Por G1

 


Tremor sacudiu prateleiras de supermercado em Yucca Valley, na Califórnia — Foto: Chad Mayes / via AP Photo

Tremor sacudiu prateleiras de supermercado em Yucca Valley, na Califórnia — Foto: Chad Mayes / via AP Photo

Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA
Jornal GloboNews
Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA

Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA

Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA
Jornal GloboNews
Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA

Terremoto de 7.1 de magnitude é sentido na Califórnia e em Nevada, nos EUA

Um potente terremoto sacudiu, nesta sexta-feira (5), o sul da Califórnia, nos EUA. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS na sigla em inglês) informou que o tremor atingiu magnitude 7,1, o mais forte em 20 anos na região.

O sismo ocorreu às 20h33 (hora local, 0h33 de sábado, 6, no Brasil) a 0,9 km de profundidade e o epicentro foi localizado a 17 km de Ridgecrest, localidade de 30 mil habitantes, a 250 km de Los Angeles, que também sentiu o tremor.

O Corpo de Bombeiros do condado de San Bernardino informou através do Twitter que o terremoto provocou deslizamentos de terra, rachaduras em fundações e destruiu muros”.

Incêndios foram registrados, sobretudo devido a escapamentos de gás após o tremor. Canalizações de água e esgoto também foram rompidas.

Ao menos uma pessoa ficou ferida levemente, segundo os bombeiros.

Uma casa em chamas após terremoto em Ridgecrest, Califórnia — Foto: Jessica Weston / Daily Independent / via Reuers

Uma casa em chamas após terremoto em Ridgecrest, Califórnia — Foto: Jessica Weston / Daily Independent / via Reuers

Em Ridgecrest, há uma base militar da Marinha americana, a Naval Air Weapons Station China Lake, onde em um amplo espaço deserto são testados bombas e mísseis. O abalo provocou danos no complexo, incêndios e vazamento de água.

Cerca de 3.000 moradores em Ridgecrest e nas áreas vizinhas estão sem energia, gás e sem comunicações.

O major-general David Baldwin, ajudante geral da Guarda Nacional da Califórnia, disse que uma força-tarefa conjunta, que incluirá 200 forças de segurança e aeronaves militares, será enviada para ajudar.

Rachaduras em estrada ao norte de Ridgecrest — Foto: Frederic J. Brown / AFP Photo

Rachaduras em estrada ao norte de Ridgecrest — Foto: Frederic J. Brown / AFP Photo

O terremoto foi sentido em lugares distantes como Phoenix, Las Vegas e Reno.

Mais de 100 tremores sacudiram o sul da Califórnia nos últimos dez dias. O tremor desta sexta é o mais forte a atingir o estado nos últimos 20 anos, e supera o abalo de magnitude 6,4 que atingiu a região na quinta-feira (4), sem deixar vítimas.

Os dois abalos fazem ressurgir o fantasma do “O Grande” (The Big One), um mega-terremoto potencialmente devastador que teme-se que golpeie em algum momento o oeste americano.

A Califórnia é o estado mais populoso dos Estados Unidos, com quase 40 milhões de habitantes, e fica na região conhecida como Anel de Fogo do Pacífico, onde terremotos e erupções vulcânicas são mais frequentes devido aos encontros das placas tectônicas.

Parada de trailers em chamas em Ridgecrest — Foto: World Central Kitchen / via Reuters

Parada de trailers em chamas em Ridgecrest — Foto: World Central Kitchen / via Reuters

Fonte: G1

 

Por GloboEsporte.com — Nanquim, China

 

Irresistível, Brasil dá vareio, desmonta a Turquia e vai à decisão da Liga das Nações

Com uma atuação sensacional, a seleção brasileira feminina de vôlei não tomou conhecimento da Turquia, venceu por 3 a 0 (25/23, 25/15 e 25/10) na manhã deste sábado em Nanquim e se classificou para a decisão da Liga das Nações no domingo. Como um rolo compressor nos dois últimos quartos, as meninas de José Roberto Guimarães se credenciaram em grande estilo para a final.

Foram muitos os destaque da seleção. Com 15 pontos, Natália fechou como a principal anotadora do jogo. Inspiradíssima, Macris distribuiu as jogadas com maestria, e Lorenne entrou bem demais no primeiro set, vitaminando a equipe e marcando ao todo nove pontos, um a mais que Mara, outra a apresentar ótimo desempenho.

Depois da exibição de gala, o Brasil aguarda o vencedor entre Estados Unidos a a anfitriã China, que se pegam na outra semi a ser realizada também neste sábado (a partir de 8h30 e igualmente com transmissão do SporTV 2).

O jogo

O duelo começou muito intenso e equilibrado. Forte defensivamente, o Brasil foi para a primeira parada técnica em vantagem (8/7). Com o placar mostrando 15/15, Mara levou uma bolada no rosto, e a partida foi paralisada para que a central se recuperasse. Guerreira, a número 1 da seleção voltou em seguida. Uma invasão turca fez com que o time nacional abrisse dois (18/16) e depois três pontos (20/17) após uma falha de Zehra Gunes. Um erro de saque turco fechou o set inicial em 25/23 para as meninas do Zé. A ótima entrada de Lorenne era um bom presságio para o que estava por vir.

Natália Brasil x Turquia Liga das Nações de vôlei — Foto: Divulgação / FIVB

Natália Brasil x Turquia Liga das Nações de vôlei — Foto: Divulgação / FIVB

A Turquia liderou no início da segunda parcial, mas a brasileiras viraram para 6/5 após um ataque letal de Natália, já aparecendo como destaque. O selecionado europeu deu o troco e conseguiu a vantagem parcial de 8/7. Apesar de erros seguidos no saque, o Brasil voltou à ponta e colocou dois de frente com um bloqueio de Bia (12/10). O equilíbrio do embate acabou aí. Aproveitando-se dos erros das adversárias e defendendo muito, a seleção disparou e fechou o set por improváveis 25/15 e fez 2 a 0 no jogo.

A atuação espetacular na parcial anterior foi apensa um aperitivo para o que viria em seguida. Com grandes atuações individuais (em especial de Natália, Lorenne e Macris), o Brasil atropelou as turcas. De cara, abriu 6/1 e foi se distanciando no marcador. Onipresente na defesa e implacável no ataque, as brasileira sobraram diante das atordoadas rivais e fizeram incríveis 25/10, garantindo de forma incontestável sua classificação para a decisão.

Brasil: Mara, Natália, Macris, Bia, Paula, Gabi e a líbero Léia. Entraram Amanda, Lorenne e Roberta. Técnico: José Roberto Guimarães

Turquia: Cansu Ozbay, Seyma Ercan, Ebrar Karakurt, Kubra Caliskan, Ebrar Karakurt, Zehra Gunes e a líbero Simge Sebnem Akoz. Entraram Ezgi Dilik, Gözde Yilmaz, Asli Kalac, Hande Baladin e Meryem Boz. Técnico: Giovanni Guidetti

Fonte: G1

Por G1 SP

 


Maia concede coletiva em São Paulo — Foto: Glauco Araújo/G1

Maia concede coletiva em São Paulo — Foto: Glauco Araújo/G1

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (5), que a inclusão dos estados na reforma da Previdência pode inviabilizar a aprovação. Para Maia, é correr o risco de perder 50 ou 60 votos.

“Nós temos de 50 a 60 deputados que hoje não votam a reforma com a inclusão de estados e municípios, os deputados mais próximos aos governadores, de alguns governadores do Nordeste foram inclusive muito duros com os deputados que votaram a favor. O governador de Pernambuco disse hoje que a reforma da Previdência não era a solução para todos os problemas, então também não há por parte de alguns um interesse mais objetivo na participação, nós entendemos que todos eles podem fazer suas reformas na Assembleia Legislativa de seus estados fazendo a mudança constitucional, agora, nesse momento incluir estados e municípios na Câmara é correr o risco de perdermos de 50 a 60 votos na votação no plenário”, disse em coletiva de imprensa antes de participar de palestra no evento Expert XP, em São Paulo.

Depois, na palestra, o presidente da Câmara voltou a falar sobre os estados e reforçou não estar otimista. “Tentei até o último dia. Mas não sou otimista. Estados do Nordeste são governados por partidos de centro esquerda. Pela proposta ser do presidente Bolsonaro, a decisão política foi de não apoiar. Vamos votar o possível”, afirmou.

Maia afirmou que pretende chegar ao Congresso na próxima terça-feira (9) com os números organizados para a votação da reforma da Previdência no plenário.

“Vou receber alguns líderes [no final de semana], assessoria, vou começar a organizar a votação para que a gente possa chegar na terça-feira de manhã com os números organizados da votação da reforma”, disse Maia.

Questionado se já tinha os números para aprovar a reforma, Maia disse que precisa esperar o final de semana.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação política do governo, também disse ter expectativa de aprovação da proposta no plenário, em primeiro turno, na próxima semana.

Na pauta prevista para a semana que vem, divulgada nesta sexta, a PEC da reforma da Previdência deve começar a ser analisada na próxima terça. O parecer da reforma da Previdência, aprovado pela comissão especial criada para analisar o assunto, foi publicado no “Diário Oficial da Câmara” nesta sexta-feira.

Questionado sobra a reforma da Previdência dos Militares, Maia disse que vai instalar uma comissão especial a partir de agosto.

“A partir de agosto, começa o trabalho da comissão especial, já que é um projeto de lei que tramita mais rápido, a votação é mais fácil, acredito que até o final do mês de agosto a gente consegue votar o projeto dos militares também”, disse.

Maia disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) precisa entender que não é só presidente dos policiais. A comissão aprovou o texto da Previdência sem alteração para os policiais e Bolsonaro afirmou nesta sexta que houve “equívocos e mal-entendidos” que serão corrigidos.

“Acho que todos precisam contribuir com a reforma da Previdência. Todos os brasileiros estão colaborando. Se uma parte pequena dos brasileiros, não é pelo valor da economia que vai ser perdida se os policiais federais ficarem de fora. Mas é o simbolismo de você tirar um grupo, né, do esforço que milhões de brasileiros estão fazendo, né? 70 milhões de segurados, 30 milhões de aposentados, mais de 1 milhão de aposentados no regime próprio, se a gente tira uma parte, por mais que não seja grande, dá sinalização pros outros que não é de fato o discurso que se fez desde o início por parte do governo que era uma reforma igual pra todos Então, acho que a gente tem que tomar um certo cuidado, não tô criticando, não sei qual é a proposta do presidente entende que possa ser feita”, afirmou.

Aprovação na comissão especial

Na madrugada desta sexta, após 16 horas de reunião, a comissão especial que tratava do assunto concluiu as votações e aprovou o parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP). O texto foi alterado por dois destaques:

  • o que retirou a possibilidade de que exportações agrícolas estejam sujeitas à incidência de contribuições previdenciárias, a reoneração das exportações. O destaque também excluiu trecho que impediria a remissão ou prorrogação de dívidas fora da folha de pagamento, entre as quais as do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).
  • o que retirou artigo do parecer do relator que previa que policiais e bombeiros militares teriam as regras de passagem para a reserva e a de pensão por morte equiparadas às dos militares das Forças Armadas enquanto não houvesse leis específicas para as categorias.

Para ser aprovada, a PEC (proposta de emenda à Constituição) precisa obter 308 votos (dentre 513 deputados), em duas votações.

Maia disse que contratou uma consultoria com o objetivo de reduzir os custos da Câmara dos Deputados. “Nós precisamos reduzir as despesas públicas e não apenas a previdenciária, uma reforma administrativa, melhorar a qualidade da gestão pública, voltar a ter carreira, hoje os servidores públicos das elites dos três poderes começam em cinco anos tá todo mundo ganhando no teto, a gente tem que ter coragem de reformas, o salário dos servidores públicos hoje é 67% maior que o seu equivalente no setor privado e ainda tem estabilidade.”

Entenda a tramitação da reforma da Previdência — Foto: Arte/G1

Entenda a tramitação da reforma da Previdência — Foto: Arte/G1

Fonte: G1
Por Blog do BG

Policiais criticam Previdência e dizerm que ministros não obedecem Bolsonaro: ‘Há uma divisão’

O fracasso do presidente Jair Bolsonaro na articulação para contemplar agentes federais da segurança pública com regras de aposentadoria mais amenas tem um único motivo na opinião do presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva: a equipe do governo não cumpre as ordens do mandatário.

“Há uma divisão entre a Economia, a Casa Civil e o próprio presidente da República e ele não consegue fazer uma ordem dele ser cumprida”, disse Paiva em entrevista na quinta-feira (4).

“Em outras épocas, a gente falava com o presidente da República, ele dava uma ordem e ela era cumprida. Agora não é assim. Sinto que ele [Bolsonaro] gostaria de resolver o problema, mas ele não consegue impor a vontade dele ao Ministério da Economia, e nós ficamos na mão”, afirmou.

Paiva diz que a proposta apresentada na quarta-feira (3) como acordo com a categoria não foi discutida com os agentes federais. “Pedimos Z e nos ofereceram A. É uma proposta estapafúrdia, que nunca pedimos. Nunca discutimos idade mínima. Não temos problema em contribuir com a idade mínima”, afirmou.

A proposta negociada na quarta com o relator da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), previa idade mínima de 53 anos para homens e de 52 para mulheres das carreiras de policiais federais, rodoviários federais e legislativos (com atuação no Congresso).

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), enviada pelo governo em fevereiro, criava uma idade mínima de 55 anos para homens e mulheres. Hoje, não há idade mínima para as categorias se aposentarem, mas apenas a exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e de 25, se mulher. “Sabe o que essa proposta gera de economia para o governo nos próximos dez anos? R$ 3 bilhões, só que eles queriam ter economia de R$ 5 bilhões. O governo está comprando uma briga por causa de R$ 2 bilhões, que não é nem 0,2% frente ao total de R$ 1 trilhão. O problema não é econômico, é político.”

Folhapress

Comments

Presidente da Câmara diz que inclusão de Estados pode inviabilizar reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, 5, acreditar que a reforma da Previdência já tem mais do que os votos necessários para passar no plenário da Casa, mas ponderou que eventual inclusão de Estados e municípios pode inviabilizar sua aprovação.

O governo sinalizou nesta sexta-feira que trabalhará pela extensão das novas regras previdenciárias aos entes federativos. Mas, segundo o presidente da Câmara, que a partir do sábado irá “organizar” a votação e contabilizar o apoio à matéria, isso poderia custar de 50 a 60 votos, ainda que o clima atual esteja melhor do que o verificado quando a proposta do ex-presidente Michel Temer seguia para o plenário.

“O resultado de ontem –e vamos trabalhar para que seja o mesmo resultado no plenário– é o resultado da maturidade da sociedade brasileira”, disse Maia a jornalistas no evento Expert XP 2019, em São Paulo.

“Porque se os deputados estão preparados para votar a matéria, e acredito que estejam, acredito que a gente tenha número acima de 308, é porque os eleitores desses deputados passaram a compreender que esse sacrifício da Previdência é um sacrifício que vale a pena”, afirmou.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência precisa angariar o voto favorável de ao menos 308 deputados, o equivalente a três quintos do plenário da Câmara, em dois turnos de votação.

Ainda que tenha considerado o texto da reforma aprovado pela comissão especial na véspera “muito bom”, o Ministério da Economia espera que, no plenário, os deputados votem por manter Estados e municípios e aprovem ainda a autorização para o regime de capitalização, pontos considerados fundamentais pela equipe do ministro Paulo Guedes, mas pontos de atrito entre os parlamentares. A avaliação é do secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

Na mesma linha, o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou que deputados articulam a inclusão de uma emenda que obrigue os governadores a aprovar nas respectivas Assembleias Legislativas mudanças nas regras previdenciárias.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), por sua vez, afirmou, em seu perfil do Twitter, que há um forte sentimento entre senadores para que os entes federativos estejam na proposta.

“Esse é o sentimento dentro do Senado. E o sentimento do Brasil é pressa pela reforma da Previdência. Por isso, temos que incluir Estados e municípios na Câmara e, quando chegar ao Senado, tirar de lá em 45, 60 dias, e o Brasil vai começar a deslanchar e crescer ainda este ano”, afirmou o líder governista.

Reuters

Comments

PF troca delegado de inquérito que apura invasão em celular de Sérgio Moro

A Polícia Federal (PF) mudou o comando da investigação que apura invasão no celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Os nomes dos delegados não foram confirmados pela PF.

A PF já instaurou quatro inquéritos para investigar o vazamento de mensagens do celular do ministro Moro e também de procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

De acordo com a investigações, hackers clonaram o número de Moro, abriram ou reativaram a conta do ministro no Telegram e se passaram por ele. Moro desativou a linha invadida.

A troca dos delegados não teria sido motivada por desempenho, segundo fontes ouvidas pela reportagem. O delegado que estava à frente da investigação já cuidava de outro inquérito – que apura o vazamento de pelo menos 5 operações policiais a criminosos – e era preciso ter alguém com foco maior no inquérito sobre hackers.

Investigação

O celular do ministro já foi periciado mas, segundo investigadores, não é fácil identificar o autor da invasão porque crimes cibernéticos são extensos e complexos.

Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria e método do acesso de hackers a conversas privadas do ministro.

G1

Comments

Moro pode ser candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022

Uma parte do universo político começa a trabalhar com a possibilidade de Sergio Moro ser candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022.​

A hipótese poderia se concretizar caso a indicação de Moro para o STF (Supremo Tribunal Federal) seja inviabilizada.

Moro enfrenta resistência na corte e no Senado, que aprova a indicação para o STF. Antes mesmo do escândalo das mensagens, sua candidatura era considerada frágil.

O ministro poderia ainda tentar disputar a presidência —mas, para isso, precisaria se indispor com o atual chefe e rachar o eleitorado bolsonarista.

Uma chapa Bolsonaro-Moro é considerada forte —o ministro da Justiça tem até mais apoio popular do que o presidente, segundo pesquisas.

Na sexta (5), ao ser questionado num evento com empresários se almejava a presidência, Moro respondeu: “O candidato do governo vai ser o presidente à reeleição”.

Monica Bergamo/Folha de S.Paulo

Comments

Após cocaína, GSI muda esquema de segurança e até Bolsonaro passará por raio-x

O Gabinete do Segurança Institucional (GSI), comandado pelo ministro Augusto Heleno, está implementando ajustes nos procedimentos de viagens após a prisão do militar da Aeronáutica que integrava a equipe de apoio à comitiva presidencial, na semana passada. De agora em diante, além de toda a tripulação e equipe, até mesmo o presidente Jair Bolsonaro terá de passar pelo detector de metais e raio-x antes de embarcar no avião da Presidência.

O novo método de segurança foi utilizado pela primeira vez na última quarta-feira, antes da ida de Bolsonaro a São Paulo, onde ele participou de uma evento no Comando Militar do Sudeste. Anteriormente, somente as bagagens despachadas passavam pelo raio-x e pelo critério de amostragem(técnica em que a checagem é feita em apenas algumas pessoas, aleatoriamente). Agora, a fiscalização ampla de malas e passageiros será realizada sem exceção.

O aumento do rigor no procedimento foi confirmado ao GLOBO por três fontes do Palácio do Planalto. Os ajustes ocorreram uma semana depois de o segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, ter sido preso com 39 quilos de cocaína na bagagem de mão em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em Sevilha, na Espanha. Ele participava de uma missão precursora para a viagem de Jair Bolsonaro ao Japão, onde ocorreu a reunião do G-20, o grupo de países mais ricos do mundo.

De acordo com uma integrante da comitiva presidencial, todos os cerca de 30 passageiros tiveram de passar pelos novos procedimentos de segurança na última quarta-feira. Bolsonaro, segundo relataram duas fontes, teria pedido para também ser submetido à checagem.

O GSI prepara para o final da próxima semana uma apresentação detalhada de como são realizados os procedimentos de segurança do presidente. A demonstração será feita para jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.

Os ajustes na segurança ocorren ainda depois de um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, ter criticado publicamente o GSI. Apesar de incomodada, a ala militar do governo evita fazer comentários e não relaciona a mudança dos procedimentos às manifestações do parlamentar.

No Twitter, na segunda-feira, Carlos afirmou que os homens do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) estão subordinados a algo “em que ele não acredita”. Três dias depois, voltou a se pronunciar quando um empresário se matou na frente do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, durante um evento em Aracaju (SE). “Mais uma falha de segurança. Seria bom a segurança do Presidente ficar mais atenta”, escreveu o vereador.

Prisão de militar foi alerta, diz Heleno

Em entrevista ao vivo nesta sexta-feira para o programa Estúdio I, da GloboNews, o ministro Augusto Heleno afirmou que a prisão do segundo-sargento da Aeronáutica serviu como um alerta.

— Isso aí foi um alerta: olha, não dá pra confiar. Tem que realmente fiscalizar tudo — declarou o ministro.

Heleno ressaltou que a própria Força Aérea e o Ministério da Defesa já anunciaram que irão aperfeiçoar a checagem. Ele afirmou, no entanto, que não sabe e não tem meios para dizer se a mala com os 39 quilos de cocaína passou pelo raio-x, repetindo que o ministério que chefia não era responsável no episódio.

O ministro afirmou que o segundo-sargento cometeu um ato muito grave, classificado por ele como um “crime de lesa-pátria”. Heleno ainda disse que um comissário como Silva Rodrigues “chega muito antes até da tripulação, porque eles recebem a comissaria, que é a comida que vai para o avião, água, tudo que entra no avião fora bagagem de passageiro”.

— Então é natural que no momento que eles chegam à Base Aérea, ainda não esteja acionado o dispositivo do raio-x. E como são muito antigos — e podem pegar que todas as referências a esse sargento é que ele tinha um comportamento exemplar —, nós já conversamos que isto não pode mais acontecer. Não pode haver esse tipo de confiança — disse Heleno.

O responsável pelo GSI salientou novamente acreditar que Silva Rodrigues contou com a antecedência a seu favor:

— Mas eu acredito que, no caso, isso tenha acontecido pelo tempo que ele tinha e pelo fato de eles normalmente chegarem muito antes de o dispositivo estar instalado. Eles tinham acesso à aeronave sem esse rigor de passar tudo que chegava na aeronave nesse raio-x — acrescentou.

O Globo

Comments

Maia sobre caso Moro: invadir dados é crime, mas uso é liberdade de imprensa

Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não é crime a utilização dos dados envolvendo o ministro da Justiça Sergio Moro, pela imprensa, mas sim a invasão dos celulares dos procuradores.

“É claro que a entrada num telefone de uma pessoa e você pegar informações privadas é crime e certamente o Ministério Público e a Polícia Federal vão investigar. Agora, a utilização dos dados eu acho que é o que nós chamamos de liberdade da imprensa. Todos nós cobramos uma democracia com liberdade de imprensa. Em outros episódios com utilização de dados sigilosos todos utilizaram como no caso do próprio Wikileaks. Então tem que ser o mesmo peso para os mesmos fatos”, disse Maia.

Ele fez questão de dizer que não quer dizer com isso que o fato de alguém ter entrado no computador de uma pessoa não seja crime. “Mas um jornalista está com essas informações como em muitas outras vezes jornalistas tiveram com informações sigilosas de delações e foram vazadas. Certamente se o servidor tivesse sido descoberto teria cometido um crime de vazar um dado sigiloso, mas a imprensa não cometeu nenhum crime de usar esse documento”, defendeu o presidente da Câmara.

Maia disse achar que Moro não está desgastado com essa série de reportagens envolvendo suposta troca de mensagens com procuradores do Ministério Público. “Acho que o ministro Moro tem muita força, tem muito prestígio numa parte importante da sociedade brasileira”, disse.

Bolsonaro

Após ter sido questionado por uma jornalista se os filhos do presidente Jair Bolsonaro atrapalham o governo federal, Maia disse que “só de estar perdendo três minutos sobre eles já atrapalha”.

Maia participou de debate em evento da XP Investimentos e, em determinado momento, foi iniciada uma discussão sobre o papel dos filhos do presidente no governo federal, em razão dos ministros que teriam sido demitidos por pressão deles.

O líder do governo do Senado, Fernando Bezerra (PSB-PE), foi o primeiro a falar sobre o tema e disse que é preciso deixar o Twitter de lado e, ao final, afirmou que, na sua opinião, “cada filho tem que ficar cuidando das suas responsabilidades”.

Também presente, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que seus filhos não têm influência sobre suas decisões.

Estadão Conteúdo

Comments

Ministério diz agora que não comprometeu sigilo ao passar dados a Bolsonaro

Após confirmar o envio a Jair Bolsonaro de informações sobre a investigação de candidaturas de laranjas do PSL, o Ministério da Justiça divulgou nota na noite desta sexta-feira (5) dizendo que repassou ao presidente apenas dados que não pudessem comprometer o sigilo das apurações.

Na terça (2), a pasta comandada pelo ex-juiz Sergio Moro afirmou, em nota enviada à Folha, que Bolsonaro “foi informado sobre o andamento das investigações em curso” —o inquérito, porém, tramita em segredo na Justiça Eleitoral de Minas Gerais.

O texto confirmava a declaração do presidente, feita durante uma entrevista coletiva no dia 28 no Japão, de que tinha obtido do ministro da Justiça uma “cópia do que foi investigado pela Polícia Federal”.
Em seu comunicado, o ministério afirmou, ainda, que “as informações repassadas não interferem no trâmite das investigações”.

Em nova nota divulgada nesta sexta, após a publicação de reportagem pela Folha, a pasta mudou a versão e disse que encaminhou ao presidente informações “divulgadas amplamente na imprensa” sobre a efetivação de prisões de auxiliares do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, um dos investigados no caso.

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública esclarece que foi o próprio presidente da República quem solicitou a apuração rápida da suposta utilização de pessoas interpostas na eleição do PSL em Minas Gerais. Na quarta-feira, após a efetivação das prisões do assessor especial do Ministério do Turismo pela Polícia Federal, o fato foi informado ao ministro da Justiça e da Segurança Publica e ao Presidente”, afirma o comunicado mais recente.

“Nenhuma peça ou informação processual que pudesse comprometer o sigilo das investigações ou que já não estivesse amplamente disponível à imprensa foi repassada”, acrescentou a pasta.

Revelado pela Folha no início de fevereiro, o caso das laranjas do PSL é alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público em Minas e em Pernambuco e levou à queda do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que comandou o partido nacionalmente em 2018.

A Polícia Federal vê elementos de participação do ministro do Turismo no esquema em Minas e apreendeu documentos em endereços ligados ao PSL-MG.

Folhapress

Comments

LOCAIS

Custo da cesta básica em Natal sobe 16% em 6 meses

Nos primeiros seis meses de 2019, o custo da cesta básica em Natal registrou variação de 16,36%. O percentual corresponde ao segundo maior aumento entre as capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A maior variação foi em Vitória (20,20%) e a terceira com Recife (16,34%). A menor taxa foi registrada em Campo Grande (1,29%).

Restringindo a base comparativa para junho, os preços dos produtos básicos da alimentação tiveram queda de 2,17% em Natal. O conjunto dos alimentos custou, no mês passado, R$ 397,24. Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Natal ocupou a quarta posição entres as cestas mais baratas no mês em referência. Em 12 meses, a variação acumulada foi de 13,14%.
Oito produtos apresentaram queda, entre maio e junho de 2019: feijão carioquinha (-14,76%), banana (-6,17%), tomate (-3,41%), óleo de soja (-1,30%), manteiga (-0,64%), farinha de mandioca (-0,47%), açúcar refinado (-0,42%) e pão francês (-0,21%). As altas foram registradas nos demais produtos: leite integral longa vida (3,85%), café em pó (0,36%), arroz agulhinha (0,27%) e carne bovina de primeira (0,08%).

Em 12 meses, oito produtos acumularam alta: tomate (66,75%), feijão carioquinha (55,68%), arroz agulhinha (13,43%), açúcar refinado (12,98%), pão francês (11,63%), manteiga (4,48%), carne bovina de primeira (3,48%) e óleo de soja (1,33%). As taxas acumuladas foram negativas para os demais produtos farinha de mandioca (-18,41%), banana (-13,30%), leite integral longa vida (-4,30%) e café em pó (-3,11%).

O trabalhador natalense cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho de 87 horas e 34 minutos, em junho de 2019, para comprar a cesta. Em maio, o tempo necessário foi de 89 horas e 31 minutos. Já em junho de 2018, a jornada média era de 80 horas e 58 minutos.

Em junho de 2019, o custo da cesta em Natal comprometeu 43,26% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários), percentual menor que o de maio (44,23%). Em junho de 2018, equivalia a 40,00%.

Tribuna do Norte

Comments

Com déficit de 6 mil policiais, PMRN só terá reforço em 2021

A Polícia Militar do estado anunciou ontem a retomada do processo para concluir o concurso público iniciado em setembro de 2018, mas se os prazos forem respeitados conforme o cronograma apresentado, o reforço ao efetivo só virá em abril de 2021. O objetivo é reforçar a corporação com o preenchimento de mil vagas para praças, sendo 938 para homens e 62 para mulheres, além de formar cadastro de reserva. Até lá, o déficit de efetivo deverá ser bem maior do que as atuais 5,7 mil vagas.

O período de curso de formação, levando em conta apenas a bolsa mensal de auno soldado, custará aproximadamente R$ 10 milhões aos cofres do governo, durante os dez meses previstos no edital. Esse valor, considerando também que todos os mil concursados sejam convocados. Cada aluno soldado recebe um salário mínimo por mês e este cálculo não leva em conta os gastos do curso em si.

Com 14 anos sem concurso público e um déficit de pessoal na faixa dos 40%, o reforço da Polícia Militar do RN, tem que esperar pelo trâmite previsto no Edital no 001/2019 SEAD/PMRN publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. O edital define que o “Cronograma Previsto para as etapas do Concurso Público da Polícia Militar do RN”, o Ibade (Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo), empresa responsável pela aplicação das provas, terá um prazo até o dia 30 deste mês para concluir a reclassificação e a correção da redação.

Na sequência, no período entre 1o de agosto e 06 de setembro, serão realizados os exames clínicos dos candidatos reclassificados. Em seguida, de 9 de setembro a 21 de outubro, será a vez da aplicação dos testes de aptidão física. O calendário ainda prevê prazos para exames psicológicos (22 de outubro a 8 de novembro), investigações sociais e interposição de recursos (de 11 de novembro a 18 de março de 2020), e avaliação de títulos (19 de março a 18 de junho do ano que vem).
Após vencidas todas essas etapas, que definem quais candidatos seguem no processo seletivo, será iniciado o curso de formação de praças com duração de 285 dias – que totalizam nove meses e meio. Os primeiros recrutas aprovados nesse curso, que também tem caráter eliminatório e classificatório, poderão ir para às ruas a partir do mês de abril de 2021.

Detalhe: a estrutura disponível no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar – Escola de Segurança Cidadã (CFAPM), localizado na zona Norte de Natal, exige a divisão dos candidatos aprovados em duas turmas; ou seja, a segunda turma só ganha as ruas entre janeiro e fevereiro de 2022.

Segundo dados da própria Polícia Militar do RN, o déficit de pessoal na Polícia Militar, que hoje chega a 5,7 mil postos vagos, tende a aumentar com o envelhecimento da tropa e os pedidos de aposentadoria. No ano passado cerca de 250 policiais militares pediram baixa, e fontes de dentro da própria corporação indicam que outros 800 já estão aptos a ir para a reserva.

Ainda de acordo com avaliação das fontes consultadas, até o final de 2020 o déficit de pessoal deverá ser maior que os atuais 40%: hoje o efetivo da tropa conta com cerca de 7,7 mil policiais militares na ativa, número bem inferior aos 13,4 mil estabelecidos por lei estadual com base na quantidade de habitantes do RN contabilizados no Censo do IBGE em 2010.

Tribuna do Norte

Comments

Após dois meses, voluntários em vigília contra suicídios deixam Ponte Newton Navarro

O grupo de voluntários que trabalhava em vigília evitando suicídios na Ponte Newton Navarro, em Natal, deixou o acampamento no local nesta sexta-feira (5). Eles fizeram um ato na ponte para se despedirem nesta tarde e cobraram a atuação do poder público no espaço.

O protesto fechou uma das faixas da Ponte Newton Navarro. O grupo, que é formado por evangélicos, carregava faixas e gritava incentivos de valorização à vida e cobranças ao poder público. Eles pedem a instalação de uma grade na ponte e alegaram que não há mais condições de permanecerem com o acampamento, que atuava 24 horas por dia.

A caminhada tinha a intenção de seguir até a sede da Prefeitura do Natal, na Cidade Alta. Houve uma confusão em determinado momento, quando um motociclista, preso no trânsito, se irritou com os voluntários e agrediu uma mulher.

O acampamento foi montado por um grupo de evangélicos na cabeceira da Ponte Newton Navarro no fim do mês de abril. Eles começaram a revezar 24 horas por dia no local para impedir que pessoas cometessem suicídio. A ponte liga as regiões Leste e Norte da capital potiguar e passa por cima do encontro do Rio Potengi com o mar. A parte mais alta da estrutura tem 60m de distância até a água.

G1

Deixe uma resposta