RÚSSIA ATACA COM ARMAS DE ALTA PRECISÃO A CAPITAL UCRANIANA KIEV DURANTE A VISITA DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU

Rússia confirma ataque à Kiev durante visita do secretário-geral da ONU

Ofensiva enquanto Antonio Guterres estava na Ucrânia provocou a morte de uma jornalista que morava em prédio atingido por míssil

Secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, durante visita à Kiev

SERGEI SUPINSKY / AFP

Rússia confirmou nesta sexta-feira (29) ter atacado no dia anterior a capital ucraniana Kiev com armas de “alta precisão”, durante a visita do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

O ataque provocou a morte de uma produtora e jornalista da emissora Rádio Free Europe/Rádio Liberty, financiada pelo governo dos Estados Unidos, depois que sua casa foi atingida por um míssil.

O ministério da Defesa da Rússia informou que executou um ataque aéreo de “alta precisão de longo alcance” contra as instalações da empresa espacial e de fabricação de mísseis Artyom em Kiev.

O primeiro bombardeio na capital desde meados de abril ocorreu depois que Guterres visitou Bucha e outras cidades na periferia de Kiev.

“É uma zona de guerra, mas causa comoção que tenha acontecido perto do lugar em que estávamos”, disse Saviano Abreu, porta-voz da ONU que acompanhava Guterres.

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski denunciou o ataque como tentativa de “humilhar a ONU e tudo o que esta organização representa”.

A Alemanha descreveu o ataque como “desumano” e afirmou que é um sinal de que o presidente russo Vladimir Putin “não tem nenhum respeito pelo direito internacional”.

Jornalistas da AFP viram um prédio em chamas, em uma área residencial de Kiev, com uma densa coluna de fumaça preta escapando pelas janelas quebradas.

O secretário-geral da ONU condenou o ataque como “maldoso”. Após visitar Bucha, ele pediu a Moscou para “cooperar” com o Tribunal Penal Internacional (TPI) para “estabelecer as responsabilidades” sobre os supostos crimes cometidos contra civis nesta cidade.

A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, disse à rede Deutsche Welle que foram identificados “mais de 8.000 casos” de supostos crimes de guerra.

Além disso, ela afirmou que há uma investigação em curso contra dez soldados russos suspeitos de cometer atrocidades em Bucha, onde dezenas de corpos com roupas civis foram encontrados após a retirada das tropas de Moscou.

Os fatos investigados, segundo Venediktova, incluem “assassinatos de civis, bombardeios de infraestruturas civis, torturas”, assim como “crimes sexuais” denunciados “no território ocupado da Ucrânia”.

Horas antes do bombardeio em Kiev, o presidente americano Joe Biden pediu ao Congresso 33 bilhões de dólares de ajuda adicional para apoiar a Ucrânia contra “as atrocidades e agressões” russas.

“O preço desta briga não é barato. Mas ceder à agressão vai ser mais caro”, defendeu o presidente americano.

Biden também rejeitou as afirmações de funcionários russos de que Moscou está lutando contra todo o Ocidente.

“Não estamos atacando a Rússia. Estamos ajudando a Ucrânia a se defender da agressão russa”, enfatizou Biden.

Um funcionário do governo americano, que pediu anonimato, destacou que o pacote que Biden busca aprovar tem como objetivo fornecer um apoio ao governo e ao exército da Ucrânia até o início de outubro.

Após semanas de conflito sem que as tropas russas conseguissem tomar a capital ucraniana, os esforços de Moscou agora estão focados em conseguir um avanço significativo no leste e estabelecer seu controle na área sul, ao redor do porto de Mariupol.

As autoridades ucranianas indicaram que planejam, para esta sexta-feira, um plano de retirada dos civis presos na siderúrgica de Azovstal, sitiada pelas forças russas em Mariupol.

Centenas de militares e civis ucranianos, entre eles dezenas de crianças, estão refugiados na fábrica.

O batalhão ucraniano Azov afirmou no Telegram que um hospital militar de campanha localizado no complexo industrial foi bombardeado.

A sala de cirurgia desabou e os soldados em tratamento foram mortos ou feridos, acrescentou, sem dar um balanço preciso. Enquanto isso, Kiev admitiu que as forças russas tomaram várias cidades na região do Donbass, no leste.

A primeira fase da invasão lançada pela Rússia em 24 de fevereiro fracassou na hora de tomar Kiev ou de derrubar o governo ucraniano, após enfrentar uma forte resistência, que foi reforçada pelas armas enviadas à Ucrânia por países ocidentais.

Agora a campanha russa se concentra em tomar territórios no leste e no sul da Ucrânia e também usar mísseis de longo alcance contra regiões do oeste e do centro do país.

Biden afirmou que os Estados Unidos enviarão 10 armas antitanque por cada blindado russo, mas o comandante da Força Aérea da Ucrânia, Mikola Olechchuk, indicou que o sistema antiaéreo do país é incapaz de alcançar os bombardeiros a uma altitude elevada.

“Precisamos de sistemas antiaéreos de médio e longo alcance” e “caças modernos”, afirmou o militar.

Até agora, o conflito obrigou 5,4 milhões de ucranianos a deixar seu país e mais de 7,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas sem atravessar a fronteira, segundo uma estimativa da ONU, no momento em que a Organização Internacional das Migrações (OIM) lançou um pedido de ajuda por 514 milhões de dólares.

“Nos resta apenas uma esperança: poder voltar para casa”, disse Galina Bodnya, aposentada da cidade de Zaporizhzhia, no sul do país.

Fonte: R7

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RÉCEM-NASCIDOS DE BARRIGA DE ALUGUEL EM MEIO A GUERRA ESPERAM OS PAIS ESTRANGEIROS EM ABRIGO TEMPORÁRIO EM KIEV

No meio da guerra em Kiev, continuam a nascer bebés de barrigas de aluguel

Há 21 recém-nascidos que esperam pelos pais estrangeiros num abrigo temporário

CNN Portugal

Centro de barrigas de aluguer de Kiev, na UcrâniaCentro de barrigas de aluguer de Kiev, na UcrâniaRebecca Wright/CNN

O trovão das explosões abana ocasionalmente o esconderijo que se tornou o lar temporário para 21 bebés nascidos de barrigas de aluguel ucranianas para pais estrangeiros.

A clínica do Centro BioTexCom para a Reprodução Humana, em Kiev, foi transferida para um bunker no primeiro dia da invasão russa, há quase três semanas, para proteger os bebés de qualquer ataque.

No entanto, ainda está longe de estar seguro, já que se situa a pouco mais de 15 quilómetros de Irpin, um subúrbio que tem sido alvo de intensos ataques russos, algo que torna ainda mais difícil para os novos pais, que estão em países como o Canadá, Itália e China, vir buscar os bebés.

“É ainda mais difícil que ele esteja num lugar onde há bombardeamentos”, disse a mulher que pediu para usarmos apenas o seu primeiro nome, Victoria. “Quando é que os pais vão conseguir vir buscá-lo? É muito difícil”.

Victoria foi transferida da maternidade para a clínica de barrigas de aluguer no carro de uma funcionária. A funcionária andou a quase 160 quilómetros por hora, dentro da cidade, para tentar diminuir a hipótese de o carro ser atingido pelos mísseis, disse ela. Quando Victoria entrou no prédio, disse que ouviu o som das armas antiaéreas ucranianas, à distância.

Já dentro do bunker, houve três explosões mais ruidosas, uma das quais abateu um míssil russo a menos de um quilómetro de distância. Imagens de vigilância publicadas nas redes sociais mostram um homem a andar numa rua próxima quando o míssil interceptado caiu. Acredita-se que ninguém tenha morrido na explosão.

“Há 20 anos que esperavam pelo bebé”

Os pais biológicos do bebé Laurence, que deram tanto o esperma como o óvulo para a gravidez, moram em outro país. Não se sabe quando poderão vir buscar o filho.

“Eles dizem que vêm”, disse Victoria. “(Mas) é muito difícil tratar da papelada, neste momento. Quanto (tempo) vai demorar, ninguém sabe.”

Victoria acrescentou que manteve os pais de Laurence atualizados “até o último minuto” antes de entregar o bebé na clínica de barrigas de aluguer. “Espero que mantenhamos o contacto, porque (a situação é) muito difícil.”

Muitos países do mundo têm regras rígidas sobre a prática das barrigas de aluguer, e alguns casais que lutam para ter um bebé naturalmente, recorreram à Ucrânia nos últimos anos, onde a prática das barrigas de aluguer não é proibida e as clínicas oferecem preços competitivos em comparação com outros países.

Ihor Pechenoga, o médico que ajuda a gerir a clínica de barrigas de aluguer, disse que as mulheres recebem entre 17 e 25 mil dólares pelo serviço.

Victoria queria aplicar o dinheiro na entrada de uma casa para a sua própria família, dinheiro que já tinha tentado poupar desde que deu à luz a sua própria filha, aos 17 anos. A filha, agora com 13 anos, deixou a Ucrânia e foi para a Bulgária quando a guerra começou, disse ela.

Mas depois de ter de ficar internada durante a maior parte da gravidez de Laurence, devido a complicações, e depois de enfrentar o que ela descreve como o trauma de abdicar do bebé ao qual se sente agora ligada, Victoria disse que não voltará a fazê-lo.

A BioTexCom interrompeu o programa por causa da guerra, concentrando-se em apoiar as mulheres que estão grávidas e em retirar do país os recém-nascidos em segurança. Embora a clínica possa tentar levar os bebés para zonas mais seguras no oeste da Ucrânia, por razões legais, os novos pais têm de ir buscar os bebés dentro do país, e alguns têm medo de cruzar a fronteira.

“Tudo depende da força de vontade dos pais”, disse Pechenoga, de 51 anos. “Encontrei-me com pais que vieram a Kiev buscar o seu bebé; eles tinham lágrimas nos olhos. Há 20 anos que esperavam pelo bebé, portanto, é claro que vieram, apesar de tudo”.

Mas também há “casais que estão com medo, porque há uma guerra aqui, e uma guerra séria”, disse.

Seis funcionárias trabalham na clínica para alimentar e cuidar dos 21 bebés. Estão todas cada vez mais preocupadas com o desenrolar do conflito, à medida que as bombas caem mais perto do prédio. Os bebés conseguem sentir o medo e a preocupação, disse uma delas, Antonina Yefimovich, de 37 anos.

Mas elas recusaram a oportunidade de deixar Kiev porque não querem abandonar as crianças.

“Eu iria, porque também tenho a minha família. Mas não temos com quem deixar os bebés”, disse Yefimovich.

A mãe, o marido e as duas filhas de Yefimovich já fugiram da cidade e estão agora a mais de 190 quilómetros de distância.

“Claro, estou preocupada com eles”, disse ela. “Mas sinto-me melhor porque, pelo menos, a minha mãe e meu marido estão lá. Eles vão cuidar das minhas filhas.”

Estes bebés “não podem ser abandonados”, continuou ela. “São indefesos. Também precisam de cuidados. E nós esperamos realmente que os pais os venham buscar em breve”.

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MORADORA DE KIEV ARREMESSA POTE DE TOMATE E DERRUBA DRONE RUSSO

Moradora de Kiev, capital da Ucrânia, derruba drone russo com pote de tomate

Imprensa do país foi atrás da mulher e garante que informação é verdadeira; ela explicou que, no desespero, ao ver o aparelho invasor, arremessou o que tinha mais perto

INTERNACIONAL

 Do R7

Drone russo estaria checando se havia alguém no apartamento, diz mulher que o derrubou

PIXABAY

Uma moradora de Kiev, capital da Ucrânia, estava fumando na varanda de sua casa quando começou a ouvir o barulho de um motor. Achou estranho, pensou que poderia ser um corvo, mas entrou em desespero mesmo ao perceber que se tratava de um drone, provavelmente russo, segundos depois abatido por um pote de tomate arremessado por ela.

“Eu estava com medo. E se eles começassem a atirar em mim?”, justificou a mulher ao canal de TV Kanal 5.

A moradora de Kiev foi chamada pela reportagem de Elena, nome fictício criado para proteger a identidade da ucraniana, explicou o veículo.

A história foi divulgada no Twitter pela chefe do Centro de Comunicações Estratégicas e Segurança da Informação Lyubov Tsybulskaya, no sábado (5). Ela é especializada em detectar fake news e deu entrevistas à imprensa local sobre mentiras contadas desde o início da invasão da Ucrânia pelas tropas russas.

Em seu tuíte inicial, acima, a especialista diz que o pote era de pepinos, mas a moradora a corrigiu.

“Que pena desses tomates… Eu não sei de onde vieram as histórias sobre pepinos”, disse a mulher ao canal ucraniano.

Nesta segunda-feira (7), Lyubov voltou ao assunto para contar que a história era verídica.

“Atualize, pessoal. Nossa mídia encontrou aquela senhora. A história está provada. Com uma pequena correção: foi TOMATE em conserva.”

A suposta Elena disse aos repórteres que acredita que o drone fuçava a casa dos moradores e provavelmente seria usado por saqueadores que procuravam apartamentos abandonados na Ucrânia.

Ela disse ainda que se recusa a deixar sua residência, mesmo com o risco de ser vítima dos ataques russos. “Não vou a lugar nenhum. Esta é minha casa, minha terra. Vou ficar de pé e lutar.”

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ENTRE CENAS FORTES DE MORTE E DESTRUIÇÃO GATO APARECE AO VIVO EM CÃMERA QUE TRANSMITIA AO VIVO NA CIDADE DE KIEV

Gato invade câmera que transmitia imagens ao vivo de Kiev, capital da Ucrânia

Vídeo que mostra o animal viralizou nas redes sociais neste sábado (5)

Gatinho aparece em primeiro plano, em imagens de câmera

REPRODUÇÃO

Um momento fofo chamou a atenção nos grupos de mensagens do Leste Europeu neste sábado (5) e viralizou nas redes. Entre tantas cenas fortes, de mortes e destruição, um gatinho invadiu uma câmera de transmissão ao vivo na cidade de Kiev.

Nas imagens, é possível ver que é noite na capital da Ucrânia, enquanto o animal aparece em primeiro plano, alheio a tudo o que acontece.

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SERÃO ENVIADOS PELO ITAMARATY MAIS OITO DIPLOMATAS À KIEV PARA AUXILIAR BRASILEIROS QUE DESEJAM DEIXAR O PAÍS

Itamaraty enviará 8 diplomatas a Kiev para auxiliar na ajuda aos brasileiros

Ministro de Relações Exteriores Carlos França informou que irá reforçar o corpo diplomático para auxiliar no plano de evacuação

Kenzô Machida

da CNN

Brasília

O Itamaraty informou, na tarde desta sexta-feira (25), que enviará mais oito diplomatas à Embaixada Brasileira em Kiev, capital da Ucrânia. O objetivo é auxiliar os brasileiros que estão na cidade e desejam deixar o país.

Dos cerca de 500 brasileiros que vivem no país do Leste Europeu, 200 já procuraram a embaixada. O ministro de Relações Exteriores, Carlos França informou que irá reforçar o corpo diplomático neste momento importante em que a capital foi invadida por tropas russas.

O governo está com um plano em andamento de evacuação dos brasileiros que estão em Kiev e em todas as províncias atingidas. Até agora, foram enviados R$ 109 mil para despesas, que incluem aluguéis, passagens e despesas de locomoção.

A ideia, no entanto, será colocada em prática somente se houver condições de segurança. Com o fechamento do espaço aéreo na Ucrânia, a opção de saída é terrestre.

Também nesta sexta, embaixadores dos países que formam o G7 no Brasil se reuniram em Brasília para discutir o ataque da Rússia à Ucrânia.

Representantes da Ucrânia, Alemanha, Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido e União Europeia cobraram um posicionamento claro do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à guerra em solo ucraniano. O encontro foi realizado na residência oficial do embaixador da Alemanha, Heiko Thoms.

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