O MINISTRO DO STF RICARDO LEWANDOWSKI LIBEROU O ACESSO DE RENAN CALHEIROS À MENSAGENS DE MORO À PROCURADORES DA LAVA JATO

Lewandowski libera acesso de Calheiros a mensagens entre Moro e procuradores

O material inclui trocas de mensagens que citam o senador; processo está em segredo de Justiça

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília

 Atualizado 23 de abril de 2021 às 19:50

Lewandowski libera acesso de Renan Calheiros a mensagens entre Moro e procuradores

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou nesta sexta-feira (23) o acesso do senador Renan Calheiros (MDB-AL) às mensagens do então juiz Sergio Moro com os procuradores da Operação Lava Jato, na Operação Spoofing. O processo está em segredo de Justiça.

O material inclui trocas de mensagens que citam o senador. O ministro deu acesso ao material somente com referências a Renan Calheiros, um dos políticos citados em acordos de delação, com investigados afirmando que o senador recebeu propina dos desvios da Petrobras.

Em dezembro de 2019, o STF recebeu denúncia que acusa o congressista de ter cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em fevereiro, Calheiros protocolou projeto de lei que prevê anistia para os hackers que revelaram diálogos. Na justificativa que acompanha a proposta, o parlamentar argumenta que os acusados contribuíram para o “aperfeiçoamento das instituições brasileiras”, pois os diálogos são “confissões inequívocas de perseguição política”, de “desprezo pelos direitos fundamentais das pessoas acusadas”.

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta cópia das perícias feitas sobre os diálogos entre procuradores da Lava-Jato obtidos por meio de um ataque hacker, apreendidos pela PF na Operação Spoofing.

Passo a passo

Os arquivos das conversas foram apreendidos em 23 de julho, quando foi deflagrada a primeira fase da operação Spoofing, que apura a atuação do grupo de hackers.

Em dezembro de 2020, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu à defesa do ex-presidente Lula acesso às mensagens apreendidas pela Operação Spoofing, da Polícia Federal, realizada em julho de 2019.

Já em fevereiro deste ano, a Segunda Turma do Supremo manteve o acesso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às mensagens apuradas pela Operação Spoofing que lhe digam respeito.

O colegiado entendeu que os membros do Ministério Público de primeiro grau não possuem legitimidade para postular na causa.

Em 14 de abril, o relator, Ricardo Lewandowski, determinou ao juiz da 10.ª Vara Federal do Distrito Federal, Ricardo Leite, que forneça cópia de todas as perícias feitas nas mídias apreendidas com os hackers. Solicitou também acesso à “perícia conclusiva englobando todo o material apreendido”, ao relatório final produzido pela PF e à denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal neste caso.

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PONTO DE VISTA: O JOGO NOS BASTIDORES DO STF É PRA LÁ DE PESADO

Caro(a) leitor(a),

Até a hora do fechamento da edição que publicou o artigo a seguir no Jornal da Cidade Online o voto de Nunes Marques sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro havia imposto uma fragorosa derrota ao ministro falastrão Gilmar Mendes, presidente da 2ª Turma, desempatando a favor de Sergio Moro o julgamento. Gilmar ficou louco e tão inconformado com esse voto que não se conteve, pôs-se a tagarelar, estrebuchar e espernear. Usou de toda a sua persuasão, poder e pressão psicológica até conseguir que Cármen Lúcia muda-se o seu voto inicial e virou a mesa. O que nós estamos vendo no Supremo Tribunal Federal á a coisa mais deprimente, degradante, constrangedora e bizarra que alguém já imaginou testemunhar. O constrangimento de Cármen Lúcia era absolutamente visível. Ela estava pálida e quase sem ação. Eu gostaria muito de ser uma mosca para entrar nas dependências do STF e ver o que acontece entre eles na intimidade. Penso que talvez deva haver muita pressão psicológica e até ameaças de morte para justificar o comportamento de alguns ministros, como foi o caso de Joaquim Barbosa. Muito sinistro e estranho a sua saída do tribunal. O que sei e tenho certeza é que o jogo é terrivelmente pesado. Como a verdade está vindo a tona cada vez mais rápido, não tenho dúvida de que saberemos muito em breve o que se passa nos bastidores desse fétida formação de ministros! 

Gilmar se desespera após voto de Nunes Marques e desanda a “discursar” e agredir (veja o vídeo)

Gilmar Mendes - Reprodução/STFGilmar Mendes – Reprodução/STF

Inacreditável.

O ministro Nunes Marques, em voto brilhante, impôs cruel derrota aos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Gilmar, que é o presidente da 2ª turma, após o voto que decidiu a questão, desandou a discursar, demonstrando um incompreensível desespero pelo resultado.

O magistrado mato-grossense parece não aceitar a decisão da maioria.

Algo bastante incomum está acontecendo em nosso Supremo Tribunal Federal.

Gilmar chegou a atacar o ministro Nunes Marques, dizendo “Nem aqui, nem no Piauí (terra do ministro)”.

Veja o vídeo:

Fonte: Jornal da Cidade Online

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ANÁLISE POLÍTICA: O RESUMO DA SEMANA POR BÁRBARA COM MUITO HUMOR

Domingo é dia de RESUMO DA SEMANA, por isso, neste domingo teremos em dose dupla, pois não podia deixar de publicar o último vídeo da irreverente Bárbara aqui na coluna ANÁLISE POLÍTICA. Começando pela opinião sobre a manifestação de Moro acerca da atitude de Fachin anulando todos os processos contra Lula. Depois ela vai contar pra você onde estava a princesa do fique em casa. Em seguida ela fala sobre a grande mídia que perdeu o óleo de peroba de vez do muso de São Paulo e do pupilo de BH E também, como não podia deixar de ser vai falar de STF e Marco Aurélio inovando no vocabulário e muito mais. Então prepare a pipoca, se acomode na poltrona e divirta-se a valer!

Fonte:

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RESUMO DA SEMANA: FACHIN ANULA CONDENAÇÕES DE LULA E DECISÃO SUSPEIÇÃO DE MORO É ADIADA

Neste domingo temos a maior bomba que já explodiu em meio apolítica brasileira. A anulação de todas as condenações de Lula por Fachin, o próprio relator da Lava Jato e em seguida o julgamento sobre suspeição de Moro. Dois assuntos bombásticos e de muito pano pra manga, pra tomar o seu tempo neste fim de semana. Então, falta de distração e tédio não são pautas pra sua vida, aproveite! 

Fonte:

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JULGAMENTO DE MORO FOI SUSPENSO APÓS O MINISTRO NUMES MARQUES PEDIR VISTA DO PROCESSO

Julgamento de suspeição de Moro é suspenso com pedido de vista e placar a 2 x 2

Ministro Nunes Marques pediu vista do processo; Gilmar e Lewandowski votaram pela parcialidade do ex-juiz

da CNN, em São Paulo

Atualizado 09 de março de 2021 às 19:38

Julgamento de suspeição de Moro é suspenso com pedido de vista e placar a 2 x 2

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu nesta terça-feira (9) o julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, após o ministro Nunes Marques pedir mais tempo para analisar o caso.

O placar até o momento é de 2 a 2. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela parcialidade de Moro no caso do triplex do Guarujá, opinião contrária da expressada por Cármen Lúcia e Edson Fachin há mais de dois anos.

A sessão desta terça deu continuidade a uma discussão que começou em dezembro de 2018, mas que foi suspensa após o ministro Gilmar pedir vista do processo. Foi nessa ocasião que Fachin e Cármen Lúcia votaram.

Os dois magistrados disseram nesta terça que esperarão o posicionamento de Nunes Marques para se manifestarem novamente.

O mais novo ministro da Corte se declarou impossibilitado de votar por não conhecer profundamente o caso. “Todos nós sabemos, é um processo de extrema relevância, de conteúdo vasto e complexo, que demanda tempo, atenção e estudo”, disse ele. “Peço escusas, mas preciso pedir vistas para analisar”.

O voto de Gilmar

Antes, Gilmar Mendes votou pela declaração de suspeição de Moro.”Meu voto não apenas descreve cadeia sucessiva a compromisso da imparcialidade, como explicita o surgimento e funcionamento do maior escândalo judicial da história”, declarou.

Em um pronunciamento extenso, ele destacou que o voto dele não pode ser aplicado a outros processos da Lava Jato.

“Ressalto que a suspeição se fundamenta em fatos concretos e específicos contra Luiz Inácio Lula da Silva em razão de interesses políticos próprios do ex-juiz Sergio Moro”, disse, acrescentando que a anulação dos processos não impede a abertura de novos julgamentos, conduzidos por um magistrado “efetivamente imparcial”.

Gilmar disse que Moro agiu como “juiz acusador”, que participava de uma narrativa de “verdadeiro projeto de poder, que passava pela deslegitimação política do Partido dos Trabalhadores, em especial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de afastá-lo do jogo eleitoral”.

“O combate a corrupção é digno de elogio, é fundamental. Agora, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, afirmou. “Não se combate o crime cometendo crime. Ninguém pode se achar o ‘ó do borogodó’, cada um vai ter o seu tamanho no final da história”.

O ministro citou situações em que Moro teria sido imparcial, como nos diálogos apreendidos na Operação Spoofing, que evidenciariam a relação próxima entre o juiz e os promotores. Ele também criticou a condução coercitiva de Lula em 2016 sem que houvesse intimação anterior e a interceptação telefônica do escritório de advocacia da defesa do ex-presidente.

Ao fim, ele votou que Moro seja condenado a pagar os custos processuais da ação penal.

O voto de Lewandowski

O ministro Lewandowski se posicionou de maneira semelhante, dizendo que o que aconteceu no caso do triplex não configuraria apenas suspeição, mas abuso de poder.

“O ex-juiz extrapolou a não mais poder os limites da função jurisdicional ao assumir o papel de coordenador dos órgãos de investigação e acusação em paralelo às funções de julgador”, disse. “Ficou patenteado o abuso de poder”.

Ele também citou os episódios lembrados por Gilmar e classificou a condução coercitiva de Lula como “violência inominável”.

“O paciente foi submetido não a um julgamento justo, segundo os cânones do direito penal, mas a um verdadeiro simulacro de ação penal, cuja nulidade salta aos olhos”, afirmou.

Continuação do julgamento

Era uma incógnita se o colegiado votaria a matéria ainda nesta terça, após uma decisão do ministro Edson Fachin nesta segunda (8) que anulou as condenações de Lula.

Pouco antes do início da sessão, Fachin pediu o adiamento da matéria, mas os demais ministros da 2ª Turma votaram pela continuidade. O presidente da Corte, Luiz Fux, não se pronunciou.

Gilmar argumentou que a decisão de Fachin não poderia impedir que o assunto fosse debatido em colegiado.

“A circunstância não compele e não poderia compelir que o colegiado tivesse a jurisdição esvaziada para apreciação da matéria”, disse. “É o cachorro que abana o rabo, não o rabo que abana o cachorro. Essas questões têm que vir para a turma”.

Gilmar disse também que a anulação das condenações e a discussão desta terça têm assuntos distintos —uma é sobre impugnação de competência, enquanto a outra, de suspeição de um magistrado. “São temas relevantes, que tocam direta e indiretamente o direito de ser julgado por um juiz imparcial, mas a questão da suspeição precede a incompetência”, afirmou.

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ANÁLISE POLÍTICA: POLÍTICA COM HUMOR, POR BÁRBARA

A irreverente e bem humorada Bárbara é o destaque da coluna ANÁLISE POLÍTICA desta terça-feira, que vai comentar sobre o filho que nasceu do inquérito do Toffinho, da diferença no tratamento com o Daniel, sobre a alteração na Petrobras e mais. Então, separa a pipoca, fica confortável e divirta-se!

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: PRESIDENTE ACLAMADO, VAZAMENTOS PEGAM MORNO, DEM SOLTA A MÃO DE MAIA E MUITO MAIS, POR BÁRBARA

Segunda-feira é dia de política com humor aqui na coluna ANÁLISE POLÍTCA sob o comando da irreverente Bárbara. Comungo com os a maioria dos comentários ácidos dela com postura liberal, menos do pensamento dela sobre Sergio Moro. Vocês ainda vão saber o porquê. Mas vale a pena registrar aqui os comentários equivocados dela sobre ele. No vídeo de hoje ela comenta como a semana deve ter sido difícil para Maia já que seu próprio partido, aparentemente, soltou sua mão e também vazamentos sobre as conversas de seu Morno, Mourão dando caneladas e mais. Deixa estar e vamos em frente!

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: NARRATIVA, PRESIDENCIÁVEIS, MANAUS -DESABAFO

Um desabafo contundente da nossa comentarista política Bárbara com relação ao caos em Manaus é o destaque da nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA desta segunda-feira. Por isso, no vídeo de hoje não vai dar pra rir da situação. Quanto mais eles falam, mais claro fica. Narrativas são o novo normal, pelo menos é o que eles querem que nós acreditemos. Então assista ao vídeo completo a seguir e se Atualize!

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RESUMO DA SEMANA: MAIA X GOVERNO, O “FUTEBOL DE FELIPE NETO E MENDONÇA REAGE A ATAQUE DE MORO

Neste primeiro domingo de 2021 você vai ver o RESUMO DA SEMANA com tudo que rolou na política nacional, sob o comando de Vinícius Moura, tais como: a contínua desavença de Maia x governo, a hipocrisia de Felipe Neto e as escaramuças entre Moro e Mendonça no Tweeter, dentre outras cositas mais!

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: VEJA AS INUSITADAS CRÍTICAS DE CAIO COPPOLLA À BOLSONARO

Na coluna ANÁLISE POLÍTICA desta sexta-feira trago uma cena inusitada que aconteceu nesta semana na política brasileira. O comentarista explicitamente bolsonarista, Caio Coppolla, ataca energicamente Bolsonaro por sua atitude de aproximação com o Centrão culminando com o rega bofe na mansão de Dias Toffoli que reuniu Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia e indicado ao STF por Bolsonaro, com a mais deslavada desculpa de se reunirem para assistirem um jogo de futebol entre o Palmeiras e o Fortaleza juntos. As atitudes de Bolsonaro nas últimas semanas vem deixando vários seguidores insatisfeitos e revoltados. Vários já pularam do cavalo e mais alguns já estão pensando por não terem mais argumentos em sua defesa como é o caso de Caio Coppolla e Rodrigo Constantino. Bem, vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos e vê no que isso tudo vai dar. Enquanto isso assista ao vídeo do Caio Coppolla a seguir!

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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MORO É INTIMADO PELA PF PARA DEPOR, COMO TESTEMUNHA, SOBRE ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS DIA 2 DE OUTUBRO

PF intima Moro a depor no dia 2 de outubro sobre atos antidemocráticos

Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília

 Atualizado 18 de setembro de 2020 às 18:03

Ex-juiz Sérgio Moro vai acumulando derrotas no Poder Judiciário - Além do Fato

A defesa do ex-ministro Sergio Moro informou nesta sexta-feira (18) que recebeu intimação para que ele preste depoimento, na condição de testemunha, no âmbito do inquérito que investiga atos antidemocráticos, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento deve ocorrer em 2 de outubro, às 13h, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

“A oitiva é motivada em razão de ele ter ocupado, à época dos fatos, a titularidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz a nota divulgada pela defesa.

Em junho, o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam a ‘real possibilidade’ de atuação de associação criminosa voltada para a ‘desestabilização do regime democrático’ com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos. A observação consta em decisão de quebra de sigilo decretada pelo ministro no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos.

A Polícia Federal também intimou o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro a deporem como testemunhas no inquérito. O depoimento de Eduardo está previsto para ocorrer no próximo dia 22. O de Carlos estava previsto para ocorrer no dia 10 de setembro deste mês. A PF não informou se ele foi realizado.

Fonte: CNN
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EM ENTREVISTA A CNN RODRIGO MAIA NEGOU UMA POSSÍVEL QUARENTENA QUE IMPEÇA JUÍZES E PROCURADORES DE DISPUTAREM ELEIÇÕES

Maia nega ‘quarentena’ a Moro: ‘Lei não prejudica quem já entrou na política’

Da CNN

30 de julho de 2020 às 22:49

Em entrevista exclusiva à CNN, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negou que uma possível “quarentena” que impeça juízes e procuradores de disputarem eleições em um período após deixarem os cargos vá afetar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Na avaliação do deputado, uma lei nesse sentido não poderia afetar quem já fez o movimento de deixar o poder Judiciário para ingressar na vida pública. “Não pretendo votar nenhuma lei que prejudique uma pessoa que já largou o Judiciário e já tomou a decisão de participar do processo político”, afirma.

O tema surgiu com força nessa semana, depois de ser defendido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, para quem a quarentena impediria juízes e procuradores de utilizarem as carreiras com o objetivo de ganhar projeção politico-eleitoral.

No mesmo dia, Maia deu declaração à imprensa sinalizando que o tema era bem visto na Câmara e poderia ser votado ainda nesse ano, valendo já para as eleições de 2022. Isso provocou uma associação com a figura de Moro, que era juiz federal até o final de 2018 e vem sendo cogitado como um possível candidato a presidente ou vice-presidente da República no próximo pleito.

Apesar da ressalva quanto ao ex-ministro, que na magistratura ganhou notoriedade na Operação Lava Jato e passou para o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no início de 2019, o presidente da Câmara reafirmou que considera a quarentena importante. “Tem se usado sim o Estado como trampolim para projetos pessoais ou projetos eleitorais”, disse.

CPI da Lava Jato

Questionado a respeito da possibilidade de o Congresso Nacional abrir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação da Operação Lava Jato, Rodrigo Maia defendeu a tese de que possíveis desvios de juízes e procuradores devem ser investigados pelos órgãos das próprias corporações.

“Os órgãos de controle do próprio poder Judiciário ou do Ministério Público precisam funcionar”, cobrou o deputado, para quem “a solução precisa ser dada dentro do Ministério Público e não na política”.

Maia disse estar com a impressão de que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) vai tomar uma decisão a respeito. É crescente a expectativa de que o CNMP possa vir a afastar do seu cargo o coordenador da Lava Jato em Curitiba, o procurador Deltan Dallagnol.

A pressão contra a força-tarefa foi impulsionada pelas falas recentes do procurador-geral da República, Augusto Aras, para quem a Lava Jato é uma “caixa de segredos” e o MPF deve se afastar do que chamou de “lavajatismo”.

A principal queixa de Aras é que ele, como comandante da PGR, não tenha acesso ao detalhamento dos trabalhos e das informações em poder da operação. Maia concordou. “Me parece estranho que a figura do procurador-geral não tenha condições de coordenar, de controlar e de avaliar o trabalho dos procuradores”, disse à CNN.

Fonte: CNN
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ANÁLISE POLÍTICA: AS VERDADES INCOVENIENTES DE MORO SOBRE BOLSONARO

Caro(a) leitor(a),

Essa peleja entre Moro e Bolsonaro causou uma mudança importante nos conceitos e juízo de valor da classe jornalistica da grande mídia no Brasil. Com essa cisão jornalistas que antes se posicionavam a direita, e mesmo com isenção torcia pelo governo Bolsonarista, até como patriota, tiveram que mudar suas posições. É o caso do jornalista e comentarista político Felipe Moura Brasil e do experiente José Nêumanne Pinto que até pouco tempo também dava sustentação em seus comentários ao presidente Jair Bolsonaro. No Podcast a seguir você vai sentir que o tom utilizado por Felipe  Moura Brasil é de reprovação ao presidente e apoio ao ex-ministro Sergio Moro. Esse comportamento não tem nada de anormal. Muito pelo contrário, mostra que esses jornalistas não possuem político de estimação. Que o compromisso deles é unica e exclusivamente coma verdade. Então eu lhe convido a assistir o vídeo completo a seguir e depois faça a sua avaliação e o seu juízo de valor sobre os fatos apresentados!

Fonte: O Antagonista

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MORO AGE COMO UM EXÍMIO JOGADOR DE XADREZ ONDE TODOS TENTAM IMAGINAR QUAL SERÁ O SEU PRÓXIMO PASSO

Moro blindou o Ministério da Justiça como se ele fosse o presidente da República”

Publicado 28   em 06.05.2020

 

Na manhã desta quarta-feira, 6 de maio, o programa Aqui Na Band convidou especialistas para repercutir o depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

No palco estava presente o desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o advogado criminal Felipe Locke Cavalcanti.

Para Sartori, não há elementos que sustentem a acusação de desvio de finalidade contra Bolsonaro:

“No final das contas, ele quis trocar [o diretor-geral da PF] porque queria alguém de sua confiança.”

E finalizou dizendo:

“Ele, o ex-ministro Sergio Moro, blindou o Ministério da Justiça como se ele fosse o presidente da República.”

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EM OITIVA QUE DUROU QUASE OITO HORAS MORO APRESENTA ÁUDIOS E TROCAS DE MENSAGENS À PF

Moro apresenta à PF áudios e trocas de mensagens como prova de ingerência de Bolsonaro no órgão

Ex-ministro foi instado pelo STF a prestar esclarecimentos após ter acusado presidente de tentar interferir na corporação por interesses próprios. Oitiva durou cerca de oito horas

São Paulo – 02 MAY 2020 – 23:52 BRT

Simpatizantes de Bolsonaro e Sergio Moro em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.Simpatizantes de Bolsonaro e Sergio Moro em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.

Durou mais de oito horas o depoimento do ex-ministro Sergio Moro na sede da Polícia Federal em Curitiba neste sábado. O EL PAÍS apurou que o ex-juiz da Lava Jato apresentou trocas de mensagens e áudios como prova das acusações de que Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal, órgão responsável por investigações que podem afetar os três filhos do presidente. Moro chegou ao prédio, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu pena após ser condenado na Lava Jato —operação que alçou Moro ao estrelato—, pouco depois das 14h sob gritos de protesto e apoio. Não falou com a imprensa. Terminou sua fala por volta das 23h.

O depoimento é parte de um inquérito aberto por autorização do ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, para investigar a suposta tentativa de interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal e a falsificação da assinatura de Moro na demissão do então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A exoneração foi o ponto central do desentendimento entre Moro e Bolsonaro, já que aconteceu sem a anuência do ex-ministro. Moro afirma que não sabia que ela ocorreria, mas, ainda assim, sua assinatura constou em publicação feita no Diário Oficial da União. Na sexta-feira (24 de abril), o ex-juiz da Lava Jato pediu demissão do cargo e, em coletiva de imprensa, disse que vinha sendo pressionado por Bolsonaro a demitir Valeixo e substitui-lo por alguém a quem “pudesse ligar para colher informações”. A investigação foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, que sinalizou que tanto Bolsonaro quanto Moro poderiam estar cometendo crimes, a depender do caminhar da apuração. Bolsonaro é investigado por supostos delitos de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, obstrução de Justiça e corrupção passiva privilegiada. O ex-ministro pode responder por denunciação caluniosa e crime contra a honra e prevaricação, caso não apresente provas. Moro teria prazo de 60 dias para prestar esclarecimentos, mas Celso de Mello reduziu este tempo para cinco dias.

O depoimento na sede da PF, que em outros tempos foi palco de protestos e enfrentamento entre simpatizantes do ex-presidente Lula e defensores da Lava Jato, teve neste sábado embates entre apoiadores de Bolsonaro e de Moro. “Porque não investiga quem tentou matar o presidente?”, bradava a tropa fiel ao presidente, replicando fala de Bolsonaro, após as acusações de Moro, de que a polícia sob ordens do ministro se importou pouco com a facada que ele levou durante a campanha presidencial. A lembrança ao caso ocorrido em 2018 não foi à toa. Horas antes, o próprio mandatário fez um post nas redes sociais falando sobre o caso, questionando: “O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?”. A PF afirma já ter concluído que não houve mandante no caso da facada desferida por Adélio de Souza no então candidato.

O inquérito que envolve Moro ainda está em sua etapa inicial. Caso seja apurado que o presidente cometeu os crimes, a PGR teria de apresentar denúncia contra Bolsonaro, que precisará de autorização da Câmara dos deputados para prosseguir. Inúmeros pedidos de impeachment do presidente já foram protocolados no Congresso, e estão nas mãos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Até o momento o parlamentar tem defendido que, em função da pandemia do coronavírus, não seria adequado analisar as solicitações de afastamento de Bolsonaro.

A troca de acusações entre Moro e Bolsonaro

Em 24 de abril, Moro pediu demissão da pasta e, durante entrevista coletiva, acusou o presidente de tentar interferir na autonomia da PF para conseguir ter acesso a investigações em curso e inteligência produzida pela entidade. “Presidente me disse mais de uma vez que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele [na Polícia Federal], que ele pudesse ligar, colher relatórios de inteligência. Realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, afirmou. O ex-magistrado disse ainda que o presidente “me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca também seria oportuna da Polícia Federal.”

O pivô da saída de Moro foi a exoneração de Valeixo. Bolsonaro indicou, depois, Alexandre Ramagem Rodrigues, amigo próximo da família Bolsonaro para o cargo. A manobra poderia ter como finalidade blindar os filhos do mandatário: Carlos e Eduardo estariam na mira de um inquérito que investiga disseminação de fake news, e o primogênito Flávio está às voltas com um caso que apura o pagamento de rachadinhas —quando funcionários devolvem parte do salário— em seu gabinete à época em que era deputado estadual no Rio.

No mesmo dia em que Moro o atacou, Bolsonaro rebateu o ex-subordinado, e negou ter pedido acesso a casos apurados: “Não são verdadeiras as insinuações de que eu desejaria saber sobre investigações em andamento”, declarou. Ainda que tenha admitido querer colocar à frente da PF alguém com quem pudesse “interagir”. A tréplica do ex-magistrado veio na forma de prints de conversas suas com o mandatário divulgadas à TV Globo. Nos diálogos, Bolsonaro afirma que investigações contra deputados bolsonaristas seriam mais um motivo “para a troca” no comando da PF.

O ministro Alexandre de Moraes decidiu, então, de forma monocrática (sem a participação dos demais ministros), sustar a indicação de Ramagem. “Apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação do diretor da Polícia Federal, em inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”, escreveu o magistrado em sua decisão. Bolsonaro criticou a decisão, e afirmou que a Advocacia-Geral da União irá recorrer. Ele também atacou Moraes, e afirmou que o ministro foi indicado ao STF foi por “amizade” com o ex-presidente Michel Temer.

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NÚMEROS ATUALIZADOS SOBRE O CORONAVÍRUS E CRISE NO GOVERNO COM SAÍDA DE MORO

Últimas notícias sobre o coronavírus e a crise no Governo Bolsonaro com a saída de Moro

Em carta aberta ao presidente, delegados afirmam que próximo diretor geral da PF terá de “demonstrar que não foi nomeado para cumprir missão política”. Brasil registra 61.888 casos e 4.205 mortes mortes pela covid-19 neste domingo. Foram 189 novas mortes em relação ao dia anterior

Após 42 dias, as mais de seis milhões de crianças espanholas com menos de 14 anos que foram trancadas em casa para evitar a disseminação do coronavírus conseguiram sair às ruas neste domingo. Na imagem, menino brinca em uma poça de lama em Madri.Após 42 dias, as mais de seis milhões de crianças espanholas com menos de 14 anos que foram trancadas em casa para evitar a disseminação do coronavírus conseguiram sair às ruas neste domingo. Na imagem, menino brinca em uma poça de lama em Madri.SANTI BURGOS

Após a saída do ex-juiz Sergio Moro piorar a instabilidade política em meio a crise do coronavírus no país, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) publicou uma carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro afirmando que “há uma crise de confiança instalada, tanto por parte de parcela considerável da sociedade, quanto por parte dos delegados de Polícia Federal”. No documento, alertam que o próximo diretor geral da PF terá de “demonstrar que não foi nomeado para cumprir missão política”. Neste domingo, o Brasil chegou a 4.205 óbitos pela covid-19 e 61.888 contágios, de acordo com o Ministério da Saúde. Houve um incremento de 5,8% em relação ao dia anterior: 3.379 novos casos foram notificados em 24 horas, assim como 189 mortes (+4,7%). A taxa de letalidade está em 6,8%. O Estado de São Paulo registrou 20.715 casos e 1.700 óbitos. Enquanto isso, Itália e Israel começam a traçar planos para reduzir o confinamento. E a Espanha autorizou, pela primeira vez em seis semanas, que as crianças voltassem a brincar na rua.

Fonte: El País

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CELSO DE MELO DEVE AUTORIZAR NESTA SEGUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE ACUSAÇÕES DE MORO

Celso de Melo decide nesta segunda se Aras abre investigação sobre acusações de Moro

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, deve decidir na segunda-feira, 27, o pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para investigar as declarações do ex-ministro Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido de abertura de inquérito atinge não apenas o presidente Jair Bolsonaro, como também o próprio Moro.

O objetivo é apurar se foram cometidos os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra. O foco no ex-juiz federal da Lava Jato surpreendeu integrantes do Ministério Público Federal (MPF) ouvidos pelo Estado/Broadcast.
“A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de Ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação .

Fonte: Blog do BG 

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VEJA REPERCUSSÃO DAS MENSAGENS MOSTRADAS POR MORO NO MEIO POLÍTICO E JURÍDICO

Por G1 e TV Globo — Brasília 

Mensagens reveladas por Moro ao JN provocam reações do meio jurídico e político
Mensagens reveladas por Moro ao JN provocam reações do meio jurídico e político

Políticos e representantes do meio jurídico se manifestaram neste sábado (25) sobre as mensagens, reveladas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, trocadas entre ele e o presidente Jair Bolsonaro e entre ele e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

As mensagens foram exibidas por Moro à TV Globo em imagens do celular do ex-ministro. Uma das imagens mostra que o presidente enviou a Moro o link de uma reportagem do site “O Antagonista” segundo a qual a PF está “na cola” de dez a 12 deputados bolsonaristas.

O presidente, então, escreveu: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à mudança na direção da Polícia Federal.

Na outra conversa, Zambelli pede que Moro fique no governo e aceite a troca no comando da Polícia Federal (um dos motivos que levaram o ministro a se demitir). Em troca, segundo ela, o então ministro da Justiça poderia ser nomeado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Moro respondeu que não estava “à venda”.

Veja a repercussão das mensagens

Angelo Coronel (PSD-BA), senador e presidente da CPMI das Fake News

“O ministro Moro apresentou provas contundentes contra o presidente Jair Bolsonaro. São provas que evidentemente o governo do presidente Bolsonaro vai querer descaracterizar, por isso, inclusive, estou convocando o ministro Moro e o delegado Valeixo para que no plenário da CPMI eles possam também ter um fórum que eles possam provar mais coisas que aconteceram nos bastidores durante esse período que o ministro Moro era ministro. Eu, a priori, devo confiar nas palavras do ministro Moro, porque ele tem experiência. Ele não iria acusar, não iria disparar contra o governo se não tivesse provas guardadas para poder depois contestar caso o presidente Bolsonaro venha a dizer que ele está mentindo. Então tem muita coisa ainda para acontecer nessa frente. O Congresso Nacional tem que estar ativo, tem de estar de olho aberto para ver quem está errado e punir ou propor punição para aqueles que cometeram algum delito.”

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador e líder da oposição no Senado

“As graves revelações dos diálogos travados entre a deputada Carla Zambelli, o presidente da República e o ministro Sergio Moro são elementos que nos levam a requerer, no âmbito do inquérito que está instaurado no Supremo Tribunal Federal, a quebra dos sigilos telefônicos e de comunicações tanto do senhor presidente, quanto da deputada. Esses elementos são indispensáveis tanto para o processo de impeahcment que está encaminhado à Câmara dos Deputados, quanto aos processos criminais que estão em curso no Supremo Tribunal Federal.”

Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara

“O PSDB protocolizou na noite de ontem o pedido de instalação de uma CPMI para apurar as gravíssimas denúncias que foram feitas contra o presidente Jair Bolsonaro. Por que uma investigação pela Câmara e pelo Senado? Em primeiro lugar, porque as denúncias foram feitas por alguém da estatura moral do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro. E, em segundo lugar, porque o presidente da República, quando tentou desqualificar essas denúncias, ficou demonstrado pelas mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o presidente da República, e entre o ex-juiz Sergio Moro e a deputada Carla Zambelli, restaram evidenciadas que as afirmações feitas pelo presidente não tinham e menor pertinência. Ou seja, ele queria sim, interferir nas investigações da PF e em momento algum o ex-juiz Sérgio Moro negociou o Supremo para aceitar a troca do diretor-geral da Polícia Federal.”

Senador Major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado

“É a tempestade perfeita. Moro mostra conversas dele com o presidente Jair Bolsonaro pelo WhatsApp em que Bolsonaro pedia providência sobre inquéritos da PF. E uma deputada, aparentemente sem nenhuma condição de decisão, discutindo com o ministro sobre eventual nomeação no STF. É tudo que o Brasil não precisa neste momento.”

Joice Hasselmann (SP), líder do PSL na Câmara

“Pedido de abertura de CPI, que como líder do meu partido vou assinar para que meu partido apoie Esse pedido de CPI e em relação ao pedido de impeachment sou eu como cidadão e parlamentar. Eu, Joice, que fui fiel escudeira do presidente, estive com ele durante toda pré-campanha, campanha, fui líder do governo então tenho essa legitimidade pra dizer: sim, o presidente da República traiu o povo brasileiro, sim o presidente tentou passar por cima da lei e da constituição, passar por cima da Polícia Federal e isso é crime de responsabilidade.”

Baleia Rossi (SP), líder do MDB na Câmara

“Todas essas denúncias são graves e precisam ser apuradas. Mas nós não podemos esquecer que o foco hoje também tem que ser o coronavírus e o seu combate para salvar vidas e empregos.”

Efraim Filho (PB), líder do DEM na Câmara

“Existem iniciativas tanto no STF e também no Congresso que pretendem se aprofundar na análise dos fatos. Portanto, é hora de prudência, é hora de responsabilidade. É o destino do Brasil que está em jogo. Portanto, é preciso equilíbrio e serenidade neste momento.”

Júlio Delgado (PSB-MG), deputado federal

“No final do dia, o Jornal Nacional traz a deputada Carla Zambelli cometendo quebra de ética e decoro parlamentar, que vai ter que ser investigado. E também uma própria conversa do presidente com o ministro Moro, quando ele tenta claramente interferir nas ações do diretor e na troca do mesmo na Polícia Federal.”

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo

“Há necessidade pelas acusações feitas pelo então ministro Moro de que as instituições brasileiras façam uma investigação forte. Congresso Nacional, Procuradoria da República, porque será necessário que haja transparência e que a sociedade brasileira tenha convicção do que aconteceu.”

Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão

“As afirmações do ex-ministro já constituem prova, que foram confirmadas pelo diálogo via celular em que o presidente da República reclama de uma investigação sobre deputados e seus aliados e diz que isso constituiria um motivo a mais para a substituição efetivamente realizada no comando da Polícia Federal. Considero, portanto, que há provas suficientes para a investigação da conduta do presidente Bolsonaro.”

Paulo Jeronimo Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa

“Nos acontecimentos relacionados à exoneração de Moro, caracterizando tentativa do presidente de usar a PF para seus interesses pessoais torna seu comportamento ainda mais grave e sua permanência no cargo ainda mais insustentável. Diante disso, a ABI resolveu agilizar os procedimentos para ingressar imediatamente um pedido de impeachment do presidente da República.”

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

“As denúncias efetivadas pelo agora ex-ministro Sergio Moro são gravíssimas. Dizem respeito à possível interferência pessoal do presidente da República buscando obstruir investigações que atingiriam aliados e familiares seus. Essas denúncias devem ser aprofundadas, devem ser provadas pelos que declararam, mas, de fato, impõe à sociedade a apuração de possíveis crimes de responsabilidade. E, para isso, a Ordem dos Advogados prepara um parecer que efetivará a análise jurídica dessa questão. Tudo isso em meio a uma crise gravíssima em que o governo e o Brasil deveriam estar exclusivamente voltados à preservação de vida e à economia nacional.”

Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe)

“Os prints apresentados pela reportagem do Jornal Nacional, anunciados como troca de mensagens por celular entre o presidente da República e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, são indícios graves e, certamente, serão analisados no âmbito do inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal. Devemos aguardar a avaliação do ministro Celso de Mello, sorteado como relator do caso. Os procedimentos judiciais e as investigações poderão revelar os detalhes e apontar a verdade dos fatos. O STF vai analisar de forma criteriosa toda a apuração e decidir se os elementos de prova são suficientes para ensejar qualquer tipo de responsabilidade. O mais importante, nesse momento, é defender a autonomia investigativa da Polícia Federal contra qualquer tentativa de interferência política. Qualquer retrocesso nessa agenda seria ruim para o país.”

Fábio Munhoz, diretor de Comunicação da Associação Paulista de Magistrados

“Pelo que se tem notícia, foi pedida a abertura de um inquérito policial. a partir do momento em que é determinada a abertura de inquérito policial, vão ser coletadas as provas para comprovar determinado fato criminoso e, possivelmente, quem foi o seu autor. como se tem noticia de que haveria prática de crime por parte de um ou de outro, as partes envolvidas muitas vezes tomam a dianteira e já apresentam à autoridade policial ou à autoridade que vai presidir o inquérito policial para apresentar as provas que dispõe, até para comprovar as suas alegações. na medida em que isso é certo, que já há instaura’ão de inquérito policial, nada impede que as partes envolvidas já levem ao conhecimento de quem de direito, aí no caso o supremo tribunal federal as provas que dispõem. e neste caso são muitas vezes extratos de conversa, áudio de WhatsApp, print de tela. o Supremo Tribunal Federal tem precedentes autorizando esse tipo de prova como absolutamente válida.”

Carlos Ayres Britto, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal

“Se isso [as provas apresentadas por moro] for recebido como documento público, se isso for comprovado, tiver a força de prova processual, claro que o peso é maior.”

Renata Gil, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)

“A AMB, entidade representativa da magistratura nacional, entende que o estado brasileiro tem instrumentos muito fortes, potentes para essas apurações, tanto assim que, ontem mesmo, já foi requerido pelo PGR, pela Procuradoria Geral da República, para a apuração daquelas situações com apontamento de eventuais crimes supostamente cometidos.”

Marcos Camargo, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF)

“Se no caso em questão houver algum tipo de crime, seja de responsabilidade por parte do presidente da República, ou seja, de denunciação caluniosa por parte do ex-ministro, esses dados materiais serão importantes para sustentar o devido processo dentro dos termos da lei.”

Fonte: G1
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NO FUNDO A INTENÇAO DE BOLSONARO EM TROCAR DIRETOR DA PF É BLINDAR SEUS FILHOS

Investigações sobre filhos de Bolsonaro podem explicar disputa por direção da PF que tirou Moro do Governo

Reportagem da Folha e do The Intercept Brasil revelam apurações comprometedoras contra Carlos e Flávio, o que explicaria o fato de o presidente querer blindá-los e manter o controle sobre inquéritos

AFONSO BENITES
Brasília – 25 ABR 2020 – 19:21 BRT
Flávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente na diplomação dele em 2018.Flávio e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente na diplomação dele em 2018.ADRIANO MACHADO / REUTERS

Um dia após a queda do ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça, ganhou força em Brasília a tese de que o presidente Jair Bolsonaro estava agindo para proteger ao menos dois de seus filhos, o vereador Carlos e o senador Flávio, de investigações tocadas pela Polícia Federal. O objetivo do presidente seria exonerar o então diretor Maurício Valeixo para interferir em apurações que estão em andamento, principalmente no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. A Corte investiga Carlos Bolsonaro por disseminação de fake news. Enquanto o MPF apura o suposto esquema de apropriação de salário de assessores, a rachadinha, que existia no gabinete do senador Flávio Bolsonaro, quando ele era deputado estadual. Os dois irmãos se filiaram recentemente ao Republicanos, legenda umbilicalmente ligada à Igreja Universal

O vereador Carlos é apontado no inquérito que investiga a disseminação de fake news como um dos líderes de um grupo que espalha massivamente notícias falsas e boatos pela internet e pelo aplicativo WhatsApp contra opositores do presidente e contra instituições, como o STF e o Congresso Nacional.

Desde a época em que Bolsonaro era deputado, Carlos é o seu estrategista nas redes sociais. Foi ele quem indicou os assessores presidenciais para atuar nesta área e seria o mentor o que ficou batizado em Brasília de “gabinete do ódio”, formado por profissionais responsáveis por defender Bolsonaro nas redes e atacar os adversários. Trata-se de uma usina de notícias falsas com táticas diversionistas que beneficiam Bolsonaro, com apoio inclusive de robôs. Uma pesquisa do início deste mês revelou que até 55% das publicações favoráveis ao presidente no dia 15 de março foram feitas por robôs.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, em substituição a Valeixo, que era indicação de Moro, será o delegado Alexandre Ramagem, que hoje é diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é amigo de Carlos. Recentemente, o presidente disse a parlamentares que tinha sob o seu poder relatórios da Abin que apontavam que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estariam articulando o seu impeachment. O documento fora encaminhado por Ramagem. Bolsonaro também admitiu que sempre cobrou informações da Abin para seu conhecimento.

O inquérito que investiga o vereador é tocado pelo STF, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que conta com o suporte de um grupo de quatro delegados da PF. É sigiloso. Seus detalhes foram revelados pelos jornais Correio Braziliense, na quinta-feira, e pela Folha de S. Paulo, neste sábado. Além dele, há um segundo inquérito que pode envolver o vereador, o que trata dos protestos pró-golpe militar dos quais deputados bolsonaristas e o próprio presidente participaram no dia 19 de abril. Há suspeita de que haja um cruzamento de dados que liguem empresários que financiaram esses atos com a rede de fake news de bolsonaristas.

Na sexta-feira, quando Moro delatou a intenção de Bolsonaro de interferir politicamente na PF, ele deixou claro o intuito do presidente de atuar em apurações no Supremo. Pouco tempo depois dessa revelação, o ministro Moraes decidiu que, independentemente de quem fosse o novo diretor-geral, os delegados que o auxiliam no inquérito das fake news deveriam permanecer em suas funções. É uma tentativa de se blindar da influência presidencial.

Rachadinha e milícias

Em outra frente, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, auxiliado pela PF, avançou na apuração contra o senador Flávio. Reportagem publicada pelo The Intercept Brasil mostra que Flávio teria financiado com parte do dinheiro público confiscado de salários de funcionários do seu gabinete a construção de prédios da milícia no Rio de Janeiro e lucrou com esquema ilegal.

O portal publicou neste sábado documentos que mostram que os empreendimentos de três construtoras da cidade de Rio das Pedras foram feitos com dinheiro de “rachadinha”, coletado no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio. O MP-RJ chegou a essa conclusão depois de cruzar informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal. Além de substituir Valeixo da diretoria-geral, Bolsonaro tinha o intuito de trocar os superintendentes do Rio de Janeiro, responsável pelas apurações envolvendo Flávio, e de Pernambuco.

No pronunciamento que fez na sexta-feira, o presidente Bolsonaro disse que jamais pediu para proteger os seus familiares. “Nunca pedi para blindar ninguém da minha família. Jamais faria isso”. Porém, admitiu que esperava ter algum interlocutor para conhecer investigações em curso.

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MORO MATA A COBRA E MOSTRA O PAU

Por Jornal Nacional e G1

 

Moro mostra ao JN provas de acusações a Bolsonaro

Moro mostra ao JN provas de acusações a Bolsonaro

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro exibiu nesta sexta-feira (24) à TV Globo uma troca de mensagens entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nesta quinta (23), na qual Bolsonaro cobrou mudança no comando da Polícia Federal.

Mais cedo, nesta sexta, ao anunciar que havia decidido deixar o cargo, Moro afirmou que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF ao decidir demitir o agora ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo.

Depois, também em pronunciamento, Bolsonaro afirmou que as declarações de Moro eram infundadas e que ele não havia tentado interferir na Polícia Federal.

Após o pronunciamento de Bolsonaro, a TV Globo cobrou de Moro provas de que as declarações tinham fundamento. O ex-ministro mostrou, então, a imagem de uma troca de mensagens entre ele e o presidente, ocorrida nesta quinta.

O contato é identificado por “presidente novíssimo”, indicando ser o número mais recente de Bolsonaro. A imagem mostra que o presidente enviou a Moro o link de uma reportagem do site “O Antagonista” segundo a qual a PF está “na cola” de dez a 12 deputados bolsonaristas.

O presidente, então, escreveu: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à mudança na direção da Polícia Federal.

Sergio Moro respondeu ao presidente explicando que a investigação não tinha sido pedida pelo então diretor da PF, Maurício Valeixo. Moro enviou a mensagem: “Esse inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre, no STF”, se referindo ao ministro Alexandre de Moraes.

Moro prossegue: “Diligências por ele determinadas, quebras por ele determinadas, buscas por ele determinadas”. E finaliza: “Conversamos em seguida, às 0900”, referindo-se ao encontro que os dois teriam.

Indicação para o Supremo

O Jornal Nacional também cobrou de Sergio Moro provas de que ele não havia condicionado a troca no comando da Polícia Federal à sua indicação para o Supremo Tribunal Federal, uma acusação feita pelo presidente Bolsonaro no pronunciamento.

O ex-ministro mostrou ao JN a imagem de uma troca de mensagens com a deputada federal Carla Zambelli (PSL), aliada de primeira hora de Bolsonaro. Ela, inclusive, estava nesta sexta ao lado do presidente durante o pronunciamento.

A deputada Carla Zambelli afirmou que não vai comentar a troca de mensagens.

Na troca de mensagens, Carla Zambelli diz: “Por favor, ministro, aceite o Ramage”, numa referência a Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é um dos candidatos de Jair Bolsonaro para a Direção-Geral da Polícia Federal.

Parte da deputada a proposta para que Sergio Moro aceite a mudança na PF em troca da nomeação dele para o Supremo Tribunal Federal.

“E vá em setembro pro STF”, enviou a deputada. “Eu me comprometo a ajudar”, acrescentou. “A fazer JB prometer”, completou.

Sergio Moro, então, rechaça a proposta: “Prezada, não estou à venda”.

Carla Zambelli, então, continua a argumentar: “Ministro, por favor, milhões de brasileiros vão se desfazer”

Em seguida, ela responde à mensagem de Moro de que não estaria à venda. “Eu sei”, diz. “Por Deus, eu sei”, acrescenta.

“Se existe alguém que não está à verba é o senhor”. A palavra “verba”, neste caso, parece ser “venda”, com erro de digitação.

Moro finaliza a conversa dizendo: “Vamos aguardar, já há pessoas conversando lá”. Segundo o ex-ministro, era uma referência à tentativa de aliados de convencer o presidente a mudar de ideia.

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ENQUANTO BOLSONARO REBATE SERGIO MORO MAIA SE CALA E CENTRÃO TAMBÉM

Bolsonaro rebate Sergio Moro e cerra fileiras com aliados enquanto Congresso observa escalada da crise com cautela

Procurador-geral pede ao STF para investigar acusações de interferência na PF feitas por ex-ministro. Responsável por abrir processo de impeachment, Maia cala. Deputados do “centro” também

Bolsonaro chega ao local de pronunciamento.Bolsonaro chega ao local de pronunciamento.EVARISTO SA / AFP

O Brasil confirmou 3.670 mortes por coronavírus nesta sexta-feira, mas a crise sanitária sem precedentes não dominou a agenda política. Neste 24 de abril, o país foi sacudido por um ruidoso divórcio entre os dois principais neotitãs da política nacional: o presidente ultradireitista Jair Bolsonaro e Sergio Moro, um campeão de popularidade do Governo que fez fama como juiz da Operação da Lava Jato. Pela manhã, Moro caiu atirando. Deixou o cargo de ministro da Justiça acusando Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. À tarde, Bolsonaro rebateu o ex-aliado, a quem acusou de mentir. Contra a percepção de isolamento do Planalto que cresceu nas últimas semanas, o presidente tentou passar uma mensagem de unidade e fileiras cerradas: ao seu lado no pronunciamento estavam 19 de seus 21 ministros, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, além de deputados e senadores de seu antigo partido, o PSL.

Bolsonaro nega interferência na PF, mas diz querer nome com quem possa “interagir”“O presidente queria alguém [na PF] a quem pudesse ligar, colher informações”: as principais frases de Moro

A imagem de fortaleza tinha como um dos destinos o Congresso, que acompanha lance a lance a crise e faz cálculos e perguntas: quantas provas Moro tem na manga contra o Planalto? Quanto a saída do ex-juiz danifica o cabedal de apoio do bolsonarismo, em torno de 30% segundo as pesquisas? Não há respostas imediatas, mas elas tampouco demorarão mais que algumas semanas para aparecer. Enquanto o presidente criticava Moro e insinuava que ele deixou o cargo por ter intenções políticas (“O Governo não pode perder sua autoridade por questões pessoais de alguém se antecipa a projetos outros”), o procurador-geral da República, Augusto Aras, protocolava um pedido de abertura de inquérito pra apurar eventuais crimes delatados pelo ex-ministro em sua fala de despedida.

No documento enviado ao STF, que será analisado pelo decano da Corte Celso de Mello, Aras diz que o presidente pode estar cometendo os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada. Mas o pedido do procurador-geral, indicado em setembro por Bolsonaro, é uma espécie de bumerangue que pode se voltar contra Moro. Caso ele não apresente provas, ele pode acabar sendo acusado de denunciação caluniosa e crime contra a honra. O ex-juiz da Lava Jato diz tê-las e e até agora apresentou ao Jornal Nacional, da TV Globo, um par de mensagens que diz ter trocado com o presidente. Numa delas, Bolsonaro pede para trocar o diretor-geral da PF, Marcelo Valeixo, estopim da crise, por causa de um inquérito que tem como alvo “deputados bolsonaristas”.

No próprio discurso Bolsonaro deixou pistas que já estão sendo exploradas pelos adversários e apontadas por constitucionalistas. O presidente se contradisse e admitiu que pediu um favor para a PF que apurava uma suposta relação que um de seus filhos, Jair Renan, teria tido com a filha do ex-sargento Ronnie Lessa, um vizinho do presidente que é acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Gomes. “Eu fiz um pedido para a Polícia Federal. Quase com um por favor: ‘Chegue em Mossoró e interrogue o ex-sargento’. Foram lá, a PF fez o seu trabalho, interrogou e está comigo a cópia do interrogatório. Onde ele diz simplesmente o seguinte: ‘A minha filha nunca namorou a filha do presidente Jair Bolsonaro, porque a minha filha sempre morou nos Estados Unidos’”.

Para que qualquer eventual iniciativa contra o Planalto ande há toda uma série de condicionantes. A principal delas é a Câmara. Se Mello autorizar o inquérito, Aras pretende convocar Moro a depor. E, caso o PGR decida oferecer uma denúncia contra o presidente, quem decide se ele pode ser processado por crime comum é a Câmara, que precisa autorizar com dois terços dos votos dos deputados que Bolsonaro vire réu.

Pressões pelo impeachment

A margem de votos necessários é, aliás, a mesma do impeachment, ideia que anima como nunca oposicionistas e neoantibolsonaristas do Congresso. Há na Câmara ao menos 19 pedidos que o acusam de crime de responsabilidade, sendo oito deles protocolados neste ano. Mais um se somou nesta sexta, feito por três parlamentares da REDE. O 20º pedido deverá ser entregue nos próximos dias pelo partido que elegeu Bolsonaro, PSL. “Moro fez acusações muito graves contra Bolsonaro. Já há motivos de sobra para um impeachment”, afirmou a líder do PSOL, Fernanda Melchiona.

A questão é que quem detém o poder de começar ou não um processo de destituição contra Bolsonaro é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O deputado, em conflito aberto com Bolsonaro, preferiu calar nesta sexta-feira —ele vinha dizendo que ainda não via motivos para tal. Analistas políticos também miram o comportamento do Centrão, o grupo de parlamentares de direita e centro-direita capaz de formar maiorias no Congresso. Cortejado pelo Planalto nos últimos dias justamente para pressionar Maia, o grupo tampouco fez questão de sair a público. Investigação preliminar da consultoria Bites, de análise de redes sociais, mostrou que foram cerca de 1.500 posts de deputados, a maioria sobre Moro, e escritos por deputados de esquerda. “O centro por enquanto está calado”, afirma Manoel Fernandes, da Bites.

É fato que Sergio Moro nunca foi uma unanimidade entre os deputados e senadores, especialmente entre os integrantes do Centrão alvos da própria Lava Jato. Por outro lado, o ex-ministro era uma peça importante para os chamados “lavajatistas”, uma ala direitista que chegou ao poder com forte discurso anticorrupção e anti-PT. Parlamentares independentes, por sua vez, chamaram a queda de Moro de uma perda para todo o país enquanto os ainda bolsonaristas ainda tentavam afinar o novo discurso. “Sergio Moro foi um verdadeiro titã. É a derrota da ética”, disse o líder do Podemos, Leo Moraes. “Moro saiu, fomos pegos de surpresa. Ontem mesmo ele nos garantiu que não sairia. Para nós, base do Governo, uma informação; para a extrema-imprensa, outra. Lamentável. E mais lamentável ainda a maneira como saiu. Enfim, o destino se encarregará de tudo. Vamos em frente”, afirmou o vice-líder do Governo, Carlos Jordy, citado pela Agência Câmara.

“O debate sobre impeachment já está real. Vários setores já estão discutindo. É um caminho sem volta. Se vai ser bem sucedido é outra historia”, pondera o cientista político Carlos Pereira, da FGV. Para ele, não só os bolsonaristas do Congresso como o próprio presidente terão que ajustar o discurso, agora que não terão mais ao lado o trunfo anti-corrupção que Moro ainda representa e em meio à crise de saúde que também é econômica. Para Pereira, ao ver que perdia parte do eleitorado conservador por causa de sua conduta em meio à pandemia, Bolsonaro entrou “em desespero”. “Ele deu um cavalo de pau, e decidiu mesmo que tardiamente se reconectar com o Congresso e por isso ele vai perder ainda mais desse núcleo conservador. Ele vai precisar agora redirecionar a política para outros níveis eleitorais”, segue o cientista político, citando os mais pobres e informais que receberão auxílio emergencial pela covid-19.

Todas as sinalizações é de que não haverá jogo fácil para Bolsonaro. Antes mesmo que o presidente agisse para indicar um novo ministro da Justiça e um novo número 1 da PF, na própria noite de sexta-feira o Planalto soube do primeiro movimento para blindagem da Polícia Federal. Como uma tentativa de impedir interferência do presidente em inquéritos que tramitam no STF, o ministro Alexandre de Moraes, decidiu que deveriam ser mantidos em seus postos os delegados da Polícia Federal que trabalham em inquéritos da Corte —são dois e ambos de alta voltagem para Bolsonaro, um que investiga “fake news”, controverso por ter sido aberto por iniciativa do próprio Supremo, e um que investiga atos pró-intervenção militar no país —o mandatário participou de uma delas no último domingo. “Comunique-se ao Diretor Executivo da Polícia Federal, em exercício, que, no âmbito da Polícia Federal, as investigações neste inquérito deverão continuar a ser conduzidas pelo Delegado Federal Alberto Ferreira Neto, em São Paulo e da equipe de Brasília, composta pelos Delegados Federais Igor Romário de Paula, Denisse Dias Rosas Ribeiro, Fábio Alceu Mertens e Daniel Daher”, decidiu Moraes.

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POLÍTICA: MORO SE DEMITE E DEIXA ACUSAÇÕES GRAVES CONTRA O PRESIDENTE

Segundo Moro, Bolsonaro está preocupado com os ‘inquéritos’

Redação

Publicado em 24.04.2020

Por  

 

Marcelo Camargo | Agência Brasil

Segundo ele, trata-se dos inquéritos referentes ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca também seria oportuna da Polícia Federal.”

Ainda de acordo com Moro, isso ainda assim não justificaria a substituição do diretor-geral da PF.

“Por esse motivo, também não é uma razão que justifique a substituição. Até é algo que gera uma grande preocupação.”

E completou:

“Enfim, eu sinto que eu tenho o dever de tentar proteger a instituição, a Polícia Federal. E por todos esses motivos, eu busquei uma solução alternativa, para evitar uma crise política durante uma pandemia. Acho que o foco deveria ser o combate à pandemia. Mas entendi que eu não podia deixar de lado esse meu compromisso com o estado de direito.”

Redação

Conexão Política

Alegando interferência políticas na PF, Moro confirma saída do governo Bolsonaro

Redação

Publicado    em      24.04.2020

Por  Redação

Valter Campanato | Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira (24).

A demissão, segundo ele, foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

“O grande problema é por que trocar e permitir que seja feita interferência política ano âmbito da PF. O presidente me disse que queria colocar uma pessoa dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência. Realmente, não é papel da PF prestar esse tipo de informação”, disse Moro.

Ainda de acordo com Moro, ele disse para Bolsonaro que a troca de comando na PF seria uma interferência política na corporação.

Ainda assim, segundo ele, o presidente da República insistiu.

“Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo”, revelou Moro.

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POLÍTICA: AS DISCRETAS OBSERVAÇÕES DE MORO QUE TÊM GRANDE REPERCUSSÃO

Discretamente e sem revanchismo o ministro Sergio Moro deixa a sua marca indelével nos elogios e afirmações sobre o desempenho de Bretas e da Lava Jato. Vale a pena conferir!

Moro elogia desempenho de Bretas e defende a Lava Jato

Ele destacou os R$ 668 milhões recuperados pela operação.

Redação

Publicado  

em 09.02.2020

Por  

 

Moro elogia desempenho de Bretas e defende a Lava Jato 16

Fernando Frazão | Agência Brasil

Ele usou o Twitter e destacou frisou o empenho de Bretas no combate à corrupção.

O juiz federal Marcelo Bretas repassou ontem aos cofres da União e do Rio de Janeiro R$ 668 milhões recuperados em processos anticorrupção. Na imagem está um dos repasses”, escreveu.

E completou:

“Ainda assim, alguns insistem no falso discurso de que a corrupção não é um mal e que o problema é a Lava Jato”, concluiu.

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