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REFLEXÃO: O INSTINTO DE CONSERVAÇÃO E SOBREVIVÊNCIA NA NATUREZA HUMANA

Na nossa coluna REFLEXÃO desta quarta-feira temos um texto que analisa com muita profundidade o instinto de conservação e sobrevivência na natureza humana. Segundo o autor parece estar na raiz de tudo que fazemos. Dai a beleza e a graça dessa caminhada. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

A beleza e a graça do caminho

caminho florido e iluminado

Ao pegar meu  velho tênis para sair para a caminhada me lembrei que eu tenho um outro mais novo que minha esposa comprou e que quase não uso porque estou deixando conservado para quando este acabar.

Aí me lembrei que ela tem diversos tênis de cores e tipos diferentes e também muitos pares de sapatos e roupas coloridas e de diversos tipos e finalidades e isso sempre me intrigou.

Ao sair de casa vi uma moça aguardando o Uber e observei a forma harmoniosa como se vestia e que seu gracioso sapatinho combinava com a roupa.

Aí entendi porque elas precisam de tantos sapatos e roupas diferentes! Porque uma mulher não pode sair por aí com uma roupa qualquer, sem se preocupar com a beleza, e precisa combinar tudo direitinho com harmonia, pois afinal ela é a representante da  beleza e ninguém acha graça em uma mulher desarrumada.

É natural que durante a corrida minha atenção foi voltada naturalmente  para este tema sem que eu me desse conta…

Ao fazer um esforço para alcançar uma meta na corrida e superar meus limites pensei que em seguida eu teria que compensar este esforço com um descanso, caminhando um pouco.

Aí veio outra compreensão.  A de que a compensação é um dos segredos da tenacidade e da manutenção.

Foi então que me lembrei que segundo especialistas da mente humana, todos temos uma natureza dual, que eles chamam de masculino e feminino ou razão e emoção, e que estas forças aparentemente opostas lutam por espaço em nossa natureza, mas que com a maturidade elas aprendem a colaborar uma com a outra.

Uma parte de nossa natureza é objetiva, racional, focada e direcionada  aos objetivos, o que nos levaria a desprezar pequenos detalhes e obstáculos do caminho, olhando sempre para a meta, o que confere certa agressividade.

Mas a outra parte de nossa natureza é sensível e perceptiva, voltada a conservação do indivíduo e para isso ela se mantém atenta a cada detalhe para corrigir qualquer coisa que ameace sua existência.

Percebi então que este instinto de conservação está na raiz de tudo que fazemos e gera a nossa necessidade de certeza.

É ele que dá a sensibilidade e beleza  feminina, que observa e aprecia os mínimos detalhes da vida e se encanta com tudo e busca expressa-la.

É esta mesma sensibilidade que dá beleza e delicadeza ao artista que com seu toque busca ser único e inovador.

É também o senso de conservação que dá ao construtor a estabilidade do projeto e a manutenção do ritmo da obra e do trabalho.

É este mesmo instinto de conservação que leva a mudança de comportamento ou de lugar e até mesmo a rompimentos repentinos quando um grito interior evoca a necessidade de se preservar e sair daquela situação que se tornou insuportável para ele.

É também o senso de compensação que leva a busca da reciprocidade para o empreendimento do amor romântico. O amor se  alimente do amor e precisa receber para dar e dar para receber pois a criatura é reflexo daquilo que se nutre e após um empreendimento precisa de um novo estimulo.

Por mais paradoxal que pareça, é também este instinto de preservação e conservação que leva o pesquisador  para o  laboratório, o estudante a se dedicar a uma busca intensa por respostas se isolando de um mundo que ele não compreende e não aceita e que deseja modificar para preservar. É este mesmo instinto que move os ambientalistas e os amantes do silêncio e da beleza da natureza.

Esta força está na essência da justiça e do equilíbrio, nas relações de negócios, na manutenção das empresas que antes de ter lucro precisam encontrar o ponto de equilíbrio entre gastos e despesas para que haja uma continuidade do negócio. É também ela que está no âmago da busca por novas tecnologias que reduzam custos e esforços. Curiosamente, a própria ambição é uma busca pela preservação de um futuro certo.

E finalmente é esta mesma força de conservação que leva o ser ao altruísmo, quando  amadureceu sua visão do mundo e percebe que sua própria existência e felicidade está fortemente ligada a manutenção e estabilidade da vida alheia e da sociedade. Então seus esforços pessoais não exigirão retorno para si mesmo pois ele agora se identifica nos outros e a felicidade alheia é sua maior recompensa…

20 de novembro de 2019

Haveju

Fonte: Leve Consciência

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