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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA DO G1

Por G1

 


O Brasil tem 487 mortos e mais de 11,2 mil casos confirmados de coronavírus. A Caixa deve anunciar as datas de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a informais. Em São Paulo, o governador João Doria deve decidir se prorroga ou não as restrições para evitar o avanço da doença. Trump diz que os EUA começam a distribuir 8 milhões de máscaras para hospitais em meio à “guerra” por equipamentos médicos e de proteção. No podcast O Assunto, a quarentena de Gilberto Gil e Preta. E veja como fazer compras de mercado sem precisar sair de casa.

Coronavírus no Brasil

O Brasil tem 487 mortes e 11.281 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, segundo balanços das secretarias estaduais de Saúde. Apenas dois estados não registraram mortes: Acre e Tocantins.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de domingo (5), aponta 486 mortes e 11.130 casos.

Em São Paulo, o governador João Doria deve anunciar nesta segunda-feira (6) se prorroga ou não a quarentena imposta em todo estado. O decreto, previsto para vigorar até esta terça-feira (7), obrigou o comércio de serviços não essenciais a fechar desde 24 de março.

No Ceará, o governador Camilo Santana anunciou na noite deste domingo (6) que revogou a decisão que havia tomado horas mais cedo de relaxar a quarentena no estado.

Pesquisa Datafolha

Segundo pesquisa Datafolha, 76% dos brasileiros acreditam que o mais importante neste momento é deixar as pessoas em casa. Outros 18% querem acabar com o isolamento, e 6% não sabem.

O instituto entrevistou 1.511 pessoas por telefone entre os dias 1º e 3 de abril e também perguntou sobre a opinião das pessoas sobre fechar o comércio não essencial, suspender aulas e e proibir pessoas que não trabalham em serviço essencial de de sair de casa. A margem de erro da pesquisa é de três pontos.

Chance de tratamento

Um consórcio entre três hospitais paulistas – Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio-Libanês e Hospital das Clínicas – recebeu a autorização de iniciar testes clínicos de um possível tratamento contra a Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

A técnica, aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), baseia-se no plasma de um paciente curado.

O plasma é a parte líquida do sangue em que ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Retirada de pacientes recuperados, a substância pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. ENTENDA

Pesquisadores analisam sangue de curados do coronavírus atrás de tratamento

Pesquisadores analisam sangue de curados do coronavírus atrás de tratamento

Auxílio emergencial

O calendário para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais deve ser anunciado nesta segunda-feira (6) pela Caixa Econômica Federal.

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, disse na sexta-feira (3) que será usado um aplicativo para celulares para identificar os trabalhadores informais que não estão em nenhum cadastro do governo, mas têm direito de receber o benefício.

O benefício é uma das medidas de alívio à crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Ele se destina a pessoas sem carteira assinada e renda fixa, afetadas pelas medidas de isolamento social adotadas para conter a velocidade da Covid-19 no Brasil.

‘Guerra’ por equipamentos

Trump durante coletiva — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

Trump durante coletiva — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que 8 milhões de máscaras e 300 milhões de luvas começaram a ser distribuídas em todo o país.

“Todos esses materiais serão distribuídos diretamente para os hospitais”, disse Trump em entrevista coletiva. O governo dos EUA já foi acusado de desviar equipamentos, incluindo máscaras, que iriam para Alemanha, França e Brasil.

Segundo o presidente dos EUA, 1,6 milhão de norte-americanos já foram testados para o coronavírus. “Nós temos um grande sistema agora, estamos trabalhando com os estados”, disse.

Os EUA são o país com o maior número de infectados pela doença. São mais de 330 mil casos confirmados, com mais de 9,5 mil mortes.

O estado de Nova York segue como epicentro da doença. Um tigre de 4 anos testou positivo para a doença no zoológico do Bronx. Esse pode ser o primeiro caso de infecção pelo vírus em um animal nos Estados Unidos e também o primeiro em um tigre no mundo, de acordo com o “The New York Times”.

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters

Nadia, uma tigresa malaia de 4 anos, no Zoológico do Bronx, em Nova York, em imagem se data; a instituição informou, em 5 de abril de 2020, que o animal testou positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) — Foto: Reuters

Esperança na Europa

O número de mortos pelo coronavírus na Itália no fim de semana foi de 525, o mais baixo em duas semanas, anunciou neste domingo a Defesa Civil. O balanço representa uma redução de 25% em relação às mortes anunciadas no sábado, quando 681 foram registradas.

“São boas notícias, mas não deveríamos baixar a guarda”, disse o chefe da Defesa Civil, Angelo Borrelli. “A curva começou sua queda”, comemorou o chefe do Instituto Superior de Saúde, Silvio Brusaferro. A redução do número de mortos “é um dado muito importante”, assinalou.

Na Espanha, o número de mortos diários por coronavírus caiu neste domingo (5) pelo terceiro dia consecutivo, com 674 mortes em 24 horas, o que eleva o balanço total para 12.418 pessoas. Foi o menor número de óbitos dos últimos dez dias no país, o segundo com mais mortes no mundo.

No Reino Unido, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de 55 anos, foi internado neste domingo (5) para realizar exames por seguir apresentado sintomas relativos ao coronavírus. Mesmo com a internação, Johnson segue no comando do governo e mantém contato com integrantes do seu gabinete.

E neste domingo, a rainha Elizabeth II fez um discurso no qual elogiou o espírito nacional dos britânicos e pediu que a população supere o tempo de “dor” e “enormes mudanças” que a pandemia do coronavírus trouxe.

No raro pronunciamento, o 5º no seu reinado, a soberana de 93 anos agradeceu aos britânicos que estão permanecendo em casa para evitar a propagação da doença e destacou o esforço dos profissionais do sistema público de saúde.

São quase 5 mil vítimas em decorrência da Covid-19 no Reino Unido.

Rainha Elizabeth II faz pronunciamento para tranquilizar população sobre o coronavírus

Rainha Elizabeth II faz pronunciamento para tranquilizar população sobre o coronavírus

O Assunto

A quarentena de Gilberto Gil e Preta Gil. O pai está na serra fluminense. A filha, na cidade do Rio de Janeiro, depois de encarar sozinha, em São Paulo, a infecção pelo novo coronavírus. Para ele, o isolamento social não é de todo estranho, além de oferecer oportunidades de reflexão e recomeço. Ela conta como Gil a ajuda, mesmo à distância. Na conversa com Renata Lo Prete, os dois também revelam seus planos para o “depois” e cantam juntos a música da quarentena. Ouça acima

Preciso ir ao mercado. E, agora?

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que as pessoas fiquem em casa para diminuir a disseminação do novo coronavírus. No Brasil, a população tem feito o isolamento social e saído de casa apenas para as atividades essenciais. Os idosos e as pessoas do grupo de risco, principalmente, devem evitar sair de casa. Mas como comprar comida e bebida sem sair de casa?

G1 fez um vídeo que mostra o passo a passo para fazer as compras do supermercado sem sair do sofá de casa por meio de um aplicativo na capital de São Paulo. Dependendo da cidade, além de aplicativos, ainda é possível pedir os produtos do mercado por sites, mensagem no WhatsApp e até ligação.

Quando essas opções não funcionam, a pessoa pode entregar a lista do mercado para vizinhos, amigos, familiares e até para entregadores de confiança.

Saudades do barulho?

Muita gente que nunca tinha feito home office foi obrigado a aderir à prática por causa da pandemia do coronavírus. Pensando em quem sente falta da movimentação e do barulho de seus colegas de trabalho, alguns serviços oferecem sons ambientes de lugares como cafeterias, livrarias e restaurantes.

A ideia é apoiada por um estudo sobre criatividade da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, que indica que um nível médio de ruído ajuda o cérebro a pensar de forma abstrata. Tem até sons de chuva e até cenários fictícios.

Curtas e rápidas

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecim

Após ter alta médica da UTI, prefeito de São Bernardo do Campo chora em vídeo de agradecimento

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA DO G1

Por G1

 


Tire dúvidas sobre a economia em tempos de pandemia. E os R$ 600 de ajuda do governo? Quando esse dinheiro chega? O Assunto discute sobre a lentidão do governo para socorrer trabalhadores. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer votar hoje, em dois turnos, a PEC do “Orçamento Paralelo”. Os EUA chegam a um número recorde: mil mortes em um dia. As novas orientações sobre o uso de máscaras caseiras. Está em casa? Tem opções de lives para suavizar seu isolamento. E se você está enchendo a cara justamente por estar em casa, cuidado!

Tire dúvidas sobre a economia

Governo anuncia medida que permite redução de jornada e salário

Governo anuncia medida que permite redução de jornada e salário

Para lidar com a pandemia de coronavírus, a orientação é a quarentena – o que mantém escolas, comércios e muitas outras atividades paralisadas. Com isso, a atividade econômica sofre um baque: as estimativas são de que o mundo sofra uma recessão. Para tentar minimizar efeitos da crise, o governo lançou uma série de medidas econômicas. Tire dúvidas sobre as principais mudanças na vida econômica dos brasileiros e entenda o que muda com as medidas já anunciadas.

R$ 600,00: quando?

Governo publica lei com socorro a informais em edição extra do Diário Oficial

Governo publica lei com socorro a informais em edição extra do Diário Oficial

O governo federal publicou ontem a lei que cria um auxílio de R$ 600 mensais, por três meses, a trabalhadores informais. O benefício é uma das medidas de alívio à crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. O projeto foi aprovado pela Câmara há uma semana e pelo Senado na última segunda (30), quando seguiu para a sanção de Jair Bolsonaro.

A MP foi publicada junto à sanção da lei. Segundo Bolsonaro, a expectativa é de que o pagamento do auxílio de R$ 600 comece na próxima semana. Nem a lei, nem o governo informam uma data precisa.

Orçamento Paralelo

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual na quarta-feira (1º) — Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual na quarta-feira (1º) — Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que pretende votar hoje, em dois turnos, a PEC do “Orçamento Paralelo”, que separa do Orçamento Geral da União os gastos emergenciais para enfrentar a crise do coronavírus. A leitura do parecer foi feita na quarta-feira, mas a votação foi adiada a pedido dos parlamentares.

O Assunto

Entenda sobre a lentidão do governo para socorrer trabalhadores. Para explicar as novas medidas anunciadas nesta semana pelo governo, Renata Lo Prete conversa com o economista Manoel Pires, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, que analisa o tamanho da perda de renda para trabalhadores e fala quais medidas adicionais deveriam ser tomadas neste momento, e também com o jornalista da Globo em Brasília Valdo Cruz, que relata o porquê da demora em colocar propostas em prática. Ouça:

Confinamento até maio

Ciclistas que trabalham com entrega de alimentos passam pela Piazza Duomo em Milão, na Itália, que estava deserta na terça-feira (31) — Foto: Piero Cruciatti / AFP

Ciclistas que trabalham com entrega de alimentos passam pela Piazza Duomo em Milão, na Itália, que estava deserta na terça-feira (31) — Foto: Piero Cruciatti / AFP

O chefe da Defesa Civil Italiana, Angelo Borrelli, afirmou que o confinamento devido à pandemia de coronavírus vai durar pelo menos até 2 de maio. Ele não acredita que a situação de emergência passará antes de 1º de maio e que os italianos terão que ficar em casa “por muitas semanas” ainda.

Borrelli reiterou a necessidade de “isolamento rigoroso” e observou que “o coronavírus mudará a abordagem em relação aos contatos humanos e interpessoais”.

“Teremos que manter distância por algum tempo”, afirmou.

Mais de mil de mortes em um dia

Paciente é retirado de ambulância no Broward Health Medical Center, em Fort Lauderdale, na Flórida — Foto: Joe Raedle / Getty Images / AFP Photo

Paciente é retirado de ambulância no Broward Health Medical Center, em Fort Lauderdale, na Flórida — Foto: Joe Raedle / Getty Images / AFP Photo

Os Estados Unidos bateram o recorde mundial de mortos por Covid-19 em um dia, com 1.169 mortes. Número foi registrado entre as noites de quarta (1º) e quinta-feira (2), superando recorde da Itália, de 969 mortes em 27 de março. País registra o maior número de casos confirmados no mundo, com mais de 244 mil.

Máscaras caseiras

Ministro da Saúde volta a sugerir que pessoas usem máscaras caseiras

Ministro da Saúde volta a sugerir que pessoas usem máscaras caseiras

O Ministério da Saúde divulgou um manual para fazer máscara caseira. Governo informou que vai lançar uma campanha digital para incentivar a produção caseira de máscaras de pano. Entenda a razão.

1ª morte no Brasil

Primeiro caso do novo coronavírus no Brasil foi quase um mês antes do divulgado

Primeiro caso do novo coronavírus no Brasil foi quase um mês antes do divulgado

primeira morte causada por coronavírus no Brasil ocorreu em 23 de janeiro, mais de um mês antes daquele que foi confirmado como o primeiro caso. De acordo com o Ministério da Saúde, a descoberta é resultado de uma “investigação retrospectiva” dos pacientes internados com quadros de síndrome respiratória aguda grave. A paciente que agora é considerada a primeira a ter Covid-19 no país tratava-se de uma mulher de 75 anos, que era moradora de Minas Gerais.

Filipinas: ordem para atirar

Brasileiro se diz preocupado com ordem do presidente Rodrigo Duterte para atirar em quem desrespeitar regras de isolamento nas Filipinas — Foto: Arquivo pessoal

Brasileiro se diz preocupado com ordem do presidente Rodrigo Duterte para atirar em quem desrespeitar regras de isolamento nas Filipinas — Foto: Arquivo pessoal

A declaração do presidente da Filipinas, Rodrigo Duterte, de que autorizou as forças de segurança a atirar em quem perturbar as regras de confinamento impostas por causa da pandemia de Covid-19 provocou ainda mais preocupação em um turista do Rio de Janeiro que não conseguiu deixar o país.

“Se o presidente está dando aval para militar disparar contra alguém que está descumprindo uma ordem, eu prefiro não pagar pra ver. A gente fica com medo”, disse ao G1 o brasileiro que pediu para não ser identificado.

O país já registrou mais de 90 mortes e 2,3 mil casos de Covid-19, praticamente todos nas últimas três semanas.

Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio retirou material de leitos do CTI do Hospital Espanhol — Foto: Reprodução

Prefeitura do Rio retirou material de leitos do CTI do Hospital Espanhol — Foto: Reprodução

A Prefeitura do Rio adotou medida inédita na luta contra o coronavírus: retirou equipamentos médicos de um hospital privado desativado para usá-los na rede municipal. A Procuradoria citou pandemia ‘única na História’ para autorização de uso de bens.

Consulta confusa

 — Foto: Reprodução / TV Globo

— Foto: Reprodução / TV Globo

Um paciente de 63 anos disse que hospital em SP o orientou a tomar medicamento sem diagnóstico de coronavírus. Rede de saúde Prevent Senrior informou que ‘o uso da hidroxicloroquina associado à azitromicina faz parte de protocolo de pesquisa científica aprovado pelo Ministério da Saúde’ e nega falha no atendimento. Uso incorreto de medicamento pode causar insuficiência cardíaca, comportamento suicida e até cegueira.

Lives para suavizar o isolamento

Márcia Fellipe, Léo Sanana e Diplo — Foto: Divulgação

Márcia Fellipe, Léo Sanana e Diplo — Foto: Divulgação

G1 lista as principais transmissões programadas para esta sexta-feira. Forró de Márcia Fellipe, pagodão de Léo Santana e eletrônica de Diplo estão entre as opções de lives musicais. Mas há mais opções: tem o arrocha de Pablo com Tierry; o indie rock da americana Soccer Mommy no canal francês La Blogothèque; Júnior Bass Groovador mostra no Instagram o baixo que seduziu Jack Black. E mais…

Homenagem aos profissionais da saúde

Deco, Conrado, Julio e Tito com as cachorinhas Mia e Pipa — Foto: Divulgação

Deco, Conrado, Julio e Tito com as cachorinhas Mia e Pipa — Foto: Divulgação

Banda Hotelo faz homenagem a profissionais da saúde e fala sobre período de “isolamento juntos”. Quarteto, que mora junto em SP, lançou três músicas sobre o distanciamento social. Banda faz músicas “good vibes” na mesma linha de Melim e Anavitória. Veja clipes.

Happy hour virtual

A analista de atendimento ao consumidor Juliana Mariano teve a primeira experiência de 'happy hour virtual' nesta terça-feira — Foto: Arquivo pessoal / Juliana Mariano

A analista de atendimento ao consumidor Juliana Mariano teve a primeira experiência de ‘happy hour virtual’ nesta terça-feira — Foto: Arquivo pessoal / Juliana Mariano

Happy hour virtual virou alternativa em época de quarentena. Em isolamento social, brasileiros substituíram a ida ao bar para o happy hour por ligações de vídeo com amigos e colegas do trabalho. Entrevistados dizem que é importante ter momentos de descontração apesar da pandemia do novo coronavírus.

Home office

 — Foto: Divulgação

— Foto: Divulgação

Bebendo muito? Cuidado

Hábito de fim de semana tem sido mais comum durante quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Hábito de fim de semana tem sido mais comum durante quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Com quarentena, a venda e consumo de bebidas alcoólicas aumentou no Rio. Comercialização ultrapassou períodos de pico como o carnaval. Especialista alerta sobre cuidado com mudança de hábito.

Curtas e Rápidas:

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para esta sexta-feira (3) no Brasil

Veja a previsão do tempo para esta sexta-feira (3) no Brasil

Fonte: G1

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PRIMIERAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA DO G1

Por G1

 


O governo anunciou a medida provisória que permitirá a redução da jornada de trabalho com redução de salário. A votação do ‘orçamento de guerra’ na Câmara ficou para amanhã. Podcast narra o drama de quem trata pacientes do novo coronavírus; ouça em O Assunto. Quem deve usar máscara? O Ministério da Saúde mudou o roteiro e recomendou até a produção caseira. Cabelos: cortar ou não? Bom prato: saber cozinhar é bom para o bolso. Mais de 150 brasileiros estão retidos na Tailândia. Rio em silêncio: vídeo mostra a cidade em tempos de isolamento. Veja 13 erros comuns na declaração do Imposto de Renda e como evitá-los.

Redução de jornada e salário

Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho

Governo detalha proposta que autoriza empresas a reduzir salários e jornada de trabalho

O governo anunciou a medida provisória que permitirá a redução da jornada de trabalho com redução de salário. A MP faz parte das iniciativas para enfrentar a crise provocada pela pandemia de coronavírus. O custo previsto da medida é de R$ 51 bilhões. O programa deve atender a 24,5 milhões de trabalhadores. A redução poderá ser de 25%, 50% ou de 70% e vigorar por 90 dias. Entenda mais.

‘Orçamento de guerra’

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual na quarta-feira (1º) — Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conduz sessão virtual na quarta-feira (1º) — Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

A votação do ‘orçamento de guerra’ na Câmara ocorrerá amanhã. Rodrigo Maia tentou votar texto-base, mas parlamentares pediram mais tempo para analisar texto.

O Assunto

Covid-19: o drama de quem trata pacientes. Enfermeira há 18 anos, Mara conta que, agora, antes de ir para o plantão tem crises de choro. Ismael é médico e fala do choque que é ver colegas morrendo. Lariane é residente e relata que saiu da casa para não contaminar pais idosos. Renata Lo Prete conversa com os três que estão na linha de frente na luta contra o novo coronavírus. Ouça:

Testes com pacientes curado

Entrada do Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo — Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

Entrada do Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo — Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

O Hospital Albert Einstein espera autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para começar a fazer testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do coronavírus em doentes em estado grave. A pesquisa ainda não teve início e o protocolo para os testes dependem de avaliação prévia da comissão.

Patricarca do Jazz

Ellis Marsallis, em imagem de abril de 2019 — Foto: Sophia Germer / Arquivo / AP Photo

Ellis Marsallis, em imagem de abril de 2019 — Foto: Sophia Germer / Arquivo / AP Photo

pianista Ellis Marsalis, considerado um dos pais do jazz no final do século 20, morreu aos 85 anos. A causa foram complicações associadas ao novo coronavírus, informou seu filho, o saxofonista Brandford, outro grande nome do jazz, sem revelar onde o pai morreu.

“Meu pai era um gigante como músico e como professor, mas ainda maior como pai”, disse Branford.

Máscaras para todos?

Mandetta defende a produção e o uso de máscaras caseiras

Mandetta defende a produção e o uso de máscaras caseiras

Quem deve usar máscara? O Ministério da Saúde ampliou a indicação e recomendou até a produção caseira. Essas proteções eram recomendadas somente para pessoas com sintomas e para profissionais da saúde. Agora, o Ministério faz ressalvas, mas diz que elas podem ser usada por toda a população. Tire suas dúvidas.

Cabelos: cortar ou não?

Cabeleireiros dão dicas de como cuidar dos cabelos na quarentena

Cabeleireiros dão dicas de como cuidar dos cabelos na quarentena

Salões fechados, isolamento por tempo indefinido. Enquanto as pessoas tentam se acostumar com a nova rotina de trabalho em casa, outra preocupação secundária começa a chamar atenção: e o cabelo, o que fazer? Raspar no caso dos homens? Ver vídeos no Youtube e tentar cortar por conta própria no caso das mulheres? Profissionais dão dicas de como cuidar dos cabelos durante o isolamento.

Saber cozinhar é bom para o bolso

Almoço preparado pelo advogado Leandro Araujo, que aprendeu a cozinhar durante a quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Almoço preparado pelo advogado Leandro Araujo, que aprendeu a cozinhar durante a quarentena — Foto: Arquivo pessoal

Viver de delivery ou comida pronta pode não ser bom para a saúde, nem para o bolso. Por isso, alguns leigos na cozinha preferiram se virar para aprender a preparar suas próprias refeições no confinamento causado pelo novo coronavírus. Veja dicas para fugir do delivery.

“Quem sabe cozinhar come melhor todos os dias, e é bom ter isso como motivação”, diz advogado.

Motoristas de aplicativos e entregadores

Aplicativos de entrega e de transporte anunciam auxílios para trabalhadores durante pandemia do coronavírus. — Foto: Kid Júnior / G1

Aplicativos de entrega e de transporte anunciam auxílios para trabalhadores durante pandemia do coronavírus. — Foto: Kid Júnior / G1

Os aplicativos de transporte não têm relação de emprego formal com os trabalhadores dessas plataformas, que passam agora por uma situação complicada durante a pandemia de coronavírus. Eles precisam trabalhar ou não terão renda. Veja medidas adotadas por aplicativos para auxiliar motoristas e entregadores.

Brasileiros no exterior

Grupo de brasileiras foi para Tailândia para para participar de imersão em meditação. Elas não têm previsão de embarque para o Brasil — Foto: Luciana Machado Fiel / Arquivo Pessoal

Grupo de brasileiras foi para Tailândia para participar de imersão em meditação. Elas não têm previsão de embarque para o Brasil — Foto: Luciana Machado Fiel / Arquivo Pessoal

A Embaixada do Brasil em Bangcoc está tentando organizar um voo fretado para a repatriação de dezenas de brasileiros retidos em Tailândia, Laos e Camboja por conta da paralisação da aviação em meio à pandemia do novo coronavírus. A representação diplomática diz ter conhecimento de 159 cidadãos nesta situação apenas em território tailandês.

Indígenas em perigo

Aldeia Xakriabá em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá / Arquivo pessoal

Aldeia Xakriabá em Minas Gerais — Foto: Célia Xakriabá / Arquivo pessoal

Uma política pública destinada às aldeias é urgente. “Antes do vírus, o que preocupa é a fome”, diz líder indígena de Minas Gerais sobre pandemia. “Somos um povo de costumes coletivos. Estamos fazendo todo esforço possível para que o primeiro caso não chegue. Se chegar, será um extermínio”, disse a doutora em antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e líder indígena, Célia Xakriabá.

Rio em silêncio

Rio em silêncio: quarenta deixa cidade vazia

Rio em silêncio: quarenta deixa cidade vazia

Vídeo mostra a cidade em tempos de isolamentoG1 percorreu, do nascer do sol ao anoitecer, bairros, centros comerciais e praias após os decretos para restringir a circulação da população e o contato social.

Tragédia nos EUA

Em Nova York. profissionais de saúde colocam uma vítima da Covid-19 em um carro — Foto: Stefan Jeremiah / Reuters

Em Nova York. profissionais de saúde colocam uma vítima da Covid-19 em um carro — Foto: Stefan Jeremiah / Reuters

número de mortos por Covid-19 nos Estados Unidos passou dos 5.000, segundo contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins. Por volta das 23h35 (de Brasília) de ontem, a quantidade de vítimas fatais estava em 5.116, enquanto o total de casos confirmados chegou a 215.417 em todo país.

Tragédia no Equador

Equador é um dos países da região com mais casos confirmados e mortes por covid-19 — Foto: Vicente Gaibor del Pino / Reuters

Equador é um dos países da região com mais casos confirmados e mortes por covid-19 — Foto: Vicente Gaibor del Pino / Reuters

O governo do Equador informou que removeu 150 cadáveres que estavam em várias casas em Guayaquil, depois do caos ocorrido naquela cidade devido à pandemia do novo coronavírus que atrasou esse serviço. As autoridades, porém, não confirmaram quantas vítimas da Covid-19 estão entre os mortos.

Curtas e Rápidas – Coronavírus:

Mauricio de Sousa faz cartum em homenagem a Daniel Azulay — Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa

Mauricio de Sousa faz cartum em homenagem a Daniel Azulay — Foto: Divulgação / Mauricio de Sousa

  • Daniel Azulay, vítima de coronavírus, é homenageado por cartunistas em exposição virtual
  • Empresas de RH oferecem serviços digitais gratuitos para agilizar recrutamento de hospitais no combate à Covid-19
  • Plataforma digital reúne campanhas de arrecadação de doações para moradores do Rio
  • Bombeiro diz que é ‘experiência fantástica’ tocar trompete para moradores em quarentena no Rio
  • Com quarentena, venda e consumo de bebidas alcoólicas aumentam no Rio

Imposto de Renda

 — Foto: Arte G1

— Foto: Arte G1

Veja 13 erros mais comuns e como evitá-los. Entre deslizes estão omissão de rendimentos, erro na digitação de valores e dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagadoras.

Curtas e Rápidas:

Fonte: G1

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUARTA-FEIRA

Por G1

 


Bolsonaro deve sancionar hoje o socorro de R$ 600 ao trabalhador informal. O Assunto fala sobre a importância de treinar equipes para lidar com pacientes graves de coronavírus. Veja como os brasileiros afetados pelo impacto da epidemia na economia estão se virando com as contas. As verdades em um 1° de abrilSolidariedade: a ajuda de montadoras, voluntários, motoboy, narrador esportivo e até Thor. Dicas de exercícios para encarar o confinamento. A balança comercial e um novo saque do FGTS.

Socorro de R$ 600

Bolsonaro ainda não assinou auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais

Bolsonaro ainda não assinou auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais

O presidente Jair Bolsonaro deve sancionar hoje o socorro de R$ 600 ao trabalhador informal, que o Senado aprovou na segunda-feira (30). Segundo O IBGE, 38 milhões de brasileiros estão na informalidade.

O Senado pode em sessão hoje estender o benefício a outras categorias, como caminhoneiros, taxistas, motoristas de aplicativos, entre outros.

O governo deve também enviar ao Congresso Nacional a Medida Provisória que vai prever a possibilidade de redução de jornada, com diminuição proporcional de salário.

Queda de renda

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens

— Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Brasileiros afetados pelo desemprego e queda ou interrupção nas suas atividades em decorrência da quarentena devido ao avanço do novo coronavírus já começaram a refazer as contas. Entre as medidas relatadas estão interrupção do pagamento do cartão de crédito, corte nas compras do supermercado e de pedidos de entrega de comida e até de internet. Veja mais.

Pronunciamento

Em pronunciamento, Bolsonaro não usa interpretação equivocada da fala do diretor da OMS

Em pronunciamento, Bolsonaro não usa interpretação equivocada da fala do diretor da OMS

Bolsonaro fez ontem, em rede nacional de televisão, o quarto pronunciamento sobre a crise do coronavírus. Desta vez, ele mudou o tom: não criticou diretamente o isolamento social como forma de conter a pandemia, método defendido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo próprio Ministério da Saúde. No último dia 24, ele chegou a pedir na TV a “volta à normalidade” e o fim do “confinamento em massa”. O presidente tem sido um dos poucos chefes de Estado no mundo que defende a retomada da atividade econômica em meio à pandemia.

Na noite de ontem, Bolsonaro disse não pretender negar a importância das medias preventivas, mas ressalvou que é preciso pensar nos cidadãos “mais vulneráveis”. O presidente disse ter como missão “salvar vidas, sem deixar para trás os empregos”.

O pronunciamento foi acompanhado de ‘panelaços’ pelo Brasil.

Ministro da AGU em casa

Ministro André Mendonça — Foto: Reprodução / GloboNews

Ministro André Mendonça — Foto: Reprodução / GloboNews

advogado-geral da União, André Mendonça, entrou em isolamento, por suspeita de ter contraído o novo coronavírus. Na segunda (30), ele participou de entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado dos ministros Luiz Henrique Mandetta. (Saúde), Walter Souza Braga Netto (Casa Civil),Tarcísio Gomes (Infraestrutura) e Onyx Lorenzoni (Cidadania).

“Queridos, desde ontem manifesto sinais de possível infecção. Corpo dolorido, tosse seca, mas sem febre. Hoje fiz o teste para Covid. Pode ser apenas resultado do ritmo de trabalho, mas para prevenir eventual transmissão a outros, aguardo o resultado em casa. Sigo trabalhando”, escreveu o ministro em uma rede social.

O Assunto

Covid-19 – vai faltar leito de UTI? Neste episódio, Carlos Carvalho, diretor da divisão de pneumologia do Instituto do Coração e chefe da UTI Respiratória do Hospital das Clínicas de São Paulo, fala da importância de treinar equipes para lidar com pacientes graves de coronavírus. Ouça:

1º de abril

Neste 1º de abril, o que se espera é que ainda mais boatos sobre a pandemia do novo coronavírus inundem as redes sociais. Mas nem tudo o que circula é mentira. A equipe do Fato ou Fake reúne algumas mensagens que são, sim, verdadeiras, mesmo com toda essa desinformação na web.

A ajuda das montadoras

Fiat Chrysler vai consertar respiradores quebrados para ajudar no combate ao coronavírus — Foto: Divulgação

Fiat Chrysler vai consertar respiradores quebrados para ajudar no combate ao coronavírus — Foto: Divulgação

Ao menos 6 fabricantes de veículos já anunciaram ações de ajuda no combate ao coronavírus. Com todas as fábricas de automóveis paradas no país, as marcas agora estão concentrando seus esforços em iniciativas como a produção de protetores faciais, o reparo de respiradores e criação de hospitais de campanha. Veja ações.

Voluntários dão lanches e mensagens

Em Limeira, voluntários penduram lanches em varal para moradores de rua durante pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

Em Limeira, voluntários penduram lanches em varal para moradores de rua durante pandemia — Foto: Arquivo Pessoal

Voluntários penduram lanches em varal para ajudar moradores de rua de Limeira, no interior de São Paulo, durante pandemia. Diariamente, grupo distribui entre 30 e 35 sanduíches, que vêm acompanhados de mensagens de esperança. ‘A gente tem que olhar para o próximo com mais carinho’, diz voluntária.

Thor dos caminhoneiros

Vestido de Thor, fisioterapeuta entrega marmitas a caminhoneiros na Rodovia Anhanguera em Orlândia (SP) — Foto: Gabriel Grasi / Acervo pessoal

Vestido de Thor, fisioterapeuta entrega marmitas a caminhoneiros na Rodovia Anhanguera em Orlândia (SP) — Foto: Gabriel Grasi / Acervo pessoal

Vestido de Thor, fisioterapeuta distribui marmitas grátis a caminhoneiros na Rodovia Anhanguera. Com ajuda de amigos, Gabriel Grasi prepara quentinhas e as entrega com refrigerante e água em Orlândia, SP. Iniciativa chamou atenção de internauta, que estão fazendo doações.

Narrando o confinamento

Vídeo viralizou com jovem narrando a rotina dos pais durante a quarentena

Vídeo viralizou com jovem narrando a rotina dos pais durante a quarentena

Um vídeo amador de um jovem narrando as atividades caseiras durante o confinamento por conta do novo coronavírus ganhou a internet nos últimos dias e foi compartilhado por diversos perfis populares nas redes sociais. O autor da produção é o potiguar Aureo Deni, de 20 anos. Na gravação de menos de um minuto, ele se passa por um locutor esportivo, com fones de ouvido, operando uma mesa de som com direito a vinhetas, e narra cenas simples do dia a dia: a mãe tomando café e o pai aguando as plantas.

Motoboy solidário

Motoboy solidário do RJ faz entrega grátis para idosos manterem isolamento social

Motoboy solidário do RJ faz entrega grátis para idosos manterem isolamento social

Um motoboy solidário faz entregas grátis para que idosos não saiam de isolamento social no RJ. Wallace dos Santos Soares faz entregas de remédios e pequenas compras em São Gonçalo. Lucília de Souza, de 73 anos, recebeu máscaras e aprovou atitude: ‘Louvável’.

  • Publicitários criam campanha para incentivar doações para entregadores em meio à pandemia do coronavírus

Quarentena fitness

Profissionais famosos na web usam redes sociais para ensinar exercícios durante quarentena

Profissionais famosos na web usam redes sociais para ensinar exercícios durante quarentena

Educadores físicos usam redes sociais para dar aulas de graça. Do treino funcional à yoga, atividades com peso do corpo ou com uso de livros e alimentos podem ser solução para aliviar a ansiedade e manter a saúde durante a quarentena. Veja dicas de 5 profissionais entrevistados pelo G1.

Papo para acalmar

Fotógrafa potiguar Isadora Aragão foi uma das primeiras infectadas com o novo coronavírus no RN — Foto: Arquivo Pessoal

Fotógrafa potiguar Isadora Aragão foi uma das primeiras infectadas com o novo coronavírus no RN — Foto: Arquivo Pessoal

Após se curar da Covid-19, mulher abre perfil em rede social para conversar e acalmar pacientes da doença no RN. Fotógrafa potiguar Isadora Aragão, de 28 anos, foi uma das primeiras pacientes diagnosticadas com o novo coronavírus no estado.

Vulneráveis

Modelo em plástico dos pulmões — Foto: Robina Weermeijer / Unsplash

Modelo em plástico dos pulmões — Foto: Robina Weermeijer / Unsplash

Pessoas com doenças respiratórias crônicas, como bronquite ou asma, estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma vez que a infecção causada pelo vírus ataca principalmente o sistema respiratório.

Dentre as doenças respiratórias crônicas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, chama a atenção dos especialistas no Brasil neste momento de pandemia por causa do baixo diagnóstico da doença: apenas 12% dos casos de DPOC no país são diagnosticados.

Turistas brasileiros na Itália

Ligia Cossina em foto feita no Costa Vitoria antes do início da quarentena a bordo — Foto: Ligia Cossina/Arquivo pessoal

Ligia Cossina em foto feita no Costa Vitoria antes do início da quarentena a bordo — Foto: Ligia Cossina/Arquivo pessoal

Brasileiros em cruzeiro ancorado em Roma temem desembarque em um dos países mais afetados por coronavírus. Confinados em suas cabines, eles foram avisados que, ao deixar navio, teriam que passar 14 dias em quarentena na cidade italiana antes de receber autorização para sair do país. Entenda mais sobre o drama.

Sistema S

Medida Provisória (MP) publicada na edição extra desta terça do Diário Oficial da União reduziu pela metade a contribuição ao Sistema S por três meses. O objetivo é diminuir os custos para o empregador em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. A cobrança reduzida começa a valer a partir de hoje, e segue até o dia 30 de junho. A estimativa é que as empresas deixem de gastar R$ 2,2 bilhões.

Curtas e Rápidas – Coronavírus:

  • Blog da Mariza Tavares: plataforma se mobiliza para aumentar número de doações
  • Médicos do RJ organizam formulário para investigar ligação de Covid-19 à perda de olfato
  • Solidão, medo e esperança: como são as músicas recém-lançadas, criadas durante a quarentena
  • Games para quarentena: Veja lista de jogos para celulares que mais se popularizaram durante isolamento
  • Ferramentas criadas por pesquisadores auxiliam no monitoramento da pandemia de coronavírus no Brasil

BBB

Felipe Prior é o décimo eliminado do 'BBB20' — Foto: Reprodução/Globo

Felipe Prior é o décimo eliminado do ‘BBB20’ — Foto: Reprodução/Globo

Felipe Prior foi eliminado do “BBB20” ontem à noite, com 56,73% dos votos. Ele foi o décimo a deixar a casa. O paredão bateu o recorde histórico do programa, com mais de 1,5 bilhão de votos.

Balança comercial

Saem hoje os dados de março da balança comercial. Em fevereiro, a balança comercial registrou superávit de US$ 3,096 bilhões.

Saques do FGTS

Tire dúvidas sobre o saque de aniversário do FGTS

Tire dúvidas sobre o saque de aniversário do FGTS

Os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro que fizeram adesão ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) começam a receber o dinheiro a partir desta quarta-feira. Os saques podem ser feitos pelo App FGTS, pelo site do FGTS e pelo internet banking da Caixa – não é preciso ir até uma agência bancária.

Curtas e Rápidas:

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para quarta-feira (1) no Brasil

Veja a previsão do tempo para quarta-feira (1) no Brasil

Fonte: G1
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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Por G1

 


O ministro da Justiça, Sérgio Moro, autorizou a Força Nacional a dar apoio ao Ministério da Saúde nesses tempos de epidemia no Brasil. Entenda mais da pandemia com a matemática e como ela ajuda a prever índices da curva da doença. Os números do vírus na África não refletem a realidade e há quem defenda ação muito rápida e eficiente na região para se evitar uma hecatombe. O Assunto discute a saúde, a economia e o que salvar primeiro. Fique em casa: home office, jogos online e música para nos segurar isolados. Veja também dicas ao ir ao mercado. O fim do prazo para sacar o FGTS, o desemprego de fevereiro e as contas do governo.

Força Nacional

Uma portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para dar apoio ao Ministério da Saúde nas ações de combate ao novo coronavírus. A decisão vale até o dia 28 de maio, mas pode ser prorrogado em acordo com os estados ou municípios.

A matemática da pandemia

Número de casos do novo coronavírus acelera a uma taxa exponencial, diz OMS

Número de casos do novo coronavírus acelera a uma taxa exponencial, diz OMS

Enquanto cientistas correm contra o tempo para desenvolver tratamentos e vacina contra o coronavírus (Sars-CoV-2) matemáticos simulam cenários com impactos da pandemia. Uma das projeções mais recentes a ganhar destaque foi um estudo liderado pelo Imperial College de Londres. Ele estimou que o Brasil pode ter mais de 1 milhão de mortes por Covid-19 e cerca de 187 milhões de infectados em 2020 se não houver nenhuma estratégia de isolamento social e de enfrentamento do surto. Mas como são feitos esses cálculos?

Hecatombe na África?

Moradores de Eldorado Park, próxima a Joanesburgo, na África do Sul, observam enquanto membros do exército e da polícia aplicam quarentena de 21 dias no país, determinada para frear a disseminação do coronavírus. A África do Sul é o país com mais casos no continente africano. — Foto: Siphiwe Sibeko / Reuters

Moradores de Eldorado Park, próxima a Joanesburgo, na África do Sul, observam enquanto membros do exército e da polícia aplicam quarentena de 21 dias no país, determinada para frear a disseminação do coronavírus. A África do Sul é o país com mais casos no continente africano. — Foto: Siphiwe Sibeko / Reuters

Dezenove dos 54 países do continente africano registraram ao menos uma morte por Covid-19 até 30 de março. Em outros 35 países, não houve vítimas reportadas à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo os dados mais recentes. Os balanços ainda apontam que oito não verificaram casos da doença provocada pelo coronavírus Sars-Cov-2. Em um continente com cerca de 1,3 bilhão de pessoas, há 137 mortes, que representam 0,4% do total das vítimas de Covid no mundo.

Mas os números não significam que o cenário africano seja favorável.

No sábado (28), o ginecologista congolês Denis Mukwege, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2018, disse em entrevista ao jornal francês “Le Monde” que é preciso agir rápido para evitar uma “hecatombe” pela doença. A palavra, usada de forma figurada, significa “uma grande perda de vidas”.

R$ 600,00 para informais

Senado aprova auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais

Senado aprova auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais

O Senado aprovou o projeto que prevê o repasse de R$ 600 mensais a trabalhadores informais. A aprovação foi motivada pela pandemia do novo coronavírus, e o texto prevê o pagamento por três meses. A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada segue para a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Brasileiros retidos

Patrícia Nascimento está no Bahrein e mantém contato com brasileiros em outros países próximos — Foto: Patrícia Nascimento/Arquivo pessoal

Patrícia Nascimento está no Bahrein e mantém contato com brasileiros em outros países próximos — Foto: Patrícia Nascimento/Arquivo pessoal

Brasileiros enfrentam dificuldades causadas por isolamentos decretados pelos governos do Bahrein e do Kuwait. Assim como na Arábia Saudita, os grupos retidos são pequenos, e por isso eles temem não conseguir apoio do Itamaraty para retornar ao Brasil e não sabem como voltarão.

O Assunto

Saúde x economia, o falso dilema do que salvar. Em entrevista a Renata Lo Prete, o economista Carlos Goes explica por que a quarentena, único meio de frear o ritmo da escalada da Covid-19, é também o melhor caminho para a recuperação econômica, uma vez controlada a pandemia. Ouça:

Fique em casa

Manter o foco, acompanhar a rotina de trabalho e ferramentas digitais são importantes durante o isolamento — Foto: Pexels

Manter o foco, acompanhar a rotina de trabalho e ferramentas digitais são importantes durante o isolamento — Foto: Pexels

Home office: veja dicas para manter contato com a equipe, quais apps usar, entenda por que algumas pessoas dizem ser mais produtivas trabalhando em casa e veja alternativas para o trabalho remoto.

  • Desemprego, fake news: moradores do Capão Redondo, em SP, falam sobre clima do bairro na quarentena

Jogos online

Veja trailer de 'Stop'

Veja trailer de ‘Stop’

Em época de isolamento por causa da pandemia do novo coronavírus, jogos online têm promovido um sentimento de proximidade entre pessoas obrigadas a ficarem distantes. Por causa disso, versões digitais do clássico de escola “Stop” (ou “Adedonha”, “Adedanha” e outras de suas variantes regionais) têm apresentado um alto crescimento de popularidade no Brasil: 1000%.

Música no isolamento

Pedro Sampaio, MC Rebecca e Maggie Rogers estão em lista de novidades para ouvir na quarentena — Foto: Divulgação

Pedro Sampaio, MC Rebecca e Maggie Rogers estão em lista de novidades para ouvir na quarentena — Foto: Divulgação

Playlist para a quarentena: 15 novos artistas para ouvir durante o isolamento social. Pop dançante, rap, rock, MPB e balada romântica estão em lista do G1. Ouça músicas e comentários de apostas como Tones and I, MC Rebecca, Cabelinho, PK e King Princess.

Dicas ao ir ao mercado

Cuidados devem ser tomados na ida ao supermercado — Foto: Foto: Arquivo / SVM

Cuidados devem ser tomados na ida ao supermercado — Foto: Foto: Arquivo / SVM

Quais os cuidados na ida ao mercado em meio à pandemia do coronavírus? Luis Fernando Waib, da Sociedade Brasileira de Infectologia, recomenda não levar a mão ao rosto durante as compras no supermercado e diz que, ao pedir delivery de comida, a pessoa também deve ter cuidado com embalagens e sacolas plásticas.

Saques do FGTS

Prazo para retirar o saque imediato do FGTS termina nesta terça-feira, 31

Prazo para retirar o saque imediato do FGTS termina nesta terça-feira, 31

Hoje é o último dia para os saques imediatos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 998 por conta. A partir desta data, os valores não sacados serão devolvidos à conta do FGTS do trabalhador, com as remunerações devidas no período, sem nenhum ônus para o titular da conta.

Desemprego

 — Foto: Divulgação / Reprodução

— Foto: Divulgação / Reprodução

Saem hoje os dados de fevereiro sobre o desemprego. Em janeiro, o desemprego ficou em 11,2%, e atingiu 11,9 milhões de brasileiros. Na mesma ocasião, a informalidade caiu, mas ainda atingiu 40,7% da população ocupada. Já o número de pessoas que não estão procurando emprego e nem trabalhando bateu recorde: 65,7 milhões.

Contas públicas

O Banco Central divulga nesta terça-feira o resultado e fevereiro das contas do setor público consolidado, com dados do governo, estados, municípios e das estatais. Em janeiro, houve um superávit primário de R$ 56,276 bilhões, ou seja, as receitas de impostos e contribuições do governo foram maiores do que as despesas no período.

Curtas e Rápidas:

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para terça-feira (31) no Brasil

Veja a previsão do tempo para terça-feira (31) no Brasil

Fonte: G1

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA DO G1

Por G1

 


O avanço do coronavírus nos Estados Unidos (EUA) fez o presidente Donald Trump mudar de discurso: ele pediu para a população ficar em casa até 30 de abril. No Brasil, o coronavírus já infectou pelo menos 4.256 pessoas e matou 136, segundo o Ministério da Saúde. Nesse contexto, o Fantástico mostrou denúncias de profissionais de saúde que trabalham no contexto de pandemia, o trabalho das UTIs no tratamento dos doentes e os hospitais de campanha que estão sendo erguidos Brasil afora. A cidade de São Paulo reduz a circulação de sua frota de ônibus em 40%. O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro. E a vida em tempos de quarentena é o tema do podcast O Assunto.

Trump posterga isolamento

Trump anuncia que diretrizes de isolamento social nos EUA vão até o fim de abril

Trump anuncia que diretrizes de isolamento social nos EUA vão até o fim de abril

O presidente dos EUA, Donald Trump, mudou de discurso e pediu, em coletiva neste domingo (29), para a população ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12. Ele chegou a defender o afrouxamento das medidas de isolamento e chegou a declarar no sábado (28) que uma quarentena não seria necessária em Nova York, New Jersey e Connecticut. Na coletiva, o presidente disse também que o pico de mortes por coronavírus no país será daqui a duas semanas. Os Estados Unidos são, atualmente, o país com mais casos confirmados de coronavírus no mundo: são mais de 2 mil mortes e mais 100 mil casos confirmados, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

SP reduz para 40% a frota de ônibus

A SPTrans informou que vai reduzir para 40% a frota de ônibus em circulação na cidade de São Paulo a partir desta segunda-feira (30). Até sexta-feira (27), o transporte na capital operava com 55% dos veículos. A frota da cidade é de aproximadamente 15 mil coletivos. De acordo com a empresa, a redução é necessária, pois a utilização dos ônibus tem sido feita por 23% da média de passageiros, e a medida atende à recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é manter o isolamento social.

Posts de Bolsonaro apagados

Rede social apaga posts de Bolsonaro por violarem regras

Rede social apaga posts de Bolsonaro por violarem regras

Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite de domingo. No lugar das publicações, feitas à tarde, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”. Mais cedo, Bolsonaro provocou aglomerações durante um passeio em Brasília voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do Brasil e do restante do mundo. O passeio e o posicionamento foram registrados em posts no Twitter.

Equipes de saúde sem equipamentos

Profissionais de saúde relatam falta de equipamentos de proteção; denúncias passam de 4mil

Profissionais de saúde relatam falta de equipamentos de proteção; denúncias passam de 4mil

Fantástico teve acesso com exclusividade a quase cinco mil denúncias recebidas pela Associação Médica Brasileira e e pelo Conselho Federal de Enfermagem nas duas últimas semanas. Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde de todos os estados do país estão trabalhando sem os equipamentos de proteção individual, os EPIs, essenciais pra evitar a contaminação pelo novo coronavírus. “Luvas escassas, quase nenhum avental impermeável e N95 nenhuma! Estamos desesperados”, relata um dos relatos. A escassez atinge até itens básicos como sabão. As denúncias vêm de hospitais públicos e particulares.

As UTIs em tempos de coronavírus

Exclusivo: veja imagens do trabalho nas UTIs que recebem pacientes de Covid-19

Exclusivo: veja imagens do trabalho nas UTIs que recebem pacientes de Covid-19

Imagens exclusivas do Fantástico mostram o cenário do trabalho em UTIs do Rio de Janeiro em tempos de coronavírus. Edmar Santos, secretário de Saúde do estado, diz que a mortalidade por coronavírus nas UTIs está sendo de quase 50%. “É praticamente um cara ou coroa. Nós tivemos alguns óbitos em menos de 24 horas”, afirmou. A rede estadual de saúde do Rio conta hoje com 154 leitos de UTI somente para o coronavírus, número que deve aumentar até maio. A previsão é que sejam abertos outros 660.

Estados montam hospitais de campanha

Hospitais de campanha são montados em São Paulo para atender pacientes com a Covid-19

Hospitais de campanha são montados em São Paulo para atender pacientes com a Covid-19

Hospitais de campanha estão sendo erguidos a toque de caixa, Brasil afora. Em São Paulo, os hospitais estão sendo montados no estádio do Pacaembu e no Centro de Convenções do Anhembi. Em Fortaleza, a construção é no estádio Presidente Vargas. Em Roraima, o Exército ajudou a erguer um hospital de campanha na capital Boa Vista e no estádio Canarinho. No Rio de Janeiro, o Maracanã, palco de muitos clássicos, deve ser transformado em hospital, e o Riocentro, um espaço de convenções importantes na cidade, também.

O Assunto

Boris Fausto e o filho Sergio Fausto conversam – à distância – com Renata Lo Prete sobre os aprendizados do cotidiano em isolamento social. Eles estão cada um em sua casa, na cidade de São Paulo. O historiador de 89 anos faz reflexões que vão desde o paralelo com a gripe espanhola, um século atrás, até a oportunidade de repensar hábitos e modos de pensar. O cientista político de 57 analisa o momento do Brasil, enquanto tenta conciliar o home office com as tarefas domésticas.

Curtas e rápidas

Previsão do tempo

Semana começa com chuva em boa parte do país nesta segunda-feira

Semana começa com chuva em boa parte do país nesta segunda-feira

Fonte: G1

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA TERÇA-FEIRA

Por G1

24/03/2020 03h00  Atualizado há 10 minutos


São Paulo, o estado com mais casos de coronavírus, entra em quarentena. Só farmácias e supermercados funcionarão, além dos hospitais. Na cidade do Rio, o comércio também ficará obrigatoriamente fechado. Governo publica a revogação do trecho de MP que suspenderia salários em meio à pandemia. O que os pais podem fazer para que as crianças aproveitem o tempo na quarentena. E a importância da vacinação contra a gripe para conter os efeitos da Covid-19 está no podcast O Assunto.

INTERNACIONAIS

China ainda teme coronavírus

A China anunciou que foram registrados nas últimas 24 horas 78 novos casos da Covid-19, a maioria deles importada do exterior, o que gera o temor de uma nova onda de infecções. Das 78 novas infecções relatadas nesta terça, 74 são casos importados, ou seja, quase o dobro do dia anterior.

Fonte: G1

China encara a fatura econômica de vencer o vírus

Primeira contração prevista para a economia chinesa em quase meio século mostra o caminho que aguarda o resto do mundo

Mulher em um estacionamento de táxi vazio uma estação de trem na região oeste de Pequim.Mulher em um estacionamento de táxi vazio uma estação de trem na região oeste de Pequim.KEVIN FRAYER (GETTY IMAGES)

O Taikoo Li é um dos lugares mais visitados de Pequim. Na tarde da sexta-feira, um grupo de transeuntes se preparava para atravessar a rua em frente a esse shopping center e encerrar sua semana de trabalho indo ao cinema, visitando lojas ou jantando em um restaurante. Eram apenas uma dezena, longe da aglomeração que em condições normais dificulta chegar à calçada oposta antes que o semáforo volte a fechar. Mas isso já é um avanço: em fevereiro, esta mesma avenida estava tão deserta que era possível escutar o som de uma moeda caindo ao chão. E todo esse silêncio custa uma fortuna. A China começa a recuperar a vitalidade depois que a luta contra o coronavírus provocou um fechamento absoluto no país ―além de causar 3.200 mortes. Com a infecção finalmente controlada, o país se prepara para receber um segundo impacto: o da sua fatura.

As previsões para o crescimento do PIB no primeiro trimestre do ano indicam que a economia chinesa sofrerá um retrocesso histórico. Se forem cumpridos os augúrios, o resultado será negativo pela primeira vez em quase meio século. Essa etapa ruim revela tanto o vertiginoso progresso das últimas décadas como a dimensão do seu revés. A China não encolhia desde 1976. Naquele ano lamentável, aos estertores da Revolução Cultural se somaram as mortes de Mao Tsé-tung, máximo dirigente da República Popular desde sua fundação, em 1949, a de seu primeiro-ministro Zhou Enlai ―embora este, naquela época, já estivesse havia meses condenado ao ostracismo― e a de mais 250.000 pessoas por causa do devastador terremoto de Tangshan (as cifras extraoficiais elevam a contagem a 750.000). Naquele ano, o PIB chinês se contraiu 1,6%. Para pôr em perspectiva o efeito deste período de bonança: aquela China era a oitava economia mundial, com um PIB apenas 30% superior ao da Espanha. Hoje, cada vez mais perto do primeiro lugar, é quase 10 vezes maior.

O gigante asiático não deteve seu passo desde então, chegando em 14 ocasiões a avançar com pernadas anuais superiores a 10%. Seus números se mantiveram ilesos frente a infortúnios como o massacre de Tiananmen em 1989 (4,2%), a crise financeira de 2008 (9,7%) e a guerra comercial com os Estados Unidos iniciada em 2018 (6,7%). No ano passado, o conflito com a Administração Trump contribuiu para deixar o marcador em 6,1%, cifra que já representava o pior resultado em 29 anos ―justamente desde a instabilidade política e as sanções internacionais de 1990 em reação ao massacre de Tiananmen, (3,9%). O resultado do quarto e último trimestre de 2019 indicava um crescimento anualizado de 6%, segundo menor valor na série histórica desde que as autoridades começaram a publicar dados trimestrais, em 1992. Agora, porém, o coronavírus ameaça transformar esta progressiva desaceleração em uma recessão fulminante.

As previsões dos analistas para os três primeiros meses deste ano vão de -4,2%, na análise do Standard Chartered Bank, a -9%, nas previsões convergentes dos bancos Goldman Sachs e Nomura. Embora a autenticidade do dado definitivo, que será divulgado no mês que vem, suscite dúvidas razoáveis ―ainda mais em se tratando de uma marca tão adversa―, há motivos para a credibilidade. “Refletirá a realidade porque interessa”, aponta Alicia García-Herrero, economista-chefe do Natixis para a Ásia. “Uma cifra negativa transmitirá a mensagem de que o Governo fez um esforço e está ganhando a batalha: é uma estratégia de comunicação”. Existe, além disso, uma segunda razão: o precedente dos primeiros índices econômicos de 2020, publicados nesta segunda-feira, que apontam para um desmoronamento da atividade econômica na China.

As piores cifras da série histórica

Desde a semana passada, o coronavírus já se mede em números econômicos. A produção industrial ―métrica fundamental para “a fábrica do mundo”― teve uma contração de 13,5%. As vendas no varejo, uma expressão do consumo, apresentaram queda de 20,5%, e os investimentos em ativos fixos despencaram 24,5%. E não é só o fato de que os resultados destes três indicadores foram piores do que o esperado: eles nunca estiveram tão ruins.

Não há um só lugar onde o golpe não doa, pois o impacto do fechamento do país para enfrentar a crise afetou todas as dimensões da vida econômica. O consumo de eletricidade, por exemplo, caiu 7,8%. Segundo dados do Escritório Nacional de Estatística, o desemprego passou de 5,2% para 6,2%, maior resultado até hoje. Tomando como base a população ativa do país, isto se traduz em quase cinco milhões de pessoas perdendo seu emprego nos últimos dois meses.

Por tudo isso, e com as infecções a priori sob controle ―quinta-feira passada foi o primeiro dia desde o começo da pandemia em que não se registaram novos contágios domésticos―, o Partido Comunista se dedica a transformar a recuperação em uma nova prioridade. Antes da derrota, o regime chinês tinha dois grandes propósitos marcados no calendário deste ano. Em 2020 a China devia acabar com a extrema pobreza ―medida em termos próprios―, e dobrar o tamanho de sua economia com relação a 2010. Na segunda-feira passada, entretanto, apenas 15 minutos antes de os índices serem divulgados, o jornal oficial China Daily publicou um artigo em que redobrava a aposta na erradicação da extrema pobreza, mas apontava que o segundo objetivo se materializaria “por volta de 2021”. Este adiamento é boa amostra de que o Governo não vai assumir riscos excessivos na hora de nivelar novamente seu balanço econômico. Assim ratificou o primeiro-ministro Li Keqiang em um discurso pronunciado na semana passada em uma sessão do Conselho de Estado. “Não é de grande importância”, afirmou, “que o crescimento econômico seja um pouco mais alto ou um pouco mais baixo enquanto o mercado de trabalho permanecer estável”.

A importância do emprego

“A taxa de desemprego é importante para qualquer país”, afirma Zhu Tian, professor de Economia e vice-reitor da escola de negócios CEIBS. “Existe uma forte correlação entre emprego e PIB. O Governo está tentando fazer com que as empresas mantenham os salários e inclusive contratem novos trabalhadores. Isso, obviamente, pressionará seus lucros, mas a mensagem central é que estamos todos no mesmo barco.” As declarações do primeiro-ministro Li também enfatizam a importância do emprego em duas dimensões paralelas. A primeira, como uma alavanca para reativar o tecido produtivo. Os índices de atividade elaborados pela consultoria Trivium estimam que a economia chinesa já está operando com 70% de sua capacidade, percentual que aumentou nas últimas semanas, mas que as pequenas e médias empresas continuam sendo a ponta mais frágil.

A indústria chinesa enfrenta duas deficiências prementes neste momento: faltam-lhe tanto produtores quanto consumidores. É urgente para o sistema mobilizar a massa de trabalhadores migrantes retidos em suas casas, por isso o Governo apelou ao relaxamento das restrições à circulação. Reabilitar o emprego desencadearia um círculo virtuoso que devolveria equilíbrio ao mercado, pois permitiria aumentar tanto a oferta quanto a renda familiar que desembocam no consumo, ou seja, na demanda.

Este último ponto, o consumo, é um nó. Agora que os focos mais perigosos do coronavírus se deslocaram para a Europa e os Estados Unidos, Pequim teme que uma demanda externa frágil prejudique sua recuperação. Ao mesmo tempo, uma queda no consumo chinês pode tornar a situação no Ocidente ainda mais difícil. “A Grande Depressão é o modelo mais próximo do que acontecerá nos próximos meses, mais que a crise financeira de 2008”, diz García-Herrero. “A chave é que se trata de um choque simétrico que afeta todo o mundo ao mesmo tempo. Estamos pensando em termos de ciclo quando tal coisa não existe: o mundo parou. Não é uma recessão, é uma depressão. Como os preços não subirão [e diminuirá o consumo] quando a atividade perde 20%? A China não pode se isolar, especialmente sem uma moeda reserva”.

A segunda maior consequência do desemprego é sua capacidade de gerar descontentamento popular. Isso é fundamental em um modelo político cujo contrato social troca liberdade individual por prosperidade econômica. Em um contexto de desaceleração como o atual, é inevitável que a renda familiar sofra. “A renda familiar na China evoluiu paralelamente ao PIB. As previsões agora indicam um crescimento entre 2 e 3% para 2020, enquanto há um ano a renda avançava a uma taxa anual de 10%. Não será fácil”, afirma García-Herrero. “É por isso que o Governo procura, quase à custa de tudo, que o desemprego não aumente”. A prosperidade econômica é a primeira fonte de legitimidade para o Governo do Partido. E para o Partido não existe nada acima do Partido. No fim das contas, todas as cédulas, apesar de não fazerem barulho ao cair, têm o rosto de Mao impresso.

Fonte: EL PAÍS

 

Republicanos e democratas travam combate angustiante nos EUA enquanto a economia trepida

Pacote de ajuda de dois trilhões de dólares é negociado contra o relógio em meio ao avanço da pandemia do novo coronavírus

O plano de resgate econômico dos EUA diante da crise mundial do coronavírus, um pacote sem precedentes que pode chegar a dois trilhões de dólares (10,28 trilhões de reais), continua a ser negociado contra o relógio no Congresso, em um cenário de crescente desmoronamento nos mercados financeiros e na chamada economia real. Republicanos e democratas discordam de vários pontos do programa para conter os estragos da parada econômica autoimposta, já com um em cada três cidadãos dos EUA sob a ordem de ficar em casa. Por volta das duas da tarde (hora local), uma segunda votação de procedimento fracassou por causa da rejeição democrata.

A pandemia está avançando nos Estados Unidos a um ritmo que parece tão imparável como nos outros países mais afetados, China, Itália e Espanha. Com mais de 35.000 infectados, o dobro do fim de semana, e quase 500 mortos, as ordens de confinamento, mais ou menos severas, já foram impostas em uma dezena de Estados, os mais populosos. A cessação da atividade econômica associada à do consumo, da vida, em suma, é tão abrupta, tão incomparável com as recessões anteriores, que o país entrou em pânico pelo desastre econômico que se aproxima.

O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que continuaria as negociações e esperava chegar a um acordo durante esta segunda-feira, deixando claro que a votação dos procedimentos prestes a ocorrer estava fadada ao fracasso, como fracassou a de domingo à noite. O plano requer o apoio de 60 dos 100 senadores, e o resultado ficou em 47-47 por causa da rejeição democrata. Schumer admitiu que o projeto republicano já havia incorporado algumas melhorias propostas pela oposição, mas ainda não oferecia garantias suficientes para a proteção dos empregados das empresas resgatadas. “Os trabalhadores primeiro”, enfatizou, é a filosofia do modelo de resgate que os democratas defendem.

O programa inclui o envio maciço de cheques para um grande número de residências, 1.200 dólares (6.170 reais) por adulto e 500 (2.570 reais) por menor de idade, e ainda 350 bilhões de dólares em garantias para as pequenas e médias empresas para ajudá-las a minimizar demissões. Além da expansão da cobertura de saúde, um dos elementos que mais preocupa os republicanos é a quantia de 500 bilhões de dólares em empréstimos para empresas e Estados, já que deixa sua distribuição em mãos do Departamento do Tesouro, de forma arbitrária e com pouca transparência. Nas palavras da senadora Elizabeth Warren, ex-candidata à presidência e muito crítica dos excessos de Wall Street, essa medida se tornaria, de fato, um “fundo ilegal” para as empresas.

O líder da maioria republicana, Mitch McConnell, se expressou com dureza contra a oposição por seu receio em relação ao programa e a acusou de tentar avançar em suas políticas progressistas usando-o como veículo. “Vocês estão brincando comigo?”, alfinetou durante seu discurso antes da votação. “Os democratas não vão nos permitir injetar recursos em hospitais ou pequenas empresas, a menos que consigam tirar o pó do seu Green New Deal.”

Esta crise brutal mundial desencadeada pelo vírus chegou em um momento de grande polarização política nos Estados Unidos, a bem menos de um ano das eleições presidenciais. O Congresso que esta segunda-feira discute o maior programa de ajuda econômica da história moderna é o mesmo em que há apenas um mês e meio, estava sendo julgado ―e absolvido― o presidente Trump, no terceiro impeachment da história do país. De tudo o que encarnava a vida normal, por mais turbulenta que fosse, parece que se passou uma eternidade.

O acordo entre democratas, que controlam a Câmara dos Representantes, e republicanos, majoritários no Senado, é dado como certo no final, mas esta é uma corrida contra o relógio, no campo da saúde e no financeiro. Nesta segunda-feira, antes da abertura dos mercados, o Federal Reserve anunciou que compraria ativos de forma ilimitada e pelo tempo necessário até que os mercados se estabilizassem. Ou seja, um balcão livre de crédito para que a economia não entre em colapso, mas Wall Street parece imperturbável diante de semelhante anúncio. Com a atividade interrompida, as ações das empresas queimam nas mãos dos investidores e os papéis caem na Bolsa. O bloqueio do plano de resgate e salvamento e o aumento das restrições de movimento pesaram mais no ânimo dos que compram e vendem nas Bolsas.

Ansiedade

A ansiedade causada por essa paralisação era óbvia na mensagem que Donald Trump escreveu em sua conta no Twitter no domingo, por volta da meia-noite. “Não podemos permitir que a cura seja pior que o problema, no final do período de 15 dias, tomaremos uma decisão sobre aonde devemos ir”, escreveu o presidente dos EUA. Uma simples repassada nas últimas previsões dos gabinetes de análise da economia ajuda a entender o medo: o Morgan Stanley vê semelhanças com a Grande Depressão de 80 anos atrás e calculou que no segundo trimestre a economia pode cair 30%, o Goldman Sachs estima em 24% e o JP Morgan chega a parecer otimista ao prever uma contração de 14%.

Enquanto isso, as dificuldades continuam. Um senador do Kentucky, Rand Paul, testou positivo para o coronavírus, e outros que tiveram em contato com Paul, Mitt Romney e Mike Lee, ambos de Utah, estão em quarentena por precaução.

Fonte: EL PAÍS

 

Por Blog do BG

Chanceler italiano diz que Brasil enviou ventiladores pulmonares e máscaras à Itália

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, disse nesta segunda-feira, por meio do Twitter, que o Brasil enviou uma carga de ventiladores pulmonares e máscaras de proteção para o país. Segundo o chanceler, os equipamentos serão destinados aos hospitais italianos e “a quem está lutando na linha de frente contra o vírus, especialmente no norte e na Lombardia”. A região é a mais atingida pela pandemia.

O número de mortos Itália aumentou em 602 nas últimas 24 horas, e chegou a 6.078, um aumento de 11%. Apesar da cifra, a maior do mundo, é o menor aumento numérico registrado desde quinta-feira, o que sugere uma tendência de queda. De acordo com números oficiais, 651 pessoas morreram no domingo. No sábado, foram 793 novas vítimas e, na sexta-feira, 627.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não confirmou a remessa. Na sexta-feira passada, o ministro Luiz Henrique Mandetta tinha falado sobre a possibilidade de cessão de equipamentos à Itália em uma videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro e empresários.

— Eu acho que a gente vai conseguir administrar. A Itália está em situação, não é nem de calamidade, é de pós-calamidade. Ela tinha comprado alguns equipamentos aqui, nós seguramos. Eu pedi para o presidente segurar. Sabendo que vocês (empresários) estão conseguindo canais, eu até como pessoa, como cidadão, me sinto muito desconfortável, eu gostaria de que, se a gente tivesse a certeza de que todas essas intenções se materializam, eu imagino que quando a Itália estiver caindo, a gente vai estar subindo, e pode ser que a gente faça “te entrego e ali na frente você me devolve”, o que seria uma demonstração mundial de correção e humanidade. Então se vocês têm realmente, essa condição, eu consigo fazer isso com o ministro da Saúde italiano, que é um pedido do presidente que, dentro do possível, nós não esqueçamos que nós somos desse mesmo planeta, e a gente precisa de solidariedade também —afirmou Mandetta, na sexta-feira.

O número total de casos confirmados na Itália ultrapassa 63 mil, um aumento de 8%, informou a Agência de Proteção Civil, e também o menor aumento em termos percentuais desde que o contágio na Itália veio à luz, em 21 de fevereiro. Dos infectados originalmente em todo o país, 7.432 haviam se recuperado totalmente até esta segunda-feira, em comparação com 7.024 no dia anterior. Havia 3.204 pessoas em terapia intensiva, contra 3.009 anteriores.

Nesta segunda-feira, a Entidade Nacional para a Aviação Civil (Enac) da Itália autorizou o uso de drones para monitorar os deslocamentos dos cidadãos em todo o território italiano, depois que o governo determinou o isolamento social em meio à pandemia do novo  coronavírus. A medida será válida até o dia 3 de abril e prevê que as autoridades locais e municipais de todas as cidades do país utilizem “aeronaves pilotadas remotamente, com o objetivo de garantir a contenção da emergência epidemiológica” da Covid-19.

O GLOBO

 

NACIONAIS

SP em quarentena

Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de segunda-feira (23) — Foto: Marcelo Brandt / G1

Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de segunda-feira (23) — Foto: Marcelo Brandt / G1

Começa hoje a quarentena em todo o estado de São Paulo. Serão 15 dias, até dia 7 de abril, para os 645 municípios. A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. Assim, os hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

As transportadoras, armazéns, supermercados, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Os serviços de Segurança Pública, tanto estadual, quanto municipais, continuam funcionando normalmente. Os bancos e lotéricas também seguem abertos. As indústrias devem continuam operando, já que não têm atendimento ao público em geral.

Com mais oito mortes confirmadas ontem, subiu para 30 o número de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo. São 745 casos confirmados. No país, são 34 mortos.

Rio em quarentena

Supermercados vão continuar funcionando no Rio, assim como farmácias — Foto: Foto: Arquivo / SVM

Supermercados vão continuar funcionando no Rio, assim como farmácias — Foto: Foto: Arquivo / SVM

comércio na cidade do Rio ficará obrigatoriamente fechado hoje. Farmácias e supermercados continuam funcionando, inclusive com a recomendação de abrirem 24h. Bares e restaurantes só vão poder trabalhar por entregas em domicílio. Veja o que CONTINUA funcionando.

A prefeitura informou no final de semana que pediria ao Ministério da Defesa um efetivo para abordar pessoas que estiverem na rua sem necessidade. Portanto, o Exército pode estar nas rua do Rio nesta terça-feira.

Revogando trecho de MP

Bolsonaro revoga trecho de MP que permitia suspensão do contrato de trabalho por 4 meses

Bolsonaro revoga trecho de MP que permitia suspensão do contrato de trabalho por 4 meses

Fique em casa e aproveite a quarentena

Solidariedade vira aliada no combate ao coronavírus

Solidariedade vira aliada no combate ao coronavírus

Rotina, agenda e apoio: saiba como os pais podem fazer que as crianças aproveitem o tempo na quarentena. É muito importante que os pais ajudem alunos a manterem rotina de estudos. Especialistas comentam e dão dicas para manter o foco em tempos de quarentena.

“Temos que lembrar que a criança não está de férias, que todos nós estamos em isolamento. É primordial estabelecer uma rotina de estudo, ler um livro, rever um material, fazer pesquisas” Monique Montenegro, doutora em educação.

Tecnologia de aproximação

Eder Fernandes foi surpreendido com uma festa virtual em seu aniversário durante isolamento por causa do coronavírus — Foto: Acervo pessoal

Eder Fernandes foi surpreendido com uma festa virtual em seu aniversário durante isolamento por causa do coronavírus — Foto: Acervo pessoal

Os brasileiros têm explorado diferentes recursos tecnológicos para se manter conectados aos amigos e à família mesmo com a recomendação de distanciamento social. Festas surpresa de aniversário, chás de revelação e até reuniões de brincadeiras para crianças foram realizados com o uso de aplicativos de mensagens e vídeos.

Vulnerável

No Brasil, quase 22% da população (45 milhões) têm algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Izabel Maior, especialista em medicina física e reabilitação e ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, explica que as deficiência são classificadas como leve, moderada ou severa e que os riscos e os cuidados variam de acordo com o grau de dependência. Quais os cuidados as pessoas com deficiência devem tomar para não serem infectadas com o novo coronavírus?

O Assunto

campanha de imunização contra influenza foi antecipada por causa do coronavírus. A vacina não protege contra a Covid-19, mas é um instrumento importante para evitar a sobrecarga da rede hospitalar. Renata Lo Prete conversa com Marilda Siqueira, médica virologista, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz, e o jornalista Márcio Gomes, que apresenta na Globo o programa Combate ao Coronavírus. Ouça:

Imposto de Renda 2020

 — Foto: Arte G1

— Foto: Arte G1

Veja quando atualizar valor dos bens e imóveis. Valor de um imóvel deve ser alterado se houve algum tipo de despesa, como reforma, construção ou ampliação.

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para esta terça-feira (24)

Veja a previsão do tempo para esta terça-feira (24)

Hoje é dia de…

  • Dia Internacional do Direito à Verdade

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

ATENÇÃO: Receita não adiará prazo para envio das declarações. Prazo se encarra em 30 de abril

O secretário da Receita Federal, José Tostes, informou ao jornal O Estado de S. Paulo, por meio da assessoria de comunicação do Ministério da Economia, que não houve nenhuma mudança no prazo final de entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que acaba em 30 de abril. Segundo Tostes, a notícia sobre adiamento é “improcedente”.

Tostes recebeu, no último dia 20, ofício do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Sindifisco) para ampliar o prazo de entrega da declaração de 2020 até o dia 31 de maio.

O argumento é que a necessidade de isolamento social devido à pandemia pode dificultar o recolhimento de documentos necessários ao preenchimento da declaração e o contato com contadores.

O ofício também propõe a priorização da análise das restituições do Imposto de Renda para que todos os lotes sejam pagos até o fim de agosto.

O presidente do Sindifisco, Kleber Cabral, também pediu à Receita a suspensão, até o fim de abril, de todos os prazos fiscais, como o atendimento a intimações, envio de declarações e recolhimento de tributos.

A pressão pelo adiamento é grande. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que setores empresariais também estão solicitando o adiamento do IRPF devido a dificuldades relacionadas à documentação dos rendimentos de seus trabalhadores usada na elaboração do DIRPF.

TRIBUNA DO NORTE

 

Cuidados que devem ser tomados com alimentos e embalagens durante a pandemia

Com o novo coronavírus, a covid-19, a rotina antes, durante e depois da ida ao supermercado precisa ser alterada. Preparar uma lista para fazer as compras com agilidade, lavar bem as mãos ao chegar em casa e higienizar as embalagens com álcool 70% são algumas das orientações, tendo em vista a capacidade do vírus de se manter ativo em superfícies. Higienizar frutas e verduras é fundamental, mas não há indícios de que a doença seja transmitida por alimentos.

Estado levantou dúvidas com base em questões enviadas por leitores do grupo EstadãoInforma: Coronavírus, espaço para discussão e troca de informações sobre a pandemia criado pelo jornal no Facebook.  As respostas têm como base entrevistas com Betania Paiva Drumond, professora e virologista da Universidade Federal de Minas Gerais (MG), e Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), e também reportagens do Estado. O grupo é um espaço para discussão e troca de informações sobre a pandemia na rede social. Qualquer usuário pode se inscrever e enviar suas dúvidas.

Para tirar todos as dúvidas é só clicar e conferir as orientações: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,perguntas-e-respostas-veja-como-evitar-contaminacao-de-coronavirus-na-ida-ao-mercado,70003245391

ESTADÃO CONTEÚDO

 

COMEÇA HOJE: Governo usará aviões da FAB para resgatar brasileiros no PERU, MÉXICO, EQUADOR E PORTUGAL

O governo vai recorrer à Força Aérea Brasileira (FAB) para resgatar cidadãos brasileiros no exterior, que estão impedidos de voltar para o Brasil em razão do fechamento das fronteiras pelos países para combater o coronavírus. Na manhã desta terça-feira, dois aviões C-130 (Hércules) decolam do Rio de Janeiro em direção a Cusco, no Peru. A possibilidade de serem usados aviões da FAB foi antecipada, mais cedo, no site do GLOBO.

Com previsão de chegada na quarta-feira, cada uma das aeronaves levará uma equipe médica e material de defesa biológica. Serão repatriados brasileiros que se encontram isolados e enfrentando dificuldades naquela localidade, em atuação coordenada com o Itamaraty. Estima-se que haja cerca de 200 pessoas presas em Cusco, que não conseaguir voltar para o Brasil.

Existem cerca de 6 mil brasileiros impedidos de retornar ao Brasil espalhados em todo o mundo. Estão em situação mais crítica cidadãos que estão em Portugal, Peru, México e Equador e tentam voltar para casa há mais de uma semana, quando as medidas adotadas pelos governos começaram a vigorar.

Desde então, o Itamaraty vem tentando negociar com as companhias aéreas a abertura de voos para trazer de volta os brasileiros. Os resultados, porém, estão aquém do esperado.

O Itamaraty pediu R$ 12 milhões ao Ministério da Economia, para fretar aviões que possam fazer o resgate. Mais cedo, a expectativa era que a liberação fosse anunciada ainda nesta segunda-feira, o que não aconteceu.

Nos últimos dias, pelo menos 2 mil brasileiros conseguiram embarcar em voos de carreira, mas o número ainda é pequeno, diante da quantidade de pessoas que aguardam uma solução, muitas das quais sem dinheiro para comer ou lugar para se hospedar.

– Estamos presos aqui há mais de uma semana, com o fechamento das fronteiras. Já preenchemos vários formulários e o que temos são desinformações e desencontros. Meu filho está sofrendo com a altitude, pois tem retração de tímpano. Aqui há pessoas sem dinheiro, dormindo de favor na casa de pessoas generosas, sem terem o que comer. Há pessoas com doenças graves. Chegamos ao limite – afirmou Marco Evangelista, policial civil que está em Cusco com a mulher e o filho de 11 anos.

O GLOBO

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Maia admite corte de salário de parlamentares e uso de fundos Partidário e Eleitoral para combater coronavírus

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira, em entrevista à CNN Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro pode realocar verbas do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para combater o coronavírus. Maia também admitiu a possibilidade de redução de salário de parlamentares, bem como de outros servidores do Executivo e do Judiciário, para a mesma finalidade.

Durante a entrevista, no entanto, o presidente da Câmara se preocupou em alertar que este é o momento de injetar recursos na economia. Segundo ele, se o governo não entender que é preciso gastar, “fica muito difícil”.

— Se é no fundo eleitoral ou partidário, que podem representar R$ 2,5 bilhões, não vejo problema, que se use. Agora, nós precisamos entender: a Saúde vai precisar de quanto? De R$ 50, R$ 100, R$ 150 bilhões. Só um projeto de suspensão do contrato de trabalho para contratar o seguro-desemprego vai custar quanto? De R$ 80 a R$ 100 bilhões. Por isso, a gente não precisa estar preocupado com gastos que tem previsão futura. Temos que usar qualquer rubrica — disse.

Segundo Maia, Bolsonaro tem “liberdade para usar todo o orçamento e ampliar o gasto”. Ele argumentou que a decretação do estado de calamidade pública implica na inexistência do cumprimento da meta fiscal.

— Se não existe mais meta… o governo tinha projetado um gasto acima de sua receita primária de R$ 126 bilhões. Ele agora pode gastar R$ 200, R$ 300, R$ 400 bilhões — disse Maia.

Perguntado se os parlamentares poderiam abrir mão de seus salários, Maia disse que não havia problema.

— Todo poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas que não tem nenhum impacto fiscal. Acho que os três Poderes vão ter que contribuir: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os salários no nível federal são o dobro no seu equivalente no setor privado — disse Maia.

Sobre o recuo de Bolsonaro, que anunciou retirar trecho de Medida Provisória que autorizava suspensão do contrato de trabalhadores por quatro meses, sem pagamento de salários, ele afirmou que era o melhor a se fazer.

—  Outros trechos (da MP) a gente consegue debater, mas o artigo 18 (que trata da suspensão) era realmente impensável.

O GLOBO

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Governo deve liberar corte de até 67% em salário em setores como de bares, restaurantes e hotéis

Depois de anunciar que vai autorizar redução de até 50% em salários e jornadas de trabalhadores, o governo se prepara para liberar um corte ainda maior para setores atingidos mais severamente pela pandemia do novo coronavírus. A redução poderá chegar a aproximadamente 67%.

Na MP (Medida Provisória) que tratará do tema e está em finalização na área econômica, já estava prevista a autorização de uma redução de até metade das remunerações e carga horária para setores em geral. Agora, o ministro Paulo Guedes (Economia) determinou que seja dada uma autorização especial para setores como bares, restaurantes, aviação e hotelaria.

Para empresas dessas áreas, a orientação é que seja autorizado um corte maior, de até dois terços (66,7%), de salários e jornadas dos empregados enquanto durar o estado de calamidade pública, segundo informou à Folha um interlocutor do ministro.

Nesse caso, a compensação dada pelo governo também será maior.

Para os setores em geral, os trabalhadores que tiverem salários cortados receberão uma antecipação de 25% do valor que teriam direito mensalmente se perdessem o emprego e solicitassem o seguro-desemprego.

Nas áreas onde houver corte de até 67%, a contrapartida do governo para o trabalhador seria de um terço (cerca de 33%), informou um auxiliar de Guedes.

Em conversas com técnicos, o ministro defendeu a medida e afirmou que o país verá uma onda de demissões em massa se não houver flexibilização das regras da CLT neste momento de crise.

Diante do agravamento da pandemia, esses setores têm feito reuniões rotineiras com membros do governo. Eles pedem medidas de socorro para evitar uma quebradeira geral das empresas.
O presidente Jair Bolsonaro chegou a levar representantes de bares, restaurantes e hotéis para negociar pessoalmente com Guedes.

Segundo relatos, o ministro reconhece que o trabalhador é a ponta mais fraca na negociação em momentos de crise severa. Por isso, demonstrou insatisfação com membros da equipe em relação à MP publicada pelo governo neste domingo (23).

O texto, que autoriza suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses, foi recebido com surpresa por Bolsonaro, que logo determinou a revogação desse dispositivo.

FOLHAPRESS

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Petrobras triplica bônus a diretores mesmo com coronavírus e petróleo barato

Enquanto busca soluções para lidar com a pandemia de coronavírus e a queda do preço do petróleo, a Petrobras está propondo a seus acionistas triplicar o teto para pagamento de bônus a sua diretoria. A medida provocará um aumento de 26,6% na projeção de gastos com salários e benefícios dos executivos.

A proposta, que será debatida em assembleia de acionistas agendada para o dia 22 de abril, já contempla mudança feita na política de remuneração variável da companhia adotada em 2019 e criticada por sindicatos, por ampliar a diferença entre a premiação dos executivos e a dos demais trabalhadores.

O documento foi protocolado na sexta-feira (20), no mesmo dia em que a estatal informou que vai recorrer a US$ 8 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões) de linhas de crédito para enfrentar a crise, que levou o petróleo a bater na semana passado os níveis mais baixos em 17 anos.

A Petrobras afirmou que a crise do coronavírus poderá causar restrições à saúde de sua força de trabalho, com reflexo na operação de algumas de suas instalações, causando impacto negativo em seus resultados e condição financeira.

Segundo o documento enviado aos acionistas sobre o bônus, a Petrobras propõe desembolsar R$ 43,3 milhões para pagar salários, benefícios, bônus por desempenho e encargos a seus administradores no período entre abril de 2020 e março de 2021. No mesmo período do ano anterior, foram R$ 34,2 milhões.

No texto, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco explica os salários não serão reajustados – para eles, a Petrobras reservou R$ 14,1 milhões, uma média de R$ 120 mil (incluindo décimo terceiro) por diretor.

Segundo ele, 91% do aumento do bônus corresponde à provisão para remuneração variável, item que compreende desempenho. A proposta mais que triplica o teto de gastos para o pagamento dos bônus, que passa de R$ 3,3 milhões em 2019 para R$ 12,5 milhões.

Desse total, segundo a empresa, R$ 700 mil referem-se a uma parcela da remuneração variável de 2018, que foi dividida em quatro prestações. Assim, a projeção de prêmios pelo desempenho de 2019 é de R$ 11,8 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 5,5 bilhões (considerando as parcelas que ainda restam) de 2018.

Daria uma média de R$ 1,3 milhão por diretor, incluindo os encargos. A Petrobras diz, porém, que o valor que final ainda está sendo apurado. Em nota, informou apenas que as projeções consideram o centro das metas previstas no programa de remuneração —que garante dez salários de bônus ao presidente e aos diretores.

OUTRO LADO

Em nota enviada à Folha, a Petrobras defende que o pagamento dos bônus “refere-se ao cumprimento de metas desafiadoras estabelecidas para o ano de 2019”. No ano, a estatal teve lucro recorde de R$ 40 bilhões, impulsionado pela receita obtida com venda de ativos como gasodutos e ações da BR Distribuidora.

O aumento na premiação dos executivos é fruto do Programa de Prêmio por Performance, instituído em 2019 em substituição à antiga PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Segundo a estatal, o novo modelo “visa valorizar a meritocracia e trazer flexibilidade para um cenário em que a empresa busca mais eficiência e alinhamento às melhores práticas de gestão”.

O sistema foi criticado por sindicatos de petroleiros por ampliar a distância entre os valores pagos ao alto comando da companhia e os empregados de menor remuneração.

No modelo anterior, a empresa distribuía aos empregados entre 4,25% e 7,25% do lucro líquido, dependendo do cumprimento das metas. A distribuição respeitava um piso de R$ 21,9 mil e um teto equivalente a quatro salários. Em 2013, foi aprovado um programa adicional de bônus para os executivos, com teto de oito salários.

No modelo atual, o presidente pode receber até 13 salários, caso as metas seja ultrapassadas. Já empregados sem cargo de liderança estão sujeitos a um teto de 2,6 vezes o rendimento mensal. No centro da meta, enquanto o presidente recebe dez salários, os demais receberiam dois.

FOLHAPRESS

Bolsa brasileira tem o pior desempenho no mundo com crise do coronavírus

Segundo o banco americano Goldman Sachs, a Bolsa brasileira tem a maior desvalorização dentre os maiores mercados acionários do mundo com a crise do coronavírus. De 17 de janeiro a 20 de março, o Ibovespa em dólares se desvalorizou 52%, aponta relatório do banco divulgado nesta segunda-feira (23).

O segundo pior desempenho é da Indonésia, com queda de quase 50%. África do Sul e Rússia vêm em seguida, com quedas de cerca de 45%. Chile tem o quinto pior desempenho, caindo pouco mais de 40% no período.

Estados Unidos e Europa têm umas das menores quedas, com creca de 30% de desvalorização cada.

Em reais, a desvalorização do Ibovespa no período foi de 42,5%. No acumulado do ano, há queda de 42%.

De acordo com o Goldman Sachs, a forte desvalorização do mercado brasileiro neste ano supera a média de crises anteriores.

“Com a severidade do recente sell-off [venda rápida de ativos], o valuation [avaliação de valor] das ações brasileiras foram de uma das mais caras dentre emergentes para quase que um desvio padrão abaixo da média histórica”, diz o relatório.

Com a queda, o Ibovespa, assim como as principais Bolsas do mundo, entrou em “bear market” (mercado do urso, numa tradução livre). Entre analistas, a figura do urso é uma alusão ao movimento do mercado que derruba o preço dos ativos –ao contrário do touro “bull market”, símbolo de Wall Street, que lança os preços para cima.

Uma Bolsa entra em bear market quando cai 20% abaixo do seu recorde recente.

Segundo o Goldman, este é o pior bear market desde a crise de 2008, quando a Bolsa brasileira caiu 70% em dólares entre maio e novembro de 2008.

O banco afirma que um dos catalisadores de uma queda mais expressiva pode ser a forte presença de estrangeiros no país antes do sell-off. Em 2020, eles saíram em velocidade e em volume recorde da Bolsa brasileira. Até 19 de março, são R$ 59 bilhões a menos de investimento estrangeiro no mercado de ações brasileiro.

O relatório também destaca o desempenho do real, que tem a quarta maior desvalorização no mundo no período, atrás apenas do peso mexicano, rublo russo e coroa norueguesa.

Neste ano, o real perde 28% de seu valor ante o dólar, que ficou R$ 1,12 mais caro, cotado a R$ 5,136.

“Ainda estamos intensamente focados nos riscos globais de queda, mas para investidores de longo prazo que buscam valor, acreditamos que os movimentos de ações e câmbio no Brasil parecem exagerados”, diz o Goldman.

FOLHAPRESS

Consequências econômicas serão maiores do que 5 ou 7 mil que vão morrer, diz empresário

Junior Durski, presidente do grupo Madero – Brunno Covello – 19.abr.18/Folhapress 

O empresário paranaense Junior Durski, dono da rede de restaurantes Madero, compartilhou nesta segunda-feira (23) um vídeo nas redes sociais em que critica medidas restritivas sobre setores econômicos como resposta a expansão do novo coronavírus no Brasil.

Ele afirma que o número de mortes causadas pela doença não será tão grave quanto o de desempregos.

“O Brasil não pode parar dessa maneira. O Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem que essa condição de ficar parado assim. As consequências que teremos economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse no vídeo.

“Não podemos [parar] por conta de 5 ou 7 mil pessoas que vão morrer, eu sei que é muito grave, sei que isso é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil”, afirma ele.

Apoiador do governo de Jair Bolsonaro, Durski é sócio do apresentador de TV Luciano Huck, apontado como candidato à presidência em 2022.

No vídeo do Instagram, o empresário diz que deve haver um “controle” sobre as restrições. “Não pode simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar independente das consequências gravíssimas que o Brasil vai ter na sua economia”, afirmou.

O empresário aponta ainda que inevitavelmente devem morrer milhares de pessoas com a nova doença e apresenta números maiores de óbitos por outras razões. Ele afirma, por exemplo, que, em 2018, foram 57.000 pessoas assassinadas e outras 6.000 mortas por desnutrição.

“Agora vão morrer 5.000 pessoas por coronavírus que nós não podemos evitar. Não tem como fechar tudo, se esconder do inimigo e não trabalhar”, completou.

Segundo Durski, caso os controles sobre setores da economia permaneçam, o número de desempregados no Brasil vai saltar para até 40 milhões no próximo ano, o que pode gerar outros tipos de mortes no futuro, como por doenças psicológicas.

“Estou preocupado com o Brasil, com a situação toda, com o pequeno empresário, o vendedor de pipoca, a pessoa que tem um mercadinho, um restaurantinho, um barzinho, esse vai quebrar e não vai ter o que fazer. Estou preocupado com os 30 milhões que não terão emprego em 2021. Tem que ser mais realista para esse negócio todo”, disse.

No vídeo, o empresário também afirma que vai manter os empregos dos seus cerca de 8.000 funcionários e que possui condições de manter seus estabelecimentos fechados por até seis meses. “Vamos pensar que tem que ser mais racional […]. Não estou falando por mim, a minha empresa tem condições e recursos”, afirmou.

FOLHAPRESS

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Eike Batista fecha delação que prevê até R$ 800 milhões para saúde e contra coronavírus

O procurador-geral da República, Augusto Aras, fechou nesta segunda (23), com o empresário Eike Batista, o primeiro acordo de delação premiada de sua gestão perante o STF (Supremo Tribunal Federal).

A colaboração prevê que ele pague multa de R$ 800 milhões pelos crimes praticados, dos quais R$ 116 milhões à vista, a partir da homologação dos termos pelo Supremo.

O montante será destinado ao Ministério da Saúde para ser gasto prioritariamente no combate ao novo coronavírus.

O modelo de delações proposto por Aras propõe carrear recursos para a pasta lidar com a crise sanitária, como antecipou a Folha na sexta (20).

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também negocia a repactuação do acordo firmado por executivos da JBS em 2017 e sugere reservar ao menos R$ 500 milhões para a saúde.

A delação com Eike prevê que, após o pagamento de R$ 116 milhões, o restante da multa seja parcelado em quatro anos. As prestações desembolsadas nesse período também poderão ser aplicadas no enfrentamento à Covid-19, se necessário, ou gastas com outras prioridades da área.

O acordo será enviado ao Supremo porque, em seus depoimentos, Eike cita autoridades com direito a foro especial.

As declarações dele, bem como eventuais provas apresentadas, são mantidas em sigilo.

FOLHAPRESS

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Shoppings vão isentar lojistas de aluguel durante fechamento, diz Alshop

Lojistas de shopping centers do Brasil terão isenção de aluguel durante o fechamento dos empreendimentos determinados por autoridades públicas como medida para contenção da epidemia de Covid-19 no país, anunciou hoje (23) a associação setorial Alshop.

Segundo a entidade, o aluguel de março será cobrado de maneira proporcional, mas a cobrança será feita “posteriormente e de maneira negociada”.

Várias administradoras de shoppings do país, incluindo Multiplan, brMalls e Iguatemi, anunciaram ações para fechamento dos empreendimentos em várias cidades do país.

“Não haverá cobrança de aluguel durante o tempo em que os shoppings estiverem fechados. A cobrança do condomínio será flexibilizada e reduzida uma vez que o custo de manutenção, limpeza, energia e conservação ainda se mantém”, afirmou a Alshop em comunicado à imprensa.

A entidade afirmou, ainda, que as medidas se somam a outras como “linhas de crédito reduzidas, redução de impostos” que foram obtidas em negociações com governos.

FORBES BRASIL

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A conta dos pequenos e médios empresários. Medidas e soluções.

Imagem: ilustrativa

Diante da situação de calamidade nos sistemas de saúde de todo o mundo em face da Pandemia do Sars-Covid19, os indivíduos, governos e instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, devem agir em comunhão, não medindo esforços de qualquer natureza, sobretudo, comportamental e econômico financeira, para minimizar as consequências da pandemia já instalada, salvando o maior número de vidas possíveis e buscando alternativas para preservação da economia, pois, só assim, a normalidade poderá ser restabelecida o quanto antes.

Como medida de proteção da saúde coletiva foi determinado o isolamento social, necessário para contenção do contágio no momento, com o consequente fechamento e paralisação de praticamente todos as empresas (decreto 10.282/20 e legislações estaduais), com exceção das que produzem bens ou prestam serviços essenciais, como produção, distribuição e venda de alimentos ou medicamentos, prestação dos serviços médicos e de segurança privada, dentre outros, que foram objeto do decreto nº 10.282/20.

Ocorre que, nunca na história contemporânea houve uma paralisação na economia mundial como a presenciada com esta pandemia. Não se sabe até que ponto serão as consequências econômicas e sociais, não sendo exagero, que a inércia na adoção de medidas urgentes e eficazes para literalmente – salvar os pequenos e médios empresários – poderá repercutir em falência em massa das empresas, sobretudo, em estados com a economia frágil como o Rio Grande do Norte.

Deixar essa conta para o empresário, significa dizimar as empresas já castigadas e, sobretudo, acabar com empregos, colapsar o sistema de auxílio social do país e implantar novamente a fome e a pobreza em massa. Qualquer tese que imponha mais carga para o pequeno e médio empresário no Brasil não passa de utopia: a conta não fecha e as empresas fecharão. Deve-se buscar alternativas viáveis e que possam ser colocadas realmente em prática pelos empreendedores.

Para se ter a dimensão do tamanho do problema, já se fala em taxa de desemprego de até 30% nos EUA, maior potência econômica mundial, cuja taxa estava em torno de 3%. Já o Brasil fechou o último trimestre com 11% de desempregados e o Rio grande do Norte encerrou 2019 com 12,6% de pessoas sem trabalho. No nosso país, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, em resposta a indagações em uma “live”, prevê que 20 a 30 milhões de brasileiros sejam impactados com as medidas atuais.

No caso específico do Rio Grande do Norte, é notório que antes da pandemia o cenário econômico já não era dos melhores, com fechamento em massa de pequenos e médios negócios, desinvestimento, saída do estado de grandes empresas e tímida retomada do crescimento em alguns setores específicos, a exemplo do turismo.
Nesse cenário, fazendo uma analogia as medidas de saúde contra a pandemia, no RN a busca do remédio para evitar o desemprego deve ser mais ágil e eficaz, pois as empresas já estavam com problemas crônicos de saúde.

Portanto, em igual atenção e responsabilidade social dispensada para contenção da doença, deve-se agir rápido para tratar os efeitos colaterais que atingem os negócios, em especial os pequenos e médios, que já enfrentam bastante dificuldades. É dever dos governos, de toda a sociedade civil e dos órgãos públicos, zelar pela manutenção dos empregos formais, leia-se, das empresas.

Em resposta ao estado de calamidade o governo federal autorizou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), com fundamento na Medida Provisória nº 899/2019 (MP do Contribuinte Legal) a suspensão por 90 dias: de prazos para os contribuintes apresentarem impugnações administrativas no âmbito dos procedimentos de cobrança; a instauração de novos procedimentos de cobrança; o encaminhamento de certidões da dívida ativa para cartórios de protesto e a instauração de procedimentos de exclusão de parcelamentos em atraso.

Ainda na seara tributária, divulgou o governo federal que serão facilitadas a renegociação de dívidas, incluindo a redução da entrada para até 1% do valor da dívida e diferimento de pagamentos das demais parcelas por 90 dias, observando-se o prazo máximo de até oitenta e quatro meses ou de até cem meses para pessoas naturais, microempresas ou empresas de pequeno porte, bem como as demais condições e limites estabelecidos na Medida Provisória nº 899/2019.

No campo das relações do trabalho se teve a elaboração da Medida Provisória nº 927, de 22 de março de 2020. No entanto, em sequência foi noticiado pelo próprio Presidente da República a revogação de artigos da referida legislação, que foi objeto também de críticas públicas do Ministério Público do Trabalho e da Associação de Magistrados do Trabalho, sinalizando a insegurança jurídica que acarretará a adoção das medidas previstas na MP pelos empresários, tendo em vista que os magistrados do trabalho, julgadores dos futuros conflitos inerentes à medida, já teceram prévio posicionamento da sua futura interpretação.

Estima o governo brasileiro, até então, uma injeção de 147 bilhões na economia em diversas frentes: é pouco. Governos dos Estados Unidos, Itália e Espanha, já confirmaram a injeção de trilhões de dólares e euros, junto a medidas que incluem desde a moratória de dívidas até o pagamento da folha dos trabalhadores privados. Infelizmente, o governo brasileiro não possui o mesmo lastro destes países, portanto, o empresário não pode ficar esperando que a solução venha do estado, devendo utilizar os mecanismos à disposição, dentro da Lei.

Um dos instrumentos legais cabíveis para crise do empresário é a recuperação judicial, instituto implementado em substituição a concordata através da Lei 11.101/05, que tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.

O empresário em crise que, cumprindo os requisitos legais, solicitar ao judiciário o processamento da recuperação judicial, de acordo com a lei e atual jurisprudência, pode fazer gozo de direitos e prerrogativas que visam ajudar a empresa em dificuldade, porém, ainda viável, a superar a crise econômico financeira.
Alguns dos direitos e prerrogativas legais previstos na Lei 11.101/05 são: a suspensão das execuções e dívidas anteriores ao pedido por 180 dias ou até a renegociação com os credores; a isenção de apresentação de certidões negativas para o exercício da atividade e a proteção do faturamento da empresa e dos bens essenciais em face de penhoras e bloqueios judiciais, dentre outros.

Porém, importante ressaltar que a recuperação judicial não é cabível para toda e qualquer empresa ou situação, existem requisitos e vedações legais, assim como, não é recomendável para empresas inviáveis ou sem perspectiva de continuidade a longo prazo, de modo que o empresário deve buscar informações confiáveis sobre quais medidas e soluções são adequadas a salvaguardar o seu negócio, caso venha a ser afetado por esse estado de calamidade.

*Artigo de autoria dos Advogados e Administradores Judiciais Tulio Cascardo e Danilo Braulino, especialistas em direito empresarial e recuperação judicial de empresas com formação no INSPER, FGV e Califórnia Western School of Law – EUA, TC Advogados, com sede em Natal/RN e Brasília.

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Justiça libera investigação contra Flávio Bolsonaro sobrerachadinha’

Foto: Reprodução/ JN / Arquivo

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta segunda-feira (23) que o senador Flávio Bolsonaro continue a ser investigado pelo Ministério Público estadual por crimes que teria praticado durante o seu mandato como deputado estadual.

A advogada Luciana Pires, que defende o senador, disse que não irá se manifestar sobre a decisão.

De acordo com o Ministério Público estadual, o senador é investigado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um suposto esquema de “rachadinhas” – no qual funcionários do então deputado devolveriam parte do salário pago por ele quando era deputado estadual, na Assembleia Legislativa (Alerj).

A decisão é da desembargadora Suimei Cavalieri, da 3ª Câmara Criminal, que havia suspendido a investigação, em 11 de março.

A magistrada queria que o caso fosse analisado por outros desembargadores da 3ª Câmara Criminal. Na nova decisão, ela citou que a “pandemia de coronavírus” suspendeu as sessões de julgamento até 31 de março, e a levou a mudar de ideia.

Segundo Cavalieri, a espera pelo colegiado poderia perpetuar “indefinidamente a suspensão do procedimento investigatório, o que não corresponde ao alcance que se pretendia atribuir àquela decisão monocrática”.

A desembargadora considera que a Câmara Criminal já analisou o tema ao considerar que não havia arbitrariedade nas medidas judiciais aplicadas no processo contra o senador.

Suimei Cavalieri seguiu decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e entende ainda que não cabe ao senador o foro já que os supostos crimes ocorreram quando ele exercia o cargo de deputado estadual.

O Ministério Público afirma que Flávio Bolsonaro é o chefe de uma organização criminosa que atuou no gabinete da Alerj.

O ex-PM Fabrício Queiroz, que trabalhou como assessor de Flávio Bolsonaro, é apontado pelo MP como operador do esquema.

A estimativa é que cerca de R$ 2,3 milhões tenham sido movimentados no esquema de “rachadinha”. Segundo o MP, alguns servidores eram fantasmas. Ou seja, constavam na folha de pagamento, mas não apareciam para trabalhar. Parte do salário, de acordo com a investigação, era devolvido.

O dinheiro, ainda segundo o MP, era lavado com aplicação em uma loja de chocolates no Rio da qual o senador é sócio e em imóveis.

Flávio Bolsonaro nega todas as acusações, diz ser vítima de perseguição e critica o vazamento das informações do processo, que corre em segredo de Justiça.

Segundo promotores, a organização criminosa existiu “com alto grau de permanência e estabilidade, entre 2007 e 2018, destinada à prática de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro”.

G1

 

LOCAIS

FOTO: Bandidos fingem combater coronavírus para praticar assalto em condominíos em Natal

Além de adotar medidas para evitar a propagação do novo coronavírus, os potiguares precisam ficar atentos também para não cair no golpe do “agente de combate ao vírus”, prática já registrada em outros estados do país. No Rio Grande do Norte, há relatos de tentativa do golpe, que teria ocorrido na semana passada.
A Polícia Militar confirmou ter recebido informações de que um homem tentou entrar em um condomínio, em Natal, afirmando ser um agente da Vigilância Sanitária, para verificar se havia alguém com coronavírus. O porteiro desconfiou da ação e não permitiu a entrada do homem ao prédio.

Segundo a PM, ninguém procurou a corporação para registrar Boletim de Ocorrência (BO) e esclareceu que em ocasiões suspeitas a polícia deve ser acionada imediatamente por meio do número 190.

A PM informou ainda não ter ciência de nenhum outro caso no estado, embora circule em grupos de WhatsApp fotos com imagens de homens com máscaras e roupas de proteção química. Numa das fotos, um homem aparentemente aguarda para entrar em um condomínio. As imagens teriam sido captadas por câmeras de segurança no sábado (21).

A Polícia Civil afirmou que não houve registros de ações semelhantes junto à corporação, mas alertou que é preciso ficar atento para evitar possíveis golpes.

Na quinta-feira (19), a governadora Fátima Bezerra publicou no Twitter a informação de que indivíduos estariam indo às casas das pessoas para fazer um exame obrigatório de coronavírus. Após entrarem nas residências, diz o post, os homens anunciam um assalto. Na ocasião, a governadora esclareceu que a Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) não realiza testes obrigatórios em casa para coronavírus.

Por AGORA RN

 

RN não teve nenhum caso confirmado de Coronavírus nesta segunda-feira

A Governadora Fátima Bezerra confirmou em suas redes na noite desta segunda-feira que não tivemos nenhum novo caso de COVID-19 confirmado.

O RN segue com 13 casos confirmados, 272 suspeitos e 43 descartados.

 

Coronavírus: vídeo mostra a cidade deserta e manda o recado: #FicaEmCasaNatal

Circula pelas redes sociais e grupos de WhatsApp um vídeo que mostra vários pontos da capital potiguar vazios em razão do isolamento das pessoas por causa da pandemia do coronavírus. O recado é claro, #FicaEmCasaNatal.

Créditos: vídeo adaptado por Edileusa Martins

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

23/03/2020 18h10  Atualizado há 12 horas


Ônibus operam em Natal com avisos sobre cuidado com aglomerações — Foto: Pedro Vitorino

Ônibus operam em Natal com avisos sobre cuidado com aglomerações — Foto: Pedro Vitorino

A Prefeitura de Natal anunciou que vai disponibilizar 46 ônibus a mais nas ruas da cidade durante os horários de pico, para evitar lotações a partir desta terça-feira (24). Nesta segunda (23), somente 30% da frota estava circulando e passageiros registraram pessoas em pé e aglomeradas nos corredores dos coletivos.

“Fizemos a avaliação como havia sido combinado e vimos que é preciso reforçar a frota nos horários de pico, o ajuste será feito já amanhã (terça) e vamos seguir acompanhando isso no dia a dia para ajustar a frota de acordo com a necessidade, mas levando em conta que estamos em período excepcional. E por isso reforço o apelo para que aqueles que não trabalham em serviços essenciais evitem sair de casa. A frota que está operando é apenas para garantir os serviços essenciais”, declarou o prefeito Álvaro Dias.

Ficou definido que o aumento da frota vai acontecer nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. O Poder Executivo decidiu também que o horário de funcionamento da frota será mantido, iniciando as 5h da manhã e com o último carro saindo dos terminais às 20h.

“Ao mesmo tempo, a prefeitura está mantendo contato com as entidades representativas do comércio fazendo um apelo para que haja um escalonamento no horário daqueles que continuam funcionando para que não haja uma aglomeração de pessoas indo e voltando do trabalho no mesmo horário”, afirmou o Município.

Segundo a Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal, dados mostram que houve uma redução no número de passageiros no sistema. Mas a pasta solicita que as pessoas que não precisem se deslocar permaneçam em casa. No sábado anterior ao sábado passado foram transportados 46 mil passageiros. Já no último sábado (21) foram 18 mil usuários.

Fonte: G1RN

Por G1 RN

23/03/2020 19h17  Atualizado há 11 horas


São Miguel do Gostoso: entrada de visitantes foi proibida — Foto: Sarah Wollermann

São Miguel do Gostoso: entrada de visitantes foi proibida — Foto: Sarah Wollermann

A Prefeitura de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte potiguar, decretou que a partir de quarta-feira (25) está proibida a entrada de visitantes no município. A decisão se dá como medida de prevenção ao novo coronavírus, já que não há nenhum caso registrado na cidade até o momento. O decreto é válido até o dia 30 de abril.

Segundo o documento, está proibida a entrada de visitantes de qualquer origem. Dessa forma, “só está permitida na cidade a entrada de moradores, trabalhadores com vínculo no município e prestadores de serviço”.

O comunicado reforça que a “a medida é para mantermos a nossa situação atual que é de nenhum caso suspeito em nosso município”. São Miguel do Gostoso é conhecida por ter algumas das praias mais paradisíacas do Rio Grande do Norte e por isso atrai muitos turistas durante todo o ano.

Confira as últimas notícias sobre o coronavírus no Rio Grande do Norte

Estado tem 13 casos confirmados até 22 de março.


Resumo

  • Governadora do RN suspendeu as aulas na rede estadual, municipal e privada.

  • O RN tem casos 13 confirmados e 282 suspeitos até domingo (22).

  • Governo decretou calamidade pública no RN.

Vídeos

PM vai às ruas para pedir que comércios e pessoas respeitem decreto de contenção do corona

Moradores em quarentena assistem show da varanda em Natal

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Supermercados limitam acesso de pessoas em Natal

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No RN, bombeiros divulgam vídeo alertando população para não irem às praias

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Em Caicó, Bombeiros alertam comerciantes para a obrigatoriedade de fechar

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Potiguares aplaudem profissionais da saúde

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Destaques

ENTENDA: como o vírus age no corpo e pode atacar os pulmões

Veja quais grupos são mais vulneráveis ao coronavírus e por quê

Governo do RN suspende aulas na rede pública e privada por 15 dias

Últimas atualizações

São Miguel do Gostoso proíbe entrada de visitantes até 30 de abril como prevenção ao coronavírus

A Prefeitura de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte potiguar, decretou que a partir de quarta-feira (25) está proibida a entrada de visitantes no município. A decisão se dá como medida de prevenção ao novo coronavírus, já que não há nenhum caso registrado na cidade até o momento. O decreto é válido até o dia 30 de abril. Confira a matéria completa.

São Miguel do Gostoso

São Miguel do Gostoso (Foto: Sarah Wollermann)

Com iluminação especial, Arena das Dunas presta homenagem aos profissionais de saúde

A Arena das Dunas está com uma iluminação especial – na cor verde – em homenagem aos profissionais da saúde que estão na linha de frente no combate ao coronavírus. A iniciativa tem como objetivo mostrar o apoio e orgulho por cada um dos agentes de saúde, de acordo com nova enviada à imprensa.

Arena das Dunas com iluminação especial

Arena das Dunas com iluminação especial (Foto: @frameitnatal)

Justiça Federal determina instalação de barreira sanitária no Aeroporto de Natal

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte determinou nesta segunda-feira (23) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instale uma barreira sanitária e de inspeção para os voos nacionais e internacionais no Aeroporto de Natal. A Anvisa tem até 24 horas para cumprir a decisão. Confira a matéria completa.

UFRN prevê produção de 11 mil litros de álcool por mês para abastecer hospitais durante pandemia do coronavírus

O Núcleo de Pesquisa em Alimentos e Medicamentos (Nuplam) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) espera começar, nesta semana, a produção mensal de 11 mil litros de álcool 70%, em uma ação de parceria com o governo do estado, durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O produto deverá ser entregue à Secretaria de Saúde para distribuição aos hospitais e unidades de saúde do estado. Confira a matéria completa.

Nuplan fará produção de álcool para hospitais e unidades de saúde do RN

Nuplan fará produção de álcool para hospitais e unidades de saúde do RN (Foto: Cícero Oliveira/UFRN/Divulgação)

Após dia de ônibus lotados, Prefeitura de Natal anuncia aumento da frota

A Prefeitura de Natal anunciou que vai disponibilizar 46 ônibus a mais nas ruas da cidade durante os horários de pico, para evitar lotações a partir desta terça-feira (24). Nesta segunda (23), somente 30% da frota estava circulando e passageiros registraram pessoas em pé e aglomeradas nos corredores dos coletivos. Confira a matéria completa.

Unidades Básicas de Saúde passam a funcionar em horário estendido em Natal

Oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Natal vão passar a funcionar em horário estendido de segunda a sexta-feira. Algumas ficarão abertas até às 19h e outras até às 20h. A mudança acontece por conta da pandemia do novo coronavírus, além de outras doenças respiratórias comuns neste período. Confira a matéria completa.

Com frota reduzida por causa do coronavírus, ônibus circulam lotados em Natal

No primeiro dia após a redução da frota de ônibus em Natal, os veículos rodaram cheios pela cidade. Nesta segunda-feira (23), apesar dos avisos de que os coletivos só transportariam passageiros sentados, havia gente em pé, aglomerada nos corredores dos ônibus. As lotações foram registradas pelos usuários. Confira a matéria completa.

Agricultor coloca placa na entrada de sítio informando que não está recebendo visita por causa do coronavírus

Um agricultor que vive em um sítio na zona rural de Caicó, no Seridó potiguar, colocou uma placa na frente de sua propriedade, pedindo para não receber visitas. Segundo Eudson Medeiros Costa, o objetivo é evitar a transmissão do novo coronavírus. “Quanto mais distante um do outro, menos passa o vírus e é melhor para toda a população”, orientou. Confira a matéria completa aqui.

Agricultor potiguar colocou placa na entrada de seu sítio pedindo para n]ao receber visitas por causa do novo coronavírus

Agricultor potiguar colocou placa na entrada de seu sítio pedindo para n]ao receber visitas por causa do novo coronavírus (Foto: Cedida)

Fonte: G1RN
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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

23/03/2020 03h30  Atualizado há 5 minutos


Coronavírus matou 25 pessoas no Brasil e infectou mais de 1,6 mil. É o que aponta balanço divulgado pelas secretarias estaduais de Saúde. O Ministério da Saúde anuncia que novos testes rápidos virão da China nas próximas semanas. Na Itália, mortos passaram de 5,4 mil. O Fantástico mostrou a rotina dos profissionais que estão na linha de frente na batalha contra o vírus e entrevistou o sobrinho de Dona Cleonice, a empregada doméstica que morreu por causa da Covid-19. O que as crianças querem saber sobre a pandemia? É o que discute O Assunto desta segunda-feira (23). A Vacinação contra gripe começa para idosos e profissionais da saúde e, em algumas cidades, haverá um “drive-thru”. E os riscos de deixar a declaração do Imposto de Renda para a última hora.

INTERNACIONAIS

E as Olimpíadas?

Horas depois de o Comitê Olímpico Internaciona (COl) considerar pela primeira vez o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que a remarcação do megaevento pode ser considerada se a pandemia causada pelo novo coronavírus tornar impossível realizá-lo “em sua forma completa”.

Comitê Olímpico estuda a possibilidade de adiar as Olímpiadas

Comitê Olímpico estuda a possibilidade de adiar as Olímpiadas

Fonte: G1

O coronavírus de hoje e o mundo de amanhã, segundo o filósofo Byung-Chul Han

Países asiáticos estão lidando melhor com essa crise do que o Ocidente. Enquanto lá se trabalha com dados e máscaras, aqui se chega tarde e fecham fronteiras

coronavírus está colocando nosso sistema à prova. Ao que parece a Ásia controla melhor a epidemia do que a Europa. Em Hong Kong, Taiwan e Singapura há poucos infectados. Em Taiwan foram registrados 108 casos e 193 em Hong Kong. Na Alemanha, pelo contrário, após um período muito mais breve já existem 19.000 casos confirmados, e na Espanha 19.980 (dados de 20 de março). A Coreia do Sul já superou a pior fase, da mesma forma que o Japão. Até a China, o país de origem da pandemia, já está com ela bem controlada. Mas Taiwan e a Coreia não decretaram a proibição de sair de casa e as lojas e restaurantes não fecharam. Enquanto isso começou um êxodo de asiáticos que saem da Europa. Chineses e coreanos querem regressar aos seus países, porque lá se sentem mais seguros. Os preços dos voos multiplicaram. Já quase não é possível conseguir passagens aéreas para a China e a Coreia.

A Europa está fracassando. Os números de infectados aumentam exponencialmente. Parece que a Europa não pode controlar a pandemia. Na Itália morrem diariamente centenas de pessoas. Retiram os respiradores dos pacientes idosos para ajudar os jovens. Mas também vale observar ações inúteis. Os fechamentos de fronteiras são evidentemente uma expressão desesperada de soberania. Nós nos sentimos de volta à época da soberania. O soberano é quem decide sobre o estado de exceção. É o soberano que fecha fronteiras. Mas isso é uma vã tentativa de soberania que não serve para nada. Seria muito mais útil cooperar intensamente dentro da Eurozona do que fechar fronteiras alucinadamente. Ao mesmo tempo a Europa também decretou a proibição da entrada a estrangeiros: um ato totalmente absurdo levando em consideração o fato de que a Europa é justamente o local ao qual ninguém quer ir. No máximo, seria mais sensato decretar a proibição de saídas de europeus, para proteger o mundo da Europa. Depois de tudo, a Europa é nesse momento o epicentro da pandemia.

As vantagens da Ásia

Em comparação com a Europa, quais vantagens o sistema da Ásia oferece que são eficientes para combater a pandemia? Estados asiáticos como o Japão, Coreia, China, Hong Kong, Taiwan e Singapura têm uma mentalidade autoritária, que vem de sua tradição cultural (confucionismo). As pessoas são menos relutantes e mais obedientes do que na Europa. Também confiam mais no Estado. E não somente na China, como também na Europa e no Japão a vida cotidiana está organizada muito mais rigidamente do que na Europa. Principalmente para enfrentar o vírus os asiáticos apostam fortemente na vigilância digital. Suspeitam que o big data pode ter um enorme potencial para se defender da pandemia. Poderíamos dizer que na Ásia as epidemias não são combatidas somente pelos virologistas e epidemiologistas, e sim principalmente pelos especialistas em informática e macrodados. Uma mudança de paradigma da qual a Europa ainda não se inteirou. Os apologistas da vigilância digital proclamariam que o big data salva vidas humanas.

A consciência crítica diante da vigilância digital é praticamente inexistente na Ásia. Já quase não se fala de proteção de dados, incluindo Estados liberais como o Japão e a Coreia. Ninguém se irrita pelo frenesi das autoridades em recopilar dados. Enquanto isso a China introduziu um sistema de crédito social inimaginável aos europeus, que permitem uma valorização e avaliação exaustiva das pessoas. Cada um deve ser avaliado em consequência de sua conduta social. Na China não há nenhum momento da vida cotidiana que não esteja submetido à observação. Cada clique, cada compra, cada contato, cada atividade nas redes sociais são controlados. Quem atravessa no sinal vermelho, quem tem contato com críticos do regime e quem coloca comentários críticos nas redes sociais perde pontos. A vida, então, pode chegar a se tornar muito perigosa. Pelo contrário, quem compra pela Internet alimentos saudáveis e lê jornais que apoiam o regime ganha pontos. Quem tem pontuação suficiente obtém um visto de viagem e créditos baratos. Pelo contrário, quem cai abaixo de um determinado número de pontos pode perder seu trabalho. Na China essa vigilância social é possível porque ocorre uma irrestrita troca de dados entre os fornecedores da Internet e de telefonia celular e as autoridades. Praticamente não existe a proteção de dados. No vocabulário dos chineses não há o termo “esfera privada”.

Na China existem 200 milhões de câmeras de vigilância, muitas delas com uma técnica muito eficiente de reconhecimento facial. Captam até mesmo as pintas no rosto. Não é possível escapar da câmera de vigilância. Essas câmeras dotadas de inteligência artificial podem observar e avaliar qualquer um nos espaços públicos, nas lojas, nas ruas, nas estações e nos aeroportos.

Toda a infraestrutura para a vigilância digital se mostrou agora ser extremamente eficaz para conter a epidemia. Quando alguém sai da estação de Pequim é captado automaticamente por uma câmera que mede sua temperatura corporal. Se a temperatura é preocupante todas as pessoas que estavam sentadas no mesmo vagão recebem uma notificação em seus celulares. Não é por acaso que o sistema sabe quem estava sentado em qual local no trem. As redes sociais contam que estão usando até drones para controlar as quarentenas. Se alguém rompe clandestinamente a quarentena um drone se dirige voando em sua direção e ordena que regresse à sua casa. Talvez até lhe dê uma multa e a deixe cair voando, quem sabe. Uma situação que para os europeus seria distópica, mas que, pelo visto, não tem resistência na China.

Na China e em outros Estados asiáticos como a Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura, Taiwan e Japão não existe uma consciência crítica diante da vigilância digital e o big data. A digitalização os embriaga diretamente. Isso obedece também a um motivo cultural. Na Ásia impera o coletivismo. Não há um individualismo acentuado. O individualismo não é a mesma coisa que o egoísmo, que evidentemente também está muito propagado na Ásia.

Ao que parece o big data é mais eficaz para combater o vírus do que os absurdos fechamentos de fronteiras que estão sendo feitos nesses momentos na Europa. Graças à proteção de dados, entretanto, não é possível na Europa um combate digital do vírus comparável ao asiático. Os fornecedores chineses de telefonia celular e de Internet compartilham os dados sensíveis de seus clientes com os serviços de segurança e com os ministérios de saúde. O Estado sabe, portanto, onde estou, com quem me encontro, o que faço, o que procuro, em que penso, o que como, o que compro, aonde me dirijo. É possível que no futuro o Estado controle também a temperatura corporal, o peso, o nível de açúcar no sangue etc. Uma biopolítica digital que acompanha a psicopolítica digital que controla ativamente as pessoas.

É possível que no futuro o Estado controle também a temperatura corporal, o peso, o nível de açúcar no sangue

Em Wuhan se formaram milhares de equipes de pesquisa digitais que procuram possíveis infectados baseando-se somente em dados técnicos. Tendo como base, unicamente, análises de macrodados averiguam os que são potenciais infectados, os que precisam continuar sendo observados e eventualmente isolados em quarentena. O futuro também está na digitalização no que se refere à pandemia. Pela epidemia talvez devêssemos redefinir até mesmo a soberania. É soberano quem dispõe de dados. Quando a Europa proclama o estado de alarme e fecha fronteiras continua aferrada a velhos modelos de soberania.

Não somente na China, como também em outros países asiáticos a vigilância digital é profundamente utilizada para conter a epidemia. Em Taiwan o Estado envia simultaneamente a todos um SMS para localizar as pessoas que tiveram contato com infectados e para informar sobre os lugares e edifícios em que existiram pessoas contaminadas. Já em uma fase muito inicial, Taiwan utilizou uma conexão de diversos dados para localizar possíveis infectados em função das viagens que fizeram. Na Coreia quem se aproxima de um edifício em que um infectado esteve recebe através do “Corona-app” um sinal de alarme. Todos os lugares em que infectados estiveram estão registrados no aplicativo. Não são levadas muito em consideração a proteção de dados e a esfera privada. Em todos os edifícios da Coreia foram instaladas câmeras de vigilância em cada andar, em cada escritório e em cada loja. É praticamente impossível se mover em espaços públicos sem ser filmado por uma câmera de vídeo. Com os dados do telefone celular e do material filmado por vídeo é possível criar o perfil de movimento completo de um infectado. São publicados os movimentos de todos os infectados. Casos amorosos secretos podem ser revelados. Nos escritórios do Ministério da Saúde coreano existem pessoas chamadas “tracker” que dia e noite não fazem outra coisa a não ser olhar o material filmado por vídeo para completar o perfil do movimento dos infectados e localizar as pessoas que tiveram contato com eles.

Chineses, todos de máscara, fazem fila no ponto de ônibus em Pequim, em 20 de março.

Chineses, todos de máscara, fazem fila no ponto de ônibus em Pequim, em 20 de março.KEVIN FRAYER / GETTY IMAGES

Uma diferença chamativa entre a Ásia e a Europa são principalmente as máscaras protetoras. Na Coreia quase não existe quem ande por aí sem máscaras respiratórias especiais capazes de filtrar o ar de vírus. Não são as habituais máscaras cirúrgicas, e sim máscaras protetoras especiais com filtros, que também são utilizadas pelos médicos que tratam os infectados. Durante as últimas semanas, o tema prioritário na Coreia era o fornecimento de máscaras à população. Diante das farmácias enormes filas se formaram. Os políticos eram avaliados em função da rapidez com que eram fornecidas a toda a população. Foram construídas a toda pressa novas máquinas para sua fabricação. Por enquanto parece que o fornecimento funciona bem. Há até mesmo um aplicativo que informa em qual farmácia próxima ainda se pode conseguir máscaras. Acho que as máscaras protetoras fornecidas na Ásia a toda a população contribuíram decisivamente para conter a epidemia.

Os coreanos usam máscaras protetoras antivírus até mesmo nos locais de trabalho. Até os políticos fazem suas aparições públicas somente com máscaras protetoras. O presidente coreano também a usa para dar o exemplo, incluindo em suas entrevistas coletivas. Na Coreia quem não a usa é repreendido. Na Europa, pelo contrário, frequentemente se diz que não servem para muita coisa, o que é um absurdo. Por que então os médicos usam as máscaras protetoras? Mas é preciso trocar de máscara frequentemente, porque quando umedecem perdem sua função filtradora. Os coreanos, entretanto, já desenvolveram uma “máscara ao coronavírus” feita de nanofiltros que podem ser lavados. O que se diz é que podem proteger as pessoas do vírus durante um mês. Na verdade, é uma solução muito boa enquanto não existem vacinas e medicamentos.

Está surgindo uma sociedade de duas classes. Quem tem carro próprio se expõe a menos riscos

Na Europa, pelo contrário, até mesmo os médicos precisam viajar à Rússia para consegui-las. Macron mandou confiscar máscaras para distribui-las entre os funcionários da área de saúde. Mas o que acabaram recebendo foram máscaras normais sem filtro com a indicação de que bastariam para proteger do coronavírus, o que é uma mentira. A Europa está fracassando. De que adianta fechar lojas e restaurantes se as pessoas continuam se aglomerando no metrô e no ônibus durante as horas de pico? Como guardar a distância necessária assim? Até nos supermercados é quase impossível. Em uma situação como essa, as máscaras protetoras realmente salvariam vidas humanas. Está surgindo uma sociedade de duas classes. Quem tem carro próprio se expõe a menos riscos. As máscaras normais também seriam de muita utilidade se os infectados as usassem, porque dessa maneira não propagariam o vírus.

Nos países europeus quase ninguém usa máscara. Há alguns que as usam, mas são asiáticos. Meus conterrâneos residentes na Europa se queixam de que são olhados com estranheza quando as usam. Por trás disso há uma diferença cultural. Na Europa impera um individualismo que traz atrelado o costume de andar com o rosto descoberto. Os únicos que estão mascarados são os criminosos. Mas agora, vendo imagens da Coreia, me acostumei tanto a ver pessoas mascaradas que o rosto descoberto de meus concidadãos europeus me parece quase obsceno. Eu também gostaria de usar máscara protetora, mas aqui já não existem.

No passado, a fabricação de máscara, da mesma forma que tantos outros produtos, foi externalizada à China. Por isso agora não se conseguem máscaras na Europa. Os Estados asiáticos estão tentando prover toda a população com máscaras protetoras. Na China, quando também começaram a escassear, fábricas chegaram a ser reequipadas para produzir máscaras. Na Europa nem mesmo os funcionários da área de saúde as conseguem. Enquanto as pessoas continuarem se aglomerando nos ônibus e metrôs para ir ao trabalho sem máscaras protetoras, a proibição de sair de casa logicamente não adiantará muito. Como é possível guardar a distância necessária nos ônibus e no metrô nos horários de pico? E uma lição que deveríamos tirar da pandemia deveria ser a conveniência de voltar a trazer à Europa a produção de determinados produtos, como máscaras protetoras, remédios e produtos farmacêuticos.

O presidente da Coreia do Su, terceiro na imagem, em 25 de fevereiro.

O presidente da Coreia do Su, terceiro na imagem, em 25 de fevereiro.SOUTH KOREAN PRESIDENTIAL BLUE HOUSE/GETTY IMAGES / SOUTH KOREAN PRESIDENTIAL BLUE H

Apesar de todo o risco, que não deve ser minimizado, o pânico desatado pela pandemia de coronavírus é desproporcional. Nem mesmo a “gripe espanhola”, que foi muito mais letal, teve efeitos tão devastadores sobre a economia. A que isso se deve na realidade? Por que o mundo reage com um pânico tão desmesurado a um vírus? Emmanuel Macron fala até de guerra e do inimigo invisível que precisamos derrotar. Estamos diante de um retorno do inimigo? A gripe espanhola se desencadeou em plena Primeira Guerra Mundial. Naquele momento todo o mundo estava cercado de inimigos. Ninguém teria associado a epidemia com uma guerra e um inimigo. Mas hoje vivemos em uma sociedade totalmente diferente.

Na verdade, vivemos durante muito tempo sem inimigos. A Guerra Fria terminou há muito tempo. Ultimamente até o terrorismo islâmico parecia ter se deslocado a áreas distantes. Há exatamente dez anos afirmei em meu ensaio Sociedade do Cansaço a tese de que vivemos em uma época em que o paradigma imunológico perdeu sua vigência, baseada na negatividade do inimigo. Como nos tempos da Guerra Fria, a sociedade organizada imunologicamente se caracteriza por viver cercada de fronteiras e de cercas, que impedem a circulação acelerada de mercadorias e de capital. A globalização suprime todos esses limites imunitários para dar caminho livre ao capital. Até mesmo a promiscuidade e a permissividade generalizadas, que hoje se propagam por todos os âmbitos vitais, eliminam a negatividade do desconhecido e do inimigo. Os perigos não espreitam hoje da negatividade do inimigo, e sim do excesso de positividade, que se expressa como excesso de rendimento, excesso de produção e excesso de comunicação. A negatividade do inimigo não tem lugar em nossa sociedade ilimitadamente permissiva. A repressão aos cuidados de outros abre espaço à depressão, a exploração por outros abre espaço à autoexploração voluntária e à auto-otimização. Na sociedade do rendimento se guerreia sobretudo contra si mesmo.

Limites imunológicos e fechamento de fronteiras

Pois bem, em meio a essa sociedade tão enfraquecida imunologicamente pelo capitalismo global o vírus irrompe de supetão. Em pânico, voltamos a erguer limites imunológicos e fechar fronteiras. O inimigo voltou. Já não guerreamos contra nós mesmos. E sim contra o inimigo invisível que vem de fora. O pânico desmedido causado pelo vírus é uma reação imunitária social, e até global, ao novo inimigo. A reação imunitária é tão violenta porque vivemos durante muito tempo em uma sociedade sem inimigos, em uma sociedade da positividade, e agora o vírus é visto como um terror permanente.

Mas há outro motivo para o tremendo pânico. Novamente tem a ver com a digitalização. A digitalização elimina a realidade, a realidade é experimentada graças à resistência que oferece, e que também pode ser dolorosa. A digitalização, toda a cultura do “like”, suprime a negatividade da resistência. E na época pós-fática das fake news e dos deepfakes surge uma apatia à realidade. Dessa forma, aqui é um vírus real e não um vírus de computador, e que causa uma comoção. A realidade, a resistência, volta a se fazer notar no formato de um vírus inimigo. A violenta e exagerada reação de pânico ao vírus se explica em função dessa comoção pela realidade.

Espero que após a comoção causada por esse vírus não chegue à Europa um regime policial digital como o chinês.

A reação de pânico dos mercados financeiros à epidemia é, além disso, a expressão daquele pânico que já é inerente a eles. As convulsões extremas na economia mundial fazem com que essa seja muito vulnerável. Apesar da curva constantemente crescente do índice das Bolsas, a arriscada política monetária dos bancos emissores gerou nos últimos anos um pânico reprimido que estava aguardando a explosão. Provavelmente o vírus não é mais do que a gota que transbordou o copo. O que se reflete no pânico do mercado financeiro não é tanto o medo ao vírus quanto o medo a si mesmo. O crash poderia ter ocorrido também sem o vírus. Talvez o vírus seja somente o prelúdio de um crash muito maior.

Žižek afirma que o vírus deu um golpe mortal no capitalismo, e evoca um comunismo obscuro. Acredita até mesmo que o vírus poderia derrubar o regime chinês. Žižek se engana. Nada disso acontecerá. A China poderá agora vender seu Estado policial digital como um modelo de sucesso contra a pandemia. A China exibirá a superioridade de seu sistema ainda mais orgulhosamente. E após a pandemia, o capitalismo continuará com ainda mais pujança. E os turistas continuarão pisoteando o planeta. O vírus não pode substituir a razão. É possível que chegue até ao Ocidente o Estado policial digital ao estilo chinês. Com já disse Naomi Klein, a comoção é um momento propício que permite estabelecer um novo sistema de Governo. Também a instauração do neoliberalismo veio precedida frequentemente de crises que causaram comoções. É o que aconteceu na Coreia e na Grécia. Espero que após a comoção causada por esse vírus não chegue à Europa um regime policial digital como o chinês. Se isso ocorrer, como teme Giorgio Agamben, o estado de exceção passaria a ser a situação normal. O vírus, então, teria conseguido o que nem mesmo o terrorismo islâmico conseguiu totalmente.

O vírus não vencerá o capitalismo. A revolução viral não chegará a ocorrer. Nenhum vírus é capaz de fazer a revolução. O vírus nos isola e individualiza. Não gera nenhum sentimento coletivo forte. De alguma maneira, cada um se preocupa somente por sua própria sobrevivência. A solidariedade que consiste em guardar distâncias mútuas não é uma solidariedade que permite sonhar com uma sociedade diferente, mais pacífica, mais justa. Não podemos deixar a revolução nas mãos do vírus. Precisamos acreditar que após o vírus virá uma revolução humana. Somos NÓS, PESSOAS dotadas de RAZÃO, que precisamos repensar e restringir radicalmente o capitalismo destrutivo, e nossa ilimitada e destrutiva mobilidade, para nos salvar, para salvar o clima e nosso belo planeta.

Byung-Chul Han é um filósofo e ensaísta sul-coreano que dá aulas na Universidade de Artes de Berlim. Autor, entre outras obras, de ‘Sociedade do Cansaço’, publicou há um ano ‘Loa a la tierra’, na editora Herder.

Fonte: EL PAÍS

 

Pandemia do coronavírus é a hora da verdade para o novo capitalismo

Pandemia obriga as corporações a demonstrar seu compromisso com a sociedade além dos acionistas

Tente se esquecer do coronavírus e olhar para trás. Para 24 de junho de 2019. Nesse dia, o The New York Times publicou uma carta assinada por bilionários como George Soros, Chris Hughes (um dos fundadores do Facebook) e muitos outros pedindo um imposto (moderado) à riqueza. Larry Fink, o diretor da BlackRock e teoricamente o homem mais poderoso do mercado, há dois anos fala que as corporações devem pensar não só nos acionistas, e sim “nos funcionários, nos clientes e nas comunidades em que operam”. Milhares de empresas ficaram desde então repetindo que conseguir valor ao acionista não é seu único objetivo. Pois bem, chegou a hora da verdade. A resposta a essa crise será diferente da de 2008? As empresas se lembrarão, dentro de sua margem de ação, desses “grupos de interesse”?

Evidentemente, os acionistas lembraram. Neste mês, com o alarme sanitário ligado, as empresas cotizadas continuaram pagando dividendos e aceleraram a compra de ações para carteira própria aproveitando a queda do mercado com dois objetivos: conseguir importantes descontos sobre seus próprios títulos para, quando o mercado se recuperar, poder colocá-los a preços maiores e obter lucros e, em segundo lugar, evitar que os acionistas se vejam tão prejudicados pela queda, ainda que esse último é praticamente impossível pelas circunstâncias. A exceção foi a espanhola Inditex, controladora da Zara, na quarta-feira, quando decidiu pela primeira vez em sua história que congelaria esse pagamento até que a situação comece a se normalizar.

Do lado do emprego, a reação também foi imediata. Ainda que o dado exato só será conhecido quando os números de março forem publicados, muitas empresas começaram a rescindir contratos temporários. Uma minoria, a que não pode colocar seus funcionários em teletrabalho e precisa paralisar a atividade, optou por dar férias aos trabalhadores, mas isso não foi de maneira nenhuma a regra. Na Espanha contabilizam-se dezenas de milhares de solicitações de suspensão de empregos temporários. A ordem foi cortar gasto fixo imediatamente, quando as previsões ainda falavam que a interrupção de atividade seria de somente duas semanas. No Brasil, os sinais não são distintos.

Nesse desastre sanitário e social, os planos estratégicos das empresas também foram mudando durante o caminho. A terceira coisa que aconteceu foi uma onda de profit warning (alerta de cortes das previsões) que passou pelas Bolsas. A Apple, Microsoft, Danone, Mastercard, Barclays, BMW… As empresas de restauração sofrem como nunca. O grupo francês Sodexo, um dos maiores do mundo, alertou na terça-feira que o vírus pode custar-lhe 2 bilhões de euros (10 bilhões de reais) em vendas e deixou no ar seus prognósticos para este ano. As têxteis também. O proprietário da Primark, a Associated British Foods, prevê uma gigantesca queda de vendas após fechar 20% de seu espaço comercial (todas as lojas na Itália, França, Espanha e outros países), de acordo com o The Guardian. Os anúncios se sucederam na Espanha. O Caixabank, Inditex, Meliá, Merlin Properties, Amper, Adolfo Domínguez… A lista é tão longa como as filas nos supermercados, e os problemas descritos, parecidos. O que diferencia as empresas é o otimismo.

O Caixabank falou na quarta-feira que será uma recessão “curta e severa”. O famoso V: uma queda brusca da atividade e uma recuperação igualmente rápida. Um dia antes, analistas da BlackRock diziam que, ainda que os movimentos do mercado lembrem 2008, isso não será uma repetição: “As rígidas políticas de contenção e distanciamento social farão com que a atividade caia quase a um ponto morto, mas se forem tomadas medidas agressivas de política fiscal e monetária para salvar as empresas e os lares, a atividade deve retornar rapidamente com escasso dano econômico permanente”. Algumas empresas somente falam que têm atrasos, mas não significativos, que farão seu faturamento cair e que enquanto as fronteiras não se fecharem ao trânsito de mercadoria, tudo está relativamente controlado.

Mudança de atitude

De qualquer modo, os economistas e especialistas consultados acreditam que sem uma mudança de atitude de toda a sociedade (e rápido) a recessão será dramática. “Sêneca dizia que a adversidade é ocasião de virtude. As crises fazem com que você demonstre quem é, o que prioriza. Essa irá demonstrar quem estava comprometido”, diz Pascual Berrone, professor de direção estratégia no IESE. As Comissões Operárias e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) espanholas pedem que as medidas de flexibilidade interna que o Governo colocou à disposição das empresas estejam ligadas à proibição de utilizar outros mecanismos de ajuste, como demissões e não renovação de contratos temporários.

Sem ir tão longe, Alfred Vernis, do departamento de direção geral e estratégia da Esade, pensa que isso não deve terminar desembocando no conhecido business as usual. “Ou reinventamos as empresas e os sistemas produtivos, ou… [silêncio] esse é um bom momento para inovar, mas tenho minhas dúvidas de que as empresas entenderão”. As mesmas empresas que durante os últimos anos pediam diminuições de impostos (também as pequenas) olham agora ao Estado precisando de soluções urgentes. “Certo capitalismo dizia que o setor público é improdutivo. Mas um setor público forte que apoie políticas para evitar que os trabalhadores terminem desempregados, algo que parece de esquerda, e não é, é de todas as vertentes políticas. As empresas multinacionais não podem ficar sem pagar os impostos que devem”. Vernis fala da economia maravilhada no passado por empresas emergentes, que ficarão indefesas quando a maré baixar. “As Glovo, Uber, Airbnb… não fazem nenhum sentido. Serão efêmeras”. Enrique González, professor de Economia no Icade, afirma que o modelo de ganhar dinheiro sem levar em consideração o restante pode ter os dias contados. “O próprio sistema é questionado… As empresas não se aproveitam à toa das circunstâncias. Devem ter cuidado porque nos tempos atuais os erros têm um custo grande. A visão a curto prazo que pode favorecer o acionista e o executivo serve hoje e caduca amanhã. O acionista não deve ficar desprotegido, assim como as outras pessoas envolvidas”.

Algumas empresas estarão dispostas a utilizar lucros retidos para pagar salários e não despedir ninguém, calcula Pascual Berrone, e outras não. “Fazendo uma analogia com a doença, isso seria como o paracetamol. Depois, dependendo de quanto durar, haverá a necessidade de respiradores e ocorrerão situações em que muitas empresas realmente desaparecerão. Por isso é tão necessário que as políticas sejam coordenadas”.

O diretor de desenvolvimento corporativo da Forética, Jaime Silos, lembra que nessa queda global do mercado as empresas mais sustentáveis da Europa “caíram 5% abaixo de seus índices de referência”. Talvez tenha razão, mas exemplos recentes de práticas anticompetitivas, desde o escândalo das emissões da Volkswagen aos mais recentes casos de corrupção e irregularidade em empresas, não mereceram grandes críticas por parte dos consumidores e dos acionistas.

Agora será diferente? Ramón Pueyo, sócio responsável de sustentabilidade e governança da KPMG, acredita que “a sociedade tem memória” e que lembrará das empresas que ajudaram. “Vivemos um momento sem comparação, é como se a atividade econômica se espatifasse contra um muro. Ocorrerão casos de patriotismo empresarial, da mesma forma que aconteceu após o crash de 1929 e após a Segunda Guerra Mundial”.

Sem voltar tanto no tempo, Gayle Allard, professora de economia da IE University, lembra que 2008 foi uma excelente oportunidade para aprender. Cruza os dedos para que o mundo a aproveite. “Se a responsabilidade social corporativa realmente nos importa, é preciso defender o trabalhador. Se as pessoas não forem demitidas, com medidas para trabalhar menos horas e ganhar menos, mas mantendo o emprego, quando isso acabar, as empresas continuarão contando com trabalhadores com experiência e, além disso, estes terão certa lealdade às empresas”. Pede a mesma coisa aos autônomos. “É preciso fazer o mesmo que a Alemanha”.

É uma pena que as duas economias, a espanhola e a alemã, tenham tanta semelhança como um ovo e uma castanha. Marcel Jansen, da Fedea, diz que pelo menos agora as decisões são rápidas e contundentes. Alguma coisa foi aprendida. “A mensagem de ontem [terça-feira] de Sánchez sobre fazer ‘o que for preciso’ veio acompanhada de um pedido de responsabilidade social. Se vamos irrigar a economia com 200 bilhões de euros (1,08 trilhão de reais), as empresas não terão argumentos para realizar ajustes duros. Pelo menos até que a situação econômica e a duração da crise não tenham sido esclarecidas”.

Significa caminhar juntos e dividir as perdas. “Se a parada for breve, as empresas devem liberar recursos não pagando dividendos, mantendo a relação com os trabalhadores, que por sua vez deverão se comprometer a compensar as empresas no restante do ano. Todos precisamos contribuir para evitar uma crise duradoura”, afirma Jansen.

Seis meses depois da queda do Lehman Brothers, a Espanha perdeu 1,3 milhão de postos de trabalho. Desde então, diz o porta-voz da Fedea, não se resolveu a dualidade trabalhista (contratos muito frágeis contra outros com ampla proteção), o país também não criou uma reserva fiscal para enfrentar novas recessões. “Isso significa que a Espanha, unilateralmente, pode não ser capaz de desenvolver medidas sem cobertura europeia. Passamos anos com uma política fiscal irresponsável, mantendo diminuições de impostos com 14% de desemprego, e uma relação dívida/PIB que se aproxima de 100%”. Francisco Román, presidente da Fundação Seres, lembra por e-mail que “a força das empresas se materializa na solidez das comunidades das que fazem parte”. Demonstrar essa solidez como sociedade é o que o país precisa para seguir em frente com os menores danos possíveis.

Fonte: EL PAÍS

 

Quando o coronavírus obrigou Boris Johnson a deixar de ser Boris Johnson

Número de contágios e mortos e os alertas dos cientistas forçam o Governo do Reino Unido a uma mudança drástica em sua resposta

O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na última sexta-feira.O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na última sexta-feira.JULIAN SIMMONDS / AP

Todos os países felizes se parecem, mas cada um enfrenta a desgraça a sua maneira. Boris Johnson reconheceu no sábado que o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) corria sério risco de “colapso”. Resguardado por seus assessores científicos para justificar sua resposta à crise do coronavírus, como o restante dos líderes europeus, em um primeiro momento quis ser o político ao que os britânicos já haviam se acostumado. Otimista e deixando a seriedade de lado – “lavem as mãos marcando como tempo quanto leva para cantar o Parabéns para Você” –; convencido de que o recém-recuperado “controle” de seu destino graças ao Brexit permitia – quase obrigava – o Reino Unido a ensaiar sua própria resposta à ameaça; alérgico a qualquer decisão de verniz autoritário, contrária a um país zeloso de seus direitos e liberdades – “se a população seguir nossos conselhos, agradeceremos” – e de certo modo, inspirado pelo mito errôneo da heroica resistência da população durante a Segunda Guerra Mundial, que se mostrou inútil e até contraproducente diante de uma pandemia. Johnson pensou em um primeiro momento que era possível fazer frente à pandemia e salvar a economia britânica.

Nos últimos dias, entretanto, a aceleração do aumento de contágios e mortos, e os avisos de alerta da comunidade científica, obrigaram Downing Street a mudar sua estratégia.

O Governo britânico publicou na sexta-feira todos os documentos que o Grupo de Assessores Científicos para Emergências (SAGE, na sigla em inglês) escreveu nas últimas semanas. Era a resposta à avalanche de críticas que acusava a equipe de Johnson de responder um pouco e tarde à ameaça. Trinta e quatro relatórios que abarcam, dos modelos matemáticos de projeção do contágio, ao consenso dos especialistas sobre sua rapidez de propagação e taxa de mortalidade, as vantagens e inconvenientes das medidas de isolamento social e as análises de comportamentos da população diante de situações extremas. “O conjunto de evidências coletivas que publicamos teve um papel significativo no momento de elaborar nossas recomendações, no que se refere a quando, como e por que o Governo adotou as medidas que adotou até o momento”, disse Patrick Vallance, o assessor científico chefe da equipe de Johnson. A comunidade científica aplaudiu o exercício de transparência, e mantém intacto seu respeito aos profissionais que assessoram Downing Street, mas está muito dividida no momento de avaliar a intensidade da resposta escolhida pelo Governo.

“Quero um economista manco”, conta a lenda sobre a exigência feita certa vez pelo presidente norte-americano Harry Truman. Diante de uma situação excepcional, os assessores se limitavam a recitar os prós e contras de qualquer medida: “On one hand… but on the other hand” (Por um lado…, mas pelo outro, em tradução livre). Johnson escutou nesses dias como o fechamento de escolas mal seria capaz de “atrasar em três semanas o pico de contágio”, mas ao mesmo tempo poderia provocar “enormes custos econômicos e educacionais, aumentos consideráveis de baixas entre os trabalhadores dos serviços de saúde e sociais e um possível aumento do contágio ao colocar as crianças em contato com seus avós”, como especifica um dos relatórios. Um claro exemplo das vantagens e inconvenientes que cada decisão acarreta.

Em busca de um equilíbrio que se tornou impossível o Governo britânico se aferrou a hipóteses científicas dotadas de lógica, mas difíceis de defender politicamente. “Uma estratégia adicional consistiria em aplicar medidas mais intensas nos grupos de idade e de risco que apresentam maiores possibilidades de desenvolver uma doença grave (isolamento em casa dos acima de 65 anos e proteções extras nos lares para idosos). A maioria da população desenvolveria imunidade e seria possível prevenir uma segunda onda de contágios, ao mesmo tempo que reduziríamos a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês)”, afirmou um relatório de 26 de fevereiro.

Dessa ideia surgiu a notícia de que o Governo de Johnson pretendia conseguir “imunidade de grupo”, e que para consegui-la pretendia deixar que o vírus se propagasse alegremente e morressem alguns milhares de pessoas. “Devo ser claro com os senhores e a população britânica: muitas famílias irão perder seus entes queridos antes do que pensavam” disse o primeiro-ministro em 12 de março, quando anunciou que havia decidido passar da fase de contenção à de atraso do vírus. Ainda que algum veículo de comunicação como o The Times tenha chegado a atribuir a Dominic Cummings, o principal assessore de Downing Street, a iniciativa dessa pretensa estratégia utilitarista – “e se alguns aposentados morrerem, azar”, coloca o jornal em sua boca –, o Governo se apressou imediatamente a desmentir que o plano fosse esse.

A bomba que chegou mudou tudo um dia depois. O relatório do Imperial College de Londres, assinado pelos professores Nial Ferguson e Azra Ghani, que também foi enviado ao Governo britânico, estimava que com as primeiras medidas adotadas (isolamento de sete dias aos que apresentavam sintomas, 14 dias aos núcleos familiares e recomendação de isolamento social) o Reino Unido combateria o possível número de 260.000 mortos, não somente pelo coronavírus, e sim por outras doenças que o NHS não teria capacidade de tratar. Esses dados, e a trágica evolução observada em países como a Itália e a Espanha, mudaram o rosto e o tom das falas de Johnson.

Ainda existe um consenso entre políticos e cientistas britânicos que defende a procura de uma cumplicidade voluntária da população para assumir as medidas, por mais drásticas que sejam, sem precisar da imposição. “A todos aqueles que saem para se exercitar e pegar um ar peço enfaticamente: guardem um distanciamento social. Porque se não o fizerem, não podem fazê-lo e se negam a fazê-lo, deveremos tomar medidas mais rígidas” pediu Johnson no domingo. Porque o Governo já aprovou a legislação extraordinária que dá maior autoridade às forças de segurança, e se prepara para aplicá-la quando for preciso. Na sexta-feira por fim se decidiu a ordenar o fechamento de bares, restaurantes e academias. Horas antes, o pai do primeiro-ministro, Stanley Johnson, ainda se gabava em um programa de televisão: “Se me der vontade de ir ao pub, irei ao pub”. Dessa vez seu filho não riu de sua gracinha. A drástica realidade da crise parece ter finalmente convencido o político mais extravagante e rebelde da história recente do Reino Unido de que seu voluntarismo não lhe servirá de nada. A frase mais lembrada nesses dias no Reino Unido, provavelmente apócrifa, mas que cabe perfeitamente no momento, foi a pronunciada pelo primeiro-ministro Harold McMillan (1957-1963) quando um jornalista lhe perguntou o que poderia fazer com que um Governo mudasse de rumo: “Os acontecimentos, jovem, os acontecimentos”.

Fonte: EL PAÍS

 

Por Blog do BG

Nos Estados Unidos, casos do novo coronavírus já ultrapassam 32 mil, com 400 mortos

Nos Estados Unidos, os casos do novo coronavírus dobraram em 24 horas e já ultrapassam 32 mil. O número de mortos alcança 400 pessoas. Os números são da Universidade Johns Hopkins.

Cem milhões de americanos, em oito estados, têm ordem para permanecer em casa.

Donald Trump acionou a Guarda Nacional para atuar nos estados de Nova York, Califórnia e Washington, os mais atingidos pela epidemia, onde serão construídos hospitais de campanha, com um total de 4 mil leitos.

O presidente americano confirmou, em coletiva, ter conversado com o presidente chinês, Xi Jinping.

”Estou um pouco zangado com a China”, disse Trump.

O ANTAGONISTA

Fonte: Blog do BG

 

NACIONAIS

O avanço do coronavírus

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até a noite deste domingo (22), 1.604 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 26 estados e no Distrito Federal. Já foram 25 mortes no país, sendo 22 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Veja o mapa das cidades que já registraram pacientes infectados e a evolução da doença.

No mundo, o coronavírus já matou ao menos 14,3 mil pessoas, a maior parte delas na Itália, onde 5,4 mil morreram. A universidade norte-americana Johns Hopkins registra mais de 329 mil pessoas infectadas.

Fantástico entrevistou um sobrinho de Dona Cleonice, a empregada doméstica que morreu em Miguel Pereira, no Rio de Janeiro, após contrair o vírus. Uma das hipóteses é de que ela tenha sido infectada pela patroa. Lucas define a tia como “uma pessoa muito trabalhadora” e diz que a família só teve a confirmação de que Cleonice tinha o coronavírus depois da morte.

'Uma pessoa muito batalhadora', diz sobrinho de empregada doméstica que morreu da Covid-19

‘Uma pessoa muito batalhadora’, diz sobrinho de empregada doméstica que morreu da Covid-19

Testes mais rápidos

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou que testes mais rápidos, que dão o resultado em minutos, chegarão ao Brasil nas próximas semanas. Profissionais de saúde terão prioridade.

O objetivo é verificar quais desses profissionais que tenham apresentado algum sintoma foram contaminados pelo coronavírus e quais podem retornar ao trabalho.

Os novos testes são produzidos por uma empresa chinesa e são aprovados por agências reguladoras da China e pela Comissão Europeia, mas ainda não são validados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No Fantástico, o doutor Drauzio Varella conversou pela internet com alguns dos profissionais que dão duro para salvar os pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Drauzio Varella mostra os profissionais de saúde que estão combatendo o coronavírus

Drauzio Varella mostra os profissionais de saúde que estão combatendo o coronavírus

Fechamento do comércio no Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, determinou o fechamento obrigatório do comércio na cidade a partir de terça-feira (24), com o objetivo de conter a propagação do novo coronavírus. Alguns serviços, porém, como mercados e farmácias, continuarão funcionando.

Eleições municipais em outubro?

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), divulgou áudio em que diz que a discussão sobre um possível adiamento das eleições municipais em razão do coronavírus é “completamente equivocada”.

A medida foi defendida pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Na avaliação dele, o adiamento serviria para que ações “políticas” não prejudiquem as medidas que estão sendo adotadas para o enfrentamento da epidemia de coronavírus.

O Assunto

Com as crianças sem aulas e em casa neste período de isolamento, as dúvidas sobre o coronavírus aparecem aos montes. O vírus pode crescer e virar um monstro? Já que o álcool em gel o mata, por que não criar uma vacina com ele? O que mais os pequenos querem saber? Renato Lo Prete convidou nove crianças de idades diferentes para tirar dúvidas sobre a pandemia com o infectologista Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ouça:

Vacinação contra a gripe

Em meio à pandemia do coronavírus, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa nesta segunda em todo o país. Serão 75 milhões de dose do imunizante, 15 milhões a mais do que em 2019.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra a influenza auxiliará os profissionais na triagem de pacientes e acelerá o eventual diagnóstico da Covid-19. Para evitar aglomerações, algumas cidades, como Brasília, preveem a adoção de um “drive-thru” da vacina.

A campanha se encerra no dia 22 de maio.

Economia

O Banco Central divulga às 8h30 desta segunda o relatório Focus, com as estimativas do mercado para inflação, crescimento da economia, câmbio e juros. Às 15h, o Ministério da Economia informa o resultado da balança comercial no acumulado de março e na parcial do ano.

Imposto de Renda 2020

selo feed Imposto de Renda 2020 — Foto: Arte G1

selo feed Imposto de Renda 2020 — Foto: Arte G1

Falta mais um de mês para o encerramento do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2020. Então, sem motivo para se preocupar, certo? Cuidado. Deixar para a reta final é um hábito frequente entre muitos brasileiros, mas é um risco que não vale a pena correr, pois dificilmente pode trazer alguma vantagem.

Hoje é dia de…

  • Dia Mundial da Meteorologia
  • Dia Nacional do Naturólogo

Fonte: G1

 

Empresários pedem ações contra colapso e XP fala em desemprego de 40 milhões

Empresários avaliam que a crise desencadeada pela disseminação do novo coronavírus provocará grande impacto no sistema de saúde brasileiro, mas os estragos na economia real serão muito mais profundos, com possibilidade de gerar um caos social no País. Eles pedem ações de grande impacto por parte da União.

O presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, disse que vê um risco de crescimento do desemprego para mais de 40 milhões de brasileiros em decorrência da pandemia do Covid-19. “É um número assustador”, disse hoje, 22, em uma live com outros empresários.

“Eu vi hoje uma entrevista do presidente regional do Fed de St. Louis, James Bullard (banco central norte-americano), dizendo que a taxa de desemprego irá subir de 3% para mais de 30% nos Estados Unidos por causa da crise”, afirmou. “No Brasil, onde há mais de 10 milhões de desempregados, acredito que o impacto será muito maior”, disse.

Benchimol defendeu a criação de um plano Marshall – pacote de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial. “O que temos até agora de estímulos é uma gota no oceano. Tem de ser um plano de verdade, os números são assustadores, o buraco é muito mais embaixo”, disse. Na semana passada, a equipe econômica liberou um pacote R$ 147 bilhões em estímulos à economia, com mais R$ 55 bilhões anunciados neste domingo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ajuda às empresas e pessoas físicas.

Numa transmissão de duas horas pela internet, promovida pela XP Investimentos na qual participaram o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, o presidente da Stone, André Street, o fundador da MRV, Rubens Menin, Benchimol cobrou medidas mais robustas do governo federal para evitar o alta do desemprego e do caos social no país. “O risco é aumento de pessoas passando fome e no número de assassinatos nos próximos meses.”

Steinbruch, Street e Menin também veem risco de paralisia da economia, principalmente das pequenas e médias empresas.  “É preciso apoiar o comércio local.  A cabeleireira, o dono de bar, o pequeno empreendedor já estão sentindo os impactos da crise”, afirmou Menin, acionista da MRV, principal construtora do Minha Casa Minha Vida.

De forma geral, os empresários esperam uma mobilização nacional com ajuda do governo e do Congresso para que estimule medidas contraciclícas. “Sou liberal, mas é preciso medidas de apoio à economia”, disse Street, da empresa de meios de pagamentos. Steinbruch espera que o governo amplie o prazo para pagamento de impostos e que já conversa com fornecedores para manter as atividades em funcionamento.

Em resposta ao aumento do número de desempregados no País, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que mais de 20 a 30 milhões de brasileiros serão impactados com as medidas atuais. “Provavelmente vai se precisar de mais e vamos ajudar. Já estamos postergando os pagamentos, reduzindo a taxas de juros”, disse. “Isso nos preocupa e um plano está sendo liderado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.”

ESTADÃO CONTEÚDO

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Brasil demora mais do que Itália e Espanha para passar de cem para mil casos

O Brasil demorou mais para passar de cem para mil casos de Covid-19 do que países como Itália e Espanha. Os dados utilizados são compilados pela universidade americana Johns Hopkins.

O país passou de cem pessoas infectadas com o novo coronavírus no dia 13 de março. Naquele dia, foram registradas 151 casos. Oito dias depois, em 21 de março, o Brasil atingiu o milésimo teste positivo e chegou a 1.021 pessoas com a doença.

Na Itália, esse movimento aconteceu entre 23 e 29 de fevereiro (seis dias); na Espanha, entre 02 e 09 de março (sete dias). Isso significa, na avaliação do estatístico especialista em epidemiologia, Antonio Ponce de Leon, que o ritmo de infecções no Brasil está mais lento.

— Mas isso depende fortemente do número de testes realizados — pondera o especialista da Uerj.

O levantamento considera a partir do 100º caso porque antes disso existe muita incerteza nos dados, e até chegar a essa marca alguns países registraram quase exclusivamente casos importados. A barreira do 100º episódio é, ainda, um limite arbitrário para presumir que um país já está tendo transmissão comunitária (ocorrências internas, não importadas).

Itália e Espanha são os países europeus mais afetados pelo vírus. O primeiro registrou mais de 59 mil casos e 5,4 mil mortes. Já os espanhóis tiveram 28,7 mil pacientes com 1,7 mil mortes.

Ambos, que tiveram seus sistemas de saúde colapsados por conta da doença, começaram o combate restringindo os testes apenas aos casos mais graves, mesma estratégia brasileira. A justificativa era de que este era um recurso finito e caro.

Já na avaliação da médica Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a notícia é boa, mas o pior está por vir.

— Só agora está entrando em áreas com muita densidade demográfica — explica.

O GLOBO

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Campanha de vacinação contra a gripe começa hoje

Começa nesta segunda-feira a Campanha Nacional da Vacinação contra a Gripe, que pretende imunizar 67,6 milhões de pessoas em todo o país. A proteção não é eficaz contra o coronavírus. No entanto, a vacina pode auxiliar os profissionais de saúde a excluir o diagnóstico para o novo patógeno, já que os sintomas são parecidos.

A campanha, batizada “Movimento Vacina Brasil contra a Gripe 2020”, custou R$ 1 bilhão ao Ministério da Saúde, que enviou 15 milhões de doses ao estado até semana passada — até o final do mês, mais 4 milhões serão distribuídas. Ao todo, serão fabricadas 75 milhões de doses. O programa será encerrado no dia 22 de maio.

A iniciativa atende ao público mais vulnerável à gripe. A partir de hoje, a imunização está disponível para idosos com mais de 60 anos, que correspondem a 20,8 milhões de pessoas no país — e profissionais de saúde. Mesmo quem se vacinou no ano passado deve voltar aos postos para uma nova dose.

O GLOBO

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IMPORTANTE COLOCAÇÕES: Ex-ministro que chefiou combate ao H1N1 acha exageradas medidas contra Covid-19

Em áudio que vazou para as redes sociais, o médico, deputado federal pelo MDB-RS e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS), responsável pela coordenação do combate no Brasil à epidemia de gripe H1N1, que somente em 2019 matou 780 brasileiros, considerada exageradas as medidas adotadas por governadores e pelo Ministério da Saúde contra a pandemia do coronavírus.

O ex-ministro vai mais além quando diverge da previsão do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), segundo o qual a pandemia somente começará a regredir em setembro. Para Osmar Terra, a regressão se iniciará já no próximo mês de abril.

O áudio é de uma troca de mensagens de Osmar Terra com um amigo. Nele, o ex-ministro dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro compara o cenário atual com a epidemia de H1N1 em 2009. “No ano passado, morreram 780 pessoas no Brasil de H1N1, dez anos depois que enfrentamos a epidemia. O número não virou notícia”, observou, e “provavelmente não vai morrer tanta gente de coronavírus”.

Ele enfrentou, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, em 2009, a epidemia de gripe Influenza A, e questiona as medidas que estão sendo aplicada atualmente. “Eu estudei bastante isso, até porque tive que enfrentar o H1N1, e para fazer o debate do coronavírus, eu não estou falando de algo da minha cabeça.”

Vírus começa a regredir em abri
“Estou ouvindo os principais infectologistas do estado, que foram do meu comité no enfrentamento do H1N1, e para mim a pessoa que mais entende de epidemiologia no Brasil, e talvez no mundo hoje que é o César Victor. Eu gostaria de saber por que vocês acham que o comportamento é tão diferente assim e tão preocupante assim?””, indaga.

Terra destaca na mensagem que estamos vendo um vírus novo, que tem transmissibilidade 30% maior que o H1N1, “então ele se espalha mais rápido, já se espalhou. Você sabe que a epidemia termina quando atinge mais da metade da população com anticorpos, com contato com o vírus, com imunidade. Isso está acontecendo, em poucas semanas esse processo se cumpre”.

Ao contrário do ministro Mandetta, ele aposta que a epidemia vai começar a regredir em abril:

– “Ela tem um padrão matemático, todas têm. Esse SARS que está causando o Covid-19 ele é um vírus muito semelhante a primeira SARS que tinha 10% de letalidade. Então ele é muito mais brando, na China e na Itália que são os que têm maior letalidade, ele está com 3.4, mas no resto do mundo ele está 1.5 no mundo todo.  Ele vai se espalhar, vai contaminar e vai terminar”.

H1N1 infectou muito mais
Terra cita que o Brasil está estimando que o número de infecções pelo coronavírus pode chegar a 30 ou 40 mil casos, e um número de mortos entre mil e dois mil casos. “Isso é muito menos que o H1N1. Então acho que o médico, não quero ditar comportamento para ninguém, mas o médico tem que ser o primeiro a acalmar o pessoal, porque não se controla epidemia e não se orienta a população disseminando o pânico”.

Para ele o isolamento social não resolve nada. “Qual a vantagem do isolamento? A epidemia só vai terminar quando ela tiver mais da metade da população contaminada, em 99% dessa metade da população que vai ficar contaminada, não vai ter sintoma nenhum, vai ser assintomática. Isso é um processo que está andando, quando apareceram os primeiros casos que foram revelados com exame laboratorial, o vírus já estava andando. O vírus começou  na China em novembro. Por isso que quando eles começam a fazer os exames em janeiro, dá uma explosão de casos”.

Pico ocorre em seis semanas
No áudio, Terra também critica o isolamento que está sendo imposto no Brasil. “Então eu estou me baseando em evidências, se tu tiver alguma outra evidência diferente que não seja só a ideia que se isolar melhora, porque o isolamento não vai diminuir aquela curva, aquilo tudo é conversa. Todas as epidemias virais têm um padrão, elas duram em torno de treze semanas, e na sexta semana elas estão no pico e depois regride, desaparece”.

“O isolamento não vai resolver o problema porque já está disseminado o vírus, essa que é a questão. Se o vírus não estivesse circulando, talvez, isolar iria atrasar o aparecimento, mas ele viria porque ele está circulando no mundo. Mas agora que ele está circulando, o teu filho pode estar com o vírus e ser assintomático. O vírus está correndo solto, ninguém segura mais. E ele vai evoluir, vai regredir e pronto e acabou”, afirma Terra.

DIARIO DO PODER

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Imprensa é a fonte mais confiável de informação em meio a pandemia de coronavírus, diz estudo

Um estudo global divulgado pela agência global de comunicação Edelman mostra que em meio à pandemia de coronavírus os veículos da grande imprensa aparecem como a fonte de informações mais confiável para 64% das pessoas. Antes da crise de saúde que atinge todos os continentes, havia uma tendência de baixa credibilidade do jornalismo e das fontes de conhecimento, como a ciência.

O levantamento aconteceu entre os dias 6 a 10 de março, antes das principais ações relacionadas à pandemia, como fechamentos de fronteiras e orientações de isolamento. Foram entrevistadas 10 mil pessoas da África do Sul, Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido (mil por país) pela internet. Os brasileiros estão fora da tendência global: 64% dos entrevistados preferiam as informações nas redes sociais e 59% citaram os jornais e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Na prática, o comportamento dos brasileiros seguia uma tendência anterior à pandemia. Agora, do ponto de vista global, as principais organizações noticiosas têm quase duas vezes mais credibilidade do que a OMS ou autoridades sanitárias nacionais”, informa a Associação Nacional de Jornais (ANJ) em nota.

Sete a cada dez entrevistados disseram estar acompanhando notícias sobre o coronavírus na mídia pelo menos uma vez por dia e 33% dizem que estão checando várias vezes ao dia. Essa frequência sobe em países como Itália, Coreia do Sul e Japão, que tiveram surtos maiores. Os brasileiros estão atrás. Um pouco menos de sete entre dez entrevistaram disseram acompanhar o noticiário, com 26% checando várias vezes durante o dia.

O estudo também mostra uma preocupação mundial sobre fake news a respeito do coronavírus. Porcentual de 74% dos entrevistados têm essa preocupação em relação às redes sociais – no Brasil, o medo chega a 85%. Jovens, diz o estudo, confiam igualmente nas mídias sociais (54%) e na mídia tradicional (56%), enquanto as pessoas com mais de 55 anos classificam a mídia tradicional como quase três vezes mais confiável do que as mídias sociais.

Em relação aos porta-vozes de informações sobre o coronavírus, cientistas e médicos contam entre os mais confiáveis, juntamente com funcionários da OMS. Entre os entrevistados, 85% afirmaram que querem ouvir mais os cientistas e menos os políticos. Representantes do governo e jornalistas estão na lanterna no ranking de credibilidade, com menos de 50% de confiabilidade.

ESTADÃO CONTEÚDO

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BOM PRESTAR ATENÇÃO: MP de Bolsonaro suspende contrato de trabalho por até 4 meses

O presidente Jair Bolsonaro publicou na noite deste domingo (22) no Diário Oficial uma MP (medida provisória) que autoriza suspensão do contrato de trabalho por até quatro meses.

No período, o empregado deixa de trabalhar, assim como o empregador não pagará salário. A empresa é obrigada a oferecer curso de qualificação online ao trabalhador e a manter benefícios, como plano de saúde.

Pelo texto, a negociação individual ficará acima de acordos coletivos e da lei trabalhista. Estão preservados os direitos previstos na Constituição. A MP diz que o curso ou o programa de qualificação profissional online será promovido pelo empregador, diretamente ou por meio de entidades responsáveis pela qualificação.

Uma MP tem força de lei pelo período de 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo prazo, até que seja apreciada pelo Congresso. Se não for votada, perde a validade.

A medida valerá durante o estado de calamidade pública em razão do coronavírus, com prazo definido até o fim deste ano.

Segundo o texto, o empregador poderá conceder uma ajuda compensatória mensal, “sem natureza salarial”, “com valor definido livremente entre empregado e empregador, via negociação individual”.

Para o contrato ser suspenso bastará acordo individual com o empregado ou também com um grupo de empregados. A suspensão terá de ser registrada em carteira de trabalho.

“Não haverá pagamento de bolsa qualificação por meio de FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], como ocorre hoje”, diz a advogada Cassia Pizzotti, sócia do escritório Demarest.

“Durante o período da suspensão contratual para qualificação profissional, não será devida a bolsa-qualificação. A ajuda compensatória pelo empregador continua opcional. A manutenção obrigatória dos benefícios voluntariamente concedidos pelo empregador foi mantida”, explica.​

A MP, diferentemente do anunciado pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia), não prevê a redução da jornada de trabalho em 50% com respectiva redução do salário pela metade.

No entanto, o texto estabelece que, durante o estado de calamidade, “o empregado e o empregador poderão celebrar acordo individual escrito, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, respeitados os limites estabelecidos na Constituição”.

Dessa forma, pelo artigo 503 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), a jornada e o salário poderão ser reduzidos em até 25% em razão de “força maior”.

A CLT diz que “é lícita, em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, a redução geral dos salários dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo, entretanto, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento), respeitado, em qualquer caso, o salário mínimo da região”.

“No que se refere à redução salarial, o artigo 2º da MP é inconstitucional, porque a Constituição veda redução sem acordo coletivo e uma MP não se sobrepõe à Constituição”, diz Pizzotti.

“Além disso, como a MP não trouxe a aventada redução de até 50% do salário, entendo que continua prevalecendo o limite do artigo 503 da CLT (até 25%).”O texto, assinado por Bolsonaro, ainda estabelece regras para teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, aproveitamento e a antecipação de feriados, banco de horas, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho, direcionamento do trabalhador para qualificação, e adia o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A MP diz que, no caso do teletrabalho, o empregador poderá “a seu critério, alterar o regime de trabalho presencial para o teletrabalho, o trabalho remoto ou outro tipo de trabalho a distância e determinar o retorno ao regime de trabalho presencial”.

Isso se dará “independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho”, afirma o texto.Em relação a antecipação de férias individuais, a MP diz que o empregador informará ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico, com a indicação do período a ser gozado.

“Poderão ser concedidas por ato do empregador, ainda que o período aquisitivo a elas relativo não tenha transcorrido”, afirma.

De acordo com a medida, os trabalhadores que pertençam ao grupo de risco do coronavírus serão priorizados para o gozo de férias.A MP diz também que os empregadores poderão antecipar “o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais”.

A notificação deve ser de, no mínimo, 48 horas, “mediante indicação expressa dos feriados aproveitados”.​O governo também mexeu nas regras de saúde no trabalho. Durante o estado de calamidade, fica suspensa a obrigatoriedade de realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceto dos exames demissionais.

A MP determina a suspensão da exigência de recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente a março, abril e maio de 2020, com vencimento em abril, maio e junho de 2020, respectivamente.

Isso pode ser feito independentemente do número de empregados, do regime de tributação, da natureza jurídica, do ramo de atividade econômica e da adesão prévia.

Ao tratar do uso de banco de horas, o governo decidiu autorizar “a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada”, em favor do empregador ou do empregado. A compensação deve ocorrer no prazo de até 18 meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.

FOLHAPRESS

 

Dona das Casas Bahia fecha mais de 1.000 lojas no Brasil devido ao coronavírus

A varejista Via Varejo anunciou o fechamento temporário de todas as lojas no país para ajudar a conter a disseminação do coronavírus, juntando-se a outras grandes empresas do setor.

Em comunicado divulgado ao mercado na noite de sábado, a empresa disse que suas redes de lojas Casas Bahia e Ponto Frio fecharão suas 845 e 216 lojas, respectivamente, com efeito imediato. As operações online continuarão.

Nos últimos dias, Riachuelo, Marisa e Lojas Renner anunciaram o fechamento por tempo indeterminado de todas as suas lojas, o que significa que milhares de estabelecimentos de algumas das redes mais conhecidas do país ficarão fechadas.

FOLHAPRESS

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População saberá que foi enganada por governadores e imprensa sobre coronavírus, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve neste domingo (22) um discurso de minimizar as medidas de restrições de circulação e consequente atividade econômica tomada por governadores.

Segundo Bolsonaro, o povo saberá que foi enganado pelos governadores e pela mídia na crise do coronavírus.

“Brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da mídia nessa questão do coronavírius “, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record, veiculada na noite deste domingo. “Espero que não venham me culpar lá na frente pela quantidade de milhões e milhões de desempregados na minha pessoa”.

Bolsonaro disse que a população não pode entrar em pânico e que doenças como essa costumam ocorrer pelo mundo.

“Mais importante que a economia é a a vida. Mas nós não podemos extrapolar na dose, com o desemprego aí, a catástrofe será maior.”

Questionado acerca dos dados sobre os quais trabalha, Bolsonaro disse que há exageros nos dados do Ministério da Saúde. “Eu não trabalho [com projeções de números], não interfiro no trabalho do Luiz Mandetta, nosso ministro da Saúde, eu vejo os números que partem de lá, dessas projeções, e to achando que há um exagero nisso daí”.

No sábado, Bolsonaro acusou governadores, a quem chamou de irresponsáveis, de quererem aumentar a taxa de desemprego no país ao restringirem a atividade econômica com medidas de precaução contra a pandemia do coronavírus.

“No momento, a minha grande preocupação é com a vida das pessoas, bem como com o desemprego que é proporcionado por esses governadores irresponsáveis”, afirmou ele, em entrevista à CNN Brasil.

A crítica é uma referência às gestões de João Doria (São Paulo) e de Wilson Witzel (Rio de Janeiro) que decretaram o fechamento de serviços não essenciais.

Bolsonaro disse que governadores estão exterminando empregos. “[A recomendação é ter] calma, tranquilidade, não levar pânico à população, não exterminar empregos, senhores governadores, sejam responsáveis”, disse.

“No momento já temos um problema, os governadores são os verdadeiros exterminadores de emprego. Parte dos governadores, deixo claro, estão [sic] exterminando empregos no Brasil. Essa é uma crise muito pior do que o próprio coronavírus vem causando no Brasil e pode causar ainda”.

Na entrevista deste domingo, Bolsonaro falou em governadores de forma genérica, mas citou Doria ao mencionar que o governador paulista esteve em eventos com grandes públicos, como o carnaval de São Paulo.

Segundo Bolsonaro, “não podemos politizar isso aqui, só falei isso porque eles me atacam constantemente”. Na sequência, o presidente afirmou que as críticas que tem recebido envolvendo as medidas contra a pandemia fazem parte de um movimento para tirá-lo do cargo.

“A grande mídia, governadores, de olho na minha cadeira, se puder antecipar minha saída, eles farão isso aí, mas da minha parte não terão oportunidade disso, nós vamos continuar nosso papel”.

FOLHAPRESS

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STF suspende dívida de SP com União para investir em coronavírus

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão por seis meses do pagamento das dívidas do estado de São Paulo com a União. A decisão obriga o governo paulista a aplicar no combate ao coronavírus o dinheiro que deveria ser pago para abater o débito.

A ordem já se aplica a uma parcela de R$ 1,2 bilhão que deveria ser paga nesta segunda-feira (23). A decisão foi tomada em caráter de urgência, segundo o ministro, e vale até que seja analisada pelo plenário do tribunal.

“A pandemia de Covid-19 (coronavírus) é uma ameaça real e iminente, que irá extenuar a capacidade operacional do sistema público de saúde, com consequências desastrosas para a população, caso não sejam adotadas medidas de efeito imediato”, escreveu Moraes.

Na decisão, o ministro acrescentou que a União não poderá aplicar ao governo de São Paulo qualquer penalidade prevista no contrato de financiamento por descumprir o pagamento de parcelas da dívida.

O estado de São Paulo deve à União um total de R$ 247,2 bilhões, segundo dados do Sistema de Análise da Dívida Pública, do Tesouro Nacional.

A determinação pode provocar um efeito dominó, levando outros estados a também procurarem o Supremo para solicitar a suspensão desses pagamentos. O precedente aberto pelo ministro indica que esses pedidos também poderão ser acolhidos.

A medida causaria uma redução imediata das estimativas de arrecadação da União. A medida também criaria um entrave aos esforços do governo federal para renegociar as dívidas dos estados.

Em seu pedido, o governo paulista alegou que a “assustadora crise decorrente da pandemia” deveria abalar gravemente o Brasil e “especialmente o estado de São Paulo, que concentra quase 1/4 da população nacional e cerca de 70% do número de infectados pelo novo vírus no país”.

A equipe do governo afirmou ainda que a receita do estado sofre um “forte declínio” devido à aplicação de medidas de restrição à atividade econômica, como o fechamento do comércio e de outros serviços. Menciona também a necessidade de aumento de gastos na saúde para evitar um colapso no sistema de atendimento.

O governo paulista pediu que a medida fosse tomada com urgência para evitar que o Banco do Brasil debitasse o valor previsto para pagamento nesta segunda ou que o governo federal bloqueasse a transferência de recursos do Orçamento para o estado.

Moraes acatou o pedido e determinou que o advogado-geral da União, André Mendonça, fosse notificado por WhatsApp para o cumprimento da decisão.

“A medida pleiteada comprova ser patente a necessidade de efetividade de medidas concretas para proteção da saúde pública e da vida dos brasileiros que vivem em São Paulo, com a destinação prioritária do orçamento público”, escreveu o ministro.

FOLHAPRESS

 

LOCAIS

Portaria do Governo do RN autoriza teletrabalho e trabalho voluntário

O Governo do Rio Grande do Norte publicou, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado, uma portaria em que autoriza o teletrabalho para servidores do Estado. A publicação é deste domingo (22).

De acordo com a publicação, o decreto estará em vigência “enquanto durar o estado de pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19),  ficam os Secretários de Estado e os Dirigentes Máximo de Entidade autorizados a liberarem os servidores, os empregados públicos, estagiários, bolsistas, empregados terceirizados de áreas administrativas e demais colaboradores para execução de suas atividades na modalidade de teletrabalho”.

O texto diz ainda que deve ser resguardado o número de pessoas em atividade presencial para que o serviço público continue sendo prestado de forma adequada.

A tramitação dos processos de teletrabalho inclusive, será prioridade a alguns grupos de servidores, como portadores de doenças respiratórias e cardíacas crônicas, devidamente comprovadas por atestado; gestantes ou lactantes, pessoas com filhos menores de 12 anos, diabéticos ou hipertensos; imunodeprimidos ou em tratamento oncológico; servidores que utilizam transporte público ou servidores que convivem com pessoas nestes grupos de risco.

Para serem autorizados ao teletrabalho, os servidores terão de preencher um ato de requisição, que serão submetidos à avaliação do gestor do órgão.

Trabalho voluntário
A portaria assinada pela governadora Fátima Bezerra também dispõe de uma regulamentação para o serviço de voluntário no âmbito da Administração Pública do Estado.

De acordo com o texto, a periodicidade e os horários da prestação do serviço voluntário poderão ser livremente ajustados entre o órgão ou entidade estadual e o voluntário, de acordo com a análise de conveniência de ambas as partes.

TRIBUNA DO NORTE

 

Coronavírus: RN registra quatro novos casos; agora são 13 no total

A Sesap atualizou o número de casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte. Com os quatro casos anunciados na noite deste domingo (22), o Estado tem 13 casos. São nove em Natal, três em Parnamirim e um em Mossoró.

Sobre os quatro novos casos a Secretaria informou que três deles são em Natal. Duas mulheres, uma de 30 e outra de 35 anos e um homem de 30 anos. O quarto caso é uma paciente do sexo feminino com 71, em Parnamirim.

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sandro Freire

    Bom Dia,nesse momento nós não somos Bolsonaro,Lula,Dilma,Ciro e nenhum outro Político,temos sim que procura ajudar aos que vão precisar é esse tipo de comentário ñ vai trazer em nada a solução,É devemos sim é rezar,ora ,É pedir a Deus o fim dessa doença!

  2. Guilherme Luiz Bier

    Bom dia.
    Ontem assisti a entrevista do Ministro da Saúde e ao longo deste episódio tenho assistido o pronunciamento de outras autoridades e chama atenção a também forma lúcida de falar sobe a situação do governador de Nova Iorque.
    Quem seria o Ministro da Saúde deste país se o poste “Andrade” estivesse na Presidência desta país?
    O filho de José Dirceu que informa que Cuba tem a vacina?
    Guilherme Boulos ?
    Ronaldo Nazário?
    Que faturou alto no evento da Copa do Mundo.
    Hoje estádios de futebol estam sendo adaptados para hospital de campanha.
    O Sr. Presidente da República tem seus defeitos,mas tem uma grande qualidade de saber escolher as pessoas importantes para viabilizar o governo.

    • Ricardo Lúcido

      Caríssimo . Além de sem sentido seu comentário abusa do “ se “ . Se não vale . O que vale é o jogo jogado . Quanto as escolhas do Bananão me perdoe . O ministro da saúde é uma exceção , que por sinal foi desmoralizado pelo presidente que saindo da quarentena foi se abraçar com apoiadores . Não desvie o foco . Análise a problemática para termos uma “ solucionaria “ , como diria o grande Dadá maravilha .

  3. Ricardo lúcido

    Bom dia , cedinho antes do raiar do sol . Nesse exato momento acabei de assistir a entrevista do excelentíssimo sr . Presidente da república federativa do Brasil Jair Messias Bolsonaro . Pelo semblante , insegurança , nervosismo e falta de articulação nas ideias , acho que esse senhor não vai suportar o desafio a que está exposto . Completamente inseguro , cheio de papéis desorganizados em cima da mesa e sendo entrevistado por um jornalista ,que até se portou bem mas não perguntou com maior veemência , o MITO literalmente demostrou fragilidade . Falou em não politizar a questão , foi o que ele mais fez . Tentou se passar por vítima , fugindo da sua responsabilidade de chefe de nação . Tenho pena do presidente , a condição que vivemos é de muita turbulência para ser enfrentada por um gestor competente , imaginem por um incompetente e desequilibrado . Culpar a globo e a veja foi o ápice da entrevista . O que quer esse senhor ? Que todos os órgãos de imprensa vendam a imagem de Alice no país das maravilhas ? Quando votei nele e baseei muito nesses dois veículos que na minha opinião acertadamente faziam o seu papel . Agora eles devem ser cordeirinhos do presidente ? Por que ? Repete como um ventríloquo as mesmas ideias delirantes que são combatidas pelo seu próprio ministro e por especialistas . Lastimável

  4. Pedro

    Meu amigo, a transmissão já é comunitária!
    Não se enganem!!!
    Fiquem em casa!!

ACREDITE SE QUISER: Estado possuía 54 respiradores quebrados em depósitos

Imagem: reprodução/site da campanha para doação dos respiradores

O BLOGDOBG apurou que o Governo do Estado do RN tinha 54 respiradores quebrados e largados. Alguns há muitos e muitos anos. Destes, 14 estão com a manutenção contratada graças a recursos de doações da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal-CDL e associados. O conserto dos outros 40 está sendo negociado pela Caern e outros empresários.

O Estado vai ser contemplado até maio com outros 28 respiradores novos, fruto de uma campanha capitaneada por Silvio Bezerra e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon).

No momento pelo qual passamos é fundamental que estes equipamentos estejam de prontidão para atender à população do Rio Grande do Norte.

Como se tinha 54 equipamentos desses quebrados, largados ou como queiram dizer e ninguém tomou providências?

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OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu

    Gestores negligentes e incompetentes, despreparados para o cargo porque desprovidos de espírito público, para dizer o mínimo. E o RN está repleto deles, em todas as esferas de poder e simulacros de partidos.

  2. Ronaldo

    Principalmente a gestão da ex-governadora Rosalba que é médica. Muito lamentável.

  3. Valéria

    Absurdo!! Espero que os governantes tenham pena do povo E um descaso grande.

  4. Valéria

    Absurdo!!!! Má gestão é a marca do nosso RN. Total descaso !!!

  5. Morais

    Porque pastas importantes sempre foram ocupadas por politiqueiros. Os técnicos sempre duraram pouco.

  6. Roberto

    Os novos só chegam em Maio? É muito tempo.
    Por que esses empresários não tentam fabricar no Rio Grande do Norte com licença do fabricante?
    Nos Estados Unidos a GM vai começar a fabricar.
    Por que a fábrica da Fiat em Pernambuco não começa a fabricar?

  7. Silva

    É uma vergonha !!!

  8. Aparecida

    Não se vê nem um banco , Santander, Bradesco, Itaú, se prontificarem a ajudar. Ganham tanto dinheiro com os juros

  9. Luciana Morais Gama

    O pior é que os gestores ficam
    impunes. O Ministério Público bem que poderia fazer uma intimação pra eles.

  10. Ivana Sem Amor

    Não é de se duvidar. O irresponsável pela SESAP que adota o tratativo de GURU e assim gosta de ser chamado nunca deveria sair das salas de aula. É péssimo gestor. Mais parece um Poodle. É absolutamente vergonhoso.

  11. Eugenio

    Irresponsabilidade e improbidade do Gestor. Como se pode assumir uma pasta crucial como a Saúde, ter a informação e não ter tomado as providências necessárias a recuperação e/ou compra de novos equipamentos. Esses dados devem ser catalogados ainda na equipe de transição. A irresponsabilodsde desse secretário só não é maior que o nariz dele. Mentiroso, arrogante e desqualificado (idiota motivado, se acha o melhor quadro do PT, mas postura duvidos… por onde passou deixou dúvidas como gestor…).

  12. FRASQUEIRINO

    O grande problema é esse: Tem recursos para aquisição, mas falta dinheiro para o custeio, no caso para conserto dos equipamentos. O Executivo gasta mais de 60% do que arrecada para pagamento do funcionalismo público, a ainda tem que injetar recursos no IPERN. Enquanto isso, outros poderes como o Judiciário e o Legislativo possuem dinheiro sobrando. O Tribunal de Justiça está construindo uma nova sede na Cidade da Esperança. Fechou o Fórum da Zona Norte e alugou o antigo prédio onde funcionou a fábrica da Borborema em Potilandia pq os nobres magistrados e servidores reclamavam do engarrafamento para chegarem até a Zona Norte. Recentemente, o Poder Judiciario concedu reajustes a seus servidores que, em alguns casos chegou a 16%.. A Assembleia Legislativa é uma autêntica caixa preta. Ninguém sabe quantos cargos comissionados lá trabalham, quantos policiais militares estão trabalhando por lá, desfalcando o contigente de PM’s nas ruas, quantos médicos, dentistas, enfermeiros compõem o seu quadro de saúde, etc…. Os medicos que trabalham no Poder Executivo estao na luta, salvando vidas e artiscando as proprias! entretanto, os da Assembleia e Tribunal de Justica estao em casa! Ainda na Assembleia tudo fica decidido “entre os pares”. Com o agravamento da situação, fechamento de fabricas, shoppings, lojas, restaurantes, etc…não vai ter dinheiro para o pagamento dos servidores. Mas com certeza, Deputados, Promotores, Juízes, Desembargadores vão receber os seus, com privilegios como auxílios de saude, alimentação, paletó, etc…. O Poder Executivo não pode ser o culpado sozinho, pelo caos que se instalou no RN.

  13. Luis Henrique

    O MP, ao divulgar aquela nota infeliz, procurou saber dessa realidade?

  14. Paulo Pinheiro

    Mais uma vez tenho minhas dúvidas, esses gestores que são eleitos pelo povo, será que é para o povo, ou simples vaidade?

  15. Azevedo

    Isso só vem afirmar a inoperância do serviço público desse estado do RN, isso demonstra que comprar é melhor do que consertar, pois a compra rende propina para os gestores. Por isso que falo, temos que privatizar muita coisa nesse País, pois só assim a coisa acontece. Parabéns também para os empresários do RN que estão à frente dessa campanha para equipar hospitais públicos com respiradores, pois isso só faz provar ineficiência do poder público.

  16. Bento

    Fecha e declara Estado de Incompetência

  17. Torres

    Precisamos de uma gestão que de fato acompanha diariamente cada pasta. Os prefeitos e governadores, é pra fazer uma agenda diária de cada setor do Município e o Estado.
    Vão descobrir muita coisa quardada e jogada ao tempo…

  18. Andrea

    Cada um deixa marcado a sua gestão.
    O Estado de um modo geral está largado, todos sabemos disso.

  19. Henrique

    Manda prender esses irresponsáveis urgente.

  20. Tarcísio Eimar

    Isso é a competência dos gestores. Pode ter certeza q os antigos e os atuais, e provavelmente os futuros gestores farão o mesmo. O cara q senta na cadeira não tem comprometimento. Se ele deixa de fazer não acontece nada. Diferente do funcionário da empresa privada, se pecar a cabeça voa.

  21. Rodrigo

    54 respirafores… Cadê o Ministerio Público e a Assembleia Legislativa para cobrar?
    Se estão quebrados PAPAI onde estão?

  22. Erick

    PALHAÇADA!!
    Estado sem comando.
    População juntando dinheiro para comprar os aparelhos e nosso governo se fazendo de besta , agora o secretário vai dizer que não sabia.

  23. Flávio A

    Esculhambação grande.. Também cada gestor que passou na saúde nos últimos anos deixou sua marca.

Com 90% de cancelamentos em março, hotelaria do RN deve fechar as portas em abril

Imagem: reprodução

Com uma taxa de mais de 90% de cancelamentos das reservas no mês de março, segundo levantamento realizado pela ABIH-RN entre os seus associados, a perspectiva é de fechamento de quase todos, senão de todos os hotéis a partir do início do mês de abril. Alguns hotéis já fecharam suas portas, tanto em Natal quanto na Pipa.

“O setor do turismo foi bastante impactado, a princípio alguns hotéis estão fechando por 30 dia, mas a tendência é de que todos paralisem suas atividades simplesmente porque não vai ter hóspedes, e, com isso vem as incertezas do futuro que nos espera para os próximos meses, por causa do Covid-19”, afirmou José Odécio, presidente da ABIH-RN.

A hotelaria emprega no Rio Grande do Norte mais de 50 mil trabalhadores diretos, e mais de 200 mil indiretos. O prejuízo até agora é de quase 400 milhões de reais, e vai crescer ainda mais, com iminência de perda de milhares de empregos.

“O setor de turismo, especialmente a hotelaria, já está sofrendo bastante com essa crise, tendo em vista que não estão vindo turistas, e, portanto, os hotéis tendem a colapsar. É evidente que essa situação é gravíssima e há um risco enorme de perda de empregos, o que nos preocupa bastante. Só aqui em Natal, da hotelaria, são mais de 45 mil funcionários, e para que isso não ocorra esperamos que haja medidas dos governos para ajudar o setor a passar por essa crise, que é, de longe, a mais grave crise já enfrentada pelo setor”, comentou José Odécio.

O setor de turismo aguarda com otimismo as medidas que o Governo Federal deve anunciar entre esta segunda e terça-feira para a hotelaria, bares e restaurantes, de longe, os mais atingidos. Outras medidas precisam ser tomadas pelos governos do estado do RN e pela prefeitura do Natal, especialmente no que tange ao ICMS da energia, gás e água, além da suspensão de cobrança do Simples Estadual, e o ISS e IPTU, estes de competência municipal.

“Numa crise com essas proporções, caso as autoridades das três esferas de poder, aí incluídos o Estado do RN e o Município de Natal, não tomem providências para assegurar os empregos, a catástrofe estará instalada. É preciso manter os empregos e as empresas, e cada um tem de contribuir para atenuar essa grave crise – governos federal, estadual e municipal, sob pena da crise colapsar toda a economia por muito mais tempo”, ressaltou José Odécio.

“Cobrar tributos de empresas à beira da falência não vai resolver a crise, vai agravá-la, e é isso que estamos tentando evitar e acredito que, tanto a governadora Fátima Bezerra quanto o prefeito Álvaro Dias, têm sensibilidade suficiente para compreender o que estamos sugerindo. O que pretendemos é manter as empresas e os empregos para quando a crise passar, possamos, mesmo com muitas perdas, retomar nossas atividades e ajudar a economia voltar a crescer”, destacou o presidente da ABIH-RN.

Nesta segunda-feira a ABIH-RN encaminhará à governadora Fátima Bezerra e ao prefeito Álvaro Dias as medidas mitigadoras que o setor de Turismo espera que sejam tomadas, visando minimizar os graves efeitos dessa crise.

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São Gonçalo suspende feiras livres por 30 dias; PM, GM e fiscais da Prefeitura fazem vistorias em estabelecimentos abertos

Imagem: divulgação

A Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante/RN, através da Portaria de Nº 02/2020 da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (sembur), suspende a colocação de barracas e funcionamento de feiras livres no município pelo prazo de 30 dias, a partir deste domingo (22).

De acordo com o texto, os cidadãos que foram flagrados descumprindo a medida, fica autorizada a Guarda Municipal a intervir para que disperse qualquer aglomeração e tome as providências legais cabíveis. Os proprietários que forem flagrados organizando suas bancas de feira em logradouros e equipamentos públicos terão suas bancas apreendidas e estarão sujeitos às penalidades de acordo com a Lei Municipal 1.062/2004 e o Código Penal Brasileiro.

Fiscalização

Neste domingo (22), guardas municipais, policiais militares e equipe da Vigilância Sanitária e da Secretária de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) visitaram estabelecimentos abertos, entre bares e restaurantes, notificando e recolhendo aqueles que estão descumprindo o decreto do Governo do Estado, de Nº 29.541, de 20 de março de 2020, para fechar nesse período de quarentena em prevenção ao Covid-19.

Denúncia

A prefeitura orienta a população que, em caso de locais e estabelecimentos que estejam abertos, aglomerando pessoas, ligar para o disque 190 e fazer a denúncia, ou para central da Guarda Municipal de São Gonçalo do Amarante no telefone (84) 98120-1548.

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Mossoró Cidade Junina 2020 está cancelado

Imagem: divulgação

A prefeita Rosalba Ciarlini anunciou na tarde deste domingo, 22, que, em função da pandemia do Coronavírus, o Mossoró Cidade Junina deste ano será cancelado. Os recursos serão destinados para a saúde do município.

O cancelamento do MCJ 2020 será publicado no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) de amanhã, dentro do decreto de calamidade pública que trará outras medidas de prevenção e combate ao Covid-19.

“O Mossoró Cidade Junina vai ser cancelado. Não poderá acontecer. Os recursos destinados serão priorizados, principalmente, para a saúde”, declarou a prefeita Rosalba Ciarlini em vídeo postado nas redes sociais da prefeitura da cidade.

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

22/03/2020 20h09  Atualizado há 10 horas


Brasileiros estão presos no Peru sem conseguir voltar para o Rio Grande do Norte — Foto: Arquivo pessoal

Brasileiros estão presos no Peru sem conseguir voltar para o Rio Grande do Norte — Foto: Arquivo pessoal

Pelo menos cinco potiguares ainda estão presos no Peru sem conseguir voltar pra casa após o fechamento das fronteiras do país. Um grupo conseguiu voltar para o Rio Grande do Norte no sábado (21), mas cinco não conseguiram embarcar. “Estamos desesperados. Queremos voltar pra casa”, diz a natalense Maria Viviani Nobre, de 53 anos.

Maria Viviani e outros 11 familiares embarcaram para o Peru no dia 10 de março. A volta estava marcada para o dia 19, mas o Peru decretou o fechamento das fronteiras no dia 16. “Quando o Peru fechou as fronteiras a gente não teve mais tempo de ir embora pro Brasil. Cancelaram todos os voos”, conta Viviani.

Segundo ela, pelo menos 180 brasileiros estão presos no Peru. “Tem gente em situação muito complicada, sem dinheiro pra pagar hospedagem, pra comer. O governo precisa fazer alguma coisa pra nos ajudar. Precisamos sair daqui. A situação desse vírus está descontrolada e nós precisamos nos resguardar em casa”, diz.

Maria Viviani Nobre e o marido João Alves de Melo Neto — Foto: Arquivo pessoal

Maria Viviani Nobre e o marido João Alves de Melo Neto — Foto: Arquivo pessoal

Resgate

No sábado (21) parte dos brasileiros que estavam no Peru conseguiram embarcar para o Brasil, mas os voos disponibilizados não foram suficientes para todos. Do grupo de 12 pessoas da família de Viviani, 9 conseguiram embarcar.

“Ficamos eu, meu marido e meu cunhado. Graças a Deus meu sogro de 81 anos conseguiu viajar. Foi uma coisa horrível. Era uma lista que iam chamando o nome das pessoas que iam embarcar. Famílias foram separadas, era gente chorando, uma experiência muito triste”, conta.

Viviani explica que eles não têm permissão para sair do país nem de carro. “Se tentar sair de carro é preso. Se não fosse por isso nós iríamos de carro até o Acre e de lá íamos pra casa no Rio Grande do Norte”, diz.

Os outros dois potiguares que seguem no Peru são a bióloga Marjorie de Andrade e o marido dela. O casal viajou para o Peru no dia 9 e também não consegue voltar para casa.

Marjorie e Hecto no Peru — Foto: Cedida

Marjorie e Hecto no Peru — Foto: Cedida

Fonte: G1

 

Confira as últimas notícias sobre o coronavírus no Rio Grande do Norte

Estado tem 13 casos confirmados até 22 de março.


Resumo

  • Governadora do RN suspendeu as aulas na rede estadual, municipal e privada.

  • No RN tem 13 confirmados até domingo (22).

  • Governo decretou calamidade pública no RN.

Vídeos

PM vai às ruas para pedir que comércios e pessoas respeitem decreto de contenção do corona

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Moradores em quarentena assistem show da varanda em Natal

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Supermercados limitam acesso de pessoas em Natal

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No RN, bombeiros divulgam vídeo alertando população para não irem às praias

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Em Caicó, Bombeiros alertam comerciantes para a obrigatoriedade de fechar

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Potiguares aplaudem profissionais da saúde

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Destaques

ENTENDA: como o vírus age no corpo e pode atacar os pulmões

Veja quais grupos são mais vulneráveis ao coronavírus e por quê

Governo do RN suspende aulas na rede pública e privada por 15 dias

Últimas atualizações

Sobe para 13 o número de casos confirmados de coronavírus no RN

Confira a matéria completa.

Potiguares retidos no Peru devido ao novo coronavírus pedem ajuda para voltar pra casa: ‘estamos desesperados’

Pelo menos cinco potiguares ainda estão presos no Peru sem conseguir voltar pra casa após o fechamento das fronteiras do país. Um grupo conseguiu voltar para o Rio Grande do Norte no sábado (21), mas cinco não conseguiram embarcar. “Estamos desesperados. Queremos voltar pra casa”, diz a natalense Maria Viviani Nobre, de 53 anos. Confira a matéria completa.

Maria Viviani Nobre e o marido

Maria Viviani Nobre e o marido (Foto: Arquivo pessoal)

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Cartórios no RN passam a atender de forma remota

A Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) decidiu suspender o atendimento presencial dos cartórios. A medida tem como objetivo conter a propagação do coronavírus e é válida a partir desta segunda-feira (23). Confira a matéria completa.

Para desafogar UPA de Macaíba, Instituto Santos Dumont vai atender casos suspeitos de coronavírus no RN

O Centro de Educação e Pesquisa em Saúde (Ceps) Anita Garibaldi – referência em atenção especializada à saúde materno-infantil e da pessoa com deficiência no Rio Grande do Norte – vai começar a atender casos suspeitos do novo coronavírus e urgências de menor risco, que envolvam gestantes e crianças. Confira a matéria aqui.

Centro de Educação e Pesquisa em Saúde (Ceps) Anita Garibaldi

Centro de Educação e Pesquisa em Saúde (Ceps) Anita Garibaldi (Foto: Divulgação)

Sistema prisional do RN suspende atendimento a advogados para conter coronavírus

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) suspendeu o atendimento de advogados nas unidades prisionais do Rio Grande do Norte a partir desta segunda (23). Segundo a Seap, a medida visa garantir a integridade dos servidores, sociedade, advogados e apenados e vigora até o dia 30 de abril. Visitas de familiares e pessoas externas a rotina dos presídios foram suspensas no dia 13 de março. Nenhum caso suspeito foi identificado no sistema penal do RN. Confira a matéria completa.

Sistema prisional do RN suspende atendimento a advogados para conter coronavírus

Sistema prisional do RN suspende atendimento a advogados para conter coronavírus (Foto: Natinho Rodrigues/TV Verdes Mares)

Fundase suspende visitas às unidades de atendimento socioeducativo

A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fundase/RN) suspendeu as visitas às unidades de internação em Natal, Caicó e Mossoró a partir desta segunda-feira (23). A medida foi tomada para combater o avanço do coronavírus. Todos os procedimentos serão inicialmente adotados durante três semanas. Confira aqui a matéria completa.

Governadora do RN pede que população cumpra decreto de contenção do coronavírus: ‘Fiquem em casa’

A governadora Fátima Bezerra fez um pronunciamento nas redes sociais na tarde deste domingo (22). A gestora pediu que a população cumpra as medidas de isolamento social, respeitem o decreto de contenção do coronavírus e fiquem em casa.

Fátima Bezerra

@fatimabezerra

Nós requisitamos, por meio de portaria, o prédio desativado do Hospital Papi, seus 150 leitos e toda a estrutura que está lá dentro para ampliar urgentemente o atendimento às pessoas com suspeita ou confirmação de .

+

Vídeo incorporado

MPRN, MPF e Governo do Estado assinam acordo para garantir compra imediata de respiradores e outros insumos no RN

O Governo do Estado, o Ministério Público do RN e o Ministério Público Federal firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta para padronizar os processos de aquisição de bens, insumos, medicamentos, equipamentos hospitalares, EPI´s e outros materiais destinados ao enfrentamento emergencial ao novo coronavírus. Confira a matéria completa.

Paróquias divulgam horários de missas transmitidas pela mídia

Com as celebrações suspensas com a participação do povo, as missas serão transmitidas online

Por Redação – Publicado em 22/03/2020 às 11:11

Reprodução

Catedral de Natal

Neste período crítico da pandemia causada pelo novo coronavírus, em que estão suspensas as celebrações eucarísticas com a participação do povo, a orientação dos bispos que é os padres celebrem “com uma reduzida equipe de celebração, sendo transmitidas, ao vivo, pela internet e/ou por emissoras de rádio”. O Setor de Comunicação da Arquidiocese de Natal disponibiliza a relação das paróquias que transmitem a celebração.PARÓQUIAS DA CAPITAL E GRANDE NATAL

Catedral Metropolitana
. Segunda a sexta – 7h, sábado e domingo – 11h
. facebook.com/paroquiadacatedraldenatal
. Rádio 91.9 FM

Imaculada Conceição – Loteamento Nova Aliança
. Domingos – 9h
. facebook.com/imaculadanatal

Nossa Senhora Auxiliadora – Felipe Camarão
. Domingos – 19h
. facebook.com/Par%C3%B3quia-Nossa-Sra-Auxiliadora-604957492862540/

Nossa Senhora da Apresentação (antiga Catedral) – Cidade Alta
. Domingos – 10h
. instragram.com/paroquiadaapresentacao

Nossa Senhora da Candelária – Candelária
. Terça a domingo – 17h
. facebook.com/PNSCandelaria

Nossa Senhora da Conceição – Macaíba
. Domingos – 9h
. facebook.com/paroquiademacaiba

Nossa Senhora da Conceição – Nova Parnamirim
. Domingos – 8h
. facebook.com/PNSdaConceicao

Nossa Senhora de Fátima – Parnamirim
. Terça a sexta- 18h e domingo – 7h e 19h30
. facebook.com/panfa.pascom e facebook.com/livretv.com.br

Nossa Senhora de Fátima – Parque das Dunas
. Domingos – 9h
. facebook.com/psnsFatimaNatal

Santa Luzia – Boa Esperança
. Domingos – 19h
. facebook.com/PSLuziaNatal

Santa Rita de Cássia dos Impossíveis – Ponta Negra
. Domingos – 11h
. facebook.com/paroquia.santaritacassiaimpossiveis

Santo Afonso Maria de Ligório – Mirassol
. Domingos – 8h e 19h
. instagram.com/paroquiastoafonso

Santo André de Soveral – Emaús
. Domingos – 19h
. facebook.com/paroquiasantoandredesoveral

Santuário dos Mártires – Nazaré
. Domingos – 17h
. facebook.com/psmartires
. Youtube.com/channel/UCJeFGMqpoExea-VfdmKWJOQ

São Camilo de Léllis – Lagoa Nova
. Domingo – 11h
. facebook.com/saocamilorn

São João Batista – Pitangui
. Domingos – 19h
. facebook.com/paroquiadesaojoaobatistapitangui

São João Bosco – Gramoré
. Domingos – 8h e 19h
. facebook.com/paroquiadomboscogramore .facebook.com/equipe.suporteESC e instagram.com/pardombosco

São José – Cidade Nova
. Domingos – 19h30
. facebook.com/pascomdesaojose

São Lucas – Conjunto Amarante – São Gonçalo do Amarante
. Domingos – 17h
. facebook.com/psaolucas.sga.rn

São Mateus Moreira – Cidade Verde
. Quarta, sexta, sábado – 19h e domingo – 16h30
. facebook.com/ParoquiaSaoMateusMoreira

São Sebastião – Alecrim
. Domingos – 16h30
. facebook.com/psaosebastiaonatal

São Tiago Menor – Santarém
. Domingos – 19h
. facebook.com/paroquiadesaotiagomenor

Santa Maria Mãe – Conjunto Santa Catarina
. Domingos – 7h30 e 19h30
. facebook.com/paroquiasantamariamae

Santo André de Soveral – Parque Industrial
. Domingos – 9h
. facebook.com/paroquiasantoandredesoveral

São João Batista – Pitangui
. Segunda, quarta, sexta e domingo – 19h
. facebook.com/paroquiadesaojoaobatistapitangu

PARÓQUIAS DO INTERIOR

Imaculada Conceição – Nova Cruz
. Domingos – 10h
. facebook.com/paroquiadaimaculadaconceicaorn e Rádios Curimataú FM 103,5 FM www.103fmcurimatau.com e Agreste FM 107,5 (www.radioagrestefm.com.br)

Nossa Senhora da Conceição – Ceará-Mirim
. Terça a sábado – 19h e domingo – 8h
. facebook.com/pnsconceicao e Webrádio – www.nsconceicao.com.br

Nossa Senhora da Conceição – Macau
. Segunda a sábado – 19h30 e domingos – 8h e 19h30
. facebook.com/paroquiamacau, instagram.com/paroquiademacau e Rádio 94 FM (Macau)

Nossa Senhora da Conceição – Maxaranguape
. Domingos – 7h
. facebook.com/pnscmax

Nossa Senhora da Conceição – Santo Antônio
. Domingos – 7h e 19h
. facebook.com/pascomsantoantonioo e rádio 87,9 FM

Nossa Senhora da Conceição – São Rafael
. Quartas, quintas e sextas – 19h30
. Domingos – 8h e 19h30
. Web rádio Mãe Imaculada (https://radiomaeimaculada.com)

Nossa Senhora da Conceição – São Tomé
. Domingos – 19h
. facebook – Pascom – Paróquia de N. Sª da Conceição – São Tomé/RN

Nossa Senhora da Piedade – Espírito Santo
. Domingos – 19h30
. facebook.com/vozdapiedade

Nossa Senhora das Graças – Afonso Bezerra
. Domingo – 19h30
. facebook.com/pnsdasgracas.ab

Nossa Senhora de Fátima – Passa e Fica
. Segunda a sexta – 17h30 e domingos – 19h30
. facebook.com/pascom.nsadefatima.31

Nossa Senhora do Amparo – Coronel Ezequiel
. Domingos – 8h e 19h
. facebook.com/amparo.coronel.798

Igreja Matriz – Taipu
. Domingos – 19h30
. facebook.com/paroquiadolivramento

Igreja do Sagrado Coração de Jesus – Poço Branco
. Domingos – 17h30
. facebook.com/Sagradocoracaodejesuspb

Nossa Senhora Mãe dos Homens – João Câmara
. Domingos – 19h
. Facebook.com/paroquiajoaocamara e rádio 89.3FM

Sagrado Coração de Jesus – Bom Jesus
. Domingo – 18h30
. facebook.com/PSCJBomJesus

Sagrado Coração de Jesus – Riachuelo
. Domingos – 19h
. facebook.com/pascom.riachuelo

Santa Rita de Cássia – Santa Cruz
. Domingos – 10h e 19h e, mensalmente, no dia 22 – 12h
. facebook.com/paroquiasantaritarn e youtube.com/paroquiasantaritarn

Santa Teresinha – Lagoa D’Anta
. Domingos – 19h
. facebook.com/webtv.teresinha.7

Santa Teresinha – Tangará
. Domingos – 7h e 19h e quarta – 19h
. facebook.com/paroquiasantateresinharn

Santana – Santana do Matos
. Domingos – 19h30
. facebook.com/paroquiadesantanarn

Santana e São Joaquim – São José de Mipibu
. Domingos – 19h
. facebook.com/pascomsaojosedemipibu e Olho D’água FM 87

São Francisco de Assis – Pedro Velho
. Domingo, terça, quarta, quinta, sexta – 19h e sábado – 7h
. Facebook – Paróquia-de-São-Francisco-de-Assis-Pedro-VelhoRN

São João Batista – Montanhas
. Domingos – 8h e 19h
. facebook.com/pascomoprecursor

São João Batista – Pendências
. Quarta a sexta – 17h e domingo – 19h30
. facebook.com/pascom.pendencias

São José – Angicos
. Domingos – 8h
. facebook.com/pascomangicosrn

São Paulo Apóstolo – São Paulo do Potengi
. Domingos – 9h
. facebook.com/paroquiasaopaulospp

Fonte: Agora RN

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE DOMINGO

INTERNACIONAIS

Baixa letalidade do coronavírus na Alemanha: três hipóteses sobre o fenômeno

País tem 19.000 casos e apenas 68 mortos, de acordo com os dados deste sábado. Detecção precoce e menos pessoas morando com idosos estão entre os fatores

Imagem do coronavirus ao microscópio.Imagem do coronavirus ao microscópio.SMITH COLLECTION/GADO/GETTY IMAGES

Os números do coronavírus na Alemanha escondem um enigma: o país tem 19.000 casos confirmados e somente 68 mortos. Isso deixa uma taxa de letalidade de 0,36% muito inferior à da França (2%), Espanha (4%) e Itália (8%). Sabemos que essa diferença tem a influência da capacidade da Alemanha de fazer milhares de testes. Mas deve existir algo mais. A taxa de letalidade alemã também é excepcionalmente baixa se comparada com a Coreia do Sul (1%), cuja capacidade de diagnóstico também é considerada alta. Então como se explica o caso alemão? Na sexta-feira o porta-voz do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, disse que não sabem. E as autoridades alemãs também não têm uma explicação definitiva. Mas existem pelo menos três hipóteses:

1. É possível que o surto do vírus tenha surgido mais tarde na Alemanha. O primeiro surto local de contágios dentro da Europa foi detectado na Itália e estava muito avançado quando emergiu: por isso os mortos apareceram rápido lá. Só se passou uma semana do infectado número 20 ao morto número 20. Isso sugere que o surto estava ativo há semanas, porque a doença demora de duas a três semanas para provocar a morte.

O alarme na Itália fez com que os países europeus dobrassem seus esforços de detecção. Na Espanha se multiplicaram os casos detectados de um surto que, na verdade, já estava no país.

Também foram detectados os primeiros casos na Alemanha, mas seu surto estava certamente em uma fase incipiente. “A Alemanha reconheceu seu surto muito cedo. Duas ou três semanas antes do que alguns países vizinhos”, disse o virologista Christian Drosten à revista Zeit. “Isso ocorreu porque fizemos muitos diagnósticos, testamos muito. Certamente perdemos casos nessa primeira fase. Mas não acho que tenhamos perdido um surto importante”.

Isso pode explicar sua taxa de mortalidade inferior. Por dois motivos. Primeiro, porque se a Alemanha detectou os casos desde o começo, terá detectado mais infectados jovens, que são os primeiros a se contaminar (viajam mais e têm mais contato com estrangeiros). Os jovens resistem melhor ao vírus. As mortes são mais comuns quando o vírus avança e pessoas mais velhas se contaminam.

O outro motivo é que as mortes demoram um certo tempo para ocorrer. Em muitos países vimos que as taxas de mortalidade subiram com o tempo. É o que aconteceu na Coreia do Sul, onde os testes são mais exaustivos e a mortalidade dobrou: passou de 0,5% a 1,1% entre 1 e 20 de março. Se o surto na Alemanha é mais recente que o da Espanha e Itália, seus números de letalidade poderão aumentar.

2. Os doentes alemães são mais jovens. Na Alemanha é publicada diariamente a idade de uma amostra dos infectados, por isso sabemos que sua idade média é de 47 anos e que somente 20% tem mais de 60 anos. São números semelhantes aos da Coreia (I), mas muito diferentes dos da Itália, em que a idade média dos infectados —detectados— é de 66 anos e em que 58% tem mais de 60 anos (I). Os doentes de Covid-19 mais idosos são casos com maior risco. A pirâmide da população de cada país também pode influenciar. A Itália é o país europeu com maior número de habitantes com mais de 65 anos (26%), enquanto na Coreia são somente 14%. Mas isso não ajuda a explicar o caso alemão, em que 25% das pessoas têm 65 anos ou mais.

Também podem pesar fatores culturais. Os dados da China dizem que entre 75% e 80% dos contágios de Covid-19 ocorreram em núcleos familiares, como afirmou Bruce Aylward, da OMS, ao The New York Times. Mas o contato cotidiano entre jovens e idosos não é igual em todas as sociedades. Como sugere Moritz Kuhn, da Universidade de Bonn (Alemanha), as pessoas de 30 a 49 anos que moram com seus pais superam os 20% na Itália, China e Japão enquanto na Alemanha são pouco mais de 10%.

3Por trás de tudo estão os testes. A Alemanha afirmou através do Instituto Robert Koch, o centro responsável pelo controle de doenças, que pode fazer 160.000 testes por semana. O país pode ter feito até 4.000 testes por milhão de pessoas, muito acima dos 625 por milhão feitos pela Espanha. É evidente que uma melhor detecção reduz as taxas brutas de letalidade para aproximá-las à realidade: se todas as infecções são contabilizadas – incluindo as mais leves –, a proporção de mortos por infectados será menor.

É o que também sugerem os números da Coreia do Sul. É o país que fez mais testes (mais de 5.000 por milhão de habitantes), e ainda que seu surto já tenha várias semanas, continua sendo um dos países com letalidade mais baixa, 1,1% que é frequentemente usado como referência.

É provável que a baixa letalidade do vírus na Alemanha se deva a uma mistura de várias coisas. Neste sábado, o Ministério da Saúde brasileiro aventou outra possibilidade para o sucesso na taxa de mortos do país de Angela Merkel: ter mais UTIs dos que seus vizinhos europeus. Seus números continuarão provavelmente longe dos da Espanha e da Itália, enquanto o país continuar sendo capaz de testar maciçamente. Mas se outro fator é que seu surto está em uma fase inicial, seus números de mortos aumentarão e a letalidade crescerá. A pergunta é quanto.

Fonte: EL PAÍS

 

Por Blog do BG

SÓ AGORA: Itália fecha todas as fábricas

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, decretou o fechamento de todas as fábricas do país, exceto aquelas que fornecem produtos essenciais.

O decreto vale por um período de 15 dias e se aplica também a todos os escritórios e a todas as obras.

É o reconhecimento de que as medidas restritivas deveriam ter sido adotadas imediatamente, e não de forma gradual, na tentativa de preservar a economia.

O ANTAGONISTA

Brasileiro processa presidente da China por indenização de R$ 5 bilhões ao Brasil em razão do coronavírus

Um contabilista de Rondônia moveu uma ação popular na Justiça Federal em Brasília em que pede a condenação do presidente da ChinaXi Jinping, a indenizar o Brasil em R$ 5 bilhões, em razão da pandemia do coronavírus.

Diz ele, por meio de seu advogado, que ‘quem deve arcar com todos os prejuízos causados ao povo brasileiro é a República Popular da China, que, através de seu Presidente, como é público e notório, negligenciou e agiu com omissão quando lhe foi informado de que estava existindo um vírus de auto poder de contágio e poderia causar graves danos à saúde pública’.

O autor da ação pede, por meio de seu advogado, que a Justiça obrigue a Advocacia-Geral da União a buscar responsabilização civil da China, sob pena de R$ 100 mil em multa caso ele desobedeça uma eventual liminar.

Advogados ouvidos pelo Estado entendem que o processo é inadmissível, muito menos por meio de ação popular. “Meu, é sem pé nem cabeça, a maior aberração que eu já vi”.

ESTADÃO CONTEÚDO

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EUA aprovam teste rápido que detecta coronavírus em 45 minutos

O FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, aprovou o primeiro teste rápido para coronavírus, com um tempo de detecção de cerca de 45 minutos, disse a empresa de diagnóstico molecular Cepheid, com sede na Califórnia, que desenvolveu o produto.

Em comunicado, a Cepheid afirmou que recebeu uma autorização de uso emergencial da FDA para o teste, que será usado principalmente em hospitais e pronto-socorros. A empresa diz que planeja começar a enviá-lo para hospitais na próxima semana.

No atual modelo de testagem, as amostras precisam ser enviadas para um laboratório centralizado, onde os resultados podem levar dias para sair.

O teste desenvolvido pela Cepheid foi projetado para operar em mais de 23 mil sistemas GeneXpert, afirmou a companhia, sem dar detalhes.

Os sistemas não exigem que os usuários tenham treinamento especializado para realizar testes e são capazes de funcionar 24 horas por dia, disse o presidente da Cepheid, Warren Kocmond, em comunicado.

A empresa não informou qual será o custo do diagnóstico.

O FDA tem pressionado para expandir a capacidade de rastreamento do vírus, enquanto a Organização Mundial da Saúde pediu “ordem e disciplina” no mercado para equipamentos de saúde necessários para combater o surto.

FOLHAPRESS

Um bilhão de pessoas confinadas no mundo pelo novo coronavírus e China pelo 3º dia não apresenta nenhum novo caso

Quase um bilhão de pessoas passam o fim de semana confinados pelo novo coronavírus, que já deixou pelo menos 12.725 vítimas fatais em todo o mundo, enquanto parte dos Estados Unidos e países da América Latina implementam medidas já impostas em algumas regiões da Europa.

O número corresponde a aproximadamente um sétimo, ou 0,14% da população mundial e ultrapassa a população total da Europa, cerca de 750 milhões de pessoas, segundo as Nações Unidas.

Do Rio de Janeiro a Madri, passando por Paris ou Nova York, a pandemia, que surgiu na China em dezembro, mudou completamente a vida do planeta.

Os países tentam conter a força contagiosa da Covid-19 com restrições drásticas em relação à circulação de populações inteiras, do fechamento de escolas, fábricas e negócios à imposição de teletrabalho.

No total, a epidemia já causou 12.275 mortes em todo o mundo e 291.420 pessoas infectadas, de acordo com o último balanço da AFP

Pelo terceiro dia consecutivo, a China continental, onde o novo coronavírus foi relatado pela primeira vez em dezembro, não registrou nenhum novo contágio, representando um raio de “esperança para o resto do mundo”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com 4.825 óbitos, a Itália já é o país com o maior número de vítimas fatais. A taxa de mortalidade no país é de 8,6% dos casos confirmados.

Foi o primeiro país do Velho Continente a ordenar o confinamento de toda a população há mais de 10 dias e, neste fim de semana, continua a fortalecer suas medidas antes dos estragos da pandemia.

Em número de mortes, Itália e China (3.255) são seguidas pelo Irã (1.556), Espanha (1.326), França (562) e Estados Unidos (288).

FOLHAPRESS

Idosa de 95 é curada do coronavírus na Itália: “Vão me mandar para casa”


Foto: Twitter/Gazzetta di Modena

A italiana Alma Clara Corsini, de 95 anos, foi a primeira paciente curada do covid-19 na província de Modena, no norte da Itália. A informação é da Gazzetta di Modena.
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Corsini chegou ao hospital no dia 5 de março e, desde então, estava internada e, segundo a Gazzetta, se tornou o “orgulho da equipe” médica, que tirou uma foto com Alma Clara.
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“Sim, sim, estou bem. Eles [os médicos] eram pessoas boas que cuidavam bem de mim e, agora, vão me mandar para casa daqui a pouco”, disse.

UOL

Fonte: Blog do BG

 

Por G1

21/03/2020 07h30  Atualizado há 8 horas


Passa de mil o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil

Passa de mil o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 19h40 deste sábado (21), 1.178 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 26 estados e no Distrito Federal.São 18 mortes no Brasil, três no Rio de Janeiro 15 em São Paulo.

Ministério da Saúde atualizou os números na tarde deste sábado, informando que o Brasil tem um total de 1.128 casos confirmados de coronavírus e 18 mortes.

Roraima registrou os dois primeiros casos na noite deste sábado, último estado a ter casos confirmados no país.

No Distrito Federal, o número de casos de infectados foi de 87 para 108. Em Santa Catarina, o número saltou de 40 para 51. O Mato Grosso confirmou seu 2º caso, assim como o Tocantins.

Confira o balanço das secretarias de Saúde:

Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil

EstadoSecretarias da SaúdeMinistério da Saúde
AC119
AL77
AP11
AM1111
BA4141
CE8468
DF108100
ES2626
GO1820
MA20
MT22
MS1616
MG5538
PA22
PB11
PR4343
PE3330
PI44
RJ119119
RN66
RS6160
RO31
RR20
SC5151
SP459459
SE1010
TO22
Total11781128

Abaixo, veja a evolução do número de casos confirmados do coronavírus no Brasil ao longo dos dias.

Transmissão comunitária

O Ministério da Saúde declarou que todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia da doença Covid-19. O status foi publicado em portaria na noite desta sexta-feira (20).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já tinha anunciado nesta tarde que a medida seria tomada em breve para facilitar ações do governo. O ministro sinalizou também que a previsão é que os casos da doença disparem em abril e o sistema de saúde deve entrar em colapso.

A transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

Até o balanço de quinta-feira (19), a transmissão comunitária estava configurada nos estados de São Paulo e de Pernambuco. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).

Lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira para prevenir o coronavírus — Foto: Carlos Poly

Lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira para prevenir o coronavírus — Foto: Carlos Poly

Situação no mundo

Mais de 220 mil foram infectados e mais de 10 mil morreram até a manhã desta sexta-feira por causa do novo coronavírus, o Sars-Cov-2, em todo o mundo, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins.

Itália tem mais 793 mortos pelo novo coronavírus em 24 horas

Itália tem mais 793 mortos pelo novo coronavírus em 24 horas

Testes serão feitos em casos leves

Durante a coletiva do Ministério da Saúde na tarde deste sábado, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que testes serão feitos em casos leves.

“Estamos adquirindo um volume de testes significativo para que, na próxima semana, daqui a 8 dias, tenhamos 5 milhões de testes rápidos para distribuição em todo o Brasil, para iniciarmos a realização (de testes) em casos leves”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

“Vai aumentar muito a velocidade de diagnóstico em todo o Brasil”, completou. Até então, somente pacientes com sintomas graves eram testados.

Os novos 5 milhões de testes serão priorizados para profissionais de saúde e unidades básicas de saúde, disse o secretário.

Segundo Oliveira, nas próximas semanas, deve-se chegar a 10 milhões de testes entregues.

“Vamos, muito em breve, implantar uma estratégia similar ao que a Coreia (do Sul) realizou lá, usando um ‘drive thru’ de testes em alguns centros, para aumentar a detecção a partir da testagem rápida, evitando que as pessoas tenham que ir a uma unidade de saúde”, detalhou.

Ministério da Saúde pretende fazer até dez milhões de testes para coronavírus

Ministério da Saúde pretende fazer até dez milhões de testes para coronavírus

Fonte: G1

 

Coronavírus no Brasil segue a curva de países europeus e São Paulo prevê até 9 milhões de infectados

Biólogo explica que cenário no país pode ser ainda pior que o da Itália, que registra o maior número de óbitos até agora. Governo brasileiro se prepara para realizar testes em massa

Mensagens em diferentes idiomas projetadas no Cristo Redentor no último dia 18.Mensagens em diferentes idiomas projetadas no Cristo Redentor no último dia 18.FLORIAN PLANCHEUR / AFP

O Brasil ultrapassou neste sábado a marca dos 1.000 casos confirmados do novo coronavírus. Ao menos 18 pessoas morreram em decorrência da doença até o momento. Os números compõem uma curva de crescimento da pandemia muito parecida com a de países da Europa, como Itália, França e Espanha, onde milhares de pessoas já morreram. “Estamos um pouco acima da Alemanha, bem abaixo da Itália e bem afastados da Coreia”, afirmou João Gabbardo, secretário-executivo do ministério da Saúde, neste sábado, frisando, a todo momento, que ainda temos poucos casos rastreados e que toda comparação tem que ser feita com cautela.

Pasajeros de diversas aerolineas esperan en la terminal 1 y 2 de la Ciudad de México. La industria de las aerolíneas ha sido una de las más golpeadas económicamente ante la emergencia internacional por el brote de coronavirus. Entre las miles de cancelaciones de sus pasajeros y la dificultad de continuar ofreciendo sus servicios. Aeroméxico anunció suspensiones y revisiones en más de 50 rutas que realizaba regularmente. Hay cambios en sus viajes a Asia, Europa, Estados Unidos, Canadá, Sudamérica y por supuesto, todos sus vuelos al interior de México. 21 de marzo del 2020, Ciudad de México, México.

A Alemanha tem se mostrado uma exceção até o momento, com uma baixa taxa de letalidade diante dos outros países: 68 mortos para 19.000 casos confirmados, com várias hipóteses sendo discutidas para essa boa performance. Os alemães, assim como os sul-coreanos, vêm mostrando ao mundo que uma das chaves para tentar barrar a pandemia é a realização de testes em massa da população. Por isso, o Ministério da Saúde anunciou que, além dos 27.000 testes já enviados aos Estados, se prepara para realizar mais 10 milhões de testes rápidos nas próximas semanas. A expectativa é implementar em alguns lugares o esquema de drive thru, a exemplo da Coreia do Sul, onde as pessoas não precisaram nem sair do carro para serem testadas. Gabbardo disse que só agora a pasta está prevendo o volume de provas que era um desafio conseguir fornecedores que tivessem os prazos e qualidades. Só será testados quem estiver com sintomas.

Mas, por enquanto, os casos brasileiros da doença aumentam em uma crescente preocupante. Somente no Estado de São Paulo, epicentro dessa pandemia, há mais de 400 confirmações e 15 óbitos. Para tentar conter o vírus, as autoridades realizam projeções em busca de tomar medidas antecipadas e planejar recursos. O médico infectologista David Uip, coordenador da equipe que combate a pandemia em São Paulo, até a semana passada afirmava trabalhar com diversos cenários para o Estado, de 1% a 10% da população infectada. Já nesta sexta, ele mesmo admitiu que os cenários podem chegar a até 20% de doentes, o que daria nove milhões de pessoas. Internamente, a reportagem apurou que o Estado trabalha, por precaução, com cenários ainda mais extremos, com até 60% das pessoas infectadas e, dentro deles, uma porcentagem que precisará de internação.

Atila Iamarino, biólogo e doutor em microbiologia, explica que as projeções são feitas em cima de fatores como o comportamento da população diante da doença, quantas pessoas entram em contato umas com as outras e como o vírus se espalha. Baseada no histórico de países como China, Espanha ou Itália, as projeções estão tentando ser desenhadas aqui.

Porém, Iamarino lembra que no Brasil há um fator com o qual o vírus ainda não havia se deparado em outros países. E não é o calor. “China, França, Espanha, Itália, Estados Unidos e Coreia não têm favela”, diz. “Não há como isolar as pessoas que moram em um cômodo com várias outras”. Ele afirma que o isolamento social total, isto é, proibir que as pessoas saiam de casa, é a única medida que pode ser tomada para que o resultado dessa “guerra”, como afirmou o governador João Doria, não seja ainda mais devastador. “Por isso, aqui a situação é muito deferente. Mesmo os modelos que estão sendo estudados de como a doença progride podem ser muito otimistas num cenário como o nosso”, diz. “Na Itália houve somente um foco da doença, que foi a região da Lombardia”, afirma ele. “Hoje tem várias Lombardias dentro da Espanha acontecendo ao mesmo tempo. E, assim como na Espanha, aqui no Brasil não haverá somente um foco da doença”.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez uma afirmação que condiz com esse cenário pintado pelo biólogo. “O cenário que estamos vendo, diferente da China, é que no Brasil estamos com todos os Estados com crescimento igual, e isso nos preocupa”. Mandetta também afirmou que até o final do mês que vem, o sistema vai colapsar. “Temos aí 30 dias para que a gente resista razoavelmente bem, com muitos casos, dependendo da dinâmica da sociedade. Mas, claramente, em final de abril nosso sistema entra em colapso”. Mais tarde, em entrevista coletiva, o ministro reforçou que o colapso somente ocorrerá se nada for feito.

O ministro tem motivos para se preocupar. “Se a doença progride a ponto de sair de uma única região, os casos começam a ser empilhados”, explica Iamarino. Nos Estados Unidos, por exemplo, há ao menos três focos da pandemia – Nova York, Washington e a Califórnia. “Cada um desses focos tem potencial de ser uma Wuhan. São três Wuhans empilhadas”, diz, sobre a primeira cidade a registrar a pandemia.

“Cobra silenciosa”

Um dos maiores problemas dessa doença, diz Iamarino, é justamente a sua ausência de sintomas. “Quando a China fez lockdown [proibiu a circulação das pessoas], e passou a ir atrás de testar todo mundo, perceberam que, enquanto eles estavam contabilizando só quem ia para o hospital com sintomas sérios, eles perdiam 86% das infecções que estavam acontecendo”, diz. “Até a pessoa procurar um hospital e receber o diagnóstico, nove dias já tinham se passado”.

E a demora em apresentar os sintomas é o que ajuda a tornar o coronavírus tão letal. “79% das transmissões da Covid-19 acontecem antes mesmo de as pessoas terem os sintomas”, diz. Ele compara com a SARS, doença em que 99% dos infectados desenvolvem febre e a transmissão só ocorre depois da febre. “A SARS é muito transmissível, mas dá sinais. É como uma cobra muito venenosa, mas com o chocalho na ponta do rabo. Você ouve ela chegando”, diz. “Já a Covid-19 é como uma cobra silenciosa: você não percebe ela chegando. E quando percebe, pode ser tarde”.

Fonte: EL PAÍS

 

O futebol entra na luta contra o coronavírus

Clubes de futebol do país inteiro disponibilizam seus estádios e estruturas para ajudar as autoridades públicas no combate ao novo coronavírus

Assim que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, uma das primeiras medidas de combate adotadas pelas autoridades foi recomendar a paralisação do futebol. Capazes de atrair multidões semanalmente em várias regiões do país, os eventos esportivos logo foram suspensos com o intuito de evitar aglomerações. Os campeonatos paulista e carioca, os mais populares do país, tiveram sua última rodada disputada no fim de semana dos dias 14 e 15 —a maioria dos jogos de portões fechados. Desde então, os clubes envolvidos dispensaram atletas de todas as categorias e boa parte dos funcionários, desocupando estádios e centros de treinamento. Em uma situação de calamidade pública, algumas estruturas esportivas que estão vazias foram colocadas pelos responsáveis a serviço das autoridades públicas em diferentes Estados “para aquilo que for necessário”, de postos de vacina a recepções de doentes, enquanto durar a pandemia.

O primeiro da lista a agir foi o Athletico Paranaense. Curitiba está num dos Estados com 25 casos confirmados até sábado, e Athletico soltou um comunicado na hora do almoço de quinta-feira (19) informando que coloca à disposição das autoridades de saúde do Estado e do município o Centro Administrativo de Treinamentos Alfredo Gottardi, conhecido como CAT do Caju, e o Estádio Joaquim Américo Guimarães, a popular Arena da Baixada, que foi sede da Copa do Mundo de 2014, “para o uso que entenderem necessário, visando a vacinação e/ou tratamento de pessoas acometidas pelo Covid-19”.

A atitude foi seguida pelo São Paulo, clube que fica no epicentro da epidemia do novo coronavírus no Brasil. Na capital paulista, até esta sábado foram registrados 459 casos, e 15 mortes, o epicentro da crise. Poucas horas após o Athletico, o São Paulo divulgou uma nota oficial assinada pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva “assumindo a responsabilidade social (…) em disponibilizar toda a infraestrutura do São Paulo Futebol Clube para aquilo que for necessário, inclusive o Estádio Cícero Pompeu de Toledo”. Conhecido como Morumbi, o estádio, que tem um clube e um complexo social alocado a ele, pode desempenhar uma função estratégica por ficar localizado nos arredores do Hospital Albert Einstein, um dos mais importantes no combate contra a doença na capital. Os responsáveis pelo clube sugerem usar o estádio como local para coleta de sangue ou alojamento dos pacientes. A assessoria da Secretaria de Saúde do Estado confirmou à Folha de S. Paulo que recebeu o comunicado e avaliará as opções disponíveis.

CorinthiansPalmeiras e Santos seguiram o exemplo pouco tempo depois. Corinthianos deixaram à disposição do Governo a Arena Corinthians em Itaquera, o Centro de Treinamento Joaquim Grava e o Parque São Jorge, enquanto santistas disponibilizaram “todas as suas dependências para que sejam utilizadas pela Secretaria de Saúde do município”, que incluem o estádio Vila Belmiro e o CT Rei Pelé. O Palmeiras autorizou sua arena, o Allianz Parque, a receber a campanha de vacinação contra a gripe influenza, que começa no próximo dia 23 para idosos com mais de 60 anos e profissionais de saúde. As autoridades confiam que a campanha pode ser fundamental por diferenciar os pacientes da gripe dos que sofrem de coronavírus e diminuir a possível sobrecarga do sistema de saúde. Palmeirenses disseram que seus “recursos” estão “a serviço da sociedade”.

Ainda em São Paulo, a Prefeitura anunciou na manhã desta sexta-feira que o estádio do Pacaembu receberá 200 leitos de baixa complexidade para atender pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus. Outros 1.800 leitos serão colocados no sambódromo do Anhembi, que também pertence à Prefeitura. “Nesses espaços nós podemos fazer o acompanhamento da população que não se encontra numa situação de alto risco, mas precisa de uma atenção do poder público”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

Outros Estados tiveram exemplos de solidariedade vindos de dentro do campo. No Rio de Janeiro, onde três mortes pelo novo coronavírus foram divulgadas até sábado, o Botafogo deixou seu estádio Nilton Santos à disposição do Governo “no que for necessário no período da pandemia”. O mesmo fez o Cruzeiro em Belo Horizonte com seus dois clubes sociais, sede campestre e parque esportivo no bairro do Barro Preto. Bahia e Fortaleza também agiram, oferecendo os CTS Fazendão e Ribamar Bezerra, respectivamente. A estrutura baiana foi inspecionada pela Secretaria de Saúde do Estado e já foi aprovada para a recepção de pacientes da Covid-19.

Assim como o Palmeiras, o Goiás se comprometeu a ajudar na campanha da vacina contra a gripe influenza. A partir do dia 23, o estádio Serrinha, localizado em Goiânia, será um posto de vacinação para idosos e profissionais de saúde. Longe do epicentro brasileiro da Covid-19 e das estruturas mais ricas do futebol nacional, o Juventude de Caxias do Sul deixou seu ginásio coberto, localizado no centro de treinamento, à disposição da Prefeitura, e o Náutico de Recife colocou seu CT a serviço do Governo pernambucano. O Rio Grande do Sul tem, por enquanto, 60 casos confirmados, enquanto Pernambuco tem 30. “O mundo precisa ganhar essa”, resumiu a diretoria do Náutico através de comunicado. “E somos todos do mesmo time, porque a luta pela vida está em jogo”.

Fonte: EL PAÍS

 

É GUERRA: Bolsonaro chama Doria de “lunático” e Doria diz que “Bolsonaro não tem liderança”

Com camiseta "Bolsodoria", ainda candidato a governador de São Paulo, João Doria (PSDB) fazia campanha no Capão Redondo, zona sul de São Paulo
Luiz Claudio Barbosa – 27.out.18/Agência O Globo 

Na disputa com os governadores em meio à crise do coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu o tom neste sábado (21) e chamou o paulista João Doria (PSDB) de “lunático”.

Em entrevista à CNN Brasil, o presidente afirmou que “as eleições de 2022 ainda estão longe”, em referência a Doria e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), postulantes à Presidência que vem criticando Bolsonaro nos últimos dias pela condução do presidente à crise.

A queda de braço entre Bolsonaro e os governadores de São Paulo e do Rio de Janeiro pela liderança no combate à pandemia do coronavírus foi transformada em uma prévia da disputa eleitoral de 2022.

Desde a semana passada, Doria e Witzel têm criticado o que consideram uma letargia do presidente no enfrentamento à pandemia e tem adotado posturas opostas à dele.

Bolsonaro contra-atacou com a edição de uma medida provisória que estabelece como competência federal, e não dos estados, o fechamento de aeroportos e rodovias.

Enquanto Bolsonaro defende que a atividade econômica não deve ser interrompida mesmo diante de um grande risco de contágio, os governadores têm anunciado medidas de prevenção, como a interrupção de serviços não essenciais.

“Esses governadores, poucos, que me criticam o tempo todo, dizem que não tenho liderança. Digo a esses governadores: as eleições de 2022 estão muito longe ainda para vocês partirem para esse tipo de ataque, para esse tipo de comportamento de desgaste infundado em cima do chefe do Executivo federal”, afirmou Bolsonaro.

Neste sábado, Doria anunciou estado de quarentena por 15 dias em São Paulo como medida de combate à pandemia, com o fechamento obrigatório de comércios, bares e restaurantes a partir da próxima terça-feira (24).

Bolsonaro criticou o tucano ao ser questionado sobre a medida. “[Doria] é um lunático. Está fazendo política em cima deste caso. É um governador que nega ter usado o meu nome para se eleger governador, então eu lamento essa posição política dele, está se aproveitando deste momento para querer crescer politicamente.”

A referência do presidente é em relação ao chamado “BolsoDoria”, quando o tucano declarou apoio e fez campanha para Bolsonaro no segundo turno da disputa presidencial de 2018. Eles rompediram a relação política logo no início de seus mandatos.

Neste sábado, mais cedo, ao anunciar a quarentena em São Paulo, Doria voltou a criticar o presidente.

“Muito triste que não tenhamos no país uma liderança em condições de orientar os brasileiros, acalmar os brasileiros, tomar atitudes corretas, liderar sua equipe de trabalho para tomada tomada de decisões corretas e que atendam a expectativa da população”, disse Doria.

“Na ausência dessa liderança, nós em São Paulo, outros governadores em seus respectivos estados, prefeitos e prefeitas nos municípios, estão cumprindo sua obrigação fazendo o que deve ser feito e aquilo que o presidente Bolsonaro não consegue fazer”, acrescentou o tucano.

Doria afirmou que haverá uma reunião com governadores do Sudeste para tratar de assuntos relativos a essa coordenação.

Já Witzel havia dito na sexta-feira (20) que o governo federal estava “em passo de tartaruga”. “São os nossos hospitais que serão impactados, e o governo federal ainda em passo de tartaruga. Só fiz o decreto para que o governo tome ciência das medidas que precisam ser adotadas e, de uma vez, acorde”, disse o governador fluminense.

Após a entrevista, Doria publicou nas redes sociais: “Jair Bolsonaro chama coronavírus de gripezinha e eu que sou lunático? Lidere seu país, presidente. Faça seu papel. Os governadores do Brasil estão fazendo o seu”.

FOLHAPRESS

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Bolsonaro acusa governadores de causarem desemprego e diz que é irresponsabilidade descumprir o teto de gastos

O presidente Jair Bolsonaro acusou neste sábado (21) governos estaduais de quererem aumentar a taxa de desemprego no país ao restringirem a atividade econômica com medidas de precaução contra a pandemia do coronavírus.

Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que “governadores irresponsáveis” estão proporcionando desemprego. A crítica é uma referência às gestões de João Doria (São Paulo) e de Wilson Witzel (Rio de Janeiro) que decretaram o fechamento de serviços não essenciais.

“No momento, a minha grande preocupação é com a vida das pessoas, bem como com o desemprego que é proporcionado por esses governadores irresponsáveis”, afirmou.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem disputado com Doria e Witzel o protagonismo no enfrentamento da crise de saúde. Enquanto o presidente defende que a atividade econômica não seja interrompida, os dois governadores anunciaram medidas de restrição.

Neste sábado (21), por exemplo, Doria decretou um estado de quarentena de 15 dias em São Paulo, com o fechamento obrigatório de comércios, bares e restaurantes.

Na entrevista, Bolsonaro se recusou a fazer previsões sobre o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Para ele, o cálculo só pode ser feito após o arrefecimento do contágio da doença.

Diante da crise de saúde, o Ministério da Economia cortou, na sexta-feira (20), a projeção oficial para o crescimento do PIB em 2020 de 2,10% para 0,02%.

“Alguns acham até que haverá um crescimento negativo no Brasil. Vamos esperar. Faltam poucos meses para nós atingirmos o pico dessa contaminação ou até mesmo a cura dessa doença. Só dai podemos falar em economia”, disse o presidente.

Bolsonaro disse ainda que seria uma irresponsabilidade descumprir o teto de gastos públicos mesmo diante de uma situação de calamidade pública.

“Eu acredito que é irresponsabilidade você furar o teto. Nós temos de ter um limite, porque não tínhamos no passado e o Brasil chegou a meados do ano passado com uma divida interna de de aproximadamente R$ 4 trilhões”, disse.

FOLHAPRESS

 

DATAFOLHA: Maioria tem medo de coronavírus e apoia medidas de contenção. Menos de 50% apoia o fechamento do comércio

A chegada da pandemia do novo coronavírus assustou o brasileiro e mudou seu cotidiano.

Medidas recentes adotadas por diferentes governos modificaram a vida nas cidades. Já não se pode circular livremente, e diversos estabelecimentos —públicos e privados— tiveram que fechar suas portas nos últimos dias.

Ainda assim, a maioria dos entrevistados pelo Datafolha diz concordar com esse tipo de ação mais severa.

A percepção foi colhida por pesquisa do Datafolha de quarta (18) a sexta (20), feita por telefone devido à pandemia. Foram ouvidas 1.558 pessoas e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

As ações oficiais para tentar conter o vírus têm alta aceitação: 92% concordam com a suspensão de aulas, 94% aprovam a proibição de viagens internacionais e 91% são favoráveis à interrupção nos campeonatos de futebol do país, por exemplo.

FOLHA SP

 

VÍDEO: Cristãos se unem em um lindo ato de fé

Atendendo convocações divulgadas amplamente nas redes sociais, cristãos vão às janelas e entoam a canção ‘Noites traiçoeiras’ em lindo um ato de fé e clamor.

As imagens foram registradas em Salvador-BA.

 

Durante pandemia de coronavírus, seguro-desemprego poderá ser solicitado online

Foto: arquivo/Extra

Na tentativa de conter o coronavírus, as unidades do Trabalho do Brasil inteiro estão com atendimento presencial suspenso. Por isso, por enquanto, o seguro-desemprego poderá ser solicitado totalmente online, diretamente no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou através do portal de serviços do governo federal. A apresentação de documentos exigida também poderá ser feita pela internet.

O trabalhador formal tem de sete a 120 dias corridos após a data de demissão para solicitar o benefício, com exceção das empregadas domésticas, que devem fazer o requerimento entre sete e 90 dias. E o tempo médio para a concessão após a solicitação costuma ser de 30 dias.

Saiba como solicitar o seguro-desemprego online:

1. No seu navegador web, acesse o portal Emprega Brasil: servicos.mte.gov.br;

2. Caso já tenha acesso, insira seu login e senha ou faça o cadastro respondendo às perguntas;

3. Ao acessar, certifique-se de que o canto superior direito da tela apresenta os seus dados;

4. Na tela de serviços, escolha a opção Seguro-Desemprego;

5. Em seguida, clique na opção Solicitar o Seguro-Desemprego;

6. Informe o número do Requerimento do Seguro-Desemprego, fornecido pelo antigo empregador (esse número possui 10 dígitos e está visível no canto superior do formulário);

7. Confira se as informações disponibilizadas estão de acordo com os seus dados pessoais;

8. Leia as regras legais para habilitação ao benefício e, ao final, confirme as informações;

9. Caso os dados estejam corretos, clique em concluir. Surgirá na tela a palavra ATENÇÃO para que você confirme a solicitação do seu benefício.

10. Na etapa seguinte, será apresentada na parte inferior da tela a frase “solicitação de benefício realizada com sucesso”.

Dúvidas poderão ser solucionadas através de uma ligação para o Alô Trabalho, no número 158.

Extra

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Anvisa recomenda que profissionais reutilizem máscaras que estão em condição de uso

Foto: Stephane Mahe / Reuters

Em razão da grande demanda que o novo coronavírus deverá provocar nos serviços de saúde do país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está recomendando que máscaras N95 ou equivalentes possam ser reutilizadas pelo mesmo profissional de saúde por até 12 horas. Em nota técnica atualizada neste sábado com orientações para os profissionais de saúde, a agência faz algumas ressalvas: isso ocorrerá de forma excepcional e eles deverão tomar uma série de medidas de precaução e descartar o que não for mais adequado para uso.

O GLOBO havia informado em um primeiro momento, com base na nota, que máscaras vencidas também poderiam ser usadas. A Anvisa, no entanto, explicou que o termo “máscaras além do prazo de validade designado pelo fabricante” não quer dizer que são produtos vencidos. Isso significa, na verdade, uma máscara que, por já ter sido usada, está além de seu prazo de validade.

As máscaras N95 ou equivalentes filtram partículas no ar e garantem um proteção contra a contaminação que as máscaras cirúrgicas convencionais não dão. Seu uso é recomendado aos profissionais de saúde.

“Excepcionalmente, em situações de carência de insumos e para atender a demanda da epidemia da Covid-19, a máscara N95 ou equivalente poderá ser reutilizada pelo mesmo profissional, desde que cumpridos passos obrigatórios para a retirada da máscara sem a contaminação do seu interior. Com objetivo de minimizar a contaminação da máscara N95 ou equivalente, se houver disponibilidade, pode ser usado um protetor facial (face shield). Se a máscara estiver íntegra, limpa e seca, pode ser usada várias vezes durante o mesmo plantão pelo mesmo profissional (até 12 horas ou conforme definido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH do serviço de saúde)”, diz trecho do documento.

A agência destaca que as máscaras além do prazo de validade designado pelo fabricante “podem não cumprir os requisitos para os quais foram certificados”. Assim, “com o tempo, componentes como as tiras e o material da ponte nasal podem se degradar, o que pode afetar a qualidade do ajuste e da vedação”. Por isso a necessidade de tomar algumas precauções.

A Anvisa recomenda que seja feita uma inspeção visual da máscara vencida para checar se sua integridade foi comprometida. O profissional de saúde também deve verificar o estado de alguns de seus componentes para, assim, avaliar se ela ainda é eficaz para o uso. Caso a máscara não passe por esse teste, deve ser descartada.

Contraindicação

A agência também orienta a não sobrepor uma máscara cirúrgica convencional sobre a N95 por dois motivos. O primeiro: ela não garante o mesmo tipo de proteção ao profissional de saúde contra a contaminação pelo vírus. O segundo: isso pode levar à escassez também da máscara cirúrgica.

Para as máscaras poderem ser reutilizadas pelo mesmo profissional, a Anvisa orienta a forma correta de retirá-la após o primeiro uso: “Para remover a máscara, retire-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para não tocar na superfície interna e acondicione em um saco ou envelope de papel com os elásticos para fora, para facilitar a retirada da máscara. Nunca coloque a máscara já utilizada em um saco plástico, pois ela poderá ficar úmida e potencialmente contaminada. A agência também diz que “NUNCA se deve tentar realizar a limpeza da máscara N95 ou equivalente, já utilizadas, com nenhum tipo de produto”.

O GLOBO

 

LOCAIS

Sesap confirma três novos casos de coronavírus no RN; entre eles, o primeiro em Mossoró

A Secretaria de Estado e Saúde Pública divulgou novo boletim sobre os casos de coronavírus no Rio Grande do Norte.

Três novos casos foram confirmados, todos através de contato com indivíduos já infectados.

Além do registro do primeiro caso em Mossoró, um homem de 55 anos de idade, uma mulher de 28, em Parnamirim e outra, de 41 anos, em Natal.

O RN agora totaliza 9 casos confirmados de Covid-19.

Importante ressaltar que após reunião de análise técnica realizada na tarde deste sábado (21), a Sesap permanecerá coletando as amostras dos pacientes que se enquadrarem na definição de caso suspeito, conforme os critérios abaixo definidos em nota técnica:

 

Huol suspenderá consultas, exames e procedimentos ambulatoriais eletivos a partir de segunda-feira (23)

Foto: divulgação

Para combater a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), suspenderá todas as consultas, exames e procedimentos eletivos por tempo indeterminado. A medida passa a valer já nesta segunda-feira (23).

Seguirão funcionando os serviços da cirurgia cardíaca; hemodinâmica de urgência; neurologia/ neurocirurgia para casos graves; cirurgias arteriais; oncologia; transplante; e oftalmologia para casos graves.

A estratégia foi pactuada com Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal, para possibilitar que o Huol funcione como retaguarda do Hospital Municipal de Natal. Assim, o Huol receberá os pacientes regulares da unidade municipal (sem Covid-19), liberando leitos para que Natal atenda os casos da pandemia.

Além do esforço em saúde pública, a medida também visa reduzir a circulação de pessoas ao extremamente necessário, colaborando com a segurança dos pacientes, dos profissionais de saúde e de toda a comunidade.

A governança do Huol segue mobilizada, avaliando diariamente as providências devidas.

Fonte: Blog do BG

 

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTE SÁBADO

INTERNACIONAIS

Por EL PAÍS

Corrida mundial para testar dois medicamentos contra o coronavírus

EUA, China, Espanha e outros países começam ensaios clínicos em pacientes com compostos contra a malária e o ebola. Cientistas brasileiros também estão desenvolvendo uma vacina

O mundo assiste a uma corrida científica sem precedentes para encontrar tratamentos eficazes contra a doença provocada pelo coronavírus. Entre todas as drogas de interesse, há duas que estão recebendo atenção especial: uma é um medicamento genérico já aprovado contra a malária e a outra é um tratamento experimental projetado para combater o ebola, mas que não chegou a tempo de fazê-lo. A nova pandemia pode dar a esses dois compostos uma segunda vida.

O ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, anunciou nesta sexta-feira que vários hospitais espanhóis iniciarão dois ensaios clínicos com pacientes para demonstrar a eficácia do remdesivir, um medicamento desenvolvido pela empresa farmacêutica norte-americana Gilead para tratar o ebola e que ainda está em fase experimental. Três hospitais ―o La Paz, em Madri, o Clinic, em Barcelona, ​​e o Cruces, em Vizcaya― já começaram a recrutar pacientes, e outros cinco devem aderir nos próximos dias: o 12 de outubro e o Ramón y Cajal, em Madri; o príncipe das Astúrias de Alcalá de Henares (Madri); o Carlos Haya, em Málaga, e o Vall d’Hebron, em Barcelona.

A própria farmacêutica está fazendo testes clínicos em humanos. Os primeiros resultados são esperados para o final de abril. A China também está conduzindo dois grandes ensaios com esse mesmo antiviral, comparando seus efeitos em pacientes em estado grave e moderado.

Os esforços atuais buscam encontrar compostos úteis tanto para curar os casos mais graves como para tratar os mais leves e tentar reduzir a capacidade de transmissão do vírus. É aqui que a hidroxicloroquina, baseada em um medicamento usado contra a malária há décadas e relativamente barata, pode desempenhar um papel importante. Esta molécula tem um potencial efeito duplo. Primeiro, é um antiviral que poderia combater diretamente o SARS-CoV-2. Também possui efeitos anti-inflamatórios, o que poderia melhorar os sintomas de pacientes com pior prognóstico.

presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu na quinta-feira que ambos os medicamentos estão praticamente aprovados para uso. Mas o órgão responsável pela aprovação de fármacos no país o corrigiu, alertando que, como em qualquer outro caso, é necessário comprovar em ensaios clínicos que essas drogas são seguras e eficazes e que, por enquanto, não há evidências de que funcionem, segundo informou a Bloomberg.

“Precisamos saber o mais rápido possível se esses medicamentos funcionam, mas não podemos nos apressar, temos que esperar os resultados”, explica ao EL PAÍS Jakub Tolar, reitor da Faculdade de Medicina da Universidade de Minnesota (EUA), que promove um dos maiores ensaios clínicos do mundo com hidroxicloroquina.

O objetivo é demonstrar se este medicamento pode impedir que uma pessoa exposta ao vírus desenvolva uma doença grave. O ensaio, na fase III, a última necessária antes da aprovação do medicamento, envolverá 1.500 pessoas. Um grupo receberá o derivado de cloroquina [usada no tratamento de malária] e outro, um placebo para verificar se o medicamento é eficaz. “Esperamos ter resultados preliminares em cerca de 90 dias”, explica Tolar. Se funcionar, o processo regulatório de aprovação será ativado pela FDA, a agência de medicamentos dos EUA. Nesse sentido, Trump disse na quinta-feira que seu Governo tentará reduzir ao máximo a burocracia para aprovar drogas que funcionem quanto antes.

A ideia por trás desses dois medicamentos, explica Tolar, seria dar remdesivir aos pacientes em estado mais grave e a cloroquina como medida preventiva para os mais leves ou mesmo os casos suspeitos de contágio não confirmados com testes. A este respeito, espera-se que a cloroquina seja capaz de interromper o avanço silencioso do coronavírus graças a pacientes assintomáticos e, assim, evitar novas explosões de contágios. Trabalhos recentes publicados na Science mostraram que até 80% dos casos não foram detectados na epidemia de Wuhan e que foi esse grande grupo de pacientes que acelerou a explosão da pandemia na China. Provavelmente o mesmo aconteceu na Itália e na Espanha. Por enquanto, não há garantia de que esses tratamentos sejam aprovados e estejam prontos para impedir que países como a Espanha atinjam seu pico de contágios, alerta Tolar.

Na Espanha, o médico Oriol Mitjá explicou ao EL PAÍS que sua equipe iniciou um teste semelhante com 3.000 participantes para verificar se a cloroquina pode impedir a transmissão do vírus por infectados não confirmados. Por enquanto, recrutaram 300. Ele acrescenta que esse medicamento poderia ser especialmente útil em muitos países da América Latina, onde o vírus ainda está prestes a causar grandes epidemias como a da Europa. Esse tipo de tratamento também pode ser crucial para proteger o pessoal médico.

Busca por uma vacina

Esses ensaios são paralelos aos que buscam vacinas viáveis, liderados pelos EUA, China e Alemanha e que, na melhor das hipóteses, levarão cerca de 18 meses para estar prontos para uso generalizado. Na Espanha, o ministro da Ciência, Pedro Duque, informou nesta sexta-feira que o recente pacote de financiamento urgente para pesquisa de tratamentos e vacinas contra a Covid-19 inclui modificações na Lei da Ciência para agilizar o processo de concessão de ajuda à pesquisa e que estas se concretizem “o mais rapidamente possível”. “A vacina chegará e estará disponível para os espanhóis”, garantiu.

No Brasil, pesquisadores do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) também estão desenvolvendo uma vacina contra o coronavírus, mas com uma estratégia diferente da adotada por indústrias farmacêuticas e grupos de pesquisa em diversos países, segundo informou a Agência Fapesp.

Os cientistas estão utilizando a plataforma tecnológica de mRNA, que se baseia na inserção na vacina de moléculas sintéticas de RNA mensageiro (mRNA) ― que contêm as instruções para produção de alguma proteína reconhecível pelo sistema imunológico. A ideia é que o sistema imunológico reconheça essas proteínas artificiais para posteriormente identificar e combater o coronavírus real.

Já a plataforma que será utilizada pelos pesquisadores do Incor é fundamentada no uso de partículas semelhantes a vírus (VLPs, na sigla em inglês de virus like particles). As VLPs são estruturas multiproteicas que possuem características semelhantes às de um vírus e, por isso, são facilmente reconhecidas pelas células do sistema imune. Porém, não têm material genético do vírus, o que impossibilita a replicação. Por isso, são seguras para o desenvolvimento de vacinas.

Com informações da Agência Fapesp

Fonte: EL PAÍS

 

Argentinos estão proibidos de sair de casa até 31 de março

Com 128 casos do coronavírus, país sul-americano é o primeiro da América a ordenar a reclusão de todos os seus habitantes para lutar contra o coronavírus

Argentina se submete a uma quarentena total. Entre 0h desta sexta-feira e a meia-noite de 31 de março, os cidadãos deverão permanecer em suas casas e limitar suas saídas à compra de alimentos e medicamentos. “É um momento excepcional”, disse o presidente Alberto Fernández ao anunciar o decreto que paralisa o país com o objetivo de “ganhar tempo para prevenir o avanço do vírus” e desacelerar o ritmo de contágios do coronavírus. No momento em que Fernández anunciava essas medidas extraordinárias, havia na Argentina 128 casos de coronavírus, a grande maioria na província de Buenos Aires, e três pessoas tinham morrido pela enfermidade que ela provoca, conhecida pela sigla Covid-19. Com cerca de 45 milhões de habitantes, o número de infectados no país é bastante inferior aos vizinhos Chile (342 casos) e Brasil (621 infectados e sete mortos).

O presidente afirmou confiar “na responsabilidade dos argentinos”, mas recordou também a irresponsabilidade coletiva de milhares de pessoas que se deslocaram para o litoral e áreas de lazer (“tem gente que não entende”, lamentou), e observou que violar a quarentena constitui uma infração prevista no Código Penal. “Seremos inflexíveis”, disse, “e pedi aos governadores que ajam com a máxima severidade”. Antes de anunciar o decreto urgente que regula o fechamento doméstico, Alberto Fernández se reuniu com todos os governadores. Alguns deles já tinham adotado medidas em dias anteriores, como o fechamento de fronteiras provinciais.

Em uma carta a todos os argentinos, publicada depois do discurso, Alberto Fernández pediu calma: “Ninguém precisa entrar em pânico. Precisamos de serenidade. Mas todos devem assumir a responsabilidade de cumprir a obrigação de se isolar”. E acrescentou: “Estamos a tempo na Argentina de evitar que esta epidemia seja incontrolável (…), será uma luta de meses e estaremos avaliando permanentemente”.

A quarentena argentina prevê diversas exceções. Permanecerão abertos os supermercados, os pequenos negócios de bairro, as farmácias e os postos de gasolina. E, obviamente, a rede sanitária funcionará a pleno ritmo, assim como os setores alimentício, farmacêutico, petroleiro e jornalístico. Será possível sair para fazer compras, mas com rapidez e respeitando as normas de higiene e distância estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde.

A urgência da pandemia deixa em relativo segundo plano outra urgência, a econômica. A Argentina vive uma crise profunda desde abril de 2018, e essa situação foi levada em conta ao estabelecer o período de quarentena: nas próximas semanas haverá vários feriados, incluindo um adendo, uma homenagem aos mortos na guerra das Malvinas, que será antecipado da data habitual, 2 de abril, para 31 de março. A ideia é paralisar a atividade o mínimo possível. “A economia vai se desacelerar e haverá problemas adicionais”, admitiu o presidente, assegurando que nos próximos dias serão adotadas novas medidas para amenizar a redução de renda dos trabalhadores autônomos e informais e a interrupção do negócio nas pequenas empresas.

A polícia patrulhará as ruas para evitar que violações da quarentena, incluindo controles permanentes nas estradas. Como na ItáliaEspanha e França, os argentinos terão que justificar sua presença em espaços públicos. Em uma sociedade que não se caracteriza pelo senso de disciplina, minutos antes da fala do presidente ocorreu um momento emocionante: imitando a iniciativa popular espanhola, nas grandes cidades, especialmente em Buenos Aires, escutou-se um longo e sonoro aplauso dirigido aos trabalhadores da saúde. Nos próximos dias, porém, essas homenagens só poderão ser feitas a partir de janelas e varandas.

Fonte: EL PAÍS

 

Por Blog do BG

VELOCIDADE IMPRESSIONANTE: Estados Unidos já tem 20 mil casos de Covid-19 e 279 mortes

Os Estados Unidos já saltaram para o quarto lugar entre os países com mais casos registrados de Covid-19, atrás de China, Itália e Espanha.

Até agora, foram diagnosticados 20.227 pacientes com o novo coronavírus – e 279 mortos.

Como ocorreu na Europa, o que impressiona é a velocidade do contágio, que dobra o número de contaminados a cada dois dias.

O ANTAGONISTA

Fonte: Blog do BG

 

NACIONAIS

Pacientes com coronavírus em UTIs quase dobram em três dias e já são ao menos 176 no Brasil

Número, medido em plataforma que cobre apenas um terço dos leitos de tratamento intensivo, acende alerta. Mandetta fala em “colapso” do sistema, mas Governo não endurece regras

Equipe médica atende pacientes em um hospital de Israel.Equipe médica atende pacientes em um hospital de Israel.ZIV KOREN / ZIV KOREN (EUROPA PRESS)

O avanço rápido do coronavírus no Brasil vem acendendo um alerta para o risco de o sistema de saúde colapsar. O Governo Federal ―que contabiliza oficialmente mais de 900 casos confirmados e 11 mortes no país― trabalha com uma perspectiva de que isso pode acontecer no final de abril, caso as medidas de distanciamento social não sejam rigorosamente seguidas. A viga estrutural para o tratamento de pacientes com a Covid-19 são os hospitais e especialmente as UTIs, para onde deverão ser encaminhados os pacientes mais graves. Mas os dados oficiais sobre a ocupação dessas estruturas, que já atuavam no limite antes da pandemia, ainda são nebulosos. Oficialmente, o Ministério da Saúde atua para ampliar os leitos de retaguarda e garantir uma estrutura mínima de dez deles em todos os Estados, sem oferecer dados sobre o avanço da ocupação dos leitos de UTI com o coronavírus. Diz apenas que a taxa de ocupação em todas as UTIs antes da epidemia era de 78%, sem sequer diferenciar nessa conta os leitos adultos e infantis.

No Brasil, há pelo menos 176 pessoas diagnosticadas com coronavírus que estão internadas em UTIs, 157 delas somente na região Sudeste. Os números levam em conta apenas os leitos cadastrados em uma plataforma chamada UTIs brasileiras, mas que representam um terço de todos os 32.000 leitos adultos deste tipo em hospitais públicos e particulares do Brasil. Eles lançam luzes sobre como a demanda por um lugar de tratamento intensivo vem crescendo no país, especialmente no Sudeste. Segundo os dados cadastrados na plataforma e informados ao EL PAÍS pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em três dias praticamente dobrou o número de pacientes confirmados com a Covid-19 nessas UTIs. Eram 93 na terça-feira. Na quinta-feira, o número cresceu para 176 internações. A quantidade de pacientes com o vírus em UTIs pode ser ainda maior, já que os casos suspeitos não entram nessa conta.

Apesar do aumento da demanda, por enquanto não faltam leitos para pacientes, garante Ederlon Rezende, membro do conselho consultivo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e diretor do serviço de terapia intensiva do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Tanto hospitais públicos quanto privados trabalham para cancelar procedimentos não emergenciais, abrir novos leitos e adaptar o fluxo de trabalho. O objetivo é evitar o contágio dentro das unidades e aumentar a estrutura de tratamento voltada exclusivamente aos casos prováveis de coronavírus.

“Nesses meus quase 30 anos de profissão, nunca vi um movimento semelhante de norte a sul do país, todo mundo se mobilizando para ampliar a capacidade de atendimento e melhor gestão de seus leitos”, diz Rezende. O plano tem sido estruturado por cada hospital e, diante de uma desigualdade grande de recursos e estrutura entre eles, se alguns conseguem abrir leitos e isolar áreas, outros menores trabalham para pelo menos reorganizar o fluxo de trabalho e dar o máximo de fôlego para receber pacientes com coronavírus. A conta é difícil, já que a demanda de atendimento por outras doenças segue latente e se soma à demanda pela Covid-19.

O Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo reservou uma ala com quatro leitos para pacientes com suspeita ou comprovação de coronavírus. Atualmente, dois estão ocupados. Se admitir mais um paciente nesta UTI e chegar a 75% da capacidade, o plano é abrir uma nova unidade com mais leitos exclusivos para tratar Covid-19 e suspender todas as cirurgias eletivas para desafogar a UTI normal. A ideia é trabalhar em escala daí por diante, abrindo novas alas para esses pacientes especificamente.

“Mas o mundo não para nas UTIs. Pode parar shopping, transporte, restaurantes. Nós temos que cuidar dos outros pacientes. Separamos alas para tratar coronavírus sem descuidar deles”, explica Rezende. Outros hospitais adotam medidas semelhantes. Oficialmente, o Governo do Estado de São Paulo disse que nesta sexta-feira havia 24 pacientes internados em UTIs, todos em hospitais privados. Na cidade de São Paulo, o epicentro da crise no país, o prefeito Bruno Covas anunciou que irá abrir 2.000 leitos normais para tratar pacientes com Covid-19 mais leves nos estádios Pacaembu e Anhembi. Isso abre margem para que os hospitais públicos, por exemplo, possam priorizar suas estruturas para abrir novas UTIs.

Recomendação e “maturidade”

O problema é que a velocidade de infecção é tanta que, mesmo com as adaptações, os sistemas de saúde público e privado correm o risco de colapsar, como aconteceu na Itália. Seja como for, o Governo insiste que ainda não é hora de impor quarentena a todos, como acontece já na Argentina. O Ministério da Saúde segue recomendando a quarentena de pessoas com sintomas de gripe e daqueles com os quais dividem a mesma casa mesmo assintomáticos. Também recomenda o isolamento das pessoas com mais de 60 anos, um grupo que estatisticamente tem mais risco de evoluir para um quadro grave da doença. O Ministério da Saúde também diz que pessoas com sintomas de gripe devem procurar os postos de saúde para triagem. As unidades de prontoatendimento ou os hospitais receberão os pacientes encaminhados nessas unidades. Mesmo na rede privada, a orientação é para que a população evite ir ao hospital sem necessidade, já que o ambiente é propício para a disseminação de doenças virais. O risco é ir a essas unidades por sintomas leves e acabar contraindo o coronavírus.

Nos hospitais, pessoas com sintomas gripais que comecem a apresentar sintomas respiratórios mais graves (como por exemplo falta de ar) são tratadas como casos suspeitos de Covid-19. Não há testes para todos, então passam a ser observadas sob o protocolo de coronavírus, que estabelece a ventilação mecânica precoce quando há insuficiência respiratória se agravando.

Na ponta, pacientes com diversos sintomas (gripais ou não) continuam chegando aos hospitais, que precisam se adaptar para seguir as recomendações do Ministério da Saúde: dar agilidade ao atendimento e criar fluxos específicos aos suspeitos de coronavírus. O Hospital do Coração de São Paulo (HCor) atende um grande volume de idosos e pacientes cardíacos, que integram o grupo de maior risco de complicações pela Covid-19. “Nosso hospital não vai conseguir parar (algumas cirurgias e procedimentos não emergenciais) porque nossos doentes demandam muito atendimento”, explica o médico Pedro Mathiasi, infectologista do HCor.

Por isso, o hospital montou duas estruturas para separar os pacientes com quadro gripal. Na entrada, é feita a triagem e o paciente que apresente sintomas compatíveis com os da gripe recebem máscara, são orientados a higienizar as mãos e encaminhados para uma área exclusiva para pessoas que possam estar com coronavírus.

Um desafio é conseguir que hospitais e unidades de prontoatendimento menores consigam replicar esse procedimento. Em meio à crise do coronavírus, profissionais de saúde têm denunciado até o racionamento de máscaras e álcool em gel para eles, o que torna difícil disponibilizar essa estrutura aos pacientes. “O protocolo do Ministério da Saúde e da OMS são muito claros, que é capturar esse doente o mais rápido ao chegar na unidade. A dificuldade é fazer isso funcionar na prática, porque cada hospital tem sua estrutura e seus recursos”, explica Mathiasi.

Diante da enorme desigualdade estrutural e financeira entre os hospitais, o médico diz que o HCor tem auxiliado unidades menores a replicarem pelo menos a parte de gestão operacional para tentar reduzir o contágio nos hospitais e dar uma celeridade no atendimento. Tudo isso no contexto de problemas crônicos do SUS somados à escassez de insumos e recursos limitados mesmo com o reforço recente dos governos.

Fonte: EL PAÍS

 

20/03/2020 19h26  Atualizado há 10 horas


Ministro Mandetta fala da expectativa de contágio do coronavírus: ‘Dispara em abril'

Ministro Mandetta fala da expectativa de contágio do coronavírus: ‘Dispara em abril’

O Ministério da Saúde declarou que todo o território nacional está sob o status de transmissão comunitária do coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia da doença Covid-19. O status foi publicado em portaria na noite desta sexta-feira (20).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já tinha anunciado nesta tarde que a medida seria tomada em breve para facilitar ações do governo. O ministro sinalizou também que a previsão é que os casos da doença disparem em abril e o sistema de saúde deve entrar em colapso.

transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

Até o balanço de quinta-feira (19), a transmissão comunitária estava configurada nos estados de São Paulo e de Pernambuco. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).

A declaração de estado de transmissão comunitária não significa que todos os estados e cidades tenham essa modalidade de transmissão. No balanço desta sexta, há ainda dois estados (Roraima e Maranhão) que ainda não tiveram casos confirmados.

“O Brasil vai ter que entender que nós somos um todo. Um todo. Um continente e que estamos todos com transmissão sustentada. (…) Essa divisão de estado é meramente uma divisão administrativa” – Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde

Atestado e isolamento

A portaria também oficializa recomendações que o ministério já tinha detalhado na quinta. O “isolamento domiciliar” de quem tiver “sintomas respiratórios” e daqueles que moram com ela deve ser de, no máximo, 14 dias”. Também determina que o atestado emitido pelo profissional médico que determina a medida de isolamento será estendido às pessoas que residam no mesmo endereço.

O texto também traz uma recomendação aos idosos:

“As pessoas com mais de 60 (sessenta) anos de idade devem observar o distanciamento social, restringindo seus deslocamentos para realização de atividades estritamente necessárias, evitando transporte de utilização coletiva, viagens e eventos esportivos, artísticos, culturais, científicos, comerciais e religiosos e outros com concentração próxima de pessoas” – Portaria n° 454

Casos pelo Brasil

Os casos confirmados de Covid-19, doença infecciosa causada pelo coronavírus Sars-Cov-2, aumentaram 45% entre quinta (19) e esta sexta-feira (20), de acordo com dados do Ministério da Saúde. O mais recente balanço federal aponta que o Brasil tem 904 casos e 11 mortes. Os dados consideram informações repassadas pelas secretarias estaduais até as 16h.

Evolução dos casos de Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1

Evolução dos casos de Covid-19 no Brasil — Foto: Arte/G1

Na quinta o ministério somava 621 casos e 6 mortes. O total de mortes subiu mais de 80% entre os dois balanços. Pelo segundo dia consecutivo, o ministério não divulgou o total de casos suspeitos, como vinha fazendo desde o início do acompanhamento dos casos. A plataforma que exibe os dados está fora do ar desde quinta-feira. O Ministério da Saúde também não divulgou o total de pessoas hospitalizadas.

O número de estados com casos confirmados era de 21 na quinta e na sexta subiu para 25. Somente Roraima e Maranhão permanecem sem casos confirmados. Quanto às regiões, todas apresentaram aumento de casos.

O Sudeste tinha 391 casos e agora tem 553. O Nordeste tinha 110 e passou para 134. O Norte foi de 8 para 15. No Centro-Oeste, os casos passaram de 61 para 112. Por fim, o Sul tinha 71 e agora tem 90 casos.

Disparada dos casos em abril

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse, durante apresentação com o presidente Jair Bolsonaro, que infecções por coronavírus deverão disparar no Brasil entre os meses de abril e junho.

“A gente deve entrar em abril e iniciar a subida rápida [de infecções]. Essa subida rápida vai durar o mês de abril, o mês de maio e o mês de junho, quando ela vai começar a ter uma tendência de desaceleração de subida” – Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde

Os casos de transmissão de Covid-19, infecção causada pelo coronavírus, deverão perder velocidade a partir de julho e, em agosto, é esperado que as ocorrências comecem a cair.

“O mês de julho, ela deve começar um platô. Em agosto, esse platô vai começar a mostrar tendência de queda. Em setembro é uma queda profunda, tal qual foi uma queda de março na China. Esse é o cenário que o mundo ocidental está trabalhando” – Mandetta

Número de mortos na Itália por novo coronavírus passa de 4 mil

Número de mortos na Itália por novo coronavírus passa de 4 mil

Fonte: G1

 

Por Marcelo Brandt, G1

20/03/2020 18h02  Atualizado há 7 horas


O impacto das medidas de prevenção contra o novo coronavírus têm ficado cada vez mais evidentes nas ruas de São Paulo ao longo dos últimos dias. O G1 percorreu locais de grande movimentação na segunda-feira (16) e voltou a esses mesmos pontos nesta sexta-feira (20) para mostrar cenas de antes e depois.

Veja abaixo as comparações. Elas estão exibidas rotativamente em GIF e também como fotos uma abaixo da outra, para o caso de seu navegador bloquear os GIFs.

A Rua 25 de Março, uma das mais movimentadas de São Paulo devido ao comércio, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Rua 25 de Março, uma das mais movimentadas de São Paulo devido ao comércio, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Outras galerias:

Corredor do Mercado Municipal de São Paulo é visto com movimento na segunda-feira (16) e esvaziado nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Corredor do Mercado Municipal de São Paulo é visto com movimento na segunda-feira (16) e esvaziado nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Avenida Paulista é vista com maior movimento na segunda-feira (16) e menor movimento nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Avenida Paulista é vista com maior movimento na segunda-feira (16) e menor movimento nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Plataforma da CPTM é vista com maior movimento na segunda-feira (16) e menor movimento nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Plataforma da CPTM é vista com maior movimento na segunda-feira (16) e menor movimento nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Rua 25 de Março, uma das mais movimentadas de São Paulo devido ao comércio, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Rua 25 de Março, uma das mais movimentadas de São Paulo devido ao comércio, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Plataforma do Metrô Consolação Linha-2, sob a Avenida Paulista, é vista com movimento normal na segunda-feira (16) e com movimento um pouco menor nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Plataforma do Metrô Consolação Linha-2, sob a Avenida Paulista, é vista com movimento normal na segunda-feira (16) e com movimento um pouco menor nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Mercado Municipal de São Paulo é visto com movimento regular na segunda-feira (16) e um pouco menos movimentado nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Mercado Municipal de São Paulo é visto com movimento regular na segunda-feira (16) e um pouco menos movimentado nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Ladeira Porto Geral, porta de entrada para a movimentada Rua 25 de Março, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

A Ladeira Porto Geral, porta de entrada para a movimentada Rua 25 de Março, é vista cheia na segunda-feira (16) e esvaziada nesta sexta (20), após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus — Foto: Marcelo Brandt/G1

Região da Praça da República, na Zona Central de São Paulo, é vista com movimento similar tanto na quinta-feira (19) quanto nesta sexta (20), mesmo após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus, que esvaziou diversos lugares da cidade — Foto: Marcelo Brandt/G1

Região da Praça da República, na Zona Central de São Paulo, é vista com movimento similar tanto na quinta-feira (19) quanto nesta sexta (20), mesmo após o impacto das medidas de prevenção contra o coronavírus, que esvaziou diversos lugares da cidade — Foto: Marcelo Brandt/G1

Fonte: G1

 

Por G1

20/03/2020 07h54  Atualizado há 8 horas


As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até 22h30 desta sexta-feira (20), 977 casos confirmados de novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil em 23 estados e no Distrito Federal.São 11 mortes no Brasil, duas no Rio de Janeiro chegou a nove em São Paulo.

Ministério da Saúde atualizou os números na tarde de sexta-feira, informando que o Brasil tem um total de 904 casos confirmados de coronavíruse 11 mortes.

Os estados do Amapá, de Rondônia e do Mato Grosso identificaram seus primeiros casos. O Pará já registrou dois homens infectados, na faixa etária dos 35 anos, e o Acre alcançou sete casos. Somente o Maranhão, Rondônia e Roraima ainda não confirmaram casos. O Amazonas registrou um total de sete casos e a Bahia já está com 33 infectados confirmados. Houve um salto de casos confirmados no Ceará, de 24 para 55 nesta sexta-feiraSão Paulo teve uma escalada de casos, de 286 para 345, e, no Rio de Janeiro, o número de infectados está em 109.

Confira o balanço das secretarias de Saúde:

Casos confirmados do novo coronavírus no Brasil

EstadoSecretarias da SaúdeMinistério da Saúde
AC77
AL65
AP11
AM73
BA3333
CE6855
DF8787
ES1613
GO1515
MA00
MT11
MS129
MG3835
PA22
PB11
PR3632
PE3130
PI43
RJ109109
RN11
RS5637
RO11
RR00
SC2821
SP396396
SE76
TO11
Total977904

Abaixo, veja a evolução do número de casos confirmados do coronavírus no Brasil ao longo dos dias.

Transmissão comunitária

Brasil tem áreas com transmissão comunitária de novo coronavírus em seis estados

Brasil tem áreas com transmissão comunitária de novo coronavírus em seis estados

De acordo com o ministério, há transmissão comunitária em algumas áreas do país. A pasta cita dois estados, três capitais e uma região de um estado no Sul. A transmissão comunitária ou sustentada é aquela quando não é possível rastrear qual a origem da infecção, indicando que o vírus circula entre pessoas que não viajaram ou tiveram contato com quem esteve no exterior.

A transmissão comunitária está configurada nos estados de São Paulo, de Pernambuco e da Bahia. Além disso, ocorre isoladamente em três capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre (além das capitais de SP e PE, já incluídas acima).

Por fim, a pasta também considera o mesmo status apenas para o sul de Santa Catarina, mais especificamente a região da cidade de Tubarão. A declaração não vale para todo o estado.

Lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira para prevenir o coronavírus — Foto: Carlos Poly

Lavar as mãos com água e sabão é a melhor maneira para prevenir o coronavírus — Foto: Carlos Poly

Situação no mundo

Mais de 220 mil foram infectados e mais de 10 mil morreram até a manhã desta sexta-feira por causa do novo coronavírus, o Sars-Cov-2, em todo o mundo, de acordo com a universidade americana Johns Hopkins.

Brasil contraria OMS e só faz testes nos casos graves

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que não mudará agora o critério adotado na fase de mitigação, e só as pessoas com casos graves serão testadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, na última sexta-feira (13), que os países apliquem testes em massa para descobrir quem está infectado e isolar esses pacientes para “achatar a curva” da disseminação da doença Covid-19.

O governo federal, que disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos, disse que o objetivo da medida é economizar testes para as pessoas com complicações.

Guedes anuncia medidas para conter impacto na economia

Guedes anuncia medidas para conter impacto na economia

Pesquisa para vacina contra novo coronavírus apresenta avanços promissores

Pesquisa para vacina contra novo coronavírus apresenta avanços promissores

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

Sem auxílio governamental, restaurantes devem quebrar em um mês

“Se o governo não ajudar, quebramos em um mês.” A reportagem do Paladar escutou essa afirmação repetidas vezes, em conversas com chefs e donos de restaurantes sobre a atual crise na restauração, causada pelo surto do coronavírus.

Na tentativa de diminuir os danos ao faturamento, o restaurantes correram e se cadastraram no sistema de delivery e take away (pegue e leve) temporário. “Hoje, o delivery é uma questão de sobrevivência”, diz um dos proprietários consultados.

Alguns restaurantes utilizam sistema próprio de entrega -, adaptar cardápios e embalagens. A medida, porém, é suficiente para cobrir nem os custos fixos de um estabelecimento, que incluem aluguel, folha de pagamento dos funcionários, tributos e contas de consumo, como água e luz.

Além do delivery outras medidas paliativas usadas pelos bares e restaurantes é a venda de vouchers, nos quais o cliente paga hoje e para usar depois da crise, assim como banco de horas e férias coletivas.

Segundo Renata Vanzetto, chef e sócia dos cinco restaurantes do grupo Eme – que são Ema, MeGusta, Matilda, Muquifo e Mé – afirma que o delivery “está saindo bastante, mas nada se compara ao faturamento diário”, que segundo ela caiu 80%. O que entra agora “não paga nem o salário de quem ficou”, lamenta.

A chef contou à reportagem que na última terça-feira (17) precisou demitir 25 funcionários dos 120 que mantinha na empresa antes da crise. “Se a gente continuasse com a folha no volume que estava, a gente ia quebrar e todo mundo perderia o emprego.”

Como o salário da equipe é uma das principais preocupações do setor, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) reivindicou, em conversa com o presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia Paulo Guedes, que o Governo Federal arque com a folha de pagamento dos funcionários de restaurantes cadastrados no Simples Nacional.

“Se isso não acontecer, em 30 ou 40 dias, serão mais de 3 milhões de pessoas na rua, o que vai agravar ainda mais o problema”, afirma Percival Maricato, presidente da Abrasel em São Paulo. Em contrapartida, os restaurantes se comprometeriam a manter o quadro de funcionários e demais obrigações trabalhistas.

O Ministério da Economia já concedeu prazo maior para o pagamento dos tributos federais do Simples Nacional. Desta forma, o acerto referente aos meses de março, abril e maio deste ano fica postergado para outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Sobre a folha de pagamento, Guedes afirmou aos representantes da Abrasel que a proposta segue em análise no ministério.

Em âmbito municipal e estadual, a Abrasel reivindica o adiamento no pagamento de impostos e taxas, como o IPTU, além da criação de linhas de financiamento viáveis para os estabelecimentos. “Existe um fundamento jurídico, o próprio governo está restringindo a atividade [dos restaurantes], diminuindo o faturamento dos mesmos. Ele não pode esperar que tenham dinheiro para arcar com as taxas e tributos”, afirma Maricato. Ainda segundo Maricato, “99% das empresas do setor não têm reservas técnicas”.

PALADAR RESTAURANTES E BARES / ESTADÃO

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Montadoras param e põem mais de 100 mil trabalhadores em férias coletivas ou banco de horas

A indústria automobilística saiu à frente no setor industrial e quase todas as montadoras já anunciaram fechamento temporário de fábricas a partir de segunda-feira para tentar evitar a disseminação do novo coronavírus. O número de funcionários que ficarão em casa já passa de 100 mil.

Até ontem, 14 marcas que administram 35 unidades produtivas de veículos e motores em vários Estados informaram a suspensão total da produção por períodos que variam de três semanas a um mês, mas com possibilidade de prorrogação, se necessário.

As negociações das paradas foram feitas com os respectivos sindicatos de trabalhadores e envolvem, até agora, cerca de 104 mil funcionários, sendo uma parte pequena de filiais da Argentina. A maioria do pessoal do chão de fábrica entrará em férias coletivas ou terá banco de horas para futura compensação, enquanto o pessoal administrativo fará home office.

Só ontem confirmaram dispensa dos funcionários da área de produção de todas as fábricas locais as empresas ToyotaScaniaHondaBMWFCA Fiat ChryslerRenaultPSA Peugeot Citroën e MAN/Volkswagen Caminhões e Ônibus.

FordGeneral MotorsMercedes-BenzVolkswagen e Volvo já tinham anunciado a parada total da produção. Entre as maiores montadoras, apenas a Nissan ainda não decidiu pela parada total da fábrica no Rio de Janeiro, mas afirma que reduziu os riscos com menos trabalhadores na fábrica (os administrativos estão trabalhando em casa). “Mas estamos fazendo monitoramento constante para assegurar a saúde dos funcionários”, assinala a empresa.

Caoa Chery colocará os 540 funcionários da fábrica de Jacareí (SP) em lay-off (suspensão temporária de contratos). A empresa voltou atrás em 70 demissões anunciadas na quarta-feira, após greve de um dia na unidade. Esses operários ficarão em casa por três meses, enquanto os demais deverão retornar em maio.

ESTADÃO CONTEÚDO

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UMA DAS MAIORES FORMA DE CONTAGIO: Rio de Janeiro restringe uso do transporte público

Apartir deste sabado (21), quem quiser viajar entre o município do Rio de Janeiro e a região metropolitana terá de usar carro particular, trens ou barcas. Ônibus e aplicativos como Uber estarão proibidos. Trens e barcas vão operar com restrições definidas pelo governo do Estado.

Oito estações da SuperVia serão fechadas, nos ramais Japeri (estações Presidente Juscelino e Olinda), Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8). No sistema aquaviário, será interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).

Só poderão embarcar nos transportes públicos trabalhadores de setores definidos como essenciais, como saúde e respectivos serviços de apoio; segurança pública e respectivos serviços de apoio; trabalhadores em farmácias, mercados, transporte de cargas e logística, postos de gasolina e outros, além de jornalistas. A relação oficial dessas categorias estava sendo finalizada na tarde desta sexta-feira (20).

Para controlar o acesso haverá pontos de controle em 18 estações (14 da SuperVia, 3 do Metrô e 1 das Barcas). Nesses locais haverá funcionários das concessionárias que, com o apoio da Polícia Militar, farão a triagem dos usuários. A princípio, o embarque ocorrerá por meio da apresentação da carteira de trabalho/funcional ou do crachá que identifique o setor de atuação.

ESTADÃO CONTEÚDO

INSS confirma datas de pagamento do 13º dos aposentados; veja o calendário

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) confirmou as datas da antecipação das duas parcelas do 13º salário, que serão depositadas nas competências de abril e maio como parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo para tentar amenizar a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

O pagamento da primeira parcela ocorrerá entre os dias 24 de abril e 8 de maio de 2020. A segunda parte da gratificação será entre 25 de maio e 5 de junho.

A distribuição dos beneficiários entre as datas de pagamento seguirá a mesma ordem dos depósitos mensais de aposentadorias, pensões e auxílios.

Segurados que ganham salário mínimo começam a receber primeiro, já na última semana do mês de cada competência, ou seja, em abril e maio.

Para segurados que ganham acima do piso, os depósitos da primeira e da segunda parcelas do abono ocorrerão, respectivamente, a partir dos dias 4 de maio e 1º de junho.

As parcelas cairão nas contas dos segurados, portanto, nas mesmas datas em que eles receberão os benefícios relativos às competências de abril e maio.

Veja abaixo o calendário completo do pagamento do 13º salário antecipado do INSS:

1ª Parcela

Benefícios de até um salário mínimo:

Final do cartão (sem o dígito)Data do depósito
124/abr
227/abr
328/abr
429/abr
530/abr
604/mai
705/mai
806/mai
907/mai
0

Benefícios acima de um salário mínimo:

Final do cartão (sem o dígito)Data do depósito
1 e 604/mai
2 e 705/mai
3 e 806/mai
4 e 907/mai
5 e 008/mai

2ª Parcela

Benefícios de até um salário mínimo:

Final do cartão (sem o dígito)Data do depósito
125/mai
226/mai
327/mai
428/mai
529/mai
601/jun
702/jun
803/jun
904/jun
005/jun

Benefícios acima de um salário mínimo:

Final do cartão (sem do dígito)Data do depósito
1 e 601/jun
2 e 702/jun
3 e 803/jun
4 e 904/jun
5 e 005/jun

O calendário completo de pagamentos do INSS também pode ser consultado por meio do Meu INSS.

Cada parcela da gratificação natalina tem o potencial de injetar cerca de R$ 23 bilhões na economia do país, distribuídos entre aproximadamente 35 milhões de beneficiários.

Tradicionalmente, a primeira parcela do 13º salário do INSS é antecipada para setembro e a segunda é paga em dezembro.

AGORA SP

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Prevent Senior e Einstein testam hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus

A Prevent Senior anunciou nesta sexta (20) que iniciou um protocolo de pesquisa com o medicamento para malária hidroxicloroquina em alguns pacientes com diagnóstico comprovado da Covid-19. O Hospital Israelita Albert Einstein também deve realizar testes com a substância.

Nesta semana, a divulgação de um estudo preliminar sobre o uso do medicamento no combate do coronavírus fez sumir o produtos das farmácias. No momento, ainda não há comprovação da eficácia e segurança do remédio no combate ao coronavírus.

Em vídeo gravado por Rafael Sousa, médico diretor da Prevent Senior, e por Cláudia Lopes, gerente médica, a empresa diz que comprou uma “quantidade suficiente para tratar todos os pacientes que precisarem”.

“Mas eu reforço para toda a população que essas medicações não têm evidência nenhuma que funcione de maneira preventiva. A gente pede que as pessoas não vão à farmácia para comprar essa medicação sem prescrição médica”, diz Claudia.

Ela afirma que o protocolo é experimental e só será feito em pacientes internados em estado crítico e cujos familiares derem o consentimento para o uso.

Segundo a assessoria de imprensa da Prevent, o projeto de pesquisa foi protocolado na Plataforma Brasil.

O hospital Albert Einstein também prepara um protocolo de pesquisa para testar a droga e outras com potencial de tratar o coronavírus.

“Seguiremos os preceitos da boa prática cientifica. A gente faz o desenho do protocolo, que é avaliado por um painel de especialistas para ter a certeza de que os números estão corretos e submete à Plataforma Brasil para ser julgado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa”, diz o médico e pesquisador Luiz Vicente Rizzo.

Segundo ele, enquanto não for feita a pesquisa e obter os resultados não dá para saber se ele funciona ou não. “Há alguns estudos mostrando que parece haver benefício importante para as pessoas com Covid-19 em respiração artificial.”

“Mas está cedo, são poucos números, a FDA [agência de regulação de medicamentos americana ] acabou de autorizar estudos maiores nos EUA e é com isso que vamos lidar.”

Segundo ele, outros hospitais brasileiros serão incluídos no estudo, além do Einstein.

FOLHAPRESS

 

Governo suspende bloqueios e cancelamentos no Bolsa Família por 120 dias

Imagem: divulgação

O Ministério da Cidadania anunciou nesta sexta-feira, 20, por meio de uma nota à imprensa, que suspendeu por 120 dias (quatro meses) qualquer tipo de bloqueio, suspensão ou cancelamento de benefício do Bolsa Família. Procedimentos de averiguação e revisão cadastral também serão interrompidos.

A portaria foi assinada hoje pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A medida, segundo o comunicado, foi adotada para evitar impactos ainda mais profundos nas famílias por conta do avanço do novo coronavírus no País.

Apesar de a ação integrar o plano do governo de combate ao novo coronavírus, a pasta contrariou o que tem sido a prática nos anúncios de medidas do governo, que é a realização de entrevistas coletivas à imprensa ou, mais recentemente, transmissões online, com possibilidade de perguntas feitas pelos jornalistas.

No início da semana, o governo chegou a anunciar uma injeção de recursos no Bolsa Família, no total de R$ 3,1 bilhões, mas a divulgação coube ao Ministério da Economia. O anúncio foi feito em entrevista coletiva concedida por integrantes da equipe econômica.

No mesmo dia, Onyx, que não participou do anúncio, comemorou no Twitter que os recursos permitirão incluir mais 1,2 milhão de famílias que aguardavam na fila do programa. Hoje, na nota, ele celebrou a liberação novamente. “Isso praticamente zera a fila existente”, disse o ministro na nota.

O Ministério da Cidadania é a pasta responsável pela gestão do Bolsa Família. Nas últimas semanas, o órgão esteve na berlinda após o Estadão/Broadcast revelar que as novas concessões de benefícios em janeiro priorizaram famílias do Sul e do Sudeste, enquanto apenas 3% foram para o Nordeste, região que tem a maior proporção de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza no País sem atendimento do programa.

Após a reportagem, o Ministério Público do Tribunal de Contas da União (MP-TCU) e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC-MPF) pediram explicações. O ministro iria esta semana ao Senado para participar de uma audiência pública sobre o tema, mas a crise do novo coronavírus acabou atrapalhando o cronograma.

Estadão

 

LOCAIS

Prefeito convoca reunião para rediscutir suspensão do transporte coletivo

O prefeito Álvaro Dias convocou para amanhã (21), às 10 horas, na Prefeitura, uma reunião com entidades como Fiern, Fecomércio, CDL, Seturn, hospitais privados, Secretarias Municipais de Saúde e de Mobilidade para rediscutir a medida que suspende o transporte coletivo a partir de domingo na cidade durante 15 dias.

A ideia é buscar um consenso diante da necessidade de preservar a condição de mobilidade dos trabalhadores dos serviços essenciais e de outro evitar aglomeração de pessoas nas ruas e no próprio transporte.

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Confirmados cinco novos casos do coronavírus no RN; quatro em Natal e um em Parnamirim


A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN confirmou cinco novos casos de Covid-19 no Rio Grande do Norte, dos quais quatro amostras foram processadas pelo Laboratório Estadual em Saúde Pública do RN e uma por laboratório privado.

Com isso, o Estado contabiliza seis casos confirmados, sendo um já curado.

Quatro pacientes são residentes do município de Natal e um do município de Parnamirim. Eles passam bem e seguindo as recomendações de isolamento preconizadas.

Perfil dos pacientes:

– Paciente de Parnamirim, com 31 anos, do sexo masculino. Possui histórico de viagem a Fortaleza e teve contato com estrangeiros.

– Paciente de Natal, com 30 anos, do sexo masculino. Histórico de contato com caso suspeito de Covid-19.

– Paciente de Natal, 49 anos, do sexo feminino. Histórico de contato com casos suspeito

– Paciente de Natal, 37 anos, sexo feminino. Histórico de viagem ao Rio de Janeiro e Santa Catarina.

– Paciente de Natal, 70 anos, sexo masculino. Com histórico de contato com caso suspeitos (exames realizados em laboratório privado).

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Prefeitura de Tibau vai fechar praias em Pipa, atividades comerciais e controlar circulação de pessoas


Foto: reprodução

O Prefeito Modesto Macedo, do município de Tibau do Sul, se reuniu na tarde desta sexta-feira, 20, com os representantes do setor produtivo do destino turístico Pipa, com o objetivo de ouvir a categoria e juntos decidirem as medidas adotadas para controle e prevenção da pandemia do Coronavírus. Por unanimidade, a categoria pediu que o gestor decretasse situação emergencial no município.

“O setor produtivo do nosso município será um dos que mais vai ser afetado pelas medidas tomadas para prevenção do coronavírus, inclusive com grave risco de perda de empregos e quebradeira geral, se medidas urgentes não forem tomadas pelo governo federal para atenuar a situação atual. O Governo Municipal está ouvindo os setores da nossa economia para somarmos esforços, e, juntos, decidirmos os caminhos que o nosso município deve tomar”, destacou o prefeito Modesto.

Participaram da reunião a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde com os representantes do departamento de Epidemiologia, direção técnica da Unidade Mista de Saúde, coordenadoria das atenção básica e procuradoria de Tibau do Sul. No que diz respeito a Saúde, a equipe detalhou os novos procedimentos no atendimento público e as medidas que a secretaria vem tomando para não sobrecarregar as Unidade Básicas de Saúde.

“A reunião foi bastante importante pois ouvimos a todos, e como resultado dessa reunião com os setores produtivos, o município editará um decreto emergencial, com vistas a regulamentar o fechamento de algumas atividades comerciais, o fechamento das praias e outras medidas necessárias, visando evitar aglomeração de pessoas, e ainda faremos o possível para controlar a circulação de pessoas no Município com o intuito de resguardar a saúde da população de Tibau do Sul, , haja vista se tratar de um local turístico com grande fluxo de pessoas”, destacou o procurador do Municipio, Dr Ives Barros.

 

Decreto do Governo do Estado traz determinações aos call centers

Imagem: Ilustrativa

O decreto publicado pelo Governo do RN traz algumas determinações a call centres e empresas de teleatencimento.

Entre as medidas está a observação da distância mínima de dois metros entre as as mesas de trabalho. O álcool em gel deve ser disponibilizado em quantidade suficiente para higienização dos colaboradores.

De acordo com o documento, headsets e microfones não podem ser compartilhados, assim como outros objetos e equipamentos de trabalho de uso individual.

As medidas passam a valar a partir do dia 21 de março até o dia 2 dia abril.

Ontem, o BLOGDOBG noticiou a insatisfação de funcionários que atuam em call centers na grande Natal.

 

Governo do RN publica decreto com medidas restritivas de enfrentamento ao coronavírus

Foto: G1-RN

Conforme antecipado pelo BLOGDOBG, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte emitiu uma série de novas medidas para enfrentar o contágio do novo coronavírus (COVID-19) e proteger a saúde do povo potiguar. As regras dizem respeito à circulação de pessoas, funcionamento do comércio e serviços públicos e privados e serão válidas a partir deste sábado (21), data de publicação do documento no Diário Oficial.

O anúncio do novo decreto estadual foi feito pela governadora Fátima Bezerra na tarde desta sexta-feira (20), em transmissão ao vivo pelas redes sociais. “A vida das pessoas não tem preço, por isso toda a prioridade agora é para cuidar das pessoas do Rio Grande do Norte. Não hesitarei em tomar todas as decisões para proteger nosso povo. Fizemos uma grande concentração com todos os envolvidos, tendo como objetivo combater o coronavírus”, disse a governadora.

Entre as ações está o fechamento imediato de bares, restaurantes, praças de alimentação e de food trucks em todo o estado até a próxima terça-feira (24). A medida será reavaliada no fim do prazo.

O decreto ainda determina, com validade até o dia 2 de abril, as seguintes medidas:

– Proibição do transporte coletivo intermunicipal, incluindo a Região Metropolitana de Natal, nos finais de semana e feriados e redução do tráfego em 50% durante a semana. Além disso, os ônibus deverão transitar com ventilação natural, ficando vedada a utilização do ar-condicionado, e com passageiros limitados ao número de cadeiras;

– Caberá à Polícia Rodoviária Estadual inspecionar todo e qualquer veículo de transporte rodoviário de passageiros, público ou privado;

– Proibição do acesso a shoppings centers com sistema de ar condicionado central;

– Recomendação de transportes por táxis ou carros de aplicativo com ventilação natural;

– Fechamento de academias de ginásticas e similares, casas de recepções e eventos, boates, salões de festas, teatros, centros de artesanatos, cinemas, equipamentos culturais, lojas maçônicas, igrejas e templos religiosos e ambientes correlatos, clubes, parques públicos, parques de diversões e unidades de conservação da natureza;

– Proibição de atendimento ao público nas agências bancárias e financeiras, que devem se responsabilizar pelo reabastecimento dos caixas eletrônicos e garantir a higienização adequada e disponibilização de álcool em gel;

– Suspenso o atendimento ao público externo das Centrais do Cidadão e do Detran;

– Nos Call Centers, as mesas de trabalho devem manter distância de pelo dois menos entre uma e outra e os equipamentos de fones de ouvido e microfones não podem ser compartilhados;

– Os mercados, farmácias e supermercados deverão respeitar a lotação máxima de uma pessoa por cada 5 m² da loja, dentre outras providências, como a limitação de uma pessoa por família para realizar as compras e limitação dos quantitativos de bens essenciais à saúde, higiene e à alimentação;

– A utilização das áreas de praia fica limitada à prática de atividades físicas individuais, tais como caminhadas e corridas, observadas as recomendações da autoridade sanitária de distanciamento mínimo de 1,5 m (um metro e meio) entre os usuários, sendo vedada a disponibilização de mesas e cadeiras;

– Reorganização das feiras livres e similares de modo a assegurar o distanciamento social;

– Os passageiros e a tripulação de voos e navios, oriundos de localidades em que houve contaminação, que desembarquem em território potiguar deverão submeter-se ao isolamento social domiciliar por, no mínimo, sete dias, mesmo que não apresentem qualquer sintoma relacionado à doença.

Além disso, a suspensão de atividades coletivas de qualquer natureza passa a ser em relação a eventos com público superior a 50 pessoas.

Todas as medidas decretadas pelo Governo do Estado serão reavaliadas no dia 2 de abril, em conjunto com o funcionamento das unidades de ensino que estão fechadas pelo mesmo período. Caso haja o desrespeito às determinações do presente decreto, as denúncias podem ser feitas para o número 190 da Polícia Militar.

Para o descumprimento das medidas previstas neste decreto, será aplicada multa diária de até R$ 50 mil, pela caracterização do crime contra a saúde pública, tipificado no art. 268 do Código Penal, e civil.

 

Prefeitura do Natal vai baixar decreto proibindo ônibus de passageiros de circular por pelo menos 15 dias


A Prefeitura do Natal deverá publicar nas próximas horas um decreto proibindo, a partir de domingo, a circulação de ônibus de passageiros por pelo menos 15 dias na capital potiguar. A medida é semelhante ao que já aconteceu em algumas capitas, como João Pessoa, por exemplo.

Fonte: Blog do BG

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