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POLÍTICA: BRASIL VOLTOU A SER MEMBRO ROTATIVO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

Brasil está de volta ao Conselho de Segurança da ONU

Foto: Alan Santos/PRFoto: Alan Santos/PR

Com PIB em alta, apesar de um ano pandêmico, e vacinação contra a Covid-19 a todo o vapor, o Brasil tem mais razões para festejar e ser reconhecido como nação confiável e em desenvolvimento: voltou a ser membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU pelo biênio (2022-2023). A escolha foi feita na sexta-feira (11), em Nova York, durante a 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O país recebeu 181 votos a favor da inclusão.

O Conselho da ONU é responsável pela manutenção da paz e segurança internacional e será a 11ª vez que o Brasil integrará o órgão.

A última vez que o Brasil participou do Conselho de Segurança da ONU foi há 10 anos atrás.

O Itamaraty comemorou a ascensão do Brasil ao órgão e disse que a aprovação reflete “o reconhecimento da histórica contribuição brasileira para a paz e a segurança internacionais”.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que, como membro rotativo, o Brasil pretende “fortalecer as missões de paz da ONU e defender os mandatos que corroborem a interdependência entre segurança e desenvolvimento”.

O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes que têm direito a veto: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França e por dez integrantes rotativos, eleitos para mandatos de dois anos cada um.

Em novembro de 2020, quando o Brasil mostrou interesse em voltar ao órgão, os países do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, manifestaram apoio à candidatura do país.

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, puxou o coro para que haja uma reforma ampla da ONU para abrigar mais países do grupo no Conselho, que representa o principal árbitro de conflitos no sistema internacional.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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BOAS NOTÍCIAS: ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS AUMENTAM EM 21 MILHÕES DE KM2

Uma notícia realmente animadora é o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta quarta-feira, aqui no Blog do Saber. Um relatório elaborado e divulgado pela ONU constata que as áreas naturais protegidas aumentaram em 21 milhões de km² desde 2010. E isso tem a ver com as 20 metas estabelecidas, para serem realizadas até 2020. Portanto, você pode conhecer essas metas ao ler o artigo completo a seguir.

Aumentam áreas naturais protegidas no planeta, diz relatório da ONU

Felizmente estão pensando mais na natureza, de onde sai nossa comida, nossa água e o ar que respiramos. Um relatório divulgado pela ONU mostra que aumentou a quantidade de áreas naturais protegidas no planeta nos últimos anos!

E isso tem a ver com as 20 metas estabelecidas em 2010, para serem realizadas até 2020. As chamadas AICHIs, pretendem deter o declínio da biodiversidade no mundo.

“Hoje, 22,5 milhões de km² de áreas terrestres e de águas interiores (16,64% do total mundial) e 28,1 milhões de km² de áreas marinhas e costeiras (7,74%) estão em áreas protegidas documentadas, um aumento de mais de 21 milhões de km² desde 2010″, de acordo com um comunicado.

No relatório ainda apontava as metas. O objetivo era atingir 17% das áreas terrestres e 10% das áreas marinhas. Apesar de apenas o primeiro índice ter sido alcançado, a conquista está sendo muito comemorada.

A qualidade da proteção

De acordo com o PNUMA e a IUCN, quase 42% das unidades de conservação foram criadas na última década.

Para Trevor Sandwith, diretor do programa de áreas protegidas da IUCN, esse número relata um “grande esforço por parte dos países”.

E para que todas as nações adotem, cada vez mais, medidas ambientais melhores e mais assertivas, a IUCN desenvolveu uma lista de fatores para definir o bom funcionamento das zonas de proteção ambiente, como tamanho suficiente, regulamentação eficaz, finanças e conhecimentos necessários.

A lista contém indicação para que “as áreas protegidas devem estar mais conectadas entre si para permitir que as espécies se movam e os processos ecológicos funcionem”. Essa deve ser uma ação mais emergencial, já que “apenas 8% das terras são protegidas e conectadas ao mesmo tempo”.

Novo quadro de ações

A publicação do relatório acontece há seis meses da COP15, quando novas metas serão estabelecidas para serem cumpridas até 2030.

As novas metas trazem a perspectiva de uma maior participação dos povos indígenas, segundo a IUCN e o PNUMA. De fato. Esses grupos temem que a criação de áreas protegidas seja um pretexto para expulsá-los de suas terras, como já aconteceu em muitos países.

Proteger a natureza não significa acabar com as atividades humanas, segundo Sandwith, mas sim promover práticas sustentáveis, da agricultura e pesca ao turismo, acrescenta.

Com informações de R7.

Fonte: Só Notícia Boa

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ONU AFIRMOU QUE TEME PELA SEGURANÇA DO JORNALISTA PRESO PELO GOVERNO DE BELARUS

ONU diz temer por jornalista preso por Belarus após aparição na TV

Organização diz que foi possível notar feridas no rosto de Roman Protasevich e que ele pode ter sido coagido a vir à público

INTERNACIONAL
 Da EFE

Em protesto nesta terça-feira (25), uma mulher segura os retratos do jornalista e sua namorada

EFE / EPA / TOMS KALNINS – 25.05.2021

A ONU afirmou nesta terça-feira (25) que teme pela segurança do jornalista Roman Protasevich, preso pelo governo de Belarus após desviar o voo civil em que viajava para a Lituânia. A organização destacou que sua aparição ontem na televisão estatal bielorrussa não foi nada tranquilizadora, uma vez que foi possível notar feridas em seu rosto.

O mais provável é que essa aparição, na qual confessa ter cometido crimes, tenha sido resultado de coação, segundo disse o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU, que é chefiado pela ex-presidente chilena, Michelle Bachelet.

Boris Johnson cobra Belarus por ‘libertação imediata’ de opositor

“As informações obtidas sob coação não podem ser utilizadas contra o senhor Protasevich em qualquer processo judicial. Tais confissões são proibidas pela Convenção Contra a Tortura”, destacou o porta-voz do gabinete de Bachelet, Rupert Colville.

“Como muitos outros, estamos chocados com a detenção ilegal e arbitrária do senhor Protasevich após o avião em que viajava ter sido desviado à força para a capital de Belarus, aparentemente sob falsos pretextos e com o propósito expresso de capturá-lo”, acrescentou o representante da ONU.

Colville disse que a agência das Nações Unidas busca obter garantias de que o jornalista e ativista, que vivia no exílio na Grécia, será tratado de forma digna e não será submetido à tortura, como supostamente aconteceu a centenas de manifestantes que participaram pacificamente em protestos contra as eleições fraudulentas de Belarus em 2020.

A ONU também está preocupada com o destino da namorada de Protasevich, que viajava com ele e que também foi detida arbitrariamente.

Colville disse que, além disso, as autoridades bielorrussas violaram os direitos humanos dos passageiros do avião desviado por aviões militares de Belarus, aterrorizando-os e pondo-os em perigo.

“Este episódio inacreditável representa uma nova fase na repressão das autoridades bielorrussas contra a imprensa e a sociedade civil em geral”, lamentou Colville.

A ONU também receia que o que aconteceu seja um sinal de uma maior repressão de vozes dissidentes, não só no interior do país, mas também no exterior.

Fonte: R7
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METAS DE AUMENTAR ÁREAS PROTEGIDAS NO MUNDO EM 2020 FORAM ATINGIDAS PELA COMUNIDADE INTERNACIONAL

ONU aponta que proteção de áreas naturais avançou nos últimos anos

Comunidade internacional atingiu metas definidas em 2020 mas ainda é preciso dar mais atenção às populações locais

INTERNACIONAL

 por AFP

Metas definidas em 2020 foram atingidas pela comunidade internacional

CARLOS FABAL / AFP

A comunidade internacional praticamente atingiu as metas definidas em 2020 de aumentar as áreas naturais protegidas no mundo, mas é preciso melhorar sua gestão e levar em conta as populações locais, alertou a ONU nesta quarta-feira (19).

Em 2010, a comunidade internacional adotou 20 metas para 2020 para deter o declínio dramático da biodiversidade, os chamados AICHIs.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) divulgado nesta quarta-feira examinou as metas relacionadas à proteção de áreas naturais.

“Hoje, 22,5 milhões de km² de áreas terrestres e de águas interiores (16,64% do total mundial) e 28,1 milhões de km² de áreas marinhas e costeiras (7,74%) estão em áreas protegidas documentadas, um aumento de mais de 21 milhões de km² desde 2010″, de acordo com um comunicado.

A comunidade internacional estabeleceu metas para atingir 17% das áreas terrestres e 10% das áreas marinhas. O primeiro foi plenamente alcançado, se consideradas as últimas unidades de conservação não incluídas no relatório.

A qualidade da proteção

Cerca de 42% das unidades de conservação foram criadas na última década, segundo Trevor Sandwith, diretor do programa de áreas protegidas da IUCN, que relata um “grande esforço por parte dos países”.

O PNUMA e a IUCN saudaram esses avanços, mas enfatizaram que é necessário “melhorar a qualidade das áreas existentes e futuras”.

No entanto, atualmente não há padrões globais para medir esse fator, segundo Sandwith. De acordo com algumas avaliações, “metade faz as coisas bem e a outra metade, em absoluto”.

A IUCN desenvolveu uma lista de fatores para definir o bom funcionamento dessas zonas, como tamanho suficiente, regulamentação eficaz, finanças e conhecimentos necessários.

Por outro lado, o relatório destaca que cerca de um terço das áreas essenciais para a biodiversidade permanecem desprotegidas.

Além disso, “as áreas protegidas devem estar melhor conectadas entre si para permitir que as espécies se movam e os processos ecológicos funcionem”. Mas atualmente “apenas 8% das terras são protegidas e conectadas ao mesmo tempo”.

A publicação do relatório ocorre menos de seis meses antes da planejada COP15 sobre biodiversidade na China, que estabelecerá um novo quadro de ação até 2030.

Nesse encontro, a Coalizão de Alta Ambição pela Natureza e Pessoas (HAC), inicialmente promovida pela Costa Rica e pela França, defenderá que pelo menos 30% das áreas naturais terrestres e marinhas sejam protegidas.

Essa proteção também requer maior participação dos povos indígenas, segundo a IUCN e o PNUMA. De fato. Esses grupos temem que a criação de áreas protegidas seja um pretexto para expulsá-los de suas terras, como já aconteceu em muitos países.

Proteger a natureza não significa acabar com as atividades humanas, segundo Sandwith, mas sim promover práticas sustentáveis, da agricultura e pesca ao turismo, acrescenta.

Fonte: R7
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BOAS NOTÍCIAS: A ONU, ATRAVÉS DA OMS ESTÁ ANTECIPANDO 8 MILHÕES DE DOSES CONTRA COVID-19

BOAS NOTÍCIAS: A ONU, ATRAVÉS DA OMS ESTÁ ANTECIPANDO 8 MILHÕES DE DOSES CONTRA COVID-19
RJ - VACINA/CACIQUE DE RAMOS - GERAL - Segundo dia de Vacinação contra Covid19 na Quadra do Cacique de Ramos na Zona do Rio de janeiro na manhã desta sexta feira (09). Hoje estão sendo vacinados mulheres com 64 anos , homens com 65 anos e quem vai tomar a segunda dose. 09/04/2021 - Foto: ALEXANDRE SILVA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Mais um alento para os brasileiros foi anunciado pela ONU. O consórcio Covax Facility vai liberar na próxima semana 8 milhões de doses de vacinas contra covid-19 para o Brasil. O anúncio da antecipação das doses foi feito pela secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e pelo assistente do diretor-geral da OMS,Bruce Aylward. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desta boa nova!

ONU anuncia antecipação para o Brasil de 8 milhões de doses contra Covid-19

Dentre essas 8 milhões, na próxima semana, o consórcio irá definir se virão doses da vacina da Pfizer ou da vacina de Oxford para o Brasil

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
16 de abril de 2021 às 19:44 | Atualizado 16 de abril de 2021 às 22:25

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta sexta-feira (16) a antecipação de 8 milhões de doses de vacinas contra covid-19 para o Brasil através do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi passada à CNN por Marlova Noleto, coordenadora da ONU no Brasil, após encontro com governadores.

Na próxima semana, o consórcio irá definir se virão doses da vacina da Pfizer ou da vacina de Oxford para o Brasil.  “Foi uma reunião muito produtiva. Serão 4 milhões de doses para abril e mais 4 que a OMS tenta antecipar para o mês de maio. Vacinas são um bem escasso. Mas o consórcio está fazendo uma gestão e direcionando as doses para quem mais precisa.”

O anúncio da antecipação das doses foi feito pela secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e pelo assistente do diretor-geral da OMS,Bruce Aylward. 24 governadores e três vices participaram do encontro virtual. O Brasil recebeu pouco mais de 1 milhão de doses dos 42 milhões contratados junto ao consórcio Covax.

Noleto destacou que, no encontro, os representantes globais da ONU e da OMS destacaram a “grande preocupação do mundo” com o Brasil, que vive recordes de óbitos, mortes e é celeiro da variante P1, uma versão mais contagiosa do mundo. “O momento do Brasil é muito difícil. Foi feito um apelo da comunidade internacional para que o Brasil adote medidas que permitam reduzir essa curva tão alta de casos. Só a vacinação não irá resolver os problemas do país”.

Profissional de saúde prepara dose de vacina contra o coronavírusProfissional de saúde prepara dose de vacina contra o coronavírus Foto: Alexandre Silva/FotoArena/Estadão Conteúdo

A representante da ONU no Brasil também destacou que as Nações Unidas atenderão os apelos dos governadores por uma melhor interlocução com a China para facilitar a exportação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que é a matéria-prima usada na produção das vacinas de Oxford, pela Fiocruz, e Coronavac, pelo Butantan.

“A questão com a China está superada, com a chegada do novo chanceler Carlos França. O Brasil está conversando diretamente e a ONU apoia esses esforços de negociação”, afirmou.

Antes do encontro, o Fórum de Governadores encaminhou uma carta para as Nações Unidas cobrando ajuda humanitária para o Brasil, lembrando que o país já auxiliou outros países em situações de extrema gravidade.

A proposta para a agenda com a ONU surgiu na primeira reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia de Covid-19 em março e foi encabeçada pelo governador do Piauí Wellington Dias, coordenador da temática de vacinas no grupo dos chefes dos Executivos estaduais.

Fonte: CNN

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A ONU PEDE QUE A COMUNIDADE INTERNACIONAL IMPLEMENTE UM NOVO MECANISMO PARA ALIVIAR DÍVIDAS DOS PAÍSES MAIS POBRES

Pandemia: ONU pede alívio da dívida dos países pobres

Secretário-geral da entidade afirmou que o mundo está passando pela “pior recessão desde a Grande Depressão”

Pedido foi feito pelo secretário-geral da ONU, Antó nio Guterres

MICHAEL SOHN / POOL / AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (29) à comunidade internacional que implemente “um novo mecanismo” para aliviar a dívida dos países mais pobres, enfraquecidos pela pandemia da covid-19

Guterres lançou “um apelo por ações urgentes”, no contexto da “pior recessão desde a Grande Depressão”, em uma conferência sobre financiamento para o desenvolvimento organizada na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Os países do G20 — grupo que inclui nações ricas e em desenvolvimento — gastaram cerca de 16 trilhões de dólares (cerca de R$ 92 trilhões) para impulsionar suas economias, mas muitas nações com menos recursos não podem fazer o mesmo, lamentou Guterres.

“Alívios adicionais e oportunos da dívida para países vulneráveis, incluindo países de renda média, serão definitivamente necessários”, assinalou.

O mecanismo do G20 para a suspensão da dívida, que expira no fim de junho, deve ser prorrogado até 2022 e ser proposto aos países de renda média que dele necessitem, solicitou o chefe da ONU.

“Estamos à beira de uma crise da dívida”, alertou o secretário-geral da ONU, observando que “um terço das economias emergentes estão expostas a um alto risco de crise orçamentária” e há seis países inadimplentes, incluindo Zâmbia e Líbano pela primeira vez em sua história.

Fonte: R7
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SEGUNDO ESPECIALISTAS, POSSIVELMENTE FUNCIONÁRIOS DE ALTO ESCALÃO DO GOVERNO RUSSO ESTEJAM ENVOLVIDOS NO CASO DE ENVENENAMENTO DO LÍDER DA OPOSIÇÃO NAVALNY

ONU vê indícios de Navalny ter sido envenenado pelo governo russo

Especialistas que investigam o caso há 4 meses e identificaram um produto químico desenvolvido pela União Soviética

INTERNACIONAL

 Da EFE

Líder da oposição russa Alexei Navalny
EFE/EPA/YURI KOCHETKOV

Especialistas das Nações Unidas que investigaram durante quatro meses o envenenamento do líder da oposição russa Alexei Navalny indicaram que as provas encontradas apontam para um “provável envolvimento” de funcionários do governo russo, presumivelmente do alto escalão, nesse caso ocorrido em agosto do ano passado.

Em uma carta oficial enviada às autoridades russas no mês de dezembro, cujos detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (1°) que a cláusula de confidencialidade de dois meses expirou, as duas investigadoras da ONU, Agnès Callamard e Irene Khan, disseram que o veneno usado, Novichok, é uma dessas provas.

“O conhecimento necessário para manuseá-lo e desenvolver novas formas de Novichok, como a encontrada nas amostras retiradas de Navalny, só pode ser encontrado em agentes do Estado”, observam os relatores em sua carta.

“É um produto desenvolvido pela União Soviética e só a Rússia é conhecida pela sua fabricação, desenvolvimento e utilização”, detalhou Callamard, especializado em execuções extrajudiciais ou arbitrárias, durante entrevista coletiva organizada hoje para explicar os resultados das investigações.

“Navalny foi atacado por ser quem ele é: um político, um ativista anticorrupção e um crítico do governo que denunciou repetidamente as práticas corruptas de altos funcionários russos”, acrescentou Irene Khan.

O ataque ocorreu “para gerar medo e enviar um aviso de que isso poderia acontecer a qualquer pessoa que atacar o governo”, aponta Khan, enquanto Callamard lamentou que as autoridades russas, longe de responder aos pedidos de investigação, estão tentando atacar a credibilidade da vítima.

“Dada a resposta deficiente das autoridades nacionais, o uso de armas químicas e o padrão aparente de assassinatos seletivos, acreditamos que uma investigação internacional deva ser realizada com urgência”, afirmaram as representantes da ONU, ressaltando que essas investigações são fundamentais, considerando que Navalny na prisão.

Outra evidência que, segundo as especialistas, indica que a Rússia pode estar envolvida no ataque ao líder da oposição é o fato dele ter ficado sob vigilância estatal quando foi envenenado, “portanto, é improvável que terceiros tenham administrado o produto químico proibido sem o conhecimento das autoridades”.

Mesmo no “caso improvável” do ataque não ser obra das autoridades, Callamard e Khan asseguraram que o governo de Vladimir Putin “teria falhado em sua obrigação de proteger Navalny”, que já havia sido ameaçado em ocasiões anteriores e sujeito a pelo menos duas outras tentativas de envenenamento.

O governo russo “não pode escapar de suas obrigações de direitos humanos negando sua responsabilidade no caso”, disseram depois de reiterar que Navalny deve ser libertado.

Elas também disseram que o uso do Novichok viola a convenção internacional contra uso de armas químicas e as leis de direitos humanos contra execuções arbitrárias e tortura ou tratamento desumano de detidos.

O envenenamento de Navalny – resumiram – “faz parte de uma prática observada durante décadas de assassinatos ou tentativas de assassinato contra cidadãos russos e críticos ao governo dentro ou fora do país”, um comportamento que em sua opinião “requer uma resposta da comunidade internacional”.

Fonte: R7
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RELATORA DA ONU DIZ QUE SANÇÕES DOS EUA EXACERBARAM PROBLEMAS DA VENEZUELA

Sanções dos EUA agravaram calamidades na Venezuela, diz ONU

Relatora afirma que punições unilaterais por parte dos EUA pioraram problemas e crises que já existiam no país antes

Relatora diz que sanções exacerbaram problemas da Venezuela

MIGUEL GUTIERREZ / EFE – 12.2.2021

A relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais nos direitos humanos, Alena Douhan, afirmou nesta sexta-feira que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela exacerbaram as calamidades no país sul-americano.

“As sanções impostas, cada vez mais, pelos EUA exacerbaram as calamidades anteriormente relatadas”, disse a relatora na primeira e única declaração pública, após uma visita de 12 dias à Venezuela.

Diante de dezenas de jornalistas em Caracas, Douhan analisou o registro das reuniões que realizou durante a estadia no país, que incluiu reuniões com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de 50 outras pessoas.

“Reconheço o efeito devastador das sanções sobre os direitos humanos, como a alimentação, a vida, a educação”, continuou a relatora, insistindo que as restrições dos últimos anos agravaram a crise na Venezuela, embora não tenha dito que elas causaram esta situação, como argumenta o governo de Nicolás Maduro.

Efeitos da crise

Entre esses efeitos devastadores relatados está o fato de o salário mínimo recebido pela maioria da população ser inferior a US$ 10 (cerca de R$ 53), o que fez com que entre 1 milhão e 5 milhões de venezuelanos deixassem o país desde 2015.

As sanções também apertaram o cerco financeiro, uma vez que vários representantes do governo têm restrições para representar os interesses da Venezuela no exterior, enquanto a principal indústria do país, a petroleira PDVSA, tem tido problemas para fazer negócios desde 2017.

Por esta razão, a relatora instou os países a suspenderem as sanções aplicadas à Venezuela, especialmente Estados Unidos, Portugal e Reino Unido, países que congelaram US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) que, de acordo com o estudo, o país necessita para ter acesso a alimentos e medicamentos.

Fonte: R7
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CIÊNCIAS 2: ESTUDO CONCLUI QUE O CANABIDIOL NÃO PREJUDICA A DIREÇÃO

Essa semana a ONU reclassificou a Cannabis removendo-a da categoria de drogas mais perigosas e viciantes, que inclui a heroína. A mesmo tempo um estudo marcante foi publicado sobre cannabis e capacidade de dirigir, que mostrou que o canabidiol (CBD), um componente da cannabis agora amplamente usado para fins médicos, não prejudica a direção. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer o conteúdo e a conclusão desse prestigioso estudo!

Conforme a ONU reclassifica a Cannabis, o estudo Landmark mostra que o CBD não prejudica a direção

 

As Nações Unidas reclassificaram esta semana a cannabis removendo-a da categoria de drogas mais perigosas e viciantes, que inclui a heroína.

Enquanto isso, um estudo marcante foi publicado sobre cannabis e capacidade de dirigir, que mostrou que o canabidiol (CBD), um componente da cannabis agora amplamente usado para fins médicos, não prejudica a direção.

“Essas descobertas indicam pela primeira vez que o CBD, quando administrado sem THC, não afeta a capacidade de um sujeito de dirigir”, disse o autor principal, Dr. Thomas Arkell. “Essa é uma ótima notícia para aqueles que usam ou consideram o tratamento com produtos à base de CBD.”

Liderado pela Lambert Initiative for Cannabinoid Therapeutics da University of Sydney e conduzido na Maastricht University na Holanda, os resultados do estudo foram publicados esta semana no Journal of the American Medical Association.

Houve um crescimento substancial no tratamento médico com produtos relacionados à cannabis na Austrália e no exterior. Isso inclui o uso crescente de produtos que contêm CBD para doenças como epilepsia, ansiedade, dor crônica e vícios. Muitos produtos disponíveis atualmente também contêm uma mistura de THC e CBD.

A pesquisa também mediu os efeitos de dirigir com THC na corrente sanguínea – o componente tetrahidrocanabinol da cannabis intoxicante – e descobriu que quantidades moderadas produziam distúrbios leves de direção que duravam até quatro horas.

Sydney University

Os participantes inalaram cannabis vaporizada contendo várias misturas de THC e CBD, ou uma cannabis placebo, e então dirigiram 60 milhas (100 km) sob condições controladas em rodovias públicas 40 minutos e quatro horas depois. Cannabis contendo principalmente CBD não prejudicou a direção, enquanto cannabis contendo THC, ou uma mistura de THC / CBD, causou comprometimento leve medido 40 minutos depois, mas não após quatro horas.

“Com as leis de cannabis mudando globalmente, as jurisdições estão lutando com a questão da direção prejudicada pela cannabis. Esses resultados fornecem informações muito necessárias (que) podem ajudar a orientar a política de segurança no trânsito ”, disse o Dr. Arkell. “Esses resultados devem permitir leis e regulamentações baseadas em evidências para pessoas que recebem cannabis medicinal”.

“Os resultados devem tranquilizar as pessoas que usam produtos apenas com CBD de que provavelmente são seguras para dirigir, ao mesmo tempo que ajudam os pacientes que usam produtos com predominância de THC a compreender a duração da deficiência”, disse o Diretor da Iniciativa Lambert , Professor Iain McGregor.

MÉTODO

O teste de direção de uma hora foi conduzido em uma rodovia pública em um carro de controle duplo com instrutor de direção, usando um teste científico bem estabelecido que mede o desvio padrão da posição do veículo (SDLP), incluindo a curva da faixa, desvio e sobrecorreção.

A quantidade de THC vaporizada pelos participantes foi suficiente para causar fortes sensações de intoxicação.

Embora alguns estudos anteriores tenham analisado os efeitos da cannabis na direção, a maioria se concentrou na cannabis fumada contendo apenas THC (não CBD) e não quantificou com precisão a duração da deficiência, disseram os autores do estudo no JAMA .

“Este é o primeiro estudo a ilustrar a falta de efeitos do CBD na direção e também fornecer uma indicação clara da duração do comprometimento do THC.”

Fonte: Good News Network

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PARA LEVAR AJUDA HUMANITÁRIA AO TIGRÉ, ONU FAZ ACORDO COM A ETIÓPIA

 

ONU faz acordo com Etiópia para levar ajuda humanitária ao Tigré

Após a captura da capital da região separatista, governo etíope libera entrada de ajuda e mantimentos para atender a população local

INTERNACIONAL

Da EFE

Conflito levou milhares de etíopes a se refugiarem no Sudão Conflito levou milhares

acordo com o governo da Etiópia para permitir o acesso de ajuda humanitária à região do Tigré, impactada há um mês por um conflito armado, confirmaram fontes das Nações Unidas à Agência Efe nesta quarta-feira (2).

O acordo garante que “as organizações humanitárias tenham acesso livre, sustentado e seguro para o pessoal humanitário e suprimentos a áreas sob controle do governo federal na região do Tigré”, disse o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) para a África Oriental, Saviano Abreu, em Nairóbi.

Violência e fuga

O acesso ao Tigré, onde centenas de pessoas morreram devido à guerra e mais de 45 mil fugiram da violência para o vizinho Sudão, será efetivado a partir desta quarta-feira com uma missão na vizinha região etíope de Afar.

A ONU estima que mais de um milhão de pessoas podem precisar de assistência como resultado da guerra no Tigré, uma região com pouco mais de cinco milhões de pessoas, o equivalente a 5% da população da Etiópia (que é de cerca de 110 milhões de pessoas).

Até agora, a Etiópia proibia a entrada de trabalhadores humanitários em Tigré, região que faz fronteira com Eritreia e Sudão, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na semana passada a garantia de acesso para as agências humanitárias.

A assistência à população afetada pelo conflito “será baseada estritamente nas necessidades das pessoas afetadas e será realizada de acordo com nossos princípios de humanidade, imparcialidade, independência e neutralidade”, disse Abreu.

“Estamos trabalhando para garantir que as pessoas afetadas pelo conflito sejam assistidas sem distinção ou discriminação de qualquer tipo e que a assistência se baseie unicamente na urgência de suas necessidades”, acrescentou o porta-voz da OCHA.

O acordo foi anunciado depois que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, declarou no sábado que o governo central havia conseguido o “controle total” da capital regional, Mekele.

Fim da ‘última fase’

A tomada de Mekele marca o fim da “última fase” da ofensiva armada ordenada em 4 de novembro contra a Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), o partido no poder na região, em retaliação a um ataque das forças regionais a uma base militar etíope.

Abiy também disse que a vitória em Mekele foi obtida “sem ferir civis e sem causar danos à infraestrutura e ao patrimônio histórico”.

Neste conflito, é complicada a tarefa de verificar a versão de ambos os lados, pois tanto a comunicação via internet como a comunicação telefônica foram cortadas, e o governo etíope restringiu o acesso dos jornalistas ao Tigré. Abiy, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2019, rejeitou os apelos internacionais para a cessação das hostilidades contra a FPLT.

 

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COREIA DO NORTE APELIDOU A AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA DE ‘MARIONETE’

 

Coreia do Norte chama agência nuclear global de ‘marionete’

A Coreia do Norte está sujeita a sanções do Conselho de Segurança da ONU desde 2006 por causa de seus programas de mísseis nucleares

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Coreia do Norte apresenta um míssil intercontinental durante desfile

Coreia do Norte apelidou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de “uma marionete que dança ao som das forças hostis”, nesta quarta-feira (11). Segundo o chefe da AIEA da Organização das Nações Unidas, as atividades nucleares de Pyongyang, capital do país, continuam sendo “um motivo de séria preocupação”.

A AIEA, com sede em Viena, não tem acesso à Coreia do Norte desde que o Estado asiático isolado expulsou os inspetores da AIEA em 2009. Desde então, Pyongyang avançou com seu programa de armas nucleares, conduzindo seu último teste nuclear em setembro de 2017.

A agência especializada das Nações Unidas tem monitorado a Coreia do Norte à distância, inclusive com imagens de satélite.

“As atividades nucleares da RPDC continuam sendo motivo de sérias preocupações. A continuação do programa nuclear do país é uma violação clara das resoluções relevantes do Conselho de Segurança e é profundamente lamentável”, disse o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, aos 193 membros da Assembleia Geral da ONU na quarta-feira.

A Coreia do Norte é formalmente conhecida como República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

O embaixador da Coreia do Norte, Kim Song, rejeitou um relatório anual da AIEA submetido à Assembleia Geral por “estar completamente impregnado de conjecturas e fabricações”.

“A AIEA não é mais do que uma ferramenta política dos países ocidentais”, disse Kim. “A RPDC nunca terá negócios com a IAEA enquanto não houver imparcialidade e objetividade … e permanecer uma marionete dançando ao som das forças hostis contra a RPDC”, disse o líder norte-coreano.

Histórico do país

A Coreia do Norte está sujeita a sanções do Conselho de Segurança da ONU desde 2006 por causa de seus programas de mísseis nucleares e balísticos. O conselho de 15 membros tem fortalecido constantemente as sanções em uma tentativa de cortar o financiamento para esses programas.

O líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniram três vezes desde 2018, mas não conseguiram fazer progresso nos pedidos dos EUA para que Pyongyang desistisse de suas armas nucleares, tampouco atenderam as exigências da Coreia do Norte pelo fim das sanções.

 

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BOAS NOTÍCIAS: PROGRAMA DE VACINA GLOBAL ALTAMENTE EFICAZ REDUZ EM 80% OS CASOS DE HEPATITE B NO MUNDO

Uma excelente notícia é o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS deste sábado. Programa de vacina altamente eficaz reduz em 80% os casos de hepatite B infantil no mundo todo e hoje é apenas 1%. Um trabalho árduo e incrível, que merece comemoração. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes desse trabalho espetacular!

Programa global reduz drasticamente os casos de hepatite B infantil em 80% no mundo todo – com menos de 1% para chegar

WHO

Devido a um programa de vacina global altamente eficaz, a proporção de crianças com menos de cinco anos que estão cronicamente infectadas com hepatite B caiu significativamente – para pouco menos de 1%. 

Isso caiu em relação a cerca de 5% na era pré-vacina (período entre os anos 1980 e o início dos anos 2000), de acordo com novas estimativas da Organização Mundial de Saúde

A eliminação da hepatite viral faz parte de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU para “garantir vidas saudáveis ​​e promover o bem-estar para todos em todas as idades” desde 2015. 

Alcançar uma taxa de prevalência de menos de 1% de infecções por HBV em crianças muito pequenas é um grande marco que aproxima o mundo do objetivo da ONU de acabar com a hepatite até 2030.

“Nenhum bebê deve crescer apenas para morrer de hepatite B porque não foi vacinado – o marco de hoje significa que reduzimos drasticamente o número de casos de danos ao fígado e câncer de fígado nas gerações futuras”, disse o pesquisador de saúde pública Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus . 

“Prevenir a transmissão da hepatite B de mãe para filho é a estratégia mais importante para controlar a doença e salvar vidas. Mesmo no meio da pandemia COVID-19, devemos garantir que mães e recém-nascidos tenham acesso a serviços que salvam vidas, incluindo vacinas contra hepatite B. ”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está agora pedindo uma ação unida e intensificada para construir sobre essa conquista por meio de esforços intensificados para prevenir a transmissão vertical do HBV por meio de testes em mulheres grávidas e fornecimento de profilaxia antiviral para aqueles que precisam e manter e expandir o acesso à vacinação contra a hepatite B e à vacina de dose ao nascer.

Prevenção da hepatite B

Os bebês podem ser protegidos do HBV por meio de uma vacina segura e eficaz que fornece mais de 95% de proteção contra a infecção. 

A OMS recomenda que todos os bebês recebam a primeira dose da vacina contra hepatite B assim que possível após o nascimento – de preferência em 24 horas – seguida de pelo menos duas doses adicionais.

A expansão da vacina contra hepatite B em todo o mundo nas últimas duas décadas, em grande parte devido ao apoio fornecido pela Gavi, a Vaccine Alliance, foi uma grande história de sucesso de saúde pública e contribuiu para a redução das infecções por HBV entre crianças. 

Em 2019, a cobertura de três doses da vacina contra hepatite B durante a infância atingiu 85% em todo o mundo, ante cerca de 30% em 2000. 

No entanto, o acesso à primeira dose crítica dentro de 24 horas após o nascimento permanece desigual. A cobertura global desta dose ao nascer é de 43%, mas cai para 34% na Região do Mediterrâneo Oriental da OMS e apenas 6% na Região Africana da OMS.

“Expandir o acesso a uma dose adequada ao nascimento da vacina contra a hepatite B é a pedra angular dos esforços para prevenir a transmissão do HBV de mãe para filho. Para países especialmente em regiões como a África Subsaariana, onde a dose de nascimento da vacina contra hepatite B ainda não foi introduzida, é uma prioridade garantir essa proteção o mais cedo possível ”, disse a Dra. Meg Doherty, Diretora de HIV Global, Programas de hepatite e DST.

A eliminação da transmissão vertical do HBV também é um passo importante para atingir as metas da estratégia global de hepatite da OMS, que visa reduzir novas infecções por hepatite em 90% e mortes em 65%, em comparação com os níveis de 2015.

Continuaremos a compartilhar notícias de saúde promissoras de todo o mundo assim que chegarem.

(Fonte: OMS ) 

Fonte: Good News Network

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PARA ENCERRAR GUERRA CIVIL NA LÍBIA A ONU ANUNCIA CESSAR-FOGO

 

ONU anuncia cessar-fogo para encerrar a guerra civil na Líbia

Reunidos em Genebra, representantes do Governo Nacional e do Parlamento, que se enfrentam há 6 anos, assinaram um acordo que pode levar à paz

INTERNACIONAL

Da EFE, com R7

Representantes do Parlamento e do Governo fecharam cessar-fogo na Suíça

Violaine Martin / ONU via EFE – EPA – 23.10.2020

Representantes do Governo do Acordo Nacional (GNA, na sigla em inglês) e do Parlamento líbio, lados que se enfrentam há seis anos em uma guerra civil, assinaram nesta sexta-feira (23) um cessar-fogo permanente para todo o território da Líbia que prevê, entre outras coisas, a saída de todos os combatentes estrangeiros em até três meses.

O acordo, fechado com a mediação da Missão de Apoio das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), foi assinado após quatro rodadas de negociações na sede europeia da ONU em Genebra , na Suíça, pela Comissão Militar Conjunta 5+5, formada por dez representantes dos dois exércitos do conflito.

Abandonar o front e voltar aos quartéis

A diretora da UNSMIL, Stephanie Williams, explicou em uma coletiva de imprensa que o acordo tem efeito imediato e exige que “todas as unidades militares e grupos armados devem abandonar os fronts de batalha e retornar aos seus quartéis”.

Além disso, também deve acontecer “a saída do território líbio de todos os mercenários e tropas estrangeiras que operem em terra, mar e ar”, acrescentou Williams, que ressaltou que o cessar-fogo não inclui grupos incluídos na lista de organizações terroristas da ONU.

Além disso, até que um governo unificado e formado por representantes dos dois lados do conflito assuma o controle do país, o treinamento de tropas será suspenso. Também sairão do país as equipes estrangeiras de formação militar.

O acordo inclui a criação de centros de operações conjuntos da polícia e do exército para garantir a segurança do território, assim como a possível reintegração, com algumas condições, de membros de grupos armados às “instituições estatais”.

Depois da assinatura do acord, o coronel Ali Abushahma, chefe da delegação do Governo do Acordo Nacional (GNA), mostrou esperança de que o cessar-fogo “ponha fim ao conflito armado e ao derramamento de sangue na Líbia.

Abushahma, representante do governo com sede em Trípoli que é reconhecido pela ONU, pediu aos responsáveis das tropas líbias “que façam todo o possível para comprir o acordo com responsabilidade e reconstituir o aparato militar para voltar a ser uma mão forte contra quem tente minar a segurança e a estabilidade da Líbia”.

Da parte do governo rival, o Parlamento de Tobruk, o chefe da delegação, Amhimmid Mohammed Alamami, destacou que a comissão 5+5 “teve sucesso ao conseguir o que todos os líbios esperavam: mostrar que pertencemos a uma só nação e conseguir a paz e a segurança”.

Pedido ao Conselho de Segurança

As duas partes pediram que após a assinatura do novo acordo o Conselho de Segurnça da ONU adote uma resolução para garantir que ele seja cumprido não apenas pelos atores do conflito dentro da Líbia, mas também pelos do exterior.

O Parlamento de Tobruk participou do conflito apoiado por Rússia, França, Emirados Árabes, Egito, Arábia Saudita e outros. Já o GNA tinha apoio de países como os EUA, Reino Unido e Turquia.

Williams destacou que o acordo é uma resposta ao pedido feito este ano por um cessar-fogo em todos os conflitos globais, feito em março pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, diante da crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus.

A Comissão Militar Conjunta 5+5 já havia fechado um acordo, na última quarta-feira, pela reabertura das rotas terrestes e aéreas no país. Com isso, foram retomados os voos entre Trípoli e Benghazi, as duas principais cidades do país, controladas pelo GNA e pelo Parlamento, respectivamente.

A representante da ONU também explicou que as equipes de negociação avisaram que a produção de petróleo do país, que esteve bloqueada durante meses pelos ataques das forças do Parlamento, poderá ser retomada em breve e de maneira integral.

“Ainda temos muito trabalho pela frente”, concluiu a responsável pela UNSMIL, que disse que nas próximas rodadas serão negociados mais detalhes para facilitar a desmobilização das tropas, a reintegração de seus membros à sociedade e a luta antiterrorista no território líbio.

A mediadora lembrou que além das negociações militares em Genebra, continuam as conversas em outras duas comissões, uma política e outra econômica, reunidas nos últimos meses em Berlim, e mostrou esperança de que nelas sejam conseguidos outros importantes avanços que ajudem no processo de paz.

Década de conflitos

A guerra civil líbia colocou em lados opostos o Governo e o Parlamento que, com sede em Tobruk, controla boa parte do território nacional graças às milícias comandadas pelo marechal Jalifa Hafter, homem-forte de Muammar Kadafi nas décadas de 1970 e 80 que se tornou o principal opositor ao ditador após fugir se exilar nos EUA em 1989.

Desde a queda de Kadafi em 2011, quando a OTAN ajudou na vitória dos diversos grupos e milícias rebeldes que disputavam o poder contra as forças leais ao ditador, a Líbia é um país mergulhado no caos e na guerra civil.

O primeiro conflito, coincidentemente, acabou em 23 de outubro daquele ano, exatamente 9 anos atrás. Depois disso, se seguiram mais de dois anos de negociação e tensão até que discordâncias sobre o resultado da eleição de 2014 culminaram na guerra atual, que já matou quase 9 mil pessoas em 6 anos.

Essa segunda fase do conflito é marcada pela participação de diversos países em apoio aos dois lados, seja com suporte financeiro e logístico ou com ajuda militar direta, que aconteceu em mais de uma ocasião.

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APESAR DE PEDIDO DA UE PARA ADIAMENTO VENEZUELA FARÁ ELEIÇÕES

Venezuela fará eleições apesar de pedido de adiamento da UE

O presidente do país, Nicolás Maduro solicitou que União Europeia e Organização das Nações Unidas acompanhassem o pleito

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

 

No dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentaresNo dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentares

A Venezuela anunciou nesta quinta-feira (1º) que a realização de eleições para o Legislativo no dia 6 de dezembro está confirmada. A União Europeia havia pedido para que o pleito fosse adiado para poder enviar uma missão para acompanhar o pleito.

Partidos de oposição liderados pelo presidente do Congresso Juan Guaidó já disseram que não irão participar das eleições com a justificativa de que o processo será fraudado para favorecer o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), que governa o país.

Na semana passada, a UE enviou uma missão para Caracas e na quarta-feira emitiu um comunicado dizendo que não há condições para a realização de eleições livres e justas, e por isso pediu um adiamento.

O ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse na quinta-feira que a declaração da UE “reflete uma posição enviesada sobre as condições nas quais o povo venezuelano irá escolher a nova Assembleia Nacional no dia 6 de dezembro”, e pediu que a UE desempenhe “um papel positivo e respeitoso de facilitação”.

Maduro havia pedido à Organização das Nações Unidas e à UE o envio de missões de observação. Autoridades dizem que a UE precisa de pelo menos seis meses para organizar um grupo de observação.

Henrique Capriles, que foi candidato a presidente duas vezes, há semanas pede que a oposição lute por melhores condições, mas na noite de quarta-feira disse que o adiamento era necessário para garantir uma votação livre e justa.

Fonte: R7

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BOLSONARO DEVE FALAR DE QUEIMADAS NOS DISCURSOS DA ASSEMBLÉIA DA ONU QUE COMEÇAM HOJE

Discursos da Assembleia da ONU começam hoje; Bolsonaro deve falar de queimadas

Anna Satie, da CNN, em São Paulo

22 de setembro de 2020 às 05:00 | Atualizado 22 de setembro de 2020 às 05:36

Os discursos de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) começam nesta terça (22) de forma inédita. Neste ano, os líderes enviaram declarações virtuais para o evento, em vez de se reunirem fisicamente na sede da organização.

A cerimônia terá início às 10h no horário de Brasília e será transmitida no site da ONU e também pela TV Brasil. Mantendo a tradição, o presidente brasileiro abrirá o evento, cabendo a Jair Bolsonaro fazer o primeiro dicurso do dia.

A reunião anual seria uma celebração do 75º aniversário da entidade, que sofreu alterações por conta das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus.

O evento tem como tema “O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo – enfrentando a Covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva” e começou na última quinta-feira (17). No entanto, os discursos de chefes de Estado se iniciam agora, no chamado Debate-Geral.

O vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi gravado na última quarta (16). Segundo apurou o colunista da CNN Igor Gadelha, deve falar sobre a Amazônia e sobre as queimadas de modo geral, incluindo o Pantanal, e sobre “valores”.

O tema será endereçado em meio à pressão internacional crescente sobre o governo brasileiro pela conservação do meio ambiente.

Auxílio emergencial e importância do agronegócio

Segundo fontes da colunista Renata Agostini, em seu discurso o presidente também defenderá as medidas adotadas pelo país no enfrentamento à pandemia da Covid-19, especialmente na ajuda emergencial a trabalhadores informais e desempregados e no programa de manutenção de empregos, além da resposta do governo à pandemia do novo coronavírus, mas sem focar no número de vítimas.

As fontes dizem, ainda, que Bolsonaro também falará sobre a importância do agronegócio brasileiro na segurança alimentar do mundo e vai citar o compromisso de sua gestão com reformas econômicas e com a abertura comercial.

(Com informações de Igor Gadelha, da CNN, em Brasília).

Fonte: CNN

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COMISSÃO DA ONU ACUSA MADURO DE CRIMES CONTRA HUMANIDADE

Os crimes contra a humanidade dos quais comissão da ONU acusa Maduro

Relatório divulgado nesta quarta-feira (16/9) afirma que regime venezuelano pratica desde 2014 violência sistemática, com repressão à oposição e amedrontamento da população

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Opositores fazem tributo a vítimas da violência em protestos contra Maduro, em foto de julho de 2017

Reuters

A Venezuela cometeu, nos últimos anos, “violações flagrantes” equivalentes a crimes contra a humanidade, concluiu uma missão de investigação do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), cujos resultados foram divulgados nesta quarta-feira (16/9).

Foram investigados casos de assassinatos, tortura, agressões, violência sexual e desaparecimentos. A conclusão dos investigadores foi a de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e funcionários de alto escalão do governo estiveram envolvidos em uma “violência sistemática” promovida pelo regime desde 2014, com o objetivo de reprimir a oposição política e aterrorizar a população em geral.

O embaixador da Venezuela na ONU, por sua vez, descreve a iniciativa da ONU como “hostil”. Jorge Valero afirmou no ano passado que a missão fazia parte de uma mobilização liderada pelos Estados Unidos. A equipe de investigadores da ONU foi impedida de viajar para o país latino-americano, que vive há anos uma grave crise econômica e política e levou à fuga de milhões de pessoas.

Não é incomum que países impeçam a presença de investigadores da ONU — Síria, Mianmar, China e vários outros já fizeram isso repetidas vezes. Mas, nas últimas décadas, novas tecnologias têm ajudado na coleta de evidências mesmo sem presença física dos investigadores.

O relatório sobre a Venezuela será apresentado aos membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU na próxima semana, quando Caracas terá direito a resposta.

O conselho tem a função de investigar e aconselhar sobre direitos humanos, mas não de aplicar sanções. Essa é uma função do Conselho de Segurança da ONU.

As acusações podem escalar ainda para um julgamento de crimes contra humanidade em tribunal internacional.

O que diz o relatório?

Segundo a acusação da comissão da ONU, Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa não só estavam cientes dos crimes, como também deram ordens, coordenaram operações e forneceram recursos.

“A missão descobriu que o governo, agentes do Estado e grupos associados a eles cometeram violações flagrantes”, afirma o relatório, que pediu que os envolvidos sejam responsabilizados e que a Venezuela trabalhe para que novas violações não ocorram.

“A missão encontrou motivos razoáveis ​​para acreditar que as autoridades venezuelanas e as forças de segurança planejaram e executaram desde 2014 graves violações dos direitos humanos, algumas das quais — incluindo assassinatos arbitrários e o uso sistemático de tortura — constituem crimes contra a humanidade”, afirmou a presidente da missão, Marta Valiñas, em nota.

“Longe de serem atos isolados, esses crimes foram coordenados e cometidos de acordo com as políticas do Estado, com o conhecimento ou apoio direto de comandantes e altos funcionários do governo”.

Uma operação típica do regime envolve sitiar uma área considerada leal à oposição, que depois é invadida por serviços de segurança atirando à queima-roupa, prendendo, torturando e matando as pessoas.

O relatório também analisou a resposta violenta aos protestos da oposição, e a posterior tortura de pessoas detidas.

As conclusões da missão são baseadas em 223 ocorrências, mas segundo a equipe, quase 3 mil outras corroboraram “padrões de violações e crimes”.

Fonte: R7

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UM NOVO CAPÍTULO DE COOPERAÇÃO ENTRE O IRÃ E A AGÊNCIA NUCLEAR DA ONU PARA RECOMPOR ACORDO

Irã e agência nuclear da ONU voltam a dialogar para recompor acordo

‘Um novo capítulo de cooperação entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica começará’, disse autoridade nuclear do Irã

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

Ali Akbar Salehi, autoridade nuclear do Irã, disse que a conversa foi construtiva

As conversas com o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) foram construtivas, disse nesta terça-feira (25) Ali Akbar Salehi, a principal autoridade nuclear do Irã, depois de se encontrar com Rafael Grossi durante uma visita para pedir acesso de inspetores a duas supostas ex-instalações atômicas, segundo citações.

Grossi, que comanda a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), quer que o Irã permita a entrada de seus inspetores nas instalações porque a agência suspeita que ainda podem abrigar material nuclear não declarado ou vestígios dele.

“Nossa conversa hoje foi muito construtiva. Foi combinado que a agência cumprirá suas responsabilidades independentes e profissionais e que o Irã cumprirá seus compromissos legais”, disse Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica iraniana, de acordo com a Agência de Notícias dos Estudantes (Isna).

“Um novo capítulo de cooperação entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica começará”, disse Salehi, mas acrescentando que “o Irã não aceitará quaisquer exigências adicionais além dos compromissos constantes do acordo nuclear de 2015”.

“Estamos trabalhando para chegar a um acordo a respeito das atividades de verificação de salvaguarda da @AIEA no Irã”, tuitou Grossi depois de se reunir com Salehi, sem entrar em detalhes – mas algumas fontes internas disseram que pode se tratar de um sinal de que Teerã concorda em conceder à AIEA o acesso às duas instalações após um impasse de meses.

O Irã insinuou que a agência está pleiteando acesso com base em informações de Israel, o que diz ser inadmissível.

EUA X Irã

Na semana passada, os EUA pressionaram o Conselho de Segurança da ONU a readotar sanções eliminadas graças ao pacto nuclear de 2015 entre o Irã e potências mundiais, do qual os Estados Unidos se retiraram.

Teerã diz que a visita de Grossi não tem relação com as manobras norte-americanas visando sanções e pediu à AIEA para “se distanciar da pressão política de outros países”.

“Há questões que precisam ser abordadas… isto não significa uma abordagem política em relação ao Irã”, disse Grossi, segundo a mídia iraniana.

“A AIEA não deixará terceiros países impactarem suas relações com nenhum outro país.”

Grossi se encontrará com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, e outras autoridades durante a visita.

Fonte: R7

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