PODCASTS: NATUZA NERY FALA SOBRE AMEAÇA DE MAIA COM PEDIDO DE IMPEACHMENT

Segunda-feira é dia de PODCASTS, aqui no Blog do Saber, com Natuza Nery, que hoje comenta sobre a ameaça de Rodrigo Maia com o Impeachment contra Bolsonaro após o DEM anunciar o desembarque da candidatura de Baleia Rossi. Então, não perca e se atualize!

SEGUNDA, 01/02/2021, 08:51Conversa de Política – Natuza Nery

Maia ameaça aceitar pedido de impeachment

Em reunião tensa na noite de domingo, Rodrigo Maia disse que poderia aceitar pedido de impeachment depois de o DEM ter anunciado o desembarque da candidatura de Baleia Rossi. Em consequência ao anúncio do partido, legendas de esquerda também ameaçaram abandonar Rodrigo Pacheco na disputa do Senado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Crédito: )O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fonte: CBN

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A SAÍDA ALTERNATIVA DISCUTIDA PELO PSOL É A ADESÃO AO BLOCO DE APOIO A BALEIA ROSSI

PSOL avalia aderir ao bloco de Baleia; candidatura de Erundina seria mantida

Fernando Molica

Por Fernando Molica, CNN  

21 de janeiro de 2021 às 22:47

O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP)O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP)
Foto: Michel Jesus – 8.abr.2019/Câmara dos Deputados

Depois de lançar a candidatura de Luiza Erundina (SP) à presidência da Câmara dos Deputados, o PSOL começou a discutir uma saída alternativa – a adesão ao bloco que apoia Baleia Rossi (MDB-SP).

A aliança teria o objetivo de reforçar o grupo na disputa das vagas na Mesa Diretora e não implicaria na retirada da candidatura de Erundina.

A disputa pelas cadeiras da Mesa ocorre de maneira separada da eleição do presidente – a divisão das vagas está relacionada aos apoios partidários registrados por cada bloco.

Caso a proposta seja aprovada, o PSOL, que tem dez deputados federais, ajudaria o grupo de Rossi a tentar garantir quatro dos seis cargos titulares (o sétimo é o de presidente).

A eventual obtenção antecipada da maioria dos cargos seria uma forma de atrair apoios de deputados para Baleia – a distribuição de cadeiras na Mesa é um dos elementos utilizados na busca de votos para a presidência.

O lançamento de Erundina dividiu o PSOL,  metade da bancada defendeu o apoio a Rossi, para fortalecer a oposição ao presidente Jair Bolsonaro, que apoia Arthur Lira (PP-AL). A candidatura própria acabou definida pela direção nacional do partido.

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NA DISPUTA VOTO A VOTO PELO COMANDO DA CÂMARA, BALEIA ROSSI E ARTHUR LIRA CONTAM COM ‘TRAIÇÕES’

Baleia e Lira disputam comando da Câmara voto a voto e contam com ‘traições’

Guilherme Venaglia e Noeli Menezes, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 11 de janeiro de 2021 às 05:22

Vista da Câmara dos Deputados Vista da Câmara dos Deputados

 A menos de um mês para a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, os principais concorrentes, Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP), articulam para conseguir os votos necessários para conduzir a casa nos próximos dois anos. A eleição acontece no dia 1º de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar.

O posto tem prerrogativas que atraem a mobilização e atenção das forças políticas do parlamento, em busca de influenciar seu ocupante — que tem o poder de decidir sobre a pauta de votação na Casa e até sobre a admissão de pedidos de impeachment contra o presidente da República.

O candidato de Jair Bolsonaro (sem partido) é Arthur Lira, enquanto o principal padrinho de Baleia é o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Como nem o círculo próximo do presidente nem os principais aliados de Maia, são suficientes para eleger, sozinhos, o comandante da Casa, ambos buscam ampliar o leque de apoios e estimulam “traições” no campo adversário.

Se pudesse contar com a fidelidade indubitável dos integrantes dos partidos que o apoiam, Baleia Rossi poderia se considerar eleito. O bloco de partidos em torno do deputado paulista é formado por DEM, MDB, PSDB, PSL, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, Rede e PCdoB. Juntas, essas legendas somam 281 parlamentares — mais do que os 256 votos necessários para a vitória.

Observando apenas as legendas, seria uma aliança elástica que vai do governador de São Paulo João Doria (PSDB) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passando por alguns dos mais antigos aliados do presidente Jair Bolsonaro, abrigados no PSL.

No entanto, o apoio consolidado desses partidos a Baleia Rossi está longe de ser a realidade do momento, considerando que para o comando da Câmara a eleição é individual e, o mais importante, secreta.

Em uma frase clássica, Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, diz que “o voto secreto dá uma vontade danada de trair”. É com isso que ambos os candidatos contam.

Até o momento, Baleia enfrenta as maiores ameaças de dissidência. Apesar de ter conquistado o apoio oficial do PT, partido com a maior bancada na Câmara (52 deputados), o emedebista enfrenta muita resistência na legenda. A votação que definiu o apoio a Baleia foi apertada, 27 a 23. Ou seja, 23 deputados podem debandar para o bloco de Lira.

Muitos petistas o acusam de ter participado do que consideram “golpe” que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Outros querem que Baleia se comprometa a aceitar pedido de impeachment de Bolsonaro.

No PSL, 32 deputados do ex-partido de Bolsonaro declararam apoio a Lira, em queda de braço com o comando do partido, que decidiu pelo apoio a Baleia. Esses parlamentares se recursam a apoiar um candidato que tem apoio de partidos de esquerda, como PT e PC do B. A direção do PSL pretende punir os dissidentes, mas isso não teria efeito prático para o emedebista. Como o voto é secreto, nenhum acordo pode garantir resultado.

Mesmo o DEM de Maia tem defecções, como o deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que está em caravana pelo país com o candidato alagoano.

Na sexta-feira (8), em entrevista à CNNLira evitou o rótulo de “candidato do governo” e acenou também à esquerda. “O diferencial da nossa campanha é que nós temos contato direto com os deputados, independente de partido e independente de tendência, de centro, de direita ou de esquerda”, disse.

Contando com os partidos que o apoiam oficialmente, o candidato do PP reúne 206 deputados, em um bloco formado por PP, PSD, PL, Solidariedade, Avante, Republicanos, Patriota, Pros, PSC e PTB. Entre os indefinidos, estariam Novo, Podemos e PSOL, que somam 26 deputados.

Não é só Arthur Lira que está cobiçando os aliados do próximo. Além de defender a própria base, o deputado Baleia Rossi também busca arregimentar novos aliados. Entre os partidos hoje na seara de Lira, estão muitos dos que construíram uma relação de confiança e articularam vitórias para o grupo político de Maia — como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), próximo a Maia e do mesmo partido de Lira, que já anunciou apoio ao emedebista.

O Palácio do Planalto monitora os movimentos do ex-presidente Michel Temer (MDB), com um longo histórico de articulações vitoriosas na Câmara. Quando deputado, Temer comandou três vezes a Câmara (de 1997 a 1999; 1999 a 2001 e 2009 a 2010). Já presidente, conseguiu derrubar duas denúncias criminais apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Temer tem dito que não entrou nem entrará na campanha de Baleia Rossi. No entanto, segundo o colunista da CNN Caio Junqueira, o governo Bolsonaro recebeu relatos de que o ex-presidente telefonou para deputados pedindo votos para Rossi, que considera Temer seu padrinho político e chegou ao comando do MDB chancelado por ele.

O que pensam os candidatos

Na entrevista à CNN, Arthur Lira mirou em Rodrigo Maia para atacar Baleia Rossi.

O discurso de campanha do deputado do PP é o de que a gestão de Maia é “centralista”, com o atual presidente da Câmara decidindo sozinho o que entra e o que não entra na pauta da Casa. Lira promete, se eleito, compartilhar essas decisões com os líderes dos partidos.

Ao acenar por essa “gestão compartilhada”, pode atrair parlamentares da esquerda, que enxerguem nesse discurso a possibilidade de votar temas que não coadunam com a pauta liberal do atual presidente da Câmara.

Já Baleia Rossi retoma um discurso comum aos deputados que concorrem mais afastados do Poder Executivo: o de que a Câmara não pode ser uma espécie de “puxadinho” do Palácio do Planalto. Para o deputado do MDB, a eleição de Arthur Lira facilita ao presidente Jair Bolsonaro colocar a sua vontade para valer no Congresso Nacional.

Entre as vontades de Bolsonaro estariam aquelas que não andaram na primeira metade do seu mandato, como a ampliação do excludente de ilicitude, das hipóteses para o porte e a posse de armas e a PEC que trata do voto impresso em 2022. Evitar que essas pautas andem é um dos argumentos de Baleia para manter o apoio dos parlamentares de oposição.

Em comum, os dois candidatos mantém uma relativa proximidade com a agenda liberal na economia do governo Bolsonaro, sendo que Baleia Rossi chega a ter até uma taxa de governismo maior que a de Arthur Lira, segundo levantamento da consultoria Arko Advice.

Perfil

Arthur Lira é deputado federal pelo Progressistas (PP) de Alagoas desde 2011. Antes, foi deputado estadual de Alagoas por três mandatos e vereador em Maceió (AL) por outros dois mandatos. Filiado ao PP em 2009, pertenceu antes ao PFL (atual DEM), PSDB, PTB e PMN.

Baleia Rossi é deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de São Paulo desde 2015.  Antes, foi deputado estadual de São Paulo por três mandatos e vereador em Ribeirão Preto (SP) também por três mandatos. No MDB desde 1992 (então PMDB), é presidente nacional do partido desde 2019.

Fonte: CNN

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A DISPUTA FICA ACIRRADA NA CÂMARA COM TEMER EM CAMPANHA POR BALEIA ROSSI

Governo vê Temer em campanha por Baleia Rossi e disputa acirrada na Câmara

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

02 de janeiro de 2021 às 05:00

O ex-presidente Michel TemerTemer venceu as três vezes em que disputou a presidência da Câmara: 1997, 1999 e 2009.

 

A candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara inicia o ano recuperando o espaço perdido pelo atraso no seu lançamento, o que amplia a imprevisibilidade na disputa contra seu candidato, Arthur Lira (PP-AL).

Essa é a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cujo entorno também calcula que Baleia acabará fechando acordo, na próxima semana, com o bloco de oposição, que formalmente tem 130 votos, e ainda poderá avançar sobre siglas que na contabilidade inicial deveriam fechar com Lira, como o PTB e o Pros.

O Executivo aproveita todas as brechas para estar próximo ao Congresso. Nos últimos dias de 2020 o próprio governo fez um esforço para atender a demandas de parlamentares e fazer empenhos ao Orçamento de 2021. Empenho é o compromisso que as emendas serão pagas neste ano e precisam ser inscritas até o dia 31 de janeiro.

E assim foi feito. O governo trabalhou ao longo da semana para inscrever no Orçamento cerca de R$ 12 bilhões, oriundos dos projetos de lei números 29, 30 e 40, todos aprovados na última sessão do Legislativo de 2020. A maior parte dos recursos foi para os Ministérios da Saúde, do Desenvolvimento Regional e da Agricultura.

Outro ponto observado pelo governo sobre a candidatura de Baleia foi a entrada em campo do ex-presidente Michel Temer, recordista em vitórias em eleições para a Câmara. Temer venceu as três vezes em que disputou: 1997, 1999 e 2009.

Chegaram relatos ao governo de que Temer telefonou para parlamentares para pedir votos a Baleia, que o considera padrinho político.

A interlocutores, Temer não só tem dito que não entrou como não entrará na campanha, embora admita a auxiliares que esteja conversando com parlamentares que o procuram.

Os coordenadores da campanha de Baleia avaliam que o governo divulga a entrada de Temer na campanha como forma de atrapalhar as negociações com o PT, que tem restrições ao ex-presidente por seu papel no impeachment de Dilma Rousseff.

Também para tentar afastar o PT, esse pacote inclui a tentativa de colar em Baleia como alguém próximo ao Palácio do Planalto, tendo em vista sua taxa de alinhamento ao governo em votações ser superior à de Arthur Lira. Baleia afirma aos deputados que seu alinhamento foi sempre com a agenda econômica de Rodrigo Maia, e não com pautas de Bolsonaro.

De qualquer modo, essa taxa de alinhamento ajuda o governo a formar a convicção de que uma eventual vitória de Baleia não seja uma tragédia e que deve ser comemorado o simples fato de Rodrigo Maia não mais ocupar o posto a partir de fevereiro.

Reforça essa tese o fato de dois líderes do governo no Legislativo serem do MDB (Eduardo Gomes, do Congresso; e Fernando Bezerra, do Senado), de o partido ter indicações políticas no segundo escalão da administração federal e principalmente a aproximação de Bolsonaro com Temer ao longo do ano. Esse alinhamento indica um possível avanço da agência econômica numa possível presidência de Baleia Rossi.

Temer tem aconselhado Baleia a fazer, se vencer, uma gestão reformista e de pacificação política – distinta, portanto, da relação que Maia teve com Bolsonaro. Nesse sentido, Baleia não aceitará firmar compromisso com a oposição de analisar pedidos de impeachment contra o presidente.

No entanto, é dado como certo que assuntos de costumes, se Baleia vencer, passarão longe da pauta da Câmara. O próprio Baleia tem dito isso a seu grupo: não pautará propostas que dividam a sociedade e o Congresso.

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