GOVERNO DO RN LANÇA PROJETO PARA AMPLIAR COBERTURA VACINAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO ESTADO

Governo do RN lança projeto para levar vacinação às escolas e ampliar imunização no estado

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o objetivo de incentivar a vacinação e ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte, o governo do estado lançou nesta terça-feira (24) o projeto Minha Escola Nota 10. A ação pretende levar, entre maio e julho, atividades de conscientização sobre a importância das imunizações e promover a vacinação no âmbito escolar.

O projeto é uma  parceria entre as secretarias estaduais de saúde pública (Sesap) e educação (SEEC). O secretário de saúde do RN, Cipriano Maia, destacou a importância do projeto.

“Precisamos avançar nessa vacinação dos menores de idade e essa ação é primordial na nossa estratégia. As escolas estão em todas as comunidades do estado, próximas as famílias, por isso são o foco desse trabalho”.

Entre as vacinas do calendário infantil em idade escolar estão os reforços da DTP (difteria, tétano e coqueluche) e poliomielite, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), influenza, febre amarela, HPV, hepatite e Covid-19.

A cada ano as coberturas vacinais vem caindo em todo o Brasil, o que acaba aumentando o risco de surtos e da introdução de doenças até então erradicadas, como o sarampo.

De acordo com o Programa Estadual de Imunizações da Sesap, entre os principais problemas para a baixa cobertura vacinal estão a falsa sensação de segurança, dificuldades no acesso aos serviços de saúde (horário, fichas, filas), fake news e medo de reação adversa.

“As escolas tem essa condição de melhorar o acesso das crianças a esse benefício de proteção, onde os pais estão sobrecarregados e não tem condições de levar os filhos até a vacinação, que é acima de tudo uma proteção coletiva”, comentou a promotora de Justiça Rosane Pessoa Moreno.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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RN ESTÁ ACIMA DA MÉDIA NACIONAL NA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Violação dos direitos das crianças e adolescentes cresce 257% no RN; estado está acima da média nacional

Foto: Ilustrativa

O cenário pandêmico e a imposição do isolamento social como medida mitigadora do avanço do coronavírus no Brasil podem ter mascarado as infrações dos direitos das crianças e dos adolescentes ao longo de 2020. Na passagem para 2021, os casos de violação contra esse público notificados pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) cresceram 217,97%.

No Rio Grande do Norte, o avanço negativo foi ainda maior: 257,91%. Esse percentual é superior ao registrado em atos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Os dados foram tabulados pelo Instituto Santos Dumont (ISD) e chamam a atenção da sociedade para a temática em virtude do 18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

“Tendo em vista que a maior parte das violações são cometidas no ambiente intrafamiliar, considerando o aspecto da pandemia e a permanência das famílias em isolamento por maior tempo ao longo de 2020, compreende-se que as pessoas que sofrem violência, sobretudo a sexual, tiveram mais dificuldade em denunciar aos órgãos oficiais bem como à comunicação aos parentes, aos professores, pessoas próximas que poderiam prestar algum apoio”, analisa a preceptora assistente social do ISD, Alexandra Lima.

Ao avaliar os números, ela aponta que a flexibilização para o retorno às rotinas pré-pandemia possibilitou que as vítimas e parentes se sentissem mais seguros em denunciar, visto que, encontraram alternativas de notificação dos casos sem a presença dos supostos agressores.

Conforme o órgão ministerial, o Rio Grande do Norte contabilizou, no primeiro ano da pandemia, 935 denúncias que se configuraram em 2.345 violações aos direitos das crianças ou adolescentes. Uma denúncia pode gerar mais de uma violação. No ano de 2021, esses números saltaram para: 2.096 denúncias e 8.393 violações. Do total de denúncias do ano em referência, 35,54% são relacionadas à violência sexual (física ou psíquica) cometida contra crianças e adolescentes no território potiguar.

Alexandra Lima ressalta que a violência sexual, em específico, ocorre em todas as fases da vida, porém, ela é mais comum na faixa de 0 a 10 anos. Ela aconselha que a criança deve ser educada a reconhecer os sinais de violência, quais tipos de atitude configuram violações ao seu próprio corpo e que segredos entre ela e seus responsáveis não devem existir.

Os números relativos às violações sofridas por crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte são, inclusive, superiores aos registrados em relação à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a pessoa idosa no estado. O MMFDH registrou, ao longo de 2021 nos municípios potiguares, 1.234 denúncias e 5.713 violações cometidas contra mulheres.

No que diz respeito às infrações dos direitos dos idosos foram 1.635 denúncias e 6.948 violações. A maioria dos casos de violência ocorre na residência da própria vítima e por um intervalo de tempo superior a um ano até o registro da denúncia, segundo o órgão ministerial. A comunicação do ato violento às autoridades, na maioria dos casos, ocorre por terceiros ou anônimos.

Fonte: G1 RN

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ESPECIALISTAS APONTAM QUE O USO EM EXCESSO DE TELAS PODE SER NOCIVO PRINCIPALMENTE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

CNN Sinais Vitais discute riscos à saúde do uso em excesso da tecnologia digital

Especialistas apontam que o uso exagerado das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes

Lucas RochaAdriana FariasFabiana Lopesda CNNem São Paulo06/05/2022 às 04:30

 

Estudar, trabalhar, comprar, fazer amigos e até mesmo namorar. Estas são apenas algumas das inúmeras possibilidades do uso das tecnologias digitais atualmente. Mas qual o limite entre o uso moderado e inteligente e aquele que pode ser prejudicial à saúde?

CNN Sinais Vitais desta semana faz um mergulho no universo digital com o objetivo de responder a esta pergunta. Especialistas apontam que o uso em excesso das ferramentas pode ser nocivo principalmente para crianças e adolescentes.

O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (8), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Na primeira infância, um estudo mostra que, no Brasil, entre 4 e 5 anos, 89% das crianças são expostas excessivamente às telas”, diz Machado. “Quando nós inclinamos a cabeça para frente, o peso que seria sustentado por cinco quilos passa a pesar 27 quilos. Quando eu inclino a cabeça para frente, crio uma pressão na cervical e nos ombros equivalente a carregar uma criança de oito anos de idade de cavalinho”, complementa Nabuco.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo recomendado de uso diário de telas varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos (veja quadro abaixo).

 Arte/CNN

No episódio, a médica Evelyn Eisenstein, coordenadora da rede “Esse mundo digital” e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, fala sobre o prejuízo de desenvolvimento da fala e da linguagem nas crianças menores de 3 anos que têm acesso às tecnologias digitais.

“Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia, mais crianças entraram no mundo digital. Até 98% dos adolescentes do Brasil acessam smartphones ou notebooks”, diz.

O neurocientista e pesquisador francês especializado em neurociência cognitiva, Michel Desmurget, autor do livro “A Fábrica de Cretinos Digitais”, alerta sobre o uso das tecnologias por crianças e adolescentes.

“O cérebro da criança é feito para processar interações humanas, não para processar telas ou qualquer outra coisa”. E, embasado em pesquisas, ele vai além: “Essa vai ser a primeira geração que o QI será mais baixo que a geração anterior”, alerta.

Morgana Secco, mãe da bebê Alice, que ficou conhecida mundialmente por conseguir falar palavras difíceis com tão pouca idade, conta que a filha nunca teve contato com telas de computadores ou celulares, aprendendo apenas com interações humanas.

Anna Lucia Spear King, coordenadora do laboratório Delete Detox Digital e Uso Consciente de Tecnologias do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica o porquê de muitas crianças e adolescentes gastarem tanto tempo jogando online.

“O uso de jogos libera no cérebro dopamina, serotonina, endorfina, substâncias químicas que nos dão muito prazer e o cérebro aprende rápido, por isso as pessoas se viciam. É a mesma linha do álcool e da droga, que liberam as mesmas coisas, o mesmo processo de recompensa no cérebro”, afirma.

O gaúcho Brayan Loss, 30, profissional da área de informática, chegava a passar 18 horas por dia conectado. Isolado, sem contato com outras pessoas, desenvolveu gastrite porque passou a tomar muita cafeína para aguentar a maratona. Isolado em um mundo paralelo, ele precisou buscar ajuda especializada.

Alunos de diferentes idades de uma escola de São Paulo foram convidados pelo programa para participar de uma roda de conversa sobre o uso de dispositivos digitais. Todos contaram que batalharam bastante para ganhar um celular próprio dos pais.

“Esse autocontrole depende muito dos pais e da escola, o livro te traz um espaço muito grande para fantasia, criatividade, raciocínio. Na ferramenta digital, as coisas acontecem em uma velocidade que você fica escravo dela”, diz o médico Roberto Lent, professor emérito da UFRJ e pesquisador do Instituto D’or de Pesquisa e Ensino.

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INCIDÊNCIA DE SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE SEGUE EM ELEVAÇÃO EM DIVERSOS ESTADOS BRASILEIROS

Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave seguem em elevação entre crianças e adolescentes

Predomínio de casos está associado ao vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite; crianças na faixa etária de 0 a 4 anos são as mais afetadas

Isabelle Resende

da CNN

no Rio de Janeiro

Vacinação de adolescentes contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)Vacinação de adolescentes contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)Prefeitura de Jundiaí

A incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças segue em elevação em diversos estados brasileiros desde o mês de fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (13) no boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A análise indica o predomínio de casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) na faixa etária 0 a 4 anos; e de rinovírus e Sars-CoV-2 (Covid-19) na faixa de 5 a 11 anos, além de outros vírus respiratórios como o VSR em menor intensidade.

O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, e um de muitos vírus que podem causar bronquiolite (infecção dos brônquios, nos pequenos tubos respiratórios dos pulmões).

Apesar de a elevação de casos de SRAG no público infantil, o boletim ressalta que há sinais de formação de um platô.

Porém além disso, a liberação do uso das máscaras potencializou a circulação desse vírus nas casas, creches e escolas.

Na população em geral, a curva nacional de SRAG mantém sinal de queda na tendência nas últimas seis semanas, porém com sinal de estabilidade nas últimas três semanas, consolidando sinal de estabilização em patamar de 2,1 casos semanais por 100 mil habitantes.

Segundo o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, os casos de Sars-Cov-2 mantém indícios de queda entre os casos com resultado laboratorial positivo para vírus respiratórios, correspondendo a 41,6% nas últimas quatro semanas.

Referente aos primeiros meses deste ano, já foram notificados 112.087 casos de SRAG, sendo 62.453 (55,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 34.535 (30,8%) negativos, e cerca 9.333 (8,3%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, 5,4% são Influenza A, 0,1% Influenza B, 4,4% VSR, e 86,1% Covid-19.

O Boletim aponta que nove das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14: Acre, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e Sergipe apontam queda na tendência de longo prazo, enquanto as demais apresentam sinal de estabilidade.

Em todas as localidades que apresentam algum sinal de crescimento, os dados por faixa etária sugerem um cenário restrito à população infantil (0 a 11 anos), fator que se mantém desde fevereiro. Já na população adulta, os números indicam que o sinal de queda ou estabilidade se mantém.

“Apesar de não traduzir sinal de crescimento no dado agregado para a população em geral, o aumento de casos entre crianças também se observa em diversos dos demais estados”, explica Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Onze das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a SE 14: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Em Goiânia (GO), observa-se sinal de crescimento somente na tendência de curto prazo (últimas 3 semanas). Assim como destacado para os estados, os dados por faixa etária nas capitais também sugerem se tratar de aumento concentrado fundamentalmente nas crianças e adolescentes (0-9 e 10-19 anos).

O estudo tem como base dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 11 de abril.

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COLÉGIOS BRASILEIROS ESTÃO EM ALERTA COM O USO DE CIGARROS ELETRÔNICOS ENTRE ADOLESCENTES

Uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes põe colégios em alerta

Algumas escolas privadas enviaram comunicados aos pais alertando sobre o dispositivo, com venda proibida no Brasil

Agência Estado

Júlia Marques,

do Estadão Conteúdo

Cigarro eletrônicoCigarro eletrônicoNery Zarate/Unsplash

O uso de cigarros eletrônicos pelos adolescentes tem colocado colégios brasileiros em alerta. A preocupação cresceu neste ano, com a retomada das aulas presenciais. O consumo é comum em ambientes reservados, como nos banheiros, e há casos até de venda dos dispositivos, que são proibidos no Brasil, nas escolas.

Colégios privados fazem comunicados aos pais e abordam em aulas os riscos da substância, vista muitas vezes como inofensiva. O desafio do cerco ao cigarro eletrônico, no entanto, é grande: como são discretos (alguns se parecem com pendrives), podem passar despercebidos pelos professores.

Os dispositivos funcionam por meio de uma bateria que esquenta um líquido interno (uma mistura de água, aromatizante alimentar, nicotina, propilenoglicol e glicerina vegetal). Também chamado de vape ou pod, o dispositivo é tragado pela boca e cria uma fumaça branca e sem cheiro ou com um cheiro que se dissipa rapidamente no ar.

Adolescentes ouvidos pelo Estadão dizem que o consumo é comum entre grupos de estudantes, principalmente do ensino médio, nos banheiros, no fundo da sala de aula ou nas quadras. Os jovens enviam mensagens de celular uns aos outros para marcar encontros em áreas mais reservadas das escolas, onde fumam juntos. O uso também ocorre fora do colégio, na saída da aula ou no intervalo entre os turnos.

Os estudantes fazem ainda vaquinhas para comprar cigarros eletrônicos. Como são caros – um vape pode custar de R$ 60 a R$ 680 -, o hábito é mais comum em escolas particulares. Apesar de proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos são facilmente encontrados em tabacarias, lojas de conveniência e redes sociais. Na escola, são passados de mão em mão ou dentro dos estojos, contam os estudantes.

Em alguns casos, os jovens já conhecem os riscos da substância, mas usam como forma de pertencer ao grupo ou como válvula de escape para questões emocionais. Em outros, se surpreendem com a informação de que pode ser cancerígeno, viciante e causar danos aos pulmões.

“Moda”

Diretora de um colégio particular na zona sul de São Paulo, Ana Paula de Oliveira diz que o auditório da escola, formado por alunos do ensino médio e fundamental, “foi abaixo”, surpreso, durante uma palestra sobre os riscos do cigarro eletrônico na semana passada. “Eles não entendem que tem nicotina, o mal que faz para a saúde. Apenas cumprem uma moda”, diz.

A palestra ocorreu depois que a escola presenciou a venda do vape entre dois estudantes – esses alunos foram convidados a se desmatricular. “Cumprimos o que nosso regimento prevê”, explica a diretora, citando a proibição da venda de drogas lícitas ou ilícitas na escola. Para ela, após o afastamento do ambiente escolar na pandemia, os adolescentes retornaram com dificuldades de seguir as regras.

O cigarro eletrônico é um problema crônico em outros países, como os Estados Unidos. No Brasil, ganhou força mais recentemente. “Vai todo o mundo para a cabine de cadeirante (no banheiro), mais espaçosa, e ficam todos lá”, conta um adolescente de 17 anos, aluno de uma escola particular em Brasília. Outra estudante, da rede estadual paulista, de 14 anos, diz ter começado a usar há um mês, na escola, e compartilha o vape de sabor de uva com três colegas. O consumo, diz, é para aliviar tensões. “Nunca tive relação boa com minha mãe e, desde o início da pandemia, só tem piorado.”

Um colégio particular tradicional de Salvador, o Antônio Vieira, enviou comunicado aos pais no fim de março sobre o risco do cigarro eletrônico. A direção diz não ter registrado consumo no colégio, mas percebe aumento do problema entre jovens de modo geral. O comunicado fala até em “transferência compulsória” em caso de uso na escola.

“Eles acham interessante a tecnologia do aparelho, que pode botar água e o sabor que quer”, diz a diretora acadêmica do Antônio Vieira, Ana Paula Marques. “As próprias famílias muitas vezes não têm clareza do que é isso.” Os professores vêm buscando informações sobre o tema.

Novidades como sabores diferentes e dispositivos que brilham no escuro atraem os adolescentes. “Há a sensação de que não é viciante e pode parar a qualquer momento”, diz Mario Fioranelli Neto, coordenador pedagógico no Centro Educacional Pioneiro, na zona sul de São Paulo. A escola registrou um caso pontual de uso no colégio – o próprio estudante buscou a direção -, mas também se preocupa com a difusão do cigarro eletrônico fora do ambiente escolar, como em festas ou na saída dos alunos para o almoço.

Luciana Nogueira, professora do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), diz ter recebido relatos de colégios sobre o problema e afirma que a visão positiva em relação ao vape torna o dispositivo ainda mais perigoso. Diferentemente do cigarro tradicional, que tem cheiro forte e incomoda quem está perto, o eletrônico é socialmente aceito, “como algo cool, legal, da moda”.

Ela alerta que mesmo dispositivos eletrônicos sem nicotina são viciantes, já que o vício de fumar não tem apenas origem química, mas principalmente psíquica. “Eles estão adquirindo o hábito de levar um objeto à boca e tragar”, diz Luciana, especialista em vulnerabilidades da adolescência.

Autoafirmação

Outro problema é a dificuldade de identificar o dispositivo. “Pelo fato de (o cigarro eletrônico) ter a carinha pequena, camuflada, moderna, para passar batido é muito fácil, a menos que você esteja procurando por ele”, conta Edgar Crispino, professor de Biologia da Escola Carandá Educação, na zona sul de São Paulo. Ele afirma ter flagrado um grupo com o vape certa vez na porta do banheiro e, a partir disso, começou um trabalho de trazer informação para dentro da sala de aula.

O assunto entrou em pauta, nas perguntas dos próprios estudantes, em aulas sobre fisiologia e poluição. “Se eles estão usando é por um motivo, precisamos entender qual é e conversar sobre o assunto. Muitas vezes, usam porque é a coisa legal do momento, por pressão social”, diz o professor, que também vê impacto do distanciamento causado pela pandemia na necessidade de autoafirmação dos adolescentes. “Queremos que procurem ajuda sem se sentirem acuados ou demonizados, o que pode fazer com que se afastem da gente e continuem usando.”

Depois que o tema foi abordado, o professor diz que houve uma “quebra de gelo” entre professores e estudantes, que se sentiram mais abertos para dialogar até sobre outros temas espinhosos da adolescência. No Pioneiro, também estão previstas abordagens em aulas de convivência ética. Procurada, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo reforça que o consumo é proibido e diz desenvolver projetos e produzir conteúdos de conscientização para os alunos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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SAIBA QUAIS OS ESTADOS APROVARAM O IMUNIZANTE DA CORONAVAC EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Por Marília Neves, g1

 

Doses da CoronaVac distribuídas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPADoses da CoronaVac distribuídas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPA

Após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso da CoronaVac na vacinação infantil, alguns estados já aprovaram a utilização do imunizante para este grupo no programa vacinal.

Na quinta-feira (20), a Anvisa decidiu pela autorização para a aplicação da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. Há um veto para o uso em pessoas com baixa imunidade (entenda quem são os imunossuprimidos).

No dia seguinte, na sexta-feira (21), o Ministério da Saúde confirmou que vai incluir a vacinação de crianças com a CoronaVac na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

O esquema vacinal para crianças é o mesmo recomendado para os adultos: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias. (veja mais pontos de destaque da decisão).

Após autorização, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe foram alguns dos estados que anunciaram a liberação do uso do imunizante, e começaram a vacinação.

Mato Grosso diz que ainda não prevê início da vacinação de crianças e adolescentes com a CoronaVac.

Já o Acre informou ao g1 que aguarda orientação do Ministério da Saúde sobre como adotar o protocolo com o imunizante no estado. Assim como AmazonasCearáPiauíRoraima e Tocantins.

As cidades de Maceió (Alagoas) e Porto Velho (Rondônia) também esperam pelas orientações do MInistério da Saúde.

Veja lista de estados que aprovaram uso da CoronaVac para crianças e adolescentes:

São Paulo

O governo de São Paulo começou a aplicar a vacina CoronaVac em crianças na quinta-feira (20) e atualizou o calendário de vacinação infantil (veja as datas abaixo).

Na cidade de São Paulo, a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos, sem comorbidades, começou no sábado (22). A imunização é feita com Pfizer nas crianças de 5 anos; a partir dos 6 anos, são imunizados com a vacina disponível na unidade (Pfizer ou CoronaVac).

Segundo calendário estadual de vacinação infantil contra Covid, serão vacinadas:

  • De 20/01 a 30/01 – Crianças de 9 a 11 anos sem comorbidades.
  • De 31/01 a 10/02 – Crianças de 5 a 8 anos sem comorbidades.
  • Desde 14/01 – Crianças de 5 a 11 anos com comorbidades, indígenas ou quilombolas.

Rio de Janeiro

Após a liberação da Anvisa, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro recebeu, na manhã de segunda-feira (24), 168.720 doses de CoronaVac destinadas à imunização contra a Covid de crianças e jovens, com idade entre 6 e 17 anos.

Os imunizantes foram armazenados na Coordenação Geral de Abastecimento da Secretaria Estadual de Saúde, em Niterói, na Região Metropolitana, onde alguns municípios já iniciaram a retirada dos lotes.

Distrito Federal

O Distrito Federal começou a vacinar, no sábado (22), crianças a partir de 6 anos contra a Covid-19. Até então, o público atendido pela campanha estava na faixa etária acima dos 8 anos.

O anúncio na redução de idade foi feito pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) após a liberação do uso da CoronaVac.

“Os pontos de vacinação adulto que ofertam CoronaVac também vacinarão crianças”, informou a Secretaria de Saúde.

“Os pontos de vacinação adulto que ofertam CoronaVac também vacinarão crianças”, diz a Secretaria de Saúde.

Amapá

Após a liberação da Anvisa, o Amapá autorizou os municípios a vacinarem as crianças de 6 a 17 anos com CoronaVac. Segundo a Secretaria de Saúde, o estado agora depende do recebimento de estoque do imunizante para iniciar a vacinação.

Bahia

O Governo da Bahia e a prefeitura de Salvador confirmaram, na sexta-feira (21), a imunização de crianças e adolescentes com doses da CoronaVac.

A Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), garantiu que as doses da CoronaVac começariam a ser aplicadas nas crianças a partir de sábado (22). A capital baiana tem cerca de 60 mil doses para essa estratégia.

Espírito Santo

Após a liberação da AnvisaEspírito Santo informou que pode terminar fevereiro com 290 mil pessoas dessa faixa etária com esquema completo de vacinação contra a Covid-19.

“Com a aprovação da Anvisa para aplicação da CoronaVac em crianças de 6 a 17 anos, enviaremos imediatamente novas doses para que os municípios possam ampliar a vacinação desse público. Criança protegida é criança vacinada!”, informou o governador Renato Casagrande (PSB) na quinta-feira (20).

Goiás

Goiás começou a usar CoronaVac na vacinação de crianças contra a Covid-19 na segunda-feira (24), segundo o secretário estadual da Saúde, Ismael Alexandrino.

O secretário disse que tem 180 mil doses da CoronaVac em estoque. Além disso, algumas cidades ainda têm algumas quantias guardadas, visto que o reforço de adultos para quem tomou as duas doses está sendo feita com a Pfizer.

Maranhão

No Maranhão, após a liberação da Anvisa, a Secretaria de Estado da Saúde começou a distribuir 120 mil doses da vacina CoronaVac para serem aplicadas em crianças de 6 a 11 anos.

“Nós vamos iniciar de imediato a distribuição das 120 mil doses da CoronaVac para todos os municípios. Pedimos também aos municípios que acelerem a imunização considerando, principalmente, o início das aulas”, afirma Carlos Lula, Secretário de Saúde do estado, nesta segunda-feira (24).

Mato Grosso do Sul

Com aproximadamente 28 mil doses de Coronavac, Campo Grande começou a imunizar crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com CoronaVac no sábado (22).

A decisão local foi tomada após o Ministério da Saúde confirmar, nesta sexta-feira (21), incluir a vacinação de crianças com a CoronaVac na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) começou a distribuir, na segunda-feira (24), cerca de 400 mil doses de CoronaVac para a aplicação em crianças em Minas Gerais.

O cronograma de distribuição ainda não foi divulgado. Em entrevista ao MG1, o secretário Fábio Baccheretti disse que a maior parte das doses (cerca de 351 mil) está estocada na Rede de Frio, em Belo Horizonte. O restante está nas regionais de saúde do estado.

Pará

Após a liberação da Anvisa, o governo do Pará anunciou que vai disponibilizar 160 mil doses da Coronavac para imunização pediátrica contra a Covid-19.

Segundo o governador Helder Barbalho (MDB), em uma rede social, a distribuição das doses para as cidades paraenses será imediata, usando doses da Coronavac que já estavam em estoque, visto que o esquema vacinal de crianças e adultos com essa vacina é o mesmo: duas doses aplicadas em um intervalo de 28 dias.

Em Belém, a vacinação com o imunizante para crianças entre 6 e 11 anos teve início na segunda-feira (24).

Paraíba

Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES/PB) autorizou na segunda-feira (24) a vacinação de crianças de 6 a 11 anos com a vacina CoronaVac/Butantan. A nota técnica divulgada pelo órgão orienta os profissionais de saúde com relação aos cuidados de armazenamento e aplicação do imunizante no público infantil.

Segundo a Secretaria de Saúde, municípios já podem iniciar a vacinação nesta terça-feira (25) se estiverem organizados para esse fim, desde que tenham estoque do imunizante. Ao todo, são 53.859 doses disponíveis em todo o estado.

Paraná

Com mais de 200 mil doses em estoque, o Paraná deve esperar orientação do Ministério da Saúde para vacinar crianças com CoronaVac, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Apesar disso, algumas cidades, como Curitiba e Maringá, iniciaram a vacinação com o imunizante.

Em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) faz, na terça-feira (25), a repescagem da vacinação contra a Covid-19 com imunizantes da Coronavac para crianças e adolescentes nascidos até 31 de dezembro de 2011 – com exceção dos imunossuprimidos. Nesta data, não haverá aplicação de imunizante da Pfizer para primeira dose.

Já em Maringá, a Prefeitura deu início, na tarde desta segunda-feira (24), ao uso de doses em crianças da vacina contra a Covid-19 da CoronaVac. O anuncio da medida foi feito pelo secretário Municipal de Saúde, Marcelo Puzzi.

Pernambuco

O governo de Pernambuco autorizou a vacinação de crianças de 6 a 11 anos com a vacina CoronaVac/Butantan na segunda-feira (24).

De acordo com dados do Programa Estadual de Imunização (PEI), os municípios pernambucanos têm, em estoque, 360 mil doses da CoronaVac, tanto para primeiras doses como para segundas doses.

A superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, afirmou que os municípios que possuem estoque do imunizante já podem iniciar a vacinação das crianças nessa faixa etária, enquanto o estado aguarda envio de novas doses pelo Ministério da Saúde.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) autorizou na tarde desta segunda-feira (24) que crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos sejam vacinados com a CoronaVac. Segundo a Secretaria de Saúde, atualmente o Rio Grande do Norte tem 110 mil doses da CoronaVac em estoque.

A Sesap prevê distribuir as doses de Coronavac para os municípios na manhã desta quinta-feira (27). O lote deverá ser enviado junto com doses pediátricas da Pfizer, que o Ministério da Saúde sinalizou que chegarão na próxima quarta-feira (26).

Rio Grande do Sul

governo do Rio Grande do Sul anunciou que inicia na quarta-feira (26) a vacinação de crianças com a CoronaVac.

O público imunizado contra a Covid com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan será o de crianças com idade entre seis e 11 anos.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), composta pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) e pelos municípios, também autorizou o uso da vacina para adolescentes de 12 a 17 anos, mas manteve a prioridade para os mais jovens.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, a autorização do governo do Estado aos municípios ocorreu no sábado (22), depois de uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), com a participação do secretário de Estado de Saúde, André Motta Ribeiro, e secretários municipais.

A autorização segue as recomendações definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que indicou utilizar a CoronaVac apenas para as crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos que não sejam imunossuprimos.

Sergipe

Sergipe começa a vacinar crianças de 6 anos ou mais com a CoronaVac a partir desta terça-feira (25).

Segundo a enfermeira do Programa Estadual de Imunização, Ana Beatriz Lira, o estado não recebeu nenhuma remessa de CoronaVac para fins pediátricos. Porém, cerca de 130 mil doses estão em posse dos gestores de saúde municipais.

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RN TEVE 25 MORTES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR COVID-19 E CASOS PODEM SER TÃO GRAVES QUANTO EM ADULTOS

Por g1 RN

 

UTI de criança — Foto: Prefeitura de Boa Vista/DivulgaçãoUTI de criança — Foto: Prefeitura de Boa Vista/Divulgação

O Rio Grande do Norte registrou, desde o início da pandemia, 25 mortes de crianças e adolescentes abaixo de 14 anos de idade por Covid, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

A pediatra Sabrinna Machado, preceptora do Instituto Santos Dumont (ISD), explica que há casos assintomáticos nas crianças, mas que a piora no quadro da Covid nelas é tão grave quanto nos adultos.

“Nós temos casos graves de Covid em crianças, com óbitos. Existem muitos casos assintomáticos, mas quando é grave, é tão grave quanto no adulto”, disse.

Ela diz também que, para além dos casos graves, há uma preocupação ainda com a Covid longa nas crianças.

“A Covid longa está sendo uma preocupação para a pediatria, nas questões de cognição e aprendizado. A criança pode evoluir com quadros de cefaleia, sonolência, dificuldade de concentração“, explica a pediatra.

Veja como vai funcionar a vacinação de crianças contra Covid

Doença fatal

No RN, a Covid matou mais crianças que outras doenças imunopreveníveis, como a varicela, tuberculose e a influenza juntas no mesmo período.

Na próxima quinta-feira (13), chegam aos Brasil as primeiras doses destinadas à vacinação contra Covid de crianças entre 5 e 11 anos de idade. Depois de semanas de debate, ficou decidido que não será necessária cobrança de receita médica.

“A Covid é uma doença nova. De todos os estudos científicos feitos nesse período, todos mostraram que a única forma de bloquear a propagação da doença é através da vacinação. E isso não é somente com o coronavírus, mas com diversas outras doenças imunizáveis”, explicou a pediatra Sabrinna Machado

Necessidade da vacinação

A preceptora médica infectologista infantil do ISD, Manoella Alves, ressalta que a vacinação em crianças nessa faixa etária é uma ação fundamental para evitar a disseminação de novas cepas da Covid-19

Ana Escobar: ‘O mundo inteiro já sabe que a vacina é segura para crianças’

“A vacinação das crianças é importante porque é mais um grupo que será protegido. Grupo que tem alto potencial de disseminação do vírus por não entender o que é o isolamento e por nem sempre manter as mãos limpas”, pontuou.

“A vacina é eficaz, testada e é o meio mais eficaz de barrar a doença”.

No RN, de acordo com a Sesap, há mais de 300 mil crianças entre 5 e 11 anos que poderão receber a vacina contra Covid.

Continuar lendo RN TEVE 25 MORTES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR COVID-19 E CASOS PODEM SER TÃO GRAVES QUANTO EM ADULTOS

CRIANÇAS E ADOLESCENTES ÓRFÃOS EM DECORRÊNCIA DA COVID-19 IRÃO RECEBER AUXÍLIO DO PROGRAMA RN ACOLHE, SEGUNDO LEI SANCIONADA PELA GOVERNADOR DO ESTADO

Governadora do RN sanciona lei que garantia auxílio financeiro a órfãos da covid-19

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Pedro Carvalho

Crianças e adolescentes órfãos em consequência da covid-19 no Rio Grande do Norte vão receber auxílio financeiro do Programa RN Acolhe no valor de R $ 500,00 por mês. A Lei que institui o benefício é de autoria do Governo do Estado e foi sancionada nesta terça-feira (04) pela governadora Fátima Bezerra.

Responsável pela execução do Programa, a Secretaria de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas) já inicia a busca ativa, que será feita de forma contínua, nos municípios para identificar os órfãos da covid-19 no estado. Até o momento, 95 municípios obtêm ao cadastramento e 33 deles identificaram 66 crianças e / ou adolescentes. A previsão é de que o pagamento do benefício seja iniciado em fevereiro aos 66 órfãos já identificados.

O programa é iniciativa de âmbito regional proposto pela governadora Fátima Bezerra e aprovado pelos governadores na Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Nordeste, realizada no Centro de Convenções de Natal em 25 de agosto / 2021.

Seis estados do Nordeste – Maranhão, Piauí, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e agora o Rio Grande do Norte – já sancionaram leis instituindo os programas de proteção com auxílio financeiro aos órfãos da Covid-19. O primeiro foi MA que junto ao PI já estão pagando o benefício.

“O RN Acolhe é instrumento de amparo às crianças e aos adolescentes em situação de orfandade e objetiva contribuir para a garantia de direito à vida e à saúde, bem como para o acesso à alimentação, educação e lazer”, afirmou a governadora. “O programa se reveste de mais importância ainda quando vivemos momento de desmonte das conquistas sociais no plano federal. Vamos tirar crianças da invisibilidade da dor, crianças pobres em situação de vulnerabilidade social. Estamos dando proteção social e garantindo o direito das crianças a vacinas que representam direito à vida “, acrescentou.

Secretária de Estado do Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas), Íris Oliveira considera o programa importante para enfrentar os impactos gerados pela pandemia. “É um trabalho articulado com os estados do Nordeste e aprovado pela Assembleia de Governadores. O RN e o Nordeste contam com a sensibilidade e a atenção da governadora Fátima Bezerra para dar assistência a essa população que perdeu quem mais poderia dar proteção. Com o RN Acolhe, o Estado passa a olhar para quem está na situação delicada de orfandade e amplia direitos. O RN e o Nordeste saem na frente, ocupando o espaço que era para ser da União no âmbito da cidadania “.

Maioridade

A nova Lei institui o programa RN Acolhe que atenderá os beneficiários até a maioridade civil. O programa será promovido pela Sethas. O valor é corrigido monetariamente a cada ano, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ou outro índice de composição e composição equivalente que vem a substituí-lo com uma vigência de correção a partir do exercício fiscal de 2023.

No ato de sanção da Lei, Fátima Bezerra também assinou uma portaria que cria o Grupo de Trabalho com um burocrático de regulamentar e implantar o Programa Estadual de Proteção às Crianças e aos Adolescentes Órfãos de Vítimas da Covid-19. O GT será coordenado pelo Gabinete Civil da Governadora do Estado (GAC) e será composto por representações dos seguintes órgãos: GAC, Procuradoria Geral do Estado, Secretarias de Estado do Planejamento, da Administração, da SETHAS e Controladoria Geral do Estado.

A Lei sancionada pela governadora também institui o Conselho Gestor do programa que será composto por representantes de secretarias estaduais – Sethas, Semjidh, Seec, Sesap, Seplan, Fundase / RN – Conselho Estadual de Assistência Social do Rio Grande do Norte (CEAS / RN) ; Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio Grande do Norte (CONSEC); Colegiado Estadual dos Gestores Municipais da Assistência Social do Rio Grande do Norte (COEGEMAS / RN).

Acompanharam a governadora também os secretários da Semjidh, Júlia Arruda, da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, da Comunicação Social, Daniel Cabral, o Controlador Geral do Estado, Pedro Lopes; secretárias-adjuntas da Sethas, Maria Luíza Tonelli, da Educação, Márcia Gurgel, da SEAP, Ivanilma Carla; presidente da Fundase, Herculano Campos.

Investimento

Em 2022, primeiro ano de vigência do programa, serão investidos R $ 679.000,00 com recursos próprios do Orçamento Geral do Estado (OGE). De acordo com estudo da revista científica The Lancet, publicado em julho de 2021, o Brasil tinha estimados 130 mil crianças e adolescentes órfãos da covid-19. Destes 26.543 estavam na região Nordeste. O RN registrava, segundo a The Lancet, 1.681 crianças e adolescentes órfãos da pandemia.

Como funciona o RN Acolhe

– A Sethas realiza busca ativa nos municípios para identificar os órfãos da covid-19 no RN – o cadastramento é feito de forma contínua.

– 95 municípios obtidos à Sethas até o momento.

– 33 municípios identificaram, até o momento, 66 crianças órfãs da covid-19 no RN.

– A previsão é de que o pagamento do benefício já seja iniciado em fevereiro aos 66 órfãos já identificados.

– Terão direito ao benefício crianças e adolescentes com orfandade bilateral ou em família monoparental.

– Os beneficiários devem ter domicílio fixado no RN há pelo menos um ano antes da orfandade.

– Orfandade bilateral: quando ambos os pais, biológicos ou por adoção, faleceram, sendo, pelo menos um deles, em razão da covid-19.

– Orfandade em família monoparental: quando uma família do beneficiado é formada por somente um dos pais, biológico ou por adoção, e este faleceu em razão da covid-19.

– Serão beneficiários da renda assistencial, tanto as crianças e adolescentes que beneficiam sob cuidado de família substituta quanto a, que em acolhimento institucional, desde que satisfaçam as condições exigidas por esta Lei e por sua religião.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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COMPORTAMENTO: O USO INDISCRIMINADO DO CELULAR POR CRIANÇAS E ADOLESCENTES PODE CAUSAR SÉRIOS PROBLEMAS DE SAÚDE

Especialistas alertam para uso indiscriminado do celular por crianças e adolescentes

Psicóloga e pedagoga orientam para cuidados que os pais devem ter com tempo de tela e com conteúdo que filhos consomem

Redação
15/10/2021 | 11:12

Um cenário comum para aqueles que convivem com crianças e adolescentes é vê-los usando um celular. Horas acessando plataformas de vídeo como TikTok e Youtube, redes sociais ou jogos online são rotina no lazer de toda a faixa etária infanto juvenil, dos pequenos aos mais velhos.

Dados da pesquisa TIC Kids Online – Brasil (2018), realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), revelam que 86% das crianças e adolescentes brasileiros, entre 9 e 17 anos, estão conectados, o que corresponde a 24,3 milhões de usuários da internet. Entretanto, para a professora de Psicologia da Estácio, Elaine Eufrásio, o problema não está no uso, mas na quantidade de horas que são gastas em frente às telas.

“O excesso de tempo de tela pode trazer desde prejuízos para o corpo, na postura, na visão e audição, até irritabilidade, ansiedade e casos de depressão infantil e adolescente, no que é chamado de ‘intoxicação digital’ pela Sociedade Brasileira de Pediatria”, explica a especialista em Psicopedagogia e em Saúde da Família.

Junto a isso, a não fiscalização por parte dos pais do conteúdo que está sendo consumido pelos filhos é algo que chama a atenção e requer cuidado. Elaine alerta que a criança e o adolescente que fazem uso indiscriminado da internet pode sofrer também no âmbito social, porque se isola para estar online no mundo virtual, onde pode também estar suscetível a conteúdos inadequados para sua idade e ataques de cyberbullying.

Os alertas da especialista são confirmados pela pesquisa do CGI.br: segundo o levantamento, 20% dos participantes relataram contato com conteúdos sensíveis sobre alimentação ou sono; 16% com formas de machucar a si mesmo; 14% com fontes que informam sobre modos de cometer suicídio e 11% com experiências com o uso de drogas.

Além disso, cerca de 26% foram tratados de forma ofensiva (discriminação ou cyberbullying); e 16% relataram acesso às imagens ou vídeos de conteúdo sexual. Outros 25% assumiram não conseguir controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na internet.

Entretanto, os cuidados dos pais não devem estar limitados ao uso do smartphone, mas sim, de tudo que está sendo disponibilizado para o entretenimento das crianças e adolescentes. Recentemente, o que tem chamado a atenção dos responsáveis é a última série de sucesso da Netflix, Round 6, em que brincadeiras infantis são usadas como desafios em um jogo de sobrevivência com cenas de violência explícita, tortura psicológica, suicídio e até tráfico de órgãos.

“É algo que tem chegado muito no consultório, e meu questionamento para os pais é ‘como ele teve acesso a isso?’. É preciso que haja uma fiscalização junto à educação através do exemplo. Ao reduzir ou eliminar o tempo de tela durante as refeições, não adianta dizer ‘desligue o celular porque faz mal’, explique o porquê. E isso também precisa partir dos adultos, não tem sentido proibir a criança, se o pai ou a mãe estiverem usando o celular na hora do almoço para trabalhar”, diz Elaine.

Criança tem que brincar

A psicóloga analisa que o longo período usando celular e computador é decorrente da falta de momentos de interação real, porque as telas passaram a substituir momentos de conversa e brincadeiras. “É no momento de brincar que a criança extravasa e trabalha as emoções. E na tela isso não é possível. De forma alguma a tela pode substituir a interação social, momentos com a família e brincadeira, porque isso pode acarretar problemas psíquicos e emocionais”, adverte.

A pedagoga e coordenadora da Brinquedoteca da Estácio, Bruna Braga, oferece dicas de brincadeiras offline que podem inspirar os adultos a estimular as brincadeiras analógicas.

“Os pais podem resgatar brincadeiras da própria infância, como pular elástico, jogar bola, brincadeiras com tinta guache, criar histórias a partir da imaginação da criança, por exemplo. Existem muitas coisas que temos dentro de casa que podem ser transformadas: uma caixa de pizza pode virar tela para a criança pintar, materiais recicláveis podem virar personagens, carrinhos, jogos de tabuleiro, e com um caderno e uma caneta dá pra brincar de jogo da velha e adedonha”, exemplifica.

Pela correria, muitos acabam sem tempo para desenvolver essas atividades, mas Bruna incentiva que a prática vire hábito: “Tirar um tempo para brincar faz toda a diferença, tanto para o aprendizado, porque é nos jogos que a criança aprende lições de sociabilidade, disciplina e raciocínio lógico, quanto para o estreitamento dos laços porque a criança enxerga isso como um momento de carinho e de atenção reservado para ela, e também se torna uma lembrança que vai ser aplicada no futuro”, recomenda a pedagoga.

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DICA DE SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL NA CRIAÇÃO DOS FILHOS

Como criar filhos que entendam a importância do cuidado com a saúde mental

Conversar abertamente com as crianças e adolescentes sobre os próprios sentimentos é uma forma de construir relações mais saudáveis, segundo especialistas

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

Família e escola têm papéis fundamentais na compreensão das crianças sobre saúde mentalFamília e escola têm papéis fundamentais na compreensão das crianças sobre saúde mentalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Terapia é coisa de louco.” “Depressão é falta de vontade.” “Menino não chora.” Esses são apenas algumas frases que representam equívocos comuns no que diz respeito à saúde mental.

O caminho para tornar o cuidado com a saúde da mente em algo prioritário ainda é longo. Segundo especialistas consultados pela CNN, essa atenção deve fazer parte da criação de crianças e adolescentes desde cedo, e alguns passos podem ajudar a transformar a abordagem do tema em algo comum, assim como acontece com o cuidado com outros aspectos da saúde.

De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no período entre 2011 e 2014, foram identificadas 15.702 notificações de atendimento ao comportamento suicida entre adolescentes nos serviços de saúde, predominando o grupo etário de 15 a 19 anos (76,4%), do sexo feminino (71,6%), e cor da pele branca (58,3%).

As crianças têm como características comuns a observação e a curiosidade. É a maneira que elas encontram de perceber o mundo à sua volta e de entender as semelhanças e as diferenças entre as pessoas.

Segundo o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível, de acordo com a capacidade de compreensão das crianças em cada idade.

Para Nardi, é essencial mostrar que a saúde mental conta com diferentes nuances e que essas modificações são normais.

“As crianças devem ser informadas que a saúde mental é importante e que existem reações mentais naturais como a tristeza, o luto, a ansiedade, que fazem parte da nossa formação de personalidade, fazem parte do nosso caminho para a maturidade”, afirma Nardi.

A psicóloga Camila Turati, professora da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), explica que o desenvolvimento humano é diverso e não acontece de forma linear. Nesse sentido, as relações que consideram a diversidade são essenciais para o aprendizado de funções psíquicas, como pensamento, linguagem, memória e atenção.

“Quando vamos pensar em saúde das crianças, a primeira coisa é pensar que não temos uma meta única a ser seguida. Cada criança vai se apropriando da realidade de um jeito diferente. Pensar a saúde mental é pensar em condições apropriadas para que essa diversidade possa existir”, diz a psicóloga.

“Então, se temos uma criança que fala mais ou fala menos, gosta de fazer determinada atividade e outra não, não podemos ver isso como um problema”, acrescenta.

Falar sobre os próprios sentimentos

As emoções são características humanas e não estão associadas ao gênero. No entanto, ainda hoje são reproduzidos discursos que levam meninos e meninas a expressar e a lidar de maneiras diferentes com os próprios sentimentos.

“Quando a criança escuta que pode ou não pode chorar, não quer dizer que o sentimento vai deixar de estar ali presente. Quanto mais oportunidades tivermos para conversar, tratar as crianças como sujeitos diversos, independente do seu gênero, isso vai trazendo mais oportunidades para uma constituição diversa, múltipla e inclusiva”, afirma Turati.

A opinião é compartilhada pelo psiquiatra Antonio Egídio, da UFRJ. “Todos nós podemos chorar, todos podemos estar bravos em algum momento. Isso não faz uma pessoa mais fraca ou diferente das outras. Temos que incentivar as crianças a mostrarem seus sentimentos aos amigos, aos professores, sem que isso desqualifique essa criança na sociedade em que ela vive”, diz.

O primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível
O primeiro passo para conversar sobre saúde mental com os filhos é buscar uma abordagem com linguagem acessível / Foto: Prefeitura de Jundiaí

O respeito à diferença

Um dos principais ambientes de socialização das crianças e adolescentes, a escola, é o local onde os indivíduos costumam ter os primeiros contatos com pessoas diferentes no que diz respeito a crenças, estilos de vida, características físicas ou de comportamento.

A forma como as diferenças sociais são entendidas pela própria família pode ser refletida na maneira como a criança reage ao conviver com colegas com cores, gêneros, status social e até mesmo condições mentais distintas.

Segundo o psiquiatra da UFRJ, a percepção das diferenças deve ser trabalhada com a criança desde cedo. “A saúde social ensina que nós temos que respeitar o direito e as diferenças, que as pessoas não são iguais. Não se deve comentar a aparência das pessoas, se a pessoa tem a orelha grande, o nariz grande, é alta, baixa, gorda, magra ou qualquer outra coisa que é motivo de bullying por muitos”, afirma Egídio.

Segundo o especialista, o diálogo pode reduzir as chances de bullying, que, para ele, pode ser entendido como um deboche. “É importante explicar que debochar da aparência ou alguma característica de uma pessoa faz mal ao outro e que não gostaríamos que fizessem isso conosco, já que nós também não somos perfeitos e temos as nossas variações”, acrescenta.

Ao longo da vida, convivemos com pessoas com diferentes transtornos mentais. Esquizofrenia, autismo, ansiedade, depressão, deficit de atenção com hiperatividade (TDAH) são apenas algumas das condições que podem afetar qualquer indivíduo.

O entendimento das crianças a respeito do significado desses transtornos pode ser influenciado pela percepção que os próprios adultos à sua volta têm sobre a questão. Para a psicóloga Camila Turati, o diálogo aberto sobre o assunto pode ajudar a desmistificar o tema e a reduzir os estigmas associados aos diferentes distúrbios.

“É importante entender e explicar que somos diversos e temos existências diferentes. Por exemplo, existem pessoas com deficiência e essa deficiência não vai ser algo que vai marcar quem essa pessoa é, mas vai ser apenas uma característica no desenvolvimento humano dessa pessoa”, diz Turati.

O papel central da escola

Para a psicóloga Marilene Proença Rebello de Souza, professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), a escola, como um lugar de formação humana, tem um papel central no desenvolvimento da compreensão da saúde mental.

Segundo Marilene, os professores e gestores educacionais devem sugerir a criação de iniciativas que permitam a formação de vínculos, como espaços de escuta, compreensão e atenção às crianças e adolescentes.

“A escola seria um espaço muito interessante se pudéssemos construir projetos de convivência onde tivéssemos rodas de conversa para poder falar sobre situações de discriminação, sobre preconceitos que são vividos no interior da escola, questões de gênero, o papel das redes sociais e discussões de temáticas que geram sofrimento e conflito na escola”, comenta.

De acordo com Camila Turati, além de fornecer mecanismos para que as crianças compreendam a realidade, a escola deve acolher a pluralidade que é comum ao comportamento delas.

“Quanto mais a gente olhar para essas crianças e pensar maneiras que elas possam se apropriar da realidade e se expressar à sua maneira, mais vamos estar cuidando delas. Infelizmente, temos um sistema educacional que conta para nós que existe uma nota a ser atingida, uma meta a ser alcançada. Isso acaba achatando as possibilidades de entendermos esse desenvolvimento humano de uma maneira complexa, como ele é realmente”, afirma.

O luto como oportunidade de fala

Diante da pandemia de Covid-19, o luto passou a ser uma experiência mais presente na vida de muitas famílias. A perda de entes queridos, por vezes, em sequência poderá deixar marcas que ainda não são totalmente compreendidas pelos profissionais da saúde mental.

Para Camila Turati, o processo de entendimento do luto pode ser trabalhado desde cedo. Segundo a psicóloga, esconder das crianças questões sobre a perda e a morte pode trazer prejuízos a longo prazo.

“Quanto mais escondermos que o luto existe ou trabalharmos de uma maneira na qual a criança vai percebendo que a realidade não é a que ela está observando ali, estamos perdendo uma oportunidade de entendimento do que são esses sentimentos, o que fazer com eles e como elaborá-los”, alerta.

De acordo com a psicóloga, falar sobre os sentimentos relacionados ao luto é uma forma de construir o significado da perda de maneira saudável.

“O adulto mostrar que também tem esses sentimentos, muitas vezes os pais querem ser fortes e não transparecer que estão tristes. Na verdade é importante contar para essa criança que se está triste e que também está aprendendo a lidar com a perda e falar sobre maneiras de lembrar dessa pessoa querida de uma outra forma”, complementa.

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ADOLESCENTES DE 12 ANOS EM NATAL SERÃO VACINADOS CONTRA COVID-19 A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (27)

Natal vacina adolescentes de 12 anos contra a Covid a partir de segunda-feira (27)

Na segunda-feira (27), a Prefeitura do Natal inicia a vacinação dos adolescentes com idade de 12 anos, residentes na capital. Com isso, o município termina a aplicação da primeira dose em toda população vacinável, uma vez que até o momento não há liberação da Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para vacinar pessoas abaixo dos 12 anos.

As pessoas dessa faixa etária podem procurar um dos pontos de vacinação para receber a primeira dose do imunizante contra a Covid-19, mas devem ir acompanhadas dos pais ou representantes legais, sendo necessário o cadastro prévio no RN+Vacina, através do registro de seus responsáveis na plataforma, e levar comprovante de residência de Natal, documento com foto e cartão de vacina.

A SMS Natal reforça que as pessoas acima de 12 anos, que ainda não foram tomar a primeira dose, se dirijam a um dos drives de vacinação para serem atendidas. A lista com as Unidades Básicas e os pontos de drives e grupos em vacinação, podem ser acessados através do https://vacina.natal.rn.gov.br/ .

SEGUNDA DOSE
CORONAVAC
As pessoas que completaram os 28 dias da primeira dose do imunizante Coronavac podem procurar as UBS do município ou qualquer drive-thru.

OXFORD
UBS do município e todos os drives estarão com aplicação da D2 da Oxford para quem se vacinou até o dia 17 de julho.

Grávidas que tomaram a D1 de Oxford
As gestantes que tomaram a primeira dose com o imunizante Oxford e que, por recomendação do Ministério da Saúde, não tomaram a segunda dose poderão completar seu esquema vacinal com o imunizante da Pfizer e em todas as UBS do município ou qualquer ponto de aplicação.

PFIZER
A segunda dose da Pfizer está disponível nas UBS do município ou nos drives Nélio Dias, Palácio dos Esportes, Via Direta e SESI para quem tomou a primeira dose até 06 de agosto.

TERCEIRA DOSE
Pessoas com 90 anos e mais que tenham completado o esquema vacinal, com duas doses, de qualquer imunizante (Coronavac, Oxford ou Pfizer) há pelo menos seis meses, estão aptas a receber a D3. Para isso, as pessoas devem levar o cartão de vacinação, documento com foto e comprovante de residência de Natal em qualquer ponto de aplicação da cidade.

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ADOLESCENTES EM NATAL SEM COMORBIDADES SERÃO IMUNIZADOS CONTRA COVID-19 A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA (20)

Natal decide vacinar adolescentes sem comorbidades a partir de segunda-feira

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em:

Foto: Alex Régis / Secom

Natal informou que vai iniciar, na segunda-feira (20), a vacinação para adolescentes com idade a partir de 16 anos e sem comorbidades. O Município havia decidido suspender a vacinação desse público seguindo recomendação do Ministério da Saúde. No entanto, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a partir das análises técnicas da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) , tomou-se a decisão de iniciar a imunização dos adolescentes com a aplicação da aplicação vacina Pfizer como já está autorizado pela Anvisa.

Segundo a SMS, o novo público alcançado pela campanha vacinal contra a Covid-19 pode procurar a partir de segunda-feira um dos quatro passeios (Palácio dos Esportes, Via Direta, Sesi ou Nélio Dias), das 8h às 16h, ou uma das 35 UBS, das 8h às 15h, levando comprovante de residência de Natal, documento com foto e cartão de vacina. Todos os endereços dos locais de vacinação estão disponíveis no site vacina.natal.rn.gov.br.

Para receber o imunizante, o adolescente terá que estar acompanhado de um responsável. Outro ponto importante é que os adolescentes façam o cadastro prévio no plataforma RN Mais Vacinas, sendo necessário entrar com o CPF do responsável e se cadastrar como dependente.

“Além dos adolescentes com 16 anos ou mais, estaremos vacinando todo o público anteriormente contemplado e aplicando ainda uma segunda dose de acordo com o cronograma de dados divulgados”, reforça o secretário de Saúde de Natal, George Antunes.

D3 para idosos de 95 anos e mais

Outro público que pode ser vacinado, já a partir deste sábado (18), é o de idosos com 95 anos e mais . Essa dose de reforço será aplicada nessa faixa etária independentemente do imunizante da D1, sendo necessário somente ter finalizado o esquema nós últimos seis meses. Para receber a D3, as pessoas devem levar o cartão de vacinação, documento com foto e comprovante de residência de Natal.

Também na segunda-feira, a SMS Natal começa a vacinar, com a dose de reforço, os idosos institucionalizados.

Segunda dose
A segunda dose dos imunizantes está disponível nos quatro drives ou nas 35 salas de vacinação.

CORONAVAC
As pessoas que completaram os 28 dias da primeira dose do Coronavac imunizante podem procurar como 35 UBS ou qualquer drive-thru.

OXFORD
Para quem vacina até 15 de julho a vacina está disponível.

Grávidas que tomaram a D1 de Oxford
Como gestantes que tomaram a primeira dose com o imunizante Oxford e que, por recomendação do Ministério da Saúde, não tomaram a segunda dose complete seu esquema vacinal com o imunizante da Pfizer nas 35 UBS ou qualquer drive de vacinação.

PFIZER
A vacina está liberada para quem tomou a primeira dose até 29 de julho.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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NESTE SÁBADO EM NATAL SERÃO VACINADOS ADOLESCENTES DE 17 ANOS COM COMORBIDADES

Natal inicia vacinação de adolescentes de 17 anos com comorbidades neste sábado

Redação / Portal da Tropical

 Atualizado em: 10

Foto: Alex Régis / Prefeitura de Natal

A Prefeitura de Natal vai começar neste sábado (11) a vacinação de adolescentes com idade de 17 anos com comorbidade ou com deficiência permanente e os privados de liberdade. Essas pessoas podem se dirigir a um dos quatro drives. Na segunda-feira (13), além dos drives, os adolescentes podem procurar também umas das 35 salas de vacinação, sendo necessário comprovar que pertencem a esses grupos. Já a vacinação dos adolescentes privados de liberdade realizada in loco.

O quantitativo de doses requeridas pela Secretaria Municipal de Saúde é considerado abaixo do necessário para ampliar a vacinação para outras faixas. Natal entrada na manhã desta sexta-feira (10) 8.784 doses do imunizante Pfizer. Segundo a nota técnica, o Município possui 77.002 adolescentes (12 a 17 anos).

Os adolescentes devem comparar aos pontos de vacinação acompanhados dos pais ou responsáveis ​​legais. “À medida que o Ministério da Saúde enviar mais doses, vamos ampliando a faixa etária dos adolescentes. Portanto, é importante que as famílias tenham documentos ”, afirma George Antunes, Secretário de Saúde de Natal.

Documentação

Os adolescentes que possuem deficiência permanente devem apresentar laudo médico ou uma cópia do documento oficial de identidade com indicação de deficiência ou qualquer outro documento que indique tal condição, além do cartão de vacinação e comprovante de residência de Natal.

Para os adolescentes com comorbidade, é necessário apresentar cópia de um dos documentos como laudos com descritivo ou CID da doença ou condição de saúde; ou declarações com descritivo ou CID da doença ou condição de saúde; ou prescrições médicas (apenas como que carimbo ou cupom grampeado da farmácia da UBS ou PROSUS ou UNICAT ou Hiperdia); ou relatórios médicos com descritivo ou CID doença ou condição de saúde ou ainda cadastro no HIPERDIA, PROSUS ou UNICAT.

A lista das comorbidades anteriores no Plano Nacional de Operacionalização pode ser acessada no https://vacina.natal.rn.gov.br. No site, também consta a relação com os endereços das UBS, o tempo de espera na fila nos drives e todas as informações da vacinação da capital.

Para agilizar o processo de imunização, é ideal que seja efetuado o cadastro no RN Mais Vacinas.

Cobertura 

“Paralelamente à vacinação dos adolescentes continuamos vacinando 18 anos mais, e novamente fazemos um apelo para que esses jovens compareçam para receber sua dose contra um Covid-19. Na faixa etária de 18 a 29 anos, atingimos 77% do público. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 85%, mas a nossa meta é vacinar 100% ”, afirma George Antunes.

SEGUNDA DOSE
A segunda dose dos imunizantes está disponível nos quatro drives ou nas 35 salas de vacinação.

CORONAVAC 
As pessoas que completaram os 28 dias da primeira dose do Coronavac imunizante podem procurar como 35 UBS ou qualquer drive-thru.

OXFORD
Para quem se vacinou até o dia 08.07.

Grávidas que tomaram a D1 de Oxford

Como gestantes que tomaram a primeira dose com o imunizante Oxford e que, por recomendação do Ministério da Saúde, não tomaram a segunda dose completar seu esquema vacinal com o imunizante da Pfizer nas 35 UBS ou qualquer drive de vacinação.

PFIZER
Para quem tomou a primeira dose até 08.07.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

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LEI LUCAS SANTOS QUE PROTEGE CRIANÇAS E ADOLESCENTES FOI SANCIONADA PELA GOVERNADORA DO RN

De autoria do deputado Kleber Rodrigues, lei Lucas Santos é sancionada pela governadora

02 set 2021

DeFato.com - Estado

O projeto do deputado Kleber Rodrigues, que protege crianças e adolescentes e recebeu o nome de Lucas Santos, foi sancionado pela governadora Fátima Bezerra. A nova lei entra em vigor exatamente no momento em que é celebrado o Setembro Amarelo, que combate o suicídio.

A legislação tem como foco o trabalho de conscientização, prevenção e combate a depressão, automutilação e suicídio.O deputado Kleber Rodrigues saudou a sanção da lei como um “importante instrumento de proteção aos nossos jovens”.

“Esse projeto de lei foi apresentado por nós ainda em 2019, aprovado pelos deputados a unanimidade e agora sancionado pela governadora. Com ela (a nova lei) ganha a população do Estado, que terá ações protetivas para nossas crianças e adolescentes”, ressaltou.

Pela nova lei, está definida a elaboração e implementação de um projeto pedagógico pelas escolas públicas e privadas do estado incluindo medidas de conscientização entre crianças, jovens e adolescentes. Entre as ações estão palestras, debates, distribuição de cartilhas de orientação aos pais, alunos, professores, servidores, entre outras iniciativas.

“A nova lei que rechaça toda e qualquer violência mental, a partir da conscientização e combate a depressão, automutilação e suicídio”, destacou Kleber Rodrigues.

Fonte: Política em Foco
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APÓS VACINAÇÃO DE ADULTOS O MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI SEGUIR COM VACINAÇÃO DE ADOLESCENTES, AFIRMOU MINISTRO MARCELO QUEIROGA

Após adultos, vacinaremos adolescentes, diz Queiroga à CNN; assista à íntegra

Ministro da Saúde faz um balanço das políticas de combate à Covid-19 e da atuação da CPI da Pandemia

Da CNN, em São Paulo

01 de agosto de 2021 às 21:45

 

Em entrevista à CNN, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um balanço do programa nacional da vacinação e das políticas de combate ao coronavírus do país até aqui, destacando dados como as contínuas reduções no número de mortes por Covid-19 nas últimas semanas e o avanço na distribuição de novas doses pelo país. Assista acima à integra da entrevista.

“Assim que a Anvisa aprovou [os imunizantes], o Brasil começou a vacinar”, disse o ministro, que falou ao âncora William Waack e à analista de economia Raquel Landim. Queiroga indicou também que não está descartada a possibilidade de que a vacinação contra a Covid-19 tenha que ser feita anualmente.

Queiroga diz ainda que, após a vacinação de adultos, o Ministério da Saúde vai seguir com a vacinação de adolescentes.

O ministro fez comentários também sobre as acusações de interferência política na pasta, sobre a CPI da Pandemia, que corre atualmente no Congresso, e sobre a opção do presidente Jair Bolsonaro por ainda não se vacinar.

Fonte: CNN

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NÚMERO DE ADOÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES CRESCEU 38% NO RN EM 2021 EM COMPARAÇÃO COM MESMO PERÍODO DO ANO PASSADO

Por G1 RN

 

Adoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo BrancoAdoções cresceram no RN — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O número de adoções de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte cresceu 38,4% entre os meses de janeiro e julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados são da Coordenadoria da Infância e Juventude do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte (CEIJ/RN), baseados no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) e foram divulgados nesta terça-feira (27).

Segundo o sistema, foram concluídas 18 adoções no estado neste período de sete meses – uma média de 2,57 a cada 30 dias. Em 2020, foram 13 – 1,85 mensal.

Para o o juiz coordenador da Infância e Juventude do TJRN, José Dantas de Paiva, campanhas sobre o tema tem ajudado esse número a subir.

“Este é um trabalho que envolve todos os segmentos sociais, sociedade civil organizada, poder público e outros, com o mesmo objetivo. Além da criação de programas específicos como, por exemplo, o Atitude Legal e outros similares, sem esquecer do olhar mais consciente da sociedade”, explicou.

As adoções no Rio Grande do Norte neste ano foram concluídas por varas judiciárias das comarcas de Natal, Mossoró, Parnamirim, Caicó, Areia Branca, Goianinha, Nísia Floresta e Santo Antônio.

No ano passado, até julho, os 13 processos foram em Natal, Macau e Currais Novos.

A adoção de crianças ou adolescentes com idades entre 7 e 16 anos é uma faixa etária que desperta menos interesse dos futuros pais, segundo dados do Sistema Nacional de Adoção. Paulatinamente, essa realidade tem mudado.

Em 2020, 38,46% das adoções envolveram crianças de até 1 ano de idade até julho. De 1 até 3 anos, o índice registrado é de 23,08%. Acima dos 3 anos, o percentual é igual ao de crianças de até 1 ano.

No ano de 2021, as porcentagens são de 44,44%, 11,12% e 44,44%, respectivamente.

“Ainda existe um longo caminho a percorrer. Na verdade, todos gostariam de adotar uma criança recém-nascida, no entanto, por falta de bebês novos, optam por crianças com mais de três anos de idade. Muito ainda deve ser feito”, falou José Dantas de Paiva.

De 2019 para 2020 as adoções no estado aumentaram 15%, de 27 para 31 crianças e adolescentes. O dado é considerado expressivo porque durante boa parte de 2020, a sociedade enfrentou meses marcados pela pandemia da Covid, período notoriamente marcado por dificuldades de renda para boa parte das famílias, além das restrições recomendadas por instituições científicas ligadas à área da saúde.

Fonte: G1 RN

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MINISTRO DO STF DETERMINOU AO MINISTÉRIO DA SAÚDE QUE AVALIE A HIPÓTESE DE INCLUIR ADOLESCENTES DE 12 A 17 ANOS NO PLANO NACIONAL DE VACINAÇÃO CONTRA COVID-19

Gilmar determina que Saúde avalie incluir jovens de 12 a 17 anos em vacinação

Ministro do STF cita autorização da Anvisa para Pfizer e sugere revisão em plano

Guilherme Venaglia e Gabriela Coelho, da CNN, em São Paulo e em Brasília

13 de julho de 2021 às 23:41

Imagem de vacinaçãoFoto: Getty Images (FatCamera)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao Ministério da Saúde que avalie a hipótese de incluir adolescentes de 12 a 17 anos no plano nacional de vacinação contra a Covid-19.

Gilmar cita a decisão da Anvisa que considerou a vacina da Pfizer segura para essa faixa etária e menciona a existência de adolescentes com comorbidades, que poderiam ser enquadrados como grupo de risco para o novo coronavírus.

A decisão foi tomada no bojo da análise de um caso da cidade de Belo Horizonte (MG). A prefeitura da capital mineira foi ao Supremo para contestar uma outra decisão judicial, que a obrigou a administrar o imunizante da Pfizer em uma adolescente de 15 anos, portadora de uma doença crônica que afeta os pulmões.

A administração da cidade argumentou ao Supremo que o plano federal do Ministério da Saúde não recomenda a vacinação de pessoas com menos de 18 anos. No caso específico, o ministro negou a reclamação da prefeitura e manteve a ordem de vacinar a jovem, uma vez que ela não estaria dissonando da jurisprudência do STF, na visão do ministro.

Ato contínuo, Gilmar apontou considerar contraditório o fato de o plano do Ministério da Saúde considerar a condição de saúde da jovem como fator de risco, mas não autorizá-la a ser imunizada em razão da idade. Por este motivo, determinou a notificação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para que estude a revisão.

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SEM RECOMENDAÇÃO DA SAÚDE, MUNICÍPIO DE CACOAL EM RONDÔNIA VACINOU 350 CRIANÇAS E ADOLESCENTES CONTRA COVID-19

Cidade de RO vacina 350 crianças contra Covid mesmo sem recomendação da Saúde

À CNN Rádio, o prefeito Adaílton Furia disse que não pode ficar ‘preso a burocracias’ neste momento de vacinação

Amanda Garcia e Camila Olivo, da CNN, em São Paulo
 Atualizado 16 de junho de 2021 às 13:41
Israel começa a vacinar adolescentes entre 12 e 15 anos contra Covid-19Adolescente é vacinada contra a Covid-19 em Israel (06.Jun.2021)Foto: Reprodução/CNN

O município de Cacoal, em Rondônia, já vacinou 350 crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos contra a Covid-19.

O prefeito da cidade, Adaílton Furia, afirmou à CNN Rádio que, apesar de o Ministério da Saúde não ter emitido recomendação para a imunização desse público, o momento é de pressa para o avanço da imunização.

“Mesmo sem autorização do Ministério, até porque a autoridade máxima a respeito dessas liberações é a própria Anvisa, entendemos nesse momento que precisamos acelerar o processo de vacinação e que não podemos ficar presos a burocracias”, disse Furia.

Ele reforçou que a cidade “passou por cima” do regramento “por entender a necessidade, o direito e prioridade absoluta das nossas crianças e jovens acima de 12 anos”.

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 em maiores de 12 anos.

Na cidade, a extensão da campanha de vacinação para a faixa etária começou esta semana e é voltada para menores com comorbidades, portadores de deficiência ou com doenças crônicas.

Adaílton Furia afirmou que todos os adultos com comorbidades já foram vacinados na cidade. Neste momento, a vacinação de maiores de idade está sendo feita por faixa etária e compreende pessoas acima de 50 anos.

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NOS EUA ADOLESCENTES ENTRE 12 E 15 ANOS COMEÇAM A SER VACINADOS

Vacinação para adolescentes entre 12 e 15 anos começa nos EUA

Em diversos estados norte-americanos, pais e filhos mostraram alívio e alegria com a imunização dos mais jovens

INTERNACIONAL

Da AFP

Adolescente de 13 anos recebe vacina contra covid em centro de imunização na Virgínia

ANDREW CABALLERO REYNOLDS / EFE – 13.5.2021

Harrison Hunger, de 14 anos, recebeu sua vacina contra a covid-19, nesta quinta-feira (13), em uma clínica de Bloomfield Hills, no estado de Michigan, e agora só pensa em comer donuts

Questionado sobre qual será a primeira coisa que fará após a vacinação, não hesita: “Provavelmente irei ao Krispy Kreme, porque estão oferecendo donuts de graça para quem tem um destes”, responde ao mostrar o cartão de vacinação.

campanha de imunização de 17 milhões de adolescentes entre 12 e 15 anos começou com força nesta quinta-feira após a extensão da autorização da vacina Pfizer/BioNTech para essa faixa etária, parte da estratégia do presidente Joe Biden de tentar alcançar a imunidade de rebanho no país.

Em todo o país, jovens fizeram fila com seus pais em centros de vacinação, cerca de 15.000 farmácias e clínicas pediátricas, ansiosos para retornar a alguma normalidade pré-pandêmica.

“Isso vai me ajudar a sair mais”, afirmou Daniel Fox, de 13 anos, um dos primeiros na porta do Javits Center, em Nova York, centro de convenções que virou local de vacinação.

“Se encontrar online para jogar é muito divertido, mas também é divertido nos vermos pessoalmente de vez em quando”, completou.

Harrison, por sua vez, planeja viajar para o Alasca com sua família duas semanas após receber a segunda dose.

“Segura” e “eficaz”

“A vacina para jovens de 12 a 15 anos é segura, eficaz, prática, rápida e gratuita”, garantiu Biden na quarta-feira.

Os gêmeos de 14 anos, Anaya e Jay Tsai, também receberam sua primeira dose em Nova York.

“Há muito tempo que espero por este dia. É extremamente importante”, comemorou a mãe, Purva Tsai, de 47 anos.

“Espero que isso signifique que as coisas voltem ao normal para os meninos e que eles possam socializar com os amigos”, acrescentou.

 

Não havia muitas pessoas no posto de vacinação montado no Walter E. Washington Convention Center, na capital americana.

Kandall Frederick, de 15 anos, chegou cedo com sua mãe de carro, antes de entrar na escola.

“Eu estava emocionada”, admitiu a jovem. “Eu fui a última na família a ser vacinada, então agora estaremos todos seguros e podemos sair e fazer as coisas com mais liberdade”.

“É melhor prevenir do que remediar”, estimou Maya, de 15 anos. Sua mãe, Amy, diz estar “encantada” com a vacinação permitida pelas autoridades sanitárias. “Queremos que seja seguro e contribua o máximo possível para a imunidade coletiva”.

Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation, que entrevistou pais de adolescentes em abril, revelou que três em cada dez queriam que seus filhos fossem vacinados imediatamente, um quarto vai esperar para ver como funciona, um quinto vai vacinar apenas se a escola pedir e o resto é contra a vacinação.

A vacina para adolescentes é a mesma que para adultos, incluindo o número de doses.

Os adolescentes são menos vulneráveis à covid do que as pessoas mais velhas, e a principal razão para vaciná-los é diminuir a transmissão.

Mas casos extremamente raros da covid ainda podem ocorrer entre adolescentes e crianças, bem como uma complicação pós-viral conhecida como síndrome inflamatória multissistêmica.

O que o nova-iorquino Theo Bernstein, que fez 12 anos há poucos dias, mais deseja é “voltar para a escola cinco dias por semana”, em vez dos dois atuais. Sua mãe, Daphna Straus, diz que está disposta a fazer “o que for preciso para deixar os professores mais confortáveis e voltarem a ensinar pessoalmente”.

Charles Muro, de 13 anos, que escreve para o jornal de sua escola em Hartford, Connecticut, diz que está “aliviado” após receber a vacina e quer promover a imunização entre seus amigos.

A vacina “é o futuro: se querem poder ir à pizzaria no domingo à noite, é assim que podemos voltar à normalidade”, lembrou.

A Academia Americana de Pediatria disse esta semana que a autorização da vacina da Pfizer é uma ferramenta importante para que mais escolas voltem às aulas presenciais em setembro, quando o novo ano letivo começa.

Fonte: R7
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EDUCAÇÃO: SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO FAZ REVELAÇÕES SOBRE LOCKDOWN IMPOSTO POR DÓRIA E OS REFLEXOS CAUSADOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Secretário de Educação de Doria cita depressão do filho e diz: “nada mais justifica que não tenhamos a escola de volta” (veja o vídeo)

Reprodução

Em entrevista ao programa da Jovem Pan, “Direto ao Ponto”, desta segunda-feira (25), Rossieli Soares, secretário estadual de educação de São Paulo, respondeu às perguntas do jornalista Augusto Nunes e outros convidados e fez revelações sobre o novo lockdown imposto pelo governador João Doria (PSDB) e os reflexos mentais em crianças e adolescentes.

“Desde junho, tenho me dedicado a mostrar para as pessoas que nós temos condições de voltar. Obviamente que, quando a gente fala da volta, não é, exatamente, a volta ao normal, ‘do dia pra noite’. É volta com as questões de segurança, com ambiente controlado, com distanciamento, como nós estamos aqui, por exemplo, dentro desse estúdio. É voltar às aulas, sim, porque isso é insubstituível e voltar com segurança”, afirmou.

E completa:

“É um rodízio. Não vão todos os alunos, ao mesmo tempo”, explicou, informando que quando a Secretaria de Educação fez o planejamento para o retorno às aulas, em 2021, a equipe não esperava que todo o estado ficasse em fase vermelha ou laranja.

“Esperávamos que, uma ou outra região, fosse e voltasse… E todo o estado ficou no vermelho ou no laranja”, lamentou a decisão do governador.

“Hoje, pra mim, nada mais justifica que não tenhamos a escola de volta. Mas, estamos perguntando se devemos ou não voltar às aulas, quando deveríamos perguntar: o que eu faço pra voltar às aulas? Deveria ser uma unanimidade que a escola deveria estar aberta. Bar aberto. Tudo aberto e a escola fechada”, criticou.

Citando caso particular de depressão do filho, com a voz embargada, Rossieli se emocionou, ao testemunhar que o menino está doente, possivelmente, em virtude de medidas muito restritivas impostas durante o ano pandêmico:

“O pai e a mãe que ama seu filho não pode ‘abrir mão’ desse futuro. A gente está vendo tantas famílias se desgastarem tanto… até se desmancharem. Depressão, angústia.. Eu tô sofrendo isso, dentro da minha casa com o meu filho. Isso é muito difícil. Eu não quero que ninguém passe pelo que nós estamos passando. Eu não quero que nenhuma outra criança ou jovem passe pelo que meu filho está passando”, finalizou.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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SECRETARIA DE SAÚDE DO RN FAZ UM ALERTA SOBRE OCORRÊNCIA DE SÍNDROME INFLAMATÓRIA PÓS-INFECÇÃO POR COVID-19 EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Síndrome inflamatória provocada pela covid-19 atinge crianças e jovens no RN

Letícia França*

 Atualizado em:

Crianças e jovens de 0 a 19 anos podem ser acometidos pela síndrome 

Um alerta foi emitido à população do Rio Grande do Norte, nesta sexta-feira (31), sobre a ocorrência de complicações pós-infecção por covid-19 em crianças e jovens de 0 a 19 anos. Durante coletiva de imprensa para atualização dos dados epidemiológicos da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) trouxe à tona a preocupação com a chamada síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid.

A síndrome, que foi objeto de nota de alerta emitida pelo Ministério da Saúde, pode provocar, nas crianças e jovens atingidos, marcadores inflamatórios, febre e complicações cardíacas após infecção pelo novo coronavírus. “A Covid-19 é uma doença nova e ainda em investigação. Há agora uma preocupação dos Governo Estadual e Federal para a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à Covid”, informou subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi.

“A população deve ficar atenta a sintomas como febre persistente, acima de três dias de duração. Nestes casos, os pais devem procurar atendimento médico. Já temos casos diagnosticados no Rio Grande do Norte que foram atendidos no Hospital Maria Alice Fernandes, em Natal. Foram dez crianças; nove receberam alta e uma está sob acompanhamento” informou a subcoordenadora. “Os casos estão sendo notificados e a Sesap está elaborando os protocolos clínicos para orientação à população, profissionais de saúde e municípios”, complementou.

O médico infectologista Marco Araújo, em entrevista à TV Tropical, trouxe esclarecimentos sobre a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica associada à covid-19. “A maioria das vezes ela é manifestada em fases tardias após a infecção pelo novo coronavírus. A maior parte das pessoas acometidas apresentam sintomas leves e moderados e com excelente recuperação, porém uma pequena parte dessas crianças acometidas necessitam, infelizmente, de internação e manejo em UTI”, ressaltou.

Ele ainda alertou ainda para a necessidade de leitos críticos voltados para o público pediátrico. “Aquelas crianças que porventura vão necessitar de internação e manejo em UTI devido a essa síndrome causada pela covid-19 precisam, basicamente, de suporte em UTI, com uso de medicações para manter a pressão arterial, e de ventilação mecânica para manter o suporte ventilatório adequado, para fazer a criança respirar. Outros precisam de medicações anti-inflamatórias potentes. Para essas crianças que desenvolvem a fase grave, infelizmente, o manejo tem que ser em UTI, mas esse é o grande problema do nosso estado, onde os leitos de pediatria são escassos”, lamentou.

O infectologista também demonstrou preocupação com o retorno às aulas presenciais: “A covid-19 que tem uma taxa de transmissibilidade muito alta, então, a partir do momento que a gente expõe nossas crianças a esse risco, no retorno às aulas, alguma parcela vai ser infectada e alguma parcela vai desenvolver a síndrome com necessidade de internação em UTI. E, quando necessitarem disso, cadê os leitos de UTI pediátricos do nosso estado?”, questionou.

Fonte: Portal da Tropical  notícias

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TEXTO-BASE QUE AMPLIA DISTRIBUIÇÃO DE AUXÍLIO EMERGENCIAL É APROVADO PELA CÂMARA

Câmara aprova texto-base que amplia distribuição de auxílio emergencial para mães adolescentes, esteticistas, pescadores e vendedores porta a porta

A Câmara aprovou na noite de hoje (16) o texto-base do projeto que amplia as categorias que têm direito a receber o vale emergencial de R$ 600 durante a crise do novo coronavírus. Ainda é necessário votar emendas (outras modificações). Com as alterações, mais de 20 categorias poderão ter direito ao valor.

Com as mudanças, devem ser alcançados 77,5 milhões de beneficiados. Inicialmente a proposta previa 54 milhões de pessoas. O projeto é original do Senado e foi aprovado naquele plenário semana passada, mas, com as alterações feitas hoje na Câmara, precisará de nova análise dos senadores.

Entre as mudanças foi incluída a garantia do pagamento de dois benefícios para pais solteiros. Atualmente, a medida vale para mães solteiras. Mães adolescentes também poderão receber o auxílio. O projeto também permite a suspensão dos pagamentos para quem participou do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Também foram incluídos vendedores porta a porta, esteticistas, agricultores familiares, quem atua na economia solidária e pescadores artesanais que não recebam o seguro-defeso.

“Tenho certeza que a ampliação vai de encontro com as necessidades do país”, disse o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO).

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (sem partido) questionava pontos como mudanças nas regras do BPC (benefício pago a idosos carentes), trecho foi retirado.

O texto foi votado de maneira simbólica e teve apoio favorável a todos de todos os partidos.

Fonte: Blog do BG

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