PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

04/10/2019 03h31  Atualizado há 5 minutos


NACIONAIS

Caixa e Odebrecht

 Logo da Odebrecht — Foto: Paulo Whitaker / Reuters Logo da Odebrecht — Foto: Paulo Whitaker / Reuters

Caixa Econômica Federal pediu à Justiça a liquidação do grupo Odebrecht e a autorização para que os credores possam nomear novos administradores. A companhia pediu recuperação judicial em junho e apresentou um plano de reestruturação considerado muito genérico pelos credores. A dívida da Odebrecht é de R$ 98 bilhões.

Podcast

O que falta para solucionar o caso Marielle Franco? A investigação deu novos passos: mais quatro pessoas foram presas. Mais de um ano e seis meses depois do crime, ainda não se sabe quem mandou matar a vereadora do Rio de Janeiro. Renata Lo Prete conversa com Leslie Leitão, jornalista da TV Globo. Leslie, que chegou ao local do crime minutos depois dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson, conta o que muda a partir destas prisões e explica como estão as investigações. Ouça:

Mais caso Marielle

Josinaldo Freitas, suspeito de embaraçar as investigações da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes ao jogar armas no mar, pediu um salvo conduto à Justiça meses antes de ser preso nesta quinta-feira (3). Outras quatro pessoas também foram detidas na operação.

O material pertencia a Ronnie Lessa, que é apontado como o assassino de Marielle e Anderson. A polícia investiga se a arma usada no atentado também foi descartada.

O pedido de Josinaldo foi negado em agosto pelo Tribunal de Justiça do Rio e incluía uma cópia do mandado de intimação para que, naquela época, ele prestasse depoimento na Divisão de Homicídios.

Papo de Política: Alguma coisa está fora de ordem

Julia Duailibi, Andréia Sadi, Maju Coutinho e Natuza Nery falam da derrota do governo na votação da Previdência no Senado e da relação entre o presidente e o seu próprio partido, o PSL. Ouça:

Eleição 2020

 — Foto: Nelson Jr. / TSE— Foto: Nelson Jr. / TSE

Daqui a exatamente um ano, os brasileiros irão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. A eleição, marcada para 4 de outubro de 2020, será a primeira em que os partidos não poderão fazer alianças para disputar as câmaras municipais – somente para as prefeituras. Veja quais regras vão vigorar.

Juíza esfaqueada em SP

PF prende procurador da Fazenda Nacional que esfaqueou juíza em SPPF prende procurador da Fazenda Nacional que esfaqueou juíza em SP

Um procurador da Fazenda foi preso ontem após esfaquear uma juíza na sede Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na Avenida Paulista. Segundo testemunhas, o procurador Matheus Carneiro Assunção atacou a juíza Louise Filgueiras. De acordo com a Polícia Federal (PF), o ataque ocorreu entre 17h e 19h. Ela teve cortes no pescoço, mas passa bem. O procurador foi levado para a sede da PF na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

Guerra entre quadrilhas no Rio

Tiroteio provoca pânico na Zona Norte do Rio de JaneiroTiroteio provoca pânico na Zona Norte do Rio de Janeiro

Um confronto entre duas facções criminosas na região do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, Zona Norte do Rio, interrompeu o serviço de metrô e alterou a circulação dos trens da Supervia na noite desta quinta-feira (3). Houve tiroteios e ônibus foram queimados. A guerra provocou pânico na região.

Crimes da milícia

O grupo de trabalho que discute o pacote anticrime na Câmara dos Deputados fechou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para que as milícias sejam investigadas pela Polícia Federal. De autoria do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), será assinada por todos os deputados do grupo. Entenda mais no blog de Andreia Sadi.

Rock in Rio: Ôôô… Ôôô… 🎵

Sepultura, Iron Maiden, Helloween e Scorpions tocam no Rock In Rio nesta sexta-feira (4) — Foto: Divulgação e G1Sepultura, Iron Maiden, Helloween e Scorpions tocam no Rock In Rio nesta sexta-feira (4) — Foto: Divulgação e G1

Iron Maiden e Scorpions comandam volta da noite de metal ao Rock in Rio nesta sexta-feira. G1 vai transmitir. Festival anterior, em 2017, tinha sido o primeiro sem noite dedicada ao metal, mas estilo está de volta. Palco Mundo também terá Helloween e Sepultura. Sunset tem Slayer e Anthrax. Veja VÍDEOS das principais atrações e setlists de ScorpionsHelloween e Iron MaidenE mais: Iron Maiden tem evangélico na bateria e jogador de futebol no baixo. Veja curiosidades da banda

O 4º dia do festival

Gaby Amarantos, Nile Rodgers, Red Hot Chili Peppers, Panic! At The Disco e Emicida foram alguns dos artistas desta quinta (3), no Rock in Rio — Foto: Alexandre Durão/G1, Marcelo Brant/G1, AgNewsGaby Amarantos, Nile Rodgers, Red Hot Chili Peppers, Panic! At The Disco e Emicida foram alguns dos artistas desta quinta (3), no Rock in Rio — Foto: Alexandre Durão/G1, Marcelo Brant/G1, AgNews

Ontem, o festival foi marcado pelo suingue de apresentações com som funkeado. O Red Hot Chili Peppers fechou a noite correndo alguns riscos na escolha das músicas. A banda se garantiu com os clássicos de sempre, mas uma grande parte da plateia foi embora. Antes, Nile Rodgers e Chic já tinham feito um mega baile de formatura com groove, mostrando por que mereceu ser promovido do Palco Sunset – onde cantou em 2017 – para o Mundo, o maior. Veja como foi o quarto dia.

Banda Nervosa

Fernanda Lira, baixista da banda Nervosa — Foto: Divulgação / Well RibeiroFernanda Lira, baixista da banda Nervosa — Foto: Divulgação / Well Ribeiro

Estamos em 2019 e, sim, ainda há relatos de machismo quando uma mulher pega uma guitarra ou um baixo e sobe em um palco para cantar e tocar. O “show de horrores” relatado pela banda Nervosa até que diminuiu, mas ainda existe. O G1 conversou com Fernanda Lira, baixista e vocalista do power trio paulistano, sobre a ansiedade antes do festival, sobre o fanatismo de quem curte rock pesado e as dificuldades de ser mulher na cena do metal.

“Antes tinham uns olhares de desconfiança, de espanto, de intimidação vindo de um ou outro da plateia masculina. Com o tempo, isso mudou de forma muito positiva – algo muito mais suave, admirador. Isso é muito bacana.”

FGTS

Tira-dúvidas sobre os saques do FGTSTira-dúvidas sobre os saques do FGTS

Termina hoje o prazo para quem tem conta corrente na Caixa autorizar crédito automático de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e poder ter o dinheiro liberado na próxima quarta-feira (9). Quem tem conta poupança individual já terá os depósitos feitos automaticamente.

Crise no Equador

Presidente do Equador decreta estado de exceçãoPresidente do Equador decreta estado de exceção

Equador decreta estado de exceção em meio a atos contra alta dos combustíveis. Estado de exceção é válido em todo o país e permite que militares sejam acionados. Manifestantes queimaram pneus e bloquearam ruas após fim de subsídio causar aumento de até 123% no preço dos combustíveis.

Curtas e Rápidas:

Previsão do tempo

Previsão do tempo indica chuva forte pro Sul nesta sexta-feira, dia 04Previsão do tempo indica chuva forte pro Sul nesta sexta-feira, dia 04

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde
  • Dia Nacional do Paisagista
  • Dia Nacional dos Agentes de Combate às Endemias
Fonte: G1

Por Blog do BG

04/10/2019 às 06:30 emFINANÇASJUDICIÁRIO

Lava Jato chega aos bancos. Demorooooooooou!!!

A visita de procuradores e agentes federais à sede do BTG-Pactual, em São Paulo, simboliza a incursão da Lava Jato num terreno praticamente inexplorado: o território do sistema bancário. O caso específico envolve a suspeita de vazamento da taxa de juros. Privilegiado com a informação, um fundo de investimento fez gols de mão no mercado financeiro. Coisa delatada pelo ex-czar da economia petista Antonio Palocci. A investigação seguirá o seu rumo. Os acusados se defenderão. O Ministério Público e o Judiciário tirarão suas conclusões.

Há muito a ser investigado nessa área, contudo. Num cenário de hipercorrupção, com o vaivém intenso de verbas sujas, seria uma ingenuidade supor que não tenha havido algum tipo de cumplicidade do sistema bancário. Há muitas logomarcas na mira da investigação.

Um detalhe contribuiu para que o melado escorresse para dentro das casas bancárias: na história da roubalheira nacional, que atravessa vários governos, a bandalheira costumava obedecer a uma regra tácita: a área econômica era excluída do balcão. Esse pedaço do organograma era ocupado por gente técnica —ou presumivelmente técnica. Nos governos do PT a fronteira tênue foi rompida.

Já se sabia que, na era petista, a Odebrecht comprara até medida provisória na gôndola da Fazenda. Agora, essa suspeita de que a taxa de juros também era mercadoria disponível no varejão da gestão petista. Se o Supremo permitir, talvez seja possível conhecer em toda a sua plenitude o elo entre as duas ruínas que implodiram o país: a derrocada econômica e a decadência ética. A desfaçatez conduziu a um pesadelo longevo, do qual o Brasil ainda não conseguiu acordar.

JOSIAS DE SOUZA

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Ex-gerente da Petrobras paga R$ 30 milhões de fiança para deixar prisão

O ex-gerente da Petrobras Márcio Ferreira, que teve a condenação anulada ontem pelo STF, pagou fiança de R$ 30 milhões para deixar a prisão, informa o G1.

O valor foi abatido dos US$ 15 milhões que mantinha no exterior e já estavam bloqueados pela Justiça, para reparar danos e pagar multas pela acusação de corrupção e lavagem.

Mais cedo, Edson Fachin determinou a soltura; o processo dele voltará para a fase de alegações finais, última manifestação da defesa antes da sentença.

O ANTAGONISTA

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Privatizações renderam R$ 96,2 bi em 2019; secretário descarta vender BB, Caixa e Petrobras

O Ministério da Economia informou, na noite desta quinta-feira, ter vendido R$ 96,2 bilhões (ou US$ 23,5 bilhões) de ativos para iniciativa privada. Isso inclui privatizações e concessões e atende a uma meta estipulada para o ano inteiro, que era de arrecadar US$ 20 bilhões (R$ 82 bilhões) com essas operações.

A maior parte desse valor, porém, não entrou diretamente no caixa do governo federal. Apenas cerca de R$ 6 bilhões do total levantado entrou diretamente nas contas do Tesouro Nacional.

Isso ocorreu porque as operações consideradas como privatizações pelo Ministério da Economia foram conduzidas por Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. O dinheiro entrou na conta dessas empresas. Especialmente a Petrobras usou os recursos para abater parte da sua dívida.

Salim Mattar descartou a venda da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobras.

Apesar dos números, o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que o ritmo está abaixo do esperado:

— Está sim mais lento que eu esperava. O Estado brasileiro é tão gigante que nada é fácil de fazer.

Até setembro, foram concluídas as vendas da participação do Banco do Brasil e da Caixa no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Em relação à Petrobras, foram contabilizadas a venda da BR Distribuidora, da refinaria de Pasadena e da TAG, entre outros. O governo tenta ainda vender 17 empresas, como Eletrobras, Correios e Casa da Moeda. Mas essas operações precisam do aval do Congresso.

O Ministério da Economia informou ainda que o governo federal tem participações em 637 empresas no país. Nessa conta, estão companhias diretamente controladas pela União, subsidiárias, coligadas ou participações sem poder de decisão. O número marca uma virada na forma como o governo vinha divulgando informações sobre estatais federais.

Até agora, o Ministério da Economia informava apenas o número e a situação das empresas diretamente controladas pela União ou subsidiárias dessas companhias. Os relatórios do governo não avaliavam, até agora, as empresas com participação da União e de suas estatais, mesmo sem poder de controle.

O GLOBO

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Governo lança campanha com temas controversos do pacote anticrime de Moro

O governo federal lançou nesta quinta-feira (3) uma campanha publicitária de defesa do pacote anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça) com pontos controversos e que já foram derrubados em uma análise preliminar no Congresso, como o excludente de ilicitude e a prisão em segunda instância.

A campanha, que custou R$ 10 milhões e será veiculada até o dia 31, busca sensibilizar a população a apoiar regras mais rígidas para crimes, principalmente hediondos e cometidos por organizações criminosas.

Durante o evento, realizado no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso em defesa do pacote e repetiu bandeiras antigas de proteção aos policiais. “Muitas vezes a gente vê que um policial militar, que é mais conhecido, né, ser alçado para uma função e vem a imprensa dizer que ele tem 20 autos de resistência. Tinha que ter 50! É sinal que ele trabalha, que ele faz sua parte e que ele não morreu. Ou queria que nós providenciássemos empregos para a viúva?”, afirmou.

Inicialmente, as ações seriam lançadas em junho, mas foram adiadas por causa dos vazamentos de conversas envolvendo Moro enquanto juiz à frente da Lava Jato com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa. Além disso, pesou à época o fato de o governo ter decidido concentrar seus esforços na aprovação da reforma da Previdência.

Além de outdoors espalhados pela Esplanada dos Ministérios, haverá vídeos com familiares de vítimas de crimes -os três exibidos durante a cerimônia no Palácio do Planalto envolveram apenas personagens brancos de classe média. Um dos vídeos, de uma mulher identificada como Luiza, a personagem defende a prisão após condenação em segunda instância como forma de frear a criminalidade.

O item foi retirado em julho do pacote de Moro pelo grupo de trabalho que analisa o projeto na Câmara dos Deputados. Durante o lançamento, o ministro defendeu outros itens já derrubados, como o excludente de ilicitude que poderia livrar da prisão agentes que cometessem excessos “sob escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Apesar de excluídos do documento final que será apresentado pelo grupo, os pontos ainda podem voltar na votação no plenário, para onde o texto seguirá após a conclusão do trabalho da comissão. Depois disso, vai ao Senado.

Se houver mudanças, volta para a Câmara para uma votação final. A seguir, vai a sanção ou veto presidencial. Em caso de veto, o Congresso, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, poderá derrubá-lo pela votação da maioria de seus integrantes.

Nesta quinta, Moro disse confiar nessa possibilidade para resgatar os trechos derrotados. “O processo legislativo ainda tem tramite. A votação está aberta. Não quer dizer nada”, disse. “Nada foi perdido, outras coisas podem ser no final aprovadas. Outras coisas podem ser rejeitadas, tem toda uma dinâmica do processo legislativo, o papel do governo é convencer os parlamentares. É natural.”

Para ele, a pauta não é do governo de Bolsonaro. “O governo está apresentando isso porque existe toda uma reivindicação da sociedade, das vítimas de crime, de que tenhamos um país mais justo, mais seguro, uma terra de lei, de justiça”.

Moro defendeu ainda seu texto sobre excludente de ilicitude, criticado por especialistas por supostamente dar margem a excessos policiais. “Nós estamos dando um tratamento melhor na questão do excludente de ilicitude. Não existe nenhuma, ao contrário do que falam, nenhuma permissão para ações violentas de policiais”, disse.

Bolsonaro aproveitou sua fala para dizer que sempre estimulou que seus filhos parlamentares e outros políticos de seu convívio a condecorarem e prestigiarem policiais civis e militares. “Foram centenas de momentos que eu e meus filhos homenageamos esses verdadeiros heróis num estado [Rio de Janeiro] onde o crime com toda certeza se faz de forma mais aguda”, disse.

FOLHAPRESS

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Na Lava-Jato, 18 réus pediram mais prazo na 1ª instância e podem ter sentença anulada

Na primeira parte do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu criar regras para condenações da Lava-Jato, o presidente da Corte, Dias Toffoli, sugeriu como critério para anulações a defesa ter reclamado, na primeira instância, do prazo conjunto de alegações finais entre delatores e delatados. Se esse entendimento prevalecer, mais dois processos da Lava-Jato em Curitiba poderiam ser anulados. Duas outras ações já tiveram as sentenças cassadas pelo Supremo: a de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, e a do ex-executivo da Petrobras Márcio Almeida Ferreira.

O GLOBO analisou os 50 processos com sentença na Lava-Jato e encontrou quatro casos em que houve reclamação sobre o prazo comum para todos os réus proposto pelo juiz Sergio Moro nas alegações finais. Os quatro processos têm 35 réus, mas apenas 18 não eram delatores no momento da sentença e poderiam ser, em tese, beneficiados pela anulação da decisão. O presidente Lula está entre eles, no caso do sítio de Atibaia.

A ação do ex-presidente seria a principal afetada, já que ainda não recebeu julgamento na segunda instância. O processo está no gabinete do desembargador João Pedro Gebran Neto, que já finalizou seu voto, mas precisa decidir sobre o recurso apresentado pelo do ex-presidente.

A sentença no processo do sítio foi feita pela juíza Gabriela Hardt em fevereiro deste ano e condenou, além do petista, seu advogado Roberto Teixeira, o pecuarista José Carlos Bumlai, e o sócio de Lulinha Fernando Bittar.

De delatado a delator

Na ocasião, a magistrada condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão. Lula, no momento, cumpre na prisão a pena referente ao processo do tríplex do Guarujá. Como já cumpriu um sexto da pena, o Ministério Público Federal pediu à juíza de execução penal, Carolina Lebbos, a progressão para o regime semiaberto. O ex-presidente se recusa a deixar a prisão enquanto não for inocentado.

Entre os 18 réus delatados que reclamaram mais tempo para apresentar alegações finais, há dois que se tornaram delatores após a sentença. São o operador Adir Assad e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro. Assad, inclusive, foi o responsável por reclamar ao juiz Sergio Moro sobre o prazo comum estipulado para delatores e não delatores.

Como fechou delação anos depois, o pedido de Assad ajudaria outros réus da ação, como o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O caso do petista tem outra especificidade. Embora tenha sido condenado nessa ação a 15 anos e três meses de prisão, Vaccari foi absolvido na segunda instância pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Nas alegações do processo, a defesa de Assad argumentou que houve cerceamento de defesa porque o prazo para resposta preliminar e para as alegações finais dos delatados deveria correr após a apresentação das mesmas peças pelos colaboradores.

Para o jurista Thiago Bottino, professor de Direito na FGV no Rio, a limitação apenas a casos em que houve questionamento na primeira instância pode abrir diferença entre réus em iguais condições apenas pela atuação distinta de seus advogados:

— O encargo do juiz, além de julgar, é conduzir o processo, no sentido de fazê-lo da forma correta. A decisão do STF não tem como destinatário o advogado, e sim o juiz. O erro que está sendo corrigido pelo Supremo é na condução do processo. Se é um erro, ele não deixa de ser erro por causa de uma reclamação ou não de advogado.

O GLOBO

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Caixa pede que Justiça decrete falência da Odebrecht

Caixa Econômica Federal pediu nesta quinta-feira (3) a liquidação do conglomerado de construção Odebrecht, de acordo com um documento judicial a que a agência de notícias Reuters teve acesso.

A Caixa também quer que o juiz permita aos credores nomear novos administradores para o conglomerado e suas subsidiárias em uma assembleia.

A Odebrecht, que pediu recuperação judicial em junho, apresentou um plano de reestruturação que foi contestado por parte dos credores.

Na semana passada, a Caixa já havia pedido a anulação da proposta do grupo, que enfrenta problemas financeiros desde que foi alcançada pela Operação Lava Jato.

Em nota, a Odebrecht disse que ainda não teve oportunidade de analisar o caso. “É natural em qualquer recuperação judicial que os credores façam questionamentos nas diversas fases do processo. É mero cumprimento de formalidades, ou estratégia jurídica sem consequências imediatas sobre o andamento normal da recuperação judicial, que está apenas na fase inicial”, diz.

“A Odebrecht está em processo de negociação construtiva com os seus principais credores e confia em que o seu plano de recuperação será aprovado para a preservação dos seus mais de 40 mil empregos”, complementam.Nesta quinta, o Banco do Brasil se juntou aos credores insatisfeitos e também solicitou à Justiça que anule o plano de recuperação judicial e obrigue o conglomerado baiano a apresentar uma nova oferta aos seus credores.

A Caixa havia pedido na segunda a extinção da recuperação judicial do grupo baiano, alegando a existência de irregularidades técnicas no processo. A petição foi protocolada na 1ª Vara Cível de Recuperações e Falências de São Paulo.

Outras quatro instituições financeiras também apresentaram objeções ao plano, solicitando a convocação imediata de uma assembleia de credores, embora sem pedir a anulação completa do plano proposto.

São as elas os bancos estatais Banrisul, do governo do Rio Grande do Sul, e Finep, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e os privados Santander e Votorantim.

O BB é sócio do Votorantim com 50% de participação; o restante pertence ao grupo do mesmo nome.
Sem condições de pagar dívidas que somam R$ 98,5 bilhões após a crise de reputação deflagrada pela Operação Lava Jato, a holding Odebrecht e outras 21 empresas controladas pediram, em junho deste ano, a suspensão de ações e execuções de dívidas para evitar a falência.

No mês seguinte, o conglomerado entregou seu plano de recuperação à Justiça.

A empresa teria, então, seis meses para convocar a assembleia de credores, que pode aprovar ou rejeitar o plano.

A oferta aos credores consiste na conversão de sua dívida em títulos de participação nos resultados, que só serão pagos por meio de dividendos quando e se as empresas do grupo voltarem a dar lucro. Na prática, transforma os bancos credores quase em sócios. E é exatamente esse ponto que mais incomoda os bancos.

Na petição entregue pelo BB, os advogados argumentam que o plano “não permite aos credores conhecer, objetivamente, quanto e quando receberão seus créditos”.

Os representantes do Santander são mais incisivos.

“As previsões de pagamento são genéricas e não detalham qual será efetivamente o deságio aplicado aos créditos dos credores, prazo de início de pagamento, carência, correção monetária.” E continuam: “Da

forma como está estruturado, o credor praticamente vira sócio das empresas em recuperação judicial e passa o correr o risco do resultado futuro e incerto das companhias”.

Outro ponto que desagrada os bancos é a possibilidade de o grupo vender ativos sem autorização judicial prévia.

“O devedor em recuperação judicial não pode alienar ou onerar bens e diretos do seu ativo permanente, salvo evidente utilidade reconhecida pelo juiz”, diz o BB.

Desde o início, os assessores da Odebrecht já admitiam que o plano era vago e havia sido entregue apenas para cumprir o prazo determinado pela Justiça. Também sinalizavam que avançariam no detalhamento das propostas à medida que as negociações diretas avançassem.

O problema é que os pontos levantados pelos bancos são o cerne do plano elaborado pela RK Partners e pelo escritório E. Munhoz Advogados, os assessores da Odebrecht.

Fontes próximas à companhia dizem que a transformação da dívida em títulos é o único caminho disponível, já que a holding do grupo não tem receitas.

As empresas operacionais —como OEC (construção), Atvos (açúcar e álcool) e Braskem (petroquímica)— ficaram de fora do plano.

As duas primeiras também estão envolvidas em seus próprios processos de renegociação de dívida.

A empresa também considera fundamental ter liberdade para vender ativos a fim de pagar os credores e voltar a ter lucro.

A alienação da Braskem, o bem mais rentável do grupo, é considerada crucial.

Até agora apenas a Caixa vinha numa postura mais beligerante contra a Odebrecht, já que o banco é o único dos grandes que não possui ações da Braskem como garantia para seus empréstimos.

Banco do Brasil, BNDES, Itaú, Bradesco e Santander têm pelo menos parte de sua exposição avalizada por esses papéis. Essa nova investida judicial dos bancos mostra uma mudança de postura.

Segundo apurou a reportagem, BB, BNDES e Santander estão mais expostos a perdas quando os papéis da Braskem se desvalorizam, enquanto Itaú e Bradesco têm preferência na hora de receber. Os dois últimos bancos ainda não se manifestaram perante à Justiça. O BNDES também não.

O secretário de privatização, Salim Mattar, criticou os empréstimos feitos por bancos à Odebrecht. Para ele, o caso serve de exemplo de como o Estado entrou em áreas nas quais não deveria atuar.

“O Estado brasileiro está se metendo a ser empresário. Então tem bancos. E bancos emprestaram para a Odebrecht R$ 27 bilhões. E a Odebrecht está em recuperação e não tem condições de pagar isso. Deve o estado ter banco? Deve o estado emprestar dinheiro para a iniciativa privada? Para tomar um cano de R$ 27 bilhões?”, criticou.

“O estado não é empresário. Ele tem que cuidar de saúde, segurança, educação, infraestrutura, relações exteriores, Forças Armadas. Mais do que isso, já dá uma boa discussão. Isso é um exemplo de uma política de transferência de renda”, disse.

FOLHAPRESS / REUTERS

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QUAL O INTERESSE? Supremo vai acionar PGR para tentar validar mensagens da Lava Jato vazadas pelo Intercept

Em meio a questionamentos sobre os métodos da Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal tomará iniciativas para validar juridicamente as mensagens de Telegram envolvendo integrantes da operação.

Por meio do ministro Gilmar Mendes, o tribunal vai acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) para buscar verificar a autenticidade dos arquivos. Outros integrantes do STF apoiam o movimento de Gilmar nos bastidores.

Se a apuração atestar oficialmente a veracidade das mensagens, estas poderão ser usadas em processos com eventuais impactos sobre decisões judiciais e agentes públicos que atuaram na Lava Jato.

As conversas de Telegram, obtidas pelo The Intercept Brasil e divulgadas pelo site e por outros veículos, incluindo a Folha, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e procuradores e colocaram em dúvida a imparcialidade, como juiz, do atual ministro da Justiça e a conduta da força-tarefa, incluindo o chefe, Deltan Dallagnol.

A PGR poderá receber o material do STF, que requisitou as mensagens à Polícia Federal, ou da polícia, responsável pela investigação sobre o caso.

A senha para que a corte adotasse uma medida foi dada na quarta-feira (2), no plenário, pelo subprocurador-geral Alcides Martins, designado pelo novo procurador-geral, Augusto Aras, para representar a PGR naquela sessão.

Momentos antes, na sessão, Gilmar criticara os métodos da Lava Jato com base nas mensagens já divulgadas pelo Intercept. O magistrado leu trechos das conversas dos procuradores e apontou indícios de ilegalidades.

“Queria deixar aqui patente a minha preocupação com todas as colocações feitas pelo eminente ministro Gilmar Mendes. Não me cabe fazer nenhum juízo de valor, seja em relação às pessoas, seja em relação às instituições, [aos] atos, à gravidade deles que foi referida”, disse Martins.

“Se me permite, ministro Gilmar, se pudesse encaminhar esses elementos à Procuradoria-Geral para que fossem avaliados por quem é de direito, porque o que referiu é de extrema gravidade.”

Gilmar decidiu enviar ofício à PGR solicitando que a instituição analise indícios de desvios funcionais de membros do Ministério Público citados por ele, o que pode demandar análise das mensagens.

Integrantes da nova composição da PGR têm sinalizado interesse em analisar tecnicamente os arquivos de texto.

Em entrevista à Folha na semana passada, Aras disse que, se validadas, as mensagens poderão servir para embasar eventuais procedimentos no CNMP (Conselho Superior do Ministério Público).
Para ele, porém, as mensagens não têm o condão de anular condenações já impostas.

Em entrevista à Folha na semana passada, Aras disse que, se validadas, as mensagens poderão servir para embasar eventuais procedimentos no CNMP (Conselho Superior do Ministério Público).
Para ele, porém, as mensagens não têm o condão de anular condenações já impostas.

FOLHAPRESS

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Auditor preso por extorsão e por liderar quadrilha foi cotado para secretário-geral da Receita

O auditor fiscal Marco Aurélio Canal, preso por extorquir investigados da Operação Lava Jato, chegou a ser cotado para ocupar o cargo de secretário-geral da Receita Federal.

O nome dele foi apresentado ao ministro Paulo Guedes, da Economia —que acabou escolhendo o economista Marcos Cintra para cargo.

Canal integrava a equipe da Lava Jato e gozava de bom conceito entre a categoria.

MÔNICA BERGAMO

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LOCAIS

CBF estende a Série D e beneficia ABC e América em 2020

A CBF divulgou o calendário do futebol 2020 e contemplou uma reivindicação de clubes da Série D, entre eles ABC, Cultura, América, Globo, etc que era o aumento do número de datas da competição. A competição passa a ser disputada por 64 clubes, em sua fase principal, sendo precedida por uma fase preliminar que movimentará oito clubes.

Estes serão divididos em oito chaves, com jogos de ida e volta. Os quatro melhores de cada grupo se classificam para a segunda fase, totalizando 32. Estes se enfrentam em confrontos eliminatórios até a definição do campeão.

Desta forma, a competição passa de 16 para 26 datas. O início será no dia 3 de maio e a final em 22 de novembro.

ESPORTES DE PRIMEIRA / TRIBUNA DO NORTE

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Mais de 30 mil fieis celebram os Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu em santuário

Católicos e fiéis de todas as idades e de várias cidades do Estado participaram das celebrações em homenagem aos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu nesta quinta-feira (3) no santuário localizado no distrito de Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. O Padre Antônio Murilo, capelão dos Santos Mártires, comemorou a presença do público potiguar durante todo a quinta-feira, desde a parte da manhã até à tarde, ora para os shows, ora para a missa.

Ele estima que, durante todo o dia, 30 mil fiéis vieram ao monumento em Uruaçu para demonstrar sua fé, expressar gratidão e relembrar a história dos Santos Mártires.

Para continuar lendo só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/mais-de-30-mil-fieis-celebram-os-santos-ma-rtires-de-cunhaao-e-uruaa-u-em-santua-rio/461094

TRIBUNA DO NORTE

Fonte: Blog do BG

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