PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por G1

 

Todos os estados e o DF têm atos a favor do governo Bolsonaro. Manifestações ocorreram ontem em 156 cidades, 11 dias após protestos pela educação serem registradas em 222 municípios de todos os estados. Nas eleições para o Parlamento Europeu, críticos à União Europeia ganham espaço e partidos tradicionais perdem força.

INTERNACIONAIS

Eleições na Europa

Equipe conta os votos das eleições europeias no Reino Unido — Foto: Scott Heppell/Reuters

Equipe conta os votos das eleições europeias no Reino Unido — Foto: Scott Heppell/Reuters

Os resultados parciais das eleições europeias apontam que o Parlamento Europeu ficará mais fragmentado nos próximos cinco anos. Os partidos mais tradicionais devem perder espaço para siglas nacionalistas, liberais e verdes. Eleitores dos 28 países da União Europeia participaram da votação, que começou na quinta-feira e terminou ontem.

Segundo as estimativas oficiais, as tradicionais alianças de centro-direita e centro-esquerda continuarão com os maiores números de cadeiras. No entanto, pela primeira vez na história, o total de assentos conquistados por esses partidos não chegará à metade do Parlamento.

O bloco estima uma taxa de comparecimento superior a 50% – a maior em 20 anos.

Por Blog do BG

GUERRA: Magazine Luiza eleva oferta pela Netshoes para cerca de US$ 93 milhões e passa a Centauro

O Magazine Luiza apresentou, na noite deste domingo, 26, um aditivo para aumentar a oferta de aquisição da Netshoes para US$ 3 por ação, somando aproximadamente US$ 93 milhões. A oferta rebate uma proposta feita pelo grupo SBF, dono da Centauro, pelas operações da empresa.

Na semana passada, a Centauro entrou na briga pela Netshoes e fez uma oferta de US$ 2,80 por ação, numa operação que chegaria a US$ 87 milhões, 40% a mais do que a proposta inicial de US$ 62 milhões do Magazine Luiza. Na última semana, a Netshoes encerrou o pregão da bolsa de Nova York, onde está listada, avaliada em US$ 87,9 milhões.

A nova oferta do Magazine Luiza foi apresentada em fato relevante. No texto, a empresa comunicou ainda que sua operação de compra da Netshoes já recebeu o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A fusão, anunciada inicialmente em abril, deverá ser discutida em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas da Netshoes nesta quinta-feira, 30.

Caso desista da fusão anunciada no mês passado, a Netshoes está sujeita a pagar à Magazine Luiza uma multa (termination fee) de US$ 1,8 milhão, conforme informações do formulário anual 20-F entregue pela Netshoes à Securities and Exchange Commission (SEC), onde tem capital aberto.

O ESTADÃO

Renault e Fiat devem anunciar acordo nesta segunda que criaria 3ª maior empresa do setor de automóveis do mundo

Os grupos Renault e a Fiat Chrysler (FCA) deverão anunciar nesta segunda-feira (27) o resultado das conversas entre os dois conglomerados para uma eventual fusão, segundo o jornal americano Wall Street Journal.

Se concretizada, a união das dias empresas criaria a terceira maior montadora do mundo, atrás de Volkswagen e Toyota.

Combinadas, Fiat Chrysler e Renault teriam valor de mercado de aproximadamente US$ 36 bilhões (o equivalente a R$ 144,8 bilhões).

Entre as possibilidades de aliança está uma fusão em que ambas as companhias teriam igual participação. Uma alternativa seria a troca de ações entre as montadoras como um acordo inicial que pavimentaria o caminho para uma união posterior.

Os negócios entre os dois grupos envolveriam mais que a criação de uma joint venture. O acordo deverá incluir a cooperação na área de tecnologia para veículos elétricos, plataformas de manufatura e conectividade.

O anúncio desta segunda deverá será feito antes da abertura das Bolsas. Na mesma data, haverá uma reunião do conselho de administração da companhia francesa.

Procuradas pela Folha, a FCA disse que não comentaria o assunto e a Renault, que não teria informações sobre o possível acordo.

As conversas entre os conglomerados teriam começado quando a Renault estava sob comando do executivo Carlos  Ghosn, acusado de má conduta financeira e corrupção por suposta tentativa de enriquecimento às custas da Nissan, com quem o grupo francês já tem uma aliança —que inclui ainda a Mitsubishi.

O atual presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, reuniu-se com o ministro francês Bruno Le Maire na última sexta-feira (24) para apresentar o plano para a aquisição. O governo francês detém 15% da companhia e não se opõe ao negócio.

Nissan e Mitsubishi não participaram das tratativas com a FCA. A francesa chegou a pedir a um banco que a assessora que apresentasse à Nissan um plano para a criação de uma holding que combinaria as duas parceiras, mas os japoneses resistem a tentativas de aprofundar a parceria.

O acordo Renault-FCA poderia mudar o equilíbrio de poder no grupo franco-japonês. Juntas, Renault, Nissan e Mitsubishi lideram as vendas no mundo, com quase 10,8 milhões de carros comercializados no ano passado (VW e Toyota venderam cerca de 10,6 milhões cada).

Só a Renault vendeu em 2018 cerca de 3,9 milhões de veículos. A Nissan, 5,65 milhões, e a Mitsubishi, 1,22 milhão.

A Fiat Chrysler, que hoje ocupa a 8ª posição em número de unidades vendidas, possui 13 marcas (entre elas, Jeep, Alfa Romeo, Dodge e Ram). Comercializou 4,8 milhões de veículos no ano passado.

O grupo ítalo-americano tem atravessado dificuldades na Europa, em parte devido a seu atraso no desenvolvimento de veículos “limpos”.

Recentemente, o presidente da FCA, John Elkann, membro do clã Agnelli, controlador do grupo, afirmou que a família estaria preparada para tomar “decisões ousadas e criativas” para ajudar a construir um futuro sólido e atrativo para a companhia.

Uma união com a Renault permitiria aos dois grupos uma redução de custos, principalmente na Europa, por meio do compartilhamento de investimentos.

Quase um terço da mão de obra global da Fiat, de 198,5 mil pessoas, estava localizada no continente no fim de 2018, segundo a Bloomberg, embora quase todo o seu lucro viesse da América do Norte, região onde a Renault não opera.

Já a francesa conta com a Europa para quase a metade de suas vendas globais.

Em março, a francesa PSA (dona de Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall) já havia manifestado seu interesse em pela FCA, grupo com o qual já tem uma joint venture.

Outras montadoras também negociam acordos, como os entre Volkswagen e Ford e entre BMW e Daimler, para carros autônomos e veículos compartilhados.

Os grandes grupos do setor têm buscado parcerias e comprar concorrentes como estratégia na corrida para o desenvolvimento de tecnologias como carros autônomos e veículos elétricos, entre outras.

FCA

Fábricas: 102
Carros e picapes: Alfa Romeo, Fiat, Lancia e Maserati (Itália); Chrysler, Dodge, Jeep e RAM (EUA)
Veículos de carga/vans: Fiat Professional
Motores: VM Motori
Versões especiais e acessórios: Abarth e Mopar
4,8 milhões
de veículos vendidos em 2018

Renault Group

Fábricas: 39
Carros e picapes: Renault e Alpine (França); Dacia (Romênia); Samsung (Coreia do Sul); Lada (Rússia)
3,9 milhões
de veículos vendidos em 2018

FOLHAPRESSComments

Fonte: Blog do BG

 

NACIONAIS

Atos pró-Bolsonaro

Manifestações em apoio a Jair Bolsonaro e propostas do governo ocorrem pelo país

Manifestações em apoio a Jair Bolsonaro e propostas do governo ocorrem pelo país

Ao menos 156 cidades em 26 estados e no Distrito Federal tiveram protestos entre a manhã e a tarde de ontem, em defesa do presidente Jair Bolsonaro e de medidas do governo, como a reforma da Previdência e o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.

As convocações ganharam força após os protestos em defesa da educação do último dia 15, contra os cortes anunciados pelo governo para os ensinos superior e técnico federais.

Comparativo das manifestações de domingo (26) e quarta-feira (15) — Foto: Arte/G1Comparativo das manifestações de domingo (26) e quarta-feira (15) — Foto: Arte/G1

Comparativo das manifestações de domingo (26) e quarta-feira (15) — Foto: Arte/G1

Sobre as manifestações, o presidente Jair Bolsonaro disse que são um “recado” aos que “teimam com velhas práticas” que não permitem que o “povo se liberte”.

Jair Bolsonaro fala sobre manifestações pró-governo pelo país

Jair Bolsonaro fala sobre manifestações pró-governo pelo país

“Hoje é um dia em que o povo está indo às ruas. Não para defender um presidente, um político ou quem quer que seja. Está indo para defender o futuro desta nação. Uma manifestação espontânea. Com uma pauta definida, com respeito às leis e às instituições, mas com o propósito de dar recado àqueles que teimam com velhas práticas não deixar que esse povo se liberte”, disse o presidente.

Análises

‘Manifestações não foram tão fortes a ponto de emparedar o Congresso’, diz Julia Duailibi

‘Manifestações não foram tão fortes a ponto de emparedar o Congresso’, diz Julia Duailibi

Valdo: expectativa do governo é que protestos funcionem como pressão para aprovar medidas

Valdo: expectativa do governo é que protestos funcionem como pressão para aprovar medidas

Semana no Congresso

Uma das medidas do governo defendidas nos atos de ontem, a que deixa nas mãos de Sérgio Moro o controle do Coaf, deverá ser analisada amanhã no Senado. Na semana passada, a Câmara aprovou a reforma administrativa do governo que reduziu o número de ministérios, mas devolveu o órgão que combate a lavagem de dinheiro à pasta da Economia. Agora, o projeto passa pelos senadores.

Dinheiro devolvido

Os mais de R$ 2,5 bilhões que a Petrobras deverá aplicar no Brasil como reparação por fraudes na estatal terão uma parcela destinada para a Educação, segundo fontes do STF. Mas, segundo o blog da colunista Andréia Sadi, nem toda a quantia deverá ser destinada para a pasta – e também deve ser dividida entre saúde e segurança. Na semana passada, durante café com jornalistas, o presidente Bolsonaro reafirmou contar com o dinheiro da multa para contrapor o corte na educação.

Fundo Amazônia

Governo quer usar fundo da Amazônia para indenizar desapropriações

Governo quer usar fundo da Amazônia para indenizar desapropriações

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, apresentará hoje ao presidente do BNDES, Joaquim Levy, e aos embaixadores da Noruega e da Alemanha uma proposta de novas normas de gestão do Fundo Amazônia, que recebe doações internacionais para preservação da floresta.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o governo quer usar o dinheiro do Fundo Amazônia, que hoje tem R$ 3,4 bilhões, para indenizar desapropriações.

Organizações ligadas à conservação da natureza demonstraram preocupação com a proposta. Para a WWF, a mudança pode levar a um aumento do desmatamento.

Fraudes no Mané Garrincha

Ex-jogador Roni e dirigente de futebol do DF deixam a prisão

Ex-jogador Roni e dirigente de futebol do DF deixam a prisão

A Polícia Civil de Brasília soltou ontem à tarde todos os sete presos na operação “Episkiros”. Entre eles o ex-atacante Roni e o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos. Eles são suspeitos de integrar um grupo especializado em fraudar os borderôs dos jogos em Brasília. Segundo os investigadores, era informado um valor de arrecadação menor para pagar menos de aluguel e impostos.

As prisões foram realizadas no último sábado durante o jogo entre Botafogo e Palmeiras no Estádio Mané Garrincha. O mandado de prisão temporária era válido por 48 horas e terminaria na segunda-feira a tarde, mas o delegado resolveu liberar todos os detidos neste domingo após os depoimentos.

Cruzeiro sob investigação

Cruzeiro chega a R$ 500 milhões em dívidas e é investigado por operações irregulares

Cruzeiro chega a R$ 500 milhões em dívidas e é investigado por operações irregulares

Uma investigação sobre o atual bi-campeão da Copa do Brasil, o Cruzeiro, aponta indícios de pagamentos suspeitos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro no clube mineiro. O Fantástico teve acesso a documentos internos do clube que revelam uso de empresas de fachada para ocultar crimes e até negociação envolvendo um menor.

Os investigadores já ouviram 15 pessoas, todas elas relacionadas de alguma forma com o Cruzeiro – entre funcionários e ex-funcionários, dirigentes e prestadores de serviços que realizaram transações com o clube. O clube também acumula dívidas de R$ 500 milhões.

O presidente do clube, Wagner Pires de Sá, disse em nota que um pequeno grupo da oposição do clube está “plantando notícias junto a alguns profissionais da mídia nacional”.

Fonte: G1

Por Blog do BG

Bolsonaro cobra centrão e diz que exagerou ao chamar alunos de ‘idiotas úteis’

Após exaltar os manifestantes que foram às ruas neste domingo (26) em defesa do governo, o presidente Jair Bolsonaro disse ter exagerado ao chamar de “idiotas úteis” os participantes dos protestos contrários ao bloqueio de recursos da educação no último dia 15, principalmente alunos e servidores da área.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro também sugeriu que parlamentares se desvinculem do centrão, grupo informal com cerca de 200 deputados e que foi um dos principais alvos dos atos pró-governo.

O presidente fez ao aceno ao Congresso ao dizer não querer brigar com o Parlamento, mas disse que a palavra centrão, que reúne parlamentares de siglas como PP, DEM, PRB, MDB e Solidariedade, virou um “palavrão” e que parte considerável dos parlamentares não quer se rotulada ao “grupo clientelista”.

Após exaltar os manifestantes que foram às ruas neste domingo (26) em defesa do governo, o presidente Jair Bolsonaro disse ter exagerado ao chamar de “idiotas úteis” os participantes dos protestos contrários ao bloqueio de recursos da educação no último dia 15, principalmente alunos e servidores da área.

Em entrevista à TV Record, Bolsonaro também sugeriu que parlamentares se desvinculem do centrão, grupo informal com cerca de 200 deputados e que foi um dos principais alvos dos atos pró-governo.

O presidente fez ao aceno ao Congresso ao dizer não querer brigar com o Parlamento, mas disse que a palavra centrão, que reúne parlamentares de siglas como PP, DEM, PRB, MDB e Solidariedade, virou um “palavrão” e que parte considerável dos parlamentares não quer se rotulada ao “grupo clientelista”.

Em relação à declaração que deu sobre os manifestantes que saíram às ruas no dia 15 de maio pedindo recursos para a educação, quando os chamou de “idiotas úteis”, Bolsonaro diz ter se excedido.

“Eu exagerei, concordo, eu exagerei. O que diz aí o certo é que são os inocentes úteis. A grande maioria são garotos inocentes que não sabiam o que estavam fazendo lá.”

Segundo Bolsonaro, “a garotada foi pra rua contra corte na educação”, sem estar ciente de que se tratava de um contingenciamento de recursos. “Eu deixei de gastar, não tirei o dinheiro do banco. Eu segurei aproximadamente 3,6% do montante. Quer dizer, 30% de 12% das despesas discricionais. E a molecada foi usada, essa garotada foi usada por professores inescrupulosos, uma parte né, para fazer manifestação política contra o governo.”

O presidente falou ainda sobre a possibilidade de o Congresso tocar algumas reformas que não foram propostas pelo governo, como a tributária. Afirmou não ver isso com preocupação.

“Sem problema nenhum. Se não me engano esta proposta é do [deputado federal] Baleia Rossi (MDB), de São Paulo. Eu não tomei conhecimento desta pauta ainda porque está faltando uma conversa minha com o Paulo Guedes (ministro da Economia). E havendo essa conversa e se a proposta dele for boa nós vamos tocar”, disse Bolsonaro.

MANIFESTAÇÕES

Neste domingo (26), com a direita rachada, as manifestações pró-governo Bolsonaro realizadas pelo país exaltaram projetos encampados pelos ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) e concentraram críticas não só no centrão, alvo já esperado, como no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Os atos foram impulsionados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (PSL), que, apesar das recomendações de integrantes do governo para que mantivesse distanciamento, estimulou a mobilização ao espalhar imagens em redes sociais e dizer que ela era um “recado àqueles que teimam com velhas práticas”.

Ao levar milhares de pessoas às ruas em ao menos 140 cidades, as manifestações superaram a expectativa de aliados do governo em meio ao racha de grupos de direita e ao temor de fracasso devido ao desgaste popular de Bolsonaro nos primeiros meses de mandato.

FOLHAPRESS

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Governo prepara megacompra de 106 mil armas para Força Nacional e polícias civis e militares

O Ministério da Justiça e Segurança Pública prepara uma megalicitação para a aquisição de 106 mil pistolas , que serão distribuídas para a Força Nacional e a policiais civis e militares dos estados. É a primeira vez que o órgão promove uma licitação desse tipo, que prevê a participação de empresas estrangeiras e tem custo estimado de R$ 444 milhões. Parte das armas será bancada pelo governo federal e outro montante terá de ser adquirido diretamente pelas secretarias de Segurança Pública dos estados.

No último dia 9 de maio, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), órgão subordinado à pasta, promoveu uma audiência pública com a participação de representantes de empresas do setor para apresentar um modelo preliminar do edital de licitação, obtido pelo GLOBO. Na ocasião, a Senasp acolheu sugestões de alterações, que está analisando para confeccionar o edital definitivo, a ser lançado no segundo semestre.

O objeto da licitação descreve o produto a ser adquirido da seguinte forma: “pistolas de calibre 9x19mm com quatro carregadores e uma maleta”. Serão cinco lotes divididos por região, na seguinte quantidade: 15.414 para o Norte, 29.117 para o Nordeste, 34.965 para o Centro-Oeste, 4.560 para a região Sudeste e 22.480 para o Sul.

TROCA DE CALIBRE
O Ministério da Justiça prepara uma grande licitação para a compra de pistolas destinadas a suprir a demanda da Força Nacional e das polícias estaduais
Desse universo, a Senasp irá comprar 15% das pistolas para abastecer 15 Polícias Militares, dez Polícias Civis, 16 órgãos de perícia oficiais e a Força Nacional. Caberá a cada estado adquirir o restante. O Rio de Janeiro não está contemplado nessa cota que o governo federal vai comprar para doar porque o gabinete de intervenção já havia adquirido pistolas no início do ano para abastecer as polícias locais.

Pouco tempo de testes

De acordo com o edital preliminar, a licitação visa a suprir um déficit de armamentos detectado nos estados. Trecho do documento afirma que, em uma pesquisa feita no ano passado, “diagnosticou-se a pistola como o segundo item de maior prioridade na avaliação geral das instituições estaduais de segurança pública”.

A licitação não tem relação direta com o decreto de armas editado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi facilitada pela medida, que abriu o mercado para importação. Antes, era preciso obter autorização do Exército para comprar armas fabricadas fora do país.

Alguns itens previstos no edital preliminar ainda podem causar polêmicas. Um deles é a exigência de que o modelo de pistola que vai disputar a licitação tenha tempo mínimo de mercado de 12 meses. Especialistas apontam que esse período, chamado tecnicamente de “tempo de maturidade”, costuma ser mais alto, de pelo menos três anos.

Outra questão é o uso do calibre 9mm, que vai quebrar a padronização hoje existente nas corporações estaduais. As Polícias Militares trabalham, em sua maioria, com o armamento .40. Somente tropas especiais desses órgãos têm acesso a 9mm, que é o calibre consolidado da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. A falta de padronização traz problemas de ordem prática, aponta Bruno Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz:

— Há uma dificuldade em termos de gestão pública, com a necessidade de fazer manutenção, troca de peças, limpeza de um acervo com armas diferentes, mas também do ponto de vista operacional. Imagine que, no meio de uma ação, um policial precisa de mais munição, mas o colega está com outro calibre.

O GLOBO

(mais…)

Fonte: Blog do BG

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