PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA QUINTA-FEIRA

Por G1

12/09/2019 02h30  Atualizado há 54 minutos


NACIONAIS

Podcast O Assunto

Renata Lo Prete conversa com Valdo Cruz, colunista do G1sobre a nova CPMF e como ela foi a gota d’água para a queda do secretário especial da Receita Marcos Cintra. O economista Carlos Góes conta como a “nova CPMF” pode impactar no cotidiano dos brasileiros. Ouça:

Tire dúvidas sobre os saques do FGTS

Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS

Funciona Assim: Entenda a liberação dos saques do FGTS

A Caixa Econômica Federal começa a liberar amanhã o saque de até R$ 500 de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para correntistas do banco nascidos de janeiro a abril. Saiba quem tem direito, como serão os saques e se é preciso cancelar retirada, entre outras dúvidas. Você poderá tirar dúvidas ao vivo no G1.

Serviços

Saem nesta quinta-feira dados de julho sobre o desempenho do setor de serviços. Em junho, o volume do setor caiu 1%, na comparação com o mês anterior, eliminando o ganho acumulado de 0,4% observado entre abril e maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quarta e mais intensa queda no ano.

Rock in Rio

Veja o que pode e o que não pode entrar no Rock in Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Veja o que pode e o que não pode entrar no Rock in Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Quem for ao Rock in Rio – que começa no dia 27 – não poderá levar uma série de itens, sob risco de serem descartados na porta. A exemplo das edições anteriores, a organização do festival proibiu guarda-chuvas, bastões de selfie e bebidas trazidas de casa em qualquer recipiente – até “squeezes” serão barrados. Veja o que levar e o que não levar.

E mais do festival:

Fafá de Belém no show 'Humana' — Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Fafá de Belém no show ‘Humana’ — Foto: Murilo Alvesso / Divulgação

Fafá de Belém vai participar de encontro paraense no Rock in Rio. Ela vê a música do estado ainda à margem do pop no país. “Estamos fora de uma rota óbvia”, diz ao G1.

“Sofri menos bullying por ser mulher que por ser do Norte”, afirmou a cantora.

Quiz

Boy bands, vaias, popstars… O que nunca aconteceu no Rock in Rio? Muita coisa já movimentou o festival brasileiro desde sua primeira edição, em 1985, mas tente adivinhar o que ainda não rolou. Edição de 2019 começa no dia 27 de setembro

Salão de Frankfurt

Salão de Frankfurt: 'Entre' no 1º carro compacto elétrico da Honda

Salão de Frankfurt: ‘Entre’ no 1º carro compacto elétrico da Honda

O visual fofinho e retrô já é conhecido por quem acompanha salões do automóvel… A Honda começou a mostrar a cara de seu primeiro carro compacto elétrico há 2 anos. Mas a versão que chegará às lojas faz sua estreia no Salão de Frankfurt, que abre ao público nesta quinta-feira.

G1 mostra em detalhes como é o “Honda e“, que tem porte de Chevrolet Onix e, por isso, não deverá concorrer tão diretamente com o novo hatch elétrico da Volkswagen, o ID3, outra estrela do salão — o alemão tem tamanho semelhante ao do Golf.

Futebol

Athletico-PR sai na frente na briga pelo título da Copa do Brasil

Athletico-PR sai na frente na briga pelo título da Copa do Brasil

Athletico-PR saiu na frente do Internacional na briga pelo título da Copa do Brasil, cujo campeão receberá uma boa bolada pelo troféu e também uma vaga na Libertadores 2020. O time paranaense venceu por 1 a 0 ontem e está em vantagem para o jogo final, que será realizado na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Curtas e Rápidas:

  • Oktoberfest em SP terá 20 tipos de cerveja,154 pratos alemães e 100 horas de música
  • Blog do Altieres Rohr: Entenda por que você pode receber alertas de vírus falsos no celular

Previsão do tempo

Veja a previsão do tempo para quinta-feira

Veja a previsão do tempo para quinta-feira

Fonte: G1

 

Por Blog do BG

REDE DE INTRIGA: PF suspeita de delegado do RJ em ‘caso Hélio Negão’

Investigação da Polícia Federal identificou o delegado Leonardo Tavares, lotado na Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev) no Rio de Janeiro, como o principal suspeito de tentar direcionar uma apuração de crime previdenciário para um alvo chamado “Hélio Negão”, o mesmo apelido usado pelo deputado Hélio Fernando Barbosa Lopes (PSL-RJ), amigo do presidente Jair Bolsonaro.

A possibilidade de inclusão indevida do nome em um inquérito foi o que motivou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a determinar uma apuração sobre o caso na segunda-feira, 9. Ainda não está claro para a Polícia Federal, porém, se o alvo da investigação era o próprio deputado ou um homônimo.

Nos bastidores da PF, as suspeitas são de que a inclusão indevida do nome em um inquérito teria como objetivo a queda do superintendente do órgão no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, como forma de fragilizar o diretor-geral da instituição, Maurício Valeixo, indicado do ministro.

No despacho que autoriza a investigação, Moro citou “aparente inclusão fraudulenta do nome do deputado federal Hélio Negão em inquérito que tramita perante a Polícia Federal do Rio de Janeiro e que teria por objeto condutas de pessoa com o mesmo apelido”. Determinou, então, a “imediata apuração dos fatos no âmbito administrativo e criminal, com a identificação dos responsáveis”. O ministro ainda pediu para ser “mantido informado sobre os desdobramentos”.

O delegado Leonardo Tavares já respondeu a procedimentos disciplinares em razão de sua conduta na Polícia Federal. Em um deles, chegou a ser suspenso por ofender e “faltar com urbanidade” em relação a uma colega delegada.

Ele também já se envolveu em uma discussão dentro do gabinete de Saadi com outros funcionários. O episódio é alvo de uma apuração interna.

Segundo mapeamento feito pela PF, Tavares é ligado a um grupo do qual faz parte o delegado Victor Poubel, que tem longa trajetória na superintendência fluminense e, segundo colegas, almeja comandar a unidade regional da corporação.

O grupo também contaria com o delegado Hélio Khristian Almeida, que foi alvo de busca e apreensão por suspeita de atuar para despistar as investigações do caso Marielle Franco. A PF investiga se houve obstrução da Justiça neste episódio.

Valeixo, porém, indicou para a vaga na unidade do Rio o delegado Carlos Henrique Oliveira, atual superintendente da Polícia Federal em Pernambuco. Até agora, no entanto, ele não assumiu.

Um outro grupo que tenta assumir a Superintendência do Rio de Janeiro tem como candidato o delegado federal Alexandre Saraiva, atual chefe no Amazonas. O delegado teve uma aproximação com Bolsonaro no fim do ano e quase foi indicado para o Ministério do Meio Ambiente.

Procurados ontem por meio da assessoria de imprensa da Polícia Federal, os delegados Tavares, Poubel e Almeida não haviam se manifestado até a conclusão desta reportagem.

‘Rede de intrigas’

Dentro da PF, a posição de Moro de mandar investigar a inclusão indevida de Hélio Negão num inquérito foi vista como uma defesa das gestões de Saadi – já exonerado – e de Valeixo, que também deve deixar o cargo.

Para o grupo que está atualmente no comando da PF, a apuração do caso Hélio Negão será uma oportunidade de identificar de onde saíram “ruídos” que levaram a uma insatisfação do presidente com a atuação do órgão.

Conforme mostrou o Estado, Moro já disse a Bolsonaro que existe uma “rede de intrigas” que age para desgastar a relação dos dois. A “gota d’água” para o ministro foi a suspeita de que o nome de Hélio Negão foi incluído com este intuito, o que motivou sua primeira medida concreta.

Moro tem evitado comentar publicamente declarações do presidente sobre troca no comando da PF e trabalha nos bastidores para manter Valeixo.

A PF também já fez menção a “intrigas” em nota pública para negar interferências políticas do presidente no órgão. O tom diverge do adotado quando, também em nota, contradisse a declaração do presidente de que a saída de Saadi era por “questão de produtividade”. Na ocasião, disse que a troca já estava prevista e negou que estivesse relacionada ao trabalho do delegado à frente da superintendência. Segundo o Estado apurou, a nota irritou Bolsonaro.

O presidente também tem demonstrado incômodo com interpretações de que mudanças na PF têm como motivação possíveis investigações envolvendo sua família. Em declarações públicas sobre o assunto, ele já disse ser preciso “arejar” a PF.

Direção da PF não tem nome definido

saída de Valeixo é dada como certa na PF. No entanto, ainda não há uma data nem um nome definido para a sua sucessão.

Além da cúpula atual, dois grupos tentam conquistar o posto. O primeiro é liderado pelo delegado Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, e conta com Alessandro Moretti, seu secretário adjunto no DF, e o superintendente regional da PF no Distrito Federal, Márcio Nunes. Esse grupo tem o apoio do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, e a simpatia do ex-deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR).

O outro grupo é encabeçado por Alexandre Ramagem, atual diretor da Associação Brasileira de Inteligência (Abin), que chefiou a equipe de segurança de Bolsonaro após a facada sofrida por ele durante a campanha eleitoral.

Ramagem também é próximo de Alexandre Saraiva, o nome defendido pelo presidente para assumir a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro no lugar de Saadi.

ESTADÃO CONTEÚDO
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Deputado diz que “não tem duvida” da transação envolvendo o mandato de Jean Wilis para David Miranda

O deputado José Medeiros (Pode-MT) vê “confirmação da obscuridade” no caso da movimentação considerada suspeita pelo Coaf de R$2,5 milhões nas contas do deputado David Miranda (Psol-RJ), casado com o jornalista Glen Greenwald. Medeiros pediu à Procuradoria-Geral da República para investigar possível compra do mandato do ex-deputado Jean Wilis (Psol-RJ) para favorecer Miranda, que era o suplente.

“É caso de polícia”, insiste o deputado José Medeiros, que agora não tem dúvidas da transação envolvendo o mandato.

“Onde tem fumaça, tem fogo, agora é impossível descobrir esse fogo”, disse José Medeiros, sobre as revelações do Ministério Público do RJ.

Para Medeiros, a situação é surreal e mostra que há cidadãos de 1ª e de 2ª. “Temos um sujeito de outro país que não pode ser investigado”.

CLÁUDIO HUMBERTO

 

‘Deputado pode demitir o presidente’, diz parlamentar a ministro de Bolsonaro

O ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro , Luiz Eduardo Ramos, se reuniu nesta quarta-feira com a bancada de deputados federais do Paraná. Durante a reunião, foi cobrado pela liberação de cargos e verbas relacionadas ao acordo para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara.

Ele justificou a demora dizendo que não há dinheiro disponível, mas que seria liberado em breve. Quanto aos cargos, Ramos tem se mostrado insatisfeito com deputados que têm cargos em órgãos federais, mas se posicionam contra o governo.

Diante da cobrança, o ex-ministro da Saúde de Michel Temer, Ricardo Barros (PR), hoje deputado pelo PP, fez uma intervenção para dizer que “o presidente não pode demitir deputado, mas o deputado pode demitir o presidente”.

Procurado, Barros disse que gostou da conversa e que Ramos está aberto ao diálogo com parlamentares. O deputado diz que não fez o comentário como uma ameaça. Para ele, “quanto mais desarticulado o governo”, melhor para o Congresso.

— Se precisar demitir o presidente nós demitimos, ele não pode demitir o Congresso. A palavra é nossa final, ele é que tem que querer estar de bem conosco. Se ele não quer, está ótimo para nós. O Congresso está vivendo um ótimo momento com essa independência — diz Barros.

Para o deputado, o esquema em que o governo optou por governar, sem negociar ministérios com partidos, não dá margem para que deputados sejam cobrados depois por votações específicas. Isso faz com que o Congresso seja mais independente, segundo Barros, eleito deputado federal pela primeira vez em 1994.

Ramos disse ao GLOBO que a declaração de Barros não teve nenhuma intenção provocativa e que o deputado fez apenas uma explanação sobre o presidencialismo de coalizão, esquema em que os partidos governam em conjunto com o presidente, mas ocupam cargos de primeiro escalão, como ministérios.

— Foi uma conversa bem franca. Ricardo Barros, que é um deputado muito experiente, fez uma explanação sobre presidencialismo de coalizão. Disse que o Parlamento já impediu Collor e Dilma. Não teve nenhuma intenção negativa, e a conversa foi muito boa.

O GLOBO

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Governo avalia aumentar fundo eleitoral de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,7 bilhões

Em um aceno ao Congresso, o governo avalia aumentar o fundo eleitoral para o próximo ano. O dinheiro, destinado a campanhas de candidatos a vereador e prefeito nas eleições municipais de 2020, deve subir de R$ 1,87 bilhão e poderá atingir até R$ 3,7 bilhões. Esse é o valor pleiteado por líderes partidários, que se articulam para aumentar o tamanho do fundo previsto para o Orçamento do ano que vem. O montante final ainda não foi fechado.

A mudança no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, que já foi elaborado pelo Ministério da Economia, seria feita por meio de uma mensagem modificativa, encaminhada pelo próprio Executivo ao Congresso, segundo fontes. O governo, que havia proposto inicialmente R$ 2,5 bilhões, já admitiu erro nas contas do fundo, o que reduziria o valor para R$ 1,87 bilhão. A pressão política, porém, fez o Executivo mudar de posição e a ideia agora é ampliar os recursos para as campanhas municipais.

Para conseguir aumentar o fundo, o Ministério da Economia terá que indicar corte de outras despesas, uma vez que o Orçamento do próximo ano está pressionado pelo teto de gastos. Essa regra limita o crescimento de despesas da União e estrangulou o caixa do governo federal em 2020. Com o crescimento das despesas obrigatórias, como aposentadorias e salários de servidores, a equipe econômica tem menos espaço para outros gastos.

A discussão sobre o valor destinado para o financiamento da campanha eleitoral deve ganhar mais força no fim do ano, quando a proposta orçamentária será votada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e pelo plenário do Congresso Nacional. O relator do projeto, deputado Domingos Neto (PSD-CE), disse que a definição sobre o tamanho do fundo eleitoral será uma questão de todas as legendas:

— A questão do fundo eleitoral é uma decisão pluripartidária e de governo. Essa vai ser uma matéria que vai precisar ter convergência. A intenção é que seja por consenso.

Domingos Neto espera que o governo encaminhe um pacote de corte de gastos obrigatórios. Com a redução dessas despesas, será possível liberar mais espaço para outros gastos, como investimentos e manutenção da máquina pública, além do fundo eleitoral. A previsão é que esses valores atinjam a mínima histórica de R$ 89,1 bilhões no próximo ano.

O projeto do Orçamento enviado pelo governo para 2020 prevê R$ 2,5 bilhões para o financiamento da campanha de vereadores e prefeitos. Em 2018, foi pago R$ 1,7 bilhão para esse mesmo fim. Após ser criticado nas redes sociais pelo aumento de 48%, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que apenas cumpriu a determinação da lei, enviando ao Congresso o valor mínimo, estipulado em um ofício pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em seguida, o governo admitiu que houve um erro de cálculo, e que o valor do fundo seria reduzido para R$ 1,87 bilhão. Agora, no entanto, deve ceder à pressão da maioria do Congresso. A maior parte da base bolsonarista, porém, é contra aumentar esses recursos, e deputados do PSL já declararam que pretendem tentar derrubar medidas nessa direção.

A articulação para aumentar o fundo eleitoral é conduzida principalmente pelo centrão. Esses deputados tentaram aumentar o fundo já na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas desistiram. A LDO estabelece as bases para o Orçamento e ainda não foi votada pelo plenário do Congresso.

O GLOBO

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TENSO: STF prepara sequência de julgamentos decisivos para Sérgio Moro e a Lava Jato

O STF (Supremo Tribunal Federal) se prepara para dar em outubro o seu mais duro recado à Operação Lava Jato e ao ministro da Justiça, Sergio Moro.

Segundo ministros ouvidos pela Folha, a pauta da corte deve ser tomada por julgamentos que, em suma, podem tornar sem efeitos decisões do ex-juiz e da força-tarefa coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol.

O presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, indicou aos colegas estar disposto a levar ao plenário no próximo mês as ações que questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância —uma das principais bandeiras da Lava Jato— e a discussão que anulou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

Segundo esses magistrados, a provável inclusão dos temas na pauta do plenário sinaliza que, hoje, já haveria maioria a favor das teses contrárias à Lava Jato.

O presidente da corte também admitiu antecipar o debate sobre uso de dados detalhados de órgãos de controle —como Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Receita Federal e Banco Central— sem autorização judicial. Inicialmente, ele estava previsto para 21 de novembro.

Em julho, Toffoli atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e suspendeu investigações criminais que usassem informações detalhadas desses órgãos.

Moro chegou a ir ao Supremo para relatar a Toffoli sua insatisfação com a decisão, dizendo que ela poderia colocar em risco o combate à lavagem de dinheiro.

O episódio irritou o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ampliou a desconfiança do Palácio do Planalto com o ministro da Justiça —no momento em que a atuação do ex-juiz foi colocada em xeque após mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil e por outros órgãos de imprensa, como a Folha.

É nesse ambiente de desgaste de Moro que Gilmar Mendes pretende retomar, também em outubro, o julgamento da alegada suspeição do ex-juiz —até lá, a avaliação no Supremo é a de que estará consolidada uma derrota de Moro na Segunda Turma da corte.

Os magistrados vão voltar a discutir um pedido de habeas corpus formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual se alega a falta de imparcialidade de Moro na condução do processo do tríplex de Guarujá (SP).

Se a solicitação for aceita, a sentença pode ser anulada e o caso voltaria aos estágios iniciais. Com isso, Lula poderia sair da cadeia.

O julgamento chegou a ser marcado para 25 de julho, mas Gilmar pediu que ele saísse da pauta. Para o ministro, a corte deveria aguardar os desdobramentos do vazamento das conversas atribuídas a Moro com a cúpula da Lava Jato.

Naquele momento, já havia a perspectiva de que surgissem novos diálogos que pudessem corroborar o que alegam os advogados de Lula.

De fato, passados mais de 45 dias daquela sessão, os ventos no Supremo mudaram, avaliam ministros.

Desde então, de acordo com relatos de magistrados nos bastidores, o decano Celso de Mello passou a dar sinais de incômodo com o conteúdo das mensagens reveladas. O ministro é considerado peça fundamental para que a alegada suspeição de Moro volte a ser debatida e seja acatada pelo colegiado. Gilmar estaria apenas esperando uma sinalização do colega para liberar o processo.

A avaliação de uma ala do Supremo é a de que, hoje, a maioria dos ministros da Segunda Turma já não tem mais dúvidas sobre a parcialidade de Moro. O entendimento tem sido reforçado pela repercussão internacional. Um magistrado disse à Folha, na condição de anonimato, que o STF precisa se posicionar porque o cenário para a Justiça brasileira está ruim.

No início de agosto, como informou a colunista Mônica Bergamo, um grupo de 17 juristas, advogados, ex-ministros da Justiça e ex-membros de cortes superiores de oito países escreveu texto conjunto em que afirmavam que as mensagens trocadas entre Deltan e Moro “estarreceram todos os profissionais do direito”.

“Num país onde a Justiça é a mesma para todos, um juiz não pode ser simultaneamente juiz e parte num processo”, afirmaram.

O episódio das mensagens também tem tido impacto nas decisões da ministra Cármen Lúcia. No dia 27, ela acompanhou os colegas Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes e votou pela anulação da condenação de Aldemir Bendine por corrupção e lavagem de dinheiro em uma ação ligada à Lava Jato.

Foi a primeira vez em que o STF anulou uma condenação de Moro —abrindo precedente favorável a outros condenados que tiveram processos semelhantes, como o ex-presidente Lula e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB).

Nesta quarta-feira (11), numa sinalização de que pretende acelerar eventual condenação de Lula no processo sobre o sítio de Atibaia (SP), o juiz federal João Pedro Gebran Neto, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), concluiu a análise do recurso sobre a condenação. O processo foi encaminhado ao revisor Leandro Paulsen, responsável por marcar a data do julgamento.

FOLHAPRESS

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Desobediência a ordem expressa de Bolsonaro foi gota d’água e levou à queda de Marcos Cintra da Receita

Jair Bolsonaro ficou especialmente irritado e mandou demitir Marcos Cintra porque viu na divulgação de detalhes da proposta de recriação da CPMF uma desobediência a pedido feito pessoalmente por ele à equipe econômica. Antes de ser internado para sua quarta cirurgia, o presidente foi ao ministério e solicitou que o assunto não fosse esmiuçado até que ele saísse do hospital. Ressaltou que não estava convencido e pediu que o aguardassem para dar rumo à reforma tributária.

Este último episódio acabou sendo a cereja do bolo no processo de fritura de Cintra, agora ex-secretário da Receita. Bolsonaro estava insatisfeito e fazia críticas ao trabalho dele no órgão a outras autoridades, sem qualquer cerimônia, há meses.

Este último episódio acabou sendo a cereja do bolo no processo de fritura de Cintra, agora ex-secretário da Receita. Bolsonaro estava insatisfeito e fazia críticas ao trabalho dele no órgão a outras autoridades, sem qualquer cerimônia, há meses.

No dia 15 de agosto o Painel relatou que a cabeça do então chefe do fisco estava à prêmio.

Na noite desta terça (10), mais de 12 horas antes da exoneração de Cintra, membros da Receita já especulavam, junto a parlamentares, que a queda do chefe era certa.

Na Câmara, o debate sobre a criação de um novo tributo nos moldes da CPMF é considerado natimorto. O DEM, partido dos presidentes do Congresso, liderou a derrubada da contribuição no passado. Assumir sua volta seria uma derrota política, na avaliação de integrantes da sigla.

PAINEL FOLHA

 

LOCAIS

RN tem segunda maior taxa de chikungunya do país

Os casos suspeitos de chikungunya dispararam no Rio Grande do Norte. Foram 8.899  registrados no Estado nas 34 semanas epidemiológicas de 2019, número 391,9% maior que o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.809 casos. A taxa da doença para 100 mil habitantes é a segunda maior do Brasil, tendo 255,8 incidências. O RN fica atrás apenas do Rio de Janeiro, que tem taxa de 447,4 da doença. Os dados são do Ministério da Saúde, em boletim divulgado nesta quarta-feira (11).

Aliado a isto, o RN é a unidade federativa com mais óbitos em investigação pela chikungunya: 28, num universo de 65 em todo o país. No Brasil, foram 57 óbitos confirmados, espalhados em 7 estados. Nenhum deles foi em terras potiguares. As informações apresentadas no documento enviado pelo MS  são referentes ao período de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto de 2019.

Os números de dengue  também apresentam dados alarmantes. No primeiro caso, o RN também amarga o fato de estar nas primeiras posições. Foram 24.635 casos prováveis, contra 20.476 do ano passado. Aumento de 20,3%. A taxa por 100 mil habitantes também é alta: 708,1, a maior do Nordeste e a oitava maior do país. O RN não teve óbitos por dengue em 2019, porém, é a 4º  UF com mais óbitos em investigação: 53.

O Estado também apresentou alta incidência nos casos de zika. Neste caso, segundo o MS, foram levados em consideração apenas a semana epidemiológica de número 33, isto é, até 10 de agosto. No RN, foram 941 casos, contra 445 do ano passado. Aumento de 111,5%. A taxa da incidência por 100 mil habitantes é de 27,0, a segunda maior do país, atrás apenas de Tocantins, que teve 32,3.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap-RN), em boletim que abrange até a 33ª semana epidemiológica, o Estado tinha 5.890 casos confirmados de dengue e outros 3.311 de chikungunya. De acordo com a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica Alessandra Lucchesi, as regiões que apresentam maior incidência, tanto para dengue quanto para chikungunya são as 7ª (Metropolitana), a 5ª (Santa Cruz) e a 1ª (São José de Mipibu).

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/rn-tem-segunda-maior-taxa-de-chikungunya-do-paa-s/459312

TRIBUNA DO NORTE

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Licitação do transporte público de Natal é adiada pela terceira vez este ano pela STTU

A Prefeitura de Natal adiou, pela terceira vez neste ano, a publicação do edital de licitação do transporte público da cidade. A principal justificativa é a necessidade de atualização de uma planilha com valores como custos de insumos. Desde 2013, o Poder Público está trabalhando no processo de lançamento da licitação dos transportes públicos da cidade.

De acordo com a comissão especial de licitação, formada por membros da Secretaria Municipal de Transporte Urbano (STTU), o edital encontra-se em sua fase final de elaboração, e deve ser enviado em “até duas semanas” para a Secretaria Municipal de Administração, que vai fazer a publicação do certame no Diário Oficial do Município.

Até agosto, o argumento da STTU para o tempo na elaboração do edital era o “cuidado” do órgão com o processo licitatório, que teve resultados desertos nos dois lançamentos feitos em 2017.

De acordo com Nilson Queiroga, do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), o tempo utilizado para o lançamento do edital é custoso para as empresas, que aguardam o certame para poder melhorar a frota. “É no edital que vão estar todas as regras e requisitos que vamos precisar cumprir, portanto, não podemos fazer uma renovação da frota, por exemplo, sem que o edital tenha sido lançado”, afirma Queiroga. Ele afirma que, sem o edital, “não há segurança jurídica para que as empresas invistam nos transportes”.

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/licitaa-a-o-do-transporte-paoblico-de-natal-a-adiada-pela-terceira-vez-este-ano/459303

TRIBUNA DO NORTE

 

Seap remove 322 internos de centros de detenção provisórios da Grande Natal

A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap/RN) concluiu a série de transferências dos centros de detenção provisórios da Grande Natal, nesta quarta-feira (11), quando removeu 117 internos que estavam no CDP de Macaíba para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim.

A transferência recente se soma a outros 134 presos provisórios que estavam no CDP de Parnamirim e mais 71 detidos no CDP Natal Zona Sul, encerrando a atividade com este objetivo nestas unidades prisionais. Esses internos foram removidos para o Presídio Estadual de Parnamirim (PEP) e Cadeia Pública de Ceará-Mirim.

O CDP Natal necessita de obras estruturantes e a ideia é transformar o prédio na Central de Monitoramento Eletrônico, responsável pelas tornozeleiras eletrônicas utilizadas por detentos do regime semi-aberto. Já o prédio onde funcionava o CDP Parnamirim será transformado em Centro de Triagem da Grande Natal e o de Macaíba abrigará uma unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).

Devido a medida, a Seap/RN está providenciando a relocação dos servidores destas unidades que tiveram as atividades encerradas dentro do próprio sistema prisional, enquanto que a Ouvidoria da Secretaria entrará em contato com os familiares dos detentos removidos.

Fonte: Blog do BG

 

Ibama diz que vai investigar origem de manchas encontradas em praias do RN

Segundo o Ibama, além da análise das amostras da substância, a investigação consistirá no monitoramento de imagens de radar e satélite

11/09/2019 às 16:24

Cedida

Órgão ressaltou que é difícil identificar a fonte de vazamentos de óleo no mar

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou nesta quarta-feira, 11, que vai investigar a origem das manchas que surgiram no último final de semana em praias do litoral do Rio Grande do Norte. Em nota, o órgão disse que coletou amostras do material e as encaminhou para análise no Rio de Janeiro.

Segundo o Ibama, além da análise das amostras da substância, a investigação consistirá no monitoramento de imagens de radar e satélite. O órgão, contudo, ressaltou que é difícil identificar a fonte de vazamentos de óleo no mar – se é que a substância realmente é óleo, como se suspeita. “Quase sempre as investigações não são satisfatórias visto a (sic) grande extensão de água e suas correntes, além das várias causas de aparecimento de manchas de óleo nas praias”, destacou o Ibama.

As manchas pretas começaram a ser encontradas no RN no final de semana. Inicialmente, o material foi localizado nas regiões da Via Costeira, em Natal; em Muriú, Extremoz; e também em Barra de Maxaranguape. Na segunda-feira, 9, as manchas chegaram a praias da região de Pipa, em Tibau do Sul. O Ibama também diz que há relatos de manchas em Camurupim, em Nísia Floresta.

A principal suspeita é de que a substância encontrada nas praias potiguares seja piche, provavelmente despejado por alguma embarcação em alto mar. Entretanto, essa tese ainda não foi confirmada pelas autoridades.

O material visto no Rio Grande do Norte é semelhante a substâncias que foram encontradas em praias de Pernambuco e da Paraíba na semana passada. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a mancha observada nos outros estados era piche. O órgão ambiental informou que, em uma praia na região do Porto de Suape, foram localizadas também duas tartarugas mortas – que tinham a substância no casco. Os animais foram recolhidos pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, já são quatro os estados com relatos de manchas de piche que chegaram a regiões de praia. Além de Paraíba, Pernambuco e, agora, Rio Grande do Norte, a substância também foi localizada no estado de Alagoas.

“Grandes distâncias entre manchas de óleo encontradas em praias costumam indicar que o ponto de despejo está distante. Considerando que o litoral dos estados não concentra oleodutos e plataformas, órgãos ambientais consideram a hipótese de que o material seja procedente de embarcações”, disse o Ministério do Meio Ambiente, em nota enviada ao Agora RN.

Representantes do Ibama se reuniram para discutir as manchas

As características do piche, ainda de acordo com o MMA, indicam que o material tenha sido despejado há bastante tempo. Segundo o Ibama, “o óleo pode ter decantado há algum tempo e só agora ressurgiu, sendo carregado pelas correntes até as praias”. O órgão acrescentou que um avião sobrevoou a faixa litorânea do Nordeste no início da semana passada e, na ocasião, não foram vistas manchas de óleo na água.

Em Tibau do Sul, onde fica Pipa – segundo maior destino turístico do Estado –, garis e voluntários decidiram se unir para recolher a substância das praias. O secretário municipal de Meio Ambiente, Leonardo Tinôco, afirmou ao Agora RN que o problema já foi atenuado, embora a substância continue chegando às praias trazida pelo mar.

Segundo Tinôco, o material recolhido pelos agentes da prefeitura e barraqueiros da região, além de outros voluntários, deverão ser encaminhados para o Aterro Sanitário de Ceará-Mirim, na Grande Natal, mas, como a substância ainda não está identificada, a destinação exata pode ser outra.

Em nota, o Ibama recomendou à prefeitura e aos voluntários que procurem empresas como a Cril e a Brasólio, que, segundo o órgão federal, são “competentes para receber esse material de contaminação e fazer seu descarte de forma sustentável”. Os técnicos aconselham, ainda, que aqueles que se propuserem a fazer a limpeza evitem entrar em contato diretamente com a substância. A orientação, neste caso, é para o uso de luvas e botas.

Relatos de animais afetados pela contaminação devem ser comunicados ao Ibama, por meio do telefone (84) 3342-0413, e o projeto Cetáceos da Costa Branca, no número (84) 98843-0058.

Fonte: Agora RN

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