AGRICULTURA, SAÚDE E EDUCAÇÃO SÃO TEMAS DE MAIOR PREOCUPAÇÃO POR DEPUTADOS NA ALRN

Deputados cobram atuações nas áreas da Agricultura, Saúde e Educação

Deputados cobram atuações nas áreas da Agricultura, Saúde e Educação

20 maio 2020

Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do RN desta terça-feira (19), realizada por videoconferência, no horário destinado aos deputados, foram levantados temas relevantes para a sociedade potiguar, como agricultura familiar, saúde e educação.

O deputado Ubaldo Fernandes (PL) se dirigiu aos trabalhadores da agricultura familiar da região Seridó e reforçou o apelo feito ao Governo do Estado para comprar os produtos da categoria.

“Eu quero levar a palavra a todos do Seridó, principalmente os que fazem parte do Programa Nacional de Alimentação da Agricultura Familiar. Gostaria de lembrar o apoio que o Governo do Estado poderia oferecer a esses trabalhadores, que plantam para a própria subsistência e, quando há sobras, vendem os produtos. Nós fizemos um apelo para que o Governo se sensibilizasse e comprasse essas mercadorias, para que fossem feitos os kits de alimentação dos estudantes da rede estadual”, detalhou.

Ubaldo continuou, dizendo que a secretaria responsável já disponibilizou uma compra, em primeira etapa, para distribuir kits aos alunos, e que os agricultores pediram que haja uma segunda etapa, desta vez para que o Governo compre toda a produção da agricultura familiar da região do Seridó.

Concluindo, o deputado também fez um apelo ao Governo para a concessão de cestas básicas à população LGBT. “Muitas dessas pessoas, que são parte importante da nossa sociedade, estão com dificuldades financeiras e até passando fome. Então eu faço aqui um apelo ao Governo para que olhe para elas”, argumentou.

Dando continuidade ao horário dos deputados, Vivaldo Costa (PSD) discursou sobre as mudanças que vêm ocorrendo na política brasileira e Norte-rio-grandense. “Meu assunto principal de hoje é Política. Me dirijo a todos os jovens que desejam disputar as eleições em 2020 para vereador, prefeito ou vice-prefeito. O Brasil está mudando. Antigamente, para ser candidato, era preciso ter dinheiro ou poder para angariar recursos. Mas isso vem mudando”, explicou.

O parlamentar disse que leu um artigo no jornal Tribuna do Norte, semana passada, em que o jornalista Gaudêncio Torquato fez uma reflexão sobre esse assunto. “Gaudêncio escreveu que o eleitor não quer mais votar porque um candidato é bonito ou feio, velho ou novo, rico ou pobre; na verdade o eleitor valoriza as qualidades pessoais do candidato, como seriedade, zelo pelo patrimônio, que ele seja preparado, tenha disposição, comprometimento, que tenha perfil inovador, seja uma pessoa simples, corajosa e que queira evoluir”, ressaltou Vivaldo, reforçando que “Gaudêncio verificou que é muito forte a tendência de se votar em mulheres, e que o eleitor quer gente preparada, séria. Não quer alguém que só saiba fazer promessas”.

Isolda Dantas (PT) também falou sobre as compras dos alimentos gerados pela agricultura familiar no RN. “Existe uma lei de nossa autoria que garante a compra de 30% da agricultura familiar, por parte do Governo, para compor os kits de alimentação escolar. E ele já comprou mais de 338 mil quilos de alimentos. E nós vamos seguir acompanhando esse caso e o da prefeitura de Mossoró, que também tem essa obrigação, determinada por uma lei federal”, frisou a parlamentar.

A deputada dirigiu seu apoio também à população LGBT. “É uma população vulnerável e que precisa de ajuda. Por isso nós vamos cobrar dos municípios que recebem recursos para atender essas pessoas. Então fica aqui o nosso apelo às prefeituras e ao Governo do Estado para que atendam essa demanda, porque o nosso povo está precisando, e nós devemos ter a sensibilidade de atender a todos, na medida do possível”, concluiu.

Fonte: Política em Foco
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CIÊNCIAS: A TEORIA DE GAIA ESTABELECE QUE A TERRA É UM GRANDE ORGANISMO VIVO QUE SE AUTORREGULA E ELIMINA OS SEUS DETRITOS

O destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta quinta-feira é uma análise sob a ótica da Teoria de Gaia, criada pelo cientista inglês James Lovelock, sobre papel do novo coronavírus no grande organismo chamado terra, que é visto como um dos elementos que surgiram para favorecer a regulagem de um sistema em desequilíbrio. Convido você a ler o texto completo a seguir e tirar as suas conclusões!

O novo coronavírus e a hipótese de Gaia

A partir da teoria de Gaia, criada pelo cientista inglês James Lovelock, o novo coronavírus pode ser visto como um dos elementos que surgiram para favorecer a regulagem de um sistema em desequilíbrio

  Terra: organismo capaz de se autorregular, tal qual os seres vivos. Crédito: Nasa/GSFC/NOAA/USGS/Wikimedia

Ciência ampla e complexa, a ecologia é a parte da biologia que tenta explicar o funcionamento de toda a natureza. A teoria de Gaia é uma hipótese da ecologia que estabelece que a Terra é um imenso organismo vivo. Elaborada pelo cientista inglês James Lovelock, em 1979, ela nos ensina que nosso planeta é capaz de obter energia para seu funcionamento, enquanto regula seu clima e temperatura, elimina seus detritos e combate suas próprias doenças – ou seja, assim como os demais seres vivos, um organismo capaz de se autorregular. De acordo com a hipótese, os organismos bióticos controlam os organismos abióticos, de forma que a Terra se mantém em equilíbrio e em condições adequadas para sustentar a vida.

Entender as relações homem-natureza requer uma contextualização espaço-temporal que inclui uma breve reflexão histórica da ocupação espacial do homem na Terra. O nomadismo, que durou milhares de anos, foi a primeira forma de sobrevivência da humanidade. O início da atividade agrícola, há 10 mil anos, fixou o homem, tornando-o sedentário.

Com o passar dos tempos, o sedentarismo aliado ao desenvolvimento tecnológico, sobretudo após a Revolução Industrial, permitiu que a população humana crescesse em ritmo exponencial. Consequentemente, os seres humanos passaram a ocupar, cada vez mais, áreas silvestres, florestas, com o intuito de explorar seus recursos para fins econômicos, especialmente no contexto contemporâneo. Assim, avançaram sobre ecossistemas naturais, transformando-os e destruindo espécies vegetais e animais.

Resiliência dos sistemas

Uma maior exposição humana, as zoonoses, enfermidades naturalmente transmissíveis entre animais e humanos, têm se verificado nesse processo. O vírus SARS-CoV-2, supostamente oriundo de morcegos, é um exemplo do que, hoje, assola o mundo e impressiona por sua velocidade de transmissão, seu potencial de perdas humanas e pelo elevado nível de incertezas que traz consigo. Ainda não há cura ou vacina para a covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, tampouco há consenso quanto à possibilidade de reinfecção, entre outras questões. Vale lembrar que muitas florestas também constituem reservatórios de zoonoses e, portanto, os esforços para sua preservação ou uso sustentável devem ser respeitados, sob o risco de favorecer ocorrências futuras de novas pandemias.

Seres humanos e natureza são parte de um mesmo sistema, o sistema ecológico. E um dos conceitos importantes na ecologia é a resiliência dos sistemas, ou seja, a capacidade de uma pessoa ou sistema se recobrar facilmente ou se adaptar a crises ou mudanças. O professor e entusiasta da permacultura Rob Hopkins explica essa noção por intermédio da seguinte metáfora:

“Em uma sociedade resiliente, os principais ingredientes do bolo são produzidos localmente, apenas são importados os produtos para o toque final (cerejas cristalizadas e glacê, por exemplo). Em uma comunidade não resiliente, todos os ingredientes básicos são importados, e apenas cerejas cristalizadas e glacê são produzidos localmente. No caso de um choque energético (como o pico petrolífero), uma sociedade com baixa resiliência é, portanto, extremamente frágil, porque seu modo de vida depende quase inteiramente de um conjunto de sistemas sociotécnicos globais que exigem muito transporte e energia: cerejas e glacê não são suficientes para fazer o bolo.”

Monocultura: pressão sobre recursos naturais. Crédito: Piqsels

Circulação livre

A globalização mundial que faz do planeta uma imensa aldeia global, ao mesmo tempo que nos conecta com facilidade via internet, traz a evidência da dimensão finita de nossos recursos. Em artigo publicado na “Folha de S.Paulo” de 22/3/2020, o filósofo Domenico de Masi lembra que, há alguns anos, Kenneth E. Boulding, um dos pais da teoria geral dos sistemas, comentando a sociedade opulenta, afirmou: “Quem acredita na possibilidade do crescimento infinito num mundo finito ou é louco ou é economista”.

O novo coronavírus circula livremente pelo mundo globalizado. Desprovido de preconceitos quanto a raça, idade ou sexo, amplamente adaptável a todo tipo de clima ou ecossistema, livre até mesmo de barreiras alfandegárias, transita pela economia globalizada, causando estragos inimagináveis à saúde e à economia mundiais.

A teoria de Gaia permitiria supor que o SARS-CoV-2 é um dos elementos que surgiram para favorecer a regulagem de um sistema que estava em desequilíbrio. Para isso, a população humana estaria sendo reduzida, diminuindo a pressão por recursos naturais. Iniciada possivelmente por um morcego, a covid-19 é espalhada nos humanos a partir dos mais ricos, ou seja, a pequena porcentagem da população mundial que viaja de avião traz para a imensa maioria que não sai de seus municípios o vírus letal, que, com a elevada velocidade de contágio, inviabiliza sistemas de saúde, aumentando assustadoramente o número de vítimas.

Fortalecimento dos sistemas locais

No sentido de priorizar a raça humana no planeta, faz-se necessário aumentar nossa resiliência, o que pode ser feito fortalecendo-se os sistemas locais. Nesse sentido, é necessária a consolidação de ações locais, tais como a agricultura familiar, a economia solidária, a agroecologia as moedas locais, isto é, um movimento que vai parcialmente na contramão da globalização predominante. Tratar com respeito e dignidade sistemas locais nos lembra alguns ícones desse tipo de pensamento, como a engenheira agrônoma Ana Primavesi, que nos deixou no ano passado, aos 99 anos. Nascida na Áustria, adotou o Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Defensora ferrenha da agroecologia, ela nos ensina:

“Ficamos cientes de que, onde a técnica se choca com as leis naturais, a natureza é que prevalece e domina. Devemos, portanto, reconhecer e aceitar esses limites, fazendo o máximo possível em favor de nossa terra. É bela a agricultura e a amamos mais ainda quanto mais vamos conhecendo a natureza. Acabamos com a ideia de que a terra é apenas fábrica de alimentos. A terra não é fábrica e não produz ilimitadamente.”

Ou seja, os recursos não são ilimitados e podem ser mais bem utilizados se o manejo agrícola for feito com o foco não na maximização de lucros, mas sim no aumento da resiliência.

Fontes citadas

Hopkins R. Manuel de transition: De la dépendance au pétrole à la résilience locale [Livro]. –  [s.l.] :Ecosociete Eds., 2010, p. 216.

Primavesi, A. M. Itaí, capítulo 13. Acesso em 26/3/2020.

* Heloisa Firmo e Renan Finamore são professores do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Drhima) da Escola Politécnica (Poli) e do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides) da UFRJ

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OPINIÃO: O BRASIL É MAIS DO QUE NUNCA O CELEIRO DO MUNDO

Na nossa coluna OPINIÃO deste domingo temos o artigo de Alexandre Garcia publicado nesta sexta-feira em mais de 30 jornais sobre a jornada agrícola brasileira que está se transformando no maior produtor agrícola do mundo a passos largos, sem deixar de ser também o campeão mundial de preservação de suas terras nativas. Assista ao vídeo e conheça um pouco mais do grande potencial produtivo brasileiro.

Fonte:

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ANÁLISE POLÍTICA: GOVERNADORES DE PIRES NA MÃO NA EMBAIXADA DA NORUEGA, POR ALEXANDRE GARCIA

Na nossa coluna ANÁLISE POLÍTICA desta terça-feira Alexandre Garcia relata o  abaixo assinado na Câmara dos Deputado que já conta com a assinatura de 175 deputados para instalar uma CPI para constranger as investigações da Lava Jato, os governadores da Amazônia Legal vão a Brasília nas embaixadas da Alemanha, Reino Unido e Noruega, de pires na mão para não perder as doações desses países. E registra o grande desempenho da agricultura brasileira que multiplicou por seis a sua produção desde os governos militares. Assista ao vídeo e fique por dentro de tudo!

Fonte:

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