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ENCONTRADO NA ÍNDIA AVIÃO DA 2ª GUERRA DESAPARECIDO APÓS QUASE 80 ANOS

Avião desaparecido desde a 2ª  Guerra Mundial é achado na Índia

Aeronave, que sumiu com 13 pessoas a bordo, foi localizada coberta de neve em área remota do Himalaia após quase 80 anos

INTERNACIONAL 

por AFP

Avião que desapareceu na Segunda Guerra Mundial é localizado na Índia 77 anos depois

MIA RECOVERIES / AFP

Um avião desaparecido na Segunda Guerra Mundial foi encontrado em uma área remota do Himalaia, na Índia, quase 80 anos depois de ter sumido e após uma busca complicada na qual morreram três guias.

A nave de transporte C-46, que decolou de Kunming (sul da China), voava com 13 pessoas a bordo quando desapareceu em meio a uma tempestade no estado montanhoso Arunachal Pradesh na primeira semana de 1945.

A expedição durou meses, nos quais Kuhles e uma equipe de guias locais atravessaram rios que lhes cobriam até o peito e acamparam em meio a temperaturas glaciais. Três guias morreram de hipotermia no início da missão durante uma tempestade de neve.

Por fim, a equipe encontrou o avião em uma montanha coberta de neve no mês passado e foi capaz de identificar a fuselagem pelo número na cauda. Em seu interior não havia restos humanos.

Bill Scherer, o filho órfão que pediu a missão, disse estar “feliz só por saber onde está” seu pai. “Estou triste, mas alegre ao mesmo tempo”, disse em um email à AFP enviado de Nova York.

“Cresci sem pai. Tudo no que penso é na minha pobre mãe recebendo um telegrama e descobrindo que meu pai está desaparecido e ela tendo que ficar comigo, um bebê de 13 meses”, acrescentou.

Centenas de aviões militares americanos desapareceram em operações na Índia, China e Mianmar durante a Segunda Guerra Mundial, seja pelo ataque das forças japonesas, seja pelas condões climatológicas.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O DEGELO NO HIMALAIA ESTÁ A CADA DIA MAIS INTENSO

O derretimento desenfreado no Himalaia está resultando na formação de imensos lagos. O gelo está sendo perdido nas  geleiras do Himalaia a uma taxa pelo menos dez vezes maior do que a taxa média nos séculos passados. O artigo a seguir mostra o que realmente está acontecendo nas geleiras do Himalaia. Leia e se atualize!

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

O derretimento desenfreado no Himalaia está resultando na formação de imensos lagos (Foto: Duncan Quincey, University of Leeds)O derretimento desenfreado no Himalaia está resultando na formação de imensos lagos (Foto: Duncan Quincey, University of Leeds)

O conjunto de montanhas mais altas do mundo é também o mais ameaçado pelos efeitos do aquecimento global. É o que indica uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra. O estudo publicado nesta segunda-feira (20) na revista Scientific Reports aponta que a cordilheira do Himalaia, que abriga o Everest, tem perdido gelo em velocidade recorde.

Segundo os pesquisadores, as geleiras estão derretendo dez vezes mais rápido nas últimas décadas do que a média de derretimento desde a Pequena Era do Gelo, um período de resfriamento da Terra que acabou por volta de 1800. Na prática, isso significa que o Himalaia perdeu cerca de 40% da sua área desde então. Para chegar nessas estimativas, a equipe da Universidade de Leeds usou imagens de satélite e modelos digitais de elevação, simulando qual seria a superfície do gelo entre 400 e 700 anos atrás — e, portanto, concluindo quanto foi perdido.

O derretimento “excepcional” do Himalaia, nas palavras dos pesquisadores, também é recorde se comparado ao de outras geleiras do mundo. A título de comparação, a quantidade de gelo que a cordilheira perdeu desde a Pequena Era do Gelo, algo entre 390 km³ e 586 km³, é equivalente a todo o gelo contido hoje nos Alpes da Europa Central, no Cáucaso e na Escandinávia somados.

 Himalaia perdeu cerca de 40% da sua área desde a Pequena Era do Gelo (Foto: Duncan Quincey, University of Leeds)Himalaia perdeu cerca de 40% da sua área desde a Pequena Era do Gelo (Foto: Duncan Quincey, University of Leeds)

Para os pesquisadores, esse degelo acelerado e desenfreado do Himalaia não pode ser dissociado do aquecimento global. “Nossas descobertas mostram claramente que o gelo está sendo perdido nas geleiras do Himalaia a uma taxa pelo menos dez vezes maior do que a taxa média nos séculos passados. Essa aceleração na taxa de perda surgiu apenas nas últimas décadas e coincide com a mudança climática induzida pela humanidade”, afirma à imprensa Jonathan Carrivick, um dos autores do estudo e chefe adjunto da Escola de Geografia da Universidade de Leeds.

Esse gelo todo, é claro, acaba se convertendo em líquido. A estimativa é que esse derretimento das geleiras do Himalaia nos últimos séculos tenha elevado entre 0,92 milímetros (mm) e 1,38 mm o nível do mar em todo o mundo. Mas isso não significa abundância para quem depende da água que escoa do degelo da cordilheira.

derretimento das geleiras, que deveria ser sazonal, abastece diversas regiões da Ásia com a água que é usada para irrigação, geração de energia e até para beber. Com a perda de gelo acelerada, o risco é que esse abastecimento acabe num futuro próximo. Além disso, o derretimento desenfreado também está resultando na formação de imensos lagos nessas regiões.

Estudos apontam que, se esses lagos entrarem em colapso, podem resultar em enchentes que afetarão milhões de pessoas. Segundo Simon Cook, coautor do estudo e professor de Geografia e Ciência Ambiental na Universidade de Dundee, trata-se de um impacto significativo em nações e regiões inteiras.

Esta matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Saiba mais em umsoplaneta.globo.com.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: NOVA DROGA DRIVADA DE FUNGO DO HIMALAIA É A NOVA VEDETE NO TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

Com sucesso absoluto nos primeiros testes clínicos a nova droga NUC-7738 – uma droga de quimioterapia, derivada de um fungo – tem potência até 40 vezes maior para matar células cancerosas do que seu composto original, com efeitos colaterais tóxicos limitados. Conhecido como Cordycepin (também conhecido como 3′-desoxiadenosina) é encontrado no fungo Cordyceps sinensis do Himalaia e tem sido usado na medicina tradicional chinesa por centenas de anos para tratar câncer e outras doenças inflamatórias. Leia o artigo completo a seguir, aquina coluna CIÊNCIAS e saiba como funciona esta nova droga!

Medicamento anticâncer derivado do fungo do Himalaia elimina os primeiros testes clínicos

Universidade de Oxford

Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que a nova droga NUC-7738 – uma nova droga de quimioterapia, derivada de um fungo – tem potência até 40 vezes maior para matar células cancerosas do que seu composto original, com efeitos colaterais tóxicos limitados.

O análogo de nucleosídeo natural conhecido como Cordycepin (também conhecido como 3′-desoxiadenosina) é encontrado no fungo Cordyceps sinensis do Himalaia e tem sido usado na medicina tradicional chinesa por centenas de anos para tratar câncer e outras doenças inflamatórias.

No entanto, ele se decompõe rapidamente na corrente sanguínea, de modo que uma quantidade mínima de medicamento destruidor do câncer é liberada para o tumor.

A fim de melhorar sua potência e avaliar clinicamente suas aplicações como medicamento contra o câncer, a empresa biofarmacêutica NuCana desenvolveu Cordycepin em uma terapia clínica, usando sua nova tecnologia ProTide, para criar um medicamento de quimioterapia com eficácia dramaticamente melhorada.

Uma vez dentro do corpo, Cordycepin requer transporte para as células cancerosas por um transportador de nucleosídeo (hENT1), deve ser convertido no metabólito anticâncer ativo, conhecido como 3′-dATP, por uma enzima fosforiladora (ADK), e é rapidamente decomposto no sangue por uma enzima chamada ADA.

Juntos, esses mecanismos de resistência associados ao transporte, ativação e degradação resultam na entrega insuficiente do metabólito anticâncer para o tumor.

NuCana utilizou a nova tecnologia ProTide para projetar uma terapia que pode contornar esses mecanismos de resistência e gerar altos níveis do metabólito anticâncer ativo, 3′-dATP, dentro das células cancerosas.

A tecnologia ProTide é uma nova abordagem para a distribuição de drogas quimioterápicas nas células cancerosas. Ele age ligando pequenos grupos químicos a análogos de nucleosídeos como a Cordicepina, que são metabolizados posteriormente, uma vez que atinge as células cancerosas do paciente, liberando a droga ativada. Esta tecnologia já foi usada com sucesso nos medicamentos antivirais aprovados pela FDA Remsidivir e Sofusbuvir para tratar diferentes infecções virais, como hepatite C, Ebola e COVID-19.

Os resultados do estudo, publicados na Clinical Cancer Research, sugerem que, ao superar os principais mecanismos de resistência ao câncer, o NUC-7738 tem maior atividade citotóxica do que a Cordycepin contra uma variedade de células cancerosas.

Pesquisadores de Oxford e seus colaboradores em Edimburgo e Newcastle estão agora avaliando o NUC-7738 no ensaio clínico de Fase 1 NuTide: 701, que testa a droga em pacientes com tumores sólidos avançados que eram resistentes ao tratamento convencional.

Os primeiros resultados do ensaio mostraram que o NUC-7738 é bem tolerado pelos pacientes e mostra sinais encorajadores de atividade anticâncer.

Outros ensaios clínicos de Fase 2 deste medicamento estão agora sendo planejados em parceria com a NuCana, para aumentar o número crescente de medicamentos contra o câncer com tecnologia ProTide que estão sendo desenvolvidos para tratar o câncer. De fato, são notícias promissoras.

Fonte: Universidade de Oxford

Fonte: Good News Network

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ARGENTINO COM DEFICIÊNCIA QUE ESCALOU O HIMALAIA AGORA QUER BATER MAIS UM RECORDE, IR AO ESPAÇO

Argentino quer ser a 1ª pessoa com deficiência a ir ao espaço

 Jean Maggi virou paratleta de alta performance após sofrer um infarto e já chegou ao topo do Himalaia em uma bicicleta adaptada

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 Sofia Pilagallo,

do R7*

“O difícil, nós fazemos. O impossível, nós tentamos.” Esse é o lema do argentino Jean Maggi, 58 anos, que após ter escalado o Himalaia em uma bicicleta adaptada em 2015, agora quer se tornar a primeira pessoa com deficiência a ir ao espaço.  Ele teve poliomielite, doença popularmente conhecida como paralisia infantil.O feito de Maggi rendeu o documentário O Limite Infinito, que estreou em 2020. Ao longo de 48 minutos, ele conta sua história desde a infância — quando uma vacina defeituosa o infectou com o poliovírus — e o caminho que percorreu até se tornar um paratleta de alta performance.

“Acho que o documentário foi o meu passaporte para chegar até as empresas de viagens espaciais, mas a ideia de ir ao espaço não surgiu quando cheguei ao topo do mundo. Tenho essa vontade há 8 anos, quando as companhias privadas começaram a falar sobre levar civis para fora da Terra”, afirma.

“Atualmente, estou em contato com duas das três empresas que planejam levar civis ao espaço. Tenho acordos de confidencialidade, então acho melhor não dizer quais são, mas tenho fotos nas minhas redes sociais de quando visitei a Space X [empresa de sistemas aeroespaciais do bilionário Elon Musk]”, completa.

Maggi na sede da SpaceX, na Califórnia

Para se preparar para a nova aventura, o argentino não mediu esforços. Ele já fez um curso no Centro Nacional de Treinamento e Pesquisa Aeroespacial (NASTAR, na sigla em inglês), que treina civis para ir ao espaço, e acabou de ter implantada uma nova órtese de joelho, tornozelo e pé em clínica na Flórida, nos EUA. Foi lá também que colocou seu primeiro aparelho, em 2013, e conseguiu finalmente andar com as próprias pernas.

Em paralelo, Maggi faz de tudo para conservar seu estado atlético — um fator importante para aqueles que querem embarcar em missão espaciais. Ele pratica corrida, hipismo, tênis, basquete, golfe, natação e esqui aquático.

Nem sempre, no entanto, o argentino teve um estilo de vida saudável. Até sofrer um infarto, aos 37 anos, ele chegava a beber duas garrafas de vinho, fumava mais de dois maços de cigarros por dia e não praticava exercício físico. Ele acredita que o infarto “salvou sua vida”.

“Eu teria perdido tudo — minha esposa, meus quatro filhos e tudo que tenho hoje”, diz. “Foi a partir dali que assumi minha condição, meu corpo, minha vida e comecei a trabalhar em uma reinvenção que veio por meio do esporte.”

Processo de aceitação

Como toda pessoa com poliomielite, Maggi teve infância e adolescência difíceis. Além do sofrimento com cirurgias, ele enfrentou preconceito em uma sociedade que não trabalhava para promover inclusão.

Na escola, a cada 90 minutos, os alunos tinham que trocar de salas, que muitas vezes ficavam em andares diferentes. O edifício não tinha rampas. Para o argentino, subir e descer as escadas era como escalar o Himalaia.

Maggi era ainda excluído de diversas atividades escolares, como aulas de educação física e festas, e sofria constante discriminação por parte de seus colegas. Ele ressalta, no entanto, que há uma linha muito tênue entre discriminação e autodiscriminação.

“Ao mesmo tempo em que a sociedade enxerga as pessoas com deficiência como ‘coitadinhos’, eu tinha pensamentos como ‘não vou à festa porque não posso dançar'”, afirma. Fui a uma festa pela primeira vez quando decidi me encarregar da música.”

O processo de aceitação veio após o infarto, quando os médicos pediram para que o argentino começasse a fazer atividades aeróbicas — e ele, influenciado por seu personal trainer, comprou uma bicicleta adaptada. Um mês depois, ele já participava de sua primeira maratona, em Rosário, na Argentina, e mais tarde, da Maratona de Nova York.

“Quando atravessei a linha de chegada do Central Park, senti que havia deixado para trás aquele corpo que me aprisonava”, diz. “Pensei: ‘Se participei da maratona de Nova York, posso fazer qualquer coisa’.”

Da aceitação à inspiração

Para Maggi, uma pessoa como ele conseguir tal feito, chegar ao topo do mundo e, futuramente, ao espaço, mostra que não há limites para uma pessoa com deficiência — e é esse o pensamento que ele tenta levar adiante.

Além de dedicar-se ao esporte, o argentino também faz palestras mundo afora e, em 2016, fundou uma ONG para auxiliar crianças com deficiência por meio da atividade física. Ao todo, 250 bicicletas adaptadas já foram entregues.

“Acredito que todos, independentemente de sua condição, têm dentro de si um potencial. Há muitas coisas que uma pessoa com deficiência pode fazer e sem necessidade de ter um infarto, como foi o meu caso. Há um ditado que diz que se você tem um corpo, não importa qual seja ele, você já é um esportista”, afirma.

“Não sou um ícone da superação nem procuro ser, mas sei que gero certo impacto na sociedade quando mostro uma pessoa com deficiência em lugares nos quais, talvez, a maioria das pessoas não tem coragem de chegar. Na minha época, eu não tinha referências. Hoje, tenho certeza de que não sou o único”, completa.

Fonte: R7

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