PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

02/12/2019 01h30  Atualizado há 37 minutos


As investigações sobre as mortes de 9 pessoas pisoteadas em um baile funk em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. No podcast O Assunto, os motivos que explicam a alta do dólar, que bateu recordes consecutivos no fim do mês passado. Está com o nome sujo na praça? Atenção que os bancos começam hoje um mutirão para renegociação de dívidas em atraso. E os concursos abertos pelo país: são ao menos 208 com inscrições abertas hoje.

INTERNACIONAIS

Fórmula 1

Lewis Hamilton encerrou a temporada 2019 da Fórmula 1 em grande estilo ao vencer de ponta a ponta o Grande Prêmio de Abu Dhabi. Com o 11º triunfo em 21 corridas no ano, o hexacampeão mundial ficou a apenas sete vitórias de igualar o recorde de 91 de Michael Schumacher.

Temporada de Fórmula 1 chega ao fim com exibição primorosa do hexacampeão Lewis HamiltonTemporada de Fórmula 1 chega ao fim com exibição primorosa do hexacampeão Lewis Hamilton

Em outro quesito, o inglês já igualou o alemão: terminou o ano com pontos em todas as corridas, assim como o heptacampeão em 2002. Com a melhor volta da prova, Hamilton ainda alcançou o Grand Chelem, termo usado quando um piloto vence de ponta a ponta largando da pole e com a volta mais rápida.

Michael Schumacher

Michael Schumacher passa por tratamento com células-tronco em ParisMichael Schumacher passa por tratamento com células-tronco em Paris

Falando em Michael Schumacher, o Fantástico fez uma reportagem especial sobre o tratamento misterioso com células-tronco ao qual o ex-piloto foi submetido em um hospital de Paris, na França. O que células-tronco têm a ver com o estado de coma? E será que um tratamento desse tipo pode ajudar outros pacientes?

No podcast “Isso é Fantástico” desta semana, Murilo Salviano conversa com o repórter Álvaro Pereira Júnior sobre os mistérios em torno do tratamento do alemão e dá mais detalhes sobre as técnicas experimentais do médico francês Philipe Menache.

NACIONAIS

Mortes em Paraisópolis

Confusão em Paraisópolis — Foto: Arquivo pessoalConfusão em Paraisópolis — Foto: Arquivo pessoal

Seguem as investigações sobre as mortes durante um baile funk em Paraisópolis, Zona Sul de SP, no fim de semana. 9 pessoas morreram pisoteadas durante um tumulto em meio a uma ação policial na comunidade na madrugada de domingo. Na noite de ontem, os moradores fizeram um protesto pedindo justiça. Parentes dos mortos acusam policias militares de armarem uma ‘emboscada’. Já a PM afirma que foi provocada e atacada por criminosos. Policiais envolvidos na operação prestaram depoimento neste domingo. O governador João Doria lamentou as mortes e pediu ‘apuração rigorosa dos fatos’.

Oito homens e uma mulher morrem pisoteados em baile funk em Paraisópolis, em São PauloOito homens e uma mulher morrem pisoteados em baile funk em Paraisópolis, em São Paulo

Mapa da comunidade Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Amanda Paes/G1Mapa da comunidade Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Amanda Paes/G1

Exclusivo Fantástico

Exclusivo: novos laudos reforçam denúncia de tortura durante intervenção militar no RioExclusivo: novos laudos reforçam denúncia de tortura durante intervenção militar no Rio

Novos laudos reforçam denúncia de tortura durante intervenção federal no Rio. A segurança pública do estado ficou sob intervenção federal de fevereiro a dezembro de 2018. Durante este período, em 21 de agosto, sete jovens foram presos em uma comunidade na Zona Norte da cidade. De acordo com a Defensoria Pública, eles só foram apresentados à Justiça dois depois.

O relatório da juíza da audiência de custódia, anota que estavam “lesionados, com diversos ferimentos”. Os presos dizem que foram torturados pelos soldados no momento da prisão, dentro do quartel, onde teriam sido submetidos a choques e “madeiradas”.

Em março de 2019, o IML seguiu um protocolo internacional de investigação de tortura, chamado Protocolo de Istambul e adotado pela ONU, onde os presos passam por entrevistas avaliadas por especialistas. As respostas são comparadas com o resultado do exame de corpo de delito, fotografias e depoimentos dados na audiência de custódia.

No caso do Rio, em seis dos sete novos laudos os peritos afirmam: “As alterações psicológicas apresentadas pelo periciado são altamente compatíveis com aquelas apresentadas por pessoas que passaram por situações de estresse psicológico agudo, nelas incluída a tortura”.

O Assunto

O dólar fechou novembro com valorização de 5,7%. Na última semana do mês, a moeda bateu vários recordes seguidos. No ano, a alta acumulada é de 9,43%. O que explica a escalada da moeda americana? Quais os fatores, internos e externos, para a escalada?

No episódio de hoje de O Assunto, Renata Lo Prete conversa com Alexandre Schwartsman, economista que é ex-diretor do Banco Central. Ele explica os fatores externos e internos para a alta – e conta quem ganha e quem perde com a valorização da moeda americana. Ouça abaixo:

Renegociação de dívidas

Alguns dos maiores bancos do país vão fazer um mutirão a partir de hoje para renegociar dívidas de clientes em atraso. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os débitos serão negociados em condições especiais.

O mutirão faz parte de um acordo de cooperação com o Banco Central, e vão participar Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e Santander. De 2 a 6 de dezembro, mais de 200 agências bancárias dessas instituições em todo o país vão ficar abertas até as 20h.

Além de renegociação de dívidas, será possível obter orientação financeira.

Concursos

Pelo menos 208 concursos públicos no país estão com inscrições abertas hoje e reúnem 24,2 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 33.689,11 no Ministério Público do Trabalho (MPT).

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso. Veja todas as oportunidades abertas.

Carnaval 2020

Evelyn Bastos, Rainha de Bateria da Mangueira em 2019 — Foto: Rodrigo Gorosito / G1Evelyn Bastos, Rainha de Bateria da Mangueira em 2019 — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

Das 13 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro, pelo menos dez inseriram críticas nas letras de seus sambas para 2020. “Messias de arma na mão”, “marajá em Bangu”, “respeita o meu axé” e “o Rio pede socorro” são alguns dos versos que miram em personagens ou questões da cidade e do Brasil.

Somente Beija-Flor de Nilópolis, Unidos de Vila Isabel e Unidos do Viradouro buscaram destacar personagens brasileiros, sem críticas diretas. Veja quais serão os enredos

Marília e a fama

Marília Mendonça chora no palco antes de falar de pausa na carreira para se dedicar à maternidade — Foto: Divulgação/Instagram da cantoraMarília Mendonça chora no palco antes de falar de pausa na carreira para se dedicar à maternidade — Foto: Divulgação/Instagram da cantora

Quem vê os popstars do sertanejo brasileiro viajando de jatinho e levando chuva de like no Instagram acha que a vida deles é só alegria. Mas desabafos recentes como o de Marília Mendonça, que anunciou pausa na carreira ontem para se dedicar à maternidade, mostram que a situação é muito mais complexa.

Na edição desta semana do G1 Ouviu, o podcast de música do G1artistas desabafam sobre o lado bem menos glamouroso de ser um artista de sucesso. Lucas Lucco, Gustavo Mioto e Marília relatam como a relação com os fãs, a correria das turnês e a ansiedade trazem um outro lado da fama. Ouça abaixo:


‘Amor de Mãe’

Omulu (esquerda), Duda Beat e Lux & Tróia — Foto: Fernando Schlaepfer/DivulgaçãoOmulu (esquerda), Duda Beat e Lux & Tróia — Foto: Fernando Schlaepfer/Divulgação

Está na cara que “Amor de mãe” mostra o Rio além da praia e da Zona Sul. Basta ver as cenas pelas ruas do subúrbio carioca. Mas dá também para ouvir isso na trilha, cheia de música brasileira, mas sem bossa-nova. O foco é outro: da MPB dos anos 1970 a vários ritmos populares atuais.

O DJ carioca Antonio Antmaper, mais conhecido como Omulu, emplacou pagodão e brega-funk na trama. Ele comenta a trilha sonora afinada com a novela que põe o Rio em outro foco e explica conexões com o Nordeste e com a Regina Casé da ficção e da vida real.

Brasileirão

O fim de semana foi de mais uma atuação de gala do campeão Flamengo. Jogando em São Paulo, o time carioca derrotou o Palmeiras por 3 a 1, o que causou a demissão do técnico Mano Menezes. O domingo também teve as vitórias do Grêmio sobre o São Paulo e do Atlético-MG, que bateu o Corinthians. Hoje, o Cruzeiro tenta deixar a zona de rebaixamento ao encarar o Vasco, fora de casa. Os mineiros têm 36 pontos e estão na 17ª posição, a dois pontos do Ceará, primeiro fora do Z-4. CLIQUE AQUI para ver a classificação completa e assista abaixo aos gols do Fantástico:

Gols do Fantástico: Flamengo mostra a força do campeão em duelo contra o PalmeirasGols do Fantástico: Flamengo mostra a força do campeão em duelo contra o Palmeiras

Curtas e rápidas

Galvão Bueno dá 1ª entrevista na volta ao BrasilGalvão Bueno dá 1ª entrevista na volta ao Brasil

Hoje é dia de…

  • Dia Panamericano da Sáude
  • Dia Nacional das Relações Públicas
  • Dia Nacional da Astronomia
Fonte: G1

Filiado ao PSDB, Bebianno diz que Bolsonaro põe democracia em risco

Ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro e ex-líder do PSL, o advogado Gustavo Bebianno afirmou neste domingo, 1º, que a democracia no Brasil se encontra em risco por causa da postura do presidente da República. “O momento político que atravessamos hoje é grave, gravíssimo, nossa democracia está em risco”, disse Bebianno em evento no Rio que marcou sua filiação ao PSDB e contou com a presença do governador de São Paulo, João Doria. “Tudo que o presidente quer é um pretexto para a adoção de medidas autoritárias.”

Segundo a análise de Bebianno, o País vive um ambiente de “instabilidade política e econômica” provocado pelo “grau de loucura e irresponsabilidade capitaneado pelo próprio presidente”. O ex-aliado político de Bolsonaro criticou o autoritarismo do governo, sobretudo pelas recentes menções ao AI-5 feitas pelo ministro da economia, Paulo Guedes, e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Para Bebianno, a fala de Paulo Guedes sobre o AI-5 foi desastrada e pode ter sido fruto de um erro. “A outra hipótese é que tenha sido um ato falho dele, de tanto ouvir essa conversa no Palácio do Planalto”, disse. “Vejo os fanfarrões de boate querendo brigar, mas eles não têm ideia das consequências de uma briga, sangue, morte. O Brasil não precisa disso. Temos que defender nossa democracia.”

O ex-aliado de Bolsonaro disse que a decisão do presidente de excluir o jornal Folha de S.Paulo de licitação do Palácio do Planalto abre caminho para um pedido de impeachment. “Essa atitude demonstra que ele faz tudo aquilo que acusa seus oponentes de fazer, é um absurdo”, afirmou. “Ele está afrontando um princípio básico da Constituição que é a liberdade de imprensa e a própria democracia. Abre um flanco enorme para responder a um processo de impeachment.”

Antes, em discurso, Bebianno já tinha tomado a defesa do que chamou de “imprensa tradicional”. Segundo ele, a imprensa pode cometer erros, como todo mundo, mas ela é crucial para a democracia. Bebianno não poupou críticas a Bolsonaro e a seus filhos Eduardo e Carlos, que chamou de “debiloides”. “O governo é uma fábrica de problemas”, disse Bebianno. “O presidente não tem nenhum interesse pelo social, pela cultura, pela saúde, por nada daquilo que é importante para o País; ele pensa única e exclusivamente em sua reeleição.”

Para Bebianno, a postura de Jair Bolsonaro após a eleição o surpreendeu. “Foi uma surpresa que ele permitisse que os dois filhos debiloides dele, pode botar aí, debiloides, assumissem um protagonismo tamanho na República brasileira”, afirmou, se referindo a Eduardo e Carlos. “São duas pessoas que não têm a menor expressão, nem intelectual nem política; dois seres inexpressivos, abaixo da crítica, que estão comandando as diretrizes do país de forma oficiosa.”

Bebianno só poupou, parcialmente, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). “Não digo que ele é preparado porque nenhum dos três é”, ressalvou. “Mas é o único da família que tenta ponderar, arrefecer os ânimos; testemunhei várias vezes suas tentativas de baixar o tom do pai, enquanto os outros dois, o nenê 02 e o nenê 03, ficavam insuflando o pai a fazer bobagem.”

O governador João Doria disse, em discurso, que Bebianno agora “está no caminho certo”, mas que seu passado “não foi um erro, mas sim um aprendizado”.

“Bebianno traz força e experiência para contribuir com o projeto do novo PSDB”, disse Doria. “O PSDB está no centro democrático, pode receber quem tem pensamentos mais à esquerda ou mais à direita, só não adota extremismos.”

Bebianno foi o primeiro ministro a perder o cargo no governo Bolsonaro. Ele deixou a Secretaria-Geral da Presidência após desentendimentos com a família do presidente. Carlos Bolsonaro chamou Bebianno de “mentiroso” após o então ministro conceder entrevista dizendo que não estava isolado no Planalto em razão de denúncias de participação em esquema de candidaturas laranjas do PSL para desviar recursos do Fundo Eleitoral, em 2018. Bebianno presidia a sigla durante as eleições.

Na tentativa de minimizar a crise, o ministro afirmou que falara três vezes com o presidente, que estava internado no Hospital Albert Einstein, recuperando-se de uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal. Carlos Bolsonaro desmentiu a declaração pelo Twitter, divulgando áudios do presidente, que endossou a atitude do filho horas depois. A briga culminou na demissão de Bebianno.

Veja

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Emissários de Lula disparam acenos a partidos de centro; grupo não fecha porta, mas evita contato imediato

Emissários de Lula começaram a procurar dirigentes de partidos de centro com recados de que o petista quer conversar sobre política. A recepção ao chamado tem sido reticente, mas polida. Ninguém diz que está de portas fechadas mas, segundo um presidente de legenda que foi procurado, também não há pressa em reativar o contato.

Mesmo siglas com força no Nordeste, onde o PT é influente, hesitam. Nas eleições municipais, dizem, a polarização nacional tende a ter impacto reduzido.

Todo prosa Lula voltou à ativa com desenvoltura. Governadores de siglas aliadas estão aproveitando viagens a São Paulo para marcar encontros com o petista em seu antigo instituto.

Painel/Folha de S.Paulo

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Com freio nos concursos e aposentadoria recorde, União perde 24 mil servidores

O governo fechará 2019 com o menor número de contratações de servidores em quase duas décadas. Até outubro, 9.784 funcionários haviam entrado no Executivo federal por meio de concurso público, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Economia. Nesse ritmo, o total de ingressos este ano deve ser o mais baixo desde 2001.

Na prática, o número de servidores na ativa encolheu bem mais por causa do recorde no número de aposentadorias às vésperas da reforma da Previdência, promulgada no mês passado. Só nos primeiros dez meses do ano, foram 33.848. Assim, o saldo entre entradas e saídas de funcionários no Executivo federal está negativo em cerca de 24 mil trabalhadores este ano.

Em dezembro de 2018, havia 630 mil. A estimativa do governo é que o quadro de servidores ativos feche o ano em no máximo 613 mil com o menor ritmo de convocação de concursados de seleções já realizadas ainda válidas.

Os dados compilados pelo GLOBO revelam o resultado da política de enxugamento do serviço público capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para especialistas, a baixa reposição é importante para racionalizar gastos com pessoal. Entidades ligadas aos servidores alertam, no entanto, para o risco de comprometimento dos serviços prestados à população.

Em 2018, a União nomeou 13.360 novos servidores. Para alcançar esse patamar este ano, precisaria contratar mais de 3.500 funcionários até dezembro. Isso significaria quase dobrar o volume mensal de ingressos registrado até agora. Não é o que o governo pretende.

Segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, o plano é apostar em digitalização de serviços, remanejamentos, reformulação de carreiras e terceirização, com a contratação de mais funcionários temporários, para conter o peso da folha nas contas públicas:

— É um trabalho de ganho de eficiência e produtividade, uma mudança de perfil de profissional e também, como é de conhecimento de todos, consequência de uma restrição orçamentária que faz com que a gente tenha um cuidado ainda maior na hora de fazer contratações ou nomeações.

Queda de 50% até 2030

O freio na contratação é uma das ações recomendadas por especialistas para reequilibrar o Orçamento. Há duas semanas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, projetou que o governo pode reduzir pela metade o total de servidores ativos, para 383 mil, se não repuser nenhum aposentado até 2030.

O órgão que mais perdeu gente em 2019 foi o INSS, que concede aposentadorias e outros benefícios a trabalhadores do setor privado. Até a última quinta-feira, 6.006 funcionários do órgão haviam se aposentado e só três haviam sido contratados. As saídas no instituto respondem por quase 20% de todas as baixas no funcionalismo federal neste ano. Com a debandada, o quadro de servidores na autarquia caiu de 29 mil para 23 mil.

Para evitar um apagão, o INSS recorreu à digitalização de serviços e remanejamento de pessoal dentro do próprio órgão. Hoje, dos 96 serviços prestados pelo órgão, 90 podem ser feitos pela internet ou pelo telefone. O número de funcionários dedicados apenas aos processos de pedido de benefício saltou de 2.751 para 6.686, mesmo com a redução no quadro geral. Isso foi possível com a redução do pessoal em áreas menos essenciais, como a administrativa. Não faltam queixas dos usuários, mas Renato Vieira, presidente do INSS, diz que essa transformação está aumentando a produtividade do órgão. Em outubro, foram decididos 977 mil pedidos de benefício, 49% a mais que os 655 mil processados em janeiro.

— Ninguém pode imaginar que, com menos servidores, a qualidade do serviço permaneça igual se nenhuma medida for tomada — diz Vieira.

Sindicatos criticam

A falta de contratações em outras áreas preocupa sindicatos ligados ao funcionalismo federal. Segundo Kléber Cabral, presidente do Sindifisco, que representa auditores da Receita Federal, o último concurso público para o órgão foi realizado em 2014.

— Em 2007, éramos 12 mil auditores fiscais. Hoje, pouco mais de 8 mil. A Receita está fechando unidades, delegacias e agências, não apenas por questões de restrição orçamentária, mas também por falta de pessoal. A galinha dos ovos de ouro vai acabar morrendo de fome — critica.

O Globo


O Globo

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‘QG da propina’: Crivella é investigado em procedimento do MP que apura corrupção na prefeitura

O Ministério Público estadual (MP-RJ) abriu um procedimento para investigar a denúncia da criação de um balcão de negócios na prefeitura do Rio para a liberação de verbas a empresas mediante pagamento de propina. A apuração está baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizhay, preso pela operação Câmbio, Desligo no ano passado. Homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, a delação aponta o empresário Rafael Alves, irmão do presidente da Riotur, Marcelo Alves, como o operador do suposto esquema no município. O prefeito Marcelo Crivella é alvo da investigação. Procurados, Rafael Alves e Crivella não se manifestaram.

O procedimento estava paralisado desde julho, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu mais de 900 investigações pelo país que utilizaram dados do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), atual Unidade de Inteligência Financeira. Por citar Crivella, o procedimento está a cargo do Grupo de Atribuição Originária Criminal do MP-RJ, estrutura que age por delegação do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, para apuração de casos envolvendo pessoas com foro especial junto ao Tribunal de Justiça.

Na delação, Mizhay afirma que Rafael Alves tornou-se um dos homens de confiança de Crivella por ajudá-lo a viabilizar a doação de recursos de empresas e pessoas físicas na campanha de 2016. Depois da eleição, o empresário emplacou o irmão na Riotur e, segundo o doleiro, montou um “QG da propina” na prefeitura mesmo sem ocupar cargo. “Rafael Alves viabiliza a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto, deixadas na gestão do antigo prefeito Eduardo Paes, tudo em troca do pagamento de propina”, diz Mizhay no anexo 15 da sua delação. O acordo foi homologado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, e ratificado pela desembargadora Rosa Maria Helena Guita, do Tribunal de Justiça do Rio, foro responsável por acompanhar investigações que envolvem prefeitos.

Cheques semanais

No depoimento, Mizhay afirma que Rafael Alves lhe entregava semanalmente cheques oriundos de prestadores de serviço da prefeitura para posterior recebimento em espécie. Um dos cheques, conta o doleiro, referia-se à propina paga pela empresa Locanty, especializada em serviços como limpeza, coleta de lixo e locação de veículos. Embora a empresa não tenha contratos na gestão Crivella, ainda protesta recursos a receber da administração passada de um contrato de aluguel de veículos para reboque de carros.

Para comprovar o seu depoimento, Mizhay relata episódios ocorridos nos dias 10 e 11 de maio do ano passado, logo após sua prisão. Diz que dois funcionários da Riotur, empresa comandada pelo irmão de Rafael, estiveram naqueles dois dias na casa de Mizhay para “resgatar” com a sua mulher cheques destinados ao pagamento de propina da Locanty. O doleiro os chama de Johny e Thiago no depoimento. O GLOBO apurou que seus nomes completos são Jones Augusto Xavier de Brito e Thiago Vinícius Martins Silva, e que, de fato, estiveram empregados na Riotur naquele período — atualmente, apenas Thiago continua na empresa municipal, lotado no gabinete da presidência; Jones desligou-se em julho deste ano do Riocentro.

Como evidências de que os fatos descritos realmente ocorreram, Mizhay prometeu entregar aos procuradores um pendrive com imagens dos dias 10 e 11 da portaria do prédio de sua mulher. Além disso, comprometeu-se a levar ao Ministério Público seu motorista, a quem chama de Dudu, que diz ter acompanhado a entrega dos cheques destinados ao pagamento de propina feitos pela Locanty.

Mizhay não detalha na delação o destino do dinheiro que diz ter repassado para Alves nem se Crivella teria conhecimento do “QG da propina” descrito pelo delator. A investigação, contudo, já tem em mãos fotos que mostram a proximidade dos dois e a influência de Alves no dia a dia do município. Há imagens de Alves e Crivella em eventos e caminhando juntos na Barra da Tijuca, além de uma postagem em redes sociais do empresário com os pés sobre uma mesa na sede da Riotur, na Cidade das Artes, onde seu irmão despacha diariamente.

Dívida de R$ 15 milhões

Procurado pelo GLOBO, o dono da Locanty, João Alberto Felippo Barreto, negou que tenha pagado propina para receber restos a pagar do governo Eduardo Paes. Ele afirma que reclama, por meio de um procedimento administrativo na prefeitura, o recebimento de R$ 8 milhões referentes a um contrato de aluguel de veículos para a Secretaria de Ordem Pública. Os valores atualizados, segundo João, já estariam em R$ 15 milhões, mas ele diz não ter recebido nada do município até hoje. Embora o procedimento administrativo esteja aberto desde 2011, segundo o site da prefeitura do Rio, João até hoje nunca entrou com um processo judicial para receber os atrasados.

Perguntado sobre os cheques que assinou e que estão nas mãos de Mizhay, João reconhece a autoria, mas afirma terem relação com outra operação sua. O dono da Locanty conta que usava um advogado para comprar títulos da Dívida Pública e abater do pagamento de impostos. Esse advogado, conta João em sua versão, repassava os cheques para Mizhay atuar como agiota.

Procurados desde a semana passada, a prefeitura e Rafael Alves não se pronunciaram sobre as acusações. O GLOBO não conseguiu localizar os dois funcionários da Riotur citados por Mizhay para apresentar suas versões.

O Globo

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‘Não recebemos nada do DiCaprio’, dizem brigadistas de Alter do Chão

Em entrevista coletiva na tarde deste domingo (1), os quatro brigadistas presos pela polícia paraense em Alter do Chão suspeitos de incendiar uma área florestal dizem estar recebendo ameaças. Após sua libertação , o grupo buscou esclarecer rumores que estão circulando na internet que estão alimentando ideias de conspiração internacional, como o boato de que o ator Leonardo DiCaprio estaria financiando o grupo.

— Realmente a gente não recebeu nada do Leonardo DiCaprio — afirmou Marcelo Aron Cwerver, um dos voluntários soltos após decisão judicial prliminar na quinta-feira (28), confirmando afirmação do próprio ator.

— Essas fake news e esses ataques de prejulgamento estão deixando a gente em risco — afirmou Daniel Gutierrez Govino, líder da brigada. — O portão da minha casa foi arrombado, e recebemos ameaças diárias nos grupos de WhatsApp de Alter do Chão. Realmente isso dá medo.

Falando a jornalistas por cerca de uma hora, os brigadistas contaram como foi a operação de prisão e sua permanência em cela, que durou três dias. O áudio da entrevista foi distribuído à imprensa no fim desta tarde.

Questionados sobre se sofreram agressão física ou verbal, os quatro voluntários de combate a incêndio afirmam que “não houve excesso” por parte da polícia, mas relataram detalhes que podem colocar o procedimento policial sob questionamento.

Ação da polícia

Os brigadistas relatam ter fornecido fotografias à polícia sem serem informados de que estavam sendo investigados como suspeitos, dizem que a polícia arrombou portões das casas sem tocar a campainha durante as prisões, que forneceram senhas de celular antes de serem informados de que seriam detidos e, uma vez presos, tiveram barba e cabelo raspados.

— A gente foi supersolícito porque a gente sabia da nossa inocência. Então, tudo o que pediram para a gente, a gente acatou, para que se esclarecesse da forma mais rápida possível — conta João Victor Pereira Romano, outro dos quatro voluntários presos.

— Quando a polícia chegou na nossa casa era bem cedo, minha esposa e meus filhos ainda estavam dormindo, no começo eu achei que se tratava de alguma coisa que estava acontecendo na rua e que os policiais estavam entrando para me pedir algum tipo de auxílio — conta Cwerver. — Até perguntei para eles se estava aberto o meu portão. Eles disseram: “Não. A gente arrombou porque a gente tem um mandado de busca e apreensão”. Foi extremamente revoltante perceber que a gente estava sendo suspeito e, pior, preso de surpresa sem nem saber por quê.

Os brigadistas dizem ter estranhado bastante a acusação por terem trabalhado debelando incêndios sempre em parceria com policiais e bombeiros e por terem o trabalho conhecido e apoiado pela comunidade local.

Fotografias

Segundo Gutierrez, quando a polícia pediu a colaboração do grupo para investigar um grande incêndio que havia ocorrido na área de Capadócia, também às margens do rio Tapajós, em 14 de setembro, os brigadistas ofereceram farto material.

O Globo

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CASO COAF: Ministério Público celebra decisão do STF sobre dados fiscais, mas adota cautela

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de autorizar que órgãos de controle compartilhem com o Ministério Público dados bancários e fiscais sem necessidade de aval judicial prévio foi comemorada por procuradores e promotores, mas eles adotam cautela à espera do fim do julgamento, marcado para a próxima quarta-feira (4).

É quando será fixada a tese que sintetizará o que foi julgado e passará a nortear a atuação da Receita Federal e do antigo Coaf —rebatizado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira)— e também dos órgãos de investigação criminal.

Até lá, permanecem suspensas investigações que foram paralisadas desde julho por causa de uma decisão liminar (provisória) do presidente do STF, Dias Toffoli.

A apreensão maior é com o que a tese do STF dirá em relação à UIF, apesar de procuradores e promotores entenderem que o resultado da votação de quinta-feira (28) já significa que todo o sistema de repasse de dados foi validado tal como funcionava.

“O conhecimento que tenho é que estamos todos aguardando o final do julgamento [antes de retomar as apurações], porque são muitas pequenas questões que têm que ser examinadas caso a caso. A nossa expectativa é que todas as investigações que foram suspensas voltem a tramitar”, disse o presidente da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), Victor Hugo Azevedo.

Na mesma linha, pessoas envolvidas numa investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) que foi suspensa afirmaram na sexta (29) que os votos proferidos já autorizam o reinício da investigação. Contudo, pretendiam aguardar a fixação da tese, na quarta que vem.

A investigação começou com um relatório da UIF que apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-assessor Fabrício Queiroz, levando à suspeita da prática de “rachadinha” —apropriação de salários de servidores— no antigo gabinete de Flávio na Assembleia fluminense.

Quando suspendeu todas as investigações e ações penais do país que usaram dados de órgãos de controle sem ordem judicial prévia, Toffoli atendeu a um pedido da defesa de Flávio. A liminar foi revogada pelo plenário do Supremo na última quinta.

No dia seguinte, o ministro Gilmar Mendes, que tinha dado a decisão que efetivamente paralisava o caso concreto de Flávio, tomando como base a liminar de Toffoli, revogou sua determinação para liberar a apuração.

No julgamento da semana passada, os ministros votaram de formas distintas em relação à Receita e à UIF.

A situação ficou mais clara quanto à Receita. Por 9 votos, de um total de 11, o Fisco poderá continuar compartilhando com o Ministério Público e a polícia suas representações fiscais para fins penais (RFFPs), incluindo íntegras de declaração de Imposto de Renda e extratos bancários.

Votaram assim os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Toffoli votou inicialmente por restringir o compartilhamento total, proibindo a entrega de declarações de Imposto de Renda e extratos bancários, mas mudou de posição para integrar a maioria.

Já os ministros Marco Aurélio e Celso de Mello foram os mais restritivos nesse ponto, proibindo qualquer compartilhamento sem aval da Justiça em respeito ao direito constitucional à privacidade.

Com o recuo para ficar no grupo vencedor, Toffoli, relator do processo, se manteve como o responsável por redigir o acórdão do julgamento, ou seja, elaborar o texto sobre o que foi decidido no plenário.

Quanto à UIF, a expectativa é que a situação fique clara com a definição da tese final. Só então será possível analisar o impacto definitivo do julgamento nos casos que usaram dados da unidade de inteligência.

Apenas Toffoli e Gilmar fizeram ressalvas ao procedimento de envio dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) pela UIF. Eles enfatizaram que os RIFs não podem ser feitos “por encomenda” do Ministério Público e da polícia a não ser quando já houver investigação formal ou tiver havido um alerta anterior da UIF sobre o alvo.

Folhapress

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Huck encara sucessão de 2022 como ‘maratona’

Candidato não declarado ao Planalto, o apresentador Luciano Huck, da TV Globo, compara seu projeto presidencial com uma corrida de longa distância. “Ele diz: ‘Tenho que ter cuidado, porque isso é uma maratona”, conta Roberto Freire, presidente do Cidadania, partido que ambiciona a filiação de Huck.

Numa maratona, o corredor precisa combinar força física e equilíbrio mental. Quem se deixa levar pela ansiedade, apressando demais o passo na largada, arrisca-se a perder o fôlego antes de cruzar a linha de chegada. “Ele está certo. Faltam três anos para a eleição. Não tem razão para se precipitar”, aprova Freire.

No caso de Huck, a ausência de pressa não se confunde com inação. Ao contrário, ele segue uma estratégia metódica. Na prática, realiza uma campanha invisível. Percorre o país, reúne-se com lideranças comunitárias locais, apoia movimentos apartidários de formação política e articula-se com um seleto grupo de políticos e formuladores de políticas públicas.

Nos últimos meses, Huck conversou com políticos de quatro partidos: Cidadania, PSDB, DEM e Podemos. Em privado, alguns dos interlocutores declaram-se impressionados com a desenvoltura do personagem. Os mais impactados avaliam que o astro de TV reúne potencial para se firmar como novidade em meio à polarização que opõe Jair Bolsonaro e Lula.

No inicio de novembro, Huck reuniu-se em Brasília com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM. Já havia conversado com o presidente da legenda, Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador.

Ao trocar ideias com os correligionários, Rodrigo Maia disse apostar que a sociedade vai se cansar da disputa entre polos extremos. Avalia que, se o governo Bolsonaro não deslanchar na área econômica, o eleitor pode encontrar em Huck a novidade que procurava ao optar por Bolsonaro na sucessão de 2018.

Roberto Freire faz a mesma aposta: “A sociedade vai fugir da polarização. Não dá mais para votar num candidato apenas para evitar o outro. Isso é um desastre para o país. É preciso construir uma alternativa que expresse o desejo de votar em algo mais construtivo. O Huck reúne as condições para representar esse desejo”.

Freire escora suas impressões numa pesquisa nacional feita por encomenda do Cidadania. “A pesquisa revela que, fora da polarização, Huck representa uma alternativa forte contra qualquer um dos dois extremos: o bolsonarismo e o lulopetismo. Ele reúne características que o tornam politicamente viável”.

Confira a notícia completa AQUI no Blog do Josias de Souza

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Equipe de Paulo Guedes critica omissão da Casa Civil na articulação das reformas

A Casa Civil não ajuda nada na articulação para aprovar projetos importantes, como a Medida Provisória da Liberdade Econômica ou a reforma da Previdência, segundo se queixam integrantes do time de Paulo Guedes no Ministério da Economia. Para os assessores de Guedes, a condição de “superministério”, provoca um certo ciúme nos demais ministros, sobretudo aqueles, como Onyx Lorenzoni, que rivalizam com Guedes no “protagonismo” do governo Jair Bolsonaro. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, é tido como o maior articulador político do governo, na aprovação de reformas.

Ao contrário da Casa Civil ou da Secretaria de Governo, assessores do Ministério da Economia negociam apoio com cada parlamentar.

A Casa Civil e os articuladores oficiais não se moveram para aprovar a MP da Liberdade Econômica, considerado um grande avanço.

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Luiz Ramos (Articulação) são considerados prováveis substituições em uma minirreforma ministerial.

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Indulto de Temer tira presos da Lava Jato da cadeia e põe fim a restrições de delatores

Além da decisão de 7 de novembro do Supremo Tribunal Federal que permitiu que condenados em segunda instância saíssem da prisão, o indulto natalino editado por Michel Temer (MDB) em 2017 também tem beneficiado alvos da Lava Jato nos últimos meses, incluindo delatores da operação.

Desde que o STF decidiu, em maio passado, pela validade do decreto de Temer, o benefício tirou da cadeia, por exemplo, o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e o ex-senador pelo DF Gim Argello. Um dos casos mais recentes foi a concessão a um condenado que já não estava no regime fechado, o ex-deputado baiano Luiz Argôlo, em setembro, pela Justiça da Bahia.

O indulto é um benefício editado pelo presidente da República que extingue a pena de condenados que cumpram determinados requisitos, como bom comportamento. No Brasil, se tornou tradição a publicação na época do Natal.

No decreto do indulto de 2017, presos que já tivessem cumprido na época um quinto de pena imposta por crimes sem violência ou grave ameaça poderiam pleitear esse tipo de perdão.

Isso inclui condenados pelos delitos de corrupção e lavagem de dinheiro, dois dos mais comuns nas sentenças da Lava Jato do Paraná.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto conseguiu na Justiça Estadual do Paraná o indulto para uma de suas condenações, que tinha pena fixada em 24 anos, e passou para o regime semiaberto, já que sua outra condenação era de dimensão mais baixa. Mês passado, ele também pôde tirar a tornozeleira eletrônica, por causa do novo entendimento do Supremo sobre a prisão após a segunda instância.

A extinção da pena via indulto faz com que os condenados não precisem mais cumprir obrigações comuns na progressão de regime, como uso de tornozeleira, recolhimento domiciliar ou retenção de passaporte. A declaração significa que o Estado não tem mais interesse de aplicar uma punição anteriormente estabelecida.

Delatores da operação também foram à Justiça pedir a benesse para suas condenações.

A doleira Nelma Kodama, primeira presa da Lava Jato, em março de 2014, está fora da cadeia desde 2016, mas ainda tinha que usar tornozeleira eletrônica e se submeter a recolhimento domiciliar. Com o indulto, concedido em agosto pelo juiz federal Danilo Pereira Júnior, que administra o dia a dia das penas da Lava Jato, essa obrigação também fica extinta.

O Ministério Público Federal não se opôs à medida. Já com o passaporte recuperado, em outubro ela viajou com o namorado para a Espanha.

Auxiliar da doleira e também colaboradora, a condenada Iara Galdino também foi beneficiada.

O indulto editado por Temer teve parte de seus efeitos cassados à época pela então presidente do Supremo, Cármen Lúcia, a pedido da Procuradoria-Geral da República, sob o argumento de que se tratava de uma interferência indevida do Executivo em outro Poder.

Posteriormente, o relator do caso, o ministro Luís Roberto Barroso manteve trechos da suspensão, mas o plenário do Supremo votou, no dia 9 de maio, pela validade da iniciativa da Presidência da República.

Além de réus da Lava Jato, o decreto também favoreceu condenados no escândalo do mensalão, como Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado.

Em 2018, o decreto de indulto não voltou a ser editado. Quando estava preso, o ex-presidente Lula, que passou a cumprir pena em abril de 2018, não se enquadrava nos critérios do indulto porque ainda não havia começado a cumprir pena na época da edição do decreto, em 2017.

FOLHAPRESS

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Mano Menezes é demitido do Palmeiras após derrota para Flamengo no Allianz

Foto: Divulgação/Fox Sports

O técnico Mano Menezes não resistiu à pressão e foi demitido do comando do Palmeiras no início da noite de hoje (1º), pouco depois da derrota por 3 a 1 para o Flamengo no Allianz Parque.

A passagem de Mano pelo Palmeiras durou pouco menos de quatro meses. O contrato iria até o fim de 2021. A multa rescisória é de um salário, assim como era com seu antecessor, Luiz Felipe Scolari.

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Jair Renan, filho de 20 anos de Bolsonaro, já se prepara para entrar na vida pública

Foto: Reprodução/Twitter

Acostumado aos games da internet, Jair Renan Valle Bolsonaro entrou no jogo político. Em vez de evitar a morte dos personagens que assume na frente do computador, o estudante de 20 anos terá que ajudar o clã a lutar pela sobrevivência do partido que a família tenta emplacar. Ao lado do pai, o presidente Jair Bolsonaro, e dos irmãos Flávio, Carlos e Eduardo, Renan assume vaga na comissão provisória de trabalho do Aliança Pelo Brasil. O caçula era o único dos filhos do presidente com idade para assumir cargos indicados ou eletivos que mantinha distância da política — onde a desatenção traz mais prejuízos que a simples perda de pontos virtuais na barrinha de “vidas”.

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LOCAIS

Fátima Bezerra perde em Ceará-Mirim e ganha em Alto do Rodrigues

A governadora Fátima Bezerra entrou nos bastidores das eleições suplementares realizadas neste domingo em Alto do Rodrigues e Ceará-Mirim. Após a apuração das urnas, ela saiu com uma derrota e uma vitória.

A derrota do palanque da governadora aconteceu em Ceará-Mirim. No município, Fátima estava apoiando o candidato Ronaldo Venâncio, do PV, que foi derrotado e que ainda teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral. Ronaldo perdeu para o advogado Júlio César, do PSD, por 53 votos.

Já a vitória aconteceu em Alto do Rodrigues. Lá, ela apoiou o candidato eleito Nixon Baracho, do DEM. Nixon ganhou com ampla folga para o segundo colocado Renan Melo, filiado ao PSD.

Prefeito eleito de Ceará-Mirim envia nota ao Blog do BG

O prefeito eleito de Ceará-Mirim, Júlio César, enviou uma nota ao Blog do BG. Confira na íntegra abaixo.

CEARÁ-MIRIM, MUITO OBRIGADO.

Chegou a nossa vez, chegou a vez do povo livre de Ceará-Mirim. Minhas amigas, meus amigos, é hora de agradecer a Deus, dizer muito obrigado pela vitória histórica neste 1º de dezembro de 2019, pelos 14272 votos de confiança. Essa conquista é nossa! Do professor, do agricultor, do ambulante, do comerciante, do trabalhador, dos mais humildes que sempre nos pediram para não desistir dos nossos sonhos, nos fortalecendo nas horas mais difíceis. Agradecer o apoio da nossa familia, de cada amigo, novos amigos que chegaram para formar um grupo vencedor que sabe bem o que enfrentamos contra os poderosos e hoje temos a comemoração da liberdade, do fim do medo, valorizando os que estiveram nessa caminhada construída com amor e muitas bênçãos.

Aos incansáveis guerreiros da Onda Azul, nossa equipe, todos do operacional, que nunca desistiram, que nos emocionam sempre com sua garra, aos que não abandonaram, acreditam, e foram até o fim, nosso muito obrigado. Agora é trabalhar, trabalhar, trabalhar, abrir as portas para o povo da nossa cidade.

Nosso amor a Deus, sob às bênçãos da padroeira Nossa Senhora da Conceição, dos cristãos, evangélicos, de todas as religiões, que fizeram suas orações, uma corrente forte, imbatível.
Quando o povo quer, não tem jeito.
É vitória! É vitória! É vitória!
Muito obrigado.

Júlio César Soares Câmara – Prefeito eleito
Baiá de Jumária – Vice-prefeito eleito

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Ex-governador Robinson Faria comemora vitória do novo prefeito de Ceará-Mirim

Foto: Divulgação/Facebook

O ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD) comemora, nas redes sociais, a vitória do candidato pessedista Júlio César Câmara, em Ceará-Mirim.

Advogado, Júlio César foi eleito prefeito de Ceará-Mirim com 14.272 votos na eleição suplementar deste domingo (1).

O novo prefeito foi eleito com uma maioria de 53 votos. Só que os votos do segundo colocado, Ronaldo Venâncio, não foram oficialmente computados pela Justiça Eleitoral, porque ele teve a candidatura impugnada.

Ele já havia disputado duas vezes a Prefeitura de Ceará-Mirim, ficando em terceiro lugar contra Edinólia Melo, e em segundo lugar contra Marconi Barreto.

Fábio Faria

@fabiofaria5555

Júlio César eleito hoje prefeito de Ceará Mirim. Parabéns, Júlio! Merece essa vitória. Você é um lutador, competente e apaixonado por Ceará Mirim. Mais um prefeito do nosso PSD no RN. http://gustavonegreiros.com.br/2019/12/01/julio-cesar-e-eleito-prefeito-de-ceara-mirim/ 

Nixon Baracho é eleito prefeito de Alto do Rodrigues

Foto: Divulgação/Facebook

Nixon Baracho é o novo prefeito de Alto do Rodrigues. Ele foi eleito com ampla maioria na eleição suplementar realizada neste domingo.

A última parcial do Tribunal Regional Eleitoral o colocou com mais de 5600 votos contra pouco mais de 1700 do segundo colocado Renan Melo.

Com mais de 88% das urnas apuradas, ele é considerado prefeito eleito do município.

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Júlio César ganha eleição em Ceará-Mirim com 53 votos de diferença

Foto: Divulgação/Redes sociais

Júlio César foi eleito prefeito de Ceará-Mirim com 14.272 votos na eleição suplementar deste domingo (1).

O novo prefeito foi eleito com uma maioria de 53 votos. Só que os votos do segundo colocado, Ronaldo Venâncio, não foram oficialmente computados pela Justiça Eleitoral, porque ele teve a candidatura impugnada.

Resultado

Júlio César (PSD) – 14.272 votos
Ronaldo Venâncio (PV) – 14.219 votos
Dr. Marcílio (PDT) – 5.064 votos
Irmão Heriberto (Solidariedade) – 1.874 votos
Glaucio Tavares (PSOL) – 400 votos
Ana Célia (PSTU) – 243 votos
Damião (PATRIOTA) – 90 Votos

Fonte: Blog do BG

Grupo de dança aborda assédio em apresentação gratuita

Cerca de 37% das brasileiras passaram por algum tipo de assédio em 2018, segundo levantamento do Datafolha

02/12/2019 às 04:00

Brunno Martins

O grupo de dança contemporânea potiguar, Entre Nós Coletivo de Criação, apresentará seu novo trabalho gratuitamente na Escola Estadual Antônio Pinto de Medeiros e no Parque das Dunas, nos dias 6 de 8 de dezembro, respectivamente. O espetáculo “Querendo…” aborda questões acerca de relacionamentos, incluindo o assédio feminino.

“Trazemos para a cena, as provocações masculinas e reações da mulher de forma clara e inteligente, onde mostramos a força feminina para combater o assédio. Ao levar este espetáculo para o ambiente escolar, contribuímos para o desenvolvimento social e a formação cultural da comunidade, através da apresentação e do debate que se segue. Dessa forma, nosso objetivo é educar através de uma obra que aborda o assunto de forma clara e de fácil assimilação”, explica Diana Fontes diretora do espetáculo.

O tema é bastante relevante, levando em contas que os números da violência contra a mulher são alarmantes: 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio em 2018, segundo levantamento do Datafolha feito em fevereiro deste ano, encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Em “Querendo…”, o premiado coreógrafo brasileiro, Henrique Rodovalho, carimba seu estilo peculiar, sempre com humor e movimentação cotidiana, falando – de uma maneira única e envolvente – sobre a tentativa de construir um relacionamento amoroso, os encontros e desencontros e o assédio sobre a mulher. O coletivo é formado pelos bailarinos João Alexandre Lima, Thazio Menezes e Anádria Rassyne, e já apresentou o espetáculo em diversos festivais no Nordeste, como o Festival de Inverno de Garanhuns e o Festival de Inverno de Campina Grande.

A apresentação na escola ainda será seguida por um bate-papo sobre temas abordados na obra. A companhia tem patrocínio do Governo do Estado, Lei Câmara Cascudo e Rio Center. “Querendo…” foi aprovado no edital para circulação de espetáculo Lenício Queiroga da FUNCARTE.

Fonte: Agora RN

 

Crise do óleo: Marinha diz que situação foi estabilizada e deve desmobilizar equipes

Monitoramento feito pelo Ibama, porém, aponta que o número de localidades atingidas continua subindo. Balanço da última semana contabilizou 806 locais, espalhados pelos nove Estados do Nordeste, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro

02/12/2019 às 03:00

José Aldenir

Manchas atingiram ao menos 126 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro

A Marinha informou na última sexta-feira, 29, que considera estabilizada a crise pelo avanço do óleo sobre o litoral brasileiro e deve enviar de volta ao Rio de Janeiro, a partir de 20 de dezembro, tropas que reforçam o combate ao desastre ambiental.

“Basicamente o que toca a praia hoje são vestígios (das manchas de óleo). A quantidade é pequena. O que nos leva a falar que estamos vivendo período de estabilização”, disse coordenador operacional do grupo de acompanhamento e avaliação da Marinha, almirante Marcelo Francisco Campos.

O monitoramento feito pelo Ibama, porém, aponta que o número de localidades atingidas continua subindo. o último balanço indicou que já são 803. Ao todo, 126 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

Em 20 de dezembro começará a segunda fase da Operação Amazônia Azul, com foco em ações de manutenção e controle, conduzidas por equipes locais da Marinha e agentes de Estados e municípios. As equipes do Rio, no entanto, devem seguir em alerta

“Diria que situação hoje é controlada, maior parte das áreas atingidas hoje estão limpas. E quantidade de óleo que tem aparecido, é cada vez menor”, afirmou o Campos.

Com a decisão, devem retornar ao Rio os dois maiores navios da Marinha: o Bahia e o Atlântico.

Fonte: Agora RN

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