PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 25 DE MAIO DE 2021 POR G1

Por G1

 

Bom dia. Hoje a CPI da Covid ouve Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”. O Exército abre investigação disciplinar sobre a conduta de Pazuello. A morte de George Floyd completa um ano. Conheça as pesquisas que estudam os efeitos benéficos das drogas psicodélicas. E uma reportagem do G1 investiga: o reinado da música sertaneja no Brasil chegou ao fim?

CPI de volta

Começa às 9h, com transmissão no G1, o depoimento de Mayra Pinheiro, a “capitã cloroquina”. A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde esteve em Manaus no início de janeiro, pouco antes do colapso que matou dezenas de pacientes sem oxigênio. Os senadores querem saber de Mayra o que ela foi fazer lá e quais ações tomou ou deixou de tomar num dos momentos mais trágicos da pandemia no Brasil.

A secretária Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, durante entrevista no Planalto em junho de 2020 — Foto: Anderson Riedel/Presidência da RepúblicaA secretária Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, durante entrevista no Planalto em junho de 2020 — Foto: Anderson Riedel/Presidência da República

Quem é ela?
No governo Bolsonaro, Mayra é uma espécie de embaixadora do chamado “tratamento precoce”, que consiste no uso de remédios comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, em especial a cloroquina. Seu depoimento é considerado peça-chave para elucidar como o governo propagou e distribuiu esses medicamentos à população, incluindo aldeias indígenas.

Quando esteve na CPI, na semana passada, o ex-ministro Eduardo Pazuello atribuiu a ela a criação do TrateCOV, aplicativo do ministério que recomendava o “tratamento precoce” de forma indiscriminada, mesmo a pacientes sem diagnóstico confirmado de coronavírus. Investigada pela atuação em Manaus, Mayra foi autorizada pelo STF a não responder às perguntas referentes àquele período.

Pazuello se complica

E o ex-ministro Pazuello, que assim como Mayra é investigado pelo colapso do Amazonas, vai se complicando ainda mais. Ele agora será alvo de uma apuração interna do Exército porque participou, no domingo (23), de um ato pró-Bolsonaro no Rio de Janeiro. Como é general da ativa, ele está proibido de se envolver com atividades políticas.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, que é general da reserva, disse que Pazuello sabe que errou e deve ser punido. Outro general que foi do governo, Santos Cruz, afirmou que mergulhar o Exército na política é um desrespeito à instituição. Segundo o colunista Valdo Cruz, a avaliação nas Forças Armadas é que o comando Exército ficará desmoralizado se não punir Pazuello.

Enquanto isso…
O Brasil chegou a 450 mil mortes pela Covid-19 e já vê no horizonte uma provável terceira onda de contágios. No estado de SP, a ocupação de UTIs voltou a ficar acima de 80% após um mês. As internações também aumentaram no Maranhão, onde foi identificada a variante indiana. E 20% da população tomou a primeira dose da vacina até agora.

Alertas da Pfizer

Documentos enviados à CPI mostram que a Pfizer tentou convencer o governo brasileiro a aceitar as primeiras ofertas de vacina, ainda em 2020, e avisou que repassaria as doses a outros países se não recebesse uma resposta (o que de fato ocorreu). Em dezembro, a empresa mandou uma carta a Pazuello em que propunha soluções para os problemas apontados pelo governo, como a necessidade de armazenar as vacinas a baixíssimas temperaturas. Leia a íntegra. Elcio Franco, coronel do Exército e nº 2 de Pazuello no ministério, disse à Pfizer na época que um vírus de computador atrapalhava a análise das propostas da farmacêutica.

Revolução psicodélica

G1 publica hoje uma reportagem que conta como pesquisadores estão usando drogas psicodélicas para tratar depressão e outras doenças psiquiátricas, como o estresse pós-traumático. Resultados desses estudos estão saindo nas publicações científicas mais respeitadas do mundo. O jornal “The New York Times” escolheu o termo “revolução” para se referir ao uso do MDMA, princípio ativo do ecstasy, e da psilocibina, dos cogumelos mágicos. Especialistas ouvidos por nossa reportagem concordam e dizem que a ciência está em uma nova etapa neste assunto. Aqui no Brasil, pesquisadores testam também os efeitos terapêuticos da ayahuasca, presente em rituais religiosos. Conheça os detalhes dos estudos e veja um histórico no vídeo abaixo.

Psicodélicos estão no auge das pesquisas para tratamento de depressão
Psicodélicos estão no auge das pesquisas para tratamento de depressão

O mundo pós-George Floyd

Há exatamente um ano, o assassinato de um homem negro por um policial branco em Minneapolis, nos EUA, provocava a maior onda de protestos antirracistas desde os movimentos pelos direitos civis, nos anos 1960. George Floyd morreu asfixiado após ter o pescoço pressionado durante nove minutos pelo joelho de Derek Chauvin. Sua última frase, “I can’t breathe” (não consigo respirar), virou símbolo mundial do combate ao racismo e à violência polic

Manifestante segura cartaz com retrato de George Floyd durante protesto em Nova York — Foto: Angela Weiss / AFPManifestante segura cartaz com retrato de George Floyd durante protesto em Nova York — Foto: Angela Weiss / AFP

Para marcar a data, os americanos programaram três dias de manifestações. Os atos ocorrem durante o primeiro ano do governo de Joe Biden, cuja eleição foi impulsionada, em parte, pela agenda focada no combate ao racismo estrutural nos Estados Unidos. Chauvin está preso e foi condenado pelo assassinato em abril.

No Reino Unido, porém, a ativista antirracista Sasha Johnson, uma das lideranças britânicas do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), levou um tiro na cabeça e foi internada. A polícia investiga as circunstâncias em que ela foi baleada.

Sertanejo no divã

Entenda por que o sertanejo saiu do pódio
Entenda por que o sertanejo saiu do pódio

O sertanejo está perdendo espaço? Após anos de domínio, o gênero deixou de ter os artistas mais ouvidos do país. Quem reina hoje nos serviços de streaming são artistas de funk e da pisadinha. Será passageiro ou uma mudança que veio para ficar? Empresários, artistas e críticos respondem e analisam o cenário. Entre consensos e divergências, há cinco pontos principais. Um deles é ausência de shows na pandemia. Leia a reportagem.

Onde está o celular?

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, não entregou o celular à Polícia Federal, contrariando uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Durante a operação na quarta passada (19), policiais pediram o telefone, mas Salles disse que estava sem. No mesmo dia, ele foi à Superintendência da PF e também não entregou o aparelho. Segundo o jornal “O Globo”, Salles desligou o celular e trocou de número e de aparelho. A reportagem da TV Globo tentou ligar ontem e não conseguiu falar. Procurados, assessores do ministro disseram que não sabiam informar. A atitude pode caracterizar ocultação de provas.

Para lembrar
Salles foi alvo de buscas porque é suspeito de integrar um esquema que facilitou a exportação de madeira ilegal. Os investigadores também detectaram movimentações milionárias e atípicas nas contas do escritório de advocacia de que ele é sócio. Entenda as suspeitas.

O Assunto

Projetos de lei para privatizar a Eletrobras, principal estatal de energia elétrica do país, emperraram tanto no governo Temer quanto no atual. Agora a ideia avança por meio de uma Medida Provisória (MP), que os deputados reconfiguraram antes de aprovar. Falta ainda o aval do Senado, e o episódio de hoje do podcast analisa o que essa proposta representa para a economia e para os consumidores. Ouça abaixo:

Para ficar de olho

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