MINISTÉRIO PÚBLICO DO RJ DENUNCIOU MAIS UMA VEZ DR. JAIRINHO POR CRIME DE TORTURA CONTRA CRIANÇA DE 2 ANOS

Dr. Jairinho é denunciado pela segunda vez por crime de tortura contra criança

Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a prisão preventiva do parlamentar, que é acusado de torturar uma criança de 2 anos

Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro 

Atualizado 29 de junho de 2021 às 18:22

Doutor JairinhoDr. Jairinho é acusado da morte de seu enteado, Henry Borel, de 4 anos Foto: Reprodução/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou mais uma vez o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, por crime de tortura. O parlamentar é acusado de torturar o filho da ex-namorada, a estudante Débora de Mello Saraiva. De acordo com o MP, o crime teria acontecido no dia 9 de março de 2015, quando Jairinho submeteu a criança, na época com 2 anos de idade, a sessões de tortura.

Segundo a denúncia, no dia do crime, a criança estava em um shopping localizado na zona peste do Rio de Janeiro, acompanhado da mãe e da avó, quando Debora recebeu uma ligação de Jairinho, dizendo que iria a uma reunião num salão de festas na Barra da Tijuca e pedindo para levar a criança, pois no local havia brinquedos.

O vereador alegou, ainda, que sua ex-esposa Ana Carolina não tinha deixado que ele levasse o filho que têm em comum, e que, por isso, gostaria de levar o filho de Débora, que autorizou que Jairinho buscasse a criança no estacionamento do shopping, e a levasse à reunião.

Criança teve fratura no fêmur

A sessão de tortura teria acontecido momentos depois que ele e o enteado deixaram o local. Segundo a denúncia, a criança foi submetida a “intenso e desnecessário sofrimento físico e mental”. A sessão só foi interrompida depois que a criança começou a vomitar.

O vereador teria estacionado e ordenado que o menino, com menos de 3 anos de idade, descesse sozinho do carro. A criança, então, abriu a porta traseira do veículo e tentou descer. Neste momento, caiu e fraturou o fêmur.

Jairinho alegou à ex-namorada que o enteado havia “torcido o joelho” e seguiu com ele até um Centro Médico na região.

Na ocasião, o menino foi imobilizado com gesso nas duas pernas. Ele ficou imobilizado por cerca de dois meses.

Dr. Jairinho também foi denunciado por falsidade ideológica, por ter prestado declaração falsa no hospital. Ele disse que a criança havia se machucado num acidente de carro.

O vereador e a mãe do menino se conheceram em 2014, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, quando iniciaram um relacionamento amoroso enquanto o parlamentar ainda permanecia casado com Ana Carolina. Na época, ele comprou um apartamento na zona oeste da capital fluminense, onde costumava encontrar a estudante duas ou três vezes por semana.

A denúncia narra ainda outras torturas que Dr. Jairinho teria cometido contra o filho de Débora, entre novembro de 2014 e junho de 2016, no apartamento.

Denúncias contra Dr. Jairinho

Em maio de 2021, o vereador foi denunciado junto com Monique Medeiros por homicídio triplamente qualificado contra Henry Borel, de 4 anos, morto no dia 8 de março.  Em abril, ele já havia sido denunciado por torturar uma menina de 4 anos entre 2011 e 2012, também filha de uma ex-companheira.

Nesta quarta-feira (30), o plenário da Câmara de Vereadores do Rio se reúne para votar a cassação do mandato do vereador. O relatório final do Conselho de Ética, que pedia a perda do mandato, foi aprovado por unanimidade, 7 votos a 0, na última segunda-feira (28). Jairinho pode ser o primeiro vereador cassado do Rio de Janeiro.

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BOAS NOTÍCIAS: GAROTINHO DE 2 ANOS ENTRA NO HOSPITAL PARALÍTICO E SAI ANDANDO

Uma vitória e tanto de um garotinho de apenas 2 anos é o destaque, aqui na coluna BOAS NOTÍCIAS nesta segunda-feira para começar a semana em grande estilo e alto astral. Alaric Bridgeman, um garoto de apenas 2 anos acometido por mielite transversa, um distúrbio neurológico causado pela inflamação da medula espinhal. Quando chegou ao Akron Children’s Hospital, em Ohio, EUA, estava completamente paralisado. Meses depois e muito esforço de Alaric e médicos, ele sai do Hospital andando. Leia o artigo e assista ao emocionante vídeo!

Garotinho de 2 anos com paralisia sai do hospital andando. Vídeo

Um garotinho de 2 anos que tem paralisia recebe festa com direito a linha de chegada na saída do hospital.

“Pequeno, mas poderoso.”  Foi assim que o  Akron Children’s Hospital, em Ohio, EUA, descreve Alaric Bridgeman, após dias difíceis de internação após publicar o vídeo emocionante.

Alaric passou meses lutando e provando o quão forte e determinado ele é!

Em dezembro, a menino começou a sofrer de mielite transversa, um distúrbio neurológico causado pela inflamação da medula espinhal.

Quando ele deu entrada no hospital, estava completamente paralisado, mas no final do mês seus pais viram um lampejo de esperança quando ele mostrou um movimento intencional.

A partir daí, Alaric trabalhou com fisioterapeutas e caminhou pelo hospital com seu pai, “fazendo amizade com todos por quem passavam”.

Todo o trabalho árduo foi recompensado no final de janeiro, quando finalmente deu tudo certo para voltar para casa – e ele saiu sozinho!

Alaric, de 2 anos Foto: Facebook
Alaric, de 2 anos Foto: Facebook

A equipe médica e a família comemorou cada passo dele na saída e o vídeo é poderoso. Assista.

Com informações do Inspire More

Fonte: Só Notícia Boa

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AINDA SEM BARRAGENS DESATIVADAS E COM DISPUTA JURÍDICA, TRAGÉDIA DE BRUMADINHO COMPLETA 2 ANOS

Brumadinho: tragédia faz 2 anos sem barragens desativadas e com disputa jurídica

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo

25 de janeiro de 2021 às 05:00

Quebra da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)Quebra da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG)Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

No dia 25 de janeiro de 2019, a vida na cidade de Brumadinho, a cerca de 35 quilômetros de Belo Horizonte, mudou completamente. A barragem de rejeitos de minério de ferro da mina Córrego do Feijão se rompeu, causando 272 mortes e um rastro de degradação ambiental e social.

Dois anos depois, trata-se de um problema ainda a se resolver em diversas esferas. A indenização aos familiares das vítimas e às demais pessoas afetadas pela tragédia ainda é um assunto pendente.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) abriu uma conciliação entre autoridades e a mineradora Vale. As partes esperavam fechar um acordo satisfatório antes do segundo “aniversário” do desastre, mas a última audiência indica que a resolução do conflito ainda vai demorar mais.

“É o momento de a Vale assumir sua responsabilidade, agir com dignidade e reparar os danos que foram causados aos mineiros ou demonstrar seu antagonismo com Minas Gerais e sua posição de inimiga dos mineiros”, criticou, em entrevista coletiva, o secretário-geral do governo mineiro, Mateus Simões.

A Vale, por sua vez, contemporizou. Em nota, a mineradora afirma que a conciliação permitiu um “diálogo de alto nível”, com “avanços consideráveis para construção de um acordo”. A empresa argumenta ter pago já cerca de 8.700 indenizações individuais e ter destinado cerca de R$ 10 bilhões para reparação dos danos.

Se nada mudar até a próxima sexta-feira (29), a conciliação será encerrada e o caso voltará à primeira instância da Justiça, em um caminho sem prazo para solução. Uma fonte da agência Reuters afirmou que o descompasso entre as partes está em R$ 11 bilhões.

O Governo de Minas Gerais, o Ministério Público e a Defensoria Pública teriam pedido uma indenização global de R$ 40 bilhões, enquanto a Vale estaria disposta a pagar R$ 29 bilhões. As autoridades mineiras já reduziram o pedido, que era de R$ 54 bilhões em agosto de 2020 – R$ 28 bilhões em danos morais coletivos e R$ 26,6 bilhões em compensação socioeconômica.

Na sexta-feira (22), em ato de preparação para a retomada da disputa judicial, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, designou um grupo de 18 promotores e quatro procuradores para atuarem nos processos abertos.

Barragens ainda não desmontadas

Lei federal sancionada em outubro de 2020 dá o prazo máximo para o fim do modelo de barragens “a montante”, como Brumadinho e Mariana (que se rompeu em 2015), até o dia 25 de fevereiro de 2022.

Em dezembro, a secretária de Meio Ambiente de Minas Gerais, Marília Melo, deu um número preocupante: só uma das 53 barragens desse tipo já teriam sido descaracterizadas, termo técnico para a desativação e inutilização.

A Vale aponta mais uma, em Nova Lima (MG), que teria descaracterizado em novembro de 2019 e não estaria na contagem oficial.

Barragens do tipo “a montante” são as construções em que os próprios rejeitos de minério de ferro ali depositados são utilizados como base para ampliação da capacidade.

Flávio Penido, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), afirmou à CNN que o setor está comprometido com a descaracterização das barragens. Penido, no entanto, argumenta que esse é um processo alongado e em andamento.

“Descaracterização não é tirar a barragem do lugar. É você deixar o que era a barragem, o corpo da barragem e os sedimentos em uma situação segura. Principalmente, tirar a água”, disse.

O executivo argumenta que o desastre de Brumadinho provocou mudanças significativas para a mineração. “A segurança das barragens e a proteção de vidas é a maior preocupação de todo o minerador”, afirmou.

Penido argumenta que foram incluídas no processo novas práticas de segurança. Ele cita a instituição do Engenheiro de Registro, profissional externo às operações e que fica encarregado de monitorar a segurança, com acesso direto aos gestores das empresas.

Novas resoluções da Agência Nacional de Mineração (ANM), diz Penido, intensificaram a fiscalização e as responsabilizações das empresas.

Questionado sobre a razão dessas medidas serem adotadas apenas depois do desastre, o presidente do Ibram admite que foram “lições”. “O setor aprendeu lições e segue esses ensinamentos. Nós agimos para mudar os nossos procedimentos”, completa.

Ele argumenta também ter sido constituído um hub de inovação, em parceria com startups, com o objetivo de pensar medidas que reduzam o impacto ambiental da atividade mineradora. “É perfeitamente possível compatibilizar mineração com sustentabilidade, mantendo bons resultados para as empresas.”

Vale

As ações da mineradora Vale (VALE3) chegaram a perder um quarto do seu valor de mercado na B3 depois do rompimento da barragem. Os papéis, que custavam R$ 56,15 na véspera do rompimento, desabaram até menos de R$ 42 no início de fevereiro.

Em um ano, a Vale conseguiu se recompor, recuperando seu antigo valor em janeiro de 2020. Mais um ano passado da quebra da barragem, as ações da mineradora chegaram a R$ 93,07 cada, o que representa um crescimento de mais de 65% no acumulado do período desde o desastre.

No balanço mais recente divulgado pela empresa ao mercado, do terceiro trimestre de 2020, a mineradora previa despesas ainda de R$ 3,1 bilhões com as reparações de Brumadinho.

“A Vale registrou um lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no 3T20, ficando R$ 10,3 bilhões maior quando comparado aos R$ 5,3 bilhões registrados no 2T20”, informou a companhia no mesmo resultado de operações.

Outra empresa com pendências legais é a TÜV SÜD, companhia especializada em auditorias industriais. A TÜV SÜD enfrenta uma ação civil na Alemanha por seu suposto papel no colapso da barragem de Brumadinho.

Um grupo de reclamantes brasileiros alega que a TÜV SÜD foi responsável pela certificação da barragem de rejeitos de Brumadinho, quando ela era insegura, por medo de perder como cliente a Vale, maior produtora mundial de minério de ferro.

A TÜV SÜD disse em um comunicado que continua convencida de que não tem responsabilidade legal pelo rompimento da barragem.

Nota da Vale após término de audiência sem acordo:

A Vale reconhece, desde o dia do rompimento, sua responsabilidade pela reparação integral dos danos causados.

A empresa tem prestado assistência às famílias e regiões impactadas, buscando restaurar a dignidade e meios de subsistência, seja através de ações diretas nas regiões, seja através de acordos individuais com famílias das vítimas e atingidos. Até o momento foram pagas cerca de 8.700 indenizações individuais.

A Vale considera fundamental reparar os danos causados de maneira justa e ágil e tem priorizado iniciativas e recursos para este fim. 

Fundamental destacar a qualidade do processo de mediação do CEJUSC do TJMG que assegurou, num diálogo de alto nível, avanços consideráveis para construção de um acordo. Embora as partes não tenham chegado a consenso, a divergência concentra-se em aspectos relacionados a valores a serem pagos e à sua destinação.

A Vale continuará a cumprir integralmente sua obrigação de reparar e indenizar as pessoas, bem como de promover a reparação do meio ambiente, independentemente de haver condenação ou acordo. Até o momento, a empresa destinou cerca de R$10 bilhões para estes fins.

Fonte:  CNN

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