RN VAI REANALISAR AUTORIZAÇÕES PARA FESTAS DE FIM DE ANO,E REABRIRÁ 89 LEITOS PARA COVID-19, ANUNCIA GOVERNADORA

Por G1 RN

 

Governadora do RN, Fátima Bezerra, afirma que governo vai reavaliar autorizações para eventos de fim de ano. — Foto: Reprodução/Inter TV CabugiGovernadora do RN, Fátima Bezerra, afirma que governo vai reavaliar autorizações para eventos de fim de ano. — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou a reabertura de 89 leitos para covid-19, nesta sexta-feira (4). Ainda de acordo com ela, o comitê científico do estado vai fazer uma nova avaliação quanto às autorizações para eventos no fim de ano, por causa de um novo aumento dos casos da doença. O novo parecer dos pesquisadores sobre o assunto deve ser anunciado na próxima semana.

As informações foram confirmadas durante entrevista coletiva realizada no início da tarde desta sexta-feira (4). O governo do estado também anunciou a convocação de prefeitos e gestores das áreas de saúde dos município do estado para reuniões, na segunda-feira (7). Serão discutidas ações de retomada da operação Pacto Pela Vida, com fiscalização das medidas de prevenção à transmissão da doença.

As medidas anunciadas seguem recomendações publicadas nesta semana pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que acompanha os dados da doença e confirmou o aumento dos casos no estado.

Os novos esforços do governo para combate à pandemia, também visam combater o novo aumento de internações no estado.

“Infelizmente o Rio Grande do Norte, assim como os demais estados, passa por um momento de aumento do número de casos de pessoas com covid-19, que já se refletiu no número de internações. Esse aumento não se refletiu no número de óbitos, mas é preciso tomar medidas para conter esse crescimento que está em curso”, disse Fátima.

Dos 89 leitos anunciados pela governadora, 53 são de UTI e 36 clínicos, distribuídos em diferentes regiões do estado. A maior parte deles, no entanto, será reaberta na região Oeste, que, no início da tarde desta sexta, possuía mais de 80% das UTIs ocupadas. No estado como um todo, o percentual de ocupação dos leitos estava em 61%.

“O governo está fazendo a sua parte de aumentar leitos, 89 leitos disponibilizados para garantir a assistência em saúde à população, mas precisamos que a população faça sua parte, para evitar retrocessos. Voltar a usar máscaras, fazer a higienização das mãos e evitar aglomerações”, disse.

O boletim da Secretaria Estadual de Saúde informou que o estado tinha 328 pacientes internados nas redes pública e privada, nesta quinta-feira (3). Os números são semelhantes a 14 de maio, quando o número de casos da doença estava em fase de crescimento e a 17 de agosto, quando os casos começavam a cair, no estado. Os hospitais privados de Natal já estão com ocupação praticamente completa dos leitos de UTI para pacientes do coronavirus.

Fátima Bezerra também afirmou que o estado vai aumentar a disponibilização de testes para pessoas com sintomas.

Fonte: G1 RN
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PARA TENTAR CONTER SEGUNDA ONDA DA COVID-19 APÓS FIM DO LOCKDOWN, REINO UNIDO ANUNCIA NOVAS RESTRIÇÕES

 

Reino Unido anuncia novas restrições após fim do lockdown para tentar conter segunda onda de covid-19

Regiões serão divididas em três níveis, revisadas a cada duas semanas, com limitações à circulação de pessoas.

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

 

Primeiro-ministro Boris Johnson anunciou novas medidas para tentar conter aumento de casos

PA Media

O Reino Unido sai na próxima semana de um novo lockdown, mas, diante do aumento de casos de covid-19 no país, não entra em um período de flexibilização das medidas de distanciamento social.

Nesta quinta-feira (26/11), o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, anunciou que algumas regiões ainda terão de seguir restrições mais rígidas à circulação de pessoas para tentar conter a segunda onda da pandemia e evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

O Reino Unido é o quinto país com maior número de mortes pela doença causada pelo novo coronavírus. São mais de 56 mil, total superado apenas pelas cifras de Estados Unidos, Brasil, Índia e México.

A curva de óbitos chegou a arrefecer no país, mas, passado um período de queda, eles voltaram a crescer em outubro, assim como o volume de casos. O novo lockdown nacional fora decretado em novembro.

O sistema que entra em vigor no próximo dia 2 de dezembro estabelece três níveis diferentes de restrições, que serão reavaliados para cada região a cada duas semanas.

Mais de um terço da população da Inglaterra se encontra em áreas que serão submetidas a medidas mais duras, que inclui a proibição de reuniões de pessoas além daquelas que dividem um mesmo domicílio.

No total, cerca de 23 cidadãos de pessoas em 21 áreas estarão sob as regras do nível três — incluindo Birmingham, Leeds e Sheffield.

Cidades como Londres e Liverpool se encaixarão no nível dois, enquanto Ilha de Wight, Cornualha e Ilhas de Scilly — onde não houve nenhum caso de covid-19 registrado na semana passada — serão as únicas áreas da Inglaterra no nível um.

O primeiro-ministro argumentou que as novas restrições são necessárias para manter a doença sob controle e alertou que suavizar as medidas pode criar um risco de “perda do controle” da covid-19.

“Isso pode enfraquecer nossos ganhos duramente conquistados e nos forçar a voltar a um lockdown nacional no Ano Novo”, afirmou.

As medidas têm como objetivo reduzir o número de reprodução do vírus, conhecido como Rt — que sinaliza, na prática, a quantas pessoas um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença.

Quando o número está acima de 1, a doença se propaga exponencialmente; abaixo desse patamar, o total de infectados tende a diminuir com o tempo, já que, nessa situação, uma pessoa não consegue contaminar mais de uma.

O premiê anunciou ainda o reforço da testagem nas áreas sob o nível três de restrições, atribuindo essa estratégia à abordagem bem-sucedida adotada em Liverpool, que estará sob o nível dois.

Questionado por jornalistas, Johnson afirmou que as novas medidas não configurariam uma continuação do lockdown.

“Em todos os níveis, lojas estarão abertas, cabeleireiros, serviços pessoais estarão abertos, academias estarão funcionando, locais de culto estarão abertos para também, então isso é uma coisa muito diferente”, disse ele.

“E estou convencido de que em abril as coisas realmente vão estar muito, muito melhores”, acrescentou.

 

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APÓS ONDA DE REPRESSÃO E PROTESTOS, PRESIDENTE DO PERU TROCA CÚPULA DA POLÍCIA

Presidente do Peru troca cúpula da polícia após onda de repressão de protestos

Francisco Sagasti anuncia um sistema de proteção às vítimas de ação policial durantes os atos iniciados após queda do ex-mandatário Martín Vizcarra

JACQUELINE FOWKS

O presidente do Peru, Francisco Sagasti, durante cerimônia no dia 17 de novembro.O presidente do Peru, Francisco Sagasti, durante cerimônia no dia 17 de novembro.SERVICIO ILUSTRADO (AUTOM�TICO) / EUROPA PRESS

presidente interino do Peru, Francisco Sagasti, substituiu o comando da Polícia Nacional após a onda de repressão policial durante os recentes protestos pacíficos em Lima contra a classe política. Os confrontos entre as forças de segurança e os manifestantes deixaram 63 hospitalizados e dois jovens mortos. Um adolescente de 13 anos foi baleado por agentes no domingo à noite, antes do início do toque de recolher imposto pela pandemia da covid-19

A queda da cúpula policial ocorre depois que os familiares de Inti Sotelo e Bryan Pintado —as duas vítimas—, manifestantes feridos e voluntários que participaram em brigadas de primeiros socorros nos protestos denunciaram intimidação e vigilância por parte de policiais ao longo de vários dias.

As forças de segurança reprimiram os protestos —que começaram no dia 9 e continuaram até o dia 14— disparando munição real e de ar comprimido e fazendo uso indevido de gás lacrimogêneo apesar de os manifestantes, desarmados, não representarem um risco à segurança de outras pessoas.

Os protestos de dezenas de milhares de jovens no centro de Lima começaram em repúdio ao Governo interino de Manuel Merino, no cargo após o Parlamento destituir Martín Vizcarra, acusado de participar de esquema de propina de construtoras. A população e as principais organizações da sociedade civil consideraram que a derrubada de Vizcarra foi uma ruptura da independência de poderes, causada por grupos políticos vinculados à corrupção e com conflito de interesses. Nenhum Governo vizinho cumprimentou a chegada de Merino ao poder, com exceção do Paraguai —o Brasil saudou o anúncio do então interino de manter o cronograma eleitoral.

Jan Jarab, o chefe de uma missão ad hoc das Nações Unidas que na semana passada avaliou em Lima o impacto da crise política nos direitos humanos, expressou sua preocupação sobre a negativa da polícia de ter cometido violações aos direitos humanos durante sua ação contra os protestos e chamou a situação de “repressiva e preocupante”. Em uma entrevista ao EL PAÍS, disse que o uso excessivo do gás lacrimogêneo ia contra as normas internacionais sobre direitos humanos pois os jovens manifestantes não colocaram a vida de outras pessoas em perigo.

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PARA FINS DE DEFESA, VENEZUELA FABRICARÁ DRONES MULTIUSOS

 

Maduro anuncia que Venezuela fabricará drones para fins de defesa

Aeronaves não tripuladas têm autonomia de voo de cinco horas; não foram divulgados outros detalhes técnicos ou mecânicos

INTERNACIONAL

Do R7

Anúncio foi feito na quinta-feira (19) e transmitido por rede estatal de televisão

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na quinta-feira (19) que o país “em breve” fabricará drones multiuso, incluindo para fins de defesa, por meio de uma empresa fundada neste ano e que também apresentou nesta sexta-feira (20) dois modelos para treinamentos.

“Nós, os venezuelanos, em breve fabricaremos drones de uso civil e multiuso (…), drones para desenvolvimento nacional, para defesa nacional, feitos na Venezuela”, declarou o mandatário durante um ato público de trabalho transmitido pela rede estatal de televisão “VTV”, sem dar mais detalhes.

Segundo Maduro, os drones serão fabricados pela Empresa Nacional de Aeronáutica (EANSA), fundada em fevereiro deste ano com o objetivo de buscar a “independência tecnológica” do país.

Na quinta-feira, a fabricante apresentou duas aeronaves para treinamento e observação de pilotos, “feitas inteiramente na Venezuela, com mão de obra venezuelana e mente venezuelana”, ressaltou Maduro.

Por sua vez, o vice-ministro de Transporte Aéreo da Venezuela, Ramon Velásquez, afirmou que essas aeronaves têm autonomia de voo de cinco horas, mas não divulgou outros detalhes técnicos ou mecânicos.

A “VTV” mostrou imagens das aeronaves, identificadas como EANSA 1 e EANSA 2 e pintadas com as cores e iniciais da companhia aérea estatal Conviasa, que Velásquez também dirige.

Com uma frota de cerca de 50 aviões, a Conviasa sofre sanções desde fevereiro por parte do governo dos Estados Unidos, que alega que a empresa foi usada para “enviar funcionários corruptos do regime (de Nicolás Maduro) ao redor do mundo para aumentar o apoio a seus esforços antidemocráticos.”

As sanções impedem que cidadãos e empresas relacionadas com os Estados Unidos façam negócios com a Conviasa – como a venda de peças de reposição ou combustível -, o que dificulta as operações internacionais da companhia.

 

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DEVIDO AO AUMENTO DE CASOS DA COVID-19 NA CALIFÓRNIA, GOVERNO ANUNCIA TOQUE DE RECOLHER POR UM MÊS

 

Governador da Califórnia impõe novo toque de recolher por um mês

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19), e passará a valer às 22h deste sábado (21). Outros estados também adotaram medidas contra a covid

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Gavin Newsom pediu o apoio da população da Califórnia na luta contra a covid

O governador da Califórnia, Gavin Newsom decretou um confinamento para 94% do estado após o crescimento do número de casos do novo coronavírus. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (19), e passará a valer às 22h deste sábado (21). O confinamento e a restrição terá duração de um mês.

Em seu perfil oficial no Twitter, o governador pediu afirmou que “devido ao aumento de casos da covid-19, a CA [estado] está emitindo um pedido para que as pessoas fiquem em casa”.

O comunicado diz ainda que os “trabalhos e reuniões não essenciais devem parar das 22h às 5h nos condados da camada roxa”. A extensão do pedido do governador atingirá 94% do estado, marcado em alerta.

“O vírus está se espalhando a uma taxa que não vimos desde o início desta pandemia, e os próximos dias e semanas serão críticos para deter o aumento. Estamos dando o alarme”, disse Newson em um comunicado. “Juntos, podemos achatar a curva novamente”, reforçou.

A Califórnia registrou um número quase recorde de casos diários da covid-19 na quinta-feira (19), 11.478. O recorde histórico de 12.807 ocorreu em 27 de julho. O número de pacientes internados no estado subiu para 5.319, um salto de 4,5% em apenas um dia.

Mais estados adotaram medidas sanitárias contra o avanço da covid-19 nos Estados Unidos. Veja abaixo:

Washington

No estado de Washington, onde os casos dobraram nas últimas duas semanas, o governador democrata Jay Inslee proibiu desde o domingo todas as reuniões com pessoas fora do grupo familiar, um dos maiores fatores de contaminação. A menos que a pessoa entre em quarentena por 14 dias antes do encontro ou em quarentena por sete dias, com um resultado negativo para a covid-19.

Inslee também proibiu se alimentar dentro de bares e restaurantes, além de restringir para 25% a capacidade máxima em centros religiosos, supermercados e outras lojas.

Reuniões privadas ao ar livre ou jantares ao ar livre em um restaurante foram limitadas a um máximo de cinco pessoas.

As medidas vigorarão até o dia 14 de dezembro.

Novo México

Vale a partir desta segunda-feira a ordem de confinamento para a população, exceto para as saídas essenciais, e 100% dos comércios não essenciais fecharam. As refeições em bares e restaurantes estão proibidas. É permitida apenas a entrega de comida.

“O Novo México está em um momento de quebra. Enfrentamos uma situação de vida ou morte”, disse a governadora democrata Michelle Luján Grisham.

Michigan

O estado de Michigan anunciou no domingo o fechamento de escolas de Ensino Médio e universidades, que agora devem oferecer 100% de seus cursos no formato virtual, assim como cinemas e cassinos ou atividades recreativas internas, como boliche.

Jantares em bares e restaurantes estão proibidos e a recomendação é que se trabalhe de casa sempre que possível. As medidas vigorarão por ao menos três semanas, até 9 de dezembro.

“Estamos no pior momento desta pandemia até agora. A situação nunca foi tão difícil”, disse a governadora democrata Gretchen Whitmer.

Oregon

A partir de quarta-feira até o dia 2 de dezembro, os restaurantes e bares só poderão vender comida no formato “take away” ou “delivery”.

A governadora democrata Kate Brown também encerrou todas as atividades recreativas, incluindo museus, academias, zoológicos e jardins, e as reuniões foram limitadas a um máximo de seis pessoas.

Nova Jersey

As reuniões internas serão limitadas a 10 pessoas (como já é o caso em Nova York) e as externas a 150 pessoas, anunciou o governador democrata Phil Murphy, nesta segunda-feira.

Eventos internos, como serviços religiosos, casamentos e funerais, poderão continuar com 25% da capacidade, ou até 150 pessoas, acrescentou.

Dakota do Norte

O governador republicano Doug Burgum determinou na sexta o uso de máscaras em público, embora antes se opusesse à medida. Também limitou a capacidade em bares e restaurantes a 50% a partir desta segunda-feira.

Texas

As máscaras agora são obrigatórias no Texas, o segundo estado mais populoso do país depois da Califórnia. Mas a maioria das lojas ainda estão abertas, embora o Texas tenha registrado na semana passada mais de 10.000 novos casos diários em média.

A situação é princialmente preocupante em El Paso, na fronteira com o México, onde foram instalados necrotérios temporários.

Illinois

O estado de Illinois não impôs o confinamento, mas Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, o fez desde esta segunda-feira pelo período de três semanas, com a exceção das idas à escola, ao supermercado ou ao trabalho, caso não possa ser realizado à distância.

Nova York

Na maior cidade americana – que no início foi o epicentro nacional da pandemia, com o registro mais de 34 mil mortes pela covid-19 – o governador democrata Andrew Cuomo ordenou, na última sexta-feira, o fechamento de bares e restaurantes que vendam bebidas alcoólicas, diante do aumento da taxa de novos casos do vírus no estado, que é de 2,8%.

O prefeito Bill de Blasio cogita fechar escolas públicas, que atendem 1,1 milhão de alunos, se o índice de novos casos atingir os 3% e assim permanecer por sete dias consecutivos.

 

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COM PLANOS DE ABRIR EMBAIXADA EM JERUSALÉM, ISRAEL, MALAWI SERÁ PRIMEIRA NAÇÃO AFRICANA COM SEDE DIPLOMÁTICA NA REGIÃO

 

Malawi anuncia planos de abrir embaixada em Jerusalém

País será primeira nação africana com embaixada na região e a terceira do mundo a instalar uma sede diplomática lá, depois dos EUA e Guatemala

INTERNACIONAL

Do R7

Presidente do Malawi é cristão e foi pastor

O Malawi anunciou planos de abrir uma embaixada em Jerusalém, em Israel, em 2021 e será a primeira nação africana com uma embaixada na região em décadas. O país, que é majoritariamente cristão, é comandado por Lazarus Chakwera, que era pastor.

Em visita a Israel, o chanceler do Malawi, Eisenhower Mkaka, deu uma declaração dizendo que a medida era um “passo corajoso e significativo”. As autoridades israelenses disseram acreditar que mais países africanos “seguirão essa decisão”.

O Quênia, a Costa Rica e a República Democrática do Congo tinham embaixadas em Jerusalém até que a Guerra de Yom Kippur, em 1973, que fez com que os países fechassem as sedes diplomáticas.

Atualmente, a região tem apenas duas embaixadas, a dos Estados Unidos e da Guatemala. Brasil, Sérvia, Kosovo, Croácia, Honduras, Moldávia, Romênia e República Tcheca expressaram vontade de abrir embaixadas em Jerusalém.

Novos mercados

Para o professor de relações internacionais da ESPM, Roberto Uebel, a decisão do presidente do Malawi têm grande significado interno e aponta para uma abertura para novos mercados.

“Isso é uma decisão do presidente de um país que é essencialmente e majoritariamente cristão e desponta na região. É interessante este movimento no sentido de ser o primeiro país africano a abrir uma embaixada em Jesusalém, já que ele não possui nem sede em Israel”, explicou o especialista.

Para Uebel, existem duas mensagens que são dadas após essa decisão do presidente Lazarus Chakwera. “Internamente, é um suporte político e legitimidade, já que ele é cristão e foi pastor, e governa uma nação de maioria evangélica”, destaca.

“No plano internacional não podemos desconsiderar que Israel é uma potência regional no oriente médio em que busca de novos parceiros, principalmente países africanos”, comenta. Para o professor, Israel está se progetando no continente africano.

O professor ressalta que o Malawi vem apresentando um bom desempenho econômico e um ambiente democrático estável.

“Eles possuem eleições regulares, liberdade de imprensa respeitada, é uma democracia que está se estabilizando, e buscando novos mercados, e quem sabe essas novas relações poderiam se dar até mesmo com o Brasil”, finaliza.

 

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BOAS NOTÍCIAS: BRASILEIRA VAI INTEGRAR EQUIPE DE BIDEN NO COMBATE À COVID-19

Aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS desta terça-feira você vai conhecer quem é a história de uma brasileira que se destacou na luta contra a Covid-19 e agora foi chamada a fazer parte do conselho consultivo contra Covid do governo Biden nos Estados Unidos. Mais uma brasileira que se destaca internacionalmente!

Equipe de transição de Biden anuncia conselho consultivo contra Covid; brasileira está na lista

Por G1

 

Joe Biden e Kamala Harris no discurso em que a dupla comemorou a vitória nas eleições dos EUA — Foto: ANDREW HARNIK/REUTERS via BBCJoe Biden e Kamala Harris no discurso em que a dupla comemorou a vitória nas eleições dos EUA — Foto: ANDREW HARNIK/REUTERS via BBC

A equipe de transição do presidente eleito dos Estados UnidosJoe Biden, anunciou nesta segunda-feira (9) o conselho consultivo para o combate à Covid-19. Entre os membros anunciados está a brasileira Luciana Borio.

Borio é pesquisadora sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores dos EUA, ex-diretora de preparação médica e de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional do país e ex-cientista-chefe interina da FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – veja mais abaixo.

equipe de especialistas em saúde pública vai aconselhar Biden, a vice-presidente, Kamala Harris, e a equipe de transição do governo para enfrentar a pandemia. O conselho consultivo será liderado pelos copresidentes David Kessler, Vivek Murthy e Marcella Nunez-Smith.

“Lidar com a pandemia do coronavírus é uma das batalhas mais importantes que nosso governo enfrentará, e serei guiado pela ciência e por especialistas“, afirmou Biden no comunicado.

Segundo o presidente eleito dos EUA, o conselho consultivo “ajudará a moldar a abordagem para gerenciar o aumento nas infecções relatadas; garantir que as vacinas sejam seguras, eficazes e distribuídas de forma eficiente, equitativa e gratuita; e proteger as populações em risco”.

Na campanha, Biden prometeu uma estratégia completamente diferente da adotada por Donald Trumpa começar por garantir que as decisões de saúde pública seriam amparadas na ciência e informadas por profissionais da áreaEssa era uma das principais promessas do democrata.

Pandemia nos EUA

Atual presidente americano e derrotado por Biden na disputa eleitoral, Donald Trump chegou a dizer em março que o coronavírus iria simplesmente “desaparecer”. No final de outubro, o chefe de gabinete de Trump afirmou “não vamos controlar a pandemia” e voltou a comparar o vírus com a da gripe.

São mais de 10 milhões de casos no país, e o número óbitos passa de 237 mil. Na sequência, vêm Índia (8,5 milhões e 126 mil, respectivamente) e Brasil (5,6 milhões e 162 mil).

Além dos copresidentes e da cientista brasileira, o conselho terá como membros Rick Bright, Ezekiel Emanuel, Atul Gawande, Celine Gounder, Julie Morita, Michael Osterholm, Loyce Pace, Robert Rodriguez e Eric Goosby.

Quem é Luciana Borio

Luciana Borio, em foto de setembro de 2014 — Foto: Alex Wong/Getty Images North America/Getty Images via AFP/ArquivoLuciana Borio, em foto de setembro de 2014 — Foto: Alex Wong/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo

O comunicado da equipe de transição de Biden diz que Borio é especialista em biodefesa, doenças infecciosas emergentes, desenvolvimento de produtos médicos e emergências complexas de saúde pública.

A cientista brasileira é pesquisadora sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores americano e já foi diretora de preparação médica e de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional do país e cientista-chefe interina da FDA.

Borio também já foi diretora do escritório de contraterrorismo e de ameaças emergentes e comissária assistente para política de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, segundo o comunicado da equipe de transição de Biden.

Alerta de 2018

Borio vive desde o fim da década de 1980 nos EUA, segundo a BBC, e era assessora da Casa Branca em maio de 2018 quando alertou, durante um simpósio, que uma pandemia de gripe seria a principal ameaça à segurança sanitária do país.

“Estamos preparados para responder a uma pandemia? Receio que a resposta seja não”, afirmou Borio durante uma palestra para marcar os 100 anos da pandemia de gripe espanhola, de acordo com a BBC.

Naquele mês, Trump decidiu fechar o departamento que era chefiado por Borio e que seria responsável pela resposta a uma nova pandemia. Em março de 2020, o presidente americano afirmou que “ninguém sabia que haveria uma pandemia ou epidemia dessa proporção”.

Fonte: G1

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PARA ENCERRAR GUERRA CIVIL NA LÍBIA A ONU ANUNCIA CESSAR-FOGO

 

ONU anuncia cessar-fogo para encerrar a guerra civil na Líbia

Reunidos em Genebra, representantes do Governo Nacional e do Parlamento, que se enfrentam há 6 anos, assinaram um acordo que pode levar à paz

INTERNACIONAL

Da EFE, com R7

Representantes do Parlamento e do Governo fecharam cessar-fogo na Suíça

Violaine Martin / ONU via EFE – EPA – 23.10.2020

Representantes do Governo do Acordo Nacional (GNA, na sigla em inglês) e do Parlamento líbio, lados que se enfrentam há seis anos em uma guerra civil, assinaram nesta sexta-feira (23) um cessar-fogo permanente para todo o território da Líbia que prevê, entre outras coisas, a saída de todos os combatentes estrangeiros em até três meses.

O acordo, fechado com a mediação da Missão de Apoio das Nações Unidas para a Líbia (UNSMIL), foi assinado após quatro rodadas de negociações na sede europeia da ONU em Genebra , na Suíça, pela Comissão Militar Conjunta 5+5, formada por dez representantes dos dois exércitos do conflito.

Abandonar o front e voltar aos quartéis

A diretora da UNSMIL, Stephanie Williams, explicou em uma coletiva de imprensa que o acordo tem efeito imediato e exige que “todas as unidades militares e grupos armados devem abandonar os fronts de batalha e retornar aos seus quartéis”.

Além disso, também deve acontecer “a saída do território líbio de todos os mercenários e tropas estrangeiras que operem em terra, mar e ar”, acrescentou Williams, que ressaltou que o cessar-fogo não inclui grupos incluídos na lista de organizações terroristas da ONU.

Além disso, até que um governo unificado e formado por representantes dos dois lados do conflito assuma o controle do país, o treinamento de tropas será suspenso. Também sairão do país as equipes estrangeiras de formação militar.

O acordo inclui a criação de centros de operações conjuntos da polícia e do exército para garantir a segurança do território, assim como a possível reintegração, com algumas condições, de membros de grupos armados às “instituições estatais”.

Depois da assinatura do acord, o coronel Ali Abushahma, chefe da delegação do Governo do Acordo Nacional (GNA), mostrou esperança de que o cessar-fogo “ponha fim ao conflito armado e ao derramamento de sangue na Líbia.

Abushahma, representante do governo com sede em Trípoli que é reconhecido pela ONU, pediu aos responsáveis das tropas líbias “que façam todo o possível para comprir o acordo com responsabilidade e reconstituir o aparato militar para voltar a ser uma mão forte contra quem tente minar a segurança e a estabilidade da Líbia”.

Da parte do governo rival, o Parlamento de Tobruk, o chefe da delegação, Amhimmid Mohammed Alamami, destacou que a comissão 5+5 “teve sucesso ao conseguir o que todos os líbios esperavam: mostrar que pertencemos a uma só nação e conseguir a paz e a segurança”.

Pedido ao Conselho de Segurança

As duas partes pediram que após a assinatura do novo acordo o Conselho de Segurnça da ONU adote uma resolução para garantir que ele seja cumprido não apenas pelos atores do conflito dentro da Líbia, mas também pelos do exterior.

O Parlamento de Tobruk participou do conflito apoiado por Rússia, França, Emirados Árabes, Egito, Arábia Saudita e outros. Já o GNA tinha apoio de países como os EUA, Reino Unido e Turquia.

Williams destacou que o acordo é uma resposta ao pedido feito este ano por um cessar-fogo em todos os conflitos globais, feito em março pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, diante da crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus.

A Comissão Militar Conjunta 5+5 já havia fechado um acordo, na última quarta-feira, pela reabertura das rotas terrestes e aéreas no país. Com isso, foram retomados os voos entre Trípoli e Benghazi, as duas principais cidades do país, controladas pelo GNA e pelo Parlamento, respectivamente.

A representante da ONU também explicou que as equipes de negociação avisaram que a produção de petróleo do país, que esteve bloqueada durante meses pelos ataques das forças do Parlamento, poderá ser retomada em breve e de maneira integral.

“Ainda temos muito trabalho pela frente”, concluiu a responsável pela UNSMIL, que disse que nas próximas rodadas serão negociados mais detalhes para facilitar a desmobilização das tropas, a reintegração de seus membros à sociedade e a luta antiterrorista no território líbio.

A mediadora lembrou que além das negociações militares em Genebra, continuam as conversas em outras duas comissões, uma política e outra econômica, reunidas nos últimos meses em Berlim, e mostrou esperança de que nelas sejam conseguidos outros importantes avanços que ajudem no processo de paz.

Década de conflitos

A guerra civil líbia colocou em lados opostos o Governo e o Parlamento que, com sede em Tobruk, controla boa parte do território nacional graças às milícias comandadas pelo marechal Jalifa Hafter, homem-forte de Muammar Kadafi nas décadas de 1970 e 80 que se tornou o principal opositor ao ditador após fugir se exilar nos EUA em 1989.

Desde a queda de Kadafi em 2011, quando a OTAN ajudou na vitória dos diversos grupos e milícias rebeldes que disputavam o poder contra as forças leais ao ditador, a Líbia é um país mergulhado no caos e na guerra civil.

O primeiro conflito, coincidentemente, acabou em 23 de outubro daquele ano, exatamente 9 anos atrás. Depois disso, se seguiram mais de dois anos de negociação e tensão até que discordâncias sobre o resultado da eleição de 2014 culminaram na guerra atual, que já matou quase 9 mil pessoas em 6 anos.

Essa segunda fase do conflito é marcada pela participação de diversos países em apoio aos dois lados, seja com suporte financeiro e logístico ou com ajuda militar direta, que aconteceu em mais de uma ocasião.

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ESTAMOS UNIDOS PARA CHEGAR A UM ACORDO, MAS NÃO A QUALQUER CUSTO, DIZ PORTA VOZ DA UE

UE quer acordo com Reino Unido, mas ‘não a qualquer custo’

Presidente do Conselho Europeu anuncia que países do bloco querem acordo comercial com britânicos, mas se preparam para saída “caótica”

INTERNACIONAL

por 

Reuters

 

UE quer acordo com Reino Unido, disse Michel

Kenzo Tribouillard / Pool via Reuters – 15.10.2020

O presidente da cúpula da União Europeia, Charles Michel, disse nesta quinta-feira (15) que os líderes nacionais do bloco decidiram continuar conversando com o Reino Unido para tentar fechar brechas relacionadas a seus laços comerciais, mas também tomaram providências para intensificar seus preparativos de contingência em caso de uma saída caótica.

“Estamos unidos e determinados a chegar a um acordo, mas não a qualquer custo”, disse Michel, anunciando a decisão dos líderes da UE, que representam as 27 nações do bloco.

Ele disse que garantir os direitos de pesca, encontrar maneiras de resolver disputas e proteger a concorrência leal são cruciais para proteger “centenas de milhares de empregos europeus”.

Fonte: R7

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MAIS DE 2 MIL SOLDADOS SERÃO RETIRADOS DO IRAQUE, ANUNCIA EUA

EUA anunciam retirada de mais de 2 mil soldados do Iraque

O anúncio formaliza uma das promessas de campanha de Trump contra as “guerras intermináveis” que os norte-americanos atuam no mundo

INTERNACIONAL

Ansa

 Espera-se que algo do tipo também seja divulgado para o Afeganistão

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (9) a retirada de cerca de 2,2 mil militares do Iraque até o início do mês de outubro. A informação foi confirmada pelo chefe do comando militar norte-americano no país, general Kenneth McKenzie, durante uma cerimônia da coalizão global que luta contra os terroristas do Estado Islâmico em território iraquiano.

Com isso, o efetivo reduzirá dos atuais 5,2 mil militares para 3 mil. O anúncio formaliza uma das promessas de campanha de Donald Trump contra as “guerras intermináveis” que os norte-americanos atuam no mundo e é esperado que algo do tipo também seja divulgado para o Afeganistão.

Nesta semana, Trump abriu mais uma frente de crise com as Forças Armadas norte-americanas, dizendo que alguns generais mantinham as guerras “para deixar fabricantes de armas satisfeitos”.

A resposta veio quase que de maneira imediata, do chefe do Estado Maior do Exército, general James McConville, que disse que os generais só mandam soldados para guerras “quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso”.

“Muitos destes líderes têm filhos e filhas que servem nas Forças Armadas. Muitos destes líderes têm filhos e filhos que já estiveram em combate ou estão em combate agora. Eu posso garantir ao povo que os principais líderes só recomendam enviar nossas tropas para o combate quando isso é requisitado pela Segurança Nacional, e como último recurso. Levamos muito, muito a sério nossas recomendações”, disse durante um evento.

Fonte: R7

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