERA PRA PAGAR OS FUNCIONÁRIOS O DINHEIRO QUE A PF ENCONTROU NA CUECA DE CHICO RODRIGUES

POLICIAL: GABINETE DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO É ALVO DE OFENSIVA GIGANTE DA PF

PF faz ofensiva gigante e “invade” até o gabinete do governador Helder Barbalho

LER NA ÁREA DO ASSINANTE

Helder Barbalho e a esposa

A Polícia Federal está fazendo nesta terça-feira (29) buscas no gabinete do governador do Pará, Helder Barbalho.

A Operação denominada S.O.S cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça.

O objetivo da ação policial é desarticular suposta organização criminosa dedicada a desvios de recursos da Saúde destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha para o combate à pandemia do novo coronavírus.

Cerca de 218 policiais federais e 14 auditores da Controladoria-Geral da União participam das atividades em Belém, Capanema, Salinópolis, Peixe-Boi, Benevides (PA), Goiânia (GO), Araçatuba e outras cidades de São Paulo.

Segundo a PF, os crimes sob investigação são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo POLICIAL: GABINETE DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO É ALVO DE OFENSIVA GIGANTE DA PF

COMPROMISSOS DO PRESIDENTE: GOVERNO FEDERAL REPRIME EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

Caro(a) leitor(a),

O Blog do Saber é um canal de informação independente e imparcial. O nosso compromisso é única e exclusivamente com a verdade. Mas reconhecemos que a grande mídia persegue indiscriminadamente o governo Bolsonaro e não mostra a agenda positiva de ações do governo. Portanto, desde o início desse governo nos prontificamos a trazer a baila assuntos que são esquecidos propositadamente pela imprensa marrom. Por isso estamos publicando nesta segunda-feira, aqui na coluna COMPROMISSOS DO PRESIDENTE as ações que estão sendo implementadas na Amazônia que não são divulgadas pelos que se dizem progressistas. A seguir duas boas notícias que você precisa saber. Então leia os artigos e fique por dentro!

PF, Exército Brasileiro, IBAMA e SEMAS investigam extração ilícita de madeira da terra indígena do Alto Rio Guamá

Redação

Publicado em 27.09.2020

Por  

 

PF do Pará

Polícia Federal, Exército Brasileiro, IBAMA e SEMAS deflagram, no contexto da Operação Verde Brasil 2, a Operação Embaúba. A ação conjunta teve início na quinta-feira (24/9) e tem por objetivo fiscalizar e inutilizar equipamentos de madeireiras irregulares no município de Nova Esperança do Piriá. Tais madeireiras são apontadas como responsáveis pela extração ilícita de madeira da Terra Indígena do Alto Rio Guamá.

Ao todo foram desmontadas oito serrarias. As ações integradas continuarão nos próximos dias e visam o combate à crimes ambientais em todo o Estado do Pará.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal.

Resultados da Verde Brasil 2

Durante mais de quatro meses de trabalho na Operação Verde Brasil 2, houve a apreensão de 5.431 metros cúbicos de madeira, 8.050 toneladas de minério, 287 ações de combate a incêndio, 6.943 litros de combustível, 52 veículos ilegais para transporte de madeira, 54 milhões hectares embargados, 458 materiais (motosserra, correntes, motores, armamentos, munições, etc.). Ainda, 217 embarcações recolhidas, 16 detidos e mais de R$244 milhões de multas aplicadas.

Com informações, Polícia Federal no Pará.

Fonte: Conexão Política

Governo Bolsonaro cobra na Justiça quase R$ 900 milhões de desmatadores da Amazônia

Publicado em 25.09.2020

Por  

 

Ilustração | Getty Images

O governo Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), informou nesta sexta-feira (25) que foram ajuizadas neste mês 27 ações na Justiça para cobrar R$ 893 milhões de pessoas acusadas de desmatamento na Amazônia Legal.

Segundo o órgão, o valor corresponde ao montante que deve ser reparado pelos danos ambientais causados em cerca de 35 mil hectares de floresta. 

Os desmatamentos irregulares ocorreram em municípios do Amazonas (Lábrea, Nova Aripuanã e Manicoré), Rondônia (Alto Paraíso e Machadinho D´Oeste), Pará (Ulianópolis, Marabá e São Feliz do Xingú ), Mato Grosso (Nova Maringá, Santa Cruz do Xingú, São Felix do Araguaia e Peixoto de Azevedo) e em Mucajaí (RR).

Segundo a AGU, em cerca de um ano, foram solicitados pelo órgão na Justiça a reparação de 95 mil hectares da Amazônia, que totalizam R$ 2,2 bilhões em indenizações.

No período, além das 27 ações protocoladas em setembro, o órgão também ajuizou mais 45 ações, no valor de R$ 1,3 bilhões. Cerca de R$ 570 milhões foram bloqueados dos acusados.

A atuação da AGU ocorre por meio de uma força-tarefa de procuradores e advogados da União para garantir o ressarcimento dos danos ambientais na Amazônia.

As informações são da Agência Brasil.

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: contatomarcosrocha@icloud.com

Fonte: Conexão Política

Continuar lendo COMPROMISSOS DO PRESIDENTE: GOVERNO FEDERAL REPRIME EXPLORAÇÃO ILEGAL DE MADEIRA E DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA

PF SUSPEITA DE AÇÃO CRIMINOSA POR PARTE DE DONO DE FAZENDA EM INCÊNDIO DO PANTANAL

 

No Pantanal, imagens mostram caminho do fogo e PF suspeita de ação criminosa em fazendas
No Pantanal, imagens mostram caminho do fogo e PF suspeita de ação criminosa em fazendas

Um patrimônio natural do Brasil agoniza em meio a uma onda devastadora de incêndios. Quem vai salvar o Pantanal? As chamas já consumiram 20% da vegetação. Animais em desespero tentam escapar do fogo, que se espalha com rapidez no clima seco. A região enfrenta a maior estiagem dos últimos 50 anos, consequência do aquecimento global.

Mas, a exemplo do que acontece na Amazônia, as queimadas no Pantanal podem ser resultado principalmente da intervenção humana. É o que uma investigação da Polícia Federal busca descobrir e o Fantástico teve acesso com exclusividade às informações do inquérito. Com a ajuda de imagens de satélite, os agentes identificaram o início de alguns focos de incêndios. A principal suspeita é de que, nos casos investigados, a ação tenha sido criminosa.

Em uma das regiões mais preservadas da região, perto do Parque Nacional do Pantanal, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o fogo teria começado de forma criminosa, dentro de fazendas.

“A Polícia Federal tem por competência constitucional e atribuição apuração de danos ambientais que atinjam áreas de proteção da União”, destaca Leonardo Rafaini, delegado da Polícia Federal. O nome dessa operação é “Matáá”, que significa fogo no idioma de uma tribo indígena do Pantanal.

A investigação começou com a análise de imagens de satélites da Nasa. Um dos exemplos: no dia 30 de junho, aparece um primeiro foco de incêndio em uma fazenda. “A única causa natural para os incêndios florestais são as descargas elétricas atmosféricas, os raios”, afirma Alexandre Martins Pereira – analista ambiental do Prevfogo-Ibama. Em 30 de junho, não houve raios e o incêndio só pode ter sido provocado pelo homem. No dia seguinte, surgem outros focos, inclusive na fazenda vizinha. O incêndio cresce muito, como mostram as imagens. Situação parecida se repetiu em outras duas fazendas. E os focos começaram em datas próximas, no mês de julho – o que chamou ainda mais a atenção dos policiais.

No caso das quatro fazendas do Pantanal, o passo seguinte da investigação foi checar se as informações da Nasa batiam com as do banco de dados do Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “É possível identificar a origem, o local dos focos e onde houve o provável início dos incêndios”, diz o delegado.

O resultado do Inpe: as queimadas começaram mesmo dentro das quatro fazendas e se espalharam, reforçando a suspeita de incêndio proposital. Depois, policiais seguiram as coordenadas dos satélites, filmaram – e fotografaram – o que sobrou do incêndio nas fazendas. Segundo a Polícia Federal, a devastação passou dos limites das fazendas e atingiu uma área total de cerca de 33 mil hectares, incluindo áreas de preservação permanente. A principal suspeita é que, nesse caso, houve o uso indevido do fogo para limpeza das pastagens.

Esse ano, já queimaram quase 3 milhões de hectares no Pantanal. E muitos focos começam por causa de uma prática comum, nem sempre autorizada pelos órgãos ambientais: atear fogo na pastagem para renovar o pasto. Depois da queima, com a primeira chuva, o capim rebrota vigoroso para engordar o gado. O problema é que com a seca e o vento, as chamas se alastram por fazendas vizinhas, atingem reservas ambientais, matam animais silvestres e devastam a vegetação nativa.

Uma das quatro fazendas investigadas pela Polícia Federal se chama Bonsucesso. Ainda havia focos de incêndio quando os agentes sobrevoaram o lugar, no mês passado.

O dono da Bonsucesso é o pecuarista Ivanildo Miranda. Ele é acusado de participar de escândalos recentes em Mato Grosso do Sul e aceitou fazer delação premiada. Ivanildo é réu em um processo de corrupção envolvendo políticos e empresários. O advogado dele, Newley Amarilla, falou sobre a investigação dos incêndios no Pantanal: “O senhor Ivanildo, meu cliente, não ateou fogo, nem mandou atear fogo em lugar nenhum”. O advogado não sabe dizer como o fogo começou: “Queimou cerca de 500 a 700 hectares. Não é possível até agora medir, embora o fogo já tenha sido extinto”.

Esta semana, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas fazendas. O inquérito ainda está em andamento. A pena pode chegar a mais de 15 anos de prisão por danos ao Pantanal.

Fonte: G1
Continuar lendo PF SUSPEITA DE AÇÃO CRIMINOSA POR PARTE DE DONO DE FAZENDA EM INCÊNDIO DO PANTANAL

MORO É INTIMADO PELA PF PARA DEPOR, COMO TESTEMUNHA, SOBRE ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS DIA 2 DE OUTUBRO

PF intima Moro a depor no dia 2 de outubro sobre atos antidemocráticos

Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília

 Atualizado 18 de setembro de 2020 às 18:03

Ex-juiz Sérgio Moro vai acumulando derrotas no Poder Judiciário - Além do Fato

A defesa do ex-ministro Sergio Moro informou nesta sexta-feira (18) que recebeu intimação para que ele preste depoimento, na condição de testemunha, no âmbito do inquérito que investiga atos antidemocráticos, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento deve ocorrer em 2 de outubro, às 13h, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

“A oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz a nota divulgada pela defesa.

Em junho, o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam a ‘real possibilidade’ de atuação de associação criminosa voltada para a ‘desestabilização do regime democrático’ com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos. A observação consta em decisão de quebra de sigilo decretada pelo ministro no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos.

A Polícia Federal também intimou o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro a deporem como testemunhas no inquérito. O depoimento de Eduardo está previsto para ocorrer no próximo dia 22. O de Carlos estava previsto para ocorrer no dia 10 de setembro deste mês. A PF não informou se ele foi realizado.

Fonte: CNN
Continuar lendo MORO É INTIMADO PELA PF PARA DEPOR, COMO TESTEMUNHA, SOBRE ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS DIA 2 DE OUTUBRO

INQUÉRITO SOBRE SUPOSTA INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO NA PF É SUSPENSO POR MARCO AURÉLIO

Marco Aurélio suspende inquérito sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília

 Atualizado 17 de setembro de 2020 às 16:28

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello suspendeu nesta quinta-feira (17) a tramitação do inquérito que avalia se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Agora, cabe ao presidente da corte, ministro Luiz Fux, marcar o dia do julgamento no plenário.

A decisão foi tomada em um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), que defende que Bolsonaro tem direito de agendar o próprio depoimento ou, se quiser, apresentar manifestação por escrito. Marco Aurélio decidiu levar esse questionamento a plenário, para análise de todos os ministros.

“Cabe submeter ao Pleno o agravo formalizado, para uniformização do entendimento. Considerada a notícia da intimação para colheita do depoimento entre 21 e 23 de setembro próximos, cumpre, por cautela, suspender a sequência do procedimento, de forma a preservar o objeto do agravo interno e viabilizar manifestação do Ministério Público Federal. Determino a suspensão da tramitação do inquérito até a questão ser submetida ao Pleno”, disse Marco Aurélio em trecho da decisão.

Na semana passada, o relator do caso no Supremo, ministro Celso de Mello, determinou que Bolsonaro preste depoimento presencial. Ele justificou a decisão afirmando que a prerrogativa de prestar o depoimento por escrito somente pode ser concedida nos casos em que o presidente figure como testemunha ou vítima, mas nunca como investigado.

De licença médica, Celso de Mello está impedido de examinar o recurso de Bolsonaro, a análise, então, passou para Marco Aurélio, o segundo ministro mais antigo do STF.

O inquérito em que o presidente é citado tem como base as acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou Bolsonaro de planejar interferir nos trabalhos da Polícia Federal — o episódio que levou ao pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

De acordo com Moro, a prova é uma reunião ministerial, cujo sigilo foi retirado pelo ministro Celso de Mello no curso deste inquérito.

De acordo com o ex-ministro Sergio Moro, foi nesta reunião que Bolsonaro teria manifestado a intenção de interferir politicamente na Polícia Federal, cobrando a substituição do superintendente da PF no Rio de Janeiro e do diretor-geral da corporação, além de acesso a relatórios de inteligência e informação da Polícia Federal. Bolsonaro nega as acusações.

Fonte: CNN

Continuar lendo INQUÉRITO SOBRE SUPOSTA INTERFERÊNCIA DE BOLSONARO NA PF É SUSPENSO POR MARCO AURÉLIO

PREFEITURA DO RECIFE É ALVO DE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO E UM DE PRISÃO PELA PF

PF amanhece na prefeitura de Recife, do PSB, com um mandado de prisão

LER NA ÁREA DO ASSINANTE

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (16), 21 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, em Recife.

Apura desvios em contratos firmados na pandemia. Os contratos dizem respeito à contratação de uma Organização Social de Saúde.

A bagatela de 57 milhões de reais foi afanada pela bandidagem. O dinheiro deveria ser utilizado na combate ao Coronavírus.

O prefeito de Recife é Geraldo Júlio, do PSB.

O PSB, por sinal, é o partido que ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para impedir operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro, durante a pandemia.

O STF concedeu a medida, com os votos dos seguintes ministros: Edson Fachin, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Fonte: Jornal da Cidade Online
Continuar lendo PREFEITURA DO RECIFE É ALVO DE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO E UM DE PRISÃO PELA PF

AGU PREPARA RECURSO DO PRESIDENTE CONTRA DEPOIMENTO NO INQUÉRITO DE SUPOSTA INTERFERÊNCIA NA PF

AGU prepara recurso de Bolsonaro contra depoimento

Da CNN, em São Paulo

 Atualizado 12 de setembro de 2020 às 00:33

AGU prepara recurso de Bolsonaro contra depoimento | CNN Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara recurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello, para que o chefe do Executivo preste depoimento oral – presencialmente ou por videoconferência – no inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Ao repórter Leandro Magalhães, Bolsonaro disse que vai decidir se recorre ou não na semana que vem juntamente com a AGU.

De acordo com o analista da CNN Igor Gadelha, aconteceu hoje uma reunião no Palácio do Planalto na qual foi discutida a possibilidade de recorrer da decisão.

O ministro Celso de Mello defende que o depoimento seja oral, e não por escrito, porque o presidente está na condição de investigado no processo, e não como testemunha ou vítima.

Fonte: CNN

Continuar lendo AGU PREPARA RECURSO DO PRESIDENTE CONTRA DEPOIMENTO NO INQUÉRITO DE SUPOSTA INTERFERÊNCIA NA PF

POLICIAL : PORNOGRAFIA INFANTIL ENCONTRADA EM COMPUTADORES DO STJ É INVESTIGADA PELA PF

A Polícia Federal (PF) está investigando material encontrado com cenas de pornografia infantil.

Agora, imaginem o lugar onde o conteúdo foi encontrado…

Em computadores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A própria Corte pediu a apuração do caso, a fim de que os responsáveis pelos arquivos sejam encontrados.

A investigação deve ser concluída até setembro.

Assim que a apuração terminar, o inquérito será enviado ao Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal (DF), que deverá ser pronunciar sobre os fatos.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é proibido o armazenamento de vídeos, fotografias e outros registros de pornografia envolvendo crianças ou adolescentes.

A pena para os envolvidos nesse tipo de crime varia entre 1 e 4 anos de prisão.

Que os responsáveis sejam identificados e punidos…

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo POLICIAL : PORNOGRAFIA INFANTIL ENCONTRADA EM COMPUTADORES DO STJ É INVESTIGADA PELA PF

EM ACORDO COM MPF E PF O DOLEIRO DOS DOLEIROS VAI DEVOLVER R$ 1 BILHÃO

Saiba os bens que Dario Messer vai devolver no acordo de R$ 1 bilhão

Por Daniela Lima, CNN  

 Atualizado 16 de agosto de 2020 às 17:30

Após fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Polícia Federal (PF), o doleiro Dario Messer vai ter de abrir mão de um patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão. No depoimento, o doleiro revelou a existência de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o uso de criptomoedas.

Entre as contas e pertences barganhados, Messer vai ter que devolver:

• R$ 60 milhões de uma conta nas Bahamas;

• R$ 3 milhões em um banco no Brasil;

• R$ 2,5 milhões depositados no Paraguai;

• a participação em uma cobertura na avenida Delfim Moreira, no Leblon, avaliada em R$ 40 milhões;

• R$ 60 milhões em contas de empresas imobiliárias;

• R$ 23,8 milhões em imóveis das mesmas companhias;

• outros imóveis, automóveis, animais e máquinas das fazendas em nome da empresa Chai, a maioria localizada no Paraguai, estimados em US$ 120 milhões (mais de R$ 600 milhões);

• outros imóveis, automóveis, animais e máquinas das fazendas em nome da empresa Matrix, também no Paraguai, estimados em US$ 30 milhões de dólares (mais de R$ 150 milhões);

• US$ 6 milhões (ou R$ 30 milhões) da Fazenda Tournon, também no Paraguai;

• US$ 2 milhões de dolares (R$ 10 milhões) de um apartamento em Nova York registrado no nome de uma offshore;

• 14 obras de arte de valor ainda inestimado, sendo quatro de Di Cavalcanti, cinco de Eugênio de Proença Sigaud e cinco de Lia Mittarakis;

“Doleiro dos doleiros”

Dario Messer deve retornar R$ 1 bilhão aos cofres públicos, segundo determinou o acordo de delação premiada homologado na Justiça. Ele foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão. O doleiro é réu da Lava Jato no Rio por lavagem de dinheiro e outros crimes.

Chamado de “o doleiro dos doleiros”, Messer foi o principal alvo da operação “Câmbio, Desligo”, desdobramento da Lava Jato em 2018, que investigava um sistema de transações ilegais de câmbio em 52 países. Membros do MPF e da PF no Rio celebraram este acordo como “inédito” na história da investigação.

A dificuldade para o cumprimento do acordo está no fato de que os governos de Brasil e Paraguai precisarem sentar para conversar sobre como dividirão o montante. Messer também é réu em ações penais que tramitam no país vizinho.

O doleiro menciona políticos do Rio de Janeiro e empresários como tendo se beneficiado de seu esquema de lavagem de dinheiro e envio de remessas para o exterior.

Fonte: CNN

Continuar lendo EM ACORDO COM MPF E PF O DOLEIRO DOS DOLEIROS VAI DEVOLVER R$ 1 BILHÃO

DELEGADO DO PF É ESCOLHIDO PELO MINISTRO DA JUSTIÇA PARA SER O NOVO DIRETOR DE INTELIGÊNCIA DA SEOPI

Ministro da Justiça escolhe delegado da PF para comandar órgão de inteligência

Por Igor Gadelha e Thais Arbex, CNN  

Atualizado 05 de agosto de 2020 às 04:29

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, André Mendonça, escolheu o delegado da Polícia Federal Thiago Marcatonio para ser o novo diretor de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi) da pasta.

Ele entrará no lugar do coronel Gilson Libório Mendes, exonerado do cargo nesta terça-feira (4), após o órgão ser acusado de produzir dossiês contra servidores que fazem oposição ao governo Jair Bolsonaro

O afastamento havia sido informado pelo ministério em nota divulgada na noite desta segunda-feira, na qual a pasta anunciou a instauração de uma sindicância para investigar a denúncia sobre a produção de dossiês.

decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (5). Até então, o delegado da PF vinha atuando como assessor especial do ministro da Justiça.

Também nesta terça foi definido que Mendonça vai falar ao Congresso na próxima sexta-feira (7), às 15h. O ministro da Justiça vai se reunir por videoconferência com os integrantes da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, atendendo a requerimentos apresentados pelos deputados Carlos Zarattini (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE) e pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Jaques Wagner (PT-BA).

O presidente do colegiado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), determinou que a reunião seja fechada, apenas com a participação dos integrantes da comissão.

Fonte: CNN

Continuar lendo DELEGADO DO PF É ESCOLHIDO PELO MINISTRO DA JUSTIÇA PARA SER O NOVO DIRETOR DE INTELIGÊNCIA DA SEOPI

POLICIAL: POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO NA RESIDÊNCIA DO GOVERNADOR DO PIAUÍ

PF “invade” a casa do governador petista no Piauí

Wellington Dias

A Polícia Federal está cumprindo nesta segunda-feira (27) mandado de busca e apreensão na residência do governador Wellington Dias, petista do Piauí.

É a Operação Topique.

Paralelamente, em Brasília, o gabinete da deputada federal Rejane Dias, esposa do governador, também é alvo de busca e apreensão.

O STF, desta feita, permitiu. A ministra Rosa Weber, ao contrário de Dias Toffoli no caso José Serra, autorizou que o juiz de primeira instância determinasse a coleta de documentos e informações na Câmara.

A mulher do governador assumiu por diversas vezes a Secretaria de Educação do Piauí, no período em que vigorou mais este esquema de corrupção petista.

Ao todo, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal no Piauí.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Continuar lendo POLICIAL: POLÍCIA FEDERAL CUMPRE MANDADO DE BUSCA E APREENSÃO NA RESIDÊNCIA DO GOVERNADOR DO PIAUÍ

NO FUNDO A INTENÇAO DE BOLSONARO EM TROCAR DIRETOR DA PF É BLINDAR SEUS FILHOS

Investigações sobre filhos de Bolsonaro podem explicar disputa por direção da PF que tirou Moro do Governo

Reportagem da Folha e do The Intercept Brasil revelam apurações comprometedoras contra Carlos e Flávio, o que explicaria o fato de o presidente querer blindá-los e manter o controle sobre inquéritos

AFONSO BENITES
Brasília – 25 ABR 2020 – 19:21 BRT
Flávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente na diplomação dele em 2018.Flávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente na diplomação dele em 2018.ADRIANO MACHADO / REUTERS

Um dia após a queda do ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça, ganhou força em Brasília a tese de que o presidente Jair Bolsonaro estava agindo para proteger ao menos dois de seus filhos, o vereador Carlos e o senador Flávio, de investigações tocadas pela Polícia Federal. O objetivo do presidente seria exonerar o então diretor Maurício Valeixo para interferir em apurações que estão em andamento, principalmente no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Corte investiga Carlos Bolsonaro por disseminação de fake news. Enquanto o MPF apura o suposto esquema de apropriação de salário de assessores, a rachadinha, que existia no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual. Os dois irmãos se filiaram recentemente ao Republicanos, legenda umbilicalmente ligada à Igreja Universal

O vereador Carlos é apontado no inquérito que investiga a disseminação de fake news como um dos líderes de um grupo que espalha massivamente notícias falsas e boatos pela internet e pelo aplicativo WhatsApp contra opositores do presidente e contra instituições, como o STF e o Congresso Nacional.

Desde a época em que Bolsonaro era deputado, Carlos é o seu estrategista nas redes sociais. Foi ele quem indicou os assessores presidenciais para atuar nesta área e seria o mentor o que ficou batizado em Brasília de “gabinete do ódio”, formado por profissionais responsáveis por defender Bolsonaro nas redes e atacar os adversários. Trata-se de uma usina de notícias falsas com táticas diversionistas que beneficiam Bolsonaro, com apoio inclusive de robôs. Uma pesquisa do início deste mês revelou que até 55% das publicações favoráveis ao presidente no dia 15 de março foram feitas por robôs.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, em substituição a Valeixo, que era indicação de Moro, será o delegado Alexandre Ramagem, que hoje é diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é amigo de Carlos. Recentemente, o presidente disse a parlamentares que tinha sob o seu poder relatórios da Abin que apontavam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estariam articulando o seu impeachment. O documento fora encaminhado por Ramagem. Bolsonaro também admitiu que sempre cobrou informações da Abin para seu conhecimento.

O inquérito que investiga o vereador é tocado pelo STF, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que conta com o suporte de um grupo de quatro delegados da PF. É sigiloso. Seus detalhes foram revelados pelos jornais Correio Braziliense, na quinta-feira, e pela Folha de S. Paulo, neste sábado. Além dele, há um segundo inquérito que pode envolver o vereador, o que trata dos protestos pró-golpe militar dos quais deputados bolsonaristas e o próprio presidente participaram no dia 19 de abril. Há suspeita de que haja um cruzamento de dados que liguem empresários que financiaram esses atos com a rede de fake news de bolsonaristas.

Na sexta-feira, quando Moro delatou a intenção de Bolsonaro de interferir politicamente na PF, ele deixou claro o intuito do presidente de atuar em apurações no Supremo. Pouco tempo depois dessa revelação, o ministro Moraes decidiu que, independentemente de quem fosse o novo diretor-geral, os delegados que o auxiliam no inquérito das fake news deveriam permanecer em suas funções. É uma tentativa de se blindar da influência presidencial.

Rachadinha e milícias

Em outra frente, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, auxiliado pela PF, avançou na apuração contra o senador Flávio. Reportagem publicada pelo The Intercept Brasil mostra que Flávio teria financiado com parte do dinheiro público confiscado de salários de funcionários do seu gabinete a construção de prédios da milícia no Rio de Janeiro e lucrou com esquema ilegal.

O portal publicou neste sábado documentos que mostram que os empreendimentos de três construtoras da cidade de Rio das Pedras foram feitos com dinheiro de “rachadinha”, coletado no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O MP-RJ chegou a essa conclusão depois de cruzar informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal. Além de substituir Valeixo da diretoria-geral, Bolsonaro tinha o intuito de trocar os superintendentes do Rio de Janeiro, responsável pelas apurações envolvendo Flávio, e de Pernambuco.

No pronunciamento que fez na sexta-feira, o presidente Bolsonaro disse que jamais pediu para proteger os seus familiares. “Nunca pedi para blindar ninguém da minha família. Jamais faria isso”. Porém, admitiu que esperava ter algum interlocutor para conhecer investigações em curso.

Continuar lendo NO FUNDO A INTENÇAO DE BOLSONARO EM TROCAR DIRETOR DA PF É BLINDAR SEUS FILHOS

MORO MATA A COBRA E MOSTRA O PAU

Por Jornal Nacional e G1

 

Moro mostra ao JN provas de acusações a Bolsonaro

Moro mostra ao JN provas de acusações a Bolsonaro

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro exibiu nesta sexta-feira (24) à TV Globo uma troca de mensagens entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nesta quinta (23), na qual Bolsonaro cobrou mudança no comando da Polícia Federal.

Mais cedo, nesta sexta, ao anunciar que havia decidido deixar o cargo, Moro afirmou que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF ao decidir demitir o agora ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo.

Depois, também em pronunciamento, Bolsonaro afirmou que as declarações de Moro eram infundadas e que ele não havia tentado interferir na Polícia Federal.

Após o pronunciamento de Bolsonaro, a TV Globo cobrou de Moro provas de que as declarações tinham fundamento. O ex-ministro mostrou, então, a imagem de uma troca de mensagens entre ele e o presidente, ocorrida nesta quinta.

O contato é identificado por “presidente novíssimo”, indicando ser o número mais recente de Bolsonaro. A imagem mostra que o presidente enviou a Moro o link de uma reportagem do site “O Antagonista” segundo a qual a PF está “na cola” de dez a 12 deputados bolsonaristas.

O presidente, então, escreveu: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à mudança na direção da Polícia Federal.

Sergio Moro respondeu ao presidente explicando que a investigação não tinha sido pedida pelo então diretor da PF, Maurício Valeixo. Moro enviou a mensagem: “Esse inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre, no STF”, se referindo ao ministro Alexandre de Moraes.

Moro prossegue: “Diligências por ele determinadas, quebras por ele determinadas, buscas por ele determinadas”. E finaliza: “Conversamos em seguida, às 0900”, referindo-se ao encontro que os dois teriam.

Indicação para o Supremo

O Jornal Nacional também cobrou de Sergio Moro provas de que ele não havia condicionado a troca no comando da Polícia Federal à sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, uma acusação feita pelo presidente Bolsonaro no pronunciamento.

O ex-ministro mostrou ao JN a imagem de uma troca de mensagens com a deputada federal Carla Zambelli (PSL), aliada de primeira hora de Bolsonaro. Ela, inclusive, estava nesta sexta ao lado do presidente durante o pronunciamento.

A deputada Carla Zambelli afirmou que não vai comentar a troca de mensagens.

Na troca de mensagens, Carla Zambelli diz: “Por favor, ministro, aceite o Ramage”, numa referência a Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é um dos candidatos de Jair Bolsonaro para a Direção-Geral da Polícia Federal.

Parte da deputada a proposta para que Sergio Moro aceite a mudança na PF em troca da nomeação dele para o Supremo Tribunal Federal.

“E vá em setembro pro STF”, enviou a deputada. “Eu me comprometo a ajudar”, acrescentou. “A fazer JB prometer”, completou.

Sergio Moro, então, rechaça a proposta: “Prezada, não estou à venda”.

Carla Zambelli, então, continua a argumentar: “Ministro, por favor, milhões de brasileiros vão se desfazer”

Em seguida, ela responde à mensagem de Moro de que não estaria à venda. “Eu sei”, diz. “Por Deus, eu sei”, acrescenta.

“Se existe alguém que não está à verba é o senhor”. A palavra “verba”, neste caso, parece ser “venda”, com erro de digitação.

Moro finaliza a conversa dizendo: “Vamos aguardar, já há pessoas conversando lá”. Segundo o ex-ministro, era uma referência à tentativa de aliados de convencer o presidente a mudar de ideia.

Continuar lendo MORO MATA A COBRA E MOSTRA O PAU

POLÍTICA: MORO SE DEMITE E DEIXA ACUSAÇÕES GRAVES CONTRA O PRESIDENTE

Segundo Moro, Bolsonaro está preocupado com os ‘inquéritos’

Redação

Publicado em 24.04.2020

Por  

 

Marcelo Camargo | Agência Brasil

Segundo ele, trata-se dos inquéritos referentes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca também seria oportuna da Polícia Federal.”

Ainda de acordo com Moro, isso ainda assim não justificaria a substituição do diretor-geral da PF.

“Por esse motivo, também não é uma razão que justifique a substituição. Até é algo que gera uma grande preocupação.”

E completou:

“Enfim, eu sinto que eu tenho o dever de tentar proteger a instituição, a Polícia Federal. E por todos esses motivos, eu busquei uma solução alternativa, para evitar uma crise política durante uma pandemia. Acho que o foco deveria ser o combate à pandemia. Mas entendi que eu não podia deixar de lado esse meu compromisso com o estado de direito.”

Redação

Conexão Política

Alegando interferência políticas na PF, Moro confirma saída do governo Bolsonaro

Redação

Publicado    em      24.04.2020

Por  Redação

Valter Campanato | Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira (24).

A demissão, segundo ele, foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

“O grande problema é por que trocar e permitir que seja feita interferência política ano âmbito da PF. O presidente me disse que queria colocar uma pessoa dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência. Realmente, não é papel da PF prestar esse tipo de informação”, disse Moro.

Ainda de acordo com Moro, ele disse para Bolsonaro que a troca de comando na PF seria uma interferência política na corporação.

Ainda assim, segundo ele, o presidente da República insistiu.

“Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo”, revelou Moro.

Continuar lendo POLÍTICA: MORO SE DEMITE E DEIXA ACUSAÇÕES GRAVES CONTRA O PRESIDENTE

DIREITO E JUSTIÇA: OPERAÇÃO CALVÁRIO PEGA OS PEIXES GRANDES SOCIALISTAS DA POLÍTICA PARAIBANA

Na coluna DIREITO & JUSTIÇA desta terça-feira o destaque é a Operação Calvário, da Polícia Federal, startada hoje com 17 mandados de prisão expedidos na Paraíba inclusive para peixes grandes como João Azevedo (sem partido), atual governador e Ricardo Coutinho (PSB) ex-governador. Leia a reportagem completa a seguir e conheça os detalhes e a lista de todos os indiciados!

Governador e ex-governador socialistas são alvos da PF na Paraíba com 17 mandados de prisão

Trata-se da Operação Calvário.

Contra Coutinho e mais 16 foram expedidos mandados de prisão.

Veja a lista completa:

Ricardo Vieira Coutinho (ex-governador – PSB)

Estelizabel Bezerra de Souza (deputada estadual – PSB)

Márcia de Figueiredo Lucena Lira (prefeita do Conde – PSB)

Waldson Dias de Souza (ex-secretário de Saúde e de Planejamento, Orçamento e Gestão)

Gilberto Carneiro da Gama (ex-procurador geral do Estado)

Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras (ex-secretária de Saúde e secretária executiva de Articulação Municipal)

Coriolano Coutinho (irmão de Ricardo Coutinho)

Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas

José Arthur Viana Teixeira

Breno Dornelles Pahim Neto

Francisco das Chagas Ferreira

Denise Krummenauer Pahim

David Clemente Monteiro Correia

Márcio Nogueira Vignoli

Valdemar Ábila

Vladimir dos Santos Neiva

Hilario Ananias Queiroz Nogueira

Socialistas, comunistas e petistas, quando no poder, são insaciáveis.

da Redação

Fonte: Jornal da Cidade On Line

Continuar lendo DIREITO E JUSTIÇA: OPERAÇÃO CALVÁRIO PEGA OS PEIXES GRANDES SOCIALISTAS DA POLÍTICA PARAIBANA

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar