JOE BIDEN SE COMPROMETEU A AFIRMAR A PUTIN QUE OS EUA NÃO PERMITIRÁ QUE A RÚSSIA VIOLE OS DIREITOS HUMANOS

Biden promete defender direitos humanos em reunião com Putin

Presidente norte-americano e presidente russo se encontram pela primeira vez em 16 de junho em Genebra, na Suíça

INTERNACIONAL |

por AFP

Joe Biden se encontra com Vladimir Putin na Suíça em 16 de junho

MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Joe Biden, se comprometeu neste domingo (30) a afirmar ao colega russo, Vladimir Putin, em seu primeiro encontro de cúpula em 16 de junho, que o governo dos Estados Unidos não permitirá que a Rússia “viole” os direitos humanos.

“Eu vou encontrar o presidente Putin em duas semanas em Genebra e deixarei claro que não vamos, não vamos ficar parados e deixar que abuse destes direitos”, afirmou Biden em um discurso.

O presidente democrata também recordou que teve uma longa conversa telefônica em fevereiro com o colega chinês, Xi Jinping.

“Eu deixei claro que não podemos fazer outra coisa exceto defender os direitos humanos em todo o mundo, porque isto é o que somos”, disse.

Biden se reunirá com Putin em 16 de junho em Genebra, na Suíça, em um momento de grande tensão entre as duas potências.

O presidente norte-americano quer demonstrar firmeza em relação à Rússia, para estabelecer uma ruptura com seu antecessor Donald Trump, acusado de complacência com o Kremlin.

Embora prometa voltar a adotar sanções contra a Rússia “caso continue interferindo” com a democracia americana – inclusive chamou Putin de “assassino” -, ele garante que não deseja “desencadear um ciclo de escalada e conflito” e insiste em seu desejo de diálogo.

Desde que Biden assumiu o cargo, os Estados Unidos impuseram novas sanções contra Moscou, considerando que ele desempenhou um papel no ataque cibernético massivo da SolarWinds e influenciou a eleição presidencial de 2020.

Além disso, Washington criticou duramente Moscou pelo envenenamento quase fatal e subsequente prisão de um dos últimos opositores declarados de Putin, Alexei Navalny.

As tensões também estão se manifestando na Ucrânia, onde a Rússia já controla trechos de território e recentemente concentrou tropas na fronteira em uma nova demonstração de força.

Outro foco de atenção é a Belarus, dominada pela Rússia, que causou comoção esta semana depois que as autoridades forçaram um avião a pousar para deter um opositor do presidente Alexander Lukashenko a bordo.

Fonte: R7
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BOAS NOTÍCIAS: ATITUDE DE BIDEN É ELOGIADA ATÉ PELOS MÉDICOS SEM FRONTEIRAS QUE JÁ PEDIAM HÁ 7 MESES ESSA QUEBRA DE PATENTE

Joe Biden faz um golaço ao pedir a quebra de patente para as vacinas contra a Covid-19 e ganha apoio do MSF – Médicos Sem Fronteiras, visto que, quase 130 países, onde vivem mais de 2,5 bilhões de pessoas, praticamente nenhuma vacina foi recebida. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa publicação!

Quebra de patente de vacinas contra Covid: Biden defende e ganha apoio

O Presidente dos Estados Unidos começa a receber apoio internacional após defender a quebra de patente de vacinas contra a Covid-19, ou seja, a suspensão temporária da proteção de propriedade intelectual dos imunizantes.

A organização internacional de ajuda humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF) aplaudiu o posicionamento de Joe Biden, anunciado nesta quarta-feira, 5.

A intenção é acelerar a produção e distribuição de imunizantes para países que ainda não receberam vacinas.

“Trata-se de uma crise sanitária mundial e as circunstâncias extraordinárias da pandemia exigem medidas extraordinárias […] Iremos participar ativamente de negociações necessárias com a Organização Mundial do Comércio para que isso aconteça”, disse a representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, em um comunicado.

Gavin Yamey, professor de Saúde Global e Políticas Públicas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, diz que em quase 130 países, onde vivem mais de 2,5 bilhões de pessoas, praticamente nenhuma vacina foi recebida.

Aplausos

A organização internacional de ajuda humanitária Médicos sem Fronteiras alega que a quebra de patentes vai ajudar a salvar vida em locais onde as vacinas ainda não chegaram.

“A medida vai aumentar o acesso a essas ferramentas médicas que salvam vidas no momento em que a COVID-19 continua a devastar países em todo o mundo”, disse a MSF, que há 7 meses vem pedindo a quebra de patentes, incluindo vacinas, tratamentos e diagnósticos.

“Esta decisão espetacular ajudará a enfrentar os desafios históricos e extraordinários que enfrentamos e a aumentar o acesso equitativo às vacinas para COVID-19, ajudando a acabar com esta crise para todos”, afirmou Avril Benoît, diretora executiva da MSF-EUA.

Ela ressaltou a necessidade de acelerar o ritmo da imunização em todo o mundo: “Quanto mais tempo leva para vacinar todas as pessoas, maior o risco para todos nós, pois cresce a chance do surgimento de novas variantes”, alertou.

Doação de vacinas excedentes

A organização Médicos sem Fronteiras também defendeu que os EUA doem as vacinas que sobraram no país.

“Muitos países de baixa renda nos quais MSF opera receberam apenas 0,3% do suprimento global de vacinas para COVID-19, enquanto os EUA já garantiram doses suficientes para proteger toda sua população e ainda têm mais de meio bilhão de doses excedentes”

“Os EUA devem compartilhar suas doses excedentes de vacinas com a COVAX até que outros fabricantes possam aumentar a produção. Também devem exigir que as empresas farmacêuticas que receberam quantias significativas de financiamento do contribuinte dos EUA para criar essas vacinas compartilhem a tecnologia e o know-how com outros fabricantes para que mais pessoas tenham acesso à imunização em todo o mundo.”

Brasil

Avril Benoît chamou a atenção dos países que ainda são contrários à suspensão dos direitos de propriedade intelectual, incluindo o Brasil.

Ela pediu que mudem sua posição: “Os países que continuam a se opor à renúncia de direitos na OMC, como os países da União Europeia, Reino Unido, Suíça, Canadá, Austrália, Noruega, Japão e Brasil também deveriam tomar medidas para colocar a saúde das pessoas à frente dos lucros das empresas farmacêuticas”, afirmou.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do Só Notícia Boa – com informações do CorreioBraziliense CNN

Fonte: Só Notícia Boa

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BOAS NOTÍCIAS: ESTADOS UNIDOS AVANÇAM A PASSOS LARGOS NA VACINAÇÃO E JÁ ALCANÇAM PESSOAS COM MAIS DE 30 ANOS

A grande notícia desta quarta-feira, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS é que os Estados Unidos da América avançam a passos largos na vacinação, já alcançando pessoas com mais de 30 anos e o governo Joe Biden pretende levar a vacinação para 90% da população adulta do país até meados de abril, segundo informou a Casa Branca. Veja o artigo completo sobre o assunto a seguir e conheça os detalhes!

EUA já vacinam pessoas com mais de 30 anos. 16 anos, na semana que vem

O sonho de todo brasileiro já acontece nos Estados Unidos. Após os idosos, todas as pessoas com mais de 30 anos começaram a ser vacinadas nesta terça, 30 em Nova York. Já os adolescentes com mais de 16 anos serão vacinados a partir da semana que vem.

Ainda segundo a Casa Branca, até meados de abril, o governo Joe Biden pretende levar a vacinação para 90% da população adulta do país.

“Para a enorme maioria dos adultos, não será preciso aguardar até 1º de maio. Vocês poderão tomar a vacina em 19 de abril”, anunciou o presidente democrata nesta segunda, 29.

Biden fez menção a 1º de maio porque essa é a data colocada como meta pela Casa Branca. Até lá, quando marcarão 100 dias do novo governo, o presidente quer ter aplicado 200 milhões de doses. Isso representa o dobro da meta anterior, já alcançada.

Levantamento da agência Bloomberg mostra que 146 milhões de doses foram aplicadas até esta segunda.

Ao todo, segundo comunicado da Casa Branca, o número de farmácias credenciadas a aplicar as vacinas saltará de 17 mil para quase 40 mil nas próximas semanas. Biden quer um posto de vacinação a até 8 km da casa de cada norte-americano.

Também haverá apoio financeiro para fornecer assistência com a logística das doses, que devem ser aplicadas em idosos em situação de maior risco ou pessoas que não possam se locomover aos postos de vacinação.

Alerta

Mesmo com o sucesso na vacinação, Joe Biden pediu que a população não baixe a guarda contra a doença.

Ele pediu que todos continyem usando máscaras e falou que pandemia ‘ainda está longe do fim’.

“Usem máscaras! É um dever patriótico”, afirmou.

“Fizemos um grande avanço a respeito da Covid-19, mas novas variantes estão se espalhando rapidamente. Agora não é hora de baixar a guarda — temos que segurar a onda enquanto vacinamos o país”, disse Biden em mensagem nas redes sociais.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa – com informações do G1

Fonte: Só Notícia Boa

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PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN CONVIDOU 40 LÍDERES MUNDIAIS ENTRE ELES O PRESIDENTE DO BRASIL JAIR BOLSONARO PARA UMA CÚPULA SOBRE O CLIMA

Biden convida Bolsonaro e outros líderes para cúpula sobre o clima

No Dia da Terra, em 22 de abril, 40 chefes de Estado terão reunião virtual para discutir medidas de combate às mudanças climáticas

INTERNACIONAL

 Da AFP

Joe Biden quer retomar a participação dos EUA nas decisões sobre o clima e o meio ambiente

JIM WATSON / AFP

O presidente dos EUA, Joe Biden, convidou 40 líderes mundiais, entre eles o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, para uma cúpula virtual sobre o clima, informou nesta sexta-feira (26) à AFP um alto funcionário do Departamento de Estado.

A reunião, prevista para os dias 22 e 23 de abril e que tem como objetivo marcar o retorno de Washington à primeira linha do combate às mudanças climáticas, depois de o governo de Donald Trump abandonar o Acordo de Paris sobre o clima.

O novo presidente democrata anunciou a intenção de organizar uma reunião coincidindo com o Dia da Terra, em 22 de abril, antes da cúpula da ONU prevista para novembro em Glasgow, Escócia.

A reunião durará dois dias e por causa da pandemia será celebrada de forma virtual.

Cumprindo sua promessa de campanha, Biden decretou no primeiro dia do seu mandato o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o Clima.

A reincorporação dos Estados Unidos — os maiores emissores de CO2 do mundo — foi efetivada em 19 de fevereiro. Quase todos os países do mundo integram o pacto assinado em 2015.

Fonte: R7
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COREIA DO NORTE DESAFIA A ADMINISTRAÇÃO DE JOE BIDEN AO FAZER TESTES DE MÍSSEIS DIAS DEPOIS DE UMA VISITA À REGIÃO DOS MÁXIMOS ENCARREGADOS DA DIPLOMACIA E DA DEFESA DOS EUA

Coreia do Norte faz primeiro teste de mísseis desde a posse de Biden

Ação é considerada um desafio aberto à administração de Joe Biden, que está definindo sua estratégia em relação ao país asiático

Coreia do Norte advertiu que não mudaria sua postura com relação aos EUA

SAZALI AHMAD / AFP

A Coreia do Norte lançou vários mísseis poucos dias depois de uma visita à região dos máximos encarregados da diplomacia e da defesa dos Estados Unidos, no primeiro desafio aberto de Pyongyang à administração de Joe Biden, disse, nesta terça-feira (23), um funcionário americano.

“Estamos sabendo de dois mísseis”, disse à AFP este funcionário, que pediu para ter sua identidade preservada. Veículos de comunicação americanos afirmaram que se tratavam de mísseis de curto alcance.

Diferentemente de outros testes balísticos de Pyongyang, nem a Coreia do Sul, nem a Coreia do Norte falaram destes lançamentos e os funcionários americanos também mantiveram silêncio até o momento.

Vários especialistas asseguraram no Twitter que os projéteis lançados eram provavelmente mísseis de cruzeiro, uma resposta bastante moderada às manobras militares conjuntas que Washington e Seul acabam de realizar.

O governo de Biden está desenhando sua estratégia com relação à Coreia do Norte depois que a tentativa de diplomacia direta de seu antecessor, Donald Trump, com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, não conseguiu nenhum progresso na desnuclearização do país asiático.

Desde fevereiro, a nova administração americana tentou sem sucesso estabelecer contatos com os dirigentes norte-coreanos.

Na semana passada, a Coreia do Norte advertiu que não mudaria sua postura com relação aos Estados Unidos até que renunciassem à sua “política hostil” com relação ao país, enquanto os secretários de Assuntos Exteriores e da Defesa americanos, Antony Blinken e Lloyd Austin, estavam em Seul para, entre outras coisas, reforçar os laços de Washington com a Coreia do Sul frente a Pyongyang.

Fonte: R7
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JOE BIDEN ANUNCIOU AS PRIMEIRAS SANÇÕES CONTRA AUTORIDADES IRANIANAS ACUSADAS DE VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS

Irã: Biden anuncia sanções por violações dos direitos humanos

Autoridades da Guarda Revolucionária Iraniana serão proibidas de entrar nos EUA durante interrogatórios de detidos em protestos

INTERNACIONAL

DA  AFP

Autoridades iranianas e familiares não podem entrar nos EUA

SAUL LOEB / AFP

O governo de Joe Biden, que busca fazer com que o Irã retorne ao acordo internacional para conter seu programa nuclear, anunciou nesta terça-feira (9) as primeiras sanções contra autoridades iranianas acusadas de violações dos direitos humanos.

As sanções afetam Ali Hematian e Massud Safdari, dois membros da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, que serão impedidos de entrar nos Estados Unidos por suas responsabilidades durante interrogatórios de detidos em protestos em 2019 e 2020. Essa proibição também afeta seus familiares.

“Hoje, no Conselho de Direitos Humanos em Genebra, expressamos claramente nossa preocupação com os abusos que o governo iraniano continua a cometer contra seus cidadãos, incluindo a detenção injusta de muitas pessoas em condições deploráveis”, declarou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, em comunicado.

O governo Biden prometeu que os Estados Unidos voltarão a aderir ao acordo nuclear assinado em 2015 por Teerã com as grandes potências, do qual o governo Donald Trump decidiu se retirar. Em troca, exige que o Irã honre seus compromissos de limitar seu programa nuclear.

Nesse cenário, o governo dos Estados Unidos deveria voltar a levantar as sanções contra o Irã que estavam suspensas com o pacto, mas que Trump restabeleceu a partir de 2018.

Fonte: R7
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O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PLANEJA CORTES DRÁSTICOS NAS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA

EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima

Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair

INTERNACIONAL

 por Reuters

Biden planeja cortes drásticos nas emissões de gases do efeito estufa

GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Os Estados Unidos se reintegraram oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima nesta sexta-feira (19), revigorando a luta global contra a mudança climática enquanto o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, planeja cortes drásticos nas emissões de gases do efeito estufa para as próximas três décadas.

Cientistas e diplomatas estrangeiros saudaram a volta dos EUA ao tratado, que se tornou oficial 30 dias depois de seu presidente, Joe Biden, ordenar a medida em seu primeiro dia no cargo.

Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair. O ex-presidente Donald Trump adotou a ação, alegando que uma ação climática seria cara demais.

O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, participará de eventos virtuais nesta sexta-feira para assinalar a volta dos EUA, aparecendo com os embaixadores do Reino Unido e da Itália, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o enviado de ambição climática da ONU, Michael Bloomberg.

Biden prometeu traçar uma rota para zerar as emissões norte-americanas até 2050. Cientistas disseram que esta meta está alinhada ao que é necessário, mas também enfatizaram que as emissões mundiais precisam cair pela metade até 2030 para se evitar os impactos mais devastadores do aquecimento global.

Kerry e a conselheiro climática doméstica de Biden, Gina McCarthy, estão elaborando novos regulamentos e incentivos com o objetivo de acelerar a produção de energia limpa e a transição dos combustíveis fósseis.

Estas medidas formarão a espinha dorsal da próxima meta de redução de emissões de Washington, ou Contribuição Determinada Nacionalmente, anunciada antes de uma cúpula climática global de líderes que Biden presidirá em 22 de abril. A próxima conferência climática da ONU acontece em Glasgow em novembro.

Biden também já assinou mais de uma dúzia de decretos relacionados à mudança climática e mobilizou todas as agências federais para que ajudem a moldar a reação do governo.

Apesar do entusiasmo com a volta dos EUA às negociações mundiais, negociadores climáticos dizem que o caminho à frente não será fácil. As metas climáticas de Biden enfrentam desafios políticos nos EUA, a oposição de empresas de combustíveis fósseis e alguma preocupação de líderes estrangeiros com o vaivém norte-americano nas diretrizes para o clima.

Fonte: R7

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AO RELEMBRAR MASSACRE DA PARKLAND, JOE BIDEN PEDIU NOVAS LEIS PARA RESTRINGIR O COMERCIO DE ARMAS NOS EUA

No 3º aniversário do massacre da Parkland, Biden pede menos armas

Ao relembrar tiroteio em escola da Flórida que terminou com 17 mortos, presidente dos EUA pediu reforma nas leis de posse

INTERNACIONAL 

Da EFE

Joe Biden pediu novas leis para restringir o comércio de armas nos EUA
KEVIN DIETSCH / POOL VIA EFE – EPA – 12.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso, neste domingo, para reformar as leis que regulamentam a posse de armas de fogo, uma solicitação altamente simbólica por ocasião do aniversário de três anos do tiroteio no colégio da cidade de Parkland, na Flórida, na qual morreram 17 pessoas.

Em uma declaração, Biden reconheceu o trabalho dos sobreviventes da tragédia, que travaram uma campanha para restringir a posse de armas e se tornaram um símbolo para uma geração de jovens americanos que não querem aceitar tiroteios em escolas como algo normal.

“Esta”, disse Biden, “é uma história escrita por jovens de todas as gerações que desafiaram o dogma dominante para exigir uma verdade simples: podemos fazer melhor. E faremos”.

Proposta ao Congresso

Biden prometeu que seu governo não vai esperar o próximo tiroteio para fazer uma proposta ao Congresso, o único com poder de reformar a legislação sobre armas e que não aprovou nenhuma lei significativa por mais de duas décadas, em parte devido à influência da poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA, sigla em inglês).

“Hoje, peço ao Congresso que promulgue reformas na lei de armas de senso comum”, pediu Biden.

Especificamente, ele pediu ao Legislativo que aprovasse leis que exigissem a verificação dos antecedentes dos compradores de armas e proibir fuzis de assalto e pentes de alta capacidade, que permitem aos proprietários de armas matar um grande número de pessoas sem ter que parar para recarregar as balas.

Biden também pediu o fim da “imunidade” de que gozam os fabricantes de armas que vendem essas “armas de guerra” nas ruas dos Estados Unidos.

Antes de Biden, vários presidentes democratas tentaram restringir o direito de portar armas, protegido pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Na verdade, quando deixou o poder, o ex-presidente Barack Obama reconheceu que sua maior frustração na Casa Branca foi o fracasso de seus esforços para expandir o controle de armas no país.

Nos EUA, onde vivem 319 milhões de pessoas, as armas ultrapassam o número de habitantes. Especificamente, a proporção de armas por 100 pessoas sobe para 120, de acordo com “The Small Arms Survey”, um estudo elaborado pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra (Suíça).

Fonte: R7
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O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PEDIU O FIM DO GOLPE DE ESTADO EM MIANMAR

Biden anuncia sanções a Mianmar e exige renúncia de militares

Presidente dos EUA pediu fim do golpe militar no país asiático e disse que o resultado da última eleição deve ser respeitado

INTERNACIONAL

 Da EFE

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu fim do golpe de Estado em Mianmar

MICHAEL REYNOLDS / POOL VIA EFE – EPA – 10.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (10) a imposição de sanções econômicas a membros do governo militar que tomou o poder na semana passada em Mianmar, e insistiu que os militares “devem renunciar”.

Os militares de Mianmar “devem renunciar ao poder tomado e demonstrar respeito pela vontade do povo, expressada nas eleições de 8 de novembro”, comentou Biden em discurso na Casa Branca.

“Identificaremos uma primeira rodada de alvos nesta semana, e também vamos impor fortes controles às exportações”, acrescentou o mandatário americano.

Em concreto, Biden anunciou o congelamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) que o governo de Mianmar tem nos EUA para evitar que o dinheiro “seja controlado pelos generais”.

Golpe militar

No dia 2 de fevereiro, um dia após a revolta militar, o governo de Biden classificou o ato como golpe de Estado e anunciou que restringiria a ajuda voltada às autoridades de Mianmar, mais ainda mantendo a assistência humanitária à população, incluindo a minoria rohingya.

Desde o golpe de Estado, ao menos 190 pessoas foram detidas e 19 delas foram liberadas depois, informou nesta quarta-feira a Associação para a Assistência de Presos Políticos em Mianmar.

Fonte: R7
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JOE BIDEN VAI REAPLICAR RESTRIÇÕES À VIAGENS A PARTIR DO BRASIL, REINO UNIDO E MAIS 26 PAÍSES DA EUROPA

Biden decide manter restrições a viagens do Brasil aos EUA

Governo norte-americano tem o maior número de casos da covid-19 no mundo e tenta conter a quantidade de pessoas infectadas

INTERNACIONAL

Do R7, com EFE e Reuters

Presidente dos EUA, Joe Biden

EFE/EPA/AL DRAGO

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai reaplicar restrições a viagens a partir do Brasil, do Reino Unido e de mais 26 países da Europa, além de acrescentar a África do Sul a essa lista, anunciou a Casa Branca nesta segunda-feira (25). O ex-presidente Donald Trump havia suspendido as restrições antes de deixar o cargo, no último dia 20.

“O presidente decidiu manter as restrições que estavam anteriormente em vigor para o espaço Schengen europeu, o Reino Unido, a República da Irlanda e o Brasil”, anunciou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado.

Só poderão entrar livremente nos Estados Unidos os cidadãos nacionais, os seus familiares diretos, portadores do green card com residência permanente ou vistos diplomáticos, militares ou governamentais.

A decisão do presidente faz parte do plano do Executivo para combater a pandemia de covid-19. Os EUA são o país mais afetado do mundo pela doença, com 25,1 milhões de infectados e mais de 419 mil mortos.

Variante sul-africana

Algumas autoridades de saúde estão preocupadas que as vacinas atuais possam não ser eficazes contra a variante da África do Sul, o que também aumenta a perspectiva de reinfecção.

A variante sul-africana, também conhecida como variante 501Y.V2, é 50% mais infecciosa e foi detectada em pelo menos 20 países. Funcionários do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que estariam abertos para adicionar outros países à lista, se necessário.

A variante sul-africana ainda não foi encontrada nos Estados Unidos, mas pelo menos 20 Estados americanos detectaram uma variante do Reino Unido conhecida como B.1.1.7. As vacinas atuais parecem eficazes contra as mutações do Reino Unido.

Fonte: R7

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DECISÕES DE TRUMP SÃO REVERTIDAS NO PRIMEIRO DIA DE MANDATO DE JOE BIDEN

Biden inicia mandato revertendo decisões do governo Trump

Presidente assinou decretos recolocando o país no Acordo de Paris e na OMS, tomando medidas contra covid-19, entre outros

INTERNACIONAL

 Do R7

Joe Biden assinou 17 decretos em seu primeiro dia de mandato

JIM LO SCALZO / EFE – 20.1.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta quarta-feira (20) decretos executivos para recolocar o país ao Acordo de Paris sobre Mudança Climática e impedi-lo de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS), revertendo duas das medidas mais controversas de seu antecessor, Donald Trump.

No Salão Oval da Casa Branca e usando uma máscara para proteção contra a covid-19, Biden assinou diante de câmeras seus primeiros 17 decretos: entre eles, um para ordenar aos americanos que usem máscara em todos os edifícios federais, outro para ajudar comunidades marginalizadas, e o terceiro para recolocar os EUA no Acordo de Paris.

“Esta terceira que vou assinar enquanto todos vocês estão aqui é um compromisso de que vamos nos reintegrar ao Acordo Climático de Paris a partir de hoje”, disse Biden aos jornalistas presentes.

Fonte:  R7
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COMO JOE BIDEN PRETENDE MUDAR AS RELAÇÕES COMERCIAIS DOS EUA COM O RESTO DO MUNDO

Joe Biden: como o presidente eleito dos Estados Unidos pretende mudar as relações comerciais de seu país com o resto do mundo

Espera-se que o novo governo se distancie da política linha dura de Trump — mas, em muitos casos, abordagens diferentes podem ser aplicadas para os mesmos fins

INTERNACIONAL

 por BBC NEWS BRASIL

 Biden perseguirá muitos objetivos de Trump, mas recorrendo a políticas menos unilaterais

Com o anúncio da nomeação da ex-presidente do Banco Central americano (Fed), Janet Yellen como futura secretária do Tesouro dos Estados Unidos, o presidente eleito Joe Biden começa a delinear com clareza a configuração da sua equipe econômica.

O próximo governo terá inúmeros desafios nesta área, a começar por colocar o país na rota da recuperação econômica após a grave crise causada pela pandemia de covid-19 — mas também enfrentará muitos desafios além de suas fronteiras, no que se refere às relações comerciais.

“Em sua tentativa de colocar a ‘América em primeiro lugar’ — em termos de empregos e lucros —, o presidente Donald Trump taxou as importações procedentes de nações que ele julgou que tentavam dar uma vantagem injusta a seus produtores, com poucos benefícios perceptíveis aos EUA “, diz Dharshini David, correspondente da BBC para questões de comércio global.

Mas o que a mudança de gestão na Casa Branca significará para a política comercial americana?

Destacamos seis fatores-chave que devem ser levados em conta, desde objetivos globais até o posicionamento sobre questões latino-americanas:

1. Entre as prioridades de Biden e Trump, não há tantas diferenças

O lema “compre produtos americanos” de Joe Biden durante a campanha eleitoral lembra algumas das propostas de Trump.

Como o desemprego nos Estados Unidos mais que dobrou durante a pandemia, as promessas de ajudar a melhorar as chances de os cidadãos americanos ganharem a vida têm um grande apelo.

Nesse sentido, Biden prometeu, entre outras coisas, penalizar empresas americanas que transferirem empregos para o exterior.

E, assim como Trump, ele está preocupado com as ambições e a forma de fazer negócios da China, país com o qual o atual governo travou uma dura guerra comercial.

2. Mesmo sonho, mas meios diferentes

Uma diferença fundamental é que Biden tem ideias muito distintas de Trump sobre como ser bem sucedido no cenário mundial, destaca a jornalista especialista no tema da BBC.

O presidente Trump optou por buscar esse objetivo unilateralmente, usando tarifas e ameaças contra a China enquanto tentava coagir a Europa a se juntar a seu embate contra empresas como a Huawei.

Biden prefere a ideia de unir forças com outros parceiros, aplicando uma abordagem multilateral que incentiva os aliados tradicionais dos EUA a participarem desse esforço conjunto.

3. Restabelecimento da relação comercial com a União Europeia

É provável que isso signifique oferecer “um ramo de oliveira” à União Europeia, com uma oferta de redução das tarifas recentemente impostas para acalmar as turbulências, observa David.

A disputa entre a fabricante de aviões americana Boeing e sua concorrente europeia Airbus em razão de subsídios estatais existia antes de Trump chegar à Casa Branca, mas foi ele quem decidiu responder impondo tarifas sobre produtos de luxo europeus no valor de US$ 7,5 bilhões.

Analistas acreditam que Biden vai, no mínimo, evitar aumentar as tarifas e poderá, até mesmo, eliminar as existentes, como as aplicadas às importações de aço e alumínio.

Também é provável que a ameaça de taxar as importações de automóveis desapareça.

Nesse contexto, no entanto, é possível que os produtores de vinho de Bordeaux tenham que esperar, uma vez que com tantas questões pendentes internamente, Biden pode deixar a derrubada das barreiras alfandegárias em segundo plano.

4. Uma relação menos ‘especial’?

As relações comerciais com o Reino Unido também podem cair na lista de prioridades do governo Biden, apesar da tradicional “relação especial” que os dois países mantêm há décadas.

Embora as autoridades comerciais britânicas estejam cortejando a equipe do presidente eleito há algum tempo, é improvável que Washington tenha pressa em assinar um acordo com o Reino Unido.

Sabe-se que Biden não é exatamente um apoiador do Brexit e, além disso, ele já disse que não haverá negociação se o Acordo de Belfast (também conhecido como Acordo da Sexta-Feira Santa) de 1998, que selou a paz entre irlandeses, não for respeitado.

O receio de que isso aconteça está relacionado à Lei do Mercado Interno proposta pelo Reino Unido, que contempla a possível imposição de uma fronteira alfandegária rígida entre a Irlanda do Norte (que é parte do Reino Unido) e a República da Irlanda (que é um país independente e integrante da União Europeia).

5. E a América Latina?

Em termos comerciais, Biden vai herdar o acordo Estados Unidos-México-Canadá (T-MEC), fruto da renegociação feita por Trump do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), que vigorava desde o início do século.

O novo governo vê com bons olhos o T-MEC — aprovado no Congresso americano com forte apoio tanto de republicanos quanto democratas. O tratado é considerado por muitos atualmente como o padrão a ser seguido nesse tipo de acordo comercial, dado que contempla cláusulas rigorosas sobre questões de direitos dos trabalhadores e proteção do meio ambiente.

Muitos analistas esperam ver mudanças nas relações comerciais com Cuba, que sofreu um forte revés durante o governo Trump, que voltou a impor restrições à ilha após a reaproximação feita na era Obama, quando o atual presidente eleito era vice-presidente do país.

Em todo caso, os analistas não prevêem que as relações comerciais estejam no centro do relacionamento com os países da América Latina, embora prevejam que a nova Casa Branca assumirá uma postura menos transacional nas relações com os governos da região e que mudará um pouco o foco de Trump, centrado em questões como migração e segurança, para uma agenda mais ampla que inclua proeminentemente a cooperação para o desenvolvimento.

6. Além do comércio de mercadorias

Mas a política comercial vai muito além do envio de contêineres carregados de mercadorias que lotam os portos diariamente.

Por exemplo, enquanto Trump olhava com desconfiança para a Organização Mundial do Comércio (OMC), “há quem espere que Biden aposte na promoção da reforma e modernização dessa organização, dentro da qual se estabelece o quadro de normas que norteiam o comércio mundial”, observa a correspondente da BBC para questões de comércio global.

Em todo caso, no entanto, sempre haverá algumas tensões pendentes, como a questão do imposto sobre serviços digitais que a Europa quer aplicar sobre os lucros de grandes empresas de tecnologia (principalmente americanas).

Em última análise, a correspondente da BBC enfatiza que “embora haja a possibilidade de uma mudança na postura comercial do novo presidente, sua volumosa agenda de questões internas a serem resolvidas pode tirar o foco desses temas por algum tempo”.

Fonte: R7

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VITÓRIA DE JOE BIDEN É RECONHECIDA TAMBÉM PELO PRESIDENTE DO MÉXICO

 

Presidente mexicano reconhece vitória de Joe Biden nos EUA

López Obrador revela que ligou para o presidente-eleito norte-americano depois que o Colégio Eleitoral confirmou o resultado da eleição, na 2ª

INTERNACIONAL

Da EFE

Lopez Obrador foi um dos últimos líderes mundiais a parabenizar Biden

Sáshenka Gutiérrez / EFE – 15.12.2020

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, finalmente reconheceu, nesta terça-feira (15), a vitória de Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos do mês passado, depois que o Colégio Eleitoral americano ratificou o democrata como presidente eleito.

Durante entrevista coletiva no Palácio Nacional, o presidente mexicano revelou que ontem à noite, “uma vez terminada a sessão do conselho eleitoral dos Estados Unidos e tomada uma resolução a favor de Biden”, ele enviou uma carta ao democrata como “presidente eleito dos Estados Unidos da América”.

Reconhecimento tardio

López Obrador, que manteve uma boa relação com Donald Trump, foi até agora um dos poucos líderes que ainda não havia parabenizado Biden e pediu que as acusações de fraude eleitoral feitas pelo atual presidente sem provas fossem esclarecidas.

Na coletiva, o presidente mexicano leu a carta enviada a Biden ontem à noite após obter mais de 270 votos do Colégio Eleitoral necessários para ratificá-lo como o próximo presidente dos Estados Unidos.

Na carta, ele celebra a posição de Biden sobre questões de imigração e deseja que “em breve” eles possam discutir este e outros assuntos.

De fato, em meio ao período de transição, o México negociou com o governo de Trump o levantamento das acusações de tráfico de drogas contra o general mexicano Salvador Cienfuegos, que pôde retornar ao México em liberdade enquanto era investigado pela Procuradoria-Geral daquele país.

Até então, López Obrador estava justificando seu não reconhecimento de Biden na Doutrina Estrada, uma política externa histórica consagrada na Constituição mexicana com base na não intervenção nas políticas internas de outros países.

Assim como López Obrador, o presidente russo, Vladimir Putin, também só reconheceu hoje a vitória de Biden, quando parabenizou o democrata

 

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JOE BIDEN É CONVIDADE PARA FAZER PARTE DA CÚPULA DA OTAN

 

Presidente eleito nos EUA, Joe Biden é convidado para cúpula da Otan

Trump havia reduzido presença militar no Afeganistão, e secretário da Otan defende manutenção da operação por incerteza nas negociações de paz

INTERNACIONAL

Da AFP

 

Biden é convidado para cúpula da Otan

Joshua Roberts/Reuters – 25.11.2020

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, anunciou nesta segunda-feira (30) que propôs ao presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, organizar uma cúpula da Aliança em Bruxelas após sua posse em janeiro de 2021, a fim de tomar decisões importantes.

“Convidei Joe Biden para participar de uma cúpula da Otan no início do próximo ano, em uma data a ser determinada, para discutir assuntos importantes, incluindo decisões a serem tomadas sobre a manutenção ou retirada da missão da Aliança no Afeganistão”, anunciou durante uma conferência de imprensa.

presidente americano Donald Trump decidiu reduzir o contingente dos Estados Unidos da missão ‘Resolute Support’ da Otan no Afeganistão, que conta atualmente com 11 mil soldados, mais da metade dos quais não são americanos, disse Jens Stoltenberg.

“A missão vai continuar apesar da retirada das forças americanas, o que reduz a presença americana no Afeganistão, mas decisões difíceis terão de ser tomadas em 2021 se o Talibã não respeitar os seus compromissos”, insistiu o secretário-geral da Aliança.

“Não temos nenhuma garantia de que as negociações de paz serão bem-sucedidas e enfrentaremos um dilema. Ou a Aliança deixa o Afeganistão e o país corre o risco de se tornar um novo refúgio para terroristas que operam contra nós, ou a Otan fica, com uma nova missão, mas vai enfrentar o risco de combates”, explicou.

A adaptação da Otan ao novo contexto de segurança global, o fortalecimento militar da Rússia, a ascensão da China, as tensões entre os aliados são assuntos a serem discutidos entre os líderes da Aliança durante uma cúpula, enfatizou.

“Joe Biden é um grande apoiador da Otan. Ele conhece bem a Aliança, o que é uma coisa boa para nós”, sublinhou Jens Stoltenberg numa alusão às dificuldades encontradas durante a presidência de Donald Trump.

 

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JOE BIDEN ESCOLHEU RON KLAIN, UM VETERANO DO PARTIDO DEMOCRATA, PARA SER SEU CHEFE DE GABINETE

 

Ron Klain: quem é o chefe de gabinete escolhido por Joe Biden para tentar ‘curar’ a polarização nos EUA

Veterano do Partido Democrata, o assessor está na política desde os anos 1980, quando começou a trabalhar com o presidente eleito quando ele ainda estava no Senado

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

Ron Klain (esq.) já trabalhou com diversos candidatos democratas à Presidência em debates eleitorais

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, escolheu um veterano do Partido Democrata para ser seu chefe de gabinete na Casa Branca.

Ron Klain trabalha próximo ao democrata desde os anos 1980, primeiro no Senado e, depois, quando Biden se tornou vice-presidente.

Também foi assessor sênior da Casa Branca no governo de Barack Obama e chefe de gabinete do vice-presidente Al Gore.

Conhecedor dos meandros de Washington, ele chegou a ser interpretado pelo ator Kevin Spacey no filme Recontagem (2008), sobre as eleições presidenciais do ano 2000.

O cargo de chefe de gabinete é mais próximo do de Ministro da Casa Civil no Brasil. Seu titular administra a agenda do presidente e é considerado uma espécie de conselheiro. É um indicado e não precisa de confirmação pelo Senado.

Biden ressaltou os atributos de Klain em um comunicado divulgado na quarta-feira (11/11) pela equipe de transição.

“A experiência rica e profunda e a capacidade de trabalhar com pessoas de todo o espectro político são exatamente o que eu preciso de um chefe de gabinete em um momento como este, em que atravessamos um momento de crise e precisamos reunificar nosso país”, declarou o presidente eleito.

No mesmo comunicado, Klain disse estar lisonjeado pela confiança depositada nele por Biden.

“Espero poder ajudá-lo e à vice-presidente eleita a reunir um time talentoso e diversificado para trabalhar na Casa Branca, enquanto nos dedicamos a uma agenda ambiciosa de mudança, que busca curar as divisões em nosso país.”

Operador do Partido Democrata

Klain foi consultor-chefe do Comitê Judiciário do Senado entre 1989 e 1992, quando o órgão era chefiado por Biden. Também foi conselheiro das campanhas malsucedidas de Biden para a Casa Branca em 1988 e 2008.

Na sequência, entre 2009 e 2011, foi chefe de gabinete de Biden, em seus primeiros anos como vice de Obama.

Alguns anos depois, em 2014, atuou como “czar do ebola” de Obama durante os episódios de surto da doença.

Como operador do Partido Democrata, ele também se envolveu na campanha presidencial de Bill Clinton e foi conselheiro de John Kerry em 2004, quando este se candidatou à Presidência.

Treinou Bill Clinton, Al Gore, John Kerry, Barack Obama, Hillary Clinton e Biden para seus respectivos debates eleitorais.

Foi como chefe de gabinete de Al Gore que protagonizou uma disputa polêmica à Casa Branca com George W. Bush no ano 2000 e foi parar no cinema, em Recontagem.

Naquele ano, quem decidiu as eleições foi o Estado da Flórida, depois de uma polêmica recontagem de votos que deu vitória ao candidato republicano.

Klain até hoje fala sobre o episódio. “As pessoas vivem me dizendo que eu deveria esquecer as eleições de 2000 e a recontagem de votos. Não esqueci e acho que nunca vou esquecer”, disse um post publicado em sua conta no Twitter ano passado.

Depois da passagem pela campanha de Gore, ele trabalhou como lobista em Washington para uma grande empresa de hipotecas e uma farmacêutica que estavam sendo investigadas pelo Congresso.

Bagagem política

Ele e Biden chegaram a se afastar cinco anos atrás, quando Klain mergulhou na campanha de Hillary Clinton. Biden, então vice-presidente, ainda tinha ambição de ser a indicação do partido para as eleições de 2016.

“É difícil pra mim ter contribuído para o declínio de Biden”, escreveu em um e-mail ao chefe de campanha de Hillary, John Podesta, em outubro de 2015.

“Estou morto para eles, mas feliz por estar no time da HRC”, acrescentou, usando as iniciais de Hillary.

A mensagem foi divulgada pelo site Wikileaks após ser hackeada. Desde então, vinha trabalhando para reconquistar a confiança de Biden.

Durante a campanha desde ano, Donald Trump mencionou o nome do democrata algumas vezes em seus ataques contra Biden, relembrando comentários críticos feitos por ele sobre a forma como o governo lidou com a pandemia de H1N1 entre 2014 e 2015, quando Obama era presidente.

Cerca de 12,5 mil americanos morreram por causa da doença, que é bem menos letal do que a covid-19.

“Fizemos tudo errado. 60 milhões de americanos que contraíram H1N1 naquela época”, disse ele em um painel em 2019. “Foi puro acaso isso não ter virado um dos piores desastres da histórica americana.”

Trump usou as afirmações de Klain na tentativa de questionar as promessas de Biden de que traria competência e experiência para o combate à pandemia de covid-19.

Fonte: R7

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OPINIÃO: OS POLÍTICOS DE ESQUERDA NO BRASIL TERÃO SURPRESA DESAGRADÁVEL DURANTE O GOVERNO DE BIDEN, AFIRMA VEDERVALDO

Glenn GreenwaldGlenn Greenwald

Quem diria, coube a Glenn Greenwald, o jornalista americano idolatrado pela esquerda brasileira, mostrar a verdadeira face de Joe Biden, candidato do partido Democrata à presidência dos Estados Unidos.

Para Verdevaldo, os políticos que formam a esquerda no Brasil terão uma desagradável surpresa durante o eventual governo de Joe Biden.

Para ele, as expectativas dessas pessoas acabarão em frustração, já que a narrativa propagada pela imprensa americana está muito longe da realidade.

“Política não é sobre quem você gosta como ser humano. Biden tem 50 anos no poder e é muito claro o que ele vai defender, qual ideologia vai implementar. Ele não é Lula, não é Evo Morales, não é contra a guerra, não é socialista”, disse ele.

Glenn, que tem vasto conhecimento sobre o funcionamento da política norte-americana, afirma que Biden teve participação importante na Guerra do Iraque, lembrando que ele foi eleito senador defendendo os interesses dos bancos e também contribuiu com a aprovação de leis que aumentaram a população carcerária do país.

O jornalista ainda criticou veementemente a democracia dos EUA, que ele considera uma ilusão:

“O que determina se um país é democrático? Tem uma questão que é muito importante: a gente tem o direito de ser dissidente? Sim ou não? Você olha para isso, pessoas que são dissidentes de verdade, que estão tentando impedir crimes dos governos, olha o que está acontecendo com eles. Parece que são livres, mas para mim, não.”, disse ele, ao citar casos como o de Edward Snowden, responsável pelo escândalo da Agência de Segurança Nacional (NSA) e Julian Assange, fundador do Wikileaks. Em ambos os casos, os citados estão sob ameaça de prisão caso retornem ao país, por divulgação de documentos secretos que denunciavam crimes cometidos pelo governo americano.

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

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PODCASTS: OS IMPACTOS DAS ELEIÇÕES DOS EUA NO GOVERNO BRASILEIRO

Eleição nos EUA pode ‘baixar a bola’ do governo brasileiro em relação a discursos ideológicos

Andréia Sadi fala sobre os impactos da eleição nos EUA no governo Bolsonaro. De acordo com assessores, no caso de uma vitória democrata, o presidente pode mudar o tom para fazer uma sinalização a Joe Biden, pois a vida comercial precisa seguir.

SEXTA, 06/11/2020, 08:08

Conversa de Política – Andréia Sadi

ONG de Direitos Humanos pede a libertação da Andreia Sadi

Fonte: CBN

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NO ÚLTIMO DEBATE NOS EUA OS ASSUNTOS DOMINATES FORAM RACISMO E POLÍTICA EXTERNA

 

Racismo e política externa dominam último debate nos EUA

Com mudança de regra, Donald Trump e Joe Biden fazem debate menos caótico, mas mantêm os ataques pessoais e as trocas de acusações

INTERNACIONAL

Do R7

Debate entre os candidatos Donald Trump e Joe Biden

Morry Gash/Pool via REUTERS/22-10-2020

O segundo e último debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos ocorreu de forma mais civilizada após mudanças de regras. Donald Trump (Republicano) e Joe Biden (Democrata) debateram nesta quinta-feira (22) durante uma hora e meia na Universidade Belmont, na cidade de Nashville, no estado do Tennessee.

Se o primeiro debate foi marcado por interrupções e ofensas que atrapalharam as explicações e o entendimento das propostas, desta vez a organização decidiu que os microfones seriam desligados enquanto os candidatos estivessem respondendo às questões feitas pela mediadora Kristen Welker, jornalista do canal NBC News. Os dois candidatos deveriam ter se enfrentado em três debates, mas o segundo evento foi cancelado após Donald Trump ser diagnosticado com covid-19 e não aceitar um debate virtual, como foi proposto pela organização.

PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Assim como ocorreu no primeiro encontro, o combate à pandemia do coronavírus abriu o debate. Donald Trump afirmou que teve que fechar a economia para lutar contra o vírus chinês, que o mundo inteiro foi afetado, houve surtos em vários estados do país, mas que eles acabaram. O presidente disse que uma vacina está quase pronta e deve ser anunciada em algumas semanas e que foi parabenizado por vários chefes de estado pelo que fez no combate à pandemia. O presidente também reafirmou que a culpa da pandemia é da China e fez o que era possível para evitar que dois milhões de norte-americanos morressem. Segundo Trump, as empresas Moderna e Johnson & Johnson estão próximas de entregar a vacina. Mais uma vez, o presidente disse que agiu certo ao fechar fronteiras com outros países mesmo sendo acusado de xenófobo por Joe Biden. Trump lembro que o candidato democrata era vice-presidente na época da gripe aviária e não lidou bem com a situação. O candidato à reeleição usou a situação da cidade de Nova York para defender a reabertura da economia mesmo com o alto número de casos e mortes na cidade. Questionado sobre as críticas ao infectologista da Casa Branca, Anthony Fauci, o presidente afirmou que ele defendeu que não era preciso usar máscara no começo da pandemia e que respeita o médico.

Joe Biden repetiu as críticas que tem feito ao presidente sobre o combate à pandemia, lembrou que 220 mil norte-americanos morreram em decorrência do coronavírus, afirmou que Trump é o responsável pela situação nos EUA e o acusou de não ter um plano para controlar a pandemia. O candidato democrata disse que Trump foi ‘absolutamente trágico’ ao lidar com a pandemia e defendeu que devem ser feitos mais testes em todo o país para que a economia consiga se recuperar e as escolas possam ser reabertas. Biden disse que Trump não foi transparente em relação à gravidade da situação e não agiu para impedir a propagação da doença. Biden também afirmou que Trump é xenófobo, mas essa acusação foi feita por outras atitudes, e não pelo fechamento da fronteira.

SEGURANÇA NACIONAL

Questionado sobre a possível influência da Rússia e do Irã nas eleições, Biden afirmou que qualquer país que interfira nas eleições dos EUA precisa ‘pagar o preço’, que na última eleição, China e Rússia interferiram no pleito. O candidato democrata afirmou que Trump não fez nada em relação ao caso, que o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, é usado pela Rússia para defender os interesses do país europeu. Biden também afirmou que Trump tem uma conta secreta na China e se defendeu das acuações de que recebeu dinheiro da Rússia e da Ucrânia quando foi vice-presidente. O candidato democrata afirmou que liberou todas as declarações de imposto de renda, enquanto Trump esconde porque tem recebido dinheiro da China nos últimos anos. O vice-presidente afirmou que o trabalho do filho na Ucrânia não teve nada de errado.

Já Donald Trump afirmou que a família Biden recebeu 3,5 milhões de dólares da Rússia e que foi duro com os russos em termos de sanções nos últimos quatro anos.  O presidente disse que pagou milhões de dólares em impostos nos últimos anos, ao contrário do que foi revelado por reportagem do jornal The New York Times de que pagou apenas 750 dólares em impostos em 2016. O presidente afirmou que a campanha dele sofreu espionagem na última eleição e que é perseguido pelo FBI e pela Receita Federal do país, mas não encontraram nada de irregular. Sobre a acusação de ter conta na China, Trump afirmou que tem contas bancárias em vários países porque é um homem de negócios, que a conta na China foi aberta em 2013, mas a fechou em 2015, que ao contrário de Biden, não tirou proveito do seu mandato.

RELAÇÃO COM A COREIA DO NORTE

Ainda no tema sobre a política externa dos EUA, Trump afirmou que quando encontrou com Barack Obama, o ex-presidente disse que o maior problema dos EUA era a Coreia do Norte, que haveria uma guerra em breve, mas que isso não ocorreu, pois tem uma ótima relação com Kim Jong-Un. Biden disse que irá controlar a Coreia do Norte para que o país asiático não prejudique os EUA, que Trump chama o ditador de amigo, mas Kim Jong-Un é um ‘marginal’ e que um encontro com o líder só será realizado se encerrar o programa nucler. 

FAMÍLIAS NORTE-AMERICANAS

Outro tema sensível entre os dois candidatos e que desperta muita atenção da população, o programa Obamacare foi atacado por Donald Trump. O presidente reafirmou que o programa é ruim e que é preciso acabar com ele. O presidente disse que Biden foi vice-presidente por oito anos e não garantiu seguro de saúde para todos. Questionado sobre a dificuldade de aprovar programas emergenciais durante a pandemia, Trump acusou a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, de impedir que os pacotes de emergência fossem aprovados por motivos eleitorais. Sobre a situação de imigrantes e os filhos que foram separados dos pais, Trump afirmou que as fronteiras estão mais seguras, que as pessoas que levam os imigrantes para os EUA colocaram crianças em jaulas. Biden defendeu o Obamacare, disse que não irá mexer nos planos de saúde privados, que ter acesso à saúde é um direito de todos, e não um plano socialista, como acusa Donald Trump. Biden afirmou que colocar crianças em jaulas e separar dos pais é criminoso e viola os direitos humanos. O candidato também prometeu conceder cidadania para 11 milhões de imigrantes em situação ilegal no país, além de aumentar em 15 dólares o salário mínimo.

QUESTÃO RACIAL

Os protestos contra a morte de negros e a violência policial foi um dos pontos que causou maior discussão entre os candidatos. Biden afirmou que existe um racismo estrutural nos Estados Unidos, que tem um plano que irá facilitar que os negros possam fazer faculdade e tenham ajuda para abrir os próprios negócios. O candidato democrata acusou Trump de ser o presidente mais racista da história dos EUA e de ter ligação com grupos de supremacistas brancos. Biden também disse que irá fazer uma reforma no sistema penal do país. Donald Trump disse que nenhum presidente fez mais pela comunidade negra do que ele, citou que Biden votou num pacote anticrime quando era senador que levou milhões de pessoas para a cadeia e poderia ter feito uma reforma no sistema penal quando era vice-presidente.

MUDANÇA CLIMÁTICA

Questionado sobre a forma como lidou com os problemas causados pelas mudanças climáticas, Trump afirmou que os EUA têm a menor emissão de dióxido de carbono dos últimos 35 anos, citou a poluição na China, Rússia e Índia e defendeu a saída do Acordo de Paris. O presidente afirmou que o adversário é a favor de um plano que vai destruir a indústria do petróleo. Biden disse que é preciso controlar a emissão de poluentes, que mais quatro anos de Trump pode ter um efeito irreversível no clima, que vai incentivar o uso de energia limpa e ao mesmo tempo criará milhões de empregos. O candidato também afirmou que irá colocar o país novamente no Acordo de Paris e irá fazer a China cumprir os acordos internacionais sobre o meio ambiente.

LIDERANÇA

Na última parte do debate, a mediador questionou o que os candidatos irão falar ao povo dos Estados Unidos se forem eleitos Trump afirmou que se for reeleito, irá colocar o país no mesmo caminho que estava antes da ‘praga chinesa’, com crescimento da economia e criação de empregos. Biden disse que se for eleito, será presidente de todos os norte-americanos, que irá ouvir a ciência, vai combater o racismo e fará a economia crescer.

 

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OPINIÃO: JOE BIDEN DESCONHECE O QUE VENHA A SER RESPEITO E ACIMA DE TUDO A SOBERANIA DE UM PAÍS

 

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Joe Biden

Joe Biden é um sujeito tão estúpido e arrogante, que acredita que pode entrar aqui no Brasil metendo o pé na porta, abrir a carteira e comprar a Amazônia por US$ 20 bilhões. Desconhece o que venha a ser respeito e acima de tudo a soberania de um país.

Aqui é aplaudido por uma esquerda imbecilizada e incoerente que chama os EUA de “imperialistas”, mas apoia um verdadeiro discurso prepotente e imperialista.

Da esquerda brasileira não dá pra esperar muita coisa mesmo, principalmente coerência. Além de maconheiros acéfalos, toscos e fedorentos, são burros. Seus “intelectuais” levariam uma desonrosa surra numa discussão com um protozoário.

Biden ainda ameaça de sanções ao Brasil caso seja eleito e nós não venhamos a aceitar de cabeça baixa o trocadinho que ele propôs. Por que Biden não falou em dar dinheiro à China, para “comprar” a cidade de Tianjin, uma das maiores poluidoras pela extração de Chumbo? Ainda no mesmo país pode optar por Linfen, considerada a mais poluída do mundo em função da extração de carvão.

Seus US$ 20 bilhões poderiam ser direcionados a Norilsk, na Rússia, que é considerada uma das maiores poluidoras atmosféricas do mundo por causa da produção de metais pesados como cobre, arsênio, zinco, níquel e paládio, e onde são constantes as chuvas ácidas. Claro que ele não vai mexer com superpotências militarizadas, porque esses pilantras de esquerda são covardes.

Em resposta às declarações do gago e senil Joe Biden, o governo brasileiro, através do seu serviço de inteligência, poderia (e deveria) fazer uma verdadeira devassa nas milhares de ongs ditas “indigenistas”, “religiosas” e “ambientalistas” que infestam a Amazônia, muitas delas brasileiras financiadas com dinheiro americano e outras americanas mesmo, mas que na verdade operam um complexo sistema de biopirataria, extração mineral ilegal e contrabando de pedras preciosas.

Essas práticas nos governos que antecederam o atual eram “abençoadas”, passavam batidas e contavam com a conivência dos que hoje levantam bandeiras, porque nesses governos sim o Brasil estava à venda sempre. Agora não mais.

E vale lembrar que nesses governos sempre ocorreram queimadas (espontâneas, em função de condições climáticas ou provocadas, mas combatidas com amparo nas leis ambientais mais rigorosas do mundo), mas nenhum ambientalista do Leblon se manifestava.

É tão interessante que só agora a maioria dos brasileiros – incluindo nesta conta os retardados paulofreirianos de merda – está ouvindo falar em “bioma” com uma enorme frequência. Antes nem sabiam o que isso significa.

Essa cobiça e o olhar focado na internacionalização da Amazônia não são novidades. Em 1991, em meio à operação “Selva Livre” da Polícia Federal, o Delegado Romeu Tuma, em documento entregue à CPI que já investigava a “INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA” falou sobre as limitações da Polícia Federal naquela época, e os entraves que a instituição enfrentava para combater a invasão de falsas organizações ditas “humanitárias”. Limitações essas impostas por forças poderosas que sempre agiram nos bastidores. Vejam o trecho de sua declaração:

“A questão das entidades missionarias estrangeiras cujos membros percorrem toda a região Amazônica seja por razões humanitárias OU MOVIDOS POR INTERESSES OBSCUROS E INCONFESSÁVEIS, é apenas o aspecto mais visível da polêmica causada pela tendência internacional em impor uma limitação à autoridade soberana dos países cujos territórios abrangem aquela área”.

Um dos casos mais polêmicos de atuação dessas organizações, ou de membros dentro delas, aconteceu em 1985, quando o americano Mark Lewis foi preso em Miami por contrabando de pedras preciosas. Mark era filho do tesoureiro de uma dessas organizações humanitárias, com sede em Anápolis-GO e que tem ainda hoje uma forte atuação entre as comunidades indígenas na floresta amazônica.

Logo, realmente as queimadas que ocorrem desde sempre não passam de uma “cortina de fumaça” para o real interesse de nações que desde muito tempo exploram ilegalmente nossos recursos e riquezas, e ainda contam com a defesa de imbecilóides “ambientalistas” que se colocam como idiotas úteis e fazem coro para narrativas como as de Joe Biden.

Para finalizar o texto, um recado a Joe Biden

 

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DONALD TRUMP E JOE BIDEN TROCAM ACUSAÇÕES, EM PRIMEIRO DEBATE TENSO EM OHIO

 

Em 1º debate tenso, Donald Trump e Joe Biden trocam acusações

Falta de propostas e ofensas entre os candidatos à presidência dos EUA ditaram o ritmo do encontro realizado na Universidade de Cleveland, em Ohio

INTERNACIONAL

Do R7

Trump e Biden irão se enfrentar em mais dois debates

Brian Snyder/REUTERS/29-09-2020

O primeiro debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos realizado nesta terça-feira (29) foi marcado pela troca de acusações entre Donald Trump (Republicano) e Joe Biden (Democrata). Durante uma hora e meia, os adversários discutiram sobre o combate ao coronavírus, saúde pública, economia, conflitos étnicos e o processo eleitoral.

No começo do debate, questionado pelo mediador Chris Wallace sobre a indicação de Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, Donald Trump elogiou a juíza e afirmou que tem o direito de indicar um novo nome já que ainda tem mais três meses de mandato. Joe Biden disse que a indicação deveria ser feita pelo próximo presidente e que teme que Amy Barrett contribua para o fim do programa Obamacare, que amplia o serviço de saúde pública e é contestado pelo Partido Republicano. Após essa declaração, os dois candidatos tiveram forte discussão sobre a questão de saúde pública e tiveram que ser interrompidos pelo mediador.

Em relação à pandemia do novo coronavírus, Trump defendeu a sua gestão, voltou a acusar a China de espalhar o vírus e afirmou que tomou a atitude certa de fechar as fronteiras, mesmo sendo acusado de xenófobo pelos democratas. Segundo Donald Trump, se ele não tivesse fechado as fronteiras, os EUA teriam dois milhões de mortos. Joe Biden acusou Trump de não ter um plano para proteger as pessoas e as empresas, que o presidente sabia da gravidade da situação desde fevereiro, mas não tomou nenhuma atitude.

Trump também defendeu a reabertura da economia, a volta às aulas e acusou governadores democratas de fecharem a economia em seus Estados por interesse político. Biden disse que é preciso ter um protocolo de segurança sanitária para que os pequenos empresários possam voltar a trabalhar e lembrou da declaração de Trump pedindo que as pessoas ingerissem água sanitária para evitar a contaminação.

PAGAMENTO DE IMPOSTOS

Questionado sobre a reportagem do jornal The New York Times que o acusa de ter pago apenas 750 dólares em impostos no ano de 2016, Trump rebateu a publicação e afirmou que pagou milhões em impostos nos últimos anos. Biden disse que o presidente paga menos impostos do que um professor norte-americano e afirmou que irá mudar a tributação nos EUA para favorecer os mais pobres.

QUESTÃO RACIAL

Um dos temas mais quentes do debate foi a situação das minorias étnicas e os protestos no país após a morte de pessoas negras. Biden acusou Trump de ser racista, disse que é preciso ter igualdade e justiça social para diminuir a tensão nos EUA. Segundo o candidato democrata, há um desequilíbrio na sociedade norte-americana no tratamento aos negros e minorias étnicas e relembrou a defesa do presidente a supremacistas brancos em 2017. Trump disse que Biden já deu declarações contra os negros, que é o republicano mais avaliado pela comunidade negra e acusou o adversário de não defender a lei e a ordem por ter medo de perder o apoio da extrema-esquerda. Ainda dentro deste bloco, Trump também atacou a família do democrata ao acusar um dos filhos de Biden de ter sido expulso do exército pelo uso de drogas.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Os incêndios florestais que têm atingido Estados da Costa Oeste também foram tema do debate. Trump afirmou que seu governo tem feito um trabalho ‘fenomenal’ na questão climática, mas que não pode destruir as empresas do país. Segundo o presidente, o Acordo de Paris foi um desastre para os Estados Unidos. Trump disse que tem um projeto de plantar um bilhão de árvores e que é preciso ter uma gestão melhor nas florestas dos EUA. Biden afirmou que é possível criar empregos e diminuir a emissão de poluentes ao mesmo tempo. O candidato democrata afirmou que as florestas tropicais no Brasil estão sendo destruídas e que os EUA deveriam ajudar no combate ao desmatamento com um pacote de 20 bilhões de dólares.

ELEIÇÕES

O último ponto do debate foi sobre o processo eleitoral e a polêmica votação pelo correio. Joe Biden pediu que as pessoas votem, disse que é preciso ter medidas de segurança sanitária para os eleitores que quiseram votar presencialmente e que não há evidências de que o voto por correio possa ser fraudado. O democrata também acusou o adversário de não aceitar o resultado da eleição caso seja derrotado e afirmou que se preocupa com a possibilidade da eleição parar na Suprema Corte. Trump voltou a contestar o sistema eleitoral, disse que a votação por correio será um desastre, que haverá manipulação na contagem e criticou o fato dos votos serem apurados até o dia 10 de novembro, uma semana após a eleição. De acordo com o Trump, há três dias foram encontradas cédulas de votação no lixo.

PRÓXIMOS ENCONTROS

Donald Trump e Joe Biden irão se encontrar em mais dois debates nas próximas semanas: no dia 15 de outubro, em Miami, na Flórida, e em 22 de outubro, na cidade de Nashville, no Tennessee. No dia de 7 outubro haverá um debate entre os candidatos a vice Mike Pence (Republicano) e Kamala Harris (Democrata) em Salt Lake City, em Utah.

Fonte: R7

 

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NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DOS EUA, CONFIRA OS PONTOS FORTES E FRACOS DE JOE BIDEN

 

Joe Biden: 4 vantagens e 4 pontos fracos do candidato democrata à Casa Branca — e suas diferenças com Hillary Clinton

Na reta final das eleições presidenciais dos Estados Unidos, confira uma análise sobre os pontos fortes e fracos do rival de Donald Trump

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

 

Joe Biden lidera as pesquisas, mas ainda faltam 10 semanas para a eleição e o cenário pode mudar

Confirmado oficialmente como candidato democrata, Joe Biden terá pela frente a nada fácil missão de tentar impedir que Donald Trump permaneça mais quatro anos à frente da Casa Branca.

Tradicionalmente, os presidentes dos Estados Unidos costumam ser reeleitos para um segundo mandato.

Mas Biden, longe de ser uma cartada eleitoral de última hora, tem uma longa trajetória política e ocupa cargos públicos há quase meio século.

Foi vice-presidente de Barack Obama por oito anos e senador por Delaware por 36 anos, experiência que lhe permite projetar uma imagem de estabilidade em um tempo de crise.

“Ele é um político considerado normal, numa época em que muitos americanos gostariam de voltar a uma vida mais normal, como a que tinham antes de Trump assumir o cargo e antes da pandemia”, disse Barry Burden à BBC News Mundo (serviço em língua espanhola da BBC), professor do departamento de Ciências Políticas e diretor do Centro de Pesquisa Eleitoral da Universidade de Wisconsin-Madison.

Ele também é favorecido pelas fragilidades de Trump que agora se vê criticado pela forma como lidou com a pandemia do coronavírus, que já custou a vida de mais de 160 mil americanos — o país com mais mortes no mundo.

Esse cenário de “voto de punição” para o presidente não existia na eleição de 2016, quando Trump derrotou Hillary Clinton.

Mas Biden não é o candidato perfeito, algo reconhecido dentro e fora de seu partido.

Ele tem dificuldade em articular seus discursos, não tem apresentado bom desempenho em debates e é criticado por falta de carisma e incapacidade de projetar uma mensagem inspiradora.

Também não ajuda o fato de que, aos 78 anos (que serão completados em novembro), seria o presidente mais velho da história do país.

Apesar dessas fraquezas, ele lidera as pesquisas. E se as eleições fossem hoje, ele venceria por uma ampla margem. Mas até 3 de novembro e muita coisa pode acontecer.

Confira abaixo quais são as vantagens e desvantagens de Joseph Robinette Biden Jr. na corrida para chegar à Casa Branca.

1. Vantagem: Origem popular

Joe Biden vem da classe trabalhadora, filho mais velho de quatro irmãos. A família mudou-se da Pensilvânia para Wilmington, Delaware, quando ele tinha dez anos, depois que seu pai conseguiu um emprego como vendedor de carros.

Foi justamente em Delaware que se tornou senador, aos 29 anos. A partir de então, viajava todos os dias de trem para Washington, D.C., por mais de três décadas.

Essa origem e estilo de vida mais humildes fazem com que o candidato consiga se conectar com uma ampla base eleitoral. E é justamente isso que pode lhe render votos entre aqueles que apoiaram Trump em 2016 e agora estão decepcionados.

“Ele é o tio Joe. Ele é visto como um cara legal. Um cara que não vai mudar muito as coisas, mas que as tornará muito melhores do que Trump”, argumenta David Brady, professor de ciência política da Universidade de Stanford e pesquisador sênior do centro de análise da Hoover Institution.

Sua imagem de “cidadão comum” contrasta claramente com o perfil de um presidente milionário que transita confortavelmente nos círculos de Wall Street e também com Hillary Clinton, a candidata democrata nas eleições de 2016.

Biden, ao contrário, desenvolveu mais conexões andando pelos corredores do Congresso do que fazendo negócios com os gestores de grandes fundos mútuos e a elite empresarial.

2. Vantagem: Empatia e experiência política

Durante sua vida, ele enfrentou duras tragédias familiares, como a morte de sua primeira esposa e de sua filha de 13 meses em um acidente de carro e, décadas depois, a morte de seu filho Beau, aos 45 anos, de câncer no cérebro.

Isso o tornou, aos olhos de alguns eleitores, um ser humano que sabe como é passar por momentos difíceis, superá-los e compreender a dor dos outros.

“Ele tem a capacidade de mostrar empatia e compreensão por aqueles que enfrentam adversidades”, disse Anthony Zurcher, jornalista da BBC especializado em cobertura política dos Estados Unidos.

O contato direto com pessoas comuns tem sido uma característica que marcou sua carreira política. Soma-se a essa conexão empática uma experiência política que inclui mais de quatro décadas em cargos públicos.

“A principal vantagem de Biden é que ele é uma figura pública estabelecida”, explica Barry Burden.

E já que esta eleição parece mais um referendo sobre o governo Trump do que uma eleição tradicional, muitos americanos não querem surpresas ou apostas arriscadas. Nesse sentido, existe um setor que privilegia quem representa estabilidade e experiência.

3. Vantagem: centro moderado

Biden representa uma postura moderada, o que lhe permite atrair eleitores mais próximos de posições mais centristas tanto do Partido Democrata quanto do Partido Republicano, além de independentes.

Com a premissa de “continuidade e mudança”, Biden é visto como uma pessoa mais pragmática do que ideológica e com experiência na criação de coalizões.

“Uma das maiores vantagens para Biden é sua atitude focada em permanecer calmo e no controle”, diz John Hudak, pesquisador sênior e vice-diretor do Centro de Gestão Pública Efetiva do Departamento de Estudos de Governança da Brookings Institution.

“Quando há crise, os americanos procuram um administrador estável e capaz”, explica ele em conversa com a BBC Mundo.

Por isso, seu tom conciliador e sua mensagem de unificação do país têm ressonância com parte dos eleitores que estão cansados da estratégia de enfrentamento do presidente.

Mas também é uma faca de dois gumes, já que o setor mais esquerdista de seu partido — que se tornou uma força crescente entre a geração mais jovem — não está interessado no centrismo e prefere representantes muito mais liberais como a congressista Alexandria Ocasio-Cortez.

Habilmente, Biden incluiu entre suas propostas ideias do setor que apoiou Bernie Sanders(que se declara socialista) e Elizabeth Warren nas primárias.

“Biden tem forte apoio de seu partido”, disse Julian Zelizer, professor de História e Relações Públicas da Universidade de Princeton, à BBC Mundo.

E a forte rejeição a Trump entre os democratas acabou cimentando ainda mais esse apoio.

4. Vantagem: Não é Hillary

“A outra vantagem de Biden, em relação às eleições de 2016, é que ele não é Hillary Clinton”, argumenta Robert Shapiro, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Columbia, em entrevista para a BBC Mundo.

Naquelas eleições, “muitos votaram contra ela”, diz ele, e agora é o caso oposto: é provável que muitos votem contra Trump.

Clinton, ao contrário de Biden, não tinha, entre seus pontos fortes, a proximidade com o povo.

“Biden é muito melhor fazendo campanha corpo a corpo e conectando-se com seu público”, explica Anthony Zurcher.

Se o ex-senador tem a imagem de pessoa afável, Clinton era vista por muitos eleitores como uma pessoa distante.

“Parte disso pode ser atribuído a machismo, mas é um problema com o qual Biden não precisa se preocupar”, diz ele.

Além disso, na campanha de 2016, Clinton projetava uma imagem mais polarizadora, enquanto um dos componentes fundamentais da campanha de Biden é o conceito de unidade nacional.

Comparando os dois, David Brady argumenta que Biden tem mais tração entre os eleitores da classe trabalhadora do que Hilary, especialmente entre os homens brancos.

As pesquisas, explica o acadêmico, também mostram que mais afro-americanos votarão em Biden do que aqueles que votaram em Clinton em 2016.

1. Desvantagens: idade

Aos 77 anos, Biden é o candidato mais velho da história das eleições americanas. E se chegar à Casa Branca, aos 78 anos, será o presidente mais idoso do país.

Aqueles que acompanharam o desenvolvimento de sua carreira política dizem que ele perdeu um pouco da energia e da rapidez que tinha quando era mais jovem.

Nesse sentido, Biden tem encontrado dificuldades para obter o voto dos mais jovens que o veem como um político tradicional e moderado, inclinado a manter o status quo em vez de promover uma agenda mais reformista.

Considerando a idade como um de seus pontos fracos, alguns de seus oponentes o retratam como uma pessoa que não teria mais condições de assumir a responsabilidade de estar no comando do país.

2. Desvantagem: Ele não é um bom orador (e os debates políticos não são o seu ponto forte)

Essa é uma das grandes desvantagens de Biden. Analistas consultados pela BBC News Mundo concordam que Biden não costuma ter um bom desempenho nos debates políticos, bem como em seus discursos e intervenções em eventos de grande porte.

Ele tem tendência a cometer erros de inglês e fazer comentários improvisados que muitas vezes o deixam em uma posição incômoda. Seus discursos são às vezes dispersos e com algumas divagações que o deixam com uma aparência de ser um pouco desconexo.

Nick Bryant, correspondente da BBC em Nova York, diz que em seus 30 anos cobrindo política dos Estados Unidos, se surpreendeu com as primeiras intervenções (discursos) públicas de Biden nesta campanha e sua falta de poder de persuasão.

“Os discursos se transformaram em monólogos desconexos”, diz Bryan. “Sua linha de pensamento saía dos trilhos com frequência.”

Mas, aos poucos, Biden começou a acumular vitórias nas primárias democratas, mesmo em Estados onde não havia feito campanha. “Biden pode ter se saído bem nesses lugares exatamente por causa de sua ausência”, diz Bryant.

3. Desvantagem: Pouco carisma e nenhuma mensagem inspiradora

Analistas consultados pela BBC Mundo concordam que Biden não brilha por ser um candidato carismático, nem se destaca por seu grande poder de persuasão junto ao público.

Claramente, diz Robert Shapiro, “Biden não entusiasma os eleitores como fez Obama”. Em contraste, “os apoiadores de Trump são mais entusiasmados e devem ir às urnas”.

Nesse sentido, John Hudak argumenta que essa campanha, com as limitações causadas pela pandemia, “dificultou que sua mensagem passasse de crível a inspiradora”.

Ele pode vir a fazer isso nos próximos debates, mas não está claro se conseguirá. Nem está claro se a facção democrata menos moderada que votou em Bernie Sanders irá às urnas.

“Em última análise, esses eleitores verão Biden como o menor dos dois males ou permanecerão chateados e ficarão em casa”, observa Hudak.

4. Desvantagem: Fantasmas do passado — uma denúncia de abuso sexual

Tara Reade, que trabalhou na equipe de Biden de 1992 a 1993 quando era senador por Delaware, o acusa de ter abusado sexualmente dela nos corredores do Congresso.

No entanto, Reade não é o único que o acusou de ultrapassar o limite do que é “aceitável”.

São várias as mulheres que o acusam de tocar, abraçar ou beijar de forma inadequada e que extrapolam o limite da proximidade corporal socialmente aceita.

Essa situação é uma desvantagem para o candidato, principalmente agora que o movimento #MeToo ganhou força nos Estados Unidos e as alegações de assédio, abuso ou agressão sexual geram mais reprovação na opinião pública do que há décadas.

No entanto, o partido o defendeu todas as vezes que foi acusado por uma mulher.

Outra questão que está em debate público atual é que Biden desempenhou um papel central na aprovação da Lei de Controle do Crime Violento de 1994, que lançou as bases para a expansão do sistema de encarceramento em massa no país.

Também conhecido como “Lei do Crime de Biden”, ela impôs sentenças mais duras no nível federal e forneceu financiamento para que os Estados construíssem mais prisões, expandissem as forças policiais e implementassem operações contra crimes relacionados às drogas.

Essa legislação “passou por um escrutínio renovado por ter um impacto desproporcionalmente negativo sobre as minorias”, disse Anthony Zurcher, especialmente entre ativistas que defendem os direitos dos afro-americanos.

Com seu arsenal de pontos fortes e fracos, Biden terá que enfrentar um adversário imprevisível que normalmente não segue as regras do jogo e pode acabar tirando cartas da manga.

O futuro político de Biden dependerá, em grande medida, de seu desempenho nos próximos debates e do que ele fará nas dez semanas que faltam para as eleições.

 

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