SEGUNDO PRESIDENTE DA COLÔMBIA, AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES NA VENEZUELA NÃO SERÃO “LIVRES” NEM “DEMOCRÁTICAS”

Presidente da Colômbia questiona liberdade em eleições venezuelanas

Iván Duque afirmou que pleito na Venezuela em novembro não será ‘livre’ nem ‘democrático’ e chamou Nicolás Maduro de ditador

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidente Iván Duque conversou com a imprensa em visita à FrançaPresidente Iván Duque conversou com a imprensa em visita à França

As próximas eleições regionais na Venezuela não serão “livres” nem “democráticas”, afirmou à AFP nesta quarta-feira (3) o presidente da Colômbia, Iván Duque, que também falou sobre os “desafios” pendentes dos acordos de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e da luta contra o narcotráfico.

“Não serão livres, não serão democráticas”, disse Duque durante entrevista em Paris, referindo-se às eleições venezuelanas marcadas para 21 de novembro, das quais os principais partidos da oposição decidiram participar após anos de boicote.

Para Duque, “é a mesma estratégia que Maduro sempre busca: fraturar um setor da oposição, convidá-lo às eleições, deixá-lo ganhar quatro, cinco ou seis governadores, para que pareça um democrata aos olhos do mundo, e perpetuar sua ditadura”.

“Claramente, o renascimento da democracia na Venezuela só vai começar no dia em que Nicolás Maduro deixar o cargo que exerce como ditador”, acrescentou.

Durante visita-relâmpago à França, depois de participar da 26ª Conferência do Clima da ONU (COP26), em Glasgow, na Escócia, o chefe de Estado colombiano se encontrou com seu par francês, Emmanuel Macron, com quem também discutiu a situação na Venezuela.

O presidente colombiano, cujo mandato vai até agosto de 2022, destacou a visão compartilhada com Macron em aspectos como o combate às mudanças climáticas e garantiu que a relação bilateral “está em seu ponto histórico mais alto”.

O presidente francês prometeu que seu país, junto com seus parceiros da União Europeia, continuará a apoiar “as forças democráticas na Venezuela em seus esforços por conseguir eleições livres e transparentes”.

Os dois líderes também abordaram o processo de paz, cinco anos após os acordos entre o governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos e a extinta guerrilha Farc.

Duque admitiu à AFP ter posições conflituosas, considerando que a “grande maioria” dos ex-combatentes “entrou no caminho da legalidade”, com o apoio também das autoridades, mas afirmou que ainda há “desafios” pendentes.

“Acredito que seja necessária uma reparação material e econômica mais efetiva por parte dos perpetradores. Em segundo lugar, não podemos negar as dissidências das Farc”, disse o governante, para quem também falta descobrir a verdade sobre os abusos de menores.

 

A Colômbia vive o pior surto de violência desde o desarmamento das Farc. Dissidentes, o ELN (Exército de Libertação Nacional) e grupos armados de origem paramilitar brigam em várias regiões pelos lucros do narcotráfico, da extorsão e da mineração ilegal.

Duque ressaltou na entrevista que não negociará com o ELN até que cessem “todos os atos criminosos” e todos os reféns sejam libertados, pois o contrário significaria “validar” seus “crimes atrozes” como um “mecanismo de pressão sobre o Estado”.

presidente colombiano afirmou que o combate às drogas passa também pelos países consumidores. “Quantas campanhas de dissuasão eles estão fazendo? Quantas prisões estão fazendo contra os traficantes de drogas em muitos dos países mais desenvolvidos?”, questionou Duque, que defendeu a “corresponsabilidade” nessa luta.

Fonte: R7

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PRESIDENTES DO BRASIL E COLÔMBIA AFIRMARAM QUE SEUS PAÍSES CHEGAM À PRÓXIMA CÚPULA DA ONU SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS “UNIDOS EM DEFESA DA AMAZÔNIA”

Brasil e Colômbia chegam à COP26 ‘unidos’ em defesa da Amazônia

Presidentes dos dois países participarão de cúpula em Glasgow, na Escócia, com outros líderes mundiais no final de outubro

INTERNACIONAL

 por AFP

Presidentes se encontram nesta terça-feira (19) no Palácio do Planalto, em Brasília

JOÉDSON ALVES/EFE – 19.10.2021

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e seu homólogo colombiano, Iván Duque, afirmaram nesta terça-feira (19), em Brasília, que seus países chegam à próxima cúpula da ONU sobre mudanças climáticas “unidos” em defesa da Amazônia.

“Chegaremos a Glasgow [Reino Unido] unidos para tratar de um assunto muito importante e caro para todos nós: nossa amada, rica e desejada Amazônia”, disse Bolsonaro após se reunir com Duque no Palácio do Planalto.

Os países da região amazônica “compartilham a ideia de chegar a Glasgow com uma mensagem inequívoca para proteger este território”, acrescentou Duque por sua vez.

“Nossa voz em Glasgow será não só trabalhar pela transição energética, pela redução de emissões, mas também alcançar a neutralidade de carbono e fazê-lo com grande proteção de nossas florestas tropicais e de nossa Amazônia”, afirmou o presidente colombiano no segundo dia de sua visita oficial ao Brasil.

Líderes mundiais se reunirão na cidade escocesa de Glasgow entre 31 de outubro e 12 de novembro para discutir a redução das emissões de CO2, chave para o combate às mudanças climáticas.

O governo Bolsonaro é muito criticado por sua política ambiental, principalmente pelo aumento do desmatamento desde que assumiu o poder em 2019, por ter enfraquecido órgãos de controle ambiental e defender publicamente a exploração de recursos em áreas protegidas.

Em uma mudança de discurso, em abril, Bolsonaro se comprometeu a atingir a neutralidade de carbono até 2050, ou seja, o equilíbrio entre a quantidade emitida e a retida, e prometeu que o Brasil eliminará o desmatamento ilegal até 2030.

Brasil e Colômbia concentram 61% e 6% da floresta amazônica em seus territórios, respectivamente. Setenta por cento do desmatamento na Colômbia ocorre nessa região. Em 2020, 109.302 hectares foram desmatados em solo amazônico colombiano, segundo dados oficiais.

Durante a visita oficial de Duque “para estreitar os laços” com o Brasil, os presidentes assinaram sete acordos de cooperação em temas como combate ao narcotráfico, exportação, saneamento, agricultura e tecnologia.

Duque também se reuniu com empresários colombianos e brasileiros em São Paulo e tem encontro marcado com os presidentes das duas casas do Congresso nesta terça-feira.

Brasil e Colômbia registraram intercâmbio bilateral de 3,6 bilhões de dólares em 2020, segundo o governo brasileiro

Fonte: R7

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FUNCIONÁRIOS AMERICANOS QUE TRABALHAM NA EMBAIXADA NA COLÔMBIA RELATARAM SINTOMAS DA SÍNDROME DE HAVANA

Americanos na Colômbia relatam sintomas da síndrome de Havana

Sintomas começaram a aparecer na capital cubana, em 2016, e foram relatados por mais de 100 autoridades americanas

Kylie Atwood

da CNN

 Atualizado 13/10/2021 às 11:04

O presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndromeO presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndrome Reprodução/CNN Brasil (24.set.2021)

Funcionários americanos que trabalham na Embaixada na Colômbia relataram, nas últimas semanas, sintomas relacionados ao que as autoridades dos Estados Unidos estão chamando de síndrome de Havana. As informações são de um funcionário americano e uma segunda fonte consultada pela CNN.

Algumas autoridades que relataram os sintomas na Colômbia tiveram que ser evacuadas do país, disseram as fontes. Alguns dos afetados já haviam relatado sintomas da doença misteriosa quando estavam em outros países.

Pesquisadores nos Estados Unidos têm se esforçado para determinar o que está causando os sintomas. Os incidentes da síndrome de Havana começaram no final de 2016 em Cuba e desde então foram relatados casos na Rússia, China, Áustria e outros países ao redor do mundo. O governo de Joe Biden continua investigando o assunto.

Os sintomas foram percebidos por mais de 100 diplomatas, espiões e soldados norte-americanos em todo o mundo desde então.

Os incidentes na Colômbia estão agora entre os que os Estados Unidos estão investigando e ocorrem às vésperas da viagem do secretário de Estado americano, Tony Blinken, a Bogotá, que deve acontecer na próxima semana. Nesta terça-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, não quis comentar sobre os incidentes ou sobre a viagem de Blinken.

Price disse que qualquer funcionário dos EUA afetado pela doença misteriosa “receberá o atendimento imediato de que necessita”.

O Wall Street Journal foi o primeiro a relatar os incidentes na Colômbia.

As viagens internacionais de altos funcionários do governo Biden foram afetadas por dois incidentes relacionados à síndrome de Havana nos últimos meses.

O Departamento de Estado assumiu a tarefa de alertar as autoridades americanas sobre os casos, mas não está divulgando publicamente informações como o número de pessoas afetadas e a localização dos incidentes, dados que eram divulgados em coletivas de imprensa nos casos anteriores, que foram relacionados a Cuba e China.

Na semana passada, o presidente Joe Biden assinou uma lei para apoiar as vítimas da estranha síndrome que está adoecendo diplomatas, espiões e militares em todo o mundo.

“Tive o prazer de promulgar a Lei Havana para garantir que estamos fazendo todo o possível para cuidar do pessoal do governo dos Estados Unidos que passou por problemas anormais de saúde “, disse Biden. No comunicado, o presidente americano se referiu aos episódios como “incidentes” e não como “ataques”, como fizeram os principais legisladores do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos.

“Tratar desses incidentes tem sido uma das prioridades do meu governo”, disse ele após a assinatura da lei, a portas fechadas, na sexta-feira.

(Texto traduzido, leia o original em inglês.)

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NICOLÁS MADURO TENTA RESTABELECER LIGAÇÕES COM COLOMBIANOS

Venezuela reabre fronteira com Colômbia após dois anos

Passagens estão fechadas desde então, quando colombianos reconheceram Juan Guaidó como presidente venezuelano

INTERNACIONAL

 por AFP

Nicolás Maduro tenta restabelecer ligações com colombianos

HANDOUT / VENEZUELAN PRESIDENCY / AFP

A Venezuela anunciou nesta segunda-feira (4) a “abertura comercial” de sua fronteira com a Colômbia, fechada em 2019 pelo presidente Nicolás Maduro, durante uma crise política e diplomática.

“A partir de amanhã estaremos fazendo uma abertura comercial entre os nossos países”, informou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em pronunciamento na TV estatal.

Mais cedo, os contêineres que bloqueavam há dois anos a circulação na principal ponte fronteiriça entre a Venezuela e a Colômbia foram removidos por autoridades venezuelanas e a passagem de pedestres começou a fluir.

O governo havia ordenado o bloqueio das passagens binacionais em fevereiro de 2019, na disputa pela entrada de alimentos e insumos médicos geridos pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, incluindo Estados Unidos e Colômbia.

Os obstáculos e a forte presença militar impediram a entrada dos carregamentos a partir de Cúcuta em 23 de fevereiro, o que gerou violentos distúrbios no lado venezuelano.

Maduro, que rompeu relações diplomáticas com Bogotá por seu reconhecimento de Guaidó, ordenou, então, o fechamento da fronteira, alegando que as doações eram um pretexto para uma “invasão” dos Estados Unidos.

Venezuela e Colômbia dividem uma fronteira de mais de 2.000 quilômetros. “Virando a página”, comentou a vice-presidente, em Caracas. “Estamos aqui hoje dando abertura comercial binacional, para que comecem a entrar caminhões com produtos da Venezuela à Colômbia, da Colômbia à Venezuela”, acrescentou.

A Colômbia já havia decidido, em junho passado, abrir de forma unilateral suas fronteiras fluvial e terrestre com a Venezuela, medida então descrita como “intempestiva” pelo governo Maduro, que pedia uma “reabertura controlada”.

“A Colômbia também está disposta a iniciar um processo ordenado, para que possamos garantir essa passagem fronteiriça”, declarou o presidente Iván Duque. “Iremos fazê-lo sempre seguindo os critérios de nosso país em suas áreas de fronteira, principalmente no que se refere ao transporte de carga.”

“Enfim chegou o dia esperado, desejado por todos nós!”, comemorou Isabel Castillo, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Produção de San Antonio del Táchira. “As expectativas são muitas, [vamos] começar desde já a trabalhar plenamente.”

Não está claro se será liberada a circulação de veículos particulares. A passagem de pedestres havia sido restringida por causa da pandemia.

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DOIS CASOS DE VARIANTE MU ORIGINÁRIA DA COLÔMBIA SÃO CONFIRMADOS NO AMAZONAS

Amazonas confirma dois casos da variante Mu, originária da Colômbia

Pacientes são uma idosa e seu neto que vivem na fronteira com país vizinho

Carol Queiroz

da CNN

Em Manaus

Amazonas confirma dois casos da variante Mu, originária da Colômbia | CNN BrasilAmazonas confirma dois casos de variante da Colômbia | CNN 

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas identificou dois casos da variante Mu da Covid-19, originária da Colômbia. Os casos são de moradores da região de Tabatinga, que faz fronteira com o país vizinho.

Os pacientes são uma mulher, de 73 anos, e o neto dela, de 10 anos. A criança não teve sintomas. Já a idosa apresentou febre, tosse e falta de ar, mas passa bem.

É possível que as duas pessoas tenham tido contato com parentes que moram na cidade de Leticia, na Colômbia, onde a variante Mu foi identificada pela primeira vez, em janeiro deste ano.

Para as cidades brasileiras fronteiriças, o governo do Amazonas enviou kits de diagnóstico contendo testes RT-PCR, testes antígenos, insumos e equipamentos de proteção individual, além de 3 mil doses da vacina da Janssen, de dose única, para imunização da população local.

Além do Amazonas, o estado de Minas Gerais também já registrou casos da variante Mu.

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BRASIL E COLÔMBIA ASSINARAM UM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO PARA COOPERAÇÃO EM ATIVIDADES ESPACIAIS

Brasil e Colômbia fecham parceria para atividades espaciais

A parceria será em áreas temáticas como a observação da terra e o desenvolvimento, montagem, testes e operação de satélites

Neila Rocha/MCTI

da Agência Brasil

Nesta quinta-feira (19), Brasil e Colômbia assinaram um memorando de entendimento para a cooperação em atividades espaciais com fins pacíficos. O documento foi assinado pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações brasileiro, astronauta Marcos Pontes, e seu equivalente colombiano, Tito Crissien Borrero.

A parceria será em áreas temáticas como a observação da terra e o desenvolvimento, montagem, testes e operação de satélites. Além disso, o acordo vai permitir um uso compartilhado de infraestruturas científicas e tecnológicas entre os dois países.

“Um programa espacial tem um papel muito importante no desenvolvimento de diversas áreas. E há uma série de desafios que podem, e precisam, ser resolvidos em parceria. Por isso é importante ter um parceiro como a Colômbia, que também poderá contar fortemente com o Brasil na criação de seu programa espacial”, afirmou o ministro astronauta Marcos Pontes durante a cerimônia.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ambos vinculados ao MCTI, serão as instituições brasileiras com maior atuação nessa cooperação científica entre Brasil e Colômbia.

Fonte: CNN

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COLÔMBIA HOSPEDARÁ TEMPORIAMENTE AFEGÃOS QUE FOGEM DA TOMADA DE SEU PAÍS PELO TALIBÃ ENQUANTO AGUARDA APROVAÇÃO PARA ENTRAR NOS EUA

Colômbia receberá refugiados afegãos que se dirigem aos EUA

Cerca de 4 mil afegãos que colaboraram com norte-americanos ficarão no país até a emissão de visto norte-americano

INTERNACIONAL

 por Reuters

Presidente da Colômbia anunciou a abertura do país para afegãos que vão para os EUA

NATHALIA ANGARITA / REUTERS – ARQUIVO

A Colômbia hospedará temporariamente afegãos que fogem da tomada de seu país pelo Talibã enquanto aguardam a aprovação para entrar nos Estados Unidos, disse o presidente Iván Duque nesta sexta-feira (20).

Duque não especificou quantos afegãos transitariam pela Colômbia. Os meios de comunicação dos EUA e da Colômbia informaram que o número será de cerca de 4.000.

O presidente dos EUA, Joe Biden, está enfrentando críticas por sua forma de lidar com a caótica retirada norte-americana do Afeganistão. Os críticos acusam seu governo de avaliar mal a velocidade com que o Talibã assumiria o controle e de desvirtuar o planejamento de retirada de norte-americanos e aliados afegãos após a presença de 20 anos dos EUA no Afeganistão.

“A Colômbia também se junta ao grupo de países aliados que oferecerá apoio aos EUA para que os cidadãos do Afeganistão que ajudaram os EUA durante anos e que estão em processo de registro e transferência migratória para aquele país possam ficar na Colômbia temporariamente”, disse Duque em declarações conjuntas com o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg.

Mais detalhes serão fornecidos nos próximos dias, segundo Duque.

Os Estados Unidos pagarão o custo da estada dos afegãos no país sul-americano, disse Goldberg, agradecendo à Colômbia por sua ajuda e também por sua generosidade em receber cerca de 2 milhões de imigrantes venezuelanos.

Entre terça (17) e quarta-feira (18), as forças armadas de diversos países deram início ao processo de retirada de seus cidadãos do Afeganistão, que desde o último domingo (15) está sob controle do Talibã. Na foto acima, indianos fazem fila para embarcar em um avião militar que partiu na terça-feira de Cabul, capital do país, rumo à Índia.

Fonte: R7

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MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NOVAMENTE NA COLÔMBIA ENQUANTO NOVA LEGISLATURA SE INSTALA NO CONGRESSO

Colômbia: deputados tomam posse em dia de novos protestos

Nova legislatura terá missão de conduzir reformas propostas pelo presidente Iván Duque, que enfrenta baixa popularidade

INTERNACIONAL

 por AFP

A polícia reprimiu protestos contra Iván Duque em Bogotá, capital da Colômbia

JOAQUIN SARMIENTO / AFP – 20.7.2021

Milhares de pessoas protestaram novamente nesta terça-feira (20) na Colômbia contra o presidente Iván Duque, enquanto uma nova legislatura se instala no Congresso, local onde as principais porta-vozes das manifestações esperam levar suas reivindicações.

“Espero que este Congresso finalmente comece a legislar em favor dos interesses de todo o povo colombiano e não apenas de um grupo de indivíduos que está enriquecendo”, disse à AFP o dentista Iván Chaparro, de 46 anos, ao entrar no meio de uma grande marcha no centro de Bogotá.

O Comitê Nacional de Paralisação, que é o maior grupo de manifestantes, embora não represente todos os setores insatisfeitos, convocou esta nova mobilização durante o feriado nacional, após mais de um mês de pausa.

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As manifestações percorrem as ruas das principais cidades com cartazes coloridos que basicamente exigem uma reforma policial e um Estado mais solidário diante dos estragos causados pela pandemia, que deixou 42% dos 50 milhões de habitantes na pobreza.

Formado por estudantes, indígenas e organizações sociais, o comitê havia suspendido as mobilizações no dia 15 de junho, mas voltou às ruas no Dia da Independência da Colômbia com o objetivo de levar suas reivindicações ao Congresso.

Os pedidos do comitê serão apresentados “ao Congresso porque o governo não quis negociar”, explicou Fabio Arias, líder da Central de Unidade dos Trabalhadores, à W Radio.

Protestos contra forças de segurança

Milhares de pessoas se reuniram em diferentes partes de Bogotá e marcharam enquanto cantavam, dançavam e levavam bandeiras colombianas de cabeça para baixo em direção à praça central de Bolívar, porém a força pública bloqueou o caminho para o Congresso e a sede presidencial.

“Estamos na luta pela reivindicação de nossos direitos contra a saúde, a educação, a não violência”, afirmou a professora Noelia Castro, de 30 anos, na capital.

A mobilização ocorre em um ambiente bombardeado por reclamações governamentais sobre suposta infiltração de grupos armados nos protestos, prisões de manifestantes e advertências das autoridades sobre um possível aumento de mortes e casos de covid-19 em um momento em que o país deixa para trás a pior onda da pandemia.

Segundo o Ministério da Defesa, mais de 65 mil policiais e militares vigiam as manifestações em todo o país, por conta de uma suposta participação de guerrilheiros do ELN e dissidentes das FARC nas marchas.

Mais de 60 pessoas morreram e milhares ficaram feridas desde o início das manifestações em 28 de abril, segundo o Ministério Público e as autoridades civis.

Brutalidade policial

O que começou como uma manifestação contra um plano governamental fracassado de aumento dos impostos da classe média foi reavivado pela repressão policial, criticada pela comunidade internacional.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que visitou o país em meio aos protestos, denunciou a resposta das forças de segurança como “desproporcional” e “letal”.

Por sua vez, a ONG Human Rights Watch acusa as forças de segurança de estarem envolvidas em pelo menos 20 homicídios durante os protestos e garante que 16 das vítimas foram baleadas por agentes do Estado com a intenção de “matar”.

Embora tenha admitido casos de violência policial, o governo contesta os números.

“Não se pode ficar indiferente à injustiça, ao assassinato de estudantes por protestar (…) que são atacados como se fossem terroristas”, ressalta a professora Jeanneth Gómez, de 59 anos, em Bogotá.

Reforma tributária

O surto social começou em 2019 contra o presidente conservador e, desde então, milhares de pessoas se manifestaram nas ruas em alguns intervalos de tempo. A última onda de protestos começou no final de abril em rejeição à proposta tributária.

A um ano de deixar o poder e com um nível de impopularidade de 76%, Duque inaugurou na manhã desta terça-feira o trabalho da nova legislatura, que terá a difícil tarefa de discutir uma nova reforma tributária.

“Ouvimos as vozes nas ruas e elas devem alimentar os debates, mas vocês são chamados pela história para serem os porta-vozes de um país em plena transformação”, anunciou Duque ao Congresso durante a cerimônia de posse.

Desta vez, o Executivo renunciou aos pontos mais polêmicos e propôs arrecadar US$ 3,9 bilhões de dólares, uma redução substancial em relação à iniciativa de US$ 6,3 bilhões que desencadeou a revolta popular e custou o cargo do então Ministro da Fazenda.

Os protestos foram em sua maioria pacíficos, embora tenha ocorrido bloqueios de estradas, distúrbios e confrontos entre civis e as forças de segurança.

Fonte: R7
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MILHARES DE PESSOAS VOLTARAM ÀS RUAS DA COLÔMBIA EM PROTESTO CONTRA O GOVERNO DE IVÁN DUQUE

Aumenta a pressão contra Duque na Colômbia após novos protestos

Em uma semana de manifestações contra o governo, ao menos 24 pessoas morreram, 800 ficaram feridas e 89 estão desaparecidas

INTERNACIONAL

 Do R7

Milhares de colombianos foram às ruas de Bogotá e outras cidades em mais um dia de protestos

JOAQUIN SARMIENTO / AFP – 5.5.2021

Milhares de pessoas voltaram às ruas da Colômbia nesta quarta-feira (5) para protestar contra o governo do presidente Iván Duque, ao final de uma semana de manifestações que se tornaram violentas e deixaram 24 mortos, a maioria a tiros.

“Dói (…) o descaso de um governo surdo, que prefere mandar forças públicas, em vez de ajudar [o povo], prefere ajudar os bancos, as grandes empresas”, disse à AFP Héctor Cuinemi, estudante de 19 anos protestando em Bogotá.

Sob o escrutínio da comunidade internacional, que denunciou os excessos da força pública, estudantes, sindicatos, indígenas e outros setores tomaram as ruas da capital Bogotá, assim como Medellín, no noroeste, e Cali, no sudoeste.Após uma semana de mobilizações o governo cedeu ao diálogo e aceitou reunir-se com os setores inconformes “na semana que vem”, de acordo com o conselheiro presidencial, Miguel Ceballos.

“Milhares de manifestantes protegidos por máscaras chegaram de tarde à Praça de Bolívar, em Bogotá, nos arredores da sede presidencial. Um grupo tentou entrar no Congresso, mas foi dispersado pela polícia.

Reivindicações variadas

O que começou em 28 de abril como uma manifestação pacífica em repúdio a uma reforma tributária já retirada se transformou em protestos graves contra o governo conservador que chegou ao poder em 2018.

As reivindicações dos manifestantes são variadas: melhores condições de saúde, educação, segurança nas regiões, cessação dos abusos policiais contra manifestações, entre outros.

“A polícia está nos atacando (…), não somos vândalos”, criticou Natália (36), sem dar seu sobrenome, que protestou com um grupo vestido de luto.

As mobilizações foram em sua maioria pacíficas, mas em algumas cidades tornaram-se violentas. De acordo com dados oficiais contados até terça-feira, pelo menos 24 pessoas morreram (18 baleados), mais de 800 ficaram feridos e 89 estão desaparecidos. ONGs denunciam que a polícia atirou contra os manifestantes e que as mortes ultrapassam 30 pessoas.

As autoridades também registraram três policiais feridos por tiros.

Milhares de indígenas aderiram aos protestos em Cali (sudoeste) gritando “resistência”. Músicos e artistas acompanharam a marcha massiva em Medellín (noroeste), que terminou em protesto.

Condenação internacional

A pressão nas ruas não cede, frente a vigilância da comunidade internacional que denuncia os ataques da polícia contra civis.

A ONU, a União Europeia, os Estados Unidos, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch pediram calma e exigiram garantias do governo em meio aos protestos.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, também houve 76 ataques contra jornalistas, dez deles feridos pelas forças de segurança.

Bogotá viveu uma noite tensa na terça-feira. Trinta cidadãos e 16 policiais ficaram feridos após confrontos com soldados que deixaram 25 postos policiais afetados, segundo a prefeitura local.

A violência também estourou em Cali na segunda-feira, deixando cinco mortos e trinta feridos.

Segundo a promotoria, por trás dos excessos estão dissidentes das FARC que se desviaram do acordo de paz assinado em 2016; o ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, e as gangues de traficantes.

Negociação pendente

Além das mobilizações e tumultos, houve bloqueios nas principais rodovias de Cali, causando desabastecimento de gasolina e preocupação com o deslocamento de caminhões que levam oxigênio e material médico em meio à pandemia.

O chamado Comitê de Desemprego, que reúne setores insatisfeitos, disse estar aberto à negociação direta sem intermediários com o presidente.

O Ministério da Defesa enviou 47.500 soldados para áreas de todo o país. Só em Cali há 700 soldados, 500 homens das forças antimotins (Esmad), 1.800 policiais e dois helicópteros adicionais. Desde o fim de semana, os militares também patrulham a capital.

Com a popularidade despencando (33%), o presidente Duque enfrenta protestos massivos desde 2019, assolado pelo descontentamento alimentado pela pandemia em um país que sofre mais de meio século de conflito armado.

Embora o presidente tenha retirado a iniciativa de reforma tributária e o Ministro da Fazenda renunciado, o mal-estar pós-conflito parecia se instalar em um dos países mais desiguais do continente, com desemprego de 16,8% e pobreza chegando a 42,5% da população.

“A fome também é uma pandemia, assim como a injustiça”, declarou o estudante de sociologia Fabián Quiroga (22).

Fonte: R7

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PRESIDENTE DA COLÔMBIA VAI RETIRAR PROPOSTA DA REFORMA TRIBUTÁRIA DEPOIS DE PROTESTOS VIOLENTOS NO PAÍS

Após protestos, presidente da Colômbia retira reforma tributária

Ivan Duque disse na sexta-feira (30) que a lei seria revisada para remover pontos polêmicos; agora, desistiu da proposta

INTERNACIONAL

 por Reuters

Colômbia tem protestos violentos contra reforma tributária defendida pelo governo

MAURICIO DUEÑAS CASTAÑEDA / EFE

O presidente colombiano Ivan Duque disse neste domingo (2) que vai retirar a proposta de reforma tributária depois de protestos por vezes violentos no país e de ampla oposição por parte dos parlamentares.

Duque disse na sexta-feira (30) que a lei seria revisada para remover alguns de seus pontos mais polêmicos – como o nivelamento do imposto sobre vendas de alguns alimentos e de serviços públicos – mas o governo já havia insistido que não o retiraria de pauta.

Os protestos contra a reforma causaram diversas mortes em todo o país.

“Estou pedindo ao Congresso que retire a lei proposta pelo Ministério da Fazenda e processe urgentemente uma nova lei que seja fruto do consenso, a fim de evitar incertezas financeiras”, disse Duque em vídeo.

Fonte: R7
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MADURO DENUNCIOU SUPOSTO PLANO DO PRESIDENTE DA COLÔMBIA PARA ASSASSINÁ-LO

 

Maduro acusa presidente da Colômbia de planejar assassiná-lo

Presidente da Venezuela denunciou mais de 40 planos de assassinato desde que tomou posse em 2013 e apontou políticos como responsáveis

INTERNACIONAL

Da EFE

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta terça-feira (8) um suposto plano para assassiná-lo no último domingo, durante as eleições legislativas do país, e acusou o presidente da Colômbia, Iván Duque, de estar por trás da iniciativa.

“De uma fonte muito confiável da inteligência colombiana, (soubemos) que eles estavam preparando um ataque para me assassinar no dia das eleições”, declarou o chefe de governo venezuelano durante entrevista coletiva em Caracas.

Eleições na Venezuela: O boicote da oposição que devolveu todos os poderes a Maduro

Maduro garantiu que a informação foi confirmada e que o plano foi preparado dentro da sede do governo colombiano. “Da Casa de Nariño, Iván Duque participou de uma tentativa de me assassinar no dia das eleições”, afirmou o chefe de Estado ao ser perguntado por que mudou de última hora o seu local de votação no fim de semana.

“Tomei minhas precauções legais com o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), tomei minhas precauções de segurança, e todo este assunto está em um estágio avançado de investigação”, completou.

Maduro já denunciou mais de 40 planos de assassinato desde que tomou posse em 2013, e em quase todos eles apontou os líderes e políticos americanos e colombianos como responsáveis.

Perguntado sobre uma possível presença de dissidentes do grupo guerrilheiro colombiano FARC em território venezuelano, Maduro negou categoricamente e respondeu que a posição de seu governo permanece a mesma: “Não aceitamos e não aceitaremos nenhum grupo armado colombiano em solo venezuelano”, frisou.

Maduro recupera Parlamento em eleição com alta abstenção

O presidente ressaltou que durante anos houve uma campanha antigovernamental para denunciar a presença desses grupos no território nacional, mas insistiu: “As armas da República só podem ser utilizadas pela Força Armada Nacional Bolivariana (FANB)”.

“A mensagem para eles (paramilitares) sempre foi muito clara, não tocar o solo venezuelano. Qualquer grupo será capturado e todo o peso da lei será aplicado a eles”, prometeu.

Maduro lembrou que Venezuela e Colômbia compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros, ao longo da qual os traficantes e contrabandistas de drogas se deslocam. A situação, segundo ele, é contida pelas autoridades locais.

Fonte: R7

 

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SUPREMA CORTE DA COLÔMBIA ORDENA PRISÃO DOMICILIAR A EX-PRESIDENTE ÁLVARO URIBE SOB ACUSAÇÃO DE SUBORNO E MANIPULAÇÃO DE TESTEMUNHAS

Suprema Corte da Colômbia ordena a prisão do ex-presidente Álvaro Uribe

Tribunal concede prisão domiciliar a ex-mandatário em um caso de suborno e manipulação de testemunhas

SANTIAGO TORRADO
|FRANCESCO MANETTOBogotá / Cidade Do México – 04 AGO 2020 – 18:56 BRT

O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe em foto de 8 de novembro de 2019.O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe

A Suprema Corte da Colômbia ordenou na terça-feira a prisão preventiva do ex-presidente Álvaro Uribe por crime de suborno e manipulação de testemunhas em um dos casos envolvendo o político, que governou o país andino entre 2002 e 2010. O tribunal, que concedeu prisão domiciliar ao ex-mandatário, investiga um processo segundo o qual várias testemunhas receberam compensações em troca de prestar depoimentos favorecendo o atual senador. Entre esses depoimentos está o de um ex-paramilitar que em uma primeira fase do julgamento havia implicado Uribe no nascimento de um bloco das Autodefesas Unidas da Colômbia.

Trata-se de uma decisão sem precedentes na Colômbia. Uribe, fundador do atual partido do Governo, o Centro Democrático, e mentor político do presidente Iván Duque, atualmente ocupa uma cadeira no Congresso depois de se tornar o senador mais votado na história do país em 2018. Seu caso remonta a 2012, quando apresentou uma denúncia na Suprema Corte contra o senador progressista Iván Cepeda por um suposto complô, com falsas testemunhas em prisões colombianas, para envolvê-lo em atividades de grupos paramilitares. O alto tribunal, no entanto, se absteve de processar Cepeda e, em vez disso, pediu para investigar Uribe por suspeita de ter manipulado testemunhas contra o congressista do Polo Democrático.

O próprio Uribe confirmou a decisão da Corte, que em termos jurídicos, segundo a lei colombiana, é uma “medida de asseguramento”, por meio de suas redes sociais. “A privação de minha liberdade me causa profunda tristeza por minha senhora, minha família e pelos colombianos que ainda acreditam que eu fiz algo de bom pelo país”, escreveu em sua conta no Twitter. A investigação se concentra nesta fase em determinar se pessoas ligadas a ele, como seus advogados, e com seu consentimento, deram dinheiro e ofereceram benefícios judiciais a ex-paramilitares para que se retratassem. A denúncia original de um paramilitar aponta que um grupo das autodefesas foi criado em uma antiga propriedade da família Uribe. Tratava-se dos 12 Apóstolos que, entre ameaças à população, conivência com as forças de segurança, retenções e um relacionamento estreito com Santiago Uribe, irmão do ex-presidente, operavam de acordo com um grupo de testemunhas em uma fazenda da família.

A decisão da Corte foi precedida, na véspera, por uma forte controvérsia que envolveu pronunciamentos de funcionários do alto Governo, do Centro Democrático, das autoridades judiciais e do próprio presidente Duque. “Sempre acreditarei na inocência de Álvaro Uribe”, declarou o mandatário. “Acredito que é uma pessoa cuja palavra honorabilidade está em todo o seu comportamento”, reiterou ontem na Rádio Caracol.

Os setores da oposição consideraram os múltiplos pronunciamentos como pressões à Justiça. O senador Cepeda havia pedido ao Centro Democrático “que cessasse suas tentativas de intimidar e pressionar os magistrados da Corte”, e a Duque que se comportasse como chefe de Estado “e não como defensor de ofício de seu mentor político”. Por volta da meia-noite de segunda-feira, todas as altas cortes publicaram um inusual comunicado conjunto pedindo respeito pelo Judiciário e sua independência. “As providências judiciais têm instâncias legais para serem questionadas. Portanto são inaceitáveis desqualificações a decisões judiciais por adotar e sem que se conheça ainda seu conteúdo, sentido ou alcance”, declararam.

Uribe é provavelmente o político que mais divide a sociedade colombiana. Amado e odiado, férreo detrator dos acordos de paz com as FARC alcançados em 2016 por seu sucessor, Juan Manuel Santos, ao seu redor formou-se toda uma corrente política, o uribismo, que na prática encarna posições de direita radical. Durante seus dois mandatos promoveu uma política de segurança aplaudida pelos setores mais conservadores por sua mão forte, mas ao mesmo tempo apontada como caldo de cultivo dos chamados falsos positivos, centenas de execuções extrajudiciais de civis apresentados posteriormente pelos militares como guerrilheiros caídos em combate em troca de benefícios. Segundo um relatório do Ministério Público publicado no ano passado, houve pelo menos 2.248 execuções extrajudiciais entre 1998 e 2014, embora 97% dos casos tenham ocorrido entre o primeiro e o segundo mandato de Uribe.

Fonte: El País

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PRESIDENTE DA VENEZUELA NICOLÁS MADURO PEDIU AOS PRESIDENTES DO BRASIL E DA COLÔMBIA COLABORAÇÃO NO COMBATE AO CORONAVIRUS NO PAÍS

 

Maduro pede cooperação a Brasil e Colômbia contra covid-19

Presidente da Venezuela está preocupado com aumento de casos de coronavírus no país vindos de venezuelanos que estavam nos países vizinhos

INTERNACIONAL

Da EFE

Maduro pede colaboração de vizinhos durante crise Maduro pede colaboração de vizinhos durante crise

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu na sexta-feira (31) aos governos de Brasil e Colômbia para que trabalhem em conjunto no combate ao coronavírus nas áreas de fronteira.

“Como gostaríamos (…) de ter uma coordenação efetiva com as autoridades governamentais e autoridades de saúde”, disse Maduro, durante a inauguração de um hospital de campanha, sobre uma eventual parceria com os dois países com os quais a Venezuela tem suas maiores fronteiras e que não o reconhecem como chefe de governo – e sim o opositor Juan Guaidó, considerado por ambos como presidente interino.

Maduro também declarou que a Venezuela pediu ajuda à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para coordenar as “políticas de proteção à saúde” nas duas fronteiras.

Críticas aos vizinhos

Pouco antes, o presidente venezuelano havia criticado o governo da Colômbia, que, segundo ele, “está tomando medidas tardias, mas as está tomando” para conter a expansão da pandemia.

“Se tivéssemos apoio sanitário do lado colombiano (da fronteira), outro galo cantaria, não haveria este problema dos criminosos, ‘trocheros’ da Colômbia”, disse o governante, usando um termo para definir conhecedores de trilhas alternativas para cruzar fronteiras e que levam pessoas a atravessá-las irregularmente

‘Bioterrorismo’

O governo Maduro vem responsabilizando migrantes que retornam à Venezuela por meios ilegais pela expansão do coronavírus no país e os rotula como “bioterroristas”. Entretanto, a oposição denunciou que muitos dos que querem voltar não podem fazê-lo porque o governo estabeleceu uma cota diária de retornos permitidos.

Além disso, em diversas ocasiões Maduro classificou o coronavírus como um “vírus colombiano”.

Ele também pediu na sexta-feira “ao povo colombiano que force seu governo a ser sensato” para coordenar com as autoridades sanitárias, governamentais, cívicas, militares e policiais venezuelanas “para poder conter este vírus e poder proteger toda a população na fronteira”.

Maduro havia feito um apelo semelhante no início da pandemia, o que originou uma reunião por teleconferência entre os ministros da Saúde Carlos Alvarado, da Venezuela, e Fernando Ruiz, da Colômbia.

O representante da Opas na Venezuela, Gerardo de Cosío, também participou e discutiu a estratégia para conter a pandemia e proteger a saúde da população mais vulnerável, de acordo com o governo colombiano.

 

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SAÚDE: TESTE SIMPLES DE SANGUE PODE DIAGNOSTICAR COM PRECISÃO O ALZHEIMER ATÉ 20 ANOS ANTES DO INÍCIO DOS SINTOMAS, REVELA PESQUISA

Teste simples pode diagnosticar com precisão o alzheimer até 20 anos antes. Nos ensaios, a verificação experimental identificou corretamente os pacientes em até 98% dos casos. Uma pesquisa separada dos EUA descobriu que o p-tau217 se acumula no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas. Veja aqui na coluna SAÚDE a o artigo completo sobre essa grande descoberta!

Alzheimer: novo exame de sangue pode diagnosticar doença 20 anos antes

Cientistas internacionais conseguiram desenvolver um exame de sangue que pode diagnosticar Alzheimer até 20 anos antes. A descoberta foi anunciada durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer 2020 e publicada na revista “JAMA” simultaneamente.

O exame foi desenvolvido na Universidade de Lund, na Suécia, com testes também nos Estados Unidos e na Colômbia e identificou corretamente a doença em até 98% dos casos.

O estudo foi feito com 1.402 pacientes divididos em três grupos e concluiu que é possível usar este teste de sangue para analisar o biomarcador – a proteína fosfo-tau2017, considerada a maior culpada pelo Alzheimer – como forma eficiente de detectar a doença.

É que os níveis dessa proteína são elevados durante os estágios iniciais da doença.

A proteína tau2017 se acumula no fluido espinhal de pacientes com Alzheimer antes de desenvolverem sintomas. E esse acúmulo dela prevê com precisão a formação das placas prejudiciais que desencadeiam a morte das células cerebrais.

O novo teste pode substituir exames e testes caros no líquido espinhal, que hoje são as únicas maneiras de detectar a proteína antes que os problemas de memória comecem.

Fiona Carragher, da Sociedade de Alzheimer, disse que “um teste de diagnóstico econômico, preciso e não invasivo” seria um passo vital.

Tratamento

A descoberta é importante porque 35 milhões de pessoas sofrem com Alzheimer no mundo e o diagnóstico preventivo, antes do aparecimento dos primeiros sintomas, interfere no resultado do tratamento para aliviar os sintomas e retardar o avanço da doença, que ainda não tem cura.

Oskar Hansson, coordenador da pesquisa, explica que muitas pessoas com Alzheimer não são diagnosticadas corretamente e, por isso, não recebem o tratamento adequado.

O estudo ainda não foi concluído, mas os pesquisadores acreditam que os testes para detectar a doença possam estar disponíveis em até três anos.

Com informações do TheSun

Fonte: Só Notícia Boa

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