EM MEIO A CRISE POLÍTICA PRESIDENTE DO QUIRGUISTÃO RENUNCIA AO CARGO

 

Presidente do Quirguistão renuncia ao cargo em meio a crise política

Com a saída de Sooronbay Jeenbekov, país será liderado por um governo interino que tem até três meses para realizar novas eleições

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Presidente do Quirguistão renuncia ao cargo

Sultan Dosaliev/Serviço de Imprensa da Presidência do
Quirguistão/Divulgação via REUTERS – 4.10.2020

O presidente do Quirguistão, Sooronbay Jeenbekov, apresentou nesta quinta-feira (15) a renúncia do cargo, alegando ser uma tentativa para tirar a antiga república soviética de uma crise política e institucional iniciada após as eleições parlamentares do último dia 4.

“A integridade do país, a unidade da nossa população e a paz na sociedade são tudo para mim. Eu não me apego ao poder, não quero que a história se lembre de mim como o presidente que derramou sangue e atirou nos cidadãos. Por isso, tomei a decisão de renunciar”, disse o mandatário, em declarações veiculadas pela agência de notícias local AKIpress.

De acordo com a Constituição do Quirguistão, o presidente do Parlamento, Kanat Isaev, assumirá a presidência do país de maneira interina até a realização de novas eleições, que precisam acontecer em, no máximo, três meses.

No poder desde novembro de 2017, Jeenbekov já havia anunciado a intenção de entregar o cargo, mas antecipou que só o faria se os deputados aprovassem a formação de um novo governo e se houvesse pacificação nos protestos nas ruas de Biskek, capital do país.

A antiga república soviética, que se tornou independente em 1991, está em grave crise desde o pleito do dia 4, depois que apenas duas forças opositoras conseguiram cadeira no Parlamento, o que gerou acusações de fraude pelos partidos que não superaram a barreira dos 7% os votos, mínima para eleger representantes.

O resultado gerou conflitos nas ruas já no dia seguinte. Até o momento, o saldo dos distúrbios são uma morte e milhares de pessoas feridas.

A Comissão Eleitoral Central do Quirguistão anulou o resultado o dia seguinte à divulgação, mas os protestos não pararam e se intensificaram diante da cobrança de lideranças opositoras de que fosse aberto processo de impeachment do presidente, ou que o próprio líder renunciasse.

Continuar lendo EM MEIO A CRISE POLÍTICA PRESIDENTE DO QUIRGUISTÃO RENUNCIA AO CARGO

QUEM FALA O QUE QUER OUVE O QUE NÃO QUER

Juiz dá 5 dias para Bolsonaro explicar sua acusação de fraude na eleição de 2018

Da CNN, em São Paulo
05 de Maio de 2020 às 00:12 | Atualizado 05 de Maio de 2020 às 06:42

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Em despacho deferido na noite desta segunda-feira (4), o juiz José Vidal Silva Neto, a 4ª Vara Federal do Ceará, deu prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre supostas provas que sustentem sua denúncia de que houve fraude nas eleições de 2018. A decisão é decorrente de um processo apresentado pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE).

Em março, durante viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro disse que “brevemente” iria apresentar provas de que o pleito havia sido fraudadado. O presidente já alegou em diversas ocasiões ter vencido as eleições no primeiro turno e questiona a segurança das urnas eletrônicas.

“Minha campanha, eu acredito que, pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu tinha sido, eu fui eleito no primeiro turno, mas no meu entender teve fraude. E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes.”, disse o presidente, em Miami, no dia 9 de março.

Passados quase dois meses, Bolsonaro não apresentou nenhuma prova que sustente a denúncia. Na última semana, o presidente voltou a insinuar fraudes nas eleições e disse que comprovaria sua versão no momento em que apresentasse um projeto de lei sobre o tema – sem estipular datas.

Fonte: CNN

Continuar lendo QUEM FALA O QUE QUER OUVE O QUE NÃO QUER

ATUALIZAÇÃO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA PANDEMIA E DA CRISE POLÍTICA

Últimas notícias sobre o coronavírus e a crise política no Brasil

Casos de covid-19 no Brasil chegam a 101.147, com 7.025 mortes. Foram 4.588 novas infecções e 275 mortes nas últimas 24 horas e 42.991 recuperados desde o início do surto

Manifestante pró-Bolsonaro toca trompete em carreata em São Paulo, neste domingo. Presidente participou de ato em Brasília.Manifestante pró-Bolsonaro toca trompete em carreata em São Paulo, neste domingo. Presidente participou de ato em Brasília.AMANDA PEROBELLI / REUTERS

São Paulo , Brasília , Madri – 03 MAY 2020 – 20:19 BRT

Os casos de coronavírus no Brasil passaram neste domingo da marca 100.000. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o país registra 101.147 infecções confirmadas e 7.025 mortes (sendo 275 óbitos nas últimas 24 horas). Epicentro do coronavírus no Brasil, com 31.772 casos, São Paulo vê a doença avançar entre jovens, com o salto da proporção de óbitos desse grupo de 14% para 26% em um mês. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro participou de novo ato em Brasília contra o Congresso e o STF e afirmou para manifestantes aglomerados que não admitirá mais interferências em seu Governo. “Queremos a independência verdadeira dos três Poderes. Acabou a paciência”. Ele prometeu nomear nesta segunda o novo diretor da Polícia Federal.

Veja os destaques da cobertura deste domingo:

  • Casos de covid-19 no Brasil chegam a 101.147, com 7.025 mortes. Foram 4.588 novas infecções e 275 mortes nas últimas 24 horas. Recuperados somam 42.991 (42,5%).
  • Ministro Nelson Teich anuncia envio de reforços para Manaus.
  • Em um mês, mortalidade por coronavírus em jovens e adultos cresce 18 vezes em SP.
  • Bolsonaro participa de ato contra o STF. Fotógrafo e motorista de jornal são agredidos por manifestantes.
  • Governador do Pará diz que pode decretar ‘lockdown’ caso isolamento não seja respeitado.
  • Itália registra o menor número de óbitos desde o início do confinamento.
  • Espanha registra 164 mortes em 24 horas, o menor número em um mês e meio
  • Moro depõe e apresenta à PF novas provas de interferência de Bolsonaro no órgão.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo ATUALIZAÇÃO DAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA PANDEMIA E DA CRISE POLÍTICA

FOLHA DE SÃO PAULO DEFORMA AS PALAVRAS DE BOLSONARO E DÁ ESSA INTERPRETAÇÃO AI

Bolsonaro desafia Supremo ao exaltar apoio militar e dizer que ‘chegou no limite’

O presidente Jair Bolsonaro mais uma vez prestigiou pessoalmente uma manifestação em Brasília com ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Congresso, disse estar junto com as Forças Armadas “ao lado do povo” e deu recados intimidatórios.

“Peço a Deus que não tenhamos problemas essa semana. Chegamos no limite, não tem mais conversa. Daqui pra frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço, e ela tem dupla mão”, afirmou Bolsonaro, em declaração transmitida ao vivo neste domingo (3) em rede social.

Um dia após ter se encontrado com os chefes de Exército, Marinha e Aeronáutica, o presidente afirmou que “temos o povo ao nosso lado, nós temos as Forças Armadas ao lado do povo, pela lei, pela ordem, pela democracia e pela liberdade”.

Além de incluir pautas autoritárias, de desrespeitar recomendações sanitárias em meio ao coronavírus e de voltar a atacar as medidas de governadores na pandemia, a manifestação apoiada por Bolsonaro foi marcada desta vez também por ataques ao ex-ministro Sergio Moro, que pediu demissão do governo com acusações ao presidente, e por agressões e ameaças a jornalistas.

Questionado pela Folha sobre os ataques à imprensa, o vice-presidente Hamilton Mourão respondeu: “Sou contra qualquer tipo de covardia e agredir quem está fazendo seu trabalho não faz parte da minha cultura”.

O pano de fundo da nova investida de Bolsonaro é sua irritação com as derrotas que vem sofrendo no Supremo. Com isso, ele busca respaldo entre os militares para reagir ao Judiciário. E tem recebido sinais de apoio nos bastidores, sobretudo em relação às decisões do tribunal que interferem em medidas do governo.

FOLHAPRESS

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo FOLHA DE SÃO PAULO DEFORMA AS PALAVRAS DE BOLSONARO E DÁ ESSA INTERPRETAÇÃO AI

CRISE POLÍTICA EXACERBA VULNERABILIDADE DE BOLSONARO, STF E LEGISLATIVO AMADURECEM IMPEACHMENT

STF confronta Bolsonaro e assume protagonismo na crise política

Congresso espera o avanço de apurações que envolvem o presidente e seu entorno para dar andamento a impeachment ou CPIs. Nos bastidores, cúpulas dos dois poderes avaliam conjuntamente cenários

Bolsonaro cumprimento o ministro da Justiça, Mendonça, observado por Gilmar Mendes e Toffoli, do STF e pela primeira-dama Michelle.Bolsonaro cumprimento o ministro da Justiça, Mendonça, observado por Gilmar Mendes e Toffoli, do STF e pela primeira-dama Michelle. 

Supremo Tribunal Federal entrou mais uma vez de cabeça em uma crise política que envolve o Palácio do Planalto. Enquanto, de momento, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, não dá sinais de que se moverá para dar andamento aos quase 30 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro e tampouco ele ou o comando do Senado se mostram dispostos a instaurar comissões parlamentares de inquérito (CPIs) contra o Governo, coube ao Judiciário confrontar mais uma vez o mandatário, que tem participado de atos contra a democracia e desrespeitado orientações de autoridades sanitárias enquanto o país assiste à escalada da pandemia do coronavírus. O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, decidiu conceder um mandado de segurança impedindo o presidente de nomear o delegado Alexandre Ramagem, amigo dos Bolsonato, como diretor-geral da Polícia Federal. A Advocacia-Geral da União decidiu não recorrer, mas o presidente não está convencido: “É dever dela recorrer”.

Ainda não está claro como Bolsonaro realizará o “sonho”, como ele descreveu, de colocar Ramagem no comando da PF. À espera dos próximos lances no imbróglio, há intensa movimentação nos bastidores entre lideranças do Legislativo e do Judiciário em Brasília. Desde que Bolsonaro participou de uma manifestação a favor de um golpe militar, no dia 19 de abril, ao menos duas reuniões entre ministros do STF e representantes da cúpula do Congresso ocorreram fora das agendas oficiais. Nos encontros, debateram o cenário político e os próximos passos que cada poder poderia dar. A orientação para o momento é de cautela. Deputados e senadores devem esperar para ver o quanto avançam três apurações no Supremo que podem envolver o presidente, seus familiares e deputados que o apoiam para decidir como agir.

Uma das apurações em andamento na Corte é baseada nas acusações do agora ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal ao trocar seu diretor-geral. A outra é a que investiga quem são os parlamentares e empresários bolsonaristas que deram suporte aos atos de 19 de abril, considerado um crime contra a lei de segurança nacional. E a última tem como um dos principais alvos o vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente que é suspeito de liderar uma milícia virtual responsável por espalhar notícias falsas contra as instituições e que acabam beneficiando o presidente.

Esse último inquérito é considerado inconstitucional por dezenas de juristas, porque ele foi aberto pelo próprio STF “de ofício”, ou seja, sem ser instado a fazê-lo, no ano passado. Mas, como um interlocutor do STF e outro do Congresso disseram à reportagem, a conveniência política vai se refletir na sobrevivência do Governo Bolsonaro. “Se for conveniente usar esse inquérito para derrubar o presidente, ele será usado”, afirmou um parlamentar, antes de ressaltar que ainda não há clima pra destituir o chefe do Executivo.

Essas movimentações têm incomodado o mandatário. Nesta quarta-feira ele mandou recados e, pela terceira vez em menos de uma semana, precisou dizer que era ele quem mandava em seu Governo. Quando questionado sobre o anúncio da Advocacia-Geral da União de que não recorreria do veto de Alexandre de Moraes a Ramagem, disse a repórteres: “Quem manda sou eu e eu quero o Ramagem lá”.

Antes, ao dar posse a dois novos ministros, André Mendonça (Justiça), e José Levi Mello do Amaral Júnior (Advocacia-Geral), o presidente ainda disse que a Constituição prevê que os três poderes são independentes e harmônicos. “Não posso admitir que ninguém ouse desrespeitar ou tentar desbordar a nossa Constituição”, afirmou Bolsonaro na cerimônia em que dois ministros do STF estavam presentes, o presidente Antonio Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Elogiou ambos, assim como o presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otavio de Noronha, com quem diz estar “aprendendo muito” sobre o mundo jurídico. Na mesma cerimônia, afirmou mais uma vez que não desistiu de nomear Ramagem para o cargo. “Gostaria de honrá-lo no dia de hoje, dando-lhe posse. Esse sonho meu, e mais dele, brevemente se concretizará”, disse.

STF na linha de frente

Independentemente do desdobramento, há a percepção de que, com o veto a Ramagem, o mal-estar entre Supremo e Planalto mudou de nível. A julgar pelos últimos dias, em Brasília, a avaliação entre parte da classe política é o confronto com o STF voltará a ser o normal daqui para frente. Antevendo a escalada da crise, influenciadores bolsonaristas nas redes sociais têm mais uma vez incentivado a publicação da hashtag “STF Vergonha Nacional” e disseram que as decisões da Corte eram políticas. É um discurso semelhante ao adotado por petistas quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi impedido por Gilmar Mendes de assumir a chefia da Casa Civil na gestão Dilma Rousseff (PT), em 2016, porque o magistrado entendeu que ele estaria usando o cargo para se blindar de investigações policiais das quais era alvo.

O caso de Lula mostra que não é primeira vez que o Supremo entra em cheio em uma crise política —ainda que a ação da Corte para barrar nomeações estejam longe de ser um consenso no meio jurídico. Se o STF barrou o petista e agora Ramagem na direção da PF, Michel Temer (MDB) teve o aval para nomear seu correligionário Wellington Moreira Franco, então investigado pela Operação Lava Jato, para a Secretaria-Geral de Governo em 2017.

Sob Bolsonaro, o Supremo já deu várias mostras de que atuará para conter o que considerar “excessos”. A Corte já impediu o presidente de subordinar a Funai (Fundação Nacional do Índio) ao Ministério da Agricultura, por exemplo. O próprio ministro Alexandre de Moraes também já decidiu que Bolsonaro não pode decidir sobre reabertura de comércios e, antes mesmo do veto desta quarta, já havia blindado os delegados que cuidam do inquérito das fake news no Supremo: o comando interino da PF não pode mudá-los.

Seja como for, o presidente sabe que não precisa, necessariamente, se movimentar tanto para garantir Ramagem na função, porque já o tem na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e porque o ministro da Justiça, a quem a PF é subordinada, declarou lealdade a ele. Em seu discurso de posse, Mendonça chamou Bolsonaro de “profeta no combate à criminalidade”, disse que pretende, no ministério, ser um “líder servo”.

Os movimentos de Bolsonaro na PF têm incomodado policiais experientes, que cobram mudança no processo de escolha do diretor-geral e entendem que ele poderia ter um mandato para não ficar dependente do interesse político da ocasião. Nos últimos três anos, já foram quatro trocas de dirigentes. “Ramagem é tido como uma pessoa capaz. Ele não é um alienígena na PF, mas a situação em que é feita a troca precisa mudar urgentemente”, disse o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Edvandir Paiva. Na avaliação dele, Bolsonaro precisa parar de buscar confrontos institucionais. “Se o presidente não compreender o papel do estadista e da instituição do Estado, vai haver atrito o tempo inteiro”

Continuar lendo CRISE POLÍTICA EXACERBA VULNERABILIDADE DE BOLSONARO, STF E LEGISLATIVO AMADURECEM IMPEACHMENT

EDITORIAL: BOLSONARO VÊ AMEAÇAS POR TODOS OS LADOS MENOS A DO CORONAVÍRUS

No EDITORIAL desta sexta-feira eu falo sobre o comportamento belicoso do presidente Jair Bolsonaro que só vê ameaça por todos os lados e numa crise onde a prioridade mundial é preservar vidas a única preocupação de Bolsonaro é preservar o seu mandato. A sua rixa com Mandetta é simplesmente para não deixar o ministro assumir o protagonismo neste momento. Assista ao vídeo completo e tire suas conclusões!

Fonte:

Continuar lendo EDITORIAL: BOLSONARO VÊ AMEAÇAS POR TODOS OS LADOS MENOS A DO CORONAVÍRUS

POSICIONAMENTO DE MOURÃO GANHA ESPAÇO NA ALA MILITAR

Mourão ‘bombeiro’ faz contraponto a Bolsonaro e ganha espaço na ala militar

A pandemia do coronavírus levou o vice-presidente Hamilton Mourão de volta ao posto de “bombeiro” de crises do Planalto. Mourão foi o único dos generais quatro estrelas que despacham no Palácio a se dissociar, em público, do discurso do presidente Jair Bolsonaro pelo fim da quarentena. Desta vez, porém, a saída do vice do banco de reserva teve o aval dos representantes mais influentes das Forças Armadas, que condenaram o ataque a governadores e demonstraram preocupação com os panelaços e com o impacto da ofensiva de romper com a estratégia mundial de combate à doença.

Mourão se apresentou como bombeiro, em contraposição a um Bolsonaro incendiário, após repercussões negativas ao pronunciamento do presidente, na terça-feira, 24, contra o isolamento da população. Ao chamar o novo coronavírus de “gripezinha” e “resfriadinho”, em cadeia de rádio e TV, Bolsonaro provocou críticas de todos os lados, foi bombardeado nas redes sociais e levou até aliados de primeira hora, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), a romper com ele. Até ali, 46 brasileiros haviam morrido com coronavírus.

Num primeiro momento, o pronunciamento de Bolsonaro foi avaliado pelos militares como errado na forma, mas correto ao destacar as consequências econômicas das medidas de isolamento. Mas o discurso sincronizado da caserna e do governo, depois que Bolsonaro enquadrou até o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não durou 24 horas. “A posição do nosso governo, por enquanto, é uma só: o isolamento e o distanciamento social”, afirmou Mourão, que, naquele momento, era a única voz dissonante em público.

A partir daí, militares começaram a manifestar incômodo com a tática de confronto adotada por Bolsonaro ao desqualificar medidas anunciadas por governadores para evitar o contágio pelo coronavírus. Àquela altura, o número de vítimas fatais era de 56 pessoas. Até a publicação dessa reportagem, já chegava a 136, com 4.256 infectados.

Ao Estado, Mourão disse ser necessário um “equilíbrio” entre medidas de combate ao avanço da doença e a situação da economia. “Continuo no meu papel de vice-presidente. Atuo como conselheiro, busco levantar linhas de ação para que decisões sejam tomadas. No mais é uma eterna busca do equilíbrio entre salvar vidas, impedir uma queda fervorosa do PIB e manter a parcela dos empregos existentes”, afirmou. Sua fala, mais uma vez, é um contraponto a Bolsonaro, que ontem foi para as ruas menosprezar a doença e defender a volta do País à normalidade.

Diante do Palácio da Alvorada, na última quinta-feira, Bolsonaro deixou escapar o incômodo com a independência do vice. “O Mourão tem dado opiniões, é uma pessoa que está do meu lado ali. É o reserva de vocês. Se eu empacotar aí, vocês vão ter que engolir o Mourão. É uma boa pessoa, podem ter certeza”, ironizou.

Tosco. No dia seguinte, Bolsonaro voltou ao assunto. “Com todo o respeito ao Mourão, mas ele é mais tosco do que eu. Muito mais tosco. Não é porque é gaúcho, não. Alguns falam que eu sou um cara muito cordial perto do Mourão”, afirmou o presidente ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band.

Embora em tom descontraído, a declaração de Bolsonaro teve o objetivo de reacender um velho temor de setores da política, do Judiciário e da opinião pública. O receio ocorre porque, em um eventual afastamento do presidente, quem assume a Presidência, pela Constituição, é o vice. Nesse caso haveria, de fato, um governo militar, embora o atual conte com oito dos 22 ministérios nas mãos de oriundos das Forças Armadas. O número não engloba a centena de postos ocupados por militares em segundo e terceiro escalões.

Apesar das desavenças do passado, o tom adotado agora por Bolsonaro em relação a Mourão foi absorvido por suas redes sociais como uma parceria do tipo “morde e assopra”. Ao contrário de outras vezes, os principais influenciadores digitais do bolsonarismo, incluindo aí os filhos do presidente, estão quietos, por enquanto, sobre os movimentos do vice.

A primeira missão de “bombeiro” do vice, nesta temporada de crises, foi para desembaraçar o rolo diplomático entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o embaixador chinês Yang Wanming. No último dia 18, o filho “03” do presidente acusou a China, por meio do Twitter, de ter causado a propagação do coronavírus. O diplomata rebateu.

Mourão assumiu a dianteira para dizer que Eduardo não falava pelo governo, apesar do parentesco. “Se o sobrenome dele fosse Eduardo Bananinha, não era problema nenhum. É só por causa do sobrenome. Não é a opinião do governo”.

Durante a áspera discussão entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na quarta-feira, Mourão também estava presente e fez sinal de reprovação com a cabeça, como se não concordasse com o presidente. Afirmou, depois, que todos se enganaram na “interpretação dos sinais corporais”. Mas não escondeu o “constrangimento” ao afirmar que divergências políticas devem agora ser evitadas.

Queimadas. Na prática, Mourão ressurge quando há confluência de confusões. Em abril do ano passado, por exemplo, ele provocou a fúria de Bolsonaro e de seus filhos por adotar estilo mais ameno com a oposição e a imprensa. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) e o guru da família, Olavo de Carvalho, lideraram, então, um linchamento virtual.

O vice recuou. Só saiu da “geladeira” nove meses depois, na crise envolvendo as queimadas na Amazônia, quando Bolsonaro o escalou para fazer o contraponto ao discurso pró-desmatamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Mourão teve, ainda, a missão de pôr panos quentes na disputa velada de Bolsonaro com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando o presidente, enciumado com a popularidade do ex-juiz da Lava Jato, chegou a cogitar a divisão da pasta comandada por ele em duas.

Além de ajudar na construção de ações para enfrentar as queimadas, que recomeçam no meio do ano, Mourão direcionará seu trabalho para o período compreendido entre o fim de abril e junho, quando dificuldades de logística poderão atingir o ápice.

ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo POSICIONAMENTO DE MOURÃO GANHA ESPAÇO NA ALA MILITAR

AO MINIMIZAR CRISE BOLSONARO É VÍTIMA DA SUA PRÓPRIA IGNORÂNCIA

Isolado, Bolsonaro vê Exército, vice Mourão e 27 governadores marcarem distância na crise do coronavírus

Criticado por chamar doença de “gripezinha”, presidente perde aliado Caiado. Presidente do Itaú, maior banco brasileiro, diz: “Sinto falta de um administrador da crise”

Enquanto a população se isola em suas casas para tentar ajudar na contenção do novo coronavírus em boa parte do país, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido) fica cada vez mais isolado politicamente. Lideranças do Congresso Nacional, o vice-presidente Hamilton Mourão, representantes do Judiciário, governadores, prefeitos, entidades médicas e até parte da cúpula militar marcaram distância da conduta do mandatário na crise. Entre o pronunciamento em rede de rádio e TV na noite de terça-feira, no qual criticou medidas de isolamento social e voltou a chamar a Covid-19 de uma “gripezinha”, e o início da noite de quarta, cresceram as manifestações contrárias ao principal representante da ultradireita na América do Sul. O comportamento de Bolsonaro conseguiu até unificar discursos de seus opositores, que costumam agir de maneira desalinhada.

O presidente também foi emparedado por governadores da região mais rica e populosa do país, o Sudeste. Quase em uníssono, os representantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo disseram, em reunião desta quarta, que preferiam seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde às considerações sem embasamento do presidente. Foram acompanhados pelos outros 23 governadores brasileiros.

Em uma teleconferência, um antigo aliado de palanque do presidente, o paulista João Doria (PSDB), iniciou uma discussão, dizendo que Bolsonaro precisava ter calma. “Presidente, como brasileiro e governador, peço que você tenha serenidade, calma e equilíbrio. Mais do que nunca, o senhor precisa comandar e liderar o país.” A resposta veio de maneira irritada: “Guarde suas observações para 2022, quando vossa excelência poderá destilar todo o seu ódio e demagogia”. Doria é pré-candidato à sucessão presidencial.

O mandatário também perdeu apoio de um dos poucos governadores que se declarava bolsonarista-raiz no país, o goiano Ronaldo Caiado (DEM). Médico de formação e político há mais de três décadas, Caiado foi um dos primeiros a declarar sustentação à gestão Bolsonaro. Em um duro pronunciamento, ele disse: “Não posso admitir que venha um presidente da República, lavar as mãos, e responsabilizar outras pessoas pela falência da economia e de empregos. Não faz parte da postura de um governante. Estadistas têm de assumir dificuldades do momento que passam”.

O pronunciamento de Bolsonaro na noite de terça-feira frisou dar atenção à economia, mais do que à saúde, justamente em um momento em que a curva de casos começa a ficar ascendente – são 2.433 registros de contaminados e 57 óbitos. “O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, como proibição de transporte, fechamento de comércio e confinamento em massa”.

Entidades municipalistas e representantes da classe médica, chamaram o pronunciamento de equivocado. “Postura irresponsável, alicerçada em convicções sem embasamento científico, que semeiam a discórdia e até mesmo a convulsão social, compromete as relações federativas”, diz trecho de nota da Frente Nacional de Prefeitos. “Se a intenção foi acalmar, a reação da sociedade mostra que ele não alcançou seus objetivos”, afirmou o presidente de Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral.

Assim, Bolsonaro, mais uma vez, cometeu o que em política não costuma dar certo: ter de explicar o que disse em um discurso. “Pode ser que ele tenha se expressado de uma forma que não foi a melhor”, disse o vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Conforme Mourão, “a posição do nosso Governo, por enquanto é uma só: o isolamento e o distanciamento social”. É a mesma linha que vinha sendo adotada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Ao longo do dia, chegou a circular em Brasília que o ministro, um médico que já foi secretário de Saúde e deputado federal, poderia pedir demissão ou ser demitido. Seu substituto seria ou um militar que comanda a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antônio Barra, ou o deputado e ex-ministro da Cidadania, Osmar Tera (MDB-RS). O próprio Mandetta botou panos quentes na situação. “Saio daqui na hora que acharem que eu não devo trabalhar, o presidente achar, porque ele que me chamou, ou se eu estiver doente. Ou num momento que eu achar que esse período todo de turbulência já tenha passado e eu possa não ser mais útil”.

Se não bastassem os recados da classe política, Bolsonaro teve de ouvir também os enviados pela classe econômica. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do Itaú, o maior banco brasileiro, Candido Bracher, disse que sentia a falta no Executivo federal de um administrador de crises. “Sinto falta de um administrador da crise, de alguém que coordene todos os esforços do Governo e possa administrar o arsenal variado de medidas para combater a crise”.

Dos quartéis, o discurso foi prévio ao pronunciamento de Bolsonaro. Enquanto o presidente minimizava os efeitos sanitários da Covid-19, o comandante do Exército, o general Edson Leal Pujol, tratava o combate à enfermidade como um dos maiores desafios da atual geração. “Uma de nossas responsabilidades com a nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração”, disse em um vídeo divulgado no canal do Exército no YouTube poucas horas antes do discurso do presidente.

Maia fecha porta ao impeachment

De volta à esfera política, no Congresso Nacional a percepção é de que ficou clara a tentativa eleitoral de Bolsonaro em suas últimas manifestações. Quatro congressistas que costumam se alinhar às pautas bolsonaristas no Legislativo relataram, de maneira reservada ao EL PAÍS, que o presidente está mais preocupado com sua campanha à reeleição, no longínquo ano de 2022, do que com a saúde da população. “Ele foi eleito com apoio forte do empresariado. O PIB de 2019 subiu 1,1%. Para este ano devemos ter uma recessão. Se não conseguir melhorar a economia, perde sustentação”, afirmou um parlamentar.

Entre esses legisladores, o presidente reagiu de maneira antecipada ao rebote econômico da crise, que deve vir e cuja profundidade vai depende de quão o longo processo de lockdown (fechamento) durar. “Todo mundo sabe que o Brasil não é a Europa. Que nossa economia não aguenta ficar 90 dias parada. Mas ainda estava cedo para fazer um discurso econômico. Ainda estamos há algumas semanas do pico de casos. Era melhor o Bolsonaro esperar um pouco para demonstrar essa preocupação econômica. Falar agora demonstrou insensibilidade”, disse outro congressista.

As movimentações do presidente fazem com que, ainda de maneira tímida, comece a ganhar força em Brasília grupos que defendem o impeachment do presidente. Ao menos sete pedidos foram protocolados na Câmara. Não há, contudo, uma sustentação política capaz de dar andamento a esses pedidos, por enquanto. “Não há motivo de impeachment”, cortou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é quem ter o poder legal de fazer um pedido de destituição no Congresso. “Como o Governo pode falar de isolamento vertical sem ter plano de contingenciamento para idosos de baixa renda?”, seguiu Maia. “Por mais que ache que o presidente esteja cometendo crimes contra a saúde pública, ao agir dessa maneira, temos de cuidar de uma crise de cada vez”, disse o líder de um partido de direita.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo AO MINIMIZAR CRISE BOLSONARO É VÍTIMA DA SUA PRÓPRIA IGNORÂNCIA

EDITAL: BOLSONARO ACERTA EM BOA PARTE NO CONTEÚDO, MAS ERRA FEIO NA FORMA

O nosso EDITORIAL desta quarta-feira é sobre as últimas falas do presidente Bolsonaro, cuja repercussão negativa nunca foi tão grande. Aos poucos o presidente vê o seu patrimônio político derreter graças a sua enorme boca. Assista ao vídeo com o comentário completo a seguir e tire suas conclusões!

Fonte:

Continuar lendo EDITAL: BOLSONARO ACERTA EM BOA PARTE NO CONTEÚDO, MAS ERRA FEIO NA FORMA

GEOPOLÍTICA: A VERDADEIRA RAZÃO DO CALDEIRÃO POLÍTICO-IDEOLÓGICO NA AMERICA LATINA

Neste sábado de feriadão temos um texto na nossa coluna GEOPOLÍTICA, vindo diretamente da Bolívia, enviado por uma brasileira que mora lá, de idoneidade e ilibada reputação, mas que não quis se identificar. Este texto, de autoria de Taiguara Fernandes de Sousa, expõe a verdadeira face da esquerda e sua maléfica influência nas crises políticas da Bolívia, Venezuela, Honduras, Equador, Chile, Colômbia, Peru e  a provável Argentina. Temos de entender o que está acontecendo realmente na América Latina. Leia o esclarecedor artigo a seguir e tire suas conclusões!

Resultado de imagem para crise política na américa latina

TEXTO ORIGINAL EM ESPANHOL

No le parece extraño que, en el último mes, todos los países latinoamericanos hayan comenzado a caer en el caos y sufrir desestabilización? Y que, de repente, en Brasil, ex aliados se están posicionando contra el presidente Jair Bolsonaro.

Hay una explicación para esto. Todo comenzó el 23 de septiembre de este año, cuando la Organización de los Estados Americanos (OEA), a través de una iniciativa de Brasil y Estados Unidos, asestó un duro golpe al Foro de São Paulo: invocaron el Tratado Interamericano de Asistencia Recíproca (TIAR) para investigar la relación entre Venezuela y el narcotráfico.
La resolución fue aprobada y reconoce la “amenaza que representa el régimen ilegítimo de Nicolás Maduro para la seguridad y la estabilidad del Hemisferio”.
La TIAR requiere que todas las agencias de los países miembros (FBI, CIA, Policías Federales, etcétera) participen en la investigación. Aquellos que no colaboren pueden ser investigados por prevaricación. Esta amplia investigación puede revelar los lazos de la izquierda latinoamericana con el narcotráfico.
Al día siguiente, 24 de septiembre, ¿adonde viaja el dictador Nicolás Maduro? A Rusia. Y su brazo derecho, Diosdado Cabello, va a Corea del Norte (¿se encontró con los chinos?). Fueron a buscar apoyo contra la nueva ofensiva.
Ahora, inicia el proceso. Vea usted:
Perú, 30 de septiembre. La crisis política interna hace que el presidente Martín Vizcarra cierre el Congreso y prohíba los nombramientos a la Corte Suprema. Se establece el caos.
Ecuador, 8 de octubre. Una serie de protestas violentas (similares a las que los black blocs  radicalizaron en 2013 en Brasil), presuntamente desencadenadas por el aumento de los precios del combustible, llevaron al presidente Lenin Moreno a declarar estado de sitio y reubicar la sede del gobierno ecuatoriano de Quito a Guayaquil.
Honduras, 10 de octubre. La oposición de la izquierda, partidaria del amigo del brasileño Luis Inácio ‘Lula’ da Silva, Manuel Zelaya, sale a la calle, en violentas protestas, exigiendo la caída del presidente Juan Orlando Hernández, poco después de anunciar un acuerdo de cooperación de seguridad con el presidente de Estados Unidos Donald Trump.
Chile, 18 de octubre. Inician una serie de protestas violentas en el interior del país (repitiendo nuevamente los métodos de los black blocs  brasileños de 2013), supuestamente “provocadas” por el alza de tarifas, lo que provocó caos, vandalismo, muertes y decreto del estado de emergencia por parte del presidente Sebastián. Piñera.
México, 18 de octubre. Una guerra entre el narcotráfico y las Fuerzas Armadas tras el arresto del hijo de “El Chapo” Guzmán provoca muertes, caos interno y es ganada por el tráfico. El presidente izquierdista Manuel Andrés López Obrador se rinde.
Venezuela, 19 de octubre. Diosdado Cabello declara públicamente: “Lo que está sucediendo en Perú, Chile, Ecuador, Argentina, Honduras es una brisita, vendrá un huracán bolivariano”.
No olviden a Argentina, donde Cristina Kirchner regresa al poder, a través de la candidatura de Alberto Fernández, y ayudado por la incompetencia de Mauricio Macri, que no tiene una base ideológica seria (una advertencia a los liberales que están persiguiendo al núcleo ideológico del gobierno de Bolsonaro).
Brasil, desde el 26 de septiembre hasta hoy. Misteriosas manchas de petróleo crudo comienzan a contaminar toda la costa noreste. Curiosamente, el número aumentó precisamente en el curso de los eventos descritos aquí. ¿Accidente o ataque? ¿El petróleo recuerda a qué país latinoamericano?
Además, el presidente Jair Bolsonaro enfrenta traición por todos lados, especialmente dentro de su base política. El establishment burocrático actúa para criminalizar a sus partidarios más leales, castigar al movimiento conservador y forjar un crimen para derrocar al presidente.
En palabras de Cabello, citadas aquí, el brazo derecho de Maduro confirma que todo está programado.
En julio pasado, los líderes socialistas latinoamericanos fundaron – con vestidos nuevos – el Foro de São Paulo en Puebla, México (cuyo presidente, Manuel Andrés López Obrador, es del Foro): el Movimiento Progresivo, que apoya todas las protestas violentas aquí citadas. Lula y Dilma también se unieron al Grupo Puebla, nueva cara del Foro de São Paulo.
Este es un proceso desencadenado por la victoria de Jair Bolsonaro en Brasil, que derrocó la hegemonia globalista en el segundo país más grande después de Estados Unidos y el líder natural de nuestra región. Este proceso se aceleró después de proponer el TIAR, que puede llevar a muchos socialistas a la cárcel.
No olvidemos a Paraguay, con el intento de derrocar al presidente Mario Abdo, y a Colombia, con la reanudación de la acción armada de las FARC. Todo está orquestado. El Foro de São Paulo se está reconstruyendo. El ataque a Brasil será el último y más fuerte.
Añadiendo dos notas de fuera de América Latina, el 24 de septiembre la Corte Suprema del Reino Unido golpea al Brexit y Boris Johnson. Al día siguiente, 25 de septiembre, abren proceso de impeachment contra Donald Trump.
La intención es aturdir a las fuerzas antiglobalistas con tantos problemas internos que simplemente se ocupan de ello y no se apoyan mutuamente en la lucha más amplia contra el esquema globalista. Esta es una nueva guerra mundial.
______

Por favor, diseminen sí aman su libertad, su familia, su libertad de credo, el derecho a la vida, a la propiedad privada, a ser el dueño de su propio destino.

Taiguara Fernandes de Sousa es una abogado y periodista brasileño.

Fonte:D VOX

TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS

Não parece estranho que, no último mês, todos os países latino-americanos tenham começado a cair no caos e sofrer desestabilização? E que, de repente, no Brasil, ex-aliados estão se posicionando contra o presidente Jair Bolsonaro.

Há uma explicação para isso. Tudo começou em 23 de setembro deste ano, quando a Organização dos Estados Americanos (OEA), por iniciativa do Brasil e dos Estados Unidos, golpeou o Fórum de São Paulo: invocaram o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca ( TIAR) para investigar a relação entre a Venezuela e o tráfico de drogas.

A resolução foi aprovada e reconhece a “ameaça representada pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro pela segurança e estabilidade do Hemisfério”.

O TIAR exige que todas as agências dos países membros (FBI, CIA, Polícia Federal, etc.) participem da investigação. Aqueles que não colaborarem podem ser investigados por prevaricação. Essa extensa investigação pode revelar os laços da esquerda latino-americana com o narcotráfico.

No dia seguinte, 24 de setembro, para onde viaja o ditador Nicolás Maduro? Para a Rússia. E seu braço direito, Diosdado Cabello, vai para a Coréia do Norte (ele conheceu os chineses?). Eles foram buscar apoio contra a nova ofensiva.

Agora, inicie o processo. Veja você:

Peru, 30 de setembro. A crise política interna faz com que o presidente Martín Vizcarra feche o Congresso e proíba nomeações para a Suprema Corte. O caos é estabelecido.

Equador, 8 de outubro. Uma série de protestos violentos (semelhantes aos que os Black Blocks se radicalizaram em 2013 no Brasil), supostamente desencadeados pelo aumento dos preços dos combustíveis, levou o presidente Lenin Moreno a declarar estado de sítio e a mudar a sede do governo equatoriano de Quito para Guayaquil.

Honduras, 10 de outubro. A oposição de esquerda, um apoiador do amigo brasileiro Luis Inácio ‘Lula’ da Silva, Manuel Zelaya, sai às ruas, em violentos protestos, exigindo a queda do presidente Juan Orlando Hernández, pouco depois de anunciar um acordo de cooperação de segurança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Chile, 18 de outubro. Eles iniciam uma série de protestos violentos no interior do país (repetindo novamente os métodos dos black blocks brasileiros de 2013), supostamente “causados” pelo aumento das taxas, o que causou caos, vandalismo, mortes e decreto do estado de emergência da parte do presidente Sebastian Pinera.

México, 18 de outubro. Uma guerra entre o narcotráfico e as Forças Armadas após a prisão do filho de “El Chapo” Guzmán causa mortes, caos interno e é vencida pelo trânsito. O presidente esquerdista Manuel Andrés López Obrador se rende.

Venezuela, 19 de outubro. Diosdado Cabello declara publicamente: “O que está acontecendo no Peru, Chile, Equador, Argentina, Honduras é uma brisita, um furacão bolivariano virá”.

Não se esqueça da Argentina, onde Cristina Kirchner retorna ao poder, através da candidatura de Alberto Fernández, e ajudada pela incompetência de Mauricio Macri, que não tem uma base ideológica séria (um aviso aos liberais que estão perseguindo o núcleo ideológico de Governo Bolsonaro).

Brasil, de 26 de setembro a hoje. Manchas misteriosas de petróleo bruto começam a contaminar toda a costa do nordeste. Curiosamente, o número aumentou precisamente no decorrer dos eventos descritos aqui. Acidente ou ataque? O petróleo, se lembra de qual país da América Latina?

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro enfrenta traição em todos os lugares, especialmente dentro de sua base política. O establishment burocrático age para criminalizar seus partidários mais leais, punir o movimento conservador e forjar um crime para derrubar o presidente.

Nas palavras de Cabello, citadas aqui, o braço direito de Maduro confirma que tudo está programado.

Em julho passado, líderes socialistas latino-americanos fundaram – com novos vestidos – o Fórum de São Paulo em Puebla, México (cujo presidente, Manuel Andrés López Obrador, é do Fórum): o Movimento Progressista, que apóia todos os protestos violentos citados aqui. Lula e Dilma também se juntaram ao Grupo Puebla, uma nova face do Fórum de São Paulo.

Este é um processo desencadeado pela vitória de Jair Bolsonaro no Brasil, que derrubou a hegemonia globalista no segundo maior país depois dos Estados Unidos e o líder natural de nossa região. Esse processo acelerou após a proposta do TIAR, que pode levar muitos socialistas para a cadeia.

Não devemos esquecer o Paraguai, com a tentativa de derrubar o presidente Mario Abdo e a Colômbia, com a retomada da ação armada das FARC. Tudo é orquestrado. O Fórum de São Paulo está sendo reconstruído. O ataque ao Brasil será o último e mais forte.

Adicionando duas notas de fora da América Latina, em 24 de setembro, a Suprema Corte do Reino Unido atinge Brexit e Boris Johnson. No dia seguinte, 25 de setembro, eles abrem um processo de impeachment contra Donald Trump.

A intenção é atordoar as forças anti-globalistas com tantos problemas internos que elas simplesmente lidam com isso e não se apoiam na luta mais ampla contra o esquema globalista. Esta é uma nova guerra mundial. ______

Por favor, divulgue se você ama sua liberdade, sua família, sua liberdade de credo, o direito à vida, à propriedade privada, a ser o dono do seu próprio destino.

Continuar lendo GEOPOLÍTICA: A VERDADEIRA RAZÃO DO CALDEIRÃO POLÍTICO-IDEOLÓGICO NA AMERICA LATINA

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar