POSTAGENS DE EDUARDO BOLSONARO SÃO CONSIDERADAS “INFUNDADAS” PELA EMBAIXADA CHINESA NO BRASIL

Por Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

 

Embaixada da China no Brasil chama de 'infundadas' postagens feitas por Eduardo Bolsonaro

Embaixada da China no Brasil chama de ‘infundadas’ postagens feitas por Eduardo Bolsonaro

A embaixada da China no Brasil afirmou em nota divulgada nesta terça-feira (24) que são “infundadas” e “solapam” a relação entre os dois países mensagens publicadas em uma rede social pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

O deputado escreveu na noite desta segunda-feira (23) — e depois apagou nesta terça — mensagem sobre o 5G, a internet móvel de quinta geração. Na mensagem, dizia que o governo brasileiro declarou apoio a uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.

A implementação da tecnologia 5G virou uma disputa entre China e Estados Unidos. O governo norte-americano acusa as empresas chinesas de espionagem. A China diz que os Estados Unidos utilizam a questão da soberania nacional para prejudicar empresas chinesas.

“O governo Jair Bolsonaro declarou apoio à aliança Clean Network, lançada pelo governo Donald Trump, criando uma aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”, escreveu Eduardo Bolsonaro na noite da segunda-feira (23).

Segundo o deputado, a aliança pretende proteger os países participantes de invasões e violações às informações particulares de cidadãos e empresas.

“Isso ocorre com repúdio a entidades classificadas como agressivas e inimigas da liberdade, a exemplo do Partido Comunista da China”, disse Eduardo Bolsonaro.

Em nota, a embaixada da China no Brasil afirmou que as declarações de Eduardo Bolsonaro seguem “os ditames dos Estados Unidos de abusar do conceito de segurança nacional para caluniar” o país asiático e cercear as atividades de empresas chinesas.

“Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos”, diz o texto da embaixada.

De acordo com a nota, EUA buscam uma “hegemonia digital exclusiva” por meio de bloqueio à empresa chinesa Huawei.

“Os EUA têm um histórico indecente em matéria de segurança de dados. Certos políticos norte-americanos interferem na construção da rede 5G em outros países e fabricam mentiras sobre uma suposta espionagem cibernética chinesa, além de bloquear a Huawei visando alcançar uma hegemonia digital exclusiva. Comportamentos como esses constituem uma verdadeira ameaça à segurança global de dados”, complementou a embaixada.

Nesta terça, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, foi indagado por jornalistas sobre o assunto. Os repórteres perguntaram se o Brasil entrou na aliança Clean Network a fim de evitar a espionagem chinesa, como havia afirmado o deputado Eduardo Bolsonaro. Faria não quis responder. Disse apenas: “Liga para o Eduardo”.

O ministro deu a declaração depois de se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do relator na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do edital do 5G e de conselheiros da agência. O órgão criará o edital para o leilão das ondas onde a rede operará

Na disputa com a China pela 5G, EUA prometem investimentos no Brasil

Na nota, os representantes chineses também disseram que as falas do deputado são “infundadas” e “indignas” com o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e que os fatos comprovam que a China é “amiga e parceira do Brasil” e que a cooperação entre os dois países “impulsiona o progresso e traz benefícios para os dois povos”.

A embaixada disse que o governo chinês incentiva empresas chinesas a operar com base em ciência, fatos e leis e se opõe a qualquer tipo de especulação e difamação injustificada contra empresas chinesas.

Para a representação diplomática da China, as declarações de Eduardo Bolsonaro não refletem o pensamento da maioria da população brasileira e prejudicam a imagem do Brasil.

“Instamos essas personalidades a deixar de seguir a retórica da extrema-direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e a amizade sino-brasileira, e evitar ir longe demais no caminho equivocado, tendo em vista os interesses de ambos os povos e a tendência geral da parceria bilateral. Caso contrário, vão arcar com as consequências negativas e carregar a responsabilidade histórica de perturbar a normalidade da parceria China-Brasil”, diz o texto.

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PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DE FALA DE EDUARDO BOLSONARO SOBRE AI-5, É ARQUIVADO POR GILMAR MENDES

Gilmar Mendes arquiva pedido para investigar fala de Eduardo Bolsonaro sobre ‘um novo AI-5’

 JUDICIÁRIO

Gilmar Mendes arquiva ação contra Eduardo Bolsonaro por fala do AI-5

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou o arquivamento de uma notícia-crime apresentada, há um ano, por parlamentares de oposição contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Os senadores e deputados de oposição ao governo Jair Bolsonaro acionaram o STF após Eduardo, filho do presidente, declarar que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderia ser “via um novo AI-5”.

Eduardo mencionou o AI-5 em outubro do ano passado, ao falar sobre os protestos de rua que aconteciam em outros países da América Latina. A fala sofreu duras críticas de políticos e juristas, na época, e repercutiu negativamente fora do Brasil.

O Ato Institucional 5 (AI-5) foi baixado no dia 13 de dezembro de 1968, durante o governo de Costa e Silva, um dos cinco generais que governou o Brasil durante a ditadura militar (1964-1985). É considerado um dos atos de maior poder repressivo tomados durante a ditadura, porque resultou na cassação de mandatos políticos e na suspensão de garantias constitucionais.

“Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual ao final dos anos 1960 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando se sequestravam, executavam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, de militares”, disse Eduardo.

Ele continuou: “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália, alguma resposta vai ter que ser dada, porque é uma guerra assimétrica, não é uma guerra onde você tá vendo seu oponente do outro lado e você tem que aniquilá-lo, como acontece nas guerras militares. É um inimigo interno, de difícil identificação aqui dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto né? Temos que ficar atentos”.

Ao STF, a oposição afirmou que a declaração é “extremamente grave” e atenta contra a Constituição, o ordenamento vigente e diversos tratados e acordos internacionais, sendo que a defesa configuraria o crime e apologia de crime ou criminoso.

Gilmar Mendes encerrou o caso por questões processuais. O ministro afirmou que a competência para pedir investigação de políticos com foro é da Procuradoria-Geral da República.

“No caso em análise, verifica-se que não compete a esta Corte processar a notitia criminis apresentada pelos requerentes. Com efeito, a redação do art. 230-B, do RISTF [regimento interno], prevê expressamente que compete à Procuradoria-Geral da República a iniciativa para processar e investigar notícias de crimes envolvendo autoridades com prerrogativas de foro”, escreveu.

Fonte: Blog do BG

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EM DEPOIMENTO À PF, FROTA AFIRMA TER PROVAS ENTRE EDUARDO BOLSONARO E DISPAROS DE FAKE NEWS

Frota diz à PF ter provas que ligam Eduardo Bolsonaro ao disparo de fake news

 POLÊMICAPOLÍCIAPOLÍTICA

Fotos: Evaristo Sá/AFP e Minervino Júnior/CB/D.A Press

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) mostrou dados da CPMI das Fake News para a Polícia Federal. Os dados mostrados por Frota ligariam Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pessoalmente ao esquema de ataques virtuais contra opositores da família.

Frota prestou depoimento à PF na semana passada, no dia 29 de setembro. Para o testemunho, o deputado levou vários números de IPs de computadores de Brasília e do Rio de Janeiro, que teriam sido identificados como participantes de ações de propagação de fake news na internet.

Segundo Alexandre Frota, os números de IPs estão ligados diretamente a um e-mail oficial de Eduardo. O filho do presidente Jair Bolsonaro foi procurado pelo Painel, da Folha de S. Paulo, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação da matéria.

Alguns dos IPs levados até a Polícia Federal foram identificados em computadores localizados em um imóvel no Rio de Janeiro, na avenida Pasteur, no apartamento declarado por Eduardo Bolsonaro à Justiça Eleitoral. Outro IP, agora em Brasília, foi ligado à uma casa no Jardim Botânico, local onde o deputado reside.

De acordo com Alexandre Frota, o e-mail utilizado nos IPs é o bolsonaro.enb@gmail.com, o mesmo declarado por Eduardo no registro de sua candidatura em 2018.

A Polícia Federal colheu o depoimento de Frota no inquérito que apura atos antidemocráticos. A investigação está sob os cuidados de Alexandre de Moraes.

Fonte: Blog do BG

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OPINIÃO: NÃO É UMA DEFESA A EDUARDO BOLSONARO, MAS UMA CRÍTICA AOS HIPÓCRITAS DA ESQUERDA

Caro(a) leitor(a),

A hipocrisia é o grande mal da humanidade. É terrível ver como a nossa sociedade e principalmente a grande mídia brasileira de esquerda que, pode fazer e dizer tudo que pensa, mas quando alguém de direita fala apenas e simplesmente a verdade o mundo vem abaixo. Portanto, dou todo o meu apoio a Rodrigo Constantino que não disse nada além da verdade. A China vive numa ditadura há muitas décadas e também acredito que essa pandemia tenha sido criada por eles propositadamente Para corrigir uma escalada inflacionária que assolava o país, cuja história vamos comentar em EDITORIAL em breve.

Rodrigo Constantino desmoraliza críticos hipócritas de Eduardo Bolsonaro (veja o vídeo)

Fotomontagem: Rodrigo Constantino e Eduardo Bolsonaro

Na manhã desta quinta-feira, 19, o economista e comentarista político, Rodrigo Constantino, saiu em defesa do deputado federal, Eduardo Bolsonaro, e reforçou a tese levantada por parlamentares que questionaram a China sobre sua parcela de responsabilidade na pandemia causada pelo Coronavírus.

Constantino defendeu durante o programa Jornal da Manhã, da Jovem Pan, que a parceria comercial entre Brasil e China não pode ser impedimento para críticas ao país ditatorial, que , segundo acredita, tem culpa pela pandemia alastrada.

“Houve alertas de médicos, que foram presos, intimidados e não há liberdade de imprensa no país, isso tudo são fatos. Então a China tem culpa no cartório e deveria indenizar o resto do mundo”, disse com firmeza.

Constantino ainda relembrou que não entende todo o barulho feito pela esquerda ao comentário de Eduardo Bolsonaro, pois a mesma classe profere ataques ao regime americano – que é o segundo mair parceiro comercial do Brasil – quase diariamente e inclusive já chamaram o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de fascista. Sendo que, o regime posto nos EUA é a democracia, diferente da China que vive uma ditadura há mais de 70 anos.

O economista salientou que outros parlamentares como Kim Kataguiri e Marcel van Hattem também criticaram o regime chinês e questionaram sua parcela de culpa no surto, enquanto Ciro Gomes – que tem associação ao PCC (Partido Comunista Chinês) – fica pedindo a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro.

“A China é culpada. […] Felizmente nós temos liberdade de imprensa e de expressão no Brasil, coisa que não existe na China”, finalizou Rodrigo Constantino.

Confira:

 

da Redação

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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