PRESIDENTE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA ACEITOU O CONVITE DE BOLSONARO PARA OCUPAR O MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

Marcelo Queiroga aceita convite para assumir o Ministério da Saúde

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia aceitou o convite para ser o quarto ministro da pasta no governo Bolsonaro

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

Atualizado 15 de março de 2021 às 21:09

Marcelo Queiroga aceita convite de Jair Bolsonaro para o Ministério da Saúde

O presidente Jair Bolsonaro convidou o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, para ocupar o Ministério da Saúde.

Marcelo Queiroga deixou o gabinete presidencial por volta das 18h30 desta segunda-feira e aceitou o convite. O presidente Jair Bolsonaro confirmou ao repórter da CNN Leandro Magalhães a escolha do novo ministro.

A apoiadores, Bolsonaro falou sobre a escolha. “A conversa foi excelente, já conhecia há alguns anos, então não é uma pessoa que eu tomei conhecimento há poucos dias. Tem tudo, no meu entender, para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento a tudo que o Pazuello fez até hoje.”

“Marcelo Queiroga é também gestor, mas muito mais entendido na questão de saúde, vai fazer outros programas que interessem cada vez mais para nós diminuirmos o número de pessoas que vierem a óbito em razão dessa doença, que abalou o mundo todo”, prosseguiu o presidente.

A ideia é publicar a nomeação no Diário Oficial da União desta terça-feira (16). Segundo Bolsonaro, a transição da gestão do atual ministro, o general Eduardo Pazuello, deve durar uma ou duas semanas.

Marcelo Queiroga é o quarto nome a ser indicado ministro da Saúde no governo Bolsonaro. Antes de Eduardo Pazuello, a pasta foi ocupada pelo ortopedista e ex-deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM) e pelo oncologista Nelson Teich.

 

Fonte: CNN
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SAIBA MAIS SOBRE O CURRÍCULO DO NOVO MINISTRO DA SAÚDE MARCELO QUEIROGA

Quem é Marcelo Queiroga, médico que aceitou o convite de Bolsonaro para a Saúde

Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) será o quarto ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

Atualizado 15 de março de 2021 às 22:09

 

O médico cardiologista Marcelo Queiroga aceitou nesta segunda-feira (15) o convite para ser o novo ministro da Saúde, sucedendo o general Eduardo Pazuello. Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o médico é defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com quem se encontrou nesta segunda.

Queiroga vem da mesma especialidade e da mesma associação que Ludhmilla Hajjar, médica que recusou convite para assumir o posto hoje ocupado pelo general Eduardo Pazuello por “motivos técnicos” e após receber ameaças de morte, como revelou à CNN.

Ao confirmar a apoiadores que Queiroga seria nomeado para o cargo de ministro da Saúde,

Segundo currículo divulgado na plataforma Lattes, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes formou-se em Medicina em 1988, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele se tornou residente em Cardiologia em 1992, no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro.

O currículo Lattes, referência na carreira acadêmica, é preenchido pelo próprio Queiroga, que assume a responsabilidade pela veracidade das informações. A última atualização foi em outubro de 2020.

Ele afirmou ter um doutorado em andamento desde 2010 em Bioética, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugual. Marcelo Queiroga afirma trabalhar como diretor do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia do Hospital Alberto Urquiza Wanderley e cardiologista no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, ambos na Paraíba.

Em seu currículo, Queiroga não lista experiências em gestão pública.

Além da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cuja presidência assumiu em dezembro de 2019, Queiroga afirma ter atuado na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBCHI), no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), no Conselho Federal de Medicina (CFM) e na Associação Paraibana de Medicina (Apmed).

Apoio a Bolsonaro

Busca feita pela CNN no histórico de publicações no Twitter oficial do médico, verificado pela plataforma, há duas menções ao presidente Jair Bolsonaro.

A primeira data de julho de 2019, quando Queiroga publicou uma foto de Bolsonaro conversando, no Congresso, com o então deputado Enéas Carneiro, que o médico definiu como “registro histórico do encontro de dois grandes brasileiros”.

A outra foi em setembro de 2020, quando o médico respondeu a uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que publicou um boletim médico do presidente após uma retirada de cálculo de bexiga.

“Com a graça de Deus nosso presidente Jair Bolsonaro vai superar mais essa adversidade”, escreveu Queiroga ao senador na oportunidade.

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O MINISTRO EDSON FACHIN ACEITOU A DESISTÊNCIA DE LULA DE DOIS HABEAS CORPUS SOBRE A SUSPEIÇÃO DE DESEMBARGADORES

Lula desiste de habeas corpus e esvazia estratégia de Fachin

Avaliação no Supremo é de que a tese da suspeição dos dois desembargadores não encontraria guarida na Corte

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 05 de março de 2021 às 20:55

Lula desiste de habeas corpus e esvazia estratégia de Fachin

 O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, aceitou, nesta sexta-feira (5), a desistência da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre dois habeas corpus que apontavam a suspeição dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) João Pedro Gebran Neto e Carlos Eduardo Thompson Flores, pelo caso do sítio de Atibaia.

O motivo oficial da defesa do ex-presidente é que a maior parte dos temas já foi discutida em outros julgamentos. Mas, nos bastidores, se aponta que a ideia é evitar que o processo de suspeição dos desembargadores do TRF-4 contamine o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex de Lula.

A avaliação no Supremo é de que a tese da suspeição dos dois desembargadores – fundamentada basicamente no fato de se relacionarem com Moro – não encontraria guarida na Corte, uma vez que o universo jurídico se relaciona entre si, segundo uma fonte próxima a ministros do STF.

A análise é diferente da tese da suspeição de Moro, baseada, segundo a defesa, em diversos elementos corroborados com os diálogos hackeados de grupos do Telegram da Lava Jato, e que apontariam uma relação muito próxima entre Moro e os procuradores, o que acabou por favorecer a condenação do petista.

O receio da defesa de Lula é que o STF, ao não ver suspeição na segunda instância que condenou Lula, acabe por prejudicar o julgamento da suspeição da primeira instância.

Fonte: CNN

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O JUIZ ACEITOU DENÚNCIA CONTRA JOSÉ SERRA POR LAVAGEM DE DINHEIRO, CIXA2 E CORRUPÇÃO PASSIVA NO DIA EM QUE O CASO PRESCREVERIA

Por Julia Affonso, GloboNews e G1 SP — São Paulo

 

José Serra — Foto: Reprodução/GloboNewsJosé Serra

O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, aceitou denúncia contra o senador José Serra (PSDB) e os empresários José Seripieri Filho, da Qualicorp, Mino Mattos Mazzamati e Arthur Azevedo Filho nesta quarta-feira (4) e os quatro se tornaram réus. Eles são acusados de caixa dois, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão ocorre no dia em que o caso prescreveria.

Na decisão, o juiz apontou “indícios suficientemente seguros, idôneos e aptos a indicar, neste momento processual, a plausibilidade da tese acusatória erigida no sentido de que o acusado José Chirico Serra tenha, em tese, recebido doações eleitorais não contabilizadas no valor total de R$ 5 milhões, durante a campanha eleitoral de 2014, de modo a demonstrar, por ora, a viabilidade da acusação e a presença de justa causa para dar início a persecução penal”.

O magistrado ainda decretou sigilo dos autos “a fim de evitar interferências indevidas no processo eleitoral municipal de 2020, tendo em vista sua proximidade”. O sigilo termina “ao final do segundo turno do pleito eleitoral (28 de novembro de 2020)”.

Na decisão dessa quarta (4), o juiz eleitoral também determinou o arquivamento do inquérito em relação a Rosa Maria Garcia, Roberto Coutinho Nogueira e Fernando Coutinho Nogueira e extinguiu a punibilidade em relação a Luiz Roberto Coutinho Nogueira (falecimento). O magistrado concedeu 10 dias para os acusados responderem à acusação e arrolarem testemunhas.

Procurado, o empresário José Seripieri Filho, da Qualicorp, disse por meio de nota que “o Ministério Público Eleitoral apresentou uma denúncia repleta de ilegalidades”, onde “permanece ainda o ambiente de excessos, apesar das correções já feitas pelo Supremo Tribunal Federal”.

“Ao apurarem uma doação eleitoral, os denunciantes conseguiram transmutar essa ação em crime típico de funcionário público, mas atribuído a uma pessoa de atividade privada, o que é vedado pela lei. E, ao que parece, levou a contradições inerentes à própria delação colhida anteriormente, que pode ter sido ou esquecida ou confundida. Difícil saber pela peça do MPE. Diante de tão frágil alegação e do pouco nexo probatório, a denúncia deve ter vida breve nos tribunais. Sim”, disse a nota de Seripieri Filho.

G1 também procurou a defesa do senador José Serra, que afirmou que não tomou conhecimento da íntegra da denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral e, por isso, não há como nos manifestar além do que já foi dito mais cedo, na ocasião da divulgação da informação de que o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia liberado o processo para a Justiça Eleitoral de SP.

Na nota divulgada mais cedo, os advogados de Serra, Flávia Rahal e Sepúlveda Pertence, disseram que “o inquérito que remanesce e que volta à Justiça Eleitoral de Primeira Instância é vazio e não pode ter outro destino que não o arquivo”.

“José Serra continua acreditando no discernimento da Justiça e aguarda com serenidade o reconhecimento das demais ilegalidades e das inverdades das acusações que lhe foram feitas”, afirmaram os advogados (veja abaixo).

Devolução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, devolveu para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito que investiga suposta prática de caixa dois (recursos de campanha não contabilizados) pelo senador José Serra (PSDB-SP).

O envio foi feito na última quinta-feira (29), data próxima da prescrição do caso, ou seja, quando se encerra o prazo máximo para punição pela irregularidade.

Em setembro, Mendes determinou que a investigação por suposto caixa 2 contra fosse remetida ao STF — em julho, Serra foi alvo de uma operação da Justiça Federal de São Paulo, com participação do Ministério Público Eleitoral, que investiga o suposto caixa dois de R$ 5 milhões na campanha ao Senado em 2014.

Naquela decisão, o ministro considerou que o caso deveria ter andamento no Supremo em razão da prerrogativa de foro do senador no STF. Isso porque, para Mendes, os fatos ultrapassam a campanha de Serra ao Senado em 2014 e alcançam o mandato no Senado.

A Procuradoria-Geral da República defendeu que a investigação deveria ter continuidade na Justiça Eleitoral de São Paulo.

O parecer, assinado pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu ao Supremo para arquivar a apuração que faz referência a fatos posteriores a 2014 – ano em que Serra foi eleito senador e, com isso, passou a ter foro privilegiado.

Ministro Gilmar Mendes reconhece foro privilegiado do senador José Serra

Defesa

Segundo os advogados Flávia Rahal e Sepúlveda Pertence, “o Supremo e o próprio Ministério Público Federal reconheceram a nulidade da absurda busca e apreensão ordenada pela Justiça Eleitoral nos endereços de José Serra, com a determinação de desentranhamento de tudo aquilo que foi originado a partir das medidas invasivas e ilegais determinadas contra o senador”.

A nota da defesa aponta ainda que “a própria PGR afirmou, em sua manifestação, que “tampouco há indícios acerca da prática de crimes durante e relacionados ao mandato de Senador da República”.

Para os advogados, “com isso, houve o arquivamento de toda a parte do inquérito posterior a 2014, comprovando o objetivo que sempre se teve com essa investigação: desmoralizar a imagem e reputação do senador”.

Rahal e Pertence afirmam que José Serra “continua acreditando no discernimento da Justiça e aguarda com serenidade o reconhecimento das demais ilegalidades e das inverdades das acusações que lhe foram feitas”.

Fonte: G1

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