SAIBA MAIS SOBRE A VACINA TOTALMENTE DESENVOLVIDA NO INSTITUTO BUTANTAN

Tudo que você precisa saber sobre a Butanvac, a vacina brasileira

Tire suas dúvidas e entenda as características do candidato a imunizante contra a Covid-19 totalmente desenvolvido pelo Instituto Butantan, de São Paulo

Weslley Galzo, da CNN, em São Paulo

Atualizado 26 de março de 2021 às 15:15

Butanvac Instituto Butantan

 O governo do estado de São Paulo, em parceria com o Instituto Butantan, detalhou na manhã desta sexta-feira (26) as especificidades da Butanvac, primeira candidata a vacina desenvolvida integralmente em território nacional.

Limitações práticas devem dificultar a aplicação do imunizante, como apontam especialistas. O governador João Doria prometeu entregar 40 milhões de doses da vacina a partir de julho. No entanto, para que isso aconteça, ela precisa passar pelo crivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos testes clínicos — ainda não iniciados — e ter o uso emergencial, ou definitivo, aprovado neste período.

Para além dos prazos, a Butanvac é desenvolvida para também combater a variante P.1 do coronavírus surgida em Manaus e possui tecnologia similar à utilizada na produção da vacina contra a gripe. Estas e outras especifidades tornam a vacina do Butantan muito diferente dos demais imunizantes disponíveis no mercado.

Confira abaixo as principais informações que você precisa saber sobre a Butanvac:

A Butanvac é eficaz contra as variantes do coronavírus?

O Instituto Butantan não detalhou se a vacina combate todas as variantes do coronavírus existentes, mas ela foi desenvolvida para ser eficaz contra a variante P.1, identificada em Manaus, no Amazonas. 

“Nós já estamos trabalhando na versão P1 dessa vacina. Quando ela entrar em produção será eficaz contra a variante”, afirmou o diretor do instituto, Dimas Covas.

Será aplicada em uma ou duas doses?

O Instituto Butantan não confirmou quantas doses da vacina serão necessárias para imunizar a população. De acordo com Dimas Covas, presidente do instituto, a nova vacina tem potencial de imunização superior a de outros imunizantes e poderá proteger a população com apenas uma dose. “É uma possibilidade. O fato de você ter uma melhor resposta imunológica permite utilizar apenas uma dose”.

Prazo x burocracia: quanto tempo leva para a vacina começar a ser aplicada?

Em entrevista à CNN, o pesquisador e infectologista Júlio Croda, da Fiocruz, disse que o prazo anunciado pelo governador João Doria de início, em julho, da aplicação de 40 milhões de doses dificilmente será cumprido.

“Não é tão rápido que isso acontece. Apesar da capacidade de produção existir pelo Instituto Butantan, por usar tecnologia similar à vacina da gripe, a gente precisa de tempo desses estudos de fase 3 para evidenciar a eficácia da vacina, assim como foi feito com a Coronavac”, afirmou.

O pesquisador lembrou que os testes clínicos da fase 3 de outras vacinas disponíveis atualmente no Brasil e em outros países levaram pelo menos seis meses para serem concluídos. De acordo com o governo paulista, o pedido de desenvolvimento de estudo clínico será enviado nesta sexta-feira (26) à Anvisa. Caso a agência aceite o protocolo, a vacina ainda precisa passar pelos testes e conseguir a aprovação para uso na população.

Quais são as etapas pelas quais a vacina ainda precisa passar?

A vacina anunciada pelo Instituto Butantan já passou pelos testes pré-clínicos, que são realizados em animais e em laboratório, mas ainda precisa ser submetida às fases 1, 2 e 3 dos estudos clínicos. A fase 3 é a mais complexa e demorada, pois envolve a aplicação em um grupo maior de pessoas.

“Se é uma nova vacina, tem que obedecer todo o rito, fazer estudos de fase 1 e 2, que são mais rápidos. Em dois meses dá para fazê-los. Mas os ensaios de fase 3, utilizando uma população maior, de diferentes estados, demora um tempo”, explicou Croda.

O que muda com o fato de a Butanvac ser produzida no Brasil e com a mesma tecnologia da vacina da gripe?

A Butanvac usa o vetor viral da proteína Spike do coronavírus, que foi modificado geneticamente. Apesar da diferença em relação ao vírus da gripe, a produção será feita com os mesmos métodos utilizados pelo Butantan na vacina contra a influenza.

A principal mudança que este sistema de produção traz é a sua simplicidade em relação aos demais métodos utilizados no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, em geral mais tecnológicos e com necessidades especiais de armazenamento. Segundo o correspondente médico da CNN, o neurocirurgião Fernando Gomes, o grande ganho do Brasil com a Butanvac é a ampliação da produção.

“As outras vacinas [usadas no Brasil] têm uma dependência de insumos que vêm do exterior. Isso faz com que tenhamos produção limitada por algo que não conseguimos ter controle. A partir do momento que temos isso dentro do território nacional, as coisas ficam muito mais fáceis em termos de conseguir escalonar de forma maior a produção da vacina e sua distribuição”, disse.

Outro fator que muda com a Butanvac é o baixo custo de produção, já que os insumos não precisarão ser importados de outros países e o próprio método torna o processo mais barato.

Fonte: CNN

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O INSTITUTO BUTANTAN DESENVOLVEU UMA NOVA FÓRMULA DA VACINA CONTRA COVID-19 E VAI PEDIR AUTORIZAÇÃO DA ANVISA PARA INICIAR FASE DE TESTES

Butantan desenvolve vacina brasileira contra Covid-19 e quer iniciar testes

Instituto ligado ao Governo de São Paulo já é protagonista na vacinação contra a Covid-19 por meio da parceria na produção da Coronavac

Guilherme Venaglia e Sinara Peixoto, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 26 de março de 2021 às 02:39

Instituto Butantan

O Instituto Butantan desenvolveu uma nova fórmula de vacina contra a Covid-19. A entidade ligada ao Governo de São Paulo pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a testagem.

O governador João Doria (PSDB) convocou uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira (26), ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, para dar uma notícia “da ciência, que nos enche esperança na luta contra a Covid-19”. Doria não antecipou o assunto da coletiva.

Diferentemente da Coronavac ou da vacina de Oxford, em que os parceiros nacionais podem produzir uma capacidade limitada de doses, na nova vacina o Instituto Butantan é o principal desenvolvedor dentro de um consórcio e poderá produzir a maior parte dos imunizantes.

A informação do desenvolvimento da vacina, que se chamará Butanvac, foi confirmada pela CNN na noite desta quinta-feira (25). O pedido de autorização para testes contempla as fases 1 e 2 dos estudos, que analisam a segurança e a capacidade de promover resposta imune. A fase da eficácia, na qual as vacinas podem pedir o uso emergencial ou o registro definitivo, é a terceira fase.

O Butantan já é protagonista na vacinação contra a Covid-19 no Brasil com a Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica Sinovac. O Instituto Butantan conduziu a testagem do imunizante no país e é o responsável pelo envase do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) que é importado da China.

A vacina já foi cadastrada no sistema da OMS, com as empresas Dynavax e PATH como parceiras. Ao todo, segundo o Ministério da Saúde, há 17 estudos pré-clínicos de vacinas no Brasil.

Vacinação no Brasil

Na terça-feira (23), sem explicar como, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, que o Brasil conseguirá vacinar toda a população até o fim deste ano. “2021 será o ano da vacinação dos brasileiros”, afirmou o presidente. “As vacinas estão garantidas”, disse Bolsonaro sem detalhar de que forma essa previsão será cumprida.

“Não sabemos por quanto tempo teremos que enfrentar essa doença, mas a produção nacional vai garantir que possamos vacinar os brasileiros todos os anos, independentemente das variantes que possam surgir”, disse. O presidente citou as três vacinas já aprovadas pela Anvisa para uso emergencial ou definitivo: Oxford/AstraZeneca, Coronavac e Pfizer.

Levantamento feito pela CNN, indica que o Brasil aplicou, até essa quinta-feira (25), 18.429.337 de doses de vacinas contra a Covid-19. Foram 13.925,178 primeiras doses e 4.504.159 da segunda etapa.

As informações têm base em dados das Secretarias Estaduais de Saúde, que divulgaram o balanço preliminar da vacinação.

O levantamento é preliminar, pois nem todos os estados e municípios publicam informações sobre a campanha de imunização em sua totalidade.

Por enquanto, apenas os imunizantes da CoronaVac e a da AstraZeneca/Oxford estão em aplicação no Brasil, que aguarda a chegada das doses da Pfizer, já com registro definitivo aprovado pela Anvisa, mas com previsão de entrega em até 3 meses.

Nessa quarta-feira (24), a Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, solicitou à Anvisa o uso emergencial do seu imunizante no país.

Impasse entre gestões

Desde o início da pandemia, o governador de São Paulo, João Doria, e o presidente Jair Bolsonaro criticam um ao outro sobre suas posturas no combate à Covid-19.

Especificamente sobre as vacinas, Doria sempre se mostrou favorável ao desenvolvimento e rápida aplicação de imunizantes no país. Já Bolsonaro, teceu críticas ao longo de quase um ano, principalmente à Coronavac, desenvolvida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

No entanto, no início de março deste ano, em um evento – usando máscara de proteção contra o vírus –, o presidente mudou o tom defendeu a vacinação e reforçou que o governo “não poupou esforços e recursos” no combate à pandemia do novo coronavírus.

“O Brasil está fazendo a sua parte. O governo federal tem mostrado seu trabalho e já foram entregues vacinas para 100% dos idosos acima dos 85 anos de idade, entre eles, a minha mãe. Até o final do ano teremos mais de 400 milhões de doses disponíveis para os brasileiros”.

Segundo o colunista da CNN Caio Junqueira, Bolsonaro teria sido aconselhado pela ala militar do governo a buscar uma agenda mais positiva na saúde, no momento em que o país vive sua pior fase na pandemia.

A importância de uma vacina nacional

Mesmo com imunizantes de farmacêuticas renomadas e de eficácia comprovada contra a Covid-19, já em aplicação no Brasil, especialistas afirmam ser essencial que o país tenha uma vacina nacional.

O desenvolvimento próprio é importante para baratear os custos da vacinação em massa. Uma vacina brasileira permitiria distribuição mais ampla, rápida e barata da imunização.

A demora na chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) em janeiro, por exemplo, gerou atrasos no início da produção da vacina da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e refletiu um problema estrutural da indústria brasileira, segundo o ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Ivo Bucaresky.

De acordo com relatório da Anvisa, publicado em outubro de 2020, 95% dos insumos usados para produção de remédios no Brasil vêm do exterior.

A maior parte vem da Índia (37%), que trava a liberação de doses da vacina de Oxford compradas pela Fiocruz, e da China (35%).

“Quando estava na Anvisa (2013-2016), previ que isso poderia acontecer, por uma guerra, uma crise diplomática. Veio a pandemia e a questão se impôs. Temos um problema estrutural, porque produzimos muito pouco dos insumos que a indústria farmacêutica usa no Brasil”, afirmou Bucaresky.

Fonte: CNN

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CHEGA A FASE FINAL DE TESTES EM ANIMAIS O SORO ANTI-COVID-19 DESENVOLVIDO NO INSTITUTO BUTANTAN

Soro anti-Covid, do Instituto Butantan, chega à fase final de testes em animais

Anvisa ainda precisa liberar a testagem em humanos

Diego Pavão, da CNN, em São Paulo

Atualizado 06 de março de 2021 às 18:38

Soro anti-Covid, do Instituto Butantan, chega à fase final de testes em animais

O Instituto Butantan anunciou que conseguiu avançar em um estudo que pode contribuir para o tratamento do novo coronavírus. O soro anti-Covid chega à fase final de testes pré-clínicos, e os resultados preliminares são promissores.

O soro anti-Covid está sendo feito a partir da aplicação do vírus SARS-CoV, inativado em labortório, em cavalos. O organismo destes animais reage ao vírus e produz anticorpos. Depois de purificados, estas respostas imunológicas são usadas para o desenvolvimento do soro.

A diferença do soro para a vacina é que, no caso do soro anti-Covid, é oferecido ao paciente um anticorpo pronto, capaz de reconhecer o vírus e bloquear seus efeitos e propagação nas células. Já a vacina é profilática:, quando injetada, o sistema imunilógico é o responsável por gerar o anticorpo; assim, em caso de contato com o vírus, o corpo consegue se defender.

O soro anti-Covid já foi testado em camundongos infectados pelo novo coronavírus e o resultado foi saitsfatório.

“O animal estava com a sintomatologia clara da doença. Nós analisamos a doença como uma doença já de moderado para grave e, um dia depois da administração do soro, o que nós vimos no pulmão destes animais foi uma proteção muito grande das estruturas”, afimou Ana Marisa Chudzinski, diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Butantan.

Segundo Chudzinski, uma vez aprovado pela Anvisa, o soro entra em uma fase de estudo clínico em humanos.

Fonte: CNN

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ANÁLISE POLÍTICA: BOLSONARO “DILMOU” DIZ O MERCADO, POR JOSÉ NÊUMANNE PINTO

Sábado é dia de ANÁLISE POLÍTICA, aqui no Blog do Saber e hoje temos o irreverente José Nêumanne Pinto com a seguinte pauta: 1 – A elite empresarial paulistana, que ainda não utilizou a própria força para pressionar o chefe do governo a mudar a política negacionista no combate à pandemia, agora diz que ele segue o caminho da ex-presidente petista, por estar interferindo na política de preços da Petrobrás. 2 – O PGR quinta coluna pediu a abertura de inquérito sobre crimes de desacato e infração de medida sanitária pelo deputado federal Daniel O Quê na carceragem da PF no Rio. Mais um sinal de indiferença do chefão da patota golpista. 3. O chefe do Executivo jura que a mãe tomou vacina da AstraZeneca, rejeitada na Europa, e não da Coronavac do Butantan, de que o Ministério da Saúde encomendou mais 30 milhões de doses. Tudo isso e muito mais. Por isso não perca e assista agora!

Fonte:

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BOAS NOTÍCIAS: NO INTUITO DE VER SE A VACINAÇÃO EM MASSA REALMENTE DIMINUI A TRANSMISSÃO DO VÍRUS CIDADE INTEIRA SERÁ VACINADA

A partir da semana que vem toda a população adulta da cidade de Serrana no interior de São Paulo será vacinada para saber se a vacinação em massa pode de fato diminuir a transmissão do vírus, controlando assim a infecção. É uma iniciativa do Instituto Butantan e da Prefeitura da cidade para ver qual é a capacidade da Coronavac em modificar o curso da epidemia.  Leia o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes dessa matéria!

Cidade inteira será vacinada para ver se controla transmissão da Covid

Toda a população adulta da cidade de Serrana, perto de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, será vacinada contra a covid-19 a partir da semana que vem.

Os 30 mil voluntários acima de 18 anos – entre os 45.644 moradores do município – vão participar de uma pesquisa do Instituto Butantan para saber se a vacinação em massa pode de fato diminuir a transmissão do vírus, controlando assim a infecção.

O Projeto S, como é chamado, foi lançado nesta sexta, 12, pelo Butantan e a prefeitura da cidade, para ver qual é a capacidade da Coronavac em modificar o curso da epidemia.

O ensaio clínico com a população adulta será feito com a vacina produzida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A vacinação

A imunização começa no dia 17 de fevereiro e a população poderá se cadastrar até o dia 16.

Para facilitar a vacinação em massa, a cidade foi divida em quatro regiões, separadas por cores. A vacinação será feita de quarta-feira a domingo de acordo com o cronograma de cada cor.

Para a primeira dose, serão imunizados os moradores da Região Verde (17 a 20 de fevereiro); em seguida serão os residentes da Região Amarela (24 a 27 de fevereiro), da Região Cinza (3 a 6 de março) e da Região Azul (10 a 13 de março).

Os postos de vacinação serão montados em oito escolas, de acordo com as áreas determinadas para o estudo para a aplicação das doses.

A estimativa é a de que em 13 semanas já será possível obter as respostas necessárias para conhecer os efeitos da imunização em massa.

A escolha

A cidade de Serrana foi escolhida para participar do projeto por ter apresentado dados preocupantes de transmissão do novo coronavírus em um inquérito sorológico realizado pelo Instituto Butantan em 2020. E também por outros motivos:

“É uma cidade relativamente pequena, tinha uma grande porcentagem de caso ativos (5%, de acordo com inquérito sorológico feito em abril do ano passado) e tem mais de 10 mil moradores que viajam todos os dias, circulação que propicia a proliferação de doenças infectocontagiosas”, disse diretor-geral do Hospital Estadual Serrana, Marcos Borges.

A expectativa

O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, falou da expectativa: “Se a vacinação controlar o vírus, levar à diminuição da existência do próprio vírus na comunidade é um tipo de resposta. Se o vírus vai continuar circulando, embora haja proteção contra a doença, é outro tipo de resposta que vai exigir novo tipo de planejamento”, explicou.

Dimas Covas disse que as variantes do novo coronavírus são uma preocupação das autoridades médicas e especialmente a variante brasileira que surgiu no Amazonas, que pode trazer problemas para algumas vacinas baseadas na proteína S (AstraZeneca , Sputnik V, Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson).

“A vacina do Butantan é diferente porque é baseada no vírus inteiro inativado, quebrado aos pedaços e são esses pedaços que formam a vacina. Quando o indivíduo recebe, ele produz uma resposta imunológica ampla contra vários pedaços do vírus. Portanto, a chances dessa vacina ter problemas com essas variantes é menor. Já estamos fazendo o monitoramento dessas variantes”, explicou.

O estudo foi desenvolvido pelo Instituto Butantan, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e é realizado em parceria com a Secretaria de Saúde e a Prefeitura Municipal de Serrana. O estudo está registrado na base de dados internacional ClinicalTrials.gov.

A participação é voluntária e os dados dos cidadãos que tomarem a vacina são sigilosos.

Um assistente virtual pelo WhatsApp vai tirar dúvidas da população e ajudar a monitorar efeitos da vacinação

“A Tainá, nossa assistente virtual, vai ser fundamental para a divulgação do Projeto S e o acompanhamento da população de Serrana após a vacinação”, concluiu Dimas Covas, diretor-presidente do Instituto Butantan.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Só Notícia Boa

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ANÁLISE POLÍTICA: BOLSONARO DECRETOU CAÇA AO BUTANTAN

O destaque deste sábado, aqui na coluna ANÁLISE POLÍTICA é o comentário do irreverente e dissidente do Bolsonarismo, José Nêumanne Pinto, cuja pauta é: 1 – O presidente proibiu ministros de manterem contato com Doria e determinou devassa de eventuais falhas de licitação feitas pelo Butantan, que produziu os 6 milhões de doses de vacina, pelos quais ele nada pagou, usados no fictício plano de imunização do general Pesadelo. 2 – O ineficiente Estado brasileiro é o único responsável pelos abomináveis casos de fura-fila registrados pelo País afora. 3 – Diplomatas norte-americanos dizem que não há uma só verdade na carta do capetão sem noção ao presidente Joe Biden. 4 – Procuradores federais contestam adesão de Aras ao autogolpe do caloteiro-mor do Brasil. Então, não deixe de assistir, pois está simplesmente demais!

Fonte:

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BOAS NOTÍCIAS: CAMPANHA DE VACINAÇÃO NACIONAL CONTRA COVID-19 COMEÇA NESTA QUARTA-FEIRA

Enfim anuncio oficial, feito pelo Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre o início da vacinação para quarta-feira em todo o Brasil. A vacinação será iniciada com as vacinas coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e com a vacina de Oxford em parceria com a Astrazeneca. Leia o artigo completo a seguir e saiba mais!

Ministério da Saúde anuncia para quarta-feira vacinação contra Covid no Brasil

O Ministério da Saúde informou neste domingo, 17, que a vacinação contra a Covid-19 no Brasil terá início na quarta-feira, 20, às 10h.

A distribuição da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan com a Sinovac, e aprovada pela Anvisa também neste domingo, começará a ser distribuída aos estados às 7h da segunda-feira, 18.

“Está dado o primeiro passo para o início da maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, afirmou o ministro da Saúde , Eduardo Pazuello.

O anúncio foi feito logo após a aprovação do uso emergencial da CoronaVac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca pela Anvisa.

Repasse

O governador de São Paulo, João Doria, por meio das redes sociais, confirmou que estava determinando o repasse ao Governo Federal das doses solicitadas ao Butantan.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ressaltou ainda que a imunização começará simultaneamente em todo o Brasil e criticou a aplicação da primeira dose em São Paulo.

Segundo Pazuello, a aplicação da vacina na enfermeira Mônica Calazans, está “em desacordo com a lei”.

“Poderíamos num ato simbólico ou numa jogada de marketing iniciar a primeira dose em uma pessoa, mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso”, acrescentou o ministro.

Alerta

O ministro afirmou ainda que os cuidados contra a transmissão da Covid-19 não devem ser interrompidos “em hipótese alguma”, apesar do início da vacinação.

“Volto a dizer: não podemos em hipótese alguma relaxar as medidas preventivas. Uso de máscara, álcool em gel na mão, distanciamento social – situações como esta que estamos, por exemplo [entrevista coletiva]… [Evitar] aglomerações… As empresas e estabelecimentos que têm autorização para trabalhar e devem trabalhar, a economia não deve parar, elas devem ter as medidas de cuidados muito claras”.

Com informações da Veja e G1

Fonte: Só Notícia Boa

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O INSTITUTO BUTANTAN CONFIRMA O REPASSE AO GOVERNO FEDERAL DE 6 MILHÕES DE DOSES DA VACINA CORONAVAC

Butantan confirma entrega de 6 milhões de doses da Coronavac à União

Guilherme Venaglia,

da CNN, em São Paulo

15 de janeiro de 2021 às 19:58

Embalagem oficial da Coronavac, vacina do Instituto ButantanEmbalagem oficial da Coronavac, vacina do Instituto Butantan Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Instituto Butantan enviou nesta sexta-feira (15) um ofício ao Ministério da Saúde confirmando o repasse ao governo federal de 6 milhões de doses da Coronavac, a vacina contra a Covid-19 produzida pela entidade em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Na mensagem a Roberto Dias, diretor de Logística em Saúde do Ministério, o Butantan informa o faturamento das doses requisitadas mais cedo pela pasta, como noticiou o colunista da CNN Caio Junqueira.

O ofício enviado pela entidade ligada ao Governo de São Paulo questiona o Ministério da Saúde sobre a data de início de uma campanha de vacinação contra a Covid-19 no país, ainda não anunciada pelo governo federal.

A Fundação Butantan, gestora do Instituto, ainda pergunta quantas das 6 milhões de doses serão direcionadas ao Estado de São Paulo. Como é de praxe nas vacinas produzidas pelo Butantan em São Paulo, a parcela direcionada à população paulista já é entregue diretamente à secretaria estadual de Saúde do estado.

A entrega das vacinas — e a possibilidade de que seja iniciada a imunização — acontecerá, segundo o Instituto Butantan, assim que a Coronavac for autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A diretoria colegiada da Anvisa se reúne neste domingo (17) para analisar o pedido de uso emergencial da vacina, pedido pelo Butantan.

Primeira opção do governo federal para iniciar a imunização, a vacina de Oxford também será avaliada pela agência, mas há perspectiva de atraso na disponibilização depois que a Índia pediu ao Brasil que não enviasse já um avião que iria ao país buscar 2 milhões de doses do imunizante.

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ACORDO DO BUTANTAN COM MAIS DE 180 CIDADES PARA FORNECER CORONAVAC SERÁ CANCELADO PELO INSTITUTO

Butantan vai cancelar acordo com mais de 180 cidades para fornecer Coronavac

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

Atualizado 14 de janeiro de 2021 às 17:26

Instituto Butantan amplia mão de obra para produção da vacina Coronavac

O Instituto Butantan deve comunicar na próxima segunda-feira (18) que todos os acordos com cidades estão cancelados. O presidente do instituto, Dimas Covas, explicou que todas as doses da vacina serão entregues ao Ministério da Saúde, assim que a Anvisa aprovar o uso emergencial ou o registro da vacina. O órgão discute no próximo domingo (17) o pedido para que 6 milhões de doses da vacina tenham a autorização de uso para grupos específicos no país.

Covas explicou à CNN que, assim que o acordo for fechado, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que assume a distribuição da vacina. “O critério é populacional. Todos os estados vão receber da mesma maneira. O acordo com os municípios era para o caso de o Ministério se recusar a comprar a vacina, mas como firmamos a parceria isso não vai acontecer”, disse ele.

Com a eficácia anunciada em 78% para casos mais leves e 100% para casos graves, a Coronavac teve 184 municípios interessados, que procuraram diretamente a direção do Instituto Butantan para pedir a vacina. São municípios de fora do estado de São Paulo que escolheram contar com um ‘plano B’, caso o plano de vacinação do Ministério da Saúde não avançasse. O levantamento foi feito pela Secretaria de Desenvolvimento Regional do Governo de São Paulo junto ao Butantan. Os dados foram confirmados pelo secretário Marco Vinholi.

A maior da lista é a capital fluminense. O próprio prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, firmou um acordo de cooperação com o órgão ligado ao governo de São Paulo para ter acesso à vacina, mesmo acreditando em um calendário nacional.

São ao todo 26 cidades do Rio de Janeiro. A prefeitura de Maricá, que tem pouco mais de 160 mil habitantes, pediu 440 mil doses ao Butantan e queria manter o acordo, mesmo depois da investida do Ministério sobre a vacina. Já a prefeitura de Niterói decidiu comprar 1,1 milhão de doses da vacina coronavac por R$ 57 milhões, pagando 10 dólares por dose. Cerca de 300 mil chegariam no fim de janeiro para vacinar profissionais da saúde e idosos, o que não vai mais acontecer.

Outras grandes capitais como Curitiba e Belo Horizonte também pleiteiam o uso da coronavac e assinaram compromisso de compra da vacina. O prefeito da capital paranaense, Rafael Greca, tinha fechado o acordo no início de dezembro para imunizar profissionais da saúde da cidade. Esse também era o foco da vacinação prevista pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

A diretoria do Butantan recebeu ainda o pedido de 10 associações de municípios de diversos estados. Nas contas do setor técnico do órgão paulista, se somadas todas as cidades que integram esses coletivos, seriam mais de 1000 municípios de olho na vacina chinesa.

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BOAS NOTÍCIAS: FIOCRUZ SEGUE PROCEDIMENTO DO BUTANTAN E PEDE USO EMERGENCIAL DE VACINA CONTRA COVID

As BOAS NOTÍCIAS se sucedem uma atrás da outra neste início de 2021 e a bola da vez é o pedido da Fiocruz a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA para o uso emergencial da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca e  se refere às 2 milhões de doses da vacina que serão importadas do Instituto Serum, da Índia. Veja mais detalhes sobre essa ótima notícia lendo o artigo completo a seguir!

Após Butantan, Fiocruz também pede uso emergencial de vacina contra Covid

Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz, entrou na Anvisa com pedido de uso emergencial da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recebeu o pedido nesta sexta, 8, horas depois de receber o mesmo pedido do Instituto Butantan, para outra vacina, a Coronavac.

A autorização da Fiocruz se refere às 2 milhões de doses da vacina que serão importadas do Instituto Serum, da Índia.

Os dois pedidos de uso emergencia chegam no momento no qual o Brasil registra a marca de 200 mil mortos por Covid-19.

A análise

Após a confirmação de que o pedido contém todos os documentos necessários, a Anvisa terá 10 dias para fazer a análise dar – ou não – o aval para o uso do imunizante no país.

Caso a aprovação seja concedida, o governo federal deve iniciar a vacinação ainda em janeiro, seguindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Nesta etapa, o primeiro grupo a ser imunizado seria o dos idosos.

Registro

O pedido de uso emergencial foi feito após o registro da vacina no Reino Unido, no último dia 30.

De acordo com a Anvisa, o uso emergencial prioriza o atendimento público, mas a empresa responsável pelo desenvolvimento da vacina pode solicitar também o pedido para a distribuição do imunizante para clínicas privadas.

“A modalidade de uso emergencial e temporário está prevista em regulamento e pode trazer benefícios a determinados e controlados grupos, como medida adicional para o enfrentamento da pandemia”, segundo a Anvisa.

A Fiocruz vem informando que pedirá o de registro definitivo do imunizante de Oxford até 15 de janeiro. Após o registro, a vacina poderá ser colocada no mercado nacional, na rede pública e privada.

Com informações do Metrópoles e Fiocruz

Fonte: Só Notícia Boa

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8,7 MILHÕE DE DOSES ENTREGUE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE EM JANEIRO, É A PREVISÃO DO CONTRATO DO GOVERNO COM O BUTANTAN

Contrato do governo com Butantan prevê 8,7 milhões de doses em janeiro

 

Thais Arbex

Por Thais Arbex, CNN  

 Atualizado 07 de janeiro de 2021 às 19:17

Contrato do governo com Butantan prevê 8,7 milhões de doses em janeiro

O contrato que o governo Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (7) com o Instituto Butantan, de São Paulo, para a compra da Coronavac prevê a entrega de 8,7 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o dia 31 de janeiro.

Ao todo, são 100 milhões de doses da vacina. A aquisição da Coronavac pelo governo federal gera novo impasse com o Palácio dos Bandeirantes, sede da gestão paulista.

O governador João Doria tem dito que não abre mão de iniciar a vacinação no estado em 25 de janeiro e prevê 60 milhões até o fim de março. Procurados pela CNN, o governo de São Paulo e Butantan não se pronunciaram.

O fechamento do contrato acontece no mesmo dia em que o governo de São Paulo anunciou que o imunizante desenvolvido pela farmacêutica Sinovac em parceria com o instituto brasileiro tem 78% de eficácia.

Também nesta quinta, o Butantan deu início ao processo de pedido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o registro para uso emergencial da Coronavac no Brasil.

A vacina chinesa foi o centro de uma disputa política travada entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Em outubro, o presidente chegou a desautorizar o plano de aquisição futura da Coronavac feito pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sob o argumento de que a vacina não era confiável por causa de sua origem.

Dias depois, no entanto, Bolsonaro recuou e disse que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um “caboclo aí quer”.

Contrato do governo federal para compra da Coronavac

Contrato do governo federal para compra da Coronavac
Foto: Reprodução

Fonte: CNN

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PARA TRATAR DO USO EMERGENCIAL DA CORONAVAC A ANVISA RECEBE BUTANTAN

Anvisa recebe Butantan para tratar de uso emergencial da Coronavac

Natália André, da CNN, em Brasília

 Atualizado 05 de janeiro de 2021 às 21:13

Indonésia iniciará vacinação contra Covid-19 usando a CoronavacInstituto apresentará documentos sobre a vacina para a agência

O Instituto Butantan se reúne, nesta quarta-feira (6), com a Anvisa para discutir os últimos detalhes sobre a documentação de entrada no pedido de uso emergencial da Coronavac, assim como a Fiocruz fez na segunda (4) e terça-feira (5) sobre a vacina de Oxford.

O encontro virtual será conduzido pelo diretor-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da agência, Gustavo Mendes, às 17h. De acordo com fontes da Anvisa, a conversa será para o alinhamento de estimativas e documentação.

Assim, quando o Butantan submeter o pedido, a agência vai conseguir aprová-lo mais rapidamente.

Pelo regulamento, a resposta para o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19 precisa ser dada em até 10 dias corridos. A expectativa da Anvisa é receber os pedidos do Butantan e da Fiocruz até sexta-feira (8), quando a agência terá uma reunião virtual com o Ministério da Saúde.

Sobre a Pfizer, essas mesmas fontes disseram que não acreditam que o pedido de uso emergencial vai acontecer tão cedo no Brasil, já que a empresa segue criticando a agência e o Ministério da Saúde não fechou um contrato.

É preciso ter as doses, pelo menos, acordadas, para fazer o pedido. Uma vez que, se a agência libera, a empresa não consegue começar a vacinação de urgência porque não tem as doses no país.

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POLÍTICA: O ESTRANHO E CONFIDENCIAL CONTRATO ENTRE BUTANTAN E SINOVAC QUE BENEFICIA APENAS UM LADO, O CHINÊS

O estapafúrdio contrato “ultraconfidencial” entre o Butantan e a Sinovac, que não especifica valor entre as partes

Foto ilustrativa

O contrato que o Instituto Butantan, dirigido por Dimas Tadeu Covas, que diz não ter relação de parentesco com Bruno Covas, prefeito de São Paulo, e o gigante laboratório chinês Sinovac, acreditem, não determina quantidade e valor unitário da vacina.

A grosso modo, o contrato beneficia apenas um lado no acordo: o chinês.

As cláusulas do contrato, anunciadas, em junho, como “históricas” pelo governador de São Paulo, João Dória, revelam outras prioridades que, obviamente, não tem nada a ver com a saúde da população do Brasil, como o tucano chegou a afirmar para o presidente Jair Bolsonaro, quando fazia pressão para o chefe do executivo liberar a vacina no país.

A descoberta ocorre na semana em que os testes com a vacina foram suspensos devido ao falecimento de uma voluntária, cujo motivo da morte – sequer – foi informado pelo Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que é o órgão de proteção à saúde da população por intermédio de controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos ao instituto

Em entrevista, o diretor da ANVISA, Antonio Barras Torres, chegou a dizer que a Agência não é “parceira da vacina, mas árbitro” e que a instituição decidiu por interromper, temporariamente, os testes porque “um evento adverso grave não esperado, com informações incompletas e insuficientes” foi o motivo.

A CNN Brasil teve acesso à íntegra do contrato, chamado de “Acordo de Colaboração de Desenvolvimento Clínico”, assinado em 08 de junho, e divulgou os principais trechos.

Logo, no início do documento, não fica especificado preços e quantidades das vacinas a serem produzidas. “Ambas as partes têm o objetivo de discutir e definir um preço de mercado razoável para o fornecimento da vacina importada, assim que possível.”

Além disso, o laboratório paulista é colocado como “único financiador”, “único patrocinador” da vacina. “O Butantan será, a seu próprio custo, patrocinador do estudo clínico da fase 3 da vacina no Brasil, sendo responsável pela sua execução.”

O contrato, totalmente desequilibrado em favor de uma parte, diz que, caso o Brasil queira comercializar a vacina com países da América Latina; os contratos terão que incluir a Sinovac. Ou seja: os chineses têm comando integral do acordo e isso fica bem claro em diversos artigos.

“O Butantan tem plena compreensão de que a vacina é desenvolvida pela Sinovac, e que a Sinovac detém direitos de propriedade intelectual e interesses da Sinovac na vacina.”

Uma dúvida fica no ar: por que o Governador João Dória defende um contrato tão desequilibrado para o Brasil?

Fonte: Jornal da Cidade Online

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GOVERNO DE SÃO PAULO E O INSTITUTO BUTANTAN AVALIAM ADOTAR O USO EMERGENCIAL DA CORONAVAC

Governo de São Paulo discute com Anvisa uso emergencial da coronavac

Por Pedro Durán, da CNN em São Paulo

 Atualizado 28 de agosto de 2020 às 23:12

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan avaliam seguir a China e adotar o uso emergencial da coronavac. Pra isso, a Anvisa precisaria desenvolver um protocolo. Foi justamente esse um dos pedidos dos membros do governo que foram a Brasília se reunir com representantes do Anvisa e do Ministério da Saúde.

A informação foi confirmada pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, à reportagem da CNN. Ele explicou que o Ministério da Saúde precisaria definir uma política nacional de imunização, mas que entende que o melhor seria priorizar os mais vulneráveis à Covid-19.

“Na minha opinião começaríamos com populações mais expostas, como profissionais das áreas da saúde e segurança e depois pessoas com comorbidades e idosos. Na sequência viriam professores e alunos”, disse.

5 milhões chegam em outubro

O estado de São Paulo conta com a primeira grande remessa da coronavac chegando na primeira quinzena de outubro. Mas no caso de uma mudança mais rápida do protocolo, as doses poderiam ser antecipadas pela Sinovac, fabricante da vacina na China, que já tem estoque.

Chineses vacinados

O protocolo de uso emergencial da coronavac na China já teve 24 mil vacinados. Até agora, 5,2% deles tiveram algum tipo de efeito colateral, como dores no local onde a vacina foi aplicada.

A aprovação foi no mesmo sentido do que quer o governo paulista, priorizando populações de alto risco.

Fonte: CNN

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