OS POTIGUARES TIVERAM UMA PERDA DE QUALIDADE DE VIDA MAIOR QUE OS DEMAIS ESTADOS BRASILEIROS

Por g1 RN

 

Índice de Qualidade de Vida do IBGE — Foto: Divulgação/IBGEÍndice de Qualidade de Vida do IBGE — Foto: Divulgação/IBGE

Os potiguares tiveram uma perda de qualidade de vida maior do que a média dos demais brasileiros, considerando todos os estados do país. É o que aponta a Pesquisa de Orçamentos Familiares, que foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (26).

A pesquisa, que foi feita pela primeira vez, também apontou que a população do Rio Grande do Norte ficou abaixo da média nacional no desempenho socioeconômico (entenda melhor mais abaixo).

Sobre a perda da qualidade de vida, que é avaliado pelo Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV), os resultados são representados por um número entre 0 e 1. Os números próximos de 1 indicam que a pessoa ou a família sofreu maior perda de qualidade de vida.

Enquanto o Brasil registrou o valor de 0,158, o índice potiguar foi de 0,205.

Uma maior perda foi a tendência entre os estados nordestinos. O melhor desempenho foi o de Sergipe (0,187) e o pior do Maranhão (0,260), que teve o pior índice de todo o país. A menor perda de qualidade de vida do Brasil foi em Santa Catarina (0,100).

O relatório aprontado pelo IBGE foi baseado em pesquisas nos anos de 2017 e 2018.

De acordo com o IBGE, a perda de qualidade de vida ocorre porque as famílias têm dificuldades em transformar integralmente todos os seus recursos em qualidade de vida.

Essa dificuldade gera privações para acessar condições mais confortáveis e dignas quanto a moradia, serviços públicos, alimentação e saúde, posse de bens duráveis e acesso a serviços financeiros, lazer e transporte.

Desempenho socioeconômico

A pesquisa também traz os resultados do Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS). E o Rio Grande do Norte teve o 3º melhor desempenho do Nordeste nesse quesito.

Média brasileira no Índice de Desempenho Socioeconômico. — Foto: Reprodução/IBGE

Média brasileira no Índice de Desempenho Socioeconômico. — Foto: Reprodução/IBGE

O IDS é baseado na renda familiar per capta descontada do Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV).

De acordo com o IBGE, o progresso econômico está associado à renda disponível, que representa os valores com os quais as famílias contam no dia a dia

Assim, o desempenho econômico de um estado será superior quanto maior for a renda das famílias e menor for a perda de qualidade de vida delas.

As famílias no Rio Grande do Norte apresentara R$ 964 reais no IDS, o que resultou numa diminuição de 20% da renda disponível dos potiguares e provocou perda na qualidade de vida.

Segundo o IBGE, é como se os fatores de perda de qualidade refletissem na renda, evidenciando a força das carências observadas.

No Nordeste, o estado ficou atrás apenas de Sergipe e Bahia que contaram respectivamente com R$ 1.118 e R$ 976.

Apesar disso, todos os estados nordestinos ficaram abaixo da média nacional, que foi de R$ 1.410.

O Maranhão teve o maior comprometimento familiar per capta do país, deixando o valor R$ 555 após as perdas de qualidade de vida.

Fatores principais

A pesquisa ainda pontuou que os fatores que mais influenciam o desenvolvimento socioeconômico das pessoas no Rio Grande do Norte são educação e acesso a serviços financeiros e padrão de vida, com uma parcela de 19% cada.

O aspecto de menor influência ficou por conta de transporte e lazer, com 13,6%. Moradia, acesso a serviços públicos, saúde e alimentação registraram, cada um, valores próximos de 16%.

Na dimensão saúde, o RN atinge a terceira menor importância em comparação aos entes federativos, atrás apenas do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul.

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RN VOLTOU A TER MAIOR PREÇO MÉDIO NO LITRO DA GASOLINA ENTRE TODOS OS ESTADOS DO PAÍS

Por Igor Jácome, g1 RN

 

Posto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César GomesPosto de gasolina, combustível, Natal — Foto: Augusto César Gomes

Rio Grande do Norte voltou a ter o maior preço médio do litro da gasolina entre todos os estados do país. Os dados são do último levantamento semanal feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Natal também é a capital com o preço médio mais alto, na comparação com todas as outras. Os dados foram levantados pela agência entre 17 e 23 de outubro.

preço médio do litro do combustível encontrado pela ANP no Rio Grande do Norte foi de R$ 6,948, na semana passada. Em Natal, o valor foi ainda maior: R$ 6,983.

Com os preços já próximos dos R$ 7, essa barreira deverá ser rompida nos próximos dias, porque a Petrobras anunciou um reajuste de 7% no preço do combustível a partir desta terça-feira (26), nas refinarias.

Com a alta, o preço médio de venda da gasolina nas refinarias passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%). É o segundo reajuste no preço do combustível este mês. No último dia 9, a gasolina já havia subido 7,2%.

Diferença

Na capital do estado vizinho, Paraíba, o preço médio da gasolina ficou R$ 0,80 mais barata em relação a Natal, sendo comercializada a R$ 6,180.

Para se ter uma ideia da diferença, um motorista que encheu o tanque do seu carro com 40 litros na capital potiguar pagou R$ 32,12 a mais em relação a outro motorista que fez o mesmo em João Pessoa.

preço médio do litro de gasolina vendido no Rio Grande do Norte é quase R$ 1,44 mais caro em relação ao comercializado no Amapá – o estado com menor preço médio registrado pela ANP, que foi de R$ 5,511. Um motorista que encheu o tanque de 40 litros no RN pagou quase R$ 60 a mais.

O estado também teve o segundo menor desvio padrão (diferença entre os preços encontrados) nos estados (0,059), maior apenas que o de Roraima (0,025). Natal, que teve desvio padrão de 0,018, maior apenas que o de Manaus (0,011).

Preço médio da gasolina por estado de 17 a 23 de outubro

  • Rio Grande do Norte – R$ 6,948
  • Rio de Janeiro – R$ 6,914
  • Piauí – R$ 6,905
  • Acre – R$ 6,732
  • Goiás – 6,713
  • Rio Grande do Sul – 6,650
  • Minas Gerais – R$ 6,603
  • Ceará – R$ 6,599
  • Distrito Federal – R$ 6,586
  • Tocantins – R$ 6,556
  • Espírito Santo – R$ 6,410
  • Sergipe – R$ 6,404
  • Mato Grosso – R$ 6,403
  • Rondônia – R$ 6,397
  • Pará – R$ 6,341
  • Pernambuco – R$ 6,317
  • Alagoas – R$ 6,313
  • Amazonas – R$ 6,307
  • Bahia – R$ 6,264
  • Mato Grosso do Sul – R$ 6,231
  • Maranhão – R$ 6,218
  • Paraíba – R$ 6,197
  • Santa Catarina – R$ 6,141
  • Paraná – R$ 6,101
  • São Paulo – R$ 6,023
  • Roraima – R$ 5,973
  • Amapá – R$ 5,511

Diesel

O Rio Grande do Norte também foi o segundo estado do país com maior preço do litro de diesel (R$ 5,450), ficando abaixo apenas do Acre (R$ 5,865).

A partir desta terça (25), o litro do diesel vendido pela Petrobras à distribuidoras passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%). A última alta do combustível havia sido em 28 de setembro, de 8,89%.

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SAIBA QUAIS OS CINCO ESTADOS BRASILEIROS JÁ ESTÃO ADOTANDO O CHAMADO “PASSAPORTE DA VACINA”

Cinco estados brasileiros já adotam o ‘passaporte da vacina’

Levantamento da Agência CNN revela que maioria dos estados ainda não se posicionou sobre medida

Renan Fiuzada CNN

Em São Paulo

 

Cinco estados brasileiros já estão adotando o chamado “passaporte da vacina”, de acordo com levantamento da Agência CNN. A medida determina que, para entrar em alguns locais ou realizar atividades, é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19, que pode ser físico ou digital.

Rio Grande do Sul, Amazonas, Pará, Pernambuco e Espírito Santo são os estados que exigem o “passaporte da vacina”. Já Santa Catarina adotou um tipo de passaporte válido apenas para eventos, mas que pode ser substituído por um teste RT-PCR realizando nas últimas 72 horas.

Bahia, Paraíba, Maranhão e Rio Grande do Norte ainda não se posicionaram sobre a medida. Em São Paulo, o governo deu autonomia para que cada município decida sobre o tema. No entanto, desde 29 de agosto, é obrigatório apresentar comprovante de vacinação para eventos com mais de 500 pessoas.

Fonte: CNN

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CULTURA: CONHEÇA AS DIVERSAS EXPRESSÕES USADAS NOS ESTADOS DO NORDESTE

Por Pedro Alves, g1 PE 
Dia do Nordestino: veja o significado das gírias faladas na região - Portal T5

Gil e Pocah se desentenderam no BBB 21 e o pernambucano chamou a carioca de ‘basculho’ — Foto: Reprodução/TV Globo

Apesar de próximos geograficamente, os nove estados da região Nordeste têm uma infinidade de variedades linguísticas e culturais. Nesta sexta-feira (8), quando é celebrado o Dia do Nordestino, o g1 reuniu uma lista de regionalismos típicos de cada estado, para comemorar a data.

No início do ano, Gil, Juliette e Lumena, três participantes nordestinos do Big Brother Brasil 2021, levaram para a rede nacional o jeito nordestino de falar.

Apesar de os três serem de Pernambuco, Paraíba e Bahia, respectivamente, estados geográfica e culturalmente próximos, foi possível perceber as inúmeras especificidades culturais de cada um.

“Alagoanos e pernambucanos, por exemplo, têm um jeito próprio de colocar os artigos ‘o’ e ‘a’. Juliette, Gil e Lumena protagonizaram várias cenas em que é possível perceber o quanto, mesmo no Nordeste, falamos diferente”, apontou o pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Cleber Ataíde, ex-presidente do Grupo de Estudos Linguísticos e Literários do Nordeste e membro do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB).

Um exemplo foi quando Gil, durante uma discussão com a funkeira Pocah, recorreu ao regionalismo para tirar satisfação. “Eu não vim do lixo para perder para basculho”, disse o pernambucano. A cantora, nascida no Rio de Janeiro, não entendeu a gíria e o caso viralizou nas redes.

A expressão é um regionalismo antigo, pouco conhecido pelos jovens, inclusive pelo próprio Gilberto. Basculho significa tudo aquilo que é mais desprezível que o lixo.

Juliette, por sua vez, foi criticada pelo sotaque carregado. A “mulinga”, expressão de espanto ou surpresa, foi inúmeras vezes utilizada pela advogada e maquiadora que venceu o programa. Já a psicóloga Lumena, além de recorrer a termos acadêmicos, introduziu os “brothers” ao “barril grandão”, para se referir a problemas.

Ataíde apontou que algumas palavras assumem diferentes significados em cada estado, como no caso da palavra “pirangueiro”.

“No Ceará, designa uma pessoa que se veste mal: ‘ele é o maior pirangueiro, só vive com aquele boné’. Em Pernambuco, significa muquirana, mão fechada, avarento: ‘cabra pirangueiro! Não me deu um centavo!’. Na Paraíba, a expressão é utilizada para se referir à pessoa desprezível que se aproveita dos outros”, explicou o pesquisador.

Confira expressões comuns em cada estado

Alagoas

  • Avalie: imagine, veja só;
  • Azogado: pessoa inquieta ou ansiosa;
  • Biboca: lugar distante ou esquisito;
  • Catenga: lagartixa;
  • Chimbra: bola de gude;
  • Lomba: algo engraçado;
  • Peidado: revoltado, indignado ou satisfeito.

Bahia

  • Barril ou barril dobrado: algo difícil, tenso ou que provavelmente vai dar errado;
  • Bater um baba: jogar uma pelada de futebol;
  • Boca de me dê: alguém que constantemente pede coisas;
  • Boca de zero nove: alguém eficiente, mas também pode significar algo ruim;
  • Ó paí: corruptela de “olha para isso”;
  • Parta a mil: ir depressa;
  • Queixar: convidar para um encontro amoroso.

Ceará

  • Bregueço: algo velho ou ultrapassado;
  • Canelau: alguém pobre ou ignorante;
  • Ceroto: sujeira;
  • Chei dos pau: alguém que está bêbado;
  • Gastura: azia ou mal estar, tanto físico quanto psicológico;
  • Magote: aglomeração de pessoas.

Maranhão

  • Brocado: com muita fome;
  • Égua: expressão dita em situação de surpresa ou espanto;
  • O raio: esperto, rápido, ágil;
  • Pior: verdade;
  • Piqueno/Piquena: menino ou menina;
  • Triscar: cutucar;
  • Vai pra caixa prego: “sai daqui” ou “vai para longe”.

Paraíba

  • Abilobado: alguém sem juízo;
  • Arribar: sair, ir embora;
  • Avoar: jogar fora, arremessar;
  • Chapéu de touro: alguém que mantém relacionamento com uma pessoa infiel;
  • Encarcar: fazer pressão;
  • Miolo de pote: coisa sem importância.

Piauí

  • Botar catinga: atrapalhar;
  • Budejar: falar muito;
  • Desdrobo: enganar alguém, levar na conversa;
  • Espancar a lôra: tomar cerveja;
  • Caxaprego: lugar distante;
  • Isturdia: corruptela de “estes dias”;
  • Moiado: feio;
  • Rebolar no mato: jogar fora.

Pernambuco

  • Abestalhado: abobado, ignorante;
  • Arretado: alguém bravo ou algo bom;
  • Buliçoso: alguém que mexe nas coisas sem permissão;
  • Fuleiro: de baixa qualidade ou não confiável;
  • Gabiru: rato grande;
  • Mangar: rir de alguém;
  • Pantim: criar caso, dificuldade;
  • Tabacudo: bobo.

Rio Grande do Norte

  • Bagana: ponta de cigarro ou charuto;
  • Balaio de gato: desordem, confusão ou encrenca;
  • Bexiga taboca: utilizada por alguém que está com muita raiva;
  • Eita píula: usada para demonstrar surpresa;
  • Galado: designa uma pessoa engraçada;
  • Gangueiro: alguém que participa de uma gangue ou que usa calças largas;

Sergipe

  • A migué: à toa, ao acaso;
  • A morte é cega: refere-se a alguém muito feio;
  • Fumbambento: sem cor, fraco, desbotado;
  • Pentcha: expressão de admiração;
  • Pungar: entrar num veículo em movimento;
  • Quem gaba o sapo é jia: refere-se a alguém que elogia pessoas próximas a si.

Fonte: G1

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BOLSONARO ESTÁ EM NOVA YORK E DISCURSARÁ NA ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU

Bolsonaro chega aos EUA para Assembleia-Geral da ONU

O presidente discursará na abertura do debate geral dos chefes de estado

Mariana Janjácomoda CNN

em Nova York

 

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) desembarcou em Nova York, nos Estados Unidos, neste domingo (19). Ele discursará na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) na terça-feira (21).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, publicou nas redes sociais uma foto da chegada de Bolsonaro.

Manifestantes contrários a Bolsonaro também estavam próximos do local. O pequeno grupo gritava palavras de ordem e seguravam cartazes.

Além do discurso na abertura do debate geral dos chefes de estado, o presidente do Brasil terá reuniões com outras autoridades. Uma delas é o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na segunda-feira (20).

Fonte: CNN

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RÚSSIA PROÍBE IMPORTAÇÃO DE CARNE BOVINA DE MATO GROSSO E MINAS APÓS CASO DE VACA LOUCA NOS DOIS ESTADOS

Rússia proíbe importação de carne bovina de Minas e Mato Grosso

Determinação da vigilância sanitária veta a importação de gado vivo após a detecção de casos de vaca louca nesses estados

INTERNACIONAL

 Da EFE

Rússia proíbe importação de carne de Minas Gerais e Mato GrossoRússia proíbe importação de carne de Minas Gerais e Mato Grosso
NELSON ALMEIDA/AFP – 05.09.2019

O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosseljoznadzor) proibiu nesta terça-feira (7) a importação da carne bovina de Minas Gerais e Mato Grosso, após a detecção de casos de vaca louca nos estados.

Ministério da Agricultura confirma caso de vaca louca no Mato Grosso

A determinação veta a importação de gado vivo, sangue ou derivado, carne e vísceras, assim como a ração produzida a partir da carne em Minas Gerais.

O Rosseljoznadzor impôs medidas semelhantes para a carne procedente do Mato Grosso, com a diferença de que as restrições valem para animais com mais de 30 meses.

Além disso, foi proibido o trânsito pela Rússia de animais provenientes dos dois estados brasileiros.

Três dias atrás, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a detecção de “dois casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como o mal da vaca louca”.

Os registros foram em frigoríficos de Nova Canaã do Norte, no Mato Grosso e de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

De acordo com a pasta, todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório.

“Portanto, não há risco para a saúde humana e animal”, indicou o Ministério da Saúde, através de comunicado.

A nota ainda informa que estes são o quarto e quinto casos atípicos da doença registrados em mais de 23 anos de vigilância do Brasil e que ocorreram de maneira espontânea e esporádica, não estando relacionados à ingestão de alimentos contaminados.

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PRESIDENTE DA FENEME DESCARTA RISCO DE PERDA DE AUTORIDADE DE GOVERNADORES SOBRE AS CORPORAÇÕES EM SEUS RESPECTIVOS ESTADOS

Federação de oficiais diz não haver risco de perda de autoridade sobre PMs

Presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme) diz que orientação é de neutralidade em relação às disputas político-partidárias

Iuri Pittada CNN

em São Paulo

Federação de oficiais diz não haver risco de perda de autoridade sobre PMs | CNN Brasil

Presidente da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), o coronel da reserva da PM catarinense Marlon Teza descarta o risco de perda de autoridade de governadores sobre as corporações em seus respectivos estados.

“Não vejo chance de isso acontecer. Somos instituições de Estado, e não de Governo ‘A’ ou ‘B’”, afirmou o oficial à CNN, após uma reunião da diretoria da entidade na qual foi debatida a conjuntura política e os efeitos sobre as polícias no país. “Não vejo nas PMs nenhuma hipótese de insubordinação ou ruptura além de atitudes isoladas.”

De acordo com o coronel Marlon, a orientação da Feneme às 51 entidades associadas, que somam um contingente de 75 mil oficiais em todo o Brasil, é pelo respeito e obediência às leis e à Constituição e neutralidade em relação às disputas político-partidárias.

“Nossa missão maior é atuar conforme a lei, defender os direitos e as legislações relacionadas aos policiais militares. Política partidária é para os políticos”, disse o oficial. “Quando tem cor partidária, seja qual for, cria-se um problema. Aqui não temos rótulo, somos instituições de estado.”

Para o coronel Marlon, discursos radicalizados encontram mais “repulsa” do que apoio nos contingentes da ativa das Polícias Militares e, por vezes, revelam pretensões políticas de seus vocalizadores.

Em relação aos atos previstos para o 7 de setembro em capitais do país, o presidente da Feneme afirma que as PMs nos estados vão cumprir sua missão de proteger o patrimônio público e os cidadãos, além de preservar a ordem pública. “As polícias militares são instituições com histórico de sempre seguirem as ordens da autoridade de momento nos estados. Sempre fomos fieis e leais aos governantes”, diz o coronel Marlon.

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LÍDER DO PSL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, VITOR HUGO DESTACOU A NECESSIDADE E IMPORTÂNCIA DE A CPI INVESTIGAR REPRESENTANTES DE ESTADOS E MUNICÍPIOS

 

Deputados debatem os rumos da CPI da Pandemia

À CNN, deputados federais Vitor Hugo (PSL-GO) e Alessandro Molon (PSB-RJ) abordaram a condução das autoridades diante da pandemia de Covid-19

Da CNN

05 de junho de 2021 às 20:17

Deputados debatem os rumos da CPI da Pandemia

Os deputados federais Vitor Hugo (PSL-GO) e Alessandro Molon (PSB-RJ) debateram, em entrevista à CNN neste sábado (5), os rumos da CPI da Pandemia – que investiga a ação das autoridades diante da pandemia de Covid-19 no Brasil – e a condução das investigações até o momento. A CPI da Pandemia já ouviu ex-ministros, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, representantes de laboratórios e profissionais da saúde.

Líder do PSL na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo destacou a necessidade e a importância de a CPI investigar representantes de estados e municípios.

“Ainda não vimos a CPI se voltar contra os desvios que já foram identificados, que o nosso presidente transferiu para os estados e municípios. Cade o governador do Amazonas sendo convocado? Isso é uma prova de ineficiência. Sabemos que a CPI tem se tornado palanque eleitoreiro, defendendo narrativas que não vão servir para dar nenhum pedido de impeachment. É uma CPI fadada ao insucesso e um ambiente tóxico”, disse.

O deputado Alessandro Molon defendeu que a CPI “cumpra um papel de importância” e que deve encontrar responsáveis pelas mortes causadas pela pandemia de Covid-19 no país.

“A CPI já conseguiu produzir evidências muito claras da responsabilidade do governo Bolsonaro por essas mais de 470 mil mortes, pelo desastre que tem sido essa pandemia no Brasil, e quem contribuiu para que ele agisse de forma tão desastrosa. Não tenho dúvida que ele terminará responsabilizado, eu sinceramente acredito que isso o aguarda, mas é preciso entender toda a cadeia de envolvidos nessa tragédia de milhares de mortes, isso passa por esse gabinete paralelo que está sendo desvendado”, afirmou Molon.

O deputado do PSB concordou, porém, que governadores também devem ser investigados pelas autoridades.

“Todos aqueles que praticaram crimes com o dinheiro público devem responder por eles e ser presos, sejam governadores, de onde forem. A Polícia Federal tem agido para apurar esse crimes, os culpados devem ser presos e responder pelos seus crimes. Nós não vimos nenhuma ação da PF até o momento para investigar a ação dele [presidente] e de seus ministros, mas são submetidos a ele, por isso a necessidade da CPI”, disse Molon.

O deputado federal Vitor Hugo rebateu, afirmando “não haver a necessidade de investigação por parte da Polícia Federal ao atual governo”.

“A PF não faz investigação porque não há o que investigar, a PF é subordinada ao estado, não ao presidente. Se isso não acontece com o nosso governo é porque somos muito diferentes dos outros governos que o senhor apoia”, afirmou Vitor Hugo.

 

Fonte: CNN

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BOLSONARO APRESENTA AÇÃO NO STF VISANDO IMPEDIR LOCKDOWN E TOQUE DE RECOLHER EM TODOS ESTADOS BRASILEIROS

Entenda medidas de PR, PE e RN, questionadas por Bolsonaro ao STF

Governadores dos três estados impuseram medidas restritivas ao comércio e à circulação para conter a disseminação da Covid-19

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

28 de maio de 2021 às 18:46

Presidente Jair Bolsonaro durante anúncio do programa "Adote um Parque" - (BrasíPresidente Jair Bolsonaro durante anúncio do programa “Adote um Parque” – (Brasília – DF, 12/05/2021)Foto: Alan Santos/PR

ação apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF) visa impedir lockdown e toque de recolher em todos os estados brasileiros, mirando medidas decretadas nos últimos dias pelos governadores de três estados: Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco; e Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte.

Bolsonaro e o advogado-geral da União, André Mendonça, alegam na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que os governadores excederam as suas prerrogativas e adotaram medidas “desproporcionais”.

“[A ação] considera que algumas dessas medidas não se compatibilizam com preceitos constitucionais inafastáveis, como a necessidade de supervisão parlamentar, a impossibilidade de supressão de outros direitos fundamentais igualmente protegidos pela Constituição e a demonstração concreta e motivada de que tais medidas atendem ao princípio da proporcionalidade”, afirma a nota divulgada pela AGU.

As medidas

Rio Grande do Norte

Em 21 de maio, a governadora Fátima Bezerra (PT) decretou uma quarentena severa em uma lista de 35 municípios do Rio Grande do Norte que compõem a “VI Unidade Regional de Saúde”. A capital Natal não foi incluída. Durante o período, apenas os serviços considerados essenciais poderão funcionar presencialmente.

A validade se iniciou a partir daquele dia, com extensão até o 6 de junho. No período, decidiu a governadora, vai vigorar um toque de recolher, com a proibição de circulação de pessoas aos domingos e feriados e em todos os dias, entre 22h e 5h da manhã seguinte.

Pernambuco

Em 24 de maio, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), decidiu endurecer as restrições para conter a Covid-19. Seguindo as regiões administrativas do estado e a situação da pandemia em cada uma.

Os municípios das gerências regionais II, IV e V estão com medidas adicionais que começaram em 26 de maio e irão direto até o dia 6 de junho. Uma segunda lista, com cidades de diferentes regiões, terá restrições excepcionais apenas nos próximos dois finais de semana, 29 e 30 de maio e 5 e 6 de junho. Nessa segunda relação, a capital Recife e a cidade de Olinda.

Ficam proibidas de funcionar presencialmente atividades como escolas e universidades, comércio, escritórios, clubes sociais, práticas esportivas coletivas, atividades recreativas em praias, calçadões e parques. Shoppings podem apenas abrir para atividades bancárias localizadas em seu interior e igrejas podem funcionar apenas para atividades administrativas e celebrações virtuais sem público.

O decreto foi acompanhado de uma lista de exceções, que abarcam serviços considerados essenciais.

Paraná

Em 25 de maio, o governador Ratinho Júnior (PSD) decidiu prorrogar no Paraná, até o dia 11 de junho, medidas que preveem a “restrição da circulação de pessoas” entre 20h de um dia e as 5h da manhã seguinte, bem como a proibição da venda de bebidas alcoólicas em todo o estado durante a mesma faixa de tempo.

O governo do estado também prorrogou as medidas de distanciamento social, com limitação da capacidade de atendimento e horário de funcionamento em atividades como bares, restaurantes, academias e shoppings centers.

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O PRESIDENTE BOLSONARO DEFENDE A INSTALAÇÃO DE UMA CPI DA COVID-19 QUE ALCANCE TAMBÉM ESTADOS E MUNICÍPIOS

Bolsonaro quer que comissão investigue governadores, diz vice-líder do governo

Para Carlos Viana (PSD-MG), vice-líder do governo Bolsonaro, Senado precisa “limitar decisões monocráticas”

Produzido por Vinícius Tadeu, da CNN, em São Paulo

13 de abril de 2021 às 00:51

O senador Carlos Viana (PSD-MG) (12.abr.2021)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende a instalação de uma CPI sobre o combate à Covid-19 apenas caso a comissão alcance também estados e municípios. Em entrevista à CNN, o vice-líder do governo no Senado, Carlos Viana (PSD-MG), fez coro: “Quando falamos em investigar, se queremos respostas, temos que investigar todo o sistema, doa a quem doer.”

O parlamentar lamentou, no entanto, que o regulamento interno do Senado não permita que a CPI faça uma investigação profunda sobre os governadores dos estados e os prefeitos.

“A decisão do ministro Barroso é que vai se investigar as ações do governo federal sobre o que aconteceu em Manaus. Quem tem que investigar é a Assembleia Legislativa do Amazonas. Agora querem ampliar para governadores e prefeitos. O artigo 146 é claro: não cabe ao senado investigar governadores e prefeitos”, disse Viana à CNN.

Apesar das críticas à CPI da Covid-19, Carlos Viana diz que o Brasil é “uma vergonha mundial” no combate à Covid-19. “Gastamos R$ 450 bilhões para poder controlar a pandemia. Todas as nossas barreiras sanitárias foram vencidas”, afirmou o senador.

Decisões monocráticas

O senador Carlos Viana criticou ainda o fato de a decisão pela instalação da CPI da Covid-19 ter sido monocrática — isto é, tomada individualmente pelo ministro Luís Roberto Barroso.

“Nenhum poder é superior ao outro, a gente precisa retomar o equilibrio. O Judiciário não é chefe do Legislativo nem do Executivo, e a mesma coisa. O que estamos vendo nos últimos anos são esses contrapesos que não estão sendo respeitados. Decisões monocráticas têm invadido a competência de outros poderes e precisamos discutir isso”, afirma.

Crítico da decisão do ministro do STF, o senador do PSD afirmou que a Casa deve cogitar uma possível investigação a Barroso. “Se a gente entender que o mandado de segurança infringiu uma norma interna do senado, cabe investigação e uma decisão final de todos os senadores”, afirmou o parlamentar.

Fonte: CNN
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STF DECIDIU QUE ESTADOS E MUNICÍPIOS PODEM RESTRINGIR CULTOS E MISSAS PRESENCIAIS NO PERÍODO DA PANDEMIA

STF mantém restrição sobre cultos e missas presenciais durante a pandemia

Placar foi de 9 a 2; Nunes Marques e Dias Toffoli votaram pela liberação

Anna Satie e Gabriela Coelho, da CNN, em São Paulo e em Brasília

 Atualizado 08 de abril de 2021 às 19:27

Sessão plenária do STF por videoconferênciaSTF- Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (8), por 9 a 2, que estados e municípios podem restringir cultos e missas presenciais durante a pandemia da Covid-19.

Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello e Luiz Fux consideraram que a proibição temporária e em caráter emergencial não fere a liberdade de religião e é necessária no grave momento de crise sanitária. Nunes Marques e Dias Toffoli foram contrários.

O tema foi levado a plenário depois de dois ministros darem decisões conflitantes. No último sábado (3), Nunes Marques permitiu, por liminar, a presença do público em celebrações religiosas, argumentando que são atividades essenciais.

Na segunda-feira (5), Gilmar Mendes negou um pedido semelhante e manteve a proibição desses eventos no estado de São Paulo, levando em conta o grave momento da crise sanitária.

A discussão acontece em meio ao agravamento da pandemia — nesta quinta, o país bateu recorde com 4.249 mortes por Covid-19 registradas em 24 horas.

Como votaram os ministros

Gilmar, o relator do caso, considerou ao votar nesta quarta (7) que as restrições temporárias não ferem a liberdade religiosa, que outros países adotaram restrições semelhantes e que estados e municípios, além da União, são parte do Estado garantidor dos direitos fundamentais.

“A Constituição Federal de 1988 não parece tutelar o direito fundamental à morte”, falou.

Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes, que disse que a ação não se trata de perseguição ou criminalização de qualquer religião, mas do grave momento da pandemia que o país atravessa.

Moraes também falou que a laicidade do Estado ficaria comprometida se levasse em conta os “dogmas religiosos para tomar decisões fundamentais para a sobrevivência de seus cidadãos”. “Se a pandemia sair do controle e precisarmos fazer um lockdown, e os cultos não, os cultos podem [permanecer abertos]. Não há justificativa, é total a falta de razoabilidade”, disse.

Edson Fachin também se manifestou de maneira semelhante. “O Estado deve abster-se de invocar razões religiosas para justificar decisões públicas, o que impõe um ônus a todos”, declarou.

“Não há como, no auge da pandemia, reconhecer qualquer vício de inconstitucionalidade na restrição temporária e excepcional desse exercício”, disse.

“Inconstitucional é a omissão que não age de imediato para impedir as mortes evitáveis, inconstitucional é não promover meios que as pessoas fiquem em casa com respeito ao mínimo existencial, inconstitucional é recusar as vacinas que teriam evitado o colapso de hoje. “

Edson Fachin

Luís Roberto Barroso disse que o distanciamento social é medida unânime para proteção da saúde. “Trata-se, portanto, de ciência e não de ideologia. De medicina e não de metafísica. Ciência e medicina são, nesse caso particular, a salvação”, disse, acrescentando que a saúde é prioridade nesse momento.

Rosa Weber ressaltou a importância da adoção de medidas com embasamento científico. “A nefasta consequência do negacionismo é o prolongamento da via crucis que a nação está a trilhar, com o aumento incontido e devastador do número de vítimas e o indesejável adiamento das condições necessárias para recuperação econômica. Nesse contexto específico é que o decreto em exame instituiu medidas emergenciais de caráter temporário e excepcional”, afirmou.

Cármen Lúcia engrossou o coro, dizendo que a ação não discute a liberdade de crença, mas limites temporários das reuniões. “A medida é temporária, necessária, ponderada e razoável para atingir a finalidade, que é garantir direito à saúde para todos os brasileiros, todas as pessoas”, disse.

Ricardo Lewandowski também destacou o caráter temporário das medidas. “Nada impede que os fiéis, enquanto perdurarem as restrições, lancem mão de transmissão de rádio, televisão e pela internet”, declarou.

A mesma posição foi externada por Marco Aurélio Mello, que já havia comentado o caso à CNN. “Chegamos ao quadro atual em que temos 2,7% da população mundial, mas 27% da população acometida do vírus nessa pandemia. Queremos rezar, rezemos em casa, não há necessidade da abertura de templos ante esse contexto”.

Por fim, o último a votar foi o presidente da Corte, Luiz Fux, que disse que o momento é de “deferência à ciência”.

“Quando o STF estabeleceu a competência comum, não disse que os atos não poderiam se submeter ao escrutínio judicial. Mas, no caso concreto, o decreto [de São Paulo] é fundamentado e passa em todos os testes de razoabilidade”, concluiu.

O voto divergente

O ministro Nunes Marques considerou que as restrições sobre cultos e missas presenciais feriam o direito à liberdade de religião.

“Ao tratar o serviço religioso como não-essencial, estados e municípios podem, por via indireta, eliminar cultos religiosos, suprimindo um aspecto absolutamente essencial da religião, que é a realização de reuniões entre fiéis”

Kassio Nunes Marques

Ele argumentou também que as atividades religiosas não teriam impacto significativo na transmissão da doença.

“Sabemos onde essa doença está sendo transmitida: festas, baladas e bares estão lotados, sem distanciamento nem máscara. Não são nos cultos e nas missas que a pandemia está ganhando força”, declarou.

Em seu voto, o ministro pediu que a solução proposta por ele em decisão liminar concedida no último sábado (3) seja estendida a todo país.

“Proponho que, por efeito expansivo, a mesma solução seja adotada em todo o território nacional, de modo que os demais estados, o Distrito federal e os municípios devam abster-se de editar ou exigir cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais por motivo de prevenção da Covid-19”, disse.

Na decisão, ele estabelece que os locais de fé devem limitar a ocupação de 25% e seguir protocolos sanitários, como o distanciamento social e a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Dias Toffoli o acompanhou, sem justificar o voto.

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MINISTRO DO STF KASSIO NUNES LIBEROU CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS PRESENCIAIS EM ESTADOS E MUNICÍPIOS DESDE QUE SIGAM PROTOCOLOS SANITÁRIOS

Nunes Marques libera celebrações religiosas presenciais

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou celebrações religiosas presenciais em estados e municípios

Marina Motomura
Da CNN, em Sâo Paulo
Atualizado 03 de abril de 2021 às 18:50

 

Covid-19: Nunes Marques libera celebrações religiosas presenciais - Migalhas

Em decisão neste sábado (3), véspera da Páscoa, o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou celebrações religiosas presenciais em estados e municípios, desde que os cultos, missas e reuniões sigam os protocolos sanitários.

“Concedo a medida cautelar pleiteada, ad referendum do Plenário, para o fim de determinar que: os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19”, escreveu Nunes Marques na decisão.

A decisão do ministro se refere a um pedido ainda de março de 2020, da Associação Nacional de Juristas Evangélicos.

Na véspera do feriado de Páscoa, o Brasil atingiu a semana mais letal da pandemia da Covid-19. Com 1.987 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, segundo a atualização do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), o país alcançou a marca de 19.643 mortes na 13ª semana do ano.

Na decisão, o ministro reconhece a pandemia, mas afirma “diversas atividades também essenciais, tais como o serviço de transporte coletivo, vêm sendo desenvolvidas ainda que em contexto pandêmico, demandando para tanto um protocolo sanitário mínimo que, com as devidas considerações, poderia ser também adotado no presente caso”.

“Por isso mesmo, a partir da constatação dessa realidade, não vejo como se possa simplesmente vedar a abertura dos templos e igrejas.”

Ministro Nunes Marques

Em outro trecho, o magistrado reconhece “que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”.

As medidas sanitárias que devem ser adotadas por templos e igrejas, pela decisão do ministro, são:

  • limitação de presença (no máximo, 25% da capacidade);
  • distanciamento social (com ocupação de forma espaçada entre os assentos e modo alternado entre as fileiras de cadeiras ou bancos), observância de que o espaço seja arejado (com janelas e portas abertas, sempre que possível);
  • obrigatoriedade quanto ao uso de máscaras;
  • disponibilização de álcool em gel nas entradas dos templos;
  • aferição de temperatura, fixadas estas como balizas mínimas, recomendando-se também outras medidas profiláticas editadas pelo Ministério da Saúde; sem prejuízo da possível e gradativa mitigação das restrições pelo Poder Executivo, conforme haja evolução positiva no
    tratamento e combate à pandemia.

Ele pede ainda que a decisão dele seja referendada, posteriormente, pelo plenário do STF.

Nunes Marques foi o primeiro ministro do STF indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e tomou posse em novembro do ano passado.

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COMITÊ DE COORDENAÇÃO NACIONAL PARA ENFRENTAMENTO DA PANDEMIA APONTA PROBLEMAS DE NOTIFICAÇÃO ENTRE DOSES DE VACINAS RECEBIDA E APLICADAS PELOS ESTADOS

Diferença entre doses de vacinas distribuídas e aplicadas ultrapassa 18 milhões

Havia 37,8 milhões de doses distribuídas e 19,6 milhões de doses aplicadas, segundo dados oficiais levantados pela CNN

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

01 de abril de 2021 às 21:54

Diferença entre doses de vacinas distribuídas e aplicadas ultrapassa 18 milhões

No dia seguinte ao Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19 apontar problemas de notificação pelos estados quanto a doses de vacina aplicadas, o problema persistiu.

A diferença entre o que os estados vacinavam e entre o que informavam ao Ministério da Saúde era grande, segundo dados oficiais levantados pela CNN.

Havia 37,8 milhões de doses distribuídas e 19,6 milhões de doses aplicadas. O estado de São Paulo, por exemplo, havia informado ao Ministério da Saúde 5,8 milhões de doses aplicadas, mas no sistema do próprio governo paulista estavam lá 6,2 milhões de doses.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o coordenador do Forum de Governadores, Wellington Dias, conversaram hoje sobre isso. Há um consenso entre eles de que a saída é pela política.

O ministro disse que pretende qualificar esses dados e centralizar num banco de dados nacional único e confiável sob gestão da autoridade sanitária nacional. Welington Dias disse que um problema que precisa ser resolvido é que vários estados adotam diferentes bases de dados e têm diferentes sistemas de notificações. Além disso, ele explicou que a vacina enviada não necessariamente é diretamente aplicada, que leva um prazo entre a distribuição e a chegada, e que, além disso, têm reservas para a segunda dose, têm reservas de emergência.

O governo de São Paulo disse que o sistema paulista é atualizado de 15 em 15 minutos e, por isso, há diferença em relação aos dados do governo federal.

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EM 11º LUGAR NA TAXA MAIS ALTA DE VACINAÇÃO O RN ESTÁ ENTRE OS ESTADOS QUE MAIS RECEBE VACINAS

RN tem 11ª taxa mais alta de doses de vacinas recebidas no país

 SAÚDE

Técnica de Enfermagem é a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no RN: 'Chegou a ser um sonho e hoje é esperança' | Rio Grande do Norte | G1

Não procede a narrativa que o RN recebe “menos vacinas” que outros estados. De forma geral, baseado na população total e nas doses recebidas, o RN tem a 11ª taxa de doses recebidas. A média nacional é de 13,82%. O RN recebeu o equivalente a 13,42%, praticamente na média. Segue a lista:

AM 24,97%
RR 20,78%
RS 16,93%
RJ 15,73%
MS 15,12%
AC 15%
MG 14,9%
SP 14,84%
PB 14,43%
BA 13,71%

RN 13,42%

DF 13,35%
PE 13,19%
CE 12,87%
AL 12,27%
SC 12,25%
GO 12,08%
PI 11,98%
ES 11,24%
PR 11,02%
PA 11%
AP 10,8%
TO 10,6%
MT 9,6%
RO 9,4%
SE 9,33%
MA 8,9%

Ressalto que os envios do Ministério da Saúde devem seguir a proporcionalidade dos públicos alvos da campanha. Porém, o levantamento mostra que o RN não está sofrendo boicote. Outra observação pertinente é que para análise de população a ser atingida pela vacinação, os índices acima basicamente devem ser divididos por 2, já que as vacinas são em 2 doses.

Fonte: Blog do BG

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BIDEN INSTRUIU OS ESTADOS A TORNAREM TODOS OS ADULTOS ELEGÍVEIS PARA A VACINA A PARTIR DO DIA 1º DE MAIO

Biden anuncia vacina para todos os adultos a partir de 1º de maio

Em pronunciamento nesta quinta-feira (11), o presidente dos EUA afirmou que quer acelerar a imunização em todo o país

INTERNACIONAL

 Do R7, com Reuters

Biden anuncia que todos os adultos poderão ser vacinados a partir de maio

TOM BRENNER/REUTERS –11-03-2021

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta quinta-feira (11) que instruiu os estados a tornarem todos os adultos elegíveis para a vacina contra o coronavírus até 1º de maio e pediu aos americanos em um discurso na televisão que permanecessem vigilantes contra o vírus, horas depois de ter assinado um projeto de estímulo de US$ 1,9 trilhão.

Em um discurso forte, Biden disse que estava trabalhando para acelerar as vacinações contra a covid-19 para criar um maior senso de normalidade no país até o feriado do Dia da Independência de 4 de julho.

Essa data é uma nova meta para o presidente, que alertou os americanos que mais dor e morte ainda viriam do vírus que matou mais de 530 mil pessoas nos Estados Unidos. Em um relato sobre as dificuldades que a pandemia trouxe ao país, Biden disse: “Fotos e vídeos de 2019 parecem ter sido tirados em outra época. As últimas férias. O último aniversário com amigos. O último feriado com família extensa.”

“Embora fosse diferente para todos, todos nós perdemos algo”, disse ele, observando que o vírus foi recebido com “negações por dias, depois semanas, depois meses, que levaram a mais mortes, mais infecções, mais estresse, mais solidão.”

Mas à medida que o estímulo financeiro do projeto de lei de alívio recém-promulgado atinge um número crescente de pessoas vacinadas, Biden ofereceu um otimismo cauteloso a um país que, como o resto do mundo, está cansado de restrições à pandemia e dores econômicas.

Biden disse que estava ordenando aos estados que tornem todos os adultos elegíveis para receber uma vacina contra o coronavírus até 1º de maio. A Casa Branca disse que teria fornecimento de vacina suficiente para vacinar a população até o final de maio. Cerca de 10% dos americanos já foram totalmente vacinados.

O presidente também disse que mais tropas americanas ajudariam no esforço de vacinação, acrescentando que famílias e amigos devem poder se reunir novamente em pequenos grupos até 4 de julho, feriado que muitos americanos comemoram com festas ao ar livre, cachorros-quentes e fogos de artifício.

A Casa Branca também está buscando expandir o número de pessoas capazes de administrar injeções para incluir dentistas, optometristas, paramédicos, veterinários e estudantes de medicina. Biden fez campanha no ano passado com a promessa de que enfrentaria a pandemia de maneira mais eficaz do que o presidente republicano Donald Trump, e buscou encorajar e modelar comportamentos, como o uso de máscaras, que Trump evitou.

Ele encorajou os americanos a manterem os esforços de mitigação – usando máscaras, mantendo-se socialmente distante e praticando boa higiene – para interromper a disseminação do vírus conforme o ritmo das vacinações aumenta. Vários estados têm afrouxado as restrições.

“Enfrentamos e superamos um dos períodos mais difíceis e sombrios da história desta nação, o mais sombrio que já conhecemos”, disse Biden, acrescentando: “Prometo que você sairá mais forte”.

Fonte: R7
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VACINAS PODEM SER IMPORTADAS POR ESTADOS, MUNICÍPIOS E SETOR PRIVADO, SEGUNDO RESOLUÇÃO DA ANVISA

Anvisa oficializa permissão para estados e setor privado importarem vacinas

Diretoria da agência também prorrogou até 30 de abril o prazo para o Instituto Butantan concluir os estudos da Coronavac

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

10 de março de 2021 às 22:30

Profissional de saúde prepara aplicação da vacina contra Covid-19 em São PauloProfissional de saúde prepara aplicação da vacina contra Covid-19 em São PauloFoto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (27.fev.2021)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (10) uma resolução que oficializa as regras da nova Lei 14.124/2021, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Entre as mudanças, a Anvisa confirmou que estados, municípios e o setor privado podem importar medicamentos e vacinas contra a Covid-19, mesmo aqueles que não tenham aprovação para uso no Brasil.

Nesse caso, informa a agência, o interessado precisará demonstrar que o medicamento ou vacina tenha sido classificado em seu país de origem como indicado para tratar a doença do novo coronavírus. Também é preciso que os testes de fase 3 tenham sido concluídos ou com resultados provisórios.

A diretoria da Anvisa também oficializou o novo prazo a que vai estar submetida. A agência passa a ter de analisar em até sete dias um pedido de uso emergencial de uma vacina contra a Covid-19 que tenha sido aprovada por uma agência entre uma lista das principais do mundo.

A legislação sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro também institui a permissão para que a União, os estados e os municípios possam assumir a responsabilidade civil por eventuais efeitos colaterais das vacinas. Esta é uma exigência da farmacêutica Pfizer, que negocia a venda do imunizante que desenvolveu com a BioNTech para o Brasil.

Mais prazo para o Butantan

A Anvisa aprovou também a prorrogação do prazo para que o Instituto Butantan conclua os estudos da vacina Coronavac e os apresente para a entidade. A entrega dos estudos faz parte das exigências da Anvisa quando da autorização de uso emergencial da vacina, em janeiro.

O prazo venceu no dia 28 de fevereiro. O Butantan pediu e a Anvisa autorizou que os resultados sejam entregues até o dia 30 de abril. O instituto alegou que alguns dos testes precisam ser repetidos e que houve atraso na importação de insumos necessários ao processo.

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MATO GROSSO PEDIU AJUDA A OUTROS ESTADOS PARA ACOMODAR PACIENTES DA COVID-19, QUE AGUARDAM NA FILA POR UM LEITO

Sem leitos de UTI disponíveis, Mato Grosso pede socorro a outros estados

Em janeiro, o estado recebeu pacientes de Rondônia e cedeu UTIs para o tratamento de pessoas que esperavam por uma vaga

Ludmila Candal, da CNN, em São Paulo

Atualizado 07 de março de 2021 às 21:19

Atendimento médico em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes de CovidAtendimento médico em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes de Covid-19Foto: Mister Shadow/Estadão Conteúdo

A Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso precisou pedir ajuda a outros estados para acomodar seus pacientes que aguardam um leito para tratamento da Covid-19. Segundo a pasta, até o momento não houve confirmação oficial de assistência por parte dos demais estados.

Mato Grosso registra neste domingo 100,4% de ocupação nos leitos de UTI SUS e 36,48% nos leitos de enfermaria públicos. São pelo menos 59 pacientes com Covid-19 à espera de um leito de Terapia Intensiva. Em janeiro, o estado recebeu pacientes de Rondônia e cedeu UTIs para o tratamento de pessoas que esperavam por uma vaga.

CNN Brasil entrou em contato com os estados que foram contatados pela Secretaria Estadual de Saúde do Mato Grosso. Até agora, Tocantins informou que não dispõe de leitos para pacientes suspeitos ou confirmados para Covid. Segundo a secretaria de Goiás, “a solicitação foi feita a todos os secretários de Estado da Saúde do País”, mas “infelizmente, nenhuma das pastas, inclusive a de Goiás, conseguiu atender à solicitação, por estar também com sobrecarga de pacientes com a Covid-19 em suas unidades de saúde”.

Fonte: CNN

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O PRESIDENTE JAIR BOLSONARO E O MINISTRO DA COMUNICAÇÃO, FÁBIO FARIA, CITAM EM REDES SOCIAIS REPASSES DO GEVERNO FEDERAL AOS ESTADOS PARA A SAÚDE

Bolsonaro e Faria citam repasses federais para saúde em meio à lotação de UTIs

Postagens em redes sociais dão a entender que o governo federal destina boa parte do orçamento para saúde e, de fato, o faz, pois é obrigatório

Natália Flach, da CNN

Atualizado 28 de fevereiro de 2021 às 19:25

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do PlanaltoPresidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do PlanaltoFoto: Adriano Machado/Reuters (12.jan.2021)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ministro da Comunicação, Fábio Faria (PSD-RN), escreveram em suas redes sociais que o governo federal destinou cerca de R$ 600 bilhões para os estados investirem na área de saúde no ano passado (confira abaixo). Eles também citaram os valores indiretos de ajuda aos estados, que inclui a suspensão e a renegociação de dívidas (auxílio emergencial), que somaram ao redor de R$ 294 bilhões em 2020.

São Paulo foi o estado que mais recebeu: R$ 135 bilhões em repasse obrigatório e R$ 55,19 em auxílio. O segundo estado foi Minas Gerais, com R$ 81,4 bilhões obrigatórios e R$ 26,9 bilhões em auxílio. O terceiro da lista é o estado do Rio de Janeiro, que recebeu R$ 76 bilhões em repasses e R$ 24,94 bilhões em auxílio.

Entre os estados que menos receberam recursos estão o Acre, com R$ 6,8 bilhões de repasses e R$ 1,38 bilhão em auxílio, e Roraima, com R$ 5,1 bilhões em repasses obrigatórios e R$ 1,04 bilhão de auxílio. Veja a lista completa de repasses no final do texto.

Repasse obrigatório

Os tuítes do presidente e do ministro, feitos a partir de dados do Portal da Transparência, Localiza SUS e Senado Federal, mostram que o governo federal destina boa parte do orçamento para os estados e, mais especificamente, para a saúde.

Esse repasse de verbas para saúde — assim como os para educação — é obrigatório. Para 2021, estima-se que sejam destinados R$ 123,8 bilhões para a saúde e R$ 55,6 bilhões para educação.

Aliás, a obrigatoriedade desses gastos mínimos em saúde e educação esteve a ponto de ser revisada no Congresso, que deve debater a PEC Emergencial nesta quarta-feira (3). No entanto, o relator da PEC no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC), admitiu à CNN que voltou atrás, após perceber que a maioria dos senadores é contrária à medida. Se a PEC for aprovada, é possível que o auxílio emergencial seja retomado neste ano.

Leitos de UTIs no Brasil

As postagens do presidente e do ministro foram feitas em meio à superlotação em vários hospitais em todo o país. O estado de São Paulo, por exemplo, registrou no sábado (27) recorde de internações, com 15.517 pessoas hospitalizadas. Dessas, 8.506 foram em leitos de enfermaria e 7.011 em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).

Até por isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou neste domingo (28) o pedido de São Paulo, Maranhão e Bahia para o Ministério da Saúde volte a financiar leitos de UTIs destinados a pacientes com Covid-19. O aval foi dado pela ministra do STF Rosa Weber, que acolheu o pedido feito pelas procuradorias dos estados.

Segundo o governo de São Paulo, o Ministério da Saúde chegou a custear um total de 3.822 leitos de UTI em São Paulo no decorrer da pandemia, mas reduziu esse financiamento e “passou a subsidiar o funcionamento de apenas 564 leitos em 2021”, informou em nota. O governo estadual diz que, com a decisão, o Ministério da Saúde terá que arcar com um total de 3.258 leitos de UTI no estado. De acordo com a Procuradoria-Geral paulista, a decisão do STF “é uma grande vitória para o Estado de São Paulo”.

O governo da Bahia também afirmou que o número de leitos custeados pela União vinha sendo reduzido nos últimos meses e que solicitou a habilitação imediata de 462 leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19. Porém, as habilitações não teriam sido aprovadas pelo Ministério da Saúde.

Nas redes sociais, o governador Flávio Dino também comemorou a decisão. “STF deferiu liminar determinando ao Ministério da Saúde repasses financeiros relativos a leitos de UTI no Maranhão. Ou seja, fica evidenciado que não se cuida de um ‘favor’, e sim de um direito dos estados e um dever do governo federal, segundo a Constituição e legislação do SUS.”

AcreRepasse de recursos do Governo Federal para o AcreFoto: Secom / Reprodução

Alagoas Repasse de recursos do Governo Federal para o AlagoasFoto: Secom / Reprodução

Secom / ReproduçãoRepasse de recursos do Governo Federal para o AmapáFoto: Amapá

AmazonasRepasse de recursos do Governo Federal para o AmazonasFoto: Secom / Reprodução

BahiaRepasse de recursos do Governo Federal para BahiaFoto: Secom / Reprodução

CearáRepasse de recursos do Governo Federal para o CearáFoto: Secom / Reprodução

Distrito FederalRepasse de recursos do Governo Federal para o Distrito FederalFoto: Secom / Reprodução

Espírito SantoRepasse de recursos do Governo Federal para o Espírito SantoFoto: Secom / Reprodução

GoiásRepasse de recursos do Governo Federal para o GoiásFoto: Secom / Reprodução

MaranhãoRepasse de recursos do goverrno Federal para o MaranhãoFoto: Secom / Reprodução

Mato GrossoRepasse de recursos do Governo Federal para o Mato GrossoFoto: Secom / Reprodução

Mato GrossoRepasse de recursos do Governo Federal para o Mato GrossoFoto: Secom / Reprodução

Mato Grosso do SulRepasse de recursos do Governo Federal para o Mato Grosso do SulFoto: Secom / Reprodução

Minas GeraisRepasse de recursos do Governo Federal para Minas GeraisFoto: Secom / Reprodução

ParáRepasse de recursos do Governo Federal para o ParáFoto: Secom / Reprodução

ParaíbaRepasse de recursos do Governo Federal para ParaíbaFoto: Secom / Reprodução

ParanáRepasse de recursos do Governo Federal para o ParanáFoto: Secom / Reprodução

PernambucoRepasse de recursos do Governo Federal para PernambucoFoto: Secom / Reprodução

PiauíRepasse de recursos do Governo Federal para o PiauíFoto: Secom / Reprodução

Rio de JaneiroRepasse de recursos do Governo Federal para o Rio de JaneiroFoto: Secom / Reprodução

Rio Grande do NorteRepasse de recursos do Governo Federal para o Rio Grande do NorteFoto: Secom / Reprodução

RondôniaRepasse de recursos do Governo Federal para o RondôniaFoto: Secom / Reprodução

RoraimaRepasse de recursos do Governo Federal para o RoraimaFoto: Secom / Reprodução

Santa CatarinaRepasse de recursos do Governo Federal para Santa CatarinaFoto: Secom / Reprodução

Rio Grande do SulRepasse de recursos do Governo Federal para o Rio Grande do SulFoto: Secom / Reprodução

São PauloRepasse de recursos do Governo Federal para São PauloFoto: Secom / Reprodução

SergipeRepasse de recursos do Governo Federal para SergipeFoto: Secom / Reprodução

TocantinsRepasse de recursos do Governo Federal para o TocantinsFoto: Secom / Reprodução

Fonte: CNN

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STF ACOLHEU PEDIDO FEITO PELOS ESTADOS DE SP, MA E BA PARA O MINISTÉRIO DA SAÚDE VOLTAR A FINANCIAR LEITOS DE UTI PARA PACIENTES DA COVID-19

STF aceita pedido de SP, MA e BA para Saúde pagar UTI de pacientes com Covid-19

O governo estadual diz que, com a decisão, o Ministério da Saúde terá que arcar com um total de 3.258 leitos de UTI no estado

Thâmara Kaoru, da CNN Brasil, em São Paulo

 Atualizado 28 de fevereiro de 2021 às 19:28

STF aceita pedido de SP, MA e BA para Saúde pagar UTI de pacientes com Covid -19

 

Ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber acolheu um pedido feito pelas Procuradorias dos Estado de São Paulo, do Maranhão e da Bahia para que o Ministério da Saúde volte a financiar leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com Covid-19.

No dia 8 de fevereiro o governo do Maranhão apresentou uma ação no STF para que o Ministério da Saúde reabilitasse leitos de UTI custeados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e destinados a pacientes com Covid-19. Dois dias depois foi a vez do governo de São Paulo apresentar uma ação para reverter decisão de desabilitar leitos privados de UTI. Já a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia protocolou a ação no dia 18.

No começo do mês, o Ministério da Saúde havia informado que não havia nenhum ato administrativo de desabilitação de leitos de UTI para Covid-19.

o governo de São Paulo, o Ministério da Saúde chegou a custear um total de 3.822 leitos de UTI em São Paulo no decorrer da pandemia, mas reduziu esse financiamento e “passou a subsidiar o funcionamento de apenas 564 leitos em 2021”, informou em nota. O governo estadual diz que, com a decisão, o Ministério da Saúde terá que arcar com um total de 3.258 leitos de UTI no estado.

De acordo com a Procuradoria-Geral paulista, a decisão do STF “é uma grande vitória para o Estado de São Paulo”.

O governo da Bahia também afirmou que o número de leitos custeados pela União vinha sendo reduzido nos últimos meses e que solicitou a habilitação imediata de 462 leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19. Porém, as habilitações não teriam sido aprovadas pelo Ministério da Saúde.

Nas redes sociais, o governador Flávio Dino também comemorou a decisão. “STF deferiu liminar determinando ao Ministério da Saúde repasses financeiros relativos a leitos de UTI no Maranhão. Ou seja, fica evidenciado que não se cuida de um ‘favor’, e sim de um direito dos estados e um dever do governo federal, segundo a Constituição e legislação do SUS.”

CNN entrou em contato com o Ministério da Saúde para comentar a decisão do STF e, de acordo com o órgão, os pagamentos de leitos de UTI para tratamento de pacientes da Covid-19 têm sido feitos conforme demanda e credenciamento dos governos dos estados. Sem nenhuma desabilitação ou suspensão.

Leia a nota na íntegra

“O Ministério da Saúde informa que não houve, em nenhum momento, desabilitação ou suspensão de pagamentos de leitos de UTI para tratamento de pacientes da Covid-19. Os pagamentos têm sido feitos conforme demanda e credenciamento dos governos dos estados.

Ressalta-se que conforme pactuação tripartite do Sistema Único de Saúde, a abertura e viabilização física dos leitos cabe aos gestores estaduais e municipais, cabendo ao Governo Federal o custeio das estruturas – no caso dos leitos Covid-19, com valor de diária dobrada, no valor de R$ 1.600.

Com o objetivo de continuar apoiando os estados no combate à pandemia, o Ministério da Saúde solicitou, em janeiro, crédito extraordinário no valor de R$ 2,8 bilhões à União a fim de custear ações de enfrentamento ao vírus, sobretudo a continuidade do custeio de leitos.

O recurso, liberado por meio de Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (25/2), será repassado aos estados demandantes para pagamento de leitos em uso desde o mês de janeiro pelas unidades federadas.

Cabe lembrar, ainda, que conforme pactuado na última reunião da Comissão Intergestores Tripartite, o Ministério da Saúde resolveu simplificar o processo de autorização para abertura de leitos de UTI destinados a pacientes da Covid-19.

As novas regras estabelecem que os leitos de UTI Covid-19 autorizados pelo Ministério não precisarão mais de prorrogação – eles poderão seguir operando até o final da pandemia. Além disso, o custeio dos leitos será feito de forma integral pelo Ministério da Saúde através de repasses mensais, e não mais com a antecipação de verbas. 

Desta forma, o pedido solicitado à nobre ministra é injusto e desnecessário, uma vez que o SUS vem cumprindo com as suas obrigações. Cabe, portanto, a cada governo fazer a sua parte.”

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DEZESSEIS ESTADOS BRASILEIROS JÁ ESTÃO IMUNIZANDO A POPULAÇÃO CONTRA COVID-19

Rio, Amazonas e estados em todas as regiões começam a vacinar contra a Covid-19

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

Atualizado 19 de janeiro de 2021 às 00:51

A técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes, 54 anos e Teresinha da conceiçA técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes, 54 anos e Teresinha da conceição, 80 anos: as duas primeiras vacinadas no Rio de Janeiro (18.jan.2021)

Rio de Janeiro, Amazonas e outros estados brasileiros iniciaram a vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira (18). Com São Paulo, são, ao todo, dezesseis estados já imunizando a população contra a doença do novo coronavírus.

Até 23h55 (de Brasília) da segunda-feira, a  vacinação contra a Covid-19 já havia começado nos seguintes estados: Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A imunização começou utilizando a Coronavac, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, foi aprovada para uso emergencial em reunião da diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no domingo (17).

Terceiro estado mais populoso do Brasil, o Rio de Janeiro iniciou a imunização aos pés do Cristo Redentor. A técnica de enfermagem Dulcinéia da Silva Lopes (54) e a idosa Teresinha da Conceição (80) foram as primeiras cariocas a receberem a vacina.

Em Santa Catarina, o primeiro vacinado foi um profissional da saúde, o enfermeiro Júlio César Vasconcelos, que atua no combate à doença do novo coronavírus em Florianópolis. Já em Goiás, a imunização começou em ato simbólico realizado na cidade de Anápolis (GO).

O início das imunizações está sendo acompanhado das autoridades dos estados. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM), que é médico, foi o responsável por aplicar a primeira vacina. Em Florianópolis, o governador Carlos Moisés (PSL) se posicionou atrás do momento da aplicação.

No Piauí, o início da vacinação englobou cinco profissionais da saúde. O primeiro é o médico obstetra Joaquim Vaz, de 75 anos, que atua há 45 anos em uma maternidade em Teresina (PI) e já teria feito cerca de 20 mil partos na sua carreira.

O Maranhão também iniciou a imunização. Com a presença do governador Flávio Dino (PCdoB), foi imunizada a técnica de enfermagem Egle Sousa, que atua no Hospital Carlos Macieira, em São Luís, que concentra pacientes com a Covid-19 no estado.

Após o início da vacinação na cidade de São Paulo, com o ato em que a enfermeira Monica Calazans se tornou a primeira imunizada, o governo estadual expandiu nesta segunda-feira (18) a vacinação para outras cidades do estado.

Em situação de colapso no sistema de saúde de Manaus, o estado do Amazonas iniciou a imunização contra a Covid-19 na noite desta segunda-feira (18). Uma profissional de saúde de origem indígena foi imunizada na capital.

O Amazonas é o estado com a maior população indígena do Brasil. Em razão das vulnerabilidades e dificuldades no atendimento, os indígenas estão entre os grupos prioritários para a vacinação.

“Viva os povos indigenas desse pais! Que todos os povos indígenas sejam vacinados! Essa vacina representa muito para os povos indígenas”, disse Vanda Ortega, a primeira vacinada. “Não era para a gente estar aqui, porque nós temos quatro parentes sendo encaminhados agora para as UPAs”, completou a técnica de enfermagem, da etnia Witoto.

Fonte: CNN

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VEJA A LOGÍSTICA E DIVISÃO DETALHADA DO ENVIO DAS DOSES DA CORONAVAC AOS ESTADOS

Plano detalha envio da Coronavac aos estados; veja logística e divisão de doses

Por Diego Freire, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 18 de janeiro de 2021 às 02:55

Embalagem oficial da Coronavac, vacina do Instituto ButantanEmbalagem oficial da Coronavac, vacina que será produzida pelo Instituto Butantan no BrasilFoto: Divulgação/Instituto Butantan

Em nota divulgada neste domingo (17), o Ministério da Saúde comunicou o início do processo que levará a todos os estados e ao Distrito Federal seis milhões de doses da Coronavac. O imunizante foi aprovado pela Anvisa para uso emergencial e já teve as primeiras aplicações em São Paulo.

Na sexta-feira, o Instituto Butantan confirmou a entrega de 6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao órgão federal, que prevê iniciar a imunização nacional na quarta-feira (20), a partir das 10h (de Brasília).

Segundo o Ministério da Saúde, as doses estão no Departamento de Logística em Saúde (DLOG), em São Paulo, e começarão a ser distribuídas nacionalmente na manhã desta segunda-feira.

“Nesta segunda-feira, às 7h, a distribuição das vacinas irá para todos os estados brasileiros, para que cada governo possa dar início ao plano de vacinação. O DLOG vai fracionar, agora, as quantidades corretas para cada estado. A Força Aérea Brasileira vai fazer a entrega nos pontos focais. A partir daí, os estados fazem a distribuição local”, explicou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro durante o domingo.

Logística de distribuição

De acordo com o ministério, a distribuição das vacinas será realizada por aviões e uma frota de 100 caminhões com áreas de carga refrigeradas, sistema de rastreamento e bloqueio via satélite.

Até o final de janeiro, a pasta projeta contar com mais 50 veículos destinado a levar as vacinas aos postos de saúde.

Para as rotas aéreas, o Ministério da Saúde terá o apoio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias Azul, Gol, Latam e Voepass, qua transportarão gratuitamente a vacina contra a Covid-19 às unidades federativas.

Veja, abaixo, a quantidade prevista para ser distribuída a cada estado, segundo o Ministério da Saúde – considerando 6 milhões de doses fornecidas pelo Instituo Butantan.

Previsão de distribuição da Coronavac
Foto: Ministério da Saúde/ Reprodução
Doses distribuição Coronavac - página 2
Foto: Ministério da Saúde/ Reprodução

Fonte: CNN

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ESTADOS E MUNICÍPIOS NUNCA ESTIVERAM COM OS COFRES TÃO RECHEADOS, GRAÇAS AS AÇÕES DO GOVERNO FEDERAL

Governo Federal salva estados e municípios, que nunca estiveram com os cofres tão recheados

 ECONOMIA

Aprovação de Bolsonaro cai a 35%, depois de 4 meses de alta

Este ano ninguém ouvirá chororô de prefeitos para pagar o 13º dos servidores. Estudo da Secretaria de Fazenda do Ministério da Economia sobre a arrecadação de estados e municípios revela que 2020 vai fechar com os cofres municipais recheados. É que o governo federal transferiu recursos para cobrir a estimativa de frustração de receitas, na crise da pandemia, e suspendeu a cobrança das dívidas entre março e outubro. A estimativa estava errada, e os governos nunca faturaram tanto dinheiro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Consideradas as perdas em abril, maio e junho, a arrecadação dos estados, acumulada até outubro, já havia superado a de 2019.

Até outubro, estados arrecadaram R$3 bilhões a mais que no mesmo período de 2019, e ficaram com R$50 bi a mais em dívidas suspensas.

No caso dos municípios, o governo federal desembolsou R$ 43 bilhões de ajuda financeira, desconsiderando a suspensão de dívidas.

Os 2.229 municípios avaliados, que representam 77% da população, receberam, em média, até agosto, 50% a mais que o necessário.

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ESTADOS DO NORDESTE, POR MEIO DO CONSÓRCIO NORDESTE, ESTÃO EM CONTATO COM O GOVERNO RUSSO PARA UM POSSÍVEL ACORDO DE COMPRA DA VACINA CONTRA CORONAVÍRUS

Consórcio Nordeste: RN e outros estados estudam acordo com a Rússia para compra de vacina

Governador do Maranhão, Flávio Dino, afirmou que há negociações em andamento para um possível acordo

Por Redação – Publicado em 14/08/2020 às 19:47

Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) afirmou em coletiva realizada nesta sexta-feira (14), que os estados do Nordeste, por meio do Consórcio Nordeste, estão em contato com o governo da Rússia para um possível acordo de uso da vacina contra a Covid-19, anunciada esta semana pelo governo russo.

O protocolo de adesão ainda está em fase preliminar. Flávio Dino explicou que o governador da Bahia, Rui Costa, está em nome dos nove estados que participam do Consórcio realizando as negociações junto com empresas e as autoridades russas para garantir acesso à vvacina russaacina.

“O governador do estado da Bahia, onde se situa o Consórcio Nordeste, está em nome dos nove estados do Nordeste tratando com empresas e com o Governo Russo um protocolo que nos garanta o acesso a este momento de experimento. E se Deus nos proteger por este caminho ou por qualquer outro, nos termos uma diálogo visando um futuro no abastecimento do nosso estado no que se refere a uma possível vacina que seja produzida naquele país ou qualquer outro. Neste caso, foi a Rússia que anunciou ter descoberto a vacina”.

Flávio Dino

No entanto, a eficácia da vacina russa tem sido questionada pela comunidade científica internacional. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

Fonte: Agora RN

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