TALIBÃ ORDENOU QUE COMPANHIAS AÉREAS IMPEÇAM MULHERES DE EMBARCAR DESACOMPANHADAS DE PARENTES DO SEXO MASCULINO

Talibã proíbe afegãs de viajar de avião sem parente do sexo masculino

Medida ocorre após o anúncio na semana passada do fechamento das escolas de ensino médio para meninas

Afegãs participam de um protesto em frente ao Ministério da Educação em Cabul

AHMAD SAHEL/AFP – 26.03.2022

O Talibã ordenou que as companhias aéreas no Afeganistão impeçam as mulheres de embarcar, a menos que estejam acompanhadas por um parente do sexo masculino, informaram as autoridades da aviação à AFP.

As restrições impostas às mulheres foram anunciadas depois do fechamento das escolas de ensino médio para meninas na quarta-feira (23) – poucas horas após a reabertura dos estabelecimentos de ensino pela primeira vez desde a chegada dos islamitas radicais ao poder em agosto.

Dois funcionários das companhias aéreas Ariana Afghan e Kam Air afirmaram neste domingo (27) à noite que os talibãs ordenaram que as empresas não permitam às mulheres viajar sozinhas.

A decisão foi adotada após uma reunião na quinta-feira (24) entre representantes do Talibã, das duas companhias aéreas e autoridades migratórias do aeroporto, informaram à AFP os dois funcionários, que pediram anonimato.

Desde seu retorno ao poder, os talibãs anunciaram várias restrições à liberdade das mulheres, geralmente aplicadas em nível local, de acordo com as autoridades regionais do ministério para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício.

O ministério afirmou que não divulgou nenhuma diretriz para proibir as viagens de mulheres sozinhas em aviões.

Porém, a medida foi confirmada em uma carta enviada por um executivo da Ariana Afghan aos funcionários da companhia aérea após a reunião com os talibãs – a AFP obteve uma cópia da mensagem.

“Nenhuma mulher pode viajar em um voo local ou internacional sem um parente masculino”, afirma a carta.

Dois agentes de viagens procurados pela AFP também confirmaram que pararam de emitir passagens para mulheres que viajam sozinhas.

“Algumas mulheres que viajavam sem um parente do sexo masculino não conseguiram embarcar em um voo da Kam Air na sexta-feira [25] de Cabul a Islamabad”, afirmou um passageiro.

Os talibãs já proibiram as mulheres de viajar sozinhas por estrada entre cidades, mas até agora elas tinham permissão para embarcar em voos.

O movimento islamita prometeu uma versão mais tolerante do rígido governo de seu primeiro período no poder, de 1996 a 2001. Mas, desde agosto, os talibãs reverteram duas décadas de avanços nos direitos das mulheres afegãs. Elas foram excluídas da maioria dos cargos públicos e do ensino médio. Além disso, são obrigadas a se vestir de acordo com uma interpretação estrita do Alcorão.

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MÉDICOS EXPLICAM QUE A ÔMICRON AFETA AS CÉLULAS DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES E TEM ALTA CAPACIDADE DE DISSEMINAÇÃO

Médicos explicam os motivos para o crescimento da variante Ômicron no Brasil

Cepa afeta mais as células das vias aéreas superiores e tem alta capacidade de disseminação

Karina Toledo

da Agência Fapesp

Brasil tem apresentado recordes sucessivos de casos diários de Covid-19Brasil tem apresentado recordes sucessivos de casos diários de Covid-19Foto: Myke Sena/MS

“Cepa de Deus”, “vírus vacinal” e “presente de Natal antecipado” foram alguns dos termos usados para descrever a variante Ômicron do SARS-CoV-2 no fim de 2021, quando ela foi identificada na África do Sul.

Estudos têm sugerido que essa linhagem do novo coronavírus é de fato menos agressiva que as anteriores, entre outros fatores, por ter uma capacidade menor de invadir o tecido pulmonar. Por outro lado, a maior afinidade com as células das vias aéreas superiores parece ter conferido à Ômicron um poder de disseminação que tem sido comparado ao do sarampo – um dos patógenos mais contagiosos já descritos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Ômicron contamina cem pessoas a cada três segundos no mundo.

No Brasil isso tem se refletido em recordes sucessivos de casos diários de Covid-19. Somente na sexta-feira (28), foram registradas 269.968 novas infecções. A média móvel de casos nos sete dias anteriores foi de 25.034.806.

Para especialistas ouvidos pela Agência Fapesp, o fato de o número de internações e mortes por Covid-19 não estar crescendo na mesma proporção deve-se mais à imunidade prévia da população – seja pela vacinação ou por infecções anteriores – do que às características intrínsecas do vírus.

“Nos indivíduos não vacinados a doença não é tão leve, podendo causar óbitos e lesões importantes. A questão é que esse vírus tem encontrado um hospedeiro diferente, que já não é virgem de exposição”, afirma o médico Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Esta também é a opinião de Elnara Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. “É uma variante muito parecida com as anteriores. A questão é que no Brasil a gente tem a felicidade de ter uma população com uma boa cobertura vacinal. O único paciente que precisei intubar nesta onda, até o momento, não era imunizado. E ele desenvolveu uma pneumonia por SARS-CoV-2 com trombose de microcirculação clássica. Na grande maioria dos atendidos, a doença teve um curso bom e considero a vacina a grande responsável”, diz.

Em parceria com os colegas do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, entre eles Saldiva, Negri foi uma das primeiras pessoas no mundo a levantar a hipótese de que distúrbios de coagulação sanguínea estariam na base dos sintomas mais graves da Covid-19 – entre eles insuficiência respiratória e fibrose pulmonar. Ela ressalta que mesmo entre pessoas vacinadas, principalmente em idosos e indivíduos com comorbidades, a Ômicron pode causar coagulopatia.

“Se ao redor do sexto dia de sintomas, em vez de melhorar, o paciente começar a ter febre, dor lombar e uma piora no cansaço ou mal-estar é hora de ir ao médico e colher exames para ver se há coagulopatia”, alerta.

O infectologista Esper Kallás, da Faculdade de Medicina da USP, destaca que nos locais em que a cobertura vacinal é mais baixa o número de hospitalizados por pela doença tem aumentado de forma significativa.

Um exemplo é o Distrito Federal, onde a taxa de ocupação dos leitos nas unidades de terapia intensiva (UTIs) atingiu novamente 100%. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do DF, 90% dos internados por Covid-19 não se vacinaram ou estão com a imunização incompleta.

Em outros seis estados – Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte – a ocupação nas UTIs está acima de 80%. No caso das UTIs pediátricas a situação já é crítica em pelo menos três estados: Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte.

A tendência também é de alta no número de mortes: foram 284 nesta segunda-feira (31), totalizando 627.138 óbitos desde o início da pandemia. A média móvel de mortes também aumentou em mais de 200% em relação a duas semanas atrás.

Voo às cegas

Os especialistas consultados pela reportagem afirmam que a escassez de testes para diagnóstico e o apagão de dados no Ministério da Saúde – causado por um ataque cibernético ocorrido no dia 10 de dezembro – têm dificultado avaliar com precisão como a onda da Ômicron está evoluindo no país.

“A gente está meio perdido em relação à taxa de letalidade, por exemplo, que é uma informação importantíssima e que pode ajudar a convencer as pessoas a se vacinar”, diz Saldiva.

Segundo o pesquisador, o problema também é reflexo do baixo investimento em vigilância epidemiológica nos estados. “No auge da pandemia, a falta de recursos humanos foi suprida aqui no estado de São Paulo pela comunidade acadêmica, que trabalhou de forma voluntária. Mas as equipes agora se desmobilizaram”, conta.

Na semana passada, segundo pesquisadores do Imperial College London, do Reino Unido, a taxa de transmissão do SARS-CoV-2 no Brasil chegou a 1,78 – o maior índice desde julho de 2020. Isso significa que cada cem pessoas infectadas estão transmitindo o vírus para outras 178. O grupo britânico não calculava o índice para o Brasil desde dezembro de 2021, devido ao apagão de dados no Ministério da Saúde.

Estimativas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, apontam que o Brasil pode atingir o pico de 1,3 milhão de infectados por dia pela Covid-19 em meados de fevereiro. As projeções incluem não só casos positivos confirmados, mas também estimativas de quem se infectou e nem chegou a testar.

O que mudou

Na primeira onda da pandemia, em 2020, a perda de olfato e paladar era considerada um dos principais indícios de infecção pelo SARS-CoV-2. Negri conta que esse sintoma já não tem sido observado e, por outro lado, a dor de garganta passou a ser algo bem mais recorrente. “Febre e tosse ainda são comuns. Alguns pacientes também apresentam diarreia”, relata.

A pediatra Ana Escobar relata algo parecido entre as crianças, a maioria ainda não vacinada. “Começa em geral com uma dor de garganta, depois febre – que pode chegar a 39°C e durar dois ou três dias –, dor de cabeça e no corpo. Lá pelo quarto dia a criança já está bem. Às vezes, a tosse se mantém até o décimo dia”, conta.

Embora nessa população a apresentação da doença não tenha mudado de forma significativa, destaca a médica, a quantidade de crianças acometidas é proporcionalmente muito maior com a Ômicron. “Então é normal que aumentem também as internações, principalmente entre aquelas que têm alguma patologia de base, como doenças pulmonares crônicas, reumatológicas ou câncer”.

Werther Brunow de Carvalho, coordenador das UTIs pediátricas e neonatais do Instituto da Criança, vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ressalta que a Ômicron – assim como as cepas anteriores – pode causar síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, condição caracterizada por febre persistente e inflamação em diversos órgãos, como coração, intestino e pulmão.

“O percentual de crianças que desenvolve a síndrome é menor com a Ômicron, mas pode acontecer. E por isso não há dúvida de que devemos vacinar”, afirma Carvalho.

O médico conta que no Hospital Santa Catarina, onde também atua, o número de crianças atendidas com sintomas de infecção respiratória dobrou em janeiro em relação ao mês anterior. “Além do SARS-CoV-2, há casos de influenza, rinovírus, parainfluenza e vírus sincicial respiratório”, conta.

As gestantes e as puérperas seguem sendo uma das populações de maior risco para as formas graves da Covid-19, informa a obstetra Rossana Pulcineli, professora da USP e integrante do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr). Dados divulgados pelo grupo no ano passado, antes da chegada da Ômicron, apontam que a chance de óbito de uma gestante não vacinada é 526% maior do que a de uma completamente imunizada.

“Entre as hospitalizadas sem vacina, 15% faleceram. O número cai para 9% entre as que receberam uma dose do imunizante e para 3% entre as com o esquema vacinal completo”, conta.

Segundo a médica, embora a Ômicron cause quadros mais leves, principalmente nas gestantes imunizadas, o número de internações por síndrome gripal voltou a crescer nessa população, passando de 147 em novembro para 1.643 em janeiro, segundo os dados mais recentes do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).

Entre as hospitalizadas, 43,5% têm diagnóstico confirmado de Covid-19, 4,8% de gripe (influenza H3N2) e em 51,6% a causa não foi definida, o que reflete a baixa disponibilidade de testes para diagnóstico.

“Já é sabido que gestante responde mal à influenza e não houve monitoramento nenhum quando os casos começaram a aumentar. Ficamos semanas sem dados atualizados em um momento crítico como este”, diz Pulcineli, que também ressalta a importância de as gestantes tomarem a terceira dose da vacina.

No que se refere a tratamentos com eficácia comprovada, Kallás conta que já há dois aprovados para uso no país: o antiviral remdesivir e os anticorpos monoclonais. “Mas são medicamentos caros e não tem sido feito um esforço por parte do governo para torná-los acessíveis à população”, conta.

Confira orientações do Ministério da Saúde diante do diagnóstico de Covid-19

Fonte: CNN

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UTILIDADE PÚBLICA: SAIBA QUAIS AS COMPANHIAS AÉREAS MAIS SEGURAS DO MUNDO

Levantamento traz as companhias aéreas mais seguras do mundo para 2022

A tabela anual de segurança mede fatores como acidentes e registros de incidentes graves das companhias, a idade de suas aeronaves, e protocolos da Covid-19

Tamara Hardingham-Gill

da CNN

O ano passado provou ser mais um ano incrivelmente difícil para as companhias aéreas, devido à queda nas viagens aéreas, que continuou ao longo de 2021, por causa do impacto da pandemia.

Mesmo agora, dois anos depois que Covid-19 foi trazido pela primeira vez à atenção do mundo, ainda há muito menos voos e passageiro  voando.

O vírus também continuou a dominar as conversas sobre segurança aérea, levando a algumas mudanças significativas na lista anual das companhias aéreas mais seguras do mundo de AirlineRatings.com, um site de avaliação de produtos e segurança de companhias aéreas.

Este ano, a Air New Zealand saiu no topo da tabela anual de segurança, que monitora 385 companhias aéreas de todo o mundo, medindo fatores como acidentes e registros de incidentes graves das companhias aéreas, a idade de suas aeronaves, bem como protocolos e inovação operacional relacionados à Covid-19.

A companhia aérea de bandeira da Nova Zelândia foi premiada com o primeiro lugar “devido ao seu excelente histórico de incidentes, número de inovações na cabine, treinamento de pilotos e idade de frota muito baixa”, de acordo com Geoffrey Thomas, editor-chefe do site australiano.

A Etihad Airways ficou em segundo lugar, enquanto a Qatar Airways ficou em terceiro. A Singapore Airlines e a TAP Portugal alcançaram o quarto e quinto lugar, respectivamente.

Visivelmente ausente entre as cinco primeiras está a Qantas, que deteve o título de companhia aérea mais segura do mundo de 2014 a 2017, bem como de 2019 a 2021 (nenhum vencedor claro foi encontrado em 2018).

A companhia australiana ocupa o sétimo lugar desta vez, devido a um “ligeiro aumento nos incidentes juntamente com a idade da frota.”

Em outubro de 2021, um Boeing da Qantas viajando da cidade australiana de Perth para Adelaide, na Austrália Ocidental, foi desviado devido a um desequilíbrio de combustível, em uma ocorrência classificada como um “incidente grave”.

“Os últimos dois anos foram extremamente difíceis para as companhias aéreas, com a Covid-19 reduzindo as viagens. Os editores da Airline Ratings têm se concentrado principalmente nos esforços que as companhias aéreas estão empreendendo para treinar os pilotos antes de um retorno ao serviço”, explica Thomas.

“A Air New Zealand é líder neste campo, com reciclagem abrangente.” A companhia aérea também recebeu elogios por ser líder mundial em avanços de segurança operacional nas últimas quatro décadas.

Suas várias iniciativas incluem recentemente se tornar uma das primeiras companhias aéreas do mundo a testar o uso da tecnologia Assaia Apron AI para melhorar o tempo de giro de suas aeronaves.

“A Air New Zealand tem se destacado em todo o amplo espectro de segurança, nunca perdendo de vista os menores detalhes enquanto cuida de suas tripulações de voo que trabalharam sob estresse significativo”, disse Thomas à CNN.

Em algumas ocasiões, AirlineRatings escolheu simplesmente nomear o vencedor, antes de listar o restante das principais companhias aéreas em ordem alfabética.
Mas o site recentemente optou por classificar cada uma das 20 principais companhias aéreas em ordem numérica, revelando algum movimento significativo de ano para ano.

Por exemplo, a Emirates estava em quinto lugar na lista de 2021, mas a companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos foi listada em 20º lugar este ano, enquanto a Southwest Airlines ficou em 13º lugar em 2021, mas não está incluída no novo top 20 de 2022.

AirlineRatings.com também produziu uma lista das companhias aéreas de baixo custo mais seguras do mundo, que são listadas em ordem alfabética e igualmente classificadas, mais uma vez.

As 10 principais companhias aéreas de baixo custo mais seguras são: Allegiant Air, easyJet, Frontier Airlines, Jetstar Group, Jetblue, Ryanair, Vietjet Air, Volaris, Westjet e Wizz Air.

As companhias aéreas mais seguras de AirlineRatings.com em 2022:

1. Air New Zealand
2. Etihad Airways
3. Qatar Airways
4. Singapore Airlines
5. TAP Air Portugal
6. SAS
7. Qantas
8. Alaska Airlines
9. EVA Air
10. Virgin Australia / Virgin Atlantic
11. Cathay Pacific Airways
12. Hawaiian Airlines
13. American Airlines
14. Lufthansa
15. Finnair
16. KLM
17. British Airways
18. Delta Air Lines
19. United Airlines
20. Emirates

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BRASIL FECHARÁ AS FRONTEIRAS AÉREAS PARA SEIS PAÍSES DA ÁFRICA DEVIDO A NOVA VARIANTE ÔMICRON

Brasil vai restringir voos vindos de 6 países da África

Restrição para passageiros da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue entrará em vigor a partir da próxima segunda-feira

João de Marida CNN

Em São Paulo

O ministro-chefe da Casa Civil Ciro Nogueira afirmou nesta sexta-feira (26) que o Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África devido à nova variante do coronavírus chamada Ômicron. Segundo o ministro, a medida entrará em vigor a partir da próxima segunda-feira (29).

“O Brasil fechará as fronteiras aéreas para seis países da África em virtude da nova variante do coronavírus. Vamos resguardar os brasileiros nessa nova fase da pandemia naquele país. Portaria será publicada amanhã e deverá vigorar a partir de segunda-feira”, escreveu o ministro nas redes sociais.

O ministro explicou que a decisão foi tomada em conjunto e será assinada pela Casa Civil, Ministério da Infraestrutura, Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Segundo Ciro Nogueira, a restrição atingirá os passageiros oriundos de: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A linhagem B.1.1.529 do novo coronavírus foi classificada nesta sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como variante de preocupação.

Identificada em múltiplos países, segundo a OMS, a variante Ômicron tem preocupado cientistas por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. A cepa foi encontrada na África do Sul, em Botsuana, em Hong Kong e na Bélgica.

Segundo levantamento feito pela CNN ao longo desta sexta-feira (26), pelo menos outras 23 nações já haviam anunciado bloqueios totais ou parciais a viajantes vindos de países do sul da África.

Variante Ômicron no Brasil

Até o momento, não há registros da variante no Brasil. Porém, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, afirmou à CNN nesta sexta-feira (26) que há a possibilidade de a variante Ômicron já estar circulando no país.

“Realmente a possibilidade existe, não temos como dizer que é zero chance de já estar no Brasil, que não é possível. A possibilidade de termos algum caso que não tenha sido identificado existe, é uma possibilidade, mas até o momento não existe.”, afirma Barra Torres.

A Anvisa recomendou nesta sexta-feira medidas de restrição para voos, a decisão vale para viajantes procedentes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Segundo Barra Torres, a medida de restrição de voos provenientes de países africanos visa “mitigar ou atrasar ao máximo” a chegada da nova variante ao Brasil.

“É importante que a população se conscientize que a pandemia ainda não acabou, o apito final deste jogo ainda não foi dado. Nós temos sim uma cultura vacinal muito forte, temos milhões de pessoas aderindo voluntariamente à vacinação. Se a vacinação fosse um candidato e a eleição fosse hoje, a vacina venceria em primeiro turno, o candidato do momento é a vacina.Temos como evitar mantendo uma cultura de vacinação forte”, explicou o diretor da Anvisa.

(*Com informações de Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo)

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UNIÃO EUROPEIA PROIBIU COMPANHIAS AÉREAS BIELORRUSSAS DE SOBREVOAREM ESPAÇO AÉREO DO BLOCO

Países da UE efetivam fechamento de seu espaço aéreo para Belarus

Restrição fez empresa área bielorrussa anunciar o cancelamento de voos para cerca de uma dezena de destinos na Europa

INTERNACIONAL

 Da EFE

União Europeia proibiu companhias aéreas bielorrussas de sobrevoarem espaço aéreo do blocoUnião Europeia proibiu companhias aéreas bielorrussas de sobrevoarem espaço aéreo do bloco

Os países da União Europeia (UE) decidiram nesta sexta-feira (4) proibir as companhias aéreas bielorrussas e seus aviões de sobrevoarem o espaço aéreo do bloco, bem como impedir os voos por elas operados de pousarem em seus aeroportos.

“O Conselho decidiu hoje reforçar as medidas restritivas existentes tendo em vista a situação em Belarus, introduzindo uma proibição de sobrevoo do espaço aéreo da UE e do acesso aos aeroportos da UE por empresas bielorrussas de todos os tipos”, informou a instituição em um comunicado.

Dessa forma, segundo especifica a nota, os Estados-membros da UE devem negar permissão para pousar, decolar ou voar sobre seus territórios a qualquer aeronave operada por companhias aéreas bielorrussas, inclusive como companhia de comercialização.

Os 27 embaixadores, junto das instituições europeias, sob a presidência portuguesa da UE, adotaram assim os “atos jurídicos” necessários em “tempo recorde” para a execução desta decisão, que foi incluída nas conclusões da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo realizada presencialmente em Bruxelas nos dias 24 e 25 de maio, segundo destacaram fontes comunitárias.

Desta forma, disseram as fontes, “foi possível traduzir juridicamente um dos componentes prioritários das conclusões do Conselho Europeu e talvez a de maior impacto político em Belarus”, em resposta à decisão do regime de Aleksandr Lukashenko de forçar um avião da Ryanair a aterrissar no aeroporto de Minsk em 23 de maio para prender o jornalista Roman Protasevich e sua namorada.

Na última cúpula, os Chefes de Estado e de governo do bloco também concordaram em estender a lista de sanções contra Belarus, incluindo o presidente Lukashenko e seu filho e conselheiro Víktor Lukashenko, que estão proibidos de entrar no território comunitário e tiveram congelados todos os bens e ativos que possuem na UE.

Embora os nomes e as novas entidades ainda não tenham sido divulgados, Bruxelas disse que todos eles estariam relacionados com a aterrissagem forçada do avião e a detenção de Protasevich e de sua companheira, a russa Sofía Sapega.

Além disso, o Executivo da Comunidade congelou um empréstimo previsto de 3 bilhões de euros a Belarus “até que se torne um país democrático”.

Desde o final de maio, apenas companhias aéreas chinesas e russas voam sobre Belarus, de acordo com o serviço de rastreamento de voos FlightRadar24.

Entre as empresas que decidiram por conta própria evitar o espaço aéreo bielorrusso estavam a Air France, a Austrian Airlines, a Lufthansa, a Swiss, a Finnair, a KLM e a própria Ryanair, entre outras.

A bielorrussa Belavia, por sua vez, anunciou o cancelamento de voos para cerca de uma dezena de países, devido ao fechamento do espaço aéreo da UE para a companhia.

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