SAÚDE: PESQUISADORES ALERTAM PARA OS PERIGOS DE TOMAR SUPLEMENTO ENERGÉTICO EM PÓ ANTES DO TREINO

Pesquisadores alertam que prática antes de treino físico pode causar elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no coração.

Pesquisadores fizeram um alerta em recente congresso médico nos Estados Unidos sobre o hábito de tomar suplementos em pó sem diluir antes de treinos físicos, algo que contraria a recomendação dos fabricantes.

Segundo os autores de um estudo apresentado no evento, há preocupação com adolescentes depois que a prática viralizou em vídeos na internet ? principalmente na plataforma TikTok, com milhões de likes contabilizados.

Perigos à saúde

Suplementos energéticos em pó voltados para consumo antes dos treinos contêm aminoácidos, vitaminas e ingredientes como cafeína.

O objetivo é dar uma “dose de estímulo” antes do exercício para aumentar a resistência física, mas não há estudos científicos consolidados sobre os efeitos da prática.

No entanto, já há conhecimento de riscos pelo consumo em excesso de estimulantes energéticos.

Uma grande dose de cafeína, por exemplo, pode causar efeitos colaterais no coração, incluindo palpitações ou batidas cardíacas a mais ou a menos.

Tomar suplemento energético em pó pode fornecer uma quantidade de cafeína equivalente a cinco copos de café, dizem pesquisadores do Cohen Children’s Medical Center, em Nova York.

A “dose de estímulo” pode causar “uma elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no ritmo cardíaco”.

Além disso, inalar acidentalmente o pó e levá-lo aos pulmões pode causar sufocamento, infecção ou pneumonia, declaram os pesquisadores.

No Reino Unido, esses produtos são considerados pelos órgãos reguladores como alimento e não como remédio, mas precisam ser avaliados como seguros para consumo e vendidos apenas para maiores de 18 anos.

Alguns suplementos estão sendo comercializados na internet por vendedores de reputação duvidosa e podem conter ingredientes que não estão listados no rótulo.

Muitos foram proibidos por incluírem substâncias como DMAA, uma anfetamina sintética, além de um estimulante chamado sinefrina.

Reportagens recentes também mostraram os perigos da prática depois que uma influencer de 20 anos, chamada Briatney Portillo, relatou em uma postagem ter sofrido um ataque cardíaco. Ela relacionou o ocorrido ao suplemento em pó ingerido sem diluição.

Popularidade em alta

Os pesquisadores analisaram 100 vídeos postados no TikTok com a hashtag “preworkout” (pré-treino).

Apenas 8 desses vídeos apresentaram o uso correto do suplemento em pó.

Mais de 30 exibiam pessoas ingerindo o pó seco seguido por alguns goles de água ou de líquido, sem diluição.

O levantamento contabilizou 8 milhões de curtidas desses vídeos.

Na apresentação para o congresso da Academia Americana de Pediatras, foi alertado que ‘médicos devem estar cientes da prática disseminada do pré-treino, dos perigosos métodos de consumo e do potencial de acidentes com dosagens excessivas e inalação”.A cientista nutricional Bridget Benelam, da Fundação Britânica de Nutrição, afirma: “Os suplementos em pó para pré-treino normalmente contêm cafeína, além de ingredientes como creatina, aminoácidos e vitaminas”.

“Aparentemente não há muitas pesquisas sobre os benefícios desses produtos, apesar da evidência de que a cafeína pode melhorar performances esportivas em alguns casos. Esses estudos são feitos normalmente em atletas, portanto não está clara a relevância para a população em geral”.

“Os níveis de cafeína nesses produtos são equivalentes a uma xícara de café, podendo chegar a algo entre três e cinco xícaras, de acordo com instruções dos fabricantes.”

“Dessa forma, há risco de consumir cafeína em excesso, especialmente se a ingestão for superior a mais de uma vez por dia. O simples consumo do pó [sem diluição] pode representar riscos, já que pode haver consumo acima da quantidade recomendada”.

Manter-se hidratado para o exercício também é importante.

A Fundação Britânica de Cardiologia recomenda:

  • tomar de 6 a 8 copos de algum líquido, havendo treino ou não
  • ouvir o próprio corpo ? se você está com sede ou transpirando em excesso, beba água
  • mas também não exagere na água e nem na cafeína
Fonte: VivaBem Uol
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EQUIPAMENTO QUE ESTIMULA MÚSCULOS DE PACIENTES DA COVID-19 SEDADOS É DESENVOLVIDO POR PESQUISADORES BRASILEIROS

Pesquisadores brasileiros desenvolvem técnica que diminui sequelas da Covid-19

Procedimento estimula músculos em pacientes sedados e, até o momento, só está disponível em hospitais particulares

Jairo Nascimento, da CNN, em São Paulo
Atualizado 05 de maio de 2021 às 21:57

Pacientes que precisam ser internados para tratar a Covid-19 ficam, em média, 22 dias no hospital, de acordo com dados de uma pesquisa que traça o perfil dos doentes divulgada pelo SUS. Tanto tempo parado – e muitas vezes desacordado – pode deixar a recuperação ainda mais lenta, mas uma técnica desenvolvida no Brasil tem ajudado a minimizar os efeitos de sequelas nos pacientes.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um equipamento que estimula músculos de pacientes sedados com correntes elétricas, como se a pessoa que recebe este tratamento estivesse em uma academia ou sendo atendida por fisioterapeutas.

De acordo com o CEO da Visuri, Henrique Martins, a técnica “mantém todo o sistema neuromuscular do paciente intacto, enquanto o mesmo está desacordado, com segurança”. “O procedimento mede todas as condições e entrega doses rigorosas, mas sem causar lesões”, afirmou Martins.

O aparelho só está disponível em hospitais particulares, mas há negociações com o governo federal para que ele chegue ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Sequelas da internação

Um estudo da Academia Nacional de Medicina (ANM) indica que 20% dos pacientes internados por semanas pela Covid-19 desenvolvem algum tipo de problema. São sequelas mais profundas das já conhecidas pela infecção, como fadiga, perda de olfato ou dores de cabeça.

As síndromes pós-Covid podem causar doenças pulmonares, cardíacas, psiquiátricas e até musculares.

“Quando você tem uma inflamação muito grave, como acontece com os pacientes com infecção pelo sars-cov-2, a Covid, você tem um comprometimento de todos os seus músculos e nervos. Você fica completamente enfraquecido, sem forças. Você não consegue, por exemplo, movimentar as mãos, você não consegue andar, você tem dificuldade para falar. E essa complicação demora algumas semanas para que você possa recuperar. Você tem que fazer todo um período de reabilitação para você aprender a fazer isso tudo… Andar, falar, deglutir, comer”, afirmou Ederlon Resende, membro da Associação de Medicina Intensiva Brasileira

Fonte: CNN

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PESQUISADORES CHILENOS ENCONTRARAM EM ALPACAS UM ATICORPO CAPAZ DE COMBATER PRINCIPAIS VARIANTES DO CORONAVIRUS

Anticorpo da alpaca combate principais variantes da covid-19

Cientistas chilenos descobriram que células de defesa do animal protegem contra variantes brasileira, britânica e sul-africana

INTERNACIONAL

Do R7

Anticorpo extraído das alpacas pode ser aliado na luta contra o novo coronavírus

RONALD WITTEK / EFE – EPA – ARQUIVO

Um grupo de pesquisadores chilenos que, em 2020, encontrou em alpacas um anticorpo contra a covid-19 descobriu agora que ele também é capaz de combater as variantes brasileira, britânica e sul-africana do novo coronavírus, informou nesta quarta-feira (14) a Universidade Austral do Chile (UACh).

Em abril de 2020, os pesquisadores da UACh que conduzem esse estudo em parceria com cientistas australianos e europeus, conseguiram identificar e produzir, a partir do sistema imune do animal, células de defesa contra o vírus isolando um “anticorpo poderoso” capaz de neutralizar a infecção.

O anticorpo W25 da alpaca Buddha “é um dos melhores neutralizadores que existe e é estável diante de nebulização e de condições extremas de temperatura, o que o torna uma excelente opção terapêutica”, explicou a instituição em comunicado.

Os novos resultados obtidos em conjunto com a Universidade de Queensland, na Austrália, mostraram que o anticorpo, além de ser capaz de combater as variantes sul-africana e britânica, é capaz de se ligar fortemente à proteína spike da brasileira, o que indica um potencial efeito neutralizador sobre a cepa, que será avaliado nas próximas semanas.

Falta de investimentos

A equipe liderada por Alejandro Rojas, chefe do Laboratório de Biotecnologia Médica da UACh, lamentou que, apesar de sua importância, a pesquisa não está recebendo o apoio financeiro necessário para testar as descobertas na prática.

O estudo recebeu um investimento de 200 milhões de pesos chilenos (cerca de US$ 282 mil) do governo regional de Valdivia, no sul do Chile, mas ainda são necessários de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões para desenvolver as milhares de doses necessárias de um medicamento e iniciar os estudos clínicos no Chile, segundo a UACh.

O objetivo é levar este anticorpo sintético aos pacientes de uma forma segura e eficaz, que será avaliada nos próximos meses com o apoio da equipe de Daniel Watterson, da Universidade de Queensland, e de Kellie Ann Jurado, da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos).

Os cientistas pediram que o presidente chileno, Sebastián Piñera, apoie a iniciativa e busque apoio de órgãos públicos e do setor privado para angariar fundos.

“Se tivessem nos apoiado um ano atrás, já poderíamos estar em fase de testes clínicos e colaborando com as ações sanitárias. Os anticorpos desenvolvidos em camelídeos são, a nível mundial, uma possível alternativa terapêutica”, afirmou Rojas no comunicado.

“Os cientistas da Universidade de Gent, na Bélgica, desenvolveram um anticorpo neutralizante muito semelhante ao chileno. No entanto, conseguiram um investimento de mais de US$ 50 milhões para o desenvolvimento, entre contribuições públicas e privadas”, acrescentou Rojas.

Fonte: R7

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