Na nossa seção de AUTOAJUDA e AUTOCONHECIMENTO mais um texto para reflexão e esclarecimento sobre conceitos que costumamos confundir.
SER CRISTÃO É DIFERENTE DE SER CATÓLICO
Ser cristão é vivenciar e executar na sua vida as palavras de Jesus Cristo. Ser católico é seguir os dogmas da igreja, saber de cor e decorado as orações e os ritos da santa missa.
É como ser bom e fazer o bem. Existe uma grande diferença entre as duas coisas. Ser bom é ajudar o próximo sem esperar receber nada em troca. Fazer o bem pode ser uma boa ação social realizada por um político que está mais interessado nos votos que vai receber nas urnas do que no bem-estar social dos seus eleitores. Por isso Jesus já dizia: “Não basta fazer o bem é necessário ser bom.
Por isso, relativamente a Jesus Cristo, independentemente da sua titularidade ou posição dentro do contexto histórico/religioso, de sua divindade ou imaculada imagem eu creio em todas, eu disse todas as coisas que foram ditas por ele, pois não existe ou existiu até hoje quem o possa contestar ou dizer que suas palavras estão erradas ou possam conduzir a humanidade para dias piores e não para um mundo melhor e/ou estado de espírito que se assemelhe ao Nirvana da religião Budista. Ao meu ver, todos os seus ditos são pura e sublime sabedoria e se todos nós seguíssemos, com certeza o mundo seria bem melhor e seria totalmente desnecessário despender tanto tempo, dinheiro e energia com tantas coisas totalmente inúteis e fúteis, tais como: armamentos bélicos, muros colossais, armas químicas e outros artefatos voltados para a violência e a guerra. Se a humanidade tivesse seguido cegamente a sua filosofia, com certeza já estaríamos num estágio evolutivo muito superior. Não importa a natureza de Jesus, se é humano ou divino. O que importa são suas palavras, seus ensinamentos, seu comportamento, sua conduta e filosofia de vida. Isso sim é importante. Tão importante que, apesar de nunca ter escrito uma só linha suas palavras de sabedoria foram eternizadas nos livros do novo testamento de uma forma tão efusiva e ao mesmo tempo democrática que outro grande líder hindu, o Mahatma Gandhi, tão admirável quanto Jesus Cristo, declarou um dia: “Se todos os livros sagrados da humanidade se perdessem, mas não O Sermão da Montanha, nada se teria perdido”. Como sabemos O Sermão da Montanha é um discurso de Jesus Cristo, sobre as bem-aventuranças, que pode ser no Evangelho de Mateus (caps 5-7). São lições de conduta e moral, ditando os princípios[1] que normatizam e orientam a verdadeira vida cristã, uma vida que conduz a humanidade ao Reino de Deus e que põe em prática a vontade de Deus, que leva à verdadeira libertação do homem.  Eu não o admiraria ou respeitaria menos se ele tivesse nascido pelas vias normais, de uma mulher comum, se não fosse divino, se ele não tivesse ressuscitado e não acho que alguém precise ser divino, imaculado ou tenha ressuscitado dos mortos para agir da mesma forma que Jesus agiu, para ter as ideias que ele teve ou para se comportar como ele. Não podemos nos acomodar sob o manto da desculpa do pecado original. Isso é desculpa, como se diz no linguajar comum: para boi dormir. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “errar é humano”, “somos pobres mortais”, “somos pobres pecadores”. Essas frases tantas vezes repetidas por tantas pessoas ao longo dos séculos, são desculpas que damos para justificar os nossos erros e fraquezas e assim passar melhor, ser digno de pena e do perdão dos outros. Falando em perdão é outra palavra que tem sido deturpada na boca dos homens da igreja, que tenta incutir nas mentes dos fiéis que o perdão de Deus é infinito e que Deus a tudo perdoa.
Não vamos confundir as coisas. O perdão é importante e deve fazer parte do nosso cotidiano, mas não existe perdão incondicional. Ele tem pelo menos uma condição fundamental. E essa condição fundamental é o verdadeiro arrependimento de quem está sendo perdoado ou Jesus não teria perdido a paciência ao expulsar os vendilhões do templo.
Autor: Valério Wagner Q. Braga
Fonte: Livro Eu Cósmico, a essência

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