ADVOGADA DE DIREITOS HUMANOS VENEZUELANA DENUNCIA VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA MULHERES DETIDAS POR RAZÕES POLÍTICAS

Advogada denuncia aumento de torturas a venezuelanas presas

Violações dos direitos humanas ocorreram principalmente contra mulheres detidas por razões políticas

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

MANAURE QUINTERO / REUTERS – 12.3.2020

A advogada de direitos humanos venezuelana Ana Leonor Acosta denunciou nesta quarta-feira (22) que houve um aumento da tortura de mulheres detidas por razões políticas no país sul-americano.

“Da Coalizão pelos Direitos Humanos e Democracia, estamos denunciando que a violência de gênero é uma forma de tortura. Observamos como a Venezuela tem visto recentemente um aumento na tortura de mulheres detidas por razões políticas”, declarou a advogadas em um áudio lançado pela oposição em suas redes sociais.

A primeira lei sobre violência contra a mulher na Venezuela data de 1998, e a mais recente, a Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência, é de 2007 e prevê penas de prisão de até 20 anos.

“As mulheres na Venezuela não escapam à arbitrariedade do governo de Nicolás Maduro e são possivelmente as mais afetadas em sua psique ou em sua integridade pessoal, pois são assediadas pelos algozes e este assédio tem um impacto psicológico maior sobre as mulheres do que sobre os homens”, denunciou Acosta.

De acordo com os últimos dados divulgados pela ONG Foro Penal, há 261 pessoas detidas na Venezuela que são consideradas prisioneiras políticas, das quais 246 são homens e 15 são mulheres.

Dessas 261, 129 são civis e 132 são militares, de acordo com dados divulgados pela organização, que se dedica à defesa e promoção dos direitos humanos.

“Os atos cometidos contra as mulheres, além de constituírem um mecanismo para reduzir sua dignidade humana, são uma forma de violência de gênero. A prática dessas formas de tortura aplicadas contra as mulheres pode ser inscrita dentro das noções de violência psicológica, física e sexual incluídas na Lei Orgânica do Direito das Mulheres a uma Vida Livre de Violência”, destacou a advogada.

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COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS DO AFEGANISTÃO DENUNCIA OCUPAÇÃO DO TALIBÃ NOS ESCRITÓRIOS E IMPEDIMENTO DA RETOMADA AOS TRABALHOS

Talibã ocupa sede da Comissão de Direitos Humanos do Afeganistão

Radicais estariam impedindo retomada dos trabalhos do grupo independente que luta por direitos humanos

INTERNACIONAL

 Da EFE

Grupo radical tomou o poder no Afeganistão em 15 de agosto

KARIM SAHIB / AFP

A Comissão Independente de Direitos Humanos do Afeganistão (AIHRC, na sigla em inglês) denunciou neste sábado (18) que os talibãs ocuparam seus escritórios e estão impedindo a retomada normal dos trabalhos deste organismo, que é fundamental no atual contexto afegão.

“O Talibã não apenas ocupou todos os escritórios e edifícios da AIHRC, mas continua usando esses escritórios para suas reuniões, ao mesmo tempo que faz uso de seus bens, como carros e computadores”, disse a agência em um comunicado.

A AIHRC pediu aos islâmicos que “respeitem a independência” da instituição e, embora eles tenham esclarecido que, por enquanto, o Talibã não “dissolveu” o órgão, eles não puderam retomar seu trabalho desde a queda do antigo governo afegão em 15 de agosto.

Considerando a indiferença dos radicais islâmicos em relação aos direitos humanos no passado, incluindo ataques a ativistas, o órgão “tem pouca confiança de que um governo talibã respeitará o mandato e a independência do AIHRC”, diz o comunicado.

No mês passado, vários funcionários da comissão fugiram do país, enquanto aqueles que permanecem no Afeganistão estão “preocupados com sua segurança”, alertou à Agência Efe um representante da AIHRC, solicitando anonimato.

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JOE BIDEN ANUNCIOU AS PRIMEIRAS SANÇÕES CONTRA AUTORIDADES IRANIANAS ACUSADAS DE VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS

Irã: Biden anuncia sanções por violações dos direitos humanos

Autoridades da Guarda Revolucionária Iraniana serão proibidas de entrar nos EUA durante interrogatórios de detidos em protestos

INTERNACIONAL

DA  AFP

Autoridades iranianas e familiares não podem entrar nos EUA

SAUL LOEB / AFP

O governo de Joe Biden, que busca fazer com que o Irã retorne ao acordo internacional para conter seu programa nuclear, anunciou nesta terça-feira (9) as primeiras sanções contra autoridades iranianas acusadas de violações dos direitos humanos.

As sanções afetam Ali Hematian e Massud Safdari, dois membros da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, que serão impedidos de entrar nos Estados Unidos por suas responsabilidades durante interrogatórios de detidos em protestos em 2019 e 2020. Essa proibição também afeta seus familiares.

“Hoje, no Conselho de Direitos Humanos em Genebra, expressamos claramente nossa preocupação com os abusos que o governo iraniano continua a cometer contra seus cidadãos, incluindo a detenção injusta de muitas pessoas em condições deploráveis”, declarou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, em comunicado.

O governo Biden prometeu que os Estados Unidos voltarão a aderir ao acordo nuclear assinado em 2015 por Teerã com as grandes potências, do qual o governo Donald Trump decidiu se retirar. Em troca, exige que o Irã honre seus compromissos de limitar seu programa nuclear.

Nesse cenário, o governo dos Estados Unidos deveria voltar a levantar as sanções contra o Irã que estavam suspensas com o pacto, mas que Trump restabeleceu a partir de 2018.

Fonte: R7
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SECRETARIA PARA ASSUNTOS RELACIONADOS AO ESPAÇO SIDERAL É CRIADA NA NICARÁGUA

Nicarágua cria secretaria para assuntos relacionados ao espaço

País é o terceiro mais pobre da América e enfrenta uma grave crise sociopolítica e de direitos humanos desde abril de 2018

INTERNACIONAL

 Da EFE

Nicarágua cria secretária para "espaço sideral, Lua e outros corpos celestes"

A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou nesta quarta-feira (17) a criação de uma secretaria nacional para administrar assuntos relacionados ao espaço sideral, à Lua e a outros corpos celestes.

A criação desta entidade governamental foi proposta pelo presidente do país, Daniel Ortega, e aprovada com 76 votos a favor de um total de 92 deputados.

Ortega solicitou a criação da “Secretaria Nacional para Assuntos do Espaço Sideral, da Lua e de outros Corpos Celestes” com o objetivo de defender “os interesses nacionais supremos e a busca por oportunidades” às quais o país deve aspirar, segundo detalha o texto da proposta presidencial.

Com a nova secretaria, o presidente pretende também “promover o desenvolvimento efetivo de atividades para expandir as capacidades do país nos ramos educacional, industrial, científico e tecnológico”.

A documento também destaca a intenção de “desenvolver a capacidade científica e tecnológica da Nicarágua através da articulação dos setores envolvidos em todos os campos de atividade espacial” e de “promover a criação de sistemas espaciais, meios, tecnologia e infraestruturas necessários para a consolidação e obtenção de autonomia” do país nesta área.

A proposta de Ortega causou surpresa na Nicarágua, que enfrenta uma grave crise sociopolítica e de direitos humanos desde abril de 2018. O país é o terceiro mais pobre da América e sua economia é majoritariamente informal, o que se traduz na susência de seguridade social e em baixos salários.

No entanto, os parlamentares explicaram que a Nicarágua, como membro das Nações Unidas, tem compromissos internacionais relacionados ao espaço sideral, particularmente conforme regulamentado pelo Tratado de Princípios que regem as Atividades dos Estados na Exploração e Utilização do Espaço Sideral, da Lua e de Outros Corpos Celestes.

Em janeiro de 2020, 110 países já haviam ratificado este tratado, assinado em 27 de janeiro de 1967 nas cidades de Londres, Moscou e Washington, data em que a Nicarágua se somou à iniciativa.

Os deputados também argumentaram que a ONU, desde 1959, criou o Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Sideral, que é composto por 61 Estados-membros e cuja competência é a cooperação internacional, divulgação de informação, incentivo a pesquisas, e a criação de programas de cooperação técnica, além do desenvolvimento do direito espacial internacional.

Segundo o governo da Nicarágua, a criação da nova secretaria nacional busca acompanhar o cumprimento do compromisso dos tratados, convenções, acordos e declarações nesta área.

Fonte: R7

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SECRETARIA DE IGUALDADE RACIAL, DIREITOS HUMANOS E DIVERSIDADE TEM CRIAÇÃO APROVADA EM NATAL POR VEREADORES

Por G1 RN

 

Vereadores aprovaram criação de nova secretaria — Foto: Elpídio JúniorVereadores aprovaram criação de nova secretaria — Foto: Elpídio Júnior

Os vereadores de Natal aprovaram por unanimidade, durante sessão extraordinária nesta quinta-feira (11), a criação da Secretaria Municipal da Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência.

O Projeto de Lei nº 001/2021 é de autoria da Prefeitura de Natal, e foi aprovado com emendas encartadas pelos parlamentares. A proposição será remetida de volta para a sanção do Poder Executivo.

A criação da secretaria prevê, entre suas atribuições, defender a diversidade, combater a xenofobia e promover igualdade de gênero.

“O combate contra qualquer forma de discriminação deve ser um compromisso de toda a sociedade. Contudo, cabe ao Poder Público o papel central na adoção de políticas consistentes e eficazes para garantir igualdade e respeito à diversidade”, defendeu a líder da bancada governista, vereadora Nina Souza (PDT).

Segundo ela, não haverá aumento de despesa para o Município, “que agiu em consonância com a Lei Complementar 173/2020, que criou o Programa Federativo com medidas orçamentárias e financeiras voltadas ao enfrentamento do coronavírus”.

A vereadora Divaneide Basílio (PT) acredita que a secretaria terá uma agenda importante. “Existem vários movimentos sociais que militam há anos contra o preconceito na capital potiguar e agora recebem uma vitória com a criação dessa secretaria, embora a gente não tenha conseguido emplacar a inclusão da juventude na nova pasta diante da ausência de políticas públicas para este segmento”.

A vereadora Júlia Arruda (PCdoB) também foi outra que lamentou a não inserção da juventude. “Sem dúvida foi positivo o que aconteceu neste plenário. Melhoramos um texto que concebe uma instituição que vai abranger desde a promoção da igualdade racial, dos direitos dos idosos, diversidade, entre outros setores da sociedade”, disse.

“O ponto desfavorável é que a Juventude, órfão de ações dos gestores públicos, ficou de fora. Ainda assim, a expectativa é de desenvolvimento de projetos relevantes na área social através da secretaria”.

Fonte: G1 RN
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EDITORIAL: CERCEAR O DIREITO DE CRENÇA DAS PESSOAS É CRIME

Caro(a) leitor(a),

No EDITORIAL desta sexta-feira estou muito indignado com esse terrorismo ideológico que está acontecendo no país. Isso já passou de todos os limites. Cercear o direito de crença das pessoas é crime. Ninguém têm o direito de impedir que as pessoas façam uso dos remédios profiláticos que acreditam dar resultado contra o CORONAVÍRUS. Isso é algo muito pessoal que deve ser resolvido entre o paciente e seu médico. Não pode ser institucionalizado. Por favor, assistam ao vídeo a seguir, reflita, tirem suas conclusões e se concordarem viralizem esse vídeo em todas as redes sociais!

Fonte:

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BOAS NOTÍCIAS: EM MEIO AOS PROTESTOS CONTRA O RACISMO MICHAEL JORDAN FAZ RELEVANTE DOAÇÃO PARA CRIAR OPORTUNIDADES A JOVENS PRETOS

BOAS NOTÍCIAS: EM MEIO AOS PROTESTOS CONTRA O RACISMO MICHAEL JORDAN FAZ RELEVANTE DOAÇÃO PARA CRIAR OPORTUNIDADES A JOVENS PRETOS
(FILES) In this file photo taken on January 24, 2020 former NBA star and owner of Charlotte Hornets team Michael Jordan looks on as he addresses a press conference ahead of the NBA basketball match between Milwaukee Bucks and Charlotte Hornets at The AccorHotels Arena in Paris. - Michael Jordan said June 5, 2020, he is making a record $100 million donation to groups fighting for racial equality and social justice amid a wave of protests across the United States. (Photo by FRANCK FIFE / AFP)

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Michael Jordan doa US$ 100 milhões: oportunidades a jovens pretos

Michael Jordan, a lenda do basquete dos EUA, anunciou uma doação de US $ 100 milhões – quase R$ 500 milhões – para organizações dedicadas a garantir igualdade racial, justiça social e maior acesso à educação.

“Através do nosso programa Jordan Wings, nos concentramos em fornecer acesso à educação, orientação e oportunidade para jovens pretos que enfrentam obstáculos do racismo sistêmico … mas sabemos que podemos fazer mais”, disse o comunicado divulgado na semana passada.

“Precisamos unir forças com a comunidade, governo e líderes civis para criar um impacto duradouro”, disse Craig Williams , presidente da Jordan Brand, que deseja ter um “impacto real” na comunidade preta.

“Os últimos meses nos mostraram o poder da nossa comunidade global e uma paixão que transcende as fronteiras culturais e regionais”, acrescentou Williams.

Futuro melhor

E, nesse espírito, a missão do seu programa Jordan Wings é fornecer inspiração e acesso para que os jovens possam criar um futuro melhor.

Em 27 de maio, o Programa concedeu bolsas de estudo a 32 estudantes na América do Norte por qualquer universidade de quatro anos.

Eles se juntarão aos 1.800 estudantes já financiados nos últimos seis anos na China e nos Estados Unidos.

Protestos

Michael Jordan divulgou uma declaração após protestos nacionais contra a brutalidade policial, dizendo:

“Eu não tenho as respostas, mas nossas vozes coletivas mostram força e incapacidade de serem divididas por outras pessoas. Devemos ouvir um ao outro, mostrar compaixão e empatia e nunca dar as costas à brutalidade sem sentido. Precisamos manter expressões pacíficas contra a injustiça e exigir responsabilidade. Nossa voz unificada precisa pressionar nossos líderes para mudar nossas leis, caso contrário, precisaremos usar nosso voto para criar mudanças sistêmicas. Todos nós precisamos fazer parte da solução e precisamos trabalhar juntos para garantir justiça para todos”.

O BleacherReport escreveu que Jordan fez doações no passado para ajudar a melhorar as relações entre a polícia e a comunidade preta:

“Ele prometeu US $ 1 milhão cada para o Instituto de Relações Comunidade-Polícia da Associação Internacional de Chefes de Polícia e o Fundo de Defesa Legal da NAACP em 2016″.

Com informações do GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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DIREITO E JUSTIÇA: E OS DIREITOS HUMANOS NÃO ACABARAM NA ERA BOLSONARO

texto

Na nossa coluna DIREITO & JUSTIÇA desta quinta-feira o destaque é um texto do Dr. Ailton Benedito de Souza, Procurador da República, que segundo o comentarista político Caio Coppolla, aponta uma “mudança de paradigma” na Segurança Pública, com a valorização das instituições de combate ao crime. O autor também destaca o fracasso das previsões alarmistas de certos experts: a ameaça aos direitos humanos no Brasil, embora gritada a plenos e rubros pulmões, não encontrou eco nos fatos. Pelo contrário, a queda acentuada no número de assassinatos representa verdadeiro avanço na área das garantias fundamentais e esse fenômeno deveria ser analisado cientificamente, sem contornos ideológicos. Afinal, numa democracia, a preservação dos direitos humanos (como a vida, as liberdades, a segurança e a propriedade) deve transcender questões político-partidárias e não ser manipulada de forma panfletária com viés eleitoreiro: é lamentável usar caixão como palanque e propagar histeria para angariar votos. Leia o artigo completo a seguir e tire suas conclusões!

 

 

…E OS DIREITOS HUMANOS NÃO ACABARAM
Dr. Ailton Benedito. Via Folhapress
2019 passou.

E contrariou 9 entre 10 “professores”, “jornalistas”, “artistas”, “cartomantes”, “quiromancistas”, “pitonisas”, “especialistas”… de plantão, cujas identidades públicas escamoteiam sua militância político-midiática, que vaticinavam a transformação do Brasil num combo ditatorial “fascista, racista, homofóbico, misógino”, por culpa existencial do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Frustraram-se. Mas não se envergonham. Como diria aquela “poetisa” da mandioca, “empenham-se em dobrar a meta”, para quadruplicar a frustração.

Entre os vaticínios dos militantes político-midiáticos para o ano de 2019, previa-se que os Direitos Humanos seriam extintos no Brasil. Nesta quadra, pelo que propagandeavam levianamente, minorias étnicas estariam aculturadas, igrejas não cristãs estariam fechadas, negros estariam escravizados, homossexuais estariam hospitalizados, mulheres estariam enclausuradas no lar…

Nada disso aconteceu, obviamente. A realidade insiste em desmanchar os seus vaticínios. Os Direitos Humanos, sem discriminação, sobretudo à vida, à liberdade, à igualdade, à propriedade, à segurança, os mais caros à sociedade brasileira, têm sido resgatados, promovidos e defendidos. Para desespero dos militantes político-midiáticos.

Eles não previram, por exemplo, que, em 2019, haveria drástica redução de crimes violentos no Brasil, especialmente assassinatos, que extinguem da sua vítima o mais elementar dos Direitos Humanos, a vida. O país teve 30.864 assassinatos nos nove primeiros meses do ano passado; houve 39.527 no mesmo período em 2018. Ou seja, 8.663 mortes a menos.

Alguma dúvida de que essas mortes a menos de brasileiros significam resgate, preservação e defesa de Direitos Humanos?

Surpreendidos pela obstinada realidade, entretanto, os militantes político-midiáticos, outrora travestidos de “pitonisas” ou congêneres, agora se investem de “cientistas”. Buscam, por todos os meios imaginativos, apontar motivos, causas, fatores que ensejaram a redução de tais crimes, desde que se afaste, categoricamente, sem nenhum estudo científico, alguma relação positiva com as políticas, programas e ações do governo do fascismo imaginário empossado pelos brasileiros em 1o de janeiro de 2019.

Nessa direção, não se pejam de afirmar que a aludida redução de crimes seria decorrência do Estatuto do Desarmamento, promulgado em 2003, o qual, assim, teria surtido eficácia apenas depois de 15 anos de sua vigência; período no qual, paradoxalmente, as ocorrências delitivas aumentaram ano após ano. Convenha-se, é necessária muita imaginação para estabelecer esse delay normativo de 15 anos.

De todo modo, embora não se tenha, ainda, determinado cientificamente o que ocasionou a mencionada redução de ocorrências criminosas, é observável que, a despeito de toda resistência militante político-midiática, a expressão pública do atual governo federal, como também de governos estaduais, valoriza as instituições de combate ao crime, sobretudo as forças policiais, e deslegitima política e socialmente os criminosos. Alvissareira mudança de paradigma.

Isso explica? Pode ser que sim, ou não. Todavia, somente com a realização de estudos verdadeiramente científicos, será possível estabelecer o que tem ocasionado a redução de crimes violentos no Brasil, iniciada em 2018, fortalecida em 2019, quiçá, continuada nos próximos anos.

Enquanto isso, o brasileiro comum, sem pedigree ideológico, que, durante décadas, teve pisoteados os seus Direitos Humanos, sentiu que está diminuindo o risco de sair de casa de manhã e não voltar para sua família ao final do dia.

Que assim seja! Também em 2020…

Ailton Benedito de Souza é Procurador da República em Goiás e exerce a função de Secretário de Direitos Humanos e Defesa Coletiva da Procuradoria-Geral da República

 

Fonte:

Caio Coppolla
Editor do Boletim e comentarista político

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PONTO DE VISTA: NINGUÉM É OBRIGADO A PRESTAR SERVIÇO PARA ALGUÉM QUE NÃO QUEIRA

Caro(a) leitor(a),

Em nenhum lugar no mundo onde impere a democracia nenhum cidadão pode ser obrigado a prestar serviço a quem ele não queira. Principalmente se nenhuma satisfação comprometedora for dada pelo prestador do serviço para justificar o não atendimento do serviço solicitado. É o segundo caso em menos de 1 mês que tomo conhecimento em que o tomador do serviço exige na justiça que o prestador do serviço execute o serviço contra sua vontade. Essa atitude ditatorial está ficando comum entre os LGBT’s e todos aqueles que se dizem minoria na sociedade. Se dizem, porque não são mais e até por isso já deveriam perder tais privilégios. Mas independente de ser minoria ou não essas atitudes de forçada de barra são, a princípio, uma violação dos direitos humanos e da constituição brasileira que diz que todos são iguais perante a lei. Essa paranoia de minorias, sistema de cotas e igualdade de gêneros é discriminação pura. Isso sim é condenável. Diz um ditado que “o sol nasceu para todos”. Um verdade indiscutível. Portanto, que cada um ou cada qual lute pelo seu espaço ao sol e que “ganhe o seu pão de cada dia com o suor do seu rosto”.  No caso do tribunal canadense não fez nada além de justiça e cumpriu com a sua obrigação!

Tribunal canadense ordena homem trans a pagar multa à brasileira dona de salão de depilação íntima que lhe negou serviço

Thaís Garcia

Publicado em

Tribunal canadense ordena homem trans a pagar multa à brasileira dona de salão de depilação íntima que lhe negou serviço 20

Imagem: Jonathan Yaniv/Twitter

Uma imigrante brasileira no Canadá, que foi forçada a encerrar seu negócio de salão de beleza depois que se recusou a depilar os órgãos genitais masculinos de um ativista transexual, venceu seu caso no Tribunal de Direitos Humanos da Colúmbia Britânica.

Jonathan Yaniv, conhecido como Jessica Yaniv, é um homem biológico que se identifica como mulher.

Na terça-feira (22), o tribunal decidiu a favor de Márcia da Silva e de outras duas proprietárias de salões de beleza no caso.

“A legislação de direitos humanos não exige que um prestador de serviços depile um tipo de órgão genital para o qual não foi treinado e não consentiu em depilar. A decisão concluiu ainda que a queixosa, Jessica Yaniv, se envolveu em conduta imprópria, apresentou queixas para fins impróprios e concluiu que o testemunho de Yaniv era falso e egoísta”, escreveu o Tribunal de Direitos Humanos da Colúmbia Britânica.

O tribunal também observou que Yaniv era “evasivo e argumentativo e se contradizia” enquanto dava provas. O tribunal concedeu à Márcia Silva e duas outras mulheres que apresentaram uma defesa contra a queixa de Yaniv US $ 2.000 para cada.

CBN News informou que Yaniv apresentou uma queixa no Tribunal de Direitos Humanos da Colúmbia Britânica no ano passado, depois que Márcia da Silva se recusou a depilá-lo. Yaniv argumentou que, Márcia, casada e mãe de dois filhos o discriminava com base no sexo e estava exigindo restituição financeira. No entanto, Márcia se recusou a servir Yaniv devido a questões de segurança e assédio dele, e não por ser transsexual.

Em julho, ela disse ao tribunal durante uma audiência que a provação a forçou a fechar seus negócios e não é mais uma fonte de renda para sua família.

Yaniv fez vários comentários públicos contra as donas de salões de beleza que também eram imigrantes. Nas audiências, Yaniv afirmou que as imigrantes usaram sua religião para discriminar pessoas trans porque se recusaram a depilar os órgãos genitais masculinos daqueles que se identificam como mulheres.

No total, Yaniv registrou 15 reclamações contra várias proprietárias de salões na área de Vancouver, buscando até US $ 15.000 em danos de cada proprietária, de acordo com o Centro de Justiça para Liberdades Constitucionais (JCCF), um escritório de advocacia sem fins lucrativos.

A maioria das mulheres que foram alvo das reclamações de Yaniv tinha seu próprio negócio em casa, era de origem estrangeira e tinha filhos pequenos em casa durante o dia.

“Yaniv deliberadamente procurou armar o tribunal para obter ganhos financeiros”, escreveu o membro do tribunal, Devyn Cousineau, na decisão, de acordo com a CTV News em Vancouver. O triunal acusou o queixoso de “ter um padrão de denúncia de ‘direitos humanos’ para punir certos grupos étnicos”, e de denunciar falsamente que “elas eram hostis aos direitos das pessoas LGBT”.

O advogado de Márcia e das outras clientes, Jay Cameron, disse que uma de suas clientes ficou tão aliviada com a decisão que ela caiu em prantos.

“É mais do que um inconveniente ter uma queixa de ‘direitos humanos’ contra você, alegando publicamente que você tem algum tipo de transfobia. Essa é uma alegação muito séria na cultura de hoje e é debilitante. Isso realmente mudou a vida delas no último um ano e meio”, disse Cameron à CTV News.

O caso de Márcia da Silva teve notoriedade em julho deste ano, entenda o caso acessando esse link.

Fonte: Conexão Política

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