PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

27/09/2019 04h00  Atualizado há um minuto


NACIONAIS

Saques do FGTS

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens— Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Caixa Econômica Federal começa a liberar hoje os saques de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para correntistas do banco nascidos entre maio e agosto. Serão liberados R$ 5,1 bilhões para cerca de 12,3 milhões de pessoas.

Tarifa para cheque especial

Banco Central vê crescimento mais forte a partir de 2020Banco Central vê crescimento mais forte a partir de 2020

Desemprego

Trabalhador segura carteira de trabalho — Foto: Amanda Perobelli / ReutersTrabalhador segura carteira de trabalho — Foto: Amanda Perobelli / Reuters

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga dados de agosto sobre desemprego, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,8%, atingindo 12,6 milhões de pessoas.

Podcast ‘O Assunto’

Vem aí o Sirius, o laboratório do tamanho de um estádio de futebol que vai transformar a ciência feita no Brasil. Renata Lo Prete conversa com o repórter Fernando Evans, que acompanhou toda a construção do complexo gigantesco no interior de São Paulo, e com José Roque, diretor do Sirius, que conta sobre os próximos passos do projeto. Ouça:

Conta de luz

 — Foto: Rodrigo Cunha / G1— Foto: Rodrigo Cunha / G1

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgará nesta sexta-feira a bandeira tarifária de outubro. Em setembro, entrou em vigor a bandeira vermelha patamar 1, com cobrança extra de R$ 4 a cada 100 kWh consumidos.

Leilão da BR-364/365

 — Foto: Guilherme Pinheiro/Arte G1
— Foto: Guilherme Pinheiro/Arte G1

Está marcado para hoje o leilão de concessão da BR-364/365, na sede da bolsa de valores B3, em São Paulo. Pelas regras, poderão participar do leilão empresas brasileiras ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimento, podendo concorrer isoladamente ou em consórcio. O trecho que será leiloado tem 437 quilômetros e liga Uberlândia (MG) a Jataí (GO).

Rock in Rio

Drake, Ellie Goulding, Bebe Rexha e Alok são as atrações do primeiro dia de Rock in Rio 2019 — Foto: DivulgaçãoDrake, Ellie Goulding, Bebe Rexha e Alok são as atrações do primeiro dia de Rock in Rio 2019 — Foto: Divulgação

Chegou a hora. O rock in Rio começa hoje. O primeiro dia vai ter a estreia de Drake em palcos brasileiros e de um rapper como headliner do festival. Alok, Ellie Goulding e Bebe Rexha completam a noite no Palco Mundo – um time campeão de streaming.

G1 vai transmitir ao vivo todos os shows do Palco Mundo, principal palco do festival. São 28 shows ao vivo. E nos intervalos serão exibidos os melhores momentos de todas as outras atrações do festival.

O programa ao vivo terá apresentação de Fernanda Rouvenat, com repórteres direto da Cidade do Rock: Braulio Lorentz, Carol Prado, Rodrigo Ortega, Cesar Soto, Matheus Rodrigues, Henrique Coelho e Cristina Boeckel. O blogueiro Mauro Ferreira, comentarista de música do G1, também participa da transmissão.

Drake ou Beatles?

A polêmica tatuagem que Drake fez em 'homenagem' aos Beatles — Foto: Reprodução/Fã-clube oficial de DrakeA polêmica tatuagem que Drake fez em ‘homenagem’ aos Beatles — Foto: Reprodução/Fã-clube oficial de Drake

O futuro dirá quem foi melhor. Parece absurdo, mas essa provocação é tema de uma tatuagem do rapper canadense divulgada no mês passado. Na imagem, uma caricatura de Drake dá um “tchauzinho” para os Beatles na Abbey Road. A zoeira foi tatuada após ele quebrar recordes da banda. G1 analisa essa “rivalidade”.

Festa no Rio

Roberto Medina posa para foto em frente ao Cristo Redentor antes de coletiva sobre o Rock in Rio 2013. — Foto: Alexandre Durão / G1Roberto Medina posa para foto em frente ao Cristo Redentor antes de coletiva sobre o Rock in Rio 2013. — Foto: Alexandre Durão / G1
Roberto Medina posa para foto em frente ao Cristo Redentor antes de coletiva sobre o Rock in Rio 2013. — Foto: Alexandre Durão / G1

De dois em dois anos, Roberto Medina tem o costume de desabafar. O empresário e criador do festival tem sempre muito a dizer sobre três de seus temas favoritos: entretenimento, Rio e turismo.

“Nunca vai ter esparadrapo no hospital se a gente não fizer festa”, diz.

Criador do festival fala ao G1 que Rio “é petróleo e festa, mais nada”. Ele compara cidade a Nova York: “Tem caras na rua dormindo, a cidade está pichada. Tem cheiro de esgoto. E é lindo”. Veja também números do Rock in Rio.

DJs querem espaço

KVSH, Cat Dealers, Liu, Dubdogz e JØrd são atrações com menos de 25 anos do palco New Dance Order do Rock in Rio — Foto: DivulgaçãoKVSH, Cat Dealers, Liu, Dubdogz e JØrd são atrações com menos de 25 anos do palco New Dance Order do Rock in Rio — Foto: Divulgação

Geração de DJs com menos de 25 anos é “cabeça aberta” para outros ritmos e mira Palco Mundo. KVSH, Cat Dealers, Liu, Dubdogz e JØrd estão escalados no festival e comemoram show de Alok no espaço principal. Mas o que eles têm em comum? Entenda.

Imagens aéreas

Drone Rock in Rio 2019Drone Rock in Rio 2019

Durante os sete dias de shows, 700 mil pessoas são esperadas na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, Zona Oeste do Rio. Nos vários palcos do festival, o público vai poder conferir as apresentações de mais de 600 artistas. O G1 preparou um vídeo mostrando os principais espaços, com direito a imagens aéreas.

Curtas e Rápidas:

Previsão do tempo

Temperaturas continuam baixas no sudeste e tem previsão de temporal para região norte.Temperaturas continuam baixas no sudeste e tem previsão de temporal para região norte.

Hoje é dia de…

  • Dia Nacional dos Vicentinos
  • Dia Nacional do Turismólogo e dos Profissionais do Turismo
  • Dia Nacional da Doação de Órgãos

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

Perplexos, procuradores dizem que Janot agravou situação do MPF ao admitir que quis assassinar Gilmar

Integrantes da procuradoria viram a decisão do STF desta quarta (26) como derrota duríssima. O sentimento de que o caminho na cúpula do Judiciário tende a se estreitar foi fortalecido, horas após o veredito, com a divulgação no Estado de S. Paulo de entrevista do ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Janot afirmou que foi armado ao STF para matar o ministro Gilmar Mendes. Procuradores que trabalharam com ele disseram ter ficado “em choque, perplexos” com a revelação.

A fala de Janot repercutiu forte no Judiciário. Ministros disseram que ele desmoralizou o posto e acabou com a liturgia do cargo. Indagaram ainda se o ex-procurador estava bêbado ao falar sobre o assunto. A trama consta de livro que ele está prestes a lançar.

A revelação fez nomes do STJ afirmarem que Augusto Aras, o novo procurador-geral, deveria rever a escolha de Bonifácio de Andrada à sua vice. Associado a Janot, ele será “pessimamente recebido na corte”, disseram.

PAINEL FOLHA

‘Vocês têm de se virar’, diz Weintraub sobre Fies a universidades particulares

“O que o governo vai fazer por vocês? Nada, o governo não vai fazer nada. Vocês têm que se virar”. Esse foi o início do discurso do ministro da Educação Abraham Weintraub na manhã desta quinta-feira, 26, durante a abertura do Fórum Nacional do Ensino Superior. A resposta foi direcionada ao presidente do Semesp, entidade que representa os donos de faculdades particulares, que o questionou minutos antes sobre qual é a política do governo para recuperar o Financiamento Estudantil (Fies). Com discurso agressivo e críticas aos professores de universidades federais, o ministro pediu apoio do setor privado ao projeto Future-se.

Weintraub defendeu o Future-se e a autorregulação das faculdades privadas. O Estado mostrou esta semana que o MEC quer exigir a contratação dos professores via CLT (carteira assinada), e não por concurso público, para adesão ao Future-se, novo programa da pasta para captar verbas privadas. A maioria das universidades federais, no entanto, rejeita o programa.

“Pela primeira vez em cem anos, o País tem um liberal na Presidência e à frente do MEC. Aproveitem essa oportunidade, aproveitem que não ficamos criando problema para vender solução.”

Hermes Figueiredo, presidente do Semesp, entidade que representa as faculdades particulares, havia lançado o que chamou de “provocações”. Ele questionou se o governo estudava a cobrança de mensalidade nas universidades públicas e se havia uma proposta para o Fies que, segundo ele, está falindo – depois de diversas mudanças nas regras, o programa não tem conseguido preencher todas as vagas ofertadas. “O governo não vai fazer nada por vocês. A pergunta é: o que vocês vão fazer por vocês mesmos?”, devolveu o ministro.

“O Fies foi um crime do ponto de vista financeiro. Metade dos alunos financiados está inadimplente. É uma bomba que vai ter de ser desatada. Muitos de vocês aqui estão com esse problema nas mãos”, disse. O tom causou desconforto na plateia, composta por donos e dirigentes de entidades particulares de ensino superior. Weintraub também criticou a cor do painel do evento, vermelha, e sugeriu à organização que mudasse o slogan (“Uma nova forma de pensar a educação”). “Tem de tirar educação e pôr ensino. A gente não tem de dar educação, mas sim ensino. Quem educa é a família”, afirmou.

O ministro, porém, defendeu afrouxar as regras de fiscalização e credenciamento para a abertura de novos cursos e faculdades privadas. Segundo ele, o mercado pode se autorregular e cobrou que o setor é quem deve apresentar a proposta de autorregulação para o MEC. “Vamos dar liberdade e cobrar responsabilidade (das entidades de ensino privado). Pisou na linha, vai ter de lidar com o juiz Sérgio Moro (atual ministro da Justiça e da Segurança Pública)“, disse.

“Inclusive, alguns de vocês já foram pegos”, completou, rindo, em alusão à Lava Jato da Educação, anunciada para investigar supostas irregularidades em contratos do ministério, mas que até agora não teve nenhuma denúncia apresentada.

Em uma fala de 20 minutos, Weintraub também criticou a nova proposta que está sendo debatida para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), principal mecanismo de financiamento do ensino básico do País. O Congresso sugere aumentar a participação da União a esse fundo de 10% do valor total para 40%, o que foi rejeitado pelo MEC.

O ministro disse que o principal problema do MEC é “gastar uma fortuna com um grupo pequeno de pessoas” que são os professores das universidades federais. “Eu tenho que ir atrás da zebra mais gorda, que está na universidade federal trabalhando em regime de dedicação exclusiva para dar só 8 horas de aula por semana e ganhar R$ 15 mil, R$ 20 mil”.

Apesar das críticas ao evento e de dizer que “o governo não vai fazer nada para o setor”, o ministro pediu o apoio dos donos de faculdades privadas para a defesa e aprovação do Future-se e para rejeitar a atual proposta do Fundeb. “A gente precisa do apoio de vocês para o Future-se, que vai desafogar o ministério, e para um Fundeb correto. A atual proposta vai quebrar o governo e aí não vai haver financiamento para o setor privado”, disse.

ESTADÃO CONTEÚDO

Comments

Lava Jato manipulou impeachment de Dilma, diz ex-ministro e ex-senador do PSDB

Um dos defensores do afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) agora considera que houve uma “manipulação política do impeachment” pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e pelo ex-juiz Sergio Moro, atual ministro do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o tucano, isso ficou provado após a divulgação de mensagens trocadas entre procuradores da operação, obtidas pelo site The Intercept Brasil por meio de fonte anônima e também analisadas por outros veículos, entre eles a Folha.

No ano seguinte ao impeachment, Aloysio se tornou ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (MDB). Neste ano, passou a chefiar a Investe SP (agência de fomento de São Paulo) no governo João Doria (PSDB), mas deixou o cargo em fevereiro, após ser alvo de busca e apreensão na 60ª fase da Lava Jato, a Ad Infinitum.  ​

Na mesma fase, foi preso preventivamente Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, suspeito de ser operador do PSDB. No último mês, também foi revelado que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro relatou, em sua proposta de acordo de delação, que Aloysio teria pedido propina a campanhas do PSDB em troca da liberação de recursos de obras em São Paulo.

À Folha Aloysio diz que após as revelações das mensagens de procuradores ficou “profundamente chocado com o que aconteceu na Lava Jato”.

Ele afirma que a divulgação de telefonema entre a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula em 2016, que resultou em decisão do Supremo Tribunal Federal que barrou a posse de Lula como chefe da Casa Civil do governo, impediu o governo petista de recompor sua base e barrar o impeachment.

As conversas que estavam mantidas em sigilo enfraqueceram a hipótese adotada na época por Moro de que a nomeação de Lula como ministro tinha como objetivo travar as investigações sobre ele, transferindo seu caso de Curitiba para o STF.

As conversas interceptadas naquele dia e relevadas agora mostram que Lula relutou em aceitar o convite, só aceitou ser ministro após sofrer pressões de aliados e estava empenhado em buscar reaproximação com o PMDB para evitar o impeachment de Dilma.

“Eles manipularam o impeachment, venderam peixe podre para o Supremo Tribunal Federal. Isso é muito grave”, afirma Aloysio. Na entrevista, ele também falou sobre a fase da Lava Jato na qual foi alvo, em fevereiro.

FOLHAPRESS

 

BRASIL: A paulada do STF na LAVA JATO facilita a vida dos larápios condenados em segunda instância

O Supremo Tribunal Federal desferiu nesta quinta-feira uma nova paulada no esforço anticorrupção deflagrado no país há cinco anos. Não é uma decisão isolada. Compõe reação mais ampla contra Lava Jato, com iniciativas adotadas no âmbito dos poderes Legislativo e Executivo —da nova lei sobre abuso de autoridade à abertura de brechas para o caixa dois na legislação eleitoral; do esvaziamento do ex-Coaf à proposta de proibir auditores da Receita Federal de compartilhar indícios de crimes com o Ministério Público; da obtenção de assinaturas para a criação da CPI da Lava Jato ao abafamento da CPI da Lava Toga.

Na decisão desta quarta-feira, formou-se na Corte uma maioria a favor do entendimento segundo o qual réus delatados têm o direito de anexar alegações finais nos processos depois dos corréus delatores. Uma inovação que não está prevista na legislação. Isso levará à anulação de sentenças no âmbito da Lava Jato e fora dela. Entre os potenciais beneficiários está Lula.

O Supremo retomará o julgamento na quarta-feira da semana que vem, para definir a abrangência da nova jurisprudência. A dúvida é se ela valerá apenas para os réus que reclamaram de cerceamento de defesa na primeira instância ou se será aplicada indistintamente em todos os processos instruídos com dados fornecidos por réus colaboradores.

A novidade potencializa uma onda de iniciativas que puxam avanços para trás, aplicam sedativos em órgãos de controle e restauram gradativamente o ambiente viscoso em que proliferam os maus costumes e a roubalheira. No mês passado, a Segunda Turma do Supremo já havia anulado a condenação imposta pelo então juiz Sergio Moro a Adelmir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. A nova anulação beneficia um ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida Ferreira. A exemplo de Bendine, foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A diferença é que esse segundo caso foi içado da turma, com cinco membros, para o plenário da Corte, com 11 magistrados, para que o veredicto seja seguido por todo o Judiciário como um paradigma.

O ministro Gilmar Mendes traduziu os humores que prevalecem em Brasília: “Vamos honrar as calças que vestimos!”, declarou, ignorando os vestidos das colegas Cármen Lúcia e Rosa Weber, que ajudaram a compor a maioria. Gilmar evocou mensagens trocadas no escurinho do Telegram pelo ex-juiz Moro, hoje ministro da Justiça da gestão Bolsonaro, e procuradores de Curitiba. “Falam mal de nós, chamam a nós de vagabundos. Queriam interferir na distribuição de um processo. Falam mal do ministro Fachin. Passaram de todos os limites –mentindo, agredindo à Corte. E nós: ‘Ah, temos que atender a Lava Jato”.

O ministro Luis Roberto Barroso, chamado pelos desafetos de “lavajatista”, falou antes de Gilmar. Ele empilhou diante das lentes da TV Justiças cinco decisões que caracterizam o maior retrocesso penal ocorrido no Supremo desde o marco representado pela condenação de mais de duas dezenas de réus pilhados no escândalo petista do mensalão. Eis a lista:

1) “Diversas ações foram retiradas da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, que havia quebrado o paradigma de ineficiência e impunidade em relação à criminalidade do colarinho branco”;

2) “Transferiu-se a competência para o julgamento de crimes comuns, sobretudo de colarinho branco, conexos com os eleitorais, para a Justiça Eleitoral —num momento em que a Justiça Federal vinha funcionando com crescente eficiência”;

3) “Considerou-se inconstitucional a condução coercitiva, que vigorava há quase 80 anos”;

4) “Entendeu-se que o parlamentar que utilize o mandato para a prática de crimes (pode me chamar de Aécio Neves), documentadamente comprovados, gravado e filmado, não podiam ser afastados do mandato por decisão do Supremo, ficando a matéria submetida à Casa legislativa”;

5) “Mais de 50 habeas corpus foram concedidos apenas no Rio de Janeiro, um estado devastado pela corrupção, praticada com inimaginável desfaçatez; (neste ponto, um nome não mencionado pelo orador cintilava nas entrelinhas como um letreiro de neon: Gilmar Mendes)

Barroso arrematou: “E agora chega este caso, com o risco de anular o esforço que se vem fazendo até aqui para enfrentar esta corrupção que não é fruto de pequenas fraquezas humanas, de pequenos desvios individuais. São mecanismos profissionais de arrecadação, desvio e distribuição de dinheiros. Não há como o Brasil se tornar desenvolvido e furar o cerco da renda média com os padrões de ética pública e privada praticados aqui. Precisamos romper com esse paradigma. E as instituições precisam corresponder às demandas da sociedade.”

O julgamento do Supremo ocorreu no mesmo dia em que tomou posse Augusto Aras, o novo procurador-geral da República. O nome foi retirado do bolso do colete por Jair Bolsonaro, a contragosto de Sergio Moro. Numa evidência de que Brasília vive tempos estranhos, a escolha de Aras caiu nas graças da bancada de senadores petistas e recebeu rasgados elogios do multi-investigado Renan Calheiros (MDB-AL). O Senado referendou a escolha pelo acachapante placar de 68 votos a 10. A votação foi turbinada pelo compromisso assumido por Aras de ajustar os “métodos” da Lava Jato, impondo aos procuradores a temperança de “cabelos brancos” e o “princípio da impessoalidade”

Na véspera da votação que consagrou Aras, o Congresso derrubara 18 dos 33 vetos que Bolsonaro aplicara à lei sobre abuso de autoridade. Coisa avalizada na surdina pelo próprio Bolsonaro, em conversa telefônica com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Repetindo: o presidente da República aquiesceu em segredo à derrubada de vetos que havia trombeteado sob holofotes após seleção feita por auxiliares como Sergio Moro, ministro mais popular do governo. Sem resistência do Planalto, os congressistas restabeleceram artigos que inibem a ação de juízes, procuradores e investigadores.

No Executivo, após rebatizar o Coaf de UIF, Unidade de Inteligência Financeira, Bolsonaro enfiou o órgão nos fundões do Banco Central. Fez isso, nas pegadas de uma decisão inusitada do presidente do Supremo, Dias Toffoli. Aproveitando-se de um recurso do senador Flávio Bolsonaro, investigado no Rio de Janeiro por suspeita de peculato e lavagem de dinheiro, Toffoli suspendeu todos os processos judiciais do país municiados com informações detalhadas obtidas do Coaf sem autorização judicial. O despacho do mandachuva do Supremo, um amigo de infância que Bolsonaro conheceu depois dos 60 anos, alterou uma rotina que vigorava no Coaf havia duas décadas.

Suprema ironia: nove meses depois da posse de um presidente que se elegeu enrolado na bandeira da moralidade, surfando a onda do antipetismo, o líder do governo no Senado é Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), um ex-ministro de Dilma Rousseff que acaba de receber a visita dos rapazes da Polícia Federal de Sergio Moro. São evidências de que, no retorno à era pré-Lava Jato, nada se cria, nada se copia, tudo se corrompe. E o gavetão dos assuntos pendentes do Supremo ainda guarda munição com alto grau de destruição —na  Segunda Turma, o pedido de suspeição formulado pela defesa de Lula contra Sergio Moro. No plenário principal, a rediscussão da regra que autorizou a prisão de larápios condenados em segunda instância.

JOSIAS DE SOUZA

Comments

Ex-procurador Rodrigo Janot “Fui para matar Gilmar Mendes dentro do STF”

Resultado de imagem para RODRIGO JANOT E GILMAR MENDES
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira (26) à Folha que entrou uma vez no Supremo Tribunal Federal armado com uma pistola com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes, por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha em 2017.

O ex-procurador narra o episódio num livro de memórias que está lançando neste mês, sem nomear Mendes. Ele confirmou a identidade de seu alvo ao ser questionado pela Folha em entrevista nesta quinta. “Tenho uma dificuldade enorme de pronunciar o nome desta pessoa”, disse.

Em maio de 2017, como procurador-geral,  Janot pediu a suspeição de Gilmar Mendes em casos relacionados ao empresário Eike Batista, que se tornara alvo da Lava Jato e era defendido pelo escritório de advocacia do qual a mulher do ministro, Guiomar Feitosa Mendes, é sócia.

Segundo Janot, o ministro do STF reagiu na época lançando suspeitas sobre a atuação de sua filha, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, que é advogada e representara a empreiteira OAS no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

“Num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha”, diz Janot no livro. “Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não.”

Na entrevista à Folha, ele disse que seu plano era matar Gilmar Mendes antes do início da sessão no STF. “Na antessala, onde eu o encontraria antes da sessão”, afirmou. O ex-procurador disse que não entrou no plenário do tribunal armado.

Em entrevistas à revista Veja e ao jornal O Estado de S. Paulo, Janot acrescentou que pretendia se suicidar depois de matar Gilmar Mendes.

Segundo o relato do ex-procurador, que se aposentou em abril deste ano e voltou à advocacia, o episódio ocorreu perto do fim do seu segundo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República, que ele chefiou por quatro anos.

Informações sobre a atuação de Letícia foram publicadas na época pelo jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Folha. A Folha não encontrou registro de que Gilmar Mendes tenha alguma vez falado no assunto em público. Na entrevista à Folha, Janot disse nesta quinta que o ministro citou sua filha durante uma sessão do Supremo.

No livro de memórias que está lançando, “Nada Menos que Tudo” (editora Planeta), escrito com a colaboração dos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, Janot faz um balanço de sua atuação à frente da Operação Lava Jato e rebate as críticas que recebeu durante sua atribulada gestão.

Janot afirma que, em março de 2015, o então vice-presidente Michel Temer (MDB) e o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN)  pediram que ele arquivasse a primeira investigação aberta contra o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB-RJ)hoje preso no Rio de Janeiro.

O ex-procurador diz também que, em 2017, o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) lhe ofereceu cargos na tentativa de evitar a abertura de investigações sobre suas relações com a Odebrecht. Segundo Janot, Aécio pensava em se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2018 e lhe ofereceu o Ministério da Justiça e a vaga de vice da chapa.

No livro, Janot revela ainda que mantinha ao lado de seu gabinete na Procuradoria uma geladeira abastecida com várias bebidas alcoólicas, à qual recorria para aliviar a tensão da equipe nos momentos mais difíceis. “Na hora do aperto, quando a turma estava arrancando os cabelos, a farmacinha cumpria uma função terapêutica”, escreveu.

FOLHAPRESS

 

LOCAIS

PF nas ruas de Natal

A PF se encontra nas ruas de Natal.

Nossos leitores presenciaram policiais chegando no condomínio Grand Slam em Capim Macio e também uma viatura trafegando na Av. Jaguarari por volta de 05:00h da manha.

O Blog provocou a assessoria de imprensa da instituição para apurar qual o motivo dos policiais nas ruas da cidade.

Ainda não obtivemos retorno.

 

FGTS paga hoje R$ 66 milhões a 183 mil trabalhadores no RN

A Caixa Econômica Federal realiza, nesta sexta-feira, 27, o crédito em conta do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores nascidos entre maio e agosto. No Rio Grande do Norte, serão pagos cerca de R$ 66 milhões a um total de 183 mil trabalhadores – com destaque para os municípios de Natal (R$ 30 milhões para 80 mil trabalhadores), Mossoró (R$ 8,5 milhões para 23 mil trabalhadores) e Caicó (R$ 2,6 milhões para 7 mil trabalhadores).

TRIBUNA DO NORTE

Para continuar lendo só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/fgts-paga-hoje-r-66-milha-es-a-183-mil-trabalhadores-no-rn/460550

 

Zenaide Maia defende regulamentação do uso da cannabis medicinal no Brasil

A senadora Zenaide Maia discutiu nesta quinta-feira (26), na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e aprovou uma sugestão legislativa (SUG 6/2016) que estabelece regras para fiscalização e tributação da Cannabis medicinal. Com a decisão, a matéria sugerida pela Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc) passa a tramitar como projeto de lei. A Mesa do Senado vai definir o número do projeto e por quais comissões ele será analisado.

Zenaide Maia participou ativamente da discussão e foi uma das parlamentares que defenderam a aprovação da SUG 6/2016.” “É um assunto muito importante, pois se tem eficácia terapêutica comprovada, então é responsabilidade do estado brasileiro fornecer esse tratamento para pessoas que sofrem com epilepsia refratária e algumas doenças psiquiátricas, como vem sendo feito em alguns outros países”, defende Zenaide.

O texto aprovado foi o relatório do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que reduziu a sugestão da Reduc de 113 para seis artigos. Originalmente, a matéria propunha normas de procedimento e regulamentação sobre vários aspectos do uso medicinal da cannabis, como pesquisa, registro, rotulagem, tributação, publicidade, entre outros.

Fonte: Blog do BG

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

0