AGENTE DE TRÂNSITO EM SANTOS É HUMILHADO POR CANDIDATO A VEREADOR QUE GRAVOU E POSTOU O VÍDEO NAS REDES SOCIAIS

Candidato a vereador em Santos humilha agente de trânsito

Vídeo com xingamentos foi gravado pelo próprio candidato Luiz Martins (DC). O partido e ele dizem que a candidatura foi retirada

SÃO PAULO

Do R7

Candidato humilhou agente da CET

O candidato a vereador de Santos Luiz Martins (DC) gravou e publicou nas redes sociais um vídeo humilhando um agente de trânsito após receber uma multa por usar celular enquanto dirigia.

Em contato com a reportagem, o DC, partido que Martins é filiado, lamentou o ocorrido e disse que a candidatura dele foi retirada. Ele também nega ser candidato. No TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o cadastro de Martins ainda segue aguardando julgamento.

No vídeo, Martins fala diversos palavrões contra o agente de trânsito que está trabalhando. A vítima dos insultos ainda tenta se afastar, mas o candidato continua seguindo.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que o agente estava na região do Mercado do Peixe exercendo sua função. A companhia lamentou o ocorrido e disse que a postura do funcionário foi correta.

Após as ofensas, o agente foi a uma delegacia da Polícia Civil para registrar a ocorrência. O agente ainda está avaliando se vai processar o candidato por danos morais, conforme informou a CET.

Nas redes sociais, Martins disse que foi “grosseiro após ser multado”, mas as informações do vídeo feito por ele mesmo mostram “a verdade parcial”. Segundo ele, o agente de trânsito aplicou uma multa enquanto ele colocava uma música no celular com o veículo parado. Após a autuação, os dois teriam discutido.

Fonte: R7

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POLÍTICA: COMUNISTAS SÃO PRATICAMENTE ATROPELADOS POR PROFESSOR BOLSONARISTA CANDIDATO À PREFEITO DE GOIÂNIA

Professor e Candidato Bolsonarista à Prefeitura de Goiânia atropela 3 Comunistas ao mesmo Tempo (veja o vídeo)

Candidatos à prefeitura de GoiâniaCandidatos à prefeitura de Goiânia

Por muito tempo a esquerda falou sozinha no debate político nacional, tempo demais.

Seja por desconhecimento, ingenuidade ou até mesmo descrença com o cenário, os conservadores evitavam se envolver em discussões e, consequentemente, nunca ocupavam cargos eletivos em suas cidades.

Tal situação faz com que até mesmo as cidades mais conservadoras do Brasil, fiquem sem opções que representem os valores da população nas Câmaras e Prefeituras.

Resultado: cidadão conservadores sendo governados por políticos alienados e/ou de esquerda.

Felizmente, em Goiânia, a situação começa a mudar. A capital de Goiás tem produzido articulistas conservadores de primeira linha.

Dois nomes que se destacam são Fred Rodrigues (que tem dezenas de artigos e vídeos publicados defendendo valores conservadores e desmascarando as mentiras da esquerda) e Gustavo Gayer, professor, cujo canal do Youtube tem mais de 300 mil inscritos e cujos vídeos incomodam grandes figurões da política local e nacional, (Gustavo Gayer chegou a ser mandado para a delegacia pelo governador Ronaldo Caiado, após vídeo aonde criticava as medidas autoritárias do governante contra a “pandemia”, viralizar).

Apoiadores ferrenhos do governo Bolsonaro e defensores irredutíveis dos valores conservadores, Fred Rodrigues e Gustavo Gayer resolveram enfrentar o desafio de combater a esquerda no campo onde, infelizmente, ela ainda domina: o meio político.

Ambos são candidatos em Goiânia, (Fred Rodrigues para Vereador e Gustavo Gayer para Prefeito), e apesar de uma campanha de baixíssimo custo, já prometem dar um chega para lá na velha política.

Ambos fazem parte de uma nova classe de políticos que tem surgido pelo Brasil. São pessoas que não possuem o apoio das dinastias políticas que dominam o cenário nacional há décadas, não são patrocinados por sindicatos ou figurões, e nem tem padrinhos poderosos no meio político. Além disso, nunca ocuparam cargos públicos. Tudo isso aproxima muito essa nova classe do cidadão. Afinal, são pessoas comuns, concorrendo contra a máquina poderosa que insiste em privilegiar alguns poucos.

Saem de cena as campanhas milionárias e barulhentas, que mais parecem concursos de popularidade, e entram candidatos extremamente preparados, que entendem não só a política local, mas também os cenários nacional e global.

São cidadãos que se cansaram de assistir as suas cidades sendo destruídas por políticas que não representam a população, e foram à luta por seus municípios , mesmo sabendo da gigantesca desvantagem que tem pela frente.

Essa desvantagem, no entanto, é meramente estrutural. Quando se trata de preparo intelectual e conhecimento político, conservadores como Fred Rodrigues e Gustavo Gayer estão muito à frente de seus adversários políticos. Há vários exemplos registrados em vídeo desses encontros.

Incluindo o exemplo abaixo, onde durante um debate contra 3 candidatos comunistas, Gustavo Gayer se sobressai de uma maneira acachapante. Chega a ser vergonhoso ver a diferença de preparo entre os participantes.

As eleições municipais são as mais importantes para o cidadão comum. É nelas que quase todos os aspectos de sua vida diária são decididos.

É gratificante ver Goiânia contando com opções tão boas. Que se espalhe pelo restante do Brasil e, a cidade e o país, saibam valorizar essa nova classe de políticos preparados que representam de verdade os valores de um povo conservador.

Veja o vídeo:

 

Fonte: Jornal da Cidade Online

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CANDIDATO DO NOVO À APREFEITO DE NATAL FERNANDO PINTO, DESISTE DA CANDIDATURA

Por G1 RN

 

Fernando Pinto, do Novo, foi diagnosticado com Covid-19, segundo equipe de campanha — Foto: Reprodução/Inter TV CabugiFernando Pinto, do Novo, foi diagnosticado com Covid-19, segundo equipe de campanha

O candidato a prefeito de Natal pelo partido Novo, Fernando Pinto, anunciou que desistiu de concorrer às eleições 2020 nesta sexta-feira (16). Ele está internado, tratando uma pneumonia decorrente de uma infecção por Covid-19, e afirmou que, por isso, não teria condições de continuar a campanha.

“Por tratar-se de uma campanha muito curta, em consequência da enfermidade, não terei capacidade física para apresentar minhas propostas para melhorar a cidade de Natal”, afirmou, em nota.

Ainda na nota, o candidato agradeceu aos incentivadores de sua campanha e pediu apoio aos candidatos do partido à Câmara Municipal. Por fim, Fernando Pinto ainda declarou que continuará trabalhando para ajudar a cidade.

O candidato do Novo é o primeiro, entre os concorrentes ao Poder Executivo na capital potiguar a desistir da campanha eleitoral. Agora, o pleito conta com 13 candidatos.

 Fonte: G1 RN

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POLÍTICA: CANDIDATO DO PARTIDO NOVO DIZ QUE TRÁFICO NEM DEVERIA SER CRIME

Novo começa a mostrar a cara: Candidato do partido diz: “tráfico nem devia ser crime”

LER NA ÁREA DO ASSINANTE

Fotomontagem: Marcelo Castro e André do Rap

Não demorou muito…

Gradativamente o Partido Novo vem mostrando sua verdadeira face!

O candidato a vereador na cidade de São Paulo, empresário Marcelo Castro, defendeu em suas redes sociais a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que mandou soltar o traficante André do Rap.

Até ai, tudo bem. A argumentação usada é que é chocante, estapafúrdia.

Segundo Castro, o “tráfico nem devia ser crime”.

“O tal do “André do Rap” tava preso temporariamente há um ano.

A lei é clara: prisão preventiva por mais de 90 dias tem que ser fundamentada. Não foi. Acerta MAM (Marco Aurélio Mello).

Ademais, o cara foi preso por tráfico, não por assassinato ou latrocínio.

Tráfico nem devia ser crime”, escreveu o candidato.

Confira:

Posteriormente, Marcelo Castro afirmou que não sabia que o caso tratava “de um chefão do PCC”.

“Com esse nome, achei que era vendedor de droga de baile funk”, tentou justificar.

Confira:

A carapuça de Amoêdo e sua turma vai caindo!

O Novo não é “novo”. O Novo é um engodo.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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SEGUNDO PESQUISA, CANDIDATO DE EVO MORALES VENCERIA AINDA EM PRIMEIRO TURNO

 

Candidato de Evo pode vencer eleição no 1º turno, diz pesquisa

A OEA anunciou nesta quarta-feira (16) que irá enviar uma comissão de observadores para acompanhar o pleito na Bolívia e em mais três países

INTERNACIONAL

Do R7, com EFE e Reuters

Luis Arce, candidato de Evo Morales, venceria ainda em primeiro turno

EFE/Martín Alipaz

Luis Arce, candidato do partido do ex-presidente da Bolívia Evo Morales, pode vencer as eleições bolivianas do mês que vem já no primeiro turno, com a oposição a ele fragmentada entre partidos rivais, apontou uma pesquisa de opinião publicada nesta quarta-feira (16).

A pesquisa de grande escala da Fundação Jubileo, conduzida por universidades e organizações de imprensa, apontou que 40,3% dos eleitores votariam nas eleições do dia 18 de outubro no Movimento para o Socialismo (MAS), cujo candidato presidencial é Arce.

O candidato é ex-ministro da Economia do país e leal a Morales.

O ex-presidente Carlos Mesa aparece em segundo na pesquisa –que não leva em conta os indecisos– com 26,2% das intenções de voto, enquanto a atual presidente interina, Jeanine Áñez, ficou em terceiro, com 10,6%.

Para evitar a realização de um segundo turno, o vencedor do pleito precisa de pelo menos 40% dos votos válidos no primeiro, e de uma vantagem de pelo menos 10 pontos para o segundo colocado.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 3 e 7 de setembro e entrevistou 15.979 pessoas em todo o país, com um nível de confiança de 95%, de acordo com seus realizadores, uma aliança de mais de 20 organizações bolivianas.

Na semana passada, uma pesquisa da empresa de consultoria e estatísticas Ciesmori apontou que o MAS estaria a 3 pontos de obter uma vitória eleitoral no primeiro turno.

Se a disputa precisar de um segundo turno, Mesa pode vencer caso consiga convencer apoiadores dos outros candidatos a apoiá-lo, segundo analistas.

Observadores internacionais

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta quarta-feira (16) que enviará uma missão de observação eleitoral às eleições gerais na Bolívia, marcadas para 18 de outubro.

A entidade com sede em Washington explicou em nota que a missão, chefiada pelo ex-chanceler da Costa Rica, Manuel González, será composta por mais de 30 especialistas que serão destacados em cidades como La Paz, Santa Cruz e Cochabamba, além de “monitorar votação no exterior na Argentina, Espanha e Estados Unidos”.

Segundo a OEA, o “grupo de base” da missão chegará à Bolívia nos dias anteriores às eleições e, durante sua estada, “se reunirá com autoridades eleitorais, representantes governamentais, partidos políticos, candidatos e representantes da sociedade civil. sempre com estrita observância dos protocolos de saúde, incluindo distância física e uso de máscaras”, devido à pandemia covid-19.

 

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NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DOS EUA, CONFIRA OS PONTOS FORTES E FRACOS DE JOE BIDEN

 

Joe Biden: 4 vantagens e 4 pontos fracos do candidato democrata à Casa Branca — e suas diferenças com Hillary Clinton

Na reta final das eleições presidenciais dos Estados Unidos, confira uma análise sobre os pontos fortes e fracos do rival de Donald Trump

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

 

Joe Biden lidera as pesquisas, mas ainda faltam 10 semanas para a eleição e o cenário pode mudar

Confirmado oficialmente como candidato democrata, Joe Biden terá pela frente a nada fácil missão de tentar impedir que Donald Trump permaneça mais quatro anos à frente da Casa Branca.

Tradicionalmente, os presidentes dos Estados Unidos costumam ser reeleitos para um segundo mandato.

Mas Biden, longe de ser uma cartada eleitoral de última hora, tem uma longa trajetória política e ocupa cargos públicos há quase meio século.

Foi vice-presidente de Barack Obama por oito anos e senador por Delaware por 36 anos, experiência que lhe permite projetar uma imagem de estabilidade em um tempo de crise.

“Ele é um político considerado normal, numa época em que muitos americanos gostariam de voltar a uma vida mais normal, como a que tinham antes de Trump assumir o cargo e antes da pandemia”, disse Barry Burden à BBC News Mundo (serviço em língua espanhola da BBC), professor do departamento de Ciências Políticas e diretor do Centro de Pesquisa Eleitoral da Universidade de Wisconsin-Madison.

Ele também é favorecido pelas fragilidades de Trump que agora se vê criticado pela forma como lidou com a pandemia do coronavírus, que já custou a vida de mais de 160 mil americanos — o país com mais mortes no mundo.

Esse cenário de “voto de punição” para o presidente não existia na eleição de 2016, quando Trump derrotou Hillary Clinton.

Mas Biden não é o candidato perfeito, algo reconhecido dentro e fora de seu partido.

Ele tem dificuldade em articular seus discursos, não tem apresentado bom desempenho em debates e é criticado por falta de carisma e incapacidade de projetar uma mensagem inspiradora.

Também não ajuda o fato de que, aos 78 anos (que serão completados em novembro), seria o presidente mais velho da história do país.

Apesar dessas fraquezas, ele lidera as pesquisas. E se as eleições fossem hoje, ele venceria por uma ampla margem. Mas até 3 de novembro e muita coisa pode acontecer.

Confira abaixo quais são as vantagens e desvantagens de Joseph Robinette Biden Jr. na corrida para chegar à Casa Branca.

1. Vantagem: Origem popular

Joe Biden vem da classe trabalhadora, filho mais velho de quatro irmãos. A família mudou-se da Pensilvânia para Wilmington, Delaware, quando ele tinha dez anos, depois que seu pai conseguiu um emprego como vendedor de carros.

Foi justamente em Delaware que se tornou senador, aos 29 anos. A partir de então, viajava todos os dias de trem para Washington, D.C., por mais de três décadas.

Essa origem e estilo de vida mais humildes fazem com que o candidato consiga se conectar com uma ampla base eleitoral. E é justamente isso que pode lhe render votos entre aqueles que apoiaram Trump em 2016 e agora estão decepcionados.

“Ele é o tio Joe. Ele é visto como um cara legal. Um cara que não vai mudar muito as coisas, mas que as tornará muito melhores do que Trump”, argumenta David Brady, professor de ciência política da Universidade de Stanford e pesquisador sênior do centro de análise da Hoover Institution.

Sua imagem de “cidadão comum” contrasta claramente com o perfil de um presidente milionário que transita confortavelmente nos círculos de Wall Street e também com Hillary Clinton, a candidata democrata nas eleições de 2016.

Biden, ao contrário, desenvolveu mais conexões andando pelos corredores do Congresso do que fazendo negócios com os gestores de grandes fundos mútuos e a elite empresarial.

2. Vantagem: Empatia e experiência política

Durante sua vida, ele enfrentou duras tragédias familiares, como a morte de sua primeira esposa e de sua filha de 13 meses em um acidente de carro e, décadas depois, a morte de seu filho Beau, aos 45 anos, de câncer no cérebro.

Isso o tornou, aos olhos de alguns eleitores, um ser humano que sabe como é passar por momentos difíceis, superá-los e compreender a dor dos outros.

“Ele tem a capacidade de mostrar empatia e compreensão por aqueles que enfrentam adversidades”, disse Anthony Zurcher, jornalista da BBC especializado em cobertura política dos Estados Unidos.

O contato direto com pessoas comuns tem sido uma característica que marcou sua carreira política. Soma-se a essa conexão empática uma experiência política que inclui mais de quatro décadas em cargos públicos.

“A principal vantagem de Biden é que ele é uma figura pública estabelecida”, explica Barry Burden.

E já que esta eleição parece mais um referendo sobre o governo Trump do que uma eleição tradicional, muitos americanos não querem surpresas ou apostas arriscadas. Nesse sentido, existe um setor que privilegia quem representa estabilidade e experiência.

3. Vantagem: centro moderado

Biden representa uma postura moderada, o que lhe permite atrair eleitores mais próximos de posições mais centristas tanto do Partido Democrata quanto do Partido Republicano, além de independentes.

Com a premissa de “continuidade e mudança”, Biden é visto como uma pessoa mais pragmática do que ideológica e com experiência na criação de coalizões.

“Uma das maiores vantagens para Biden é sua atitude focada em permanecer calmo e no controle”, diz John Hudak, pesquisador sênior e vice-diretor do Centro de Gestão Pública Efetiva do Departamento de Estudos de Governança da Brookings Institution.

“Quando há crise, os americanos procuram um administrador estável e capaz”, explica ele em conversa com a BBC Mundo.

Por isso, seu tom conciliador e sua mensagem de unificação do país têm ressonância com parte dos eleitores que estão cansados da estratégia de enfrentamento do presidente.

Mas também é uma faca de dois gumes, já que o setor mais esquerdista de seu partido — que se tornou uma força crescente entre a geração mais jovem — não está interessado no centrismo e prefere representantes muito mais liberais como a congressista Alexandria Ocasio-Cortez.

Habilmente, Biden incluiu entre suas propostas ideias do setor que apoiou Bernie Sanders(que se declara socialista) e Elizabeth Warren nas primárias.

“Biden tem forte apoio de seu partido”, disse Julian Zelizer, professor de História e Relações Públicas da Universidade de Princeton, à BBC Mundo.

E a forte rejeição a Trump entre os democratas acabou cimentando ainda mais esse apoio.

4. Vantagem: Não é Hillary

“A outra vantagem de Biden, em relação às eleições de 2016, é que ele não é Hillary Clinton”, argumenta Robert Shapiro, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de Columbia, em entrevista para a BBC Mundo.

Naquelas eleições, “muitos votaram contra ela”, diz ele, e agora é o caso oposto: é provável que muitos votem contra Trump.

Clinton, ao contrário de Biden, não tinha, entre seus pontos fortes, a proximidade com o povo.

“Biden é muito melhor fazendo campanha corpo a corpo e conectando-se com seu público”, explica Anthony Zurcher.

Se o ex-senador tem a imagem de pessoa afável, Clinton era vista por muitos eleitores como uma pessoa distante.

“Parte disso pode ser atribuído a machismo, mas é um problema com o qual Biden não precisa se preocupar”, diz ele.

Além disso, na campanha de 2016, Clinton projetava uma imagem mais polarizadora, enquanto um dos componentes fundamentais da campanha de Biden é o conceito de unidade nacional.

Comparando os dois, David Brady argumenta que Biden tem mais tração entre os eleitores da classe trabalhadora do que Hilary, especialmente entre os homens brancos.

As pesquisas, explica o acadêmico, também mostram que mais afro-americanos votarão em Biden do que aqueles que votaram em Clinton em 2016.

1. Desvantagens: idade

Aos 77 anos, Biden é o candidato mais velho da história das eleições americanas. E se chegar à Casa Branca, aos 78 anos, será o presidente mais idoso do país.

Aqueles que acompanharam o desenvolvimento de sua carreira política dizem que ele perdeu um pouco da energia e da rapidez que tinha quando era mais jovem.

Nesse sentido, Biden tem encontrado dificuldades para obter o voto dos mais jovens que o veem como um político tradicional e moderado, inclinado a manter o status quo em vez de promover uma agenda mais reformista.

Considerando a idade como um de seus pontos fracos, alguns de seus oponentes o retratam como uma pessoa que não teria mais condições de assumir a responsabilidade de estar no comando do país.

2. Desvantagem: Ele não é um bom orador (e os debates políticos não são o seu ponto forte)

Essa é uma das grandes desvantagens de Biden. Analistas consultados pela BBC News Mundo concordam que Biden não costuma ter um bom desempenho nos debates políticos, bem como em seus discursos e intervenções em eventos de grande porte.

Ele tem tendência a cometer erros de inglês e fazer comentários improvisados que muitas vezes o deixam em uma posição incômoda. Seus discursos são às vezes dispersos e com algumas divagações que o deixam com uma aparência de ser um pouco desconexo.

Nick Bryant, correspondente da BBC em Nova York, diz que em seus 30 anos cobrindo política dos Estados Unidos, se surpreendeu com as primeiras intervenções (discursos) públicas de Biden nesta campanha e sua falta de poder de persuasão.

“Os discursos se transformaram em monólogos desconexos”, diz Bryan. “Sua linha de pensamento saía dos trilhos com frequência.”

Mas, aos poucos, Biden começou a acumular vitórias nas primárias democratas, mesmo em Estados onde não havia feito campanha. “Biden pode ter se saído bem nesses lugares exatamente por causa de sua ausência”, diz Bryant.

3. Desvantagem: Pouco carisma e nenhuma mensagem inspiradora

Analistas consultados pela BBC Mundo concordam que Biden não brilha por ser um candidato carismático, nem se destaca por seu grande poder de persuasão junto ao público.

Claramente, diz Robert Shapiro, “Biden não entusiasma os eleitores como fez Obama”. Em contraste, “os apoiadores de Trump são mais entusiasmados e devem ir às urnas”.

Nesse sentido, John Hudak argumenta que essa campanha, com as limitações causadas pela pandemia, “dificultou que sua mensagem passasse de crível a inspiradora”.

Ele pode vir a fazer isso nos próximos debates, mas não está claro se conseguirá. Nem está claro se a facção democrata menos moderada que votou em Bernie Sanders irá às urnas.

“Em última análise, esses eleitores verão Biden como o menor dos dois males ou permanecerão chateados e ficarão em casa”, observa Hudak.

4. Desvantagem: Fantasmas do passado — uma denúncia de abuso sexual

Tara Reade, que trabalhou na equipe de Biden de 1992 a 1993 quando era senador por Delaware, o acusa de ter abusado sexualmente dela nos corredores do Congresso.

No entanto, Reade não é o único que o acusou de ultrapassar o limite do que é “aceitável”.

São várias as mulheres que o acusam de tocar, abraçar ou beijar de forma inadequada e que extrapolam o limite da proximidade corporal socialmente aceita.

Essa situação é uma desvantagem para o candidato, principalmente agora que o movimento #MeToo ganhou força nos Estados Unidos e as alegações de assédio, abuso ou agressão sexual geram mais reprovação na opinião pública do que há décadas.

No entanto, o partido o defendeu todas as vezes que foi acusado por uma mulher.

Outra questão que está em debate público atual é que Biden desempenhou um papel central na aprovação da Lei de Controle do Crime Violento de 1994, que lançou as bases para a expansão do sistema de encarceramento em massa no país.

Também conhecido como “Lei do Crime de Biden”, ela impôs sentenças mais duras no nível federal e forneceu financiamento para que os Estados construíssem mais prisões, expandissem as forças policiais e implementassem operações contra crimes relacionados às drogas.

Essa legislação “passou por um escrutínio renovado por ter um impacto desproporcionalmente negativo sobre as minorias”, disse Anthony Zurcher, especialmente entre ativistas que defendem os direitos dos afro-americanos.

Com seu arsenal de pontos fortes e fracos, Biden terá que enfrentar um adversário imprevisível que normalmente não segue as regras do jogo e pode acabar tirando cartas da manga.

O futuro político de Biden dependerá, em grande medida, de seu desempenho nos próximos debates e do que ele fará nas dez semanas que faltam para as eleições.

 

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