RESULTADO DO PIB FAZ O BRASIL SUBIR PARA 9º  NO RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS DO MUNDO

Com dado do PIB do 1º tri, Brasil sobe para 9º em ranking das maiores economias do mundo

Brasil ficou à frente de países como Reino Unido, que experimentou alta de 0,8% no PIB do primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021

Do CNN Brasil Business*

Homem caminha por São Paulo, a décima quarta maior cidade do mundoHomem caminha por São Paulo, a décima quarta maior cidade do mundoFoto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre de 2022, o país melhorou sua posição entre 32 economias, indo para 9° lugar, segundo ranking compilado pela agência de classificação de risco Austin Rating. No fim do ano passado, a economia brasileira ficou em 26º lugar no levantamento.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou nesta quinta-feira que a economia brasileira cresceu 1% de janeiro a março em relação aos últimos três meses de 2021. Na comparação anual, a alta foi de 1,7%.  O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país num determinado período.

Esse resultado colocou o Brasil à frente de países como Reino Unido, que teve alta de 0,8% no PIB do primeiro trimestre de 2022 ante o quarto trimestre de 2021; Coreia do Sul (0,8%), Suíça (0,5%), Alemanha (0,2%), França (-0,1%) e Japão (-0,3%) e Estados Unidos (-1,4%).

Além desses últimos países, também integram a lista de dez países com resultados negativos na margem trimestral a Itália (-0,2%), Israel (-0,4%), Suécia (-0,4%), Chile (-0,8%) e Noruega (-0,9%).

A liderança do ranking foi ocupada pelo Peru, que cresceu 2,0% ante trimestre anterior e 3,8% na comparação interanual, ou seja, na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Em seguida, surge Filipinas (1,9% e 8,3%), Canadá (1,6% e 3,3%) e Taiwan (1,6% e 3,1%).

Os Estados Unidos ficaram apenas em 28º lugar, com recuo de 1,4% no PIB do primeiro trimestre desse ano ante o quarto trimestre de 2021, mas alta de 3,6% na comparação interanual. A China ficou em 5º lugar com alta de 1,3% na margem trimestral e 4,8% interanual.

A Rússia é a última colocada, em 32º lugar, sem ter informado a variação do PIB no primeiro trimestre de 2022, mas com avanço de 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Também sem ter informado o comportamento do PIB nos primeiros três meses do ano estão Arábia Saudita e Índia, que antecedem a Rússia por terem avançado 9,6% e 4,1% respectivamente na comparação com igual trimestre de 2021.

Ajuda de serviços

O setor de serviços foi o principal responsável pelo crescimento da economia brasileira no primeiro trimestre, já que representam 70% do  PIB do país, com destaque para serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação.

“Muitas dessas atividades são presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explica a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

O resultado do trimestre é o terceiro positivo, após recuo de 0,2% no segundo trimestre de 2021, e fica 1,6% acima do patamar do quarto trimestre de 2019, período anterior à pandemia do coronavírus. O número fica 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, registrado no primeiro trimestre de 2014, ressalta o IBGE.

No quarto trimestre, o PIB teve avanço de 0,5%. Já em 2021, o indicador mostrou avanço de 4,6% após um tombo de 4,1% em 2020.

Vale ressaltar que, apesar do resultado positivo no primeiro período do ano, a expectativa de especialistas é que a atividade econômica siga mostrando desaceleração diante do quadro global de inflação pressionada e juros em alta.

Como desafio extra, o Brasil ainda conta com a deterioração das condições financeiras domésticas, como cita o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) em nota.

Dados do 3º e 4º trimestre de 2021 são revisados

O IBGE revisou o dado do quarto trimestre para cima, passando a ver expansão de 0,7% em vez da taxa de 0,5% informada anteriormente. O dado do terceiro trimestre também melhorou, passando a um leve crescimento de 0,1%, contra recuo de 0,1% divulgado previamente.

Com as revisões, o quadro deixa de ser visto como recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de queda no PIB.

O IBGE ainda passou a calcular alta de 1,1% no primeiro trimestre e queda de 0,2% no segundo, contra respectivamente avanço de 1,4% e retração de 0,3% das divulgações anteriores.

Apesar das revisões, o IBGE manteve o cálculo de que o PIB brasileiro cresceu 4,6% em 2021.

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