ARGENTINO COM DEFICIÊNCIA QUE ESCALOU O HIMALAIA AGORA QUER BATER MAIS UM RECORDE, IR AO ESPAÇO

Argentino quer ser a 1ª pessoa com deficiência a ir ao espaço

 Jean Maggi virou paratleta de alta performance após sofrer um infarto e já chegou ao topo do Himalaia em uma bicicleta adaptada

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 Sofia Pilagallo,

do R7*

“O difícil, nós fazemos. O impossível, nós tentamos.” Esse é o lema do argentino Jean Maggi, 58 anos, que após ter escalado o Himalaia em uma bicicleta adaptada em 2015, agora quer se tornar a primeira pessoa com deficiência a ir ao espaço.  Ele teve poliomielite, doença popularmente conhecida como paralisia infantil.O feito de Maggi rendeu o documentário O Limite Infinito, que estreou em 2020. Ao longo de 48 minutos, ele conta sua história desde a infância — quando uma vacina defeituosa o infectou com o poliovírus — e o caminho que percorreu até se tornar um paratleta de alta performance.

“Acho que o documentário foi o meu passaporte para chegar até as empresas de viagens espaciais, mas a ideia de ir ao espaço não surgiu quando cheguei ao topo do mundo. Tenho essa vontade há 8 anos, quando as companhias privadas começaram a falar sobre levar civis para fora da Terra”, afirma.

“Atualmente, estou em contato com duas das três empresas que planejam levar civis ao espaço. Tenho acordos de confidencialidade, então acho melhor não dizer quais são, mas tenho fotos nas minhas redes sociais de quando visitei a Space X [empresa de sistemas aeroespaciais do bilionário Elon Musk]”, completa.

Maggi na sede da SpaceX, na Califórnia

Para se preparar para a nova aventura, o argentino não mediu esforços. Ele já fez um curso no Centro Nacional de Treinamento e Pesquisa Aeroespacial (NASTAR, na sigla em inglês), que treina civis para ir ao espaço, e acabou de ter implantada uma nova órtese de joelho, tornozelo e pé em clínica na Flórida, nos EUA. Foi lá também que colocou seu primeiro aparelho, em 2013, e conseguiu finalmente andar com as próprias pernas.

Em paralelo, Maggi faz de tudo para conservar seu estado atlético — um fator importante para aqueles que querem embarcar em missão espaciais. Ele pratica corrida, hipismo, tênis, basquete, golfe, natação e esqui aquático.

Nem sempre, no entanto, o argentino teve um estilo de vida saudável. Até sofrer um infarto, aos 37 anos, ele chegava a beber duas garrafas de vinho, fumava mais de dois maços de cigarros por dia e não praticava exercício físico. Ele acredita que o infarto “salvou sua vida”.

“Eu teria perdido tudo — minha esposa, meus quatro filhos e tudo que tenho hoje”, diz. “Foi a partir dali que assumi minha condição, meu corpo, minha vida e comecei a trabalhar em uma reinvenção que veio por meio do esporte.”

Processo de aceitação

Como toda pessoa com poliomielite, Maggi teve infância e adolescência difíceis. Além do sofrimento com cirurgias, ele enfrentou preconceito em uma sociedade que não trabalhava para promover inclusão.

Na escola, a cada 90 minutos, os alunos tinham que trocar de salas, que muitas vezes ficavam em andares diferentes. O edifício não tinha rampas. Para o argentino, subir e descer as escadas era como escalar o Himalaia.

Maggi era ainda excluído de diversas atividades escolares, como aulas de educação física e festas, e sofria constante discriminação por parte de seus colegas. Ele ressalta, no entanto, que há uma linha muito tênue entre discriminação e autodiscriminação.

“Ao mesmo tempo em que a sociedade enxerga as pessoas com deficiência como ‘coitadinhos’, eu tinha pensamentos como ‘não vou à festa porque não posso dançar'”, afirma. Fui a uma festa pela primeira vez quando decidi me encarregar da música.”

O processo de aceitação veio após o infarto, quando os médicos pediram para que o argentino começasse a fazer atividades aeróbicas — e ele, influenciado por seu personal trainer, comprou uma bicicleta adaptada. Um mês depois, ele já participava de sua primeira maratona, em Rosário, na Argentina, e mais tarde, da Maratona de Nova York.

“Quando atravessei a linha de chegada do Central Park, senti que havia deixado para trás aquele corpo que me aprisonava”, diz. “Pensei: ‘Se participei da maratona de Nova York, posso fazer qualquer coisa’.”

Da aceitação à inspiração

Para Maggi, uma pessoa como ele conseguir tal feito, chegar ao topo do mundo e, futuramente, ao espaço, mostra que não há limites para uma pessoa com deficiência — e é esse o pensamento que ele tenta levar adiante.

Além de dedicar-se ao esporte, o argentino também faz palestras mundo afora e, em 2016, fundou uma ONG para auxiliar crianças com deficiência por meio da atividade física. Ao todo, 250 bicicletas adaptadas já foram entregues.

“Acredito que todos, independentemente de sua condição, têm dentro de si um potencial. Há muitas coisas que uma pessoa com deficiência pode fazer e sem necessidade de ter um infarto, como foi o meu caso. Há um ditado que diz que se você tem um corpo, não importa qual seja ele, você já é um esportista”, afirma.

“Não sou um ícone da superação nem procuro ser, mas sei que gero certo impacto na sociedade quando mostro uma pessoa com deficiência em lugares nos quais, talvez, a maioria das pessoas não tem coragem de chegar. Na minha época, eu não tinha referências. Hoje, tenho certeza de que não sou o único”, completa.

Fonte: R7

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GOVERNO ARGENTINO OFICIALIZOU O FECHAMENTO DAS SUAS FRONTEIRAS TERRESTRES PARA FREAR A EXPANSÃO DO CORONAVIRUS

Argentina fecha fronteiras terrestres para frear covid-19

Pessoas que saíram do país entre abril e dezembro de 2020 só poderão retornar de avião a partir de agora

Argentina fecha fronteiras terrestres para frear covid-19 - Notícias - R7 Internacional

O governo da Argentina oficializou nesta segunda-feira (29) o fechamento de suas fronteiras terrestres aos que deixaram o país entre 1º de abril e 25 de dezembro de 2020, que até agora eram os únicos autorizados a utilizá-las como exceção às medidas destinadas a frear a expansão do coronavirus.Com a entrada em vigor desta norma, que foi publicada hoje no Diário da República, estas pessoas só poderão entrar no território nacional por via aérea através dos pontos de entrada autorizados: os aeroportos internacionais de Ezeiza e San Fernando (ambos na província de Buenos Aires), Aeroporto Jorge Newbery (capital) e o porto da cidade de Buenos Aires.

Os postos de fronteira foram fechados pela última vez, após um ano de fechamentos e aberturas parciais, em 24 de dezembro, quando a Direção Nacional de Migração decretou a via aérea como única forma de entrada, enquanto uma portaria de 8 de janeiro permitiu a entrada terrestre para os que saíram do país entre abril e dezembro, que a partir de agora têm o avião como único meio de acesso.

Embora a entrada para o país ainda esteja sujeita ao regulamento anterior, que mantém todas as fronteiras fechadas ao turismo estrangeiro, então, segundo a norma, “quem não é argentino e quer entrar no país com o propósito de fazer turismo, não consegue”.

No último sábado, o governo decidiu suspender todos os voos regulares que ligam o país ao Brasil, Chile e México, após o aumento dos casos de covid-19 nesses países.

Assim, esses três países se juntam ao Reino Unido como países com os quais a Argentina suspendeu voos, por temor das autoridades de uma segunda onda de infecções de coronavírus.

São medidas que o governo está tomando “considerando a rápida evolução das condições epidemiológicas”, com diversas variantes da covid-19 em circulação que a Argentina busca prevenir enquanto avança com sua campanha de vacinação, que até agora tem 2,9 milhões vacinados na primeira dose e 665.656 com ambas as doses, entre seus 45 milhões de habitantes.

Haverá também mais controles para argentinos e residentes que retornam do exterior.

Ao teste de detecção do coronavírus que deve ser apresentado antes do embarque para a Argentina, será adicionado outro teste que deve ser feito na chegada ao país e um terceiro após sete dias da reentrada, sempre a cargo do passageiro.

Com essas medidas, o governo argentino “recomenda que todos os argentinos e residentes não viajem para o exterior”, principalmente aqueles que pertencem a grupos de risco.

A Argentina, o terceiro país da América do Sul com mais casos, depois do Brasil e da Colômbia, já acumulou 2,3 milhões de infecções e cerca de 55,4 mil mortes por covid-19.

Fonte: R7
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GOVERNO ARGENTINO OFICIALIZOU REGULAMENTO QUE LEGALIZA O AUTOCULTIVO DE CANNABIS PRA USO MEDICINAL

 

Argentina legaliza autocultivo de cannabis medicinal

Também ficou permitida a elaboração e distribuição de produtos derivados como óleos e cremes em farmácias de manipulação

INTERNACIONAL

Da EFE

Mulher segura frasco onde envasam produto da cannabis medicinal

O governo da Argentina oficializou nesta quinta-feira (12) um regulamento que legaliza o autocultivo de cannabis para uso medicinal, assim como a elaboração e distribuição de produtos derivados como óleos e cremes em farmácias de manipulação.

O decreto, que foi publicado nesta quinta no Diário Oficial, prevê a criação de um cadastro especial, dependente do Ministério da Saúde, para autorizar “pacientes a terem acesso à planta por meio do cultivo controlado e também aos seus derivados, como medicamentos, tratamentos terapêuticos e paliativos para a dor”.

“Os pacientes podem se cadastrar para obter autorização de cultivo para si mesmos, por meio de um parente, terceiro ou organização civil autorizada”, detalha o texto.

Além disso, aqueles que “têm indicação médica para o uso da planta de cannabis e seus derivados podem adquirir especialidades medicinais de fabricação nacional, importar especialidades medicinais devidamente registradas pela autoridade sanitária ou adquirir formulações magistrais elaboradas por farmácias autorizadas”.

O Estado oferecerá ajuda técnica para “promover a produção pública de cannabis em todas as suas variedades e a sua eventual industrialização para uso medicinal, terapêutico e para pesquisas em laboratório”.

“O produto será distribuído através do Banco Nacional de Medicamentos Oncologia e farmácias autorizadas”, acrescenta o decreto.

Lei antiga

Este novo regulamento revisa uma lei aprovada em 2017, durante o governo do ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), com o objetivo de promover “pesquisas médicas e científicas sobre o uso da planta para fins medicinais, terapêuticos e/ou paliativos da dor”.

A lei de 2017 contemplava o uso da planta apenas para pacientes com epilepsia refratária, e havia criado um cadastro nacional voluntário com o objetivo de facilitar o acesso gratuito ao óleo de cannabis que, segundo decreto do governo de Alberto Fernández, “não se encontra operacional”.

Até agora, a posse de sementes de cannabis era proibida, e as penas para quem cometesse esse crime variavam de quatro a 15 anos de prisão.

 

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