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ONU DEMONSTRA TER AÇÕES LIMITADAS DIANTE DA POSSIBILIDADE DE UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL

Por que a ONU está paralisada em relação à guerra na Ucrânia?

Professor de relações internacionais aponta que a estrutura do Conselho de Segurança limita as ações pela manutenção da paz

INTERNACIONAL

Letícia Sepúlveda, do R7

ONU demonstra ter pouco efetividade para garantir a paz no mundo diante da guerra na Ucrânia

JOHN ANGELILLO/REUTRES – 20.09.2021

A guerra na Ucrânia envolve diretamente a Rússia e indiretamente os EUA, ou seja, duas potências militares em lados opostos. Nesse cenário, esperava-se que a ONU (Organização das Nações Unidas) tivesse um papel fundamental para a manutenção da paz, seu principal objetivo desde sua criação após a Segunda Guerra Mundial.

No momento em que o mundo teme a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, a organização demonstra ter ações limitadas diante dessa situação. Isso acontece, principalmente, por causa da sua estrutura, na qual os membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China) têm poder de veto nas decisões e usam isso para se proteger de possíveis consequências de suas políticas externas.

“O Conselho de Segurança é o órgão em que se debate o uso das forças da ONU (Forças de Paz conhecidas como capacetes azuis) e seu formato impede que os países que possuem poder de veto sejam atingidos pelas deliberações, o que é o caso da Rússia agora”, explica o professor João Carlos Jarochinsk, do departamento de Relações Internacionais da UFRR (Universidade Federal de Roraima)

Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, a organização apenas condenou a invasão russa e suspendeu Moscou do Conselho de Direitos Humanos. Porém, não teve nenhuma outra ação relevante que contribuísse para um cessar-fogo entre Moscou e Kiev.

Para além da força militar, o especialista destaca o papel humanitário da organização que se mostra importante e efetivo em muitos momentos, como agora no Leste Europeu.

“A ONU é responsável por uma atuação de forma muito rápida e eficiente na questão dos refugiados ucranianos, além de toda a mobilização para estruturas de recepção, abrigos e campos de refugiados.”

Reformulação

Como a ONU se encontra limitada para atuar no campo da paz em meio à devastação que a guerra provocou em muitas cidades ucranianas, surge o debate sobre se é o momento para uma reformulação.

A organização também enfrenta o entrave da busca por soberania por parte de muitos países, com líderes que visam o fortalecimento nacional e que têm apoio da população. Para Jarochinsk, a conjuntura política é desfavorável para que, neste momento, ocorra uma reforma na instituição e ressalta uma possível “tendência de piora”.

“Devemos avaliar quais são as possibilidades de mudança. Pode ser que não consigamos conquistar os objetivos propostos e que se desestruture um sistema que mal ou bem tem funcionado há mais de 75 anos.”

Ainda existe a questão do financiamento da ONU, que vem de seus países membros, desta forma, a organização depende dessas contribuições para sua atuação pelo mundo. Por esse motivo, o especialista acredita que esse é um ponto sensível e o principal problema a ser enfrentado.

“É preciso pensar no fortalecimento do Tribunal Penal Internacional (TPI), que responsabiliza as pessoas que são responsáveis por muitas atrocidades. Apesar de alguns avanços, o tribunal está muito longe do que seria o ideal.”

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ONU PEDE AOS PAÍSES RICOS QUE “TOMEM MEDIDAS” DIANTE DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA GLOBAL

ONU pede aos países ricos que ‘passem à ação’ diante da emergência climática

Promessa de doar US$ 100 bilhões anuais, a partir de 2020, foi feita em 2015 na cúpula internacional do clima em Paris

Na cúpula do clima em Paris, em 2015, países se comprometeram a doar US$ 100 bilhões por ano

PIXABAY

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu neste domingo (1º) aos países ricos que “tomem medidas” diante da emergência climática global e honrem suas promessas de ajuda financeira aos países em desenvolvimento.

“É hora de agir. É hora de cumprir a promessa de 100 bilhões de dólares por ano de Paris”, declarou Guterres em Dakar, capital do Senegal, referindo-se ao compromisso assumido pelos países desenvolvidos, mas que ainda alocaram esse montante para os países do hemisfério Sul a partir de 2020, para ajudá-los a financiar a transição ecológica e lidar com as consequências do aquecimento global.

Guterres fez essa declaração depois de se encontrar com o chefe de Estado senegalês, Macky Sall, por sua vez, presidente rotativo da União Africana, no primeiro dia de sua viagem regional, que o levará também ao Níger e à Nigéria.

“A emergência climática […] aumenta os problemas de segurança”, disse Guterres, em uma região do mundo duramente atingida pelos golpes de Estado militares que, desde 2020, são vividos em Mali, Guiné e Burkina Faso.

“Os países africanos, que não são responsáveis [pelas alterações climáticas], são muitas vezes as primeiras vítimas”, afirmou o líder da ONU, que considera “essencial que metade do financiamento climático seja dedicado a programas de adaptação e resiliência para ajudar comunidades vulneráveis”.

A promessa de 100 bilhões de dólares por ano a partir de 2020 foi realizada durante a cúpula internacional do clima em Paris em 2015.

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RÚSSIA ATACA COM ARMAS DE ALTA PRECISÃO A CAPITAL UCRANIANA KIEV DURANTE A VISITA DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU

Rússia confirma ataque à Kiev durante visita do secretário-geral da ONU

Ofensiva enquanto Antonio Guterres estava na Ucrânia provocou a morte de uma jornalista que morava em prédio atingido por míssil

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, durante visita à Kiev

SERGEI SUPINSKY / AFP

Rússia confirmou nesta sexta-feira (29) ter atacado no dia anterior a capital ucraniana Kiev com armas de “alta precisão”, durante a visita do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

O ataque provocou a morte de uma produtora e jornalista da emissora Rádio Free Europe/Rádio Liberty, financiada pelo governo dos Estados Unidos, depois que sua casa foi atingida por um míssil.

O ministério da Defesa da Rússia informou que executou um ataque aéreo de “alta precisão de longo alcance” contra as instalações da empresa espacial e de fabricação de mísseis Artyom em Kiev.

O primeiro bombardeio na capital desde meados de abril ocorreu depois que Guterres visitou Bucha e outras cidades na periferia de Kiev.

“É uma zona de guerra, mas causa comoção que tenha acontecido perto do lugar em que estávamos”, disse Saviano Abreu, porta-voz da ONU que acompanhava Guterres.

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski denunciou o ataque como tentativa de “humilhar a ONU e tudo o que esta organização representa”.

A Alemanha descreveu o ataque como “desumano” e afirmou que é um sinal de que o presidente russo Vladimir Putin “não tem nenhum respeito pelo direito internacional”.

Jornalistas da AFP viram um prédio em chamas, em uma área residencial de Kiev, com uma densa coluna de fumaça preta escapando pelas janelas quebradas.

O secretário-geral da ONU condenou o ataque como “maldoso”. Após visitar Bucha, ele pediu a Moscou para “cooperar” com o Tribunal Penal Internacional (TPI) para “estabelecer as responsabilidades” sobre os supostos crimes cometidos contra civis nesta cidade.

A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, disse à rede Deutsche Welle que foram identificados “mais de 8.000 casos” de supostos crimes de guerra.

Além disso, ela afirmou que há uma investigação em curso contra dez soldados russos suspeitos de cometer atrocidades em Bucha, onde dezenas de corpos com roupas civis foram encontrados após a retirada das tropas de Moscou.

Os fatos investigados, segundo Venediktova, incluem “assassinatos de civis, bombardeios de infraestruturas civis, torturas”, assim como “crimes sexuais” denunciados “no território ocupado da Ucrânia”.

Horas antes do bombardeio em Kiev, o presidente americano Joe Biden pediu ao Congresso 33 bilhões de dólares de ajuda adicional para apoiar a Ucrânia contra “as atrocidades e agressões” russas.

“O preço desta briga não é barato. Mas ceder à agressão vai ser mais caro”, defendeu o presidente americano.

Biden também rejeitou as afirmações de funcionários russos de que Moscou está lutando contra todo o Ocidente.

“Não estamos atacando a Rússia. Estamos ajudando a Ucrânia a se defender da agressão russa”, enfatizou Biden.

Um funcionário do governo americano, que pediu anonimato, destacou que o pacote que Biden busca aprovar tem como objetivo fornecer um apoio ao governo e ao exército da Ucrânia até o início de outubro.

Após semanas de conflito sem que as tropas russas conseguissem tomar a capital ucraniana, os esforços de Moscou agora estão focados em conseguir um avanço significativo no leste e estabelecer seu controle na área sul, ao redor do porto de Mariupol.

As autoridades ucranianas indicaram que planejam, para esta sexta-feira, um plano de retirada dos civis presos na siderúrgica de Azovstal, sitiada pelas forças russas em Mariupol.

Centenas de militares e civis ucranianos, entre eles dezenas de crianças, estão refugiados na fábrica.

O batalhão ucraniano Azov afirmou no Telegram que um hospital militar de campanha localizado no complexo industrial foi bombardeado.

A sala de cirurgia desabou e os soldados em tratamento foram mortos ou feridos, acrescentou, sem dar um balanço preciso. Enquanto isso, Kiev admitiu que as forças russas tomaram várias cidades na região do Donbass, no leste.

A primeira fase da invasão lançada pela Rússia em 24 de fevereiro fracassou na hora de tomar Kiev ou de derrubar o governo ucraniano, após enfrentar uma forte resistência, que foi reforçada pelas armas enviadas à Ucrânia por países ocidentais.

Agora a campanha russa se concentra em tomar territórios no leste e no sul da Ucrânia e também usar mísseis de longo alcance contra regiões do oeste e do centro do país.

Biden afirmou que os Estados Unidos enviarão 10 armas antitanque por cada blindado russo, mas o comandante da Força Aérea da Ucrânia, Mikola Olechchuk, indicou que o sistema antiaéreo do país é incapaz de alcançar os bombardeiros a uma altitude elevada.

“Precisamos de sistemas antiaéreos de médio e longo alcance” e “caças modernos”, afirmou o militar.

Até agora, o conflito obrigou 5,4 milhões de ucranianos a deixar seu país e mais de 7,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas sem atravessar a fronteira, segundo uma estimativa da ONU, no momento em que a Organização Internacional das Migrações (OIM) lançou um pedido de ajuda por 514 milhões de dólares.

“Nos resta apenas uma esperança: poder voltar para casa”, disse Galina Bodnya, aposentada da cidade de Zaporizhzhia, no sul do país.

Fonte: R7

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RÚSSIA FOI SUSPENSA DO CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS NA ASSEMBLEIA – GERAL DA ONU PELA INVASÃO DA UCRÂNIA

Assembleia-geral da ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos

Dos 193 Estados-membros da assembleia, 93 votaram a favor da suspensão, enquanto 24 votaram contra e 58 se abstiveram

INTERNACIONAL

Do R7,

com informações da AFP e EFE

Assembleia-Geral da ONU decide suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos

TIMOTHY A. CLARY / AFP

A Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU) suspendeu a Rússia, nesta quinta-feira (7), do Conselho de Direitos Humanos da organização, em represália pela invasão da Ucrânia.

Dos 193 Estados-membros da assembleia, 93 votaram a favor da suspensão, enquanto 24 votaram contra e 58 se abstiveram, incluindo o Brasil. Isto pode sugerir um enfraquecimento da unidade internacional contra a Rússia.

Além dos Estados Unidos e da própria Ucrânia, os países da União Europeia, nações latino-americanas como Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, e outros Estados como Austrália, Canadá, Turquia e Noruega apoiaram a medida.

Entre os países que votaram contra estão a própria Rússia, China, Cuba, Irã, Nicarágua e Síria. Outros 58 estados decidiram se abster, incluindo Egito, El Salvador, Índia, México, Nigéria, Paquistão e Arábia Saudita.

O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, disse: “O Brasil decidiu se abster na votação de hoje porque acredita que a comissão de inquérito deve ter permissão para concluir sua investigação independente para que as responsabilidades possam ser determinadas”.

Costa Filho acrescentou que o Brasil, “profundamente preocupado” com supostas violações de direitos humanos na Ucrânia, está “totalmente comprometido em encontrar maneiras de cessar imediatamente as hostilidades e promover um diálogo real que leve a uma solução pacífica e sustentável”.

Esta é a segunda vez que um país é suspenso do conselho. A Líbia foi o primeiro, em 2011.

O Kremlin lamentou a decisão e advertiu que Moscou pretende “continuar a defender seus interesses por todos os meios legais”.

“Lamentamos isso e continuaremos a defender nossos interesses por todos os meios legais e a nos explicar”, reagiu o porta-voz do presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, em entrevista ao canal britânico Sky News.

Já a Ucrânia expressou seu agradecimento pela suspensão da Rússia afirmando que não cabe a “criminosos de guerra” estarem representados nessa instância da ONU.

“A Rússia não está apenas cometendo violações dos direitos humanos, está abalando as fundações da paz e segurança internacionais”, disse o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya, antes da votação.

“Os criminosos de guerra não têm lugar nos organismos da ONU encarregados da proteção dos direitos humanos”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.

“Agradecemos a todos os Estados-membros que apoiaram a resolução [da AGNU] e ficaram do lado certo da história”, completou.

Criado em 2006 para substituir a fracassada Comissão dos Direitos Humanos, o Conselho é o órgão máximo da ONU para os direitos humanos e é composto por 47 países, eleitos para mandatos de três anos.

A sua composição, que é decidida por eleições realizadas anualmente, tem sido regularmente criticada por incluir Estados com registros muito duvidosos em matéria de direitos humanos.

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GOVERNO DO RIO DE JANEIRO FOI DENUNCIADO À ONU EM VIRTUDE DAS VIOLAÇÃOES DE DIREITOS A VIDA E A LIBERDADE

Governo do estado do Rio de Janeiro é denunciado à ONU por violação a direitos humanos

Petição entregue ao Alto Comissariado para os Direitos Humanos das ONU cita casos como a morte de inocentes durante ações policiais e prisões arbitrárias

Isabelle ResendeBeatriz Puente

da CNN

Rio de Janeiro

Operação policial em 2021 deixou pelo menos 25 mortos nas proximidades da estação JacarezinhoOperação policial em 2021 deixou pelo menos 25 mortos nas proximidades da estação JacarezinhoEstadão Conteúdo

O Governo do estado do Rio de Janeiro foi denunciado para o Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), em virtude das violações de direitos à vida e à liberdade. O documento assinado foi entregue ao escritório da entidade em Nova York nesta sexta-feira (18).

A denúncia, feita pelo Observatório Estadual de Direitos Humanos, composto por um grupo de juristas, advogados e acadêmicos, teve como base relatórios da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) e do Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege).

A petição cita a recorrência de casos graves de prisões arbitrárias e morte de inocentes por agentes públicos de segurança; a existência de falhas no reconhecimento fotográfico em delegacias do estado e o aumento da letalidade policial, evidenciados pelos dados do Instituto de Segurança Pública que indicam aumento de 161% no número de mortos pela polícia e 140% no número de feridos em operações policiais entre 2020 e 2021.

Entre esses casos mencionados estão as prisões baseadas no reconhecimento fotográfico dos jovens Caio Telles, de 20 anos, Luiz Carlos Justino, de 24 e João Luiz, de 32. Além disso, a petição apresentada à ONU ressalta as mortes de Ana Clara, de 5 anos, Hiago Macedo, de 21 e Elias de Lima, de 24, assassinados com a participação de agentes públicos de segurança.

“Não podemos naturalizar os casos de prisões arbitrárias e de mortes de inocentes. Estamos falando de vidas humanas, da vida de Ana Clara, Hiago, Moïse, Elias e de tantos outros, além de seus familiares que sofrem ao ver filhos presos injustamente. Essa denúncia tem como principal objetivo prevenir para que casos como esses não voltem a acontecer”, comentou Raphael Costa, secretário de Direitos Humanos de Niterói e responsável por levar a denúncia à ONU.

O documento obtido pela CNN cita ainda o descumprimento sistemático da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestada na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, na qual a alta letalidade das forças policiais fluminenses é questionada e as operações durante a pandemia é restringida para circunstâncias excepcionais; inclusive com recente reiteração do modelo condenado na decisão da corte suprema, mediante o lançamento do programa “Cidade Integrada”, que resultou na operação mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, com 28 mortos, na comunidade do Jacarezinho.

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) disse que ainda não foi notificada sobre a denúncia. Já a Polícia Civil disse que todas as mortes por disparos de policiais em operações da atual gestão foram de criminosos em confronto. Em relação ao reconhecimento fotográfico, a corporação disse que não admite este tipo de prova como única, e que deve fazer parte de um conjunto probatório maior, com outros elementos.

A Polícia Militar disse que “as forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro atuam de forma integrada, tendo como objetivo a preservação de vidas e a redução dos indicadores criminais. E que as ações seguem rigorosamente protocolos técnicos e determinações judiciais. A PM ressalta ainda que as forças de segurança do estado atuam num cenário extremamente complexo, no qual facções criminosas rivais disputam território de forma violenta.

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MINISTRA DA AGRICULTURA SOLICITA A COMITÊ DE SEGURANÇA ALIMENTAR DA ONU QUE FERTILIZANTE NÃO SEJA INCLUÍDO NA LISTA DE SANÇÕES À RÚSSIA

Brasil pede que fertilizantes não sejam incluídos em sanções à Rússia

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ressaltou para representantes da FAO que fertilizantes são essenciais para garantir a segurança alimentar do mundo

Gustavo Uribe

Preço dos fertilizantes deve subir por contra de conflito no Leste EuropeuPreço dos fertilizantes deve subir por contra de conflito no Leste Europeu06/02/2014 REUTERS/Paulo Whitaker

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, solicitou nesta quarta-feira (16) ao comitê de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) que fertilizantes não sejam incluídos na lista de sanções à Rússia.

Em videoconferência com representantes da FAO (Food and Agriculture Organization), a ministra apresentou proposta para que os produtos sejam incluídos na mesma categoria dos alimentos, ou seja, que não tenham a exportação interrompida durante o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na reunião, a ministra salientou que o comércio de fertilizantes é indispensável para garantir a segurança alimentar do mundo e salientou que impedir o comércio do produto pode afetar a disponibilidade de alimentos e gerar uma pressão inflacionária.

O pedido será encaminhado agora para a apreciação da ONU. A Rússia é um dos principais fabricantes mundiais de fertilizantes. Hoje, em torno de 25% das importações brasileiras são provenientes do país do leste europeu, sobretudo produtos à base de potássio.

A dependência do Brasil na importação de fertilizantes chega hoje a 85%. O percentual é ainda maior a produtos à base de potássio, atingindo 96%. Apesar das limitações para o envio de fertilizantes, a Rússia não suspendeu a entrega do produto para o Brasil e enviou um navio na semana passada.

O receio do Brasil é que novos anúncios de sanções inviabilizem a exportação russa do produto. No final de semana, a ministra viajou ao Canadá na tentativa de compensar uma eventual diminuição na exportação da Rússia.

O país da América do Norte é hoje o maior produtor mundial de potássio. Segundo fontes do governo brasileiro, no entanto, não houve um aceno concreto de aumento na exportação ao Brasil.

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ONU ALERTA PARA AUMENTO NOS PREÇOS DOS ALIMENTOS COMO CONSEQUÊNCIA DA GUERRA

Guerra pode provocar aumento de até 20% nos preços de alimentos, alerta ONU

Segundo a FAO, agência especializada das Nações Unidas, não se sabe se a Ucrânia conseguiria realizar colheitas durante conflito prolongado ou se haverá regularidade nas exportações de alimentos russos

Reuters

Rada, de 2 anos, alimenta-se em Medyka, Polônia, após deixar a Ucrânia 11/03/2022Rada, de 2 anos, alimenta-se em Medyka, Polônia, após deixar a Ucrânia 11/03/2022REUTERS/Fabrizio Bensch

Os preços de alimentos e matérias-primas para rações podem subir entre 8% e 20% como resultado do conflito na Ucrânia, provocando um salto no número de pessoas desnutridas em todo o mundo, disse a FAO, a agência de alimentos e agricultura das Nações Unidas, nesta sexta-feira (11).

Em uma avaliação preliminar sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, a FAO disse que não estava claro se a Ucrânia seria capaz de realizar colheitas durante um conflito prolongado, e que há também incertezas em torno das exportações de alimentos russos.

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CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU REALIZARÁ REUNIÃO DE EMERGÊNCIA PARA AVALIAR CRISE HUMANITÁRIA PROVOCADA PELA INVASÃO RUSSA NA UCRÂNIA

Conselho de Segurança da ONU fará reunião na segunda (7) sobre a crise humanitária na Ucrânia

No mesmo dia, os membros do Conselho também farão uma outra sessão, mas desta vez, com portas fechadas

Refugiados da Ucrânia em direção à fronteira com a Polônia

£UKASZ GAGULSKI /EFE – 28.02.22

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira (7), às 17h (horário de Brasília), para avaliar a crise humanitária provocada pela invasão russa da Ucrânia, a pedido dos Estados Unidos e da Albânia, segundo fontes diplomáticas consultadas nesta sexta-feira (4).

Após a sessão pública, haverá uma outra a portas fechadas entre os 15 membros do Conselho de Segurança, esta a pedido do México e da França, para discutir o projeto de uma possível resolução, informou um diplomata à AFP sob condição de anonimato.

A proposta do México e da França visa pedir o fim das hostilidades na Ucrânia e dos obstáculos ao fluxo de ajuda humanitária e proteção de civis.

O esboço do texto encontrou barreiras, pois os Estados Unidos alertaram que não o apoiariam se não dissesse explicitamente que a Rússia causou a crise humanitária, segundo outro diplomata.

A França originalmente queria uma votação na terça-feira, mas isso não aconteceu.

Diplomatas dizem agora que a França, diante da relutância dos Estados Unidos, reverteu sua posição e não está pressionando por uma votação tão rápida quanto antes.

Qualquer projeto de resolução que critique a Rússia está fadado ao fracasso porque a Rússia tem poder de veto no Conselho de Segurança.

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RÚSSIA É PRESSIONADA PELA ONU PARA CESSAR INVASÃO NA UCRÂNIA

Rússia enfrenta forte pressão na ONU para que cesse invasão na Ucrânia

Assembleia-Geral da ONU para discutir a guerra Rússia-Ucrânia começou nesta segunda (28) e vai até quarta (2)

António Guterres na Assembleia-Geral da ONU, nesta segunda (28)

MICHAEL M. SANTIAGO/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 28.2.2022

No banco dos réus do cenário internacional, a Rússia defendeu nesta segunda-feira (28), na Assembleia-Geral da ONU, a invasão da Ucrânia, durante uma reunião excepcional de emergência dos 193 membros da organização, na qual houve múltiplos chamados pelo fim da guerra na ex-república soviética.

À cascata de sanções contra interesses econômicos, políticos e esportivos russos, sucederam-se na tribuna da ONU, em Nova York, chamados pelo fim das hostilidades na Ucrânia.

Paralelamente à reunião, os Estados Unidos deram um novo passo, ao anunciar a expulsão de 12 membros da missão diplomática russa nas Nações Unidas, acusando-os de espionagem.

“Basta! Os combates devem parar”, declarou o secretário-geral da ONU, António Guterres, na abertura da sessão, convocada pelos defensores da legalidade internacional após o fracasso de sexta-feira do Conselho de Segurança, que não conseguiu condenar a invasão russa.

Representantes de mais de uma centena de países devem passar pela tribuna até a próxima quarta-feira (2), quando a Assembleia-Geral deve votar uma resolução em que “deplora nos termos mais fortes a agressão da Rússia à Ucrânia”, após a alteração do termo “condena”, segundo o rascunho do documento, observou a AFP.

O texto, promovido pelos europeus em coordenação com Kiev e o apoio de mais de 70 países, é semelhante ao apresentado por Estados Unidos e Albânia e rejeitado por um veto russo no Conselho de Segurança na sexta-feira. Ele exige a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia e o fim dos combates.

Após mais de oito horas de discursos, a sessão foi concluída e será retomada às 15h (horário local, 12h no Brasil) desta terça-feira.

LEGÍTIMA DEFESA

Desde o início da invasão, a Rússia alega a legítima defesa prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas. Após mobilizar dezenas de milhares de militares na Ucrânia e em seus arredores, com tanques, aviões de combate e navios, Putin evocou neste domingo implicitamente a ameaça nuclear, provocando a indignação dos Estados Unidos e da Europa.

“Não foi a Rússia que começou esta guerra, estas operações militares foram iniciadas pela Ucrânia, contra os habitantes do Donbass (região separatista no leste do país) e contra todos os que não concordavam com ela”, defendeu o embaixador russo na Assembleia-Geral.

Essa versão foi contestada pela maioria dos países que passaram pela tribuna. A embaixadora britânica, Barbara Woodward, condenou o que chamou de “guerra injustificada”. Já o representante do Brasil, Ronaldo Costa Filho, declarou: “Estamos sob uma rápida escalada de tensões que pode pôr toda a humanidade em risco”, acrescentando que “ainda temos tempo para parar isso”.

“Se a Ucrânia não sobreviver, não nos surpreendamos se a democracia falhar”, disse o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya. “Salve as Nações Unidas, salve a democracia e defenda os valores em que acreditamos”, implorou em um discurso grave.

NADA A GANHAR

O representante chinês, Zhang Jun, afirmou que “não há nada a ganhar com o começo de uma nova Guerra Fria, ressaltando que a mentalidade “baseada no confronto de blocos deveria ser abandonada. Devem-se respeitar a soberania e a integridade de todos os países, bem como o conjunto dos princípios da Carta das Nações Unidas”.

Iniciada com um minuto de silêncio pelas vítimas da guerra, a essa reunião se somou outra, do Conselho de Segurança, durante a tarde, dedicada à situação humanitária na Ucrânia, onde, segundo a ONU, meio milhão de pessoas já tiveram que deixar o país por causa da invasão russa, e 102 já morreram no conflito.

França e México promovem nesse fórum uma nova resolução em favor do “fim das hostilidades”, da “proteção dos civis”, e que se permita a chegada de ajuda humanitária “sem obstáculos”.

A Rússia também está na mira da ONU em Genebra, onde um debate urgente no Conselho de Direitos Humanos sobre a invasão da Ucrânia deve ocorrer na próxima quinta-feira.

Mihares de pessoas estão fugindo da guerra na Ucrânia, país que vem sendo atacado muito fortemente pela Rússia. Nesta segunda (28), muita gente seguiu para a Polônia e Hungria na tentativa de escapar dos combates. Na foto, mulher e criança que saíram da Ucrânia descansam num ponto de recepção de refugiados montado numa estação de trem em Przemysl, na Polônia

Fonte: R7

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ONU APROVA PEDIDO DE PAÍSES OCIDENTAIS PARA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DE EMERGÊNCIA SOBRE INVASÃO DA UCRÂNIA

ONU aprova reunião extraordinária da Assembleia Geral sobre guerra

Encontro será realizado na segunda-feira (28) para que 193 países se manifestem sobre invasão russa da Ucrânia

INTERNACIONAL

Do R7, com informações da AFP

Assembleia Geral da ONU

JOHN ANGELILLO/POOL VIA REUTERS – 20.9.2021

O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste domingo (27), a pedido de países ocidentais, uma resolução para convocar para amanhã, segunda-feira (28), “em sessão extraordinária de emergência”, a Assembleia Geral da ONU, a fim de que seus 193 membros se pronunciem sobre a invasão da Ucrânia.

A resolução, promovida pelos Estados Unidos e pela Albânia, foi aprovada por 11 países, com o voto contrário da Rússia e a abstenção de China, Índia e Emirados Árabes. O Brasil votou a favor. O regulamento da ONU não contempla o direito ao veto para recorrer a essa instância.

Com base em procedimento estabelecido em 1950 e intitulado “A união pela paz”, esse recurso, que representa um revés para a Rússia no cenário diplomático internacional, não pode ser vetado por nenhum dos cinco países-membros do Conselho de Segurança.

Recorrer à Assembleia Geral, o que aconteceu algumas vezes na história da ONU, permitirá que os 193 países da ONU se posicionem sobre o conflito, entre os defensores da democracia e da soberania da Ucrânia e o apoio a Moscou.

A sessão extraordinária da Assembleia Geral, marcada para as 10h em Nova York, será aberta pelo presidente da instância e pelo secretário-geral da ONU e deve durar o dia inteiro.

Fonte: CNN

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SEGUNDO PORTA-VOZ DA ONU, ORGANISMO MUNDIAL “PLANEJA MELHORAR ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA AO POVO DA UCRÂNIA”

Chefe da ONU conversa com presidente da Ucrânia e diz que vai aumentar ajuda

Secretário-geral António Guterres disse que a organização lançará na terça-feira (1º) um apelo de financiamento de suas operações

António Guterres conversou com Volodmir Zelenski neste sábado (26)

CARLO ALLEGRI/REUTERS – 23.02.2022

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, conversou com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, neste sábado (26). Segundo um porta-voz da ONU, ele disse que o organismo mundial planeja “melhorar a assistência humanitária ao povo da Ucrânia”.

“Ele informou ao presidente que as Nações Unidas lançarão na terça-feira [1º] um apelo de financiamento de nossas operações humanitárias na Ucrânia”, disse o porta-voz da ONU em comunicado.

O chefe de ajuda da ONU, Martin Griffiths, disse nesta sexta-feira (25) que mais de 1 bilhão de dólares serão necessários para operações de ajuda na Ucrânia nos próximos três meses, já que centenas de milhares de pessoas estão refugiadas depois que a Rússia invadiu o país.

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SECRETÁRIO DA ONU DECLAROU QUE ACORDO APROVADO NA COP26 É UM COMPROMISSO MAS NÃO É O SUFICIENTE

Importante mas não é o suficiente’, diz secretário da ONU sobre COP26

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres elogiou com ressalvas o Pacto Climático de Glasgow, firmado na cúpula

Acordo manteve meta de barrar aumento de 2ºC no aquecimento global

JUSTIN GOFF/ GOVERNO DO REINO UNIDO – 11/11/2021

O acordo final aprovado neste sábado (13) na Convenção do Clima (COP26) de Glasgow, na Escócia, é um compromisso, mas não é o suficiente, declarou nesta tarde o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, em vídeo publicado em suas redes sociais.

“[O acordo] reflete os interesses, as contradições e o estado de vontade política do mundo hoje. É um passo importante, mas não é o suficiente”, afirma Guterres. Ele defende a necessidade de acelerar as ações climáticas para limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC. “É hora de ligar o modo emergência”, ressalta.

Guterres ainda deixou um recado para jovens, comunidades indígenas, líderes mulheres e todos os ativistas: “Sei que vocês estão desapontados, mas o caminho para o progresso nem sempre é uma linha reta. Às vezes há desvios e valas. Mas sei que conseguiremos chegar lá. Estamos na luta das nossas vidas e essa luta deve ser vencida. Nunca desista nem recue, continue indo em frente. Estou com vocês”, afirmou.Já a secretária-executiva da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Patricia Espinosa, que discursou na plenária do evento nesta tarde, afirmou que poucos negociadores retornarão ao seu país completamente satisfeitos com o documento final da cúpula, mas isso faz parte de operar sob o multilateralismo.

“O reconhecimento [dos problemas climáticos] foi o que permitiu o apoio e o consenso sobre o acordo”, afirma Espinosa, destacando que o sucesso do encontro não se resumia a anúncios impactantes, e sim um pacote que fizesse sentido. “Temos boas intenções e ações mensuráveis [no acordo]”, destaca.

Para Espinosa, a discussão financeira era essencial, uma vez que países desenvolvidos necessitam de suporte para acompanhar o acordo climático. Mas, de modo geral, a secretária-executiva se mostrou satisfeita com o que chamou de “transformação histórica”. Disse que agora os negociadores podem aproveitar o que conquistaram e ressaltou que todos devem permanecer vigilantes para que as promessas sejam cumpridas.

Depois de Espinosa, o presidente da COP26, Alok Sharma, retornou ao microfone da plenária para dizer que estava orgulhoso do que foi conquistado coletivamente. “É um progresso real e agora o trabalho deve começar. Podemos dizer que mantemos [o aumento limite de] 1,5ºC sob alcance”, ressalta.

Fonte: R7

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PRESIDENTE DOS EUA NA COP26 ACUSOU CHINA DE VIRAR AS COSTAS AO “GIGANTESCO” PROBLEMA DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Joe Biden acusa China de virar as costas à luta climática na COP26

Presidente chinês Xi Jinping não compareceu pessoalmente à cúpula da ONU que discute as mudanças climáticas do planeta

INTERNACIONAL

por AFP

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante discurso na COP26

BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta terça-feira (2) a China de virar as costas ao “gigantesco” problema das mudanças climáticas na COP26, marcada por uma grande promessa global de produzir menos gás metano que não inclui o maior emissor mundial.

No terceiro dia da conferência do clima da ONU, os líderes de uma centena de países, convidados a participar com a esperança de que sua presença impulsione o diálogo, decidiram reduzir em 30% as emissões de metano no fim desta década.

Mas o compromisso não inclui China, Rússia e Índia, três dos cinco maiores emissores do planeta. E os presidentes dos dois primeiros países citados, Xi Jinping e Vladimir Putin, que antes haviam evitado a cúpula do G20 em Roma, nem mesmo viajaram para a cidade escocesa de Glasgow.

“Acho que foi um grande erro, francamente, a China não ter aparecido”, disse Biden em coletiva de imprensa, acusando o país de “virar as costas” ao “gigantesco” problema que o planeta enfrenta.

Iniciativa sobre o metano

O metano tem efeito estufa 80 vezes mais potente do que o CO₂. Suas fontes, como as minas de carvão a céu aberto e o gado, receberam relativamente pouca atenção até agora.

“É um dos gases que podemos reduzir mais rapidamente”, destacou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lembrando que o metano é responsável por “cerca de 30%” do aquecimento global acumulado desde a revolução industrial.

O compromisso foi assinado por cem países, liderados por Estados Unidos e pelos da União Europeia. Apesar da inclusão de grandes produtores de carne, como Brasil e Argentina, esses países representam pouco mais de 40% das emissões mundiais de metano.

“O anúncio de hoje não alcança a redução de 45%, que, segundo a ONU, é necessária para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau”, lamentou Murray Worthy, responsável pela ONG Global Witness.

A Argentina juntou-se à promessa, enfatizando “o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas” entre países desenvolvidos — responsáveis pela imensa maioria das emissões do último século — e países em desenvolvimento.

“A contribuição da nossa agrobioindústria para a segurança alimentar mundial não deve ser excluída das negociações climáticas para não gerar novas formas de protecionismo”, defendeu o presidente argentino, Alberto Fernández.

Ele pediu que o pagamento de parte de sua enorme dívida externa seja vinculado “aos investimentos imprescindíveis em infraestrutura verde de que a Argentina precisa”.

Negociações complicadas

Cancelada no ano passado por causa da pandemia, a COP26 tem como missão desenvolver o Acordo de Paris de 2015 e alcançar como principal objetivo a limitação do aquecimento global em 1,5 grau. No entanto, as negociações anunciadas são complicadas.

“Ainda resta um longo caminho a percorrer”, alertou o primeiro-ministro britânico e anfitrião da conferência, Boris Johnson, declarando-se “prudentemente otimista” quando os líderes começam a deixar Glasgow e passam o bastão para os negociadores.

Buscando dar impulso, os chefes de Estado e de governo não só prometeram emitir menos gases, mas também absorver mais, freando e revertendo o desmatamento e a degradação do solo em 2030.

“Nossas florestas são a forma que a natureza captura carbono, retirando CO₂ de nossa atmosfera”, declarou Biden. “Temos que enfrentar essa questão [do desmatamento] com a mesma seriedade da descarbonização de nossas economias.”

Segundo a ONG Global Forest Watch, somente em 2020 a destruição de florestas primárias cresceu 12% em relação ao ano anterior — apesar da desaceleração econômica devido à pandemia —, e o Brasil, berço da maior floresta tropical do planeta, teve 9,5% de aumento nas emissões de gases de efeito estufa.

Os mais de cem países que assinaram a iniciativa representam 85% das florestas do mundo.

As medidas incluem apoiar atividades em países em desenvolvimento, como a restauração de terras degradadas, o combate a incêndios florestais e a defesa dos direitos das comunidades indígenas.

 

E serão apoiadas por um fundo de US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 68 bilhões) de dinheiro público financiado por 12 países entre 2021 e 2025, além de US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões) de investimento privado de mais de 30 instituições financeiras globais.

“É muito importante ser neutro em carbono, mas também é muito importante ser positivo com a natureza”, disse o presidente da Colômbia, Iván Duque, durante o evento, cujo país é 52% ocupado por floresta tropical e 35% por terras amazônicas e que prometeu declarar 30% de seu território área protegida em 2022.

Duque antecipou a promessa em oito anos com relação ao previsto, “porque temos que agir agora”, afirmou.

Grupos ambientalistas denunciaram o fim do desmatamento em 2030 como tarde demais e o Greenpeace o considerou “luz verde para mais uma década de destruição florestal”.

Fonte: R7

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EMBAIXADORA DA JUVENTUDE DA ONU COBRA DOS LÍDERES MUNDIAIS UM DISCURSO MAIS PLURAL SOBRE O CLIMA

COP26: brasileira se junta a outros jovens pela preservação do planeta

Mahryan Sampaio, embaixadora da juventude da ONU, defende um discurso mais plural sobre o clima e cobra líderes mundiais

INTERNACIONAL

 Pablo Marques, do R7

Mahryan Sampaio (terceira da esq. para dir.) irá participar da COP26, na Escócia

REPRODUÇÃO INSTAGRAM/@MAHRYAN

Mahryan Sampaio, de 21 anos, é embaixadora da juventude da ONU e ao lado de outras três brasileiras forma uma comitiva que estará nesta semana em Glasgow, na Escócia. Elas participam da COP26, a cúpula das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

A brasileira irá se juntar a um grande grupo de jovens com idade em torno dos 20 anos para pressionar os líderes mundiais presentes na conferência a adotarem compromissos de preservação do planeta. “A importância dos jovens nesses espaços é tremenda”, diz.

A mobilização dos jovens para participar de um evento sobre o clima e o meio ambiente é uma tentativa de expor as demandas de uma parcela da população que costumava ficar de fora dos debates.

“A juventude não é o futuro. A juventude é o presente e o presente já está sendo afetado. Os desastres ambientais não estão restritos a apenas uma área e já viraram rotina no mundo todo”, afirma Mahryan.

“Existem pessoas incríveis no Brasil, na Ásia e na África que falam a partir de suas próprias perspectivas e isso tem sido considerado cada vez mais nesse espaço de decisão, inclusive na COP”, afirma.

Antes de encarar os principais nomes da política mundial, jovens de mais de 140 países se reuniram na COY (Conferência Jovem para Mudança Climática, na sigla em inglês), conferência que está na 16ª edição e que é voltada para capacitar, preparar e ouvir a voz da juventude. Esse encontro resultou em um documento que será levado para a COP e é uma das formas de amplificar o discurso da juventude.

“Nós temos muito a dizer e isso até então não era valorizado. Hoje nós conseguimos projetar muitas mais vozes” diz a brasileira. “Mas ainda é preciso avançar”, completa.

Mahryan destaca a importância de cobrar que as metas do Acordo de Paris, em vigor desde 2016 e ratificado por mais de 140 nações, inclusive o Brasil, deixem de ser postergadas e passem a ser cumpridas.

Quanto a sua participação na cúpula, a brasileira se diz “otimista” e afirma: “Estando a juventude nesses espaços de decisão, nós não deixamos que certas coisas aconteçam. Nós pressionamos e estamos ali falando nos ouvidos dos líderes mundiais”.

Fonte: R7

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BOAS NOTÍCIAS: CONHEÇA A BRASILEIRA QUE SALVOU AS ARARAS-AZUIS DA EXTINÇÃO

A bióloga brasileira Neiva Guedes, de 58 anos, é um orgulho para os brasileiros, acaba de entrar para o hall da fama da ONU Mulheres, pelo trabalho em prol da preservação das araras-azuis. Neiva que é natural de Ponta Porã, mestre em Ciências Florestais e doutora em Zoologia estuda o comportamento da espécie, que é 100% brasileira, desde os anos 80. Ela também é pesquisadora e professora do mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp e presidente do Instituto Arara Azul, que existe há 30 anos. Conheça a história e o trabalho desenvolvido por essa brasileira.

Brasileira salva araras-azuis da extinção e entra no Hall da Fama da ONU

A bióloga brasileira Neiva Guedes, de 58 anos, acaba de entrar para o hall da fama da ONU Mulheres, pelo trabalho em prol da preservação das araras-azuis.

Neiva estuda o comportamento da espécie, que é 100% brasileira, desde os anos 80. As pesquisas a levaram fundar o Instituto Arara Azul, que busca conscientizar sobre a causa animal e desenvolve técnicas para instalar na natureza ninhos artificiais em condições perfeitas para que as aves se reproduzam.

Ela conta que ainda há muito trabalho a ser feito, mas se sente orgulhosa em poder realizar as mudanças e ter o reconhecimento do trabalho.

Conscientização ecológica

Neiva explica que é importante falar sempre sobre preservação de espécies, principalmente para os mais jovens.

Parte do trabalho dela foi voltado para a conscientização da população contra a caça ilegal da ave, as mudanças climáticas e o desmatamento em alta escala, uma vez que a espécie se reproduz apenas quando encontram boas cavidades naturais nos troncos das árvores, que estavam cada vez mais sendo derrubadas.

Representatividade brasileira

Além do hall da fama das Meninas e Mulheres Cientistas da ONU, Neiva ainda virou personagem de história em quadrinhos da Turma da Mônica, que é parceira da organização.

Além disso, ela também virou um “card” da ONU, que celebrava o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, comemorado em 11 de fevereiro.

Neiva é natural de Ponta Porã, mestre em Ciências Florestais e doutora em Zoologia.

Ela é pesquisadora e professora do mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Uniderp e presidente do Instituto Arara Azul, que existe há 30 anos.

Que orgulho Neiva. Obrigado!!!!

Neiva trabalha com araras-azuis há 30 anos - Foto: divulgação
Neiva trabalha com araras-azuis há 30 anos – Foto: divulgação

Com informações de The Greenest Post

Fonte: Só Notícia Boa

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PRESIDENTES DO BRASIL E COLÔMBIA AFIRMARAM QUE SEUS PAÍSES CHEGAM À PRÓXIMA CÚPULA DA ONU SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS “UNIDOS EM DEFESA DA AMAZÔNIA”

Brasil e Colômbia chegam à COP26 ‘unidos’ em defesa da Amazônia

Presidentes dos dois países participarão de cúpula em Glasgow, na Escócia, com outros líderes mundiais no final de outubro

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidentes se encontram nesta terça-feira (19) no Palácio do Planalto, em Brasília

JOÉDSON ALVES/EFE – 19.10.2021

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e seu homólogo colombiano, Iván Duque, afirmaram nesta terça-feira (19), em Brasília, que seus países chegam à próxima cúpula da ONU sobre mudanças climáticas “unidos” em defesa da Amazônia.

“Chegaremos a Glasgow [Reino Unido] unidos para tratar de um assunto muito importante e caro para todos nós: nossa amada, rica e desejada Amazônia”, disse Bolsonaro após se reunir com Duque no Palácio do Planalto.

Os países da região amazônica “compartilham a ideia de chegar a Glasgow com uma mensagem inequívoca para proteger este território”, acrescentou Duque por sua vez.

“Nossa voz em Glasgow será não só trabalhar pela transição energética, pela redução de emissões, mas também alcançar a neutralidade de carbono e fazê-lo com grande proteção de nossas florestas tropicais e de nossa Amazônia”, afirmou o presidente colombiano no segundo dia de sua visita oficial ao Brasil.

Líderes mundiais se reunirão na cidade escocesa de Glasgow entre 31 de outubro e 12 de novembro para discutir a redução das emissões de CO2, chave para o combate às mudanças climáticas.

O governo Bolsonaro é muito criticado por sua política ambiental, principalmente pelo aumento do desmatamento desde que assumiu o poder em 2019, por ter enfraquecido órgãos de controle ambiental e defender publicamente a exploração de recursos em áreas protegidas.

Em uma mudança de discurso, em abril, Bolsonaro se comprometeu a atingir a neutralidade de carbono até 2050, ou seja, o equilíbrio entre a quantidade emitida e a retida, e prometeu que o Brasil eliminará o desmatamento ilegal até 2030.

Brasil e Colômbia concentram 61% e 6% da floresta amazônica em seus territórios, respectivamente. Setenta por cento do desmatamento na Colômbia ocorre nessa região. Em 2020, 109.302 hectares foram desmatados em solo amazônico colombiano, segundo dados oficiais.

Durante a visita oficial de Duque “para estreitar os laços” com o Brasil, os presidentes assinaram sete acordos de cooperação em temas como combate ao narcotráfico, exportação, saneamento, agricultura e tecnologia.

Duque também se reuniu com empresários colombianos e brasileiros em São Paulo e tem encontro marcado com os presidentes das duas casas do Congresso nesta terça-feira.

Brasil e Colômbia registraram intercâmbio bilateral de 3,6 bilhões de dólares em 2020, segundo o governo brasileiro

Fonte: R7

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SECRETÁRIO GERAL DA ONU CRITICOU O NÃO CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS FEITAS PELO TALIBÃ SOBRE O DIREITO DAS MULHERES AFEGÃS

ONU diz que Talibã descumpriu promessas de direitos das mulheres

Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que mantém diálogo constante com talibãs pelos direitos femininos

Sob regime talibã, mulheres perderam direitos básicos, como o acesso à educação

HOSHANG HASHIMI/AFP – 08.09.2021

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou nesta segunda-feira (11) as promessas “não cumpridas” do Talibã às mulheres e meninas afegãs, e pediu ao mundo que injete dinheiro no Afeganistão para evitar o colapso econômico do país.

“Estou especialmente preocupado ao ver que as promessas feitas às mulheres e meninas afegãs pelos talibãs não estão sendo cumpridas”, disse à imprensa.

“Faço um apelo enérgico aos talibãs para que mantenham suas promessas às mulheres e meninas e cumpram suas obrigações em virtude dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário.”

“Não vamos abandonar” o assunto, afirmou Guterres, destacando que a questão é abordada diariamente com os talibãs, que não desfrutam de reconhecimento internacional, apesar de estarem no poder no Afeganistão desde meados de agosto.

“As promessas não cumpridas levam a sonhos desfeitos das mulheres e meninas no Afeganistão”, acrescentou, lembrando que, a partir de 2001, quando os talibãs foram derrubados do governo por uma invasão dos Estados Unidos, “o tempo médio [das afegãs] na escola passou de seis para dez anos”.

Guterres ressaltou que “80% da economia afegã é informal, com um papel preponderante das mulheres. Sem elas, não existe a possibilidade de a economia e a sociedade afegãs se recuperarem”.

Em um momento em que os bens afegãos estão sendo congelados e os auxílios ao desenvolvimento interrompidos, Guterres pediu “ao mundo que aja e injete liquidez na economia afegã”.

“Devemos encontrar formas de dar uma nova vida à economia” para que as pessoas sobrevivam, e “isso pode ser feito sem violar as leis internacionais”, acrescentou, referindo-se às sanções que pesam contra Cabul.

É possível transferir fundos internacionais ou fundos afegãos bloqueados a agências da ONU ou organizações não governamentais, que depois pagam salários aos afegãos no local, disseram funcionários do órgão multilateral.

Essa prática, com isenções bancárias autorizadas particularmente pelos Estados Unidos, já foi usada no passado, como, por exemplo, no Iêmen.

Guterres declarou que “a comunidade internacional está se movendo muito lentamente” para injetar liquidez na economia afegã e destacou que “o povo afegão não pode sofrer um castigo coletivo [pelas sanções] devido ao comportamento dos talibãs”.

A crise humanitária afeta pelo menos 18 milhões de pessoas, metade da população do país asiático.

Até agora, a ajuda humanitária internacional chegou a várias regiões do Afeganistão sem obstrução por parte dos talibãs, e inclusive com sua “cooperação” e assistência em “segurança”, afirmou Guterres.

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ANÁLISE POLÍTICA: MIL ESTRANHOS DIAS, POR ALEXANDRE GARCIA

Nesta segunda-feira você vai ver o brilhante jornalista Alexandre Garcia fazer seu comentário sobre o ataque contra nossas liberdades básicas e principalmente sobre a maior delas: a liberdade de expressão. Ele cita desde o discurso do presidente da república na ONU, na semana passada até os atos autoritários da Suprema Corte brasileira, encarregada de defender e guardar a Constituição. Algo que você não pode deixar de assistir sob pena de ficar à margem do processo político democrático do seu país e depois não poder reclamar se e quando a sua própria liberdade for cerceada!

Fonte:

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ONU FAZ APELO À GOVERNOS QUE OFEREÇAM PROTEÇÃO OU ACORDOS LEGAIS PARA MIGRANTES HAITIANOS QUE ESTÃO PERCORRENDO AS AMÉRICAS

ONU faz apelo para que governos protejam migrantes haitianos

Agências da Nações Unidas pediram para que países das Américas ofereçam suporte às pessoas que se deslocam pelo continente

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Haitianos cruzam toda a América em direção aos Estados UnidosHaitianos cruzam toda a América em direção aos Estados Unidos
RAUL ARBOLEDA/AFP – 27.9.2021

Quatro agências das Nações Unidas fizeram um apelo nesta quinta-feira (30) para que governos ofereçam mecanismos de proteção ou acordos legais para os milhares de migrantes haitianos que estão percorrendo as Américas com destino, principalmente, aos Estados Unidos.

A Acnur (Agência da ONU para os Refugiados), OIM (Organização Internacional para as Migrações), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediram que os Estados não expulsem os cidadãos haitianos sem ter avaliado as suas necessidades de proteção e garantam sus direitos fundamentais.

Em um comunicado conjunto, as quatro agências convidaram “aos países nas Américas a adotar um enfoque regional integral para garantir que os haitianos em situação de mobilidade na região recebam proteção”.

“A ONU e seus parceiros estão oferecendo assistência aos haitianos dentro e fora do país, inclusive, no trajeto. No entanto, é necessário fazer muito mais para atender suas necessidades mais urgentes”, indica a nota.

O comunicado lembra que, na última década, a complexa situação no Haiti, assolada por fenômenos naturais extremos, além de crises políticas e sociais, obrigaram milhares de pessoas a deixar o país.

O texto também aponta que entre os haitianos que estão migrando pelas Américas, há pessoas de diferentes perfis, inclusive, crianças não acompanhadas ou separadas das famílias, vítimas de tráfico de pessoas, sobreviventes da violência de gênero, entre outras.

“Algumas têm motivos bem fundamentados para pedir proteção internacional como refugiados. Outras podem ter necessidades de proteção distintas. O direito internacional proíbe expulsões coletivas e exige a avaliação de cada caso para identificar necessidades de proteção”, indica o comunicado.

“O discurso público, com tons discriminatórios, que sugerem que a mobilidade humana é um problema, alimenta o racismo e a xenofobia, portanto, deve ser evitado e condenado”, apontam as agências da ONU na nota conjunta.

Fonte: R7

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ANÁLISE POLÍTICA: FLORESTAS E ÍNDIOS

Segunda-feira é dia de ANÁLISE POLÍTICA, aqui no Blog do Saber e como sempre com o excepcional Alexandre Garcia, que comenta sobre o discurso do presidente Bolsonaro na ONU e a lição brasileira sobre índios e florestas. Então esteja atento e assista ao vídeo completo a seguir. Depois faça a sua análise e chegue a sua conclusão. 

Fonte:

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RESUMO DA SEMANA: ANÁLISE DO DISCURSO DE BOLSONARO NA ONU

Neste domingo, você que não conseguiu acompanhar o desenrolar dos fatos políticos da semana vai assistir, aqui na coluna RESUMO DA SEMANA tudo que rolou no senário político nacional, com ênfase para o discurso de Bolsonaro na ONU, sob o comando de Vitor Brown no Semana da Pan, da rádio Jovem Pan. Então acomode-se na poltrona e bom programa!

Fonte:

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BOLSONARO ESTÁ EM NOVA YORK E DISCURSARÁ NA ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU

Bolsonaro chega aos EUA para Assembleia-Geral da ONU

O presidente discursará na abertura do debate geral dos chefes de estado

Mariana Janjácomoda CNN

em Nova York

 

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) desembarcou em Nova York, nos Estados Unidos, neste domingo (19). Ele discursará na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) na terça-feira (21).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, publicou nas redes sociais uma foto da chegada de Bolsonaro.

Manifestantes contrários a Bolsonaro também estavam próximos do local. O pequeno grupo gritava palavras de ordem e seguravam cartazes.

Além do discurso na abertura do debate geral dos chefes de estado, o presidente do Brasil terá reuniões com outras autoridades. Uma delas é o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na segunda-feira (20).

Fonte: CNN

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PAÍSES SOLICITAM REUNIÃO DA ONU APÓS COREIA DO NORTE TESTAR MÍSSEIS DE LONGA DISTÂNCIA

Conselho da ONU se reúne após exercício militar da Coreia do Norte

Reunião teria sido solicitada por França e Estônia após o país asiático testar misseis de longa distância no último fim de semana

INTERNACIONAL

 Lucas Ferreira, do R7, com informações da AFP

Imagens de exercício militar norte-coreano foram divulgadas pela agência estatal de notícias

KCNA VIA REUTERS – 13.9.2021

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quarta-feira (15) para discutir o último exercício militar da Coreia do Norte. Segundo fontes da agência AFP, a convocação foi feita de maneira emergencial por França e Estônia.

Os exercícios militares norte-coreanos foram feitos no último fim de semana, quando o país testou um novo modelo de “míssil de cruzeiro de longo alcance”. O teste foi divulgado na segunda (13) pela agência estatal de notícias KCNA.

Ainda de acordo com a imprensa norte-coreana, chefes do alto escalão militar supervisionaram a operação de perto, que contou com a divulgação de imagens do míssil durante o lançamento e em voo.

Os artefatos percorreram 1.500 km antes de atingirem o mar da Coreia do Norte, informou a KCNA. A agência norte-coreana acrescentou que este míssil é “uma arma estratégica de grande significado” e “a eficiência e a funcionalidade da operação do sistema de armas foram confirmadas como excelentes”.

Após análise das imagens, especialistas apontaram que o exercício militar realizado pela Coreia do Norte demonstrou uma evolução bélica que pode superar sistemas de defesa de outros países.

A Coreia do Sul anunciou que fará uma análise em conjunto com os Estados Unidos sobre o exercício militar norte-coreano. O Japão, por sua vez, destacou que esta arma representa uma “ameaça à paz e à segurança” do país e de toda a região.

Conselho de Segurança da ONU

Formam o Conselho de Segurança da ONU como membros permanentes China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia. Além deles, Estônia, Índia, Irlanda, México, Níger, Noruega, Quénia, São Vicente e Granadinas, Tunísia e Vietnã ocupam cadeiras provisórias no Conselho.

Brasil voltará ao Conselho no próximo ano para o biênio 2022-2023 e terá direito a um assento no grupo pela 11ª vez na história.

Fonte: R7

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SEGUNDO PROFESSOR, A ONU TERIA CONDIÇÕES DE ADIAR OU ELIMINAR POR COMPLETO O RISCO DE UMA GUERRA MUNDIAL PROVOCADA PELA CRISE NO AFEGANISTÃO

Há risco de a crise no Afeganistão evoluir para uma guerra mundial?

Segundo professor da Unicamp, ONU teria condições de adiar este perigo por muito tempo e possivelmente eliminá-lo por completo

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo, do R7*

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Vitória do Talibã poderia fortalecer outros grupos extremistas e provocar conflitos regionais

AKHTER GULFAM / EFE – EPA – 25.8.2021

Com a crise política que se instalou no Afeganistão desde quando o Talibã invadiu a capital Cabul e assumiu o controle do país, no dia 15 de agosto, um pensamento possível é que o mundo estaria caminhando rumo a um novo conflito a nível global — que, se consumado, seria o terceiro da história da humanidade e o primeiro deste século.

Para o professor de Direito da Unicamp (Universidade Estadual Paulista), Luís Vedovato, que estuda o Afeganistão pelo viés dos direitos humanos, o risco de um conflito nessas proporções acontecer é consideravelmente baixo.

Não por acaso, a entidade foi criada em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, o maior e mais destrutivo conflito da história, que matou um total estimado de 70 a 85 milhões de pessoas.

“Há de se levar em conta ainda a questão econômica, que é internacionalmente conectada devido a estrutura da ONU. Conflitos são sempre prejudiciais à economia, ainda mais um conflito de proporções mundiais”, afirma o professor da Unicamp.

Um segundo fator a ser levado em consideração, de acordo com Vedovato, é a possibilidade, ainda que remota, de haver o uso de bombas nucleares em uma eventual nova guerra mundial. Esse tipo de armamento tem como característica uma grande liberaçao de energia e, por isso, tem um imenso poder de destruição.

O mundo ainda se lembra, com imenso pesar, dos dias 9 e 16 de agosto de 1945, quando os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki e provocaram, instantaneamente, a morte de 70 mil pessoas.

“O Irã, por exemplo, enriquece urânio a 20% de pureza, o que não é o suficiente para a produção de bombas nucleares e, por hora, é usado apenas e tão somente para a produção de energia. Sabe-se, no entanto, que produzir bombas nucleares não seria um grande desafio naquela região, ainda mais tendo em vista que todos os países ali são muito bem armados”, diz.

Conflitos regionais

Apesar de Vedovato não acreditar que uma terceira guerra mundial seja uma possibilidade concreta, ele defende que, eventualmente, poderiam surgir conflitos regionais entre alguns países do Oriente Médio, que, assim como o Afeganistão, também abrigam grupos que fazem uma interpretação extrema da religião islâmica.

Um exemplo disso é o Iêmen, país onde o terrorismo gera preocupação desde muito tempo e há forte presença da organização fundamentalista Al-Qaeda, responsável pelo ataque às torres do World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Para o professor, a recente vitória do Talibã sobre o governo do Afeganistão poderia fortalecer esses grupos, que cogitariam tomar o poder de seus respectivos países e provocar, assim, alguns conflitos na região do Oriente Médio. Dificilmente, no entanto, ele acredita que tais conflitos se espalhariam pelo mundo e evoluiriam para uma situação de proporções maiores.

“Ainda não há qualquer perspectiva de uma terceira guerra mundial, mas acho que o mundo deve ficar bastante atento aos próximos desdobramentos da crise no Afeganistão, sobretudo porque estamos em um momento de mudança de poder”, afirma.

“Os Estados Unidos estão agora saindo do centro das decisões políticas mundiais para compartilhar esse centro com outros países, tais como China e Rússia, que já sinalizaram apoio ao novo governo talibã”, completa.

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SECRETÁRIO GERAL DA ONU COBRA QUE OS TALIBÃS GARANTAM AS LEIS INTERNACIONAIS E O DIREITO À LIBERDADE

Secretário geral da ONU alerta sobre direitos das mulheres afegãs

Antonio Guterres cobrou que os talibãs e os demais envolvidos no conflito garantam as leis internacionais e o direito à liberdade

INTERNACIONAL 

por Agência EFE

Secretário geral da ONU, Antonio Guterres

MAXIM SHEMETOV/REUTERS – 12.5.2021

O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, lançou um alerta neste domingo (15) sobre os direitos das mulheres e das crianças no Afeganistão, em meio a tensão provocada com a tomada de parte do território pelos talibãs.

“O secretário geral está acompanhando com profunda preocupação a volátil situação no Afeganistão”, indica comunicado emitido hoje pela ONU à imprensa.

“O conflito está forçando centenas de milhares de pessoas a deixar suas casas. Segue havendo informação de abusos e violações de direitos humanos sérios nas comunidades afetadas pelos confrontos”, completa Guterres.

A nota aponta que o diplomata português está “especialmente preocupado” pelo futuro de mulheres e crianças afegãs, cujos “direitos obtidos com esforço, devem ser mantidos”.

Além disso, o secretário geral da ONU cobrou que os talibãs e os demais envolvidos no conflito garantam o cumprimento das leis internacionais e o direito à liberdade de todas as pessoas.

Guterres ainda exigiu que as agências de ajuda humanitária tenham “acesso sem restrições” aos necessitados.

Mais cedo, o presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, fugiu do país, o que resultou na tomada de Cabul pelos talibãs e acelerou a retirada das delegações diplomáticas estrangeiras que já estava em curso

Fonte: R7

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ESTUDO DA ONU CONCLUI QUE 50% DAS MORTES POR DESASTRE TÊM ORIGEM EM EVENTOS CLIMÁTICOS

As Nações Unidas (ONU) está mapeando os grandes desastres dos últimos 50 anos em todo o mundo. O estudo já consegue concluir que 45% dos eventos estavam ligados aos desastres naturais, que respondem também por 74% dos bilionários prejuízos deixados por eles. Esse assunto merece toda a nossa atenção, já que o prejuízo total calculado por todos eles é de US$ 521 bilhões (R$ 2,7 trilhões). 

Eventos climáticos respondem por metade das mortes por desastres, diz ONU

Dados fazem parte de atlas que está sendo feito pelo braço das Nações Unidas para o clima mapeando os grandes desastres dos últimos 50 anos no mundo

Juliana Elias, da CNN, em São Paulo
01 de agosto de 2021 às 20:39
Tempestade na ChinaTempestade na China: carros ficam cobertos pela enchenteFoto: VCG via Getty Images

Eventos climáticos extremos, como enchentes, secas, tempestades e calor extremo, foram a maior causa de desastres no mundo dos últimos 50 anos, os que mais mataram, que mais deram prejuízos e estão ficando cada vez mais frequentes.

São estas as principais conclusões preliminares de um atlas que está sendo elaborado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima, mapeando os grandes eventos meteorológicos que atingiram o planeta nas últimas décadas.

O estudo completo está previsto para ser divulgado em setembro. As informações foram divulgadas pelo Fórum Econômico Mundial.

De acordo com o levantamento da OMM, metade dos grandes desastres globais registrados nos últimos 50 anos estavam ligados aos eventos climáticos, numa lista que inclui também, por exemplo, acidentes industriais e derramamentos de petróleo.

Do total de mortes causadas por todos esses desastres, 45% estava ligado aos desastres naturais, que respondem também por 74% dos bilionários prejuízos deixados por eles.

As secas, por exemplo, mataram 650 mil pessoas nas últimas cinco décadas; tempestades levaram outras 577 mil vidas e mais 69 mil morreram em enchentes. Temperaturas extremas foram responsáveis pela morte de 55 mil pessoas em todo o mundo.

O prejuízo total calculado por todos eles é de US$ 521 bilhões (R$ 2,7 trilhões) – um dos mais custosos, pelos dados da OMM, aconteceu em 2002 na Alemanha, quando uma série de enchentes deixou um rastro de destruição estimado em US$ 16,4 bilhões.

Fonte: CNN Brasil

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ONU PROPÔS UM FUNDO 1,4 BILHÃO DE DÓLARES PARA ATENDER AO ÊXODO DA VENEZUELA

Venezuela: ONU pede R$ 7,2 bilhões para ajudar migrantes

Solicitação que tem como objetivo atender as demandas do êxodo venezuelano foi feita durante durante conferência com doadores

INTERNACIONAL

por AFP

Verba pedida tem como objetivo atender países que receberam imigrantes venezuelanos Verba pedida tem como objetivo atender países que receberam imigrantes venezuelanos EFE/ MARIO CAICEDO

A ONU propôs nesta quinta-feira (17) um fundo de 1,4 bilhão de dólares (cerca de R$ 7,2 na cotação atual), mais que o dobro dos recursos mobilizados no ano passado, para atender ao êxodo da Venezuela, durante uma conferência com doadores da qual participa a Colômbia, país que mais recebe migrantes venezuelanos.

A meta multiplica os US$ 659 milhões (R$ 3,25 bilhões) que foram mobilizados em 2020 para enfrentar uma das maiores crises migratórias do mundo, que envolve cerca de 5,6 milhões de pessoas que fugiram da Venezuela.

“Em 2021 o Plano de Resposta para Migrantes e Refugiados requer 1,4 bilhão de dólares”, detalhou o Representante Especial das Nações Unidas para os Refugiados e Migrantes Venezuelanos, Eduardo Stein.

“O impacto da pandemia nos países anfitriões foi muito severo (…) as necessidades cresceram exponencialmente”, acrescentou.

O enviado levantou uma arrecadação maior de ajuda durante a Segunda Conferência Internacional de Doadores em Solidariedade com refugiados e migrantes venezuelanos, que começou virtualmente nesta quinta-feira.

Dirigida este ano pelo Canadá, a conferência busca arrecadar fundos para atender 3,3 milhões de migrantes em “necessidade crítica de assistência” após fugirem da profunda crise econômica e social no país do petróleo, de acordo com a ONU.

“Este desafio migratório precisa de recursos, desembolsos”, disse o presidente colombiano Iván Duque.

Sem relações diplomáticas, Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira de cerca de 2.200 quilômetros. 1,8 milhão de venezuelanos chegaram ao território colombiano, a maioria deles em processo de regularização.

Duque insistiu que o êxodo venezuelano não recebeu o apoio de outras crises migratórias e lançou um novo “chamado à ação”.

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Filippo Grandi, saudou o plano do governo colombiano como “uma medida corajosa e sem precedentes” e exortou outros países receptores, como Peru e Equador a fazerem o mesmo.

Durante o evento, no qual não foi feito nenhum anúncio sobre os compromissos assumidos pelos países doadores, também interveio o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, que garantiu que “os venezuelanos enfrentam crescente discriminação e xenofobia” e que a “covid-19 tem agravado esta situação”.

A América Latina, onde permanece a maioria dos migrantes venezuelanos, foi duramente atingida pela pandemia do coronavírus, que já causou mais de 1,2 milhão de mortes e infectou 35 milhões de pessoas na região, onde a vacinação avança em ritmo mais lento.

Fonte: R7
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ECOLOGIA-MEIO AMBIENTE: BRASIL É O PAÍS DO MUNDO QUE MAIS DEDICA TERRITÓRIO A PROTEÇÃO DE VEGETAÇÃO NATIVA

Estudo da ONU aponta que Brasil é líder na proteção de florestas

Foto: Banco de imagens/Estadão Conteúdo

O Brasil é o país do mundo que mais dedica território à proteção de vegetação nativa. A afirmação é da Organização das Nações Unidas (ONU), publicada em estudo sobre Áreas Protegidas no Planeta, que considera como terras protegidas as unidades de conservação, parques nacionais, estações hidrológicas e também aquelas destinadas a povos tradicionais, como os indígenas. Entre as dez maiores nações do mundo em extensão territorial, o Brasil está na liderança como o país que mais protege florestas. O ranking preparado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi publicado na revista Oeste. Nele, o Brasil lidera com 30% da área protegida, ao lado da Austrália, que tem 20%, China, com 15,6%, Rússia, com 11,2%, e os demais países com 10% ou menos de proteção. Segundo o doutor em Ecologia e presidente da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, a proteção ambiental brasileira é quase três vezes maior em comparação com as demais nações.

“Isso não é conhecido e nem reconhecido. Não se fala disso aqui dentro e muito menos lá fora. Eu quase diria que para alguns é importante esconder essa realidade. Essa realidade precisa ser conhecida, temos que conhecer como a própria ONU declara no seu relatório sobre as áreas protegidas do mundo que o Brasil tem a maior rede de áreas protegidas terrestres do planeta, o Brasil representa 6% das terras do mundo, sua extensão territorial, mas das áreas protegidas ele é 12%. Isso precisa ser conhecido para que, num segundo momento, seja reconhecido”, afirma. A extensão das áreas protegidas pelo Brasil equivale a 54% de todo o território europeu. Se projetarmos a dimensão territorial das áreas protegidas do nosso país na superfície da Europa, 15 países ficariam cobertos pela mata. No debate da sustentabilidade, a pauta do desmatamento segue no radar. Nesta semana, uma pesquisa feita pela Coalização Brasil, Clima, Florestas e Agricultura mostrou que 90% dos executivos já utilizam dados de desmatamento para tomar decisões nos negócios. Segundo Evaristo de Miranda, esse tema precisa de gestão. “É um tema que temos que gerir, mas ele é apenas um dos componentes do grande tema da gestão das florestas, da gestão da Amazônia, do desenvolvimento sustentável que compõe com tudo isso”, diz. Novos estudos sobre proteção ambiental estão sendo feitos pela Embrapa com dados do Cadastro Ambiental Rural e do Censo, e a expectativa é que eles sejam publicados nas próximas semanas.

Fonte: Blog do BG

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POLÍTICA: BRASIL VOLTOU A SER MEMBRO ROTATIVO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

Brasil está de volta ao Conselho de Segurança da ONU

Foto: Alan Santos/PRFoto: Alan Santos/PR

Com PIB em alta, apesar de um ano pandêmico, e vacinação contra a Covid-19 a todo o vapor, o Brasil tem mais razões para festejar e ser reconhecido como nação confiável e em desenvolvimento: voltou a ser membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU pelo biênio (2022-2023). A escolha foi feita na sexta-feira (11), em Nova York, durante a 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O país recebeu 181 votos a favor da inclusão.

O Conselho da ONU é responsável pela manutenção da paz e segurança internacional e será a 11ª vez que o Brasil integrará o órgão.

A última vez que o Brasil participou do Conselho de Segurança da ONU foi há 10 anos atrás.

O Itamaraty comemorou a ascensão do Brasil ao órgão e disse que a aprovação reflete “o reconhecimento da histórica contribuição brasileira para a paz e a segurança internacionais”.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que, como membro rotativo, o Brasil pretende “fortalecer as missões de paz da ONU e defender os mandatos que corroborem a interdependência entre segurança e desenvolvimento”.

O Conselho de Segurança é composto por cinco membros permanentes que têm direito a veto: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França e por dez integrantes rotativos, eleitos para mandatos de dois anos cada um.

Em novembro de 2020, quando o Brasil mostrou interesse em voltar ao órgão, os países do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, manifestaram apoio à candidatura do país.

O presidente da Rússia, Vladmir Putin, puxou o coro para que haja uma reforma ampla da ONU para abrigar mais países do grupo no Conselho, que representa o principal árbitro de conflitos no sistema internacional.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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BOAS NOTÍCIAS: ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS AUMENTAM EM 21 MILHÕES DE KM2

Uma notícia realmente animadora é o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS desta quarta-feira, aqui no Blog do Saber. Um relatório elaborado e divulgado pela ONU constata que as áreas naturais protegidas aumentaram em 21 milhões de km² desde 2010. E isso tem a ver com as 20 metas estabelecidas, para serem realizadas até 2020. Portanto, você pode conhecer essas metas ao ler o artigo completo a seguir.

Aumentam áreas naturais protegidas no planeta, diz relatório da ONU

Felizmente estão pensando mais na natureza, de onde sai nossa comida, nossa água e o ar que respiramos. Um relatório divulgado pela ONU mostra que aumentou a quantidade de áreas naturais protegidas no planeta nos últimos anos!

E isso tem a ver com as 20 metas estabelecidas em 2010, para serem realizadas até 2020. As chamadas AICHIs, pretendem deter o declínio da biodiversidade no mundo.

“Hoje, 22,5 milhões de km² de áreas terrestres e de águas interiores (16,64% do total mundial) e 28,1 milhões de km² de áreas marinhas e costeiras (7,74%) estão em áreas protegidas documentadas, um aumento de mais de 21 milhões de km² desde 2010″, de acordo com um comunicado.

No relatório ainda apontava as metas. O objetivo era atingir 17% das áreas terrestres e 10% das áreas marinhas. Apesar de apenas o primeiro índice ter sido alcançado, a conquista está sendo muito comemorada.

A qualidade da proteção

De acordo com o PNUMA e a IUCN, quase 42% das unidades de conservação foram criadas na última década.

Para Trevor Sandwith, diretor do programa de áreas protegidas da IUCN, esse número relata um “grande esforço por parte dos países”.

E para que todas as nações adotem, cada vez mais, medidas ambientais melhores e mais assertivas, a IUCN desenvolveu uma lista de fatores para definir o bom funcionamento das zonas de proteção ambiente, como tamanho suficiente, regulamentação eficaz, finanças e conhecimentos necessários.

A lista contém indicação para que “as áreas protegidas devem estar mais conectadas entre si para permitir que as espécies se movam e os processos ecológicos funcionem”. Essa deve ser uma ação mais emergencial, já que “apenas 8% das terras são protegidas e conectadas ao mesmo tempo”.

Novo quadro de ações

A publicação do relatório acontece há seis meses da COP15, quando novas metas serão estabelecidas para serem cumpridas até 2030.

As novas metas trazem a perspectiva de uma maior participação dos povos indígenas, segundo a IUCN e o PNUMA. De fato. Esses grupos temem que a criação de áreas protegidas seja um pretexto para expulsá-los de suas terras, como já aconteceu em muitos países.

Proteger a natureza não significa acabar com as atividades humanas, segundo Sandwith, mas sim promover práticas sustentáveis, da agricultura e pesca ao turismo, acrescenta.

Com informações de R7.

Fonte: Só Notícia Boa

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ONU AFIRMOU QUE TEME PELA SEGURANÇA DO JORNALISTA PRESO PELO GOVERNO DE BELARUS

ONU diz temer por jornalista preso por Belarus após aparição na TV

Organização diz que foi possível notar feridas no rosto de Roman Protasevich e que ele pode ter sido coagido a vir à público

INTERNACIONAL
 Da EFE

Em protesto nesta terça-feira (25), uma mulher segura os retratos do jornalista e sua namorada

EFE / EPA / TOMS KALNINS – 25.05.2021

A ONU afirmou nesta terça-feira (25) que teme pela segurança do jornalista Roman Protasevich, preso pelo governo de Belarus após desviar o voo civil em que viajava para a Lituânia. A organização destacou que sua aparição ontem na televisão estatal bielorrussa não foi nada tranquilizadora, uma vez que foi possível notar feridas em seu rosto.

O mais provável é que essa aparição, na qual confessa ter cometido crimes, tenha sido resultado de coação, segundo disse o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU, que é chefiado pela ex-presidente chilena, Michelle Bachelet.

Boris Johnson cobra Belarus por ‘libertação imediata’ de opositor

“As informações obtidas sob coação não podem ser utilizadas contra o senhor Protasevich em qualquer processo judicial. Tais confissões são proibidas pela Convenção Contra a Tortura”, destacou o porta-voz do gabinete de Bachelet, Rupert Colville.

“Como muitos outros, estamos chocados com a detenção ilegal e arbitrária do senhor Protasevich após o avião em que viajava ter sido desviado à força para a capital de Belarus, aparentemente sob falsos pretextos e com o propósito expresso de capturá-lo”, acrescentou o representante da ONU.

Colville disse que a agência das Nações Unidas busca obter garantias de que o jornalista e ativista, que vivia no exílio na Grécia, será tratado de forma digna e não será submetido à tortura, como supostamente aconteceu a centenas de manifestantes que participaram pacificamente em protestos contra as eleições fraudulentas de Belarus em 2020.

A ONU também está preocupada com o destino da namorada de Protasevich, que viajava com ele e que também foi detida arbitrariamente.

Colville disse que, além disso, as autoridades bielorrussas violaram os direitos humanos dos passageiros do avião desviado por aviões militares de Belarus, aterrorizando-os e pondo-os em perigo.

“Este episódio inacreditável representa uma nova fase na repressão das autoridades bielorrussas contra a imprensa e a sociedade civil em geral”, lamentou Colville.

A ONU também receia que o que aconteceu seja um sinal de uma maior repressão de vozes dissidentes, não só no interior do país, mas também no exterior.

Fonte: R7
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METAS DE AUMENTAR ÁREAS PROTEGIDAS NO MUNDO EM 2020 FORAM ATINGIDAS PELA COMUNIDADE INTERNACIONAL

ONU aponta que proteção de áreas naturais avançou nos últimos anos

Comunidade internacional atingiu metas definidas em 2020 mas ainda é preciso dar mais atenção às populações locais

INTERNACIONAL

 por AFP

Metas definidas em 2020 foram atingidas pela comunidade internacional

CARLOS FABAL / AFP

A comunidade internacional praticamente atingiu as metas definidas em 2020 de aumentar as áreas naturais protegidas no mundo, mas é preciso melhorar sua gestão e levar em conta as populações locais, alertou a ONU nesta quarta-feira (19).

Em 2010, a comunidade internacional adotou 20 metas para 2020 para deter o declínio dramático da biodiversidade, os chamados AICHIs.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) divulgado nesta quarta-feira examinou as metas relacionadas à proteção de áreas naturais.

“Hoje, 22,5 milhões de km² de áreas terrestres e de águas interiores (16,64% do total mundial) e 28,1 milhões de km² de áreas marinhas e costeiras (7,74%) estão em áreas protegidas documentadas, um aumento de mais de 21 milhões de km² desde 2010″, de acordo com um comunicado.

A comunidade internacional estabeleceu metas para atingir 17% das áreas terrestres e 10% das áreas marinhas. O primeiro foi plenamente alcançado, se consideradas as últimas unidades de conservação não incluídas no relatório.

A qualidade da proteção

Cerca de 42% das unidades de conservação foram criadas na última década, segundo Trevor Sandwith, diretor do programa de áreas protegidas da IUCN, que relata um “grande esforço por parte dos países”.

O PNUMA e a IUCN saudaram esses avanços, mas enfatizaram que é necessário “melhorar a qualidade das áreas existentes e futuras”.

No entanto, atualmente não há padrões globais para medir esse fator, segundo Sandwith. De acordo com algumas avaliações, “metade faz as coisas bem e a outra metade, em absoluto”.

A IUCN desenvolveu uma lista de fatores para definir o bom funcionamento dessas zonas, como tamanho suficiente, regulamentação eficaz, finanças e conhecimentos necessários.

Por outro lado, o relatório destaca que cerca de um terço das áreas essenciais para a biodiversidade permanecem desprotegidas.

Além disso, “as áreas protegidas devem estar melhor conectadas entre si para permitir que as espécies se movam e os processos ecológicos funcionem”. Mas atualmente “apenas 8% das terras são protegidas e conectadas ao mesmo tempo”.

A publicação do relatório ocorre menos de seis meses antes da planejada COP15 sobre biodiversidade na China, que estabelecerá um novo quadro de ação até 2030.

Nesse encontro, a Coalizão de Alta Ambição pela Natureza e Pessoas (HAC), inicialmente promovida pela Costa Rica e pela França, defenderá que pelo menos 30% das áreas naturais terrestres e marinhas sejam protegidas.

Essa proteção também requer maior participação dos povos indígenas, segundo a IUCN e o PNUMA. De fato. Esses grupos temem que a criação de áreas protegidas seja um pretexto para expulsá-los de suas terras, como já aconteceu em muitos países.

Proteger a natureza não significa acabar com as atividades humanas, segundo Sandwith, mas sim promover práticas sustentáveis, da agricultura e pesca ao turismo, acrescenta.

Fonte: R7
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BOAS NOTÍCIAS: A ONU, ATRAVÉS DA OMS ESTÁ ANTECIPANDO 8 MILHÕES DE DOSES CONTRA COVID-19

BOAS NOTÍCIAS: A ONU, ATRAVÉS DA OMS ESTÁ ANTECIPANDO 8 MILHÕES DE DOSES CONTRA COVID-19
RJ - VACINA/CACIQUE DE RAMOS - GERAL - Segundo dia de Vacinação contra Covid19 na Quadra do Cacique de Ramos na Zona do Rio de janeiro na manhã desta sexta feira (09). Hoje estão sendo vacinados mulheres com 64 anos , homens com 65 anos e quem vai tomar a segunda dose. 09/04/2021 - Foto: ALEXANDRE SILVA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Mais um alento para os brasileiros foi anunciado pela ONU. O consórcio Covax Facility vai liberar na próxima semana 8 milhões de doses de vacinas contra covid-19 para o Brasil. O anúncio da antecipação das doses foi feito pela secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e pelo assistente do diretor-geral da OMS,Bruce Aylward. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desta boa nova!

ONU anuncia antecipação para o Brasil de 8 milhões de doses contra Covid-19

Dentre essas 8 milhões, na próxima semana, o consórcio irá definir se virão doses da vacina da Pfizer ou da vacina de Oxford para o Brasil

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
16 de abril de 2021 às 19:44 | Atualizado 16 de abril de 2021 às 22:25

A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta sexta-feira (16) a antecipação de 8 milhões de doses de vacinas contra covid-19 para o Brasil através do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A informação foi passada à CNN por Marlova Noleto, coordenadora da ONU no Brasil, após encontro com governadores.

Na próxima semana, o consórcio irá definir se virão doses da vacina da Pfizer ou da vacina de Oxford para o Brasil.  “Foi uma reunião muito produtiva. Serão 4 milhões de doses para abril e mais 4 que a OMS tenta antecipar para o mês de maio. Vacinas são um bem escasso. Mas o consórcio está fazendo uma gestão e direcionando as doses para quem mais precisa.”

O anúncio da antecipação das doses foi feito pela secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e pelo assistente do diretor-geral da OMS,Bruce Aylward. 24 governadores e três vices participaram do encontro virtual. O Brasil recebeu pouco mais de 1 milhão de doses dos 42 milhões contratados junto ao consórcio Covax.

Noleto destacou que, no encontro, os representantes globais da ONU e da OMS destacaram a “grande preocupação do mundo” com o Brasil, que vive recordes de óbitos, mortes e é celeiro da variante P1, uma versão mais contagiosa do mundo. “O momento do Brasil é muito difícil. Foi feito um apelo da comunidade internacional para que o Brasil adote medidas que permitam reduzir essa curva tão alta de casos. Só a vacinação não irá resolver os problemas do país”.

Profissional de saúde prepara dose de vacina contra o coronavírusProfissional de saúde prepara dose de vacina contra o coronavírus Foto: Alexandre Silva/FotoArena/Estadão Conteúdo

A representante da ONU no Brasil também destacou que as Nações Unidas atenderão os apelos dos governadores por uma melhor interlocução com a China para facilitar a exportação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), que é a matéria-prima usada na produção das vacinas de Oxford, pela Fiocruz, e Coronavac, pelo Butantan.

“A questão com a China está superada, com a chegada do novo chanceler Carlos França. O Brasil está conversando diretamente e a ONU apoia esses esforços de negociação”, afirmou.

Antes do encontro, o Fórum de Governadores encaminhou uma carta para as Nações Unidas cobrando ajuda humanitária para o Brasil, lembrando que o país já auxiliou outros países em situações de extrema gravidade.

A proposta para a agenda com a ONU surgiu na primeira reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia de Covid-19 em março e foi encabeçada pelo governador do Piauí Wellington Dias, coordenador da temática de vacinas no grupo dos chefes dos Executivos estaduais.

Fonte: CNN

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A ONU PEDE QUE A COMUNIDADE INTERNACIONAL IMPLEMENTE UM NOVO MECANISMO PARA ALIVIAR DÍVIDAS DOS PAÍSES MAIS POBRES

Pandemia: ONU pede alívio da dívida dos países pobres

Secretário-geral da entidade afirmou que o mundo está passando pela “pior recessão desde a Grande Depressão”

Pedido foi feito pelo secretário-geral da ONU, Antó nio Guterres

MICHAEL SOHN / POOL / AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta segunda-feira (29) à comunidade internacional que implemente “um novo mecanismo” para aliviar a dívida dos países mais pobres, enfraquecidos pela pandemia da covid-19

Guterres lançou “um apelo por ações urgentes”, no contexto da “pior recessão desde a Grande Depressão”, em uma conferência sobre financiamento para o desenvolvimento organizada na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Os países do G20 — grupo que inclui nações ricas e em desenvolvimento — gastaram cerca de 16 trilhões de dólares (cerca de R$ 92 trilhões) para impulsionar suas economias, mas muitas nações com menos recursos não podem fazer o mesmo, lamentou Guterres.

“Alívios adicionais e oportunos da dívida para países vulneráveis, incluindo países de renda média, serão definitivamente necessários”, assinalou.

O mecanismo do G20 para a suspensão da dívida, que expira no fim de junho, deve ser prorrogado até 2022 e ser proposto aos países de renda média que dele necessitem, solicitou o chefe da ONU.

“Estamos à beira de uma crise da dívida”, alertou o secretário-geral da ONU, observando que “um terço das economias emergentes estão expostas a um alto risco de crise orçamentária” e há seis países inadimplentes, incluindo Zâmbia e Líbano pela primeira vez em sua história.

Fonte: R7
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SEGUNDO ESPECIALISTAS, POSSIVELMENTE FUNCIONÁRIOS DE ALTO ESCALÃO DO GOVERNO RUSSO ESTEJAM ENVOLVIDOS NO CASO DE ENVENENAMENTO DO LÍDER DA OPOSIÇÃO NAVALNY

ONU vê indícios de Navalny ter sido envenenado pelo governo russo

Especialistas que investigam o caso há 4 meses e identificaram um produto químico desenvolvido pela União Soviética

INTERNACIONAL

 Da EFE

Líder da oposição russa Alexei Navalny
EFE/EPA/YURI KOCHETKOV

Especialistas das Nações Unidas que investigaram durante quatro meses o envenenamento do líder da oposição russa Alexei Navalny indicaram que as provas encontradas apontam para um “provável envolvimento” de funcionários do governo russo, presumivelmente do alto escalão, nesse caso ocorrido em agosto do ano passado.

Em uma carta oficial enviada às autoridades russas no mês de dezembro, cujos detalhes foram divulgados nesta segunda-feira (1°) que a cláusula de confidencialidade de dois meses expirou, as duas investigadoras da ONU, Agnès Callamard e Irene Khan, disseram que o veneno usado, Novichok, é uma dessas provas.

“O conhecimento necessário para manuseá-lo e desenvolver novas formas de Novichok, como a encontrada nas amostras retiradas de Navalny, só pode ser encontrado em agentes do Estado”, observam os relatores em sua carta.

“É um produto desenvolvido pela União Soviética e só a Rússia é conhecida pela sua fabricação, desenvolvimento e utilização”, detalhou Callamard, especializado em execuções extrajudiciais ou arbitrárias, durante entrevista coletiva organizada hoje para explicar os resultados das investigações.

“Navalny foi atacado por ser quem ele é: um político, um ativista anticorrupção e um crítico do governo que denunciou repetidamente as práticas corruptas de altos funcionários russos”, acrescentou Irene Khan.

O ataque ocorreu “para gerar medo e enviar um aviso de que isso poderia acontecer a qualquer pessoa que atacar o governo”, aponta Khan, enquanto Callamard lamentou que as autoridades russas, longe de responder aos pedidos de investigação, estão tentando atacar a credibilidade da vítima.

“Dada a resposta deficiente das autoridades nacionais, o uso de armas químicas e o padrão aparente de assassinatos seletivos, acreditamos que uma investigação internacional deva ser realizada com urgência”, afirmaram as representantes da ONU, ressaltando que essas investigações são fundamentais, considerando que Navalny na prisão.

Outra evidência que, segundo as especialistas, indica que a Rússia pode estar envolvida no ataque ao líder da oposição é o fato dele ter ficado sob vigilância estatal quando foi envenenado, “portanto, é improvável que terceiros tenham administrado o produto químico proibido sem o conhecimento das autoridades”.

Mesmo no “caso improvável” do ataque não ser obra das autoridades, Callamard e Khan asseguraram que o governo de Vladimir Putin “teria falhado em sua obrigação de proteger Navalny”, que já havia sido ameaçado em ocasiões anteriores e sujeito a pelo menos duas outras tentativas de envenenamento.

O governo russo “não pode escapar de suas obrigações de direitos humanos negando sua responsabilidade no caso”, disseram depois de reiterar que Navalny deve ser libertado.

Elas também disseram que o uso do Novichok viola a convenção internacional contra uso de armas químicas e as leis de direitos humanos contra execuções arbitrárias e tortura ou tratamento desumano de detidos.

O envenenamento de Navalny – resumiram – “faz parte de uma prática observada durante décadas de assassinatos ou tentativas de assassinato contra cidadãos russos e críticos ao governo dentro ou fora do país”, um comportamento que em sua opinião “requer uma resposta da comunidade internacional”.

Fonte: R7
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RELATORA DA ONU DIZ QUE SANÇÕES DOS EUA EXACERBARAM PROBLEMAS DA VENEZUELA

Sanções dos EUA agravaram calamidades na Venezuela, diz ONU

Relatora afirma que punições unilaterais por parte dos EUA pioraram problemas e crises que já existiam no país antes

Relatora diz que sanções exacerbaram problemas da Venezuela

MIGUEL GUTIERREZ / EFE – 12.2.2021

A relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais nos direitos humanos, Alena Douhan, afirmou nesta sexta-feira que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela exacerbaram as calamidades no país sul-americano.

“As sanções impostas, cada vez mais, pelos EUA exacerbaram as calamidades anteriormente relatadas”, disse a relatora na primeira e única declaração pública, após uma visita de 12 dias à Venezuela.

Diante de dezenas de jornalistas em Caracas, Douhan analisou o registro das reuniões que realizou durante a estadia no país, que incluiu reuniões com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de 50 outras pessoas.

“Reconheço o efeito devastador das sanções sobre os direitos humanos, como a alimentação, a vida, a educação”, continuou a relatora, insistindo que as restrições dos últimos anos agravaram a crise na Venezuela, embora não tenha dito que elas causaram esta situação, como argumenta o governo de Nicolás Maduro.

Efeitos da crise

Entre esses efeitos devastadores relatados está o fato de o salário mínimo recebido pela maioria da população ser inferior a US$ 10 (cerca de R$ 53), o que fez com que entre 1 milhão e 5 milhões de venezuelanos deixassem o país desde 2015.

As sanções também apertaram o cerco financeiro, uma vez que vários representantes do governo têm restrições para representar os interesses da Venezuela no exterior, enquanto a principal indústria do país, a petroleira PDVSA, tem tido problemas para fazer negócios desde 2017.

Por esta razão, a relatora instou os países a suspenderem as sanções aplicadas à Venezuela, especialmente Estados Unidos, Portugal e Reino Unido, países que congelaram US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) que, de acordo com o estudo, o país necessita para ter acesso a alimentos e medicamentos.

Fonte: R7
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CIÊNCIAS 2: ESTUDO CONCLUI QUE O CANABIDIOL NÃO PREJUDICA A DIREÇÃO

Essa semana a ONU reclassificou a Cannabis removendo-a da categoria de drogas mais perigosas e viciantes, que inclui a heroína. A mesmo tempo um estudo marcante foi publicado sobre cannabis e capacidade de dirigir, que mostrou que o canabidiol (CBD), um componente da cannabis agora amplamente usado para fins médicos, não prejudica a direção. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer o conteúdo e a conclusão desse prestigioso estudo!

Conforme a ONU reclassifica a Cannabis, o estudo Landmark mostra que o CBD não prejudica a direção

 

As Nações Unidas reclassificaram esta semana a cannabis removendo-a da categoria de drogas mais perigosas e viciantes, que inclui a heroína.

Enquanto isso, um estudo marcante foi publicado sobre cannabis e capacidade de dirigir, que mostrou que o canabidiol (CBD), um componente da cannabis agora amplamente usado para fins médicos, não prejudica a direção.

“Essas descobertas indicam pela primeira vez que o CBD, quando administrado sem THC, não afeta a capacidade de um sujeito de dirigir”, disse o autor principal, Dr. Thomas Arkell. “Essa é uma ótima notícia para aqueles que usam ou consideram o tratamento com produtos à base de CBD.”

Liderado pela Lambert Initiative for Cannabinoid Therapeutics da University of Sydney e conduzido na Maastricht University na Holanda, os resultados do estudo foram publicados esta semana no Journal of the American Medical Association.

Houve um crescimento substancial no tratamento médico com produtos relacionados à cannabis na Austrália e no exterior. Isso inclui o uso crescente de produtos que contêm CBD para doenças como epilepsia, ansiedade, dor crônica e vícios. Muitos produtos disponíveis atualmente também contêm uma mistura de THC e CBD.

A pesquisa também mediu os efeitos de dirigir com THC na corrente sanguínea – o componente tetrahidrocanabinol da cannabis intoxicante – e descobriu que quantidades moderadas produziam distúrbios leves de direção que duravam até quatro horas.

Sydney University

Os participantes inalaram cannabis vaporizada contendo várias misturas de THC e CBD, ou uma cannabis placebo, e então dirigiram 60 milhas (100 km) sob condições controladas em rodovias públicas 40 minutos e quatro horas depois. Cannabis contendo principalmente CBD não prejudicou a direção, enquanto cannabis contendo THC, ou uma mistura de THC / CBD, causou comprometimento leve medido 40 minutos depois, mas não após quatro horas.

“Com as leis de cannabis mudando globalmente, as jurisdições estão lutando com a questão da direção prejudicada pela cannabis. Esses resultados fornecem informações muito necessárias (que) podem ajudar a orientar a política de segurança no trânsito ”, disse o Dr. Arkell. “Esses resultados devem permitir leis e regulamentações baseadas em evidências para pessoas que recebem cannabis medicinal”.

“Os resultados devem tranquilizar as pessoas que usam produtos apenas com CBD de que provavelmente são seguras para dirigir, ao mesmo tempo que ajudam os pacientes que usam produtos com predominância de THC a compreender a duração da deficiência”, disse o Diretor da Iniciativa Lambert , Professor Iain McGregor.

MÉTODO

O teste de direção de uma hora foi conduzido em uma rodovia pública em um carro de controle duplo com instrutor de direção, usando um teste científico bem estabelecido que mede o desvio padrão da posição do veículo (SDLP), incluindo a curva da faixa, desvio e sobrecorreção.

A quantidade de THC vaporizada pelos participantes foi suficiente para causar fortes sensações de intoxicação.

Embora alguns estudos anteriores tenham analisado os efeitos da cannabis na direção, a maioria se concentrou na cannabis fumada contendo apenas THC (não CBD) e não quantificou com precisão a duração da deficiência, disseram os autores do estudo no JAMA .

“Este é o primeiro estudo a ilustrar a falta de efeitos do CBD na direção e também fornecer uma indicação clara da duração do comprometimento do THC.”

Fonte: Good News Network

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PARA LEVAR AJUDA HUMANITÁRIA AO TIGRÉ, ONU FAZ ACORDO COM A ETIÓPIA

 

ONU faz acordo com Etiópia para levar ajuda humanitária ao Tigré

Após a captura da capital da região separatista, governo etíope libera entrada de ajuda e mantimentos para atender a população local

INTERNACIONAL

Da EFE

Conflito levou milhares de etíopes a se refugiarem no Sudão Conflito levou milhares

acordo com o governo da Etiópia para permitir o acesso de ajuda humanitária à região do Tigré, impactada há um mês por um conflito armado, confirmaram fontes das Nações Unidas à Agência Efe nesta quarta-feira (2).

O acordo garante que “as organizações humanitárias tenham acesso livre, sustentado e seguro para o pessoal humanitário e suprimentos a áreas sob controle do governo federal na região do Tigré”, disse o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) para a África Oriental, Saviano Abreu, em Nairóbi.

Violência e fuga

O acesso ao Tigré, onde centenas de pessoas morreram devido à guerra e mais de 45 mil fugiram da violência para o vizinho Sudão, será efetivado a partir desta quarta-feira com uma missão na vizinha região etíope de Afar.

A ONU estima que mais de um milhão de pessoas podem precisar de assistência como resultado da guerra no Tigré, uma região com pouco mais de cinco milhões de pessoas, o equivalente a 5% da população da Etiópia (que é de cerca de 110 milhões de pessoas).

Até agora, a Etiópia proibia a entrada de trabalhadores humanitários em Tigré, região que faz fronteira com Eritreia e Sudão, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na semana passada a garantia de acesso para as agências humanitárias.

A assistência à população afetada pelo conflito “será baseada estritamente nas necessidades das pessoas afetadas e será realizada de acordo com nossos princípios de humanidade, imparcialidade, independência e neutralidade”, disse Abreu.

“Estamos trabalhando para garantir que as pessoas afetadas pelo conflito sejam assistidas sem distinção ou discriminação de qualquer tipo e que a assistência se baseie unicamente na urgência de suas necessidades”, acrescentou o porta-voz da OCHA.

O acordo foi anunciado depois que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, declarou no sábado que o governo central havia conseguido o “controle total” da capital regional, Mekele.

Fim da ‘última fase’

A tomada de Mekele marca o fim da “última fase” da ofensiva armada ordenada em 4 de novembro contra a Frente Popular de Libertação do Tigré (FPLT), o partido no poder na região, em retaliação a um ataque das forças regionais a uma base militar etíope.

Abiy também disse que a vitória em Mekele foi obtida “sem ferir civis e sem causar danos à infraestrutura e ao patrimônio histórico”.

Neste conflito, é complicada a tarefa de verificar a versão de ambos os lados, pois tanto a comunicação via internet como a comunicação telefônica foram cortadas, e o governo etíope restringiu o acesso dos jornalistas ao Tigré. Abiy, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2019, rejeitou os apelos internacionais para a cessação das hostilidades contra a FPLT.

 

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COREIA DO NORTE APELIDOU A AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA DE ‘MARIONETE’

 

Coreia do Norte chama agência nuclear global de ‘marionete’

A Coreia do Norte está sujeita a sanções do Conselho de Segurança da ONU desde 2006 por causa de seus programas de mísseis nucleares

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Coreia do Norte apresenta um míssil intercontinental durante desfile

Coreia do Norte apelidou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de “uma marionete que dança ao som das forças hostis”, nesta quarta-feira (11). Segundo o chefe da AIEA da Organização das Nações Unidas, as atividades nucleares de Pyongyang, capital do país, continuam sendo “um motivo de séria preocupação”.

A AIEA, com sede em Viena, não tem acesso à Coreia do Norte desde que o Estado asiático isolado expulsou os inspetores da AIEA em 2009. Desde então, Pyongyang avançou com seu programa de armas nucleares, conduzindo seu último teste nuclear em setembro de 2017.

A agência especializada das Nações Unidas tem monitorado a Coreia do Norte à distância, inclusive com imagens de satélite.

“As atividades nucleares da RPDC continuam sendo motivo de sérias preocupações. A continuação do programa nuclear do país é uma violação clara das resoluções relevantes do Conselho de Segurança e é profundamente lamentável”, disse o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, aos 193 membros da Assembleia Geral da ONU na quarta-feira.

A Coreia do Norte é formalmente conhecida como República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

O embaixador da Coreia do Norte, Kim Song, rejeitou um relatório anual da AIEA submetido à Assembleia Geral por “estar completamente impregnado de conjecturas e fabricações”.

“A AIEA não é mais do que uma ferramenta política dos países ocidentais”, disse Kim. “A RPDC nunca terá negócios com a IAEA enquanto não houver imparcialidade e objetividade … e permanecer uma marionete dançando ao som das forças hostis contra a RPDC”, disse o líder norte-coreano.

Histórico do país

A Coreia do Norte está sujeita a sanções do Conselho de Segurança da ONU desde 2006 por causa de seus programas de mísseis nucleares e balísticos. O conselho de 15 membros tem fortalecido constantemente as sanções em uma tentativa de cortar o financiamento para esses programas.

O líder norte-coreano Kim Jong Un e o presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniram três vezes desde 2018, mas não conseguiram fazer progresso nos pedidos dos EUA para que Pyongyang desistisse de suas armas nucleares, tampouco atenderam as exigências da Coreia do Norte pelo fim das sanções.

 

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BOAS NOTÍCIAS: PROGRAMA DE VACINA GLOBAL ALTAMENTE EFICAZ REDUZ EM 80% OS CASOS DE HEPATITE B NO MUNDO

Uma excelente notícia é o destaque da nossa coluna BOAS NOTÍCIAS deste sábado. Programa de vacina altamente eficaz reduz em 80% os casos de hepatite B infantil no mundo todo e hoje é apenas 1%. Um trabalho árduo e incrível, que merece comemoração. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes desse trabalho espetacular!

Programa global reduz drasticamente os casos de hepatite B infantil em 80% no mundo todo – com menos de 1% para chegar

WHO

Devido a um programa de vacina global altamente eficaz, a proporção de crianças com menos de cinco anos que estão cronicamente infectadas com hepatite B caiu significativamente – para pouco menos de 1%. 

Isso caiu em relação a cerca de 5% na era pré-vacina (período entre os anos 1980 e o início dos anos 2000), de acordo com novas estimativas da Organização Mundial de Saúde

A eliminação da hepatite viral faz parte de um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU para “garantir vidas saudáveis ​​e promover o bem-estar para todos em todas as idades” desde 2015. 

Alcançar uma taxa de prevalência de menos de 1% de infecções por HBV em crianças muito pequenas é um grande marco que aproxima o mundo do objetivo da ONU de acabar com a hepatite até 2030.

“Nenhum bebê deve crescer apenas para morrer de hepatite B porque não foi vacinado – o marco de hoje significa que reduzimos drasticamente o número de casos de danos ao fígado e câncer de fígado nas gerações futuras”, disse o pesquisador de saúde pública Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus . 

“Prevenir a transmissão da hepatite B de mãe para filho é a estratégia mais importante para controlar a doença e salvar vidas. Mesmo no meio da pandemia COVID-19, devemos garantir que mães e recém-nascidos tenham acesso a serviços que salvam vidas, incluindo vacinas contra hepatite B. ”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está agora pedindo uma ação unida e intensificada para construir sobre essa conquista por meio de esforços intensificados para prevenir a transmissão vertical do HBV por meio de testes em mulheres grávidas e fornecimento de profilaxia antiviral para aqueles que precisam e manter e expandir o acesso à vacinação contra a hepatite B e à vacina de dose ao nascer.

Prevenção da hepatite B

Os bebês podem ser protegidos do HBV por meio de uma vacina segura e eficaz que fornece mais de 95% de proteção contra a infecção. 

A OMS recomenda que todos os bebês recebam a primeira dose da vacina contra hepatite B assim que possível após o nascimento – de preferência em 24 horas – seguida de pelo menos duas doses adicionais.

A expansão da vacina contra hepatite B em todo o mundo nas últimas duas décadas, em grande parte devido ao apoio fornecido pela Gavi, a Vaccine Alliance, foi uma grande história de sucesso de saúde pública e contribuiu para a redução das infecções por HBV entre crianças. 

Em 2019, a cobertura de três doses da vacina contra hepatite B durante a infância atingiu 85% em todo o mundo, ante cerca de 30% em 2000. 

No entanto, o acesso à primeira dose crítica dentro de 24 horas após o nascimento permanece desigual. A cobertura global desta dose ao nascer é de 43%, mas cai para 34% na Região do Mediterrâneo Oriental da OMS e apenas 6% na Região Africana da OMS.

“Expandir o acesso a uma dose adequada ao nascimento da vacina contra a hepatite B é a pedra angular dos esforços para prevenir a transmissão do HBV de mãe para filho. Para países especialmente em regiões como a África Subsaariana, onde a dose de nascimento da vacina contra hepatite B ainda não foi introduzida, é uma prioridade garantir essa proteção o mais cedo possível ”, disse a Dra. Meg Doherty, Diretora de HIV Global, Programas de hepatite e DST.

A eliminação da transmissão vertical do HBV também é um passo importante para atingir as metas da estratégia global de hepatite da OMS, que visa reduzir novas infecções por hepatite em 90% e mortes em 65%, em comparação com os níveis de 2015.

Continuaremos a compartilhar notícias de saúde promissoras de todo o mundo assim que chegarem.

(Fonte: OMS ) 

Fonte: Good News Network

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PARA ENCERRAR GUERRA CIVIL NA LÍBIA A ONU ANUNCIA CESSAR-FOGO

 

ONU anuncia cessar-fogo para encerrar a guerra civil na Líbia

Reunidos em Genebra, representantes do Governo Nacional e do Parlamento, que se enfrentam há 6 anos, assinaram um acordo que pode levar à paz

INTERNACIONAL

Da EFE, com R7

Representantes do Parlamento e do Governo fecharam cessar-fogo na Suíça

Violaine Martin / ONU via EFE – EPA – 23.10.2020

Representantes do Governo do Acordo Nacional (GNA, na sigla em inglês) e do Parlamento líbio, lados que se enfrentam há seis anos em uma guerra civil, assinaram nesta sexta-feira (23) um cessar-fogo permanente para todo o território da Líbia que prevê, entre outras coisas, a saída de todos os combatentes estrangeiros em até três meses.

O acordo, fechado com a mediação da Missão de Apoio das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), foi assinado após quatro rodadas de negociações na sede europeia da ONU em Genebra , na Suíça, pela Comissão Militar Conjunta 5+5, formada por dez representantes dos dois exércitos do conflito.

Abandonar o front e voltar aos quartéis

A diretora da UNSMIL, Stephanie Williams, explicou em uma coletiva de imprensa que o acordo tem efeito imediato e exige que “todas as unidades militares e grupos armados devem abandonar os fronts de batalha e retornar aos seus quartéis”.

Além disso, também deve acontecer “a saída do território líbio de todos os mercenários e tropas estrangeiras que operem em terra, mar e ar”, acrescentou Williams, que ressaltou que o cessar-fogo não inclui grupos incluídos na lista de organizações terroristas da ONU.

Além disso, até que um governo unificado e formado por representantes dos dois lados do conflito assuma o controle do país, o treinamento de tropas será suspenso. Também sairão do país as equipes estrangeiras de formação militar.

O acordo inclui a criação de centros de operações conjuntos da polícia e do exército para garantir a segurança do território, assim como a possível reintegração, com algumas condições, de membros de grupos armados às “instituições estatais”.

Depois da assinatura do acord, o coronel Ali Abushahma, chefe da delegação do Governo do Acordo Nacional (GNA), mostrou esperança de que o cessar-fogo “ponha fim ao conflito armado e ao derramamento de sangue na Líbia.

Abushahma, representante do governo com sede em Trípoli que é reconhecido pela ONU, pediu aos responsáveis das tropas líbias “que façam todo o possível para comprir o acordo com responsabilidade e reconstituir o aparato militar para voltar a ser uma mão forte contra quem tente minar a segurança e a estabilidade da Líbia”.

Da parte do governo rival, o Parlamento de Tobruk, o chefe da delegação, Amhimmid Mohammed Alamami, destacou que a comissão 5+5 “teve sucesso ao conseguir o que todos os líbios esperavam: mostrar que pertencemos a uma só nação e conseguir a paz e a segurança”.

Pedido ao Conselho de Segurança

As duas partes pediram que após a assinatura do novo acordo o Conselho de Segurnça da ONU adote uma resolução para garantir que ele seja cumprido não apenas pelos atores do conflito dentro da Líbia, mas também pelos do exterior.

O Parlamento de Tobruk participou do conflito apoiado por Rússia, França, Emirados Árabes, Egito, Arábia Saudita e outros. Já o GNA tinha apoio de países como os EUA, Reino Unido e Turquia.

Williams destacou que o acordo é uma resposta ao pedido feito este ano por um cessar-fogo em todos os conflitos globais, feito em março pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, diante da crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus.

A Comissão Militar Conjunta 5+5 já havia fechado um acordo, na última quarta-feira, pela reabertura das rotas terrestes e aéreas no país. Com isso, foram retomados os voos entre Trípoli e Benghazi, as duas principais cidades do país, controladas pelo GNA e pelo Parlamento, respectivamente.

A representante da ONU também explicou que as equipes de negociação avisaram que a produção de petróleo do país, que esteve bloqueada durante meses pelos ataques das forças do Parlamento, poderá ser retomada em breve e de maneira integral.

“Ainda temos muito trabalho pela frente”, concluiu a responsável pela UNSMIL, que disse que nas próximas rodadas serão negociados mais detalhes para facilitar a desmobilização das tropas, a reintegração de seus membros à sociedade e a luta antiterrorista no território líbio.

A mediadora lembrou que além das negociações militares em Genebra, continuam as conversas em outras duas comissões, uma política e outra econômica, reunidas nos últimos meses em Berlim, e mostrou esperança de que nelas sejam conseguidos outros importantes avanços que ajudem no processo de paz.

Década de conflitos

A guerra civil líbia colocou em lados opostos o Governo e o Parlamento que, com sede em Tobruk, controla boa parte do território nacional graças às milícias comandadas pelo marechal Jalifa Hafter, homem-forte de Muammar Kadafi nas décadas de 1970 e 80 que se tornou o principal opositor ao ditador após fugir se exilar nos EUA em 1989.

Desde a queda de Kadafi em 2011, quando a OTAN ajudou na vitória dos diversos grupos e milícias rebeldes que disputavam o poder contra as forças leais ao ditador, a Líbia é um país mergulhado no caos e na guerra civil.

O primeiro conflito, coincidentemente, acabou em 23 de outubro daquele ano, exatamente 9 anos atrás. Depois disso, se seguiram mais de dois anos de negociação e tensão até que discordâncias sobre o resultado da eleição de 2014 culminaram na guerra atual, que já matou quase 9 mil pessoas em 6 anos.

Essa segunda fase do conflito é marcada pela participação de diversos países em apoio aos dois lados, seja com suporte financeiro e logístico ou com ajuda militar direta, que aconteceu em mais de uma ocasião.

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APESAR DE PEDIDO DA UE PARA ADIAMENTO VENEZUELA FARÁ ELEIÇÕES

Venezuela fará eleições apesar de pedido de adiamento da UE

O presidente do país, Nicolás Maduro solicitou que União Europeia e Organização das Nações Unidas acompanhassem o pleito

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

 

No dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentaresNo dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentares

A Venezuela anunciou nesta quinta-feira (1º) que a realização de eleições para o Legislativo no dia 6 de dezembro está confirmada. A União Europeia havia pedido para que o pleito fosse adiado para poder enviar uma missão para acompanhar o pleito.

Partidos de oposição liderados pelo presidente do Congresso Juan Guaidó já disseram que não irão participar das eleições com a justificativa de que o processo será fraudado para favorecer o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), que governa o país.

Na semana passada, a UE enviou uma missão para Caracas e na quarta-feira emitiu um comunicado dizendo que não há condições para a realização de eleições livres e justas, e por isso pediu um adiamento.

O ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse na quinta-feira que a declaração da UE “reflete uma posição enviesada sobre as condições nas quais o povo venezuelano irá escolher a nova Assembleia Nacional no dia 6 de dezembro”, e pediu que a UE desempenhe “um papel positivo e respeitoso de facilitação”.

Maduro havia pedido à Organização das Nações Unidas e à UE o envio de missões de observação. Autoridades dizem que a UE precisa de pelo menos seis meses para organizar um grupo de observação.

Henrique Capriles, que foi candidato a presidente duas vezes, há semanas pede que a oposição lute por melhores condições, mas na noite de quarta-feira disse que o adiamento era necessário para garantir uma votação livre e justa.

Fonte: R7

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BOLSONARO DEVE FALAR DE QUEIMADAS NOS DISCURSOS DA ASSEMBLÉIA DA ONU QUE COMEÇAM HOJE

Discursos da Assembleia da ONU começam hoje; Bolsonaro deve falar de queimadas

Anna Satie, da CNN, em São Paulo

22 de setembro de 2020 às 05:00 | Atualizado 22 de setembro de 2020 às 05:36

Os discursos de líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) começam nesta terça (22) de forma inédita. Neste ano, os líderes enviaram declarações virtuais para o evento, em vez de se reunirem fisicamente na sede da organização.

A cerimônia terá início às 10h no horário de Brasília e será transmitida no site da ONU e também pela TV Brasil. Mantendo a tradição, o presidente brasileiro abrirá o evento, cabendo a Jair Bolsonaro fazer o primeiro dicurso do dia.

A reunião anual seria uma celebração do 75º aniversário da entidade, que sofreu alterações por conta das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus.

O evento tem como tema “O futuro que queremos, as Nações Unidas que precisamos: reafirmar nosso compromisso coletivo com o multilateralismo – enfrentando a Covid-19 por meio de uma ação multilateral efetiva” e começou na última quinta-feira (17). No entanto, os discursos de chefes de Estado se iniciam agora, no chamado Debate-Geral.

O vídeo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi gravado na última quarta (16). Segundo apurou o colunista da CNN Igor Gadelha, deve falar sobre a Amazônia e sobre as queimadas de modo geral, incluindo o Pantanal, e sobre “valores”.

O tema será endereçado em meio à pressão internacional crescente sobre o governo brasileiro pela conservação do meio ambiente.

Auxílio emergencial e importância do agronegócio

Segundo fontes da colunista Renata Agostini, em seu discurso o presidente também defenderá as medidas adotadas pelo país no enfrentamento à pandemia da Covid-19, especialmente na ajuda emergencial a trabalhadores informais e desempregados e no programa de manutenção de empregos, além da resposta do governo à pandemia do novo coronavírus, mas sem focar no número de vítimas.

As fontes dizem, ainda, que Bolsonaro também falará sobre a importância do agronegócio brasileiro na segurança alimentar do mundo e vai citar o compromisso de sua gestão com reformas econômicas e com a abertura comercial.

(Com informações de Igor Gadelha, da CNN, em Brasília).

Fonte: CNN

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COMISSÃO DA ONU ACUSA MADURO DE CRIMES CONTRA HUMANIDADE

Os crimes contra a humanidade dos quais comissão da ONU acusa Maduro

Relatório divulgado nesta quarta-feira (16/9) afirma que regime venezuelano pratica desde 2014 violência sistemática, com repressão à oposição e amedrontamento da população

INTERNACIONAL

por 

BBC NEWS BRASIL

 

Opositores fazem tributo a vítimas da violência em protestos contra Maduro, em foto de julho de 2017

Reuters

A Venezuela cometeu, nos últimos anos, “violações flagrantes” equivalentes a crimes contra a humanidade, concluiu uma missão de investigação do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), cujos resultados foram divulgados nesta quarta-feira (16/9).

Foram investigados casos de assassinatos, tortura, agressões, violência sexual e desaparecimentos. A conclusão dos investigadores foi a de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e funcionários de alto escalão do governo estiveram envolvidos em uma “violência sistemática” promovida pelo regime desde 2014, com o objetivo de reprimir a oposição política e aterrorizar a população em geral.

O embaixador da Venezuela na ONU, por sua vez, descreve a iniciativa da ONU como “hostil”. Jorge Valero afirmou no ano passado que a missão fazia parte de uma mobilização liderada pelos Estados Unidos. A equipe de investigadores da ONU foi impedida de viajar para o país latino-americano, que vive há anos uma grave crise econômica e política e levou à fuga de milhões de pessoas.

Não é incomum que países impeçam a presença de investigadores da ONU — Síria, Mianmar, China e vários outros já fizeram isso repetidas vezes. Mas, nas últimas décadas, novas tecnologias têm ajudado na coleta de evidências mesmo sem presença física dos investigadores.

O relatório sobre a Venezuela será apresentado aos membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU na próxima semana, quando Caracas terá direito a resposta.

O conselho tem a função de investigar e aconselhar sobre direitos humanos, mas não de aplicar sanções. Essa é uma função do Conselho de Segurança da ONU.

As acusações podem escalar ainda para um julgamento de crimes contra humanidade em tribunal internacional.

O que diz o relatório?

Segundo a acusação da comissão da ONU, Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa não só estavam cientes dos crimes, como também deram ordens, coordenaram operações e forneceram recursos.

“A missão descobriu que o governo, agentes do Estado e grupos associados a eles cometeram violações flagrantes”, afirma o relatório, que pediu que os envolvidos sejam responsabilizados e que a Venezuela trabalhe para que novas violações não ocorram.

“A missão encontrou motivos razoáveis ​​para acreditar que as autoridades venezuelanas e as forças de segurança planejaram e executaram desde 2014 graves violações dos direitos humanos, algumas das quais — incluindo assassinatos arbitrários e o uso sistemático de tortura — constituem crimes contra a humanidade”, afirmou a presidente da missão, Marta Valiñas, em nota.

“Longe de serem atos isolados, esses crimes foram coordenados e cometidos de acordo com as políticas do Estado, com o conhecimento ou apoio direto de comandantes e altos funcionários do governo”.

Uma operação típica do regime envolve sitiar uma área considerada leal à oposição, que depois é invadida por serviços de segurança atirando à queima-roupa, prendendo, torturando e matando as pessoas.

O relatório também analisou a resposta violenta aos protestos da oposição, e a posterior tortura de pessoas detidas.

As conclusões da missão são baseadas em 223 ocorrências, mas segundo a equipe, quase 3 mil outras corroboraram “padrões de violações e crimes”.

Fonte: R7

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UM NOVO CAPÍTULO DE COOPERAÇÃO ENTRE O IRÃ E A AGÊNCIA NUCLEAR DA ONU PARA RECOMPOR ACORDO

Irã e agência nuclear da ONU voltam a dialogar para recompor acordo

‘Um novo capítulo de cooperação entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica começará’, disse autoridade nuclear do Irã

INTERNACIONAL

por 

Reuters – Internacional

Ali Akbar Salehi, autoridade nuclear do Irã, disse que a conversa foi construtiva

As conversas com o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU) foram construtivas, disse nesta terça-feira (25) Ali Akbar Salehi, a principal autoridade nuclear do Irã, depois de se encontrar com Rafael Grossi durante uma visita para pedir acesso de inspetores a duas supostas ex-instalações atômicas, segundo citações.

Grossi, que comanda a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), quer que o Irã permita a entrada de seus inspetores nas instalações porque a agência suspeita que ainda podem abrigar material nuclear não declarado ou vestígios dele.

“Nossa conversa hoje foi muito construtiva. Foi combinado que a agência cumprirá suas responsabilidades independentes e profissionais e que o Irã cumprirá seus compromissos legais”, disse Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica iraniana, de acordo com a Agência de Notícias dos Estudantes (Isna).

“Um novo capítulo de cooperação entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica começará”, disse Salehi, mas acrescentando que “o Irã não aceitará quaisquer exigências adicionais além dos compromissos constantes do acordo nuclear de 2015”.

“Estamos trabalhando para chegar a um acordo a respeito das atividades de verificação de salvaguarda da @AIEA no Irã”, tuitou Grossi depois de se reunir com Salehi, sem entrar em detalhes – mas algumas fontes internas disseram que pode se tratar de um sinal de que Teerã concorda em conceder à AIEA o acesso às duas instalações após um impasse de meses.

O Irã insinuou que a agência está pleiteando acesso com base em informações de Israel, o que diz ser inadmissível.

EUA X Irã

Na semana passada, os EUA pressionaram o Conselho de Segurança da ONU a readotar sanções eliminadas graças ao pacto nuclear de 2015 entre o Irã e potências mundiais, do qual os Estados Unidos se retiraram.

Teerã diz que a visita de Grossi não tem relação com as manobras norte-americanas visando sanções e pediu à AIEA para “se distanciar da pressão política de outros países”.

“Há questões que precisam ser abordadas… isto não significa uma abordagem política em relação ao Irã”, disse Grossi, segundo a mídia iraniana.

“A AIEA não deixará terceiros países impactarem suas relações com nenhum outro país.”

Grossi se encontrará com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, e outras autoridades durante a visita.

Fonte: R7

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