AVANÇO MILITAR DA CHINA CAUSA PREOCUPAÇÃO NOS EUA

EUA admitem preocupação com avanço militar da China

Autoridades de serviços de segurança norte-americano se mostraram preocupadas com espionagens feitas pelo país asiático

INTERNACIONAL

 Da EFE

Declarações foram feitas por Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUADeclarações foram feitas por Scott Berrier, diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUAEFE/EPA/GRAEME JENNINGS

Dois funcionários de alto escalão da inteligência dos Estados Unidos admitiram nesta sexta-feira (11) sua preocupação com o avanço militar da China, que representa um “grande desafio” para Washington e seus aliados e também pode colocar esses países “em risco”.

O diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA (DIA), Scott Berrier, e o diretor-geral da Agência de Segurança Nacional (NSA), Paul Nakasone, fizeram essas reflexões durante uma audiência do Subcomitê de Inteligência das Forças Armadas da Câmara dos Representantes.

“A China continua sendo um competidor estratégico de longo prazo dos EUA, como uma ameaça que representa um grande desafio de segurança: Pequim usa várias abordagens, incluindo espionagem diplomática, econômica e militar para atingir seus objetivos estratégicos”, argumentou Berrier.

Além disso, o chefe do DIA destacou que a China “continua sua modernização militar durante as últimas décadas para construir uma força incrivelmente letal” que poderia colocar os EUA e seus aliados “em risco”.

Berrier fez essas afirmações depois que o secretário do Departamento de Defesa, Lloyd Austin, ordenou na quarta-feira ao Pentágono que coloque a China e seu fortalecimento militar no centro da política de defesa dos EUA, embora a estratégia a seguir seja confidencial.

Por sua vez, Nakasone disse que opor-se aos esforços do governo chinês contra os EUA é uma “prioridade” para a NSA, responsável pelo monitoramento global, coleta e processamento de informações e dados para fins de inteligência e contraespionagem nacionais e estrangeiras.

Tamanha é a preocupação atual do governo americano com os movimentos da China que Austin sugeriu nesta quinta-feira o estabelecimento de “uma linha de comunicação direta”, no estilo do “telefone vermelho” que conectou a União Soviética e os EUA durante a Guerra Fria e que segue em funcionamento ainda hoje.

 Durante uma audiência da Comissão das Forças Armadas do Senado americano, Austin assegurou que é “essencial haver uma linha direta de comunicação entre militares e membros do governo” dos EUA e da China.

A diretriz do Pentágono e os comentários de funcionários de alto escalão da inteligência dos EUA são divulgados no momento em que tanto o governo do presidente Joe Biden como membros de ambos partidos do Congresso intensificam suas iniciativas para segurar as ambições internacionais da China.

De fato, a expectativa é que a China esteja muito presente na viagem de Biden pela Europa, onde o presidente americano quer obter um endosso mais claro de seus aliados para sua principal prioridade internacional: a intensa competição entre Washington e Pequim.

Fonte: R7
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SEGUNDO BIDEN, OS EUA NÃO PEDIRÃO NADA EM TROCA PELAS VACINAS CONTRA COVID-19 QUE DOARÃO À OUTROS PAISES

Covid-19: Biden diz que EUA não doarão vacinas em troca de favores

Mais de 90 países receberão 500 milhões de doses do imunizante da Pfizer por meio do consórcio Covax

INTERNACIONAL

 Do R7, com EFE

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, participa esta semana da cúpula do G7

EFE/EPA/NEIL HALL

O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira (10) que os Estados Unidos não pedirão nada em troca pelas vacinas contra a covid-19 que doarão a outros países.

“Nossas doações de vacinas não incluem pressões por favores”, disse o mandatário, ao acrescentar que os EUA estão tomando a iniciativa para salvar vidas e “para acabar isto (a pandemia)”.

Em declarações à imprensa que o acompanha na cúpula do G7, em Cornwall, no Reino Unido, Biden anunciou formalmente a compra e a doação por parte dos EUA de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer.

Os imunizantes serão entregues a 92 países que não têm condições de adquirir doses para imunizar a população por meio do consórcio Covax. O Brasil não faz parte da lista de países que receberão as doses dos EUA.

As entregas começarão em agosto com previsão de entregar até 200 milhões de doses do imunizante até o fim deste ano.

Segundo a Casa Branca, as outras 300 milhões de doses serão entregues até junho de 2022. Todas as doses serão produzidas em fábricas nos EUA.

Fonte: R7
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MINISTROS DAS FINANÇAS DO G7 FECHARAM ACORDO PARA CRIAÇÃO DE UM IMPOSTO GLOBAL PARA GRANDES EMPRESAS

G7 fecha acordo histórico sobre criação de imposto global

Grupo formado por países mais ricos do mundo estabeleceu, neste sábado (5), um imposto de 15% para as grandes empresas

INTERNACIONAL

Da Ansa

ATUALIZADO EM 05/06/2021 – 10H31

Reforma tributária mundial é considerada histórica

MARCOS BRINDICCI /REUTERS

Os ministros das Finanças do G7 fecharam um acordo neste sábado (5) para a criação de um imposto global de, ao menos, 15% para as grandes empresas.

Segundo o ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, anfitrião do evento de dois dias, o documento é um momento histórico e é o anúncio de uma reforma tributária mundial, mas adaptada à era digital.

Por meio de comunicado, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Canadá se comprometeram a apoiar o acordo durante a reunião do G20, que será realizada no mês que vem em Veneza. Nesse encontro, aí com as 20 maiores economias mundiais, é esperado que um documento formal seja assinado.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacou que a medida “é um compromisso sem precedentes que colocará fim à corrida para a diminuição na taxação de empresas, assegurando igualdade para os trabalhadores nos Estados Unidos e em todo o mundo”.

O comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, pontuou que a decisão deste sábado “é um grande passo para um acordo global sem precedentes sobre a reforma tributária para taxação de empresas”.

“Foi um encontro positivo que nos permitiu construir pontes sobre questões cruciais. A possibilidade de um acordo global aumentou notavelmente. Nós precisamos fazer um último esforço para expandir esse consenso aos membros do G20 e a todos os países envolvidos, incluindo a OCDE”, acrescentou o italiano.

A aplicação da taxa única, especialmente nas chamadas “big techs”, as empresas de tecnologia mundiais, é alvo de discussões há anos e não são poucos os processos judiciais que discutem para onde os impostos devem ser pagos, com brigas que também invadem o campo político.

Recentemente, os próprios norte-americanos anunciaram a aplicação e a suspensão por 180 dias de um novo imposto de resposta por uma “tarifa digital” anunciada por seis países contra empresas dos EUA.

Fonte: R7
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PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA PODEM COMEÇAR UTILIZAR CERTIFICADO DIGITAL DE VACINAÇÃO

Certificado digital de vacinação passa a valer na União Europeia

Documento será válido para cidadãos do bloco que receberam doses de imunizantes da Pfizer, Moderna, Oxford ou Johnson

INTERNACIONAL

 Da EFE

Os países da União Europeia (UE) podem começar a utilizar o certificado de vacinação voluntariamente a partir desta terça-feira (1º), depois que entrou em funcionamento a plataforma digital que permite a interoperabilidade do documento entre os Estados-Membros.Bulgária, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Croácia e Polônia se conectaram a esta plataforma hoje mesmo, de acordo com a Comissão Europeia.

Oficialmente, no entanto, o documento não entrará em vigor em toda a UE até 1º de julho, com o intuito de facilitar a mobilidade para as férias de verão de todos aqueles que possam comprovar que estão vacinados contra a covid-19, que apresentem um teste PCR negativo ou que tenham anticorpos após terem contraído e superado a doença.

Os governos se comprometeram a não impor quarentenas a todos aqueles que possam provar, de uma forma ou de outra, que estão saudáveis, embora possam impor restrições em caso de agravamento da situação epidemiológica, como, por exemplo, se considerarem necessário combater as variantes do vírus.

O certificado, que terá duração de um ano, será válido em toda a UE para vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que por enquanto validou os imunizantes da Pfizer, Moderna, Oxford e Johnson & Johnson.

No entanto, cada país terá a liberdade de decidir se aceita outras vacinas não autorizadas pela EMA.

Fonte: R7
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SEGUNDO ESTUDO, A CHINA EMITIU MAIS GASES QUE PROVACAM O ESFEITO ESTUFA QUE TODOS OS PAÍSES DESENVOLVIDOS JUNTOS

China polui mais que todos países desenvolvidos juntos, diz pesquisa

Emissões do país mais que triplicaram nas últimas três décadas, constituindo 27% de tudo que foi registrado em escala global

China polui mais que todos países desenvolvidos juntos, diz pesquisa

STR/AFP – 4.5.2021

A China foi o país que mais emitiu gases que provocam o efeito estufa no ano de 2019, em valor que é maior do que todos os países desenvolvidos juntos, mostrou um estudo publicado pelo Rhodium Group nesta quinta-feira (6).

Segundo o grupo independente, as emissões do país mais que triplicaram nas últimas três décadas, constituindo 27% de tudo que foi registrado em escala global. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 11%, seguidos pela Índia (6,6%). Os 27 países da União Europeia somam juntos 6,4% das emissões dos gases tóxicos.

Os principais seis gases poluentes emitidos, entre eles, o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, aumentaram para 14,09 bilhões de toneladas em 2019. O número supera a soma dos dados de todos os 37 países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em cerca de 30 milhões de toneladas.

No entanto, ao analisar a história, as nações da OCDE ainda são as maiores responsáveis pela emissão dos gases tóxicos, tendo emitido cerca de quatro vezes mais poluentes do que a China desde 1750.

“A história da China como principal fonte de emissão é relativamente curta em relação aos países desenvolvidos, muitos dos quais tiveram mais de um século de vantagem. O atual aquecimento global é resultado das emissões do passado recente e do mais longínquo”, destacam os especialistas no documento.

Os resultados do relatório ainda vem na esteira da cúpula sobre o clima convocada por Joe Biden em abril. Naquele momento, o presidente da China, Xi Jinping, confirmou que o país atingirá o pico de emissões até 2030 e, a partir de então, começará a cair até atingir a neutralidade em 2060.

Xi informou que a China irá controlar a produção energética através de carvão, extremamente poluente, que será limitada nos próximos cinco anos, com reduções sucessivas.

Fonte: R7
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CIENTISTAS DETECTARAM QUE HÁ MAIOR EMISSÃO DE CARBONO DO QUE A REPORTADA POR ALGUNS PAÍSES

Emissões de carbono são maiores do que dizem países, aponta estudo

Com diferenças de métodos encontradas por cientistas, países poderão ter de mudar suas metas de reduções de emissões

INTERNACIONAL 

por Reuters – Internacional

Com diferença nos métodos de aferição, países poderão ter de ajustar suas reduções de emissões

PIXABAY

Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26) que detectaram uma grande diferença, igual ao valor aproximado de emissões anuais dos Estados Unidos, entre a quantidade de emissões que causam o aquecimento global reportada por países e a quantidade que chega à atmosfera de acordo com modelos independentes.

A lacuna de cerca de 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano ocorre não por conta de erros cometidos pelos países. O motivo é devido às diferenças entre métodos científicos utilizados em inventários nacionais que são reportados pelos países sob o Acordo de Paris de 2015 de mudanças climáticas, e os métodos utilizados por modelos internacionais.

“Se modelos e países falarem em línguas diferentes, a avaliação do progresso no clima será mais difícil”, disse Giacomo Grassi, autor de um estudo sobre o assunto e autoridade científica do Centro de Pesquisas Conjuntas da Comissão Europeia. “Para abordar esse problema, precisamos encontrar uma maneira de comparar as estimativas”.

A diferença entre os números de emissões, explicada no estudo publicado nesta segunda-feira na Nature Climate Change, pode significar que alguns países precisam ajustar suas reduções de emissões. Por exemplo, os modelos nacionais feitos por Estados Unidos e outros países mostram mais territórios florestais capazes de sequestrar carbono do que os modelos independentes indicam.

O estudo conclui que as estimativas nacionais, que permitem definições mais flexíveis dessas áreas, mostram cerca de 3 bilhões de hectares de florestas administradas pelo mundo a mais do que os modelos independentes.

O risco é que alguns países possam afirmar que suas florestas estão absorvendo grandes quantidades de emissões e não façam o bastante para cortar emissões de carros, residências e fábricas.

Fonte: R7
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ISRAEL BUSCA TIRAR O CONFLITO DE SUAS FRONTEIRAS

Israel articula criação de cinturão de segurança no Oriente Médio

Fundadora de entidade ligada à segurança diz que acordos com países do Golfo também são para se contrapor à ameaça iraniana

INTERNACIONAL

Eugenio Goussinsky, do R7

Israel busca tirar o conflito de suas fronteiras

JIM HOLLANDER/EFE/02-01-14

Algo que para muitos era impossível, em tese, já se tornou uma possibilidade real para estrategistas do Exército de Defesa de Israel, segundo a tenente-coronel (reserva) Sarit Zehavi, CEO e fundadora da Alma Research and Education Center –  organização sem fins lucrativos e centro de pesquisa e educação especializado nos desafios de segurança de Israel.

Zehavi considera que os acordos entre Israel, Emirados Árabes e Bahrein, assinados no segundo semestre de 2020, e uma aproximação diplomática com a Arábia Saudita, já possibilitam uma troca de informações e cooperação em segurança para neutralizar interesses hostis do Irã. Até mesmo com a possibilidade de haver uma presença concreta de militares israelenses na região, o que antes pareceria impossível.

“Não há mobilizações de tropas, mas, coloquemos uma ideia do acordo desta maneira: se o Irã pode criar uma frente contra Israel, no Libano e Síria, com o Hezbollah, agora Israel pode criar uma frente israelense para o Irã, no Emirados e Bahrein, países que têm interesse em cooperar com Israel porque também são ameaçados. Estão mais próximos e geograficamente é muito útil essa aliança para neutralizar o Irã”, observa.

“O resultado destas alianças, em curto prazo, já mostra que Israel não está só, não está isolada, que há países da região que veem Israel como um estado legítimo e que é importante cooperar com ele, não só por assuntos de segurança, mas econômicos e sociais também”, completa.

Para Zehavi, o acordo em geral visa o incremento de relações comerciais, de intercâmbio de tecnologia, mas a segurança é um fator essencial, que possibilita o andamento de negociações em todas as áreas.

Para o professor Danilo Porfírio de Castro Vieira, doutor em análise do Desenvolvimento do Terrorismo Contemporâneo pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e autor do livro “Ação política norte-americana e o jihadismo no Oriente Médio”, oficialmente, esse tratados com Emirados Árabes e Bahrein e informal com a Arábia Saudita, visam a estabelecer na uma integração econômica, linhas de transporte, circulação de pessoas, na perspectiva do transporte.

No entanto, os interesses estratégicos informais, foram fundamentais para a aproximação.

“Temos que entender que, formal ou informalmente, estabelecer o alinhamento com Israel desses paíes, que por sinal são sunitas, satélites da Arábia Saudita, é uma iniciativa que vem no intuito de articular ações e discursos uniformes para conter qualquer forma de avanço ou hegemonia do Irã no fortalecimento de um arco xiita na região.”

Apesar de, na teoria, ele considerar que a aliança possa trazer uma estabilidade na região, ele alerta para algumas arestas que podem servir como empecilho.

“A aliança fortalece a Israel e Arábia Saudita, potencialmente enfraquece o Irã, mas, por outro lado, o Irã tem boas relações com a Rússia, que também está presente na Síria e se preocupa com ingerências de Israel dentro da Síria. A Rússia já mostrou insatisfação em relação a isso, minha preocupação é a participação russa nessa nova realidade”, observa.

Castro Vieira inclui entre os seus temores a possibilidade do aumento do radicalismo em algumas questões, como a palestina.

“A princípio, com os acordos de Israel, teremos uma promessa de estabilidade precária, mas estabilidade. No entanto, o acontecerá em seguida, como ficará a questão palestina? Se a Arábia Saudita e outros países do golfo fecharem aliança, as ações de autonomia palestina se enfraquecerão e de alguma maneira o Hamas será mais fortalecido”, analisa.

Os palestinos terão eleição para o Conselho Legislativo Palestino, com 132 cadeiras, em 22 de maio próximo, enquanto a eleição para a presidência da Autoridade Nacional Palestina, que governa a região, ocorrerá em 31 de julho.

Há o risco de nova divisão da Fatah, partido do atual governo, mas que, em 2006, devido à fragmentação, perdeu poder na Faixa de Gaza, que passou a ser controlada pelo Hamas.

O grupo radical, considerado terrorista por Israel e Estados Unidos, vislumbra essa nova possibilidade, após desavenças na Fatah, com a concordância de Marwan Barghouti e Nasser al-Kidwa, em se unir na próxima eleição, contra o atual presidente da Autoridade Nacional Palestina.

A tenente-coronel Zehavi, porém, acredita que a aliança de Israel com países do Golfo carrega justamente em sua essência a capacidade de enfraquecer grupos como o Hamas.

“A perspectiva para o futuro é a importância de se criar um cinturão com cada vez mais países, que dê mais segurança no mar e no ar, diminuir a ameaça do Irã, reduzir cada vez mais o apoio a organizações terroristas, como Hamas e Hezbollah, bloquear influência do Irã em outras áreas, como Líbano, Síria e Iraque. Há um grande a trabalho a ser feito e isso já começou”, ressalta.

Fonte: R7

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A ONU PEDE QUE A COMUNIDADE INTERNACIONAL IMPLEMENTE UM NOVO MECANISMO PARA ALIVIAR DÍVIDAS DOS PAÍSES MAIS POBRES

Pandemia: ONU pede alívio da dívida dos países pobres

Secretário-geral da entidade afirmou que o mundo está passando pela “pior recessão desde a Grande Depressão”

Pedido foi feito pelo secretário-geral da ONU, Antó nio Guterres

MICHAEL SOHN / POOL / AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (29) à comunidade internacional que implemente “um novo mecanismo” para aliviar a dívida dos países mais pobres, enfraquecidos pela pandemia da covid-19

Guterres lançou “um apelo por ações urgentes”, no contexto da “pior recessão desde a Grande Depressão”, em uma conferência sobre financiamento para o desenvolvimento organizada na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Os países do G20 — grupo que inclui nações ricas e em desenvolvimento — gastaram cerca de 16 trilhões de dólares (cerca de R$ 92 trilhões) para impulsionar suas economias, mas muitas nações com menos recursos não podem fazer o mesmo, lamentou Guterres.

“Alívios adicionais e oportunos da dívida para países vulneráveis, incluindo países de renda média, serão definitivamente necessários”, assinalou.

O mecanismo do G20 para a suspensão da dívida, que expira no fim de junho, deve ser prorrogado até 2022 e ser proposto aos países de renda média que dele necessitem, solicitou o chefe da ONU.

“Estamos à beira de uma crise da dívida”, alertou o secretário-geral da ONU, observando que “um terço das economias emergentes estão expostas a um alto risco de crise orçamentária” e há seis países inadimplentes, incluindo Zâmbia e Líbano pela primeira vez em sua história.

Fonte: R7
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A PANDEMIA E A CORRIDA PELA VACINA CONTA O CORONAVIRUS AJUDARAM A CONSOLIDAR A IMPORTÂNCIA DO BRICS

Países do Brics se destacam na corrida pelas vacinas contra covid

Bloco se torna fundamental ao desenvolver 10 imunizantes e por contar com o maior laboratório do mundo, mas Brasil perde espaço

INTERNACIONAL

 Fábio Fleury, do R7

Funcionária ajeita bandeiras dos países do Brics para conferência na China , em 2017

WU HONG / POOL VIA EFE – EPA – ARQUIVO

A pandemia do novo coronavírus e a corrida internacional por vacinas contra a covid-19 ajudaram a consolidar a importância de pelo menos três dos cinco países-membro do Brics  — a aliança política criada em 2009 e formada hoje por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, considerados os principais países emergentes do mundo.

Até o momento, as nações do bloco contribuíram com o desenvolvimento de dez das 20 principais vacinas contra a covid-19 no mundo (seis desenvolvidas na China, duas na Índia e duas na Rússia). A Índia é sede do Instituto Serum, a maior fabricante de vacinas do mundo, e a China tem uma das indústrias de biotecnologia mais avançadas do planeta.

O Brasil, no entanto, corre o risco de perder espaço para os outros países. Isso porque não aderiu, anos atrás, às políticas do bloco que poderiam ter ajudado a instalar plantas para a fabricação de insumos farmacêuticos no país. Ainda assim, conta com duas instituições mundialmente reconhecidas, o Instituto Butantan, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.

“Esse foi um erro estratégico lá atrás, o país poderia produzir insumos há bastante tempo e não usou esse mecanismo. Isso tornou o mundo muito dependente da China e da Índia nesse setor. E agora a gente pode ver a importância de se ter essa estrutura no bloco”, afirma Márcio Coimbra, professor de Relações Institucionais e Governamentais do Mackenzie-DF.

A importância do Brics

Segundo Coimbra, a oferta de vacinas pelos países do Brics pode ajudar a equilibrar o mercado mundial, já que os EUA, a União Europeia, o Japão e outros países considerados desenvolvidos, que correspondem a 13% da população mundial, compraram 50% das doses de imunizantes disponíveis no mundo, de empresas que ficam nesses mercados.

A união dos países dentro do bloco pode ser ainda mais complicada do que simplesmente equacionar o fornecimento das vacinas, segundo Evandro Menezes de Carvalho, professor de Direito Internacional e coordenador do Núcleo Brasil-China da FGV-RJ. Na visão dele, divergências regionais e políticas dificultam que todos fechem uma pauta em comum.

“Numa situação de pandemia, nenhum país deveria se dar ao luxo de politizar a questão da vacina porque se trata de salvar vidas, mas não dá para ignorar que os países viram que seria inevitável um uso político e fizeram. A Rússia, por exemplo, que se antecipou na autorização para lançar a Sputnik-V. O Brasil não desenvolveu a sua vacina e fez uma politização às avessas, de rejeição e não participou do desenvolvimento”, explica Carvalho.

Uma questão que não foi solucionada a tempo, segundo o professor do Mackenzie-DF, foi a criação de um centro integrado de vacinas, que teria a participação de todos os países do bloco, mas que nunca saiu do papel. A decisão foi tomada após a cúpula do Brics em Joanesburgo, na África do Sul, em 2018, e a Índia deveria ser a sede desse instituto.

“Esse centro seria muito bem vindo hoje. E certamente ajudaria a concentrar os esforços de todos os países, diminuiria a competição. Acredito que no futuro ele deve ser feito. Na cúpula de 2020, Putin pediu aos outros países para acelerar essa criação. É uma pauta positiva e que pode unir mais o bloco”, explica.

Diplomacia na pandemia

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As relações diplomáticas estremecidas entre Brasil e China, assim como entre China e Índia, também dificultam esse processo. “A gente ainda não sabe qual vai ser a capacidade do bloco de deixar essas questões políticas de lado, evitar que isso tudo interfira em algo mais amplo, que é a saúde global”, afirma.

Isso pode ser visto, por exemplo, no momento em que a China fornece suas vacinas para países alinhados, como Paquistão e Tailândia, e a Índia fez o mesmo com os vizinhos Nepal, Sri Lanka e Bangladesh.

“A diplomacia é feita disso também, relações de confiança com países. Isso interfere nos cálculos da China, sem dúvida, entre atender um país que é hostil e um país que é amigo, não é difícil imaginar para quem vai ser dada a preferência e sobretudo porque a oferta é menor do que a demanda. Isso leva necessariamente a um processo de escolha”, ressalta Menezes.

Fonte: R7
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ESTADOS-MEMBROS DA UE ESTÃO PRESSIONANDO O BLOCO A INSTITUIR UM “PASSAPORTE SANITÁRIO” PARA PERMITIR QUE APENAS PESSOAS VACINADAS POSSAM VIAJAR

Países da UE querem criar ‘passaporte’ para vacinados

Ideia mira incentivar o turismo no próximo verão europeu e deve usar a ‘menor quantidade possível’ de dados dos cidadãos

INTERNACIONAL

D ANSA

Estados-membros da União Europeia estão pressionando o bloco a instituir um “passaporte sanitário” para permitir que apenas pessoas vacinadas contra o novo coronavírus viagem livremente dentro de suas fronteiras.

O tema foi discutido em reunião virtual dos líderes dos 27 países da UE na quinta-feira (25), mas ainda não há consenso. “Queremos um passaporte verde em nível europeu, com o qual se possa viajar livremente para negócios ou turismo”, escreveu no Twitter o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz.

A ideia conta com o apoio da Grécia e mira incentivar o turismo no próximo verão europeu, a partir do fim de junho. Outro defensor da medida é o polonês Donald Tusk, presidente do Partido Popular Europeu (PPE), dono da maior bancada no Europarlamento.

“Apoio plenamente o certificado de vacinação comum europeu”, escreveu Tusk no Twitter. No entanto, países como Alemanha e Bélgica consideram essa discussão prematura, já que ainda existem poucos dados sobre a capacidade de pessoas vacinadas transmitirem o vírus.

Fonte: R7
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GOVERNO DA FRANÇA ANUNCIOU O FECHAMENTO DAS FRONTEIRAS PARA VIAJANTES DE FORA DA UNIÃO EUROPEIA

França fecha fronteiras para países de fora da União Europeia

País tenta evitar chegada de variantes do coronavírus e presidente não quer decretar novo lockdown para frear coronavírus

INTERNACIONAL  

Da Ansa

França vai fechar fronteiras para viajantes fora da União Europeia

YOAN VALAT/EFE/EPA – 25.1.2020

O governo da França anunciou nesta sexta-feira (29) o fechamento de suas fronteiras para viajantes provenientes de fora da União Europeia, em uma tentativa de conter a disseminação de novas cepas do coronavírus.

A medida entra em vigor neste domingo (31) e só abre exceção para viagens consideradas “essenciais”. “As entradas e saídas de nosso território com destino ou proveniência em um país externo à União Europeia serão vetadas, salvo motivos imperativos”, disse o primeiro-ministro Jean Castex.

A proibição chega enquanto o presidente Emmanuel Macron tenta evitar a imposição de um terceiro lockdown na França, que totaliza cerca de 3,2 milhões de casos e quase 76 mil óbitos na pandemia. “Os próximos dias serão decisivos”, disse Castex após uma reunião do conselho de defesa sanitária.

Viajantes provenientes dos outros 26 países da União Europeia, com exceção de trabalhadores pendulares, terão de apresentar exame RT-PCR negativo.

A exigência já estava em vigor para chegadas aéreas e marítimas, mas agora também valerá nas fronteiras terrestres.

Fonte: R7
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A CHINA FELICITOU BIDEN PELA SUA POSSE E MANIFESTOU ESPERANÇA QUE SEU GOVERNO AJUDE OS DOIS PAÍSES A RETORNAR AO “RESPEITO MÚTUO E À COOPERAÇÃO”

China parabeniza Biden e pede ‘respeito mútuo’ entre os países

Relação entre os dois países foi afetada pela guerra comercial lançada por Donald Trump em 2018

INTERNACIONAL

 Da EFE

Presidente da China, Xi Jinping

JASON LEE / REUTERS – 19.12.2019

A China felicitou, nesta quinta-feira (21), Joe Biden por sua posse como o novo presidente dos Estados Unidos e manifestou a esperança de que seu governo seja “bem-sucedido” e ajude os dois países a retornar “ao respeito mútuo e à cooperação”.

“O governo do ex-presidente Trump – e, principalmente, de seu secretário de Estado, Mike Pompeo – quebrou muitas pontes que devem ser reconstruídas. Danificou estradas que devem ser reparadas. Os dois governos devem ter a coragem de ouvir um ao outro e respeitarem uns aos outros”, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying.

Ela acrescentou que “se ambos estivermos dispostos a consertar, o faremos.”

Fonte: R7

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EMBORA ALTOS DANOS ECONÔMICOS, PEQUEMOS PAÍSES DO PACÍFICO QUE FECHARAM TOTALMENTE AS FRONTEIRA NÃO REGISTRAM NENHUM CASO DA COVID-19

Ilhas paradisíacas e remotas do Pacífico se esquivam da pandemia

Ilhas Cook, Kiribati, Micronésia, Niue, Palau, Nauru, Tonga, Samoa e Tuvalu ainda não registraram casos, segundo a OMS

INTERNACIONAL

 Da EFE

  Da EFE

Arquipélagos fecharam completamente as fronteiras

Quase um ano depois que a pandemia do novo coronavírus foi declarada em todo o mundo, um punhado de pequenos e remotos países insulares do Oceano Pacífico conseguiram evitar o vírus fechando completamente as fronteiras, embora esse isolamento seja acompanhado por altos danos econômicos.

O distanciamento físico ou confinamento e o toque de recolher são medidas estranhas ao cotidiano dos habitantes das Ilhas Cook, Kiribati, Micronésia, Niue, Palau, Nauru, Tonga, Samoa e Tuvalu, países que até agora não registraram casos de covid-19, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Esses pequenos países, compostos principalmente de arquipélagos com dezenas de pequenas ilhas e atóis, têm uma população combinada de pouco mais de 1,4 milhão, sendo Tuvalu (com 11.192 cidadãos) o menos povoado.

O sucesso das nações insulares geograficamente remotas se deve “ao controle mais rígido das fronteiras, quarentenas estritas e poucos voos de repatriação”, disse Meru Sheel, epidemiologista da Universidade Nacional da Austrália, à EFE.

Cercadas pela imensidão do oceano Pacífico e a milhares de quilômetros de seus vizinhos mais próximos, essas ilhas paradisíacas agiram com rapidez e determinação para conter a chegada do vírus em seu caminho.

O fechamento das fronteiras desde março último foi fundamental para evitar a repetição de uma situação semelhante à que ocorreu em 2019, quando o sarampo se espalhou pelo Pacífico para locais como Tonga e Fiji.

Mas, com o passar do tempo, as chances de ficar livre do covid-19 diminuíram, já que em outubro as Ilhas Marshall e as Ilhas Salomão detectaram suas primeiras infecções importadas e um mês depois, Vanuatu também confirmou o primeiro caso.

“Um vírus que circula na região é sempre um risco”, alerta Sheel, lembrando que a área “tem recursos limitados” em termos de infraestrutura e pessoal de saúde, além de limitações para fazer exames para detectar o vírus e rastrear contatos.

Outro dos problemas que enfrentam são as doenças de base da população, como doenças coronárias, respiratórias crônicas, diabetes, obesidade, câncer em parte dos 2,3 milhões de habitantes espalhados pelos arquipélagos do Pacífico.

Impacto econômico

No entanto, para essas ilhas, a tranquilidade de estar livre do covid-19 teve um custo alto. É o caso de Fiji, que tem cinquenta casos, a infraestrutura mais desenvolvida da região e conseguiu conter a pandemia.

Mas o produto interno bruto (PIB) de Fiji pode cair 20%, de acordo com cálculos do Banco Mundial, que prevê que as economias da ilha não se estabilizarão até 2022.

Além disso, a pandemia obrigou muitas famílias “a tomar decisões difíceis como parar de comer ou tirar os filhos das escolas, o que terá consequências nefastas nos próximos anos”, alerta Michel Kerf, representante do Banco Mundial no região em um relatório publicado no mês passado.

O fim do turismo também é agravado pela forte redução do comércio internacional, a queda nos preços das matérias-primas devido à menor demanda e a diminuição do número de trabalhadores sazonais.

China e vacina

Palau, como as Ilhas Marshall, começou a inocular a vacina Moderna e espera-se que a pequena ilha de quase 18 mil habitantes seja uma das primeiras do mundo a imunizar toda a sua população contra a covid-19.

“A economia foi fortemente impactada pelo covid-19, a única solução é se vacinar”, disse Tommy Remengesau, o presidente cessante de Palau, onde o turismo representa mais de 40% do PIB.

Para obter a vacina, as ilhas do Pacífico dependem em grande medida da cooperação de países como Austrália, Estados Unidos e Nova Zelândia, além da China, que busca ampliar sua influência na região com projetos de infraestrutura e auxílio financeiro devido à preocupação de Washington e seus aliados.

“Será interessante ver o que a China vai fazer no Pacífico, que quer distribuir sua vacina aos países mais pobres… mas também quer ter influência no nível político”, disse o especialista em bioética da Universidade de Sydney à Efe Diego Silva.

“O que vai acontecer se Palau tiver a vacina americana e as Ilhas Salomão, por exemplo, a China? Que efeito isso vai ter na região?”, Questionou este uruguaio-australiano.

Fonte: R7

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DEVIDO O AUMENTO DA TENSÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES, EUA PLANEJA FECHAR ÚLTIMOS CONSULADOS NA RÚSSIA

Com tensão aumentada, EUA planejam fechar últimos consulados na Rússia

Por Jennifer Hansler, da CNN*

 Atualizado 19 de dezembro de 2020 às 02:48

A administração Trump informou ao Congresso dos Estados Unidos sobre o plano de fechar os dois consulados restantes do país na Rússia.

Em notificação datada de 10 de dezembro, o Departamento de Estado dos EUA disse aos legisladores que pretende fechar o consulado em Vladivostok e suspender as operações no consulado em Yekaterinburg.

Os fechamentos deixariam os EUA com apenas um posto diplomático na Rússia – a Embaixada dos EUA em Moscou – em um momento de tensões aumentadas entre as duas nações. O anúncio do plano também chega pouco antes da posse do presidente eleito Joe Biden.

Apenas nesta semana – depois que o aviso foi enviado ao Congresso – surgiram notícias de um ataque cibernético generalizado e contínuo contra várias agências do governo federal, bem como várias empresas da Fortune 500. O ataque é suspeito de ter ligações com a Rússia.

De acordo com a notificação, que foi obtida pela CNN americana nesta sexta-feira (18), o Departamento de Estado disse que “retende tomar essas medidas “em resposta aos desafios de pessoal em curso para a Missão dos EUA na Rússia, na esteira do limite de pessoal imposto pela Rússia em 2017 sobre a missão dos EUA”.

A nota também cita “o impasse resultante com a Rússia sobre vistos diplomáticos”.

Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou as medidas pretendidas, dizendo que “o Secretário de Estado, em estreita consulta com o Embaixador John Sullivan, decidiu fechar o Consulado Geral dos EUA em Vladivostok e suspender as operações no Consulado Geral dos EUA em Yekaterinburg como parte de nosso esforços em andamento para garantir a operação segura da missão diplomática dos EUA na Federação Russa. ”

“A decisão do Departamento sobre os consulados dos EUA na Rússia foi tomada para otimizar o trabalho da missão dos EUA na Rússia”, disse o porta-voz na sexta-feira. “O realinhamento resultante de pessoal na Embaixada dos Estados Unidos em Moscou nos permitirá avançar nossos interesses de política externa na Rússia da maneira mais eficaz e segura possível.”

“Nenhuma ação relacionada aos consulados russos nos Estados Unidos está planejada”, acrescentaram.

A notificação do Congresso diz que 10 diplomatas americanos designados para os consulados serão transferidos para a embaixada em Moscou e os 33 funcionários locais serão dispensados. O aviso dizia que, uma vez concluído o procedimento de notificação ao Congresso, os consulados, “com o apoio da Embaixada de Moscou, planejam iniciar os procedimentos para remover todo o material sensível do consulado, incluindo equipamentos de informática e material consular controlado”.

O departamento suspendeu temporariamente as operações em março no consulado em Vladivostok devido à pandemia do novo coronavírus. O governo russo forçou o fechamento do consulado dos EUA em São Petersburgo em 2018 em uma ação de retaliação.

Agora, com o planejado fechamento dos dois consulados restantes – que foi relatado pela primeira vez pela Associated Press (AP) – todos os serviços para cidadãos americanos serão executados em Moscou.

O Departamento de Estado disse aos legisladores que “o fechamento planejado não afetaria adversamente a capacidade da Missão de promover os interesses nacionais dos EUA, ajudar os cidadãos dos EUA ou de conduzir uma supervisão adequada dos programas porque todas essas funções  ontinuariam a ser desempenhadas pela Embaixada dos EUA em Moscou.”

Não está claro quando os fechamentos serão concluídos ou se serão finalizados antes de Biden tomar posse no próximo mês. O presidente eleito disse que ele e sua equipe estão preparando uma “estratégia de imposição de custos” para responder à Rússia por suas medidas disruptivas, incluindo o ciberataque se Moscou for considerada responsável.

Fonte: CNN

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A CHEFE DO FMI PEDIU A IMPLEMENTAÇÃO IMEDIATA DE UMA NOVA ESTRUTURA DO G20 PARA AJUDAR OS PAÍSES MAIS POBRES DO MUNDO

Por covid, FMI pede expansão do alívio de dívida para outros países

Em reunião do G20, Georgieva disse que é fundamental operacionalizar esta estrutura de maneira rápida e eficaz

ECONOMIA

por Reuters

Georgieva falou em reunião do G20

A chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, pediu neste domingo (22) a implementação imediata e efetiva de uma nova estrutura do G20 criada para ajudar os países mais pobres do mundo a obter alívio permanente de dívida, mas disse que outros países também precisam de ajuda.

“É fundamental operacionalizar esta estrutura de maneira rápida e eficaz”, disse a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, em um comunicado após se dirigir aos líderes do grupo das 20 maiores economias.

“Daqui para frente, devemos também ajudar os países não cobertos por essa estrutura a endereçar vulnerabilidades de suas dívidas para que suas economias possam se tornar mais resilientes.”

Bolsonaro no G20: ‘O que apresento aqui são fatos, e não narrativas’

A estrutura de tratamento para dívida endossada pelos líderes do G20 neste domingo se aplica a 73 países que são elegíveis para um congelamento temporário nos pagamentos oficiais de suas dívidas.

Fonte: R7
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OS CAMINHOS ILEGAIS DE MADEIRAS DA AMAZÔNIA

Por Renata Lo Prete

 

Ao prometer divulgar uma lista de países que estariam comprando madeira retirada da Amazônia de forma criminosa, o presidente Jair Bolsonaro atraiu a atenção para uma atividade que vem burlando as normas e a fiscalização graças, em boa medida, ao desmonte regulatório promovido pelo próprio governo. Neste episódio, Renata Lo Prete explica e dimensiona o problema em conversas com Beto Veríssimo, engenheiro agrônomo e co-fundador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) e Maurício Torres, professor do Instituto de Agriculturas Amazônicas da Universidade Federal do Pará. Beto faz um raio-X do negócio da madeira, descreve seu histórico declinante e mostra que o produto ilegal abastece majoritariamente o mercado interno. Ele também avalia a nova tecnologia de rastreamento da Polícia Federal, mencionada por Bolsonaro no mesmo evento em que falou da suposta lista. Maurício relata o passo-a-passo da extração na floresta e os expedientes para dar “verniz de legalidade” à madeira. Para ele, trata-se do “maior antro de trabalho escravo” da Amazônia.

Fonte: G1

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NESTA SEXTA FEIRA AFEGANISTÃO, PAQUISTÃO E BANGLADESH PROTESTARAM CONTRA GOVERNO DE MACRON

 

Países do Oriente Médio protestam contra governo de Macron

Manifestantes exigiram um pedido de desculpas do presidente francês após falas sobre islã e pediram que o governo convoque o embaixador

INTERNACIONAL

Da EFE

Protestos aconteceram no Afeganistão, Paquistão e BangladeshProtestos aconteceram no Afeganistão, Paquistão e Bangladesh

Protestos em massa ocorreram nesta sexta-feira (30) em Afeganistão, Paquistão e Bangladesh contra o presidente da França, Emmanuel Macron, onde com gritos e faixas e cartazes os participantes mostraram indignação com os recentes comentários do político sobre o Islã e o apoio à liberdade de publicação de charges do profeta Maomé.

Na capital de Bangladesh, Daca, onde foram convocados por vários partidos islâmicos, cerca de 20 mil manifestantes se reuniram contra as declarações de Macron após a oração de sexta-feira, disse à Agência Efe o policial Abu Bakar Siddiq.

Os manifestantes exigiram um pedido de desculpas do presidente francês e que o governo convoque o embaixador da França para dar explicações. “A menos que nossas reivindicações sejam ouvidas, pedimos às pessoas que boicotem os produtos franceses”, disse à Efe Shahidul Islam Kabir, manifestante e líder da organização Islami Andolan Bangladesh.

Vários protestos também ocorreram em outras partes do país fora das mesquitas, nos quais os manifestantes, em sinal de repúdio, queimaram cartazes com o rosto de Macron.

O porta-voz do grupo islâmico Hifazat-e-Islam Hifazat, Azizul Islam, pediu ao governo que corte os laços diplomáticos com a França caso Macron não se desculpe.

Na semana passada, o presidente francês afirmou durante homenagem ao professor decapitado por exibir algumas charges a seus alunos em uma aula sobre liberdade de expressão, que a França “não desistirá das caricaturas”.

Boicote contra produtos franceses

Em Cabul, milhares de afegãos, a maioria jovens e clérigos islâmicos, protestaram nas ruas para condenar essas declarações, que descreveram como “anti-islâmicas”.

“O principal objetivo do protesto é condenar o insulto do presidente francês ao Islã e ao profeta do Islã, e pedir aos ocidentais que não vejam os muçulmanos e o Islã como inimigos sem uma razão lógica”, disse Saif-ul-Islam, um dos organizadores da manifestação.

Entre palavras de ordem como “morte à França, morte ao presidente francês, nós amamos Maomé”, os manifestantes condenaram as declarações de Macron e mostraram sua indignação rasgando cartazes com sua imagem.

Os afegãos ecoaram os apelos de outros países muçulmanos para que “boicotassem os produtos franceses”.

Já em Islamabad, capital do Paquistão, manifestantes gritavam “Queremos a cabeça do blasfemador” e “Em nome do profeta, a morte é aceita”, cerca de mil manifestantes tentaram chegar à embaixada da França, mas foram impedidos pelos policiais.

Quase todos jovens, os manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança, que responderam jogando bombas de gás.

Outros protestos também foram realizados nas cidades paquistanesas de Karachi, Lahore e Peshawar, com pedidos de boicote aos produtos franceses e fotos de Macron foram colocadas no chão para serem pisoteadas.

As palavras do presidente francês provocaram uma onda de condenação em todo o mundo islâmico que se multiplicou hoje, quando, além de ser sexta-feira, dia sagrado dos muçulmanos, é comemorado o aniversário do nascimento de Maomé.

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BILL GATES DIZ, NO FIM DE 2021 PAÍSE RICOS PODEM ESTAR PERTO DO NORMAL

Países ricos podem estar perto do normal no fim de 2021, diz Bill Gates

Fundador da Microsoft condiciona retomada à disponibilização e distribuição adequada de uma vacina contra a covid-19

ECONOMIA

por Reuters – Internacional

Gates: 'Ainda não sabemos se as vacinas terão sucesso'

Rick Wilking/Reuters 

Países ricos podem estar perto do normal ao final de 2021 se uma vacina contra a covid-19 ficar pronta logo, funcionar e for distribuída adequadamente em escala, disse o bilionário e fundador da Microsoft, Bill Gates, nesta terça-feira (6).

“Até o final do ano que vem podemos ter as coisas voltando praticamente ao normal. Este é o melhor dos casos”, disse Gates, de 64 anos, ao conselho de CEOs do The Wall Street Journal.

“Ainda não sabemos se estas vacinas terão sucesso”, disse Gates. “Agora, será preciso tempo para acelerar a capacidade. E por isso a alocação dentro dos Estados Unidos, e entre os Estados Unidos e outros países, será um grande ponto de atrito”.

As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Universidade de Oxford são duas das favoritas na corrida para ser a primeira a obter aprovação regulatória no Ocidente para evitar a covid-19.

Gates acrescentou que, nos EUA, as pessoas deveriam estar pensando em maneiras de reduzir a hesitação de se usar uma vacina contra a covid-19 quando esta estiver disponível.

Indagado sobre as vacinas da Rússia e da China, ele disse que as empresas ocidentais estão mais adiantadas nos estudos de estágio avançado.

“A único candidata russo e as seis candidatas chinesas são conceitos perfeitamente válidos, na verdade, com algumas semelhanças com o que as empresas ocidentais estão fazendo, mas as empresas ocidentais estão mais adiantadas nestes estudos de estágio avançado”, disse Gates.

Fonte: R7

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COM MAIS DE DEZ ELEIÇÕES MARCADAS PELA PANDEMIA, AMÉRICA LATINA ENCARA PROCESSO ELEITORAL INÉDITO

América Latina encara processo eleitoral inédito com mais de dez eleições marcadas pela pandemia

Nos próximos 15 meses, diversos países vão às urnas em um contexto social e econômico incerto

ISABELLA COTA

México – 04 OCT 2020 – 21:13 BRT

Eleições gerais durante o surto de coronavírus em Santo Domingo, República Dominicana, em 5 de julho de 2020.Eleições gerais durante o surto de coronavírus em Santo Domingo, República Dominicana, em 5 de julho de 2020.RICARDO ROJAS / REUTERS

Quando um país passa fomedesemprego e medo, em quem vota? Outubro marca o início de um ciclo eleitoral, um ano decisivo à América Latina, em que presidentes e partidos políticos serão testados em um contexto inédito. A região enfrenta a ameaça do coronavírus, mas também sofre o golpe econômico trazido pela covid-19. O impacto que terá a crise econômica e sanitária leva a América Latina a um cenário incerto. Os especialistas concordam que neste lado do mundo a pandemia abrirá o caminho a novas lideranças.

Quarenta e cinco milhões de pessoas estão em risco de pobreza como consequência da pior crise econômica vivenciada pela América Latina em 100 anos, derivada de uma pandemia que já custou mais de um milhão de vidas. Antes da covid-19, a região já era a mais desigual do mundo. O vírus não só voltou a colocar essas desigualdades em primeiro plano; organizações multilaterais e especialistas concordam que a situação irá piorar. Além disso, a riqueza, medida como o Produto Interno Bruto (PIB), cairá 9,4% neste ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, e para 2021 o crescimento será de somente 3,7%. De fato, todos os prognósticos econômicos são preliminares e não seria estranho que piorassem. A cada dia que passa em que trabalhadores permanecem em casa para evitar o contágio, é um dia de salário e sustento perdido.

Em 18 de outubro, a Bolívia será o primeiro país a votar ―em primeiro turno― por um novo presidente e um novo Congresso, em eleições já duas vezes adiadas pela contingência do coronavírus. Uma semana depois, o Chile realizará um plebiscito nacional em que a população decidirá sobre uma nova Constituição. Em 15 de novembro, os brasileiros vão às urnas para o primeiro turno das eleições municipais. O Brasil, assim como Chile, Equador, Peru e Honduras, realizará eleições para presidente em 2022. Também é esperado o mesmo na Nicarágua, onde o regime de Daniel Ortega parece eterno. Ainda ocorrerão eleições de meio de mandato no México, Argentina e El Salvador, onde o poder central será colocados à prova em pleitos parlamentares e locais. A incerteza do que acontecerá nas eleições legislativas da Venezuela, previstas para 6 de dezembro, nas quais a maior parte da oposição se recusa a participar argumentando que não existem as garantias necessárias, soma ainda mais insegurança ao cenário nacional.

Os partidos políticos já estavam enfraquecidos antes da chegada do coronavírus por escândalos de corrupção, processos judiciais e até a prisão de ex-mandatários. O crescimento econômico, com algumas exceções, havia parado e os governos já tinham menos dinheiro em seus cofres. Uma onda de descontentamento social já havia se apoderado de alguns países e movimentos sociais, como o feminismo, ganharam força diante da ameaça da violência.

Mais alternância e rostos novos

“Eu vaticino ciclos mais curtos no poder, com mais alternância, com mais caras novas, em grande medida provocado pelo contexto socioeconômico. Ao contrário dos primeiros 12 a 14 anos dessa década, quando ainda existia o boom das matérias-primas e os Governos tinham muito dinheiro, os atuais estão administrando uma crise”, afirma Daniel Zovatto, diretor regional para a América Latina e Caribe da IDEA Internacional, organização independente que estuda a democracia. Na maioria dos casos, diz Zovatto, os atuais presidentes estão em minoria nos congressos, o que torna a governabilidade mais complexa. “Há mais polarização e há mais fragmentação política, o que torna mais difícil articular consensos, que é o que a região precisa para avançar em reformas profundas. Essa é a reconfiguração política que temos na América Latina à luz do que vemos agora”.

O eleitorado responderá com seu voto a algumas perguntas fundamentais, afirma Cynthia Arnson, diretora do programa da América Latina do Wilson Center, uma organização independente que estuda políticas públicas. Primeiro, quão limpo foi o Governo durante a crise? “Um tema muito importante tem a ver com as percepções de corrupção na resposta à pandemia e houve exemplos vergonhosos em praticamente todos os países da região”, diz Arnson. No México, Equador, Bolívia e Brasil, diversas investigações revelaram um abuso por parte das autoridades para enriquecer aliados com o gasto de emergência em saúde. “Já vimos, a partir do episódio da Lava Jato, a forma em que a raiva popular contra a corrupção desempenha um papel importante nas eleições,” acrescenta a especialista.

A segunda pergunta fundamental, afirma Arnson, é o que propõem os candidatos para abordar as disparidades econômicas? “O coronavírus expôs, talvez como nunca, o que havia sido feito no passado, as profundas desigualdades econômicas na região e, portanto, isso abre as portas para que a desigualdade se transforme em um estandarte eleitoral”, diz a especialista, “permite que a condenação à desigualdade e a promessa de fazer algo a respeito caia em chamamentos populistas, seja de esquerda e de direita, para fazer algo contra as elites que se beneficiaram”.

Um relatório recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta a desigualdade como um catalisador da compra de votos. O BID cita uma pesquisa de 2017 que sugere que a compra de votos é “um fenômeno predominante em muitas democracias da América Latina” e acrescenta: “A compra de votos como estratégia eleitoral é mais comum em países onde as promessas das campanhas têm credibilidade baixa, como no caso das democracias da América Latina onde os partidos políticos são frágeis”. Dado que os eleitores mais pobres são mais suscetíveis à compra de votos, diz o BID, esse tipo de distribuição de recursos pode se transformar em um substituto do estado de bem-estar.

Populismo autoritário

Zovatto concorda com o diagnóstico de Arnson e alerta que pode até surgir um maior populismo autoritário. “Diante dessa situação de muita irritação, de muita fragilidade econômica, talvez as pessoas digam: ‘Eu quero um salvador, não quero um presidente. Não quero um Churchill que me diga sangue, suor e lágrimas. O que quero é alguém que me diga venha comigo que eu te protejo e cuido de tudo”, diz Zovatto.

Os países costumam, geralmente, votar pelo fim da continuidade e a favor da alternância quando a economia vai mal, em uma espécie de voto “castigo”, opina Diego Von Vacano, professor de Ciências Políticas e Estudos Latino-americanos da Universidade Texas A&M. Mas esses são tempos sem precedentes e há muito que ainda não se sabe sobre como será e a velocidade da retomada econômica. O Fundo Monetário Internacional estima que o PIB regional crescerá de maneira moderada em 2021, em 3,7%. “Essas eleições serão bem diferentes”, diz o acadêmico, “e minha opinião é talvez um pouco controversa, mas eu diria que, mesmo sendo verdade que a situação do coronavírus é extremamente crítica, é ainda mais importante a da democracia. Então, é preciso ir votar”.

No Chile e na Bolívia as eleições já foram postergadas duas vezes pela contingência. A República Dominicana é, até agora, o único país que teve eleições durante a pandemia, em um processo em que o candidato de oposição, Luis Abinader, ganhou a eleição com 52,5% dos votos, após se infectar pelo vírus três semanas antes da votação. Para Von Vacano, um risco é que, por um lado, as eleições sigam sendo adiadas e, por outro, que os Governos eclipsem os resultados da eleição fazendo uso da força e justificando-o como necessária para manter a distância saudável e a ordem. “No caso da Bolívia, há um grande temor de que exista fraude porque o Governo está pedindo que o Exército e a polícia, por exemplo, participem e colaborem com o Tribunal Eleitoral com o pretexto de garantir as eleições”, diz Von Vacano. “Isso não ocorria antes e pode ser um problema, pode acontecer o contrário, pode afetar o resultado, pode eclipsar. Acho que isso também pode se repetir em outros países com o pretexto da segurança das eleições de envolver o Exército e fazê-las de alguma maneira que não sejam tão transparentes”, disse o especialista.

Descontentamento social

Como no restante do mundo, a América Latina sofre o risco do crescimento da polarização e a fragmentação, diz Zovatto. Essas eleições podem trazer mais populismo se não existirem boas opções e se as demandas das populações não se direcionarem adequadamente pela via institucional. “Pode acontecer que ocorra um ressurgimento de todas as ondas de protestos sociais marcados pela violência porque já vimos que a pandemia atingiu a região em um momento de marcada fragilidade”, acrescenta Zovatto.

Nos últimos dois anos, do Chile e Argentina à Colômbia e México foram vistas grandes mobilizações nacionais e protestos contra a desigualdade, a corrupção e a pobreza. Além disso, os protestos feministas contra a discriminação e a violência de gênero aumentaram em toda a região desde 2017. Ainda que o confinamento pelo vírus os tenha colocado em pausa temporariamente, na Argentina, Colômbia e no México o descontentamento voltou às ruas.

“O fato de que se terá mais alternância ―de que pode existir um voto de castigo aos partidos no poder, de que poucos mandatários têm a opção de reeleição, de que surgirão novos rostos e de que o feminismo vem ganhando importância ―, não irá abrir a possibilidade de irrupção de novas candidatas e líderes mulheres, que, por sua vez, podem aproveitar o que a pandemia demonstrou, que em 7 dos 10 países onde a pandemia teve melhor gestão são mulheres no comando?”, se pergunta Zovatto. “Essa é uma pergunta importante nas próximas eleições. A questão de uma liderança feminina que tenha características diferentes, em um momento em que é necessária uma liderança diferente”.

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ARMÊNIA PEDE AJUDA INTERNACIONAL APÓS AZERBAIJÃO DECLARAR GUERRA

 

Armênia diz que Azerbaijão declarou guerra e pede ajuda internacional

Países entraram em conflito na fronteira durante a manhã desta domingo (27). Presidente armênio pediu que países ajudem a conter tensão

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Armênia diz que Azerbaijão declarou guerra

O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinian, afirmou neste domingo (27) que o Azerbaijão declarou guerra e apelou à comunidade internacional para evitar uma escalada das hostilidades na região.

“Nesta manhã, o Azerbaijão voltou a cometer provocações em larga escala. Houve mortos e feridos, inclusive entre a população civil. Usando armamento pesado, o inimigo está atacando as posições do Exército de Artsaque (o nome armênio para Nagorno-Karabakh) em todas as direções”, disse Pashinian em um pronunciamento em cadeia nacional de televisão.

Em seu discurso de pouco mais de sete minutos, o premiê fez duras acusações ao presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, mas garantiu que a Armênia não se sentirá acuada.

“O regime autoritário de Aliyev declarou mais uma vez guerra aos armênios. Estamos prontos para esta guerra porque percebemos que o ódio propagado contra os armênios no Azerbaijão não poderia levar a nenhum outro resultado além da guerra”, bradou o premiê, que declarou lei marcial e convocou a mobilização da população masculina.

Ajuda para mediar o conflito

O líder armênio pediu para que a situação seja levada a sério pelo Grupo de Minsk, criado em 1992 pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para mediar o conflito, e por toda a comunidade internacional.

“Estamos à beira de uma guerra em larga escala no Cáucaso do Sul, que pode ter consequências imprevisíveis. A guerra pode ir além das fronteiras da região e se espalhar”, advertiu.

Enquanto isso, a esposa de Pashinian, Anna Hakobian, se mudou para a capital da autoproclamada república de Nagorno-Karabakh, Stepanakert. “Eu vim para estar com nossas irmãs e nossos irmãos”, afirmou a mulher do premiê no Facebook.

Contraofensiva do Azerbaijão

O Azerbaijão anunciou hoje uma contraofensiva através da linha de contato na zona de conflito, em resposta aos ataques que alegou ter sofrido anteriormente de forças armadas armênias contra suas posições e contra civis. Yerevan, por sua vez, respondeu os ataques e denunciou ações militares azerbaijanas contra aldeias povoadas em Karabakh.

O conflito remonta aos tempos de União Soviética. No final dos anos 80, o território azerbaijano de Nagorny Karabakh, povoado principalmente por armênios, pediu para ser incorporado à vizinha, o que culminou com uma guerra que causou cerca de 25 mil mortes.

No final dos combates, as forças armênias assumiram o controle da região e também ocuparam vastos territórios do Azerbaijão, que chamaram de “faixa de segurança”, a fim de anexá-la.

O Azerbaijão alega que a solução do conflito envolve necessariamente a liberação dos territórios ocupados, uma demanda que tem sido apoiada por várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Armênia, por sua vez, apoia o direito à autodeterminação de Nagorno-Karabakh e defende a participação dos representantes do território separatista nas negociações para a solução do conflito.

 

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A EXEMPLO DE OUTROS PAÍSES,O REINO UNIDO VAI SUSPENDER ACORDO DE EXTRADIÇÃO COM HONG KONG

 

Reino Unido vai suspender acordo de extradição com Hong Kong

Outros países envolvidos, como Austrália e Canadá, também já suspenderam o pacto, que havia sido firmado em 1997 com Pequim

INTERNACIONAL

Da Ansa Brasil

Manifestantes reúnem-se nas ruas de Hong Kong contra a nova Lei de SegurançaManifestantes reúnem-se nas ruas de Hong Kong contra a nova Lei de Segurança

O Reino Unido vai suspender o acordo de extradição que mantém com Hong Kong como mais uma forma de retaliar a China pela aprovação da polêmica lei nacional de segurança, confirmou o premier Boris Johnson nesta segunda-feira (20).Com isso, os britânicos se negarão a enviar para o território semiautônomo qualquer pessoa considerada fugitiva ou procurada pelo governo chinês. O acordo havia sido firmado em 1997 com Pequim e também envolve Austrália e Canadá – que já suspenderam o pacto.Para entrar em vigor, a medida precisa ser apresentada pelo governo para a Câmara dos Comuns, que é quem tem a palavra final sobre o tema.

“Eu não pretendo ser acusado de ser sinofóbico por um reflexo condicionado, automaticamente antichinês. Mas, precisamos responder a algumas graves preocupações […] sobre o que está acontecendo em Hong Kong”, disse Johnson a jornalistas durante uma visita a uma escola.

Conversa com os americanos

Conforme anunciado, o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, vai se reunir com seu homólogo norte-americano, Mike Pompeo, ainda nesta segunda. O britânico foi encarregado pelo próprio premier de “divulgar uma revisão dos acordos sobre a extradição que reflita nossas preocupações sobre a lei de segurança”.

Johnson ainda lembrou que, além das questões envolvendo Hong Kong, há uma crescente preocupação com a situação da minoria uigur em Xinjiang e as “violações de direitos humanos”.

Essa é mais uma medida anunciada por Londres contra Pequim desde a implementação da polêmica lei de segurança nacional no território, no dia 30 de junho.

Outras medidas

Antes da suspensão do acordo, os britânicos revisaram e ampliaram a concessão de vistos e o consequente processo de cidadania para aqueles que tem um passaporte para trabalho no Reino Unido.

Além disso, os britânicos excluíram a gigante chinesa Huawei da participação do desenvolvimento da tecnologia 5G no país.

Resposta chinesa

Pouco antes de Johnson confirmar a medida, a China havia dito que estava se opondo “com força” às medidas britânicas e que era para o governo não tomar a decisão de suspender o acordo para “não piorar as já desgastadas relações bilaterais”.

Segundo o novo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, se Londres continuar com a medida, “tomaremos ações robustas contra ações que interferem nos assuntos internos chineses”.

“As recentes observações e medidas erradas do Reino Unido sobre Hong Kong estão ignorando os fatos de que a base da lei de segurança nacional contribui com a estabilidade e com o desenvolvimento de longo prazo do modelo ‘um país, dois sistemas’. Elas violam o direito internacional e as normas fundamentais das relações internacionais, interferindo gravemente nos assuntos internos da China”, concluiu Wenbin.

A polêmica lei de segurança nacional trata, entre outros pontos, de casos de subversão e secessão, terrorismo e permite a instalação de agências chinesas de segurança e inteligência que não se submetem ao poder local.

Fonte: R7

 

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FRANÇA PRETENDE REALIZAR TESTES VIROLÓGICOS EM VIAJANTES DE PAÍSES CONSIDERADOS DE ALTO RISCO

 

França testará em aeroportos viajantes de países de alto risco

Governo pretende realizar 2 mil testes para detectar o novo coronavírus por dia em pessoas que cheguem de locais considerados ‘vermelhos’

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Funcionários higienizam áreas comuns do aeroporto Paris-OrlyFuncionários higienizam áreas comuns do aeroporto Paris-Orly

A França realizará sistematicamente testes virológicos nos aeroportos de todos os viajantes de países “em risco”, ou seja, aqueles onde mais circula o novo coronavírus, segundo revelou neste domingo (12) o porta-voz do governo, Gabriel Attal.

“Vamos realizar testes sistemáticos nos aeroportos para viajantes vindos de países chamados ‘vermelhos’, ou seja, países onde o vírus circula mais”, disse Attal, à emissora de TV francesa BFMTV.

O porta-voz do governo afirmou que eles pretendem realizar cerca de 2 mil testes por dia com este dispositivo, observando que aqueles que comprovarem terem sido testados em seus países de origem não passarão pelo procedimento.

Nesses casos, ele disse, eles pedirão provas de que fizeram o teste.

França aumenta controle

Dessa forma, a França aumenta o controle dos viajantes desses países, pois até agora indicava que os testes seriam voluntários.

Attal acrescentou que, por enquanto, eles não planejam forçar os franceses a usar uma máscara em todos os locais públicos, embora observem que é uma recomendação.

“Os franceses são responsáveis e, quando damos a eles uma recomendação, eles o respeitam de maneira maciça”, disse o porta-voz, observando que, no entanto, o governo adapta permanentemente seus esforços diante das mudanças da situação.

A França acaba de superar a marca das 30 mil mortes por covid-19, de acordo com o último balanço publicado pelas autoridades de saúde na última sexta-feira.

Fonte: R7

 

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