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SAÚDE PÚBLICA: DIMINUI O NÚMERO DE NOVOS CASOS EM HUBEI NOS ÚLTIMOS 2 DIAS

Na nossa coluna SAÚDE PÚBLICA uma aparente BOA NOTÍCIA vindo da China sobre a epidemia do novo coronavírus. Nos últimos dois dias o número de novos casos de infectados deu uma desacelerado. Isso pode ser sinal de que a epidemia está alcançando o ponto de inflexão. Leia a reportagem completa a seguir e tire suas conclusões!

Mortes provocadas pelo coronavírus superam 1.100 na China, mas novos casos registram queda

Mortes provocadas pelo coronavírus superam 1.100 na China, mas novos casos registram queda

Policiais chineses com trajes de proteção transportam desinfetante na província de Hubei, epicentro da epidemia COVID-19 – AFP

AFP

12/02/20 – 09h26 – Atualizado em 12/02/20 – 11h20

O número de mortes provocadas pela epidemia de coronavírus na China superou 1.100 nesta quarta-feira (12), mas o balanço de novos casos de contágio registrou queda pelo segundo dia consecutivo, o que aumenta a esperança de que o surto atinja o pico no fim do mês.

Autoridades chinesas anunciaram que 1.113 pessoas morreram na China continental (que exclui Hong Kong e Macau) devido à epidemia de COVID-19. O número de infectados chegou a 44.653.

A maioria das mortes e casos foi registrada na província de Hubei, que tem Wuhan como capital, o epicentro da epidemia. Quase 56 milhões de pessoas foram colocadas em isolamento nesta região.

À medida que Pequim luta para conter a epidemia, o número de pessoas infectadas em um cruzeiro na costa do Japão subiu para 174.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a epidemia era uma “ameaça muito grave”, ao mesmo tempo que destacou uma “oportunidade” para controlar a crise.

Trancados em casa por medo de contágio, milhões de chineses recorrem à internet para prosseguir com sua vida cotidiana, seja para o trabalho em casa, estudo à distância ou visitas virtuais a museus e exposições.

Além de isolar Hubei, as autoridades restringiram os movimentos em outras cidades afastadas do epicentro, um esforço sem precedentes para conter o vírus.

A epidemia ameaça prejudicar consideravelmente a segunda maior economia do planeta.

– “Uma oportunidade” –

Um fato positivo é que o número de novos casos registrou queda em Hubei durante dois dias consecutivos, assim como fora desta província na última semana, informou a Comissão Nacional de Saúde da China.

“Em geral, o número de novos casos está diminuindo lentamente”, declarou Zhong Nanshan, renomado cientista que integra a comissão, em uma videoconferência com médicos de Wuhan.

“Quando acontecerá o ponto de inflexão? Não consigo afirmar. Mas acredito que estará no auge entre meados e o fim de fevereiro”, completou.

Outros especialistas, no entanto, são mais prudentes. “Temos que ver os dados muito de perto nas próximas semanas antes de fazer qualquer previsão”, disse o ministro da Saúde da Austrália, Brendan Murphy.

Em Genebra, a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou uma reunião excepcional de dois dias com a presença de quase 400 cientistas de todo o mundo para discutir a epidemia do novo coronavírus.

“Se investirmos agora, temos uma oportunidade realista de deter esta epidemia”, declarou o secretário-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A OMS enviou uma missão de especialistas à China, liderada por Bruce Aylward, que coordenou a luta contra o ebola.

– Contágios aumentam em cruzeiro –

Fora da China continental, o vírus matou duas pessoas, uma nas Filipinas e outra em Hong Kong. Mais de 400 casos de contaminação foram confirmados em 30 países e territórios.

Vários países proibiram a entrada de pessoas procedentes da China. As principais companhias aéreas suspenderam os voos com destino e a partir do país. O maior grupo de casos fora da China está no cruzeiro ‘Diamond Princess’, colocado em quarentena na costa do Japão.

Exames de laboratório confirmaram 39 novos contágios entre as pessoas a bordo, o que eleva a 174 o total de infectados.

A OMS está particularmente preocupada com o caso de um britânico que nunca esteve na China e foi contaminado em Singapura. Depois ele transmitiu a doença a pelo menos 11 compatriotas durante uma viagem à França, antes de ser diagnosticado no Reino Unido.

Cinco destas pessoas estão hospitalizadas na França, outras cinco no Reino Unido e um homem de 46 anos internado na ilha espanhola de Mallorca, onde reside.

– Golpe econômico –

Com o peso econômico e a posição da China nas redes de abastecimento do planeta, o vírus está afetando empresas de todos os continentes e em vários setores.

“É evidente que a epidemia terá um profundo impacto na indústria aeronáutica e na economia em seu conjunto”, afirmou Ihssane Mounir, diretor comercial da Boeing.

A empresa americana de chips Intel, o Facebook, a fabricante chinesa de telefones Vivo e a Cisco anunciaram que não participarão do Mobile World Congress em Barcelona devido ao receio provocado pelo novo coronavírus.

Fonte: Isto É Independente

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