REUNIÃO COM A CÚPULA DOS PODERES PARA PRESTAÇÃO DE CONTAS DE PAZUELLO FOI AGENDADA NO PALÁCIO DA ALVORADA

Planalto agenda reunião com Poderes e prepara prestação de contas de Pazuello

Governo, porém, não pretende chamar todos os governadores, apenas os mais alinhados a Bolsonaro

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

Atualizado 22 de março de 2021 às 21:09

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello
O Palácio do Planalto agendou para as 8h30 desta quarta-feira a reunião com a cúpula dos poderes.

O encontro será presencial no palácio da Alvorada. Devem participar aproximadamente 15 pessoas, dentre eles o presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

Além deles, também serão convidados o procurador-geral da República, Augusto Aras, a presidente do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes.

Alguns ministros de estado, como Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Fernando Azevedo (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Neto (Casa Civil) e Eduardo Pazuello (Saúde) também participarão, além do novo ministro da área, Marcelo Queiroga.

O Planalto, porém, não pretende chamar todos os governadores, apenas os mais alinhados ao governo.

Nesta terça-feira, haverá reuniões de planejamento da reunião ao longo do dia no Planalto. A ideia de Bolsonaro, segundo uma fonte, é apresentar uma prestação de contas sobre a gestão Pazuello, mostrar as ações do governo e pedir ideias para conter a pior fase da gestão.

Fonte: CNN

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CAMINHONEIROS CONVOCARAM GREVE, PARALIZAÇÃO FOI MARCADA PARA SEGUNDA FEIRA (1º)

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe sobre a paralisação marcada para o dia 1º

Mariângela Castro, do CNN Brasil Business*

30 de janeiro de 2021 às 05:00

Caminhão cruz a divisa entre Goiás e Distrito Federal (22.ago.2014)Caminhão cruza a divisa entre Goiás e Distrito Federal (22.ago.2014)Foto: Pedro França/Agência Senado

Uma greve dos caminhoneiros, como a de 2018, foi convocada por alguns integrantes da categoria para esta segunda-feira (1º). É difícil cravar, com certeza, se haverá ou não a paralisação, nem se será maior ou menor que a de três anos atrás.

Isto porque a categoria dos caminhoneiros é muito pulverizada, representada por diversas entidades de classe, e a comunicação entre os trabalhadores é feita de forma não centralizada, por grupos de WhatsApp.

Na quarta-feira (27), o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), fez um apelo para que os caminhoneiros não cruzem os braços, alegando que “todos vamos perder”. Apesar disso, no dia seguinte, um ofício enviado ao governo pelo Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) confirmou a greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas.

Confira abaixo perguntas e respostas para entender o que se sabe até agora a respeito da possível paralisação.

Quem deve aderir à greve?

A greve dos caminhoneiros prevista para segunda-feira (1º) foi convocada pela Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). A ANTB representa cerca de 4.500 caminhoneiros em todo país e, no dia 13 de janeiro, afirmou que não veria problema em realizar uma paralisação durante a pandemia.

Na última terça-feira (26), a greve recebeu apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), uma das maiores entidades da categoria no país. A CNTTL possui 800 mil motoristas em sua base e orienta todos a aderirem à paralisação.

Na quarta-feira (27), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos de petroleiros em todo o país, também declarou apoio aos caminhoneiros. Segundo a FUP, este apoio se dará por meio de inúmeras ações e protestos que serão realizados por sindicatos ligados à entidade.

Por outro lado, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) negou qualquer tipo de apoio à possível paralisação. A nota foi emitida pelo presidente da CNT, Vander Costa, na última quinta-feira (28).

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a paralisação poderá ser maior que a realizada em maio de 2018. Na época, a greve teve duração de 10 dias.

O que querem os caminhoneiros?

De acordo com a ANTB, o principal motivador da greve é a alta do preço do diesel, que teve aumento de 4,4% nas refinarias no final de dezembro e é o combustível majoritariamente utilizado por caminhoneiros.

Também é reivindicada uma revisão no reajuste na Tabela do Piso Mínimo de Frete, realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para o transporte rodoviário de carga.

Pelas novas regras do reajuste, não entram no cálculo do piso mínimo a margem de lucro do caminhoneiro, custos com pedágios, custos relacionados às movimentações logísticas complementares ao transporte de cargas, despesas de administração, tributos e taxas.

A categoria também cobra pela implementação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), conquista da greve de 2018.

Para resolver essas questões e evitar a greve prevista, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro –que recebeu o apoio da categoria na última eleição presidencial.

Que medidas o governo tomou para tentar reverter a paralisação?

Numa tentativa de frear a realização da greve dos caminhoneiros, o governo decidiu incluir a categoria na lista do grupo de prioridades para tomar as vacinas contra a Covid-19 no país. Essa ação elava o número de pessoas do grupo prioritário para 77,2 milhões, com a soma de 1,24 milhão de caminhoneiros.

Além disso, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, zerou o Imposto de Importação de pneus para veículos de carga.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o governo trabalhava na revisão de normas de pesagem de caminhões nas estradas, para reduzir custos dos autônomos do setor.

Por fim, na última quarta-feira (27), CNN apurou com fontes do Palácio do Planalto e da equipe econômica que o governo deve anunciar em breve a redução do PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Os dois impostos, porém, não seriam zerados, e sim atenuados, de acordo com interlocutores.

Fonte: R7

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