Por G1

 

O médium João de Deus, acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres, passa a primeira noite na prisão. Continua a busca pelo italiano Cesare Battisti. A Receita paga o último lote de restituição do Imposto de Renda do ano. E a escolha da nova Miss Universo. O que é notícia no seu começo de semana:

INTERNACIONAIS

Miss Universo 2018

Catriona Gray acena após ser coroada Miss Universo 2018 — Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Catriona Gray acena após ser coroada Miss Universo 2018 — Foto: Athit Perawongmetha/Reuters

Catriona Gray, representante das Filipinas, foi a vencedora do Miss Universo 2018. A cerimônia foi realizada em Bangcoc, na Tailândia. A brasileira Mayra Dias ficou entre as 20 semifinalistas do concurso. A filipina herda a coroa da modelo sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters.

NACIONAIS

João de Deus

João de Deus chega a delegacia em Goiânia após se entregar à polícia neste domingo (16) — Foto: REUTERS/Metropoles/Igo Estrela

João de Deus chega a delegacia em Goiânia após se entregar à polícia neste domingo (16) — Foto: REUTERS/Metropoles/Igo Estrela

Acusado de abuso sexual por mais de 300 mulheres, o médium João de Deus passou a primeira noite na cadeia. Ele, que se entregou à polícia ontem dois dias após a Justiça expedir o mandado de prisão, depôs por 3 h e rebateu as acusações. Seu advogado de defesa disse que deve entrar com pedido de habeas corpus e nega que seu cliente tenha sacado R$ 35 milhões após as primeiras denúncias virem à tona.

Cesare Battisti

O italiano Cesare Battisti continua sendo procurado pelas autoridades brasileiras, que tentam cumprir um mandado de prisão autorizado pelo STF. Assim que for detido, ele será extraditado para a Itália, onde é condenado por homicídio. O delegado de Cananeia, cidade do litoral de SP onde o italiano mora, disse que Battisti foi visto pela última vez em uma balsa há 15 dias.

Imposto de Renda

A Receita paga hoje as restituições do sétimo e último lote do Imposto de Renda. Ao todo, 151.248 contribuintes vão receber mais de R$ 319 milhões. Quem não apareceu em nenhum dos lotes está automaticamente na malha fina do Leão.

Concursos

Pelo menos 173 concursos públicos no país estão com inscrições abertas e reúnem 15.735 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 29.114,95 na Assembleia Legislativa de Goiás. Confira a lista completa de concursos.

Retrospectiva 2018

Bruno e João, Marielle e Anderson, Caroline, Matheusa, Joaquim e Kauã, Vitória, família Lemos, Tatiane Spitzner, PM Juliane, Karina, Letícia, Rayane, Daniel, Moa do Katendê e criança estuprada em cadeia. Todos foram vítimas de crimes que mobilizaram o país e tiveram grande repercussão durante o ano. A Retrospectiva 2018 do G1 relembra todos esses casos criminais que marcaram o ano.

Curtas e rápidas

Hoje é dia de…

  • Dia do Bioma Pampa

Desligou no fim semana? Veja o que foi notícia

 

Delegado diz que João de Deus usava a fé para cometer abusos sexuais e que ele estava em “perfeito juízo” durante depoimento de 4 horas

Odelegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, disse neste domingo, 16, que o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, utilizava a fé para cometer abusos sexuais contra suas vítimas. Por isso, uma das possibilidades é que o líder religioso seja enquadrado, entre outras tipificações, no crime de “violência sexual mediante fraude”. Após mais de quatro horas de depoimento, João de Deus não admitiu crime, porém, em nenhum dos casos investigados inicialmente.
Neste caso, o artigo do Código Penal que pode ser utilizado nos inquéritos é o 215, que trata do ato de ter “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”. Por enquanto, a investigação contra João de Deus se concentra em 15 casos, que serão apurados separadamente. Cada um deles vai ter seu próprio inquérito e investigação própria.
“Ele respondeu a todas as indagações feitas pela Polícia Civil. Foi um interrogatório de sete páginas, bem detalhado e agora as investigações continuam. Ele apresenta a versão dele sobre os fatos e ao final cabe a nós a tipificação, o relatório e o envio desse material para o Judiciário. Ao Judiciário caberá a última palavra”, disse Fernandes. “Com certeza, ele não admite (os crimes). Apresenta a versão dele sobre o ocorrido. Ele utilizava a questão da fé, (há) vários argumentos para poder enquadrá-lo nesse tipo (violência sexual mediante fraude)”, complementou.
O médium João de Deus deixou o Instituto Médico Legal de Goiânia no fim da noite deste domingo, 16, após prestar depoimentos na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DEIC) sobre as denúncias de abuso sexual. O líder espiritual foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, a 20 quilômetros da capital, onde passará pelo menos a primeira noite de sua prisão preventiva.
A Polícia Civil disse também que, neste primeiro depoimento, João de Deus respondeu apenas sobre casos envolvendo abuso sexual e que ele deve ser intimado a um novo interrogatório quando a investigação for apurar outros possíveis crimes cometidos pelo médium. “Esse foi um primeiro interrogatório somente sobre a questão do abuso sexual. Nada impede que ele tenha que prestar um novo interrogatório”, disse.
Por fim, o delegado André Fernandes disse ainda que o líder espiritual estava em “perfeito juízo” durante os questionamentos e que não teve nenhum problema de saúde. “Ele lembra das pessoas, explica o que aconteceu, como foi, ele estava em perfeito juízo”, afirmou.
Apesar da investigação se concentrar em 15 casos de abuso, a Polícia Civil espera receber ainda mais denúncias agora que João de Deus foi preso preventivamente. “Entendemos que com a prisão dele haverá um encorajamento de vítimas e isso poderá levar a um aumento da procura da Polícia Civil”, disse.
NOTÍCIAS AO MINUTO
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MP do Rio vai investigar individualmente funcionários da Alerj citados pelo Coaf e Flávio Bolsonaro vai para a PGR

As investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de assessores de pelo menos 20 deputados da Assembleia Legislativa do Rio ( Alerj ) serão individualizadas. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) que rastreou as contas de 75 funcionários e ex-funcionários da Alerj, apurando um total de R$ 207 milhões em transações atípicas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, encontra-se no gabinete do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem. Dois casos — os do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) e do deputado federal eleito Paulo Ramos (PDT) — serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), por deslocamento de competência.
Como na lista do Coaf aparecem dez deputados estaduais que não se reelegeram, Gussem deverá encaminhar os casos à Procuradoria da Tutela Coletiva da Capital, para livre distribuição entre os promotores de primeiro grau. No gabinete do procurador-geral, só ficarão os casos de deputados estaduais que se reelegeram e permanecerão na Alerj.
O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) estuda ainda fazer o mesmo levantamento em todas as câmaras municipais. Um dos possíveis crimes que as movimentações atípicas podem indicar é a cobrança de parte dos salários de servidores por parlamentares.
Para investigar possíveis ilegalidades praticadas por deputados, Gussem já acionou o Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim). A princípio, a ideia é abrir um procedimento investigatório criminal (PIC) ou uma “notícia de fato” para cada caso, individualmente. O Gaocrim é uma espécie de força-tarefa constituída para atuar apenas em casos de atribuição exclusiva do procurador-geral de Justiça do Rio.
De acordo com o relatório, as contas rastreadas pertencem a servidores ou ex-servidores de gabinetes de deputados estaduais de 14 partidos diferentes (Avante, DEM, MDB, PDT, PHS, PRB, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PT e SD). Em alguns casos, também há repasses a parentes destes funcionários ou a servidores de outros órgãos públicos.
O GLOBO
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João de Deus dormiu no meio do mato antes de se apresentar à polícia. Vejam como foram os últimos dias

Por Mônica Bergamo / Folha de SP
Na quarta-feira (12) João de Deus e um de seus auxiliares entraram num sítio nos arredores de Goiânia, sem aviso prévio.
A propriedade é de uma família que teve um de seus integrantes, diagnosticado com câncer terminal na infância, salvo pelo médium há duas décadas.

O assistente avisou aos donos da terra, seus amigos, que o médium João de Deus precisava passar alguns dias recolhido no lugar.

Assediado por repórteres depois da acusação de que abusou sexualmente de mais de 300 mulheres, sem poder andar pelas ruas de Abadiânia (GO), ele precisava descansar e esperar a poeira baixar.
Os donos da casa não acreditavam no que estavam ouvindo. Mas, eternamente gratos, acolheram o médium.
Na sexta-feira (14), a situação começou a ficar tensa. A Justiça decretou a prisão de João de Deus.
O advogado dele, Alberto Toron, passou a negociar as condições de sua apresentação. “Nunca houve a intenção de fuga. A ideia era que ele se apresentasse o mais rápido possível, como foi feito”, afirma o defensor.
O médium, no entanto, ficou ansioso e aflito. Na madrugada de sábado (15), sem conseguir dormir, se embrenhou em um bosque perto do sítio, montou uma barraca e dormiu no meio do mato.
Não queria sair de lá para nada. Disse que precisava ficar sozinho e meditar.
Voltou à casa já tarde da noite. Tomou banho, comeu alguma coisa —e de novo foi para o bosque.
Na mesma noite, Toron concluiu a negociação para que ele se apresentasse à Polícia Civil de Goiás.
No domingo (16), logo cedo, o advogado embarcou para Goiânia para se reunir com a cúpula da polícia do estado.
A sócia de Toron, Luisa Moraes Abreu Ferreira, foi ao sítio buscar João de Deus. A ideia era acertar um ponto exato, numa estrada de terra, em que ele se apresentasse às autoridades.
O médium caminha de sua barraca no mato para encontrá-la. A advogada se espanta com o fato de ele ter dormido em uma barraca.
João de Deus está com os cabelos desalinhados. Veste uma camiseta azul clara, larga e amassada, e uma calça cáqui.
“Você quer fazer alguma pergunta, irmã?”, diz ele à colunista da Folha, que acompanha a cena.
Começa a falar das acusações que sofre. “Eu só sei que é uma coisa montada, armada. Para pegar o meu dinheiro”, afirma.
O auxiliar oferece a ele um copo de água.
E por que tantas mulheres, mais de 300, fizeram denúncias parecidas contra ele?
João de Deus se vira para a advogada. “Eu te contei do telefonema? Me telefonaram e disseram: ‘Vamos colocar 50 [mulheres] para falar mal de você. Se você falar alguma coisa, colocamos 200. E, depois, 2.000’”.
A defensora recomenda que ele tome banho e descanse. “Come alguma coisinha”, insiste a dona da casa.
O médium diz que está sem fome. “Não estou me sentindo bem.”
Senta-se em uma cadeira de madeira à espera do telefonema de Toron com as orientações da polícia sobre o ponto em que devem se encontrar.
Respira fundo e solta o ar.
Segura nas mãos um saquinho de supermercado amarelo, com os remédios que pretende levar para a prisão.
“Eu tomo nove. Eu tenho 60% do estômago [depois de uma cirurgia para tratar de um câncer], cinco stents no coração. Se eu não tomar esses remédios lá [na cadeia], eu morro”, diz à advogada. Ela o tranquiliza.
Um outro temor dele é ter a cabeça raspada, regra em algumas penitenciárias. E também, aos 76 anos, passar um longo tempo na prisão. “A minha situação é pior do que a do Lula?”, perguntou dias antes a um interlocutor.
A conversa é entremeada por silêncios prolongados.
A TV está sintonizada na Globo, que transmite um programa de Pedro Bial sobre a Tropicália. O jornalista foi o primeiro a apresentar depoimentos contra João de Deus.
Folha pergunta sobre a movimentação que ele fez nos bancos, de R$ 35 milhões, razão apontada pelo Ministério Público para pedir a prisão.
Abre a carteira. “Eu nem uso cheque.” A defesa afirma que ele apenas baixou o dinheiro de aplicações financeiras, mas que os recursos seguiram depositados em suas contas.
Às 16 horas, a advogada avisa: os policiais e Toron já estão chegando no local marcado. É hora de ir embora. À colunista da Folha ele diz que se entregará à justiça divina e a justiça da terra.
No carro, prestes a se despedir da liberdade, ele diz que está passando mal. Pede que peguem o remédio sublingual que traz no saquinho de supermercado. “Se eu desmaiar, vocês colocam embaixo da minha língua.”
Às 16h30, chega ao ponto de encontro, a encruzilhada de uma estrada de terra. Desce do carro de seus advogados. E entra no carro dos policiais.

Após convite protocolar, Brasil desconvidou Cuba e Venezuela para posse de Bolsonaro

Por solicitação da equipe de Jair Bolsonaro, o Itamaraty enviou novos comunicados aos governos de Cuba e Venezuela os desconvidando de participar da cerimônia de posse do presidente eleito no dia 1.º de janeiro, em Brasília. Os termos são protocolares. A sinalização inicial foi chamar todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas – razão pela qual o convite foi feito. Mas houve mudança de posição, o que levou o Itamaraty a enviar uma segunda comunicação aos governos dos dois países os desconvidando para a cerimônia.
Ops! O futuro chanceler Ernesto Araújo negou pelo Twitter, ontem, que o Itamaraty tenha convidado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os desconvites, porém, foram enviados às embaixadas dos dois países na semana passada.

Beijo, não me liga. Nos dois casos, os textos enxutos pediam que desconsiderassem a nota anterior. Sem explicações do recuo.
Truco. Já o convite foi publicado ontem no Twitter pelo ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, sete horas depois de o futuro chanceler negar que tenha sido feito.
Com amor. O comunicado dizia que a embaixada brasileira “tem a honra” de transmitir o convite para Maduro acompanhar a posse.
COLUNA DO ESTADÃO
 

ELE VAI VOLTAR: Auxílio-moradia de magistrados terá comprovante de despesas

A proposta de regulamentação do pagamento do auxílio-moradia para magistrados deve prever regras similares às do Estatuto dos Servidores Públicos, pelo qual o benefício é pago para casos de deslocamento, mediante comprovante de despesas, segundo apurou o Estadão/Broadcast Político. O tema será analisado nesta terça-feira (18) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Critérios cumulativos também devem constar na proposta, como o magistrado (ou seu cônjuge) não ter imóvel próprio no local. A proposta ainda pode sofrer alterações antes da votação, e não há previsão de quantos magistrados continuarão sendo beneficiados com as novas regras. A ideia, no entanto, é criar filtros para a concessão do auxílio-moradia, que passou a ser pago de forma generalizada em 2014 por decisão liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após forte pressão pública e um acordo com o Executivo em troca do reajuste de 16,38% dos salários dos ministros do STF, Fux revogou a liminar no fim de novembro e determinou que o CNJ e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) regulamentassem os casos de recebimento. Com isso, a tendência é de que o CNMP também analise o tema em sessão de amanhã, e replique a regulamentação feita pelo CNJ, de acordo com cinco integrantes ouvidos pela reportagem. A simetria entre as duas carreiras foi solicitada pelo próprio Fux, que vedou “qualquer distinção entre os membros da magistratura e do Ministério Público”.
No conselho ligado à magistratura, o processo está sob relatoria da presidência, ocupada pelo ministro Dias Toffoli, também presidente do STF. No CNMP, o relator do tema é o conselheiro Sebastião Caixeta, indicado ao órgão pelo Ministério Público do Trabalho.
A elaboração da proposta no CNJ tramita de forma centralizada na presidência, tanto que, até a última semana, a minuta não havia circulado entre os conselheiros. Apesar disso, Toffoli teria consultado os conselheiros, colhendo sugestões. Entre eles, há uma expectativa de que a proposta aprovada seja restritiva em relação aos atingidos, com impacto financeiro pequeno em relação ao que é gasto atualmente.
Em 2017, o Judiciário Federal e o Ministério Público da União gastaram R$ 431,9 milhões com o pagamento do auxílio-moradia, segundo a consultoria de Orçamento da Câmara. Para um integrante do CNJ, é vantajoso que a regulamentação seja feita pelo órgão, para evitar que tribunais estaduais estabeleçam novas normas e generalizem, mais uma vez, a concessão do auxílio.
Condição. Na decisão de novembro, Fux condicionou o fim do pagamento indiscriminado à efetivação do reajuste salarial de 16,38%, sancionado pelo presidente Michel Temerpara os ministros do STF – base para o restante do funcionalismo público. A revisão foi autorizada por Temer no mesmo dia em que Fux revogou as liminares de 2014, já que o fim do auxílio foi usado como moeda de troca nas negociações pelo reajuste.
A brecha para a volta do benefício para alguns casos foi criada pela decisão de Fux, uma vez que o ministro defende a legalidade do auxílio-moradia, previsto pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Fux ressalvou um novo contexto de “repercussão amazônica”, referindo-se ao quadro fiscal brasileiro. O reajuste do salário dos ministros do STF deve provocar um efeito cascata com impacto de R$ 4,1 bilhões nas contas da União e de Estados, segundo cálculos da Câmara e do Senado.
Quando as liminares de 2014 foram revogadas por Fux, a ampla decisão do ministro, tomada de forma individual, foi criticada nos bastidores do STF. Ministros entenderam que o tema devia ser analisado pelo plenário do STF, pelos 11 ministros. Havia a possibilidade, inclusive, de o benefício ser declarado inconstitucional pela Corte.
A Loman é de 1979. Ela previa a ajuda nas comarcas em que não houvesse residência oficial para juiz, exceto nas capitais. Em 1986, mudança na lei retirou a expressão “exceto nas Capitais”, ampliando as possibilidades de recebimento.

Benefício passará por novo crivo do Congresso

Após enfrentar a regulamentação pelo CNJ, o auxílio-moradia ainda deve passar pelo crivo do Congresso Nacional. O parecer do projeto de lei que regulamenta o teto salarial dos servidores públicos prevê a restrição do pagamento do benefício, impondo regras como estar em localidade diversa do domicílio legal, não ter morado na cidade nos últimos 12 meses e não conviver com pessoa que receba o benefício ou tenha imóvel funcional. As medidas estão no relatório do deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), relator do projeto, divulgado em junho.
Por meio dele, no entanto, não há chance de o benefício ser extinto, afirmou Bueno. “A comissão especial trata do teto remuneratório, não trata de acabar ou instituir qualquer tipo de benefício, então não pode acabar com o auxílio-moradia.” O projeto, atualmente na comissão especial, ainda não está pronto para ir ao plenário.
Bueno, que disse estar empenhado para que ele seja votado no próximo ano, afirmou que o Congresso Nacional deve resolver logo a questão, para “restabelecer o protagonismo” do Legislativo em torno do tema. “E não deixar que o Poder Judiciário, ou quem quer que seja, faça a legislação ao seu bel sabor.”
Supremo. Presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e coordenador da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), Guilherme Feliciano disse entender que, em relação aos magistrados, seria responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF) enviar um projeto de lei ao Congresso, já que os juízes respondem às regras previstas pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). “E não foi esse o caso (no projeto de lei relatado por Bueno), a iniciativa não foi do STF, mas do Parlamento”, afirmou Feliciano.
O presidente da Anamatra, no entanto, destaca que é uma diferença técnica, já que uma iniciativa do STF poderia sugerir as mesmas medidas que estão sendo discutidas no PL do teto remuneratório. “De todo modo, acho que deve ter uma regulamentação uniforme para o caso. O ideal seria isso, que as regras fossem iguais para todos.”
ESTADÃO CONTEÚDO

Fonte: Blog do BG
 

LOCAIS

Organização estima que mais de 90 mil pessoas participaram da 9ª edição do Halleluya Natal

A organização do Festival Halleluya estimou nos três dias de evento, mais de 90 mil pessoas no anfiteatro da UFRN. O Festival é promovido pela Comunidade Católica Shalom e tem o objetivo de levar a cultura de paz para a cidade do Natal. Realizado anualmente, o evento superou a expectativa de público, tendo um aumento de 17 mil pessoas de 2017 para 2018.
No domingo, 16, a programação começou com uma missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha, e terminou com os shows da Irmã Kelly Patrícia e Eliana Ribeiro. “Que possamos sair daqui com o desejo de querer mais, mais bondade, mais amor, mais partilha, mais vida”, disse Dom Jaime. “Cada um vai descobrir no seu íntimo o que é esse algo a mais que devemos buscar para a glória de Deus e para a nossa felicidade”, finalizou o arcebispo.
Durante os três dias de Festival, mais de 1500 voluntários trabalharam. “Foi um Halleluya surpreendente na dimensão do público, das atrações e das surpresas que tivemos na resposta de quem passou pelo anfiteatro da UFRN. Antes o Halleluya era só uma opção para o público e hoje é o atrativo principal”, afirmou o produtor executivo do Festival, Caio Rodrigues. Em 2018, o Halleluya Natal foi incluído no calendário oficial de eventos da cidade do Natal, através de Lei nº 6.806 publicada no Diário Oficial do Município (DOM).
O Halleluya promoveu ainda uma onda de solidariedade. No evento foram doados cerca de 750 produtos esportivos e escolares para os projetos de promoção humana desenvolvidos pela Comunidade Católica Shalom, que visam levar dignidade e esperança para pessoas que estão à margem da sociedade.
O Halleluya Natal teve o patrocínio da Unimed Natal, Miranda Computação, Laluk Semijóias, Gil Móveis, Natal Card e Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo.

CRISE GRAVE: Hotel Parque da Costeira, que já foi referência em Natal, vive dias difíceis

O Hotel Parque da Costeira, que já foi referência no setor na década de 90 e tratado como um dos melhores hotéis do Estado, vive dias de dificuldade e pode fechar as portas.
Os motivos são vários, vão desde gestões conflituosas até problemas judiciais. O hotel se encontra afundado em dívidas trabalhistas, em meio a uma judicial entre atual proprietário e ex, denúncias de abandono, passando por cortes de energia e ainda recebendo avaliações negativas em todos os sites de turismo.
Essa semana, funcionários decidiram entrar em greve com várias reclamações, mas, principalmente, pelo direito de receber os salários que está atrasados há meses. Esse foi apenas o estopim de uma crise que já dura meses.
As brigas judiciais podem ser o principal  motivo da derrocada do hotel porque, aparentemente, o hotel terminou sendo vendido duas vezes. De um lado, um dos grupos que comprou o Hotel e que tenta reaver a propriedade judicialmente, alegando prejuízos  milionários e tentativa de golpe comercial. Do outro, um outro grupo que está explorando comercialmente o hotel e que tenta mudar o nome para Blue Beach, numa tentativa de apagar a imagem negativa que o hotel passa hoje.
No meio disso, os funcionários que não estão recebendo e os hóspedes que estão com péssimos serviços.
O que vai ser do hotel, só o tempo dirá, mas o fato é que o Hotel Parque da Costeira já não tem seus dias de glória há tempos.
Fonte: Blog do BG

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