SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE HORMÔNIOS FEMININOS, QUAIS SÃO, PARA QUE SERVEM E EXAMES

Na edição da coluna SAÚDE desta terça-feira trouxemos um artigo muito esclarecedor sobre hormônios femininos, onde você vai saber tudo sobre o assunto. Desde quais são, para que servem até sintomas de uma desregulação hormonal e exames. Então, leia o artigo completo a seguir e se atualize sobre o assunto!

Hormônios femininos: quais são, para que servem e exames

As mulheres têm três hormônios principais: estrógenos, progesterona e androgênios. Veja suas funções

Escrito por Maria Beatriz Melero

Redação Minha Vida

Hormônios femininos: quais são?

Os principais hormônios femininos que atuam no corpo da mulher são três: os estrógenos, a progesterona e os androgênios (no qual está a testosterona).

Outros hormônios femininos também são produzidos pela glândula adrenal e atuam no organismo da mulher, porém seus efeitos são decorrentes de um excesso de produção por distúrbios no funcionamento da adrenal.

Quais são as funções dos hormônios femininos

Os hormônios femininos carregam diferentes funções no corpo da mulher, desde regular a menstruação, a libido, atuar na gravidezmenopausa e todos o ciclo de vida da mulher. Veja as principais funções de cada hormônio feminino:

Estrógenos: os principais estrógenos na mulher são estradiol, estrona e estriol. Eles são produzidos pelo ovário, mas também podem ser produzidos pela placenta na gravidez e ainda serem “convertidos” quando provenientes do hormônio masculino.

“A testosterona pode ser convertida a estradiol no tecido adiposo – gordura visceral por exemplo”, explica Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenadora da pós-graduação lato sensu em endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD).

O estrógeno é um importante hormônio para o ciclo menstrual, uma vez que sua oscilação no período ajuda a determinar se a mulher está na fase folicular, na ovulação ou na fase lútea.

No caso do estradiol, o hormônio é determinante para a menopausa, uma vez que a deficiência da substância indica a suspensão da menstruação.

Os estrógenos também atuam no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários: crescimento de mamas e distribuição da gordura corporal tipicamente feminina.

Progesterona: é um hormônio produzido principalmente pelo ovário. Sua produção ocorre na segunda fase do ciclo menstrual após o ocorrer a ovulação

Androgênios: a produção de hormônios androgênios na mulher ocorre nos ovários e nas glândulas adrenais.

Os androgênios são precursores de estrogênios no corpo da mulher e interferem na libido e massa muscular, além de estarem envolvidos no desenvolvimento normal do folículo ovariano e sua oclusão.

Além da testosterona, existem outros androgênios que possuem potência de ação menor do que a substância, como a androstenediona, o DHEA e o Sulfato de DHEA, que se tornam importantes se estiverem elevados.

Hormônios da gravidez

Diferentes hormônios atuam na gravidez, como o próprio estrógeno e a progesterona.

Porém, há hormônios que são produzidos exclusivamente na placenta. São eles:

  • Gonadotrofina Coriônica Humana (HCG): o hormônio começa a ser produzido 24h após a implantação do blastocisto (nome dado para o embrião até o quinto dia de desenvolvimento). É por isso que para descobrir se uma mulher está grávida ou não é solicitado o exame de dosagem Beta-HCG como teste de gravidez. Seu nível eleva exponencialmente no 1º trimestre e estimula o corpo lúteo a continuar a produzir a progesterona e, assim, manter a gestação.
  • Hormônio Lactogênico Placentário: o hormônio apresenta ação mista e parte se assemelha à prolactina, enquanto parte se assemelha ao hormônio do crescimento (GH). Sua ação estimula o desenvolvimento da mama para lactação e também atua inibindo a captação de glicose pelos tecidos maternos para disponibilizar mais ao feto.

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE 😉

Existem ainda outros dois hormônios que são fundamentais para a mulher gestante: a prolactina e ocitocina.

  • Prolactina: o hormônio é produzido pela glândula hipófise, presente na parte inferior do cérebro. Uma de suas principais funções é a produção de leite em gestantes, para que ocorra a amamentação.
  • Ocitocina: o hormônio tem como função mais conhecida estimular a contração do útero na hora do parto.

Hormônios da menopausa

Durante a menopausa, a mulher nota uma redução da produção dos hormônios ovarianos, como é o caso dos estrógenos, progesterona e androgênios.

Pela queda abrupta do estrogênio, é normal ocorrerem sintomas da menopausa, como ondas de calor (fogachos), falta de disposição, irritabilidade, fadiga, diminuição de libido entre outros.

Já os demais hormônios passam a ter um papel coadjuvante neste momento. A progesterona, por exemplo, pode ser administrada para “proteger” o endométrio da mulher em vigência de reposição hormonal.

A testosterona só tem indicação de reposição naquela mulher que teve controle das queixas do hipoestrogenismo (queda dos níveis dos estrógenos), mas mesmo assim permanece com queixas sexuais (principalmente falta de libido).

O tratamento hormonal pode ser uma alternativa para a mulher. Segundo Claudia Chang, além da menopausa, a estratégia pode ser usada, por exemplo, em casos de: insuficiência de corpo lúteo, quando há histórico de abortamento espontâneo de repetição no início da gestação, endometriose, síndrome de ovários policísticos entre outros.

De acordo com a endocrinologista Amanda Athayde, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), há casos em que a menstruação pode acarretar uma série de sintomas desconfortáveis para a mulher, como enxaqueca, cólica em excesso, sangramento abundante.

“Podemos até tentar um tipo de reposição em que não exista sangramento. Como a quantidade de estrogênio que damos é a mais baixa possível e a de progesterona é a ideal para a proteção do útero, esse sangramento costuma ser pequeno, sem maiores problemas associados”, explica Amanda.

Porém, é sempre recomendado avaliar em consulta médica se a reposição hormonal é o melhor tratamento ou não para a paciente.

Sintomas de uma desregulação hormonal

Quando os hormônios femininos estão desregulados, os sintomas possíveis são:

  • ausência de menstruação (amenorreia)
  • irregularidade menstrual
  • excesso de pelos (hirsutismo)
  • acne
  • alopecia
  • ondas de calor (fogachos)
  • falta de disposição
  • irritabilidade
  • fadiga
  • diminuição de libido
  • queda da serotonina
  • depressão
  • nervosismo
  • raiva
  • ansiedade
  • baixa auto-estima
  • distúrbios do sono

Complicações de hormônios desregulados

As complicações que podem ocorrer por alterações dos hormônios femininos são:

  • Risco maior de hiperplasia e câncer de endométrio em mulheres que não ovulam e não produzem progesterona ciclicamente
  • Maior estímulo à produção de androgênios (testosterona e androstenediona) pelos ovários em casos de síndrome dos ovários policísticos, que pode levar a manifestações clínicas como excesso de pelos (hirsutismo), acne e alopecia
  • Síndrome dos ovários policísticos, que também pode levar a alterações como ausência de menstruação (amenorreia) ou irregularidade menstrual.

Exames

Os hormônios femininos não pedem exames de rotina. Normalmente, eles são solicitados quando é necessário investigar alterações clínicas específicas.

  • O exame de progesterona não deve ser feito em qualquer fase do ciclo menstrual da mulher. A progesterona só deve ser colhida após o 14º dia da menstruação, pois é nesta fase que se espera que ela esteja em nível maior.
  • O exame de testosterona não deve ser pedido como rotina. Para as mulheres, o hormônio só é bom para avaliar as taxas do hormônio no corpo.
  • O exame de estradiol é realizado preferencialmente até o quinto dia do ciclo menstrual. Além disso, diversos medicamentos podem alterar os resultados do teste.

Referência

Andressa Heimbecher Soares, Endocrinologia e Metabologia – CRM 123579 SP

Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenadora da pós-graduação lato sensu em endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD) – CRM 110155 SP

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

Fonte:

Maria Beatriz Melero

Minha Vida

Deixe uma resposta