SAIBA QUAIS AS UNIDADES DE ATENDIMENTO QUE A SESAP VAI MONTAR PARA DESAFOGAR AS UPAS

Por g1 RN

 

UBS de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, é uma das que terá atendimento de urgência (Arquivo) — Foto: Prefeitura de NatalUBS de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, é uma das que terá atendimento de urgência (Arquivo) — Foto: Prefeitura de Natal

A Secretaria de Saúde de Natal anunciou que vai montar, a partir desta quinta-feira (21), duas unidades de atendimento às urgências de menor gravidade, para tentar desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) da capital potiguar.

O serviço deverá funcionar temporariamente nas Unidades Básicas de Saúde do bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, e em Cidade da Esperança, na Zona Oeste, para atender casos leves de viroses.

Segundo a pasta, devem procurar essas unidades pessoas com sintomas como dor de cabeça, febre de até 38 graus, tosse seca não persistente, dor nos braços, dor nas pernas e moleza no corpo.

“Nessas UBS ofertamos atendimento médico por meio de clínico geral, pediatra e equipe de enfermagem”, afirmou o secretário George Antunes.

Segundo a pasta, a iniciativa se deve ao aumento de 90% na procura de atendimento pediátrico na UPA Cidade da Esperança e 115% na pediatria da UPA de Pajuçara, ao longo dos últimos dias.

Com os serviços lotados, pacientes passaram a esperar várias horas por atendimento. Na segunda-feira (18), uma idosa chegou a passar quatro horas do lado de fora da UPA de Potengi, também na Zona Norte.

As unidades básicas de Pajuçara e Cidade da Esperança funcionarão das 7h às 19h para atender esses pacientes.

Com isso, as UPAS passarão a atender somente os casos graves, que são de pessoas com quadro de vômitos persistentes mesmo após medicação, febre alta persistente por mais de 24h, cansaço, cor da pele pálida, arroxeada ou amarelada, sonolência e diarreia.

Além do aumento de casos de viroses e dengue, a lotação das UPAs também tem influência da greve dos servidores da saúde, iniciada em 11 de abril. O secretário afirmou que as reinvindicações da categoria são justas, mas considerou que a paralisação está prejudicando os serviços.

“Nós não podemos pedir que as pessoas fiquem em casa. Quem tiver qualquer quadro suspeito de uma patologia deve procurar atendimento, ou nas unidades básicas ou nas UPAs. Não tem outra forma. O poder público vai ter que criar mecanismos de atendimento. Outro ponto seria, e faço esse apelo, que momentaneamente essa greve fosse suspensa. Com isso nós diminuiríamos o prejuízo à população”, afirmou.

Segundo Antunes, a equipe técnica da prefeitura está realizando cálculos de impacto financeiro para que o município possa apresentar uma proposta aos servidores grevistas até o próximo dia 29 de abril.

Ele também pediu que os serviços privados de saúde e outros municípios do estado também criem serviços extras para desafogar a demanda das unidades de saúde pública da capital.

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