Por Alan Chaves e Emily Costa, G1

 


Protesto de venezuelanos na fronteira com o Brasil; guardas reagem com gás lacrimogêneo — Foto: Alan Chaves/G1

Protesto de venezuelanos na fronteira com o Brasil; guardas reagem com gás lacrimogêneo — Foto: Alan Chaves/G1

Manifestantes lançaram coquetéis molotov contra base do Exército da Venezuela na fronteira com o Brasil, em Pacaraima (RR). Os militares venezuelanos reagiram com bombas de gás lacrimogêneo.

Polícia brasileira orienta manifestantes a retornarem para o lado brasieiro em conflito na fronteira com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Polícia brasileira orienta manifestantes a retornarem para o lado brasieiro em conflito na fronteira com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Bombas de gás lacrimogêneo são jogados em manifestantes na fronteira, em Pacaraima — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Bombas de gás lacrimogêneo são jogados em manifestantes na fronteira, em Pacaraima — Foto: Alan Chaves/G1 RR

De acordo com informações preliminares, os coquetéis molotov foram atirados por venezuelanos que vivem no Brasil em direção ao posto militar da Venezuela. Depois, houve outra confusão, em que manifestantes e soldados venezuelanos jogaram pedras uns nos outros.

Imagens mostram uma caminhonete da Guarda Nacional Bolivariana incendiada depois do tumulto.

Espaço da guarda venezuelana é incendiado com coquetel molotov na fronteira — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Espaço da guarda venezuelana é incendiado com coquetel molotov na fronteira — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Equipes do batalhão de choque da Polícia Militar de Roraima e da Força Nacional se dirigiram até a fronteira. As forças de segurança brasileira, a princípio, apenas observam e monitoram a região.

Força Nacional e Batalhão de Choque reforçam segurança no lado brasileiro da fronteira após confusão entre manifestantes e guardas venezuelanos — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Força Nacional e Batalhão de Choque reforçam segurança no lado brasileiro da fronteira após confusão entre manifestantes e guardas venezuelanos — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Um civil venezuelano passou mal com gás e é atendido pelo Exército em Pacaraima — Foto: Emily Costa/G1 RR

Um civil venezuelano passou mal com gás e é atendido pelo Exército em Pacaraima — Foto: Emily Costa/G1 RR

Caminhões com ajuda humanitária

O confronto ocorreu pouco tempo depois de caminhões com a ajuda humanitária retornarem ao lado brasileiro na fronteira por causa de tumulto entre voluntários.

Luiz Silva, deputado da Assembleia Nacional pelo partido Ação Democrática – de oposição a Nicolás Maduro – disse que os caminhões foram tirados da fronteira “para proteger a ajuda, para resguardar”.

Maioria das pessoa recua para o lado brasileiro da fronteira após guardas venezuelanos reagirem com bombas de gás lacrimogêneo — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Maioria das pessoa recua para o lado brasileiro da fronteira após guardas venezuelanos reagirem com bombas de gás lacrimogêneo — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Coquetéis molotov feito por manifestantes em confusão na fronteira do Brasil com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Coquetéis molotov feito por manifestantes em confusão na fronteira do Brasil com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Fonte: G1

 

Por G1

 


Manifestantes fazem protesto em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

Manifestantes fazem protesto em Pacaraima, fronteira do Brasil com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/G1 RR

No dia “D” da oposição ao regime Nicolás Maduro para recebimento de doações de alimentos e medicamentos do exterior, centenas de venezuelanos protestaram neste sábado (23) nas regiões de fronteira com Brasil e Colômbia. Os manifestantes reivindicam que o governo de Caracas autorize o ingresso de caminhões com ajuda humanitária para atender cidadãos venezuelanos afetados pela crise econômica e política do país sul-americano.

Os protestos ocorrem após o fechamento das fronteiras da Venezuela com Brasil e Colômbia por ordem do presidente Nicolás Maduro.

Pessoas ajudam na retirada dos alimentos que estavam no caminhão incendiado — Foto: Marco Bello/Reuters

Pessoas ajudam na retirada dos alimentos que estavam no caminhão incendiado — Foto: Marco Bello/Reuters

Durante os confrontos, um caminhão que levava mantimentos da Colômbia para Venezuela pegou fogo e manifestantes auxiliaram na retirada dos alimentos que estavam no caminhão, segundo a agência Reuters.

Caminhão que transportava ajuda humanitária para a Venezuela foi incendiado em Cúcuta — Foto: Marco Bello/Reuters

Caminhão que transportava ajuda humanitária para a Venezuela foi incendiado em Cúcuta — Foto: Marco Bello/RR

Treze pessoas ficam feridas em confrontos na fronteira com o Brasil

Treze pessoas ficam feridas em confrontos na fronteira com o Brasil

Na área de fronteira com a Colômbia, houve conflito entre manifestantes e integrantes das forças de segurança venezuelanas. Em meio ao protesto, venezuelanos atiraram pedras contra os policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo. Ônibus e roupas foram queimados nos protestos.

Manifestantes sacudiram ônibus na cidade de Ureña, na Venezuela, perto da fronteira com a Colômbia, na manhã deste sábado (23). — Foto: Reprodução/GloboNews

Manifestantes sacudiram ônibus na cidade de Ureña, na Venezuela, perto da fronteira com a Colômbia, na manhã deste sábado (23). — Foto: Reprodução/GloboNews

Treze pessoas ficaram feridas. De acordo com a agência Reuters, três soldados venezuelanos desertaram dos postos na fronteira.

Um manifestante tenta deter a violência ao se apresentar diante de soldados em Ureña, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia — Foto: Fernando Llano/AP

Um manifestante tenta deter a violência ao se apresentar diante de soldados em Ureña, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia — Foto: Fernando Llano/AP

Comboio e pressão política

Autoproclamado presidente interino da Venezuela, o líder oposicionista Juan Guaidó partiu do município colombiano de Cúcuta, no final da manhã deste sábado, em um comboio com mantimentos e remédiosem direção a Ureña, município venezuelano que fica na fronteira com a Colômbia. Guaidó pretente furar o bloqueio das forças de segurança do regime Maduro.

Juan Guaidó acompanha um dos caminhões que partiu neste sábado da Colômbia em direção à Venezuela transportando ajuda humanitária — Foto: REUTERS/Marco Bello

Juan Guaidó acompanha um dos caminhões que partiu neste sábado da Colômbia em direção à Venezuela transportando ajuda humanitária — Foto: REUTERS/Marco Bello

Em um pronunciamento em Cúcuta, o líder da oposição, que se declarou presidente há um mês, exigiu que o governo venezuelano autorize o ingresso no país das doações estrangeiras.

Em Roraima, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo fez um apelo neste sábado para que as forças de segurança da Venezuela abram as fronteiras com o Brasil para permitir o ingresso de caminhões com alimentos e medicamentos doados pelos governos brasileiro e norte-americano para cidadãos venezuelanos.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, também defendeu neste sábado que Caracas aceite ajuda externa.

Em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, um grupo de venezuelanos exigiu de forma pacífica nas ruas do município de Roraima que o país vizinho aceite a ajuda humanitária enviada pelos governos brasileiro e norte-americano. Pacaraima é uma das principais portas de entrada de venezuelanos no território brasileiro.

“Deixem passar a ajuda humanitária”, gritavam os manifestantes aos soldados da força de segurança venezuelana.

A polícia e o exército não divulgaram uma estimativa de quantas pessoas participaram do protesto.

Em Pacaraima, caminhões com doações de alimentos e remédios são guarnecidos por manifestantes venezuelanos na fronteira com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/ G1 RR

Em Pacaraima, caminhões com doações de alimentos e remédios são guarnecidos por manifestantes venezuelanos na fronteira com a Venezuela — Foto: Alan Chaves/ G1 RR

Caminhões com doações

Dois caminhões com ajuda humanitária brasileira e norte-americana chegaram a Pacaraima neste sábado vindos de Boa Vista. Os veículos de carga ficaram estacionados na linha de fronteira do lado venezuelano, a poucos metros do território brasileiro, distantes da barreira militar imposta pelo regime de Maduro para impedir a circulação entre os dois países.

Ao se aproximar da fronteira entre Brasil e Venezuela, os caminhões com ajuda humanitária receberam uma espécia de cordão humano para proteger os mantimentos.

A embaixadora da oposição venezuelana no Brasil, Maria Teresa Belandria, pretende que os dois caminhões cruzem a fronteira com a ajuda dos manifestantes.

Em Pacaraima (RR), venezuelanos fazem cordão humano em torno de caminhão com doações de medicamentos e alimentos — Foto: Alan Chaves, G1 RR

Em Pacaraima (RR), venezuelanos fazem cordão humano em torno de caminhão com doações de medicamentos e alimentos — Foto: Alan Chaves, G1 RR

Ajuda clandestina

Enquanto há protestos para que comida e medicamentos cheguem à Venezuela, cidadãos do país vizinho atravessam a fronteira através de rotas alternativas, conhecidas como trincheiras. A pé, eles desafiam a presença de militares venezuelanos armados que fazem a guarda da linha de fronteira.

Ao G1, o segurança Juancarlo Castro, de 49 anos, relatou confrontos entre civis e militares em Santa Elena, município venezuelano que fica do outro lado da fronteira. Ele chegou a Pacaraima por volta das 19h30 desta sexta-feira (22) por rotas clandestinas.

“As pessoas saíram às ruas e queimaram postos da GNB [Guarda Nacional Bolivariana] dentro da cidade e uma caminhonete de milicianos. Depois, teve tiros, feridos e acredito que mortos. Saíram cerca de 100 pessoas de Santa Elena durante a noite para ajudar a levar a ajuda” (Juancarlo Castro)

“No lado venezuelano não tem comida, não tem remédios, não tem nada. Então, hoje viemos para acabar com isso. Não tenho medo dos guardas”, completou o segurança.

A brasileira Juliana dos Santos, 47 anos, mora em Santa Elena e disse estar disposta a atravessar a fronteira em busca de ajuda mesmo com a resistência da guarda. “Decidi vir ajudar porque meus filhos são venezuelanos e me dói muito tudo isso”, enfatizou.

Fronteiras fechadas

Nicolás Maduro anunciou em uma videoconferência transmitida pela TV que iria fechar a fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela — Foto: Reprodução/VTV

Nicolás Maduro anunciou em uma videoconferência transmitida pela TV que iria fechar a fronteira terrestre entre Brasil e Venezuela — Foto: Reprodução/VTV

Nicolás Maduro determinou o fechamento das fronteiras com Brasil e Colômbia para tentar barrar a ajuda humanitária oferecida pelos EUA e por países vizinhos, incluindo o Brasil, após pedido de Juan Guaidó. O líder chavista vê a oferta dessa ajuda como uma interferência externa na política da Venezuela.

Ao anunciar ao longo da semana o fechamento da fronteira com o Brasil, o líder chavista afirmou que a passagem entre os dois países ficaria “fechada total e absolutamente até novo aviso”.

 — Foto: Rodrigo Sanches/G1 — Foto: Rodrigo Sanches/G1

— Foto: Rodrigo Sanches/G1

 

Por Alan Chaves, G1

 

Ambulância transporta feridos da Venezuela para o Brasil — Foto: Alan Chaves/G1

Ambulância transporta feridos da Venezuela para o Brasil — Foto: Alan Chaves/G1

Três pessoas morreram e pelo menos outras quinze ficaram feridas à bala na cidade de Santa Elena, que fica a 15 km da fronteira com o Brasil, neste sábado (23), de acordo com relato da médica venezuelana Carla Servitá. Ela veio ao Brasil com um dos feridos em uma ambulância.

Na tarde deste sábado, mais duas ambulâncias tiveram a passagem liberada na fronteira com Roraima. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau-RR), até as 17h49, cinco pessoas com ferimentos de bala de fogo haviam sido transferidas em ambulâncias do hospital Rosário Vera Zurita, onde Servitá trabalha, para o município de Pacaraima, em Roraima. A Secretaria também informou que todos estavam em deslocamento para o Hospital Geral de Roraima.

Servitá afirmou que nesta sexta-feira (22) uma pessoa morreu e pelo menos 20 pessoas ficaram feridas à bala em Santa Elena. O Parlamento Venezuelano, com a oposição como maioria, afirmou em uma coletiva de imprensa que até às 17h deste sábado quatro pessoas foram mortas e mais de 20 foram feridas por bala na fronteira com o Brasil, de acordo com a Agência EFE.

Até a manhã deste sábado, os hospitais de Roraima já haviam recebido 11 venezuelanos feridos. Desses, oito ainda estão internados em Boa Vista. Os demais receberam alta e foram liberados, informou em nota a Sesau. Entre os feridos atendidos, nove são indígenas e vítimas do confronto com militares em Kumarakapay. Os outros quatro ainda não se sabe oficialmente em que circunstâncias foram machucados.

Ambulância chega ao Hospital Geral de Roraima — Foto: Jackson Felix/G1

Ambulância chega ao Hospital Geral de Roraima — Foto: Jackson Felix/G1

Segundo a médica, dois feridos que chegaram ao Brasil neste sábado estão em estado grave. Ela informou a situação de quatro vítimas: um levou quatro tiros, um em cada braço, um no abdômen e outro na bacia; o outro levou um tiro na parte superior do abdômen; o terceiro foi baleado na perna; e o último na região do tórax.

Carla Servitá, médica venezuelana — Foto: Alan Chaves/G1

Carla Servitá, médica venezuelana — Foto: Alan Chaves/G1

Ela relatou que o clima na cidade de Santa Elena é de tensão e desordem, mas disse não saber de conflitos porque estava no hospital. Mais cedo, Thomas Silva, representante do governo do líder opositor Juan Guaidó, afirmou que houve conflitos na cidade de Santa Elena. “A última informação que temos é que há enfrentamentos, mas nada certo”, disse.

Carla afirmou que há apenas uma ambulância disponível para transportar os feridos.

O Corpo de Bombeiros enviou uma ambulância para Pacaraima para ajudar no translado dos venezuelanos. “Se houver necessidade de enviar outra nós vamos mandar”, informou o comandante da corporação, coronel Jean Hermógenes. O comandante disse que normalmente não há ambulâncias de bombeiros em Pacaraima e que essa foi enviada na tarde da sexta-feira por conta dos conflitos na Venezuela. A ambulância tem macas, três socorristas e itens de primeiros socorros.

Ambulância cruza fronteira da Venezuela em direção ao Brasil

Ambulância cruza fronteira da Venezuela em direção ao Brasil

Fonte: G1

Por G1

Veja trechos do discurso de Nicolás Maduro

Veja trechos do discurso de Nicolás Maduro

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, discursou na tarde deste sábado (23), na cidade de Caracas, para apoiadores. Em seu pronunciamento, Maduro afirmou que opositores que tentam entrar com ajuda humanitária são ‘traidores’.

“Minha vida é consagrada totalmente à defesa da pátria, em qualquer circunstância. Nunca me dobrarei, sempre defenderei a minha pátria com a minha vida, se necessário for. É uma ordem que dou ao povo, aos militares patriotas, a todas as forças armadas bolivarianas. Se vocês amanhecerem um dia com a notícia de que fizeram algo com Nicolás Maduro, saiam as ruas”, afirmou.

Em relação ao Brasil, Maduro disse que os venezuelanos não são maus pagadores. “Estamos dispostos como sempre estivemos a comprar todo o arroz, todo o açúcar, todo leite em pó que vocês quiserem vender. (…) Não somos maus pagadores, nem mendigos, somos gente honrada e que trabalha. Querem o que? Trazer caminhões com leite em pó? Eu compro agora”, disse. (Veja trecho abaixo).

'Querem trazer caminhões com leite em pó? Pago agora', diz Maduro em um recado ao Brasil

‘Querem trazer caminhões com leite em pó? Pago agora’, diz Maduro em um recado ao Brasil

Maduro também chamou a ajuda humanitária de “brincadeira de enganar bobo”. Ele criticou diretamente a qualidade e quantidade da ajuda. “Dois mortos que comeram dessa comida, centenas de pessoas envenenadas. Comida cancerígena, podre. E a quantidade? Se toda fosse distribuída, não chegaria nem a 15 mil municípios”, disse Maduro.

“Estão bloqueando remédio, alimentos. Eu dei a lista completa das nossas necessidades e disse também vamos coordenar com a ONU, para ver se vocês cumprem essa oferta. (…) Será aceita a ajuda humanitária, se for legal. Não sou mendigo de nada, para título de mendigo fale com Guaidó”, afirma.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz pronunciamento após fechar fronteira para evitar ajuda humanitária — Foto: Manaure Quintero/Reuters

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, faz pronunciamento após fechar fronteira para evitar ajuda humanitária — Foto: Manaure Quintero/Reuters

O presidente venezuelano exaltou a importância da defesa das fronteiras, citando o fechamento como a mais importante ação em 200 anos.

Conclamando o povo, alertou que não é tempo de traição e atacou o presidente autoproclamado, Juan Guaidó, desafiando que ele convoque eleições.

Durante o discurso, Maduro também criticou as ações na fronteira e a participação dos Estados Unidos. “Ajuda humanitária? A quem Donald Trump ajudou na vida dele?”, afirmou. Ainda acusou os EUA de tramar golpes para interferir no poder da Venezuela e diz que um pequeno grupo sequestrou os rumos da oposição. (Veja vídeo abaixo).

Maduro chama opositores que tentam levar ajuda humanitária de 'traidores'

Maduro chama opositores que tentam levar ajuda humanitária de ‘traidores’

“Eles não têm vontade própria. O que aconteceria com a Venezuela se caísse na mão dessa gente?”, disse. “Minha vida está consagrada à defesa da pátria. Em qualquer circunstância. (…) A ordem que dou ao povo e aos militares patriotas: se algum dia vocês amanhecerem com a notícia de que fizeram algo contra Maduro, saiam às ruas”, disse.

Fechamento de fronteira e protestos

fronteira da Venezuela com o Brasil foi fechada na noite desta quinta-feira (21), após Nicolás Maduro determinar o bloqueio por tempo indeterminado. Grupos de venezuelanos que cruzaram a fronteira antes das 20h (horário local, 21h em Brasília) foram informados pela Guarda Venezuelana de que não poderiam retornar após o horário definido por Maduro.

Na manhã deste sábado, manifestantes protestam contra policiais na cidade venezuelana de Ureña, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. Eles incendiaram um ônibus e atiraram pedras contra forças de segurança, que revidaram com gás lacrimogêneo. Segundo a agência de notícias EFE, há pelo menos um ferido.

Também houve embates entre líderes indígenas e militares venezuelanos nesta sexta-feira (22) em Kumarakapay, na Venezuela, a cerca de 80km da fronteira com o Brasil. Segundo informações dadas por líderes indígenas e parentes de vítimas à agência de notícias Reuters, uma pessoa morreu e outras ficaram feridas.

Pronunciamento de Guaidó

Na manhã deste sábado, Juan Guaidó, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e o presidente da Colômbia, Iván Duque, defenderam que a Venezuela aceite ajuda externa em um pronunciamento conjunto na cidade de Cúcuta, na Colômbia.

Após o discurso, Guaidó partiu em direção ao país acompanhando comboio com mantimentos para tentar furar o bloqueio de Maduro. Os dez caminhões na fronteira com a Colômbia se preparam para deixar a cidade em direção à Venezuela.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acompanha um dos caminhões que partem da Colômbia em direção à Venezuela levando ajuda humanitária. — Foto: REUTERS/Marco Bello

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acompanha um dos caminhões que partem da Colômbia em direção à Venezuela levando ajuda humanitária. — Foto: REUTERS/Marco Bello

A oposição marcou para este sábado o dia ‘D’ para recebimento de doações de outros países, mas esse apoio é rejeitado pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Há protestos acontecendo nas fronteiras entre o Brasil e a Venezuela e entre a Colômbia e a Venezuela — onde há pelo menos um ferido. O governo venezuelano fechou as fronteiras com os países nesta quinta (21) e sexta (22).

Nicolás Maduro faz pronunciamento para apoiadores

Nicolás Maduro faz pronunciamento para apoiadores

Fonte: G1

Caminhões na fronteira com Colômbia são queimados; ajuda brasileira segue detida

Os dois caminhões com ajuda humanitária que saíram do Brasil com destino à Venezuela continuam detidos na fronteira com o país, na região entre a cidade brasileira de Pacaraima (RR) e Santa Elena de Uairén, na Venezuela. O relato da reportagem contradiz o anúncio feito mais cedo pelo presidente autodeclarado, Juan Guaidó, de que os veículos tinham conseguido cruzar a fronteira.

Há pouco, surgiram novos relatos de que na fronteira venezuelana com a Colômbia, na ponte São Francisco de Paula Santander, venezuelanos correram para resgatar caixas de comida e remédios de caminhões em chamas. Fernando Flores, que estava no local e disse ser um parlamentar no Equador, afirmou que guardas nacionais venezuelanos incendiaram os caminhões quando estes entraram em território venezuelano, sob ordens do presidente do país, Nicolás Maduro.

Maduro prometeu bloquear todas as remessas de ajuda, consideradas por ele um “cavalo de Troia” com o objetivo de “pavimentar o caminho para uma intervenção militar estrangeira”.

Associated Press/Estadão Conteúdo

Fonte: Blog do BG

Fronteira entre Venezuela e Colômbia tem confronto

Andres Martinez Casares/Reuters

Desde o início, o clima é de tensão na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia. Tropas venezuelanas jogaram bombas gás lacrimogêneo contra manifestantes que protestam contra o fechamento da fronteira, o que impede a passagem de ajuda humanitária internacional. Os manifestantes reagiram atirando pedras.

Um dos locais onde ocorreram os confrontos foi na Ponte Francisco de Paula Santander, que liga o estado venezuelano de Táchira com o colombiano Norte de Santander.

O governo de Nicolás Maduro mandou fechar as fronteiras em uma área onde grupos ligados a Juan Guaidó, deputado que se autoproclamou presidente e é reconhecido como presidente interino do país por grande parte da comunidade internacional, preparam o envio de doações de alimentos e remédios para os venezuelanos.

Deserção

De acordo com a agência argentina Télam, quatro militares da Guarda Nacional Boliviarana desertaram, cruzaram a fronteira e foram a cidade de Cúcuta, na Colômbia. Ele pedem proteção ao governo de Iván Duque.

Três militares atravessaram a Ponte Internacional Simón Bolívar em dois tanques e entregaram-se aos militares da Colômbia. Um quarto militar atravessou a Ponte Santander que liga Ureña, na Venezuela, a El Escobal, na Colômbia.

Pelo Twitter, Juan Guaidó disse que as deserções são justificadas. De acordo com ele, os militares se colocaram ao lado “do povo e da Constituição.”

Agência Brasil/Télam/RTP

 

NACIONAIS

Plataforma da Petrobras tem vazamento de óleo no litoral do ES

O rompimento de um mangote da plataforma P-58, da Petrobras, provocou um vazamento de óleo no litoral sul do Espírito Santo na madrugada de hoje (23). Segundo a estatal, o incidente ocorreu durante uma operação de transferência de petróleo da plataforma para um navio aliviador (que leva o óleo para a costa).

Ainda de acordo com a empresa, o processo de transferência foi interrompido assim que o vazamento foi constatado. Estima-se que tenham vazado 188 mil litros de óleo. A plataforma está segura e não houve vítimas.

Duas embarcações estão na área de Parque das Baleias, na Bacia de Campos, a 80 km da costa, para conter e recolher o óleo vazado. A empresa afirma que, de acordo com suas simulações iniciais, não há risco de a mancha chegar à costa.

Especialistas estão sobrevoando a região. A empresa já informou aos órgãos reguladores e está formando uma comissão para investigar as causas do incidente.

Agência Brasil

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Reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023

A reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023. A estimativa consta de relatório divulgado hoje (22) pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Economia. Segundo a nota técnica, a renda per capta do brasileiro subirá R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pensões sejam aprovadas.

Para chegar a esses valores, o estudo comparou os efeitos da aprovação da reforma da Previdência sobre o crescimento da economia. Os cálculos mostram diferenças crescentes no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) nos cenários com e sem a aprovação das medidas.

Caso as regras para a Previdência Social e dos servidores públicos não mudem, o país cresceria apenas 0,8% em 2019. No segundo semestre de 2020, a economia voltaria a entrar em recessão, mas o país ainda fecharia o ano com expansão de 0,3%. Nos anos seguintes, o recuo seria maior: -0,5% em 2021, -1,1% em 2022 e -1,8% em 2023.

Num cenário que considerou a aprovação da reforma da Previdência conforme enviada ao Congresso Nacional, o PIB cresceria 2,9% ao ano em 2019, 2020 e 2021. O ritmo de expansão se aceleraria para 3,3% ao ano em 2022 e 2023. Apenas em 2023, a diferença entre as estimativas de crescimento do PIB nos dois cenários se situaria em 5,1 pontos percentuais.

O estudo trabalhou com um cenário intermediário, que considera a aprovação parcial da reforma da Previdência nas condições previstas pelas instituições financeiras. Nessa simulação, chamada de “consenso de mercado”, o PIB cresceria 2,5% em 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% ao ano de 2021 a 2023. A renda per capita (por habitante) subiria em ritmo menor, com expansão de R$ 4.642 até 2023. A estimativa sobre a criação de empregos nesse cenário com aprovação parcial não foi divulgada.

Ciclo virtuoso

Segundo o relatório da SPE, o crescimento da economia após a aprovação da reforma da Previdência decorre de um ciclo virtuoso proporcionado pela diminuição dos gastos públicos e pela alocação de despesas obrigatórias, como a da Previdência Social, em outros ramos, como o investimento (obras públicas que melhoram a infraestrutura). Isso ocorre porque a redução dos gastos com a Previdência faz o governo se endividar menos, o que permite a redução dos juros e acarreta expansão do PIB.

A alta da produção, do investimento e do consumo estimula a criação de empregos. Esse processo melhora a arrecadação porque as pessoas pagam mais tributos sem que a legislação precise mudar. Com mais receitas, a situação das contas públicas melhora, permitindo o ressurgimento do superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida pública) e a contenção do endividamento público.

De acordo com o estudo, o Brasil sairá de um déficit primário de 1,6% do PIB em 2018 para um superávit de 1,1% em 2023 (com aprovação total da reforma) ou de 0,6% (com aprovação parcial). Com a manutenção das regras atuais da Previdência, o país encerraria 2023 com déficit primário de 1% do PIB. A dívida bruta do governo geral, que fechou 2018 em 77,1% do PIB, cairia para 76,1% em 2023 com aprovação total, mas subiria para 80,5% no cenário de aprovação parcial e para 102,3% sem nenhuma reforma. A taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 6,5% ao ano, cairia para 5,6% ao ano até 2023 com a aprovação total, mas subiria para 8% ao ano no cenário de aprovação parcial e para 18,5% ao ano caso a reforma não seja feita.

Agência Brasil

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Opositores denunciam duas mortes perto da fronteira com o Brasil; feridos são tratados em Roraima

Apesar do clima pacífico do lado brasileiro da fronteira com a Venezuela, há relatos de que ao menos 2 venezuelanos morreram e 31 ficaram feridos em confrontos entre forças do regime de Nicolás Maduro e manifestantes favoráveis ao opositor Juan Guaidó na cidade de Santa Elena de Uairén neste sábado, 23.

As mortes teriam ocorrido durante intervenção da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) contra um grupo de manifestantes na cidade que pedia a liberação da passagem dos caminhões para que a ajuda humanitária possa chegar ao país. O Parlamento venezuelano, único órgão controlado pela oposição, afirmou que no total há 4 mortos nos confrontos desde sexta-feira na região da fronteira entre Venezuela e Brasil.

“O que ocorre na fronteira com o Brasil não é uma repressão comum. O que ocorre em Santa Elena é um massacre contra o povo indígena, já contabilizamos 4 mortos e mais de 20 feridos de bala”, afirmou o deputador venezuelano opositor Juan Andrés Mejía. Ainda não há confirmação oficial sobre o número de mortos e feridos do lado venezuelano da fronteira.

A ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, crítica ao governo Maduro, também afirmou que as ações na cidade deixaram mortos e feridos. “Os dois mortos são resultantes da repressão de militares durante distúrbios em Santa Elena de Uairén. Ambos morreram por impactos de bala, um deles na cabeça”, declarou Olnar Ortiz, ativista da ONG na região.

A agência Reuters informou que um relatório do hospital em Santa Elena de Uairén lido por um médico a um de seus repórteres descreve duas mortes e o atendimento a pelo menos uma dúzia de feridos.

No começo desta tarde, uma ambulância venezuelana passou duas vezes pela fronteira trazendo cinco feridos com arma de fogo para um hospital de Pacaraima. O estado de todos eles é grave, segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima, por isso serão tratados na capital do Estado, Boa Vista. O veículo já voltou para Venezuela e, segundo militares brasileiros, deve trazer mais feridos para o hospital brasileiro.

Carla Servita, médica venezuelana que mora em Santa Elena e participou dos traslados, afirmou que duas pessoas morreram neste sábado após confrontos na cidade venezuelana, onde comércios estão fechados e os soldados da GNB e do Exército patrulham as ruas. “(A situação) está horrível, todos os comércios estão fechados e a guarda (GNB) está na rua”, disse ao Estado.

Associated Press/Estadão Conteúdo

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Hospitais de Roraima atendem 13 venezuelanos feridos em confrontos

Os hospitais de Roraima atenderam desde ontem (22) 13 venezuelanos feridos em confrontos em localidades próximas à fronteira com o Brasil, informou neste sábado (23) a Secretaria de Saúde (Sesau-RR) do estado, por meio de nota.

De todos os atendidos, ao menos cinco foram liberados, enquanto os demais continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, três dos quais em estado grave, segundo a Sesau-RR. Nove deles se feriram em confronto com militares em Kumarakapay, vila a cerca de 70 km da fronteira.

Um dos atendidos, identificado como Lino Benavides, deu entrada na noite de sexta-feira no hospital em Boa Vista com traumatismo craniano e permanece em observação. Outro, Kleber Perez, foi atingido por um tiro no tórax e encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O terceiro, Rolando Garcia Martinez, está sedado e respira com ajuda de aparelhos, informou a Sesau-RR.

A tensão na região fronteiriça se intensificou desde quinta-feira (21) à noite, quando o governo do presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento da fronteira, de modo a evitar a entrada de toneladas de ajuda humanitária enviada por Brasil e Estados Unidos, no que o regime venezuelano acusa ser uma tentativa de invadir seu território.

Na manhã deste sábado, dois caminhões com ajuda humanitária saíram de Boa Vista e percorreram os 214 km até Pacaraima, na fronteira. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um desses caminhões já cruzou o limite entre os dois países e encontra-se em território venezuelano.

Agência Brasil

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Saída de Bebianno muda relação do governo Bolsonaro com o Congresso

Foto: Valter Campanato/Agência Brasi

A saída de Gustavo Bebianno do comando da Secretaria-Geral da Presidência trouxe impactos diretos na relação do Palácio do Planalto com o Congresso.

Logo que foi anunciada a exoneração de Bebianno, o governo confirmou para seu lugar o general Floriano Peixoto, terceiro ministro militar no Palácio do Planalto, isolando o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como o único civil do prédio a ocupar um posto do primeiro escalão.

A demissão do advogado em meio à crise das candidaturas de laranjas do PSL, caso revelado pela Folha, exigirá ajustes finos na relação entre Executivo e Legislativo.

A fritura pública à qual Bebianno foi exposto por cinco dias antes de ter sua demissão confirmada estremeceu a confiança de parlamentares no governo. Embora Bebianno não tivesse formalmente o papel de articulador político, era o único dos quatro ministros palacianos com bom trânsito com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Parlamentares veem com reserva o elevado número de militares no Planalto, por considerarem que eles pertencem a um universo muito diferente da classe política.

Um exemplo é o próprio horário de trabalho. Votações importantes na Câmara e no Senado costumam entrar pela madrugada, enquanto militares têm o hábito de começar cedo e encerrarem o trabalho nas primeiras horas da noite.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro tem oito ministros militares, estando três deles alocados no Planalto: Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). São todos generais reformados do Exército, assim como o vice-presidente, Hamilton Mourão. Além deles, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, é general da ativa do Exército.

O principal ajuste que deverá ser feito na articulação política é a interlocução do Planalto com Maia.

Embora ambos sejam do DEM, Onyx e Maia não têm boa relação. O ministro trabalhou de forma contrária à reeleição do deputado para o comando da Câmara. Parlamentares ouvidos pela Folha em condição de anonimato dizem que Maia poderá falar diretamente com Bolsonaro, esvaziando a função de Onyx.

O presidente da Câmara estabeleceu também boa interlocução com a equipe econômica, chefiada por Paulo Guedes, com quem fala diariamente.

Apesar das dificuldades de diálogo na Câmara, Onyx tem um forte aliado no comando do Senado, a quem ajudou eleger para a presidência: Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A Casa Civil estabeleceu ainda duas secretarias especiais para o diálogo com as duas Casas legislativas. O ex-deputado Carlos Manato, cuidará da Câmara e o ex-senador Paulo Bauer, receberá as demandas do Senado.

Além disso, a articulação política é dividida ainda com as lideranças do governo no Congresso. Em seu primeiro mandato como deputado, o major Vitor Hugo (PSL-GO) assumiu o cargo de líder do governo na Câmara. Já o senador e ex-ministro do governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), foi escalado líder no Senado.

Há ainda expectativa sobre o papel dos filhos parlamentares de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo (PSL-SP), o senador Flávio (PSL-RJ) e o vereador Carlos (PSC-RJ) —a onipresença dele no Planalto incomodou a ala militar.

O governo ainda desenha o papel do vice Mourão. Com extensa agenda diária, recebendo parlamentares, embaixadores e empresários, ele dá sinais de que não pretende adotar postura de discrição.

Mourão foi escalado por Bolsonaro a viajar para a Colômbia neste domingo (24), onde participa, ao lado do chanceler Ernesto Araújo, de uma reunião sobre a crise política na Venezuela.

Folhapress

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Estratégia de Guedes para contas públicas, venda de imóveis do Estado frustra expectativa

A venda de imóveis da União, um capítulo crucial dentro da estratégia do ministro da Economia, Paulo Guedes, para levar adiante o ajuste das contas públicas, não tem apresentado bons resultados.

Das 567 propriedades que entraram no processo de alienação em 2016 e 2017, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer, apenas 39 foram vendidas. O resultado financeiro foi ínfimo. Representou uma arrecadação de R$ 42,9 milhões.

Os dados são da Caixa Econômica Federal, que operou a venda desses imóveis.

Esse sistema está previsto em lei de dezembro de 2015, quando os governos anteriores passaram a usar essa medida para elevar a receita.

O contrato com o banco público, no entanto, não foi renovado no ano passado. Com isso, a equipe econômica do ex-presidente Temer passou a publicar editais no DOU (Diário Oficial Da União) para anunciar a venda de imóveis federais.

Essa fase do processo de alienação envolveu essencialmente propriedades no Distrito Federal. De 41 ofertas, a comercialização foi efetivada em 17, o que rendeu R$ 107,4 milhões aos cofres públicos.

O balanço do ano anterior foi realizado já pelo atual Ministério da Economia, na gestão do presidente Jair Bolsonaro, e reúne dados consolidados até agosto.

Um das primeiras medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro, a venda de imóveis foi uma das diretrizes apontadas pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a reunião ministerial de 3 de janeiro.

O ministro ressaltou que a União detém quase 700 mil propriedades atualmente. A ideia é fazer uma avaliação de quais imóveis podem ser comercializados e quais devem ser mantidos.

“Pensem o que isso significa em termos de custo de manutenção”, afirmou o ministro à época, sobre a quantidade de imóveis.

O Ministério da Economia informou que o levantamento das unidades a serem alienadas ainda está sendo realizado e não quis se manifestar sobre os resultados das vendas nos anos anteriores.

Ex-diretor do Sistema da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, declarou que esse é um problema histórico.

“A União é uma péssima administradora. Isso é visto há vários governos, que tiveram dificuldades em vender os imóveis, pois as condições de manutenção estão muito ruins”, disse.

Para ele, que também teve frustrações nas tentativas de alienações, o governo vai precisar melhorar a gestão se quiser vender uma grande quantidade de propriedades.

O uso de recursos com a comercialização de imóveis é uma das possibilidades em estudo pela equipe econômica para viabilizar a troca dos regimes previdenciários.

A reforma da Previdência já prevê a criação de um sistema de capitalização, no qual cada trabalhador poderá fazer a própria poupança para a aposentadoria.

Atualmente, o regime é de repartição, e os recursos pagos pelos trabalhadores atuais bancam as aposentadorias de quem já está inativo.

Como o sistema de repartição perderá recursos para o novo regime, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, informou que está em estudo a modelagem de um fundo de transição.

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‘Hoje, o maior latifundiário do País é o índio’, diz secretário

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou ontem que o governo de Jair Bolsonaro precisa enfrentar uma espécie de “maldição de viés político e ideológico”, arraigada nas instituições, se não quiser fracassar Nabhan citou como decisão ideológica a desapropriação de uma área de 500 mil hectares, em Mato Grosso, com base em estudo antropológico que indicava a presença de “seis a dez índios” no local.

“Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio”, disse ele. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), amigo de Bolsonaro e responsável pela reforma agrária, Nabhan foi alvo de críticas, recentemente, por ter recusado pedidos de parlamentares para nomeações no Incra, mas afirmou não acreditar em retaliação no Congresso por causa de cargos. “Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, argumentou.

O governo decidiu reabrir nomeações do segundo escalão, que haviam sido suspensas após problemas no Incra. Como assegurar agora que essas indicações sejam técnicas?

Quando aceitei o convite para estar aqui à frente da secretaria, deixei claro que nunca fui político. Minha função aqui é tentar reverter, de forma técnica, o que há de pior nessas situações fundiárias, que foram resultado de governos anteriores. Havia aqui forte influência política e ideológica, principalmente no Incra.

Mas partidos que podem vir a compor a base aliada ameaçam votar contra propostas consideradas prioritárias para o ajuste fiscal, como a reforma da Previdência, se não conseguirem cargos O sr. acha mesmo possível conter esse “toma lá, dá cá”?

A gente tenta conciliar as indicações políticas, porque os parlamentares fazem parte de todo esse processo. Nós dependemos do Congresso para as mudanças. Então, é evidente que precisamos ter uma boa relação. Mas as nomeações não podem ter um viés ideológico.

A reforma da Previdência também traz mudanças para o trabalhador do campo. Isso não pode forçar o êxodo rural?

Não. A proposta é muito boa e o País precisa ter uma política previdenciária que traga equilíbrio. Não dá para brincar com o cofre público. Há uma espécie de maldição de viés político e ideológico, que existe no Brasil há séculos, de interferir em um processo de administração do País. Isso é muito ruim e prejudicial.

O sr. foi acusado de ter destratado deputados que estiveram aqui pedindo a revisão de exonerações de seus afilhados políticos no Incra. Como responde?

Eu aprendi a ter educação de berço e nunca destratei ninguém. É evidente que alguns parlamentares querem impor uma nomeação ou revogar alguma exoneração. Nós sabemos que existe um ranço muito retrógrado dentro do Incra, com nomeações feitas por governos que tinham até conivência com os próprios invasores de propriedades e relação muito harmônica com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Agora, vêm aqui dez, vinte parlamentares querendo indicar um nome para a superintendência do Incra. Nós só temos uma por Estado. Como atender? É impossível. Precisamos fazer uma avaliação técnica. Tenho humildade de dizer que não estou muito habituado com essa questão política.

O governo vai nomear militares da reserva para superintendências do Incra?

Se eu tiver aqui um general, um coronel ou qualquer oficial que preencha todos os requisitos e as necessidades para ocupar um cargo à frente dessa gestão, que é técnica, não tenho nenhuma objeção. Ao contrário, tenho até uma admiração muito grande pelos militares e pela capacidade que têm.

Deputados e senadores têm se queixado muito da articulação política do governo com o Congresso. Como melhorar isso?

Olha, um governo que tem 50 dias, que entrou agora e vê tantos vícios, com uma herança ruim que foi deixada, sempre tem coisas a aprimorar. Muito em breve haverá sintonia quase que perfeita entre o governo e o Congresso. Eu acompanhei o presidente Bolsonaro durante a campanha e sempre o vi com muita vontade de acertar. Agora, se o Legislativo e o Judiciário vão colaborar, é outro problema. Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

A saída do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, não terá impacto negativo nas negociações com o Congresso?

Acredito que não. Quando o casamento não dá mais certo, se promove uma separação. Não quero fazer crítica ao Bebianno, que, por sinal, é meu amigo. Mas só porque você casou e separou, passa a ser ruim? Claro que não. Se não deu certo, bola para frente.

Mas é que, nesse caso, houve uma queda de braço com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Os filhos dele estão interferindo muito no governo?

Não. Os filhos talvez não estejam habituados a essa situação. São coisas decorrentes de uma família muito ligada. Se houve falhas e equívocos, serão prontamente corrigidos. É aquela história: em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Eu presenciei o Carlos Bolsonaro ajudando muito o pai na campanha. Então, isso é natural, as coisas vão se ajustando no decorrer do tempo. Agora, eu achei um desrespeito muito grande o vazamento daquela conversa íntima entre o Bebianno e o presidente.

O sr. defende uma revisão na demarcação de terras indígenas, como a Raposa Serra do Sol?

O que puder ser revertido na forma da lei, talvez a gente possa reverter. Não podemos permitir que um Estado fique quase 90% à mercê de políticas ideológicas. Há interferência ideológica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Decisão judicial se respeita, mas, no meu entendimento, houve equívoco do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol. Quer ver outro exemplo? Lá na Amazônia Legal, no noroeste de Mato Grosso, houve um laudo antropológico dizendo que existe a possibilidade de ter ali de seis a dez índios isolados. Aí vem o governo com toda aquela parafernália e decreta a desapropriação de 500 mil hectares. O que é isso? Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio. Não podemos transformar o índio em megalatifundiário.

E por que o Incra agora vai romper o diálogo com o MST?

Durante décadas, nós assistimos ao Incra ser comandado por invasores de propriedade, pelo MST e um emaranhado de siglas. A legislação determina que qualquer entidade de defesa de classe precisa ter personalidade jurídica e um estatuto, além de ata registrada em cartório. Aí, sim, se torna legal. Uma sigla vai lá, destrói, ateia fogo, faz vandalismo, terrorismo e fica por isso mesmo? Isso não é movimento social. Invasão é crime. Não podemos manter diálogo com foras da lei nem nos submeter a pressões. O MST ameaça desestabilizar toda a ordem e depois é recebido? Nós não podemos brincar e levar nesse deboche o dinheiro do contribuinte.

O governo vai rever a política de reforma agrária?

Sem dúvida. Fará uma revisão ampla, total e irrestrita. Não podemos compactuar com a indústria da invasão. Se o governo Bolsonaro ceder e entrar nesse viés político e ideológico, ele também estará fadado ao fracasso. E nós temos a convicção de que o presidente fará um governo com soluções administrativas. Há assentamentos que são favelas rurais. Se há propriedade rural improdutiva, que não cumpre função social, será desapropriada. Agora, o governo não encontra essas terras. É certo que existem entidades que querem fazer a reforma agrária dentro da lei. Não dá para ter mais a farra de algumas ONGs que estão ali com interesses escusos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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14 mil urnas eletrônicas vão virar cabides, cadeiras e para-choques

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo participou, nos últimos dias, de programa nacional para descarte sustentável de 274 toneladas de urnas eletrônicas ‘antigas e inservíveis’, além de componentes que encerraram sua vida útil.

Em São Paulo, esses ‘resíduos tecnológicos’, como são chamados, compreenderam 14 mil urnas eletrônicas modelos 1996 e 2004 e módulos impressores externos 2002, baterias e bobinas, entre outros componentes.

Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da Corte paulista, ‘o descarte ecologicamente correto, realizado pela Justiça Eleitoral em todo o país, permitirá a reciclagem da imensa maioria dos itens e minimizará o impacto ambiental’.

Foi realizada licitação em âmbito nacional.

A empresa vencedora da licitação, Gersol Gerenciamento de Resíduos Sólidos Ltda, com sede em Betim (MG), deverá dar destinação adequada aos equipamentos e materiais, inclusive, com a reciclagem de, no mínimo, 95% dos componentes.

“Este número pode chegar a 98%, sendo ínfima a quantidade descartada”, afirma Danilo Gonçalves Costa, diretor financeiro da organização.

O que não for aproveitado irá para aterros sanitários credenciados.

O procedimento, dividido em etapas, consiste no recolhimento, transporte, armazenagem, logística reversa e destinação final, missão acompanhada de perto por uma comissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após seu recolhimento, os materiais são enviados a Betim, onde são desmontados, separados por tipo e triturados para então serem destinados à reciclagem.

Equipamentos obsoletos podem se transformar em matéria-prima e serem reintegrados ao processo de produção, dando origem a inúmeros produtos como cabides, cadeiras, para-choques e painéis automotores, por exemplo.

Segundo o TRE paulista, ‘a correta destinação de equipamentos, que antes entulhavam as repartições, proporciona a renovação da cadeia produtiva, valorizando a sustentabilidade’.

O último procedimento desta natureza ocorreu em 2012.

Estadão Conteúdo

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Mega-Sena pode pagar R$ 37 milhões em sorteio deste sábado

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Mega-Sena sorteia hoje (23) um prêmio de R$ 37 milhões. As seis dezenas do concurso 2.127 serão sorteadas às 20h no Caminhão da Sorte, em Jundiaí, no interior de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica credenciada pela Caixa em todo o país.

A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 3,50 e quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de o apostador ganhar.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

 

Por Ediana Miralha, Inter TV Cabugi

 


Carro foi arrastado na Rua Santa Luzia, no bairro Igapó — Foto: Ediana Miralha/Inter TV Cabugi

Carro foi arrastado na Rua Santa Luzia, no bairro Igapó — Foto: Ediana Miralha/Inter TV Cabugi

A chuva que caiu sobre Natal neste sábado (23) gerou transtornos à população da capital potiguar. Ruas alagaram e dificultaram o trânsito. No bairro Igapó, Zona Norte, casas foram invadidas pela lama formada com a água que escorreu pela Rua Santa Luzia e até um carro foi arrastado. Além disso, parte de uma residência que fica na rua e a calçada da frente desabaram.

Parte da frente de uma casa na Rua Santa Luzia, no bairro Igapó, desabou após as chuvas — Foto: José Idis Barbosa/Cedida

Parte da frente de uma casa na Rua Santa Luzia, no bairro Igapó, desabou após as chuvas — Foto: José Idis Barbosa/Cedida

A prefeitura iniciou uma obra de drenagem na Rua Santa Luzia em julho do ano passado. A previsão de conclusão era de janeiro deste ano, contudo ainda não foi entregue.

Rua próxima à lagoa de captação do conjunto Panatis, na Zona Norte de Natal, alagada — Foto: José Idis Barbosa/cedida

Rua próxima à lagoa de captação do conjunto Panatis, na Zona Norte de Natal, alagada — Foto: José Idis Barbosa/cedida

Um carro que havia sido abandonado próximo à calçada foi arrastado para o meio da rua pela força da água. Os moradores estão preocupados com os seus imóveis. Parde da frente de uma das casas desabou, assim como a calçada em frente à residência.

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) suspendeu na manhã deste sábado (23) o fornecimento de água para a Rua Santa Luzia e imediações. A interrupção, segundo a Caern, se deve à situação da rua, que está com a rede danificada em virtude das últimas chuvas e da obra de drenagem. As chuvas deste sábado deixaram a rede de abastecimento em uma situação considerada crítica pela Companhia.

Próximo de lá, na rua que passa na lagoa e captação do conjunto Panatis, também há alagamento, assim como na Rua Estivas, no conjunto Gramoré. Vários pontos da cidade, em diferentes regiões, estão alagados.

No bairro Felipe Camarão, Rua Mirassol, um buraco cedeu e abriu uma cratera, impedindo a passagem pela via.

Buraco cedeu no bairro Felipe Camarão e abriu uma cratera — Foto: Mariana Rocha/Inter TV Cabugi

Buraco cedeu no bairro Felipe Camarão e abriu uma cratera — Foto: Mariana Rocha/Inter TV Cabugi

A Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) informa que está com cerca de 30 agentes de mobilidade urbana nas ruas de Natal, interditando os pontos que estão sendo atingidos com as chuvas que caem nesta manhã. A pasta disse que reforçou o canal de atendimento a população através do número 156.

Rua Estivas, no conjunto Gramoré, Zona Norte de Natal, ficou alagada após a chuva — Foto: Marcelo Henrique/cedida

Rua Estivas, no conjunto Gramoré, Zona Norte de Natal, ficou alagada após a chuva — Foto: Marcelo Henrique/cedida

Moradora tenta impedir avanço da água na Rua Estivas, Zona Norte de Natal — Foto: Marcelo Henrique/Cedida

Moradora tenta impedir avanço da água na Rua Estivas, Zona Norte de Natal — Foto: Marcelo Henrique/Cedida

Rua Estivas, na Zona Norte de Natal, alagada após a chuva deste sábado (22) — Foto: Marcelo Henrique/Cedida

Rua Estivas, na Zona Norte de Natal, alagada após a chuva deste sábado (22) — Foto: Marcelo Henrique/Cedida

Ponto de alagamento intransitável na Avenida Presidente Café Filho, na Praia do Meio, Zona Leste de Natal, próximo à Praça dos Heróis — Foto: STTU

Ponto de alagamento intransitável na Avenida Presidente Café Filho, na Praia do Meio, Zona Leste de Natal, próximo à Praça dos Heróis — Foto: STTU

Alagamento na Avenida Coronel Estevam, conhecida por Avenida 9, na Zona Leste de Natal — Foto: STTU

Alagamento na Avenida Coronel Estevam, conhecida por Avenida 9, na Zona Leste de Natal — Foto: STTU

Fonte: G1RN

 

Por G1 RN

 


Arena das Dunas, na Zona Sul de Natal — Foto: Rafael Fernandes/Inter TV Cabugi

Arena das Dunas, na Zona Sul de Natal — Foto: Rafael Fernandes/Inter TV Cabugi

Uma prévia carnavalesca diferente e acessível para todos os públicos vai movimentar o domingo (24) em Natal. É a estreia o bloco infantil Pipoca & Picolé, na Arena das Dunas, na Zona Sul da capital, a partir das 15h30. A entrada é gratuita.

A bordo de um pranchão, espécie de trio com palco mais rebaixado, a cantora Jaina Elne vai puxar os pequenos foliões com clássicos do carnaval e da trilha sonora infantil de diferentes épocas. A festa também terá banda de frevo e fanfarra Clarin Kids, além da presença da dupla de palhaços Bisteca e Bochechinha, trenzinho com personagens infantis, camarim kids, baile e concurso de fantasias.

O Pipoca & Picolé integra o projeto Domingo na Arena.

Serviço

Desfile do bloco Pipoca e Picolé

  • Dia 24, domingo, a partir das 15h30
  • na Arena das Dunas. Entrada franca
  • Apoio: Lei Djalma Maranhão, Prefeitura de Natal e Arena das Dunas

Fonte: G1RN

 

Por G1 RN

 


Cantor Tico Santa Cruz faz show em Natal — Foto: Divulgação

Cantor Tico Santa Cruz faz show em Natal — Foto: Divulgação

O cantor Tico Santa Cruz, que ficou conhecido como vocalista da banda Detonautas, vai fazer um show em Natal neste sábado (23). Ele sobe ao palco do Whiskritório Pub, em Ponta Negra, na Zona Sul, para apresentar os sucessos do grupo de rock. Tico também vai cantar clássicos do rock brasileiro.

O show de abertura fica por conta do potiguar André Rangell, que leva ao Whiskritório hits do pop rock nacional. André também vai dividir os vocais com Tico Santa Cruz.

Os ingressos estão no terceiro lote de venda na internet ao preço de R$50. Esse é o mesmo valor para a compra na hora, na bilheteria da casa. O evento está marcado para começar às 21h.

Serviço

Show de Tico Santa Cruz

  • Local: Whiskritório Pub, Rua Énico Monteiro, 1851, Ponta Negra.
  • Data: Sábado (23).
  • Hora: 21h
  • Ingressos: R$ 50 (Terceiro lote)

Fonte: G1RN

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